gengivite

Dieta saudável pode reduzir gengivite?

Geralmente, uma dieta pobre em carboidratos refinados está associada a consequências positivas para a saúde geral e para a saúde bucal em particular, já que reduz o risco de cárie dentária. De acordo com um estudo recente realizado na University of Freiburg na Alemanha e apresentado no EuroPerio9, o principal congresso mundial em periodontia e implantodontia, uma dieta otimizada para a saúde bucal também pode reduzir significativamente a gengivite.
Pesquisas anteriores na universidade encontraram um efeito pronunciado de intervenções dietéticas na inflamação gengival. No entanto, os mecanismos por trás disso são amplamente desconhecidos. O estudo recente teve como objetivo determinar como uma dieta de saúde oral otimizada poderia afetar tanto a inflamação periodontal quanto a sistêmica.

“Nós conduzimos um ensaio clínico randomizado utilizando o delineamento do nosso estudo anterior, com um grupo de pacientes solicitados a seguir uma dieta especial pobre em carboidratos processados e proteínas animais, mas rica em ácidos graxos ômega-3, vitaminas C e D, antioxidantes, plantas nitratos e fibras,” disse o autor principal Dr. Johan Wölber, do Departamento de Odontologia Operativa e Periodontologia no centro médico da Universidade de Freiburg. “As pessoas do grupo controle não mudaram seus hábitos alimentares, seguindo uma dieta ocidental comum, rica em carboidratos processados e ácidos graxos saturados, e baixa em micronutrientes. Pedimos a ambos os grupos que não limpassem entre os dentes durante o estudo. Avaliamos os parâmetros clínicos periodontais e parâmetros inflamatórios sistêmicos no início e após quatro semanas”.

Influência significativa

Comentando sobre os resultados, Wölber disse: “Ficamos surpresos ao descobrir que, após apenas quatro semanas, uma dieta saudável reduziu substancialmente a inflamação das gengivas. No geral, encontramos uma redução significativa da gengivite de cerca de 40%, que foi, como no estudo anterior, significativamente diferente do grupo controle – sem limpeza interdental. Em relação aos parâmetros sorológicos, não observamos diferenças entre os grupos controle e experimental, exceto um aumento significativo de vitamina D no grupo que se alimenta de forma saudável. Em outras palavras, uma dieta ideal parece influenciar a gengivite precoce, antes que a inflamação sistêmica se instale.”

Os resultados do estudo recente, intitulado “O efeito de uma dieta otimizada de saúde bucal em parâmetros periodontais e sorológicos”, foram apresentados no EuroPerio9 em 20 de junho em Amsterdã. O estudo anterior, intitulado “Uma dieta otimizada de saúde oral pode reduzir a inflamação gengival e periodontal em humanos – Um estudo piloto controlado randomizado”, foi publicado no BMC Oral Health.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Reposição de estrogênio em mulheres pós menopausa diminui risco de doenças gengivais

EstrogênioAtribuída à redução dos níveis de estrogênios a partir do início da menopausa, algumas mulheres se tornam mais propensas a numerosas questões de saúde, incluindo ondas de calor, mas também as condições mais graves, como a osteoporose, que pode ser controlada pela reposição de estrogênio. Um novo estudo demonstra que este tratamento também poderia diminuir a prevalência de periodontite grave em mulheres após a menopausa.

O estudo incluiu 492 mulheres na pós-menopausa, 113 dos quais receberam tratamento para osteoporose e 379 que não. Ele mostrou que aquelas que receberam estrogênio sistêmico sozinho ou estrogênio com progesterona e suplementos de cálcio e vitamina D durante pelo menos seis meses tiveram menor perda de aderência periodontal, menos sangramento gengival do que as mulheres sem esse aporte utilizado no tratamento da osteoporose. Em especial, a prevalência de periodontite grave foi 44% menor no grupo de tratamento da osteoporose do que no grupo controle.

O que o estudo demonstra

“Este estudo demonstra que a terapia com estrogênio, que provou ser eficaz na prevenção da perda óssea, também pode evitar o agravamento da doença das gengivas e dentes. Todas as mulheres, mas especialmente aquelas com baixos níveis de estrogênio ou que estejam em tratamento com bifosfonato para osteoporose, devem ter um cuidado redobrado com a saúde seus dentes bem como aderir a um estilo de vida mais saudável”, concluiu o prof. In Joan Pinkerton, diretor executivo da Sociedade Norte Americana de Menopausa.

O estudo intitulado “Associação entre tratamento da osteoporose e periodontite grave em mulheres na pós-menopausa,” foi publicado online antes da impressão em 20 de fevereiro no Menopause, o periódico da Sociedade Norte Americana de Menopausa. O estudo foi realizado em várias instituições científicas e de saúde do estado no Brasil em colaboração com a State University of New York.

Dentalis Software – organização, eficiência e qualidade – tudo o que você quer para o seu consultório

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Doentes renais com periodontite tem maior risco de mortalidade do que pacientes com gengivas saudáveis

periodontite
A conclusão é de um estudo recentemente publicado na revista científica Journal of Clinical Periodontology: os doentes renais com gengivite ou com periodontite têm um maior risco de morte do que os pacientes com doença renal com gengivas saudáveis.
 
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, revela que existe de fato uma ligação entre as duas doenças. Ian Chapple, especialista em Periodontologia e um dos autores do estudo, sublinha que a relação mostra que a saúde oral não se concentra apenas nos dentes, podendo gerar impacto em  outros partes do corpo.
 
“A boca é a porta de entrada para o resto do organismo, em vez de um órgão separado. É o ponto de acesso para que as bactérias entrem na corrente sanguínea através das gengivas”, comenta o pesquisador.
 
Os responsáveis pelo estudo agora publicado analisaram dados de cerca de 13 mil pessoas residentes nos EUA e descobriram que 861 dos participantes (6%) tinham doença renal crônica.
 
Depois, os cientistas procuraram analisar a conexão entre a periodontite e a mortalidade em pacientes com doença renal e compararam essa ligação com aquela entre a mortalidade e outros fatores de risco em pessoas com doença renal, como a diabetes.
 
Depois de ajustarem o estudo para os efeitos causados por outros fatores de risco, os cientistas descobriram que a mortalidade após 10 anos decorridos com a doença totalizava 32% em participantes com doença renal crônica sem periodontite e de 41% para os pacientes de doença renal com periodontite.
 
Além disso, a mortalidade no período de 10 anos em pacientes com doença renal crônica sem periodontite subia de 32% em pacientes não diabéticos para 43% em pacientes diabéticos.
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Oil pulling de óleo de coco reduz gengivite

oleo de coco
Um estudo recente mostrou que o oil pulling usando óleo de coco pode ser um método eficaz para reduzir a formação de placa bacteriana e placa induzida por gengivite. Óleo de coco é facilmente utilizável e seguro com poucos efeitos secundários e pode assim tornar-se uma alternativa aos agentes antimicrobianos convencionais por via oral tais como clorexidine, sugeriram as descobertas.

O estudo-piloto incluindo 60 adolescentes com idades entre 16 e 18 anos, com gengivite induzida por placa, dos quais metade realizou o oil pulling com óleo de coco além de sua rotina de higiene oral durante um período de 30 dias, enquanto que o restante funcionou como grupo controle.

Exame Oral no momento basal e nos dias 1, 7, 15 e 30 verificou que ambos os índices gengivais e placa declinaram significativamente. Os pesquisadores observaram uma redução constante tanto das placas e dos valores do índice gengival logo após uma semana de terapia. Além disso, eles observaram uma diminuição de 50 por cento desses valores em quatro semanas, o que é comparável à diminuição produzida pela clorexidina. Em contraste com a clorexidina, no entanto, nenhuma alteração do paladar e da coloração dos dentes, que são efeitos colaterais comuns de longo-prazo com uso de clorexidina, foram relatados no grupo teste.

Um número de estudos tem mostrado que o oil pulling ou swishing reduz gengivite. Em 2007, por exemplo, o oil pulling com óleo de girassol foi achado para reduzir a placa bacteriana e os índices gengivais após 45 dias. No entanto, esse estudo é o primeiro a investigar os benefícios do óleo de coco a este respeito.

Até hoje, o mecanismo pelo qual o oil pulling funciona não é totalmente compreendido. Segundo os pesquisadores, seu efeito diminuidor da placa poderia ser atribuído as forças mecânicas de cisalhamento que podem reduzir a aderência da placa bacteriana. Outra explicação possível é a composição do óleo de coco. Ele contém 92 por cento de ácidos saturados, com aproximadamente 50 por cento dos quais é ácido láurico, que tem provado efeitos anti-inflamatórios e antimicrobianos. O interessante é que, o leite materno é a única outra substância que ocorre naturalmente com essa grande concentração de ácido láurico, os pesquisadores disseram. Eles concluíram que maiores estudos sobre os efeitos e potencial antimicrobiano do óleo de coco são necessários para verificar essas hipóteses.

O estudo, intitulado “Efeito do óleo de coco na placa dental relacionada à gengivite – Um relatório preliminar”, foi publicado na edição de março/abril da Nigerian Medical Journal. O estudo foi realizado na Faculdade de Odontologia da Kannur na Índia.​

Posted by Victor in Medicamentos, 0 comments