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Adição de flúor na água protege dentes de crianças

Adição de flúor na água protege dentes de crianças

adição de flúor na água

A adição de flúor na água potável reduz as possibilidades de cáries graves nos dentes dos bebês.

Isso segundo relato de pesquisadores da Nova Zelândia.

Embora a pasta de dente fluoretada esteja amplamente disponível, a adição de flúor na água continua a mostrar um benefício na redução de cáries.
Isso é o que afirma o Dr. Howard Pollick, professor clínico de ciências da saúde da Faculdade de Odontologia da Universidade da Califórnia em São Francisco.

A adição de flúor na água potável é a ferramenta mais eficaz para reduzir as disparidades na saúde bucal. E também é especialmente importante em momentos como durante essa pandemia de COVID-19.
Em situações como essa o acesso a serviços odontológicos preventivos acaba sendo reduzido.

Adição de flúor na água potável – o estudo

No estudo em questão foram coletados dados de 276 000 crianças na Nova Zelândia com idade média de 4 anos.

Sendo metade mais velha do que 4, metade mais jovem.
Algumas crianças viviam em áreas onde ocorria a adição de flúor na água e outras em áreas sem água fluoretada.

Surgiram evidências de que as crianças que bebiam água fluoretada tinham menos probabilidade de desenvolver cáries graves do que as outras crianças.

As crianças fizeram parte desse programa de triagem Neozelandês no período entre julho de 2010 e junho de 2016.

Importante salientar que a perda prematura dos ‘dentes de leite’ pode causar um sério desalinhamento dos dentes permanentes.

Isso sem contar com a dor e o sofrimento de cáries, dentes de leite com abcessos e o custo de atendimento odontológico para tratar essas condições evitáveis.

Além disso, o trauma desnecessário de tratar cáries infantis tem de ser considerado.

A importância dos dentes de leite

Como já tínhamos noticiado aqui no blog Dentalis, a água potável sem flúor eleva o risco de cáries.

Os dentes de leite são essenciais para um processo de nutrição adequado (mastigação, mordida). E igualmente o desenvolvimento adequado da fala.
Eles também são essenciais para manter o espaço e orientar a erupção dos dentes permanentes.

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Fonte: JAMA Pediatrics
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Bebidas açucaradas e o risco de doenças cardiovasculares em mulheres

Bebidas açucaradas e o risco de doenças cardiovasculares em mulheres

bebidas açucaradas

Um estudo recente verificou que o consumo regular de bebidas açucaradas pode elevar o risco de doenças cardiovasculares em mulheres.

Essa pesquisa foi realizada na Universidade da Califórnia em San Diego.
Foram analisadas mais de 106.000 mulheres com idade média de 52 anos. Todas estavam livres de doenças cardíacas, derrames e diabetes quando se inscreveram no estudo.

Ingestão de bebidas açucaradas por mulheres – o estudo

As mulheres foram solicitadas a informar sobre o que e quantas bebidas açucaradas consumiam por dia.
Foram consideradas bebidas açucaradas refrigerantes calóricos, águas ou chás adoçados, mas não 100% dos sucos de frutas.
Os pesquisadores usaram registros hospitalares para determinar quem sofreu um ataque cardíaco, derrame ou cirurgia cardiovascular.

As participantes que ingeriram a maior quantidade de bebidas açucaradas eram mais jovens, mais propensas a serem fumantes e também obesas e menos propensas ao consumo de alimentos saudáveis.

Observou-se também que ingerir uma ou mais bebidas açucaradas todos os dias estava associado a um risco quase 20% maior para doenças cardiovasculares. E também um risco 21% maior para derrames (AVC). Além disso um risco 26% maior de obstrução de artérias ou veias.
Isso em comparação com mulheres que não tinham por hábito consumir bebidas açucaradas.

Bebidas açucaradas consumidas diariamente e os riscos cardiovasculares

O consumo diário de bebidas açucaradas de frutas elevou em 42% a probabilidade da ocorrência de doenças cardiovasculares. Isso em comparação com mulheres que nunca ou raramente ingeriam bebidas açucaradas.

Já a ingestão de refrigerantes apresentou um risco 23% maior para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Isso igualmente em comparação com mulheres que nunca ou raramente ingeriam bebidas açucaradas.

É um estudo observacional. Porém, sabe-se que o açúcar aumenta a predisposição a doenças cardiovasculares.
O açúcar eleva os níveis de glicose e as concentrações de insulina no sangue.
Por consequência, pode aumentar o apetite e levar à obesidade. E a obesidade é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares.

O excesso de açúcar no sangue está associado ao estresse oxidativo e à inflamação, resistência à insulina, perfis não saudáveis de colesterol e diabetes tipo 2.
Todas são condições fortemente ligadas ao desenvolvimento da aterosclerose, o estreitamento lento das artérias subjacentes à maioria das doenças cardiovasculares.

Recomendação: limites máximos de consumo de açúcar

A American Heart Association recomenda os seguintes os seguintes limites diários máximos de consumo de açúcar:

Mulheres: 100 calorias por dia (6 colheres de chá de açúcar ou 25 gramas);
Homens: 150 calorias por dia (9 colheres de chá de açúcar ou 38 gramas).

Para contextualizar, uma lata comum de refrigerante comum de 60 ml tem 130 calorias e 8 colheres de chá (34 gramas) de açúcar.

Bebidas com açũcar adicionado são também um perigo para os dentes.

É consenso entre os especialistas que a água é a bebida mais saudável para beber regularmente.
Afinal, água não tem açúcar, adoçantes artificiais e calorias.

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Fontes: News, Newsroom
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A vacina MMR pode proteger contra as complicações da COVID-19?

vacina MMR

Os cientistas propõem que vacinas vivas atenuadas, como a vacina MMR, poderiam proteger contra os sintomas graves do COVID-19.

Enquanto a corrida pela vacina COVID-19 continua, pesquisadores da Louisiana State University e da Tulane University (ambas, EUA) propuseram que a vacina MMR poderia reduzir o risco para o desenvolvimento de sintomas graves do COVID-19.

Vacina MMR – vacina viva atenuada

A vacina MMR é aquela utilizada para prevenção do sarampo, caxumba e rubéola.
A vacina MMR é uma forma de vacina viva atenuada.

Essas vacinas contêm uma forma viva do patógeno causador da doença original que foi enfraquecido.
Quando injetados, estimulam a resposta imune necessária sem causar a própria doença.

É certo que a vacina MMR não é uma vacina que especificamente proteja o indivíduo de uma infecção da COVID-19.

Proteção contra sepse letal

Porém, foi demonstrado que vacinas como a MMR atuam como uma medida imune preventiva contra sintomas inflamatórios. E assim protegem contra uma sepse letal.

Um quadro de sepse letal é aquele em que o paciente atinge um quadro de choque séptico. Daí a pressão sanguínea cai para níveis baixos e perigosos, reduzindo a oxigenação de órgãos, comprometendo seu funcionamento. É um quadro que pode levar à morte.

Vacinas vivas atenuadas – como agem

As evidências sugerem que as vacinas vivas atenuadas são capazes de fornecer proteção contra infecções não relacionadas. Elas ativam células imunes inespecíficas. Assim, desencadeiam uma resposta aprimorada do hospedeiro contra infecções subsequentes.

Em seus comentários recentes, os autores propõem que essa capacidade pode se estender à proteção contra os efeitos colaterais mais graves da COVID-19.

O estudo

Os pesquisadores demonstraram a capacidade de usar uma cepa fúngica viva atenuada que gerou uma proteção inata treinada contra a sepse.
Sepse essa que foi desencadeada por patógenos causadores de doenças em camundongos.

Eles propõem que a proteção seja garantida por células supressoras derivadas de mieloides de longa duração. Essas células já tinham demonstrado ação inibidora de inflamação e mortalidade sépticas em experimentos anteriores.

Vacina MMR em adultos

O uso de vacinas vivas atenuadas na infância, como a MMR, administrada a adultos podem atenuar ou reduzir complicações graves associadas à infecção por COVID-19.
Representam um risco baixo e são uma medida preventiva de alta recompensa durante um período crítico da pandemia, conforme o autor do estudo autor Paul Fidel (Louisiana State University).

Essa noção não é inteiramente nova e pelo menos seis outros ensaios clínicos estão em andamento em vários países diferentes.
São experimentos para testar se um efeito benéfico contra a COVID-19 pode ser suscitado pela vacinação com Mycobacterium bovis BCG, uma vacina viva atenuada para tuberculose.

No entanto, esses estudos estão investigando na eficácia de tais vacinas contra a infecção por COVID-19.

Fidel e a coautora Mairi Noverr (Universidade de Tulane) são únicos em seu foco que é a atenuação dos sintomas mais graves da COVID-19.

Vacina MMR – proteção contra o sarampo, caxumba e rubéola

A proteção contra sarampo, caxumba e rubéola se faz pela vacina quando criança e também ao longo da vida.
O uso da vacina MMR por adultos é o que se pode chamar de proteção não específica contra a COVID-19.
Os autores observam que pode valer a pena obter um reforço da vacina MMR em adultos para proteção contra os sintomas graves da COVID-19.

Concluindo

Se os pesquisadores estiverem certos, um indivíduo vacinado com MMR pode sofrer menos se infectado pela COVID-19.
Se estiverem errados, a pessoa terá melhor imunidade ao sarampo, caxumba e rubéola.

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Fonte: mBio
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Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

vitamina D e o Covid-19

Vitamina D e o Covid-19 aparentemente não guardam nenhuma relação.
Só aparentemente. Isso porque pesquisadores descobriram uma forte correlação entre a vitamina D e o Covid-19 no que diz respeito às taxas de mortalidade.

Essa é a conclusão de uma equipe e pesquisadores da Northwestern University.

A pesquisa

Os pesquisadores dessa universidade realizaram uma análise estatística de dados de hospitais de nove países.
Dentre esses estão China, França, Alemanha, Itália, Irã, Coréia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido (Reino Unido) e Estados Unidos.

A correlação entre a vitamina D e o Covid-19 foi observada em pacientes de países com altas taxas de mortalidade por Covid-19. Países como Itália, Espanha e Reino Unido. Pacientes desses países com altas taxas de mortalidade apresentavam níveis mais baixos de vitamina D. Isso quando comparados com pacientes de países não tão gravemente afetados.

Embora a deficiência de vitamina D possa ter relação com a taxa de mortalidade, não necessariamente signifique que todos devam começar a suplementar essa vitamina.
Os pesquisadores constataram uma evidência, e mais estudos se mostram necessários.
É preciso esclarecer o mecanismo que explique essa mortalidade elevada.

Correlação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19

A suspeita dos pesquisadores da estranha relação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19 se originou ao perceber diferenças inexplicáveis nas taxas de mortalidade por COVID-19 de país para país.

Houve quem levantou a hipótese de que diferenças na qualidade da assistência médica, distribuição de idade na população, taxas de testagem ou diferentes cepas do coronavírus pudessem ser as responsáveis. Um dos pesquisadores envolvidos, no entanto, não acreditou nisso.

Segundo o pesquisador Backman, nenhum desses fatores parece desempenhar um papel significativo.
O sistema de saúde no norte da Itália, por exemplo, é um dos melhores do mundo.
As diferenças de mortalidade existem mesmo que se observe a mesma faixa etária.

E, embora as restrições aos testes realmente variem, as disparidades na mortalidade ainda existem mesmo quando foram analisados países ou populações para os quais se aplicam taxas de teste semelhantes.
Em vez disso, observou-se uma correlação significativa entre a deficiência de vitamina D e o Covid-19 em suas taxas de mortalidade.

Tempestade de citocinas

Ao analisar dados disponíveis de pacientes de todo o mundo, Backman e sua equipe descobriram algo muito curioso. Uma forte correlação entre os níveis de vitamina D e a tempestade de citocinas.
Essa é uma condição hiperinflamatória causada por um sistema imunológico hiperativo. Ao mesmo tempo notou-se uma correlação entre a deficiência de vitamina D e a mortalidade.

A tempestade de citocinas pode danificar gravemente os pulmões e levar à síndrome do desconforto respiratório agudo e à morte dos pacientes.
É o que parece ocasionar a morte da maioria dos pacientes com Covid-19.
Ou seja, não é exatamente o vírus o causador direto da destruição dos pulmões.
O dano mortal é causado pelas complicações decorrentes do incêndio mal direcionado pelo sistema imunológico.

Vitamina D e a taxa de mortalidade pelo Covid-19

A pesquisa em questão demonstra que níveis adequados de vitamina D podem reduzir a taxa de mortalidade de Covid-19 em até 50%.
A vitamina D não impede o paciente de contrair o vírus. Mas pode reduzir as complicações e evitar a morte daqueles que estão infectados.

Crianças e o Covid-19 – um mistério a ser esclarecido

A correlação entre vitamina D e o Covid-19 pode ajudar a explicar os muitos mistérios que cercam essa doença.
Explicar por que as crianças têm menos probabilidade de morte por decorrência do Covid-19.

Crianças ainda não possuem um sistema imunológico totalmente desenvolvido. Esse mesmo sistema imunológico está diretamente envolvido na resposta ao Covid-19 e com maior probabilidade de gerar uma reação exacerbada.
Esse pode ser o grande diferencial entre crianças e adultos na resposta ao Covid-19.

A reação das crianças ao vírus está baseada no seu sistema imunológico inato.
Isso pode explicar por que a taxa de mortalidade delas é mais baixa.

Atenção – cuidados com doses exageradas de vitamina D

Os pesquisadores salientam que as pessoas não devem tomar doses excessivas de vitamina D. Isso porque doses altas podem gerar efeitos colaterais negativos.
São necessárias muito mais pesquisas para se saber como a vitamina D pode ser usada deforma mais eficaz para proteção contra as complicações do Covid-19.

Vitamina D – qual a dose ideal?

É difícil dizer qual dose é mais benéfica para o Covid-19.
No entanto, é claro que a deficiência de vitamina D é prejudicial e pode ser facilmente tratada com a suplementação adequada.
Isso pode ser uma chave para ajudar a proteger populações vulneráveis.
Especialmente pacientes afro-americanos e idosos, que apresentam uma prevalência maior de deficiência de vitamina D.

A solução para a pandemia de Covid-19, como sabemos, virá com a descoberta de uma vacina eficaz contra o Sars-Cov-2, o vírus causador da doença.

Fonte: medRxiv
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A relação entre o consumo de vitamina D e o esmalte dental

vitamina D e o esmalte dental

O consumo de vitamina D e o esmalte dental ao que parece estão relacionados. Isso porque um estudo recente demonstrou que a vitamina D pode ter efeito sobre a formação do esmalte dental.

Nesse estudo observou-se que a suplementação de altas doses de vitamina D nos últimos três meses de gestação apresentou um forte impacto sobre o esmalte dental.  Essa suplementação reduziu em 50% a ocorrência de anomalias no esmalte dos dentes decíduos e definitivos dos filhos das gestantes até aos seis anos. Ou seja, o estudo sugere a existência de um forte vínculo entre os níveis de vitamina D e o esmalte dental.

Essa relação entre o consumo de vitamina D e o esmalte dental foi estabelecida tomando por base uma comparação com uma outra com níveis reduzidos de suplementação da vitamina.
O estudo, contudo, não revelou qualquer alteração na incidência de cárie dentária por parte da vitamina D.

Essas anomalias dizem respeito à quebra do esmalte, opacidade nos molares, entre outros problemas dentários. Problemas esses frequentes em todo o mundo, e que afetam quase 40% das crianças em idade escolar.

Vitamina D e o esmalte dental

A falta de um esmalte resistente traz consequências como dor de dentes, sensibilidade ao ingerir alimentos ou bebidas quentes ou frias. Além disso também pode favorecer o aparecimento e progressão de cáries. Muitas das vezes tal condição pode resultar em aumento da necessidade de extrações dentárias. Aqui no Dentalis já publicamos um artigo que questiona a possibilidade de regeneração do esmalte dental. Clique aqui para acessar esse texto.

O estudo

O estudo em questão contou com 623 participantes, mulheres com 24 semanas de gravidez que receberam 2400 UI de vitamina D desde o início do ensaio até uma semana após o parto. Outro grupo recebeu apenas a suplementação padrão de 400 UI ao dia.

Nesse estudo, 588 crianças, filhas das participantes, também foram acompanhadas.
Aos seis anos de idade, os dentes das crianças foram examinados em 84% dos casos. Atingindo assim um total de 496 crianças.

Observou-se que o risco de defeitos no esmalte foi diminuído em 50%.
Isso tanto para os dentes de leite como nos dentes permanentes.
Não se verificou, no entanto, qualquer alteração no risco de cárie.

Para evitar qualquer viés na composição dos grupos, foram também considerados outros hábitos de higiene bucal.
Hábitos de higiene como a frequência na escovação dos dentes, utilização de pastas com flúor e uso do fio dental.

As diferenças nos hábitos de higiene e seu consequente impacto sobre a prevalência de defeitos no esmalte nos dois grupos foi descartado.

Isso através da análise de eventuais fatores de confusão.
Observou-se pelos resultados que hábitos de estilo de vida, como os acima citados, estavam presentes de forma igual em ambos os grupos.

A exposição à luz solar é fator determinante para garantir a presença de níveis adequados de vitamina D no organismo. Os pacientes em ambos os grupos foram expostos a luz solar em níveis semelhantes.

vitamina D e o esmalte dental

Riscos associado ao consumo em excesso de vitamina D

Inúmeras pesquisas têm mostrado que a vitamina D é mais importante para a nossa saúde do que se pensava. Níveis adequados de vitamina D são essenciais para um envelhecimento saudável.

Mas há uma ressalva: para elevar seus níveis de vitamina D, preferencialmente tomando Sol moderadamente, é importante não esquecer do magnésio.

Uma revisão publicada pela Associação Osteopática Norte-Americana mostra que a vitamina D não pode ser metabolizada sem níveis suficientes de magnésio, o que significa que a vitamina D permanece armazenada e inativa em até 50% das pessoas.

Riscos dos suplementos de vitamina D

“As pessoas estão tomando suplementos de vitamina D, mas não percebem como ele é metabolizado. Sem magnésio, a vitamina D [na forma de suplementos] não é realmente útil ou segura,” explicam os pesquisadores Anne Marie Uwitonze e Mohammed Razzaque em um artigo publicado no The Journal of the American Osteopathic Association.

Razzaque acrescenta que o consumo de suplementos de vitamina D pode aumentar os níveis de cálcio e fosfato de uma pessoa, mesmo que ela permaneça deficiente em vitamina D. O problema é que as pessoas podem sofrer de calcificação vascular se seus níveis de magnésio não forem suficientemente altos para prevenir a complicação.

Magnésio

O magnésio é o quarto mineral mais abundante no corpo humano, depois do cálcio, potássio e sódio.

A média diária recomendada de ingestão de magnésio é de 420 mg para homens e 320 mg para mulheres.

Os alimentos com alto teor de magnésio incluem amêndoas, bananas, feijão, brócolis, arroz integral, castanha de caju, gema de ovo, óleo de peixe, linhaça, vegetais verdes, leite, cogumelos, nozes, aveia, sementes de abóbora, sementes de gergelim, soja, sementes de girassol, milho, tofu e grãos integrais.

O consumo de magnésio de alimentos naturais diminuiu nas últimas décadas, devido à agricultura industrializada e mudanças nos hábitos alimentares. Os níveis de magnésio são baixos em populações que consomem alimentos processados, que se baseiam mais em grãos refinados, gorduras, fosfatos e açúcar.

Falta de magnésio e vitamina D

Pacientes com níveis ótimos de magnésio exigem menos suplementação de vitamina D para atingir níveis suficientes do composto no organismo. O magnésio também reduz a osteoporose. Ele ajuda a mitigar o risco de fraturas ósseas. Fraturas que podem ser atribuídas a níveis baixos de vitamina D. Conforme destacam os pesquisadores.

A deficiência em qualquer um desses nutrientes – magnésio e vitamina D – está associada a vários distúrbios, incluindo deformidades esqueléticas, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.

Concluindo

As evidências apontam para a estreita relação entre a vitamina D e o esmalte dental e sua formação. Quando houver necessidade de suplementação de vitamina D, deve-se tomar todo o cuidado com os níveis do mineral magnésio.

Fonte: Jama Network
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Química do fio dental pode ser uma ameaça à saúde

química do fio dental

A química do fio dental o torna resistente à água e aos lipídios. Sem esse tratamento químico isso não seria possível.
Algumas das substâncias muitas vezes empregadas como parte da química do fio dental são as Per e polifluoralquilas (PFAS).

Um estudo recente desenvolvido pelo Silent Spring Institute detectou níveis elevados de PFAS em uma das marcas comerciais, dentre as 18 pesquisadas.
Importante destacar que os PFAS são substâncias químicas com efeitos tóxicos para a saúde humana.

O Silent Spring Institute  é uma organização sem fins lucrativos dedicada a estudar e reportar principalmente a prevenção do câncer de mama. Embora sua pesquisa também aborde outros tópicos relacionados à saúde.

PFAS

Os PFAS são usados em uma grande variedade de produtos de consumo. Produtos como embalagens de fast-food, panelas antiaderentes, roupas impermeáveis e tapetes resistentes a manchas. As pessoas podem ser expostas às substâncias diretamente através dos produtos que usam e dos alimentos que ingerem. Eles também podem ser expostos através do ar interno e poeira e água potável contaminada.

O estudo

Os pesquisadores mediram 11 compostos químicos de PFAS em amostras de sangue de 178 mulheres de meia idade. Mulheres essas inscritas nos Estudos de Saúde e Desenvolvimento Infantil do Instituto de Saúde Pública. Esse foi um estudo multigeracional do impacto de produtos químicos ambientais e outros fatores sobre doenças.

Foram realizadas entrevistas nas quais as mulheres foram questionadas sobre seus comportamentos relacionados a exposições mais elevadas de PFAS.
Isso com o objetivo de entender como o comportamento das participantes influenciou sua exposição aos PFAS.

Foram detectados níveis mais elevados de ácido perfluorohexanossulfônico, um tipo de PFAS. E justamente em mulheres que usavam uma marca específica de fio dental dentre aquelas escolhidas para análise. Isso em comparação com mulheres que não fizeram uso do fio dental em questão.
Um total de 18 marcas de fio dental foram analisadas.
Isso levou os pesquisadores a relacionar à química do fio dental, uma marca em particular, à presença de altos níveis de PFAS nas amostras de sangue pesquisadas.

Química do fio dental – preocupação dos pesquisadores

Este é o primeiro estudo que demonstrou que o uso de fio dental contendo PFAS, pode estar associado a uma maior carga corporal desses produtos químicos tóxicos.

Não se pode afirmar que apenas uma determinada marca de fio dental represente risco aos usuários. O que está em excesso em uma determinada marca, pode também estar em excesso em outras.
Novas pesquisas são necessárias e esperadas sobre esse tema. Espera-se também que um universo mais amplo de marcas de fio dental sejam utilizadas em próximos estudos.

Não se pode esquecer que o uso regular do fio dental é importante. E previne uma série de problemas odontológicos, inclusive o câncer de boca.

O que se pode até o momento destacar, é que os consumidores devam preferir os fios dentais que não contenham PFAS.

Mais do que nunca ficar atento às letras miúdas que informam a composição dos fios passou agora a ser algo relevante.

Fonte: Silent Spring Institute
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Fazer exercícios em jejum pode trazer muitos benefícios à saúde

Fazer exercícios em jejum pode trazer muitos benefícios à saúde

exercícios em jejum

Fazer exercícios em jejum logo pela manhã pode trazer muitos ganhos à saúde.
É o que um trabalho recente realizado durante seis semanas com trinta homens classificados como obesos ou sobrepeso demonstrou.

O estudo

Realizou-se uma comparação com dois grupos de intervenção. Aqueles que tomaram café da manhã antes da atividade física ou após os exercícios. Ambos foram comparados com os dados de um grupo controle. O grupo controle não realizou nenhuma alteração no estilo de vida.

Foram avaliados os níveis de glicose no sangue de todos os participantes da pesquisa.

Fazer exercícios em jejum – resultados animadores

Os voluntários que realizaram exercícios antes do café da manhã queimaram o dobro da quantidade de gordura do que o grupo que se exercitou após o café da manhã.

Mas afinal, por que motivo a queima de gordura corporal é maior quando se faz exercícios em jejum?

Os pesquisadores verificaram que o aumento do gasto de gordura estava relacionado diretamente aos níveis mais baixos de insulina durante o exercício.
O grupo que fez exercícios em jejum utilizou uma quantidade muito maior de gordura do tecido adiposo.
Essa gordura, uma vez dentro das células musculares, serviu como combustível para obtenção de energia.

Os benefícios do jejum

O trabalho foi desenvolvido com voluntários homens. A equipe de pesquisa pretende dar prosseguimento aos estudos numa nova etapa, mas desta vez com mulheres.

Os testes foram conduzidos por um curto espaço de tempo de apenas seis semanas. Em razão do pequeno intervalo de tempo não se observaram grandes diferenças na perda de peso corporal.
No entanto, os participantes que realizaram exercícios em jejum obtiveram as melhores respostas corporais à insulina. Os níveis de glicose sanguínea se mantiveram sob controle. Também diminuiu o risco de diabetes e doenças cardíacas.

Concluindo

Os resultados dessa pesquisa demonstraram que o momento em que se ingere alimentos em relação à prática da atividade física pode fazer grande diferença. A realização de exercícios físicos em jejum logo cedo pela manhã pode trazer mudanças muito positivas à saúde corporal.
O grupo de voluntários que realizou exercícios antes do café matinal aumentou grandemente sua resposta à insulina.

É interessante observar que a perda de peso entre os grupos se manteve semelhante assim como o nível de condicionamento físico.
O único diferencial foi a hora da ingestão de alimentos.
O verão é uma época do ano ideal pra se exercitar o corpo logo bem cedo. Fica a dica.

Fonte: Oxford Academic
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Os idosos e a falta de uma boa escovação dental

Os idosos e a falta de uma boa escovação dental

escovação dental

Muitas vezes convivem com o isolamento social e uma alimentação não muito adequada.
Além disso, sofrem as consequências que a ausência de uma boa escovação dental pode trazer.
Como todos sabemos a boca é uma importante porta de entrada para o corpo.
O descaso com uma boa escovação dental abre caminhos para que bactérias se tornem o estopim de doenças graves no organismo.

Essa falta de atenção básica é um grande problema para idosos em casas geriátricas. Só nos EUA eles já somam cerca de 1,3 milhão.

Boa escovação dental e saúde bucal – não são prioridades

A preocupação com a saúde bucal dos idosos não figura entre as prioridades da grande maioria dessas instituições.

Um estudo recente publicado na Special Care in Dentistry em 2017 constatou que apenas 10,3% dos pacientes internados em um lar de idosos por um período de cinco anos utilizaram serviços odontológicos dentro da casa ao menos uma vez durante esse período.

Bactérias da boca e o risco aumentado de pneumonia

O fato inconteste é que as bactérias presentes na boca podem afetar a saúde geral dos indivíduos.
Muitas das vezes as bactérias aderidas aos dentes podem acabar sendo inaladas e vir a causar pneumonia. Em pacientes vulneráveis e idosos isso pode ter graves consequências. Em alguns casos de pneumonia muitos pacientes têm de ser entubados em unidades de terapia intensiva (UTI).

Em um estudo, verificou-se que as bactérias cultivadas nos pulmões de pacientes hospitalizados com pneumonia eram idênticas às cultivadas nos dentes dos mesmos pacientes.

O residencial ideal de ninguém

Existem evidências de que a higiene bucal em pacientes hospitalizados e em lares de idosos é frequentemente ignorada ou deficiente.

A falta de atendimento, incluindo uma boa escovação dental, tem sido recorrente na grande maioria dos casos.

Milhares de pessoas por dia que estão em lares de idosos costumam passar o dia sem uma boa escovação dental.
As bactérias que surgem como resultado dos falta de uma boa higiene oral geralmente são resistentes a antibióticos. E acabam contribuindo para infecções que são comumente encontradas nesses locais.

E há evidências consideráveis e consenso geral de que as bactérias que causam pneumonia em casas de saúde podem penetrar nos pulmões pela boca. E acabam causando infecções pulmonares graves.

Esse problema certamente irá se agravar à medida que a população envelhece e mais pessoas estarão residindo em lares de idosos.

Biofilmes orais – o amigo que vira inimigo

O biofilme oral é uma fina película que recobre a superfície do dente.
É constituída por proteínas presentes naturalmente na saliva. Seu objetivo é proteger os dentes do contato com ácidos agressivos para o esmalte dentário. Este biofilme funciona também como uma membrana lubrificante. Assim protege os dentes do efeito abrasivo resultante da mastigação de alimentos e do contato com outros dentes. Nesta primeira fase, a película formada é benéfica para os dentes.

Não tarda muito até as bactérias começarem a aderir a esta película recém-formada. As bactérias começam posteriormente a formar uma massa pegajosa – mais conhecida por placa bacteriana. Formada a partir de açúcares e proteínas resultantes de resíduos alimentares. Numa fase inicial, este biofilme é muito fácil de remover. Uma boa escovação dental resolve plenamente o problema. No entanto, se não for removida rapidamente, a placa bacteriana cresce, ganha estrutura e solidifica. Posteriormente fica depositada por baixo de um novo biofilme. É desta forma que um amigo dos nossos dentes rapidamente se transforma num inimigo.

Risco de pneumonia

Uma das conexões mais bem documentadas entre a cavidade oral, que inclui dentes, língua e gengivas, e a saúde geral é a pneumonia.
Um conjunto substancial de evidências sugere que a atenção à higiene bucal pode reduzir o risco de pneumonia. Isso está especialmente bem documentado no caso de pneumonia adquirida em hospitais e clínicas geriátricas. São formas comuns de pneumonia que matam muitas pessoas e apresentam um grande impacto econômico. As bactérias formam um lar na boca e depois podem ser aspiradas ou inaladas pelos pulmões vindo a causar infecções graves.

As bactérias que normalmente residem na boca crescem como placa dental. Essa placa se liga firmemente aos dentes e superfícies da boca, como a língua. A placa dentária é difícil de remover e as bactérias dentro delas são mais resistentes a soluções antimicrobianas.

Boa escovação dental e o uso do fio dental

Uma boa escovação dental e o uso do fio dental podem remover o biofilme. Já a placa dental, caberá ao dentista sua remoção.
Isso geralmente não acontece, pois o pagamento por esses serviços geralmente não é coberto pelos custos dessas instituições de saúde.

Em alguns locais há a participação de enfermeiros e técnicos que realizam a higienização dental dos pacientes – fio dental e escovação e uso de antissépticos orais.

Uma boa escovação bem como o uso do fio dental devem ser realizados não apenas uma, mas mais de uma vez ao dia. Isso deveria ser uma prática regular em clínicas geriátricas.

A higiene bucal dos idosos em clínicas geriátricas

Pacientes idosos muitas vezes estão doentes e incapacitados para fazer isso sozinhos ou podem não fazê-lo da forma adequada.
Embora enfermeiros e técnicos de enfermagem possam executar essa tarefa, eles geralmente ficam sobrecarregados com outras tarefas.

Realizar uma higiene bucal eficaz toma tempo. Também é muitas vezes desagradável devido ao fato de que os biofilmes orais geralmente produzem odores desagradáveis e podem conter resíduos alimentares.

Como resultado, a higiene bucal é, na melhor das hipóteses, realizada de maneira inadequada nesses pacientes e, na pior, não é realizada.

É um tanto frustrante que propostas para estudar métodos mais eficazes para melhorar a higiene bucal em idosos sejam quase sempre ignoradas pelas equipes de saúde.
As razões para isso não são claras, mas nos perguntamos se existe algum viés contrário à ideia de que o atendimento odontológico vale o custo nesse cenário?

Esperança à vista

Há alguns sinais de esperança. Estudos científicos demonstram que a implementação de estratégias de higiene bucal pode reduzir o nível de infecções graves, como pneumonia.

Um estudo recente verificou que o aprimoramento da higiene bucal antes de uma cirurgia no hospital pode reduzir as taxas de pneumonia. Isso em conjunto com outras medidas auxiliares como o aprimoramento do manejo dos tubos inseridos na traqueia, por exemplo.
Importante que tais informações sejam divulgadas junto aos profissionais de saúde, como enfermeiros, mas também aos médicos, gerentes e, finalmente, proprietários de clínicas geriátricas.

Uma boa escovação dental se inicia a partir de uma boa escova dental. Veja aqui para conhecer quais são as características de uma boa escova dental.

Fonte: MedicalXpress, Curaprox
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Sal pode causar o Alzheimer. Descubra aqui

sal pode causar o Alzheimer

Pesquisa recente nos leva a concluir que uma dieta com excesso de sal pode causar o Alzheimer. Como assim?
De que forma o excesso de sal pode causar o Alzheimer?

Um novo estudo publicado na Nature revelou que uma dieta rica em sal pode afetar negativamente a função cognitiva.
Uma dieta rica em sal pode ocasionar uma deficiência de óxido nítrico. Esse composto é fundamental para a manutenção da saúde vascular do cérebro.
Quando os níveis de são muito baixos, alterações químicas na proteína tau ocorrem no cérebro. Essa condição favorece estados de demência e o Alzheimer.

No estudo, publicado em 23/10/2019 na Nature, os pesquisadores procuraram elucidar a série de eventos que ocorrem entre o consumo de sal e a baixa cognição.
Concluíram que diminuir a ingestão de sal e manter vasos sanguíneos saudáveis no cérebro pode “afastar” o risco de demência e Alzheimer.
O acúmulo de depósitos da proteína tau tem sido relacionada ao desenvolvimento da doença de Alzheimer em humanos.

Aqui no blog Dentalis já relacionamos o Alzheimer a outras patologias como à doença periodontal como neste artigo.

Proteína Tau e beta-amiloide – entendendo os marcadores biológicos do Alzheimer

Os marcadores biológicos do Alzheimer são as proteínas beta-amiloide e tau.
A proteína beta-amiloide é produzida normalmente no cérebro. Há evidências de que quantidades muito pequenas dela são necessárias para manter os neurônios funcionais.
No caso do Alzheimer sua produção se eleva muito e o seu acúmulo leva à alteração das sinapses. É a primeira etapa para uma série de eventos que ocasiona a perda de neurônios e o aparecimento dos sintomas da doença.

A proteína beta-amiloide é eliminada normalmente pelo liquor. No Alzheimer seu acúmulo no cérebro faz com que sua concentração no liquor caia. Simultaneamente, ocorre fosforilação da proteína tau, que forma os emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios. Essa é outra alteração patológica conhecida do Alzheimer.
Com a morte de neurônios, a proteína tau é eliminada pelo liquor, aumentando também sua concentração.

O estudo

O estudo propõe um novo mecanismo pelo qual o sal está ligado ao comprometimento cognitivo. Também fornece mais evidências de uma ligação entre hábitos alimentares e função cognitiva.
O novo estudo baseia-se em pesquisa publicada na Nature Neuroscience pelos cientistas doutores Faraco, Costantino Iadecola e pela professorade Neurologia Anne Parrish Titzell da Weill Cornell Medicine.

O estudo evidenciou que uma dieta rica em sal causou demência em ratos.
Os ratos foram alimentados com uma dieta que continha entre 8 e 16 vezes a quantidade normal de sal. Posteriormente fora realizados testes cognitivos. Após dois meses de dieta, os ratos não conseguiram reconhecer novos objetos que os foram apresentados. Os roedores tornaram-se incapazes de concluir tarefas da vida diária, como construir seus ninhos.
Também se mostraram muito mais lentos na saída de um labirinto do que aqueles em uma dieta normal.
Também tiveram problemas em passar nos testes de memória.

A equipe de pesquisa determinou que a dieta rica em sal estava fazendo com que as células do intestino delgado liberassem a molécula interleucina-17.
Essa molécula promove a inflamação como parte da resposta imune do corpo.

O excesso de sal pode causar o Alzheimer – a escassez de óxido nítrico

A interleucina entrou na corrente sanguínea e impediu que as células nas paredes dos vasos sanguíneos que alimentavam o cérebro produzissem óxido nítrico.
O óxido nítrico age relaxando e alargando os vasos sanguíneos. Possibilita que o sangue flua de forma adequada.
Por outro lado, uma escassez de óxido nítrico pode restringir o fluxo sanguíneo.

Com base nessas descobertas, o Dr. Iadecola, o Dr. Faraco e seus colegas teorizaram que o sal provavelmente causou demência em ratos.
Ou seja, que o excesso de sal pode causar o Alzheimer.

Isso porque o sal contribuiu para restringir o fluxo sanguíneo para o cérebro.
No entanto, eles perceberam que o fluxo sanguíneo restrito nos ratos não era grave o suficiente para impedir o funcionamento adequado do cérebro.

Achamos que talvez houvesse algo mais acontecendo aqui ‘”, disse o Dr. Iadecola.

Em seu novo estudo da Nature, os pesquisadores descobriram que a produção reduzida de óxido nítrico nos vasos sanguíneos afeta a estabilidade das proteínas tau nos neurônios.
A proteína tau fornece estrutura para os “andaimes”. Esse “andaime”, também chamado de citoesqueleto, ajuda a transportar materiais e nutrientes através dos neurônios para garantir seu adequado funcionamento.

sal pode causar o Alzheimer

A proteína tau se desprende do citoesqueleto

A proteína tau se torna instável e se desprende do citoesqueleto, o que causa problemas. Isso porque a tau não deveria estar livre na célula.
Uma vez que a proteína estando fora do citoesqueleto ela acaba se acumulando no cérebro. Isso é o estopim para os problemas cognitivos.
Os pesquisadores determinaram que níveis saudáveis de óxido nítrico controlam a tau.
Isso freia a atividade causada por uma série de enzimas que levam à patologia da doença da proteína tau.

Proteína tau e demência

Para evidenciar ainda mais a importância da proteína tau na demência, os pesquisadores deram a ratos uma dieta rica em sal. Também restringiram o fluxo sanguíneo ao cérebro e de um anticorpo que promove a estabilidade da tau. Apesar do fluxo sanguíneo restrito, os pesquisadores observaram cognição normal nesses ratos. Isso demonstrou que o que realmente está causando a demência. Ou seja foi a proteína tau e não a falta de fluxo sanguíneo, disse um dos pesquisadores.
No geral, este estudo destaca como a saúde vascular é importante para o cérebro. Como demonstrado, há mais de uma maneira em que os vasos sanguíneos mantêm o cérebro saudável. O excesso de sal pode causar o Alzheimer à medida em que compromete a saúde vascular.

Um alerta importante

São necessárias pesquisas sobre ingestão de sal e os efeitos sobre a cognição em humanos. Mas o atual estudo com ratos é um alerta para as pessoas regularem o consumo de sal no dia a dia.
E o que é ruim para nós não vem de um saleiro, vem de alimentos processados e de restaurante. Ou seja, o chamado sal oculto em muitos alimentos industrializados.
Temos que manter o sal sob controle. Ele pode alterar os vasos sanguíneos do cérebro e fazê-lo de maneira cruel.
Se pudéssemos resumir em poucas palavras essa pesquisa seria reafirmando que o excesso de sal pode causar o Alzheimer.

Fontes: Nature, ScienceDaily, ABRAz
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Por que meninas têm mais cáries dentárias?

cáries dentárias em meninas

Cáries dentárias em meninas são mais comuns do que em meninos. Até agora já se tinha conhecimento de que mulheres apresentam maior incidência de cáries dentárias. Uma quantidade proporcionalmente maior de cáries dentárias em meninas surpreendeu os pesquisadores. É uma novidade a descoberta de que a maior incidência de cáries dentárias em meninas seja um fato, e também uma propensão cientificamente verificada.

É o que a pesquisadora Stephanie Ortiz, da Oregon Health & Science University, Oregon, EUA, evidenciou em sua pesquisa.
Fruto de um trabalho recentemente publicado, ela revelou diferenças dos micro-organismos presentes na flora bacteriana bucal de meninas e meninos.
Essas diferenças explicariam a maior incidência de cáries dentárias em meninas.

A cárie dentária

A cárie dentária representa uma das doenças crônicas mais comuns encontradas em crianças pequenas. É uma doença multifatorial que envolve complexas interações de fatores de risco microbiológicos, genéticos e socioeconômicos.

As mulheres apresentem maior incidência de cárie que os homens. Porém, até agora não estava claro se essa disparidade poderia ser estendida às crianças. A pesquisadora e coautores procuraram determinar diferenças específicas de gênero no microbioma salivar em crianças com cárie ativa. Para tanto, coletaram e testaram espécimes de saliva.

A pesquisa

Amostras de saliva foram coletadas de 85 crianças, 41 meninos e 44 meninas, entre as idades de dois a 14 anos.

O DNA microbiano foi isolado, submetido à amplificação e posterior sequenciamento. As bibliotecas e os perfis da microbiota oral foram posteriormente submetidas a análises bioestatísticas adicionais na Oregon Health & Science University, em Portland, EUA.

Resultados

Diferenças significativas na microbiota bucal foram encontradas entre meninos com cárie ativa versus meninas. Os principais gêneros microbianos associados à cárie em crianças pequenas incluem Actinobaculum, Atopobium, Aggregatibacter e Streptococcus. Actinobaculum, Veillonella parvula e o Lactococcus lactis produtor de ácido.

cáries dentárias em meninas

Microbiota bucal

A microbiota bucal é o conjunto dos micro-organismos que habitam a boca, principalmente bactérias.

A cavidade oral apresenta uma das mais diversas e complexas microbiotas do organismo humano, resultante da grande variedade de determinantes ecológicos ali presentes.

É o maior reservatório de micro-organismos para contágio e um sistema aberto para contaminação.

Essa microbiota encontra-se normalmente em harmonia com o hospedeiro. É extremamente importante na proteção contra patógenos externos com produção de bacteriocinas, surfactantes e H2O2.

Por serem adaptadas ao ambiente, levam vantagens na competição por nutrientes em relação a micro-organismos externos e auxiliam no desenvolvimento do sistema imune mucoso por reações cruzadas.

Porém, alterações locais e/ou sistêmicas como diminuição da saliva, alteração da dieta e antibióticos, podem resultar no desequilíbrio dessa relação e na manifestação clínica de doenças.

Cáries dentárias em meninas

Todos os micro-organismos associados à cárie dentária foram encontrados em prevalência muito maior em meninas com cárie ativa do que em meninos. Uma clara indicação de que esses micro-organismos podem explicar o motivo pelo qual observa-se uma maior incidência de cáries dentárias em meninas.

Por que crianças de forma geral estão mais suscetíveis à caries dentárias

Toda criança apresenta risco para o desenvolvimento de cáries dentárias. O esmalte dentário da criança é muito mais fino e macio nos dentes do bebê. Isso os coloca em maior risco de deterioração. A boa notícia é que a cárie dentária é prevenível.

Os dentes de leite ajudam as crianças a comer e a falar. Eles também guiam os dentes permanentes do adulto para a posição adequada. O cuidado com a dentição das crianças deve acontecer desde o início.

Causas da cárie dentária em crianças pequenas

Bactérias na boca se alimentam de açúcares de alimentos e bebidas.
Essas bactérias produzem ácido, que danifica a superfície externa do dente (o esmalte). A saliva ajuda a reparar esse dano. Mas se ao longo do tempo houver mais dano do que o reparo, ele deixará uma cavidade ou “orifício” no dente.

Processo de cárie dentária na primeira infância

O processo de cárie dentária também é chamado de “cárie”. Nos estágios iniciais, os dentes podem desenvolver áreas brancas e calcárias. Nos estágios posteriores, os dentes têm áreas marrons ou pretas. Os quatro dentes da frente superiores são mais comumente afetados.

Outros nomes usados para se referir a essa condição incluem “cáries de mamadeira” e “cáries de alimentação infantil”.
Esses nomes são usados porque as evidências sugerem que a cárie precoce da infância pode ocorrer quando bebês e crianças são colocados para dormir com uma mamadeira de leite ou fórmula (ou outras bebidas doces).

O leite pode acumular-se na boca e o açúcar da lactose do leite serve de alimento às bactérias que causam cáries durante o período de sono do bebê. O fluxo de saliva diminui durante o sono e, portanto, não protege contra danos.

Sinais de cárie dentária na primeira infância

A cárie precoce na infância se desenvolve ao longo do tempo e pode ser de difícil identificação nos estágios iniciais.

A cárie dentária pode se mostrar como:

  •  Uma faixa branca na superfície do dente mais próxima da linha da gengiva. Este é o primeiro sinal e geralmente não é detectado pelos pais;
  •  Uma faixa amarela, marrom ou preta na superfície do dente mais próxima da linha da gengiva. Isso indica progressão para cárie dentária;

Importância da detecção precoce da cárie dentária em crianças pequenas

Nos primeiros estágios, a cárie precoce da infância pode ser revertida com o tratamento odontológico adequado. Infelizmente em seus estágios iniciais as cáries podem ser difíceis de  serem identificadas pelos pais.
Assim, na maioria das vezes, a cárie dentária da primeira infância não é detectada até os estágios posteriores, mais graves. Neste momento, não pode ser revertida e a criança pode ter se ser submetida a um procedimento de tratamento de canal.

Prevenção da cárie dentária em crianças pequenas

Os pais podem ajudar a prevenir a cárie dentária em crianças pequenas. Seja através de uma alimentação saudável como também de bons hábitos de limpeza desde o início.
Vale o lembrete do quanto importante é evitar bebidas doces, como sucos de frutas, bebidas quentes ou refrigerantes. Também evitar alimentos e bebidas açucarados, especialmente entre as refeições.

Bons hábitos alimentares ajudam a prevenir a cárie dentária

Para prevenir a cárie dentária:

  •  Quando o bebé terminar de mamar, retire-o da mama ou da mamadeira;
  •  Não coloque o bebê para dormir com uma mamadeira;
  •  Nunca coloque bebidas doces na mamadeira de um bebê;
  • Importante ensinar a criança a beber de água de uma xícara a partir dos seis meses de idade. Por volta dos 12 meses, eles devem aprender a beber apenas de um copo ou xícara. Isso como forma de descontinuar o uso da mamadeira.

Para crianças com mais de 12 meses, a água é a bebida principal. O leite integral integral também é uma opção de bebida saudável. As crianças podem beber leite com baixo teor de gordura a partir dos dois anos de idade. Suco de frutas não é necessário ou recomendado para crianças devido ao seu alto teor de açúcar e acidez.

As crianças podem começar a comer alimentos sólidos a partir dos seis meses de idade.
É importante oferecer uma ampla variedade de alimentos nutritivos com uma variedade de texturas e sabores.

Além disso:

  •  Jamais mergulhe chupetas em substâncias doces, como mel, geleia ou açúcar;
  •  Faça uso de medicamentos, quando necessários, sem açúcar, sempre que possível;
  •  Importante os pais fazerem revisões periódicas na boca dos seus filhos na busca de sinais precoces de cárie dentária.
  •  Higiene adequada e regular é fundamental na prevenção da cárie dentária.

Limpar ou escovar os dentes da criança ajuda na remoção de bactérias causadoras de cáries.

  •  Iniciar a limpeza dos dentes do bebê assim que o primeiro dente aflorar.
    Para tanto, usar um pano úmido ou uma escova de dentes infantil pequena com água.
  •  Dos 18 meses aos seis anos de idade, usar uma pequena quantidade de creme dental infantil com baixo teor de flúor em uma pequena escova macia;
  •  Aos seis anos de idade, as crianças podem usar uma quantidade do tamanho de uma ervilha de creme dental com flúor padrão;
  •  Em regiões que não recebem flúor na água potável, o odontopediatra deverá ser procurado pelos pais para a devida orientação;
  •  Consultas odontológicas podem detectar os primeiros sinais de cárie dentária, e portanto são altamente recomendáveis;
  •  Recomenda-se que as crianças façam um exame dentário no momento em que completarem dois anos. Isso deve ser feito por um odontopediatra .
  •  Importante que as crianças mais velhas continuem a fazer check-ups. É essencial que os pais se certifiquem junto ao seu odontopediatra com que frequência a criança precisa fazer um check-up odontológico.
  •  Escovar os dentes e ao longo da linha das gengivas ao menos três vezes por dia. Sempre observar a higiene bucal depois das principais refeições, ou após a ingestão de alimentos, especialmente aqueles açucarados.
  •  As crianças precisarão de um adulto para ajudá-las a escovar os dentes até que elas consigam fazer isso de forma independente (geralmente, cerca de oito anos de idade).

Hipomineralização

É uma alteração muito frequente entre as crianças. Acontece quando o dente nasce com manchas de uma cor que oscila do branco giz ao amarelo-marrom. O mais comum é que afete a um ou vários molares dos seis anos (primeiros molares definitivos).
Às vezes em combinação afetando os incisivos definitivos.
Por isso se for vista uma mancha com essas características em um incisivo, o mais provável é que algum molar também esteja afetado.

O esmalte é mais poroso. São dentes que podem fraturar com mais facilidade e são muito sensíveis às cáries. Muitas vezes a criança se queixa de dores toda vez que se expõe a mudanças de temperatura. É muito importante ficar atento a esses relatos e levar a criança ao odontopediatra para que um tratamento seja iniciado.

O estudo, tema principal desse artigo, nos traz a informação de que cáries dentárias em meninas são mais comuns do que em meninos. Essa predisposição, como vimos, está muito associada à composição da microbiota da cavidade bucal. No entanto, fatores como alimentação e práticas de higiene bucal podem contribuir para evitar ou mesmo agravar o risco da maior incidência de cáries dentárias em meninas. Há que se destacar que existem muitos alimentos que contém elevadas concentrações de açúcar e que muitas vezes passam despercebidos dos pais. Esse açúcar “adicionado” foi destaque em um artigo anterior aqui do blog Dentalis.

Fontes: EurekAlert , BetterHealth, guiainfantil, Instituto de Microbiologia
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