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Dicas para escolha da autoclave ideal

Charles Chamberland (1851 – 1908) foi um químico associado a Louis Pasteur, inventor dos primeiros filtros de porcelana e da autoclave, foi coautor das primeiras vacinas contra o antraz e a raiva.

Biografia

Nascido em Jura leste da França as margem norte do rio Rhone, perto da fronteira da França e da Suíça (cordilheira francesa). Chamberland era bastante ligado à sua terra natal, sua amabilidade era aliada a uma grande inventividade e independência.

Além dos filtros de porcelana que permitiam a filtragem dos microrganismos e da autoclave que equipa todos os laboratórios, consultórios odontológicos e hospitais também criou as caixas de madeira industriais, para o transporte de vacinas.

Chamberland foi um pesquisador dedicado e foi nomeado vice-diretor do laboratório de Pasteur. Em 1879, apresenta sua tese em física com o trabalho intitulado “Investigação sobre a origem e o desenvolvimento de organismos microscópicos.” Continuou a se aprofundar sobre o assunto o que lhe deu legitimidade para concluir suas experiências sobre os meios de cultura esterilizados. Foi com estes trabalhos e esforços concretos sobre a fabricação de um aparelho de esterilização, a autoclave que Chamberland utilizou o princípio da esterilização de vapor saturado que é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico.

O que é uma autoclave?

Autoclave é um aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor, sob pressão. A esterilização em vapor saturado é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico. Neste tipo de esterilização os microrganismos são destruídos pela ação combinada da temperatura, pressão e umidade que promovem a termo coagulação e a desnaturação das proteínas da estrutura celular. Esterilização é um conceito absoluto, ou seja: ou um material está esterilizado ou não está. Portanto não se pode afirmar que uma autoclave esteriliza “melhor” do que outra. O que pode diferenciar é o tipo do uso pretendido, a escolha do equipamento deve ser baseada nesse requisito.

Autoclavagem

A autoclavagem é um tratamento térmico bastante utilizado no ambiente hospitalar e que consiste em manter o material contaminado a uma temperatura elevada, através do contato com vapor de água, durante um período de tempo suficiente para destruir todos os agentes patogênicos.

O processo inclui ciclos de compressão e de descompressão de forma a facilitar o contato entre o vapor e os materiais contaminados. Os valores usuais de pressão são da ordem de 3 a 3,5 bar e a temperatura atinge 135°C. Tendo a vantagem de ser relativamente simples e poder ser utilizada para esterilizar diversos tipos de materiais hospitalares. A monitorização mais confiável é a biológica que é feita com microrganismos tecnicamente preparados para demonstrar a esterilização. São preparações padronizadas de esporos de Bacillus stearothermophilis numa concentração de 106, comprovadamente resistentes e específicos para o processo de esterilização por vapor saturado. A ANVISA recomenda o uso semanal dos indicadores biológicos.

Importante salientar que para o correto funcionamento do equipamento é necessária a correta manutenção preventiva.

A esterilização deve ir além de um processo exigido pelos Órgãos Sanitários, é uma questão de saúde e responsabilidade de quem trata desse processo. Pois uma esterilização eficaz pode salvar vidas.

A autoclave é uma ferramenta essencial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais nas clínicas odontológicas através da esterilização dos instrumentos utilizados pelo dentista.
Dada a sua importância no trabalho diário dos profissionais, torna-se indispensável saber qual é o melhor tipo de autoclave e que aspectos devem ser levados em consideração na sua escolha.

Funcionamento da autoclave

A principal função da autoclave é eliminar os microrganismos e esporos depositados nos instrumentos odontológicos, coagulando as suas proteínas e evitando, assim, a transmissão de qualquer tipo de infecção. As autoclaves são utilizadas para a limpeza diária dos instrumentos utilizados pelos dentistas, como pinças ou sondas.

A autoclave é um recipiente metálico de paredes espessas e fecho hermético, que permite a esterilização a alta pressão, assegurando a máxima desinfecção de todos os materiais clínicos.

Tipos de autoclave

Existem diferentes modelos de autoclave, classificados segundo o tipo de instrumentos que se pretende esterilizar.

Autoclaves de classe N

Estas autoclaves de pequenas dimensões são utilizadas para limpeza de instrumentos simples e planos, como os bisturis.

Não são as mais recomendadas para a atividade odontológica, pois a sua ação é insuficiente quando se trata de utensílios que possuem orifícios ou cânulas, materiais têxteis, cargas porosas ou instrumentos embalados.

Autoclaves de classe S

Os aparelhos deste tipo realizam um trabalho de esterilização mais completo do que os modelos da classe N, mas não são muito eficazes na limpeza de materiais têxteis. Por este motivo, não são indicados na higiene dos instrumentos utilizados na odontologia.

Autoclaves de classe B

Estes modelos de elevado desempenho são adequados para esterilizar quaisquer tipos de instrumentos odontológicos: materiais embalados, têxteis, utensílios com cânulas e orifícios ou cargas porosas. A Norma Europeia 13060 indica que as autoclaves de classe B são as mais recomendadas para as clínicas odontológicas.

Agora que já sabemos qual é o melhor tipo de autoclave para os dentistas, explicaremos que aspectos devem ser considerados ao escolher entre os diferentes modelos de classe B comercializados no mercado.

Dicas para escolha da melhor autoclave da classe B

Para escolher a melhor autoclave, devemos levar em conta alguns aspectos relevantes:

  • Garantia: importante que a autoclave disponha de garantia e serviço técnico eficiente e próximo, a fim de resolver rapidamente qualquer falha no seu funcionamento. Este dispositivo é utilizado diariamente em consultórios odontológicos, pelo que um defeito constituiria um grande inconveniente para o dia a dia de trabalho desenvolvido na clínica ou consultório. Por este motivo, é aconselhável ter sempre um modelo reserva para eventual substituição.
  • Capacidade: As autoclaves são fabricadas com diferentes capacidades, que variam entre 8 e 24 litros. A escolha dependerá do número de instrumentos que se pretende esterilizar. Como alternativa a uma autoclave grande é possível optar por duas autoclaves pequenas para realizar ciclos simultâneos de esterilização.
  • Tempo de secagem: Escolher autoclaves que permitam ciclos rápidos de limpeza e secagem é o mais aconselhável. Além disso, os modelos de autoclaves de última geração adaptam os seus tempos de atividade à capacidade da carga, o que reduz a duração do ciclo, aumenta a vida útil dos instrumentos e otimiza o consumo de energia.
  • Acessórios: As melhores autoclaves têm normalmente acessórios integrados, como funções de rastreabilidade e, inclusive, ligação sem fios para a supervisão remota do aparelho. Também são comercializadas com acessórios independentes que podem ser adaptados à autoclave e que são de grande utilidade, como desmineralizadores.
  • Limpeza: Os modelos de autoclave mais avançados contam com um sistema automático de limpeza que facilita a manutenção diária da máquina.
Fontes: mcientifica e Dentaleader
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Dentista líder: uma reflexão sobre estilos de liderança

Quer quer seus funcionários deem o melhor e cheguem aos melhores resultados? Um bom começo é lembrar de sempre ser gentil com eles.

Demonstrar compaixão aos subordinados sempre compensa, especialmente quando esse estilo de liderança é combinado com a aplicação de metas e pontos de referência claros.

“Ser benevolente é importante porque pode mudar a percepção que seus seguidores têm de você. Se você sente que seu líder ou chefe realmente se preocupa com você, você pode se sentir mais envolvido no trabalho que faz por eles,” disse o professor Chou-Yu Tsai, da Universidade de Binghamton (Reino Unido).

Tsai e seus colegas queriam determinar como a presença ou ausência de benevolência afetaria o desempenho dos subordinados no trabalho. Eles entrevistaram quase 1.000 membros das Forças Armadas de Taiwan e outros 200 trabalhadores civis nos Estados Unidos, e analisaram o desempenho dos subordinados resultante de três estilos de liderança diferentes:

  • Liderança dominante-autoritária: Líderes que exercem autoridade e controle absolutos, concentram-se principalmente em concluir tarefas a qualquer custo, com pouca consideração pelo bem-estar dos subordinados.
  • Liderança centrada na benevolência: Líderes cuja principal preocupação é o bem-estar pessoal ou familiar dos subordinados. Esses líderes querem que seus liderados sintam-se apoiados e tenham fortes laços sociais.
  • Liderança paternalista clássica: um estilo de liderança que combina autoritarismo e benevolência, com um forte foco tanto na conclusão da tarefa quanto no bem-estar dos subordinados.

Liderança com benevolência

Os resultados mostraram que a liderança dominante-autoritária quase sempre teve resultados negativos sobre o desempenho no trabalho, enquanto a liderança centrada na benevolência quase sempre teve um impacto positivo no desempenho do trabalho.

A liderança paternalista clássica, que combina tanto a benevolência quanto o autoritarismo, teve um efeito praticamente tão forte sobre o desempenho dos subordinados quanto a liderança centrada na benevolência, mas os pesquisadores argumentam que isso pode estar associado ao estilo tradicional familiar, no qual virtualmente todos os os trabalhadores foram criados.

Em outras palavras, não demonstrar compaixão pelos seus funcionários não é um bom presságio para o desempenho da equipe, enquanto demonstrar compaixão motivou a todos a serem melhores trabalhadores.

“Os resultados implicam que mostrar apoio pessoal e familiar para os funcionários é uma parte crítica da relação líder-seguidor. Embora a importância de dar estrutura e estabelecer expectativas seja importante para os líderes, e possivelmente para os pais, ajuda e orientação do líder no desenvolvimento de laços sociais e redes de apoio para um seguidor podem ser um fator poderoso em seu desempenho no trabalho,” disse Shelley Dionne, membro da equipe.

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Como reduzir gastos nas clínicas odontológicas

A rentabilidade de uma Clínica Odontológica pode ser alavancada mediante o aumento das receitas ou redução dos gastos totais. Idealmente, um cenário em que se verifique ambas as situações. “Redução de custos” é uma expressão cada vez mais utilizada nos dias de hoje. O segmento odontológico não é uma exceção. As clínicas têm cada vez mais consciência da importância da racionalização dos custos, pois gerar aumento de receitas não é tarefa fácil nos dias atuais, fruto do crescente aumento da concorrência.

Importante ter em mente que o mercado em que atuamos é limitado e que a captação de novos pacientes tende a diminuir ao longo do tempo. Uma clínica com 10 anos de existência não terá, na teoria, o mesmo ritmo de captação de novos pacientes que uma clínica com apenas 2 anos de vida. Importante ressaltar a necessidade de criar programas e ações que potencializem a fidelização e manutenção dos pacientes atuais e, consequentemente, o aumento da média de visitas anuais de cada um deles.

Importante relembrar que entre 40% a 50% dos pacientes indica a proximidade geográfica como principal motivo de adesão. Acaba não sendo a influência da recomendação de amigos ou familiares, como muitas das vezes é subentendido.

Disciplina

Se não houver uma gestão disciplinada e rigorosa ao longo dos anos facilmente irá se observar a criação de “gorduras” desnecessárias na clínica, que devem ser eliminadas no menor tempo possível.

Muito recorrente se pensar que a forma mais rápida e eficaz de reduzir os custos seja diminuindo o quadro de pessoal. Nem sempre. Uma ação desta natureza apenas fará sentido se a diminuição do volume de negócios for significativa ou se adotarmos uma estratégia de atuação que não implique a colaboração de tantos recursos humanos.

Layoff

Os programas de layoff (redução temporária do período de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho, por iniciativa da entidade patronal, durante um período de tempo, na condição de tal medida se mostrar indispensável para a viabilidade econômica da empresa) que algumas clínicas odontológicas têm vindo a adotar podem ter um impacto negativo na produtividade dos negócios, uma vez que tal medida poderá acabar impactando sobre o grau de motivação dos seus atuais colaboradores.

Quando se fala em redução de custos, além do pessoal, a gerência lembra também da necessidade de renegociar condições comerciais com os distribuidores, de cortar no orçamento de marketing e eventualmente de renegociar o valor pago pelo aluguel do imóvel.

Contudo, importante salientar que há muitas outras despesas que somadas têm um enorme importância na estrutura de custos da empresa, estando muitas delas incluídas numa rubrica contábil denominada de Fornecimentos e Serviços Externos, tais como as comunicações (fixas e móveis), serviços bancários e seguradores, seguros obrigatórios e opcionais, contas salário, entre outras), medicina do trabalho, higiene e segurança do trabalho, ações de marketing offline e online, contabilidade, impressoras, alarme e vigilância por câmeras, prestação de serviços médicos externos, gestão de equipamentos, entre outros.

Curiosamente, estes custos nem sempre são devidamente valorizados pelas clínicas, por não terem noção que contribuem de forma tão significativa para os custos globais da empresa (normalmente entre 25% e 40%), mas outras vezes porque é mais fácil cortar em outras rubricas, conforme mencionado anteriormente.

É razoável que numa clínica entre 25% a 35% das receitas se destinem a gastos com pessoal. Esta é, por exemplo, umas das especificidades do negócio das clínicas odontológicas, pois implica um investimento inicial acima da média de outros setores de atividade, especialmente com a aquisição de equipamentos (raio-x, autoclave, entre muitos outros), o que aumenta os custos fixos e variáveis.

Gestão fiscal

Outra questão premente, que permite o aumento da rentabilidade, consiste na gestão fiscal da empresa, que deve ser discutida em parceria com a contabilidade da sua clínica. Não estamos falando de “reengenharia financeira” ou de fuga fiscal. Longe disso. No entanto, legalmente é possível que as clínicas obtenham maior eficiência fiscal de forma a pagarem menos impostos e, assim aumentar os resultados globais da empresa.
Converse com o seu contador para lhe enviar mensalmente uma prestação de contas, que poderá ser uma excelente ferramenta para refletir sobre esta questão e ainda analisar a evolução mensal dos custos das principais rubricas de gastos.

Se tiver mais que uma clínica então terá de solicitar uma prestação de contas individual para cada, além de um mapa consolidado do grupo/empresa.

Faça valer o que você paga ao seu contador

E não se esqueça que o seu contador não deverá ser um mero intermediário entre a empresa e a autoridade tributária, mas sim, e cada vez mais, um auxiliar no processo de gestão. A função do contador não deve ficar restrita a apenas receber e tratar da documentação da clínica e enviar as guias para pagamento de impostos.

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Os maiores mitos para garantir a melhor saúde bucal

Na última edição do Dia Mundial da Saúde Bucal, a FDI – World Dental Federation publicou os resultados de um estudo realizado em 12 países e que mostra que ainda existe uma grande diferença entre aquilo que as pessoas acreditam serem bons hábitos de saúde bucal e a realidade do que praticam no dia a dia.

Práticas equivocadas

Segundo o estudo, em oito dos países em que se realizou o estudo, 50% ou mais dos questionados revelaram acreditar que se deve escovar os dentes logo depois das refeições. O Brasil, o México, o Egito e a Polônia (84%, 81%, 62% e 60%, respectivamente) apresentaram os piores resultados nesta prática, que segundo a comunidade de dentistas é incorreta, já que o aconselhado é que se espere cerca de 30 minutos depois da refeição para escovar os dentes, e assim evitar o enfraquecimento do esmalte dentário.

Além disso, a maioria das pessoas questionadas revelaram também acreditar que bochechar com água depois da escovação dental é importante para a manutenção de uma boa saúde bucal, ao contrário do que é recomendado pelos dentistas, que defendem que não se deve realizar bochechos com água logo após a escovação dos dentes, para que estes estejam expostos durante mais tempo aos efeitos do flúor.

Patrick Hescot, presidente da FDI, comenta que estes números mostram que “uma alarmante discrepância entre o que boa parte das pessoas praticam e o que na verdade são as boas práticas de saúde bucal. Desejamos que as pessoas assumam o controle sobre a sua saúde bucal neste Dia Mundial da Saúde Oral e que percebam que adotar bons hábitos de higiene oral, evitar fatores de risco e realizar check-ups regulares pode ajudar a proteger seus dentes e gengivas.”

Por outro lado, a mesma pesquisa revelou que 77% das pessoas questionadas acreditam que ir ao dentista ao menos uma vez por ano é uma boa prática, mas apenas 52% efetivamente o fazem.

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Semana da Saúde Bucal: uma ideia válida e muito interessante

De 7 a 13 de Agosto de 2017, a Associação Dentária Australiana (ADA) celebrou a “Dental Health Week” (Semana da Saúde Bucal), a maior campanha de saúde bucal do país. O evento busca conscientizar e salientar a importância da saúde bucal entre a população, e motivar os profissionais da odontologia a tornarem-se mais ativamente engajados entre si e com a comunidade que atendem.

Com o tema “Oral health for busy lives” (Saúde bucal para vidas ocupadas), a Semana da Saúde Bucal deste ano estimula as pessoas a considerar o quanto fácil a prática de higiene bucal pode ser encaixada na rotina diária, independentemente de quanto corrida essa seja. Escovar os dentes e usar o fio dental leva poucos minutos, e a consulta ao dentista para revisões pode promover uma saúde bucal que irá se refletir em economia de tempo, dinheiro e na prevenção de problemas sérios de saúde.

Medidas simples e eficazes

Como parte da Semana de Saúde Bucal, a ADA ofereceu quatro dicas simples para todos, não importa quão ocupados sejam. Dentistas são encorajados a comunicar as seguintes dicas aos pacientes, e que consideramos importante destacar:

1. Escovar os dentes duas vezes ao dia, com creme dental fluoridificado.
2. Usar o fio dental no mínimo uma vez ao dia.
3. Comer saudavelmente. Reduzir a ingestão de bebidas e alimentos açucarados.
4. Consultar um dentista regularmente para check-ups.

Profissionais da odontologia podem encontrar orientação (em inglês) para promover seus próprios eventos durante a campanha profissional em www.ada.org.au/Dental-Health-Week.

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Como diminuir riscos de falha do implante em fumantes

fumandoUm estudo chinês comparando a estabilidade do implante e resposta tecidual do peri-implante em grandes fumantes e não fumantes verificou que fumar não afeta o sucesso global da cirurgia de implante, como todos os implantes realizaram osteointegração e sem complicações pelo menos até o final da décima segunda semana após a colocação. No entanto, o tabagismo causou ao osso ao redor dos implantes uma cura mais lenta; assim, implantes começaram a osteointegração consideravelmente mais tarde do que o previsto no grupo de não fumantes.

A pesquisa tem demonstrado que o tabagismo pode afetar negativamente o implante e a integração óssea. A fim de melhorar os resultados do tratamento e evitar falha do implante, cirurgiões precisam ter uma compreensão exata de como o hábito irá afetar o processo de cicatrização.

No atual estudo, implantes 45 ITI (Straumann) foram colocados em mandíbulas posteriores de 32 pacientes do sexo masculino parcialmente edentados, dos quais 16 eram fumantes pesados e 16 não fumantes. A estabilidade do implante e resposta tecidual do peri-implante foram avaliados em três, quatro, seis, oito e doze semanas de pós-operatório.

Problemas na integração óssea dos implantes

Apesar dos implantes em ambos os grupos terem integração óssea pelo final da 12ª semana, o processo de cicatrização diferiu significativamente entre não fumantes e fumantes pesados. Em não fumantes, a estabilidade melhorada e os implantes começaram a integrar melhor ao osso após à segunda semana. No grupo de fumantes, porém, só começou a integração óssea dos implantes e se tornaram mais estáveis após à terceira semana.

Apesar dos resultados a curto prazo em ambos os grupos, fumantes tiveram mais problemas, incluindo uma maior perda óssea ao redor dos implantes e nas bolsas mais profundas de tecidos moles. No entanto, fumar não teve efeito significativo sobre a placa bacteriana ou sangramento sulcular no grupo de estudo.

À luz das conclusões, os pesquisadores sugerem que os cirurgiões talvez necessitem alterar seu planejamento padrão de carga do implante para pacientes que fumam fortemente. Além disso, fumantes devem estar cientes de que o hábito favorece a perda de osso marginal e o desenvolvimento dentário de bolsas e poderia assim levar a complicações mesmo após a integração óssea, eles concluíram.

O estudo intitulado “Efeito de fumantes pesados sobre implantes dentários colocados nas mandíbulas posteriores de pacientes do sexo masculino: Um estudo clínico prospectivo”, foi realizado por pesquisadores do First Affiliated Hospital of Xi’an Jiaotong Xi’an na China. Os resultados foram publicados em dezembro de 2016 no Journal of Oral Implantology.

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Dicas práticas para favorecer o crescimento de seu consultório odontológica

gráfico de crescimentoQualquer negócio enfrenta inúmeros desafios, sobretudo em mercados saturados, como é o caso da Odontologia em nosso país onde a cada ano surgem milhares de novas consultórios.
Mas de acordo com Garth Hatch, consultor de consultórios odontológicos nos EUA e fundador do Dental Specialist Institute, mesmo num cenário de pouco crescimento econômico é possível levar a gestão de uma consultório odontológica a bom termo e de forma mais eficiente seguindo algumas dicas bem simples.

Relação com o cliente

Um dos quesitos mais importantes no crescimento de uma consultório odontológica é a construção de uma boa relação profissional e paciente.
“Nada fará maior diferença no sucesso de seu consultório do que construir e manter relações sólidas com o dentista”, explica. Isso passa também por colocar à disposição da sua equipe tudo o que for necessário para que estes possam atender os clientes da forma mais adequada possível.

Aposte no Marketing

Sim, uma consultório odontológica também precisa investir em Marketing, principalmente através da contratação de pessoal especializado e dedicada a essa atividade. “Tem de ser uma pessoa que consiga estabelecer relações sólidas com o resto da equipe e que sirva também como uma espécie de ‘embaixador’ para a consultório”.

Comunique, comunique, comunique!

Encontre uma forma de se comunicar de forma regular com os seus clientes e com os membros da sua equipe. Uma das melhores formas de operacionalizar isto é através da criação de uma newsletter regular que vá de encontro aos interesses do cliente. “Deve ser informativa e ao mesmo tempo numa linguagem acessível tornando sua leitura agradável para o seu cliente, do contrário certamente irá parar na caixa de lixo eletrônico”, explica o consultor.

Inclua artigos, fotografias dos eventos de seu consultório e informações sobre eventuais promoções. O objetivo é que os seus clientes nunca se esqueçam de que você e seu consultório existem e estão a sua disposição para ser.

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Dicas simples de como lidar com crianças impacientes no consultório

criança com medo de dentistaEste problema tem sido um dos temas preferidos de várias pesquisas científicas: como amenizar a ansiedade das crianças que precisam de tratamento odontológico? A verdade é que não conseguir tranquilizar pacientes bem jovens pode colocar em risco os tratamentos necessários, mas existem algumas dicas simples que podem tornar a seu consultório mais amigável e evitar que as crianças fujam da cadeira.

Invista algum tempo conversando com o paciente antes da consulta

Se você vai tratar uma criança que habitualmente fica ansiosa é importante falar com ela antes da consulta para mostrar que é uma pessoa normal e amigável e que não existe razão para ter nenhum receio. Importante que o profissional consiga estabelecer uma relação de confiança com o seu jovem paciente.

Reforço positivo

Ir ao dentista é uma experiência pouco familiar para a maioria das crianças, especialmente se for a primeira vez. Muitas crianças não sabem como agir, como se sentar ou como se comportar quando estão na cadeira do dentista. Procure comentar com a criança sobre a forma como ela vem se comportando durante o atendimento, reforçando assim comportamentos que se mostram adequados, fazendo ver a ela que tudo corre muito bem.

Distraia a criança

Qualquer odontopediatra está preparado para tranquilizar as crianças com truques ou brincadeiras. Decorar os consultórios com objetos coloridos, jogos e tvs sintonizadas em canais com desenhos animados também ajuda.

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Dicas para fidelizar os seus pacientes

cliente felizFidelizar o paciente, este é o grande segredo do sucesso no dia a dia de um consultório odontológico.

E para que essa fidelização aconteça temos como um dos maiores problemas em várias áreas da saúde: fazer com que o paciente confie e decida optar pelo tratamento sugerido pelo clínico. Mas segundo Peter Bering, existe solução, e para tanto basta ficar atento a estes pontos:

  1. Não saber as preferências do paciente – De acordo com o especialista, além de avaliar as necessidades do paciente, é importante que se conheça qual a percepção do paciente em relação ao seu próprio estado de saúde. Se não houver uma sintonia entre estas duas perspetivas dificilmente conseguirá que o seu paciente venha aderir ao tratamento;
  2. Falta de confiança – Qualquer experiência na área da saúde deve basear-se na confiança entre o clínico e o paciente. Ora essa confiança é habitualmente influenciada por fatores como “credibilidade, confiança e um nível de interesse próprio”, informa;
  3. Preocupação em relação ao tratamento – “Cerca de 50% dos pacientes revelam algum nível de ansiedade em relação a um tratamento”, revela o especialista. Por isso é importante que tente entender quais aspetos mais preocupam o paciente;
  4. Comunicação – Comunique, comunique, comunique. Compartilhe com o seu paciente porque é que decidiu optar por determinada opção de tratamento e explique todos os processos;
  5. Faça com que o seu cliente se sinta bem – Se souber cativar o seu paciente e fazer com que este se sinta bem durante as consultas e os tratamentos terá a garantia de que ele certamente voltará à seu consultório.

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Dicas para manter o cérebro sempre jovem

cerebro
O cérebro precisa de cuidados e atenção para garantir um funcionamento suave e eficiente.
 
Mas, em vez de um manual de manutenção detalhado de uma máquina, tudo o que temos são conselhos vindos da comunidade científica – muitos deles contraditórios e confusos.
 
Veja aqui aquelas que têm maior suporte de estudos experimentais mais recentes.
 
Não perca a fé em suas habilidades
 
Temos a tendência a acreditar que a perda de memória é um problema decorrente do envelhecimento. Mas alguns lapsos – como chegar a um local e esquecer o que foi fazer ali – podem afetar jovens ou idosos com a mesma frequência e intensidade.
 
Por isso, não deveríamos nos apressar em assumir que tudo é culpa da idade, já que dúvidas podem ser uma espécie de autoprofecia.
 
Nos últimos dez anos, Dyana Touron, da Universidade da Carolina do Norte, descobriu que com a idade, temos a tendência de perder a confiança nas nossas habilidades mentais, mesmo quando elas estão funcionando perfeitamente. O resultado é que acabamos dependentes de “muletas”, como o GPS do carro ou a agenda do celular.
 
Mas, ironicamente, ao não nos colocarmos diante de desafios, podemos acelerar nosso próprio declínio mental. Portanto, se você se encontrar diante de uma porta não sabendo onde deveria estar, veja a situação como uma oportunidade para forçar um pouco mais a memória.
 
Proteja seus ouvidos
 
A mente sofre se for isolada dos cinco sentidos. E a perda auditiva parece detonar a perda da massa cinzenta do cérebro, provavelmente por colocar uma ênfase na atenção e por nos bloquear de estímulos úteis. O problema aumenta em 24% o risco de atraso cognitivo durante um período de seis anos, segundo um estudo recente.
 
Assim, qualquer que seja a sua idade, vale a pena ter consciência das situações que poderiam estar acelerando a deterioração da audição. Escutar música em alto volume por apenas 15 segundos por dia já é suficiente para prejudicar os ouvidos. Secadores de cabelos e aspiradores de pó são outras companhias ruins para os ouvidos.
 
Aprenda um novo idioma ou a tocar um instrumento
 
Em vez de dedicar vários minutos do dia a algum passatempo ou aplicativo que promete “treinar seu cérebro”, que tal tentar um exercício mental mais ambicioso, como aprender a tocar um instrumento ou falar uma nova língua?
 
Ambas as atividades requerem uma ampla gama de habilidades, exercitando a memória, a atenção, a percepção sensorial e o controle de motricidade enquanto você tenta executar uma nova canção ou pronunciar os sons estranhos de novas palavras.
 
Os benefícios tendem a durar até a idade avançada. Um estudo publicado no ano passado descobriu que músicos têm 60% menos chances de desenvolver demência do que as pessoas que não tocam instrumentos. Outra pesquisa mostrou que falar outro idioma pode atrasar em cinco anos o diagnóstico do mal de Alzheimer.
 
A aprender uma nova atividade que envolva movimentos físicos parece ser particularmente eficaz, como mostrou um estudo recente com pessoas que combateram a perda de memória aprendendo a pintar.
 
Modere na comida porcaria
 
A obesidade pode prejudicar o cérebro de muitas maneiras. O acúmulo de colesterol nas artérias pode restringir o fluxo sanguíneo para o cérebro, deixando-o sem os nutrientes e o oxigênio que ele precisa para funcionar bem.
 
Além disso, os neurônios são bastante sensíveis ao hormônio insulina, produzido pelo pâncreas. Comer alimentos doces e calóricos com frequência pode embaralhar a liberação da insulina, dando início a uma reação em cadeia que leva à produção de placas letais que podem se acumular no cérebro.
 
A boa notícia é que certos nutrientes – como o ômega 3 e outros ácidos graxos, e as vitaminas D e B12 – parecem ter um efeito “limpante” e reduzem os prejuízos provocados pela idade no cérebro.
 
Isso pode explicar por que idosos que sempre mantiveram uma dieta tipicamente mediterrânea – à base de peixes, legumes, verduras e baixo teor de gordura – tendem a mostrar as mesmas habilidades cognitivas que pessoas sete anos mais novas.
 
Concentre-se no corpo
 
Gostamos de fazer uma distinção clara entre o corpo e a mente, mas, na realidade, estar em boa forma física é uma das melhores maneiras de manter o cérebro funcionando bem.
 
A atividade física não só estabelece um melhor fluxo sanguíneo para o cérebro, mas também libera uma grande quantidade de proteínas que ajudam a estimular o crescimento e a manutenção de conexões neurais.
 
Os benefícios são notados desde o berço: crianças que vão a pé para a escola costumam tirar melhores notas, enquanto idosos que fazem caminhadas regulares – mesmo que não sejam vigorosas – têm mais concentração e memória.
 
Não deixe de viver a vida
 
Se todas essas mudanças de rotina parecem algo difícil de adotar, saiba que uma das melhores maneiras de proteger o cérebro dos efeitos do tempo é socializar. O ser humano é uma criatura social, e nossos amigos e parentes nos estimulam, nos desafiam a ter novas experiências e nos ajudam a descarregar o estresse e as mágoas.
 
Surpreendentemente, um estudo com voluntários com idades em torno de 70 anos mostrou que os mais ativos socialmente tinham 70% menos chances de experimentar um declínio cognitivo em um período de 12 anos, em comparação com aqueles com uma vida mais reclusa. Da memória e da atenção à velocidade de processamento mental, tudo parece se beneficiar do contato regular com outras pessoas.
 
Ou seja, não há uma fórmula mágica única para treinar o cérebro. As pessoas que envelhecem melhor têm um estilo de vida que incorpora um pouco de tudo: uma alimentação variada, atividades estimulantes e um círculo de amigos queridos. Uma receita que também vale para quem quer ter uma vida feliz e saudável.
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