incidência

Polêmica: pessoas mais altas têm maior risco para o câncer

Para a maioria dos cânceres, o risco de adquirir a doença aumenta fortemente com a idade.

Mas, e quanto ao efeito de ter mais células no corpo? Em outras palavras, será que as pessoas mais altas podem ser mais propensas ao câncer porque têm mais células?

A resposta é sim, garante o professor Leonard Nunney, um biólogo evolucionário da Universidade da Califórnia (EUA).

23 categorias de câncer

Nunney examinou dados de quatro projetos de rastreio – exames preventivos – de larga escala cobrindo 23 categorias de câncer.

Cada um desses estudos estabeleceu que os indivíduos mais altos têm um maior risco de adquirir o câncer, com o risco geral aumentando em cerca de 10% a cada 10 centímetros de aumento da altura.

Outros pesquisadores contestaram essa ideia, propondo que os fatores que agem no início da vida – nutrição, saúde, condições sociais – influenciam independentemente a altura e o risco de câncer.

Mas Nunney diz que seus dados não confirmam essa hipótese.

“Eu testei a hipótese alternativa de que a altura aumenta o número de células e que ter mais células aumenta diretamente o risco de câncer. Os dados apoiaram fortemente esta hipótese simples. Para a maioria dos cânceres, a intensidade do efeito da altura é previsível a partir do aumento do número de células,” disse ele.

Os resultados foram publicados na revista científica Proceedings of the Royal Society B.

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Verão chegando, calor em alta e o aumento dos abscessos dentários

As ondas de calor são geradoras de cansaço e desconforto, mas também pode influenciar o desenvolvimento de abscessos dentários, já que a temperatura ambiente e os parâmetros climáticos, como temperatura do ar, pressão do ar e umidade, são considerados como fatores que podem influir. Um estudo recente, apresentado no 68º Congresso Anual da Sociedade Alemã de Cirurgia Oral e Maxilofacial (Deutsche Gesellschaft für Mund-, Kiefer- und Gesichtschirurgie), em Dresden, observou que grandes mudanças de temperatura favorecem a formação de abscessos dentários.

Metodologia

A fim de esclarecer se “abscess weather” realmente existe ou é apenas um mito, o estudo examinou 1.000 pacientes entre 2005 e 2015. Eles foram admitidos no departamento de cirurgia oral e maxilofacial no hospital universitário de Dresden para o tratamento de abscessos purulentos agudos na área oral, maxilar e facial. Para cada caso, o local do abscesso e a causa foram registrados. Ao mesmo tempo, dados meteorológicos como temperatura do ar, pressão do ar e umidade na estação meteorológica de Dresden-Klotzsche foram analisados no dia da admissão e nos dias anteriores. Os resultados foram então comparados.

Calor em elevação – pacientes com abscessos em maior número

Os resultados do estudo mostraram que mais pacientes com abscessos se apresentaram ao hospital universitário em tempos de grandes mudanças de temperatura. Em contraste com esses parâmetros dinâmicos, os dados meteorológicos estáticos, como temperatura, pressão do ar e umidade, não tiveram influência estatisticamente significativa na frequência de abscessos.

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Cáries dentais não tem origem genética

Cáries dentais não tem origem genética

Os genes individuais não estão associados à presença das bactérias responsáveis pelo desenvolvimento de cáries dentárias, revela um estudo recentemente publicado pelo Murdoch Children’s Research Institute, na Austrália. De acordo com a pesquisa, que analisou a microbiota oral, o desenvolvimento de cáries dentárias é, sobretudo, influenciado por fatores ambientais como a dieta e os cuidados de higiene bucal dos pacientes.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores recorreram a uma amostra de vários gêmeos, com o objetivo de analisar de que forma a genética pode impactar a microbiota oral. Para isso, fizeram um perfil do microbioma da placa supra gengival de 205 pares de gêmeos geneticamente idênticos e de 280 gêmeos não idênticos entre os 5 e os 11 anos de idade.

Os cientistas analisaram amostras de saliva bem como os vários elementos da composição da microbiota oral para determinar quais são influenciados pela genética, descobrindo que as bactérias ‘herdadas’ não estão relacionadas com o desenvolvimento de cáries dentárias.

Conclusão

“Pode existir uma percepção na comunidade de que uma má saúde bucal seja geneticamente herdada. Mas esta pesquisa demonstra que os pais e as crianças podem estar no controle da sua saúde bucal”, defende Jeff Craig, um dos responsáveis pelo estudo.

O presente estudo pode ser encontrado neste link.

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Tempo de amamentação e a incidência de cáries em crianças

Um estudo conduzido na Universidade de Adelaide tem sugerido que crianças amamentadas por no mínimo dois anos poderiam ter maior risco de terem cáries. Os pesquisadores consideraram essa descoberta contrapondo-a ao padrão de açúcar consumido em alimentos.

O objetivo do estudo foi investigar o efeito da amamentação prolongada em crianças com dentes. A elaboradora conceitual do estudo, Dra. Karen Glazer Peres da Faculdade de Odontologia de Adelaide, explicou que crianças amamentadas na idade igual ou superior a 2 anos tiveram risco aumentado de desenvolver problemas odontológicos, incluindo dentes ausentes, com sinais de cáries ou com obturação. De acordo com o estudo, o risco de terem cáries severas na primeira infância era 2.4 vezes maior comparado com as crianças amamentadas até um ano de idade. Entretanto, os pesquisadores descobriram que a amamentação até os 13–23 meses não teve efeito na incidência de cáries.

No geral, 1.129 crianças nascidas em 2004 em Pelotas/RS, uma cidade suprida com água pública fluorada, foram incluídas no estudo. Os dados da amamentação foram coletados no nascimento, quando as crianças estavam com 3 meses, 1 ano e 2 anos de idade. Adicionalmente, dados do consumo de açúcar foram coletados nas idades de 2, 4 e 5 anos.

Os pesquisadores descobriram que o consumo do açúcar só foi associado a maior risco de obtenção de cárie severa na primeira infância quando as crianças o consumiam em alta quantidade, isso comparado as que consumiam menos. Considerando o consumo de açúcar das crianças, a análise mostrou que a amamentação prolongada era um fator de risco independente para cárie e deterioração severas, dentes ausentes ou obturados.

Amamentar sim…mas ter certos cuidados é importante

“A amamentação é um recurso inquestionável à nutrição da criança. Os dentistas deveriam encorajar as mães a amamentar e, do mesmo modo, aconselhá-las sobre o risco. Recomendações gerais como o consumo de água fluorada e a higienização dos dentes da criança com pasta de dente com flúor antes de irem dormir podem ajudar na prevenção de cáries”, disse Peres.

O estudo, intitulado “Impact of prolonged breastfeeding on dental caries: A population-based birth cohort study”, foi publicado na edição de junho da revista Pediatrics. Ele foi conduzido com colaboração dos pesquisadores da Universidade de Pelotas e Universidade de São Paulo.

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Transtornos da ATM: mais de 50% da população pode estar sofrendo

Entre 40% a 75% da população mundial pode sofrer de algum tipo de transtorno da articulação temporomandibular ao longo da vida.
De acordo com um estudo citado pela publicação Infosalus, as mulheres entre os 15 e os 45 anos são as mais suscetíveis a este tipo de disfunção.

Como informa a publicação, associados a este tipo de transtornos estão sintomas como dificuldades de mastigação, dor ao abrir e fechar a boca, dores de ouvidos, sensibilidade na mandíbula e problemas para fechar a boca.

Causas desconhecidas

Contudo, e apesar da elevada prevalência deste tipo de transtorno, ainda não são claras as causas para os transtornos da articulação temporomandibular, sabendo-se, no entanto, que existem fatores de risco como o estresse, a má oclusão e bruxismo.

Apesar de ser um problema comum, a maioria da população não procura ajuda junto ao seu dentista uma vez que os sintomas não afetam a sua qualidade de vida diária. Além disso, a maior parte das pessoas que procuram assistência devido a traumatismos da articulação temporomandibular apresentam sintomas como dor na face, sobretudo nos músculos mastigatórios, e de cabeça.

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Câncer bucal: o sexto mais prevalente em todo o mundo

câncer bucalOs carcinomas bucais podem se manifestar como uma mancha, geralmente branca ou avermelhada, uma massa endurecida ou uma ferida persistente que não cicatriza, sendo em sua maioria assintomáticos na fase inicial, tornando-se progressivamente dolorosos. Outros sintomas incluem a dificuldade em engolir, alterações na sensibilidade e nódulos linfáticos aumentados no pescoço.
 
Uma das formas de prevenção do câncer oral está relacionado à adoção de um estilo de vida saudável aliado à redução dos fatores de risco como o tabagismo e o consumo de álcool.
 
O dentista, pelo contato regular com os seus pacientes, encontra-se numa posição privilegiada para contribuir com a prevenção e diagnóstico precoce destes tumores malignos.
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Descoberta ligação entre dermatite atópica em crianças e incidência de cáries dentárias

eczemaUma pesquisa da Universidade Nacional de Singapura e do Instituto de Singapura para as Ciências Clínicas da Agência da Ciência, Tecnologia e Investigação sugere que pode existir uma ligação entre duas doenças comuns na infância: a dermatite atópica e as cáries dentárias. A prevalência de dermatite atópica tem crescido nos últimos anos e afeta hoje entre 15 a 30% das crianças de países desenvolvidos.

As crianças com sintomas desta doença dermatológica e sensíveis a substâncias alergênicas comuns avaliadas no âmbito deste estudo tinham três vezes mais probabilidades de já ter desenvolvido cáries dentárias aos dois e aos três anos de idade em comparação com crianças sem esta doença.

No total, este estudo ouviu cerca de 500 pais de crianças no seu primeiro ano de vida, aos três anos de idade e aos seis e aos 12 meses de idade, de forma a identificar a presença da doença. As crianças cujos pais reportaram que estas tinham a doença fizeram ainda um teste cutâneo de alergia (prick test) para avaliar a sua sensibilidade aos alergênicos comuns.

Cáries: mais de 3 vezes mais comuns em crianças que apresentam dermatite

Os resultados agora divulgados mostram que as crianças com eczema e que apresentaram resultados positivos para os alergênicos comuns tinham mais de 3 vezes mais chances de terem tido cáries dentárias aos dois e três anos de idade comparativamente com as crianças sem dermatite atópica.

Esse estudo bem como o detalhamento dos resultados pode ser lido aqui.

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Câncer oral tem aumento de mais de 60% nos EUA

sinais do cancer oralDe acordo com os últimos dados publicados por uma organização sem fins lucrativos de transparência de cuidados de saúde, alegações relacionadas com o diagnóstico de câncer oral nos EUA aumentaram mais de 60% desde 2011. Os dados também mostraram que os homens foram diagnosticados três vezes mais frequentemente com a doença do que as mulheres.

A FAIR Health, uma organização sem fins lucrativos dos EUA dedicada a trazer transparência aos custos dos cuidados de saúde e informações de seguro de saúde, analisou os dados sobre a cobrança médica particular e linhas de requerimento de seguros odontológicos relacionados ao diagnóstico de câncer bucal a partir de 2011 a 2015 e encontrado o número de créditos global que aumentou 61% durante o período. O maior aumento ocorreu na neoplasia maligna da nasofaringe, orofaringe e hipofaringe e a segunda maior em neoplasia maligna da língua.

A análise revelou ainda que 74 por cento dos casos diagnosticados de câncer de língua e de garganta eram em homens e 26 por cento eram em mulheres. No entanto, homens adultos, apesar de seu maior risco de desenvolver câncer bucal, eram muito menos prováveis do que as mulheres adultas, de procurar exames dentários preventivos e limpezas, declarou a FAIR Health. Homens e mulheres apresentaram semelhantes chances de desenvolver neoplasia maligna da gengiva e tumores orais benignos que poderiam se tornar malignos.

Idade com maior incidência

As alegações de câncer oral foram mais frequentes em indivíduos com idade de 46 anos e mais velhos. A partir de 2011 a 2015, as alegações de câncer oral aumentaram no grupo etário entre 56 e 65 anos, e diminuiu em pessoas com mais de 65 anos de idade.

De acordo com estimativas da American Cancer Society, mais de 48.000 americanos iriam desenvolver câncer de cavidade oral ou faringe em 2016 e cerca de 9.500 pessoas iriam morrer em consequência da doença.

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Incidência de câncer oral aumenta fortemente: conheça os principais fatores de risco

O consumo de tabaco, bebidas alcoólicas e uma dieta pouco equilibrada, assim como o papiloma vírus humano, podem estar por trás do recente aumento de casos de câncer oral no Reino Unido. De acordo com um estudo da Cancer Research UK, a incidência da doença aumentou de forma significativa na região nos últimos 20 anos, tendo alcançado o total de 13 casos para cada 100 mil habitantes.

O maior aumento observou-se nas mulheres, grupo em que a sua incidência se elevou em todas as faixas etárias nas últimas duas década em cerca de 71%. No caso dos homens, por outro lado, a incidência do câncer oral cresceu 54% em homens com menos de 50 anos e em cerca de 67% em homens com mais de 50 anos.

Mudança do estilo de vida

“É preocupante que o câncer oral tenha se tornado mais comum. Estilos de vida saudáveis podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento da doença. Não fumar, beber menos bebidas alcoólicas e comer frutas e vegetais pode ajudar a reduzir o risco de câncer oral”, comenta Jessica Kirby do Cancer Research UK’s Senior Health Information Manager.

O consumo de tabaco, em particular, já havia sido identificado como um dos principais fatores de risco da doença, estimando-se que esteja relacionado com cerca de 65% dos casos.

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Uso de antibióticos predispõe crianças a maior incidência de alergia alimentar

crainça recusando antibióticosJá se sabe que o uso desnecessário de antibióticos estimula a resistência bacteriana, processo em que esses micro-organismos tornam-se mais fortes e resistentes à ação desses fármacos.

E agora, pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, descobriram que a prática também pode ser responsável por alergias alimentares. De acordo com dados de 1.504 crianças, aquelas que tomaram antibiótico nos 12 primeiros meses de vida eram 21% mais propensas a desenvolver algum tipo de alergia.
A maior frequência de um determinado fármaco aumentava pra valer esse risco.
Usar uma mesma droga por três vezes elevava em 31% a probabilidade de desenvolver uma reação exacerbada a algum ingrediente da dieta.
Se o indivíduo utilizava o composto em quatro oportunidades, a taxa pulava para 43%.

Antibióticos mais empregados durante o estudo

Os antibióticos mais empregados durante o estudo foram aqueles do grupo das penicilinas, e também a cefalosporina e sulfonamida, que foram os campeões na promoção de alergias.

Por isso, os especialistas pedem maior cautela antes da prescrição de antimicrobianos a crianças. É sempre bom salientar que o uso excessivo de antibióticos pode trazer prejuízos ao sistema imunológico e às bactérias que compõe a flora intestinal, o conjunto de micro-organismos que mora no estômago e nos intestinos e que como sabemos desempenha um papel primordial no equilíbrio do corpo.

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