gengivite

Inchaço das gengivas, qual pode ser a causa?

Inchaço das gengivas, qual pode ser a causa?

 

inchaço das gengivas

Eventualmente, as pessoas podem notar um inchaço das gengivas ao redor de um ou mais dentes. Este tipo de inflamação das gengivas pode apresentar causas diversas.

Inchaço das gengivas – causas

Dentre as causas pelo inchaço das gengivas, podemos relacionar:

Má higiene dental

Às vezes, restos de alimentos podem ficar presos entre o dente e a linha da gengiva.
O uso do fio dental e a escovação geralmente removem esses detritos. Se uma pessoa não remove os detritos, pode ocorrer um inchaço das gengivas ao redor dos dentes afetados. Com o tempo, isso pode resultar em cárie dentária e doença periodontal.

Doença periodontal

Cerca de 46% das pessoas com 30 anos ou mais nos Estados Unidos apresentam sinais de doença periodontal.

A doença periodontal ocorre devido à infecção e inchaço das gengivas que sustentam e circundam os dentes. Essas infecções ocorrem quando uma pessoa apresenta acúmulo de placa. A placa endurece para formar tártaro, ou cálculo, que é mais difícil de remover.

Os dois estágios da doença periodontal são:

Gengivite

Quando uma pessoa tem gengivite, suas gengivas ficam inchadas e inflamadas. Outros sintomas incluem: vermelhidão gengival e sensibilidade gengival, sangramento e mau hálito.
A gengivite é reversível, mas sem tratamento, pode levar à periodontite.

Periodontite

Periodontite é o estágio posterior da doença periodontal. É quando as gengivas se afastam ou recuam do dente. Quando isso acontece, uma infecção pode danificar o osso que suporta o dente. Isso pode levar ao afrouxamento do dente e sua consequente perda. A periodontite é uma condição séria que está relacionada a outras doenças e problemas de saúde do corpo, como a impotência sexual masculina.

Além dos sintomas característicos da gengivite, uma pessoa com periodontite poderá apresentar os seguintes sintomas:

  • dentes que parecem mais longos devido à recessão gengival;
  • dentes que parecem mais afastados;
  • dentes frouxos ou soltos;
  • formação de pus entre as gengivas e os dentes;
  • mudança na forma como os dentes se encaixam ao morder;
  • mudança no ajuste das próteses parciais.

Abscesso dentário

Um abscesso dentário é uma coleção de pus que se forma dentro de um dente ou de suas estruturas adjacentes. É consequência de uma infecção bacteriana.

Existem dois tipos de abscesso dentário:

  • Abscessos periapicais: geralmente ocorrem devido a cáries ou fraturas dentárias e afetam a raiz do dente.
  • Abscessos periodontais: são aqueles que afetam a gengiva.

Ambos os tipos podem causar inchaço na gengiva e vermelhidão ao redor dos dentes.

Outros sintomas relacionados ao abscesso dentário:

  • dor intensa no dente ou gengiva;
  • dor que irradia para a orelha, mandíbula ou pescoço;
  • dor que se agrava quando paciente se encontra deitado;
  • dente sensível, descolorido ou solto;
  • vermelhidão facial e inchaço;
  • sensibilidade a alimentos ou bebidas quentes e frias;
  • mau hálito;
  • sabor desagradável na boca.

Se o abscesso dentário for grave, uma pessoa também pode experimentar:

  • febre;
  • um sentimento geral de mal-estar;
  • dificuldade em abrir a boca;
  • dificuldade em engolir;
  • problemas respiratórios.

Como lidar com o problema longe do consultório odontológico

Alternativas que podem ajudar a reduzir a inflamação da gengiva e melhorar a saúde bucal:

Enxaguatório bucal antisséptico

O enxaguatório bucal antisséptico não consegue remover a placa bacteriana e o tártaro, Porém, pode ajudar a controlar o acúmulo de bactérias adicionais na placa.

O enxaguatório bucal antisséptico está disponível sem receita (OTC) em farmácias e drogarias.

Importante buscar marcas que contenham ingredientes com fortes propriedades antissépticas, como o cloreto de cetilpiridínio.

Muitas vezes os dentistas podem prescrever um enxaguatório bucal antisséptico contendo clorexidina. A clorexidina é notadamente um ingrediente mais eficaz.

Uso de solução salina (água salgada)

Um estudo de 2016 investigou os efeitos de um enxágue com água salgada na cicatrização de feridas nas gengivas.

Para este estudo, os pesquisadores removeram as células dos fibroblastos gengivais dos dentes dos doadores. Essas células compõem os tecidos conjuntivos dos dentes.

Depois de isolar as células danificadas, os pesquisadores as lavaram em uma solução salina por 2 minutos, três vezes por dia.

Eles descobriram que as soluções de água salgada com uma concentração de 1,8% eram mais eficazes para melhorar a taxa de cicatrização de feridas.

Modo de preparo

Uma solução salina pode ser preparada dissolvendo uma colher de chá rasa de sal em um copo de água fria que tenha sido previamente fervida. Recomenda-se o uso dessa solução em enxágues bucais três a quatro vezes ao dia.

Tratamento odontológico

Profilaxia dental

Procedimento odontológico que consiste na eliminação de tártaros, placas bacterianas e manchas.

Inclui, quando necessário, raspagem, polimento e restauração dos dentes, tornando-os mais brancos e garantindo-lhes uma superfície mais lisa.

Antibióticos

Antibióticos orais são geralmente eficazes no tratamento de abscessos dentários. Uma pessoa também deve ser submetida a tratamento odontológico para tratar a causa do abscesso.

Às vezes, a infecção já pode ter se espalhado para outras partes do corpo. Em casos muito graves, um paciente pode precisar internar em hospital e receber antibióticos intravenosos.

Incisão e drenagem

Em alguns casos, o dentista pode precisar fazer uma incisão no abscesso para remover o pus infectado.

Após a drenagem, o dentista lavará a área com solução salina. Tratamentos adicionais também podem ser necessários.

 

inchaço das gengivas

Tratamento de canal

O tratamento de canal é um procedimento odontológico que envolve a remoção de bactérias das raízes dentárias infectadas.

O dentista acessa as raízes dentárias através da coroa, que é a parte visível do dente. Eles então limpam e preenchem as raízes e a coroa. Algumas pessoas podem precisar de uma coroa artificial para proteger e restaurar o dente.

Quando a polpa está doente ou sofreu lesões e não consegue se recuperar sozinha, ela necrosa. As causas mais comuns de necrose pulpar são fratura dentária ou cárie dentária profunda. Esses dois problemas podem permitir que bactérias entrem na polpa, causando uma infecção dentro do dente.

Extração dental

Ocasionalmente, o dentista pode precisar remover o dente infectado. Este procedimento exigirá anestesia local.

Quando procurar um dentista

Independente da condição, as pessoas devem fazer um exame odontológico pelo menos uma ou duas vezes por ano. Isso mesmo que não apresentem sintomas de quaisquer desconforto odontológico, seja dos dentes ou gengivas.

As consultas permitem que o dentista trate quaisquer problemas nos estágios iniciais antes que se tornem mais graves.

Além das visitas anuais agendadas, as pessoas devem consultar um dentista no caso do aparecimento de algum dos seguintes sintomas:

  • gengivas inchadas ou sangrando;
  • manchas na boca ou feridas que persistem por mais de uma semana;
  • dor na mandíbula ou uma mordida irregular;
  • dificuldade em mastigar ou engolir;
  • dor ou inchaço na boca, face ou pescoço.

Prevenção

A melhor maneira de prevenir o inchaço das gengivas é praticar uma boa higiene bucal:

  • escovar os dentes após a ingestão de alimentos ou bebidas açucaradas;
  • usar o fio dental toda a vez que for escovar os dentes;
  • ir ao dentista ao menos uma a duas vezes ao ano para verificações de rotina;
  • consultar o dentista aos primeiros sinais de gengivas inchadas ou dor de dente;
  • evitar o consumo de alimentos muito açucarados para evitar a formação de placas;
  • evitar o uso de cigarro.

Resumindo

Uma gengiva inchada ao redor de um dente pode ocorrer por várias razões.

Pode ser resultado da falta de uma boa higiene dental ou de uma doença periodontal.

As pessoas devem visitar o dentista se o inchaço das gengivas persistir por mais de uma semana.

Uma consulta prévia é necessária se uma pessoa suspeitar de um abscesso dentário.

Em muitos casos, as pessoas podem prevenir o inchaço das gengivas tendo bons hábitos de higiene bucal. Isso quer dizer escovar e usar fio dental regularmente.

E também visitar o dentista para exames de rotina.

Fontes: Medical News Today, Colgate
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Dieta saudável pode reduzir gengivite?

Geralmente, uma dieta pobre em carboidratos refinados está associada a consequências positivas para a saúde geral e para a saúde bucal em particular, já que reduz o risco de cárie dentária. De acordo com um estudo recente realizado na University of Freiburg na Alemanha e apresentado no EuroPerio9, o principal congresso mundial em periodontia e implantodontia, uma dieta otimizada para a saúde bucal também pode reduzir significativamente a gengivite.
Pesquisas anteriores na universidade encontraram um efeito pronunciado de intervenções dietéticas na inflamação gengival. No entanto, os mecanismos por trás disso são amplamente desconhecidos. O estudo recente teve como objetivo determinar como uma dieta de saúde oral otimizada poderia afetar tanto a inflamação periodontal quanto a sistêmica.

“Nós conduzimos um ensaio clínico randomizado utilizando o delineamento do nosso estudo anterior, com um grupo de pacientes solicitados a seguir uma dieta especial pobre em carboidratos processados e proteínas animais, mas rica em ácidos graxos ômega-3, vitaminas C e D, antioxidantes, plantas nitratos e fibras,” disse o autor principal Dr. Johan Wölber, do Departamento de Odontologia Operativa e Periodontologia no centro médico da Universidade de Freiburg. “As pessoas do grupo controle não mudaram seus hábitos alimentares, seguindo uma dieta ocidental comum, rica em carboidratos processados e ácidos graxos saturados, e baixa em micronutrientes. Pedimos a ambos os grupos que não limpassem entre os dentes durante o estudo. Avaliamos os parâmetros clínicos periodontais e parâmetros inflamatórios sistêmicos no início e após quatro semanas”.

Influência significativa

Comentando sobre os resultados, Wölber disse: “Ficamos surpresos ao descobrir que, após apenas quatro semanas, uma dieta saudável reduziu substancialmente a inflamação das gengivas. No geral, encontramos uma redução significativa da gengivite de cerca de 40%, que foi, como no estudo anterior, significativamente diferente do grupo controle – sem limpeza interdental. Em relação aos parâmetros sorológicos, não observamos diferenças entre os grupos controle e experimental, exceto um aumento significativo de vitamina D no grupo que se alimenta de forma saudável. Em outras palavras, uma dieta ideal parece influenciar a gengivite precoce, antes que a inflamação sistêmica se instale.”

Os resultados do estudo recente, intitulado “O efeito de uma dieta otimizada de saúde bucal em parâmetros periodontais e sorológicos”, foram apresentados no EuroPerio9 em 20 de junho em Amsterdã. O estudo anterior, intitulado “Uma dieta otimizada de saúde oral pode reduzir a inflamação gengival e periodontal em humanos – Um estudo piloto controlado randomizado”, foi publicado no BMC Oral Health.

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Reposição de estrogênio em mulheres pós menopausa diminui risco de doenças gengivais

EstrogênioAtribuída à redução dos níveis de estrogênios a partir do início da menopausa, algumas mulheres se tornam mais propensas a numerosas questões de saúde, incluindo ondas de calor, mas também as condições mais graves, como a osteoporose, que pode ser controlada pela reposição de estrogênio. Um novo estudo demonstra que este tratamento também poderia diminuir a prevalência de periodontite grave em mulheres após a menopausa.

O estudo incluiu 492 mulheres na pós-menopausa, 113 dos quais receberam tratamento para osteoporose e 379 que não. Ele mostrou que aquelas que receberam estrogênio sistêmico sozinho ou estrogênio com progesterona e suplementos de cálcio e vitamina D durante pelo menos seis meses tiveram menor perda de aderência periodontal, menos sangramento gengival do que as mulheres sem esse aporte utilizado no tratamento da osteoporose. Em especial, a prevalência de periodontite grave foi 44% menor no grupo de tratamento da osteoporose do que no grupo controle.

O que o estudo demonstra

“Este estudo demonstra que a terapia com estrogênio, que provou ser eficaz na prevenção da perda óssea, também pode evitar o agravamento da doença das gengivas e dentes. Todas as mulheres, mas especialmente aquelas com baixos níveis de estrogênio ou que estejam em tratamento com bifosfonato para osteoporose, devem ter um cuidado redobrado com a saúde seus dentes bem como aderir a um estilo de vida mais saudável”, concluiu o prof. In Joan Pinkerton, diretor executivo da Sociedade Norte Americana de Menopausa.

O estudo intitulado “Associação entre tratamento da osteoporose e periodontite grave em mulheres na pós-menopausa,” foi publicado online antes da impressão em 20 de fevereiro no Menopause, o periódico da Sociedade Norte Americana de Menopausa. O estudo foi realizado em várias instituições científicas e de saúde do estado no Brasil em colaboração com a State University of New York.

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Doentes renais com periodontite tem maior risco de mortalidade do que pacientes com gengivas saudáveis

periodontite
A conclusão é de um estudo recentemente publicado na revista científica Journal of Clinical Periodontology: os doentes renais com gengivite ou com periodontite têm um maior risco de morte do que os pacientes com doença renal com gengivas saudáveis.
 
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, revela que existe de fato uma ligação entre as duas doenças. Ian Chapple, especialista em Periodontologia e um dos autores do estudo, sublinha que a relação mostra que a saúde oral não se concentra apenas nos dentes, podendo gerar impacto em  outros partes do corpo.
 
“A boca é a porta de entrada para o resto do organismo, em vez de um órgão separado. É o ponto de acesso para que as bactérias entrem na corrente sanguínea através das gengivas”, comenta o pesquisador.
 
Os responsáveis pelo estudo agora publicado analisaram dados de cerca de 13 mil pessoas residentes nos EUA e descobriram que 861 dos participantes (6%) tinham doença renal crônica.
 
Depois, os cientistas procuraram analisar a conexão entre a periodontite e a mortalidade em pacientes com doença renal e compararam essa ligação com aquela entre a mortalidade e outros fatores de risco em pessoas com doença renal, como a diabetes.
 

Concluindo

Depois de ajustarem o estudo para os efeitos causados por outros fatores de risco, os cientistas descobriram que a mortalidade após 10 anos decorridos com a doença totalizava 32% em participantes com doença renal crônica sem periodontite e de 41% para os pacientes de doença renal com periodontite.
 
Além disso, a mortalidade no período de 10 anos em pacientes com doença renal crônica sem periodontite subia de 32% em pacientes não diabéticos para 43% em pacientes diabéticos.
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Oil pulling de óleo de coco reduz gengivite

oleo de coco
Um estudo recente mostrou que o oil pulling usando óleo de coco pode ser um método eficaz para reduzir a formação de placa bacteriana e placa induzida por gengivite. Óleo de coco é facilmente utilizável e seguro com poucos efeitos secundários e pode assim tornar-se uma alternativa aos agentes antimicrobianos convencionais por via oral tais como clorexidine, sugeriram as descobertas.

O estudo-piloto incluindo 60 adolescentes com idades entre 16 e 18 anos, com gengivite induzida por placa, dos quais metade realizou o oil pulling com óleo de coco além de sua rotina de higiene oral durante um período de 30 dias, enquanto que o restante funcionou como grupo controle.

Exame Oral no momento basal e nos dias 1, 7, 15 e 30 verificou que ambos os índices gengivais e placa declinaram significativamente. Os pesquisadores observaram uma redução constante tanto das placas e dos valores do índice gengival logo após uma semana de terapia. Além disso, eles observaram uma diminuição de 50 por cento desses valores em quatro semanas, o que é comparável à diminuição produzida pela clorexidina. Em contraste com a clorexidina, no entanto, nenhuma alteração do paladar e da coloração dos dentes, que são efeitos colaterais comuns de longo-prazo com uso de clorexidina, foram relatados no grupo teste.

Um número de estudos tem mostrado que o oil pulling ou swishing reduz gengivite. Em 2007, por exemplo, o oil pulling com óleo de girassol foi achado para reduzir a placa bacteriana e os índices gengivais após 45 dias. No entanto, esse estudo é o primeiro a investigar os benefícios do óleo de coco a este respeito.

Até hoje, o mecanismo pelo qual o oil pulling funciona não é totalmente compreendido. Segundo os pesquisadores, seu efeito diminuidor da placa poderia ser atribuído as forças mecânicas de cisalhamento que podem reduzir a aderência da placa bacteriana. Outra explicação possível é a composição do óleo de coco. Ele contém 92 por cento de ácidos saturados, com aproximadamente 50 por cento dos quais é ácido láurico, que tem provado efeitos anti-inflamatórios e antimicrobianos. O interessante é que, o leite materno é a única outra substância que ocorre naturalmente com essa grande concentração de ácido láurico, os pesquisadores disseram. Eles concluíram que maiores estudos sobre os efeitos e potencial antimicrobiano do óleo de coco são necessários para verificar essas hipóteses.

O estudo, intitulado “Efeito do óleo de coco na placa dental relacionada à gengivite – Um relatório preliminar”, foi publicado na edição de março/abril da Nigerian Medical Journal. O estudo foi realizado na Faculdade de Odontologia da Kannur na Índia.​

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