identificação

Caroço sob o queixo? Conheça as causas

caroço sob o queixo

Um caroço sob o queixo inchado pode ser assustador, mas geralmente não é motivo de preocupação.
Linfonodos, cistos e alergias podem causar a formação desses nódulos.

Um nódulo pode aparecer em qualquer lugar da área macia, abaixo do queixo e da mandíbula. O nódulo pode ser grande, pequeno, firme ou macio, dependendo da causa.
A pele ao redor pode se encontrar tensa e sensível, ou até dolorosa.

Caroço sob o queixo – Sintomas e causas

Diferentes condições podem provocar o aparecimento de um caroço sob o queixo.
Os sintomas associados, o tamanho e a forma do nódulo provavelmente serão diferentes, dependendo da causa.

Abaixo estão as causas comuns de um caroço sob o queixo.
Alguns são simples, enquanto outros requerem cuidados médicos para evitar complicações.

Linfonodos inchados

Os linfonodos estão localizados em todo o corpo, mas o indivíduo só pode notar aqueles próximos à superfície da pele. Como, por exemplo, os linfonodos nas axilas ou perto do queixo.

As infecções costumam causar inchaço dos linfonodos. Isso pode levar a um caroço no queixo visível a sua esquerda ou à direita.
O inchaço é uma resposta típica do sistema imunológico.

Um caroço no queixo causado por um linfonodo inchado terá consistência macia ou flexível.
Pode ser sensível ao toque, mas geralmente não é doloroso.
O inchaço deve desaparecer dentro de 2 a 3 semanas.

As seguintes infecções virais ou bacterianas geralmente geram o aparecimento de linfonodos inchados:

  • Resfriado ou gripe;
  • Infecções de ouvido;
  • Sinusite;
  • Sarampo ou varicela (catapora);
  • Garganta inflamada;
  • Mononucleose;
  • Abscesso dental;
  • Sífilis;
  • Doença de Lyme;
  • HIV ou AIDS.

Se uma infecção for a responsável, o caroço sob o queixo deve sumir à medida que a infecção desaparece.
Uma consulta médica e o uso de antibióticos pode ser necessário.

Tumores benignos

Um tumor benigno pode causar a formação de um caroço sob o queixo.
Tipos de crescimento benigno incluem cistos, fibromas e lipomas.
Estes são geralmente inofensivos e tratáveis.

Cistos: Um cisto é uma bolsa repleta de líquido ou detritos. Os cistos podem se formar durante uma infecção. Podem se formar lentamente ao longo do tempo.
Aqueles sob a mandíbula podem ser cistos sebáceos.
São resultantes de bloqueios nas glândulas ou nos dutos sebáceos.
Os danos causados pela acne na área também podem causar a formação de cistos.

Fibromas: Um fibroma é um nódulo redondo que pode ter consistência macia ou dura.
Eles geralmente são encontrados ao redor da boca e não são comuns sob o queixo.
Geralmente não causam outros sintomas e podem ser um indicativo de doença de Cowden. Essa é uma doença hereditária que causa a formação frequente de crescimentos benignos.

Lipomas: Lipomas são crescimentos de células de gordura sob a pele. Um nódulo de lipoma tem aspecto macio, se move facilmente e não tem coloração.
Os lipomas tendem a crescer muito lentamente. Raramente são cancerígenos e geralmente não causam outros sintomas.

Certos cânceres

O câncer de glândula salivar, pele ou linfonodos pode causar a formação de um caroço sob o queixo.

A doença de Hodgkin e a leucemia também podem gerar linfonodos inchados.

Nódulos cancerígenos são normalmente difíceis de tocar e podem ter uma forma estranha.

Pode haver dor na área se o nódulo estiver tocando alguma célula nervosa.
Em uma etapa posterior, o indivíduo pode sentir dormência parcial ou formigamento na área.

Outros sintomas associados ao nódulo cancerígeno:

  • Nódulo que muda de forma ou cor;
  • Percepção de um “nó na garganta” constante;
  • Dificuldade de engolir ou respirar;
  • Nódulos em outras áreas próximas aos linfonodos, como testículos, mamas ou axilas;
  • Perda repentina de peso;
  • Sistema imunológico enfraquecido repentina ou persistentemente;
  • Dificuldade de digestão;
  • Alterações vocais ou rouquidão;
  • Cistos que crescem rapidamente após serem removidos ou drenados;

O médico pode sugerir uma biópsia para determinar se o nódulo é benigno ou canceroso. Em seguida uma remoção cirúrgica normalmente é recomendada.

Se o nódulo for canceroso, radioterapia ou quimioterapia podem ser sugeridos pelo médico.

O tratamento pode variar. O médico geralmente apresenta mais de uma opção ao paciente.

Outras causas possíveis

  • Uma picada de inseto, especialmente em pessoas com histórico de hipersensibilidade;
  • Alergias a alimentos ou produtos;
  • Acne;
  • Furúnculos;
  • Pedras do duto salivar;
  • Amigdalite;
  • Cicatrizes com formação de queloides;
  • Hematomas;
  • Bócio;
  • Pacientes com como artrite reumatoide ou lúpus;
  • Lesão, decorrente de um corte ou um osso fraturado;
  • Dano às glândulas sebáceas no queixo.

Quando procurar um médico

Devido à grande variedade de causas possíveis, um diagnóstico profissional é essencial. Tem situações em que a causa do nódulo é evidente.
Em quaisquer outras situações recomenda-se uma consulta médica para um diagnóstico e tratamento.

Procurar um aconselhamento profissional no caso de suspeita de câncer ou se houver o nódulo apresentar as seguintes características:

  • Crescimento contínuo;
  • Persiste por semanas;
  • Apresenta consistência endurecida.

Quanto mais cedo o indivíduo receber tratamento, melhores as chances de cura.

O profissional pode prescrever antibióticos para tratar possíveis infecções.
Também podem solicitar um teste de imagem para averiguação do nódulo.

Resumindo

Um caroço sob o queixo geralmente não é um sinal de uma condição grave.
Esses caroços tendem a desaparecer naturalmente.

Muitas vezes, são o resultado do inchaço dos linfonodos em resposta a infecções. Como aquelas decorrentes de resfriado ou gripe.

Algumas condições que causam caroços sob o queixo requerem tratamento médico. O crescimento do número de casos de cânceres orais mundo afora é preocupante. Em muitos casos uma consulta médica é altamente recomendável.
Assim, entrar em contato com um médico para um diagnóstico nestes casos é fundamental.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no twitter @Dentalisnet

Fontes: National Cancer Institute, NHS, American Cancer Society, Healthline

 

Posted by Victor in Dicas, 14 comments
Câncer de boca: os primeiros sinais e o tratamento

Câncer de boca: os primeiros sinais e o tratamento

Toda doença que tem como característica o crescimento celular descontrolado, gerando células anormais neoplásicas e com a capacidade de invadir outros órgãos, é chamada de câncer. Quando acomete a cavidade bucal e os lábios, recebe o nome específico de câncer de boca.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 15.490 novos casos de câncer de boca são diagnosticados por ano no Brasil, o que torna a doença um problema de saúde pública.

“As regiões mais afetadas são a parte posterior da língua, o assoalho bucal, as bochechas, as gengivas, o céu da boca e a região de trígono retromolar, aquela que fica atrás dos dentes molares”, lista Carina Esteves Duarte (CRO-SP 95983), cirurgiã-dentista de paciente oncológico no Hospital do Coração de São Paulo (HCorOnco) e doutora em patologia e estomatologia.

Doença silenciosa

Os sintomas do câncer de boca, como será visto a seguir, são sutis. Por isso, é comum que a doença seja detectada em um estágio avançado, segundo Carina. “Provavelmente por ser indolor e pela falta de informação, as pessoas demoram mais para procurar um profissional”, conta.

O oncologista Artur Malzyner (CRM-SP 20456), consultor científico da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein, lembra que, quanto mais inicial o estágio em que o câncer seja diagnosticado, maiores as chances de cura.

“Ao notar qualquer um dos sintomas, deve-se consultar um cirurgião-dentista especializado em estomatologia, um otorrino ou um clínico geral. Não é preciso esperar um conjunto de sintomas. Apenas um, isoladamente, já é motivo suficiente”, afirma o oncologista.

Dada a sua gravidade e importância nos dias de hoje, vamos voltar a comentar hoje sobre o câncer de boca, com foco nos principais sintomas e tratamento.

Como sabemos, o câncer bucal pode afetar os lábios e o interior da cavidade oral.

Dentro da boca, devem ser observados gengivas, bochechas, céu da boca e língua (e a região embaixo dela).

Deve-se ter especial atenção quanto à presença de um ou mais dos seguintes sinais:

  • Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias
  • Manchas e placas vermelhas ou esbranquiçadas em língua, gengivas, céu da boca e bochecha
  • Nódulos (caroços) no pescoço
  • Rouquidão persistente
  • Dificuldade na mastigação e ao engolir
  • Limitações para falar
  • Sensação de que há algo preso na garganta
  • Pessoas com maior risco para o desenvolvimento do câncer bucal (fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas) deve-se ter uma atenção redobrada.

Tratamento

Se diagnosticados no início e tratados da maneira adequada, a maioria dos casos desse tipo de tumor (80%) tem cura. Geralmente, o tratamento envolve cirurgia e/ou radioterapia. A avaliação do profissional, conforme cada caso, vai decidir qual a melhor estratégia.

Essas armas podem, aliás, ser usadas de forma isolada ou associadas. Tanto a rádio quanto as cirurgias apresentam bons resultados em lesões iniciais. Em alguns casos, a quimioterapia também entra em cena.

Fonte: Instituto Oncoguia
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Primeiros sintomas do câncer de língua

 

O tipo mais comum de câncer de língua é chamado de carcinoma de células escamosas. Células escamosas são células finas e planas que estão presentes na superfície da pele e da língua, no revestimento dos tratos digestivo e respiratório e no revestimento da boca, garganta, tireoide e laringe.

 

 

 

Os principais sintomas do câncer de língua são uma língua dolorosa e o desenvolvimento de uma ferida na língua. Sintomas adicionais podem incluir:

  • dor na mandíbula ou na garganta
  • dor ao engolir
  • sensação como se algo estivesse pegando na garganta
  • uma língua dura ou mandíbula com sinais de rigidez
  • dificuldades para engolir ou mastigar comida
  • uma mancha vermelha ou branca formando no revestimento da boca ou língua
  • uma úlcera de língua que não cura
  • dormência na boca
  • sangramento da língua sem razão
  • um caroço na língua que não desaparece

Sorrateiro no seu início

Os sintomas do câncer de língua são semelhantes aos de outros cânceres orais, e eles também podem não ser evidentes nos estágios iniciais da doença.

Também é possível que as pessoas tenham alguns desses sintomas sem ter câncer de língua ou outro tipo de câncer bucal.

As pessoas com maior risco de câncer de boca, como as que fumam ou bebem excessivamente, devem ser alertadas quanto à necessidade de ficarem atentas a quaisquer sinais precoces. Elas também devem agendar consultas regulares com seu dentista que possa examinar sua boca e identificar quaisquer problemas.

Dentalis Software – organização, eficiência e qualidade – tudo o que você quer para o seu consultório

Posted by Victor in Estudos, 49 comments

Como detectar os primeiros sinais e sintomas de um câncer de mama

Celebrando o Outubro Rosa aqui no Dentalis damos início hoje a uma série de artigos voltados em especial à saúde da mulher e ao câncer de mama em particular.

Os sinais e sintomas do câncer podem variar, e algumas mulheres que têm câncer podem não apresentar nenhum destes sinais e sintomas. De qualquer maneira, é recomendável que a mulher conheça suas mamas, e saiba reconhecer alterações para poder alertar o seu ginecologista.

A melhor época do mês para que a mulher que ainda menstrua avalie as próprias mamas para procurar alterações é alguns dias após a menstruação, quando as mamas estão menos inchadas. Para as mulheres que já passaram a menopausa, este autoexame pode ser feito em qualquer época do mês.

Qualquer alteração que você venha a observar comunique imediatamente ao seu médico, mesmo que ela tenham aparecido pouco tempo depois da última mamografia que você realizou ou do exame clínico das mamas feito pelo profissional de saúde.

O câncer de mama pode apresentar vários sinais e sintomas, como:

  • Nódulo único endurecido.
  • Irritação ou abaulamento de uma parte da mama.
  • Inchaço de toda ou parte de uma mama (mesmo que não se sinta um nódulo).
  • Edema (inchaço) da pele.
  • Eritema (vermelhidão) na pele.
  • Inversão do mamilo.
  • Sensação de massa ou nódulo em uma das mamas.
  • Sensação de nódulo aumentado na axila.
  • Espessamento ou retração da pele ou do mamilo.
  • Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos.
  • Inchaço do braço.
  • Dor na mama ou mamilo.

Vale a pena lembrar que na grande maioria dos casos, a vermelhidão, inchaço na pele e mesmo o aumento de tamanho dos gânglios axilares representam inflamação ou infecção (mastite, por exemplo), especialmente se acompanhados de dor.

Mas como existe uma forma rara de câncer de mama que se manifesta como inflamação, estes achados devem ser relatados ao médico da mesma maneira, e a mulher deve passar por um exame clínico, obrigatoriamente.​

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Pesquisadores identificam áreas do DNA responsáveis pela Periodontite

Uma equipe de pesquisadores da Charité Universitätsmedizin Berlin, na Alemanha, anunciou ter conseguido identificar variações de sequências de DNA que podem estar associadas a um maior risco para o desenvolvimento de doença periodontal. De acordo com os cientistas existem pelo menos duas segmentos de genes que podem estar altamente associadas à doença.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram a relação entre as diferenças de sequenciação na informação genética e a incidência da doença em milhares de pacientes com periodontite agressiva e crônica. Depois compararam os resultados com um grupo de controle com pessoas saudáveis.

Resultados

As conclusões revelaram que existem pelo menos duas regiões dos genes que mais parecem estar associadas a um risco mais elevado para o desenvolvimento de diferentes formas de periodontite. Uma dessas regiões é responsável pela síntese dos alpha-defensins, que são produzidos pelas células imunológicas especializadas, revelam os pesquisadores. A outra região inibe a ativação destas células de defesa.

“Os nossos resultados mostram que as diferentes formas de doença gengivais compartilham uma origem genética comum. Isto significa que existem grupos de pacientes que são suscetíveis ao desenvolvimento de doenças da gengiva mas cuja suscetibilidade é independente de outros fatores de risco como o consumo de tabaco, higiene oral ou idade”, comenta Arne Schäfer, responsável pela coordenação do estudo.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Identificados os genes associados à doença periodontal

diagrama sobre expressão genéticaPesquisadores do Centro Médico da Universidade Columbia identificaram 41 genes regulatórios que podem ser os desencadeadores da doença periodontal. O estudo é o primeiro do gênero que emprega a engenharia reversa do genoma para identificar traços dos genes que contribuem com a periodontite. A identificação dos genes representa uma etapa vital no desenvolvimento de compósitos que podem vir a ser utilizados no tratamento, objetivo e individualizado, da periodontite de grau severo.

Metodologia do estudo

Com o objetivo de reconstruir de modo mais fidedigno as interações genéticas associadas à periodontite e identificação genética individual que parece ter mais influência sob a doença, os pesquisadores do estudo reverteram a engenharia do perfil da expressão genética de um conjunto de dados. No geral, 313 amostras de tecido gengival foram obtidas de um estudo transversal de 120 pacientes com periodontite, sendo 70 saudáveis clinicamente e 243 com áreas gengivais afetada por periodontite.

Utilizando algoritmos especiais para estudar as interações entre os genes e identificar aqueles que rompem o tecido saudável e conduzem ao processo da doença, os pesquisadores foram capazes de identificar 41 deles diretamente envolvidos nesse processo, os regulons (coleções de genes) que englobam de 25 a 833 genes.

“Nossa abordagem reduz a lista de interessantes e potenciais genes regulatórios envolvidos na periodontite”, disse o Prof. Panos N. Papapanou, que liderou a equipe de pesquisa da Faculdade de Medicina Dental do Centro Médico da Universidade Columbia. “Isto nos permite focar não apenas no conjunto de RNAs, mas em alguns genes que desempenham os papéis mais importantes neste processo”.

Muitos dos genes identificados por Papapanou e sua equipe estão envolvidos nos processos imune e inflamatório, confirmando observações laboratoriais e consultórios sobre o desenvolvimento da doença periodontal.

A identificação dos genes regulatórios permitirá aos pesquisadores testar compósitos que interrompam suas ações e assim interromper o desenvolvimento da doença periodontal nos seus estágios iniciais.
“Agora é importante fazer o trabalho buscando a validação das descobertas feitas em laboratório antes de começarmos a testar estes genes em modelos experimentais”, disse Papapanou.

O estudo, intitulado “Identification of master regulator genes in human periodontitis”, foi publicado em agosto na edição da revista Journal of Dental Research.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Saiba mais sobre Pneumonia

exemplo sobre pneumoniaA pneumonia ainda não ganhou o respeito que merece”. Essa é a frase que Orin Levine, pesquisador da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, tem na ponta da língua quando começa a falar da doença. Líder do esforço mundial por fundos para a pesquisa de vacinas, Levine lamenta que ainda persista a ideia de que se trata “apenas” de uma ameaça aos idosos. Segundo ele, isso ajudou a jogar a pneumonia para segundo plano. “A verdade é que muita gente não se dá conta de que esse é um problema de saúde global”, lamenta.

Em todo o planeta, a inflamação pulmonar é uma das principais causas de morte de milhões idosos e crianças. “A população mundial está envelhecendo, o que certamente levará ao aumento explosivo de casos. Além disso, os agentes do mal estão ficando muito resistentes e isso torna o tratamento cada vez mais difícil”, explica Keith Klugman, professor de Saúde Global da Universidade Emory, também nos Estados Unidos.

Há quem diga que a pneumonia não é uma única doença, e sim várias. Os inúmeros agentes que ocasionam a inflamação dos pulmões, a dificuldade de descobrir qual deles levou ao mal e a crescente resistência aos antibióticos são hoje os grandes desafios da Medicina frente ao problema. “Diagnosticar os sintomas é fácil. O difícil é saber qual micro-organismo é o culpado”, justifica Levine. “Não há como coletar espécimes dos pulmões. Além disso, os testes feitos nas vias aéreas superiores e no sangue falham em quase metade dos episódios.”

Para Peter Appelbaum, especialista americano em resistência a antibióticos da Pennsylvania State University, a grande dificuldade é tratar a pneumonia bacteriana. “Além do pneumococo, uma série de outras bactérias pode causar a doença. Por isso, a terapia com antibióticos muitas vezes é empírica para ser capaz de cobrir uma grande variedade de organismos”, explica.

Como a pneumonia se desenvolve

Ataque impiedoso

A infecção ataca um ou ambos os pulmões, sobretudo quando o sistema de defesa foi debilitado por outra doença, como gripe, tuberculose, alcoolismo, fumo, diabete e males do coração.

Abrigo nos alvéolos

Basta um espirro de alguém infectado para que o agente da doença — vírus, bactéria ou fungo solto no ar — chegue aos pulmões. Mas esses micro-organismos também podem se alojar ali depois de pegar carona na corrente sanguínea. Uma vez nos pulmões, encontram abrigo nos alvéolos, onde acontecem as trocas gasosas.

Muco barra o ar

Eles se reproduzem rapidamente, causando uma infecção. Em resposta, o corpo produz pus e plasma, que se acumulam dentro dos alvéolos, prejudicando a troca de gases. Daí a dificuldade para respirar, que, nos casos graves, pode levar à internação.

As bactérias se espalham

As complicações mais comuns são o derrame pleural, que é o acúmulo de líquido entre as camadas da membrana que reveste os pulmões e a cavidade torácica. Outra encrenca é a bacteremia, quando as bactérias infestam a corrente sanguínea. Aí, podem provocar a morte.

Principais sintomas

• Calafrios
• Febre alta
• Suor intenso
• Dor no peito e dificuldade para respirar
• Falta de ar
• Tosse com ou sem catarro
• Fadiga, moleza, prostração

Dentalis software – a escolha certa em software para odontologia

Posted by Victor in Estudos, 0 comments