implantodontia

Sistema robotizado pode revolucionar a Implantodontia

A Implantodontia está prestes a dar um salto em termos de desenvolvimento, isto se tudo correr de acordo com as previsões da empresa norte-americana Neocis. Depois da introdução de Yomi, o primeiro sistema robotizado para a colocação de implantes dentários, e de receber da parte de Food and Drug Administration (FDA) autorização para comercializar este sistema de assistência cirúrgica pioneiro, a empresa anuncia agora a conclusão da primeira venda deste dispositivo.

O mercado dos implantes dentários e material prostético é um dos que registra um crescimento mais acelerado nos Estados Unidos. Igualmente crescente é o mercado da robótica para uso cirúrgico que, segundo as estimativas atingirá 20 bilhões nos vários mercados médicos até 2021. Na junção de ambas as áreas médicas surge a Yomi, que visa prestar assistência tanto na fase de planeamento (pré-operatório) como na fase cirúrgica (intraoperatória) de uma intervenção cirúrgica em implantodontia.

Em declarações quando da autorização obtida junto à FDA em março, Alon Mozes, CEO e co-fundador da Neocis, afirmou: “Estamos entusiasmados por atingir este marco importante para o Yomi e determinados em demonstrar as vantagens de Yomi para a prática cirúrgica e para os seus pacientes, e em trazer o sistema para formadores de opinião nos Estados Unidos.” De acordo com Neocis, Yomi é concebido para eliminar a dependência de guias de perfuração em plástico, que podem interferir na cirurgia e bloquear a irrigação e visibilidade adequadas.

Sistema de apoio

O sistema de informática de apoio à navegação permite uma orientação visual através do uso de tecnologia robótica háptica, que fornece informação sobre a reação sensorial e mantém a broca em posição. Apesar da orientação digital, o cirurgião dentista permanece no comando e pode alterar o plano de forma dinâmica durante o procedimento, reiterou a empresa. A Neocis realça ainda o seu compromisso em garantir que os dentistas que optam pelo uso do Yomi na seu consultório têm acesso a um curso específico sobre o software e fluxos de trabalho do sistema. A primeira consultório a usar Yomi na prática médica diária será a South Florida Center for Periodontics and Implant Dentistry em Boca Raton (Florida), declarou a empresa Neocis em comunicado.

Curso de formação

O sistema foi instalado e Drs. Jeffrey Ganeles, Frederic Norkin and Liliana Aranguren já concluíram o curso. “Estamos entusiasmados por introduzir Yomi na nossa prática,” afirmou Ganeles. “Implementar o estado da arte em tecnologia faz parte do nosso compromisso de proporcionar os melhores cuidados de saúde aos nossos pacientes. A Yomi assegura de que o procedimento decorre exatamente como planejado. Não existe nada igual a isto e acredito que será revolucionário para a nossa prática consultório”.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Novo consenso europeu sobre implantes

implantes-dentáriosA Associação Europeia de Implantologistas Dentários (BDIZ EDI) publicou um novo consenso que atualiza as diretrizes sobre implantes curtos, angulados ou de diâmetro reduzido. As diretrizes, que substituem as de 2011, apresentam recomendações para a avaliação de potenciais indicações e abrangem as vantagens e limitações deste tipo de implantes dentários.

Com base num estudo da Universidade de Colônia, o consenso foi publicado após o 11º European Consensus Conference(EuCC), um encontro anual de um painel de especialistas composto por dentistas com o apoio e suporte da BDIZ EDI, que visa estabelecer consensos em questões como implantologia e delinear as respetivas diretrizes.

A classificação dos implantes

No que diz respeito à classificação de implantes curtos, angulados e de diâmetro reduzido, a EuCC acordou o seguinte: os implantes são descritos como curtos se o seu comprimento intraósseo for igual ou inferior a 8 mm e o seu diâmetro igual ou superior a 3,75 mm. Consideram-se implantes ultracurtos aqueles cujo comprimento é inferior a 6 mm. Os implantes de diâmetro reduzido podem se definidos como aqueles cujo diâmetro intraósseo é inferior a 3.5 mm para colocação em locais com largura reduzida no rebordo alveolar. Implantes com diâmetro inferior a 2,7 mm são considerados como mini-implantes.

Além disso, a EuCC declarou que os mini-implantes têm um risco acrescido de perda e que mini-implantes curtos devem ser evitados. De acordo com as recomendações da EuCC, o uso de implantes curtos, angulados ou de diâmetro reduzido em zonas com volume ósseo reduzido pode ser uma opção segura, tendo em vista os riscos associados ao uso de implantes de dimensões padrão quando combinados com procedimentos de aumento. Contudo, os especialistas sublinharam que o especialista em implantodontia que executa o procedimento deve estar devidamente treinado no uso de implantes curtos e ultracurtos.

Como afirmou o presidente da BDIZ EDI, Christian Berger: “É errado pensar que os implantes curtos, angulados e de diâmetro reduzido podem ser usados para superar falhas na técnica cirúrgica. Estes implantes não foram desenvolvidos para profissionais que (ainda) não dominam a elevação dos seios e o aumento ósseo.”

Dentalis software – administra seu consultório odontológico garantindo mais tempo para o seu paciente

Posted by Victor in Estudos, Eventos, 0 comments

Conferência Europeia de consenso libera atualização em implantes dentários

bdiz edi

A European Association of Dental Implantologists (BDIZ EDI) liberou um novo documento de consenso que fornece uma atualização em implantes curto, angulado e de diâmetro reduzido. As orientações substituem as orientações de 2011, oferecem recomendações para a avaliação das indicações potenciais e cobrem vantagens e limitações desses tipos de implantes dentários.

Com base num documento de trabalho da Universidade de Colônia, o documento de consenso foi lançado após a 11th European Consensus Conference (EuCC), uma reunião anual de um painel de peritos constituído por profissionais e acadêmicos realizada sob os auspícios da BDIZ EDI, que visa desenvolver um consenso sobre tópicos no implante odontológico e o draft de suas respectivas guidelines.

Quanto à classificação dos implantes de curto, angulados e diâmetro reduzido, a EuCC concorda com o seguinte: Implantes são geralmente referidos como curto se as suas medidas intra osso forem iguais ou menores do que 8mm e diâmetros de 3,75 mm ou superior. São considerados ultra-curtos aqueles com comprimentos inferiores a 6 mm. Implantes de diâmetro reduzido podem ser definidos como aqueles com diâmetros intraósseos menores que 3,5 mm para colocação em locais com reduzido tamanho do rebordo alveolar ósseo. Implantes com diâmetros inferiores a 2,7 mm são referidos como mini-implantes. Além disso, o EuCC declarou que mini-implantes têm um risco aumentado de perda e pequenos mini-implantes devem ser evitados.

As recomendações da EuCC

De acordo com as recomendações da EuCC, a utilização de implante curto, angulado ou diâmetro reduzido em locais com reduzido volume ósseo pode ser uma opção confiável de tratamento, tendo em conta os riscos associados com a utilização de implantes de dimensão padrão em combinação com o aumento de procedimentos. No entanto, os experts evidenciaram que o cirurgião implantologista e o dentista reparador devem ter a formação adequada na utilização de implantes curto e ultra-curto.

Christian Berger, presidente da BDIZ EDI, disse “é errado supor que implantes curto, angulado ou de diâmetro reduzido podem ser usados para resolver a própria deficiências na técnica cirúrgica. Estes implantes não foram desenvolvidos para os cirurgiões que não tenham (ainda) dominado o levantamento do seio da face e aumento ósseo”.

Uma versão impressa do documento está disponível sob encomenda por €2,50 (incluindo VAT , mais postagem). As orientações serão igualmente publicadas na primeira edição de 2016 do EDI Journal, a revista oficial dos membros do BDIZ EDI. Estará disponível gratuitamente para os membros.

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments