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Probióticos podem reduzir sintomas de depressão

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Uma nova pesquisa mostrou que os probióticos podem ajudar a reduzir os sintomas da depressão.
Probióticos nesse caso pode ser entendido como uma combinação de prebióticos e probióticos.

Uma nova revisão da pesquisa atual sobre os efeitos dos prebióticos e probióticos descobriu algo curioso e muito interessante.

Observou-se que os probióticos – isoladamente ou em combinação com os prebióticos – podem ajudar a reduzir os sintomas de depressão de uma pessoa.

A mesma revisão, no entanto, constatou que prebióticos e probióticos não tiveram um efeito estatisticamente significativo na ansiedade.

Além disso, os prebióticos por si só não reduziram significativamente os sintomas de ansiedade ou depressão.

Os autores desse trabalho alertam que mais pesquisas são necessárias para investigar essas descobertas potencialmente valiosas.

O artigo citado aparece na revista BMJ Nutrition, Prevention & Health.

Depressão e sua ligação com o eixo intestino-cérebro

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, a depressão é um distúrbio de humor que dura pelo menos 2 semanas e pode ter uma variedade de sintomas.

Isso pode incluir sentir-se triste, zangado, irritado, sem valor, culpado ou desamparado.

Algumas pessoas podem não se interessar por hobbies e atividades, se sentem cansadas, acham difícil se concentrar, têm problemas para dormir ou até tem pensamentos suicidas.

Cerca de 7% de todos os adultos nos Estados Unidos tiveram pelo menos um episódio depressivo maior no ano passado.

O tratamento da depressão geralmente envolve medicamentos, terapias ou uma combinação de ambos.

Uma variedade de fatores, biológicos, genéticos, ambientais ou psicológicos, pode causar depressão. Frequentemente, é provável que uma combinação delas esteja em jogo.

De acordo com pesquisas recentes, um fator que pode contribuir para problemas de depressão e saúde mental, é a ligação intestino-cérebro.

O eixo intestino-cérebro descreve a relação entre o microbioma intestinal de uma pessoa e seu sistema nervoso central (CNS). O CNS inclui o cérebro e a medula espinhal. Microbioma é o ecossistema de microrganismos que vivem no intestino de uma pessoa.

Os sinais podem passar entre o microbioma intestinal de uma pessoa e seu CNS, mantendo ambos funcionando adequadamente.

Microbioma intestinal e a saúde do sistema nervoso central

Diante dessas observações, especialistas especulam que a saúde do microbioma intestinal pode afetar os distúrbios do SNC. Incluindo alguns distúrbios da saúde mental.

Dois fatores chave na manutenção da saúde do microbioma intestinal são os prebióticos e probióticos.

De acordo com o Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa, os probióticos contêm microrganismos vivos que contribuem para o microbioma de uma pessoa.
Já os prebióticos ajudam a manter a saúde desses microrganismos.

Prebióticos e probióticos – suas fontes alimentares

Os probióticos podem ser encontrados em alimentos fermentados ou iogurte.
Os prebióticos estão presentes em várias plantas em pequenas quantidade.
Exigem a síntese para ter um efeito clinicamente mensurável.

Nesse contexto, os autores do artigo buscaram evidências dos possíveis benefícios da ingestão de prebióticos e probióticos para alívio dos sintomas de depressão e ansiedade.

Revisão bibliográfica – período de abrangência

A revisão bibliográfica se deu pela análise de estudos em inglês publicados entre 2003 e 2019.

Os estudos precisavam incluir participantes humanos com 18 anos ou mais. Todos os participantes reconheceram clinicamente serem portadores de ansiedade ou depressão.
E todos receberam uma intervenção prebiótica ou probiótica na dieta.

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Fonte: BMJ Nutrition, Prevention & Health, Science Focus
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Medicamentos de uso cotidiano podem ser geradores de depressão

Medicamentos de prescrição comum podem apresentam potencial gerador de depressão e para o aumento dos índices de suicídios? Mais de 33% dos americanos tomam medicamentos de prescrição médica que têm como um de seus efeitos colaterais a depressão, assegura um estudo recente, e os usuários desses fármacos apresentam taxas de depressão mais elevadas em relação aos que não as tomam.

O estudo indica que o risco aumenta a cada medicamento adicional que o usuário passa a fazer uso, e muitos pacientes têm prescrição para mais de um deles.

Cerca de 200 desses medicamentos amplamente consumidos em todo o mundo podem causar depressão, inclusive os mais comuns como inibidores da bomba de prótons (usados para o tratamento de gastrite/refluxo) como o Omeprazol, beta bloqueadores (para o tratamento das arritmias/hipertensão), contraceptivos, anticonvulsivantes como a gabapentina, corticosteroides como prednisona ou prednisolona e doses elevadas de ibuprofeno.

“Foi surpreendente e ao mesmo tempo preocupante ver que muitos medicamentos têm como efeito colateral a depressão ou sintomas suicidas, considerando o enorme problema da depressão e das taxas de suicídios nos Estados Unidos”, afirmou Dima Mazen Qato, professora da Universidade de Illinois, autora principal do estudo.

Risco maior associado à dose e ao número de fármacos

Ela reconheceu que o trabalho se limita a apontar apenas uma correlação. “Nós não provamos que o uso desses medicamentos pode levar uma pessoa saudável a apresentar depressão ou sintomas suicidas”, salientou. “Mas percebemos um preocupante padrão de resposta relativa à dose: quanto mais desses medicamentos que apresentam tais efeitos adversos as pessoas tomam simultaneamente, maior o risco de depressão”.

Amostra de pacientes representativa

Os pesquisadores analisaram os medicamentos usados por uma amostra representativa de mais de 26 mil adultos americanos de 2005 a 2014. Entre os pacientes que usaram uma droga que pode causar depressão como efeito colateral, mas que não estavam tomando um medicamento antidepressivo, 6,9% tiveram depressão, enquanto a taxa de depressão dos pacientes que tomavam uma ou mais drogas com o efeito colateral foi de 15,3%. Por outro lado, os pacientes que não estavam tomando nenhuma dessas drogas apresentaram uma taxa de depressão de 4,7%.

Os pesquisadores levaram em conta outros fatores de risco que podem provocar depressão.

“O estudo é um lembrete importante de que todos os medicamentos acarretam riscos, e a maioria dos remédios têm riscos raros, mas sérios – entretanto é mais uma razão pela qual mesmo medicamentos comumente usados, como os betabloqueadores ou os inibidores da bomba de prótons, não deveriam ser usados de maneira despreocupada”, disse Caleb Alexander, codiretor do Centro para a Segurança e Eficácia dos Medicamentos, e não estava envolvido no estudo.

Philip R. Muskin, secretário da Associação Americana de Psiquiatria, disse que os profissionais da área da saúde precisam ter em mente tais efeitos colaterais quando prescrevem os medicamentos e perguntar aos pacientes se eles têm um histórico pessoal ou familiar de depressão. Mas afirmou que é difícil dizer se o aumento do uso das drogas, bem como a combinação de drogas com efeitos colaterais que incluem a depressão, teve impacto na sociedade.

Uma grande dúvida persiste

“Tem havido um aumento da taxa de suicídio, que nós saibamos”, afirmou Muskin. “Estará isso relacionado ao uso desses medicamentos? A resposta honesta é que nós não sabemos. Poderia interferir? A resposta honesta é sim, é claro que poderia”.

Fontes: matéria originalmente postada no New York Times, e no Brasil pelo Estadão​.

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Depressão pode afetar negativamente a saúde bucal dos pacientes?

relações entre depressão e periodontiteSão vários os estudos que já demonstraram que pacientes com depressão têm mais doenças bucais e que as pessoas com doenças da cavidade oral têm maiores probabilidades de vir a sofrer de depressão.

Às constatações diárias da prática consultório nos consultórios odontológicos somam-se agora estudos científicos que permitem aprofundar uma relação estabelecida há muito, mas que os dados compilados ajudam a classificar e comprovar.

O estudo “The association between poor dental health and depression: findings from a large-scale, population-based study”, realizado por Adrienne O’Neil e Michael Berk, respetivamente das universidades de Deakin e Monash, na Austrália. De acordo com os pesquisadores, que analisaram os dados de mais de 10 mil doentes, a depressão está relacionada com fatores objetivos e subjetivos de uma má saúde bucal.

O estudo também revela que pacientes com depressão têm menos cuidados com a saúde oral, como a escovação dos dentes e o uso do fio dental. Para os autores é importante considerar que a depressão é um fator de risco para a saúde bucal e que quanto mais profunda for a depressão maior será a baixa autoestima dos pacientes, afetando assim a higiene bucal diária e consequentemente exercendo influência negativa sobre a saúde bucal. Este estudo reforça ainda suspeitas de que possa haver uma relação entre a saúde bucal e as bactérias, presentes em grande número na boca, e o risco de depressão.

Má saúde bucal pode predispor à depressão

Além desta pesquisa científica, também o estudo “Depression, self-efficacy, and oral health: an exploration”, das autoras Megan L. McFarland e Marita Rohr Inglehart, ambas da Universidade de Michigan nos EUA, conseguiu demonstrar que a saúde bucal pode ser um fator de risco para a depressão. As autoras analisaram dados de 399 doentes para concluírem que em pessoas com múltiplos problemas de saúde bucal a prevalência da depressão é maior e as depressões são mais profundas.

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Uso de anticoncepcional por mulheres pode favorecer depressão

anticoncepcionaisMilhões de mulheres em todo o mundo usam a contracepção hormonal. Apesar da evidência consultório da influência dos contraceptivos hormonais sobre o humor de algumas mulheres, as associações entre o seu uso e os distúrbios de humor permanecem inadequadamente avaliados.

Com o objetivo de investigar a relação entre os anticoncepcionais hormonais e o uso posterior de antidepressivos e um diagnóstico de depressão, em um hospital psiquiátrico da Dinamarca, pesquisadores da Faculty of Health and Medical Sciences, da University of Copenhagen, realizaram um estudo com publicação online pelo JAMA Psychiatry.

O estudo de coorte prospectivo combinado a dados do National Prescription Register e do Psychiatric Central Research Register, ambos da Dinamarca, envolveu todas as mulheres e adolescentes, entre 15 e 34 anos, que viviam na Dinamarca e foram acompanhadas de 01 de janeiro de 2000 a dezembro de 2013, quando não tivessem diagnóstico anterior de depressão, câncer ou trombose venosa, não tivessem feito tratamento de infertilidade ou obtido prescrição para antidepressivos.

Dados consistentes

Mais de um milhão de mulheres (idade média de 24 anos; média de acompanhamento de 6,4 anos) foram incluídas na análise. Em comparação com não usuárias, as usuárias de contraceptivos orais combinados tiveram um risco relativo (RR) da primeira utilização de um antidepressivo de 1,23. Usuárias de pílulas só com progestágeno tiveram um RR para a primeira utilização de um antidepressivo de 1,34; usuárias de patch (norgestrolmin) apresentaram RR de 2,0; usuárias de anel vaginal (etonogestrel) tiveram RR de 1,6 e as usuárias de um sistema intrauterino de levonorgestrel RR de 1,4.

Para diagnósticos de depressão, dados semelhantes ou estimativas ligeiramente mais baixas foram encontrados. Os riscos relativos diminuíram com o aumento da idade. Adolescentes (entre 15 e 19 anos) utilizando contraceptivos orais combinados tiveram um RR de primeira utilização de antidepressivo de 1,8 e aquelas que só usavam pílulas de progestágeno de 2,2. Seis meses após o início do uso de contraceptivos hormonais, o RR do uso de antidepressivos atingiu um pico de 1,4. Quando o grupo de referência foi alterado para aquelas que nunca usaram a contracepção hormonal, as estimativas de RR para usuárias de contraceptivos orais combinados aumentaram para 1,7 (IC 95%, 1,66-1,71).

Concluiu-se que o uso de contraceptivos hormonais, especialmente entre as adolescentes, foi associado à posterior utilização de antidepressivos e um primeiro diagnóstico de depressão, sugerindo depressão como um potencial efeito adverso do uso de contraceptivo hormonal.

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