materiais

Anestesia odontológica – um resumo essencial

Anestesia odontológica – um resumo essencial

anestesia dental

Existem muitos tipos de anestesia odontológica nos dias atuais.
A escolha do tipo certo de anestesia odontológica para cada caso é fundamental.
Isso porque traz benefícios tanto para o profissional como para o paciente.
A escolha da anestesia odontológica adequada irá evitar dor ou qualquer desconforto maior durante o procedimento.

Anestesia odontológica – tipos

Antes da realização de qualquer tratamento é fundamental conhecer e comunicar o paciente sobre as diferentes modalidades de anestesia odontológica e suas formas de administração.
É essencial que o dentista conheça todos os detalhes necessários para esclarecer eventuais dúvidas e inquietações que o paciente possa ter.
A escolha da quantidade e do tipo certo de anestesia irão garantir o sucesso da intervenção.

Histórico do paciente

Inicialmente é importante criar um histórico clínico detalhado do paciente. O conhecimento da condição do paciente irá possibilitar ao dentista a escolha do tipo e quantidade adequadas da anestesia odontológica.

Cada tipo de anestesia, seja mais inovadora ou mais clássica, tem seus prós e contras que são detalhados a seguir.

Anestesia odontológica – para cada tipo de tratamento

Anestesia local

A anestesia local possibilita o bloqueio da transmissão num ponto específico do nervo.
Seu objetivo é inibir de forma reversível a condução nervosa em determinadas regiões da cavidade bucal.

É um dos tipos de anestesia mais utilizadas em tratamentos odontológicos de qualquer natureza.
Isso vale para implantes, facetas estéticas e também extrações dentais.
É uma modalidade de anestesia muito versátil. Elimina o desconforto e a sensibilidade da cavidade bucal em várias situações.

Cremes e aerossóis anestésicos

São em geral utilizados para dessensibilizar uma determinada área da cavidade bucal do paciente.

São produtos de uso tópico. Assim, apresentam uma eficácia mais limitada quando em comparação a outras formas de anestesia.

Sedação consciente

Tem por objetivo principal tranquilizar e relaxar o paciente. E com isso tornar mais facilitada a sua experiência durante o atendimento odontológico.

Esta é uma técnica que vem crescendo em importância. Especialmente no atendimento do público infantil.

É também um método utilizado em cirurgias de colocação de implantes dentários.
Tem efeito tranquilizador para pacientes que sentem muito medo.

Sedação leve

Consiste na administração de óxido nitroso por inalação através de uma máscara.
É útil durante o tratamento de problemas periodontais.

Anestesia geral

É um tipo de anestesia odontológica não utilizada com muita frequência. Isso porque apresenta riscos.
É administrada em intervenções para correção de certas deformidades e alterações maxilofaciais.

Sua utilização pode ser dar também em tratamentos orais mais complicados. Exemplos: colocação de implantes dentários ou a extração do terceiro molar.
Este tipo de anestesia evita a necessidade do uso de outros tipos de anestésicos. Isso porque o paciente é colocado em um estado de completa inconsciência.

De acordo com a forma de aplicação

Existem dois tipos de anestesia odontológica de acordo com a maneira como é administrada.

A anestesia infiltrativa é aquela que se aplica através de uma agulha numa zona da cavidade bucal. Sua administração é mais dolorosa e tende a provocar maior reação de medo no paciente.

A anestesia tópica é aplicada por meio de um gel ou aerossol. Não provoca qualquer medo ao paciente e não é dolorosa. Porém, apresenta um efeito e duração menores.

De acordo com o procedimento

Na escolha do tipo procedimento as opções são o troncular ou periapical.

O troncular é administrado num quadrante específico da cavidade oral.
No periapical a anestesia é dirigida para uma determinada peça dentária.

Sedação oral

Os sedativos orais podem ser administrados antes do tratamento.
Nesse caso podem ser tomados na noite anterior ou uma hora antes do início do procedimento.
Porém, esta opção não é muito comum na prática odontológica.

Anestesia sem agulha

São utilizados injetores de pressão.
Através desses dispositivos o anestésico líquido passa a grande velocidade pelos orifícios do injetor.
O líquido atravessa rapidamente a epiderme e a mucosa oral.
Assim o anestésico acaba sendo depositado no tecido subcutâneo da cavidade bucal.
A entrada do anestésico de dá de forma praticamente indolor.

Casos especiais

Crianças e mulheres grávidas devem ser enquadradas nos casos especiais.
Para ambos é fundamental prestar atenção aos tipos de anestesia administrados para a realização do tratamento odontológico.

Deve-se ter especial atenção nos registros das informações históricas desses pacientes.
Dados como por exemplo possíveis alergias, a eventual existência de problemas respiratórios ou cardíacos, doenças recentes, entre outras. São informações importantes e imprescindíveis.

anestesia odontológica

Material para a anestesia

Tipos de seringas

Existem no mercado diferentes tipos de seringas para anestesia odontológica.

São classificadas em dois grandes grupos: reutilizáveis ou descartáveis.

Seringas odontológicas reutilizáveis

As seringas de metal são as mais utilizadas na anestesia de um paciente.
É um dispositivo reutilizável. Devem ser esterilizáveis em autoclave e versáteis.
Devem ser compatíveis com qualquer tipo de cartucho e agulhas nos padrões correspondentes.
As seringas odontológicas reutilizáveis são classificadas em: aspirantes e não aspirantes.

Seringas aspirantes

São as mais recomendadas na prática odontológica.
A principal vantagem destas seringas é que a aspiração se efetua com uma mão e permite um menor esforço e um melhor manuseio.

São seringas utilizadas para aspirar qualquer volume de sangue que haja numa veia, deixando-a estéril, para posteriormente inserir o anestésico através da agulha. Estas seringas podem ser intraligamentares ou de alta pressão e “jet injector” (injetor a jato).

Seringas de alta pressão

As seringas de alta pressão têm um sistema de gatilho ligado a um parafuso que serve para calcular a intensidade da punção.
Têm a capacidade de aceitar vários pontos de pressão.
São utilizadas com uma agulha muito curta. Isso para que a agulha não corra o risco de se quebrar e causar desconforto ao paciente.

Sistema jet injector

Não utiliza agulha e, portanto, é o mais adequado para crianças.
Com este método, apenas se consegue anestesia a nível local. Tem efeito similar ao exemplo da anestesia tópica.

Seringas odontológicas descartáveis

São compostas basicamente de material plástico.
Existem diferentes tamanhos de seringa e agulha.
O maior inconveniente é que a aspiração deve se realizar com ambas as mãos. Além disso, não se adaptam a todos os cartuchos do mercado.

Sendo descartáveis, devem ser usadas para um paciente e depois descartadas de forma adequada.

Tipos de agulha – anestesia odontológica

A agulha canaliza a anestesia para o tecido.

As agulhas para anestesia são de aço inoxidável e o seu tamanho varia entre 32 mm e 10 mm.
Os tamanhos utilizados podem variar de acordo com o tratamento.

A agulha é enroscada na seringa e consiste em 4 peças: o bisel, o eixo, o conector e o adaptador da seringa.
Cada um destes elementos tem características diferentes:
O bisel tem três tamanhos, que são identificados por cores: longo, identificado com cor amarela; médio, cor laranja; curto, cor azul, e extracurto, cor violeta .

As agulhas são descartáveis. Uma vez utilizadas devem ser descartadas.
É muito importante depositá-las em contentores de resíduos sanitários para uma correta destruição.

Anestesia odontológica – outras formas de aplicação

Estão em desenvolvimento alguns sistemas que ajudam a administrar a anestesia de forma diferente e inovadora.
Um deles é o STA System de The Wand.
É um sistema e método de administração de anestesia computadorizada que controla e regula automaticamente o fluxo e a pressão durante a injeção.

É um recurso que ajuda a reduzir o medo face ao dentista e minimiza a dor em 100%. Isso tranquiliza o paciente. Também torna muito mais fácil a realização do tratamento.

Fonte: Dentaleader
Posted by Victor in Dicas, 0 comments

A evolução dos materiais na odontologia

Os antecedentes históricos dos biomateriais odontológicos e das suas aplicações são escassos, embora a prática da odontologia remonte a milhares de anos. Só no século XIX foram desenvolvidas as grandes famílias de polímeros, cuja aplicação para fins médicos teve início no século XX.

A borracha vulcanizada inventada por Charles Goodyear, em 1839, serviu para moldar as próteses com precisão, embora a qualidade das bases destes elementos tenha melhorado muito devido à utilização de resinas acrílicas e de metais para moldes.

O amálgama

Em 1919, houve um grande avanço no conhecimento dos materiais odontológicos, porque a Marinha dos EUA solicitou ao departamento nacional de normalização a avaliação e seleção das amálgamas a serem utilizadas nos serviços odontológicos federais. Com a invenção da amálgama, começou então a haver bases científicas no que diz respeito aos materiais dentários.

Nove anos mais tarde, o departamento nacional de normas é integrado na Associação Dentária Americana (ADA), dando lugar aos primeiros consensos sobre os materiais dentários nos Estados Unidos e em todo o mundo. Desde então, a ADA, juntamente com as associações de cada país, está empenhada em pesquisar as características físicas e químicas das substâncias utilizadas.

Surgimento da resina

Em 1935, é introduzida a resina acrílica polimerizada como base para dentes artificiais, e Bowen, em 1962, desenvolve um novo tipo de resina composta, uma combinação de resinas acrílicas e resinas epóxicas utilizada para substituir o amálgama.

Por sua vez, a utilização de compósitos alterou completamente os parâmetros que eram usados na odontologia. Este fato conduziu a uma importante evolução no mundo da odontologia conservadora.

Como se pode verificar, a odontologia atual evoluiu significativamente a partir dos materiais dentários, que foram melhorando gradualmente até alcançarem níveis mais elevados de sofisticação e compatibilidade.

Dentalis software – a escolha certa em software para odontologia

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Conheça o Gen-Os + TSV Gel: combinação ideal para a estabilização de enxertos

mostrango o genOSO Gen-Os + TSV Gel é uma nova apresentação que combina a mistura óssea córtico-esponjosa associada com colágeno de GEN-Os e o gel termossensível TSV, criando uma combinação ideal para a estabilização do enxerto.

A OsteoBiol-Tecnoss é uma empresa inovadora e global que desenvolve, produz e documenta biomateriais xenogênicos de qualidade superior. 20 anos de pesquisa científica levaram a um processo de produção patenteado que garante a neutralização dos componentes antigênicos para conseguir biocompatibilidade, preservando a matriz natural de colágeno no interior do biomaterial. A OsteoBiol-Tecnoss, desenvolveu e patenteou uma biotecnologia única que se distingue das demais, que impede a fase de ceramização do osso natural e preserva o colágeno dos tecidos, permitindo uma remodelação osteoclástica do biomaterial semelhante ao “turnover” ósseo fisiológico e atribuindo ao produto características muito semelhantes ao osso mineral humano.
A combinação destes fatores permite uma formação consistente de novo osso e um contato próximo entre o osso neoformado e o biomaterial.

Colágeno como fator chave para a regeneração óssea

O colágeno, tem um papel fundamental no processo de regeneração óssea, porque:

  • atua como um substrato válido para ativação e agregação das plaquetas;
  • serve para atrair e diferenciar as células estaminais presentes na medula óssea;
  • aumenta a taxa de proliferação dos osteoblastos em até 60%
  • estimula a ativação das plaquetas, osteoblastos e osteoclastos no processo de cicatrização dos tecidos.

Gen-os® + tsv gel: a combinação ideal para a estabilização do enxerto

Graças à sua composição inovadora, o Gel TSV proporciona estabilidade mecânica aos grânulos Gen-Os durante a colocação do enxerto. O Gel TSV é rapidamente reabsorvido e não influencia o processo de regeneração natural. O Gel TSV atinge a sua viscosidade mínima a 4°C. Em seguida, aumenta rapidamente a viscosidade até atingir os 13°C. À temperatura ambiente o Gel TSV da OsteoBiol tem a consistência de um gel. Não endurece, mas mantém uma consistência macia que permite a mistura com os grânulos de Gen-Os.

Características

Gen-Os, é uma mistura óssea córtico-esponjosa, foi o primeiro produto desenvolvido com a biotecnologia inovadora Osteobiol-Tecnoss e o seu uso universal, ainda hoje é o mais procurado no mercado. Gen-Os é gradualmente reabsorvível e fornece suporte na neoformação óssea, ajudando a preservar a forma e o volume originais do enxerto (propriedades osteocondutoras). O Gel TSV da OsteoBiol contém: gel de colágeno heterólogo tipo I e III com ácidos gordos poli-insaturados e um copolímero sintético biocompatível diluído em solução aquosa, o que proporciona ao Gel TSV as suas propriedades termo-reversíveis e termo-gelificantes. Gen-Os pode ser hidratado e cuidadosamente misturado com Gel TSV entre 4 ° e 8 ° C (imediatamente após sair do frigorífico).

A esta temperatura, o Gel TSV tem baixa viscosidade, o que facilita a mistura com os grânulos Gen-Os da Osteobiol. A viscosidade do Gel TSV aumenta rapidamente com o aumento da temperatura e a mistura resultante torna-se pegajosa, fácil de aplicar e extremamente estável durante a colocação. O Gel TSV da Osteobiol também pode ser aplicado no lado áspero da membrana Evolution da Osteobiol para estabilizá-la durante a sutura.

Composição do Produto:

Mistura óssea cortico-esponjosa heteróloga com colágeno

Gel heterólogo de colagénio tipo I e III e copolímero sintético biocompatível termogelável

Forma Física:

Grânulos ligeiramente rádio-opacos

Gel de baixa viscosidade a <8 ° C e gel de alta viscosidade a> 13 ° C

Granulometria:

250-1000 μm (Gen-Os)

Tempo de re-entrada:

4 a 5 meses, dependendo das características da localização do enxerto.

Indicações consultórios

O Gen-Os misturado com o Gel TSV pode ser utilizado em procedimentos de ROG – Regeneração Óssea Guiada – quando é necessária uma melhor estabilidade do enxerto. A viscosidade atingida pelo Gel TSV da Osteobiol à temperatura corporal melhora significativamente a estabilidade dos grânulos Gen-Os, e é particularmente benéfica nos casos em que existe pouco suporte ósseo em torno do defeito, exemplo: aumento lateral, defeito com parede vestibular comprometida, deiscências e defeitos periodontais de uma ou duas paredes. Adicionalmente, a viscosidade do Gel TSV da Osteobiol melhora a estabilidade e o manuseamento das membranas Evolution, particularmente durante a fase delicada da sutura.

Posted by Victor in Dicas, 0 comments