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Flúor na água pode prejudicar adolescentes e bebês

flúor na água

A exposição ao flúor na água pode levar a uma redução na função renal e hepática entre adolescentes. Isso de acordo com um estudo publicado por pesquisadores do Monte Sinai no Environment International em agosto.

O estudo

O estudo examinou a relação entre os níveis de flúor na água potável e sangue com a saúde renal e hepática entre os adolescentes.
A amostragem utilizada foi daqueles adolescentes que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição. Esse é um grupo de estudos que avalia a saúde e bem-estar nutricional nos Estados Unidos.

Descobertas

As descobertas mostraram que a exposição ao flúor na água pode contribuir para mudanças complexas na função renal e hepática entre os jovens nos Estados Unidos. Naquele país 74% dos sistemas públicos de água adicionam flúor em benefício da saúde dental.

A água fluoretada é a principal fonte de exposição ao flúor nos EUA. Os resultados também sugerem que os adolescentes com pior função renal ou hepática podem absorver mais flúor em seus corpos.

Flúor na água – uma exposição crônica

Outros estudos já demonstraram que uma exposição aumentada do flúor na água em animais e adultos pode resultar em toxicidade renal e hepática.
Este estudo, no entanto, avaliou os efeitos potenciais da exposição crônica de flúor na água em baixos níveis entre os jovens.
O organismo de uma criança excreta apenas 45% do flúor através dos rins que vai parar na urina. Enquanto o organismo dos adultos o elimina a uma taxa de 60%. A maior parte do flúor circulante é acumulado nos rins dos adultos.

Nível ideal de flúor na água – uma questão que precisa ser estudada mais a fundo

Os benefícios odontológicos da adição do flúor são inegáveis e amplamente estabelecidos. O que se está questionando agora é a adequação da adição generalizada de flúor na água ou no sal na América do Norte. As descobertas deste estudo sugerem que pode haver potenciais problemas de saúde renal e hepática a serem considerados. Isso ao se avaliar o uso de flúor na água e níveis apropriados em intervenções de saúde pública. Estudos prospectivos são necessários para examinar o impacto da exposição crônica ao flúor na água em baixo nível nas funções renal e hepática.

Metodologia do estudo

O estudo analisou o flúor medido em amostras de sangue de 1.983 adolescentes. Também o teor de flúor na água da torneira nas casas de 1.742 adolescentes. As concentrações de flúor na água da torneira se mostraram geralmente baixas. No entanto, existem vários mecanismos pelos quais até baixos níveis de exposição ao flúor podem contribuir para a disfunção renal ou hepática.

Esses dados recentes foram combinados com estudos prévios sobre a exposição na infância a níveis mais elevados de flúor.
A partir disso conclui-se que há uma relação dose dependente entre flúor e indicadores de função renal e hepática.

Os achados, se confirmados em outros estudos, sugerem que pode ser importante considerar a função renal e hepática das crianças na elaboração de diretrizes e recomendações de saúde pública quanto aos níveis de adição de flúor na água.

Os riscos associados ao excesso de flúor na água

Efeitos colaterais potenciais à saúde incluem danos no sistema renal, danos ao fígado, disfunção tireoidiana, doença óssea e dentária e metabolismo proteico debilitado.

flúor na água

Adição de flúor na água – um risco para bebês

Um estudo realizado na Universidade de York (Canadá) fez uma descoberta preocupante. Descobriu que os níveis de flúor na urina de gestantes eram duas vezes mais altos naquelas que moram em cidades onde o flúor é adicionado à água potável.

É o primeiro estudo na América do Norte a verificar como o flúor na água contribui para os níveis urinários de flúor elevados em mulheres grávidas.
A pesquisa foi realizada como parte de um estudo maior. Estudo esse que investiga se a exposição precoce ao flúor pode afetar o cérebro dos fetos em desenvolvimento.

Descobriu-se que o flúor na água potável era a principal fonte de exposição para mulheres grávidas que viviam no Canadá. As mulheres que vivem em comunidades fluoretadas têm duas vezes a quantidade de flúor na urina que as mulheres que vivem em comunidades não fluoretadas.

Efeitos do flúor adicionado sobre a gestação – o estudo

No estudo foram recrutadas 2.001 mulheres grávidas entre 2008 e 2011. As mulheres moravam em 10 grandes cidades em todo o Canadá. Sete das cidades (Toronto, Hamilton, Ottawa, Sudbury, Halifax, Edmonton e Winnipeg) adicionaram flúor à água municipal, enquanto três (Vancouver, Montreal e Kingston) não o fizeram.

Amostras de urina foram coletadas durante cada trimestre da gravidez para mais de 1.500 mulheres. Os níveis de flúor nas estações municipais de tratamento de água que forneciam água para a casa de cada mulher foram obtidos. Informações sobre a demografia, estilo de vida e histórico médico de cada mulher também foram coletadas.

Além do flúor na água

Além da água fluoretada, as fontes de flúor incluíam cremes dentais, enxaguantes bucais, bem como bebidas processadas e alimentos, especialmente aqueles feitos com água fluoretada.
Além da água, produtos como chá já foram encontrados anteriormente com altas concentrações de flúor natural.

Neste estudo, o nível de flúor na água foi o principal determinante do nível de flúor na urina das mulheres. Maior consumo de chá preto também foi correlacionado com níveis mais elevados de flúor na urina em mulheres grávidas.

Coincidência de valores

Os níveis de flúor entre as mulheres grávidas que vivem em comunidades fluoretadas no Canadá foram semelhantes aos níveis relatados em um estudo anterior de mulheres grávidas que vivem na Cidade do México, onde o flúor é adicionado ao sal de cozinha.

Risco de QI menor

É uma descoberta preocupante. Isso porque a exposição pré-natal ao flúor na amostra mexicana está associada com menor QI em crianças. Novas evidências também demonstram uma ligação entre altos níveis de flúor na gravidez e comportamentos desatentos entre crianças no mesmo México.

Vários pesquisadores estão investigando a hipótese de que a exposição pré-natal ao flúor em crianças canadenses resulte em deficits de QI. Como semelhante ao estudo mexicano.

Flúor adicionado na água desde da década de 40

O flúor foi adicionado à água potável em comunidades canadenses e americanas desde a década de 1940. O objetivo foi o de utilizá-lo como uma forma de prevenção da cárie dentária.
Hoje, cerca de 40% dos canadenses e 74% da população dos EUA em abastecimento público de água recebem água fluoretada.

Fontes: ScienceDaily, MedicalXpress
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Uma prole maior pode estar relacionada à maior perda de dentes das mães

Em um novo estudo da Europa, os pesquisadores descobriram que ter uma família maior pode estar relacionado à maior perda de dente em mães – sugerindo o velho provérbio “ganhar um filho, perder um dente” pode ter de fato algum fundamento.

Segundo os pesquisadores, não houve evidências sólidas para provar a idéia de que famílias maiores levam à perda de dente em mães. Para pesquisar isso, basearam-se em dados da Wave 5 of the Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (SHARE). A SHARE contém informações sobre a saúde, a obtenção da educação e a renda familiar de mais de 120.000 adultos de 50 anos de idade e mais, de 27 países europeus e Israel. A Wave 5 foi concluída em 2013 e incluiu perguntas sobre a história reprodutiva e número de dentes naturais de 34.843 entrevistados, com idade média de 67 anos.

Olhando para o potencial impacto de ter gêmeos ou trigêmeos em vez de filho único, os pesquisadores também levaram em conta o sexo dos dois primeiros filhos, partindo do pressuposto de que, se os dois primeiros fossem do mesmo sexo, os pais poderiam estar tentados a tentar um terceiro filho. Para analisar os dados, eles aplicaram uma técnica estatística que explora uma variação natural randômica em uma variável que apenas está associada com a exposição e afeta o resultado somente através dessa exposição que, essencialmente simulando um ensaio controlado e randomizado.

Saúde bucal das mães

De acordo com os resultados, as mulheres com três filhos tiveram uma média de quatro dentes a menos do que as mulheres com dois filhos, sugerindo que a adição de uma terceira criança pode muito bem ser prejudicial para a saúde bucal das mães. Em uma nota potencialmente controversa, os dados do estudo indicaram não haver efeito direto para a saúde bucal dos pais, no caso de um terceiro filho. No entanto, a perda de dente também aumentou com a idade, variando em cerca de sete dentes a menos para mulheres entre 50 e 60 anos e até menos 19 dentes para homens com idade de 80 anos e acima. Níveis mais altos de escolaridade também foram associados a menor risco de perda de dente entre as mulheres.

Comentando os resultados, os pesquisadores sugeriram promoção elevada da higiene bucal, nutrição amigável para os dentes e assistência odontológica preventiva regular, especificamente dirigida a futuras mães, seriam estratégias sensatas para os clínicos e os formuladores de políticas de saúde.

O estudo, intitulado “Ganhar um filho, perder um dente? Utilizando experimentos naturais para distinguir entre fato e ficção”, foi publicado online em 13 de março no Journal of Epidemiology and Community Health.​

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Por que gestantes vão pouco ao dentista?

Uma nova pesquisa demonstrou que, embora muitas mulheres grávidas e novas mães sofram de problemas de saúde oral, um número considerável não visita o dentista regularmente. Mais de um terço das entrevistadas afirmaram não ter tido uma avaliação dental por mais de um ano. A pesquisa indicou também que os profissionais de saúde desempenham um papel fundamental na educação das mulheres sobre as formas de melhorar os hábitos da saúde oral.
 
A fim de obter uma percepção sobre os padrões de visita das mulheres ao dentista e o conhecimento sobre o impacto da saúde bucal no bem estar delas próprias e de seus bebês, Cigna Corp., uma empresa de serviços globais de saúde, realizou uma pesquisa on-line em agosto entre 801 mulheres grávidas e novas mães com idade entre 21e 45 anos.
 
Apenas 55 por cento das participantes da pesquisa classificaram sua saúde bucal como muito boa ou excelente e 76 por cento relataram problemas de saúde oral durante a gravidez, incluindo sangramento das gengivas, uma maior sensibilidade nos dentes e dor de dente. No entanto, apenas 43 por cento das mulheres grávidas declararam que tinham ido a exames dentários durante a gravidez, e 36 por cento disseram que não tinham ido ao dentista por mais de um ano. O custo do tratamento odontológico foi a principal razão para evitar visitas ao dentista, principalmente em mulheres grávidas sem seguro odontológico. No total, 33 por cento das mulheres inquiridas disseram que tinham pulado os exames dentários durante a gravidez, pois elas estavam preocupadas com o possível alto custo.
 
Além disso, a pesquisa indicou que intervenções direcionadas por profissionais médicos poderiam melhorar significativamente os hábitos de saúde oral das gestantes e novas mães. Apenas 44 por cento das participantes disseram que seu médico discutiu saúde oral com elas durante as visitas de rotina durante a gravidez. Cerca de 77 por cento destas mulheres visitaram o dentista ao passo que apenas 41 por cento das mulheres que não foram instruídas sobre saúde bucal com o seu médico assim o fez. Os profissionais médicos também podem desempenhar um papel chave nas condições de prevenção de saúde bucal associadas a certos medicamentos. Cerca de 31 por cento das mulheres grávidas e 29 por cento das novas mães estão em manutenção com medicamentos para doenças crônicas, como asma, diabetes e pressão arterial elevada, o que pode diminuir o fluxo salivar e, assim, aumentar o risco de cárie dentária e doença periodontal, por exemplo.
 
No que diz respeito aos hábitos de higiene oral diário de novas mães, os pesquisadores descobriram que 36 por cento escovavam os dentes e passavam fio dental com menor frequência desde o parto, 67 por cento das quais declararam não terem tempo para acompanhar sua higiene.
 
O relatório completo pode ser acessado e baixado no endereço www.cigna.com. 
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O uso de anestésicos locais para gestantes na Odontologia é seguro?

examinando mulherEm adição a escovação e uso do fio dental regularmente, a visita ao dentista pelo menos duas vezes por ano, é geralmente recomendada, especialmente para as gestantes. No entanto, tratamentos odontológicos que envolvem anestesia geralmente são uma área de preocupação para as mulheres e os prestadores de cuidados de saúde. Agora, um estudo forneceu evidências adicionais que os anestésicos odontológicos locais e tratamento dentário durante a gravidez não estão associados a um aumento do risco de grandes problemas médicos.

A fim de avaliar a taxa de complicação de exposição aos anestésicos locais como parte dos cuidados odontológicos durante a gravidez, os autores realizaram um estudo prospectivo, um estudo observacional comparativo no Israeli Teratology Information Services entre 1999 e 2005. O estudo incluiu 210 mulheres grávidas que receberam anestésicos dentais locais durante tratamento endodôntico (43 por cento), extração de dente (31 por cento) e restauração de dente (21 por cento), e um grupo controle de 794 mulheres grávidas.

Eles descobriram que a exposição aos cuidados odontológicos e anestésicos locais durante a gravidez não foi associada com um risco aumentado de problemas médicos, incluindo paralisia cerebral, lábio leporino e cardiopatias em recém-nascidos. Além disso, a taxa de abortamento, parto prematuro ou peso de nascimento não diferiram significativamente entre os dois grupos de estudo.

O autor líder Dr. Aharon Hagai concluiu, “Dentistas e médicos devem incentivar as gestantes a manter sua saúde bucal, continuando a receber atendimento odontológico de rotina e a busca de tratamento quando surgem problemas”.

Durante a gravidez, as alterações hormonais podem afetar o microbioma oral, o que pode conduzir a um aumento do risco de cárie dentária e gengivite em mulheres grávidas. Além disso, as mulheres podem encontrar dificuldades em escovar os dentes pela manhã devido a enjoos matinais, reflexo de vômito e maior sangramento gengival. Ácido estomacal de vômitos frequentes podem também afetar negativamente o esmalte do dente.

O estudo, intitulado “Resultado da gravidez após a exposição in útero ao anestésico local como parte do tratamento odontológico: Um estudo prospectivo comparativo de coorte “, foi publicado na edição de agosto do Journal of the American Dental Association.

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