dúvida

Molécula presente na saliva humana é resposta a uma grande dúvida

Um estudo publicado no The FASEB Journal investiga o fato misterioso de que as feridas na cavidade bucal se curam mais rapidamente e com mais eficiência do que as aquelas localizadas em outros lugares do corpo humano. Até agora, se pensava que a saliva desempenhava um papel no processo de cicatrização de ferimentos, embora a extensão de seu papel fosse desconhecida. O estudo examinou os efeitos do peptídeo salivar histamina-1 na angiogênese (formação de vasos sanguíneos), que é fundamental para a eficiência da cicatrização de feridas. Os pesquisadores descobriram que a histamina-1 promove a angiogênese, bem como adesão celular e migração.

“Essas descobertas abrem novas perspectivas para entender melhor a biologia subjacente às diferenças entre a cicatrização oral e cutânea”, disse Vicente A. Torres, Ph.D., professor associado do Instituto de Pesquisa em Odontologia da Faculdade de Odontologia da Universidade do Chile em Santiago. “Acreditamos que o estudo poderia ajudar na concepção de melhores abordagens para melhorar a cicatrização de feridas em outros tecidos além da boca.”

Metodologia do estudo

O estudo envolveu experimentos em três níveis: (1) células endoteliais, ou formadoras de vasos sanguíneos, em cultura, (2) embriões de galinha como modelos animais, e (3) amostras de saliva obtidas de doadores saudáveis. Usando estes três modelos, histamina-1 e saliva foram combinados para aumentar a formação de vasos sanguíneos. Os pesquisadores agora estão dando o próximo passo nesta linha de estudo – usando essas moléculas para gerar materiais e implantes para ajudar na cicatrização de feridas.

Avanço terapêutico à vista

“Os evidentes resultados do presente estudo abrem uma ampla caminho para um avanço terapêutico. Eles também trazem à mente o possível significado de animais, e muitas vezes crianças, ‘lambendo suas feridas'”, disse Thoru Pederson, Ph.D., Editor- chefe do The FASEB Journal.​

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Retirada dos dentes do siso na ausência de dor: sim ou não?

Você deve sugerir a retirada dos dentes do siso mesmo se eles não estiverem causando dor ao paciente?

Há muita polêmica sobre este assunto, e mesmo os dentistas não conseguem chegar a um consenso.

Por isso, o Dr. Hossein Ghaeminia, cirurgião bucal e maxilofacial da Universidade de Radboud (Holanda), decidiu adotar uma abordagem alternativa e verificar quais são os riscos de complicações ao se remover um dente do siso.

A ideia era verificar se a abordagem “extrair para evitar eventuais complicações futuras” não estaria trocando o duvidoso pelo certo, ou seja, um dano imediato em troca de um problema que poderia nunca ocorrer.

Análise caso a caso

O Dr. Ghaeminia começou realizando uma revisão sistemática do que já foi pesquisado neste campo, isto é, verificando todas as publicações científicas sobre o assunto. Como não encontrou provas suficientes para chegar a uma conclusão, ele realizou seus próprios experimentos.

A conclusão geral é não há uma resposta definitiva para a pergunta “Devo extrair meus dentes do siso que não causam dor” porque cada paciente deve ser considerado individualmente – o que pode causar complicações para um paciente não necessariamente irá incomodar outro.

“Por um lado, a intervenção cirúrgica é acompanhada por um risco de complicações, como infecções e danos ao nervo sensorial dos lábios e do queixo. Por outro lado, deixar um dente do siso sem problema no lugar pode, eventualmente, levar a mais danos aos dentes vizinhos,” explicou Ghaeminia.

Água filtrada para evitar infecções

Em termos estatísticos, a complicação mais frequente após a remoção de dentes do siso é a infecção. Ghaeminia então examinou quais fatores contribuem para o risco de infecção: “Pessoas com 26 anos ou mais e mulheres correm maior risco de infecção, mas fumar também parece ser um fator de risco”.

Ele também analisou se a infecção poderia ser prevenida simplesmente lavando a cavidade que continha o dente com água pura, como alguns dentistas alegam. De fato, ele comprovou a eficácia da medida.

“Em comparação com outras opções, como antibióticos, enxaguar com água filtrada é uma maneira relativamente barata e simples de prevenir a infecção após a remoção do dente. Os pacientes também podem fazer isso em casa,” recomendou Ghaeminia.

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