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Os idosos e a falta de uma boa escovação dental

Os idosos e a falta de uma boa escovação dental

escovação dental

Muitas vezes convivem com o isolamento social e uma alimentação não muito adequada.
Além disso, sofrem as consequências que a ausência de uma boa escovação dental pode trazer.
Como todos sabemos a boca é uma importante porta de entrada para o corpo.
O descaso com uma boa escovação dental abre caminhos para que bactérias se tornem o estopim de doenças graves no organismo.

Essa falta de atenção básica é um grande problema para idosos em casas geriátricas. Só nos EUA eles já somam cerca de 1,3 milhão.

Boa escovação dental e saúde bucal – não são prioridades

A preocupação com a saúde bucal dos idosos não figura entre as prioridades da grande maioria dessas instituições.

Um estudo recente publicado na Special Care in Dentistry em 2017 constatou que apenas 10,3% dos pacientes internados em um lar de idosos por um período de cinco anos utilizaram serviços odontológicos dentro da casa ao menos uma vez durante esse período.

Bactérias da boca e o risco aumentado de pneumonia

O fato inconteste é que as bactérias presentes na boca podem afetar a saúde geral dos indivíduos.
Muitas das vezes as bactérias aderidas aos dentes podem acabar sendo inaladas e vir a causar pneumonia. Em pacientes vulneráveis e idosos isso pode ter graves consequências. Em alguns casos de pneumonia muitos pacientes têm de ser entubados em unidades de terapia intensiva (UTI).

Em um estudo, verificou-se que as bactérias cultivadas nos pulmões de pacientes hospitalizados com pneumonia eram idênticas às cultivadas nos dentes dos mesmos pacientes.

O residencial ideal de ninguém

Existem evidências de que a higiene bucal em pacientes hospitalizados e em lares de idosos é frequentemente ignorada ou deficiente.

A falta de atendimento, incluindo uma boa escovação dental, tem sido recorrente na grande maioria dos casos.

Milhares de pessoas por dia que estão em lares de idosos costumam passar o dia sem uma boa escovação dental.
As bactérias que surgem como resultado dos falta de uma boa higiene oral geralmente são resistentes a antibióticos. E acabam contribuindo para infecções que são comumente encontradas nesses locais.

E há evidências consideráveis e consenso geral de que as bactérias que causam pneumonia em casas de saúde podem penetrar nos pulmões pela boca. E acabam causando infecções pulmonares graves.

Esse problema certamente irá se agravar à medida que a população envelhece e mais pessoas estarão residindo em lares de idosos.

Biofilmes orais – o amigo que vira inimigo

O biofilme oral é uma fina película que recobre a superfície do dente.
É constituída por proteínas presentes naturalmente na saliva. Seu objetivo é proteger os dentes do contato com ácidos agressivos para o esmalte dentário. Este biofilme funciona também como uma membrana lubrificante. Assim protege os dentes do efeito abrasivo resultante da mastigação de alimentos e do contato com outros dentes. Nesta primeira fase, a película formada é benéfica para os dentes.

Não tarda muito até as bactérias começarem a aderir a esta película recém-formada. As bactérias começam posteriormente a formar uma massa pegajosa – mais conhecida por placa bacteriana. Formada a partir de açúcares e proteínas resultantes de resíduos alimentares. Numa fase inicial, este biofilme é muito fácil de remover. Uma boa escovação dental resolve plenamente o problema. No entanto, se não for removida rapidamente, a placa bacteriana cresce, ganha estrutura e solidifica. Posteriormente fica depositada por baixo de um novo biofilme. É desta forma que um amigo dos nossos dentes rapidamente se transforma num inimigo.

Risco de pneumonia

Uma das conexões mais bem documentadas entre a cavidade oral, que inclui dentes, língua e gengivas, e a saúde geral é a pneumonia.
Um conjunto substancial de evidências sugere que a atenção à higiene bucal pode reduzir o risco de pneumonia. Isso está especialmente bem documentado no caso de pneumonia adquirida em hospitais e clínicas geriátricas. São formas comuns de pneumonia que matam muitas pessoas e apresentam um grande impacto econômico. As bactérias formam um lar na boca e depois podem ser aspiradas ou inaladas pelos pulmões vindo a causar infecções graves.

As bactérias que normalmente residem na boca crescem como placa dental. Essa placa se liga firmemente aos dentes e superfícies da boca, como a língua. A placa dentária é difícil de remover e as bactérias dentro delas são mais resistentes a soluções antimicrobianas.

Boa escovação dental e o uso do fio dental

Uma boa escovação dental e o uso do fio dental podem remover o biofilme. Já a placa dental, caberá ao dentista sua remoção.
Isso geralmente não acontece, pois o pagamento por esses serviços geralmente não é coberto pelos custos dessas instituições de saúde.

Em alguns locais há a participação de enfermeiros e técnicos que realizam a higienização dental dos pacientes – fio dental e escovação e uso de antissépticos orais.

Uma boa escovação bem como o uso do fio dental devem ser realizados não apenas uma, mas mais de uma vez ao dia. Isso deveria ser uma prática regular em clínicas geriátricas.

A higiene bucal dos idosos em clínicas geriátricas

Pacientes idosos muitas vezes estão doentes e incapacitados para fazer isso sozinhos ou podem não fazê-lo da forma adequada.
Embora enfermeiros e técnicos de enfermagem possam executar essa tarefa, eles geralmente ficam sobrecarregados com outras tarefas.

Realizar uma higiene bucal eficaz toma tempo. Também é muitas vezes desagradável devido ao fato de que os biofilmes orais geralmente produzem odores desagradáveis e podem conter resíduos alimentares.

Como resultado, a higiene bucal é, na melhor das hipóteses, realizada de maneira inadequada nesses pacientes e, na pior, não é realizada.

É um tanto frustrante que propostas para estudar métodos mais eficazes para melhorar a higiene bucal em idosos sejam quase sempre ignoradas pelas equipes de saúde.
As razões para isso não são claras, mas nos perguntamos se existe algum viés contrário à ideia de que o atendimento odontológico vale o custo nesse cenário?

Esperança à vista

Há alguns sinais de esperança. Estudos científicos demonstram que a implementação de estratégias de higiene bucal pode reduzir o nível de infecções graves, como pneumonia.

Um estudo recente verificou que o aprimoramento da higiene bucal antes de uma cirurgia no hospital pode reduzir as taxas de pneumonia. Isso em conjunto com outras medidas auxiliares como o aprimoramento do manejo dos tubos inseridos na traqueia, por exemplo.
Importante que tais informações sejam divulgadas junto aos profissionais de saúde, como enfermeiros, mas também aos médicos, gerentes e, finalmente, proprietários de clínicas geriátricas.

Uma boa escovação dental se inicia a partir de uma boa escova dental. Veja aqui para conhecer quais são as características de uma boa escova dental.

Fonte: MedicalXpress, Curaprox
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Xerostomia: um risco para pacientes mais velhos causado por certos medicamentos

Para adultos mais velhos, hipofunção da glândula salivar pode ser um efeito colateral de medicamentos prescritos.

A condição pode levar à cárie dentária, disgeusia (perda de paladar), machucado na mucosa oral, e candidíase oral, entre outros. Em uma revisão sistemática e meta-análise, os pesquisadores têm procurado saber mais sobre a ligação entre medicamentos e boca seca em adultos mais velhos. Eles descobriram que o uso de medicamentos foi significativamente associado com hipofunção da glândula salivar e xerostomia em adultos mais velhos.

Até o momento, poucos estudos têm investigado a gravidade da medicação -vir a induzir a boca seca e as sequelas associadas. Pesquisador pós doutorado, Dr. Edwin Tan da Monash University, na Austrália, trabalhou em estreita colaboração com pesquisadores da Karlstad University e do Academic Center for Geriatric Dentistry, ambos na Suécia, para títulos e resumos em um total de 1.544 estudos investigando o uso de medicamentos como uma exposição e xerostomia ou hipofunção da glândula salivar como desfechos adversos a medicamentos. No final, 52 foram considerados elegíveis para inclusão na revisão final e 26 na meta-análise.

Medicamentos associados à xerostomia

Nos estudos de intervenção incluídos, medicamentos urológicos, antidepressivos e psicolépticos foram significativamente associados com a boca seca em adultos com mais de 60 anos de idade. Nos estudos observacionais, o número de medicamentos e as várias classes de medicamentos foram significativamente associados com hipofunção da glândula salivar e xerostomia. Medicamentos usados para tratar incontinência urinária tiveram quase seis vezes mais probabilidade de causar boca seca do que um placebo.

Os cientistas recomendaram que a investigação futura desenvolva um valor mensurável para o risco para a xerostomia induzida por medicação para ajudar com a prescrição e gestão de medicação. Eles também sugeriram que os profissionais de saúde devem acompanhar regularmente e rever todos os medicamentos para identificar possíveis efeitos colaterais e para ajustar as doses de medicamentos ou alterar quando necessário.

O estudo, intitulado “Medicamentos que causam boca seca como um efeito adverso em idosos: Uma revisão sistemática e meta-análise”, foi publicado on-line antes da impressão no Journal of the American Geriatrics Society.​

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Saúde bucal dos idosos requer cuidados especiais

Uma boa higiene bucal e consultas regulares com o dentista podem garantir dentes e gengivas saudáveis para toda a vida. Com o Dia Mundial dos Avós celebrado hoje (26 de julho), é importante salientar que a saúde bucal dos idosos requer “uma atenção especial”, uma vez que podem surgir vários problemas associados à utilização de próteses dentárias.

Muitos dos fatores de risco das doenças orais são comuns a diversas doenças crônicas, como a diabetes ou as doenças cardiovasculares, por isso, os idosos requerem uma atenção especial.

Além das consequências físicas, a perda parcial ou total dos dentes tem também consequências emocionais. A falta de dentes causa enorme impacto na autoestima e a capacidade de mastigação torna-se mais reduzida, afetando as escolhas alimentares, o que pode contribuir para deficiências nutricionais e, consequentemente, para o aparecimento de outras doenças.

Consultas regulares com o Dentista são fundamentais

Importante ainda salientar que com o avanço da idade, problemas como as cáries dentárias radiculares, doença periodontal, xerostomia, câncer oral, alteração da cor dos dentes e alterações funcionais na cavidade bucal decorrentes do desgaste dos dentes tornam-se mais recorrentes.

É comum os idosos sentirem a boca seca, sobretudo devido à ingestão de certos medicamentos que reduzem a produção de saliva. Por isso, o aconselhamento com o dentista é fundamental, sobretudo para saber como tratar esta disfunção.

É importante neste dia de hoje lembrar seus pacientes idosos do quanto é importante de que eles mantenham a regularidade das consultas odontológicas, e que isso é essencial à saúde não apenas dos dentes e gengiva, mas de todo o organismo.

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Baixa saúde bucal em idosos eleva risco de maior confinamento em casa

mãos idosasNo Japão, pesquisadores investigaram a associação da baixa saúde bucal com o ficar confinado em casa na velhice, e descobriram que poucos dentes e nenhuma dentadura aumentam o risco de ficar confinado, principalmente entre as pessoas com idade entre 65 e 75 anos. As descobertas podem ter implicações importantes em intervenções que promovem a saúde bucal e a utilização de dentadura para a prevenção do confinamento em casa de pessoas mais velhas.
 
O estudo de coorte longitudinal utilizou dados de 2.035 homens e 2.355 mulheres com idade igual e superior a 65 anos que responderam a duas pesquisas enviadas por correio e conduzidas em 2006 e 2010. Teve como padrão, no primeiro ano da pesquisa, o não-confinamento (estando o termo confinamento definido por saídas de casa inferior a uma vez por semana). Porém, após o período de quarto anos, 324 (7.4%) dos respondentes estavam confinados.
 
Com relação à situação dental, os pesquisadores descobriram que no geral os participantes com poucos dentes tinham o dobro de probabilidade de ficar confinado em casa do que os que tinham mais dentes. Quase 10% dos respondentes confinados tinham menos de 20 dentes e nenhuma dentadura, cerca de 9% tinham menos de 20 dentes e dentadura, e aproximadamente 4% tinham 20 ou mais dentes.
 
Entretanto, uma associação significativa entre o ficar confinado e a saúde bucal não foi observada nos participantes com idade igual e superior a 75 anos.

Saúde bucal vs confinamento em casa

De acordo com os pesquisadores, várias possibilidades podem relacionar a saúde bucal com o ficar confinado em casa. Por exemplo, saúde bucal, incluindo a perda de dente, afeta a escolha da comida e os nutrientes ingeridos, assim como a conversação e a atratividade facial. Por isso, a baixa saúde bucal pode influenciar negativamente as atividades sociais fazendo com que os indivíduos se isolem dos demais. Ficar confinado em casa é por si só uma barreira de acesso à assistência dentária.
 
Os pesquisadores concluíram que é necessário, para verificar a descoberta, estudos de intervenção focados no melhoramento da saúde bucal dos idosos na população japonesa em relação à prevenção do confinamento. Eles sugeriram que a melhora da taxa de dentaduras utilizadas entre os idosos com menos dentes pode reduzir o risco de ficarem confinados no futuro.
 
O estudo, intitulado “Does poor dental health predict becoming homebound among older Japanese?”, foi publicado on-line na revista BMC Oral Health.
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