durabilidade

Endocoroas – estudo avalia durabilidade e taxa de sucesso

endocoroas

Endocoroas são uma alternativa para reconstrução do elemento dentário tratado endodonticamente.

Compreende totalmente a coroa dentária visando a ancoragem e adesivagem na cavidade central da câmara pulpar.

Elimina-se assim a necessidade da utilização de pinos radiculares.

É uma coroa dental sem pino e núcleo. Possibilita o restabelecimento das características estéticas da estrutura dentária e a retenção adesiva. E sem sacrifício da estrutura dentária sadia.

Apresenta ótima relação entre custo e tempo operatório. Assim como também o aumento da resistência do material restaurador, devido à maior espessura obtida.

As endocoroas podem ser uma ótima opção uma opção para a restauração de dentes como abordagem alternativa.
Porém, sua taxa de sucesso ainda é ligeiramente inferior ao das coroas convencionais.

Neste trabalho recente, o pesquisador realizou uma revisão onde buscou avaliar se as endocoroas podem ser uma boa opção. E também em que situações podem ser consideradas, bem como a sua durabilidade.

Endocoroas – resultados do estudo prospectivo

Os resultados do estudo indicaram taxa de sucesso de 77,7% para as endocoroas e de 94% para as coroas convencionais.
Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas estimativas de durabilidade ou de sucesso entre as diferentes opções de restauração avaliadas.

Endocoroas – quando optar por elas

As coroas convencionais apresentam um melhor desempenho geral do que as endocoroas.
Porém, elas devem ser consideradas quando os pacientes apresentem dentes muito destruídos. Naquelas situações em que prefeririam evitar o alongamento da coroa ou o tratamento ortodôntico, para criar férula, para uma restauração coronal previsível com um poste, núcleo e uma coroa.

São sensíveis às técnicas porque a retenção é altamente dependente da ligação.
São principalmente indicadas em molares com grandes câmaras de polpa.

Alternativa simples

A opção por endocoroas pode ser uma alternativa simples. Isso porque elas conservam a estrutura dentária. Além disso, são fáceis de construir e eficientes ao longo do tempo.

Concluindo

Se as endocoroas forem utilizadas seletivamente, podem ser uma alternativa conservadora e rentável às restaurações convencionais. Além disso, apresentam um tempo de durabilidade aceitável.
Porém, ressalta o autor da pesquisa, mais estudos são necessários. Isso para que tenhamos mais certezas baseadas em evidências clínicas.

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Fontes: UFRGS, Journal of Prostetic Dentistry
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A durabilidade das restaurações diretas de resina composta

resina composta
As restaurações diretas de resina composta podem ser consideradas um exemplo de biomaterial de sucesso, capaz de substituir tecido biológico dental, tanto pela funcionalidade quanto pela estética. Esses materiais foram utilizados diariamente na odontologia restaurativa por vários anos e são, por recomendação, os “preferidos” para o tratamento reconstrutivo de dentes posteriores. Todavia, os compostos como os utilizados hoje são bastante diferentes de quando foram introduzidos na odontologia conservadora: suas composições mudaram e melhoraram muito com o tempo.
 
Inicialmente, as resinas compostas podiam estar sujeitas a desgaste, descoloração e alta incidência de fratura. Além disso, não era infrequente observar cáries secundárias e sintomas pós-operatórios em dentes tratados com resina composta. Alguns dos problemas inicialmente observados foram resolvidos com o aumento do enchimento dentro da resina composta. Mediante redução da dimensão das partículas, otimizando sua distribuição e morfologia, e melhorando o tratamento superficial das resinas, foi possível fabricar materiais com melhores capacidades mecânicas, resistência ao desgaste maior, estética melhor e polimento mais simples.
 
Os compostos de última geração são nanopreenchidos ou nano-híbridos, com preenchimentos internos compostos por materiais como quartzo, sílica coloidal, cristais de sílica contendo bário, estrôncio, zircônia e resinas pré-polimerizadas.
 
Embora o melhoramento dos componentes de preenchimento tenha tido um impacto fundamental na qualidade da resina, também com o tempo foi melhorada a composição da matriz resinosa. As atuais resinas compostas são constituídas por monômeros de dimetacrilato, especialmente bisfenol A-glicidil metacrilato (BisGMA), bisfenol etoxilado A-glicidil metacrilato (BisEMA), trietilenoglicol dimetacrilato (TEGDMA) e/ou uretano dimetacrilato (UDMA). O desenvolvimento de pesquisas em combinações com diversos monômeros ou monômeros alternativos levou ao desenvolvimento de compostos com uma contração menor de polimerização, além de um consequente estresse menor.
 
Esses compostos, associados a sistemas adesivos hidrofílicos, proporcionaram uma adesão melhor da dentina, com consequente redução de sintomas pós-operatórios e aumento da força adesiva ao dente restaurado. Mais recentemente, a adição de grupos ácidos dentro da estrutura monomérica conduziu à produção de materiais capazes de aderir autonomamente à estrutura dental.
 
Além disso, modificando a mistura de monômeros com moléculas fotoativadoras foram desenvolvidos os compostos bulk, ou seja, resinas com profundidade maior de polimerização. Apesar dos grandes melhoramentos técnicos observados na produção de resinas compostas, esses materiais continuam apresentando como ponto fraco a longevidade das restaurações. Tais problemas – por exemplo, formação de desníveis, descolorações marginais, surgimento de fraturas ou cáries secundárias – impulsionaram fortemente outro desenvolvimento dos materiais de restauração e dos adesivos.
 
Em linha geral, a pesquisa deveria ser voltada ao desenvolvimento de soluções com adesão melhor aos tecidos da dentina, capacidades mecânicas aumentadas, facilidade de utilização e duração maior.  
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