odontologia

Melhor saúde bucal aumenta eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos

Em um estudo bem recente pesquisadores da Universidade de L’Aquila, na Itália, realçaram a importância da saúde bucal para pacientes hipertensos. Os resultados desse trabalho demonstram que hipertensos que fazem uso de medicamentos anti-hipertensivos têm mais probabilidade de se beneficiar da terapia se sua saúde bucal estiver em boas condições.

Metodologia

Tomando como ponto de partida a revisão dos registros médicos e odontológicos de mais de 3.600 pessoas com hipertensão, os pesquisadores estabeleceram que aqueles com gengivas mais saudáveis apresentavam pressão arterial mais baixa e respondiam melhor a medicamentos para diminuição da pressão arterial em comparação com indivíduos que sofriam de periodontite. Segundo o estudo, as pessoas com doença periodontal tinham 20 por cento menor probabilidade de atingir níveis saudáveis de pressão arterial do que pacientes com boa saúde bucal.

Em outro exemplo relacionando a saúde bucal com a saúde geral, os pesquisadores acreditam que os pacientes com doença periodontal devem fazer um monitoramento periódico dos níveis de pressão arterial, enquanto aqueles diagnosticados com hipertensão, ou pressão arterial persistentemente elevada, podem se beneficiar da assistência de seu dentista.

“Pacientes com pressão alta e os médicos que cuidam deles devem estar cientes de que uma boa saúde bucal pode ser tão importante no controle da doença quanto várias intervenções no estilo de vida que ajudam a controlar a pressão arterial, como uma dieta pobre em sal, atividade física regular e controle de peso ”, disse o líder do estudo Dr. Davide Pietropoli.

Pressão arterial – variações

De acordo com as últimas recomendações da American Heart Association e da American College of Cardiology, a faixa alvo de pressão arterial para pessoas com hipertensão é um valor desejável menor que 130/80 mmHg. No estudo, pacientes com periodontite severa tiveram pressão sistólica em média 3 mmHg maior do que aqueles com boa saúde bucal. A presença de doença periodontal aumentou ainda mais a distância, até 7mmHg, entre as pessoas com hipertensão não tratada, o estudo constatou. A medicação anti-hipertensiva reduziu a diferença para 3 mmHg, mas não a regularizou completamente, sugerindo que a doença periodontal pode interferir com a eficácia da terapia da hipertensão.

Pacientes hipertensos na odontologia

O tratamento para pacientes hipertensos depende de uma combinação de terapia farmacológica, reeducação alimentar e a prática de exercícios, de preferência diariamente (INDRIAGO, 2007). O uso de medicamentos anti-hipertensivos faz com que estes pacientes estejam intimamente ligados ao atendimento odontológico, uma vez que alguns medicamentos podem causar efeitos colaterais na cavidade oral (BAVITZ, 2006,INDRIAGO, 2007, YAGIELA, HAYMORE, 2007).Segundo ARSATI et al., (2010) alguns desses efeitos colaterais merecem certa atenção especial do odontólogo, visto que os pacientes com hipertensão é a quarta condição médica mais frequente na clínica odontológica. A hiperplasia gengival é muito frequente em pacientes que fazem uso de anti-hipertensivos – drogas bloqueadoras dos canais de cálcio, sendo a nifepidina a mais conhecida, com uma incidência que varia de 1,7% a 38%. Como forma de tratamento para esses casos, destaca-se a intervenção cirúrgica periodontal; todavia, esta não é definitiva, visto que o paciente continuará usando o medicamento. Portanto, a forma mais eficaz seria solicitar ao médico que o medicamento tenha a sua dose reduzida, se possível,ou que seja substituído por outro fármaco de classe diferente, desde que seja viável esta substituição.

De acordo com LAFZI, FARAHAMI, SHOJA,(2006) e BHATIA et al. (2007), a etiologia da hiperplasia gengival induzida por drogas apresenta uma característica multifatorial. Alguns dos riscos conhecidos são: a presença de inflamação da gengiva(gengivite, devido à má higiene oral), presença de placa bacteriana, dose e duração da terapia farmacológica empregada. A hiperplasia gengival resultante pode provocar dificuldade na higienização oral, dificuldade mastigatória, alteração do processo de erupção dentária,interferência na fala e comprometimento estético. Os autores comentam que o termo hiperplasia é um equívoco, pois a hiperplasia gengival não resulta de um aumento no número de células, mas sim de um aumento no volume de matriz extracelular, apresentando um infiltrado inflamatório associado. Os resultados dos estudos com cultura de células indicam que as drogas podem levar à seleção e proliferação de fibroblastos, promovendo um desequilíbrio entre a regeneração e a degeneração do colágeno.

Conclusão

Embora o estudo não tenha procurado esclarecer como a doença periodontal interfere no tratamento da pressão arterial, Pietropaoli e seus colegas acreditam que os resultados são consistentes com pesquisas anteriores que relacionam inflamação bucal de baixo grau com danos nos vasos sanguíneos e risco cardiovascular aumentado.

O estudo, intitulado “Má saúde bucal e controle da pressão arterial entre adultos hipertensos dos EUA”, foi publicado na edição de dezembro de 2018 da Hypertension.

Fontes: Hypertension, Clinica Odontológica em Pacientes Hipertensos
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Dicas para escolha da autoclave ideal

Charles Chamberland (1851 – 1908) foi um químico associado a Louis Pasteur, inventor dos primeiros filtros de porcelana e da autoclave, foi coautor das primeiras vacinas contra o antraz e a raiva.

Biografia

Nascido em Jura leste da França as margem norte do rio Rhone, perto da fronteira da França e da Suíça (cordilheira francesa). Chamberland era bastante ligado à sua terra natal, sua amabilidade era aliada a uma grande inventividade e independência.

Além dos filtros de porcelana que permitiam a filtragem dos microrganismos e da autoclave que equipa todos os laboratórios, consultórios odontológicos e hospitais também criou as caixas de madeira industriais, para o transporte de vacinas.

Chamberland foi um pesquisador dedicado e foi nomeado vice-diretor do laboratório de Pasteur. Em 1879, apresenta sua tese em física com o trabalho intitulado “Investigação sobre a origem e o desenvolvimento de organismos microscópicos.” Continuou a se aprofundar sobre o assunto o que lhe deu legitimidade para concluir suas experiências sobre os meios de cultura esterilizados. Foi com estes trabalhos e esforços concretos sobre a fabricação de um aparelho de esterilização, a autoclave que Chamberland utilizou o princípio da esterilização de vapor saturado que é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico.

O que é uma autoclave?

Autoclave é um aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor, sob pressão. A esterilização em vapor saturado é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico. Neste tipo de esterilização os microrganismos são destruídos pela ação combinada da temperatura, pressão e umidade que promovem a termo coagulação e a desnaturação das proteínas da estrutura celular. Esterilização é um conceito absoluto, ou seja: ou um material está esterilizado ou não está. Portanto não se pode afirmar que uma autoclave esteriliza “melhor” do que outra. O que pode diferenciar é o tipo do uso pretendido, a escolha do equipamento deve ser baseada nesse requisito.

Autoclavagem

A autoclavagem é um tratamento térmico bastante utilizado no ambiente hospitalar e que consiste em manter o material contaminado a uma temperatura elevada, através do contato com vapor de água, durante um período de tempo suficiente para destruir todos os agentes patogênicos.

O processo inclui ciclos de compressão e de descompressão de forma a facilitar o contato entre o vapor e os materiais contaminados. Os valores usuais de pressão são da ordem de 3 a 3,5 bar e a temperatura atinge 135°C. Tendo a vantagem de ser relativamente simples e poder ser utilizada para esterilizar diversos tipos de materiais hospitalares. A monitorização mais confiável é a biológica que é feita com microrganismos tecnicamente preparados para demonstrar a esterilização. São preparações padronizadas de esporos de Bacillus stearothermophilis numa concentração de 106, comprovadamente resistentes e específicos para o processo de esterilização por vapor saturado. A ANVISA recomenda o uso semanal dos indicadores biológicos.

Importante salientar que para o correto funcionamento do equipamento é necessária a correta manutenção preventiva.

A esterilização deve ir além de um processo exigido pelos Órgãos Sanitários, é uma questão de saúde e responsabilidade de quem trata desse processo. Pois uma esterilização eficaz pode salvar vidas.

A autoclave é uma ferramenta essencial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais nas clínicas odontológicas através da esterilização dos instrumentos utilizados pelo dentista.
Dada a sua importância no trabalho diário dos profissionais, torna-se indispensável saber qual é o melhor tipo de autoclave e que aspectos devem ser levados em consideração na sua escolha.

Funcionamento da autoclave

A principal função da autoclave é eliminar os microrganismos e esporos depositados nos instrumentos odontológicos, coagulando as suas proteínas e evitando, assim, a transmissão de qualquer tipo de infecção. As autoclaves são utilizadas para a limpeza diária dos instrumentos utilizados pelos dentistas, como pinças ou sondas.

A autoclave é um recipiente metálico de paredes espessas e fecho hermético, que permite a esterilização a alta pressão, assegurando a máxima desinfecção de todos os materiais clínicos.

Tipos de autoclave

Existem diferentes modelos de autoclave, classificados segundo o tipo de instrumentos que se pretende esterilizar.

Autoclaves de classe N

Estas autoclaves de pequenas dimensões são utilizadas para limpeza de instrumentos simples e planos, como os bisturis.

Não são as mais recomendadas para a atividade odontológica, pois a sua ação é insuficiente quando se trata de utensílios que possuem orifícios ou cânulas, materiais têxteis, cargas porosas ou instrumentos embalados.

Autoclaves de classe S

Os aparelhos deste tipo realizam um trabalho de esterilização mais completo do que os modelos da classe N, mas não são muito eficazes na limpeza de materiais têxteis. Por este motivo, não são indicados na higiene dos instrumentos utilizados na odontologia.

Autoclaves de classe B

Estes modelos de elevado desempenho são adequados para esterilizar quaisquer tipos de instrumentos odontológicos: materiais embalados, têxteis, utensílios com cânulas e orifícios ou cargas porosas. A Norma Europeia 13060 indica que as autoclaves de classe B são as mais recomendadas para as clínicas odontológicas.

Agora que já sabemos qual é o melhor tipo de autoclave para os dentistas, explicaremos que aspectos devem ser considerados ao escolher entre os diferentes modelos de classe B comercializados no mercado.

Dicas para escolha da melhor autoclave da classe B

Para escolher a melhor autoclave, devemos levar em conta alguns aspectos relevantes:

  • Garantia: importante que a autoclave disponha de garantia e serviço técnico eficiente e próximo, a fim de resolver rapidamente qualquer falha no seu funcionamento. Este dispositivo é utilizado diariamente em consultórios odontológicos, pelo que um defeito constituiria um grande inconveniente para o dia a dia de trabalho desenvolvido na clínica ou consultório. Por este motivo, é aconselhável ter sempre um modelo reserva para eventual substituição.
  • Capacidade: As autoclaves são fabricadas com diferentes capacidades, que variam entre 8 e 24 litros. A escolha dependerá do número de instrumentos que se pretende esterilizar. Como alternativa a uma autoclave grande é possível optar por duas autoclaves pequenas para realizar ciclos simultâneos de esterilização.
  • Tempo de secagem: Escolher autoclaves que permitam ciclos rápidos de limpeza e secagem é o mais aconselhável. Além disso, os modelos de autoclaves de última geração adaptam os seus tempos de atividade à capacidade da carga, o que reduz a duração do ciclo, aumenta a vida útil dos instrumentos e otimiza o consumo de energia.
  • Acessórios: As melhores autoclaves têm normalmente acessórios integrados, como funções de rastreabilidade e, inclusive, ligação sem fios para a supervisão remota do aparelho. Também são comercializadas com acessórios independentes que podem ser adaptados à autoclave e que são de grande utilidade, como desmineralizadores.
  • Limpeza: Os modelos de autoclave mais avançados contam com um sistema automático de limpeza que facilita a manutenção diária da máquina.
Fontes: mcientifica e Dentaleader
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Impressão 3D na Odontologia

O mercado global da impressão 3D deverá valer cerca de 25,7 bilhões de dólares até 2030, uma aposta que deverá ser liderada pelos setores de odontologia e medicina, revela um estudo recentemente publicado. Este número é confirmado pela SmarTech Publishing, que no início deste ano previa que até ao ano de 2027, o mercado de impressão 3D na odontologia valesse cerca de 9,5 bilhões de dólares.

Agora, de acordo com portal espanhol Odontologos.mx, se prevê um grande crescimento desse segmento, prevendo-se que o desenvolvimento aconteça em duas fases: a reinvenção de produtos já existentes, até 2020; e o surgimento de materiais cada vez mais inovadores e metodologias de impressão otimizadas.

A publicação explica que esta evolução deverá ser especialmente relevante no mercado da odontologia, com cada vez mais empresas e pesquisadores da área com foco no potencial para esta tecnologia na reinvenção de próteses dentárias, aparelhos ortodônticos e implantes dentários.

Como exemplo desta evolução, recentemente um robot implantou, pela primeira vez, dentes impressos em 3D na boca de um paciente, relata a publicação. Também na International Dental Show (IDS), que acontecerá em março de 2019, em Colônia, na Alemanha, estas tecnologias estarão em grande destaque, à semelhança do que já aconteceu em edições anteriores .

Muitas novidades

A edição do próximo ano terá maior espaço de exposição comparada às anteriores edições e será a “mais diversa”, contando com mais produtos, desenvolvimentos e tendências do setor. Arkus Heibach, Executive Director da Association of German Dental Manufacturers (VDDI), e um dos responsáveis pelo evento, destaca que “a IDS 2019 irá apresentar os mais recentes desenvolvimentos em materiais e procedimentos, bem como novas oportunidades para que os dentistas e técnicos em prótese dentária possam, de forma otimizada, trabalhar em conjunto. Aqui os sistemas digitais, as ferramentas de planeamento, as diferentes opções de produção e a sua aplicação podem ser experimentadas de perto e com uma diversidade que não pode ser encontrada em mais nenhum lugar.”

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Dentista líder: uma reflexão sobre estilos de liderança

Quer quer seus funcionários deem o melhor e cheguem aos melhores resultados? Um bom começo é lembrar de sempre ser gentil com eles.

Demonstrar compaixão aos subordinados sempre compensa, especialmente quando esse estilo de liderança é combinado com a aplicação de metas e pontos de referência claros.

“Ser benevolente é importante porque pode mudar a percepção que seus seguidores têm de você. Se você sente que seu líder ou chefe realmente se preocupa com você, você pode se sentir mais envolvido no trabalho que faz por eles,” disse o professor Chou-Yu Tsai, da Universidade de Binghamton (Reino Unido).

Tsai e seus colegas queriam determinar como a presença ou ausência de benevolência afetaria o desempenho dos subordinados no trabalho. Eles entrevistaram quase 1.000 membros das Forças Armadas de Taiwan e outros 200 trabalhadores civis nos Estados Unidos, e analisaram o desempenho dos subordinados resultante de três estilos de liderança diferentes:

  • Liderança dominante-autoritária: Líderes que exercem autoridade e controle absolutos, concentram-se principalmente em concluir tarefas a qualquer custo, com pouca consideração pelo bem-estar dos subordinados.
  • Liderança centrada na benevolência: Líderes cuja principal preocupação é o bem-estar pessoal ou familiar dos subordinados. Esses líderes querem que seus liderados sintam-se apoiados e tenham fortes laços sociais.
  • Liderança paternalista clássica: um estilo de liderança que combina autoritarismo e benevolência, com um forte foco tanto na conclusão da tarefa quanto no bem-estar dos subordinados.

Liderança com benevolência

Os resultados mostraram que a liderança dominante-autoritária quase sempre teve resultados negativos sobre o desempenho no trabalho, enquanto a liderança centrada na benevolência quase sempre teve um impacto positivo no desempenho do trabalho.

A liderança paternalista clássica, que combina tanto a benevolência quanto o autoritarismo, teve um efeito praticamente tão forte sobre o desempenho dos subordinados quanto a liderança centrada na benevolência, mas os pesquisadores argumentam que isso pode estar associado ao estilo tradicional familiar, no qual virtualmente todos os os trabalhadores foram criados.

Em outras palavras, não demonstrar compaixão pelos seus funcionários não é um bom presságio para o desempenho da equipe, enquanto demonstrar compaixão motivou a todos a serem melhores trabalhadores.

“Os resultados implicam que mostrar apoio pessoal e familiar para os funcionários é uma parte crítica da relação líder-seguidor. Embora a importância de dar estrutura e estabelecer expectativas seja importante para os líderes, e possivelmente para os pais, ajuda e orientação do líder no desenvolvimento de laços sociais e redes de apoio para um seguidor podem ser um fator poderoso em seu desempenho no trabalho,” disse Shelley Dionne, membro da equipe.

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A evolução dos materiais na odontologia

Os antecedentes históricos dos biomateriais odontológicos e das suas aplicações são escassos, embora a prática da odontologia remonte a milhares de anos. Só no século XIX foram desenvolvidas as grandes famílias de polímeros, cuja aplicação para fins médicos teve início no século XX.

A borracha vulcanizada inventada por Charles Goodyear, em 1839, serviu para moldar as próteses com precisão, embora a qualidade das bases destes elementos tenha melhorado muito devido à utilização de resinas acrílicas e de metais para moldes.

O amálgama

Em 1919, houve um grande avanço no conhecimento dos materiais odontológicos, porque a Marinha dos EUA solicitou ao departamento nacional de normalização a avaliação e seleção das amálgamas a serem utilizadas nos serviços odontológicos federais. Com a invenção da amálgama, começou então a haver bases científicas no que diz respeito aos materiais dentários.

Nove anos mais tarde, o departamento nacional de normas é integrado na Associação Dentária Americana (ADA), dando lugar aos primeiros consensos sobre os materiais dentários nos Estados Unidos e em todo o mundo. Desde então, a ADA, juntamente com as associações de cada país, está empenhada em pesquisar as características físicas e químicas das substâncias utilizadas.

Surgimento da resina

Em 1935, é introduzida a resina acrílica polimerizada como base para dentes artificiais, e Bowen, em 1962, desenvolve um novo tipo de resina composta, uma combinação de resinas acrílicas e resinas epóxicas utilizada para substituir o amálgama.

Por sua vez, a utilização de compósitos alterou completamente os parâmetros que eram usados na odontologia. Este fato conduziu a uma importante evolução no mundo da odontologia conservadora.

Como se pode verificar, a odontologia atual evoluiu significativamente a partir dos materiais dentários, que foram melhorando gradualmente até alcançarem níveis mais elevados de sofisticação e compatibilidade.

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Um futuro promissor para a odontologia

Uma das maiores preocupações que o ser humano tem com a sua saúde bucal é a possibilidade da perda dos dentes, seja naturalmente ou por causa de um acidente. Mas e se pudéssemos cultivá-los e assim trazê-los de volta?

Duas novas pesquisas pioneiras deram esperança de que isso pode um dia vir a ser uma realidade.

São estudos demonstrando a viabilidade, através do desenvolvimento de técnicas avançadas baseadas em células-tronco, de
se poder reparar parcial ou totalmente dentes que foram danificados.

Nigel Carter OBE, diretor executivo da Oral Health Foundation, acredita que, embora isso possa estar longe de se tornar realidade, a perspectiva de recriar nossos dentes é muito estimulante.

O Dr. Carter diz: “Milhões de pessoas em todo o mundo perdem dentes por muitas razões diferentes.

“A perda de dentes pode acontecer devido a um infeliz acidente, má saúde bucal ou outra doença. Mas não importa como os perdemos, a falta de dentes pode significar problemas em nossa vida cotidiana. Dentes perdidos podem afetar a maneira como comemos, sorrimos e falamos. até ter impacto na nossa confiança e bem-estar mental.

“Nossas opções atuais para substituir dentes ausentes incluem pontes, dentaduras e implantes. Essas são ótimas maneiras de substituir dentes perdidos e nos devolver a confiança que precisamos para sorrir.

“Dada a escolha, no entanto, sempre escolheríamos ter nossos próprios dentes naturais”.

Futuro promissor

Avanços científicos em áreas semelhantes já levaram a desenvolvimentos em muitas outras áreas da saúde, como próteses e regeneração de tecidos.

Isso ajudou milhões de pessoas a obter uma melhor qualidade de vida e essa pesquisa de ponta tem o potencial de fazer o mesmo no futuro.

“Por mais empolgante que a perspectiva possa ser, a capacidade de cultivar nossos próprios dentes ainda está muito distante. Pode levar décadas para que ela atinja um ponto quando se tornar rotina dentro da odontologia”, concluiu o Dr. Carter.

Novos ramos de especialização no âmbito da odontologia são uma possibilidade quase certa tendo em vista essas novas tecnologias.

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Riscos de trabalho na clínica odontológica e como evitá-los

Os colaboradores da sua clínica odontológica estão expostos diariamente a uma série de riscos profissionais próprios do segmento odontológico, com consequências e perigos para a sua saúde. Através de medidas preventivas, a clínica odontológica é obrigada a fornecer aos colaboradores todos os recursos necessários para minimizar os efeitos destas casualidades inerentes à profissão.

A legislação relativa à segurança e saúde no trabalho estabelece que todo o profissional e empresário é responsável pela sua própria integridade e pela dos seus colaboradores. O dentista deve estar consciente da importância de garantir a sua própria segurança, a do paciente e de sua equipe.

O objetivo deste artigo é fazer com que os colaboradores da clínica odontológica tomem consciência das doenças e dos acidentes inerentes ao seu trabalho e oferecer algumas orientações destinadas a evitar ao máximo possível a sua ocorrência.

Riscos físicos

São aqueles que surgem devido à utilização das instalações e dos equipamentos da clínica, como quedas no mesmo ou em diferentes níveis, danos provocados pelos instrumentos e aparelhos ou riscos elétricos.

Para prevenir acidentes, é necessário manter uma boa organização e limpeza do mobiliário e dos objetos da clínica, bem como dispor de sinalização adequada das diferentes zonas de trabalho, indicando através de cartazes de aviso os espaços ou áreas de maior risco.

Da mesma forma, é fundamental trabalhar a um ritmo de trabalho adequado, que permita ao colaborador prestar atenção a cada uma das tarefas desempenhadas.

Para evitar acidentes elétricos, é necessário restringir o uso continuado de aparelhos que possam levar a sobrecargas elétricas, e acionar as brocas diretamente dentro da boca do paciente, nunca fora.

Outros riscos físicos aos quais os profissionais de odontologia estão expostos devido à utilização dos aparelhos da clínica odontológica são:

  • Radiação ionizante: derivada do uso de aparelhos de raios X. Devem ser definidos programas específicos de segurança e proteção contra radiação.
  • Ruído ambiental: podem ocorrer danos nos ouvidos por exposição constante ao som do material rotativo. Para minimizar este risco, é aconselhável ter paredes com isolamento acústico e utilizar tampões auriculares.
  • Risco por utilização de laser: este instrumento pode causar danos oculares. Os lasers cirúrgicos também libertam gases com substâncias cancerígenas. A prevenção consiste no uso de máscaras especialmente indicadas para a utilização do laser, assim como evitar a aspiração de fumaças tóxicas.
  • Luz: os fotopolimerizadores emitem uma luz visível de cor azul. O seu principal perigo é a fotorretinite, uma lesão irreversível da retina, provocada pelo trabalho constante com esta ferramenta. Para evitar danos, é de especial importância usar protetores oculares e não olhar diretamente para a luz.
  • Corpos estranhos nos olhos: no consultório odontológico é provável que possa ocorrer o impacto de algum corpo estranho nos olhos, como resina ou amálgama, se não for utilizada proteção ocular adequada durante o dia de trabalho.

Riscos químicos

No consultório odontológico, há muitos produtos químicos perigosos para a saúde que podem causar danos por ação direta ou sensibilização indireta.

Entre eles estão antissépticos, anestésicos ou mercúrio. Os perigos aos quais o trabalhador está exposto são queimaduras, dermatite, asma e lesões cerebrais, respiratórias ou renais, entre outros. É importante que os dentistas utilizem a proteção necessária para o uso destes produtos, além de verificarem que apresentam rotulagem e composição adequadas.

A medida de segurança mais eficaz é a ventilação, pois reduz os níveis de concentração no ar. É igualmente necessário limitar as horas de trabalho com produtos perigosos.

Outra medida preventiva é a utilização de luvas de látex sem pó, para minimizar o número de partículas que são aspiradas e que podem constituir um perigo para a saúde.

Riscos biológicos

Os profissionais de odontologia estão em contato com sangue e fluidos orgânicos potencialmente infecciosos, capazes de transmitir bactérias, vírus e fungos, dando eventualmente origem a um infecção cruzada.

Para evitar qualquer contágio, é necessário seguir uma série de normas de prevenção.

  • Vacinação dos profissionais: imunização contra o sarampo, a rubéola e hepatite.

Normas de higiene pessoal: é necessário que a equipe retire anéis ou joias antes de iniciar o trabalho e lave as mãos antes e depois de cada tratamento, esfregando-as pelo menos durante vinte segundos com sabonete antisséptico. Se o especialista tiver alguma ferida ou corte, é necessário cobri-los antes de dar início ao dia de trabalho.

Utilização de barreiras de proteção: usar luvas, óculos e protetor para nariz e boca.

Manuseio de instrumentos: ter o máximo cuidado ao trabalhar com os instrumentos para evitar cortes. Eliminar resíduos afiados em recipientes de plástico rígido.

Riscos por sobrecarga de trabalho

Na profissão de dentista é comum realizar esforços excessivos ao nível físico e mental, em consequência das longas horas de trabalho e da tomada de decisões que afetam a saúde das pessoas.

Riscos por sobrecarga física

A utilização de vários aparelhos e a manutenção da mesma posição durante horas podem causar inflamação, dor e contraturas nas costas, nos membros superiores, mãos e pulsos.

Para evitar estes danos, é necessário realizar alongamentos musculares especialmente indicados para os profissionais de odontologia, ter uma cadeira dentária adequada e respeitar os tempos de descanso.

Uma postura de trabalho correta permite que o especialista mantenha os pés apoiados no chão, com os braços junto ao corpo, os antebraços flexionados e alinhados com as mãos e uma visão em linha reta, sem necessidade de qualquer torção do pescoço.

Riscos por sobrecarga mental

A grande responsabilidade própria da profissão faz com que muitos colaboradores das clínicas odontológicas sintam ansiedade, estresse, cefaleias, distúrbios digestivos ou depressão, entre outros danos.

Para evitar estes riscos de trabalho, é necessário ter períodos de descanso entre o atendimento de cada paciente e organizar a atividades diária na clínica para evitar tarefas demasiado repetitivas.

Ao nível social, a cooperação entre colegas e um bom ambiente de trabalho são fatores fundamentais.

Ao nível pessoal, seguir uma dieta equilibrada e praticar exercício físico regularmente ajuda a evitar e a lidar melhor com sobrecargas de trabalho.

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O que pode influenciar a escolha de um paciente por uma clínica odontológica

Alguma vez pensou que, no momento de escolher uma clínica odontológica, a maioria dos pacientes tem muitas dúvidas?

Entre as dúvidas mais comuns, está a grande oferta de consultórios odontológicos, a existência de tratamentos de baixo custo e outros fatores que levam muitas pessoas a se perguntarem, por vezes, sobre qual a clínica odontológica devem escolher.

Assim, os pacientes se perguntam: “Por que motivo escolher este consultório se existem milhares de opções? Quais são os seus preços? Onde fica localizado?” Diante destas perguntas, quem pretende consultar um dentista toma a sua decisão, em geral, com base nas informações que tem sobre a clínica e a respectiva equipe de profissionais.

Afinal quais são os aspectos fundamentais que influenciam a tomada de decisão dos pacientes sobre a escolha de uma clínica odontológica?

1. A experiência dos profissionais

Os pacientes valorizam geralmente o fato do consultório odontológico contar com uma equipe de profissionais formados em mais de uma especialidade odontológica, como por exemplo a implantodontia ou a ortodontia.

Embora o conhecimento e a experiência sejam fundamentais, as pessoas também valorizam os profissionais que se mantém num contínuo processo de formação e desenvolvimento, que nunca deixam de buscar novos conhecimentos, pois têm em mente que a área da odontologia é uma área em constante evolução.

2. Limpeza e comodidade

Quanto a este segundo ponto, é essencial que a clínica esteja bem situada e que seja acessível por meio de transportes públicos ou que contem com áreas de estacionamento. Muitos pacientes, por motivos pessoais ou profissionais, não dispõem de muito tempo para ir ao dentista, razão pela qual é importante que tenham um acesso fácil e direto à clínica.

No que se refere à limpeza, trata-se de algo que os visitantes prestam especial atenção e que consideram como um dos sinais mais representativos da imagem da clínica odontológica. Dão importância à aparência do consultório e da equipe profissional, inclusive sobre os materiais utilizados e a adoção de rotinas de esterilização.

3. A garantia profissional e a confiança

Outro ponto que influencia a decisão é a marca ou imagem corporativa da clínica dentária. Uma clínica experiente pode distinguir-se das restantes por utilizar técnicas que proporcionam uma visita agradável. Podemos destacar a ambientoterapia, o uso de imagens, aromas ou sons que farão com que as pessoas deixem de lado aquela sensação de ansiedade e medo frente a uma consulta com um dentista, contribuindo para um efeito de bem-estar e tranquilidade.

Por outro lado, os pacientes desejam que o dentista ofereça uma série de garantias realistas quanto ao tratamento, ou seja, que lhes apresente de forma clara as vantagens e desvantagens, para que, ao saírem do consultório, tenham uma ideia nítida do procedimento a realizar e de quais são os fatores alheios ao profissional e ao paciente.

4. O design corporativo

Num consultório odontológico, nunca se deve esquecer o especial cuidado com o design e o mobiliário. Quem vai marcar uma consulta irá observar se as cadeiras na sala de espera são confortáveis, se o local de atendimento dos pacientes está organizado, se os equipamentos odontológicos são adequadas ao tratamento…

Além disso, é essencial adaptar o design corporativo da clínica ao nosso público potencial. A escolha de cores e padrões para um gabinete especializado em odontopediatria será diferente no caso de outro que se destine apenas a pessoas da terceira idade. Cada detalhe conta!

5. A sala de atendimento dos pacientes

Por último, outro fator decisivo é o contato pessoal e o modo de atendimento dos pacientes. Embora este aspecto seja um pouco mais complicado, visto que, em princípio, é mais difícil de avaliar sem ter visitado a clínica, trata-se de algo importante a se levar em conta.

O espaço da recepção causa geralmente as primeiras impressões é o cartão de visitas da clínica, pelo que deve ser o mais agradável possível. Uma boa ideia poderá ser manter iluminação adequada, contar com TVs apresentando vídeos sobre saúde bucal ou ofertas da clínica, etc. Mas não podemos esquecer outras questões, especialmente as facilidades de pagamento e a disponibilização de métodos como o pagamento com cartão de crédito ou, no caso de certos tratamentos, o financiamento sem juros.

Em resumo, devido à grande concorrência no atual mercado odontológico, para escolher uma clínica é evidente que devem ser procuradas estratégias para criar uma imagem diferenciada. Se pretende abrir uma nova clínica odontológica ou melhorar alguns aspectos daquela que já possui, esperamos que estas dicas tenham sido importantes.

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Articaína ou Lidocaína, qual é mais segura em procedimentos odontológicos?

A articaína pode ser um analgésico tão eficaz como a lidocaína nos procedimentos dentários. A conclusão é de um estudo da Universidade da Pensilvânia agora publicado na revista científica Anesthesia Progress e surge depois de alguns estudos terem sugerido que a utilização de articaína poderia ter alguns efeitos adversos nos pacientes depois da realização dos procedimentos.

O estudo agora publicado faz uma análise aos níveis de neurotoxicidade e à duração da anestesia de ambos os fármacos, revelando que a articaína é tão eficaz como a lidocaína nos procedimentos dentários.

Resultados surpreendentes

Os resultados obtidos revelaram-se “surpreendentes” para os pesquisadores, contrariando a hipótese inicial de que a articaína poderia ter efeitos adversos nos pacientes, com níveis de neurotoxicidade superiores aos obtidos com a utilização da lidocaína.

Conheça o estudo em detalhe aqui.

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O que nunca deve ocorrer no exercício da odontologia

O que nunca deve ocorrer no exercício da odontologia

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Edimburgo apresentou uma lista de 15 episódios que nunca devem ocorrer na prática consultório da odontologia. No artigo científico, publicado na Nature, os investigadores explicam que o documento é fruto de um levantamento de opiniões de profissionais da odontologia e tem como objetivo criar um consenso em relação aos incidentes de segurança que nunca devem acontecer no exercício da odontologia se forem aplicadas as medidas preventivas adequadas, à semelhança do que já existe para a área da medicina.

Regras de ouro (o que evitar)

A consulta internacional a um painel de profissionais do setor resultou na definição de 15 regras de ouro do que nunca deve acontecer no exercício da odontologia:

  • Provocar dano à mandíbula do paciente;
  • Extrair o dente errado;
  • Tratar o paciente errado;
  • Injetar o anestésico errado;
  • Ferir o olho do paciente pela não utilização do material de proteção adequado;
  • Deixar objetos estranhos no organismo do paciente depois de procedimentos cirúrgicos;
  • Inalação de objetos estranhos pelo paciente;
  • Não esterilizar os instrumentos;
  • Não registrar o histórico de alergias do paciente quanto ao uso de medicamentos e materiais;
  • Fazer uso de um material em um paciente com histórico de alergia a esse mesmo material odontológico;
  • Prescrever um fármaco ao qual o paciente é alérgico;
  • Reutilizar materiais descartáveis em vez de os descartar;
  • Não referenciar o paciente para uma avaliação de câncer oral depois de as lesões do paciente não regredirem após duas semanas de tratamento;
  • Não fazer rastreamento de câncer oral como parte dos checkups de rotina;
  • Prescrever medicação incorreta a crianças ou adultos.

Aziz Sheikh, um dos pesquisadores envolvidos neste estudo, explica que “a definição de eventos que nunca devem ocorrer é uma forma importante de identificar falhas em procedimentos que podem colocar o paciente em risco. Ao listar um consenso em relação aos eventos que nunca devem ocorrer em odontologia esperamos conseguir que os órgãos reguladores e conselhos regionais sejam capazes de determinar a sua frequência e reduzir a sua ocorrência”.

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