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A relação entre o consumo de vitamina D e o esmalte dental

vitamina D e o esmalte dental

O consumo de vitamina D e o esmalte dental ao que parece estão relacionados. Isso porque um estudo recente demonstrou que a vitamina D pode ter efeito sobre a formação do esmalte dental.

Nesse estudo observou-se que a suplementação de altas doses de vitamina D nos últimos três meses de gestação apresentou um forte impacto sobre o esmalte dental.  Essa suplementação reduziu em 50% a ocorrência de anomalias no esmalte dos dentes decíduos e definitivos dos filhos das gestantes até aos seis anos. Ou seja, o estudo sugere a existência de um forte vínculo entre os níveis de vitamina D e o esmalte dental.

Essa relação entre o consumo de vitamina D e o esmalte dental foi estabelecida tomando por base uma comparação com uma outra com níveis reduzidos de suplementação da vitamina.
O estudo, contudo, não revelou qualquer alteração na incidência de cárie dentária por parte da vitamina D.

Essas anomalias dizem respeito à quebra do esmalte, opacidade nos molares, entre outros problemas dentários. Problemas esses frequentes em todo o mundo, e que afetam quase 40% das crianças em idade escolar.

Vitamina D e o esmalte dental

A falta de um esmalte resistente traz consequências como dor de dentes, sensibilidade ao ingerir alimentos ou bebidas quentes ou frias. Além disso também pode favorecer o aparecimento e progressão de cáries. Muitas das vezes tal condição pode resultar em aumento da necessidade de extrações dentárias. Aqui no Dentalis já publicamos um artigo que questiona a possibilidade de regeneração do esmalte dental. Clique aqui para acessar esse texto.

O estudo

O estudo em questão contou com 623 participantes, mulheres com 24 semanas de gravidez que receberam 2400 UI de vitamina D desde o início do ensaio até uma semana após o parto. Outro grupo recebeu apenas a suplementação padrão de 400 UI ao dia.

Nesse estudo, 588 crianças, filhas das participantes, também foram acompanhadas.
Aos seis anos de idade, os dentes das crianças foram examinados em 84% dos casos. Atingindo assim um total de 496 crianças.

Observou-se que o risco de defeitos no esmalte foi diminuído em 50%.
Isso tanto para os dentes de leite como nos dentes permanentes.
Não se verificou, no entanto, qualquer alteração no risco de cárie.

Para evitar qualquer viés na composição dos grupos, foram também considerados outros hábitos de higiene bucal.
Hábitos de higiene como a frequência na escovação dos dentes, utilização de pastas com flúor e uso do fio dental.

As diferenças nos hábitos de higiene e seu consequente impacto sobre a prevalência de defeitos no esmalte nos dois grupos foi descartado.

Isso através da análise de eventuais fatores de confusão.
Observou-se pelos resultados que hábitos de estilo de vida, como os acima citados, estavam presentes de forma igual em ambos os grupos.

A exposição à luz solar é fator determinante para garantir a presença de níveis adequados de vitamina D no organismo. Os pacientes em ambos os grupos foram expostos a luz solar em níveis semelhantes.

vitamina D e o esmalte dental

Riscos associado ao consumo em excesso de vitamina D

Inúmeras pesquisas têm mostrado que a vitamina D é mais importante para a nossa saúde do que se pensava. Níveis adequados de vitamina D são essenciais para um envelhecimento saudável.

Mas há uma ressalva: para elevar seus níveis de vitamina D, preferencialmente tomando Sol moderadamente, é importante não esquecer do magnésio.

Uma revisão publicada pela Associação Osteopática Norte-Americana mostra que a vitamina D não pode ser metabolizada sem níveis suficientes de magnésio, o que significa que a vitamina D permanece armazenada e inativa em até 50% das pessoas.

Riscos dos suplementos de vitamina D

“As pessoas estão tomando suplementos de vitamina D, mas não percebem como ele é metabolizado. Sem magnésio, a vitamina D [na forma de suplementos] não é realmente útil ou segura,” explicam os pesquisadores Anne Marie Uwitonze e Mohammed Razzaque em um artigo publicado no The Journal of the American Osteopathic Association.

Razzaque acrescenta que o consumo de suplementos de vitamina D pode aumentar os níveis de cálcio e fosfato de uma pessoa, mesmo que ela permaneça deficiente em vitamina D. O problema é que as pessoas podem sofrer de calcificação vascular se seus níveis de magnésio não forem suficientemente altos para prevenir a complicação.

Magnésio

O magnésio é o quarto mineral mais abundante no corpo humano, depois do cálcio, potássio e sódio.

A média diária recomendada de ingestão de magnésio é de 420 mg para homens e 320 mg para mulheres.

Os alimentos com alto teor de magnésio incluem amêndoas, bananas, feijão, brócolis, arroz integral, castanha de caju, gema de ovo, óleo de peixe, linhaça, vegetais verdes, leite, cogumelos, nozes, aveia, sementes de abóbora, sementes de gergelim, soja, sementes de girassol, milho, tofu e grãos integrais.

O consumo de magnésio de alimentos naturais diminuiu nas últimas décadas, devido à agricultura industrializada e mudanças nos hábitos alimentares. Os níveis de magnésio são baixos em populações que consomem alimentos processados, que se baseiam mais em grãos refinados, gorduras, fosfatos e açúcar.

Falta de magnésio e vitamina D

Pacientes com níveis ótimos de magnésio exigem menos suplementação de vitamina D para atingir níveis suficientes do composto no organismo. O magnésio também reduz a osteoporose. Ele ajuda a mitigar o risco de fraturas ósseas. Fraturas que podem ser atribuídas a níveis baixos de vitamina D. Conforme destacam os pesquisadores.

A deficiência em qualquer um desses nutrientes – magnésio e vitamina D – está associada a vários distúrbios, incluindo deformidades esqueléticas, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.

Concluindo

As evidências apontam para a estreita relação entre a vitamina D e o esmalte dental e sua formação. Quando houver necessidade de suplementação de vitamina D, deve-se tomar todo o cuidado com os níveis do mineral magnésio.

Fonte: Jama Network
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Consumo de álcool pode alterar equilíbrio da flora bacteriana bucal

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade New York identificaram que o consumo de álcool afeta o microbioma oral.
Nesse estudo descobriram que homens e mulheres que beberam uma ou mais bebidas alcoólicas por dia tinham uma superabundância de bactérias bucais associadas com doença periodontal, alguns tipos de câncer e doenças do coração.
“Nosso estudo oferece evidências claras de que beber é ruim para manter um equilíbrio saudável de micróbios na boca e poderia ajudar a explicar por que beber, gostar de fumar, leva a mudanças bacterianas ligadas ao câncer e doença crônica”, disse a pesquisadora sênior do estudo, Dra. Jiyoung Ahn, diretora associada de Ciências da População no Centro de Câncer Perlmutter da NYU Langone Health.

De acordo com Ahn, estima-se que cerca de 10 por cento dos adultos são bebedores inveterados, o que os especialistas definem como o consumo de uma ou mais bebidas por dia para as mulheres e dois ou mais drinques por dia para homens. A pesquisador acredita que o estudo da sua equipe oferece evidências de que o reequilíbrio de alguns dos 700 tipos de bactérias da cavidade bucal poderiam reverter ou prevenir alguns problemas de saúde ligados ao consumo de bebidas.

Dos numerosos estudos sobre o álcool e seus efeitos, esta é a primeira pesquisa de seu tipo que compara os níveis de consumo e seus efeitos sobre todas as bactérias bucais, de acordo com os autores do estudo.

Metodologia do estudo

O estudo envolveu 1.044 participantes na sua maioria brancos entre as idades de 55 e 87 anos inscritos em um ou dois ensaios nacionais de câncer, e que eram saudáveis no momento da adesão. Utilizando amostras de lavagem oral de seu microbioma oral, juntamente com informações detalhadas sobre o seu consumo de álcool, testes laboratoriais foram usados para classificar e quantificar as bactérias bucais entre os 270 não bebedores, os 614 não bebedores moderados e 160 bebedores inveterados. Os resultados foram plotados em gráficos para determinar a abundância de gêneros de bactérias em comparação com os bebedores e os não bebedores.

Segundo os pesquisadores, uma possível explicação para o microbioma dos bebedores relacionados com os desequilíbrios, pode ser que ácidos em bebidas alcoólicas tornam o ambiente bucal hostil para algumas bactérias. Outra razão pode ser o acúmulo de subprodutos nocivos a partir da quebra de álcool, incluindo produtos químicos chamados acetaldeídos, que juntamente com toxinas nocivas de fumo de tabaco na boca, são produzidas por bactérias, tais como Neisseria.

Quanto aos resultados, Ahn disse que, embora o seu estudo fosse grande o suficiente para capturar as diferenças em bactérias entre bebedores e não bebedores, mais participantes seriam necessários para avaliar qualquer diferença de microbioma entre aqueles que consumiram apenas vinho, cerveja ou licor. O próximo passo da equipe é estabelecer os mecanismos biológicos dos efeitos do álcool sobre o microbioma oral.

O estudo, intitulado “Beber álcool está associado com variação do microbioma oral humano em um amplo estudo de adultos americanos”, foi publicado em 24 de abril de 2018, em Microbiome.

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Estudo determinará os efeitos do cigarro eletrônico sobre a saúde bucal

cigarro eletronicoEmbora os cigarros eletrônicos (aparelhos alimentados por bateria que geralmente liberam nicotina em forma de aerossol) tenham avançado nas quotas de mercado nos últimos anos, a segurança na emissão das misturas do aerossol desses aparelhos permanece ainda desconhecida. Atualmente, pesquisadores de Nova Iorque receberam uma bolsa para determinar, pela primeira vez, os efeitos adversos que os cigarros eletrônicos podem causar à saúde bucal.

“Baseado num conjunto de dados da nossa pesquisa anterior, nós supomos que as misturas do aerossol interrompe o microambiente da cavidade bucal, aumentando a vulnerabilidade à doença periodontal”, disse o Dr. Deepak Saxena da Faculdade de Odontologia da Universidade de New York, que ganhou uma bolsa de quatro anos no valor de US$ 1.6 milhão do National Institute of Dental and Craniofacial Research (NIDCR).

Metodologia do Estudo

“O fumo é o maior fator de risco para doença periodontal, supressão imunológica, e enfraquecimento do tecido mole e função da célula óssea”, acrescentou a co-pesquisadora Dra. Xin Li. “O estudo prospectivo que propusemos ao NIDCR envolve a inscrição de 120 indivíduos, sendo 40 não fumantes, 40 que fumam cigarros regularmente e que não fazem uso do eletrônico, e 40 indivíduos que utilizam exclusivamente cigarros eletrônicos, e o estudo do efeito do aerossol dos cigarros elétricos na saúde periodontal”.
Os pesquisadores recrutarão e estratificarão membros do grupo do cigarro eletrônico por tipo de cigarro disponível e número de filtros que eles consomem por semana. Amostras da saliva e placa subgengival serão coletadas de todos os participantes de modo padronizado e também após seis meses. Após a segunda coleta será feita uma comparação das amostras padronizadas para determinar se ocorreu alguma disbiose no microbioma bucal. Exames bucais serão feitos nos dois momentos.
 
“Para determinar que mecanismo que o aerossol dos cigarros elétricos afeta a saúde bucal, nós criaremos um novo modelo em 3-D de tecido epigengival para imitar o microambiente bucal”, explicou Li.
 
A bolsa recebida pelos Drs. Saxena e Li é uma das sete premiadas do NIDCR para promover e avançar o conhecimento de como as misturas do aerossol emitidas por cigarros eletrônicos afetam a cavidade bucal.
 
De acordo com as estatísticas de 2014 publicada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), 12.6 por cento dos adultos nos EUA experimentaram um cigarro eletrônico e, atualmente, cerca de 3.7 por cento o utilizam.
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Uso contínuo do Paracetamol pode trazer prejuízos à função cognitiva

paracetamol
Se o seu paciente é uma daquelas pessoas que costuma tomar Paracetamol para absolutamente qualquer tipo de dor, independentemente de sua intensidade, uma nova pesquisa traz informações que poderão convencê-lo a mudar de ideia.
 
Segundo estudo conduzido pela Universidade de Toronto, no Canadá, a ingestão do Paracetamol e de outros medicamentos que o tenham como parte de seu princípio ativo pode prejudicar a capacidade do indivíduo de identificar erros e tomar decisões.
 
O mais preocupante, apontam os cientistas, é que o efeito colateral da substância dificilmente é percebido pelos pacientes, o que pode levar a uma falsa sensação de normalidade.
 
Vale lembrar que, apesar de este ser o primeiro estudo a apontar disfunções cognitivas decorrentes do uso do remédio, outras pesquisas já constataram que doses excessivas dele podem causar danos ao fígado.

Experimento com Paracetamol

Para checar os efeitos do paracetamol, os pesquisadores conduziram um experimento com 62 voluntários. Metade do grupo ingeriu 1.000 miligramas (dose normal máxima recomendada) do medicamento, enquanto o restante tomou apenas um placebo.
Enquanto eram monitorados por um eletrocefalograma, todos os participantes foram orientados a realizar a seguinte tarefa: apertar um botão sempre que a letra F aparecesse em uma tela. Caso o painel mostrasse a letra E, eles não deveriam pressioná-lo.
 
O resultado foi surpreendente. O grupo ao qual a substância foi ministrada não apenas apertou mais vezes o botão diante da letra E, como também deixou passar em branco uma série de letras F.
 
O estudo, publicado no Journal Social Cognitive and Affective Neuroscience, sugere que a droga tem mais efeitos do que simplesmente combater a dor e pode ter consequências inesperadas na rotina do paciente.
 
A pesquisa utilizou um número pequeno de usuários e novos estudos certamente serão realizados para que se possa transformar o que hoje é uma suspeita em certeza, aplicando-se o rigor da metologia científica.
 
De forma prática, o que hoje já sabemos é que o uso por tempo limitado do Paracetamol seguindo as posologias usuais – como acontece na odontologia – não apresenta riscos para o fígado do paciente (a não ser em casos de comprometimento prévio desse órgão), e muito provavelmente também não trará riscos para a saúde cognitiva do indivíduo como o trabalho científico demonstrou.
 
Esse estudo pode ser acessado neste endereço.
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