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Dentista: como se proteger de eventuais processos judiciais

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Os dentistas, assim como outros profissionais, devem estar vigilantes sobre os tipos de situações que podem levar a processos judiciais contra dentistas.
Quando em geral os pacientes acusam os dentistas de negligência, estão alegando que os serviços ou conselhos do dentista violaram um padrão profissional de atendimento.

Em outras palavras, seu trabalho falhou em atender a expectativas razoáveis com base em seu treinamento e experiência profissional.

Dentistas são profissionais de saúde especializados no diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças, lesões, danos ou perda de dentes, gengivas e boca.

Os dentistas podem tratar dentes mal alinhados com aparelhos ou outros dispositivos. Eles podem preencher, remover ou substituir os dentes naturais ausentes, doentes ou danificados por restaurações artificiais, coroas, pontes, dentaduras ou implantes dentários.

Desde exames e profilaxias até o preenchimento de cavidades e canais radiculares, o dentista fornece serviços inestimáveis para seus pacientes.

A saúde bucal é extremamente importante. O trabalho do dentista é garantir que os dentes dos pacientes tratados estejam e permaneçam fortes e saudáveis.

O número de atendimentos odontológicos no Brasil nos últimos anos vem crescendo grandemente.
Isso é excelente, pois demonstra que nossa população está mais preocupada em cuidar de sua saúde bucal.

Por outro lado tem sido cada vez mais frequente ver pacientes insatisfeitos entrando na Justiça com processos judiciais contra dentistas.

A solução?

Interrompa os processos judiciais antes que eles aconteçam.
Abaixo, compartilhamos algumas dicas sobre como fazer exatamente isso.

Quais situações levam a processos judiciais contra dentistas

Normalmente as alegações dizem respeito à qualidade do trabalho executado pelo dentista. É importante perceber que muitas reivindicações não têm absolutamente nada a ver com o trabalho executado pelo dentista.

As alegações de práticas que mais motivam ações judiciais contra dentistas incluem:

Falha em fornecer aos pacientes todas as informações necessárias

Por exemplo, um paciente pode alegar que o dentista não descreveu completamente todas as opções de tratamento possíveis e os riscos associados. O que poderia significar que o paciente não pôde tomar uma decisão adequada.

Falha nos tratamentos ou procedimentos

Isso pode incluir reivindicações de danos ou lesões dentárias de restaurações danificadas, canais radiculares, implantes, facetas, coroas e muito mais.

Os pacientes também podem alegar que o dentista não detectou cárie ou outro problema durante um exame oral de rotina. E isso desencadeou problemas maiores, mais graves e caros. Um procedimento odontológico que resultou em séria infeção é um exemplo. À propósito, aproveito para compartilhar com vocês medidas de controle de infecção no atendimento odontológico disponíveis neste link.

Conselho profissional questionável

Os pacientes podem alegar que o dentista não forneceu um conselho profissional sólido. Eles também podem alegar que o dentista não encaminhou o paciente a um especialista quando necessário.

Responsabilidade por produtos

Os dentistas podem ser responsabilizados pelo uso de produtos, dispositivos orais e materiais defeituosos. Isso mesmo que o dentista não tenha fabricado os itens em questão.

Danos em nervos

Reivindicações comuns alegam que um dentista danificou o nervo lingual ou nervo alveolar inferior enquanto fazia anestesia ou durante remoção dental.

Erros de diagnóstico

Os pacientes podem alegar que o dentista diagnosticou uma condição incorretamente. Ou seja, que o dentista fez um diagnóstico tardio ou que não conseguiu diagnosticar a patologia a tempo de barrar sua evolução.

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O que os dentistas podem fazer para evitar ações judiciais

A melhor maneira de “vencer” processos judiciais contra dentistas é interrompê-los antes que aconteçam.

Aqui seguem algumas dicas para evitar e prevenir incomodações:

1. Comunique-se claramente com seu paciente antes do tratamento

Nunca inicie o tratamento de pacientes até ter certeza de que eles entendam exatamente o que você fará e os possíveis riscos envolvidos.

Não tome como certo que seus pacientes tenham conhecimento prévio de procedimentos odontológicos.

Fale claramente e não deixe de incentivá-los a fazer perguntas.

Você pode até pedir que seus pacientes assinem um termo de consentimento que declare entender o tratamento e seus riscos.

2. Fique atento a consultas perdidas ou canceladas

Seu consultório ou clínica deve ter um protocolo por escrito para acompanhar pacientes que perdem ou cancelam uma consulta.
Isso mesmo que seja apenas uma profilaxia a cada seis meses.
Uma consulta perdida significa que você pode perder a oportunidade de diagnosticar uma condição grave o mais rápido possível.
Condição essa que o deixa vulnerável a futuras alegações de negligência.

3. Fique na sua zona de conforto

Se os pacientes chegarem a você com um problema que você não se sinta confortável em diagnosticar ou tratar, encaminhe-os a um especialista em quem você confia.

Se você decidir prosseguir com um procedimento e venha a falhar, os pacientes (e seus advogados) podem argumentar que um especialista seria uma rota mais segura. E que assim você deveria tê-los orientado nesse sentido.

4. Mantenha registros precisos

Embora possa parecer trabalhoso, procure manter registros dos claros dos atendimentos realizados. Alguma coisa saiu errado? Anote, para não esquecer. Detalhe as providências tomadas.
Se houver uma complicação ou se o paciente descobrir mais tarde, a reação pode ser surpresa, raiva ou uma reclamação contra a prática do dentista.

5. Nunca apague nada no prontuário do paciente

Não apague nada, nem mesmo erros no prontuário do paciente.
Se o dentista acidentalmente registrar um erro em um gráfico, basta riscá-lo e anotar que é um erro.

Se esse paciente entrar com uma ação judicial posteriormente e seus registros forem examinados, parecerá suspeito se as entradas tiverem sido apagadas.

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Apólice de seguro para você e/ou sua clínica

Apesar de todas essas precauções, é uma boa ideia e recomendável  para os dentistas contratarem uma apólice de seguros de Responsabilidade Civil.

A cobertura de um seguro pode ajudar o dentista a encontrar um advogado afeito a questões da odontologia e a pagar os custos associados a uma ação judicial. Isso inclui honorários da defesa, honorários judiciais, acordos e julgamentos.

Frente às incertezas, se você contar com um seguro individual e/ou para sua clínica odontológica as coisas podem ficar muito mais fáceis.

Por que clínicas odontológicas também necessitam de um seguro?

Todos os dentistas empresários precisam contar com certas modalidades de seguro comercial e uma boa corretora.

Não são apenas tipos específicos de cobertura obrigatórios, mas também que garantam proteção contra eventuais ações judiciais.

São riscos inerentes à profissão. Na falta de um seguro, as despesas podem alcançar valores exorbitantes. Tentar cobrir esses custos por conta própria pode trazer ao dentista empresário muitas incomodações e dificuldades.
A contratação de uma apólice de Responsabilidade Civil pode proporcionar ao dentista segurança e tranquilidade.

O seguro de sua clínica odontológica o ajudará a cobrir o custo de quaisquer contratempos que possam surgir. Estando devidamente segurado, em vez de ter que pagar por despesas decorrentes de processos judiciais por conta própria, a companhia de seguros pagará por você.

Em outras palavras, o seguro pode ajudá-lo a evitar sérios problemas financeiros. É uma necessidade absoluta para o dentista de forma individual e também para o proprietário de uma clínica odontológica.

Nós do Dentalis pesquisamos pra vocês e no segmento de seguros para dentistas encontramos uma corretora especialista em questões voltadas para a odontologia que temos a satisfação em recomendar.

Se você já quiser fazer uma cotação (sem compromisso) de uma apólice de seguro para você e/ou sua clínica basta acessar este link.

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Dentista com dores nas costas? Saiba o que fazer

Dentista com dores nas costasDentista com dores nas costas? Algo bem comum no seu dia a dia, não é mesmo? A questão é como prevenir e aliviar essas dores. Elas podem ter várias origens e razões, mas aquela que mais incomoda é a dor de todos os dias. Aquela relacionada à atividade do trabalho.
E tenha a certeza, o seu trabalho pode ser uma das causas mais prováveis, sem que muitas vezes você não se aperceba disto.

De acordo com um estudo publicado em 2016 pela North American Spine Society (NASS), foram apontadas as profissões que mais riscos acarretam para a sua coluna. A odontologia faz parte deste rol de profissões.

O tema dores nas costas já foi destaque em um post anterior aqui do blog Dentalis. Já neste outro artigo a má postura é relacionada aos erros posturais  do dentista no exercício da profissão.

Dores nas costas: mais comum do que se pode imaginar

Na área odontológica, muitos procedimentos exigem movimentos corporais de torção e estática por longos períodos de tempo. Pesquisas sugerem que dores nas costas dos dentistas, pescoço e ombros são comuns, e são causadas principalmente devido às posturas de trabalho, o design dos equipamentos e a duração do procedimentos. Não são apenas os dentistas já formados que sofrem com dores nas costas. Muitos estudantes de odontologia já padecem do mesmo problema.

Manter o corpo debruçado e torto sobre um paciente por horas e horas durante anos exige muitos dos músculos. Quando a cabeça, tronco e pescoço estão debruçados para um lado, o lado dos músculos que estão sendo usados se tornam menores e mais fortes, enquanto o outro lado fica esticado e mais fraco, provocando um desequilíbrio na musculatura.

Para evitar o problema, seguem algumas atitudes e cuidados que podem ser tomadas pelo dentista com dores nas costas para prevenção e alívio da dor.

Prevenção do Transtorno do Pescoço, Ombro e Costas

Recomendações ergonômicas para minimizar os riscos de lesões nas costas se concentram em melhorar a postura de trabalho e o design do equipamento. Medidas simples que o dentista com dores nas costas pode tomar para prevenir e aliviar essas dores:

  1. Mudar Postura – Alternar entre sentar e levantar para reduzir a fadiga postural e maximizar a variedade postural, o que ajuda a reduzir a fadiga muscular estática.
  2. Use Suporte – Quando sentado ou em pé, não se incline para a frente ou incline-se em uma postura sem suporte por períodos prolongados. Se você estiver sentado, sente-se ereto ou recline ligeiramente em uma cadeira com bom suporte para as costas e use um bom apoio para os pés, se necessário. Se você estiver em pé por períodos prolongados, tente encontrar algo para ajudá-lo a se apoiar.
  3. Alcance seguro – Evite ter que alcançar desajeitadamente o equipamento e trabalhe próximo ao paciente. Mantenha os itens usados ​​com mais frequência a uma distância de cerca de meio metro no máximo. Use assistentes para ajudar a posicionar o equipamentos e materiais para esta área.
  4. Postura normal do braço – Mantenha os cotovelos e a parte superior dos braços perto do corpo e não levante e tensione os ombros quando estiver trabalhando. Além disso, certifique-se de que as posturas das mãos não sejam desviadas, pois isso pode levar a problemas no pulso.
  5. Use Equipamentos Confortáveis ​​- Use equipamentos que não sejam muito pesados, que possam ser usados ​​sem a postura da parte superior do corpo, e que pareçam confortáveis ​​de usar. Equipamentos projetados ergonomicamente ajudam a minimizar as tensões nas extremidades superiores e nas costas.
  6. Gerencie o tempo – Evite consultas longas sempre que possível, ou intercale-as com intervalos curtos de descanso nos quais você muda de postura e relaxa as extremidades superiores.
  7. Alongue-se – Alguns exercícios e alongamentos básicos para fazer no consultório podem mudar drasticamente sua rotina e produtividade. Abaixo, seguem alguns exemplos.

Como aliviar as dores nas costas dos dentistas

Dentista com dores nas costas? Dica importante para encontrar o alívio

Em todas as idas à academia, os instrutores enfatizam a importância do alongamento.
O que muitas pessoas não percebem é que devem se alongar durante o dia todo. É fundamental se a rotina de trabalho exigir muito do pescoço, costas e os ombros por longos períodos de tempo.

Os dentistas e sua equipe se enquadram nessa categoria e devem se alongar regularmente ao longo do dia. É uma estratégia rápida e eficiente de como encontrar alívio para essas dores.

Veja cinco alongamentos simples para ajudar sua equipe a começar

  • Alongamento do pescoço: puxe gentilmente a cabeça em direção ao ombro e segure por três respirações profundas. Então, repita isso do outro lado.
  • Alongamento do quadril: Deite-se de costas no chão, cruze o tornozelo sobre o joelho. Puxe as pernas em direção ao peito. Segure por três respirações profundas. Então, repita o mesmo do outro lado.
  • Torção da coluna vertebral: Sente-se de pernas cruzadas no chão e gire suavemente para o lado. Mantenha por três respirações profundas, depois gire para o outro lado e repita.
  • Pose da criança: Este não é mais apenas para os iogues. Deite-se de bruços com os joelhos dobrados debaixo de você e os braços estendidos à sua frente. Coloque as palmas das mãos no chão. Você deve sentir um alongamento dos ombros até a parte inferior das costas. Mantenha essa posição por três respirações profundas.
  • Alongamento das costas: Deite-se de costas no chão, traga os joelhos até o peito. Até sentir um alongamento na parte inferior das costas. Mantenha esta posição por três respirações profundas.

Tipos de dores nas costas

Um dentista com dores nas costas pode se perguntar: de onde vem essas dores? Primeiro precisamos falar um pouco sobre os tipos de dor.

A dor nas costas que vem de repente e dura não mais do que seis semanas (aguda). Pode ser causada por uma queda ou trabalho pesado. Dor nas costas que dura mais de três meses (crônica) é menos comum que a dor aguda. As dores relacionadas ao exercício profissional são as que mais se enquadram no segundo caso. As causas são muitas vezes pouco consideradas. A dúvida que permanece é como encontrar uma solução para o dentista com dores nas costas.

Sendo ou não decorrente do exercício profissional, a dor nas costas, muitas vezes se desenvolve sem uma causa que possa ser identificada facilmente. Vamos às possibilidades:

As condições comumente relacionadas à dor nas costas

  • Tensão muscular: O trabalho pesado repetido ou um movimento súbito e desajeitado podem esticar os músculos das costas. O mesmo pode ocorrer com os ligamentos da coluna vertebral. Uma tensão constante nas costas pode causar espasmos musculares dolorosos;
  • Discos vertebrais: Discos agem como almofadas entre os ossos (vértebras) da coluna. O material macio dentro de um disco pode inchar ou romper e pressionar um nervo. No entanto, você pode ter um disco protuberante ou rompido sem dor nas costas. A doença de disco é frequentemente encontrada incidentalmente em imagens de raios-X da coluna por algum outro motivo;
  • Artrite: A osteoartrite pode afetar a parte inferior das costas. Em alguns casos, a artrite na coluna pode levar a um estreitamento do espaço ao redor da medula espinhal. Esta é uma condição chamada de estenose espinhal;
  • Irregularidades esqueléticas: Uma condição na qual sua coluna se curva para o lado (escoliose). Esta condição com dores geralmente não acontece até a meia-idade;
  • Osteoporose: As vértebras da coluna podem desenvolver fraturas por compressão se os ossos se tornarem porosos e quebradiços.

Buscamos apresentar as principais causas, formas de prevenção e sugestões que possam responder à pergunta inicial: Como aliviar as dores nas costas dos dentistas.

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Fontes: Dentistry, spine universe, mouthingoff, Mayo Clinic

 

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Riscos de trabalho na clínica odontológica e como evitá-los

Os colaboradores da sua clínica odontológica estão expostos diariamente a uma série de riscos profissionais próprios do segmento odontológico, com consequências e perigos para a sua saúde. Através de medidas preventivas, a clínica odontológica é obrigada a fornecer aos colaboradores todos os recursos necessários para minimizar os efeitos destas casualidades inerentes à profissão.

A legislação relativa à segurança e saúde no trabalho estabelece que todo o profissional e empresário é responsável pela sua própria integridade e pela dos seus colaboradores. O dentista deve estar consciente da importância de garantir a sua própria segurança, a do paciente e de sua equipe.

O objetivo deste artigo é fazer com que os colaboradores da clínica odontológica tomem consciência das doenças e dos acidentes inerentes ao seu trabalho e oferecer algumas orientações destinadas a evitar ao máximo possível a sua ocorrência.

Riscos físicos

São aqueles que surgem devido à utilização das instalações e dos equipamentos da clínica, como quedas no mesmo ou em diferentes níveis, danos provocados pelos instrumentos e aparelhos ou riscos elétricos.

Para prevenir acidentes, é necessário manter uma boa organização e limpeza do mobiliário e dos objetos da clínica, bem como dispor de sinalização adequada das diferentes zonas de trabalho, indicando através de cartazes de aviso os espaços ou áreas de maior risco.

Da mesma forma, é fundamental trabalhar a um ritmo de trabalho adequado, que permita ao colaborador prestar atenção a cada uma das tarefas desempenhadas.

Para evitar acidentes elétricos, é necessário restringir o uso continuado de aparelhos que possam levar a sobrecargas elétricas, e acionar as brocas diretamente dentro da boca do paciente, nunca fora.

Outros riscos físicos aos quais os profissionais de odontologia estão expostos devido à utilização dos aparelhos da clínica odontológica são:

  • Radiação ionizante: derivada do uso de aparelhos de raios X. Devem ser definidos programas específicos de segurança e proteção contra radiação.
  • Ruído ambiental: podem ocorrer danos nos ouvidos por exposição constante ao som do material rotativo. Para minimizar este risco, é aconselhável ter paredes com isolamento acústico e utilizar tampões auriculares.
  • Risco por utilização de laser: este instrumento pode causar danos oculares. Os lasers cirúrgicos também libertam gases com substâncias cancerígenas. A prevenção consiste no uso de máscaras especialmente indicadas para a utilização do laser, assim como evitar a aspiração de fumaças tóxicas.
  • Luz: os fotopolimerizadores emitem uma luz visível de cor azul. O seu principal perigo é a fotorretinite, uma lesão irreversível da retina, provocada pelo trabalho constante com esta ferramenta. Para evitar danos, é de especial importância usar protetores oculares e não olhar diretamente para a luz.
  • Corpos estranhos nos olhos: no consultório odontológico é provável que possa ocorrer o impacto de algum corpo estranho nos olhos, como resina ou amálgama, se não for utilizada proteção ocular adequada durante o dia de trabalho.

Riscos químicos

No consultório odontológico, há muitos produtos químicos perigosos para a saúde que podem causar danos por ação direta ou sensibilização indireta.

Entre eles estão antissépticos, anestésicos ou mercúrio. Os perigos aos quais o trabalhador está exposto são queimaduras, dermatite, asma e lesões cerebrais, respiratórias ou renais, entre outros. É importante que os dentistas utilizem a proteção necessária para o uso destes produtos, além de verificarem que apresentam rotulagem e composição adequadas.

A medida de segurança mais eficaz é a ventilação, pois reduz os níveis de concentração no ar. É igualmente necessário limitar as horas de trabalho com produtos perigosos.

Outra medida preventiva é a utilização de luvas de látex sem pó, para minimizar o número de partículas que são aspiradas e que podem constituir um perigo para a saúde.

Riscos biológicos

Os profissionais de odontologia estão em contato com sangue e fluidos orgânicos potencialmente infecciosos, capazes de transmitir bactérias, vírus e fungos, dando eventualmente origem a um infecção cruzada.

Para evitar qualquer contágio, é necessário seguir uma série de normas de prevenção.

  • Vacinação dos profissionais: imunização contra o sarampo, a rubéola e hepatite.

Normas de higiene pessoal: é necessário que a equipe retire anéis ou joias antes de iniciar o trabalho e lave as mãos antes e depois de cada tratamento, esfregando-as pelo menos durante vinte segundos com sabonete antisséptico. Se o especialista tiver alguma ferida ou corte, é necessário cobri-los antes de dar início ao dia de trabalho.

Utilização de barreiras de proteção: usar luvas, óculos e protetor para nariz e boca.

Manuseio de instrumentos: ter o máximo cuidado ao trabalhar com os instrumentos para evitar cortes. Eliminar resíduos afiados em recipientes de plástico rígido.

Riscos por sobrecarga de trabalho

Na profissão de dentista é comum realizar esforços excessivos ao nível físico e mental, em consequência das longas horas de trabalho e da tomada de decisões que afetam a saúde das pessoas.

Riscos por sobrecarga física

A utilização de vários aparelhos e a manutenção da mesma posição durante horas podem causar inflamação, dor e contraturas nas costas, nos membros superiores, mãos e pulsos.

Para evitar estes danos, é necessário realizar alongamentos musculares especialmente indicados para os profissionais de odontologia, ter uma cadeira dentária adequada e respeitar os tempos de descanso.

Uma postura de trabalho correta permite que o especialista mantenha os pés apoiados no chão, com os braços junto ao corpo, os antebraços flexionados e alinhados com as mãos e uma visão em linha reta, sem necessidade de qualquer torção do pescoço.

Riscos por sobrecarga mental

A grande responsabilidade própria da profissão faz com que muitos colaboradores das clínicas odontológicas sintam ansiedade, estresse, cefaleias, distúrbios digestivos ou depressão, entre outros danos.

Para evitar estes riscos de trabalho, é necessário ter períodos de descanso entre o atendimento de cada paciente e organizar a atividades diária na clínica para evitar tarefas demasiado repetitivas.

Ao nível social, a cooperação entre colegas e um bom ambiente de trabalho são fatores fundamentais.

Ao nível pessoal, seguir uma dieta equilibrada e praticar exercício físico regularmente ajuda a evitar e a lidar melhor com sobrecargas de trabalho.

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Dentistas criam método inovador para obtenção de células-tronco

Um grupo de pesquisadores conseguiu desenvolver um método que permite quadruplicar o número de células-tronco extraídas a partir da polpa da raiz do dente. O objetivo, de acordo com os dentistas responsáveis pela pesquisa, é encontrar uma solução para o tradamento de várias patologias.

De acordo com a comunidade científica, as células-tronco oferecem uma nova esperança no tratamento de várias doenças, uma vez que são mais eficazes no tratamento de várias patologias crônicas e terminais.

Terceiros molares

Os pesquisadores da Universidade de Nevada, nos Estados Unidos, que agora criaram um novo método de extração de células-tronco a partir da polpa da raiz do dente, defendem que a grande dificuldade está ligada à dificuldade de obtenção de células-tronco em quantidade suficiente para que sejam utilizadas em condições adequadas. Nesse sentido, descobriram que os terceiros molares podem ser uma fonte abundante deste tipo importante de células.

Karl Kingsley, um dos responsáveis pelo estudo, comenta que “cada vez mais adultos removem o dente do siso. Extrair dentes é relativamente comum em pacientes que realizam tratamentos ortodônticos. E a maioria destes dentes são saudáveis e contêm polpa da raiz do dente viável que oferece condições para reprodução de células que tenham sido danificadas ou destruídas por doenças”.

Para aproveitar esta oportunidade, os cientistas daquela universidade criaram um método que faz a cisão do dente ao meio com uma taxa de sucesso de 100% de sucesso, permitindo o acesso e extração das células-tronco.

Mais detalhes a respeito deste trabalho podem ser obtidos aqui.

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Relação entre periodontite e câncer de mama

Dando continuidade a nossa série de artigos sobre o universo da saúde da mulher neste Outubro Rosa, hoje abordamos a ligação entre a periodontite e o câncer de mama.

Durante os últimos anos, diferentes estudos estão mostrando relações significativas entre a periodontite e doenças como diabetes, acidentes vasculares cerebrais, problemas cardíacos e câncer de boca, esôfago, cabeça e pescoço, ou câncer de pâncreas. E agora um novo estudo mostra que há ligação entre a periodontite e o câncer de mama.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo (EUA) descobriram que a doença periodontal está associada com um maior risco de câncer de mama em mulheres na menopausa, especialmente aquelas que são ou foram fumantes. Os resultados foram publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Amostragem da pesquisa

Os pesquisadores acompanharam mais de 73 mil mulheres – na menopausa – que não tinham câncer de mama identificado. Destas, um pouco mais de 1/4 tinham uma doença periodontal, cuja incidência variou se a mulher era fumante ou não. Após uma média de acompanhamento de 6,7 anos, 2.124 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama. Ao cruzarem os dados, os pesquisadores identificaram um risco maior na ordem de 14% para mulheres que tiveram doença periodontal.

O estudo também mostrou que entre as mulheres que haviam parado de fumar nos últimos 20 anos e que sofriam de doença periodontal, o risco destes tumores foi 36% superior, enquanto que aqueles que fumavam na época do estudo o risco foi 32% mais elevado se tiveram a doença da gengiva, embora a associação não se demonstrasse estatisticamente significativa. Os pesquisadores ressaltaram que novos estudos, mais amplos, devem ser realizados.

Bactérias – inflamações – câncer mamário

“Nós sabemos que as bactérias da boca dos fumantes ou ex-fumantes que abandonaram recentemente o cigarro são diferentes daqueles de não-fumantes” reconhece Jo L. Freudenheim, autor da pesquisa, de modo que o aumento do risco de câncer de mama pode ser porque esses micro-organismos entram no corpo por estas inflamações e vir a afetar as mamas.

A este respeito, disse ao jornal espanhol ABC, Nuria Vallcorba Plana, da Clínica Vallcorba em Barcelona, que doenças periodontais são caracterizadas pela inflamação crônica das gengivas causadas por bactérias orais, o que resulta na destruição dos tecidos circundantes que suportam os dentes. “A ligação da doença da gengiva com doença sistêmica pode estar relacionada com a passagem de bactérias para o sangue e, especialmente, com a inflamação que ocorre, o qual atua em todo o corpo, devido à liberação dos chamados mediadores da inflamação”, o que pode vir a comprometer o tecido mamário.​

Estudos como este demonstram a dimensão e a importância cada vez maior que a odontologia, os cuidados odontológicos e visitas periódicas ao dentista podem impactar na saúde do corpo e na prevenção de uma das mais temidas patologias dos nossos dias, o câncer.

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Vem aí: Chá verde pode tratar sensibilidade dental

Um grupo de pesquisadores publicou recentemente um estudo na publicação científica ACS Applied Materials & Interfaces que relata o desenvolvimento de um novo composto com extrato de chá verde que pode auxiliar no combate à sensibilidade dental e à prevenção das cáries dentárias. Esta não é a primeira vez que o chá verde é reconhecido como benéfico para a saúde bucal.

Sensibilidade dental

De acordo com os cientistas, a sensibilidade dental acontece quando as camadas protetoras dos dentes estão desgastadas e expõe a dentina, que como sabemos atua como uma espécie de tecido que possui tubos microscópicos que, quando exposto e em contato com alimentos muito frios ou muito quentes provoca dor.

Biomaterial

O estudo detalha testes com um biomaterial, um composto de nano-hidroxiapatite e polifenóis de chá verde encapsulado em nanopartículas de sílica, que pode ajudar a combater a sensibilidade dentária ao mesmo tempo que combate a acidez da placa bacteriana e o desgaste da dentina, prevenindo ao mesmo tempo também as cáries dentárias. É o chá verde atuando como ferramenta natural em favor dos dentistas e da saúde dental de seus pacientes.

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Dores nas costas? A maioria dos dentistas tem problemas devido a má postura

cadeira de dentistaOs problemas músculo-esqueléticos relacionados com má postura e trabalho são um problema significativo na maioria da população, estimando-se que entre 60 a 90% das pessoas venha a sofrer de problemas na região lombar em alguma fase da sua vida. Mas um estudo recentemente mostra que os dentistas, em particular, têm elevadas probabilidades de sofrer de dor no pescoço, nos ombros e nas costas.
 
O estudo entrevistou 60 dentistas com uma média de idades em torno dos 25 anos e revela que 70% dos participantes relatou sofrer dores na coluna, com predomínio de relato de dores na região lombar por 48% dos participantes.
 
Os estudos até agora publicados indicam que entre os fatores associados a essas dores estão a idade do profissional, o número de pacientes tratados por dia e o tipo de caso clínico tratado. Uma das principais descobertas deste novo estudo é que a incidência das dores de coluna não está diretamente relacionadas com os anos de experiência do dentista ou o número de pacientes tratados ou o número de horas de trabalho diário.
 
Ainda assim, 17% dos dentistas que participaram no estudo revelaram que procuram fazer exercício durante as horas vagas, com 57% que costumam fazer pausas durante o seu horário de trabalho. De acordo com os pesquisadores, as dores lombares relacionadas com o trabalho em dentistas podem ser atribuídas a um desequilíbrio entre os músculos da região lombar e do abdômen que ocorre com a postura que os profissionais adotam quando se sentam.
 
Além disso, os movimentos de inclinação constantes em direção ao paciente podem causar tensão e exaustão nos músculos da região lombar, à medida que os músculos abdominais, que servem para estabilização, se tornam mais fracos.
 
Apesar de tudo isto, apenas 9,5% dos dentistas se queixaram de dores severas e 90% descrevem as dores sentidas como moderadas. “Consideramos que isto pode ser o motivo de muitos dentistas não procurarem ajuda médica ou consultarem um ortopedista”, comentam os pesquisadores.
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