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Descoberta: detecção precoce do câncer em exame de sangue

detecção precoce do câncer

Você já deve ter ouvido falar sobre detecção precoce do câncer. Mas esta detecção precoce do câncer é tema desse artigo é simplesmente revolucionária.

Um novo exame de sangue em desenvolvimento mostrou capacidade de rastrear vários tipos de câncer com um alto grau de precisão.

Os pesquisadores do Instituto de Câncer Dana-Farber são os autores de uma descoberta revolucionária.
Revolucionária porque pode permitir a detecção precoce do câncer em seus estágios mais iniciais.
O resultado do trabalho por eles desenvolvido foi apresentado na Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) 2019 .

Sequenciamento de DNA

Esse novo exame, desenvolvido pela GRAIL, usa a tecnologia de sequenciamento de DNA de última geração. Seu objetivo é pesquisar a presença de minúsculas marcas químicas (metilação) no DNA. Essas marcas determinam se os genes são ativos ou inativos.

O teste foi aplicado em um total de quase 3.600 amostras de sangue. Alguns dessas amostras eram de pacientes com câncer, outras de pessoas que não foram diagnosticadas com câncer no momento da coleta de sangue.

O teste detectou com sucesso presença de câncer nas amostras de pacientes com câncer e identificou corretamente o tecido de onde o câncer se originou.

Especificidade elevada

A especificidade do teste foi alta. Ou seja, a sua capacidade de retornar um resultado positivo somente quando o câncer está realmente presente.
Assim como sua capacidade de identificar o órgão ou tecido de origem.

O novo teste faz a busca por DNA que células cancerígenas lançam na corrente sanguínea quando morrem.

As chamadas “biópsias líquidas” detectam mutações genéticas ou outras alterações no câncer relacionadas ao câncer. Já essa nova tecnologia se concentra nas modificações do DNA conhecidas como grupos metil. Grupos metila são unidades químicas que podem ser ligadas ao DNA, em um processo chamado metilação, para controlar quais genes estão “ativados” e quais estão “desativados”.

Os padrões anormais de metilação acabam sendo, em muitos casos, mais indicativos de câncer – e qual tipo de câncer – do que as mutações.

Padrões de metilação é a chave

O novo teste concentra-se em partes do genoma, onde padrões anormais de metilação são encontrados nas células cancerígenas.

Ficou comprovado que os ensaios baseados em metilação superam as abordagens tradicionais de sequenciamento de DNA. Isso para detecção de múltiplas formas de câncer em amostras de sangue.

Os resultados do novo estudo demonstram que esses ensaios são uma maneira viável de realizar a pesquisa do câncer na população. E também colaborar para a detecção precoce do câncer.

O estudo

No estudo, os pesquisadores analisaram o DNA de forma isolada. Ou seja, o DNA que já havia sido confinado às células, mas que entrara na corrente sanguínea após a morte das mesmas em 3.583 amostras de sangue. O total analisado incluiu 1.530 amostras de pacientes diagnosticados com câncer e 2.053 de pessoas sem câncer.

As amostras de pacientes compreenderam mais de 20 tipos de câncer. Pacientes com cânceres de mama com receptor de hormônio negativo, colorretal, esôfago, vesícula biliar, estômago, cabeça e pescoço, pulmão, leucemia linfoide, mieloma múltiplo, ovário e câncer de pâncreas.

Grau de acerto

A especificidade geral foi de 99,4%, significando que apenas 0,6% dos resultados indicaram incorretamente que o câncer estava presente.

A sensibilidade do ensaio para a detecção de um câncer pré-especificado de alta mortalidade (a porcentagem de amostras de sangue desses pacientes que apresentaram resultado positivo para câncer) foi de 76%. Dentro deste grupo, a sensibilidade foi de 32% para pacientes com câncer em estágio I; 76% para aqueles com estágio II; 85% para o estágio III; e 93% para o estágio IV.

A sensibilidade em todos os tipos de câncer foi de 55%, com aumentos similares na detecção por estágio.
Para os 97% das amostras que retornaram um resultado de tecido de origem, o teste identificou corretamente o órgão ou tecido de origem em 89% dos casos.

Esperança de cura – detecção precoce do câncer

A detecção precoce do câncer é sem dúvida a melhor arma que hoje dispomos para vencer a batalha contra o câncer diante da diversidade com que ele se apresenta.
A detecção precoce do câncer pode salvar vidas uma vez que dará mais tempo para que os tratamentos disponíveis possam apresentar resultados efetivos contra essa grave doença.

detecção precoce do câncer

Prevenção do câncer – 7 medidas simples para diminuir seu risco

Você provavelmente já ouviu relatos conflitantes sobre a prevenção do câncer.
Às vezes, uma dica específica de prevenção do câncer recomendada em um estudo é desaconselhada em outro.

Muitas vezes, o que se sabe sobre a prevenção do câncer ainda está evoluindo.

No entanto, já é um consenso que as chances de desenvolver câncer são afetadas pelas escolhas de estilo de vida que você faz.
Mudanças simples no seu estilo de vida podem acabar fazendo toda a diferença.
Apresentamos aqui algumas dicas bem simples para prevenção do câncer que você pode incorporar no seu dia a dia.

1. Fuja do cigarro

O tabagismo coloca você em rota de colisão com o câncer. O hábito de fumar tem sido associado a vários tipos de câncer. São eles, os cânceres de pulmão, boca, garganta, laringe, pâncreas, bexiga, colo do útero e rim.
O hábito de mascar o tabaco tem sido associado ao câncer de boca e do pâncreas.

Mesmo que você não fume, a exposição à fumaça do cigarro (fumante passivo) pode aumentar o risco de câncer de pulmão.

Evitar o cigarro – ou decidir parar de usá-lo – é uma fundamental na prevenção do câncer.

Existem tratamentos e recursos medicamentosos para auxiliar os fumantes a abandonarem a dependência da nicotina. Muitas das vezes a busca por ajuda profissional é altamente recomendável.

2. Alimentação saudável

Embora fazer seleções saudáveis no supermercado e na hora das refeições não garanta a prevenção do câncer, isso pode reduzir o risco. Considere estas sugestões:

  • Coma muitas frutas e legumes;
  • Baseie sua dieta em frutas, legumes e outros alimentos de fontes vegetais – como grãos integrais e feijões;
  • Evite a obesidade: procure se alimentos mais leves e com baixo teor calórico. Evite açúcar refinado e gordura de origem animal.
  • Moderação com o álcool: Se for consumir álcool o faça com moderação. O risco de vários tipos de câncer – incluindo câncer de mama, cólon, pulmão, rim e fígado – aumenta com a quantidade de álcool que você bebe e com o tempo que vem sendo ingerido em excesso.
  • Limite o consumo de carnes processadas: Um relatório da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer, a agência de câncer da Organização Mundial da Saúde, concluiu que o consumo de grandes quantidades de carne processada pode aumentar o risco de certos tipos de câncer. Mulheres que seguem uma dieta mediterrânea com azeite de oliva extra virgem e castanhas podem ter um risco reduzido de câncer de mama. A dieta mediterrânea concentra-se principalmente em alimentos à base de plantas, como frutas e legumes, grãos integrais, legumes e nozes. As pessoas que seguem a dieta mediterrânea fazem escolhas saudáveis: escolhem gorduras do bem, como azeite, em vez de manteiga, e peixe, em vez de carne vermelha.

3. Mantenha um peso saudável e seja fisicamente ativo

Manter um peso saudável pode diminuir o risco de vários tipos de câncer, incluindo câncer de mama, próstata, pulmão, cólon e rim.

A atividade física também conta. Além de ajudá-lo a controlar seu peso, a atividade física por si só pode diminuir o risco de câncer de mama e câncer de cólon.

Os adultos que participam de qualquer quantidade de atividade física obtêm benefícios à saúde.

Para usufruir dos benefícios da prática de atividade física adotar uma rotina saudável é essencial. Assim, procure reservar pelo menos 150 minutos por semana para uma atividade aeróbica moderada ou 75 minutos por semana de atividade aeróbica vigorosa.

Você também pode fazer uma combinação de atividade moderada e vigorosa.
Como objetivo geral, inclua pelo menos 30 minutos de atividade física em sua rotina diária – e se você puder fazer mais, melhor ainda.

4. Proteja-se do sol

O câncer de pele é um dos tipos mais comuns de câncer – e um dos mais evitáveis. Seguem algumas dicas.

  • Evite o sol do meio-dia: Fique longe do sol entre as 10h e as 16h, quando os raios do sol são mais fortes.
  • Fique na sombra: Quando estiver ao ar livre, fique na sombra o máximo possível. Óculos de sol e um chapéu de abas largas também ajudam.
  • Cubra as áreas expostas: Use roupas largas e bem tecidas que cubram o máximo possível de sua pele. Opte por cores vivas ou escuras, que refletem mais radiação ultravioleta do que os pastéis ou o algodão branco.
  • Não economize no protetor solar: Use um filtro solar de amplo espectro com um FPS de pelo menos 30, mesmo em dias nublados. Aplique protetor solar generosamente e aplique novamente a cada duas horas – ou mais frequentemente se estiver nadando ou suando.
  • Evite o bronzeamento artificial: as câmaras de bronzeamento artificial são tão prejudiciais quanto a luz solar natural em seus horários de intensidade máxima.

5. Não esqueça de se vacinar

A prevenção do câncer inclui proteção contra certas infecções virais. Duas vacinas que não podem faltar:

  • Hepatite B: A hepatite B pode aumentar o risco do desenvolvimento do câncer de fígado. A vacina contra a hepatite B é recomendada para certos adultos de alto risco – como adultos sexualmente ativos, mas que não mantêm relações mutuamente monogâmicas, pessoas com infecções sexualmente transmissíveis, pessoas que usam drogas intravenosas, e assistência médica ou profissionais de segurança pública que possam ser expostos a sangue ou fluidos corporais infectados.
  • HPV: O HPV é um vírus sexualmente transmissível que pode levar ao câncer de colo uterino e de outros órgãos genitais, bem como a células escamosas da cabeça e pescoço. A vacina contra o HPV é recomendada para meninas e meninos. A Food and Drug Administration dos EUA aprovou recentemente o uso da vacina Gardasil 9 para homens e mulheres com idades entre 9 e 45 anos.

6. Evite comportamentos de risco

Procure evitar comportamentos de risco que podem levar a infecções que, por sua vez, podem aumentar o risco de câncer.

  • Pratique sexo seguro: Limite o número de parceiros sexuais e use camisinha ao fazer sexo. Quanto mais parceiros sexuais você tiver em sua vida, maior a probabilidade de contrair uma infecção sexualmente transmissível – como HIV ou HPV. Pessoas que têm HIV ou AIDS têm um risco maior de câncer de ânus, fígado e pulmão. O HPV é mais frequentemente associado ao câncer do colo do útero, mas também pode aumentar o risco de câncer do ânus, pênis, garganta, vulva e vagina.
  • Não compartilhe agulhas: Compartilhar agulhas com pessoas que usam drogas intravenosas pode levar ao HIV, bem como à hepatite B e hepatite C. Isso pode aumentar o risco de câncer de fígado. No caso de dependência química, recomenda-se a busca por ajuda profissional.

7. Vá ao médico e faça exames regularmente

Autoexames e exames regulares para vários tipos de câncer – como câncer de pele, cólon, colo do útero e mama – podem aumentar as chances de descoberta do câncer mais cedo. Exames são fundamentais na detecção precoce do câncer.
Como já vimos anteriormente, a detecção precoce do câncer é o melhor de todos os remédios para a sua prevenção. Isso porque as chances do tratamento ser bem sucedido passam a ser muito grandes.

Fontes: The Oral Cancer Foundation, Mayo Clinic
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Escova de dentes manual ou elétrica, qual a melhor?

escova de dentes manual ou elétrica

Escova de dentes manual ou elétrica. Qual a melhor?

Escovar os dentes é a base de bons cuidados e prevenção bucal.

Tanto a escova de dentes manual ou elétrica é eficiente na remoção da placa dental bacteriana. Essa placa é a causadora de cáries e doenças bucais. É o que assegura a American Dental Association.

A escova de dentes manual ou elétrica tem suas qualidades próprias. A ADA confere um selo de aceitação tanto para a escova de dentes elétrica ou manual. Desde que sua segurança e eficácia tenham sido comprovadas.

Escova de dentes manual ou elétrica. Afinal, qual a melhor pra você?

Conheça os prós e contras de cada uma e qual pode ser a melhor para você.

escova de dentes manual ou elétrica

Escova de dentes elétrica – Vantagens

As cerdas da escova de dentes elétrica vibram ou giram para ajudar a remover o acúmulo de placa bacteriana dos dentes e gengivas. A vibração permite mais micro-movimentos toda vez  a escova é passada pelos dentes.

Mais eficiente na remoção da placa

As escovas de dentes elétricas diminuem mais placa e gengivite do que as escovas de dentes manuais, segundo muitos trabalhos. Em testes, após três meses de uso, a placa foi reduzida em 21% e a gengivite em 11%. Escovas de dentes oscilantes (rotativas) parecem funcionar melhor do que apenas escovas vibratórias.

Facilitam o trabalho para pessoas com problemas de mobilidade

Escovas de dentes elétricas fazem a maior parte do trabalho para o indivíduo. Podem ser úteis para qualquer pessoas com mobilidade limitada. Especialmente aquelas com limitações relacionadas à artrite do túnel do carpo.

Cronometram o tempo de escovação

A escova de dentes elétrica conta com um cronômetro como parte dela. Assim, ajuda o usuário a escovar os dentes por tempo suficiente para remoção da placa bacteriana dos dentes e gengivas.

Menos desperdício

Quando a escova de dentes apresenta sinais de desgaste, basta a substituição da cabeça da escova de dentes elétrica. Isso evita ter de jogar fora uma escova de dentes inteira, como no caso da manual.

Melhora do foco durante a escovação

Pelo menos um estudo verificou que as pessoas estavam mais focadas ao escovar os dentes usando uma escova de dentes elétrica.

Isso melhorou a experiência geral das pessoas em escovar os dentes. E também poderia melhorar a limpeza dos dentes.

Divertido para crianças

Nem todas as crianças demonstram interesse em escovar os dentes. Uma escova de dentes elétrica pode ser mais atraente para uma criança. Isso pode se reverter em uma melhora da qualidade da higiene dental.

Seguro para as gengivas

Se usada corretamente, uma escova de dentes elétrica não traz nenhum prejuízo à saúde dos dentes ou gengivas. Pelo contrário, pode mesmo melhorar a qualidade da saúde bucal.

Escova de dentes elétrica – Desvantagens

Escovas de dentes elétricas são muito mais caras que as suas versões manuais. Existem vários modelos hoje sendo comercializados em nosso país com uma grande variedade de preços. As cabeças de escovação descartáveis apresentam também um valor elevado.

Encontrar as cabeças de escova de substituição certas nem sempre é tarefa fácil. Isso porque a depender do modelo de escova elétrica, nem todas as lojas irão dispor da cabeça de escovação correspondente.Por isso, sempre é bom manter ao menos uma unidade de cabeça de escovação reserva sempre com o usuário.

Em dois outros estudos – entre idosos, as escovas de dentes elétricas não removeram significativamente mais placas do que as escovas de dentes manuais.

Isso não significa que as escovas de dentes elétricas não funcionem. Porém, pode significar que elas não valham o custo extra.

Escovas elétricas podem ser um problema em viagens internacionais. Isso por conta dos diferentes padrões de tomadas de energia elétrica mundo afora. Nestes casos, uma escova de dentes manual pode ser uma melhor opção.

Escovas de dentes elétricas dependem de eletricidade ou baterias. São assim menos ecológicas que as manuais.

Nem todo mundo consegue se adaptar à da sensação de vibração produzida pelas escovas elétricas. Além disso, as escovas de dentes elétricas estimulam uma maior salivação na boca.

escova de dentes elétrica ou manual

Escova de dentes manual – Vantagens

As escovas de dente manuais existem há muito tempo. Embora não tenham os recursos das escovas elétricas, ainda são uma ferramenta eficaz para limpar os dentes e prevenir a gengivite.

Fácil de encontrar e acessível

Uma escova de dentes manual pode ser encontrada em qualquer mercado, supermercado, farmácia ou drogaria.

Uma escova de dentes manual não precisa ser conectada para funcionar. Pode ser utilizada em qualquer lugar e a qualquer momento.

Baixo preço

De forma geral, as escovas de dentes manual são muito baratas. E custam uma fração do preço de uma escova elétrica.

Escova de dentes manual – Desvantagens

Um estudo verificou que as pessoas eram mais propensas a escovar com muita força ao usarem uma escova de dentes manual quando comparada à elétrica. Escovar com muita força pode prejudicar a gengiva e os dentes.

O uso de uma escova de dentes manual também pode tornar mais difícil saber se a pessoa está escovando o tempo suficiente para cada sessão.

Isso porque não há um contador de tempo embutido.

Importante seria cronometrar o tempo de escovação dos dentes a cada nova sessão.

Para crianças pequenas

A melhor escova de dentes para uma criança é aquela que ela realmente faça uso.

Os especialistas recomendam cerdas macias e uma escova de dentes adaptada à idade da criança.

Nem uma escova de dentes manual ou elétrica é necessariamente a melhor para crianças pequenas. Os mesmos prós e contras de cada tipo que valem para os adultos também se aplicam a crianças.

Crianças pequenas podem usar com segurança uma escova de dentes elétrica por conta própria. No entanto, é recomendável supervisioná-las enquanto escovam os dentes. Isso para garantir que eles cuspam a pasta de dente e não a engulam.

Ao longo da história

As cerdas de náilon, que usamos hoje, foram desenvolvidas em 1938 por Robert Hutson, nos Estados Unidos. Com o sucesso do novo modelo, muitos formatos foram testados desde então. Hoje, sabe-se que o mais indicado é usar escova com fibras ultramacias com mais de cinco mil cerdas, o que permite que a higiene seja feita sem desgastar o esmalte dental ou machucar as gengivas.

Curiosidade

Recentemente foi anunciado o lançamento de uma escova dental que promete limpar os dentes em apenas 10 segundos.

Afinal: escolho uma escova de dentes elétrica ou manual

A questão chave é saber se você se sente mais à vontade com uma escova de dentes manual ou elétrica.

Se você se sentir mais confortável ao usar uma escova de dentes manual, continue usando uma. Mais do que o modelo escolhido, o fundamental é a frequência, tempo e qualidade da escovação dental. Isso sim fará toda a diferença.

Fontes: Healthline, Terra
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Dentista de sucesso: 12 passos para ganhar a confiança de seus pacientes

dentista de sucesso

Existem duas coisas que não podem faltar a um dentista de sucesso. O conhecimento técnico e o aspecto humano.
Saber se colocar no lugar do outro, atuar profissionalmente buscando levar em conta sempre o bem estar do paciente.
Ao invés de querer apenas ganhar mais um cliente, saber conquistar a confiança das pessoas.

Dentista de sucesso é aquele que combina profissionalismo e experiência aliada a um tratamento humano dos pacientes.

A importância da relação dentista e paciente

Sendo um profissional sociável, atendendo as pessoas com boa vontade e um sorrisso no rosto já é meio caminho andado.
As pessoas, em sua maioria, ainda sentem receio quando vão ao dentista. Muitas delas manifestam ansiedade e nervosismo.

Pacientes com medo nesse nível tendem a se sentir vulneráveis física e emocionalmente. Muitos acabam fugindo de tratamentos odontológicos ou a realização de simples exames de rotina.
E o pior, quando finalmente vão ao dentista, o problema já se encontra num estado muito adiantado. Às vezes até irreversível.

Dentista de sucesso: valoriza o aspecto humano

Os aspectos técnicos e econômicos de um consultório ou clínica odontológica são muito importantes.
Mas no final das contas o que mais importa são as pessoas.
Elas irão buscar o profissional que lhes dê a garantia de um bom atendimento. Mas que também saiba afugentar os seus medos e temores. O paciente procura e necessita de atenção e calor humano.

O paciente quer saber ser ouvido, compreendido e acolhido. Isso irá prevalecer em sua decisão de voltar a procurar o profissional que lhe atendeu. O profissional passará a ser uma referência para o paciente. E quem se torna referência, abre caminho para se tornar um dentista de sucesso.

dentista de sucesso

Protocolo de tratamento na perspetiva psicológica – 12 passos essenciais

  1. Tente evitar que o paciente falte à consulta. Atenda-o no horário previamente agendado, reduzindo o tempo de espera;
  2. Busque fazer com que seu paciente encare o atendimento da forma menos incômoda possível;
  3. Procure explicar o passo a passo do tratamento esclarecendo todas as dúvidas do paciente de forma clara e didática;
  4. Busque descobrir a causa do medo exagerado que o paciente manifesta. Ouça-o com atenção e em conjunto procure uma solução viável;
  5. Lembre-se que não só a comunicação verbal é importante. A comunicação não verbal é essencial. Seja assertivo, compreensivo e otimista;
  6. Nunca deixe o paciente sozinho – nem física nem psicologicamente.
  7. Informe o paciente sobre o andamento dos procedimentos que serão realizados. Quais materiais e instrumentos serão utilizados. Também se o paciente irá sentir algum tipo de desconforto. O fato do paciente saber o máximo possível do tratamento irá reduzir a sua ansiedade. E também irá aumentar a confiança que tem no dentista;
  8. Uma das melhores técnicas para tornar o ambiente mais descontraído é a distração. Tente falar sobre algum assunto que possa interessar ao paciente. Como por exemplo, a sua família ou o que gosta de fazer nas suas horas livres. Lance mão do bom humor e da graça sempre que possível. Isso irá certamente reduzir o nervosismo do paciente;
  9. A respiração é fundamental. Utilize técnicas de relaxamento e respiração para que o paciente fique mais relaxado. Mostre ao seu paciente como abrir a boca sem contrair os músculos. De vez em quando, faça uma pausa para que ele relaxe o pescoço, os ombros;
  10. Como seu paciente não poderá falar durante a intervenção, crie um acordo de comunicação.
    Por exemplo, diga-lhe que, se quiser parar ou necessitar de algo, levante a mão. Sabendo dessa possibilidade, o paciente irpa se sentir mais tranquilo;
  11. Faça com que o paciente tenha total confiança no seu dentista e que os objetivos serão alcançados;
  12. Técnica de afirmações positivas. Estimule seu paciente a repetir mentalmente frases de encorajamento que lhe deem ânimo.

Pacientes com ansiedade e estresse

A odontofobia é uma das principais causas que afastam as pessoas do consultório odontológico. Ela se caracteriza por um medo intenso e excessivo de ir ao dentista.
É algo muito mais frequente do que se pensa! Isto porque, muitas vezes, as intervenções e os tratamentos odontológicos são diretamente relacionados com situações incômodas, desagradáveis e dolorosas.

O temor que existe na odontofobia é fóbico. Para que um medo seja caracterizado como tal, deve incluir os aspectos:

  • Irracional;
  • Excessivo;
  • Persistente;
  • Incontrolável;
  • Tentativa de evitar a situação temida.

Envolve também uma série de sintomas como:

  • Tensão muscular;
  • Aumento dos ritmos cardíacos e respiratórios;
  • Dilatação da pupila;
  • Aumento da sudorese, dores de cabeça e/ou de estômago.

Comunicação entre dentista e paciente

O medo pode ser muito reduzido, sempre que existir uma boa comunicação entre dentista e paciente.

Algumas dicas importantes:

  • Mantenha uma atitude profissional, de proximidade e amigável em todos os momentos.
  • Mostre a sua preocupação com o bem-estar do paciente. Pergunte ao paciente como ele(a) está, se necessita de alguma coisa ou se deseja parar por um momento.
    A sua atitude é fundamental para o tranquilizar.
  • Os medos do paciente não devem, em caso algum, ser subestimados. Faça seu paciente saber que são normais e que você está ali para o ajudar.
  • Informe o paciente sobre os passos que vai seguir, sobre o procedimento completo e explique tudo de uma forma que seja compreensível.
  • Algumas pessoas com fobia dentária podem ser tratadas com ansiolíticos. A maioria, no entanto, prefere evitar esse tipo de medicamento.

O seu consultório deve ter meios destinados a criar uma atmosfera agradável para alcançar um estado de paz e relaxamento. Sabia que a música ajuda a controlar a ansiedade?
Desenvolver um bom trabalho e ter preocupações com os aspectos humanos dos seus pacientes são características de todo dentista de sucesso.

Fonte: Dentaleader
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Óxido nitroso na Odontologia – Informações importantes

Óxido nitroso na Odontologia – Informações importantes

óxido nitroso

O óxido nitroso pode ser uma ótima alternativa para reduzir aquele medo de dentista que muitas pessoas possuem. Esse medo muitas das vezes é resultado de lembranças desagradáveis da infância. Pode também ser resultado de experiências traumáticas compartilhadas por outros pacientes.

O óxido nitroso é um gás incolor e inodoro que pode reduzir a ansiedade durante procedimentos odontológicos.

As pessoas costumam se referir ao óxido nitroso como gás do riso. O óxido nitroso retarda o tempo de reação de uma pessoa e causa uma sensação de euforia. Quando uma pessoa usa óxido nitroso, não demora muito para sentir os efeitos do gás. Quando as pessoas param de usá-lo, os efeitos desaparecem rapidamente.

É um tipo de sedação gera uma pequena diminuição da atividade do córtex cerebral. Não causa depressão do centro respiratório.

O óxido nitroso é geralmente seguro para uso em procedimentos médicos e odontológicos. Usos médicos incluem procedimentos em crianças, crianças e adultos. No entanto, como acontece com qualquer droga, existe um risco de efeitos na saúde a curto e longo prazo. Também pode haver o potencial para sobredosagem.

O óxido nitroso também pode ser utilizado em cirurgias odontológicas.
A principal vantagem da anestesia com óxido nitroso é a ausência de efeitos prolongados após a sessão do tratamento. Isso porque o óxido nitroso não é metabolizado pelo nosso organismo, já que possui pouca solubilidade no sangue.

Efeitos colaterais de curto prazo

Vamos tomar um exemplo. Uma paciente mulher em um atendimento odontológico que tenha recebido óxido nitroso. Os efeitos colaterais de curto prazo que podem surgir são tontura, náusea ou vômito.

Os efeitos colaterais de curto prazo não são muito comuns, mas podem ocorrer. A razão mais usual que leva ao aparecimento desses efeitos são a inalação do gás muito rapidamente ou quando o mesmo é inalado em excesso.

Neste caso poderão surgir os efeitos:

  • tontura, náusea ou vômito;
  • fadiga;
  • dor de cabeça;
  • suor excessivo;
  • tremores.

óxido nitroso

Também é possível que uma pessoa experimente uma sensação de estar chapada quando recebe óxido nitroso. Podem ocorrer distorções na percepção de sons.

Durante ou imediatamente após a administração do gás, um profissional de saúde também pode administrar oxigênio a uma pessoa.

Quando uma pessoa recebe oxigênio após um procedimento médico, normalmente é para limpar o óxido nitroso restante do organismo do paciente. Isso ajuda o indivíduo a recuperar o estado de alerta e pode ajudar a evitar dores de cabeça.

As pessoas podem sentir-se lentas ou não alertas após a inalação de óxido nitroso. Este efeito em geral desaparece rapidamente.

Após a realização e término de um procedimento odontológico com óxido nitroso as pessoas podem se deslocar. Isso desde que elas se deem um tempo suficiente para se recuperar totalmente do efeito do gás.

Para ajudar a evitar problemas estomacais, o paciente deve ingerir uma refeição leve. Deve evitar a ingestão de uma refeição pesada por várias horas após o procedimento.

O leite e seus derivados retardam o esvaziamento gástrico, assim como carnes e gorduras, devendo os pais serem orientados a evitar a ingestão desses alimentos por parte das crianças para diminuir as chances de ocorrência de náusea e vômito.

O ideal, segundo a American Academy of Pediatric Dentistry, é que em crianças com mais de 36 meses, o jejum de leite ou sólidos deve ser de 6 a 8 horas antes do procedimento. Água pode ser ingerida até 3 horas antes.

No caso de reação alérgica ao óxido nitroso

Reações alérgicas ao gás podem acontecer e é importante estar alerta quanto a essa possibilidade. Uma reação alérgica pode acontecer se alguém estiver experimentando o óxido nitroso pela primeira vez. Como no caso de uma uma criança, por exemplo.

Os sintomas mais comuns observados em caso de reação alérgica são:

  • arrepios;
  • urticária;
  • chiado ou problemas respiratórios;
  • febre.

Caso um paciente apresente um quadro de reação alérgica ao óxido nitroso deve-se procurar atendimento médico imediato.

Efeitos colaterais de longo prazo

Há poucas evidências que sugerem que o óxido nitroso cause efeitos colaterais graves a longo prazo.

A maioria dos efeitos colaterais desaparece rapidamente após o uso do gás. O paciente deve informar seu dentista no caso de sentir algum efeito colateral incomum ou se ele durar algumas horas ou dias após o procedimento.

O paciente em geral não manifesta efeitos colaterais a longo prazo. No entanto, a exposição prolongada ou o uso indevido intencional de óxido nitroso podem causar problemas de saúde.

A exposição excessiva pode levar à anemia ou a uma deficiência de vitamina B12. O último pode trazer problemas aos nervos, o que pode ocasionar dormência nos membros ou dedos do paciente.

Em resumo, nem todo mundo é um bom candidato para receber óxido nitroso.
Em alguns casos, condições médicas preexistentes podem tornar o óxido nitroso menos seguro.

Razões pelas quais os dentistas devem evitar o uso de óxido nitroso em pacientes que:

  • apresentem deficiência de vitamina B-12;
  • tenham histórico de problemas de saúde mental;
  • estejam no primeiro trimestre da gravidez;
  • apresentem histórico de abuso de substâncias;
  • tenham diagnóstico prévio de deficiência da enzima metilenotetrahidrofolato redutase;
  • tenham uma história de doenças respiratórias pregressas.

Overdose

Embora normalmente seja muito seguro, existe a possibilidade de uma pessoa ter uma overdose de óxido nitroso. As razões mais comuns para uma sobredosagem incluem a ingestão excessiva do gás e a exposição por longo tempo.

Uma pessoa que trabalha em uma clínica que utiliza ou armazena óxido nitroso apresenta maior risco de exposição a longo prazo ou acidental.

No caso do paciente, não é provável a ocorrência de uma overdose. Isso porque a quantidade necessária para fazer uma overdose é muito maior do que aquela administrada durante um procedimento.

Sintomas característicos do uma overdose de óxido nitroso:

No caso de uma overdose, são estes os sintomas mais comuns:

  • aperto no peito;
  • irritação nos olhos, garganta e nariz;
  • dificuldade em respirar – alucinações ou psicose;
  • sensação de sufocamento;
  • tonalidade azul para os dedos dos pés, lábios ou dedos;
  • aumento da pressão arterial e risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral;
  • convulsões;
  • aumento da frequência cardíaca.

No caso do recebimento de óxido nitroso em excesso de uma só vez com pouco ou nenhum oxigênio, também poderão ser gerados danos cerebrais.
No caso de suspeita de overdose de óxido nitroso, o atendimento médico de urgência deve ser buscado. Caso não tratada à tempo, uma overdose dessa natureza pode resultar em coma ou morte.

O óxido nitroso é um gás, e como droga recreativa pertence à categoria dos inalantes.
De acordo com o National Institute on Drug Abuse, os adolescentes e pré-adolescentes são mais propensos ao uso de inalantes do que os mais velhos.

Como o efeito de sentir-se chapado dura apenas alguns segundos, o usuário muitas vezes inala repetidamente o gás durante vários minutos ou horas, o que pode levar a uma overdose acidental.

Em poucas palavras

O óxido nitroso é tipicamente um medicamento seguro que ajuda a sedar uma pessoa antes e durante os procedimentos odontológicos. Os efeitos da droga normalmente vêm e desaparecem rapidamente ao iniciar e interromper a administração do gás.

Se uma pessoa experimenta um efeito colateral, ela geralmente dura pouco e desaparece depois de seu uso. Se os efeitos durarem por um período mais longo ou uma pessoa experimentar sintomas de uma reação alérgica, eles devem procurar atendimento médico imediato.

Embora raro, uma overdose do gás é possível.
Aqueles que trabalham em instalações que usam ou armazenam óxido nitroso e aqueles que abusam dele estão sob maior risco.
Durante os procedimentos de rotina são poucas as chances da ocorrência de uma overdose de óxido nitroso.

Fontes: Medical News Today, RevOdonto

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Infecção dentária – dicas importantes na escolha do antibiótico certo

Infecção dentária – dicas importantes na escolha do antibiótico certo

infecção dentária

Uma infecção dentária ou um abscesso dentário, geralmente ocorre como resultado da cárie dentária e má higiene bucal.
No entanto, também pode se desenvolver em razão de um procedimento odontológico prévio ou lesão traumática.

Quando uma infecção dentária está em curso gera uma bolsa de pus (abscesso) na boca como resultado de um crescimento bacteriano.
Essa infecção geralmente causa inchaço, dor e sensibilidade na área.
Sem tratamento, a infecção pode se espalhar para outras áreas da mandíbula ou até mesmo do cérebro.

As cáries dentárias são muito comuns. Como este artigo observa, até 91% dos adultos entre 20 e 64 anos têm cáries. Além disso, cerca de 27% das pessoas na mesma faixa etária têm cárie dentária não tratada. O tratamento precoce da cárie dentária é importante para evitar complicações maiores, como infecções dentárias.

Qualquer pessoa que tenha uma infecção dentária deve procurar imediatamente um dentista para evitar que a infecção se espalhe.

Uma das primeiras coisas que um dentista provavelmente recomendará é um antibiótico para debelar a infecção dentária.
Alguns antibióticos funcionam melhor que outros para infecções dentárias. Também podem ser prescritos analgésicos para alívio dos principais sintomas.

Quando utilizar antibióticos para uma infecção dentária

O dentistas em geral prescrevem antibióticos apenas para o tratamento de infecções dentárias.
No entanto, nem todos os casos de infecção dentária requerem antibióticos.

Em alguns casos de infecção dentária, um dentista pode simplesmente drenar a área infectada.
Em seguida remover o dente infectado ou realizar um tratamento de canal para resolver o problema.

O ideal é evitar o uso de antibióticos, a não ser em casos em que sejam absolutamente necessários. Isso ocorre no caso de uma infecção é grave ou disseminada. Ou também um paciente tem imunossupressão.infecção dentária

Antibióticos e dosagens

Antibióticos podem ajudar a combater uma infecção dentária. Porém, é importante fazer uso do antibiótico apropriado para cada situação.

O tipo de antibiótico que um dentista prescreve irá variar conforme as bactérias causadoras da infecção.
Isso ocorre porque diferentes antibióticos funcionam de maneiras diferentes para eliminar diferentes cepas de bactérias.

Um estudo do Journal of Dentistry, avalia a possibilidade de existirem mais de 150 diferentes cepas de bactérias na boca.
Muitas dessas bactérias têm o potencial de se multiplicar e causar uma infecção dentária.

O tratamento pode variar dependendo das bactérias causadoras da infecção. Embora, na maior parte dos casos, os dentistas prefiram recomendar um antibiótico de amplo espectro.

Antibióticos também são prescritos em odontologia antes da realização de procedimentos, como a colocação de implantes dentários, por exemplo. Aqui no blog Dentalis já apresentamos uma matéria sobre o uso de antibióticos na prevenção de infecções em implantes dentários.

Antibióticos do grupo das penicilinas

São antibióticos comumente prescritos para infecções dentárias.

Dentro do grupo das penicilinas, as mais indicadas são as biossintéticas, como as fenoximetilpenicilinas, e as semissintéticas de largo espectro, como as ampicilinas e as amoxicilinas nas dosagens e posologias habituais.

Já em infecções mais graves, pode-se empregar amoxicilina associada ao clavulanato de potássio.

Algumas pessoas são alérgicas a esses medicamentos. Qualquer pessoa que tenha tido uma reação alérgica a medicamentos similares deve informar seu dentista antes da prescrição do tratamento.

Clindamicina

A clindamicina é eficaz contra uma ampla gama de bactérias infecciosas. Um estudo do International Dental Journal  aponta, alguns pesquisadores recomendam a clindamicina como a droga de escolha para o tratamento de infecções dentárias. Isso porque grande parte das bactérias têm menor propensão a resistir a essa droga do que as drogas da classe das penicilinas.

Uma dose típica de clindamicina é de 300 mg ou 600 mg a cada 8 horas, dependendo da dosagem que será eficaz.

Neste outro estudo, a Amoxicilina / ácido clavulânico (875 mg / 125 mg) administrada duas vezes ao dia mostrou-se comparável à clindamicina (150 mg) administrada quatro vezes ao dia, obtendo sucesso clínico em infecções odontogênicas agudas com ou sem abscesso. Verificou-se também que é bem tolerada com um perfil de segurança consistente com os efeitos farmacológicos conhecidos da amoxicilina / ácido clavulânico e com o descrito na informação de prescrição global.

Azitromicina

A azitromicina atua contra uma ampla variedade de bactérias detendo seu crescimento.
Pode ser eficaz no tratamento de algumas infecções dentárias. Normalmente a azitromicina é recomendada apenas a pacientes alérgicos aos medicamentos da classe da penicilina. Ou também que não respondam a elas ou a outras drogas, como a clindamicina.

A dose usual de azitromicina é de 500 mg a cada 24 horas por 3 dias consecutivos.

Metronidazol

O metronidazol é um antibiótico prescrito por médicos e dentistas para tratar várias infecções. No entanto, pode não ser adequado para todos e normalmente não é a primeira opção de tratamento.

A dosagem do metronidazol é de cerca de 500 a 750 mg a cada 8 horas.

Tempo de tratamento

O tempo do tratamento irá variar conforme alguns parâmetros que precisam ser avaliados. Como a gravidade da infecção dentária e a eficácia do antibiótico na eliminação das bactérias infecciosas.

É fundamental que o paciente siga o tratamento prescrito pelo dentista durante todo o período recomendado pelo profissional.
Mesmo que o paciente perceba a diminuição dos sintomas após algumas doses, deve seguir rigorosamente o tratamento até o seu término. O abandono do tratamento é dos fatores responsáveis pela resistência bacteriana a muitos antibióticos.

Conforme este outro estudo, o tratamento antibiótico deve ter o ciclo mais curto de dias capaz de prevenir a recaída clínica e microbiológica. A maioria das infecções agudas é resolvida dentro de 3 a 7 dias. Quando antibióticos orais são usados, doses altas devem ser consideradas para ajudar a atingir os níveis terapêuticos mais rapidamente.

Durante a gestação

As penicilinas são os antibióticos mais indicados durante a gestação na prevenção e no tratamento de infecções maternas e intrauterinas. As penicilinas agem na parede celular, estrutura que somente as bactérias possuem, sendo, portanto, atóxicas aos organismos materno e fetal. Podem ser administradas com segurança em qualquer período da gestação.

A eritromicina, pertencente ao grupo dos macrolídeos, substitutos naturais das penicilinas de pequeno espectro em pacientes alérgicos a estas, apresenta-se sob a forma de estolato e estearato. A literatura indica que pode ser administrada com segurança, em qualquer período da gravidez, sob forma de estearato, por não ter efeito hepatotóxico.

O uso de metronidazol está contraindicado no primeiro trimestre da gestação. As tetraciclinas estão totalmente contraindicadas na gravidez. Elas atravessam com facilidade a placenta e se depositam nos ossos e dentes durante os períodos de calcificação ativa. Podem provocar efeitos indesejáveis sobre a formação óssea e dentária do feto. E assim vir a causar malformações no esmalte dentário. Também alteram a coloração dos dentes podendo causar retardo do crescimento ósseo.

Anti-inflamatórios e analgésicos

Em relação aos anti-inflamatórios não esteroidais (Aines) a aspirina, não é recomendada. Isso porque ela bloqueia a síntese de prostaglandinas. Isso pode constringir o ducto arterioso intrauterino, podendo causar hipertensão pulmonar sustentada no recém-nascido. Pode também prolongar a gestação e o trabalho de parto.
Se usados devem ser administrados nas menores doses eficazes. Deve ter seu uso suspenso oito semanas antes do dia previsto para o parto.

Em termos de analgesia, o paracetamol é um dos mais frequentemente empregados. Não apresenta ação anti-inflamatória nas doses usuais. É um fraco inibidor das prostaglandinas pró-inflamatórias.

O paracetamol é o analgésico de escolha para uso durante toda a gestação. Isso também vale para mulheres que estão amamentando. Em doses terapêuticas é considerada a melhor escolha para o tratamento da dor orofacial durante a gestação.

Já os corticosteroides preferenciais durante esse período são a prednisona e a prednisolona. Isso porque atravessam com mais dificuldade a barreira placentária.

No caso dos procedimentos endodônticos e cirúrgicos mais invasivos que não puderem ser adiados, podem-se empregar os corticoides betametasona ou dexametasona. O uso prolongado de betametasona pode determinar baixo peso ao nascer e redução da circunferência craniana.

Efeitos colaterais

Embora os antibióticos sejam importantes no tratamento de uma infecção dentária ou de forma profilática para um procedimento odontológico, tem que se levar em conta os seus efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais podem variar com cada tipo de antibiótico. O que é comum a todos os antibióticos é a sua capacidade de eliminação de boa parte da microbiota intestinal.
A microbiota intestinal (flora intestinal) é o grupo de bactérias que vivem no intestino auxiliando em vários processos. Essas bactérias do bem auxiliam na digestão de alimentos e monitoram o desenvolvimento de micro-organismos causadores de doenças.

Outras formas de combate da infecção dentária

Os antibióticos podem ajudar na eliminação das bactérias ativas no processo. Além disso, o dentista poderá se valer de outros procedimentos que podem auxiliar a abreviar o quadro infeccioso. Procedimentos como:

  • Drenagem do abscesso
  • Preenchimento de cavidade
  • Tratamento de canal
  • Extração dental

Como se pode ver, a antibioticoterapia de uma infecção dentária é apenas uma parte da solução.
Na realidade, a maioria das infecções dentárias requer também a realização de procedimentos no próprio dente para limpeza das áreas afetadas.infecção dentária

Práticas caseiras para alívio dos sintomas

Além de seguir à risca as recomendações de seu dentista, o paciente também pode adotar algumas práticas que podem ajudar a aliviar os sintomas, como:

  • Enxaguar suavemente a boca com água morna salgada;
  • Enxaguar suavemente a boca com bicarbonato de sódio em água;
  • Evitar alimentos muito quentes ou muito frios geradores de sensibilidade;
  • Mastigar com o lado oposto da boca para reduzir lesões adicionais na área;
  • Utilizar uma escova de dentes muito macia ao redor da área sensível;
  • Evitar alimentos muito duros ou difíceis de mastigar. Eles podem agredir área sensíveis ou ficar aderidos aos dentes;

A adoção de boas práticas de higiene bucal, como a escovação e o uso do fio dental todos os dias e a consulta ao dentista regularmente, podem ajudar a prevenir infecções dentárias e suas complicações.

Fontes: Medical News Today, Cochrane, Biblioteca Virtual em Saúde
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Gravidez: como cuidar dos dentes e evitar o parto prematuro

parto prematuroParto prematuro é um risco significativamente maior que paira sobre mulheres grávidas com gengivas doentes. Isso é o que revelaram os resultados de um novo estudo.

A pesquisa descobriu que mulheres que iniciaram o trabalho de parto prematuro apresentavam uma vez e meia mais chances (45%) de ter doença gengival que as mulheres que tiveram uma gravidez normal (29%).

O estudo também descobriu que as taxas de parto prematuro eram mais comuns em mulheres com cárie dentária ou obturações não tratadas.

A pesquisa em questão destaca o impacto que a saúde bucal pode ter no bem-estar geral.

parto prematuroDoença gengival e parto prematuro

A saúde da nossa boca pode ter uma influência direta em muitas partes da nossa saúde geral. Isso inclui as chances de um nascimento mais seguro.

Muitas mulheres acham mais difícil manter uma boa saúde bucal durante a gravidez. Isso ocorre porque as alterações hormonais durante esse período podem deixar as gengivas mais vulneráveis ​​à placa e mais propensas a ficarem doloridas e inchadas. Eles podem até sangrar.

Como parte do estudo, os pesquisadores examinaram as gravidezes e a saúde bucal de quase 150 mulheres.

Eles descobriram que as mulheres que entraram em trabalho de parto prematuro apresentam percentuais de saúde da gengiva quatro vezes menores do que aquelas que tiveram um parto normal. Gestantes que entraram em trabalho de parto prematuro também apresentavam oito vezes mais índice de placas.

Para garantir que a sua gravidez seja o mais suave possível, é importante a grávida dar à sua boca o melhor cuidado.

A gestante deve manter uma forte rotina de saúde bucal, escovando os dentes duas vezes por dia com um creme dental com flúor e limpando entre os dentes diariamente com fio dental e escovas interdentais.

Visitas periódicas ao dentista também são altamente recomendáveis.

O fumo e o consumo de álcool também aumentam a chance de doença gengival e têm um efeito adverso no desenvolvimento do feto.

Tanto o fumo quanto o álcool podem levar os bebês a nascer com baixo peso e ter saúde bucal deficiente. Podem inclusive comprometer o desenvolvimento do esmalte dentário.

parto prematuro

Dicas de como garantir a saúde bucal durante a gravidez (perguntas e respostas)

Por que os cuidados com a saúde bucal da gestante e do bebê são tão importantes?

A saúde bucal da mulher pode sofrer durante a gravidez. Também é importante especial atenção com a saúde bucal tanto da mãe quanto do bebê nos primeiros meses de vida da criança.
Isso para evitar a doença gengival da gestante e o risco de um parto prematuro. E também ajudar a garantir que mãe e bebê tenham bocas saudáveis no futuro.

Preciso consultar meu dentista durante a gravidez?

Sim. Devido às alterações hormonais durante a gravidez, a saúde bucal de algumas mulheres precisa de mais cuidados durante esse período. Por exemplo, você pode notar que suas gengivas parecem sangrar mais facilmente. Visitas regulares ao dentista também garantem a futura mamãe a diminuição do risco de um parto prematuro.

Por que minhas gengivas estão sangrando?

Você pode notar que suas gengivas ficam doloridas e inchadas durante a gravidez e podem sangrar. Isto se deve a alterações hormonais no seu corpo. Significa que a gestante deve manter seus dentes e gengivas limpos e visitar seu dentista regularmente. Você também pode precisar de consultas com seu dentista para uma limpeza profilática evitando assim a formação de placa bacteriana e tártaro. Além, é claro também o aconselhamento sobre como cuidar dos dentes em casa. Uma boa profilaxia dental também aumenta as chances da gestante não entrar em trabalho de parto prematuro.

O tratamento odontológico é seguro durante a gravidez?

Sim. Não deve haver problemas com o tratamento de rotina. Se você não tem certeza do que o seu tratamento envolveria, converse sobre todas as opções com o seu dentista. Algumas diretrizes atuais sugerem que restaurações de amálgama antigas não devem ser removidas durante a gravidez. E também que novas não devem ser colocadas. Fale com seu dentista sobre ter um tipo diferente de preenchimento se você não tiver certeza.

E se a gestante necessitar de radiografias odontológicas?

Normalmente, os dentistas evitam radiografias odontológicas durante a gravidez das pacientes. No entanto, se a gestante necessitar de tratamento de canal, talvez seja necessário fazer um raio X.

A gravidez causa danos aos dentes?

Não. Não é verdade que a gravidez cause problemas nos dentes devido à falta de cálcio, ou que a gestante perderá um dente para cada criança que tiver (pura lenda).

E quanto ao hábito de fumar e beber álcool durante a gestação?

Fumar e beber na gestação pode resultar em um bebê abaixo do peso e também afetar a saúde bucal do feto. Um bebê abaixo do peso é mais propenso a ter dentes ruins porque o esmalte dentário pode não se formar adequadamente. Vale lembrar que os dentes do futuro adulto já estão crescendo nas mandíbulas, abaixo dos dentes do bebê, quando ele nasce. Portanto, alguns bebês cujas mães fumam e bebem durante a gravidez terão dentes adultos mal formados também.

Quando os dentes do bebê aparecerão?

O bebê deve começar a dentição por volta dos 6 meses de idade e continuar até que todos os 20 dentes de leite apareçam. Por volta dos 6 anos, os dentes adultos começarão a aflorar. Isso continuará até que todos os dentes adultos, exceto os dentes do siso, tenham aparecido por volta dos 14 anos de idade.

E como fica a dieta durante a gestação?

A gestante deve ter uma dieta saudável e equilibrada que tenha todas as vitaminas e minerais que ela e seu bebê precisam.

A gestante precisa ter uma boa dieta para que os dentes do bebê possam se desenvolver. O cálcio, em particular, é importante para garantir ossos fortes e dentes saudáveis. O cálcio está no leite, queijo e outros produtos lácteos.

No caso de enjoos matinais, a gestante pode acabar comendo “pouco e com frequência”. Se a gestante tem vomitado seguidas vezes é importante enxaguar a boca com água para evitar que a acidez do vômito comprometa os dentes. Tente evitar comidas e bebidas açucaradas e ácidas entre as refeições. Isso ajudará na proteção de seus dentes.

O processo de dentição é doloroso?

A maioria das crianças sofre algumas dores iniciais. Bebês podem apresentar temperatura alta quando estão dentados e suas bochechas podem ficar vermelhas e quentes ao toque.

Existem géis de dentição especiais que a mãe pode usar para ajudar a reduzir a dor. Há alguns que contêm analgésico. Você pode aplicar o gel com o dedo e massageá-lo suavemente nas gengivas do bebê.

Anéis de dentição também podem ajudar a acalmar o bebê. Certos anéis de dentição podem ser resfriados na geladeira, o que pode ajudar. Mas, como as dores iniciais podem variar, é melhor verificar com seu dentista ou pediatra.

Quando levar o bebê ao dentista pela primeira vez?

É melhor discutir isso com seu dentista inicialmente. Mas você pode levar seu bebê para seus próprios check-ups de rotina. Isso pode ajudar o bebê a ir se acostumando com o ambiente. Seu dentista será capaz de oferecer conselhos e prescrever medicamentos para dores iniciais, e terá prazer em responder qualquer dúvida que possa ter. Os check-ups do bebê podem começar a qualquer momento a partir dos 6 meses ou a partir do momento em que os dentes começam a aparecer.

A amamentação pode afetar os dentes do bebê?

O leite materno é o melhor alimento para os bebês. É recomendável que a mãe dê apenas o leite materno durante os primeiros seis meses de vida.

Aos seis meses de idade, os bebês podem começar a comer alguns alimentos sólidos. Deve-se manter a amamentação ou dar substitutos do leite materno (ou ambos), após os primeiros seis meses.

Mais pesquisas são necessárias para averiguar se os açúcares naturais no leite materno causam cáries nos bebês.
No entanto, é consenso que o leite materno é o melhor alimento para a criança. Se os dentes do bebê forem mantidos limpos, é improvável que a cárie dentária seja um problema.

E quanto a mamadeira?

Ao alimentar com uma mamadeira deve-se ter o cuidado de esterilizá-la corretamente. Alguns substitutos do leite materno contêm açúcar e os dentes do bebê devem ser limpos após a última mamada durante a noite.
Nunca adicione açúcar ou coloque bebidas açucaradas na mamadeira.
Leite e água são as melhores bebidas para os dentes do bebê. A mamadeira com bebidas contendo açúcar pode levar à ‘cárie de mamadeira‘.

Quando se deve parar com a mamadeira?

Parar a mamadeira antecipadamente pode ajudar a impedir que o bebê desenvolva problemas odontológicos. Tente fazer com que seu bebê beba leite ou água em uma xícara ou recipiente quando tiver cerca de seis meses de idade. Ou quando for capaz de sentar e conseguir realizar tal atividade sozinho.

Quais alimentos sólidos são melhores o bebê?

Alimentos salgados, como queijo, macarrão e legumes são melhores do que alimentos doces. Alimentos que não contêm açúcar são melhores para os dentes do seu bebê. Pergunte ao seu dentista para obter mais conselhos sobre uma dieta equilibrada para o seu bebê.

Se o seu filho tomar uma bebida entre as refeições, é importante restringir apenas à água ou leite. Bebidas açucaradas ou ácidas podem causar cáries.

Quando devo começar a limpar os dentes do bebê?

Os bebês obviamente não são capazes de limpar seus próprios dentes. Já as crianças precisarão de ajuda para se certificar de que as limpam adequadamente até que tenham cerca de 7 anos de idade. Assim que a dentição começar, você deve começar a limpar os dentes do seu filho.

Como devo limpar os dentes do bebê?

Assim que os primeiros dentes de leite começarem a aparecer, você deve começar a limpá-los.

A princípio, você pode achar mais fácil usar um pedaço de gaze ou pano limpo em volta do seu dedo indicador. Quanto mais dentes aparecerem, você precisará usar uma escova de dentes para bebês.

Use uma porção de creme dental com flúor e massageie suavemente em torno dos dentes e gengivas.

Pode ser mais fácil limpar os dentes se você segurar a cabeça do bebê nos braços à sua frente.

À medida que a criança cresce, pode ser difícil fazê-lo dessa maneira, mas você pode gradualmente dar mais responsabilidade pela limpeza dos dentes para a criança. É importante limpar os dentes duas vezes ao dia com um creme dental que contenha pelo menos 1000 ppm (partes por milhão) de flúor. Após 3 anos, use uma pasta de dentes que contenha de 1350 a 1500 ppm. Você deve se certificar ao final de que eles cuspam fora o excesso de pasta de dentes, e que não engulam quantidade alguma, se possível.

E se o bebê chupar o dedo ou precisar de uma chupeta?

O reflexo de sucção aparece no bebê já na décima oitava semana de vida uterina. É um reflexo de sobrevivência, já que o bebê precisa sugar para se alimentar.

Além disso, sugar dá prazer ao bebê. Assim, o bebê precisa sugar para saciar sua fome e para atender sua necessidade de sucção. Aí entra a questão da chupeta.

Se puder, evite que seu bebê use chupeta e desestimule-o a prática de chupar o dedo. Ambas podem, eventualmente, causar problemas no crescimento e desenvolvimento dos dentes. O que pode gerar a necessidade de tratamento odontológico quando a criança ficar mais velha.

Chupeta ortodôntica: é uma alternativa que vale a pena?

Tanto a chupeta comum quanto a ortodôntica trazem, sim, prejuízos ao desenvolvimento da criança. Ambas produzem alterações nos arcos dentais e na musculatura facial da criança. A diferença entre elas está na gravidade dos danos causados.

E se o bebê vier a danificar um dente?

Se a criança por acidente vier a danificar um dente, entre em contato com seu dentista imediatamente. Um dente danificado geralmente descolorirá com o tempo.

Aqui no blog Dentalis já publicamos um outro artigo sobre mitos e verdades sobre a relação entre gravidez e saúde bucal.

Fontes: Journal of Clinical Periodontology, Oral Health Foundation, Guia do bebê
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A música pode dar novo ritmo ao seu consultório

música ideal para o seu consultórioExiste um tipo de música ideal para o seu consultório? É algo mesmo importante? Este artigo busca responder essas perguntas.

A experiência dos pacientes é muito relevante para a sua fidelização e possibilidade de recomendação. Estas experiências vão determinar se o paciente irá retornar ao seu consultório odontológico e o recomendar a amigos e familiares. A música ambiente no consultório, é um pequeno detalhe que pode fazer toda a diferença. Em um mercado muito competitivo é algo que não deve ser esquecido.

Um consultório odontológico não deve prescindir das ferramentas que contribuem para criar uma atmosfera agradável. Um ambiente que ajude a reduzir a ansiedade sentida pelo paciente quando tem de se submeter a tratamentos odontológicos.

Múltiplos fatores intervêm neste tipo de situações. Numerosos estudos internacionais demonstraram que a música é uma terapia eficaz.  Ajuda os pacientes a controlar a ansiedade e o estresse. Especialmente em casos de fobia dental que um atendimento odontológico pode gerar.

Se a música for adequada, a fidelidade do paciente em relação ao local e ao profissional que o atende tenderá a aumentar significativamente.

Fobia dental: o significado

A fobia dental pode ser definida como o medo que invade um paciente quando tem de se submeter a um tratamento odontológico. Não só está relacionado à dor, mas também com a percepção de diferentes odores e ruídos. Ou com a posição na cadeira em que deve permanecer durante o atendimento. Também com a sensação de impotência perante um ambiente agressivo. Esta situação acaba gerando uma experiência negativa no paciente.

Em 2017, 7% da população afirmou sofrer de odontofobia, outro termo que descreve este medo irracional de natureza psicológica. Os níveis de ansiedade e nervosismo da pessoa que tem fobia são tão intensos que a tornam incapacitada ou bloqueada. O paciente pode ficar a ponto de rejeitar qualquer tipo de tratamento. Como resultado, a sua saúde bucodental poderá acabar se deteriorando.

Um dos problemas que os dentistas enfrentam é a grande dificuldade em motivar estes pacientes. Esta barreira pode ser especialmente grave para pessoas com deficiências, com autismo ou síndrome de Down.

Algumas pessoas com fobia dental podem ser tratadas com fármacos para controle da ansiedade. A maioria, no entanto, prefere não tomar medicamentos devido aos riscos médicos associados. A ansiedade dos pacientes frente a uma consulta odontológica já foi destaque em uma matéria anterior aqui do blog.

Um paciente com odontofobia também representa um risco para o dentista que o trata. O estresse e a ansiedade podem acabar sendo transmitidos para o profissional.

Marketing sensorial: já ouviu falar?

Quando um paciente vai a um consultório odontológico, recebe todos os tipos de estímulos:

  • Visuais: cores, materiais, luzes e design;
  • Olfativos: cheiros naturais e artificiais;
  • Gustativos: textura, sabor e temperatura;
  • Táteis: materiais e temperatura;
  • Sonoros: música e ruídos.

A música ideal para o seu consultório pode ser um dos elementos fundamentais de marketing do seu empreendimento profissional. Estes fatores fazem parte do marketing sensorial. Um instrumento muito útil que envolve os sentidos e afeta o comportamento dos consumidores. Se a experiência que um indivíduo tem durante a sua visita for agradável, haverá um alto nível de atração, fidelidade e diferenciação. Isso irá gerar uma vantagem competitiva sustentável ao longo do tempo. Não por acaso, muitas lojas de marca aqui no Brasil fazem uso de música ambiente suave e essências agradáveis. Buscam atrair e manter o cliente no ambiente, tornando a experiência o mais aprazível e agradável possível.

Música ideal para o seu consultório

A música traz numerosos benefícios, não apenas psicológicos, mas também fisiológicos:

  • Reduz a pressão arterial;
  • Diminui a frequência cardíaca e respiratória;
  • Promove o movimento e a coordenação do corpo;
  • Aumenta a comunicação neuronal, a elasticidade e a plasticidade do cérebro;
  • É eficaz contra a dor;
  • Acelera o processo de cicatrização após uma intervenção cirúrgica;
  • Promove o otimismo;
  • Ajuda a combater o estresse e a ansiedade.

Na literatura científica, ficou evidenciado o poderoso efeito que a música tem em reduzir a ansiedade em pacientes com câncer, doenças coronárias ou em pessoas que estão à espera de uma operação.

E o que acontece quando um paciente ouve música num consultório odontológico? Existem muitos estudos já realizados  para conhecer o impacto que a música tem antes, durante e depois da realização de um tratamento odontológico. Pode à princípio parecer estranho, mas a escolha da música ideal para o seu consultório pode sim fazer toda a diferença.

Resultados de pesquisas recentes

Estudos recentes indicam que a música deveria anteceder a realização do tratamento odontológico para evitar crises de ansiedade. Por exemplo, na sala de espera ou no momento anterior a uma cirurgia. Ficou plenamente demonstrado que a permanência do silêncio antes do início de uma consulta acaba aumentando o nervosismo do paciente.

Qual o tipo de música com a maior percentagem de êxito?  A música clássica revelou-se especialmente eficaz, especialmente a música de câmara e barroca.

É importante conhecer o público que visita o seu consultório e verificar quais gêneros se mostram mais adequados. Músicas suaves de outros gêneros como bossa nova, smooth jazz e instrumental podem também apresentar um ótimo resultado. A música ideal será aquela de perfil suave e que vá de encontro à preferência da maioria de seus pacientes.

Feedback positivo

Segundo estudo da Universidade de Montreal, pacientes que ouvem música antes de um tratamento odontológico apresentam menos hormônios do estresse do que aqueles que tomam medicamentos calmantes. Ao contrário das drogas, o efeito positivo dos sons harmônicos no cérebro humano não causa efeitos colaterais.

A música ideal para o seu consultório é aquela relaxante e de bom gosto. É aquela que ajuda os pacientes a manter sob controle sua ansiedade.

Disponibilizar água mineral é também uma medida simples que pode tornar o ambiente ainda mais aconchegante e aprazível.

Os pacientes se preparam mentalmente para o tratamento enquanto estão na sala de espera. Se eles se sentirem confortáveis e puderem passar o tempo de forma agradável, isso funcionará a favor do dentista.
Fideliza os pacientes já existentes e ajuda a conquistar novos.
Eles retornarão regularmente e, na melhor das hipóteses, recomendarão você a outras pessoas.

Fonte: Dentaleader

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Dentista com dores nas costas? Saiba o que fazer

Dentista com dores nas costasDentista com dores nas costas? Algo bem comum no seu dia a dia, não é mesmo? A questão é como prevenir e aliviar essas dores. Elas podem ter várias origens e razões, mas aquela que mais incomoda é a dor de todos os dias. Aquela relacionada à atividade do trabalho.
E tenha a certeza, o seu trabalho pode ser uma das causas mais prováveis, sem que muitas vezes você não se aperceba disto.

De acordo com um estudo publicado em 2016 pela North American Spine Society (NASS), foram apontadas as profissões que mais riscos acarretam para a sua coluna. A odontologia faz parte deste rol de profissões.

O tema dores nas costas já foi destaque em um post anterior aqui do blog Dentalis. Já neste outro artigo a má postura é relacionada aos erros posturais  do dentista no exercício da profissão.

Dores nas costas: mais comum do que se pode imaginar

Na área odontológica, muitos procedimentos exigem movimentos corporais de torção e estática por longos períodos de tempo. Pesquisas sugerem que dores nas costas dos dentistas, pescoço e ombros são comuns, e são causadas principalmente devido às posturas de trabalho, o design dos equipamentos e a duração do procedimentos. Não são apenas os dentistas já formados que sofrem com dores nas costas. Muitos estudantes de odontologia já padecem do mesmo problema.

Manter o corpo debruçado e torto sobre um paciente por horas e horas durante anos exige muitos dos músculos. Quando a cabeça, tronco e pescoço estão debruçados para um lado, o lado dos músculos que estão sendo usados se tornam menores e mais fortes, enquanto o outro lado fica esticado e mais fraco, provocando um desequilíbrio na musculatura.

Para evitar o problema, seguem algumas atitudes e cuidados que podem ser tomadas pelo dentista com dores nas costas para prevenção e alívio da dor.

Prevenção do Transtorno do Pescoço, Ombro e Costas

Recomendações ergonômicas para minimizar os riscos de lesões nas costas se concentram em melhorar a postura de trabalho e o design do equipamento. Medidas simples que o dentista com dores nas costas pode tomar para prevenir e aliviar essas dores:

  1. Mudar Postura – Alternar entre sentar e levantar para reduzir a fadiga postural e maximizar a variedade postural, o que ajuda a reduzir a fadiga muscular estática.
  2. Use Suporte – Quando sentado ou em pé, não se incline para a frente ou incline-se em uma postura sem suporte por períodos prolongados. Se você estiver sentado, sente-se ereto ou recline ligeiramente em uma cadeira com bom suporte para as costas e use um bom apoio para os pés, se necessário. Se você estiver em pé por períodos prolongados, tente encontrar algo para ajudá-lo a se apoiar.
  3. Alcance seguro – Evite ter que alcançar desajeitadamente o equipamento e trabalhe próximo ao paciente. Mantenha os itens usados ​​com mais frequência a uma distância de cerca de meio metro no máximo. Use assistentes para ajudar a posicionar o equipamentos e materiais para esta área.
  4. Postura normal do braço – Mantenha os cotovelos e a parte superior dos braços perto do corpo e não levante e tensione os ombros quando estiver trabalhando. Além disso, certifique-se de que as posturas das mãos não sejam desviadas, pois isso pode levar a problemas no pulso.
  5. Use Equipamentos Confortáveis ​​- Use equipamentos que não sejam muito pesados, que possam ser usados ​​sem a postura da parte superior do corpo, e que pareçam confortáveis ​​de usar. Equipamentos projetados ergonomicamente ajudam a minimizar as tensões nas extremidades superiores e nas costas.
  6. Gerencie o tempo – Evite consultas longas sempre que possível, ou intercale-as com intervalos curtos de descanso nos quais você muda de postura e relaxa as extremidades superiores.
  7. Alongue-se – Alguns exercícios e alongamentos básicos para fazer no consultório podem mudar drasticamente sua rotina e produtividade. Abaixo, seguem alguns exemplos.

Como aliviar as dores nas costas dos dentistas

Dentista com dores nas costas? Dica importante para encontrar o alívio

Em todas as idas à academia, os instrutores enfatizam a importância do alongamento.
O que muitas pessoas não percebem é que devem se alongar durante o dia todo. É fundamental se a rotina de trabalho exigir muito do pescoço, costas e os ombros por longos períodos de tempo.

Os dentistas e sua equipe se enquadram nessa categoria e devem se alongar regularmente ao longo do dia. É uma estratégia rápida e eficiente de como encontrar alívio para essas dores.

Veja cinco alongamentos simples para ajudar sua equipe a começar

  • Alongamento do pescoço: puxe gentilmente a cabeça em direção ao ombro e segure por três respirações profundas. Então, repita isso do outro lado.
  • Alongamento do quadril: Deite-se de costas no chão, cruze o tornozelo sobre o joelho. Puxe as pernas em direção ao peito. Segure por três respirações profundas. Então, repita o mesmo do outro lado.
  • Torção da coluna vertebral: Sente-se de pernas cruzadas no chão e gire suavemente para o lado. Mantenha por três respirações profundas, depois gire para o outro lado e repita.
  • Pose da criança: Este não é mais apenas para os iogues. Deite-se de bruços com os joelhos dobrados debaixo de você e os braços estendidos à sua frente. Coloque as palmas das mãos no chão. Você deve sentir um alongamento dos ombros até a parte inferior das costas. Mantenha essa posição por três respirações profundas.
  • Alongamento das costas: Deite-se de costas no chão, traga os joelhos até o peito. Até sentir um alongamento na parte inferior das costas. Mantenha esta posição por três respirações profundas.

Tipos de dores nas costas

Um dentista com dores nas costas pode se perguntar: de onde vem essas dores? Primeiro precisamos falar um pouco sobre os tipos de dor.

A dor nas costas que vem de repente e dura não mais do que seis semanas (aguda). Pode ser causada por uma queda ou trabalho pesado. Dor nas costas que dura mais de três meses (crônica) é menos comum que a dor aguda. As dores relacionadas ao exercício profissional são as que mais se enquadram no segundo caso. As causas são muitas vezes pouco consideradas. A dúvida que permanece é como encontrar uma solução para o dentista com dores nas costas.

Sendo ou não decorrente do exercício profissional, a dor nas costas, muitas vezes se desenvolve sem uma causa que possa ser identificada facilmente. Vamos às possibilidades:

As condições comumente relacionadas à dor nas costas

  • Tensão muscular: O trabalho pesado repetido ou um movimento súbito e desajeitado podem esticar os músculos das costas. O mesmo pode ocorrer com os ligamentos da coluna vertebral. Uma tensão constante nas costas pode causar espasmos musculares dolorosos;
  • Discos vertebrais: Discos agem como almofadas entre os ossos (vértebras) da coluna. O material macio dentro de um disco pode inchar ou romper e pressionar um nervo. No entanto, você pode ter um disco protuberante ou rompido sem dor nas costas. A doença de disco é frequentemente encontrada incidentalmente em imagens de raios-X da coluna por algum outro motivo;
  • Artrite: A osteoartrite pode afetar a parte inferior das costas. Em alguns casos, a artrite na coluna pode levar a um estreitamento do espaço ao redor da medula espinhal. Esta é uma condição chamada de estenose espinhal;
  • Irregularidades esqueléticas: Uma condição na qual sua coluna se curva para o lado (escoliose). Esta condição com dores geralmente não acontece até a meia-idade;
  • Osteoporose: As vértebras da coluna podem desenvolver fraturas por compressão se os ossos se tornarem porosos e quebradiços.

Buscamos apresentar as principais causas, formas de prevenção e sugestões que possam responder à pergunta inicial: Como aliviar as dores nas costas dos dentistas.

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Fontes: Dentistry, spine universe, mouthingoff, Mayo Clinic

 

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Top 10: dicas de como fazer uma reunião de trabalho em equipe

As reuniões são frequentemente apontadas como os piores momentos da vida profissional, a ruína da produtividade e até um meio para que as pessoas expressem seu pior lado – mas elas não precisam ser assim tão ruins.

Com base em quase 200 estudos científicos publicados sobre reuniões no local de trabalho, uma equipe de psicólogos compôs recomendações que permitem aproveitar ao máximo as reuniões de trabalho em equipe. As recomendações incluem providências a serem tomadas antes de a reunião começar, conforme ela acontece e depois de concluída.

Joseph Mroz e Joseph Allen (Universidade de Nebraska Omaha) e Dana Verhoeven e Marissa Shuffler (Universidade de Clemson) afirmam ter encontrado muitas pesquisas e conclusões sobre reuniões corporativas, mas que muito pouco das orientações resultantes tem aparecido na literatura de negócios.

Os estudos e experimentos mostram que, nas circunstâncias adequadas, as reuniões podem fornecer um espaço para o pensamento criativo, a resolução de problemas, a discussão construtiva e a geração de ideias. Ainda assim, o grande volume de pesquisas feitas entre funcionários confirma a noção geral de que a maioria das reuniões é ineficiente, apesar dos recursos organizacionais dedicados a elas, incluindo tempo, salários, recursos mentais e tecnologia.

Em seu relatório, a equipe destaca os ingredientes certos para boas reuniões, incluindo como as pessoas podem se preparar para ter êxito na reunião, como certos aspectos das reuniões podem torná-las um sucesso ou um fracasso e como o que acontece depois de uma reunião pode melhorar os resultados da equipe.

Providências antes da reunião

  • Avalie as necessidades atuais: As reuniões devem envolver a resolução de problemas, tomada de decisão ou discussão substantiva. Elas não devem ser feitas para compartilhar informações rotineiras ou não urgentes.
  • Circule uma agenda para a reunião: Ter uma agenda torna as prioridades da reunião claras para todas as partes interessadas e permite que os participantes se preparem antecipadamente.
  • Convide as pessoas certas: Os líderes devem saber responder qual é o objetivo da reunião e quais especialistas podem ajudar a equipe a atingir esse objetivo específico.

O que fazer durante a reunião

Encoraje a contribuição: Os resultados sugerem que profissionais com desempenho de alto nível usam as reuniões para definir metas, facilitar a compreensão do grupo sobre problemas do trabalho e para buscar feedback.

Deixe espaço para o humor: O humor e o riso podem estimular comportamentos positivos nas reuniões, incentivando a participação e a resolução criativa de problemas. Esses comportamentos positivos durante uma reunião predizem o desempenho da equipe simultaneamente e até dois anos depois.

Redirecione as reclamações: Os participantes devem estar cientes de que as reclamações podem levar rapidamente a sentimentos de futilidade e desesperança, e os líderes devem acabar com as reclamações o mais rápido que puderem – dando atenção a elas ou resolvendo-as, não deixando-as de lado.

Mantenha as discussões focadas: Bons líderes garantem que o objetivo da reunião e a agenda sejam cumpridos, ficando prontos para identificar comportamentos disfuncionais e intervir para reorientar a reunião.

7 passos para uma reunião eficaz

1. Tenha claros seus objetivos com a reunião

Para sabermos se reunião foi produtiva, precisamos saber se ela atingiu o objetivo proposto. Caso ela tenha iniciado sem um objetivo claro, ela nem deveria ter sido realizada.

Antes de agendar uma reunião e convocar outras pessoas, tenha muito claro qual seu objetivo com este compromisso. Faça perguntas a você mesmo, como:

Qual problema desejo resolver?
O que eu desejo discutir nesta reunião?
Quais resultados e ações eu desejo ter claro ao fim da reunião?

Perguntas como esta ajudam o profissional a entender melhor o próprio problema e a ir mais preparado para saber o que buscar durante a reunião. Direcionando os temas e o seu próprio discurso aos interlocutores.

2. Defina uma pauta de assuntos que devem ser tratados

É comum em uma reunião tratarmos mais de um assunto. Esta é uma maneira de otimizar o tempo e aproveitar o encontro com as pessoas envolvidas. Por outro lado, quanto mais temas a serem tratados, maiores as chances de dispersão em relação aos pontos principais.

Depois de definir os objetivos do encontro, liste cada assunto a ser tratado. Durante a reunião, evite ao máximo falar de problemas que não estavam na pauta inicial. Se tiver a oportunidade, deixe um espaço reservado no final para outros temas, mas garanta que a lista definida anteriormente tenha seus objetivos atendidos.

Ao enviar o convite da reunião para os integrantes, procure enviar um pequeno resumo dos seus objetivos e a pauta com os assuntos a serem discutidos. Isto ajuda a equipe a já ir pensando em possíveis soluções, fazendo com que o encontro seja mais produtivo e não se perca tempo com explicações.

3. Defina um tempo para tratar cada assunto

Em reuniões com muitos temas, é comum que a discussão se estenda por muito tempo em um tópico, e acabe faltando tempo para falar de outros assuntos. Por isso, para evitar que este tipo de situação prejudique o resultado, organize os temas por prioridade, falando sempre dos mais importantes primeiro.

Para cada assunto, procure também definir um tempo de discussão, e caso ele ainda não tenha sido resolvido no prazo, avalie se não é mais viável tratar dos próximos assuntos e agendar um novo encontro para falar apenas deste problema.

A ordenação das prioridades e controle do tempo por assunto evita que a equipe disperse falando de temas não relacionados, e também ajuda os colaboradores a pensarem rapidamente em soluções.

4. Escolha as pessoas mais indicadas para tratar dos assuntos propostos

Reuniões corporativas são um exemplo claro de que quantidade não é sinônimo de qualidade. Pessoas erradas em reuniões erradas apenas prejudicam a discussão e ajudam ao não atingimento dos objetivos.

Por isso, ao definir a pauta da reunião, pense quais são as pessoas mais indicadas para tratar de cada assunto. Avalie o conhecimento, a capacidade e a experiência destes envolvidos. Procure chamar somente as pessoas envolvidas no problema, e aquelas que de fato podem ajudar a resolvê-lo.

Caso sua reunião envolva pessoas internas e externas, como clientes, tenha certeza de que os objetivos estejam muito alinhados entre sua equipe. Procure definir o papel de cada um no encontro, para que não haja uma contradição no discurso em frente aos demais interlocutores.

5. Evite distrações e se atente ao horário e tempo de duração

Neste momento sua reunião já tem uma pauta com objetivos, assuntos e tempos definidos para cada tópico, agora é hora de colocar tudo isto em prática.

Todas estas informações devem ser repassadas antes para que os envolvidos já estejam preparados e com a mentalidade alinhada. Mas é preciso muito foco e disciplina para seguir rigorosamente a pauta definida sem perda de tempo com assuntos fora do proposto.

Antes de começar a reunião, faça uma breve introdução e deixe claro que o foco é seguir a pauta e por isso o tempo será controlado. Quanto maior a equipe, maiores as chances de dispersão. Por isso, o líder precisa ter pulso firme para garantir que todos estejam atentos e focados no objetivo principal.

6. Defina um plano de ação

Uma reunião normalmente é realizada para que um problema seja resolvido, e a resolução deste problema pode requerer um conjunto de ações e tarefas a serem executadas.

Desta maneira, o principal resultado desta reunião deverá ser um plano de ação contendo todas as tarefas a serem executadas, com seus respectivos responsáveis e prazos pré-estabelecidos.

Na gestão de projetos é comum que várias reuniões de acompanhamento das ações aconteçam com frequência. Neste caso, estes encontros têm objetivos muito claros – garantir que os prazos estejam sendo cumpridos, e evitar que qualquer desvio no planejado prejudique a continuidade das demais atividades.

7. Complemente a pauta da reunião

Durante ou após o término da reunião, abra a pauta que foi criada com os assuntos e faça os registros sobre o encontro. A pauta deve conter informações como:

  • Quais foram os participantes;
  • Data, horário de início e término;
  • Resumo dos assuntos discutidos;
  • Resultado atingido;
  • Plano de ação que foi gerado.

A pauta é fundamental para manter um histórico de tudo que foi discutido. Ela poderá ser reaproveitada em próximas reuniões que irão tratar da continuidade dos assuntos e servir de base para outros encontros.

Não se esqueça de sempre enviar a pauta da reunião para todos os participantes, em especial aqueles que ficaram com alguma ação pendente.

Depois da reunião

Faça uma ata: Atas das reuniões servem como um registro das decisões que foram tomadas, um plano de ação para as próximas etapas e um resumo das funções e responsabilidades designadas. Essa etapa também informa as pessoas que não puderam comparecer à reunião, mas precisam das informações.

  • Busque feedback: O feedback pode ajudar a estruturar e a traçar o conteúdo de futuras reuniões. Em particular, os líderes podem identificar problemas da reunião para aumentar a satisfação dos participantes.
  • Olhe para a frente: Para aproveitar os progressos realizados durante a reunião, as partes interessadas devem pensar em ações futuras, acompanhamento e resultados imediatos e de longo prazo da reunião.

Os resultados deste estudo, que exigiu diversas reuniões entre os pesquisadores, foram publicados na revista científica Current Directions in Psychological Science.

Fonte: Association for Psychological Science

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Dicas para escolha da autoclave ideal

Charles Chamberland (1851 – 1908) foi um químico associado a Louis Pasteur, inventor dos primeiros filtros de porcelana e da autoclave, foi coautor das primeiras vacinas contra o antraz e a raiva.

Biografia

Nascido em Jura leste da França as margem norte do rio Rhone, perto da fronteira da França e da Suíça (cordilheira francesa). Chamberland era bastante ligado à sua terra natal, sua amabilidade era aliada a uma grande inventividade e independência.

Além dos filtros de porcelana que permitiam a filtragem dos microrganismos e da autoclave que equipa todos os laboratórios, consultórios odontológicos e hospitais também criou as caixas de madeira industriais, para o transporte de vacinas.

Chamberland foi um pesquisador dedicado e foi nomeado vice-diretor do laboratório de Pasteur. Em 1879, apresenta sua tese em física com o trabalho intitulado “Investigação sobre a origem e o desenvolvimento de organismos microscópicos.” Continuou a se aprofundar sobre o assunto o que lhe deu legitimidade para concluir suas experiências sobre os meios de cultura esterilizados. Foi com estes trabalhos e esforços concretos sobre a fabricação de um aparelho de esterilização, a autoclave que Chamberland utilizou o princípio da esterilização de vapor saturado que é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico.

O que é uma autoclave?

Autoclave é um aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor, sob pressão. A esterilização em vapor saturado é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico. Neste tipo de esterilização os microrganismos são destruídos pela ação combinada da temperatura, pressão e umidade que promovem a termo coagulação e a desnaturação das proteínas da estrutura celular. Esterilização é um conceito absoluto, ou seja: ou um material está esterilizado ou não está. Portanto não se pode afirmar que uma autoclave esteriliza “melhor” do que outra. O que pode diferenciar é o tipo do uso pretendido, a escolha do equipamento deve ser baseada nesse requisito.

Autoclavagem

A autoclavagem é um tratamento térmico bastante utilizado no ambiente hospitalar e que consiste em manter o material contaminado a uma temperatura elevada, através do contato com vapor de água, durante um período de tempo suficiente para destruir todos os agentes patogênicos.

O processo inclui ciclos de compressão e de descompressão de forma a facilitar o contato entre o vapor e os materiais contaminados. Os valores usuais de pressão são da ordem de 3 a 3,5 bar e a temperatura atinge 135°C. Tendo a vantagem de ser relativamente simples e poder ser utilizada para esterilizar diversos tipos de materiais hospitalares. A monitorização mais confiável é a biológica que é feita com microrganismos tecnicamente preparados para demonstrar a esterilização. São preparações padronizadas de esporos de Bacillus stearothermophilis numa concentração de 106, comprovadamente resistentes e específicos para o processo de esterilização por vapor saturado. A ANVISA recomenda o uso semanal dos indicadores biológicos.

Importante salientar que para o correto funcionamento do equipamento é necessária a correta manutenção preventiva.

A esterilização deve ir além de um processo exigido pelos Órgãos Sanitários, é uma questão de saúde e responsabilidade de quem trata desse processo. Pois uma esterilização eficaz pode salvar vidas.

A autoclave é uma ferramenta essencial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais nas clínicas odontológicas através da esterilização dos instrumentos utilizados pelo dentista.
Dada a sua importância no trabalho diário dos profissionais, torna-se indispensável saber qual é o melhor tipo de autoclave e que aspectos devem ser levados em consideração na sua escolha.

Funcionamento da autoclave

A principal função da autoclave é eliminar os microrganismos e esporos depositados nos instrumentos odontológicos, coagulando as suas proteínas e evitando, assim, a transmissão de qualquer tipo de infecção. As autoclaves são utilizadas para a limpeza diária dos instrumentos utilizados pelos dentistas, como pinças ou sondas.

A autoclave é um recipiente metálico de paredes espessas e fecho hermético, que permite a esterilização a alta pressão, assegurando a máxima desinfecção de todos os materiais clínicos.

Tipos de autoclave

Existem diferentes modelos de autoclave, classificados segundo o tipo de instrumentos que se pretende esterilizar.

Autoclaves de classe N

Estas autoclaves de pequenas dimensões são utilizadas para limpeza de instrumentos simples e planos, como os bisturis.

Não são as mais recomendadas para a atividade odontológica, pois a sua ação é insuficiente quando se trata de utensílios que possuem orifícios ou cânulas, materiais têxteis, cargas porosas ou instrumentos embalados.

Autoclaves de classe S

Os aparelhos deste tipo realizam um trabalho de esterilização mais completo do que os modelos da classe N, mas não são muito eficazes na limpeza de materiais têxteis. Por este motivo, não são indicados na higiene dos instrumentos utilizados na odontologia.

Autoclaves de classe B

Estes modelos de elevado desempenho são adequados para esterilizar quaisquer tipos de instrumentos odontológicos: materiais embalados, têxteis, utensílios com cânulas e orifícios ou cargas porosas. A Norma Europeia 13060 indica que as autoclaves de classe B são as mais recomendadas para as clínicas odontológicas.

Agora que já sabemos qual é o melhor tipo de autoclave para os dentistas, explicaremos que aspectos devem ser considerados ao escolher entre os diferentes modelos de classe B comercializados no mercado.

Dicas para escolha da melhor autoclave da classe B

Para escolher a melhor autoclave, devemos levar em conta alguns aspectos relevantes:

  • Garantia: importante que a autoclave disponha de garantia e serviço técnico eficiente e próximo, a fim de resolver rapidamente qualquer falha no seu funcionamento. Este dispositivo é utilizado diariamente em consultórios odontológicos, pelo que um defeito constituiria um grande inconveniente para o dia a dia de trabalho desenvolvido na clínica ou consultório. Por este motivo, é aconselhável ter sempre um modelo reserva para eventual substituição.
  • Capacidade: As autoclaves são fabricadas com diferentes capacidades, que variam entre 8 e 24 litros. A escolha dependerá do número de instrumentos que se pretende esterilizar. Como alternativa a uma autoclave grande é possível optar por duas autoclaves pequenas para realizar ciclos simultâneos de esterilização.
  • Tempo de secagem: Escolher autoclaves que permitam ciclos rápidos de limpeza e secagem é o mais aconselhável. Além disso, os modelos de autoclaves de última geração adaptam os seus tempos de atividade à capacidade da carga, o que reduz a duração do ciclo, aumenta a vida útil dos instrumentos e otimiza o consumo de energia.
  • Acessórios: As melhores autoclaves têm normalmente acessórios integrados, como funções de rastreabilidade e, inclusive, ligação sem fios para a supervisão remota do aparelho. Também são comercializadas com acessórios independentes que podem ser adaptados à autoclave e que são de grande utilidade, como desmineralizadores.
  • Limpeza: Os modelos de autoclave mais avançados contam com um sistema automático de limpeza que facilita a manutenção diária da máquina.
Fontes: mcientifica e Dentaleader
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