doença periodontal

Tratamento de periodontite – diretrizes baseadas em evidências

periodontite

As primeiras diretrizes internacionais de tratamento com base em evidências para periodontite – que afeta 50% de todos os adultos – foram publicadas recentemente no Journal of Clinical Periodontology.

Esta é a publicação oficial da European Federation of Periodontology (EFP).

Periodontite – atinge 50% dos adultos

A periodontite, frequentemente chamada de doença gengival, afeta cerca de metade de todos os adultos. A periodontite grave é a sexta doença mais comum em todo o mundo. Periodontites causam inflamação das gengivas, que ficam vermelhas, inchadas e podem sangrar durante a escovação.
Esta é a resposta imunológica do corpo às bactérias que se acumularam nos dentes.
Se não for tratada, a inflamação se espalha para o ligamento e osso que sustenta os dentes, causando afrouxamento e perda dos dentes.

A periodontite é uma condição devastadora que leva não apenas a dor e irritação nas gengivas.
Também leva a problemas de mastigação, mudanças desagradáveis no comprimento e na posição dos dentes.

Detecção precoce – caminho rápido de cura

E também acarreta baixa autoestima, afastamento de atividades sociais e um risco aumentado de outras condições inflamatórias, incluindo diabetes.
Essas diretrizes descrevem como lidar com essa doença. A periodontite uma vez detectada em seus estágios iniciais tem tratamento direto e as consequências são mínimas.

Periodontite – etapas fundamentais da terapia

Quatro etapas sequenciais para a terapia são recomendadas:

1. Uma boa higiene oral e um estilo de vida saudável para reduzir a inflamação são a base para uma resposta ideal ao tratamento. E também controle a longo prazo da doença.

Essa etapa também inclui a remoção profissional de bactérias (placa bacteriana e tártaro) das partes dos dentes visíveis acima das linhas da gengiva.

2. Limpeza profissional completa das superfícies radiculares abaixo da linha da gengiva e terapias adicionais, se necessário.

3. Tratamentos mais complexos, como cirurgia, podem ser necessários em alguns (não todos) pacientes.

4. Cuidados de suporte de longo prazo para prevenir recaídas, com estilos de vida saudáveis, boa higiene oral e exames gerais com limpeza.

As etapas se sobrepõem e uma boa higiene bucal é essencial em todo o processo.

A limpeza profissional só é eficaz se os pacientes já mantém uma boa higiene bucal.
A cirurgia não é recomendada para pessoas com higiene bucal deficiente.

Doença gengival – O que pode ajudar ou agravar

Um estilo de vida saudável é crucial.
A periodontite é uma doença inflamatória crônica e as condições que aumentam a inflamação no corpo a pioram.

Por exemplo, obesidade, tabagismo e a glicose sanguínea fora de controle (diabetes) tendem a agravar o problema.
Boa nutrição e atividade física podem combater a inflamação.

A doença gengival é causada por um acúmulo de bactérias orais.
Esse acúmulo desencadeia uma resposta imunológica prejudicial em vez de protetora.

O avanço desse processo destrói o osso que sustenta os dentes.
A reação imunológica mal direcionada é em parte herdada geneticamente.

Em grande parte, porém, é impulsionada por hábitos como fumar e elevada ingestão de açúcar refinado.
Isso tudo associado a hábitos de higiene bucal ruim agrava a condição.

O sucesso sustentável a longo prazo requer a melhoria da higiene bucal e dos hábitos de vida.
Raramente há necessidade de medicamentos específicos, como antibióticos.

Elementos motivadores

Um poderoso motivador para melhorar a higiene bucal é apresentar aos pacientes (evidências) visuais de sua periodontite.
Por exemplo, um raio-X de seus dentes, explicando por que eles são suscetíveis e o que pode se pode fazer.

Após o tratamento bem-sucedido, os pacientes que assumem o controle de sua saúde bucal e estilo de vida podem interromper a doença gengival mantendo a integridade de seus dentes por toda a vida.

Qual o objetivo principal da terapia?

O principal objetivo da terapia é prevenir a perda dentária.
Qualidade de vida é outra meta, o que significa ter dentes confortáveis para usar (ou seja, não muito instáveis), comer sem dor e melhorar a aparência.

O tratamento bem-sucedido transforma a vida das pessoas: elas ficam mais confiantes, sorriem e saem mais.
Também melhora a saúde geral, impedindo que as bactérias orais entrem no sangue e assim aumentem os níveis de inflamação em todo o corpo. O que comprovadamente afeta de forma negativa outras condições, como o diabetes.

O que você pode fazer para prevenir uma doença gengival

  • Escovar os dentes de forma adequada após as refeições usando uma escova de dentes manual ou elétrica;
  • Limpar entre os dentes diariamente usando uma escova interdental (ou fio dental se as lacunas forem muito apertadas);
  • Enxaguantes bucais ou cremes dentais específicos podem ser usados além da limpeza para reduzir a inflamação. Ambos, preferencialmente, indicados pelo seu dentista;
  • Não fumar, manter um peso saudável, ter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, reduzir o estresse;
  • Se você tem diabetes, controlar o nível açúcar no sangue.

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Fonte: European Federation of Periodontology
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Doença periodontal e demência – novo estudo confirma conexão

Doença periodontal e demência – novo estudo confirma conexão

doençaperiodontal e demência

Doença periodontal e demência aparecem conectados em um novo estudo recente publicado no jornal médico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

O estudo em questão relaciona a doença periodontal e demência 20 anos depois da ocorrência de uma doença periodontal grave com perda dental.

A estranha ligação entre a doença periodontal e demência já tinha sido destaque aqui no blog Dentalis anteriormente.

Doença periodontal e demência – o estudo

O estudo envolveu 8.275 pessoas com idade média de 63 anos que não apresentavam demência no início do estudo.
Os participantes foram avaliados quanto a comprometimento cognitivo leve e demência.
Os voluntários receberam um exame periodontal completo que incluiu medição da profundidade da sondagem da gengiva, quantidade de sangramento e recessão.

Em seguida, os participantes foram colocados em grupos com base na gravidade e extensão de sua doença gengival. Foram considerados também o número de dentes perdidos, com implantes contando como dentes perdidos.

No início do estudo, 22% não tinha doença gengival, 12% apresentavam doença periodontal leve, 12% tinha inflamação gengival severa, 8% apresentava alguma perda dentária, 12% possuía doença em seus molares, 11% apresentou perda dentária severa, 6% tinham doença periodontal severa e 20% não tinham nenhum dente.

Ao final do estudo, foram avaliadas 4.559 pessoas, quando estavam acompanhadas por uma média de 18 anos.

Resultados do estudo

No geral, 1.569 pessoas desenvolveram demência durante o estudo, ou 19%.
Isso é o equivalente a 11,8 casos por cada 1.000 pessoas/ano. O estudo verificou que as pessoas que tinham gengivas saudáveis e todos os seus dentes no início do estudo, 264 de 1.826, ou 14%, desenvolveram demência no final do estudo.

Para aqueles com doença periodontal leve, 623 de 3.470, ou 18%, desenvolveram demência.
Para participantes com doença periodontal grave, 306 de 1.368, ou 22%, desenvolveram demência. E 376 de 1.611, ou 23%, desenvolveram demência no grupo que não tinha dentes.
Isso é igual a uma taxa de 16,9 casos por 1.000 pessoas/ano.

20 anos de acompanhamento

Foram acompanhadas e analisadas o estado de saúde bucal de um grupo de pessoas pelo período de 20 anos.
Verificou-se que indivíduos com doença periodontal mais grave no início do estudo apresentaram um risco duas vezes maior para o desenvolvimento de demência ou comprometimento cognitivo leve.

Por outro lado, a boa notícia foi que pessoas com perda mínima de dentes e doença periodontal leve não apresentaram maior probabilidade no desenvolvimento de demência. Isso quando comparadas a pessoas sem problemas dentários.

Já aquele grupo de indivíduos com perda dental apresentou um risco duas vezes superior para o desenvolvimento de demência. Isso em comparação aos participantes com gengivas saudáveis e todos os seus dentes.

Indivíduos com doença periodontal intermediária ou grave, mas que ainda tinham alguns dentes, apresentaram um risco 20% maior de desenvolver demência em comparação com o grupo saudável.

Esses riscos foram observados depois que os pesquisadores consideraram outros fatores que poderiam afetar o risco de demência, como diabetes, colesterol alto e tabagismo.

O que o estudo nos leva a concluir

Uma boa higiene dental é uma forma comprovada de manter dentes e gengivas saudáveis por toda a vida.
O estudo não prova que uma boca não saudável desenvolverá demência. Apenas mostra uma associação entre doença periodontal e demência.

Mais estudos são necessários para demonstrar a ligação entre doença periodontal e demência.
E também para se melhor compreender como o tratamento para doenças periodontais pode prevenir a demência.

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Fonte: Neurology Journal
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Obesidade e periodontite – uma estranha conexão

A obesidade e periodontite estão entre as doenças não transmissíveis mais comuns nos Estados Unidos.

Estudos epidemiológicos mostram que essas condições crônicas podem estar relacionadas.
Este novo estudo explora o efeito da obesidade no cuidado periodontal não cirúrgico. Avalia possíveis caminhos que podem comprovar a conexão entre a obesidade e periodontite.

Obesidade e periodontite – não é uma simples relação de causa efeito

A conexão entre obesidade e periodontite não é uma simples de causa e efeito.
O que as aproxima e ao mesmo tempo conecta é o que ambas têm em comum: inflamação.

Pela análise de uma infinidade de estudos existentes, os pesquisadores descobriram algo muito interessante. Eles verificaram a existência de uma relação muito curiosa.
Os dados que mostram o aumento do índice de massa corporal, a circunferência da cintura e a porcentagem de gordura corporal se mostram associados a um risco aumentado para o desenvolvimento de periodontite.
A maioria dos estudos até então analisou dados de subconjuntos populacionais em um determinado momento. Ao invés de estudar a mesma população por um período mais longo de tempo.

Mudanças químicas no corpo – efeitos sobre o metabolismo

Eles concluíram que mudanças na química do corpo afetam o metabolismo, o que, por sua vez, causa inflamação.
Condição presente na obesidade e periodontite.

A periodontite ocorre em pacientes mais suscetíveis à inflamação. Pacientes esses que também se mostram mais suscetíveis à obesidade.

São conhecimentos novos que podem guiar os profissionais de saúde ao planejarem tratamentos para pacientes que sofrem de obesidade e / ou periodontite.

Saúde do corpo e saúde bucal

Os dentistas precisam estar cientes da complexidade desta nova relação entre obesidade e periodontite.
É importante na abordagem e aconselhamento dos pacientes sobre a importância de um peso corporal adequado e a prática de uma boa higiene bucal.

Hipótese importante que precisa ser validada

Do ponto de vista clínico, será que se você tratar um dos problemas, isso poderá impactar o outro? Essa é a grande questão.

Por exemplo, se tratarmos a obesidade com sucesso, isso afetará a periodontite a ponto de ter relevância clínica em comparação à população controle?

São ainda poucos os ensaios clínicos que nos permita responder essa pergunta. Como tudo em ciência, são necessárias mais pesquisas sobre a relação entre obesidade e periodontite. Neste momento, existem evidências ainda limitadas para recomendar mudanças no planejamento do tratamento odontológico.

É uma questão que ainda permanece no terreno das suspeitas, mas que nos leva a pensar.

O simples fato de tratar a obesidade trará prognósticos favoráveis à saúde individual. Agora o quanto isso irá afetar a saúde bucal, e em particular a condição da periodontite é algo que carece de maior investigação.

obesidade e periodontite

Obesidade complica a saúde bucal

Existem estudos mostrando que indivíduos afetados pela obesidade têm mais problemas de saúde bucal do que outros em geral.

Os resultados publicados indicam que esses pacientes com necessidades especiais têm níveis mais altos de cárie dentária, mais dentes ausentes e menos restaurações dentárias necessárias.

Sabe-se que os indivíduos afetados pela obesidade visitam um dentista com menos frequência, têm mais dificuldades para acessar atendimento odontológico regularmente e provavelmente só procuram um dentista quando surge um problema.

Pacientes obesos tendem a ter mais problemas de cáries dentárias. Condição essa que é agravada pelo uso continuado de medicamentos que podem causar xerostomia (boca seca). Dietas inadequadas – lanches rápidos, doces e refrigerantes, afetam a saúde bucal. E o refluxo gastroesofágico, associado a vômitos frequentes e má higiene dental, podem causar um verdadeiro desastre à saúde bucal.

Cada paciente deve tomar consciência da natureza complexa das doenças odontológicas e de como elas progridem silenciosamente.

Prevenção e reconhecimento precoce são o melhor método para proteger e preservar a boa saúde bucal. Ter uma boa saúde bucal é essencial para a sua saúde geral.

Melhorando a saúde bucal para obesos – o que se pode fazer

Quebrar o ciclo da má higiene bucal, da erosão e desmineralização requer orientação e cuidados regulares da sua equipe de saúde bucal.
O dentista pode criar uma estratégia de atendimento preventivo adaptada às necessidades individuais.

Uma estratégia sólida baseada nas evidências mais atuais deve abordar cinco intervenções:

  1. Modificação da dieta alimentar;
  2. Hidratação e lubrificação da cavidade bucal;
  3. Neutralização do ataque ácido bucal;
  4. Remineralização das superfícies dentais danificadas;
  5. Desinfecção da boca.

1. Modificação na dieta alimentar

Recomenda-se uma dieta rica em sementes, nozes, soja, frutos do mar e espinafre.
Isso elimina as bactérias produtoras de decomposição e reduz os níveis de acidez na boca.
Reduzir os alimentos ácidos (pães, massas, cereais refinados, café, chocolate, sucos de frutas, vinho) e refrigerantes com gás (refrigerantes e bebidas esportivas).
Aumente a ingestão de queijos e laticínios para fornecer cálcio e fósforo necessários para a remineralização dentária e neutralizar alimentos ácidos.
O controle da azia e refluxo ácido são altamente recomendáveis.

2. Hidratação e lubrificação

É importante aumentar o consumo de água da torneira fluoretada. A água engarrafada é acidificada para aumentar a vida útil e normalmente não possui flúor.
Sabe-se que os produtos adoçados com xilitol reduzem a placa dental, mas a dieta deve incluir 6 a 10 gramas de adoçante por dia para demonstrar a atividade anticárie.

Mastigar chiclete de xilitol ou balas de xilitol de dissolução lenta três vezes por dia fornece o benefício máximo enquanto estimula o fluxo natural de saliva.

Deve-se ter cuidado ao aumentar o uso de adoçantes de poliol (xilitol, sorbitol, manitol, maltitol).

Pacientes bariátricos relataram diarreia osmótica como efeito colateral se esses substitutos do açúcar forem ingeridos em grande quantidade.

3. Neutralização

Para combater os desequilíbrios ácidos, uma boa estratégia é aumentar o pH da boca com bicarbonato de sódio ao menos duas vezes ao dia.

Mergulhe a escova de dentes úmida e cubra-a com bicarbonato de sódio para um tratamento neutralizante rápido é uma possibilidade. Outra opção é bochechar uma solução de bicarbonato de sódio umas quatro a cinco vezes ao dia.

A mudança para um creme dental com bicarbonato de sódio é uma alternativa, mas produz menos efeito tampão.
Existem outros agentes tamponantes comerciais disponíveis na forma de enxaguatórios e pastilhas. Mas o bicarbonato de sódio padrão direto da caixa é ótimo para se contrapor às bactérias orais e é um composto tamponante altamente eficaz e barato.

4. Remineralização

A terapia com flúor tem sido a base para a mineralização dental profissional desde a década de 1940.
Esse elemento aprimora a remineralização, formando um verniz de baixa solubilidade na superfície do dente. Isso inibe as vias metabólicas bacterianas, difundindo-se para as células onde impede a reprodução dos germes.

Pastas, géis, lavagens e vernizes especializados com alto teor de fluoreto são frequentemente dispensados ou prescritos pela equipe odontológica quando um problema agressivo de desmineralização é identificado.

Algumas das novas pastas são especialmente formuladas com níveis precisos de flúor, cálcio e fósforo, para que todos os elementos necessários para reformar a estrutura dental sejam aplicados diretamente nas áreas danificadas.

5. Desinfecção

Reduzir a contagem geral de bactérias bucais causadoras de doenças é um problema muito difícil. Isso porque esses germes são altamente adaptados a essa região específica do nosso corpo.

Produtos químicos antibacterianos de alta potência geralmente irritam tecidos orais delicados. Portanto é altamente recomendável uma orientação profissional.

Geralmente, muitos dentistas continuam endossando o enxágue diário com um colutório por 30 segundos, duas vezes ao dia antes do uso do fio e escovação dental.

A clorexidina prescrita em solução a 0,12%, bochechada duas vezes por dia, é uma alternativa aceitável. Porém muitos pacientes sofrem alterações no paladar e manchas fortes nos dentes decorrentes do uso rotineiro desse produto.

Algumas fórmulas probióticas foram introduzidas recentemente para superar as bactérias da placa, mas os estudos sobre sua eficácia ainda não são conclusivos.

A eliminação diária e eficaz da placa pelo uso de boas técnicas de limpeza continua sendo o melhor método de controle bacteriano.

Fontes: Nature, OAC
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Inchaço das gengivas, qual pode ser a causa?

Inchaço das gengivas, qual pode ser a causa?

 

inchaço das gengivas

Eventualmente, as pessoas podem notar um inchaço das gengivas ao redor de um ou mais dentes. Este tipo de inflamação das gengivas pode apresentar causas diversas.

Inchaço das gengivas – causas

Dentre as causas pelo inchaço das gengivas, podemos relacionar:

Má higiene dental

Às vezes, restos de alimentos podem ficar presos entre o dente e a linha da gengiva.
O uso do fio dental e a escovação geralmente removem esses detritos. Se uma pessoa não remove os detritos, pode ocorrer um inchaço das gengivas ao redor dos dentes afetados. Com o tempo, isso pode resultar em cárie dentária e doença periodontal.

Doença periodontal

Cerca de 46% das pessoas com 30 anos ou mais nos Estados Unidos apresentam sinais de doença periodontal.

A doença periodontal ocorre devido à infecção e inchaço das gengivas que sustentam e circundam os dentes. Essas infecções ocorrem quando uma pessoa apresenta acúmulo de placa. A placa endurece para formar tártaro, ou cálculo, que é mais difícil de remover.

Os dois estágios da doença periodontal são:

Gengivite

Quando uma pessoa tem gengivite, suas gengivas ficam inchadas e inflamadas. Outros sintomas incluem: vermelhidão gengival e sensibilidade gengival, sangramento e mau hálito.
A gengivite é reversível, mas sem tratamento, pode levar à periodontite.

Periodontite

Periodontite é o estágio posterior da doença periodontal. É quando as gengivas se afastam ou recuam do dente. Quando isso acontece, uma infecção pode danificar o osso que suporta o dente. Isso pode levar ao afrouxamento do dente e sua consequente perda. A periodontite é uma condição séria que está relacionada a outras doenças e problemas de saúde do corpo, como a impotência sexual masculina.

Além dos sintomas característicos da gengivite, uma pessoa com periodontite poderá apresentar os seguintes sintomas:

  • dentes que parecem mais longos devido à recessão gengival;
  • dentes que parecem mais afastados;
  • dentes frouxos ou soltos;
  • formação de pus entre as gengivas e os dentes;
  • mudança na forma como os dentes se encaixam ao morder;
  • mudança no ajuste das próteses parciais.

Abscesso dentário

Um abscesso dentário é uma coleção de pus que se forma dentro de um dente ou de suas estruturas adjacentes. É consequência de uma infecção bacteriana.

Existem dois tipos de abscesso dentário:

  • Abscessos periapicais: geralmente ocorrem devido a cáries ou fraturas dentárias e afetam a raiz do dente.
  • Abscessos periodontais: são aqueles que afetam a gengiva.

Ambos os tipos podem causar inchaço na gengiva e vermelhidão ao redor dos dentes.

Outros sintomas relacionados ao abscesso dentário:

  • dor intensa no dente ou gengiva;
  • dor que irradia para a orelha, mandíbula ou pescoço;
  • dor que se agrava quando paciente se encontra deitado;
  • dente sensível, descolorido ou solto;
  • vermelhidão facial e inchaço;
  • sensibilidade a alimentos ou bebidas quentes e frias;
  • mau hálito;
  • sabor desagradável na boca.

Se o abscesso dentário for grave, uma pessoa também pode experimentar:

  • febre;
  • um sentimento geral de mal-estar;
  • dificuldade em abrir a boca;
  • dificuldade em engolir;
  • problemas respiratórios.

Como lidar com o problema longe do consultório odontológico

Alternativas que podem ajudar a reduzir a inflamação da gengiva e melhorar a saúde bucal:

Enxaguatório bucal antisséptico

O enxaguatório bucal antisséptico não consegue remover a placa bacteriana e o tártaro, Porém, pode ajudar a controlar o acúmulo de bactérias adicionais na placa.

O enxaguatório bucal antisséptico está disponível sem receita (OTC) em farmácias e drogarias.

Importante buscar marcas que contenham ingredientes com fortes propriedades antissépticas, como o cloreto de cetilpiridínio.

Muitas vezes os dentistas podem prescrever um enxaguatório bucal antisséptico contendo clorexidina. A clorexidina é notadamente um ingrediente mais eficaz.

Uso de solução salina (água salgada)

Um estudo de 2016 investigou os efeitos de um enxágue com água salgada na cicatrização de feridas nas gengivas.

Para este estudo, os pesquisadores removeram as células dos fibroblastos gengivais dos dentes dos doadores. Essas células compõem os tecidos conjuntivos dos dentes.

Depois de isolar as células danificadas, os pesquisadores as lavaram em uma solução salina por 2 minutos, três vezes por dia.

Eles descobriram que as soluções de água salgada com uma concentração de 1,8% eram mais eficazes para melhorar a taxa de cicatrização de feridas.

Modo de preparo

Uma solução salina pode ser preparada dissolvendo uma colher de chá rasa de sal em um copo de água fria que tenha sido previamente fervida. Recomenda-se o uso dessa solução em enxágues bucais três a quatro vezes ao dia.

Tratamento odontológico

Profilaxia dental

Procedimento odontológico que consiste na eliminação de tártaros, placas bacterianas e manchas.

Inclui, quando necessário, raspagem, polimento e restauração dos dentes, tornando-os mais brancos e garantindo-lhes uma superfície mais lisa.

Antibióticos

Antibióticos orais são geralmente eficazes no tratamento de abscessos dentários. Uma pessoa também deve ser submetida a tratamento odontológico para tratar a causa do abscesso.

Às vezes, a infecção já pode ter se espalhado para outras partes do corpo. Em casos muito graves, um paciente pode precisar internar em hospital e receber antibióticos intravenosos.

Incisão e drenagem

Em alguns casos, o dentista pode precisar fazer uma incisão no abscesso para remover o pus infectado.

Após a drenagem, o dentista lavará a área com solução salina. Tratamentos adicionais também podem ser necessários.

 

inchaço das gengivas

Tratamento de canal

O tratamento de canal é um procedimento odontológico que envolve a remoção de bactérias das raízes dentárias infectadas.

O dentista acessa as raízes dentárias através da coroa, que é a parte visível do dente. Eles então limpam e preenchem as raízes e a coroa. Algumas pessoas podem precisar de uma coroa artificial para proteger e restaurar o dente.

Quando a polpa está doente ou sofreu lesões e não consegue se recuperar sozinha, ela necrosa. As causas mais comuns de necrose pulpar são fratura dentária ou cárie dentária profunda. Esses dois problemas podem permitir que bactérias entrem na polpa, causando uma infecção dentro do dente.

Extração dental

Ocasionalmente, o dentista pode precisar remover o dente infectado. Este procedimento exigirá anestesia local.

Quando procurar um dentista

Independente da condição, as pessoas devem fazer um exame odontológico pelo menos uma ou duas vezes por ano. Isso mesmo que não apresentem sintomas de quaisquer desconforto odontológico, seja dos dentes ou gengivas.

As consultas permitem que o dentista trate quaisquer problemas nos estágios iniciais antes que se tornem mais graves.

Além das visitas anuais agendadas, as pessoas devem consultar um dentista no caso do aparecimento de algum dos seguintes sintomas:

  • gengivas inchadas ou sangrando;
  • manchas na boca ou feridas que persistem por mais de uma semana;
  • dor na mandíbula ou uma mordida irregular;
  • dificuldade em mastigar ou engolir;
  • dor ou inchaço na boca, face ou pescoço.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir o inchaço das gengivas é praticar uma boa higiene bucal:

  • escovar os dentes após a ingestão de alimentos ou bebidas açucaradas;
  • usar o fio dental toda a vez que for escovar os dentes;
  • ir ao dentista ao menos uma a duas vezes ao ano para verificações de rotina;
  • consultar o dentista aos primeiros sinais de gengivas inchadas ou dor de dente;
  • evitar o consumo de alimentos muito açucarados para evitar a formação de placas;
  • evitar o uso de cigarro.

Resumindo

Uma gengiva inchada ao redor de um dente pode ocorrer por várias razões.

Pode ser resultado da falta de uma boa higiene dental ou de uma doença periodontal.

As pessoas devem visitar o dentista se o inchaço das gengivas persistir por mais de uma semana.

Uma consulta prévia é necessária se uma pessoa suspeitar de um abscesso dentário.

Em muitos casos, as pessoas podem prevenir o inchaço das gengivas tendo bons hábitos de higiene bucal. Isso quer dizer escovar e usar fio dental regularmente.

E também visitar o dentista para exames de rotina.

Fontes: Medical News Today, Colgate
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Doença periodontal associada à pressão alta

doença periodontal

A doença periodontal pode ser didaticamente divida em três estágios. Desde o menos grave (gengivite), passando pela periodontite, até o mais avançado, a periodontite avançada.

Mais e mais evidências indicam que a doença periodontal aumenta o risco de outras condições de saúde, incluindo hipertensão.

Uma nova revisão da literatura reforça essa tese. Os dados indicam que quanto mais avançado o estágio da doença periodontal, maior o risco de hipertensão.

É o que revelam dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano, o CDC.

Segundo o CDC, 47,2% das pessoas com 30 anos ou mais apresentam alguma forma de doença periodontal. Cerca de 32% de todos os adultos nos Estados Unidos têm pressão alta.

As duas condições podem dar a impressão de não estarem relacionadas. No entanto, estudos recentes reforçam a ideia da ligação entre doença periodontal e pressão alta.

Doença periodontal e pressão alta

Uma revisão recente da literatura trouxe uma importante confirmação.
Ou seja, as evidências apontam que pessoas com periodontite tem maior risco para o desenvolvimento se pressão alta.

Além disso, dados publicados na revista Cardiovascular Research, quanto mais severa a periodontite, maior o risco de hipertensão.

Periodontite, pressão alta, ataques cardíacos e derrames

Pacientes com periodontite podem desenvolver pressão alta. Hipertensão, por sua vez, pode ser a causa de ataques cardíacos e derrames.

Pesquisas anteriores já indicavam uma conexão entre doença periodontal e pressão alta. Igualmente também sugeriam que o tratamento odontológico poderia ajudar no controle da pressão arterial. No entanto, até o momento os resultados são inconclusivos.

Associação direta

Os pesquisadores revisaram e analisaram as evidências apresentadas por 81 estudos de 26 países.
A pesquisa sugeriu que a pressão arterial média tende a ser significativamente maior em indivíduos com doença periodontal.

No detalhe, a pressão arterial sistólica e diastólica apresentaram elevação.
Mais elevada em 4,5 milímetros de mercúrio e 2 mm Hg mais altos, respectivamente, naqueles com doença periodontal do que naqueles sem ela.
A pressão sistólica é aquele verificada durante os batimentos cardíacos. Já a pressão diastólica é aquela observada entre os batimentos cardíacos.

25% maior risco de morte

Essas diferenças não são nada desprezíveis.
Um aumento médio da pressão arterial de 5 mm Hg estaria associado a um risco 25% maior de morte por ataque cardíaco ou derrame.

Grau mais elevado de doença periodontal – maior o risco

Os pesquisadores identificaram uma associação entre doença periodontal com um risco 22% maior para o aparecimento de pressão alta.
Ao mesmo tempo verificaram que a periodontite avançada apresentava um risco 49% maior para o desenvolvimento de hipertensão.

Observa-se uma associação linear. Ou seja, quanto mais grave o grau de doença periodontal, maior a probabilidade de hipertensão.

Os resultados sugerem que os pacientes com doença periodontal devam ser informados sobre a existência desse risco.
Ao mesmo tempo devem ser aconselhados a realizar mudanças em seu estilo de vida de forma a evitar a pressão alta. A prática regular de exercícios físicos combinados a uma dieta saudável são altamente recomendáveis.

doença periodontal

Tratamento da doença periodontal poderia diminuir a pressão arterial?

Os pesquisadores também queriam ver se havia alguma evidência de uma correlação entre o tratamento da doença periodontal e uma redução na pressão sanguínea.

Apenas cinco dos 12 estudos intervencionistas incluídos na revisão verificaram que o tratamento da doença gengival parecia resultar em uma diminuição da pressão arterial.

As evidências, sobre esse aspecto específico, permanecem inconclusivas.

Parece haver conexão entre a saúde bucal e a pressão arterial. Ligação esta observada tanto em estados saudáveis e doentes. No entanto, a hipótese de que terapia da doença periodontal possa reduzir a pressão arterial depende de mais estudos e comprovações.

A inflamação é o elo que falta?

Os pesquisadores acreditam que a inflamação pode estar no centro do elo intrigante entre a saúde bucal e a cardiovascular.
A hipótese de que as bactérias orais responsáveis pela doença periodontal poderiam desencadear essa inflamação, que, por sua vez, tornaria a hipertensão, o elo mais provável.

Outra explicação possível pode ser a presença de certas características genéticas.
E ainda, a exposição a fatores de risco comuns tanto à doença periodontal quanto à hipertensão, como hábito de fumar ou obesidade.

Em muitos países do mundo, a saúde bucal não é verificada regularmente. É onde a doença periodontal pode permanecer sem tratamento por muitos anos.
A hipótese é que essa situação de inflamação bucal e sistêmica e resposta a bactérias se acumule sobre os fatores de risco existentes.

Doença periodontal pode gerar pressão alta, ou seria o contrário?

Até o momento se supõe que a doença periodontal possa ser um fator de risco para a pressão alta.
No entanto, a relação pode existir de maneira inversa. Ou seja, a hipertensão pode ser um fator de risco para essa doença bucal.

Mais pesquisas são necessárias para verificar se os pacientes com pressão alta têm uma probabilidade aumentada de doença periodontal.

Parece prudente fornecer conselhos de saúde bucal para os hipertensos “, observa o pesquisador sênior.

O que é consenso entre os especialistas

Está claro que mais pesquisas são necessárias para examinar se os pacientes com pressão alta têm uma probabilidade aumentada de doença periodontal.
Desde já, no entanto, é recomendável reforçar a importância dos cuidados com a saúde bucal entre os hipertensos.

A pressão alta atinge 1 bilhão de pessoas no mundo todo. É um triste e preocupante quadro que dados recentes revelam.

Esse é um tema que muito nos preocupa aqui no Dentalis. Já alertamos os leitores de nosso blog em uma matéria anterior sobre essa preocupante relação entre a doença periodontal e hipertensão.

Em nosso próximo post vamos trazer uma matéria com 15 dicas simples de como manter baixa a sua pressão arterial.
Convidados você a ficar sintonizado com tudo o que acontece no blog Dentalis.

Fonte: MedicalNewsToday,

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Vitamina D e doença periodontal, existe relação?

vitamina D e doença periodontalPesquisas recentes evidenciam a possibilidade de uma importante relação entre a vitamina D e doença periodontal.

A doença periodontal avançada é uma condição inflamatória do periodonto desenvolvida a partir de biofilmes microbianos que se formam nos dentes.

Os produtos bacterianos, assim como a resposta imune do hospedeiro a esses produtos, resultam na destruição dos tecidos que sustentam os dentes, incluindo o osso alveolar.

Devido a essa destruição tecidual, a doença periodontal avançada é uma das principais causas de perda dental em adultos.

A prevenção dessa doença é importante porque a perda dentária pode afetar o estado nutricional e a qualidade de vida.

A doença periodontal avançada também tem sido associada a condições sistêmicas. Condições como doença cardiovascular e diabetes mellitus tipo II.

vitamina d e doença periodontal

A vitamina D

A vitamina D é uma vitamina solúvel em gordura obtida da exposição à luz solar, dieta e suplementos nutricionais.

A vitamina D é metabolizada no fígado em 25-hidroxivitamina D e depois metabolizada nos rins para sua forma ativa, 1,25-di-hidroxivitamina D. Embora não haja consenso sobre os níveis de hidroxivitamina D, a maioria dos especialistas define <50 nmol / L (20 ng / mL) como insuficiência de vitamina D.

Evidências recentes sugerem que os níveis de hidroxivitamina D podem precisar ser tão altos quanto 75 nmol / L ( 30 ng / mL) para atingir o status ideal de vitamina D.

O papel da vitamina D no organismo

A vitamina D está envolvida na regulação da absorção de cálcio pelos intestinos, mantendo a concentração do cálcio plasmático e a mineralização óssea.
Estudos encontraram associações positivas significativas entre os níveis de hidroxivitamina D e a densidade mineral óssea ideal. A suplementação de vitamina D, quando necessária, diminui o risco de fraturas.

Vitamina D e o sistema imunológico

Evidências mais recentes indicam que a vitamina D também tem um efeito regulatório na resposta imunológica.
Ela estimula a resposta imunológica às vezes, enquanto a inibe em outras.

Um estudo demonstrou que a capacidade de produzir vitamina D ativa melhorou a atividade bactericida. Por outro lado existem muitos exemplos da capacidade da vitamina D de inibir a resposta imunitária.

Vitamina D e doença periodontal

A doença periodontal avançada é caracterizada pela perda óssea desencadeada por uma reação de resposta imune do hospedeiro à placa bacteriana.
A deficiência de vitamina D pode ter um efeito sobre o desenvolvimento e a progressão da doença periodontal.

Dois grandes estudos transversais encontraram uma associação entre baixos níveis de vitamina D e marcadores de doença periodontal.

No entanto, o maior estudo prospectivo até o momento, bem como o estudo transversal mais recente, não encontraram relação entre a vitamina D e doença periodontal.

Está claro que mais pesquisas são necessárias para determinar o impacto que o status da vitamina D tem sobre a progressão da doença periodontal.

A pesquisa

Os dados foram obtidos de pessoas de 6 a 79 anos participando do ciclo 1 da pesquisa.
O ciclo 1, realizado de 2007 a 2009, foi uma pesquisa nacional, transversal, realizada pela Statistics Canada, de uma amostra representativa de 97% da população canadense em todas as províncias e territórios.

A coleta de dados envolveu medidas físicas e entrevistas. Foram entrevistados 5.604 participantes.
Todos os participantes forneceram consentimento informado. O CHMS excluiu membros em tempo integral das Forças Canadenses e residentes das Primeiras Nações, terras da Coroa, certas regiões remotas do Canadá e instituições.

O objetivo deste estudo foi explorar a relação entre a concentração de vitamina D e doença periodontal. As medições levaram em conta o índice gengival (GI) e outros parâmetros definidos pelo Canadian Health Measures Survey (CHMS).

Os exames odontológicos foram realizados por 14 dentistas das forças canadenses. Os parâmetros foram definidos de acordo com os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS) .

Os resultados

Os participantes com concentrações de hidroxivitamina D <50 nmol / L e <75 nmol / L tiveram um aumento significativo nas chances de apresentar quadros de doença periodontal.

Aqueles que tomam suplementos de vitamina D tiveram chances significativamente mais baixas para para a infecção gengival. Já aqueles com diabetes aumentaram as chances de apresentar doença periodontal nos graus moderado a grave.

A média do IMC foi significativamente maior entre aqueles com pior quadro de doença periodontal.

Enquanto isso, aqueles que relataram frequentar um dentista ≥ 1 vez ao ano, escovando os dentes duas vezes ao dia e usando fio dental diariamente tiveram chances significativamente menores de doença periodontal.

Aumento dos índices de placa foram associados com o aumento da probabilidade de moderada a grave de doença periodontal. Os homens tiveram um aumento nas chances de doença periodontal em comparação com as mulheres.

Já aqueles nas categorias de renda mais alta tiveram menores chances de doença periodontal do que aqueles nas categorias de renda mais baixa.

As mulheres apresentaram menor chance de doença periodontal moderada a grave.
Enquanto valores altos para o índice de placa aumentaram as chances de doença periodontal moderada a grave.

Pacientes com níveis abaixo do limite padrão de vitamina D foram associados a um aumento da probabilidade de risco para doença periodontal grave.

Discussão

Apesar dos dados indicativos da presente pesquisa, atualmente existem evidências conflitantes na literatura sobre a relação entre vitamina D e doença periodontal.

Os resultados do estudo contêm evidências que apoiam uma associação entre baixos níveis de vitamina D e doença periodontal.

É provável que jovens e adultos mais jovens tenham uma melhor saúde bucal do que adultos mais velhos. Isto pode ter afetado a análise de medidas selecionadas de resultados periodontais.

Os pontos fortes deste estudo incluem o grande tamanho e a natureza representativa da amostra.
Outra vantagem é a disponibilidade dos atuais níveis de hidroxivitamina D, que é o padrão ouro reconhecido na determinação do status geral de vitamina D de um indivíduo.

Conclusão

O estudo foi realizado com uma amostra representativa de adultos canadenses. Forneceu evidências modestas que suportam uma relação entre baixas concentrações de vitamina D e doença periodontal.

É provável que estudos prospectivos com seguimento mais longo sejam necessários para elucidar completamente o efeito.
Se isso se confirmar, vitamina D e doença periodontal irá entrar definitivamente para a lista de causas dessa grave patologia.

Tem sido comum nos dias atuais as pessoas começarem a tomar suplementos de vitamina D. Fica o alerta para o risco de ingestão de doses elevadas dessa vitamina, que tem efeito cumulativo no organismo. Isso devido a sua liposolubilidade. Mais detalhes podem ser obtidos neste artigo já anteriormente publicado aqui no blog Dentalis.

Fonte: Dental News
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Estresse: mais um fator de risco para a doença periodontal

estresse e doença periodontalEstresse e doença periodontal podem parecer coisas complemente desconexas, mas existe uma relação forte entre elas.

Quando você lê ou ouve a palavra estresse logo lembra de algo que pode ser ruim ou prejudicial, não é mesmo?
O estresse é algo inerente à condição humana e é parte de nossas vidas. Em situações de perigo ou ameaça nosso corpo libera adrenalina e cortisol. Esse aporte hormonal aumenta o fluxo sanguíneo para o músculos e para o cérebro. É uma reação natural do corpo e fundamental a nossa sobrevivência. É uma reação do corpo nos preparando para a luta ou fuga.

Os seres humanos primitivos viviam sob condições muito mais estressantes do que nós atualmente.
A sobrevivência sua e de seu grupo era constantemente colocada em risco. Eles tinham que caçar para sobreviver e eram obrigados a lutar ou fugir. As reações geradas pelo estresse eram uma fonte de energia. Isso lhes possibilitava sobreviver em um mundo selvagem em que viviam. A energia era imediatamente canalizada para a ação.
No mundo atual, a agressão é evidentemente mais verbal e é impossível lutar ou fugir de uma prova, entrevista ou reunião com seu chefe.

Estresse bom e ruim

O estresse bom é aquele caracterizado pelo “friozinho na barriga” que aumenta a nossa concentração. Nos prepara para a prova de um concurso, uma entrevista de emprego ou um encontro importante. Se não contássemos com estresse algum para enfrentar essas situações certamente teríamos sérios problemas.

O problema não é o estresse normal, e sim o excesso dele.
Quando dá um “branco” na hora de uma prova é porque o estresse está acentuado à ponto de gerar um bloqueio mental que nos paralisa.
O estresse ruim é também aquele que se prolonga, mesmo quando o momento estressante já passou. É também aquele em que a pessoa traz para o presente situações ruins e as revive continuamente. O estresse geralmente dura mais e é mais intenso (intimidação no trabalho, por exemplo). É aqui que a patologia se torna arraigada.

Danos causados pelo estresse ruim

O estresse ruim ou crônico traz prejuízos à saúde. Pode provocar insônia, baixa da resistência imunológica, dores de cabeça constantes, dificuldades de concentração, irritabilidade, hipertensão, depressão. Em casos mais graves, até mesmo síndrome do pânico.
Quando o estresse é acentuado e se prolonga por muito tempo o corpo padece. Os níveis hormonais permanecem elevados.

O estresse em fases

O estresse pode ser dividido em três fases de acordo com as respostas fisiológicas.

Fase de alarme

É aquela quando a pessoa se vê diante de uma situação difícil. Neste momento o corpo mobiliza recursos. A glicose é liberada, a respiração se acelera e a gordura começa a ser queimada em maior intensidade. Os batimentos cardíacos aumentam. As mãos ficam suadas. Os cinco sentidos ficam mais nítidos.
A produção de saliva diminui e a digestão é interrompida. Músculos e cérebro viram prioridade para o organismo.

Fase de resistência

Acontece quando nosso organismo tenta se reequilibrar e voltar ao estado original. Aqui há uma utilização muito grande de energia. Daí surgem alguns sintomas como cansaço, mal estar generalizado, tontura, formigamento nas extremidades e também problemas com a memória. Depois de certo tempo, e pela repetição continuada do processo, o organismo fica ligado de uma vez por todas. Essa é a principal característica da fase de resistência.

Fase de exaustão

Esta condição se caracteriza pelas defesas do organismo não terem conseguido trazer o organismo de volta ao estado normal após uma situação estressante. É geralmente nesta fase que as doenças começam a aparecer.
É uma forma que o corpo utiliza para comunicar algo muito importante. Ou seja, para avisar que não está conseguindo lidar com a carga estressante.
Há exaustão física e mental, insônia, ansiedade, irritabilidade, angústia e hipersensibilidade emotiva, entre outros sintomas e doenças.

estresse e doença periodontalQual a conexão entre estresse e doença periodontal?

Estresse e doença periodontal tem uma relação próxima, embora à primeira vista pareça não haver qualquer tipo de conexão.
Uma análise histórica apresenta evidências muito fortes dessa relação.
Os soldados de Alexandre, o Grande, sofriam de doença periodontal.
Esse foi um dos primeiros registros históricos a associar estresse e doença periodontal.
Um outro relatado pela história foram mais tarde os soldados na Primeira Guerra Mundial a padecer dessa doença.
Nessa época foi apelidada de “Doença das trincheiras”.

A doença periodontal é multifatorial e inflamatória. Na periodontite necrótica, o estresse é reconhecido como um importante fator de risco.

estresse e doença periodontal

Estresse é considerado um fator predisponente?

Estresse e doença periodontal guardam uma estreita relação. São duas as principais razões que explicam tal fato. Um deles é que o estresse desencadeia uma mudança de comportamento. O outro é a consequente diminuição da resposta imunológica.

A adoção de bons hábitos de higiene bucal dependem muito do estado de saúde mental do paciente. Tem sido relatado que distúrbios psicológicos podem levar os pacientes a negligenciarem a higiene bucal. O acúmulo resultante de placa acaba sendo prejudicial ao tecido periodontal.

O tônus da musculatura lisa dos vasos sanguíneos na gengiva pode ser alterado pelas emoções. Isso como consequência do sistema nervoso autônomo. O estresse contínuo gera uma constrição constante dos vasos sanguíneos podendo alterar o suprimento de oxigênio e nutrientes para os tecidos.

Tanto o aumento quanto a diminuição do fluxo salivar, decorrente de distúrbios emocionais, podem afetar adversamente o periodonto.
A angústia emocional também pode produzir alterações no pH da saliva e na composição química, como a secreção de IgA. Esses eventos mostram que a saúde periodontal é influenciada por mudanças salivares.

A influência de fatores diversos

Como descrito anteriormente, o estresse e seus mediadores bioquímicos podem modificar a resposta imunológica. Um sistema imune forte é a melhor arma contra a doença periodontal inflamatória. Sob estresse, a liberação de adrenalina e noradrenalina pode não apenas induzir uma diminuição no fluxo sanguíneo. Também podem influir negativamente na ação as células de defesa e seus mediadores sobre as bactérias relacionadas à doença. Os glicocorticoides, liberados durante o estresse, podem prolongar essa resposta vascular.

O bruxismo é também considerado um fator predisponente à doença periodontal como já noticiado aqui no blog Dentalis.

Também já se comprovou que pacientes com depressão tendem a se alimentar mal, a consumir mais álcool, cigarros e bebidas alcoólicas. Também se cuidam menos e negligenciam a higiene dental.
O descaso com a higiene dental aumenta a quantidade de biofilme e altera a sua composição.

Deficiências nutricionais também contribuem para redução da imunidade. O tabagismo é também um conhecido fator de risco para a doença periodontal.

Esses fatores uma vez somados aumentam consideravelmente o risco do desenvolvimento de uma periodontite. Todos são elementos que corroboram a relação entre estresse e doença periodontal.

Estresse diminui a eficiência do nosso sistema de defesa

O estresse age ativando o hipotálamo. Esse libera uma substância chamada CRF (fator de produção no córtex). O CRF é um mensageiro que estimula a glândula hipófise. A hipófise então produz o ACTH (hormônio adrenocorticotrófico). O principal alvo do ACTH são as glândulas suprarrenais. A partir desse estímulo as glândulas suprarrenais produzem o cortisol.
O cortisol é um hormônio fundamental na regulação do metabolismo da glicose, proteínas e lipídeos.
No fígado o ACTH age transformando o glicogênio em glicose. Essa glicose uma vez na corrente sanguínea fornece energia aos músculos para que a resposta instintiva de luta ou fuga aconteça.
Ao mesmo tempo as suprarrenais recebem diretamente do cérebro um outro estímulo. Um estímulo nervoso para a produção de adrenalina e noradrenalina. Ambas aumentam de sobremaneira a disposição e energia em todo o organismo.

Como lidar com o estresse?

Aos pacientes com estresse, devemos recomendar a busca por terapeutas especializados. Porém nossos pacientes não são os únicos a sofrer desse mal. Não podemos esquecer que a Odontologia é uma profissão muito estressante.
Adotar algumas das medidas simples e práticas a seguir pode reduzir o nível de estresse no dia a dia:

  • Praticar esportes rotineiramente. A atividade física libera a energia acumulada por situações estressantes;
  • Praticar ioga ou exercícios de meditação e relaxamento;
  • Buscar interações sociais, evitando o isolamento;
  • Parar ao menos 5 minutos por dia pra relaxar pode fazer toda a diferença.

O estresse excessivo é um sinal de alarme do nosso corpo. É importante estarmos atentos aos seus sinais.
O estresse na medida certa pode continuar sendo nosso amigo.
No entanto, se ignorarmos os sinais de alerta e não conseguirmos recuperar o equilíbrio interno, ele poderá rapidamente se tornar nosso pior inimigo. Saber controlar o estresse é sinal de inteligência emocional. Inteligência emocional é certamente o melhor remédio para quebrar o elo entre estresse e doença periodontal.

Fontes: Dental Tribune, Psicologias do Brasil, Conceito Zen, NCBI
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Bactéria causadora de doença periodontal pode ser um estopim para o Alzheimer

A exposição prolongada a bactérias da doença periodontal provoca inflamação e degeneração de neurônios cerebrais em camundongos que se mostra semelhante aos efeitos da doença de Alzheimer em humanos, de acordo com um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago.

Os resultados, publicados no PLoS ONE, sugerem que a doença periodontal, uma infecção de gengiva comum, mas evitável, pode ser um iniciador da doença de Alzheimer, que atualmente não tem tratamento ou cura.

“Outros estudos demonstraram uma estreita associação entre periodontite e comprometimento cognitivo, mas este é o primeiro estudo a mostrar que a exposição à bactéria periodontal resulta na formação de placas senis que aceleram o desenvolvimento da neuropatologia encontrada em pacientes com Alzheimer”, disse Dr. Keiko Watanabe, professor de periodontia na Faculdade de Odontologia da UIC e autor correspondente do estudo.

“Foi uma grande surpresa”, disse Watanabe. “Não esperávamos que o patógeno periodontal tivesse tanta influência sobre o cérebro, ou que os efeitos se assemelhasse tanto à doença de Alzheimer”.

Metodologia do estudo

Para estudar o impacto das bactérias na saúde do cérebro, Watanabe e seus colegas – incluindo o Dr. Vladimir Ilievski, professor assistente de pesquisa da UIC e coautor do artigo – estabeleceram um quadro de periodontite crônica, que é caracterizada por danos nos tecidos moles e perda óssea. cavidade bucal, em 10 camundongos do tipo selvagem. Outros 10 ratos serviram como grupo de controle. Após 22 semanas de aplicação oral repetida das bactérias ao grupo de estudo, os pesquisadores estudaram o tecido cerebral dos camundongos e compararam a saúde do cérebro.

Os pesquisadores descobriram que os ratos cronicamente expostos à bactéria tinham quantidades significativamente maiores de beta-amilóide acumulada – uma placa senil encontrada no tecido cerebral dos pacientes de Alzheimer. O grupo de estudo também teve mais inflamação cerebral e menos neurônios intactos devido à degeneração.

Esses achados foram ainda apoiados pela análise da proteína beta amilóide, e análise de RNA que mostrou maior expressão de genes associados à inflamação e degeneração no grupo de estudo. O DNA das bactérias periodontais também foi encontrado no tecido cerebral de camundongos no grupo de estudo, e uma proteína bacteriana foi observada dentro de seus neurônios.

Conclusão do estudo

“Nossos dados não apenas demonstram o movimento de bactérias da boca para o cérebro, mas também que a infecção crônica leva a efeitos neurais semelhantes aos da doença de Alzheimer”, disse Watanabe.

Os pesquisadores dizem que essas descobertas são poderosas, em parte porque usaram um modelo de rato do tipo selvagem; A maioria dos sistemas modelo utilizados para estudar a doença de Alzheimer baseiam-se em camundongos transgênicos, que foram geneticamente alterados para expressar mais fortemente os genes associados à placa senil e permitir o desenvolvimento de Alzheimer.

Estudo de qualidade e força

“Usando um modelo de camundongo do tipo selvagem adicionou força ao nosso estudo, porque estes ratos não foram preparados para desenvolver a doença, e o uso deste modelo dá peso adicional às nossas descobertas que as bactérias periodontais podem iniciar o desenvolvimento da doença de Alzheimer”, Watanabe. disse.

Os pesquisadores dizem que entender a causalidade e os fatores de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer é crítico para o desenvolvimento de tratamentos, particularmente quando se trata de doença esporádica ou tardia, que constitui mais de 95% dos casos e tem causas e mecanismos desconhecidos. .

Embora os resultados sejam significativos para a comunidade científica, Watanabe disse que há lições para todos.

Saúde bucal: Fundamental

“A higiene bucal é um importante preditor da doença, incluindo doenças que acontecem fora da boca”, disse ela. “As pessoas podem fazer muito por sua saúde pessoal levando a saúde bucal a sério”.

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Bruxismo pode agravar doença periodontal

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Okayama, no Japão, publicou um estudo que revela que o excesso de atividade dos músculos masséteres, normalmente utilizados na mastigação e para ranger os dentes, pode estar associado a doenças bucais, como a periodontite.

Já vários estudos tentaram estabelecer a relação entre a periodontite e a atividade dos músculos masséteres (que fazem com que a maxila se movimente), mas até agora ainda não tinha sido possível demonstrar a existência de uma relação direta. O estudo agora publicado mostra, no entanto, que o bruxismo pode estar relacionado com um agravamento da doença periodontal.

Metodologia

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores contaram com uma amostragem de 31 indivíduos, 16 dos quais sem periodontite ou com periodontite ligeira (grupo NMP) e 15 com casos de periodontite moderada ou severa (grupo MSP).

Além de terem que andar com um dispositivo para medir a atividade muscular, os indivíduos tiveram que manter um registro diário das suas atividades, especialmente as refeições.

Os resultados agora publicados mostram que “a atividade muscular dos masséteres pode estar relacionada com a gravidade da periodontite”, apesar de ainda não ser possível estabelecer uma relação causal direta entre os casos de bruxismo e o desenvolvimento de periodontite.

Mais detalhes sobre o estudo em questão pode ser acessado aqui.

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Doença periodontal e coronariana tem a mesma origem genética

A doença periodontal pode ter a mesma base genética que a doença coronariana. A conclusão é de um estudo realizado na Universidade de Berlim, na Alemanha, e apresentado no EuroPerio9, que se realizou nas últimas semanas em Amsterdã.

Gene VAMP8

Segundo o estudo, o gene VAMP8 é significativamente mais frequente em pacientes com doença coronária e periodontite do que em pacientes saudáveis, o que indica que este gene pode estar na base de ambas as patologias.

Conheça o estudo em detalhe aqui.

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