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Crianças com deficiências necessitam de mais cuidados dentários

criança em atendimentoUm grupo de pesquisadores espanhóis realizou um estudo sobre a saúde oral em crianças com paralisia cerebral ou síndrome de Down e defende que é preciso reforçar e melhorar os tratamentos dentários deste tipo de pacientes. Esses cientistas acreditam que para isso é necessário os profissionais de Odontologia estejam atualizados com esses conhecimentos para que consigam responder de melhor forma às necessidades destes pacientes, que frequentemente têm uma maior incidência de cáries dentárias e problemas gengivais.

Os pesquisadores realizaram uma revisão da literatura médica e compararam a saúde oral de crianças com paralisia cerebral e síndrome de Down com a saúde oral de crianças de um grupo controle.

Apesar de não haver consenso no que diz respeito à higiene oral, à saúde gengival e à incidência de cáries dentárias em crianças com deficiências, e pacientes com deficiências físicas ou psíquicas, a maioria apresentava uma maior prevalência de patologias orais em todos os estudos revistos pelos pesquisadores.

O que o estudo revela

Além disso, o estudo revela que as crianças com paralisia cerebral têm mais probabilidades de ter cáries dentárias em comparação com crianças sem qualquer tipo de deficiência. As crianças com síndrome de Down, por sua vez, não têm uma taxa de cáries dentárias mais elevada em relação ao grupo controle, mas os seus hábitos dentários, como o bruxismo, eram mais elevados do que nos grupos controle.

O estudo indica ainda que crianças com síndrome de Down apresentam mais frequentemente atrasos no desenvolvimento da sua dentição definitiva e que o trauma dentário é igualmente mais frequente em crianças com paralisia cerebral.

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Suplementação de vitaminas durante a gestação é de fato necessária?

gestante segurando alimentosNo comunicado do Drug and Therapeutics Bulletin, pesquisadores do Reino Unido alertam que as principais evidências disponíveis não justificam o uso de suplementos com multivitaminas e minerais para a maioria das gestantes, pois eles não melhoram a saúde das mães e de seus bebês.

No entanto, todas as mulheres grávidas devem certificar-se de tomar ácido fólico e vitamina D, bem como de manter uma dieta bem equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes, conforme as diretrizes do National Health Service da Inglaterra (NHS). Os pesquisadores acrescentam que o ácido fólico precisa ser ingerido diariamente (400 microgramas por dia) para proteger contra anormalidades do tubo neural do feto em desenvolvimento e que a vitamina D (10 microgramas por dia) é recomendada para a saúde dos ossos da mãe e do bebê. Um suplemento que pode ser perigoso durante a gravidez é o de vitamina A, pois o excesso pode prejudicar o bebê.

Mulher bem nutrida durante a gestação é fundamental para a saúde do bebê

A garantia de que uma mulher é bem nutrida, tanto antes como durante a gravidez, é crucial para a saúde da mulher e do bebê. Nascimentos de mães com deficiências em nutrientes essenciais têm sido associados à pré-eclampsia, crescimento fetal restrito, defeitos do tubo neural, deformidades esqueléticas e baixo peso do bebê ao nascimento.

Muitos suplementos nutricionais que contêm vitaminas, minerais e outros micronutrientes são fortemente comercializados para mulheres em todas as fases da gravidez. No entanto, grande parte das evidências para a suplementação de vitaminas durante a gravidez vem de estudos realizados em países de baixa renda, onde as mulheres são mais susceptíveis a serem subnutridas ou desnutridas do que dentro da população do Reino Unido, por exemplo.

Os desafios consistem em saber quais suplementos são benéficos e em melhorar a adoção entre aquelas mulheres que têm necessidades especiais de algum nutriente.

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