descoberta

Conheça o novo e revolucionário tratamento da periodontite

Conheça o novo e revolucionário tratamento da periodontite

tratamento da periodontiteO tratamento da periodontite vem se tornando uma prioridade por conta do enorme crescimento de casos no mundo inteiro.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, cerca de metade de todos os americanos terão doença periodontal em algum momento de suas vidas.

A doença periodontal é caracterizada por gengivas inflamadas e perda óssea ao redor dos dentes.
A condição pode causar mau hálito, dor de dente, gengivas sensíveis e, em casos graves, perda de dentes. Os estágios da doença periodontal, numa ordem crescente de gravidade são gengivite, periodontite e periodontite em estágio avançado. Buscar técnicas que modernizem o tratamento da periodontite ganha ares de prioridade.

Estudos recentes mostraram um aumento do número pacientes com periodontite. Também há estudos mostrando da doença periodontal com o Alzheimer. Uma pesquisa brasileira trouxe novidades no âmbito do tratamento da periodontite como você pode conferir neste outro artigo do blog Dentalis.

Os três estágios da doença periodontal, numa ordem crescente de gravidade, são gengivite, periodontite e periodontite avançada.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA) desenvolveu um método novo e revolucionário de tratamento da periodontite. É uma metodologia que promove a regeneração do tecido gengival e do osso de uma forma individualizada. Ou seja, respeita características biológicas e mecânicas adaptadas às características de cada indivíduo.

Atualmente o tratamento da periodontite se dá através da Regeneração Tecidual Guiada (RTG), porém esta apresenta algumas desvantagens.

Tratamento da periodontite – Regeneração Tecidual Guiada (RTG) de forma resumida

A RTG se baseia na utilização de membranas biocompatíveis com a finalidade de impedir a migração dos tecidos conjuntivo e epitelial para a ferida. Isso permite que células do ligamento periodontal repovoem a região e regenerem o aparato de inserção do dente.

A RTG tem sido utilizada em diversas situações clínicas para facilitar o reparo de defeitos ósseos e periodontais.

Membranas não reabsorvíveis

São utilizadas em sua maioria membranas de Politetrafluoretileno expandido (e-PTFE) e de Celulose (filtro de Millipore).

As principais vantagens no uso de membranas não absorvíveis são:

  • Total controle do tempo de permanência da membrana na ferida cirúrgica;
  • Possibilidade da membrana ser totalmente removida no caso de uma infecção.

As principais desvantagens do uso de membranas não absorvíveis são:

  • A necessidade de uma segunda cirurgia;
  • Ausência de incorporação ao tecido hospedeiro;
  • Tendência à infecção pós-operatória;
  • Recessão gengival quando aplicadas no tratamento periodontal.

Membranas reabsorvíveis

São aquelas membranas à base de colágeno, ácido polilático biodegradável, malha de poliglactina, de cortical óssea humana e de cortical óssea bovina.

As principais vantagens do uso de membranas reabsorvíveis são:

  • São reabsorvíveis, não necessitando de uma segunda cirurgia para a sua retirada;
  • Fácil manipulação e manutenção;
  • Apresentam em geral um bom prognóstico de pós-operatório.

As principais desvantagens do uso de membranas reabsorvíveis são:

  • Reabsorção muito rápida;
  • Tendência ao colapso em defeitos infra-ósseos;
  • Pobre visibilidade quando molhada;
  • Possíveis reações alérgicas locais.

Técnica inovadora e segura para tratar periodontite

A ideia dos pesquisadores foi buscar o desenvolvimento de uma nova classe de membranas. Membranas com propriedades de regeneração óssea e tecidual. Ao mesmo tempo buscou-se o desenvolvimento de um revestimento flexível que pudesse aderir a uma variedade de superfícies biológicas.

A equipe também criou uma maneira de prolongar o cronograma de entrega da droga. O que é essencial para a cicatrização eficaz de feridas. Isso tudo com o objetivo maior de obtenção de uma via rápida e segura para o tratamento da periodontite.

tratamento da periodontiteA pesquisa

O estudo foi realizado com um polímero e revestimento de polidopamina aprovado pelo FDA. Esse polímero possibilita uma excelente adesão em condições úmidas. Assim ajuda a promover a mineralização da hidroxiapatita e a consequente aceleração da regeneração óssea.

Os pesquisadores começaram o estudo com um polímero e revestimento de polidopamina aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) para ajudar na adesão celular. Isso permite excelente adesão em condições úmidas e ajudou a promover a mineralização da hidroxiapatita para acelerar a regeneração óssea. Depois de identificar uma combinação ótima para sua nova membrana, os pesquisadores usaram eletrofiação para unir o polímero com o revestimento de polidopamina.

O primeiro passo é identificar a combinação ideal para a nova membrana. A partir daí os pesquisadores usaram eletrofiação para unir o polímero com o revestimento de polidopamina. A eletrofiação ou electrospinning é uma técnica de produção de fibras com diâmetros em escala nanométrica.

A eletrofiação é um método de produção onde, simultaneamente, gira duas substâncias ao mesmo tempo com cargas positivas e negativas a uma velocidade rápida. Esse movimento resulta numa fusão gerando uma nova substância.

Para melhorar as características estruturais e superficiais de sua nova membrana, os pesquisadores usaram gabaritos de malha de metal em conjunto com a eletrofiação para criar diferentes padrões.

No caso micro padrões, semelhantes à superfície da gaze ou de um waffle.
Isso permite criar um micropadrão na superfície da membrana. Assim é possível localizar a adesão celular e manipular a estrutura da membrana.

Os pesquisadores buscam criar uma membrana que aumente a regeneração do tecido periodontal e seja absorvida pelo corpo quando a cicatrização estiver completa.

Resultados da pesquisa

A pesquisa evidenciou a possibilidade de imitar a complexa estrutura do tecido periodontal. Uma vez colocada, a membrana complementa a função biológica correta de cada lado.

As membranas criadas membranas foram capazes de retardar a infecção periodontal. Além disso, também promover a regeneração óssea e tecidual. E finalmente, permanecer no local por tempo suficiente para prolongar a entrega de medicamentos úteis.

Os estudiosos veem esta descoberta sendo aplicada em outras condições além da própria periodontite. Especialmente condições que que necessitem de tratamento acelerado de feridas e terapias de liberação prolongada de medicamentos.

Outros problemas que a periodontite pode gerar no organismo

Condições cardiovasculares

As bactérias podem viajar pela corrente sanguínea e se fixar no tecido cardíaco. Lá elas pode contribuir para aumento da inflamação local, favorecendo o depósito de gordura (placas de ateroma).

Pneumonia

As bactérias da periodontite podem migrar para os pulmões. Dependendo da imunidade do paciente ocasionar a conhecida pneumonia.

Problemas gastrintestinais

A conhecida bactéria H. pylori pode estar instalada na boca. De lá, ela pode migrar para o estômago, causando diversos problemas.

Diabetes

As bactérias presentes numa periodontite elevam o grau de inflamação do organismo. Essa condição predispõe ao risco do desenvolvimento de um quadro de diabetes.

Doenças articulares

Bactérias da periodontite produzem metabólitos com o potencial de desencadear ou mesmo agravar quadros inflamatórios das articulações.

Sinusite

As bactérias da periodontite podem migrar para a mucosa dos seios da face. Isso pode ocasionar sinusite.

Parto prematuro

Bactérias presentes num quadro de periodontite podem migrar para corrente sanguínea. Essa condição pode predispor a gestante a um parto prematuro.

Dentalis Software – colabora com o seu sorriso e de seus pacientes

Fontes: ACSNano , USP Biblioteca Digital, blog profAlessandraAreas , ScienceDaily
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
Descoberta pode revolucionar o tratamento de câncer de boca

Descoberta pode revolucionar o tratamento de câncer de boca

tratamento de câncer de bocaDevido a sua alta taxa de mortalidade, o tratamento de câncer de boca vem ganhando importância nos países em desenvolvimento.

Uma equipe internacional de cientistas espera que sua mais recente descoberta possa trazer uma importante contribuição.

Pesquisadores da Universidade de Otago, Nova Zelândia, e do Instituto de Estatística da Índia (ISI), Kolkata, revelaram algo surpreendente.
Descobriram marcadores epigenéticos. Eles são distintamente diferentes em tecidos de câncer de boca em comparação com os tecidos saudáveis adjacentes em pacientes analisados.

O co-autor Dr. Aniruddha Chatterjee, do Departamento de Patologia da Otago, diz que esses biomarcadores estão fortemente associados à sobrevivência do paciente.

Epigenética* é um mecanismo poderoso capaz de alterar a expressão gênica em células cancerígenas sem alterações na sequência do DNA. A epigenética avalia a expressão dos genes. Dependendo da expressão, pode vir a causar ou não progressão tumoral. Trazemos uma sucinta explicação sobre o que é epigenética ao final desta publicação.

Pesquisadores brasileiros recentemente já descobriram uma outra assinatura prognóstica do câncer bucal.

Marcadores epigenéticos – esperança de tratamento de câncer de boca

“O estudo de marcadores epigenéticos é relativamente novo e está sendo cada vez mais pesquisado. É um dos primeiros estudos a identificar marcadores epigenéticos no câncer de boca . Foram utilizadas abordagens de ponta”, afirma o pesquisador. É o primeiro a lançar esperança para o tratamento de câncer de boca em seu estágio mais inicial.

Para o estudo, publicado na revista Epigenomics, a equipe recrutou 16 pacientes com câncer de boca na Índia. Eram fumantes de tabaco ou mastigadores de tabaco, ou de hábitos mistos. Coletaram amostras de tecido tumoral e tecido adjacente normal. De acordo com o relatório de 2019 da Índia contra o câncer, dos 300 mil casos de câncer de boca associados ao tabaco detectados globalmente, 86% são daquele país.

Marcadores epigenéticos – identificação

Inicialmente as amostras de DNA foram isoladas. Os pesquisadores então identificaram regiões com perfis epigenéticos alterados nas células tumorais em comparação com as células normais.

Eles analisaram um mecanismo epigenético, a metilação do DNA, que se refere à adição de grupos metil ao DNA, como marcadores. O modo como esses marcadores são organizados pode ditar a expressão de genes e a disseminação de células anormais.

“Ao validar em uma coorte maior de câncer, mostramos que um subconjunto desses biomarcadores está significativamente associado ao mau prognóstico dos pacientes”.  Afirmou o pesquisador.

Descoberta precoce – salva vidas

As descobertas podem ajudar a salvar milhares de vidas identificando as células cancerígenas precocemente.

Diagnósticos mais precoces são o melhor tratamento de câncer de boca.

Diagnóstico tardio = mau prognóstico

O diagnóstico tardio é o problema-chave associado à alta taxa de mortalidade de câncer de boca nos países em desenvolvimento.

O grupo ficou surpreso ao encontrar diferenças tão distintas nos tecidos de câncer de boca, em comparação com o tecido saudável adjacente dos mesmos pacientes.

“Nós também ficamos surpresos ao ver que moléculas pequenas, chamadas de microRNA, sofriam modificações. Elas sofriam modificações químicas (metiladas ou desmetiladas) nos tumores de fumantes ou mastigadores de tabaco ou mistas.”

O que sugere que a intervenção terapêutica pode ser diferente nos pacientes. O que irá depender da forma como o tabaco foi usado”, (mastigado ou fumado) de acordo com a pesquisa.

Encontrar a intervenção terapêutica mais adequada à necessidade de cada paciente se mostra como estratégia mais eficaz no tratamento de câncer de boca.

O que é a epigenética*

A epigenética busca compreender como alterações na expressão de genes ocorrem sem alterações nas letras do alfabeto do DNA (ATCG).

Suponhamos que a sequência de DNA que possuímos em nossas células, seja como o texto de um manual de instruções.
Um manual que explica como fazer todos os diferentes órgãos e tecidos que formam nosso corpo.

A epigenética seria como se alguém utilizasse um pacote de marcadores de texto e usasse diferentes cores para marcar as partes do texto de maneiras diferentes.
Por exemplo, eu poderia usar o marcador de cor verde para marcar partes do texto que precisam ser lidas com mais cuidado. E o marcador de cor vermelha para marcar partes que não são tão importantes.

Segundo a epigenética as células possuíam a mesma informação (mesma sequência de DNA, constituição de genes, etc). Porém, algumas dessas informações são utilizadas e outras não.
É como se nas células os marcadores com a cor vermelha e verde fossem utilizados de maneira diferente.

Marcas epigenéticas

As marcas epigenéticas são flexíveis e podem mudar ou surgir durante nossa vida em resposta a influências externas. Muitos traumas como stress, passar fome ou ainda fatores externos como metais pesados, pesticidas, fumo de tabaco, radioatividade, bactérias e a alimentação podem influenciar em nosso desenvolvimento.

Gêmeos com diferentes marcas epigenéticas

Alterações nas marcas em nosso DNA, resultam na alteração da expressão dos nossos genes e às vezes resultam em doenças. Isso também explica porque gêmeos idênticos, apesar de possuírem a mesma sequência de DNA, são diferentes. A diferente exposição e o contato com o ambiente resulta em diferentes marcas epigenéticas. Essas marcas podem ser diferentes em cada um dos irmãos, resultando nas diferenças que observamos em cada um deles.

Dentalis software – em sintonia com as novas tendências em odontologia do século 21

Fontes: Epigenomics, Unicamp, EureKalert

 

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Cientistas desenvolvem material equivalente ao esmalte dentário

Um objetivo importante na ciência de materiais é desenvolver substâncias funcionais bioinspiradas com base no controle preciso de blocos de construção moleculares através de escalas de comprimento. Aqui nós relatamos

Um grupo de pesquisadores da Universidade Queen Mary, de Londres, desenvolveu uma nova metodologia para o crescimento de materiais mineralizados que podem se comparar a tecidos duros, como o esmalte dentário.

Como todos sabem, o esmalte dentário é o tecido que faz com que os dentes funcionem durante grande parte da nossa vida apesar de estarem expostos a alimentos ácidos e temperaturas extremas. Contudo, uma vez perdido não se pode regenerar, o que pode causar dor dentária e em casos mais extremos perda dentária.

É um processo de mineralização mediado por proteína que aproveita a interação ordem-desordem usando recombinantes tipo elastina para programar interações orgânico-inorgânicas em estruturas mineralizadas ordenadas hierarquicamente. Os materiais compreendem nanocristais de apatita alongados que são alinhados e organizados em prismas microscópicos, que crescem juntos em estruturas semelhantes a esferulitos, com centenas de micrômetros de diâmetro que se juntam para preencher áreas macroscópicas.

As estruturas podem ser cultivadas em grandes superfícies irregulares e tecidos nativos como membranas resistentes a ácidos ou revestimentos com hierarquia sintonizável, rigidez e dureza. Este estudo representa uma estratégia potencial para o design de materiais complexos que pode abrir oportunidades para o reparo de tecidos duros e fornecer insights sobre o papel da desordem molecular na fisiologia e na patologia humana.

O estudo

O estudo publicado na revista científica Nature revela uma nova abordagem para criar materiais com maior precisão e para que estes se comportem como o esmalte dentário. Além disso, de acordo com os cientistas, estes materiais podem ser usados para tratar várias complicações dentárias, especialmente para prevenir as cáries dentárias e a sensibilidade dental.

Álvaro Mata, pesquisador que liderou este trabalho, explica que “um dos objetivos principais da ciência dos materiais é aprender através da natureza como se desenvolvem materiais úteis (…) A grande descoberta foi a possibilidade de explorar proteínas desordenadas para controlar e guiar o processo de mineralização em múltiplas escalas. Através disto desenvolvemos uma técnica para fazer crescer de forma fácil materiais sintéticos que simulem a arquitetura hierárquica e organizada de grandes áreas”.

É um estudo promissor com grande significado e importância para o futuro da odontologia.

Fonte: Nature
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Descoberta que pode dar fim à placa dental bacteriana

Um grupo de pesquisadores das faculdades de Ciências e Tecnologia (FCTUC) e de Medicina (FMUC) da Universidade de Coimbra anunciaram em Dezembro de 2018 o desenvolvimento de uma tecnologia baseada em uma molécula orgânica natural com capacidade de impedir a formação de placa bacteriana, processo que leva ao desenvolvimento das cáries dentárias.

A placa dental é um biofilme estrutural e funcionalmente organizado. A placa se forma de forma ordenada e possui uma composição microbiana diversificada que, em saúde, permanece relativamente estável ao longo do tempo (homeostase microbiana).

As espécies predominantes de sítios doentes são diferentes daquelas encontradas em locais saudáveis, embora os patógenos possam ser detectados em números baixos em locais normais. Na cárie dentária, há uma mudança em direção à dominância da comunidade por espécies acidogênicas e tolerantes ao ácido, como os streptococcus mutans e os lactobacilos, embora outras espécies com características relevantes possam estar envolvidas.

Biofilme

As estratégias para controlar a cárie podem incluir a inibição do desenvolvimento de biofilme (por exemplo, prevenção de ligação de bactérias cariogênicas, manipulação de mecanismos de sinalização celular, administração de antimicrobianos eficazes, etc.), ou aumento das defesas do hospedeiro. Além disso, essas abordagens mais convencionais poderiam ser aumentadas pela interferência nos fatores que permitem que as bactérias cariogênicas escapem dos mecanismos homeostáticos normais que restringem seu crescimento na placa e competem com os organismos associados à saúde. Evidências sugerem que condições regulares de baixo pH na placa selecionam os estreptococos mutans e os lactobacilos.
Portanto, a supressão do catabolismo de açúcar e produção de ácido pelo uso de inibidores metabólicos e adoçantes artificiais não fermentáveis ​​em salgadinhos, ou a estimulação do fluxo de saliva, poderia auxiliar na manutenção da homeostase na placa bacteriana.

Placa bacteriana

A placa dentária se forma por meio de uma sequência ordenada de eventos, resultando em uma comunidade microbiana rica em espécies, estruturalmente e funcionalmente organizada. Estágios distintos na formação da placa incluem: formação de película adquirida; adesão reversível envolvendo interações físico-químicas fracas e de longo alcance entre a superfície celular e a película, o que pode levar a uma fixação mais forte mediada por receptor-adesão; co-adesão resultando na ligação de colonizadores secundários a células já aderidas; multiplicação e formação de biofilme (incluindo a síntese de exopolissacarídeos) e, ocasionalmente, descolamento. O aumento do conhecimento sobre os mecanismos de fixação e co-adesão bacteriana pode levar a estratégias para controlar ou influenciar o padrão de formação de biofilme.

Os análogos podem ser sintetizados para bloquear a adesão ou co-adesão do receptor de adesina, e as propriedades das superfícies de colonização podem ser quimicamente modificadas para torná-las menos propícias à colonização microbiana. No entanto, as células podem expressar vários tipos de adesina, de modo que, mesmo se uma adesina principal estiver bloqueada, outros mecanismos de ligação podem ser invocados. Além disso, embora a adesão seja necessária para a colonização, as proporções finais de uma espécie dentro de um biofilme de cultura mista, como a placa dentária, dependerão, em última análise, da capacidade de um organismo de crescer e superar as células vizinhas.

Homeostase bacteriana

Uma vez formada a placa, sua composição de espécies em um local é caracterizada por um grau de estabilidade ou equilíbrio entre as espécies componentes, apesar de estresses ambientais regulares menores, por exemplo, de componentes dietéticos, higiene bucal, defesas do hospedeiro, mudanças diurnas no fluxo de saliva, Esta estabilidade (denominada homeostase microbiana) não é devida a qualquer indiferença biológica entre os organismos residentes, mas é devido a um equilíbrio imposto por inúmeras interações microbianas, incluindo exemplos de sinergismo e antagonismo.

Estes incluem interações bioquímicas convencionais, tais como as necessárias para catabolizar glicoproteínas hospedeiras complexas e para desenvolver cadeias alimentares, mas, além disso, pode ocorrer sinalização célula-célula mais subtil. Essa sinalização pode levar à expressão gênica coordenada dentro da comunidade microbiana, e essas estratégias de sinalização estão sendo vistas atualmente como alvos potenciais para novas terapias.

Mudança de paradigma

A metodologia criada pelos pesquisadores portugueses se chama ‘biolocker‘ deverá chegar ao mercado dentro de dois anos segundo seus desenvolvedores, o que representará uma mudança de paradigma na higiene bucal, prevenindo a formação precoce da placa bacteriana, sem efeitos antimicrobianos, ao contrário das soluções de cuidados orais clássicas.

Os cientistas portugueses explicam que os atuais métodos de tratamento eliminam as boas e as más bactérias, o que pode danificar a flora bucal, que é extremamente benéfica para a saúde geral do organismo.

A inovação está neste momento em processo de registro de patente internacional e se distingue, sobretudo, pela capacidade de bloquear as principais interações bacterianas que ocorrem após a ingestão de alimentos, ou seja, impossibilita a ação das bactérias que lideram o processo de formação da placa bacteriana, as designadas colonizadoras iniciais.

“Como estas bactérias (gênero streptococcus) funcionam como alicerce, ao retirar a âncora impedimos que todas as bactérias consigam se fixar”, acrescentam ainda os cientistas de Coimbra.

Fontes: Universidade de Coimbra e NCBI
Dentalis software – garante mais tempo pra você e seus pacientes
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
Descoberta que pode revolucionar o tratamento das cáries

Descoberta que pode revolucionar o tratamento das cáries

É possível que as obturações e o tratamento de canal nos dentes virem coisa do passado a partir da descoberta de cientistas britânicos da King’s College. Em estudo publicado no periódico científico Nature, eles testaram um medicamento para o tratamento do mal de Alzheimer contra as cáries e obtiveram bons resultados.

Estimulando células-tronco da região, a droga, chamada de tideglusib, promoveu a regeneração natural dos dentes. Esse fármaco basicamente gerou mais dentina, que como sabemos é a parte do dente alvo das cáries.

 Reparação total

Nos testes com ratos, os cientistas inseriram pequenas esponjas biodegradáveis de colágeno com o tideglusib nas cavidades. Em seis semanas, os danos estavam reparados e os dentes intactos.

Segundo disse Paul Sharpe, um dos autores do estudo, ao jornal Telegraph, a medicação já passou por testes clínicos, o que aceleraria sua chegada aos consultórios dos dentistas. Mesmo assim, outras pesquisas ainda serão necessárias para confirmar o poder restaurador dessa droga.​

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Cientistas descobrem novo órgão no corpo humano

Uma nova tecnologia permitiu a um grupo internacional de pesquisadores identificar uma estrutura até agora desconhecida na anatomia humana, que pode ter relação com o funcionamento de todos os órgãos, da maior parte dos tecidos e dos mecanismos ligados à maior parte das doenças.

O estudo que descreve tal descoberta foi publicado recentemente na revista Scientific Reports.
Os pesquisadores revelaram que certas elementos do corpo, que até agora eram identificadas como tecidos conectivos densos, na realidade são compartimentos interconectados preenchidos com fluido. Esses tecidos, localizados em camadas sob a pele, revestem o tubo digestivo, os pulmões e o sistema urinário, além das artérias, veias e a fáscia – estrutura onde se fixam músculos ao seu redor.

Mais da metade dos fluidos no organismo se situa entre as células – e cerca de um sétimo do total no coração, nos vasos sanguíneos, nos nódulos linfáticos e nos vasos linfáticos. O novo estudo, porém, é o primeiro a definir que o interstício onde esses fluidos circulam funcionam como um órgão à parte.

A equipe liderada por Neil Theise, da Escola de Medicina da Universidade de Nova Iorque, mostrou que esses compartimentos, apoiados em uma malha de proteínas do tecido conectivo como colágeno e elastina, podem absorver choques, impedindo que os tecidos se rompam, quando os órgãos, músculos e vasos pulsam, são espremidos, ou sofrem impactos durante seu funcionamento diário.

De acordo com os cientistas, um dos aspectos mais importantes do estudo foi a descoberta de que essa camada é uma “via expressa” para fluidos em movimento. Segundo eles, isso poderia explicar o motivo pelo qual o câncer que invade essa estrutura tem maior chance de se espalhar pelo organismo.

Os cientistas também afirmam que a nova rede descoberta é drenada para o sistema linfático e é a fonte da linfa, um fluido vital para o funcionamento de células do sistema imunológico responsáveis pela inflamação.

Além disso, as células que residem nesse espaço – e os feixes de colágeno que elas revestem – mudam com a idade e podem contribuir para o enrugamento da pele, o enrijecimento dos membros e a progressão de doenças fibróticas, escleróticas e inflamatórias, segundo os pesquisadores.

Os cientistas afirmam que ninguém havia notado esses espaços antes porque o campo médico dependia do exame de tecidos fixos em lâminas de microscópios, que até agora era considerado o método mais preciso para observar a realidade biológica.

No método convencional, os cientistas utilizam compostos químicos para preparar os tecidos para exame, cortando-os em fatias finas e utilizando corantes para destacar características importantes. Esse processo “fixo”, segundo os autores do novo estudo, permite observar detalhes vívidos das células e estruturas, mas, para isso, acaba-se drenando todo o fluido dos tecidos.

Rede de proteínas conectivas

Segundo Theise, no novo estudo os cientistas descobriram que a remoção do fluido para produzir as amostras causa o achatamento da rede de proteínas conectivas que cerca os compartimentos cheios de fluidos, fazendo-os entrar em colapso.

“Ao longo de décadas, esse colapso provocado pela fixação fazia com que o tecido preenchido com fluido e distribuído em todo o corpo parecesse sólido nas biópsias. Nossos resultados corrigem esse problema”, assegura Theise.

“Essa descoberta tem potencial para gerar grandes avanços na medicina, incluindo a possibilidade de que a amostragem direta do fluido intersticial venha a se tornar uma poderosa ferramenta de diagnósticos”, afirmou.

Segundo Theise, a descoberta se baseou em uma nova tecnologia chamada endomicroscopia confocal a laser com sonda, que combina o endoscópio – a fina sonda com uma câmera em sua extremidade que é utilizada para ver o interior dos órgãos – com um laser que ilumina os tecidos e com sensores que analisam os padrões fluorescentes que são refletidos. O novo método, de acordo com ele, oferece uma visão microscópica dos tecidos vivos em vez dos fixos.

Estrutura nova

Em 2015, utilizando essa tecnologia, dois coautores do novo estudo, David Carr-Locke e Petros Benias, ambos endoscopistas do Centro Médico Beth Israel, viram algo estranho enquanto sondavam o duto biliar de um paciente em busca de sinais de alastramento de um câncer. Era uma série de cavidades interconectadas que não se encaixava em nenhuma anatomia conhecida.

Diante do mistério, os endoscopistas levaram as imagens ao laboratório de patologia de Theise. De forma surpreendente, quando Theise produziu imagens convencionais para biópsia do mesmo tecido, o padrão de rede encontrado por endomicroscopia simplesmente desapareceu.

A equipe iria mais tarde confirmar que espaços muito finos vistos nas imagens da biópsia – e que tradicionalmente eram identificados como rompimentos do tecido, na realidade eram remanescentes dos compartimentos cheios de fluido que haviam entrado em colapso.

Corrente elétrica

Para realizar o novo estudo, os cientistas coletaram amostras de tecido de dutos biliares durante 12 cirurgias de câncer para remoção do pâncreas e do duto biliar. Alguns minutos antes dos médicos interromperem o fluxo de sangue para o tecido de interesse, os pacientes foram submetidos a microscopia confocal para registro da imagem do tecido vivo.

Assim que os cientistas descobriram o novo espaço em imagens de dutos biliares, eles logo reconheceram a nova estrutura em todo o corpo, em qualquer ponto onde o tecido se movesse ou fosse comprimido.

As células que revestem esse espaço também são incomuns – e talvez sejam responsáveis por gerar e dar apoio aos aglomerados de colágenos em torno delas, segundo os autores. Segundo Theise, essas células podem ser também células-tronco mesenquimais, que são conhecidas por contribuir para a formação de tecidos cicatrizados observados em doenças inflamatórias.

De acordo com os pesquisadores, os aglomerados de proteínas vistos no espaço intersticial provavelmente geram corrente elétrica quando se dobram com os movimentos dos órgãos e músculos – e por isso podem desempenhar um papel em técnicas como a acupuntura.

Dentalis software – gerencia seu consultório e garante mais tempo para atenção ao seu paciente

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Descoberto o agente causador das aftas

Um estudo conduzido por pesquisadores do King’s College London e da Universidade de Pittsburgh identificou os mecanismos através dos quais o nosso sistema imune fica a detecta que a Candida albicans, agente causador das aftas bucais, ‘invadiu’ o organismo.
De acordo com o Dentistry Today, o grande responsável, segundo o estudo, é uma toxina peptídea fúngica chamada Candidalysin, que cria orifícios nas células que revestem a cavidade bucal e que é identificada pelo sistema imune.

A infecção da mucosa bucal por aftas ocorre, sobretudo, quando o sistema imune do paciente está comprometido, razão pela qual as crianças são tão suscetíveis às aftas, uma vez que possuem um sistema imune ainda imaturo, assim como os pacientes com HIV e pessoas que fazem uso de imunossupressores, como os pacientes oncológicos.

Sistema imune em dia: melhor proteção

De acordo com os autores do estudo agora publicado, até agora “pouco se sabia sobre como a imunidade a fungos na mucosa oral acontecia”, assim como a causa por trás do fato de este patógeno não se conseguir se desenvolver em humanos saudáveis.

“Para utilizar uma analogia com Game of Thrones, as células epiteliais da mucosa bucal formam uma parede protetora que mantém os invasores da Candida na costa. Patrulhando essa parede estão as células T, que usam a IL-17 como a sua arma para proteger o reino”, explicam os responsáveis pelo estudo.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Cientistas descobrem um novo caminho para a cura do câncer de pulmão

Um grupo de pesquisadores da Cooperativa de Ensino Superior Politécnico Universitário (CESPU), do Porto em Portugal, conseguiu descobrir uma nova forma de elevar o nível de resposta ao tratamento do câncer do pulmão. O estudo, que esteve dois anos em desenvolvimento, foi agora publicado na revista científica Cancer Letters, e mostra que através da inibição de uma proteína necessária para a divisão das células normais pode conseguir-se que as células cancerígenas se autodestruam.

De acordo com Hassan Bousbaa, um dos autores do estudo, “quando as células de linhas celulares de câncer de pulmão são impedidas de produzir a proteína ‘spindly’, estas passam a responder de forma mais eficiente ao paclitaxel [medicamento frequentemente utilizado em quimioterapia]”.

Autodestruição das células cancerígenas

O que o estudo agora publicado mostra é que a supressão da proteína ‘spindly’ atrasa a saída mitótica e leva à autodestruição das células cancerígenas, quando tratadas com esse medicamento.

A equipa de investigadores do Porto já realizou testes com células de cancro produzidas em laboratório e na próxima fase, que se deverá iniciar em 2018, deverão fazer-se testes com animais.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Apêndice pode ter importante função no organismo

apêndiceUm órgão bem conhecido, mas largamente desprezado, pode estar prestes a mudar de categoria.

O apêndice humano, uma bolsa estreita que se projeta fora do ceco no sistema digestório, tem uma má reputação por sua tendência a se inflamar (apendicite), muitas vezes exigindo remoção cirúrgica.

Embora os cientistas o descrevam como um órgão residual, com função pouco conhecida e que a evolução estaria se incumbindo de fazer desaparecer, novas pesquisas sugerem que o apêndice pode servir a um propósito importante.

Em particular, ele funciona como um reservatório para bactérias intestinais benéficas, aquelas mesmas que agora se sabe terem importante função protetora contra doenças como Parkinson e Alzheimer e até mesmo estabelecer uma ligação com o cérebro.

Apêndice e evolução

Várias outras espécies de mamíferos têm igualmente um apêndice, e estudar como ele evoluiu e como funciona nessas espécies pode lançar alguma luz sobre este órgão misterioso nos humanos.

Uma equipe internacional de pesquisa reuniu dados sobre a presença ou ausência do apêndice e outros traços gastrointestinais e ambientais em 533 espécies de mamíferos. Eles mapearam os dados em uma filogenia – uma árvore genética – para rastrear como o apêndice evoluiu através do processo evolucionário dos mamíferos e tentar determinar por que algumas espécies têm um apêndice, enquanto outras não o têm.

O que se revelou é que o apêndice evoluiu independentemente em várias linhagens de mamíferos – mais de 30 vezes de forma independente. E, uma vez que apareceu, ele quase nunca desaparece de uma linhagem. Isto sugere que o apêndice provavelmente serve a uma finalidade adaptativa, não sendo meramente um resquício prestes a sumir.

Analisando os fatores ecológicos, como dieta, clima, a sociabilidade de cada espécie e onde ela vive, foi possível rejeitar várias hipóteses previamente propostas pelos cientistas para tentar vincular o apêndice a fatores alimentares ou ambientais.

Apêndice com função imunológica

Em lugar das situações previstas pelas teorias científicas, o que os dados mostraram é que as espécies com um apêndice têm maiores concentrações médias de tecido linfoide (imunológico) no ceco. Isto indica que o apêndice pode desempenhar um papel importante como um órgão imunológico secundário. O tecido linfático também pode estimular o crescimento de alguns tipos de bactérias intestinais benéficas, fornecendo mais evidências de que o apêndice pode servir como um refúgio seguro para as bactérias intestinais úteis.

Também ficou claro que os animais com certos formatos de ceco (cônico ou em forma de espiral) são mais propensos a ter um apêndice do que os animais com um ceco redondo ou cilíndrico. Portanto, a equipe concluiu que o apêndice não está evoluindo sozinho, mas como parte de um “complexo ceco-apendicular” maior, que inclui o apêndice e o ceco como um conjunto.

O estudo, liderado pela professora Heather Smith, da Universidade Meio-Oeste do Arizona (EUA), foi publicado na revista científica Comptes Rendus Palevol.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Descobertos os genes envolvidos no desenvolvimento da periodontite

fases da periodontiteForam identificados 41 genes que podem estar relacionados a doenças periodontais. A descoberta foi feita por um grupo de pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade de Columbia, nos EUA, que utilizou engenharia genética de largo espectro para identificar os percursos dos genes que favorecem o desenvolvimento da periodontite.

As conclusões foram recentemente publicadas na revista científica Journal of Dental Research e mostram como os cientistas usaram a engenharia genética para reverter a expressão dos genes de forma a construir um mapa das interações genéticas que causam a periodontite e para identificar aqueles que têm maior influência na doença.

“A nossa abordagem limitou a lista de genes que potencialmente estão envolvidos na periodontite. Isto nos permite focar em apenas alguns dos genes, que são também os intervenientes mais importantes no processo”, comenta o líder da equipe de pesquisa.

Bloqueando a periodontite na sua raiz

Com estas descobertas será possível testar compostos com a capacidade de bloquear a ação dos genes mais influentes na doença periodontal, criando tratamentos que interrompam a doença diretamente na sua ‘raiz’.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments