doenças periodontais

Dietas açucaradas e o impacto sobre a saúde periodontal

dietas açucaradas

O estudo de dados clínicos acumulados ao longo de 50 anos de dietas açucaradas e o impacto sobre a saúde periodontal. Esse é o tema sobre o qual se debruçaram pesquisadores do departamento de odontologia da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.

Dietas açucaradas – o estudo

O estudo revela que o consumo em excesso de carboidratos pode levar a uma hiperglicemia. Por consequência, pode assim contribuir para a inflamação do tecido periodontal.
Até hoje se acreditava que as bactérias seriam as principais responsáveis pela gengivite. Esse estudo revelou, no entanto, que dietas açucaradas têm um papel fundamental no desenvolvimento da doença periodontal.

No decorrer da pesquisa eliminou-se os açúcares refinados. Consumindo alimentos de uma dieta, composta basicamente por proteínas e gorduras, observou-se uma redução da gravidade da inflamação das gengivas. Isso num período de quatro semanas e sem higiene bucal.
Observou-se também que diabéticos do tipo 1 tendem a desenvolver resposta inflamatória mais precoce e mais elevada que os não diabéticos, uma vez expostos a bactérias.
Existem assim fortes indicativos de que a hiperglicemia esteja relacionada à doença periodontal.
Porém, não se tem ainda bem claro o mecanismo que possa explicar esse dado observacional.

Doenças periodontais – causas diversas

Doenças periodontais são ocasionadas por múltiplos fatores. O estudo em questão traz evidencias de que dietas açucaradas são uma importante causa.
Sendo assim, a odontologia poderá passar a recomendar dietas com pouco carboidrato num futuro próximo.
Até hoje os dentistas vêm orientando seus pacientes apenas a melhorar a higiene bucal no tratamento de doenças periodontais.
Isso pode explicar porque nem todos os pacientes acabam respondendo adequadamente ao tratamento.

Resumindo

No final das contas uma dieta com pouco carboidrato pode trazer benefício não apenas para os dentes.
Doenças como diabetes, cardiovasculares e obesidade seriam também positivamente beneficiadas. Conheça aqui detalhes de uma dieta saudável para as gengivas.

Fonte: Journal of Oral Microbiology
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Artrite reumatoide e doenças periodontais, tem relação?

diagrama sobre a artriteAo que parece, sim. Vários estudos já demonstraram a ligação entre as duas doenças e uma investigação publicada em 2015 na revista científica Journal of Clinical Rheumatology mostrou que existiam bactérias da gengiva nos exames da artrite reumatoide e da osteoartrite de alguns pacientes.

Além disso, de acordo com o site Everyday Health, as pessoas que sofrem de artrite reumatoide têm mais probabilidade de desenvolver doenças periodontais do que aquelas que não sofrem da doença. Os pesquisadores ainda não sabem explicar muito bem de que maneira é que as duas doenças se relacionam, mas ambas têm a inflamação como ponto em comum, o que pode explicar essa conexão.

Tratamentos periodontais: trazem melhora a pacientes com artrite reumatoide

Um estudo publicado pela Universidade Case Western, nos EUA, já demonstrou que várias pessoas com artrite reumatoide que se submeteram a tratamentos periodontais viram alguns dos seus sintomas e a dor associados à artrite reumatoide apresentarem melhora.

Além disso, “as pessoas que têm doenças da gengiva e artrite reumatoide devem ser tratados por uma equipa consultório que inclui um periodontologista. Escovar os dentes e usar o fio dental pode ser difícil para as pessoas com artrite reumatoide e por isso estas pessoas devem trabalhar em conjunto com os seus médicos para ver o que funciona melhor para elas”, comenta Terrance Griffin, pesquisador do departamento de Periodontologia da Universidade de Tufts, nos EUA.

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Doença periodontal e mal de Alzheimer podem estar conectados

raio x sobre alzheimerPessoas com higiene oral deficitária ou doença periodontal podem apresentar maior risco de desenvolver mal de Alzheimer, de acordo com um estudo publicado online no Journal of Alzheimer’s Disease.

Os pesquisadores da Escola de Medicina e Odontologia na University of Central Lancashire (UCLan) na Inglaterra, orientados pelos Drs. StJohn Crean e Sim K. Singhrao examinaram amostras de tecido cerebral doadas por 10 pacientes sem demência e 10 pacientes com demência. Eles observaram lipopolissacarídeos, substância preventiva, (superfície da bactéria) de bactérias da doença periodontal na amostra de quatro das pessoas com demência e nenhum nas pessoas que não apresentavam demência. As bactérias podem entrar na corrente sanguínea através de atividades diárias, como comer, mastigar e escovar os dentes. Uma vez na corrente sanguínea, as bactérias podem ser transportadas para outras partes do corpo.

Bactérias: da boca para o cérebro

Os pesquisadores acham que quando as bactérias atingem o cérebro, elas podem desencadear uma resposta do sistema imune (como fazem na boca), matando as células cerebrais. Esta resposta imune poderia ser um mecanismo que leva a alterações no cérebro, o que é típico no mal de Alzheimer. Poderia estar ligado à causa de sintomas como confusão e memória deteriorada.

“Esta nova pesquisa indica uma possível associação entre doença periodontal e indivíduos que possam ser susceptíveis ao desenvolvimento de mal de Alzheimer, se expostos ao gatilho apropriado afirmou o Dr. Crean, que é o reitor da Escola de Medicina e Odontologia. “A pesquisa atualmente em andamento na UCLan tem um papel ativo na exploração desta ligação, mas ainda resta ser comprovado se uma higiene deficitária ruim pode levar à demência em pessoas saudáveis, o que obviamente poderia ter implicações significativas para a população como um todo. Também é provável que estas bactérias possam piorar a condição da doença existente.

O risco do Inflammaging

Em geral, o corpo do idoso sofre uma inflamação branda e sistêmica, muitas vezes sem sintomas. É o que os especialistas chamam de inflammaging (palavra em inglês que mescla “inflamação” e “envelhecer”). Esse processo, junto a uma baixa natural na imunidade, torna o indivíduo mais suscetível a infecções, entre elas as que acometem os arredores da gengiva.
Se houver uma rotina precária de escovação, portanto, os dentes estão com os dias contados.

Necessidade de mais pesquisas

Este foi um pequeno estudo que examinou amostras de tecido cerebral de apenas 20 pessoas. Por conta disso, a associação entre mal de Alzheimer e doença periodontal neste estudo poderia ter ocorrido ao acaso. Também é possível que as pessoas com mal de Alzheimer tenham uma higiene oral pior do que as pessoas sem demência. Portanto, as bactérias no tecido cerebral podem ser o resultado do mal de Alzheimer, e não a causa. São necessárias mais pesquisas para determinar se a presença ou não de doença periodontal aumenta o risco de desenvolver mal de Alzheimer.

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