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Atletas podem apresentar má saúde bucal, saiba porquê

Vários estudos já conseguiram demonstrar que uma má saúde bucal pode afetar a performance dos atletas de elite. Tanto é que existe até quem se dedique em exclusivo à Odontologia Desportiva. Contudo, um estudo realizado por investigadores da University College London revela que um em cada dois atletas de elite britânicos sofrem de problemas dentais que podem prejudicar a sua performance desportiva.

Recorrendo a uma amostra de 350 atletas britânicos de nove esportes olímpicos, a pesquisa submeteu os atletas a exames bucais para determinar o número de cáries dentárias, a existência de erosão dentária e de doenças periodontais. Além disso, cada atleta respondeu a um questionário para avaliar o impacto da saúde bucal na sua performance esportiva e qualidade de vida.

Problemas na saúde bucal: alta incidência

De acordo com o estudo, 97% dos atletas incluídos na investigação revelaram escovar os dentes duas vezes por dia, contudo, 49% tinham cáries dentárias não tratadas e 77% revelaram ter sinais de gengivite.

Os autores do estudo explicam que “a nutrição na prática esportiva depende em grande parte do consumo de produtos à base de hidratos de carbono, que são conhecidos por aumentar a inflamação no organismo e nos tecidos gengivais. Nas atividades em que existem maiores fluxos de ar, como no ciclismo e na corrida, respirar de forma intensa pode secar a mucosa oral e os dentes acabam por perder os benefícios de proteção que a saliva oferece”.

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Por que feridas na boca cicatrizam mais rapidamente que em outros tecidos?

Um estudo publicado on-line no The FASEB Journal (revista científica de biotecnologia) investiga o fato misterioso de que as feridas na boca se curam mais rapidamente e com mais eficiência do que aquelas em outros lugares. Até agora, entendia-se que a saliva desempenhava um papel no processo de cicatrização de feridas, embora a extensão de seu papel fosse desconhecida. O estudo examinou os efeitos do peptídeo salivar histamina-1 na angiogênese (formação de vasos sanguíneos), que é fundamental para a eficiência da cicatrização de feridas. Os pesquisadores descobriram que a histamina-1 promove a angiogênese, bem como adesão celular e migração.

Cicatrização oral e cutânea – diferenças

“Essas descobertas abrem novas alternativas para entender melhor a biologia subjacente às diferenças entre a cicatrização oral e cutânea”, disse Vicente A. Torres, Ph.D., professor associado do Instituto de Pesquisa em Odontologia da Faculdade de Odontologia da Universidade do Chile, em Santiago.
“Acreditamos que o estudo poderia ajudar na concepção de melhores abordagens para melhorar a cicatrização de feridas em outros tecidos, além da boca.”

“Os resultados claros do presente estudo abrem uma ampla porta para um avanço terapêutico. Eles também trazem à mente o possível significado de animais, e muitas vezes crianças, ‘lambendo suas feridas'”, disse Thoru Pederson, Ph.D., Editor- chefe do The FASEB Journal.

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