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Óxido nitroso na Odontologia – Informações importantes

Óxido nitroso na Odontologia – Informações importantes

óxido nitroso

O óxido nitroso pode ser uma ótima alternativa para reduzir aquele medo de dentista que muitas pessoas possuem. Esse medo muitas das vezes é resultado de lembranças desagradáveis da infância. Pode também ser resultado de experiências traumáticas compartilhadas por outros pacientes.

O óxido nitroso é um gás incolor e inodoro que pode reduzir a ansiedade durante procedimentos odontológicos.

As pessoas costumam se referir ao óxido nitroso como gás do riso. O óxido nitroso retarda o tempo de reação de uma pessoa e causa uma sensação de euforia. Quando uma pessoa usa óxido nitroso, não demora muito para sentir os efeitos do gás. Quando as pessoas param de usá-lo, os efeitos desaparecem rapidamente.

É um tipo de sedação gera uma pequena diminuição da atividade do córtex cerebral. Não causa depressão do centro respiratório.

O óxido nitroso é geralmente seguro para uso em procedimentos médicos e odontológicos. Usos médicos incluem procedimentos em crianças, crianças e adultos. No entanto, como acontece com qualquer droga, existe um risco de efeitos na saúde a curto e longo prazo. Também pode haver o potencial para sobredosagem.

O óxido nitroso também pode ser utilizado em cirurgias odontológicas.
A principal vantagem da anestesia com óxido nitroso é a ausência de efeitos prolongados após a sessão do tratamento. Isso porque o óxido nitroso não é metabolizado pelo nosso organismo, já que possui pouca solubilidade no sangue.

Efeitos colaterais de curto prazo

Vamos tomar um exemplo. Uma paciente mulher em um atendimento odontológico que tenha recebido óxido nitroso. Os efeitos colaterais de curto prazo que podem surgir são tontura, náusea ou vômito.

Os efeitos colaterais de curto prazo não são muito comuns, mas podem ocorrer. A razão mais usual que leva ao aparecimento desses efeitos são a inalação do gás muito rapidamente ou quando o mesmo é inalado em excesso.

Neste caso poderão surgir os efeitos:

  • tontura, náusea ou vômito;
  • fadiga;
  • dor de cabeça;
  • suor excessivo;
  • tremores.

óxido nitroso

Também é possível que uma pessoa experimente uma sensação de estar chapada quando recebe óxido nitroso. Podem ocorrer distorções na percepção de sons.

Durante ou imediatamente após a administração do gás, um profissional de saúde também pode administrar oxigênio a uma pessoa.

Quando uma pessoa recebe oxigênio após um procedimento médico, normalmente é para limpar o óxido nitroso restante do organismo do paciente. Isso ajuda o indivíduo a recuperar o estado de alerta e pode ajudar a evitar dores de cabeça.

As pessoas podem sentir-se lentas ou não alertas após a inalação de óxido nitroso. Este efeito em geral desaparece rapidamente.

Após a realização e término de um procedimento odontológico com óxido nitroso as pessoas podem se deslocar. Isso desde que elas se deem um tempo suficiente para se recuperar totalmente do efeito do gás.

Para ajudar a evitar problemas estomacais, o paciente deve ingerir uma refeição leve. Deve evitar a ingestão de uma refeição pesada por várias horas após o procedimento.

O leite e seus derivados retardam o esvaziamento gástrico, assim como carnes e gorduras, devendo os pais serem orientados a evitar a ingestão desses alimentos por parte das crianças para diminuir as chances de ocorrência de náusea e vômito.

O ideal, segundo a American Academy of Pediatric Dentistry, é que em crianças com mais de 36 meses, o jejum de leite ou sólidos deve ser de 6 a 8 horas antes do procedimento. Água pode ser ingerida até 3 horas antes.

No caso de reação alérgica ao óxido nitroso

Reações alérgicas ao gás podem acontecer e é importante estar alerta quanto a essa possibilidade. Uma reação alérgica pode acontecer se alguém estiver experimentando o óxido nitroso pela primeira vez. Como no caso de uma uma criança, por exemplo.

Os sintomas mais comuns observados em caso de reação alérgica são:

  • arrepios;
  • urticária;
  • chiado ou problemas respiratórios;
  • febre.

Caso um paciente apresente um quadro de reação alérgica ao óxido nitroso deve-se procurar atendimento médico imediato.

Efeitos colaterais de longo prazo

Há poucas evidências que sugerem que o óxido nitroso cause efeitos colaterais graves a longo prazo.

A maioria dos efeitos colaterais desaparece rapidamente após o uso do gás. O paciente deve informar seu dentista no caso de sentir algum efeito colateral incomum ou se ele durar algumas horas ou dias após o procedimento.

O paciente em geral não manifesta efeitos colaterais a longo prazo. No entanto, a exposição prolongada ou o uso indevido intencional de óxido nitroso podem causar problemas de saúde.

A exposição excessiva pode levar à anemia ou a uma deficiência de vitamina B12. O último pode trazer problemas aos nervos, o que pode ocasionar dormência nos membros ou dedos do paciente.

Em resumo, nem todo mundo é um bom candidato para receber óxido nitroso.
Em alguns casos, condições médicas preexistentes podem tornar o óxido nitroso menos seguro.

Razões pelas quais os dentistas devem evitar o uso de óxido nitroso em pacientes que:

  • apresentem deficiência de vitamina B-12;
  • tenham histórico de problemas de saúde mental;
  • estejam no primeiro trimestre da gravidez;
  • apresentem histórico de abuso de substâncias;
  • tenham diagnóstico prévio de deficiência da enzima metilenotetrahidrofolato redutase;
  • tenham uma história de doenças respiratórias pregressas.

Overdose

Embora normalmente seja muito seguro, existe a possibilidade de uma pessoa ter uma overdose de óxido nitroso. As razões mais comuns para uma sobredosagem incluem a ingestão excessiva do gás e a exposição por longo tempo.

Uma pessoa que trabalha em uma clínica que utiliza ou armazena óxido nitroso apresenta maior risco de exposição a longo prazo ou acidental.

No caso do paciente, não é provável a ocorrência de uma overdose. Isso porque a quantidade necessária para fazer uma overdose é muito maior do que aquela administrada durante um procedimento.

Sintomas característicos do uma overdose de óxido nitroso:

No caso de uma overdose, são estes os sintomas mais comuns:

  • aperto no peito;
  • irritação nos olhos, garganta e nariz;
  • dificuldade em respirar – alucinações ou psicose;
  • sensação de sufocamento;
  • tonalidade azul para os dedos dos pés, lábios ou dedos;
  • aumento da pressão arterial e risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral;
  • convulsões;
  • aumento da frequência cardíaca.

No caso do recebimento de óxido nitroso em excesso de uma só vez com pouco ou nenhum oxigênio, também poderão ser gerados danos cerebrais.
No caso de suspeita de overdose de óxido nitroso, o atendimento médico de urgência deve ser buscado. Caso não tratada à tempo, uma overdose dessa natureza pode resultar em coma ou morte.

O óxido nitroso é um gás, e como droga recreativa pertence à categoria dos inalantes.
De acordo com o National Institute on Drug Abuse, os adolescentes e pré-adolescentes são mais propensos ao uso de inalantes do que os mais velhos.

Como o efeito de sentir-se chapado dura apenas alguns segundos, o usuário muitas vezes inala repetidamente o gás durante vários minutos ou horas, o que pode levar a uma overdose acidental.

Em poucas palavras

O óxido nitroso é tipicamente um medicamento seguro que ajuda a sedar uma pessoa antes e durante os procedimentos odontológicos. Os efeitos da droga normalmente vêm e desaparecem rapidamente ao iniciar e interromper a administração do gás.

Se uma pessoa experimenta um efeito colateral, ela geralmente dura pouco e desaparece depois de seu uso. Se os efeitos durarem por um período mais longo ou uma pessoa experimentar sintomas de uma reação alérgica, eles devem procurar atendimento médico imediato.

Embora raro, uma overdose do gás é possível.
Aqueles que trabalham em instalações que usam ou armazenam óxido nitroso e aqueles que abusam dele estão sob maior risco.
Durante os procedimentos de rotina são poucas as chances da ocorrência de uma overdose de óxido nitroso.

Fontes: Medical News Today, RevOdonto

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Cinco dicas de como você e sua clínica podem colaborar com a preservação do ecossistema

preservação do ecossistemaVocê e sua clínica podem ajudar na preservação do ecossistema, sabia?

Os plásticos representam 80% dos resíduos marinhos encontrados nos mares e oceanos. Resíduos esses que são ingeridos por peixes, baleias, tartarugas, focas e outros animais. Mais tarde acabam chegando aos nossos alimentos. Devido à lenta decomposição dos plásticos, trata-se de um problema com grande impacto ambiental. Além disso, são causadores de danos à saúde dos seres humanos e de todos os animais.

Frente à cultura de “usar e jogar fora” da sociedade atual, o Parlamento Europeu tomou medidas sobre o assunto, determinando a proibição dos plásticos de utilização única até ao ano 2021.

Pretende banir cotonetes, canudinhos, talheres e pratos de plástico. Para aqueles itens plásticos poluentes para os quais não existem alternativas, terão de sofrer redução de pelo menos 25% até o ano de 2025. Somos todos filhos da Terra e convidados a colaborar com a preservação do ecossistema.

Colaborando na preservação do ecossistema

Todos nós temos um papel importante e devemos trabalhar para encontrar soluções e alternativas de como atuar na preservação do ecossistema. O segmento da odontologia gera um importante impacto ambiental devido à produção de resíduos e à mentalidade “descartável” existente. No entanto, existem alternativas mais simples e ecológicas.

Algumas das práticas que podem ser adotadas para tornar uma clínica de odontologia ecológica e sustentável e a ajudar na preservação do ecossistema são:

Eliminação de plásticos descartáveis na clínica

Dentre os diversos materiais utilizados na clínica odontológica, há alternativas para aqueles que são fabricados em plástico e que, na maioria dos casos, são utilizados uma única vez.

Por exemplo, podemos utilizar aspiradores de metal reutilizáveis, em vez dos habituais de plástico. O mesmo também em relação aos copos utilizados no enxágue bucal dos pacientes.

Além disso, há certas medidas que precisam ser tomadas não só na clínica odontológica. Os dentistas recomendam a substituição da escova de dentes a cada três meses. Isto acaba gerando uma grande quantidade de escovas dentais de plástico descartadas na natureza.

Substituir a escova de dentes por uma biodegradável feita com materiais ecológicos é um gesto simples e de custo muito baixo. No entanto, irá ter um impacto muito positivo na preservação do ecossistema. Entre as mais comuns, podemos encontrar algumas produzidas com madeira ou bambu.

preservar o ecossistema

Medidas de poupança energética

Não se trata somente dos resíduos que produzimos, mas também da energia que desperdiçamos. Uma das principais medidas que podemos tomar para a sua poupança é a utilização de tecnologia LED de baixo consumo. As lâmpadas de LED representam uma economia de energia muito importante. Além disso, por não utilizar chumbo ou outros materiais pesados, são totalmente ecológicas. Contribuem assim para preservação do ecossistema garantindo uma atmosfera menos poluída.

Quanto aos sistemas de climatização, é recomendável a utilização de aparelhos individuais de aquecimento e ar condicionado. Isto possibilita a regulação da temperatura e otimização do consumo de energia.

Redução da utilização de papel

A utilização excessiva de papel pode ter um grande impacto negativo. Assim é recomendável que seja reduzida na medida do possível. Com a ajuda das novas tecnologias, é possível ter uma clínica odontológica digitalizada. Dessa forma a maioria dos documentos, tais como relatórios, radiografias, formulários ou cadastros de pacientes, estejam na Internet. Uma vez digitalizados, desaparece a necessidade da existência de um documento físico.

Aliás, digitalização de documentos e processos é uma das especialidades do software Dentalis Net.
Através do Dentalis Net você pode realizar pagamentos de forma simples e rápida como marcar um paciente na agenda.

Nosso software para consultório odontológico traz as melhores práticas de gestão para a sua clínica. Através do Dentalis Net você controla custos, diminui faltas, mantém as cobranças organizadas, controla agendamentos. Isto torna mais simples o seu dia a dia ainda ajuda na preservação do ecossistema.

Redução de emissões de CO2

Para reduzir as emissões de CO2, tanto quanto possível, cada profissional da clínica tem um papel fundamental. Por isso, é importante a realização de formações em matéria ambiental e sobre a forma como se pode colaborar em cada posto de trabalho.

É possível utilizar equipamentos com os máximos coeficientes de rendimento. A começar escolhendo os classificados na categoria A de eficiência energética. Igualmente importante é começar a usar meios de  transporte público para ir ao local de trabalho, por exemplo.

Biossegurança

O principal objetivo da biossegurança é proteger o paciente e o profissional. A contaminação dos instrumentos ou de certas superfícies pode colocar em risco um tratamento odontológico ou mesmo a segurança do dentista. Manter uma clínica bem higienizada é a melhor prevenção contra infecções.

É importante utilizar aparelhos em conformidade com os regulamentos de eficiência energética e biossegurança. Também é fundamental cumprir a norma internacional de gestão ambiental ISO 14001.

Em resumo

Estes são alguns dos conselhos que compartilhamos para uma clínica de odontologia ecológica e sustentável. Lembre-se de que estes conselhos podem também ser aplicados em outros locais e que devemos fazê-lo. Em conjunto poderemos tornar o nosso mundo melhor ajudando na preservação do ecossistema. A sobrevivência nossa e da nossa grande e insubstituível casa, o planeta Terra, depende de cada um de nós.

No seu dia a dia pessoal você também pode e muito colaborar na preservação do ecossistema. Medidas em sua maioria simples e que podem ao longo do tempo garantir um futuro ecologicamente viável para os seus filhos e netos.Além das já citadas, neste link você pode conhecer outras 11 maneiras de colaborar com a preservação de nossa natureza.

Fonte: Dentaleader
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Passo a passo simples para higienização das mãos na odontologia

dentistas em atendimento - A importância da lavagem das mãos na odontologiaA importância higienização das mãos na odontologia é o nosso tema de hoje. Um dos aspectos mais importantes a considerar pelos dentistas, durante o desenvolvimento das suas atividades, são os cuidados com a limpeza.

Higienização das mãos consiste na remoção ou redução de sujidade e/ou de micro-organismos das mãos por meio de lavagem com água e sabonete simples ou medicado. Ou ainda por aplicação direta de produto antisséptico que dispensa enxágue.

As infecções podem ser transmitidas de várias maneiras (via respiratória, digestiva, por contato). No entanto, a via mais frequente de transmissão se dá através do contato com as mãos.

Numerosos estudos científicos concluíram que os profissionais de saúde não seguem as práticas de higiene que deveriam zelar.

De fato, segundo a Organização Mundial de Saúde:

  • 61% dos profissionais de saúde não lavam as mãos quando se faz necessário.

Por consequência, é fundamental dispor de um protocolo de higienização das mãos no âmbito da clínica ou consultório odontológico.

A importância  da higienização das mãos na odontologia

As doenças mais comuns causadas por vírus e bactérias se dão pela falta de higiene, como gripe, doenças diarreicas, constipações e resfriados ou doenças transmitidas por via fecal-oral, como a hepatite. Estas patologias causam milhares de mortes a cada ano.

A higienização das mãos na odontologia tem como objetivo eliminar a sujidade, a matéria orgânica, a flora transitória (causadora da maioria das infecções hospitalares) e o máximo da flora residente.

Na atividade diária do consultório odontológico, há muitos momentos de contato com o paciente e é vital ter em mente estes aspectos.

Um bom profissional deve prevenir qualquer risco de contágio ou contaminação. A importância da higienização das mãos na odontologia já foi destaque em um artigo anterior aqui do blog Dentalis.

Os 5 momentos para a higiene das mãos

A Organização Mundial da Saúde definiu 5 momentos críticos em que o protocolo de lavagem das mãos deve ser observado.

Os momentos em que a higienização das mãos na odontologia deve ser realizada são:

  • Antes do contato com o paciente;
  • Antes de procedimentos limpos/assépticos;
  • Após risco de exposição a fluidos orgânicos;
  • Após contato com o paciente;
  • Após contato com o ambiente envolvente do paciente.

São recomendações para proteger o ambiente de cuidados prestados ao paciente. Uma boa lavagem das mãos previne e combate a transmissão de doenças. Segundo vários estudos, 1 em cada 2 membros das equipes cirúrgicas não lava as mãos quando é necessário. A importância da higienização das mãos na odontologia é crucial dada as características do contato do dentista com a mucosa do paciente.

Protocolo de higienização das mãos na odontologia

No âmbito dos cuidados de saúde, existem diferentes técnicas de higienização das mãos na odontologia, de acordo os procedimentos subsequentes. Podemos considerar a lavagem das mãos clínica e a lavagem das mãos cirúrgica. Ambos os protocolos de limpeza aqui apresentados são importantes para garantia da higiene no atendimento. A importância da higienização das mãos na odontologia deve ser a preocupação principal e primeira antes de qualquer atendimento. Importante: Lavar as mãos antes e após o contato com o paciente e entre dois procedimentos realizados no mesmo paciente.

Importante: antes de iniciar qualquer técnica de higienização das mãos, o profissional deve retirar relógio, pulseiras e anéis, inclusive aliança. As unhas devem ser mantidas aparadas e, caso use esmalte, este não deve apresentar fissuras ou descamação.

técnica - A importância da lavagem das mãos na odontologiaLavagem das mãos clínica

No que diz respeito à lavagem das mãos clínica, podemos distinguir três tipos de lavagem: lavagem higiênica com água e sabão, lavagem antisséptica que dispensa enxágue.

Lavagem higiênica ou simples

O objetivo da lavagem higiênica é eliminação da sujidade, da matéria orgânica e da flora transitória das mãos antes e depois do contato com o paciente.

Consiste na remoção mecânica de sujidade e micro-organismos, com auxílio de água e sabonete líquido não medicado.

O protocolo de lavagem das mãos higiênica tem as seguintes etapas:

  1. Molhar as mãos com água preferencialmente morna;
  2. Aplicar 3-5 ml do produto. Ensaboar as mãos, friccionando uma na outra por aproximadamente 15 segundos. Tenha em mente que deve esfregar as palmas das mãos uma contra a outra, os dorsos e entrelaçar os dedos;
  3. Enxaguar abundantemente com água;
  4. Secar as mãos com um papel toalha descartável. Lembre-se de fechar a torneira com este papel toalha para evitar uma possível contaminação.

Lavagem antisséptica que dispensa enxágue (à base de álcool)

  1.  Molhar as mãos com água preferencialmente morna;
  2. Aplicar a quantidade de produto recomendada pelo fabricante (3 a 5 ml, em geral);
  3.  Friccionar as mãos uma na outra. Aplicar o produto em toda a superfície;
  4.  Friccionar, os espaços interdigitais, as unhas e as pontas dos dedos;
  5.  Friccionar o produto até que seque completamente (não usar papel toalha).

Exemplos de soluções antissépticas: solução alcoólica líquida a 70% ou gel alcoólico a 70%.

 

técnica - A importância da lavagem das mãos na odontologia - cirurgiaLavagem das mãos cirúrgica

O objetivo da lavagem das mãos cirúrgica é a eliminação da flora transitória e o máximo da flora residente das mãos. Basicamente, trata-se de conseguir um alto grau de assepsia antes e depois de um procedimento cirúrgico.

O protocolo de lavagem das mãos cirúrgica tem as seguintes etapas:

  1. Aplicar produto antimicrobiano 3-5 ml (suficiente para cobrir toda a superfície das mãos e antebraço);
  2. Limpar as unhas, friccionando-as contra a palma da mão ou escova macia;
  3. Utilizar escova macia para friccionar a pele (opcional);
  4. Efetuar movimentos de fricção iniciando pela extremidade dos dedos. Continuando pelos espaços interdigitais, faces das mãos, punhos e antebraços. Duração: de 2 a 6 minutos;
  5. Enxaguar as mãos em água corrente, deixando escorrer das pontas dos dedos para o antebraço. Procurar eliminar completamente o produto;
  6. Secar as mãos com compressa estéril, com movimentos compressivos. Partindo das pontas dos dedos e seguindo pelas mãos até chegar ao cotovelo.

Para execução do protocolo de lavagem das mãos, tanto clínico como cirúrgico, é recomendável a utilização de um bom sabão antisséptico, preferencialmente aqueles que contenham clorexidina a 4% em sua composição. Este é um sabão ideal para o tratamento higiênico e a desinfecção cirúrgica das mãos. Não altera a função de barreira da pele.

Utilização de luvas

É evidente a importância da lavagem das mãos, mas o uso de luvas na clínica também é fundamental. No entanto, o uso de luvas não substitui, de forma alguma, a lavagem das mãos.

As luvas são a proteção de barreira mais importante. Reduzem a possibilidade de contaminação entre profissionais de saúde e pacientes.

É importante proceder à lavagem das mãos antes da colocação das luvas e imediatamente depois da sua utilização. Além disso, é necessário descartar as luvas contaminadas no final da tarefa, sem que entrem em contato com superfícies ambientais limpas. Durante os procedimentos (com luvas), não atender telefones, abrir portas usando a maçaneta nem tocar com as mãos em locais passíveis de contaminação.

A higienização das mãos na odontologia é fundamental como já citado, e isso inclui o uso de luvas no contato com o paciente.

Por último, tenha igualmente em conta que, após uma lavagem de mãos com solução hidroalcoólica, as luvas a serem utilizadas têm de ser aquelas isentas de pó.

Fontes: OMS , Anvisa, Dentaleader

 

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Melhor saúde bucal aumenta eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos

Em um estudo bem recente pesquisadores da Universidade de L’Aquila, na Itália, realçaram a importância da saúde bucal para pacientes hipertensos. Os resultados desse trabalho demonstram que hipertensos que fazem uso de medicamentos anti-hipertensivos têm mais probabilidade de se beneficiar da terapia se sua saúde bucal estiver em boas condições.

Metodologia

Tomando como ponto de partida a revisão dos registros médicos e odontológicos de mais de 3.600 pessoas com hipertensão, os pesquisadores estabeleceram que aqueles com gengivas mais saudáveis apresentavam pressão arterial mais baixa e respondiam melhor a medicamentos para diminuição da pressão arterial em comparação com indivíduos que sofriam de periodontite. Segundo o estudo, as pessoas com doença periodontal tinham 20 por cento menor probabilidade de atingir níveis saudáveis de pressão arterial do que pacientes com boa saúde bucal.

Em outro exemplo relacionando a saúde bucal com a saúde geral, os pesquisadores acreditam que os pacientes com doença periodontal devem fazer um monitoramento periódico dos níveis de pressão arterial, enquanto aqueles diagnosticados com hipertensão, ou pressão arterial persistentemente elevada, podem se beneficiar da assistência de seu dentista.

“Pacientes com pressão alta e os médicos que cuidam deles devem estar cientes de que uma boa saúde bucal pode ser tão importante no controle da doença quanto várias intervenções no estilo de vida que ajudam a controlar a pressão arterial, como uma dieta pobre em sal, atividade física regular e controle de peso ”, disse o líder do estudo Dr. Davide Pietropoli.

Pressão arterial – variações

De acordo com as últimas recomendações da American Heart Association e da American College of Cardiology, a faixa alvo de pressão arterial para pessoas com hipertensão é um valor desejável menor que 130/80 mmHg. No estudo, pacientes com periodontite severa tiveram pressão sistólica em média 3 mmHg maior do que aqueles com boa saúde bucal. A presença de doença periodontal aumentou ainda mais a distância, até 7mmHg, entre as pessoas com hipertensão não tratada, o estudo constatou. A medicação anti-hipertensiva reduziu a diferença para 3 mmHg, mas não a regularizou completamente, sugerindo que a doença periodontal pode interferir com a eficácia da terapia da hipertensão.

Pacientes hipertensos na odontologia

O tratamento para pacientes hipertensos depende de uma combinação de terapia farmacológica, reeducação alimentar e a prática de exercícios, de preferência diariamente (INDRIAGO, 2007). O uso de medicamentos anti-hipertensivos faz com que estes pacientes estejam intimamente ligados ao atendimento odontológico, uma vez que alguns medicamentos podem causar efeitos colaterais na cavidade oral (BAVITZ, 2006,INDRIAGO, 2007, YAGIELA, HAYMORE, 2007).Segundo ARSATI et al., (2010) alguns desses efeitos colaterais merecem certa atenção especial do odontólogo, visto que os pacientes com hipertensão é a quarta condição médica mais frequente na clínica odontológica. A hiperplasia gengival é muito frequente em pacientes que fazem uso de anti-hipertensivos – drogas bloqueadoras dos canais de cálcio, sendo a nifepidina a mais conhecida, com uma incidência que varia de 1,7% a 38%. Como forma de tratamento para esses casos, destaca-se a intervenção cirúrgica periodontal; todavia, esta não é definitiva, visto que o paciente continuará usando o medicamento. Portanto, a forma mais eficaz seria solicitar ao médico que o medicamento tenha a sua dose reduzida, se possível,ou que seja substituído por outro fármaco de classe diferente, desde que seja viável esta substituição.

De acordo com LAFZI, FARAHAMI, SHOJA,(2006) e BHATIA et al. (2007), a etiologia da hiperplasia gengival induzida por drogas apresenta uma característica multifatorial. Alguns dos riscos conhecidos são: a presença de inflamação da gengiva(gengivite, devido à má higiene oral), presença de placa bacteriana, dose e duração da terapia farmacológica empregada. A hiperplasia gengival resultante pode provocar dificuldade na higienização oral, dificuldade mastigatória, alteração do processo de erupção dentária,interferência na fala e comprometimento estético. Os autores comentam que o termo hiperplasia é um equívoco, pois a hiperplasia gengival não resulta de um aumento no número de células, mas sim de um aumento no volume de matriz extracelular, apresentando um infiltrado inflamatório associado. Os resultados dos estudos com cultura de células indicam que as drogas podem levar à seleção e proliferação de fibroblastos, promovendo um desequilíbrio entre a regeneração e a degeneração do colágeno.

Conclusão

Embora o estudo não tenha procurado esclarecer como a doença periodontal interfere no tratamento da pressão arterial, Pietropaoli e seus colegas acreditam que os resultados são consistentes com pesquisas anteriores que relacionam inflamação bucal de baixo grau com danos nos vasos sanguíneos e risco cardiovascular aumentado.

O estudo, intitulado “Má saúde bucal e controle da pressão arterial entre adultos hipertensos dos EUA”, foi publicado na edição de dezembro de 2018 da Hypertension.

Fontes: Hypertension, Clinica Odontológica em Pacientes Hipertensos
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Dicas para escolha da autoclave ideal

Charles Chamberland (1851 – 1908) foi um químico associado a Louis Pasteur, inventor dos primeiros filtros de porcelana e da autoclave, foi coautor das primeiras vacinas contra o antraz e a raiva.

Biografia

Nascido em Jura leste da França as margem norte do rio Rhone, perto da fronteira da França e da Suíça (cordilheira francesa). Chamberland era bastante ligado à sua terra natal, sua amabilidade era aliada a uma grande inventividade e independência.

Além dos filtros de porcelana que permitiam a filtragem dos microrganismos e da autoclave que equipa todos os laboratórios, consultórios odontológicos e hospitais também criou as caixas de madeira industriais, para o transporte de vacinas.

Chamberland foi um pesquisador dedicado e foi nomeado vice-diretor do laboratório de Pasteur. Em 1879, apresenta sua tese em física com o trabalho intitulado “Investigação sobre a origem e o desenvolvimento de organismos microscópicos.” Continuou a se aprofundar sobre o assunto o que lhe deu legitimidade para concluir suas experiências sobre os meios de cultura esterilizados. Foi com estes trabalhos e esforços concretos sobre a fabricação de um aparelho de esterilização, a autoclave que Chamberland utilizou o princípio da esterilização de vapor saturado que é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico.

O que é uma autoclave?

Autoclave é um aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor, sob pressão. A esterilização em vapor saturado é o procedimento que oferece maior segurança e também é considerado o mais econômico. Neste tipo de esterilização os microrganismos são destruídos pela ação combinada da temperatura, pressão e umidade que promovem a termo coagulação e a desnaturação das proteínas da estrutura celular. Esterilização é um conceito absoluto, ou seja: ou um material está esterilizado ou não está. Portanto não se pode afirmar que uma autoclave esteriliza “melhor” do que outra. O que pode diferenciar é o tipo do uso pretendido, a escolha do equipamento deve ser baseada nesse requisito.

Autoclavagem

A autoclavagem é um tratamento térmico bastante utilizado no ambiente hospitalar e que consiste em manter o material contaminado a uma temperatura elevada, através do contato com vapor de água, durante um período de tempo suficiente para destruir todos os agentes patogênicos.

O processo inclui ciclos de compressão e de descompressão de forma a facilitar o contato entre o vapor e os materiais contaminados. Os valores usuais de pressão são da ordem de 3 a 3,5 bar e a temperatura atinge 135°C. Tendo a vantagem de ser relativamente simples e poder ser utilizada para esterilizar diversos tipos de materiais hospitalares. A monitorização mais confiável é a biológica que é feita com microrganismos tecnicamente preparados para demonstrar a esterilização. São preparações padronizadas de esporos de Bacillus stearothermophilis numa concentração de 106, comprovadamente resistentes e específicos para o processo de esterilização por vapor saturado. A ANVISA recomenda o uso semanal dos indicadores biológicos.

Importante salientar que para o correto funcionamento do equipamento é necessária a correta manutenção preventiva.

A esterilização deve ir além de um processo exigido pelos Órgãos Sanitários, é uma questão de saúde e responsabilidade de quem trata desse processo. Pois uma esterilização eficaz pode salvar vidas.

A autoclave é uma ferramenta essencial para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais nas clínicas odontológicas através da esterilização dos instrumentos utilizados pelo dentista.
Dada a sua importância no trabalho diário dos profissionais, torna-se indispensável saber qual é o melhor tipo de autoclave e que aspectos devem ser levados em consideração na sua escolha.

Funcionamento da autoclave

A principal função da autoclave é eliminar os microrganismos e esporos depositados nos instrumentos odontológicos, coagulando as suas proteínas e evitando, assim, a transmissão de qualquer tipo de infecção. As autoclaves são utilizadas para a limpeza diária dos instrumentos utilizados pelos dentistas, como pinças ou sondas.

A autoclave é um recipiente metálico de paredes espessas e fecho hermético, que permite a esterilização a alta pressão, assegurando a máxima desinfecção de todos os materiais clínicos.

Tipos de autoclave

Existem diferentes modelos de autoclave, classificados segundo o tipo de instrumentos que se pretende esterilizar.

Autoclaves de classe N

Estas autoclaves de pequenas dimensões são utilizadas para limpeza de instrumentos simples e planos, como os bisturis.

Não são as mais recomendadas para a atividade odontológica, pois a sua ação é insuficiente quando se trata de utensílios que possuem orifícios ou cânulas, materiais têxteis, cargas porosas ou instrumentos embalados.

Autoclaves de classe S

Os aparelhos deste tipo realizam um trabalho de esterilização mais completo do que os modelos da classe N, mas não são muito eficazes na limpeza de materiais têxteis. Por este motivo, não são indicados na higiene dos instrumentos utilizados na odontologia.

Autoclaves de classe B

Estes modelos de elevado desempenho são adequados para esterilizar quaisquer tipos de instrumentos odontológicos: materiais embalados, têxteis, utensílios com cânulas e orifícios ou cargas porosas. A Norma Europeia 13060 indica que as autoclaves de classe B são as mais recomendadas para as clínicas odontológicas.

Agora que já sabemos qual é o melhor tipo de autoclave para os dentistas, explicaremos que aspectos devem ser considerados ao escolher entre os diferentes modelos de classe B comercializados no mercado.

Dicas para escolha da melhor autoclave da classe B

Para escolher a melhor autoclave, devemos levar em conta alguns aspectos relevantes:

  • Garantia: importante que a autoclave disponha de garantia e serviço técnico eficiente e próximo, a fim de resolver rapidamente qualquer falha no seu funcionamento. Este dispositivo é utilizado diariamente em consultórios odontológicos, pelo que um defeito constituiria um grande inconveniente para o dia a dia de trabalho desenvolvido na clínica ou consultório. Por este motivo, é aconselhável ter sempre um modelo reserva para eventual substituição.
  • Capacidade: As autoclaves são fabricadas com diferentes capacidades, que variam entre 8 e 24 litros. A escolha dependerá do número de instrumentos que se pretende esterilizar. Como alternativa a uma autoclave grande é possível optar por duas autoclaves pequenas para realizar ciclos simultâneos de esterilização.
  • Tempo de secagem: Escolher autoclaves que permitam ciclos rápidos de limpeza e secagem é o mais aconselhável. Além disso, os modelos de autoclaves de última geração adaptam os seus tempos de atividade à capacidade da carga, o que reduz a duração do ciclo, aumenta a vida útil dos instrumentos e otimiza o consumo de energia.
  • Acessórios: As melhores autoclaves têm normalmente acessórios integrados, como funções de rastreabilidade e, inclusive, ligação sem fios para a supervisão remota do aparelho. Também são comercializadas com acessórios independentes que podem ser adaptados à autoclave e que são de grande utilidade, como desmineralizadores.
  • Limpeza: Os modelos de autoclave mais avançados contam com um sistema automático de limpeza que facilita a manutenção diária da máquina.
Fontes: mcientifica e Dentaleader
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Impressão 3D na Odontologia

O mercado global da impressão 3D deverá valer cerca de 25,7 bilhões de dólares até 2030, uma aposta que deverá ser liderada pelos setores de odontologia e medicina, revela um estudo recentemente publicado. Este número é confirmado pela SmarTech Publishing, que no início deste ano previa que até ao ano de 2027, o mercado de impressão 3D na odontologia valesse cerca de 9,5 bilhões de dólares.

Agora, de acordo com portal espanhol Odontologos.mx, se prevê um grande crescimento desse segmento, prevendo-se que o desenvolvimento aconteça em duas fases: a reinvenção de produtos já existentes, até 2020; e o surgimento de materiais cada vez mais inovadores e metodologias de impressão otimizadas.

A publicação explica que esta evolução deverá ser especialmente relevante no mercado da odontologia, com cada vez mais empresas e pesquisadores da área com foco no potencial para esta tecnologia na reinvenção de próteses dentárias, aparelhos ortodônticos e implantes dentários.

Como exemplo desta evolução, recentemente um robot implantou, pela primeira vez, dentes impressos em 3D na boca de um paciente, relata a publicação. Também na International Dental Show (IDS), que acontecerá em março de 2019, em Colônia, na Alemanha, estas tecnologias estarão em grande destaque, à semelhança do que já aconteceu em edições anteriores .

Muitas novidades

A edição do próximo ano terá maior espaço de exposição comparada às anteriores edições e será a “mais diversa”, contando com mais produtos, desenvolvimentos e tendências do setor. Arkus Heibach, Executive Director da Association of German Dental Manufacturers (VDDI), e um dos responsáveis pelo evento, destaca que “a IDS 2019 irá apresentar os mais recentes desenvolvimentos em materiais e procedimentos, bem como novas oportunidades para que os dentistas e técnicos em prótese dentária possam, de forma otimizada, trabalhar em conjunto. Aqui os sistemas digitais, as ferramentas de planeamento, as diferentes opções de produção e a sua aplicação podem ser experimentadas de perto e com uma diversidade que não pode ser encontrada em mais nenhum lugar.”

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Dentista líder: uma reflexão sobre estilos de liderança

Quer quer seus funcionários deem o melhor e cheguem aos melhores resultados? Um bom começo é lembrar de sempre ser gentil com eles.

Demonstrar compaixão aos subordinados sempre compensa, especialmente quando esse estilo de liderança é combinado com a aplicação de metas e pontos de referência claros.

“Ser benevolente é importante porque pode mudar a percepção que seus seguidores têm de você. Se você sente que seu líder ou chefe realmente se preocupa com você, você pode se sentir mais envolvido no trabalho que faz por eles,” disse o professor Chou-Yu Tsai, da Universidade de Binghamton (Reino Unido).

Tsai e seus colegas queriam determinar como a presença ou ausência de benevolência afetaria o desempenho dos subordinados no trabalho. Eles entrevistaram quase 1.000 membros das Forças Armadas de Taiwan e outros 200 trabalhadores civis nos Estados Unidos, e analisaram o desempenho dos subordinados resultante de três estilos de liderança diferentes:

  • Liderança dominante-autoritária: Líderes que exercem autoridade e controle absolutos, concentram-se principalmente em concluir tarefas a qualquer custo, com pouca consideração pelo bem-estar dos subordinados.
  • Liderança centrada na benevolência: Líderes cuja principal preocupação é o bem-estar pessoal ou familiar dos subordinados. Esses líderes querem que seus liderados sintam-se apoiados e tenham fortes laços sociais.
  • Liderança paternalista clássica: um estilo de liderança que combina autoritarismo e benevolência, com um forte foco tanto na conclusão da tarefa quanto no bem-estar dos subordinados.

Liderança com benevolência

Os resultados mostraram que a liderança dominante-autoritária quase sempre teve resultados negativos sobre o desempenho no trabalho, enquanto a liderança centrada na benevolência quase sempre teve um impacto positivo no desempenho do trabalho.

A liderança paternalista clássica, que combina tanto a benevolência quanto o autoritarismo, teve um efeito praticamente tão forte sobre o desempenho dos subordinados quanto a liderança centrada na benevolência, mas os pesquisadores argumentam que isso pode estar associado ao estilo tradicional familiar, no qual virtualmente todos os os trabalhadores foram criados.

Em outras palavras, não demonstrar compaixão pelos seus funcionários não é um bom presságio para o desempenho da equipe, enquanto demonstrar compaixão motivou a todos a serem melhores trabalhadores.

“Os resultados implicam que mostrar apoio pessoal e familiar para os funcionários é uma parte crítica da relação líder-seguidor. Embora a importância de dar estrutura e estabelecer expectativas seja importante para os líderes, e possivelmente para os pais, ajuda e orientação do líder no desenvolvimento de laços sociais e redes de apoio para um seguidor podem ser um fator poderoso em seu desempenho no trabalho,” disse Shelley Dionne, membro da equipe.

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A evolução dos materiais na odontologia

Os antecedentes históricos dos biomateriais odontológicos e das suas aplicações são escassos, embora a prática da odontologia remonte a milhares de anos. Só no século XIX foram desenvolvidas as grandes famílias de polímeros, cuja aplicação para fins médicos teve início no século XX.

A borracha vulcanizada inventada por Charles Goodyear, em 1839, serviu para moldar as próteses com precisão, embora a qualidade das bases destes elementos tenha melhorado muito devido à utilização de resinas acrílicas e de metais para moldes.

O amálgama

Em 1919, houve um grande avanço no conhecimento dos materiais odontológicos, porque a Marinha dos EUA solicitou ao departamento nacional de normalização a avaliação e seleção das amálgamas a serem utilizadas nos serviços odontológicos federais. Com a invenção da amálgama, começou então a haver bases científicas no que diz respeito aos materiais dentários.

Nove anos mais tarde, o departamento nacional de normas é integrado na Associação Dentária Americana (ADA), dando lugar aos primeiros consensos sobre os materiais dentários nos Estados Unidos e em todo o mundo. Desde então, a ADA, juntamente com as associações de cada país, está empenhada em pesquisar as características físicas e químicas das substâncias utilizadas.

Surgimento da resina

Em 1935, é introduzida a resina acrílica polimerizada como base para dentes artificiais, e Bowen, em 1962, desenvolve um novo tipo de resina composta, uma combinação de resinas acrílicas e resinas epóxicas utilizada para substituir o amálgama.

Por sua vez, a utilização de compósitos alterou completamente os parâmetros que eram usados na odontologia. Este fato conduziu a uma importante evolução no mundo da odontologia conservadora.

Como se pode verificar, a odontologia atual evoluiu significativamente a partir dos materiais dentários, que foram melhorando gradualmente até alcançarem níveis mais elevados de sofisticação e compatibilidade.

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Um futuro promissor para a odontologia

Uma das maiores preocupações que o ser humano tem com a sua saúde bucal é a possibilidade da perda dos dentes, seja naturalmente ou por causa de um acidente. Mas e se pudéssemos cultivá-los e assim trazê-los de volta?

Duas novas pesquisas pioneiras deram esperança de que isso pode um dia vir a ser uma realidade.

São estudos demonstrando a viabilidade, através do desenvolvimento de técnicas avançadas baseadas em células-tronco, de
se poder reparar parcial ou totalmente dentes que foram danificados.

Nigel Carter OBE, diretor executivo da Oral Health Foundation, acredita que, embora isso possa estar longe de se tornar realidade, a perspectiva de recriar nossos dentes é muito estimulante.

O Dr. Carter diz: “Milhões de pessoas em todo o mundo perdem dentes por muitas razões diferentes.

“A perda de dentes pode acontecer devido a um infeliz acidente, má saúde bucal ou outra doença. Mas não importa como os perdemos, a falta de dentes pode significar problemas em nossa vida cotidiana. Dentes perdidos podem afetar a maneira como comemos, sorrimos e falamos. até ter impacto na nossa confiança e bem-estar mental.

“Nossas opções atuais para substituir dentes ausentes incluem pontes, dentaduras e implantes. Essas são ótimas maneiras de substituir dentes perdidos e nos devolver a confiança que precisamos para sorrir.

“Dada a escolha, no entanto, sempre escolheríamos ter nossos próprios dentes naturais”.

Futuro promissor

Avanços científicos em áreas semelhantes já levaram a desenvolvimentos em muitas outras áreas da saúde, como próteses e regeneração de tecidos.

Isso ajudou milhões de pessoas a obter uma melhor qualidade de vida e essa pesquisa de ponta tem o potencial de fazer o mesmo no futuro.

“Por mais empolgante que a perspectiva possa ser, a capacidade de cultivar nossos próprios dentes ainda está muito distante. Pode levar décadas para que ela atinja um ponto quando se tornar rotina dentro da odontologia”, concluiu o Dr. Carter.

Novos ramos de especialização no âmbito da odontologia são uma possibilidade quase certa tendo em vista essas novas tecnologias.

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Riscos de trabalho na clínica odontológica e como evitá-los

Os colaboradores da sua clínica odontológica estão expostos diariamente a uma série de riscos profissionais próprios do segmento odontológico, com consequências e perigos para a sua saúde. Através de medidas preventivas, a clínica odontológica é obrigada a fornecer aos colaboradores todos os recursos necessários para minimizar os efeitos destas casualidades inerentes à profissão.

A legislação relativa à segurança e saúde no trabalho estabelece que todo o profissional e empresário é responsável pela sua própria integridade e pela dos seus colaboradores. O dentista deve estar consciente da importância de garantir a sua própria segurança, a do paciente e de sua equipe.

O objetivo deste artigo é fazer com que os colaboradores da clínica odontológica tomem consciência das doenças e dos acidentes inerentes ao seu trabalho e oferecer algumas orientações destinadas a evitar ao máximo possível a sua ocorrência.

Riscos físicos

São aqueles que surgem devido à utilização das instalações e dos equipamentos da clínica, como quedas no mesmo ou em diferentes níveis, danos provocados pelos instrumentos e aparelhos ou riscos elétricos.

Para prevenir acidentes, é necessário manter uma boa organização e limpeza do mobiliário e dos objetos da clínica, bem como dispor de sinalização adequada das diferentes zonas de trabalho, indicando através de cartazes de aviso os espaços ou áreas de maior risco.

Da mesma forma, é fundamental trabalhar a um ritmo de trabalho adequado, que permita ao colaborador prestar atenção a cada uma das tarefas desempenhadas.

Para evitar acidentes elétricos, é necessário restringir o uso continuado de aparelhos que possam levar a sobrecargas elétricas, e acionar as brocas diretamente dentro da boca do paciente, nunca fora.

Outros riscos físicos aos quais os profissionais de odontologia estão expostos devido à utilização dos aparelhos da clínica odontológica são:

  • Radiação ionizante: derivada do uso de aparelhos de raios X. Devem ser definidos programas específicos de segurança e proteção contra radiação.
  • Ruído ambiental: podem ocorrer danos nos ouvidos por exposição constante ao som do material rotativo. Para minimizar este risco, é aconselhável ter paredes com isolamento acústico e utilizar tampões auriculares.
  • Risco por utilização de laser: este instrumento pode causar danos oculares. Os lasers cirúrgicos também libertam gases com substâncias cancerígenas. A prevenção consiste no uso de máscaras especialmente indicadas para a utilização do laser, assim como evitar a aspiração de fumaças tóxicas.
  • Luz: os fotopolimerizadores emitem uma luz visível de cor azul. O seu principal perigo é a fotorretinite, uma lesão irreversível da retina, provocada pelo trabalho constante com esta ferramenta. Para evitar danos, é de especial importância usar protetores oculares e não olhar diretamente para a luz.
  • Corpos estranhos nos olhos: no consultório odontológico é provável que possa ocorrer o impacto de algum corpo estranho nos olhos, como resina ou amálgama, se não for utilizada proteção ocular adequada durante o dia de trabalho.

Riscos químicos

No consultório odontológico, há muitos produtos químicos perigosos para a saúde que podem causar danos por ação direta ou sensibilização indireta.

Entre eles estão antissépticos, anestésicos ou mercúrio. Os perigos aos quais o trabalhador está exposto são queimaduras, dermatite, asma e lesões cerebrais, respiratórias ou renais, entre outros. É importante que os dentistas utilizem a proteção necessária para o uso destes produtos, além de verificarem que apresentam rotulagem e composição adequadas.

A medida de segurança mais eficaz é a ventilação, pois reduz os níveis de concentração no ar. É igualmente necessário limitar as horas de trabalho com produtos perigosos.

Outra medida preventiva é a utilização de luvas de látex sem pó, para minimizar o número de partículas que são aspiradas e que podem constituir um perigo para a saúde.

Riscos biológicos

Os profissionais de odontologia estão em contato com sangue e fluidos orgânicos potencialmente infecciosos, capazes de transmitir bactérias, vírus e fungos, dando eventualmente origem a um infecção cruzada.

Para evitar qualquer contágio, é necessário seguir uma série de normas de prevenção.

  • Vacinação dos profissionais: imunização contra o sarampo, a rubéola e hepatite.

Normas de higiene pessoal: é necessário que a equipe retire anéis ou joias antes de iniciar o trabalho e lave as mãos antes e depois de cada tratamento, esfregando-as pelo menos durante vinte segundos com sabonete antisséptico. Se o especialista tiver alguma ferida ou corte, é necessário cobri-los antes de dar início ao dia de trabalho.

Utilização de barreiras de proteção: usar luvas, óculos e protetor para nariz e boca.

Manuseio de instrumentos: ter o máximo cuidado ao trabalhar com os instrumentos para evitar cortes. Eliminar resíduos afiados em recipientes de plástico rígido.

Riscos por sobrecarga de trabalho

Na profissão de dentista é comum realizar esforços excessivos ao nível físico e mental, em consequência das longas horas de trabalho e da tomada de decisões que afetam a saúde das pessoas.

Riscos por sobrecarga física

A utilização de vários aparelhos e a manutenção da mesma posição durante horas podem causar inflamação, dor e contraturas nas costas, nos membros superiores, mãos e pulsos.

Para evitar estes danos, é necessário realizar alongamentos musculares especialmente indicados para os profissionais de odontologia, ter uma cadeira dentária adequada e respeitar os tempos de descanso.

Uma postura de trabalho correta permite que o especialista mantenha os pés apoiados no chão, com os braços junto ao corpo, os antebraços flexionados e alinhados com as mãos e uma visão em linha reta, sem necessidade de qualquer torção do pescoço.

Riscos por sobrecarga mental

A grande responsabilidade própria da profissão faz com que muitos colaboradores das clínicas odontológicas sintam ansiedade, estresse, cefaleias, distúrbios digestivos ou depressão, entre outros danos.

Para evitar estes riscos de trabalho, é necessário ter períodos de descanso entre o atendimento de cada paciente e organizar a atividades diária na clínica para evitar tarefas demasiado repetitivas.

Ao nível social, a cooperação entre colegas e um bom ambiente de trabalho são fatores fundamentais.

Ao nível pessoal, seguir uma dieta equilibrada e praticar exercício físico regularmente ajuda a evitar e a lidar melhor com sobrecargas de trabalho.

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