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Doença periodontal e demência – novo estudo confirma conexão

Doença periodontal e demência – novo estudo confirma conexão

doençaperiodontal e demência

Doença periodontal e demência aparecem conectados em um novo estudo recente publicado no jornal médico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

O estudo em questão relaciona a doença periodontal e demência 20 anos depois da ocorrência de uma doença periodontal grave com perda dental.

A estranha ligação entre a doença periodontal e demência já tinha sido destaque aqui no blog Dentalis anteriormente.

Doença periodontal e demência – o estudo

O estudo envolveu 8.275 pessoas com idade média de 63 anos que não apresentavam demência no início do estudo.
Os participantes foram avaliados quanto a comprometimento cognitivo leve e demência.
Os voluntários receberam um exame periodontal completo que incluiu medição da profundidade da sondagem da gengiva, quantidade de sangramento e recessão.

Em seguida, os participantes foram colocados em grupos com base na gravidade e extensão de sua doença gengival. Foram considerados também o número de dentes perdidos, com implantes contando como dentes perdidos.

No início do estudo, 22% não tinha doença gengival, 12% apresentavam doença periodontal leve, 12% tinha inflamação gengival severa, 8% apresentava alguma perda dentária, 12% possuía doença em seus molares, 11% apresentou perda dentária severa, 6% tinham doença periodontal severa e 20% não tinham nenhum dente.

Ao final do estudo, foram avaliadas 4.559 pessoas, quando estavam acompanhadas por uma média de 18 anos.

Resultados do estudo

No geral, 1.569 pessoas desenvolveram demência durante o estudo, ou 19%.
Isso é o equivalente a 11,8 casos por cada 1.000 pessoas/ano. O estudo verificou que as pessoas que tinham gengivas saudáveis e todos os seus dentes no início do estudo, 264 de 1.826, ou 14%, desenvolveram demência no final do estudo.

Para aqueles com doença periodontal leve, 623 de 3.470, ou 18%, desenvolveram demência.
Para participantes com doença periodontal grave, 306 de 1.368, ou 22%, desenvolveram demência. E 376 de 1.611, ou 23%, desenvolveram demência no grupo que não tinha dentes.
Isso é igual a uma taxa de 16,9 casos por 1.000 pessoas/ano.

20 anos de acompanhamento

Foram acompanhadas e analisadas o estado de saúde bucal de um grupo de pessoas pelo período de 20 anos.
Verificou-se que indivíduos com doença periodontal mais grave no início do estudo apresentaram um risco duas vezes maior para o desenvolvimento de demência ou comprometimento cognitivo leve.

Por outro lado, a boa notícia foi que pessoas com perda mínima de dentes e doença periodontal leve não apresentaram maior probabilidade no desenvolvimento de demência. Isso quando comparadas a pessoas sem problemas dentários.

Já aquele grupo de indivíduos com perda dental apresentou um risco duas vezes superior para o desenvolvimento de demência. Isso em comparação aos participantes com gengivas saudáveis e todos os seus dentes.

Indivíduos com doença periodontal intermediária ou grave, mas que ainda tinham alguns dentes, apresentaram um risco 20% maior de desenvolver demência em comparação com o grupo saudável.

Esses riscos foram observados depois que os pesquisadores consideraram outros fatores que poderiam afetar o risco de demência, como diabetes, colesterol alto e tabagismo.

O que o estudo nos leva a concluir

Uma boa higiene dental é uma forma comprovada de manter dentes e gengivas saudáveis por toda a vida.
O estudo não prova que uma boca não saudável desenvolverá demência. Apenas mostra uma associação entre doença periodontal e demência.

Mais estudos são necessários para demonstrar a ligação entre doença periodontal e demência.
E também para se melhor compreender como o tratamento para doenças periodontais pode prevenir a demência.

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Fonte: Neurology Journal
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Endocoroas – estudo avalia durabilidade e taxa de sucesso

endocoroas

Endocoroas são uma alternativa para reconstrução do elemento dentário tratado endodonticamente.

Compreende totalmente a coroa dentária visando a ancoragem e adesivagem na cavidade central da câmara pulpar.

Elimina-se assim a necessidade da utilização de pinos radiculares.

É uma coroa dental sem pino e núcleo. Possibilita o restabelecimento das características estéticas da estrutura dentária e a retenção adesiva. E sem sacrifício da estrutura dentária sadia.

Apresenta ótima relação entre custo e tempo operatório. Assim como também o aumento da resistência do material restaurador, devido à maior espessura obtida.

As endocoroas podem ser uma ótima opção uma opção para a restauração de dentes como abordagem alternativa.
Porém, sua taxa de sucesso ainda é ligeiramente inferior ao das coroas convencionais.

Neste trabalho recente, o pesquisador realizou uma revisão onde buscou avaliar se as endocoroas podem ser uma boa opção. E também em que situações podem ser consideradas, bem como a sua durabilidade.

Endocoroas – resultados do estudo prospectivo

Os resultados do estudo indicaram taxa de sucesso de 77,7% para as endocoroas e de 94% para as coroas convencionais.
Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas estimativas de durabilidade ou de sucesso entre as diferentes opções de restauração avaliadas.

Endocoroas – quando optar por elas

As coroas convencionais apresentam um melhor desempenho geral do que as endocoroas.
Porém, elas devem ser consideradas quando os pacientes apresentem dentes muito destruídos. Naquelas situações em que prefeririam evitar o alongamento da coroa ou o tratamento ortodôntico, para criar férula, para uma restauração coronal previsível com um poste, núcleo e uma coroa.

São sensíveis às técnicas porque a retenção é altamente dependente da ligação.
São principalmente indicadas em molares com grandes câmaras de polpa.

Alternativa simples

A opção por endocoroas pode ser uma alternativa simples. Isso porque elas conservam a estrutura dentária. Além disso, são fáceis de construir e eficientes ao longo do tempo.

Concluindo

Se as endocoroas forem utilizadas seletivamente, podem ser uma alternativa conservadora e rentável às restaurações convencionais. Além disso, apresentam um tempo de durabilidade aceitável.
Porém, ressalta o autor da pesquisa, mais estudos são necessários. Isso para que tenhamos mais certezas baseadas em evidências clínicas.

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Fontes: UFRGS, Journal of Prostetic Dentistry
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Adição de flúor na água protege dentes de crianças

Adição de flúor na água protege dentes de crianças

adição de flúor na água

A adição de flúor na água potável reduz as possibilidades de cáries graves nos dentes dos bebês.

Isso segundo relato de pesquisadores da Nova Zelândia.

Embora a pasta de dente fluoretada esteja amplamente disponível, a adição de flúor na água continua a mostrar um benefício na redução de cáries.
Isso é o que afirma o Dr. Howard Pollick, professor clínico de ciências da saúde da Faculdade de Odontologia da Universidade da Califórnia em São Francisco.

A adição de flúor na água potável é a ferramenta mais eficaz para reduzir as disparidades na saúde bucal. E também é especialmente importante em momentos como durante essa pandemia de COVID-19.
Em situações como essa o acesso a serviços odontológicos preventivos acaba sendo reduzido.

Adição de flúor na água potável – o estudo

No estudo em questão foram coletados dados de 276 000 crianças na Nova Zelândia com idade média de 4 anos.

Sendo metade mais velha do que 4, metade mais jovem.
Algumas crianças viviam em áreas onde ocorria a adição de flúor na água e outras em áreas sem água fluoretada.

Surgiram evidências de que as crianças que bebiam água fluoretada tinham menos probabilidade de desenvolver cáries graves do que as outras crianças.

As crianças fizeram parte desse programa de triagem Neozelandês no período entre julho de 2010 e junho de 2016.

Importante salientar que a perda prematura dos ‘dentes de leite’ pode causar um sério desalinhamento dos dentes permanentes.

Isso sem contar com a dor e o sofrimento de cáries, dentes de leite com abcessos e o custo de atendimento odontológico para tratar essas condições evitáveis.

Além disso, o trauma desnecessário de tratar cáries infantis tem de ser considerado.

A importância dos dentes de leite

Como já tínhamos noticiado aqui no blog Dentalis, a água potável sem flúor eleva o risco de cáries.

Os dentes de leite são essenciais para um processo de nutrição adequado (mastigação, mordida). E igualmente o desenvolvimento adequado da fala.
Eles também são essenciais para manter o espaço e orientar a erupção dos dentes permanentes.

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Fonte: JAMA Pediatrics
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Bebidas açucaradas e o risco de doenças cardiovasculares em mulheres

Bebidas açucaradas e o risco de doenças cardiovasculares em mulheres

bebidas açucaradas

Um estudo recente verificou que o consumo regular de bebidas açucaradas pode elevar o risco de doenças cardiovasculares em mulheres.

Essa pesquisa foi realizada na Universidade da Califórnia em San Diego.
Foram analisadas mais de 106.000 mulheres com idade média de 52 anos. Todas estavam livres de doenças cardíacas, derrames e diabetes quando se inscreveram no estudo.

Ingestão de bebidas açucaradas por mulheres – o estudo

As mulheres foram solicitadas a informar sobre o que e quantas bebidas açucaradas consumiam por dia.
Foram consideradas bebidas açucaradas refrigerantes calóricos, águas ou chás adoçados, mas não 100% dos sucos de frutas.
Os pesquisadores usaram registros hospitalares para determinar quem sofreu um ataque cardíaco, derrame ou cirurgia cardiovascular.

As participantes que ingeriram a maior quantidade de bebidas açucaradas eram mais jovens, mais propensas a serem fumantes e também obesas e menos propensas ao consumo de alimentos saudáveis.

Observou-se também que ingerir uma ou mais bebidas açucaradas todos os dias estava associado a um risco quase 20% maior para doenças cardiovasculares. E também um risco 21% maior para derrames (AVC). Além disso um risco 26% maior de obstrução de artérias ou veias.
Isso em comparação com mulheres que não tinham por hábito consumir bebidas açucaradas.

Bebidas açucaradas consumidas diariamente e os riscos cardiovasculares

O consumo diário de bebidas açucaradas de frutas elevou em 42% a probabilidade da ocorrência de doenças cardiovasculares. Isso em comparação com mulheres que nunca ou raramente ingeriam bebidas açucaradas.

Já a ingestão de refrigerantes apresentou um risco 23% maior para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Isso igualmente em comparação com mulheres que nunca ou raramente ingeriam bebidas açucaradas.

É um estudo observacional. Porém, sabe-se que o açúcar aumenta a predisposição a doenças cardiovasculares.
O açúcar eleva os níveis de glicose e as concentrações de insulina no sangue.
Por consequência, pode aumentar o apetite e levar à obesidade. E a obesidade é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares.

O excesso de açúcar no sangue está associado ao estresse oxidativo e à inflamação, resistência à insulina, perfis não saudáveis de colesterol e diabetes tipo 2.
Todas são condições fortemente ligadas ao desenvolvimento da aterosclerose, o estreitamento lento das artérias subjacentes à maioria das doenças cardiovasculares.

Recomendação: limites máximos de consumo de açúcar

A American Heart Association recomenda os seguintes os seguintes limites diários máximos de consumo de açúcar:

Mulheres: 100 calorias por dia (6 colheres de chá de açúcar ou 25 gramas);
Homens: 150 calorias por dia (9 colheres de chá de açúcar ou 38 gramas).

Para contextualizar, uma lata comum de refrigerante comum de 60 ml tem 130 calorias e 8 colheres de chá (34 gramas) de açúcar.

Bebidas com açũcar adicionado são também um perigo para os dentes.

É consenso entre os especialistas que a água é a bebida mais saudável para beber regularmente.
Afinal, água não tem açúcar, adoçantes artificiais e calorias.

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Fontes: News, Newsroom
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A vacina MMR pode proteger contra as complicações da COVID-19?

vacina MMR

Os cientistas propõem que vacinas vivas atenuadas, como a vacina MMR, poderiam proteger contra os sintomas graves do COVID-19.

Enquanto a corrida pela vacina COVID-19 continua, pesquisadores da Louisiana State University e da Tulane University (ambas, EUA) propuseram que a vacina MMR poderia reduzir o risco para o desenvolvimento de sintomas graves do COVID-19.

Vacina MMR – vacina viva atenuada

A vacina MMR é aquela utilizada para prevenção do sarampo, caxumba e rubéola.
A vacina MMR é uma forma de vacina viva atenuada.

Essas vacinas contêm uma forma viva do patógeno causador da doença original que foi enfraquecido.
Quando injetados, estimulam a resposta imune necessária sem causar a própria doença.

É certo que a vacina MMR não é uma vacina que especificamente proteja o indivíduo de uma infecção da COVID-19.

Proteção contra sepse letal

Porém, foi demonstrado que vacinas como a MMR atuam como uma medida imune preventiva contra sintomas inflamatórios. E assim protegem contra uma sepse letal.

Um quadro de sepse letal é aquele em que o paciente atinge um quadro de choque séptico. Daí a pressão sanguínea cai para níveis baixos e perigosos, reduzindo a oxigenação de órgãos, comprometendo seu funcionamento. É um quadro que pode levar à morte.

Vacinas vivas atenuadas – como agem

As evidências sugerem que as vacinas vivas atenuadas são capazes de fornecer proteção contra infecções não relacionadas. Elas ativam células imunes inespecíficas. Assim, desencadeiam uma resposta aprimorada do hospedeiro contra infecções subsequentes.

Em seus comentários recentes, os autores propõem que essa capacidade pode se estender à proteção contra os efeitos colaterais mais graves da COVID-19.

O estudo

Os pesquisadores demonstraram a capacidade de usar uma cepa fúngica viva atenuada que gerou uma proteção inata treinada contra a sepse.
Sepse essa que foi desencadeada por patógenos causadores de doenças em camundongos.

Eles propõem que a proteção seja garantida por células supressoras derivadas de mieloides de longa duração. Essas células já tinham demonstrado ação inibidora de inflamação e mortalidade sépticas em experimentos anteriores.

Vacina MMR em adultos

O uso de vacinas vivas atenuadas na infância, como a MMR, administrada a adultos podem atenuar ou reduzir complicações graves associadas à infecção por COVID-19.
Representam um risco baixo e são uma medida preventiva de alta recompensa durante um período crítico da pandemia, conforme o autor do estudo autor Paul Fidel (Louisiana State University).

Essa noção não é inteiramente nova e pelo menos seis outros ensaios clínicos estão em andamento em vários países diferentes.
São experimentos para testar se um efeito benéfico contra a COVID-19 pode ser suscitado pela vacinação com Mycobacterium bovis BCG, uma vacina viva atenuada para tuberculose.

No entanto, esses estudos estão investigando na eficácia de tais vacinas contra a infecção por COVID-19.

Fidel e a coautora Mairi Noverr (Universidade de Tulane) são únicos em seu foco que é a atenuação dos sintomas mais graves da COVID-19.

Vacina MMR – proteção contra o sarampo, caxumba e rubéola

A proteção contra sarampo, caxumba e rubéola se faz pela vacina quando criança e também ao longo da vida.
O uso da vacina MMR por adultos é o que se pode chamar de proteção não específica contra a COVID-19.
Os autores observam que pode valer a pena obter um reforço da vacina MMR em adultos para proteção contra os sintomas graves da COVID-19.

Concluindo

Se os pesquisadores estiverem certos, um indivíduo vacinado com MMR pode sofrer menos se infectado pela COVID-19.
Se estiverem errados, a pessoa terá melhor imunidade ao sarampo, caxumba e rubéola.

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Fonte: mBio
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Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

vitamina D e o Covid-19

Vitamina D e o Covid-19 aparentemente não guardam nenhuma relação.
Só aparentemente. Isso porque pesquisadores descobriram uma forte correlação entre a vitamina D e o Covid-19 no que diz respeito às taxas de mortalidade.

Essa é a conclusão de uma equipe e pesquisadores da Northwestern University.

A pesquisa

Os pesquisadores dessa universidade realizaram uma análise estatística de dados de hospitais de nove países.
Dentre esses estão China, França, Alemanha, Itália, Irã, Coréia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido (Reino Unido) e Estados Unidos.

A correlação entre a vitamina D e o Covid-19 foi observada em pacientes de países com altas taxas de mortalidade por Covid-19. Países como Itália, Espanha e Reino Unido. Pacientes desses países com altas taxas de mortalidade apresentavam níveis mais baixos de vitamina D. Isso quando comparados com pacientes de países não tão gravemente afetados.

Embora a deficiência de vitamina D possa ter relação com a taxa de mortalidade, não necessariamente signifique que todos devam começar a suplementar essa vitamina.
Os pesquisadores constataram uma evidência, e mais estudos se mostram necessários.
É preciso esclarecer o mecanismo que explique essa mortalidade elevada.

Correlação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19

A suspeita dos pesquisadores da estranha relação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19 se originou ao perceber diferenças inexplicáveis nas taxas de mortalidade por COVID-19 de país para país.

Houve quem levantou a hipótese de que diferenças na qualidade da assistência médica, distribuição de idade na população, taxas de testagem ou diferentes cepas do coronavírus pudessem ser as responsáveis. Um dos pesquisadores envolvidos, no entanto, não acreditou nisso.

Segundo o pesquisador Backman, nenhum desses fatores parece desempenhar um papel significativo.
O sistema de saúde no norte da Itália, por exemplo, é um dos melhores do mundo.
As diferenças de mortalidade existem mesmo que se observe a mesma faixa etária.

E, embora as restrições aos testes realmente variem, as disparidades na mortalidade ainda existem mesmo quando foram analisados países ou populações para os quais se aplicam taxas de teste semelhantes.
Em vez disso, observou-se uma correlação significativa entre a deficiência de vitamina D e o Covid-19 em suas taxas de mortalidade.

Tempestade de citocinas

Ao analisar dados disponíveis de pacientes de todo o mundo, Backman e sua equipe descobriram algo muito curioso. Uma forte correlação entre os níveis de vitamina D e a tempestade de citocinas.
Essa é uma condição hiperinflamatória causada por um sistema imunológico hiperativo. Ao mesmo tempo notou-se uma correlação entre a deficiência de vitamina D e a mortalidade.

A tempestade de citocinas pode danificar gravemente os pulmões e levar à síndrome do desconforto respiratório agudo e à morte dos pacientes.
É o que parece ocasionar a morte da maioria dos pacientes com Covid-19.
Ou seja, não é exatamente o vírus o causador direto da destruição dos pulmões.
O dano mortal é causado pelas complicações decorrentes do incêndio mal direcionado pelo sistema imunológico.

Vitamina D e a taxa de mortalidade pelo Covid-19

A pesquisa em questão demonstra que níveis adequados de vitamina D podem reduzir a taxa de mortalidade de Covid-19 em até 50%.
A vitamina D não impede o paciente de contrair o vírus. Mas pode reduzir as complicações e evitar a morte daqueles que estão infectados.

Crianças e o Covid-19 – um mistério a ser esclarecido

A correlação entre vitamina D e o Covid-19 pode ajudar a explicar os muitos mistérios que cercam essa doença.
Explicar por que as crianças têm menos probabilidade de morte por decorrência do Covid-19.

Crianças ainda não possuem um sistema imunológico totalmente desenvolvido. Esse mesmo sistema imunológico está diretamente envolvido na resposta ao Covid-19 e com maior probabilidade de gerar uma reação exacerbada.
Esse pode ser o grande diferencial entre crianças e adultos na resposta ao Covid-19.

A reação das crianças ao vírus está baseada no seu sistema imunológico inato.
Isso pode explicar por que a taxa de mortalidade delas é mais baixa.

Atenção – cuidados com doses exageradas de vitamina D

Os pesquisadores salientam que as pessoas não devem tomar doses excessivas de vitamina D. Isso porque doses altas podem gerar efeitos colaterais negativos.
São necessárias muito mais pesquisas para se saber como a vitamina D pode ser usada deforma mais eficaz para proteção contra as complicações do Covid-19.

Vitamina D – qual a dose ideal?

É difícil dizer qual dose é mais benéfica para o Covid-19.
No entanto, é claro que a deficiência de vitamina D é prejudicial e pode ser facilmente tratada com a suplementação adequada.
Isso pode ser uma chave para ajudar a proteger populações vulneráveis.
Especialmente pacientes afro-americanos e idosos, que apresentam uma prevalência maior de deficiência de vitamina D.

A solução para a pandemia de Covid-19, como sabemos, virá com a descoberta de uma vacina eficaz contra o Sars-Cov-2, o vírus causador da doença.

Fonte: medRxiv
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A relação entre o consumo de vitamina D e o esmalte dental

vitamina D e o esmalte dental

O consumo de vitamina D e o esmalte dental ao que parece estão relacionados. Isso porque um estudo recente demonstrou que a vitamina D pode ter efeito sobre a formação do esmalte dental.

Nesse estudo observou-se que a suplementação de altas doses de vitamina D nos últimos três meses de gestação apresentou um forte impacto sobre o esmalte dental.  Essa suplementação reduziu em 50% a ocorrência de anomalias no esmalte dos dentes decíduos e definitivos dos filhos das gestantes até aos seis anos. Ou seja, o estudo sugere a existência de um forte vínculo entre os níveis de vitamina D e o esmalte dental.

Essa relação entre o consumo de vitamina D e o esmalte dental foi estabelecida tomando por base uma comparação com uma outra com níveis reduzidos de suplementação da vitamina.
O estudo, contudo, não revelou qualquer alteração na incidência de cárie dentária por parte da vitamina D.

Essas anomalias dizem respeito à quebra do esmalte, opacidade nos molares, entre outros problemas dentários. Problemas esses frequentes em todo o mundo, e que afetam quase 40% das crianças em idade escolar.

Vitamina D e o esmalte dental

A falta de um esmalte resistente traz consequências como dor de dentes, sensibilidade ao ingerir alimentos ou bebidas quentes ou frias. Além disso também pode favorecer o aparecimento e progressão de cáries. Muitas das vezes tal condição pode resultar em aumento da necessidade de extrações dentárias. Aqui no Dentalis já publicamos um artigo que questiona a possibilidade de regeneração do esmalte dental. Clique aqui para acessar esse texto.

O estudo

O estudo em questão contou com 623 participantes, mulheres com 24 semanas de gravidez que receberam 2400 UI de vitamina D desde o início do ensaio até uma semana após o parto. Outro grupo recebeu apenas a suplementação padrão de 400 UI ao dia.

Nesse estudo, 588 crianças, filhas das participantes, também foram acompanhadas.
Aos seis anos de idade, os dentes das crianças foram examinados em 84% dos casos. Atingindo assim um total de 496 crianças.

Observou-se que o risco de defeitos no esmalte foi diminuído em 50%.
Isso tanto para os dentes de leite como nos dentes permanentes.
Não se verificou, no entanto, qualquer alteração no risco de cárie.

Para evitar qualquer viés na composição dos grupos, foram também considerados outros hábitos de higiene bucal.
Hábitos de higiene como a frequência na escovação dos dentes, utilização de pastas com flúor e uso do fio dental.

As diferenças nos hábitos de higiene e seu consequente impacto sobre a prevalência de defeitos no esmalte nos dois grupos foi descartado.

Isso através da análise de eventuais fatores de confusão.
Observou-se pelos resultados que hábitos de estilo de vida, como os acima citados, estavam presentes de forma igual em ambos os grupos.

A exposição à luz solar é fator determinante para garantir a presença de níveis adequados de vitamina D no organismo. Os pacientes em ambos os grupos foram expostos a luz solar em níveis semelhantes.

vitamina D e o esmalte dental

Riscos associado ao consumo em excesso de vitamina D

Inúmeras pesquisas têm mostrado que a vitamina D é mais importante para a nossa saúde do que se pensava. Níveis adequados de vitamina D são essenciais para um envelhecimento saudável.

Mas há uma ressalva: para elevar seus níveis de vitamina D, preferencialmente tomando Sol moderadamente, é importante não esquecer do magnésio.

Uma revisão publicada pela Associação Osteopática Norte-Americana mostra que a vitamina D não pode ser metabolizada sem níveis suficientes de magnésio, o que significa que a vitamina D permanece armazenada e inativa em até 50% das pessoas.

Riscos dos suplementos de vitamina D

“As pessoas estão tomando suplementos de vitamina D, mas não percebem como ele é metabolizado. Sem magnésio, a vitamina D [na forma de suplementos] não é realmente útil ou segura,” explicam os pesquisadores Anne Marie Uwitonze e Mohammed Razzaque em um artigo publicado no The Journal of the American Osteopathic Association.

Razzaque acrescenta que o consumo de suplementos de vitamina D pode aumentar os níveis de cálcio e fosfato de uma pessoa, mesmo que ela permaneça deficiente em vitamina D. O problema é que as pessoas podem sofrer de calcificação vascular se seus níveis de magnésio não forem suficientemente altos para prevenir a complicação.

Magnésio

O magnésio é o quarto mineral mais abundante no corpo humano, depois do cálcio, potássio e sódio.

A média diária recomendada de ingestão de magnésio é de 420 mg para homens e 320 mg para mulheres.

Os alimentos com alto teor de magnésio incluem amêndoas, bananas, feijão, brócolis, arroz integral, castanha de caju, gema de ovo, óleo de peixe, linhaça, vegetais verdes, leite, cogumelos, nozes, aveia, sementes de abóbora, sementes de gergelim, soja, sementes de girassol, milho, tofu e grãos integrais.

O consumo de magnésio de alimentos naturais diminuiu nas últimas décadas, devido à agricultura industrializada e mudanças nos hábitos alimentares. Os níveis de magnésio são baixos em populações que consomem alimentos processados, que se baseiam mais em grãos refinados, gorduras, fosfatos e açúcar.

Falta de magnésio e vitamina D

Pacientes com níveis ótimos de magnésio exigem menos suplementação de vitamina D para atingir níveis suficientes do composto no organismo. O magnésio também reduz a osteoporose. Ele ajuda a mitigar o risco de fraturas ósseas. Fraturas que podem ser atribuídas a níveis baixos de vitamina D. Conforme destacam os pesquisadores.

A deficiência em qualquer um desses nutrientes – magnésio e vitamina D – está associada a vários distúrbios, incluindo deformidades esqueléticas, doenças cardiovasculares e síndrome metabólica.

Concluindo

As evidências apontam para a estreita relação entre a vitamina D e o esmalte dental e sua formação. Quando houver necessidade de suplementação de vitamina D, deve-se tomar todo o cuidado com os níveis do mineral magnésio.

Fonte: Jama Network
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Química do fio dental pode ser uma ameaça à saúde

química do fio dental

A química do fio dental o torna resistente à água e aos lipídios. Sem esse tratamento químico isso não seria possível.
Algumas das substâncias muitas vezes empregadas como parte da química do fio dental são as Per e polifluoralquilas (PFAS).

Um estudo recente desenvolvido pelo Silent Spring Institute detectou níveis elevados de PFAS em uma das marcas comerciais, dentre as 18 pesquisadas.
Importante destacar que os PFAS são substâncias químicas com efeitos tóxicos para a saúde humana.

O Silent Spring Institute  é uma organização sem fins lucrativos dedicada a estudar e reportar principalmente a prevenção do câncer de mama. Embora sua pesquisa também aborde outros tópicos relacionados à saúde.

PFAS

Os PFAS são usados em uma grande variedade de produtos de consumo. Produtos como embalagens de fast-food, panelas antiaderentes, roupas impermeáveis e tapetes resistentes a manchas. As pessoas podem ser expostas às substâncias diretamente através dos produtos que usam e dos alimentos que ingerem. Eles também podem ser expostos através do ar interno e poeira e água potável contaminada.

O estudo

Os pesquisadores mediram 11 compostos químicos de PFAS em amostras de sangue de 178 mulheres de meia idade. Mulheres essas inscritas nos Estudos de Saúde e Desenvolvimento Infantil do Instituto de Saúde Pública. Esse foi um estudo multigeracional do impacto de produtos químicos ambientais e outros fatores sobre doenças.

Foram realizadas entrevistas nas quais as mulheres foram questionadas sobre seus comportamentos relacionados a exposições mais elevadas de PFAS.
Isso com o objetivo de entender como o comportamento das participantes influenciou sua exposição aos PFAS.

Foram detectados níveis mais elevados de ácido perfluorohexanossulfônico, um tipo de PFAS. E justamente em mulheres que usavam uma marca específica de fio dental dentre aquelas escolhidas para análise. Isso em comparação com mulheres que não fizeram uso do fio dental em questão.
Um total de 18 marcas de fio dental foram analisadas.
Isso levou os pesquisadores a relacionar à química do fio dental, uma marca em particular, à presença de altos níveis de PFAS nas amostras de sangue pesquisadas.

Química do fio dental – preocupação dos pesquisadores

Este é o primeiro estudo que demonstrou que o uso de fio dental contendo PFAS, pode estar associado a uma maior carga corporal desses produtos químicos tóxicos.

Não se pode afirmar que apenas uma determinada marca de fio dental represente risco aos usuários. O que está em excesso em uma determinada marca, pode também estar em excesso em outras.
Novas pesquisas são necessárias e esperadas sobre esse tema. Espera-se também que um universo mais amplo de marcas de fio dental sejam utilizadas em próximos estudos.

Não se pode esquecer que o uso regular do fio dental é importante. E previne uma série de problemas odontológicos, inclusive o câncer de boca.

O que se pode até o momento destacar, é que os consumidores devam preferir os fios dentais que não contenham PFAS.

Mais do que nunca ficar atento às letras miúdas que informam a composição dos fios passou agora a ser algo relevante.

Fonte: Silent Spring Institute
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Fazer exercícios em jejum pode trazer muitos benefícios à saúde

Fazer exercícios em jejum pode trazer muitos benefícios à saúde

exercícios em jejum

Fazer exercícios em jejum logo pela manhã pode trazer muitos ganhos à saúde.
É o que um trabalho recente realizado durante seis semanas com trinta homens classificados como obesos ou sobrepeso demonstrou.

O estudo

Realizou-se uma comparação com dois grupos de intervenção. Aqueles que tomaram café da manhã antes da atividade física ou após os exercícios. Ambos foram comparados com os dados de um grupo controle. O grupo controle não realizou nenhuma alteração no estilo de vida.

Foram avaliados os níveis de glicose no sangue de todos os participantes da pesquisa.

Fazer exercícios em jejum – resultados animadores

Os voluntários que realizaram exercícios antes do café da manhã queimaram o dobro da quantidade de gordura do que o grupo que se exercitou após o café da manhã.

Mas afinal, por que motivo a queima de gordura corporal é maior quando se faz exercícios em jejum?

Os pesquisadores verificaram que o aumento do gasto de gordura estava relacionado diretamente aos níveis mais baixos de insulina durante o exercício.
O grupo que fez exercícios em jejum utilizou uma quantidade muito maior de gordura do tecido adiposo.
Essa gordura, uma vez dentro das células musculares, serviu como combustível para obtenção de energia.

Os benefícios do jejum

O trabalho foi desenvolvido com voluntários homens. A equipe de pesquisa pretende dar prosseguimento aos estudos numa nova etapa, mas desta vez com mulheres.

Os testes foram conduzidos por um curto espaço de tempo de apenas seis semanas. Em razão do pequeno intervalo de tempo não se observaram grandes diferenças na perda de peso corporal.
No entanto, os participantes que realizaram exercícios em jejum obtiveram as melhores respostas corporais à insulina. Os níveis de glicose sanguínea se mantiveram sob controle. Também diminuiu o risco de diabetes e doenças cardíacas.

Concluindo

Os resultados dessa pesquisa demonstraram que o momento em que se ingere alimentos em relação à prática da atividade física pode fazer grande diferença. A realização de exercícios físicos em jejum logo cedo pela manhã pode trazer mudanças muito positivas à saúde corporal.
O grupo de voluntários que realizou exercícios antes do café matinal aumentou grandemente sua resposta à insulina.

É interessante observar que a perda de peso entre os grupos se manteve semelhante assim como o nível de condicionamento físico.
O único diferencial foi a hora da ingestão de alimentos.
O verão é uma época do ano ideal pra se exercitar o corpo logo bem cedo. Fica a dica.

Fonte: Oxford Academic
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Os idosos e a falta de uma boa escovação dental

Os idosos e a falta de uma boa escovação dental

escovação dental

Muitas vezes convivem com o isolamento social e uma alimentação não muito adequada.
Além disso, sofrem as consequências que a ausência de uma boa escovação dental pode trazer.
Como todos sabemos a boca é uma importante porta de entrada para o corpo.
O descaso com uma boa escovação dental abre caminhos para que bactérias se tornem o estopim de doenças graves no organismo.

Essa falta de atenção básica é um grande problema para idosos em casas geriátricas. Só nos EUA eles já somam cerca de 1,3 milhão.

Boa escovação dental e saúde bucal – não são prioridades

A preocupação com a saúde bucal dos idosos não figura entre as prioridades da grande maioria dessas instituições.

Um estudo recente publicado na Special Care in Dentistry em 2017 constatou que apenas 10,3% dos pacientes internados em um lar de idosos por um período de cinco anos utilizaram serviços odontológicos dentro da casa ao menos uma vez durante esse período.

Bactérias da boca e o risco aumentado de pneumonia

O fato inconteste é que as bactérias presentes na boca podem afetar a saúde geral dos indivíduos.
Muitas das vezes as bactérias aderidas aos dentes podem acabar sendo inaladas e vir a causar pneumonia. Em pacientes vulneráveis e idosos isso pode ter graves consequências. Em alguns casos de pneumonia muitos pacientes têm de ser entubados em unidades de terapia intensiva (UTI).

Em um estudo, verificou-se que as bactérias cultivadas nos pulmões de pacientes hospitalizados com pneumonia eram idênticas às cultivadas nos dentes dos mesmos pacientes.

O residencial ideal de ninguém

Existem evidências de que a higiene bucal em pacientes hospitalizados e em lares de idosos é frequentemente ignorada ou deficiente.

A falta de atendimento, incluindo uma boa escovação dental, tem sido recorrente na grande maioria dos casos.

Milhares de pessoas por dia que estão em lares de idosos costumam passar o dia sem uma boa escovação dental.
As bactérias que surgem como resultado dos falta de uma boa higiene oral geralmente são resistentes a antibióticos. E acabam contribuindo para infecções que são comumente encontradas nesses locais.

E há evidências consideráveis e consenso geral de que as bactérias que causam pneumonia em casas de saúde podem penetrar nos pulmões pela boca. E acabam causando infecções pulmonares graves.

Esse problema certamente irá se agravar à medida que a população envelhece e mais pessoas estarão residindo em lares de idosos.

Biofilmes orais – o amigo que vira inimigo

O biofilme oral é uma fina película que recobre a superfície do dente.
É constituída por proteínas presentes naturalmente na saliva. Seu objetivo é proteger os dentes do contato com ácidos agressivos para o esmalte dentário. Este biofilme funciona também como uma membrana lubrificante. Assim protege os dentes do efeito abrasivo resultante da mastigação de alimentos e do contato com outros dentes. Nesta primeira fase, a película formada é benéfica para os dentes.

Não tarda muito até as bactérias começarem a aderir a esta película recém-formada. As bactérias começam posteriormente a formar uma massa pegajosa – mais conhecida por placa bacteriana. Formada a partir de açúcares e proteínas resultantes de resíduos alimentares. Numa fase inicial, este biofilme é muito fácil de remover. Uma boa escovação dental resolve plenamente o problema. No entanto, se não for removida rapidamente, a placa bacteriana cresce, ganha estrutura e solidifica. Posteriormente fica depositada por baixo de um novo biofilme. É desta forma que um amigo dos nossos dentes rapidamente se transforma num inimigo.

Risco de pneumonia

Uma das conexões mais bem documentadas entre a cavidade oral, que inclui dentes, língua e gengivas, e a saúde geral é a pneumonia.
Um conjunto substancial de evidências sugere que a atenção à higiene bucal pode reduzir o risco de pneumonia. Isso está especialmente bem documentado no caso de pneumonia adquirida em hospitais e clínicas geriátricas. São formas comuns de pneumonia que matam muitas pessoas e apresentam um grande impacto econômico. As bactérias formam um lar na boca e depois podem ser aspiradas ou inaladas pelos pulmões vindo a causar infecções graves.

As bactérias que normalmente residem na boca crescem como placa dental. Essa placa se liga firmemente aos dentes e superfícies da boca, como a língua. A placa dentária é difícil de remover e as bactérias dentro delas são mais resistentes a soluções antimicrobianas.

Boa escovação dental e o uso do fio dental

Uma boa escovação dental e o uso do fio dental podem remover o biofilme. Já a placa dental, caberá ao dentista sua remoção.
Isso geralmente não acontece, pois o pagamento por esses serviços geralmente não é coberto pelos custos dessas instituições de saúde.

Em alguns locais há a participação de enfermeiros e técnicos que realizam a higienização dental dos pacientes – fio dental e escovação e uso de antissépticos orais.

Uma boa escovação bem como o uso do fio dental devem ser realizados não apenas uma, mas mais de uma vez ao dia. Isso deveria ser uma prática regular em clínicas geriátricas.

A higiene bucal dos idosos em clínicas geriátricas

Pacientes idosos muitas vezes estão doentes e incapacitados para fazer isso sozinhos ou podem não fazê-lo da forma adequada.
Embora enfermeiros e técnicos de enfermagem possam executar essa tarefa, eles geralmente ficam sobrecarregados com outras tarefas.

Realizar uma higiene bucal eficaz toma tempo. Também é muitas vezes desagradável devido ao fato de que os biofilmes orais geralmente produzem odores desagradáveis e podem conter resíduos alimentares.

Como resultado, a higiene bucal é, na melhor das hipóteses, realizada de maneira inadequada nesses pacientes e, na pior, não é realizada.

É um tanto frustrante que propostas para estudar métodos mais eficazes para melhorar a higiene bucal em idosos sejam quase sempre ignoradas pelas equipes de saúde.
As razões para isso não são claras, mas nos perguntamos se existe algum viés contrário à ideia de que o atendimento odontológico vale o custo nesse cenário?

Esperança à vista

Há alguns sinais de esperança. Estudos científicos demonstram que a implementação de estratégias de higiene bucal pode reduzir o nível de infecções graves, como pneumonia.

Um estudo recente verificou que o aprimoramento da higiene bucal antes de uma cirurgia no hospital pode reduzir as taxas de pneumonia. Isso em conjunto com outras medidas auxiliares como o aprimoramento do manejo dos tubos inseridos na traqueia, por exemplo.
Importante que tais informações sejam divulgadas junto aos profissionais de saúde, como enfermeiros, mas também aos médicos, gerentes e, finalmente, proprietários de clínicas geriátricas.

Uma boa escovação dental se inicia a partir de uma boa escova dental. Veja aqui para conhecer quais são as características de uma boa escova dental.

Fonte: MedicalXpress, Curaprox
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