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A revolucionária solução antimicrobiana para tratamentos odontológicos

implante dental

Para os candidatos a implante surge uma ótima notícia: uma solução antimicrobiana para tratamentos odontológicos revolucionária.

Três milhões de pessoas nos Estados Unidos atualmente têm implantes dentários.  A cada ano esse número aumenta em cerca de 500.000.

É necessário aperfeiçoar o tratamento do paciente com base nas vantagens terapêuticas oferecidas pelos implantes dentários de titânio.

Biofilme

Um biofilme complexo tende a se formar rapidamente na superfície de qualquer implante dentário, uma vez colocado na cavidade oral.

Em algumas semanas, o biofilme se apresenta com espécies bacterianas subgengival típicas.

Fazem parte da lista de patógenos periodontais: Porphyromonas gingivalis, Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Tannerella forsythia, Treponema denticola e Prevotella intermedia.

A abundância relativa de espécies bacterianas comensais para patógenos periodontais muda com a disbiose (desequilíbrio da flora intestinal).

Resposta inflamatória

Esta condição induz o paciente a desenvolver uma resposta inflamatória gerando o que se denomina mucosite peri-implantar. 

Posteriormente pode-se observar o desenvolvimento de uma peri-implantite. 

Este processo pode ocasionar a perda de tecido mole e duro que ancora o implante na mandíbula. Por consequência, ficam ameaçados e/ou reduzidos o tempo de vida útil do implante.

Peri-implantite preocupa

A peri-implantite vem gerando grande preocupação entre os dentistas.
Observa-se uma falta de consenso em relação aos tratamentos previsíveis para a peri-implantite.
O número de implantes dentários se mantém em contínuo crescimento. Assim, existe uma necessidade urgente de se estabelecer uma estratégia que possa retardar ou mesmo prevenir a peri-implantite.
São necessários estudos mais aprofundados na busca de abordagens que garantam resultados de maior sucesso. É fundamental garantir propriedades estruturais e funcionais na interface material-tecido.

A popularização dos implantes dentais

Implantes foram originalmente projetados para uma população pequena, e eles foram considerados inicialmente como experimentais, diz o professor Malcolm Snead.

“Houve uma grande mudança na forma como os dentistas fazem uso do recurso dos implantes ao longo dos anos. Atualmente vem sendo amplamente utilizados para substituição de dentes afetados em diferentes graus”.

O implante é suscetível à formação de biofilme, gera resposta imune do paciente, que tenta limitar a infecção. Isto pode acarretar a perda de apoio de tecidos duros e moles.

Uma abordagem minimamente invasiva

Mesmo assim, os implantes vieram para ficar, e é por isso que Snead e outros dois pesquisadores da Ostrow – o professor Casey Chen e o professor assistente de pesquisa Yan Zhou, juntamente com o professor Candan Tamerler, colaborador da Universidade de Kansas –  realizaram pesquisas para criar um filme peptídico bifuncional.

Como parte de uma solução aquosa, pode ser aplicado repetidamente nos implantes existentes para reduzir o crescimento bacteriano. O estudo, chamado “Repeatedly Applied Peptide Film Kills Bacteria on Dental Implants“, foi publicado no mês passado no Journal of the Minerals, Metals and Materials Society.

Uma solução antimicrobiana para tratamentos odontológicos em implantes dentais é algo ao mesmo tempo simples e prático.

“Um atirador, não uma bomba nuclear”

Esta solução atuaria como um filme protetor de implante. Seria administrada na forma de um enxaguante  bucal à base de água, e um paciente iria utilizá-lo como tal.

Muitos pacientes precisam tomar antibióticos em doses baixas para impedir que as bactérias se acumulem em seus implantes. Um enxaguatório concentrado desse produto pode ser muito mais direcionado e eficaz.

“É um atirador ao invés de uma bomba nuclear”, afirma o pesquisador. E ainda acrescenta que múltiplas aplicações podem dar aos pacientes mais anos de durabilidade de um implante.

A utilização de uma solução antimicrobiana para tratamentos odontológicos garante maior segurança do paciente e menor custo da terapia.
O grupo espera refinar esses peptídeos e encaminhar amostras para testes de segurança do FDA. Em seguida, o plano é passar para modelos de animais de grande porte com a realização de novos testes.

Ambições maiores

Na realidade Snead tem um público muito maior em mente: qualquer pessoa com doença periodontal. Lembrando que doenças periodontais são as afecções infecciosas mais prevalentes no mundo.

“O objetivo é ancorar antimicrobianos no componente mineral do dente. E assim criar um ambiente antimicrobiano apenas com a escovação”.

“Fazendo isso, esperamos reduzir a incidência de doença periodontal na população de pacientes”.

“Ao atacar a superfície do implante, gera-se proteção. Este conjunto de ferramentas e moléculas podem ser aplicadas aos dentes de todas as pessoas”.
Uma solução antimicrobiana para tratamentos odontológicos irá garantir uma extensão bem maior do tempo de durabilidade dos implantes dentais.

Tecnologia inovadora

 Esta abordagem permite que ela seja combinada com a próxima geração de metodologias de engenharia de peptídeos. Isto irá melhorar as propriedades de ligação do titânio com a do filme peptídico antimicrobiano.
Isto poderia levar a uma melhor cobertura, com maior afinidade e eficácia antimicrobiana.
Essa tecnologia representa uma mudança de paradigma na prevenção de falhas em implantes dentários.
Irá ampliar a gama de moléculas bioativas. Moléculas que podem ser ancoradas em superfícies de implantes para melhorar sua função, como a osseointegração.
Existem outros estudos já destacados aqui no blog que relatam iniciativas de combate ao biofilme.

 O risco do uso excessivo de antimicrobianos

Uma solução antimicrobiana para tratamentos odontológicos na implantodontia irá possibilitar uma redução na prescrição de antibióticos de uso oral.

Uma das maiores ameaças à saúde global atualmente é a resistência aos antibióticos. Ela pode afetar pessoas de qualquer idade, independente da região do mundo que venhamos a considerar.

A cada ano, morrem cerca de 700 mil pessoas em todo o mundo por infecções causadas por bactérias resistentes. Segundo um estudo encomendado pelo governo britânico, a partir de 2050, esse número poderá chegar a impressionantes dez milhões anualmente.

No Laboratório do IOC, que atua como Centro Colaborador da Rede de Monitoramento da Resistência Microbiana Hospitalar (Rede RM), da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, pesquisadores atuam na análise de amostras de diversos estados do país para o esclarecimento de possíveis casos de surto e dos principais mecanismos de resistência circulantes no país.

Efeito deletério dos antibióticos sobre a flora intestinal

Estudo de Jernberg (2007) demonstrou que indivíduos tratados com antibióticos por uma semana tiveram efeitos na microbiota intestinal. Resultou em perda da diversidade bacteriana e aumento dos genes de resistência aos  antibióticos. Esta condição perdurou por 6 meses até 2 anos após o tratamento.

Isto ocorre por conta dos antibióticos não serem seletivos apenas às bactérias patogênicas, atingindo  também as bactérias benéficas.

Estudo envolvendo camundongos tratados com antibiótico evidenciou mudanças drásticas na microbiota intestinal.

Observou-se maior suscetibilidade dos animais à infecções por Clostridium difficile (bactéria patogênica e resistente a diversos antibióticos).

A maior parte dos pacientes hospitalizados devido infecção recorrente por Clostridium difficile, havia sido submetida ao tratamento com antibióticos previamente. Esta condição resultou em diarreia moderada e, em casos raros, megacólon tóxico fatal.

Bactérias do bem: as probióticas

Diversos estudos demonstram que linhagens de bactérias probióticas podem afetar de maneira positiva a microbiota intestinal desequilibrada pela antibioticoterapia. Os probióticos são importantes  e podem agir contra as bactérias patogênicas de diversas formas. Através da competição por nutrientes e por locais de adesão no intestino. E também pela produção de substâncias antimicrobianas e estimulação do sistema imune.

O sucesso da iniciativa para o desenvolvimento de uma  solução antimicrobiana para tratamentos odontológicos é altamente esperado. Seria um meio eficiente se combater o biofilme que acomete os implantes dentais. Algo um tanto revolucionário, como destacamos no título da matéria.

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Fontes: Journal of the Minerals, Metals and Materials Society, Fiocruz
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Aprovado: Creme dental que de fato combate a sensibilidade e cárie

A Oral Health Foundation  veio a público nas últimas semanas anunciar que a BioMin F – à base de calcium fluoro-phosphosilicate – se tornou o primeiro dentifrício a receber credenciamento de seu painel de especialistas tanto para a redução da sensibilidade quanto para a remineralização dos dentes.

O novo ingrediente para creme dental repõe os minerais perdidos do esmalte dental e ajuda a prevenir a cárie e a tratar a sensibilidade durante a noite. O ingrediente oferece uma nova tecnologia de reparo dental que trará alívio para os milhões de adultos e crianças ao redor do mundo que são propensas à cárie dentária e sensibilidade.

Pesquisas sugerem que mais de 40% dos adultos experimentam episódios de sensibilidade dental em algum momento da vida.

Para combater isso, o creme dental BioMin F libera lentamente íons de cálcio, fosfato e flúor para formar uma camada protetora na superfície do dente.

Esta camada sela eficazmente quaisquer túbulos dentinários expostos e abertos, que são uma causa chave da sensibilidade dental devido à sua ligação direta com o sistema nervoso central.

Mecanismo de ação

Os cremes dentais com essa tecnologia são capazes de liberar lentamente cálcio, fosfato e íons de flúor durante um período de 8-12 horas para formar o mineral fluorapatita, para reconstruir, fortalecer e proteger a estrutura do dente. A liberação lenta de fluoreto tem sido identificado como sendo particularmente benéfica na prevenção da cárie dentária.

O executivo-chefe da BioMin, Richard Whatley, expressou sua satisfação com a conclusão do processo de credenciamento, dizendo: “O credenciamento da Oral Health Foundation é um endosso extremamente importante de nossa pasta de dentes. Assegura aos consumidores que a BioMin F foi avaliada por um painel independente de especialistas em odontologia e acadêmicos reconhecidos internacionalmente.

Eficiência comprovada

“Esses especialistas estudaram todas as alegações com cuidado para garantir que são verdadeiras e são respaldadas por evidências científicas confiáveis.”

Comentando as notícias, o Chefe Executivo da Fundação de Saúde Oral, Dr. Nigel Carter OBE disse: “É um grande prazer estar adicionando o nosso selo de aprovação ao BioMin F.

“A sensibilidade dental e a perda de esmalte podem causar muita dor a muitas pessoas. Para quem procura uma pasta de dentes que combata a sensibilidade e a desmineralização do esmalte, a BioMin F é uma opção boa e eficaz. ”

A Oral Health Foundation possui o maior esquema de acreditação de produtos para saúde bucal no mundo.

O painel de especialistas independente e reconhecido internacionalmente da instituição de caridade examina as declarações de produtos para garantir que sejam confiáveis e possam ser apoiados por evidências científicas.

Cada produto que passa pelo programa recebe uma marca identificatória para mostrar que suas solicitações foram verificadas e verificadas com eficácia.

Em 2016 já noticiamos aqui no blog Dentalis uma notícia sobre o desenvolvimento do creme dental BioMin.

Para ver a última lista de produtos aprovados pela Oral Health Foundation, siga o link para a página de acreditação.

Fontes: Oral Health Foundation, DentalPress
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Nano-analgésico: pode revolucionar o tratamento da dor

A dor representa um importante desafio de saúde global por muitas razões, incluindo alta prevalência, sérias sequelas associadas e a relativa falta de tratamento eficiente, especialmente para o alívio da dor neuropática. Distúrbios relevantes à dor, como artrite, câncer e alterações patológicas no sistema nervoso são altamente prevalentes e trazem grandes transtornos e sofrimento aos pacientes.
A dor crônica tem um impacto significativo não apenas nos próprios pacientes, mas também na comunidade e na economia em geral.

Com a ativação dos receptores µ-opioides, a morfina e os opioides sintéticos relacionados tornam-se os analgésicos mais poderosos e mais usados na prática clínica atual. No entanto, os tratamentos derivados da morfina estão associados a efeitos colaterais graves, como depressão respiratória e dependência ligada ao desenvolvimento de tolerância e dependência de opioides.

Nano-analgésico

Uma equipe de pesquisadores da Université Paris-Saclay e da Université Paris Descartes desenvolveu uma nano-medicamento que reduz a dor em roedores. Em seu artigo publicado na revista Science Advances, o grupo relata que o nano-analgésico tem efeito mais duradouro e é menos viciante que os opioides.

Opioides

Os opioides já provaram largamente ser bastante eficazes no alívio da dor.
Mas, como tem sido amplamente divulgado, suas propriedades aditivas levaram ao abuso generalizado e a muitas mortes. Devido a essa séria desvantagem, os cientistas têm procurado uma droga que funcione tão bem, mas que não seja tão viciante. Neste novo esforço, os pesquisadores relatam o desenvolvimento de uma droga que pode se encaixar no projeto.

Encefalina

O pesquisadores se concentraram em peptídeos que ocorrem naturalmente no corpo e se ligam a receptores opioides – um exemplo é a encefalina. Acredita-se que as drogas modeladas neles seriam tão eficazes quanto os opioides, mas menos viciantes. Mas os esforços para produzir tal droga foram bloqueados pela impermeabilidade da barreira hematoencefálica. Para contornar este problema, os pesquisadores conjugaram quimicamente neuropeptídeos a um lipídio chamado escaleno, resultando em uma droga que poderia ser injetada diretamente em locais do corpo com dor. O objetivo a priori era que a droga oferecesse alívio diretamente ao sistema nervoso periférico, e não ao cérebro.

Testes realizados

Os pesquisadores testaram sua droga injetando-a em ratos com patas doloridas e inchadas. Eles então aplicaram calor na área para testar reações de dor – menos reação sugeriria menos dor. Os pesquisadores relatam que os ratos mostraram sinais de alívio da dor após serem injetados com o novo medicamento. Outros testes mostraram que a droga também apresentou uma duração de efeito maior do que os opioides. E como não interage com o cérebro, os pesquisadores acreditam que isso também não represente risco de dependência.

Mais estudos são necessários

Mais trabalho é necessário antes que o medicamento esteja pronto para ensaios clínicos, no entanto. Um problema é conseguir esterilizar a droga sem destruí-la. Além disso, a droga terá que ser testada em outras espécies animais antes da realização de testes em humanos.

Fontes: ScienceAdvances, MedicalXpress
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Vem aí: Novidade no tratamento do câncer de boca

Cirurgiões dentais da Faculdade de Odontologia da UTHealth, em Houston, estão participando de um estudo multicêntrico, fase um, fase dois, de um adesivo de liberação de fármacos destinado a reduzir tumores de câncer bucal antes da cirurgia.

“O santo graal do tratamento do câncer bucal é encontrar uma droga que cumpra com seu papel e desapareça permanentemente. Ainda não chegamos lá, mas as coisas vem progredindo notavelmente ”, disse Simon Young, DDS, MD, PhD, professor assistente no Departamento de Cirurgia Bucomaxilofacial.

O carcinoma de células escamosas da cavidade oral (CCECO) é uma forma particularmente letal de câncer com uma taxa de sobrevida global de cinco anos de cerca de 50%, segundo a escola, acrescentando que mais de 51.000 pessoas foram diagnosticadas com câncer de boca e garganta em 2018, com 10.000 mortes.

A língua, gengivas, amígdalas, assoalho da boca e parte posterior da garganta são os locais mais comuns para o câncer, seguidos pelos lábios e glândulas salivares. Álcool, tabaco e papilomavírus humano são fatores de risco. O tratamento inclui cirurgia, radiação e quimioterapia.

No ensaio clínico, os cirurgiões bucais aplicam um adesivo do tamanho de um selo postal, incluindo a cisplatina, quimioterápico para matar o câncer, diretamente no crescimento maligno. Ao todo, 12 adesivos serão aplicados e removidos durante as visitas ao consultório nas três semanas que antecedem a cirurgia.

Ataque focado

A Privo Technologies projetou o adesivo PRV111 para fornecer uma alta concentração de cisplatina diretamente ao tumor primário com o objetivo de reduzir o risco dos efeitos colaterais que acompanham a administração intravenosa, como nefrotoxicidade e neurotoxicidade.

“Porque apenas um pequeno percentual da medicação entra na corrente sanguínea, podemos aumentar significativamente a dosagem no local do tumor”, disse Young.

A empresa também diz que os efeitos locais e regionais do PRV111 irão melhorar a possibilidade de remoção do tumor, diminuir a necessidade de radiação e quimioterapia no pós-operatório e melhorar a sobrevida do paciente.

Além disso, a Privo Technologies diz que a terapia de preservação de órgãos pode preservar a forma e a função da cavidade oral enquanto melhora o controle da doença local, que é o principal fator de sobrevida global e específica de doença em pacientes com doença metastática regional.

A inscrição para os testes já começou e os pesquisadores esperam recrutar cerca de 30 pacientes. Alguns pacientes receberão 12 aplicações iguais antes da cirurgia. Outros iniciarão o mesmo esquema de tratamento, mas os médicos podem variar a dose dependendo da resposta. Seis meses após a cirurgia, os resultados dos pacientes serão avaliados para verificar possíveis efeitos colaterais.

O estudo foi aprovado pela Food and Drug Administration como um ensaio clínico combinado de segurança e eficácia. Ele também foi selecionado para o Prêmio Phase IIB Bridge de US $ 3 milhões do National Cancer Institute.

Fonte: Dentistry Today

Dentalis software – em sintonia com as novas tendências em odontologia do século 21

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Impressão 3D na Odontologia

O mercado global da impressão 3D deverá valer cerca de 25,7 bilhões de dólares até 2030, uma aposta que deverá ser liderada pelos setores de odontologia e medicina, revela um estudo recentemente publicado. Este número é confirmado pela SmarTech Publishing, que no início deste ano previa que até ao ano de 2027, o mercado de impressão 3D na odontologia valesse cerca de 9,5 bilhões de dólares.

Agora, de acordo com portal espanhol Odontologos.mx, se prevê um grande crescimento desse segmento, prevendo-se que o desenvolvimento aconteça em duas fases: a reinvenção de produtos já existentes, até 2020; e o surgimento de materiais cada vez mais inovadores e metodologias de impressão otimizadas.

A publicação explica que esta evolução deverá ser especialmente relevante no mercado da odontologia, com cada vez mais empresas e pesquisadores da área com foco no potencial para esta tecnologia na reinvenção de próteses dentárias, aparelhos ortodônticos e implantes dentários.

Como exemplo desta evolução, recentemente um robot implantou, pela primeira vez, dentes impressos em 3D na boca de um paciente, relata a publicação. Também na International Dental Show (IDS), que acontecerá em março de 2019, em Colônia, na Alemanha, estas tecnologias estarão em grande destaque, à semelhança do que já aconteceu em edições anteriores .

Muitas novidades

A edição do próximo ano terá maior espaço de exposição comparada às anteriores edições e será a “mais diversa”, contando com mais produtos, desenvolvimentos e tendências do setor. Arkus Heibach, Executive Director da Association of German Dental Manufacturers (VDDI), e um dos responsáveis pelo evento, destaca que “a IDS 2019 irá apresentar os mais recentes desenvolvimentos em materiais e procedimentos, bem como novas oportunidades para que os dentistas e técnicos em prótese dentária possam, de forma otimizada, trabalhar em conjunto. Aqui os sistemas digitais, as ferramentas de planeamento, as diferentes opções de produção e a sua aplicação podem ser experimentadas de perto e com uma diversidade que não pode ser encontrada em mais nenhum lugar.”

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Tendência que pode chegar ao Brasil: branqueadores à base de carvão e casca de coco

A nova tendência em matéria de saúde bucal na Europa são os branqueadores à base de carvão e casca de coco. Mas quais os impactos para a saúde dos usuários?

Na Europa alertas têm sido emitidos aos consumidores para os perigos dos branqueadores de dentes à base de carvão ativado e casca de coco. Estes branqueadores prometem dentes até nove tons mais brancos, mas o alerta é que “o carvão pode desgastar o esmalte, causar o recuo das gengivas e provocar sensibilidade dentária”.

Com esta composição no mercado europeu podem ser encontrados produtos de marcas como a Georganics, Zebra Teeth Whitening ou Bali Teeth Whitening, que já motivaram várias queixas por parte dos consumidores. O fato é que não existem até o momento provas científicas de que o carvão ativado melhore a saúde bucal.

Não há estudos científicos

Sobre os branqueadores de dentes à base de carvão ativado e casca de coco, importante salientar que todos os produtos indicados como ‘branqueadores’ não alteram a cor natural dos dentes. Devido ao seu caráter abrasivo permitem apenas retardar o aparecimento de pigmentação causada por hábitos do dia a dia. Dado o poder abrasivo destes produtos não é indicado seu uso diário, pois gradualmente provocam um desgaste da superfície dentária, do esmalte e também causam consequências a nível gengival.

Cabe salientar a ideia de que para branquear os dentes tem de existir aconselhamento por parte do dentista e efetivamente só serão óbitos resultados satisfatórios e ao mesmo tempo seguros através da utilização de agentes branqueadores comprovados cientificamente.

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Vem aí: Sensor de mau hálito

Você já colocou a mão à frente da boca para testar seu hálito antes de um encontro importante?

A solução para essa insegurança quanto ao próprio hálito está quase à mão, graças ao trabalho do professor Jun-Hwe Cha, do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul.

A equipe desenvolveu um sensor que detecta pequenas quantidades de gás sulfídrico – ou sulfeto de hidrogênio -, que é o composto químico responsável pelo mau hálito – ou halitose. Já existem sensores de sulfeto de hidrogênio, mas eles precisam de uma fonte de energia externa, de uma calibração precisa, têm baixa sensibilidade e demoram para dar o resultado.

​Rápido e barato

O sensor criado pela equipe do professor Cha é sensível e portátil, permitindo avaliar o hálito de maneira rápida e barata.

A base da tecnologia é um material chamado acetato de chumbo, uma substância química que fica marrom quando exposta ao gás sulfídrico. Por si só, esse composto químico não é sensível o suficiente para detectar quantidades traço de sulfeto de hidrogênio na respiração humana – 2 partes por milhão ou menos. Assim, os pesquisadores distribuíram o acetato de chumbo em uma teia de nanofibra 3D, fornecendo numerosos locais para que composto detector e o gás reajam.

Apenas 4 partes por bilhão do sulfeto de hidrogênio foram suficientes para fazer o material mudar de branco para marrom, o que acontece em cerca de 1 minuto.

Agora a equipe espera encontrar parceiros na indústria que possam viabilizar a colocação do sensor de mau hálito no mercado.

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Descoberta que pode levar a uma nova forma de tratar a periodontite

Pesquisadores do Reino Unido descobriram que o conjunto de micro-organismos que habitam a saliva humana é amplamente determinada pelas características do ambiente. O estudo, publicado recentemente no mBio®, uma revista de acesso aberto da Sociedade Americana de Microbiologia, mostra que influências ambientais precoces desempenham um papel muito maior do que a genética humana na formação do microbioma salivar – o grupo de organismos que desempenham um papel crucial na saúde bucal de outras partes do organismo humano.

“Está se tornando cada vez mais conhecida a relação existente entre nossos microbiomas e nossa saúde e isso é razão suficiente para se aprofundar no seu estudo, como esses micro-organismos chegaram lá e o papel que desempenham”, diz Adam P. Roberts, professor sênior em quimioterapia antimicrobiana na Escola de Medicina Tropical de Liverpool. Roberts liderou o estudo no UCL Eastman Dental Institute. Liam Shaw, estudante de pós-graduação do UCL Genetics Institute, acrescenta: “A cavidade bucal é naturalmente colonizada por centenas de espécies bacterianas, que impedem os agentes patogênicos externos de estabelecer um ponto de apoio, mas também podem vir a causar doenças orais”.

A equipe de pesquisa queria saber como o microbioma salivar se estabelece e quais são os principais responsáveis pelo mix de bactérias encontrado lá. O colega de Roberts, o imunologista da UCL Andrew M. Smith, teve acesso a um conjunto único de amostras – DNA e saliva de uma família judaica que vivia em vários lares espalhados por quatro cidades em três continentes. Isso permitiu que a equipe calculasse o quanto da variação observada nos microbiomas salivares é devida à genética do hospedeiro e quanto é devido ao meio ambiente.

Como os membros da família são judeus ultraortodoxos, eles compartilham dietas culturais e estilos de vida que controlam muitos fatores aleatórios. Além disso, como o DNA dos membros da família já havia sido sequenciado para o nível de mudanças únicas no código do DNA, a equipe de pesquisa tinha uma medida única e precisa de sua relação genética.

Em seguida, Shaw e a equipe sequenciaram as assinaturas de DNA bacteriano presentes em amostras de saliva de 157 membros da família e 27 controles judaicos não relacionados. Em todas as amostras, eles encontraram o núcleo do microbioma salivar formado por bactérias dos gêneros Streptococcus, Rothia, Neisseria e Prevotella.

Para descobrir o que poderia estar gerando diferenças nas espécies bacterianas, Shaw e a equipe usaram métodos estatísticos adotados da ecologia para determinar quais fatores são os responsáveis pela maior variação. Ao comparar fatores como o domicílio, a cidade, a idade e o parentesco genético, o fator que determinou quem compartilhava os micróbios de saliva mais semelhantes era predominantemente doméstico.

Conclusão

“O que isso nos diz é que o contato e o compartilhamento de micróbios que ocorrem no próprio ambiente local é o que determina as diferenças entre os indivíduos”, diz Shaw.

Cônjuges e pais e filhos menores de 10 anos que moram juntos tinham os microbiomas de saliva mais semelhantes. “O contato nem precisa ser íntimo, como beijar”, diz Roberts. “As mãos dos indivíduos estão cobertas de saliva e estão tocando tudo na casa.” Crianças menores de 10 anos tiveram mais bactérias semelhantes aos seus pais do que crianças mais velhas, talvez refletindo que as crianças mais velhas estão se tornando “indivíduos mais independentes”, diz Roberts.

A equipe também analisou cuidadosamente se o parentesco genético impulsionou a composição do microbioma da saliva. Quando usaram uma medida de parentesco baseada apenas nas relações entre as árvores genealógicas, viram um efeito pequeno, mas estatisticamente significativo. No entanto, quando usaram a informação da sequência genética, uma medida mais precisa do parentesco, o efeito desapareceu. Em outras palavras, a genética de uma pessoa praticamente não desempenhou nenhum papel na formação de seus micróbios salivares.

Este estudo mostra que os ambientes compartilhados durante a educação desempenham um papel importante na determinação de qual comunidade de bactérias é estabelecida. E a partir do conhecimento de que o ambiente compartilhado determina o microbioma, diz Roberts, pode nos dar a capacidade de modulá-lo um dia.

Tratamento da periodontite numa perspectiva futura

Ele aponta para o exemplo da periodontite, uma doença infecciosa incrivelmente comum e frequentemente debilitante associada a um microbioma alterado. “Uma vez que conhecidos os membros do microbioma que são responsáveis pela saúde, nosso comportamento cotidiano pode mudar para mudar nosso microbioma favoravelmente.”

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Colgate e Apple oferecem escova de dentes altamente tecnológica

A fabricante de produtos odontológicos Colgate fechou uma parceria inusitada para o lançamento de seu mais novo modelo de escova de dentes. Trata-se da Apple, que forneceu tecnologias e vai comercializar o modelo Smart Electronic Toothbrush E1.

A escova tem como principal característica ser um produto conectado e, acima disso, inteligente. A partir da plataforma ResearchKit, da Apple, a Colgate coleta dados da sua escovação e fornece dicas em tempo real para você, como se fosse um consultor digital. O produto contém ainda sensores que detectam a efetividade da limpeza — ou a falta dela — em todas as regiões da boca.

Escova de dentes conectada

Todas essas informações podem ser sincronizadas e exibidas em relatórios no app para smartwatches e smartphones. Neste caso, até mesmo games que ajudam as crianças a desenvolverem métodos corretos de escovação podem ser acessados por lá. Esse produto também é uma parceria com a Kolibree, fabricante de escovas de dente com conectividade Bluetooth e a tecnologia de vibração sônicas dos modelos elétricos.

A Colgate Smart Electronic Toothbrush começou a ser comercializada recentemente nos Estados Unidos exclusivamente no site da Apple e também em algumas Apple Stores selecionadas. O preço não é muito amigável, assim como outros produtos ligados à Maçã — US$ 99,95, cerca de R$ 325 na cotação atual.

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Vem aí: Produto para regeneração de tecidos moles

Como uma opção de tratamento alternativa para enxertos de tecido conjuntivo, a empresa suíça Geistlich Biomaterials lançou o Fibro-Gide Collagen Matrix no Encontro Científico Anual da Associação Europeia de Integração Óssea (EAO), em Madri. O novo produto foi desenvolvido para regeneração de tecidos moles no rebordo alveolar em torno de dentes naturais e implantes e estará disponível em dois tamanhos.

De acordo com o fabricante, o Fibro-Gide deve ser usado como um patíbulo submerso em áreas onde um aumento na espessura do tecido mole é clinicamente desejado. Sua rede porosa apoia a formação de tecido conjuntivo novo (angiogênese) e a estabilidade da rede de colágeno imersa em uma situação de cura. O smart linking de colágeno reconstituído oferece estabilidade de volume.

Moldagem

Quanto ao manuseio, Fibro-Gide pode ser moldado para as dimensões desejadas tanto seco quanto úmido, e não requer pre tratamento. Uma vez que a matriz está encharcada, adapta-se perfeitamente aos contornos e adere bem ao defeito, acrescentou a empresa.

O diretor científico da Geistlich, Dr. Terance Hart, comentou que a razão para o desenvolvimento da matriz foi a crescente demanda por uma matriz de colágeno de volume estável que poderia ser usada para indicações como aumento de tecido mole ao redor dos implantes ou sob pônticos.

“Atualmente muitos desses tratamentos são realizados com tecido autólogo, que implica sempre a coleta e, por conseguinte, doador de morbidade local”, disse ele. “Queríamos oferecer um produto que regenera o tecido macio, conservando o volume e proporcionando excelentes propriedades mecânicas”.

Resultados promissores

De acordo com Hart, estudos in vitro envolvendo Fibro-Gide demonstraram quase complete degradação após cerca de seis semanas. Ensaios clínicos com maiores populações de pacientes clínicos e com vários preparativos estão atualmente em andamento.

“Estou convencido de que este é realmente um passo a frente na tecnologia, e tem um enorme potencial”, disse o vice-diretor científico Dr. Mark Spilker.

É mais um grande avanço no âmbito da odontologia que contribui com a recuperação da saúde bucal dos pacientes.

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