periodontite

Mulheres pós-menopausa com periodontite tem um motivo a mais para se preocupar

Um novo estudo no American Journal of Hypertension mostra que as mulheres pós-menopáusicas que sofreram perda de dentes estão em maior risco de desenvolver pressão alta. Vários estudos já demonstraram uma relação observacional entre doença periodontal e perda de dentes com hipertensão, mas a relação permanece obscura.

O estudo

Os participantes do estudo foram 36.692 mulheres pós-menopáusicas no Estudo de Observação da Iniciativa de Saúde da Mulher, nos Estados Unidos, que foram acompanhadas anualmente através de uma avaliação periodontal inicial em 1998 até 2015 para hipertensão recentemente diagnosticada.

O estudo observou uma associação positiva entre perda de dentes e risco de hipertensão entre mulheres na pós-menopausa. Especificamente, essas mulheres tiveram um risco aproximadamente 20% maior de desenvolver hipertensão durante o acompanhamento em comparação com outras mulheres. A associação foi mais forte entre as mulheres mais jovens e aquelas com menor IMC.

Hipóteses

Existem várias razões possíveis para a associação observada. Uma possível explicação é que, à medida que as pessoas perdem dentes, elas podem mudar suas dietas para alimentos mais macios e processados. Essas mudanças nos padrões alimentares podem estar associadas a um maior risco de hipertensão.
Até o momento no entanto não se detectou um fator objetivo que represente uma associação direta (relação causa e consequência) entre doença periodontal e hipertensão.

Medidas profiláticas

O estudo sugere que mulheres mais velhas na pós-menopausa que estão perdendo os dentes podem representar um grupo com maior risco de desenvolver hipertensão. Como tal, os pesquisadores envolvidos no estudo acreditam que a melhoria da higiene dental entre aquelas em risco de perda dentária, bem como medidas preventivas, como monitoramento mais próximo da pressão arterial, modificação da dieta, atividade física e perda de peso podem reduzir o risco de hipertensão. Os resultados também sugerem que a perda dentária pode servir como um sinal clínico de alerta indicativo para o aumento do risco de hipertensão.

Sinal de alerta

“Essas descobertas sugerem que a perda de dentes pode ser um fator importante no desenvolvimento da hipertensão”, disse o autor sênior do estudo, Jean Wactawski-Wende. “Mais pesquisas podem nos ajudar a determinar os mecanismos subjacentes pelos quais essas duas doenças comuns estão associadas”.

Fonte: ScienceDaily

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Periodontite – nova abordagem de tratamento

Avançam, nos laboratórios da USP em Ribeirão Preto, pesquisas para controle de uma doença comum, mas grave: a periodontite. Enquanto uma equipe da Faculdade de Odontologia (Forp) detém a perda óssea causada pela doença usando um imunossupressor já conhecido do mercado farmacêutico brasileiro, uma outra, com pesquisadores da Forp e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFRP), desenvolve terapias que controlam a inflamação e sangramento da gengiva.

Problema grave de saúde

Ainda incurável e de difícil controle, a doença periodontal é um processo inflamatório que ataca as gengivas (tecidos de proteção) e, depois, os tecidos de sustentação dos dentes (osso alveolar, ligamento periodontal e cemento). A evolução do quadro leva à perda dental e é a principal causa da falta de dentes na população adulta e idosa dos Estados Unidos (75% dos dentes perdidos).

Higiene dental e algo mais

Essa realidade explica os investimentos em pesquisa para o controle de um mal que, em geral, é causado pela falta ou deficiência de higiene bucal. O ideal, segundo Vinicius Pedrazzi, professor da Forp, é manter uso regular de fio/fita dental, escovação rotineira com escova de cerdas macias e um creme dental equilibrado. Mas, somados à higiene, “fatores genéticos; doenças sistêmicas, como o diabetes; maus hábitos, como o tabagismo e o alcoolismo, e o uso de drogas ilícitas, como o crack, também contribuem para a doença periodontal”.

Os principais sintomas da periodontite são: mau hálito, gengivas com aspecto vermelho vivo ou arroxeado, brilhante, que sangram com facilidade, especialmente durante a escovação, sensíveis ao toque, inchadas e com mobilidade dental.

Na forma de gel ou filme, fórmulas inibem a doença

Pedrazzi e seu colega Osvaldo de Freitas, da FCFRP, lideram um grupo de pesquisadores que associaram dois medicamentos já conhecidos no mercado, o metronidazol e o benzoato de metronidazol. Desenvolveram dois diferentes produtos – gel e filme – e os testaram em grupos de pacientes portadores de doença periodontal.

As duas fórmulas se mostraram mais eficientes que o tratamento tradicional, que consiste apenas de raspagem e alisamento radicular (base dos dentes). Mas o uso do filme aumentou o tempo sem o sangramento nas gengivas. “As duas formas farmacêuticas trouxeram resultados favoráveis, mas o da preparação em filme foi ainda mais significativo, já que evitou o sangramento gengival por até seis meses, contra os três meses do gel”, adianta Pedrazzi.

No estudo, foram tratados três grupos de pacientes com doença periodontal. Um, de forma convencional; outro, com o gel composto de metronidazol associado ao benzoato de metronidazol (menos solúvel); e, por último, com um filme, mais rígido e menos plástico, também com o composto associado.

Sem efeitos sistêmicos

A fórmula em gel se apresenta na forma líquida quando armazenada em geladeira. Ao ser aplicada com seringa especial “dentro da bolsa periodontal e em contato com o fluido gengival, em temperatura aproximada de 38ºC, o líquido geleifica (adquire corpo e forma do defeito ósseo dentro da bolsa) e vai sendo bioerodido, ou seja, vai se desfazendo a partir de atividades degradadoras intrabolsa periodontal e dos movimentos mastigatórios, por exemplo. Já o filme, com uma consistência mais rígida e espessura bem diminuta, é recortável para adaptação dentro da bolsa, onde permanece por semanas, até meses, até ser totalmente bioerodido ou removido clinicamente pelo profissional”, conta o professor.

Para as terapias, os pesquisadores utilizaram avançadas tecnologias farmacêuticas que possibilitaram a introdução de compostos químicos intrabolsa periodontal, com liberação modificada de metronidazol e benzoato de metronidazol apenas no local de aplicação. Lembra Pedrazzi que “o objetivo do produto é a liberação no local, sem efeitos sistêmicos e sem depender da cooperação do paciente para atingir o efeito pretendido”, adianta.

As fórmulas foram desenvolvidas no Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento Farmacotécnico (LPDF) da FCFRP. Também participaram do estudo os pesquisadores Maria Paula Peixoto, Maíra Peres Ferreira, Paulo Linares Calefi e Mônica Danielle Ribeiro Bastos.

Controle do sistema imune e da perda óssea

Droga disponível no mercado para tratar artrite reumatoide, o tocilizumabe mostrou-se eficiente para diminuir a perda óssea, principal manifestação da doença periodontal. O remédio atua no sistema imunológico, bloqueando a ação de uma proteína receptora da interleucina 6 (IL6) que é “um dos principais mediadores inflamatórios relacionados à perda óssea periodontal”, comenta Gustavo Apolinário Vieira, pesquisador responsável pelo estudo.

Vieira integra grupo de pesquisa da Forp liderado pelo professor Mario Taba Junior que busca novas formas diagnósticas e terapêuticas para a doença. Nesse trabalho, o objetivo foi testar os efeitos imunoterápicos do tocilizumabe sobre a doença periodontal, já que estudos recentes identificam o sistema imunológico do próprio paciente como responsável por 85% dos danos causados pela periodontite.

O tocilizumabe, conta Vieira, é utilizado atualmente com ótimos resultados na artrite reumatoide e na artrite idiopática juvenil, e que esse é o primeiro estudo que comprova sua efetividade no tratamento da doença periodontal. Mas são resultados ainda experimentais. Os pesquisadores trataram ratos de laboratório com a substância e conseguiram relacionar ao tratamento a recuperação dos animais em diferentes exames.

Perspectivas

Somando os bons resultados obtidos ao fato de tratar-se de um imunossupressor já conhecido, o pesquisador acredita que num futuro próximo a droga possa “ser utilizada juntamente com a terapia básica periodontal, favorecendo os pacientes”.

Os resultados positivos do uso do imunossupressor como coadjuvante no tratamento da doença já estão sendo reconhecidos pela comunidade científica. Uma das pesquisadoras do grupo, a graduanda Ana Carolina Aparecida Rivas, recebeu o prêmio de Melhor Trabalho Científico na Categoria Estudantil ao apresentar o estudo durante o sétimo Congresso da Região Sul-Americana da Associação Internacional de Pesquisa Odontológica, no início de setembro, em Montevidéu, Uruguai.

A pesquisa é parte do projeto de pós-doutorado de Vieira no laboratório do professor Taba Junior, do Departamento de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial e Periodontia da Forp.

Fonte: Jornal da USP
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Proteína tem papel chave no desenvolvimento da periodontite

Os cientistas da Forsyth, juntamente com um colega da Northwestern University, descobriram que a proteína Transgultaminase 2 (TG2) é um componente chave no processo da doença gengival. O TG2 é amplamente distribuído dentro e fora das células humanas. Os cientistas descobriram que o bloqueio de algumas associações de TG2 impede a bactéria Porphyromonas gingivalis (PG) de aderir às células. Esta percepção pode um dia ajudar a levar a novas terapias para prevenir doenças gengivais causadas pelo JP.

Milhões e milhões

A doença periodontal é uma das doenças infecciosas mais comuns. Em suas formas mais severas, como a periodontite, causa a perda do osso que suporta os dentes. Aproximadamente 65 milhões de adultos nos Estados Unidos são afetados por alguma forma da doença. O PG é o principal agente causador da periodontite e também pode estar envolvido no desenvolvimento de doenças sistêmicas, como aterosclerose e artrite reumatoide.

Os achados deste estudo indicam que o TG2 é um mediador chave na infecção por Porphyromonas gingivalis. Nesta pesquisa, a equipe científica examinou o papel crítico que o TG2 desempenha na ativação de Porphyromonas gingivalis para aderir às células. Usando microscópios confocal, aglomerados de TG2 foram encontrados onde a bactéria se ligava às células. Quando a equipe silenciou a expressão de TG2, Porphyromonas gingivalis foi diminuído.

Melhor remédio: Prevenção

“Uma vez estabelecido, o Porphyromonas gingivalis é muito difícil de se livrar”, disse Boisvert. “A bactéria altera as condições no ambiente circundante para garantir o crescimento perfeito; infelizmente, essas alterações, se não tratadas, podem resultar em uma perda de tecido de suporte dos dentes.

Também, como foi recentemente relatado, manipulações de proteínas hospedeiras por PG podem ser envolvido no desenvolvimento de doenças sistêmicas, como aterosclerose e artrite reumatoide. Quanto mais sabemos sobre a relação do PG conosco, o hospedeiro, melhor podemos trabalhar sobre como prevenir a doença e progressão da doença. “Na próxima fase de pesquisa , Boisvert estará examinando camundongos knockout TG2 para testar sua suscetibilidade à infecção por Porphyromonas gingivalis e doença periodontal.

Fonte: Science Daily

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Tratar periodontite melhora condição de pacientes com cirrose hepática

Os tratamentos para as doenças gengivais podem ajudar a reduzir a inflamação e as toxinas no sangue e ainda melhorar a função cognitiva dos pacientes com cirrose hepática. A conclusão consta de um estudo recentemente publicado na revista científica American Journal of Physiology – Gastrointestinal and Liver Physiology.

Já vários estudos tinham demonstrado que os pacientes com cirrose sofrem alterações na microbiota intestinal e salivar, o que pode levar ao desenvolvimento de periodontite e maior risco de complicações relacionadas com a cirrose hepática. Além disso, a comunidade científica já conseguiu demonstrar que os pacientes com cirrose têm níveis de inflamação mais altos em todo o organismo.

Estudo

No âmbito do estudo agora publicado, os pesquisadores contaram com muitos voluntários com cirrose e periodontite que foram divididos em dois grupos: um dos grupos recebeu tratamentos para a periodontite, no caso limpezas dentárias e remoção de placa bacteriana dos dentes e das gengivas; e o outro não recebeu qualquer tipo de tratamento para a periodontite.

Todos os pacientes foram submetidos a análises de sangue e saliva, assim como a testes para medir a função cognitiva, tanto antes como 30 dias depois do tratamento.

Os resultados agora publicados mostram, segundo os pesquisadores,é que “a cavidade oral pode servir de tratamento para reduzir a inflamação e a endotoxemia metabólica em pacientes com cirrose”. Conheça o estudo em detalhe aqui.

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Periodontite e degeneração macular: uma enigmática Conexão

Muitos estudos clínicos ligam a periodontite crônica (PC) a vários distúrbios sistêmicos e, ultimamente, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma das principais causas de perda irreversível da visão em idosos, está associada à doença periodontal.

A chave do problema pode ser um dos principais causadores da periodontite crônica, Porphyromonas gingivalis (Pg), demonstraram capacidade de invadir células epiteliais, fibroblastos e dendríticas.

“Nosso estudo foi desenhado com o objetivo de questionar o papel da Pg e sua infecção por fímbrias das células epiteliais pigmentadas da retina humana e da retina de ratos retro-orbitalmente injetados, revelando assim possíveis ligações moleculares entre a CP e a DMRI”, disse Hyun Hong. Estudante de odontologia de pré-doutorado, Programa de Pesquisa de Verão, Faculdade de Odontologia da Geórgia) e Dr. Pachiappan Arjunan, o pesquisador principal, que dirigiu este estudo (Professor Assistente do Departamento de Periodontia da Faculdade de Odontologia da Geórgia, Universidade de Augusta).

Resultados

Células epiteliais de pigmento retiniano humano foram infectadas com Pg e suas linhagens mutantes isogênicas e genes foram analisados por qPCR.

Os resultados mostraram que as células epiteliais do pigmento retiniano humano ocupam Pg381 e que a qPCR mostra um aumento significativo nos níveis de expressão dos genes, importante na imunossupressão e marcadores de angiogênese / neovascularização em comparação com o controle não infectado.

Certos genes relacionados à regulação do complemento foram regulados positivamente, enquanto outros foram reprimidos. Em um modelo animal, os efeitos relacionados à DMRI nas retinas de camundongos foram induzidos pela injeção de Pg em comparação ao grupo controle.

Conexão estabelecida

O Dr. Arjunan afirma que “Este é o primeiro estudo demonstrando a ligação entre a infecção por patobionte oral e a patogênese da DMRI e que a Pg pode invadir células epiteliais do pigmento da retina humano e elevar os genes relacionados à DMRI que podem ser as moléculas-alvo para ambas as doenças.”

Além disso, estudos sucessivos em andamento no laboratório do Dr. Arjunan em colaboração com o Dr. Christopher W Cutler (Professor e Presidente, Departamento de Periodontia, Colagem Dental da Geórgia, Augusta University), puderam distinguir o papel causal específico da Pg na patogênese da DMRI. A primeira parte deste trabalho será publicada muito em breve, acrescentou.

Este trabalho foi financiado pelo Departamento de Periodontia, da Faculdade de Odontologia da Geórgia, Augusta University e busca apoio adicional de financiamento do National Institutes of Health (NIH) para alcançar o objetivo deste estudo inovador.

Na 47ª Reunião Anual da Associação Americana de Pesquisa Odontológica (AADR), realizada em conjunto com a 42ª Reunião Anual da Associação Canadense de Pesquisa Odontológica (CADR), Hyun Hong, da Faculdade de Odontologia da Geórgia na Universidade Augusta, apresentou um pôster intitulado “Investigando a ligação enigmática entre a inflamação periodontal e a degeneração da retina”.

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Descoberta que pode levar a uma nova forma de tratar a periodontite

Pesquisadores do Reino Unido descobriram que o conjunto de micro-organismos que habitam a saliva humana é amplamente determinada pelas características do ambiente. O estudo, publicado recentemente no mBio®, uma revista de acesso aberto da Sociedade Americana de Microbiologia, mostra que influências ambientais precoces desempenham um papel muito maior do que a genética humana na formação do microbioma salivar – o grupo de organismos que desempenham um papel crucial na saúde bucal de outras partes do organismo humano.

“Está se tornando cada vez mais conhecida a relação existente entre nossos microbiomas e nossa saúde e isso é razão suficiente para se aprofundar no seu estudo, como esses micro-organismos chegaram lá e o papel que desempenham”, diz Adam P. Roberts, professor sênior em quimioterapia antimicrobiana na Escola de Medicina Tropical de Liverpool. Roberts liderou o estudo no UCL Eastman Dental Institute. Liam Shaw, estudante de pós-graduação do UCL Genetics Institute, acrescenta: “A cavidade bucal é naturalmente colonizada por centenas de espécies bacterianas, que impedem os agentes patogênicos externos de estabelecer um ponto de apoio, mas também podem vir a causar doenças orais”.

A equipe de pesquisa queria saber como o microbioma salivar se estabelece e quais são os principais responsáveis pelo mix de bactérias encontrado lá. O colega de Roberts, o imunologista da UCL Andrew M. Smith, teve acesso a um conjunto único de amostras – DNA e saliva de uma família judaica que vivia em vários lares espalhados por quatro cidades em três continentes. Isso permitiu que a equipe calculasse o quanto da variação observada nos microbiomas salivares é devida à genética do hospedeiro e quanto é devido ao meio ambiente.

Como os membros da família são judeus ultraortodoxos, eles compartilham dietas culturais e estilos de vida que controlam muitos fatores aleatórios. Além disso, como o DNA dos membros da família já havia sido sequenciado para o nível de mudanças únicas no código do DNA, a equipe de pesquisa tinha uma medida única e precisa de sua relação genética.

Em seguida, Shaw e a equipe sequenciaram as assinaturas de DNA bacteriano presentes em amostras de saliva de 157 membros da família e 27 controles judaicos não relacionados. Em todas as amostras, eles encontraram o núcleo do microbioma salivar formado por bactérias dos gêneros Streptococcus, Rothia, Neisseria e Prevotella.

Para descobrir o que poderia estar gerando diferenças nas espécies bacterianas, Shaw e a equipe usaram métodos estatísticos adotados da ecologia para determinar quais fatores são os responsáveis pela maior variação. Ao comparar fatores como o domicílio, a cidade, a idade e o parentesco genético, o fator que determinou quem compartilhava os micróbios de saliva mais semelhantes era predominantemente doméstico.

Conclusão

“O que isso nos diz é que o contato e o compartilhamento de micróbios que ocorrem no próprio ambiente local é o que determina as diferenças entre os indivíduos”, diz Shaw.

Cônjuges e pais e filhos menores de 10 anos que moram juntos tinham os microbiomas de saliva mais semelhantes. “O contato nem precisa ser íntimo, como beijar”, diz Roberts. “As mãos dos indivíduos estão cobertas de saliva e estão tocando tudo na casa.” Crianças menores de 10 anos tiveram mais bactérias semelhantes aos seus pais do que crianças mais velhas, talvez refletindo que as crianças mais velhas estão se tornando “indivíduos mais independentes”, diz Roberts.

A equipe também analisou cuidadosamente se o parentesco genético impulsionou a composição do microbioma da saliva. Quando usaram uma medida de parentesco baseada apenas nas relações entre as árvores genealógicas, viram um efeito pequeno, mas estatisticamente significativo. No entanto, quando usaram a informação da sequência genética, uma medida mais precisa do parentesco, o efeito desapareceu. Em outras palavras, a genética de uma pessoa praticamente não desempenhou nenhum papel na formação de seus micróbios salivares.

Este estudo mostra que os ambientes compartilhados durante a educação desempenham um papel importante na determinação de qual comunidade de bactérias é estabelecida. E a partir do conhecimento de que o ambiente compartilhado determina o microbioma, diz Roberts, pode nos dar a capacidade de modulá-lo um dia.

Tratamento da periodontite numa perspectiva futura

Ele aponta para o exemplo da periodontite, uma doença infecciosa incrivelmente comum e frequentemente debilitante associada a um microbioma alterado. “Uma vez que conhecidos os membros do microbioma que são responsáveis pela saúde, nosso comportamento cotidiano pode mudar para mudar nosso microbioma favoravelmente.”

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Pacientes asmáticos têm maior chance de sofrer de doença periodontal

Pacientes asmáticos têm maior chance de sofrer de doença periodontal

Os pacientes que sofrem de asma têm maiores probabilidades de vir a sofrer de doenças da gengivais, revela um estudo recentemente publicado na revista científica Journal of Periodontology.

O estudo agora publicado faz a revisão científica de 21 estudos publicados sobre o tema entre 1979 e 2017 e analisa a relação entre a asma e as doenças bucaIS, confirmando que as pessoas que sofrem de asma têm 18,8% maior probabilidade de sofrer de periodontite.

Nigel Carter, CEO da Oral Health Foundation do Reino Unido, comenta que “sabemos há algum tempo que existe uma relação próxima entre as doenças bucais e as doenças sistêmicas, como as doenças cardíacas e o diabetes. Este estudo é muito significativo já que pode ajudar milhões de pacientes com asma a lidarem com outros problemas de saúde significativos”.

Amostragem representativa

A pesquisa envolveu cerca 120 mil indivíduos e conseguiu demonstrar que os pacientes com asma têm maiores chances de padecer de doenças da gengiva do que aqueles que não possuem a doença.

Esta não é a primeira vez que as doenças gengivais se mostram associadas a outras patologias, tendo já sido identificadas relações diretas com doenças como patologias cardíacas, diabetes e doença pulmonar obstrutiva crônica.

Estudos como este corroboram ainda mais a importância que a Odontologia e em particular os profissionais dentistas têm no contexto da saúde das pessoas. O organismo humano é uma coleção de diferentes sistemas, mas todos intimamente ligados.

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Identificadas sequências de DNA ligadas à Periodontite

Identificadas sequências de DNA ligadas à Periodontite

Uma rede internacional de pesquisadores, liderada por cientistas da Faculdade de Medicina Charité, em Berlim (Alemanha), identificou variações de sequências de DNA que estão claramente associadas ao risco aumentado para o desenvolviment de diferentes tipos de doença periodontal.

Em dois segmentos genéticos, pelo menos, a equipe descobriu uma associação significativa com a doença. Num estudo de associação do genoma, o grupo liderado pelo Prof. Arne Schäfer, do Instituto de Ciências Dentárias e Cranofaciais de Charité, investigou a relação entre as diferenças de informação genética nas sequências e a incidência da doença em milhares de pacientes com periodontite crônica e severa.

Metodologia empregada

Os resultados foram comparados com os obtidos com indivíduos saudáveis. “Este tipo de estudo é muito sistemático por natureza. Visa identificar os genes que têm um efeito no risco que a pessoa tem de vir a desenvolver determinada doença”, explicou Schäfer. Milhões de variantes de sequências de DNA, distribuídas ao longo do genoma e que descrevem a maior parte da informação genética de uma pessoa, foram examinadas em vários grupos de pacientes. “As variações na sequência de DNA podem interferir no risco de vir a desenvolver uma determinada patologia. Ao comparar a frequência de variantes em pacientes e no grupo de controle (saudável), é possível descobrir que áreas do cromossoma estão associadas à doença”, acrescentou.

Descobertas

Os cientistas descobriram duas regiões de genes que parecem estar associadas ao risco acrescido de desenvolver tipos diferentes de periodontite. Uma das duas regiões é responsável pela síntese de alfa-defensins (peptídeos antimicrobianos), que são produzidos por células imunitárias especializadas. Estas células imunitárias – neutrófilos – integram a resposta imune e participam na identificação e destruição de micro-organismos. A segunda região de genes inibe a ativação destas células imunes.

Conclusões

“Os nossos resultados demonstram que os diferentes tipos de doença periodontal têm uma origem genética comum”, afirmou Schäfer. E sublinhou: “Isto significa que existem grupos de pacientes suscetíveis ao desenvolvimento da doença periodontal, mas cuja suscetibilidade é independente de outros fatores de risco, como o tabagismo, a higiene oral ou o envelhecimento”. A nível mundial, estima-se que a prevalência da doença periodontal severa esteja por volta dos 11%. A doença é considerada complexa porque a suscetibilidade individual é determinada pela interação entre o microbiota oral e o sistema imunitário, tabagismo e a dieta, bem como por distúrbios metabólicos como a diabetes mellitus. A resposta do corpo a estes fatores é influenciada, em grande medida, pelas características genéticas do indivíduo.

A genética e o genoma humano desempenham um importante papel não apenas na medicina, mas como vemos, igualmente no âmbito da odontologia.

O estudo, intitulado “A genome-wide association study identifies nucleotide variants at SIGLEC5 and DEFA1A3 as risk loci for periodontitis”, foi publicado na edição de julho de Human Molecular Genetics journal.

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Relação entre periodontite e câncer de mama

Dando continuidade a nossa série de artigos sobre o universo da saúde da mulher neste Outubro Rosa, hoje abordamos a ligação entre a periodontite e o o câncer de mama.

Durante os últimos anos, diferentes estudos estão mostrando relações significativas entre a periodontite e doenças como diabetes, acidentes vasculares cerebrais, problemas cardíacos e câncer de boca, esôfago, cabeça e pescoço, ou câncer de pâncreas. E agora um novo estudo mostra que há ligação entre a periodontite e o câncer de mama.

Pesquisadores da Universidade de Buffalo (EUA) descobriram que a doença periodontal está associada com um maior risco de câncer de mama em mulheres na menopausa, especialmente aquelas que são ou foram fumantes. Os resultados foram publicados na revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

Amostragem da pesquisa

Os pesquisadores acompanharam mais de 73 mil mulheres – na menopausa – que não tinham câncer de mama identificado. Destas, um pouco mais de 1/4 tinham uma doença periodontal, cuja incidência variou se a mulher era fumante ou não. Após uma média de acompanhamento de 6,7 anos, 2.124 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama. Ao cruzarem os dados, os pesquisadores identificaram um risco maior na ordem de 14% para mulheres que tiveram doença periodontal.

O estudo também mostrou que entre as mulheres que haviam parado de fumar nos últimos 20 anos e que sofriam de doença periodontal, o risco destes tumores foi 36% superior, enquanto que aqueles que fumavam na época do estudo o risco foi 32% mais elevado se tiveram a doença da gengiva, embora a associação não se demonstrasse estatisticamente significativa. Os pesquisadores ressaltaram que novos estudos, mais amplos, devem ser realizados.

Bactérias – inflamações – câncer mamário

“Nós sabemos que as bactérias da boca dos fumantes ou ex-fumantes que abandonaram recentemente o cigarro são diferentes daqueles de não-fumantes” reconhece Jo L. Freudenheim, autor da pesquisa, de modo que o aumento do risco de câncer de mama pode ser porque esses micro-organismos entram no corpo por estas inflamações e vir a afetar as mamas.

A este respeito, disse ao jornal espanhol ABC, Nuria Vallcorba Plana, da Clínica Vallcorba em Barcelona, que doenças periodontais são caracterizadas pela inflamação crônica das gengivas causadas por bactérias orais, o que resulta na destruição dos tecidos circundantes que suportam os dentes. “A ligação da doença da gengiva com doença sistêmica pode estar relacionada com a passagem de bactérias para o sangue e, especialmente, com a inflamação que ocorre, o qual atua em todo o corpo, devido à liberação dos chamados mediadores da inflamação”, o que pode vir a comprometer o tecido mamário.​

Estudos como este demonstram a dimensão e a importância cada vez maior que a odontologia, os cuidados odontológicos e visitas periódicas ao dentista podem impactar na saúde do corpo e na prevenção de uma das mais temidas patologias dos nossos dias, o câncer.

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Periodontite em mulheres pós-menopausa aumenta o risco de câncer

Novos achados em estudo indicam que mulheres após a menopausa com uma história de doença periodontal são mais propensas a desenvolver câncer. A análise de dados a partir de 65,869 mulheres com idades compreendidas entre os 54 e 86 anos, mulheres que haviam relatado um diagnóstico de doença periodontal tiveram um risco 14% maior de desenvolver qualquer tipo de câncer.

O estudo é um dos primeiros a se concentrar em um grupo etário mais velho para examinar a doença periodontal como um fator de risco para câncer. “Nosso estudo era suficientemente grande e suficientemente pormenorizado para analisar não apenas o risco global de câncer entre as mulheres mais velhas com doença periodontal, mas também para fornecer informações úteis sobre um número de cânceres em websites específicos,” explicou o Professor Jean Wactawski-Wende, autor sênior do estudo e também decano da Escola de Saúde Pública e Profissões da Área da Saúde da Universidade de Buffalo.

Globalmente, 7,149 casos de câncer foram identificados no grupo de estudo, a maioria dos quais foram câncer de mama (2.416 casos). Tomando como exemplo diferentes tipos de cânceres, uma associação significativa com a doença periodontal foi encontrada para o câncer de pulmão, câncer de vesícula biliar, melanoma (câncer de pele) e câncer de mama. Uma fraca associação também foi encontrada para o câncer do estômago.

O câncer com maior risco de desenvolvimento

O maior risco associado com doença periodontal foi encontrado para o câncer de esôfago. Mulheres com periodontite têm mais do que três vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de esôfago comparadas às mulheres sem essa condição de saúde oral. Embora as razões subjacentes para a ligação não estejam completamente esclarecidas, Wactawski-Wende fundamenta que: “O esôfago está em estreita proximidade com a cavidade oral e assim mais facilmente patógenos periodontais podem obter acesso e infectar a mucosa esofágica e promover o risco de câncer no local”.

Uma nova descoberta foi a relação entre periodontite e câncer da vesícula biliar. A autora líder Dra. Ngozi Nwizu, que trabalhou na pesquisa enquanto concluía sua residência em patologia oral e maxilo-facial na UB’s School of Dental Medicine, disse: “Inflamação crônica também tem sido implicada no câncer de vesícula biliar, mas não houve dados sobre a associação entre doença periodontal e risco da vesícula biliar. Nosso estudo é o primeiro a apresentar um relatório sobre essa associação”.

Conclusões

De acordo com os pesquisadores, as conclusões para este determinado grupo etário oferecem uma janela para a doença em uma população que continua a aumentar à medida em que as pessoas vivem mais. “Os idosos são mais afetados desproporcionalmente pela doença periodontal que outros grupos etários e para a maioria dos tipos de câncer, o processo de carcinogênese normalmente ocorre ao longo de muitos anos”, disse Nwizu. “Assim os efeitos adversos da doença periodontal são mais susceptíveis de serem vistos em mulheres após a menopausa, simplesmente devido a sua idade”.

O estudo intitulado “Doença periodontal e risco de incidente de câncer entre mulheres na pós menopausa: Resultados da iniciativa de saúde da mulher coorte observacional”, foi publicado em 1 de agosto em Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention.

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