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Dicas para escolha da autoclave ideal

Charles Chamberland (1851 – 1908) foi um químico associado a Louis Pasteur, inventor dos primeiros filtros de porcelana e da autoclave, foi coautor das primeiras vacinas contra o antraz e a raiva.

Biografia

Nascido em Jura leste da França as margem norte do rio Rhone, perto da fronteira da França e da Suíça (cordilheira francesa). Chamberland era bastante ligado à sua terra natal, sua amabilidade era aliada a uma grande inventividade e independência.

Além dos filtros de porcelana que permitiam a filtragem dos microrganismos e da autoclave que equipa todos os laboratórios, consultórios odontológicos e hospitais também criou as caixas de madeira industriais, para o transporte de vacinas.

Chamberland foi um pesquisador dedicado e foi nomeado vice-diretor do laboratório de Pasteur. Em 1879, apresenta sua tese em física com o trabalho intitulado “Investigação sobre a origem e o desenvolvimento de organismos microscópicos.” Continuou a se aprofundar sobre o assunto o que lhe deu legitimidade para concluir suas experiências sobre os meios de cultura esterilizados. Foi com estes trabalhos e esforços concretos sobre a fabricação de um aparelho de esterilização, a autoclave que Chamberland utilizou o princípio da esterilização de vapor saturado que é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico.

O que é uma autoclave?

Autoclave é um aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor, sob pressão. A esterilização em vapor saturado é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico. Neste tipo de esterilização os microrganismos são destruídos pela ação combinada da temperatura, pressão e umidade que promovem a termo coagulação e a desnaturação das proteínas da estrutura celular. Esterilização é um conceito absoluto, ou seja: ou um material está esterilizado ou não está. Portanto não se pode afirmar que uma autoclave esteriliza “melhor” do que outra. O que pode diferenciar é o tipo do uso pretendido, a escolha do equipamento deve ser baseada nesse requisito.

Autoclavagem

A autoclavagem é um tratamento térmico bastante utilizado no ambiente hospitalar e que consiste em manter o material contaminado a uma temperatura elevada, através do contato com vapor de água, durante um período de tempo suficiente para destruir todos os agentes patogênicos.

O processo inclui ciclos de compressão e de descompressão de forma a facilitar o contato entre o vapor e os materiais contaminados. Os valores usuais de pressão são da ordem de 3 a 3,5 bar e a temperatura atinge 135°C. Tendo a vantagem de ser relativamente simples e poder ser utilizada para esterilizar diversos tipos de materiais hospitalares. A monitorização mais confiável é a biológica que é feita com microrganismos tecnicamente preparados para demonstrar a esterilização. São preparações padronizadas de esporos de Bacillus stearothermophilis numa concentração de 106, comprovadamente resistentes e específicos para o processo de esterilização por vapor saturado. A ANVISA recomenda o uso semanal dos indicadores biológicos.

Importante salientar que para o correto funcionamento do equipamento é necessária a correta manutenção preventiva.

A esterilização deve ir além de um processo exigido pelos Órgãos Sanitários, é uma questão de saúde e responsabilidade de quem trata desse processo. Pois uma esterilização eficaz pode salvar vidas.

A autoclave é uma ferramenta essencial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais nas clínicas odontológicas através da esterilização dos instrumentos utilizados pelo dentista.
Dada a sua importância no trabalho diário dos profissionais, torna-se indispensável saber qual é o melhor tipo de autoclave e que aspectos devem ser levados em consideração na sua escolha.

Funcionamento da autoclave

A principal função da autoclave é eliminar os microrganismos e esporos depositados nos instrumentos odontológicos, coagulando as suas proteínas e evitando, assim, a transmissão de qualquer tipo de infecção. As autoclaves são utilizadas para a limpeza diária dos instrumentos utilizados pelos dentistas, como pinças ou sondas.

A autoclave é um recipiente metálico de paredes espessas e fecho hermético, que permite a esterilização a alta pressão, assegurando a máxima desinfecção de todos os materiais clínicos.

Tipos de autoclave

Existem diferentes modelos de autoclave, classificados segundo o tipo de instrumentos que se pretende esterilizar.

Autoclaves de classe N

Estas autoclaves de pequenas dimensões são utilizadas para limpeza de instrumentos simples e planos, como os bisturis.

Não são as mais recomendadas para a atividade odontológica, pois a sua ação é insuficiente quando se trata de utensílios que possuem orifícios ou cânulas, materiais têxteis, cargas porosas ou instrumentos embalados.

Autoclaves de classe S

Os aparelhos deste tipo realizam um trabalho de esterilização mais completo do que os modelos da classe N, mas não são muito eficazes na limpeza de materiais têxteis. Por este motivo, não são indicados na higiene dos instrumentos utilizados na odontologia.

Autoclaves de classe B

Estes modelos de elevado desempenho são adequados para esterilizar quaisquer tipos de instrumentos odontológicos: materiais embalados, têxteis, utensílios com cânulas e orifícios ou cargas porosas. A Norma Europeia 13060 indica que as autoclaves de classe B são as mais recomendadas para as clínicas odontológicas.

Agora que já sabemos qual é o melhor tipo de autoclave para os dentistas, explicaremos que aspectos devem ser considerados ao escolher entre os diferentes modelos de classe B comercializados no mercado.

Dicas para escolha da melhor autoclave da classe B

Para escolher a melhor autoclave, devemos levar em conta alguns aspectos relevantes:

  • Garantia: importante que a autoclave disponha de garantia e serviço técnico eficiente e próximo, a fim de resolver rapidamente qualquer falha no seu funcionamento. Este dispositivo é utilizado diariamente em consultórios odontológicos, pelo que um defeito constituiria um grande inconveniente para o dia a dia de trabalho desenvolvido na clínica ou consultório. Por este motivo, é aconselhável ter sempre um modelo reserva para eventual substituição.
  • Capacidade: As autoclaves são fabricadas com diferentes capacidades, que variam entre 8 e 24 litros. A escolha dependerá do número de instrumentos que se pretende esterilizar. Como alternativa a uma autoclave grande é possível optar por duas autoclaves pequenas para realizar ciclos simultâneos de esterilização.
  • Tempo de secagem: Escolher autoclaves que permitam ciclos rápidos de limpeza e secagem é o mais aconselhável. Além disso, os modelos de autoclaves de última geração adaptam os seus tempos de atividade à capacidade da carga, o que reduz a duração do ciclo, aumenta a vida útil dos instrumentos e otimiza o consumo de energia.
  • Acessórios: As melhores autoclaves têm normalmente acessórios integrados, como funções de rastreabilidade e, inclusive, ligação sem fios para a supervisão remota do aparelho. Também são comercializadas com acessórios independentes que podem ser adaptados à autoclave e que são de grande utilidade, como desmineralizadores.
  • Limpeza: Os modelos de autoclave mais avançados contam com um sistema automático de limpeza que facilita a manutenção diária da máquina.
Fontes: mcientifica e Dentaleader
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O que pode influenciar a escolha de um paciente por uma clínica odontológica

Alguma vez pensou que, no momento de escolher uma clínica odontológica, a maioria dos pacientes tem muitas dúvidas?

Entre as dúvidas mais comuns, está a grande oferta de consultórios odontológicos, a existência de tratamentos de baixo custo e outros fatores que levam muitas pessoas a se perguntarem, por vezes, sobre qual a clínica odontológica devem escolher.

Assim, os pacientes se perguntam: “Por que motivo escolher este consultório se existem milhares de opções? Quais são os seus preços? Onde fica localizado?” Diante destas perguntas, quem pretende consultar um dentista toma a sua decisão, em geral, com base nas informações que tem sobre a clínica e a respectiva equipe de profissionais.

Afinal quais são os aspectos fundamentais que influenciam a tomada de decisão dos pacientes sobre a escolha de uma clínica odontológica?

1. A experiência dos profissionais

Os pacientes valorizam geralmente o fato do consultório odontológico contar com uma equipe de profissionais formados em mais de uma especialidade odontológica, como por exemplo a implantodontia ou a ortodontia.

Embora o conhecimento e a experiência sejam fundamentais, as pessoas também valorizam os profissionais que se mantém num contínuo processo de formação e desenvolvimento, que nunca deixam de buscar novos conhecimentos, pois têm em mente que a área da odontologia é uma área em constante evolução.

2. Limpeza e comodidade

Quanto a este segundo ponto, é essencial que a clínica esteja bem situada e que seja acessível por meio de transportes públicos ou que contem com áreas de estacionamento. Muitos pacientes, por motivos pessoais ou profissionais, não dispõem de muito tempo para ir ao dentista, razão pela qual é importante que tenham um acesso fácil e direto à clínica.

No que se refere à limpeza, trata-se de algo que os visitantes prestam especial atenção e que consideram como um dos sinais mais representativos da imagem da clínica odontológica. Dão importância à aparência do consultório e da equipe profissional, inclusive sobre os materiais utilizados e a adoção de rotinas de esterilização.

3. A garantia profissional e a confiança

Outro ponto que influencia a decisão é a marca ou imagem corporativa da clínica dentária. Uma clínica experiente pode distinguir-se das restantes por utilizar técnicas que proporcionam uma visita agradável. Podemos destacar a ambientoterapia, o uso de imagens, aromas ou sons que farão com que as pessoas deixem de lado aquela sensação de ansiedade e medo frente a uma consulta com um dentista, contribuindo para um efeito de bem-estar e tranquilidade.

Por outro lado, os pacientes desejam que o dentista ofereça uma série de garantias realistas quanto ao tratamento, ou seja, que lhes apresente de forma clara as vantagens e desvantagens, para que, ao saírem do consultório, tenham uma ideia nítida do procedimento a realizar e de quais são os fatores alheios ao profissional e ao paciente.

4. O design corporativo

Num consultório odontológico, nunca se deve esquecer o especial cuidado com o design e o mobiliário. Quem vai marcar uma consulta irá observar se as cadeiras na sala de espera são confortáveis, se o local de atendimento dos pacientes está organizado, se os equipamentos odontológicos são adequadas ao tratamento…

Além disso, é essencial adaptar o design corporativo da clínica ao nosso público potencial. A escolha de cores e padrões para um gabinete especializado em odontopediatria será diferente no caso de outro que se destine apenas a pessoas da terceira idade. Cada detalhe conta!

5. A sala de atendimento dos pacientes

Por último, outro fator decisivo é o contato pessoal e o modo de atendimento dos pacientes. Embora este aspecto seja um pouco mais complicado, visto que, em princípio, é mais difícil de avaliar sem ter visitado a clínica, trata-se de algo importante a se levar em conta.

O espaço da recepção causa geralmente as primeiras impressões é o cartão de visitas da clínica, pelo que deve ser o mais agradável possível. Uma boa ideia poderá ser manter iluminação adequada, contar com TVs apresentando vídeos sobre saúde bucal ou ofertas da clínica, etc. Mas não podemos esquecer outras questões, especialmente as facilidades de pagamento e a disponibilização de métodos como o pagamento com cartão de crédito ou, no caso de certos tratamentos, o financiamento sem juros.

Em resumo, devido à grande concorrência no atual mercado odontológico, para escolher uma clínica é evidente que devem ser procuradas estratégias para criar uma imagem diferenciada. Se pretende abrir uma nova clínica odontológica ou melhorar alguns aspectos daquela que já possui, esperamos que estas dicas tenham sido importantes.

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