gravidez

Paracetamol durante gestação pode reduzir fertilidade das filhas

Tomar paracetamol durante a gravidez pode comprometer a fertilidade futura das filhas, de acordo com uma revisão das pesquisas científicas já feitas sobre o assunto.

Curiosamente, outra pesquisa recente demonstrou que o paracetamol durante a gravidez pode inibir a masculinidade dos filhos.

O paracetamol, ou acetaminofeno, é um analgésico vendido sem receita médica e comumente usado por mulheres grávidas em todo o mundo.

A equipe do Dr. David Kristensen, do Hospital Universitário de Copenhague (Dinamarca), revisou os resultados de estudos científicos que avaliaram os efeitos do paracetamol tomado durante a gravidez no desenvolvimento do sistema reprodutivo também da prole feminina.

“Embora não seja um dano grave para a fertilidade, ainda é uma preocupação real, já que dados de três laboratórios diferentes descobriram de forma independente que o paracetamol pode prejudicar o desenvolvimento reprodutivo feminino dessa maneira, o que indica que uma investigação adicional é necessária para estabelecer como isso afeta a fertilidade humana,” comentou o Dr. Kristensen.

Tratamentos sem prejuízos para os filhos

Todos os estudos revisados foram feitos em roedores porque estabelecer uma ligação entre o paracetamol tomado pelas mães humanas durante a gravidez e problemas de fertilidade muito mais tarde na vida adulta será difícil e exigirá acompanhamentos por décadas.

Por isso, o Dr. Kristensen recomenda que seja adotada uma abordagem interdisciplinar para lidar com esse problema, “combinando dados epidemiológicos de estudos humanos com mais pesquisas experimentais em modelos, como roedores, pode ser possível estabelecer este link e determinar como isso acontece, de forma que as mulheres grávidas com dores possam ser tratadas com sucesso, sem risco para seus filhos ainda não nascidos.”

A revisão foi publicada na revista médica Endocrine Connections.

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Uso de antibióticos durante a gestação pode aumentar risco de aborto espontâneo

Embora os antibióticos sejam amplamente utilizados durante a gravidez, as evidências relativas à sua segurança fetal permanecem limitadas. O objetivo deste estudo, publicado pelo Canadian Medical Association Journal, foi quantificar a associação entre a exposição a antibióticos durante a gravidez e o risco de aborto espontâneo.

Metodologia

Pesquisadores da Université de Montréal realizaram um estudo caso-controle aninhado dentro da Quebec Pregnancy Cohort (1998–2009). Foram excluídos os abortos planejados e as gestações expostas a drogas fetotóxicas. O aborto espontâneo foi definido como um diagnóstico ou um procedimento relacionado ao aborto espontâneo antes da 20ª semana de gestação. A data-índice foi definida como a data-calendário do aborto espontâneo. Dez controles por caso foram selecionados aleatoriamente e combinados por idade gestacional e ano de gravidez. O uso de antibióticos foi definido pelas prescrições preenchidas entre o primeiro dia de gestação e a data-índice e foi comparado com (a) não exposição e (b) exposição a penicilinas ou cefalosporinas. Estudou-se o tipo de antibiótico separadamente usando os mesmos grupos de comparação.

Conclusão

Após os ajustes necessários para potenciais fatores de confusão, o uso de azitromicina, claritromicina, metronidazol, sulfonamidas, tetraciclinas e quinolonas foi associado a um risco aumentado de aborto espontâneo. Resultados semelhantes foram encontrados quando penicilinas ou cefalosporinas foram usadas como grupo comparador.​

Este é um conhecimento de grande relevância para o dentista no âmbito da odontologia, onde a prescrição de antibióticos faz parte do dia a dia das consultas e atendimentos.

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Bactéria periodontal pode interferir na concepção em mulheres jovens

Em um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Helsinki, foi descoberto que o patógeno periodontal “Porphyromonas gingivalis” pode inibir a concepção em mulheres jovens. De acordo com o estudo denominado Global Burden of Disease Study, periodontite crônica severa é a sexta condição de saúde mais comum no mundo. Até agora, nenhum dado está disponibilizado sobre a influência da bactéria periodontal na concepção em mulheres.

O estudo investigou se marcadores microbiológicos e serológicos da periodontite estão associados à concepção, e envolveu 256 mulheres entre 19 e 42 anos de idade que tinham parado a contracepção com o intuito de engravidar. As participantes foram entrevistadas inicialmente sobre histórico médico, hábitos de fumo e higiene oral, consultas ao dentista e condição sócio econômica. Exames bucais estabeleceram a presença de lesões causadas por cárie e doença periodontal (baseados na profundidade da bolsa periodontal, placa visível, medição de sangramento e perda de inserção periodontal). Com o objetivo de detectar patógenos periodontais e os anticorpos associados, os pesquisadores analisaram serum coletado e saliva estimulada. Para o diagnóstico de vaginose bacteriana, exames ginecológicos com o uso de espéculo e esfregaço vaginal foram executados. As participantes foram acompanhadas por 12 meses para registrar se ficariam grávidas.

Resultados

De acordo com os resultados, a P. gingivalis na saliva foi significativamente mais comum entre as que não conceberam do que as que conceberam (8.3 por cento comparado com 2.1 por cento). Níveis de anticorpos salivares e séricos contra o patógeno foram também significativamente maiores em mulheres que não ficaram grávidas. Além disso, análise estatística mostrou que a descoberta era independente a outros fatores de risco que contribuem à concepção, como idade, condição sócio econômica, vaginose bacteriana, partos anteriores ou doença periodontal.

“Nosso estudo não responde a questão de possíveis razões para a infertilidade, mas mostra que a bactéria periodontal pode ter efeito sistêmico ainda que em baixa quantidade, e antes mesmo de sinais clínicos da periodontite serem percebidos”, disse a periodontista e autora líder, Dra. Dr Susanna Paju, da Universidade de Helsinki.

O grupo de estudo foi razoavelmente homogêneo com relação à condição sócio econômica e saúde geral. Entretanto, limitações do estudo incluem a falta de informação sobre a data exata da descontinuidade da contracepção, o tempo de uso de qualquer método anticoncepcional, e se a concepção tardia foi atribuída às participantes ou seus companheiros.

“A associação entre P. gingivalis e a concepção tardia precisa ser confirmada em outro formato e com outro material, e os mecanismos que explicam essa associação precisam ser claros. Os dados presentes, entretanto, encorajam mulheres em idade fértil a manter a boa higiene bucal e a regularmente comparecer a avaliações periodontais com o objetivo de evitar infecção periodontal”, disseram os autores no relatório do projeto.

O estudo, intitulado “Porphyromonas gingivalis may interfere with conception in women”, foi publicado on-line em 12 de junho na revista Journal of Oral Microbiology.

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Bactéria associada à doença periodontal pode interferir com a gravidez de mulheres jovens

O estudo foi publicado na revista científica Journal of Oral Microbiology e contou com a participação de 256 mulheres entre os 19 e os 42 anos de idade que haviam deixado de recorrer a todos os métodos contraceptivos com o objetivo de engravidar.

Além de entrevistas sobre o histórico médico, hábitos de consumo de tabaco, higiene bucal, consultas odontológicas e situação socioeconômica, o estudo colocou seu foco sobre o estado de saúde bucal de cada uma das pesquisadas, através de check-ups dentários que avaliaram a presença de cáries dentárias e de doença periodontal.

Por outro lado, e para detectar a presença de patóegenos associados com a doença periodontal, cada uma das pacientes pesquisadas foi submetida a uma coleta de saliva e a exames ginecológicos. Depois, cada uma das pacientes foi acompanhada durante um período de 12 meses para verificar se haviam engravidado ou não.

Resultados

Os resultados agora conhecidos mostram que a presença do agente patogênico “Porphyromonas gingivalis” na saliva revelou-se mais comum entre as pacientes que não engravidaram do que nas pacientes que acabaram por engravidar no decorrer do estudo (8,3% vs 2,1%). Além disso, é importante dizer que os níveis de anticorpos salivares contra esse agente patogênico eram significativamente superiores nas mulheres que não engravidaram.

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Gravidez e saúde bucal: principais mitos e verdades

Com a gravidez, o corpo da mulher sofre inúmeras alterações físicas, emocionais e hormonais que acabam por ter repercussões a nível da saúde bucal, razão pela qual contar com o acompanhamento de um dentista durante a gravidez seja algo de máxima importância.

A gravidez constitui um momento único na aquisição de conhecimentos preventivos igualmente decisivos para a saúde oral da criança. Por persistirem dúvidas e mitos é importante conhecer os procedimentos corretos preventivos e curativos durante a gestação.

A gravidez estraga os dentes?

Um dos maiores mitos que existe em relação a este tema é que “a gravidez estraga os dentes da mãe”.
Existem alguns conceitos incorretamente assumidos sobre a saúde bucal pela população durante a gravidez, especialmente aquele sobre o enfraquecimento dos dentes, devido à perda de cálcio em favor do feto, e o aumento do risco de cárie dentária. O que acontece é que a ingestão alimentar mais frequente, com alto teor de açúcares, em conjunto com a diminuição de cuidados de higiene oral e o pH salivar mais ácido em consequência das náuseas e vômitos, podem aumentar o risco de cárie.

Creme dental e enxaguatórios fluoretados

Durante a gravidez é importante que as mulheres utilizem uma pasta fluoretada e em casos de elevado risco de cárie dentária pode se recomendar também a utilização de enxaguatórios bucais fluoretados, mediante a indicação do dentista. Além das estratégias preventivas, o tratamento das lesões de cárie é aconselhado antes (ou durante) a gravidez, de forma a diminuir eventuais complicações e a ocorrência da transmissão dos micro-organismos, responsáveis pelo aparecimento da cárie dentária, para a criança.

Cuidados odontológicos no segundo trimestre

Além disso, importante salientar que apesar de serem importantes durante a gravidez, os cuidados com a higiene bucal devem persistir no segundo trimestre
É fundamental que os pais e cuidadores saibam que as crianças estão particularmente suscetíveis à transmissão de Streptococcus mutans (bactérias responsáveis pelo aparecimento da cárie dentária), nos primeiros três anos de vida, e que a prematuridade da colonização bacteriana pode, além de outros fatores, provocar o desenvolvimento de cárie dentária de modo transversal às dentições decídua e permanente. Assim, comportamentos como soprar ou provar a comida com a mesma colher da criança e colocar a chupeta na boca da mãe devem ser evitados.

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Uso de antibióticos durante a gestação pode aumentar risco de aborto espontâneo

antibióticos em comprimidosEmbora os antibióticos sejam amplamente utilizados durante a gravidez, as evidências relativas à sua segurança fetal permanecem limitadas. O objetivo deste estudo, publicado pelo Canadian Medical Association Journal, foi quantificar a associação entre a exposição a antibióticos durante a gravidez e o risco de aborto espontâneo.

Pesquisadores da Université de Montréal realizaram um estudo caso-controle aninhado dentro da Quebec Pregnancy Cohort (1998–2009). Foram excluídos os abortos planejados e as gestações expostas a drogas fetotóxicas. O aborto espontâneo foi definido como um diagnóstico ou um procedimento relacionado ao aborto espontâneo antes da 20ª semana de gestação. A data-índice foi definida como a data-calendário do aborto espontâneo. Dez controles por caso foram selecionados aleatoriamente e combinados por idade gestacional e ano de gravidez. O uso de antibióticos foi definido pelas prescrições preenchidas entre o primeiro dia de gestação e a data-índice e foi comparado com (a) não exposição e (b) exposição a penicilinas ou cefalosporinas. Estudou-se o tipo de antibiótico separadamente usando os mesmos grupos de comparação.

Os principais envolvidos

Após os ajustes necessários para potenciais fatores de confusão, o uso de azitromicina, claritromicina, metronidazol, sulfonamidas, tetraciclinas e quinolonas foi associado a um risco aumentado de aborto espontâneo. Resultados semelhantes foram encontrados quando penicilinas ou cefalosporinas foram usadas como grupo comparador.

Essas conclusões podem ser úteis aos gestores de políticas públicas para atualizar as diretrizes para o tratamento de infecções durante a gravidez.

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Paracetamol usado durante a gestação pode gerar problemas de comportamento na infância

gravidez e paracetamolExaminar as associações entre problemas comportamentais na prole e (1) o uso materno do acetaminofeno (paracetamol) durante o pré-natal, (2) o uso materno de acetaminofeno no período pós-parto e (3) o uso de acetaminofeno pelo parceiro, foi realizado um estudo conhecido como Avon Longitudinal Study of Parents and Children (ALSPAC).

De fevereiro de 2015 a março de 2016, foram coletados e analisados dados do estudo ALSPAC, uma coorte prospectiva de nascimentos, incluindo 7.796 mães inscritas nesta pesquisa, entre 1991 e 1992, juntamente com seus filhos e parceiros. O uso de acetaminofeno foi avaliado por preenchimento de questionário na 18ª e 32ª semanas de gravidez e quando a criança tinha 61 meses de vida.

Análise que gerou os resultados

Os principais resultados e medidas foram os relatos maternos de problemas comportamentais, utilizando o questionário Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ) quando as crianças tinham 7 anos de idade. Estimou-se as taxas de risco (RR) para problemas comportamentais em crianças após a exposição ao acetaminofeno no pré-natal, no pós-parto e com a exposição do parceiro, e cada associação foi mutuamente ajustada.

O uso materno de paracetamol no pré-natal na 18ª semana (n=4415; 53%) e na 32ª semana de gestação (n=3381; 42%) foi associado a maiores chances de ter problemas de conduta (RR 1,42; IC 95% 1,25-1,62) e sintomas de hiperatividade (RR 1,31; IC 95% 1,16-1,49), enquanto o uso materno de acetaminofeno na 32ª semana também foi associado a maiores chances de ter sintomas emocionais (RR 1,29; IC 95% 1,09-1,53) e dificuldades totais (RR 1,46; IC 95% 1,21-1,77).

Este não era o caso do uso materno de paracetamol no pós-parto (n=6916; 89%) ou pelo parceiro (n=3454; 84%). As associações entre o uso materno de paracetamol no pré-natal e todos os domínios do SDQ permaneceram inalterados mesmo após o ajuste para uso materno no pós-natal ou o uso de acetaminofeno pelo parceiro.

Conclusão

As crianças expostas ao acetaminofeno antes do nascimento têm um risco aumentado de múltiplas dificuldades comportamentais e as associações não parecem ser explicadas por fatores comportamentais ou sociais não medidos ligados ao acetaminofeno, já que não são observadas para o uso de acetaminofeno no pós-natal ou o uso pelo parceiro. Embora estes resultados possam ter implicações para a saúde pública, mais estudos são necessários para replicar os resultados e compreender os mecanismos possivelmente envolvidos.

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Pesquisa relaciona uso de paracetamol na gravidez e autismo

gradivezgravidezA exposição ao paracetamol durante a gestação pode aumentar os sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e da hiperatividade em crianças, revelou um estudo publicado nesta última sexta-feira na revista “International Journal of Epidemiology”.

A pesquisa, liderada pelo Instituto de Salud Global (ISGlobal), em Barcelona, descobriu que o paracetamol (acetaminofeno), muito usado durante a gravidez, tem forte associação com sintomas do autismo em meninos e com sintomas relacionados ao déficit de atenção e a hiperatividade em ambos os sexos.

Segundo o pesquisador do ISGlobal e coautor da pesquisa, Jordi Júlvez, este é o primeiro estudo do tipo que descreve uma associação independente entre o uso deste fármaco durante o pré-natal e os sintomas do TEA em crianças.

Esta também é a primeira análise que indica diferentes efeitos do paracetamol sobre o neurodesenvolvimento conforme o sexo.

O estudo comparou meninos e meninas expostos de forma persistente ao paracetamol com os não expostos, e encontrou um aumento de 30% do risco para algumas funções da atenção, assim como um aumento dos sintomas do espectro autista no caso dos meninos apenas.

Os pesquisadores recrutaram 2.644 duplas de mãe e filho da Espanha e algumas eram avaliadas quando a criança estava com um ano, enquanto outras eram avaliadas aos cinco anos.

As mães deveriam responder se tinham tomado paracetamol na gestação e a frequência de uso era classificada como “nunca, esporadicamente ou frequentemente”.

Em 43% dos casos das crianças avaliadas com um ano e em 41% dos casos das crianças avaliadas aos cinco anos a exposição ao paracetamol aconteceu em algum momento durante as primeiras 32 semanas de gravidez.

Quando avaliaram aos cinco anos, as crianças expostas tinham aproximadamente 40% mais chances de ter sintomas de hiperatividade ou impulsividade que os não expostos.

Comparativo – meninos e meninas

Meninos e meninas expostos de forma persistente mostraram pior rendimento no K-CPT, um exame que mede a falta de atenção, a impulsividade e a velocidade de processamento visual.

Além disso, os meninos expostos de maneira persistente ao paracetamol apresentaram um aumento de dois sintomas do Transtorno do Espectro Autista, se comparados aos meninos não expostos.

“O paracetamol poderia ser prejudicial para o desenvolvimento neurológico por várias razões. Em primeiro lugar, ele alivia a dor ao atuar sobre os receptores de canabinóides do cérebro. Dado que estes receptores, normalmente, ajudam a determinar como os neurônios amadurecem e se conectam entre eles, o paracetamol poderia alterar estes processos”, detalhou Júlvez.

A explicação de por que se encontrou uma relação com um aumento de sintomas do espectro autista só em meninos poderia ser pelo fato de “o cérebro masculino parecer ser mais vulnerável a influências danosas durante os primeiros períodos da vida”, afirmou a principal autora do estudo, a médica Claudia Avella-García.

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