ingestão

Ingestão de café pode aumentar desejo por doces

A cafeína é um potente antagonista de receptores de adenosina, que promovem o relaxamento e sonolência. Deprimindo o efeito dos receptores podem fazer as pessoas se sentirem mais acordadas, mas a pesquisa descobriu que ele também diminui sua capacidade de saborear doces – fazendo a comida e a bebida parecerem menos doces, resultando em uma maior tentação para doces.

Doce tem percepção alterada

O novo estudo, realizado na Universidade de Cornell, demonstra a modulação do gosto no mundo real, disse o autor sênior Dr. Robin Dando, do Department of Food Science. “Quando você beber café com presença de cafeína, ele vai mudar a forma como você percebe o gosto – pelo tempo que o efeito durar. Assim se você comer alimentos diretamente após beber café cafeinado ou outras bebidas cafeinadas, você provavelmente vai perceber alimentos de forma diferente”.

Metodologia

No estudo as cegas, um grupo experimentou café descafeinado com 200 mg de cafeína adicionada em um laboratório para fazer a bebida equivalente a uma xícara de café forte, portanto, consistente com a quantidade de cafeína da vida real. O outro grupo bebeu o café descafeinado contendo uma concentração igualmente amarga de quinino. Ambos os grupos tiveram o açúcar adicionado. Em uma segunda sessão de um dia, os grupos foram alternados. Os participantes classificaram a infusão cafeinada como menos doce, mas não reportaram sobre o efeito sobre o amargo, azedo, salgado ou percepção umami*.

Em uma segunda parte do estudo, os participantes divulgaram seu nível de alerta e a estimativa da quantidade de cafeína no café. Eles relataram o mesmo aumento do estado de alerta depois de beber ambas as amostras cafeinadas e descafeinadas, mas não podiam discernir qual versão haviam consumido.

“Nós achamos que pode haver um placebo ou um efeito de condicionamento para a simples ação de beber café”, disse Dando. “Acho o cachorro de Pavlov. O ato de beber café – com o aroma e o sabor – é normalmente seguido de alerta. Assim os participantes se sentiram alerta mesmo que a cafeína não estivesse lá”.

O estudo, intitulado “A cafeína pode reduzir o doce sabor percebido em humanos, os elementos de evidência de que os receptores de adenosina modulam gosto,” foi publicado na edição de setembro do Journal of Food Science.

*gosto rico e delicioso que é produzido pela combinação do gosto do glutamato e um aroma agradável harmônico.

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Dica: alerte seus pacientes – ingerir medicamentos com leite e antiácidos pode trazer problemas

pessoa ingerindo leiteO uso incorreto de qualquer medicamento pode trazer graves prejuízos à saúde. Erros na prescrição e no uso são alguns dos principais problemas. Muitas pessoas, por exemplo, têm o costume de ingerir antiácidos antes de tomar remédios que irritam o estômago. Esse hábito pode cortar totalmente o efeito do medicamento, pois a absorção do princípio ativo pode ser prejudicada.

Outro costume é a ingestão de leite com antibióticos, principalmente. O leite estimula a produção de sucos digestivos, fazendo com que várias drogas percam seus efeitos ao serem degradadas pelo suco gástrico. Além disso, leite contém cálcio, que pode promover a perda do efeito terapêutico pela inativação química (quelação), reação comum entre essa bebida e a tetraciclina.

Efeitos do leite e antiácidos em alguns medicamentos:

– Antibióticos: Ampicilina e tetraciclina (diminuição do efeito antibacteriano pela redução de sua absorção);
– Contraceptivo oral: redução do efeito pela diminuição da absorção com uso especialmente de antiácidos;
– Digoxina: redução da absorção com diminuição do efeito cardiotônico;
– Diazepam: redução da absorção com diminuição do efeito sedativo.

Todo medicamento deve ser tomado com um copo cheio de água, no horário correto e na dose certa.

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Dica: Tomar água demais pode trazer problemas

copo com aguacopo-daguaNão se sabe exatamente quem lançou a ideia de que devíamos tomar dois litros de água por dia, mas está difícil derrubar esse mito – na verdade, precisamos ingerir dois litros de líquidos, mas não necessariamente de água – há muita água nos alimentos.

Segundo Michael Farrell (Universidade Monash) e Pascal Saker (Universidade de Melbourne), tomar água em excesso pode levar até mesmo a uma “intoxicação com água”.

Eles estudaram o mecanismo da sede e da saciedade de água e descobriram um mecanismo ativado no cérebro que inibe o ato de engolir quando bebemos água em excesso. Esse mecanismo ajuda a manter equilibrado o volume de água no corpo.

O problema é que, quando as pessoas acreditam que devem tomar uma quantidade maior de água do que a sua sede lhes indica, elas passam por cima desse mecanismo, desequilibrando a quantidade de líquido no organismo.

“Se nós apenas fizermos o que o nosso corpo nos pede provavelmente faremos a coisa certa – beber apenas de acordo com a sede, em vez de seguir uma programação,” escrevem Farrell e Saker.

Risco de hiponatremia

Os pesquisadores mediram o esforço necessário para engolir água quando os voluntários foram postos sob duas condições: depois de uma atividade física, quando estavam com sede, e mais tarde, quando lhes foi pedido para ingerir uma quantidade de água além da sua sede.

Os resultados mostraram que é necessário um esforço três vezes maior para ingerir a água depois que a sede foi saciada.

Segundo os pesquisadores, beber muita água aumenta o risco de hiponatremia, quando os níveis vitais de sódio no sangue tornam-se anormalmente baixos, causando sintomas que vão da letargia e das náuseas até convulsões e coma.

O professor Farrell ressalva que, no caso das pessoas idosas, que frequentemente não bebem água o suficiente, podem ter vantagens em programar uma ingestão de líquidos em níveis adequados.

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Risco de aspiração e ingestão de materiais odontológicos durante procedimentos

restauração odontológicaAspiração e ingestão de objetos estranhos, como materiais odontológicos ou ferramentas utilizadas durante o tratamento, podem ocorrer durante quase todos os procedimentos, incluindo tratamento de canal, implante, extração e exames de rotina. Uma análise de mais de 600 relatos de caso e revisão mostrou atualmente que próteses, coroas e limas endodônticas são os objetos mais aspirados e ingeridos.

A análise mostrou que a ingestão aconteceu mais do que a aspiração, ocorrendo primeiramente durante os tratamentos de prótese, canal e restauração, extrações e cirurgia, e com menos frequência em tratamentos ortodônticos. A aspiração ocorreu mais durante o procedimento de implante. Houve também um número pequeno de relato de ingestão durante procedimentos de higiene, tratamento periodontal e exames.

Das 568 revisões incluídas no estudo, 28 por cento reportaram incidentes de ingestão de próteses e coroas, e 5 por cento de incidentes de aspiração das mesmas. O segundo lugar de objetos estranhos mais ingeridos foi para brocas (20 por cento), seguido das limas endodônticas (9 por cento).

Aspiração e ingestão ocorreram com mais frequência em pacientes com idade de 60–79 e 10–19 anos, respectivamente. Houve mais casos envolvendo mais pacientes do sexo masculino que feminino.

Os resultados sugerem que casos de aspiração requerem tratamento imediato, pois a maioria necessita de endoscopia ou mesmo cirurgia. Entretanto, em casos de ingestão, o paciente foi observado até o objeto estranho ser excretado.

Incomum, mas é um risco perigoso

Os pesquisadores concluíram que a aspiração ou ingestão de objetos estranhos, incluindo instrumentos, materiais e mesmo dentes, é relativamente incomum durante procedimentos odontológicos. Entretanto, está reportado ser a causa mais comum de objetos estranhos aspirados no pulmão. Por isso, os casos devem ser documentados cuidadosamente para fornecer informação adequada para tratamento e prevenção futuros. Entretanto, os pesquisadores descobriram que um número de relatórios estavam incompletos, mesmo alguns compilados por profissionais experientes da odontologia, sem relato de onde o procedimento foi efetuado, posição do dente, possíveis causas e outras importantes variações.

O estudo, intitulado “Thorough documentation of the accidental aspiration and ingestion of foreign objects during dental procedure is necessary: Review and analysis of 617 cases”, foi publicado on-line em 22 de julho na revista Head and Face Medicine. Foi conduzido na Universidade Fourth Military Medical na cidade de Xian na China.

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