periodontite

Tratamento de periodontite – diretrizes baseadas em evidências

periodontite

As primeiras diretrizes internacionais de tratamento com base em evidências para periodontite – que afeta 50% de todos os adultos – foram publicadas recentemente no Journal of Clinical Periodontology.

Esta é a publicação oficial da European Federation of Periodontology (EFP).

Periodontite – atinge 50% dos adultos

A periodontite, frequentemente chamada de doença gengival, afeta cerca de metade de todos os adultos. A periodontite grave é a sexta doença mais comum em todo o mundo. Periodontites causam inflamação das gengivas, que ficam vermelhas, inchadas e podem sangrar durante a escovação.
Esta é a resposta imunológica do corpo às bactérias que se acumularam nos dentes.
Se não for tratada, a inflamação se espalha para o ligamento e osso que sustenta os dentes, causando afrouxamento e perda dos dentes.

A periodontite é uma condição devastadora que leva não apenas a dor e irritação nas gengivas.
Também leva a problemas de mastigação, mudanças desagradáveis no comprimento e na posição dos dentes.

Detecção precoce – caminho rápido de cura

E também acarreta baixa autoestima, afastamento de atividades sociais e um risco aumentado de outras condições inflamatórias, incluindo diabetes.
Essas diretrizes descrevem como lidar com essa doença. A periodontite uma vez detectada em seus estágios iniciais tem tratamento direto e as consequências são mínimas.

Periodontite – etapas fundamentais da terapia

Quatro etapas sequenciais para a terapia são recomendadas:

1. Uma boa higiene oral e um estilo de vida saudável para reduzir a inflamação são a base para uma resposta ideal ao tratamento. E também controle a longo prazo da doença.

Essa etapa também inclui a remoção profissional de bactérias (placa bacteriana e tártaro) das partes dos dentes visíveis acima das linhas da gengiva.

2. Limpeza profissional completa das superfícies radiculares abaixo da linha da gengiva e terapias adicionais, se necessário.

3. Tratamentos mais complexos, como cirurgia, podem ser necessários em alguns (não todos) pacientes.

4. Cuidados de suporte de longo prazo para prevenir recaídas, com estilos de vida saudáveis, boa higiene oral e exames gerais com limpeza.

As etapas se sobrepõem e uma boa higiene bucal é essencial em todo o processo.

A limpeza profissional só é eficaz se os pacientes já mantém uma boa higiene bucal.
A cirurgia não é recomendada para pessoas com higiene bucal deficiente.

Doença gengival – O que pode ajudar ou agravar

Um estilo de vida saudável é crucial.
A periodontite é uma doença inflamatória crônica e as condições que aumentam a inflamação no corpo a pioram.

Por exemplo, obesidade, tabagismo e a glicose sanguínea fora de controle (diabetes) tendem a agravar o problema.
Boa nutrição e atividade física podem combater a inflamação.

A doença gengival é causada por um acúmulo de bactérias orais.
Esse acúmulo desencadeia uma resposta imunológica prejudicial em vez de protetora.

O avanço desse processo destrói o osso que sustenta os dentes.
A reação imunológica mal direcionada é em parte herdada geneticamente.

Em grande parte, porém, é impulsionada por hábitos como fumar e elevada ingestão de açúcar refinado.
Isso tudo associado a hábitos de higiene bucal ruim agrava a condição.

O sucesso sustentável a longo prazo requer a melhoria da higiene bucal e dos hábitos de vida.
Raramente há necessidade de medicamentos específicos, como antibióticos.

Elementos motivadores

Um poderoso motivador para melhorar a higiene bucal é apresentar aos pacientes (evidências) visuais de sua periodontite.
Por exemplo, um raio-X de seus dentes, explicando por que eles são suscetíveis e o que pode se pode fazer.

Após o tratamento bem-sucedido, os pacientes que assumem o controle de sua saúde bucal e estilo de vida podem interromper a doença gengival mantendo a integridade de seus dentes por toda a vida.

Qual o objetivo principal da terapia?

O principal objetivo da terapia é prevenir a perda dentária.
Qualidade de vida é outra meta, o que significa ter dentes confortáveis para usar (ou seja, não muito instáveis), comer sem dor e melhorar a aparência.

O tratamento bem-sucedido transforma a vida das pessoas: elas ficam mais confiantes, sorriem e saem mais.
Também melhora a saúde geral, impedindo que as bactérias orais entrem no sangue e assim aumentem os níveis de inflamação em todo o corpo. O que comprovadamente afeta de forma negativa outras condições, como o diabetes.

O que você pode fazer para prevenir uma doença gengival

  • Escovar os dentes de forma adequada após as refeições usando uma escova de dentes manual ou elétrica;
  • Limpar entre os dentes diariamente usando uma escova interdental (ou fio dental se as lacunas forem muito apertadas);
  • Enxaguantes bucais ou cremes dentais específicos podem ser usados além da limpeza para reduzir a inflamação. Ambos, preferencialmente, indicados pelo seu dentista;
  • Não fumar, manter um peso saudável, ter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, reduzir o estresse;
  • Se você tem diabetes, controlar o nível açúcar no sangue.

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Fonte: European Federation of Periodontology
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Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

periodontite e COVID-19

Uma importante pesquisa, conduzida pelo cirurgião-dentista Dr. Shervin Molayem, foi publicada recentemente no California Dental Association Journal.

O novo estudo associa a periodontite e COVID-19. Essa pesquisa sugere que o vírus é mais grave na presença de inflamação causada pela doença gengival.

As bactérias nas gengivas percorrem o corpo e espalham a proteína IL-6, uma substância inflamatória prejudicial.
Altos níveis de IL-6 são preditores de insuficiência respiratória – apresentando um risco 22 vezes maior de complicações respiratórias.

Maior taxa de mortalidade

Como resultado, os pesquisadores estão reforçando a importância de uma melhor triagem periodontal e tratamento para ajudar a combater a propagação do vírus.

A má higiene bucal ligada à periodontite e COVID-19 tem grande impacto nas infecções respiratórias geradas pelo Coronavírus.
As intervenções periodontais são importantes para reduzir a carga de bactérias bucais e potencialmente diminuir a inflamação sistêmica.

A periodontite é um risco para outras condições de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes. Essas patologias também estão relacionadas a taxas mais elevadas de mortalidade da COVID-19.

Uma boa higiene bucal nunca foi tão importante.
A placa bacteriana pode abrigar patógenos respiratórios e periodontais. Esses agentes podem atingir a circulação sistêmica e invadir as células hospedeiras.

Manter a carga de bactérias bucais o mais baixa possível pode reduzir o risco de aspiração para o trato respiratório.

Além disso, os pacientes devem ser encorajados a escovar os dentes sempre após a ingestão de alimentos com creme dental fluoretado. A realização da limpeza interproximal também é recomendável que seja feita.

Periodontite e Covid-19 – descobertas do estudo

  • COVID-19 pode desregular a resposta imune do hospedeiro e aumentar IL-6;
  • As doenças bucais – especialmente a periodontite – podem contribuir para uma resposta inflamatória sistêmica;
  • Bactérias orais podem afetar a função dos pulmões, aumentando o risco de pneumonia e complicações pulmonares potencialmente relacionadas à COVID-19;
  • As intervenções de higiene bucal, bem como o tratamento periodontal e dentário, podem diminuir a carga de bactérias bucais.

Existem poucos estudos acerca desse tópico. No entanto, a higiene bucal adequada e as intervenções periodontais não devem ser subestimadas para minimizar as complicações graves da COVID-19.

A importância do Dentista na prevenção de quadros agravados de COVID-19

O papel do dentista sempre foi vital na prevenção de doenças odontológicas. A cárie dentária é um exemplo básico dessa relevância.
Mas, o mais importante, o dentista é o profissional da saúde capaz de diagnosticar e tratar as doenças gengivais, que possuem um componente inflamatório importante com potencial de causar uma série de outros problemas de saúde.

Sabemos que comorbidades como diabetes e doenças cardíacas podem agravar quadros de COVID-19. As evidências científicas falam por si. Agora sabemos que a periodontite e COVID-19 tem relação.
E que o risco para estados mais graves dessa nova doença se equivalem na mesma proporção para quadros de periodontite.
Assim, pode-se afirmar que doenças periodontais são fatores de risco agravado para COVID-19 semelhantemente aquele ligado ao diabetes e doenças cardíacas.
O dentista tem um papel fundamental na prevenção do desenvolvimento de sintomas graves de infecção por COVID19.

Os processos inflamatórios causados ​​por doenças gengivais têm um efeito indireto nos pulmões, o que exacerba os sintomas do COVID-19.
Tudo isso pode ser evitado removendo as bactérias das placas existentes.

Neste contexto, a educação sobre higiene bucal é essencial. Importante salientar que dicas e conselhos devem ser adaptados a cada paciente de acordo com as peculiaridades de cada um.

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Fontes: Journal of California Dental Association, frontiers
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A cura da doença inflamatória intestinal pode depender da saúde bucal?

doença inflamatória intestinal

A doença inflamatória intestinal representa um conjunto de patologias graves e, infelizmente, cada vez mais comum nos dias atuais.

Muitas pessoas costumam adiar suas visitas regulares ao dentista. As consequências disso podem ir além das cáries e tratamentos de canal. De doenças cardíacas a diabetes, a saúde bucal ruim é frequentemente um reflexo da saúde geral de uma pessoa e pode até ser a causa de doenças sistêmicas. É o que pesquisas recentes têm demonstrado.

Um novo estudo revela que a doença inflamatória intestinal pode ser a mais recente condição agravada pela falta de saúde bucal.
A doença inflamatória intestinal inclui a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Nos EUA estima-se um total de 3 milhões de portadores dessas doenças.

Microbioma intestinal

O microbioma intestinal representa a coleção de bactérias que normalmente estão presentes no intestino há anos.
Trabalhos científicos observam um elo entre o crescimento excessivo de espécies bacterianas estranhas ao meio nos intestinos de pessoas com Doença inflamatória intestinal.
Bactérias essas que via de regra são encontradas na boca.

Daí surge uma pergunta:

Qual doença bucal afeta a doença inflamatória intestinal?

O novo estudo em ratos, publicado na Cell, mostra duas vias pelas quais as bactérias bucais parecem agravar a inflamação intestinal.

Na primeira via, a periodontite, leva a um desequilíbrio no microbioma saudável normal encontrado na boca. Por consequência há um aumento de bactérias causadoras de inflamação. Essas bactérias acabam migrando para o intestino onde irão agravar quadros de doença inflamatória intestinal.

Papel das bactérias bucais na doença inflamatória intestinal

Por si só as bactérias bucais podem não ser suficientes para dar início a um quadro de inflamação intestinal.
Os pesquisadores demonstraram que as bactérias bucais podem agravar a inflamação intestinal. Isso foi observado pelas alterações do microbioma em ratos com cólon inflamado.

O microbioma intestinal normal resiste à colonização por bactérias exógenas ou estrangeiras.
No entanto, algo inesperado foi observado em camundongos com Doença inflamatória intestinal.
As bactérias intestinais saudáveis são afetadas negativamente por aquelas oriundas da boca.
O prejuízo causado às bactérias intestinais saudáveis acaba agravando o quadro de doença inflamatória intestinal.

Os pesquisadores descobriram que os ratos com inflamação bucal e intestinal aumentaram significativamente a perda de peso e maior atividade da doença.

Efeito nocivo da Periodontite – a segunda via

Na segunda via proposta, a periodontite ativa as células T do sistema imunológico na boca. Essas células T da boca viajam para o intestino, onde também exacerbam a inflamação.

O microbioma normal do intestino é mantido em equilíbrio pela ação das células T inflamatórias e reguladoras, ajustadas para tolerar as bactérias residentes.

Mas, a inflamação bucal gera principalmente células T inflamatórias que migram para o intestino, onde, fora do ambiente normal, acabam desencadeando a resposta imune do intestino. E isso tudo acaba agravando a doença.

Essa exacerbação da inflamação intestinal causada por organismos orais que migram para o intestino tem ramificações importantes.

Concluindo

Essas constatações enfatizam aos pacientes a necessidade crítica de cuidar da saúde bucal como parte da saúde e bem-estar total do corpo.

O estudo tem implicações para novos tratamentos para a Doença inflamatória intestinal.
Parte desse tratamento, implica na adoção de boas práticas de higiene bucal e idas regulares ao dentista. O tratamento das doenças gengivais, em especial a periodontite, é fundamental e não pode ser relevado por especialistas e pacientes.

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Fonte: Cell
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Atividade física e saúde bucal: qual a relação?

Atividade física e saúde bucal: qual a relação?

atividade física e saúde bucal

A atividade física traz inúmeros benefícios à saúde. Tem a capacidade de reduzir o risco de doenças cardíacas, obesidade, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.
A novidade é que a atividade física e saúde bucal também tem uma relação próxima.

Um estudo recentemente publicado no Journal of Dentistry mostrou que a atividade física regular pode melhorar a saúde periodontal.

O estudo demonstrou que as pessoas que se exercitavam regularmente tinham uma probabilidade 54% menor de desenvolver periodontite. Isso em comparação com aquelas que levavam vidas sedentárias.
O The National Health and Nutrition Examination Survey revelou que pessoas que se exercitavam três vezes por semana também podem obter benefícios.
Isso representa uma probabilidade 33% menor para o desenvolvimento de periodontite.

Índice de massa corporal e saúde bucal

Existe uma ligação entre o Índice de Massa Corporal (IMC) dos indivíduos e sua saúde bucal.

Um estudo publicado no Journal of Periodontology observou que pessoas que mantêm um peso normal e praticam atividade física apresentaram uma probabilidade 40% menor de ter periodontite.

Verificou-se que outras práticas também proporcionaram benefícios à saúde.
Hábitos como a adoção de uma dieta saudável ao estilo mediterrâneo, com baixo teor de açúcar refinado e alto teor de fibras, frutas, vegetais e gorduras saudáveis.

Atividade física: como iniciar

A quantidade recomendada de exercícios para melhorar a saúde bucal varia de acordo com a idade.
Para a maioria dos adultos saudáveis, o que se recomenda são cerca de 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de exercício cardiovascular vigoroso por semana.

O treinamento de força também é fundamental pelo menos duas vezes por semana para os principais grupos musculares.

As pessoas que estão começando devem fazê-lo aos poucos, e aumentando os tempos e as intensidades dos exercícios à medida que progridem.

Aqueles que levantam pesos devem fazê-lo usando um treino aprovado pelo instrutor.
Algumas dores podem surgir como consequência do início dos treinos. Isso acontece devido ao acúmulo de ácido lático.
Sessões de alongamento e aquecimento antes dos exercícios são fundamentais.

Atividade física e saúde bucal, e vice-versa

Sabemos que a atividade física pode trazer benefícios à saúde bucal. E a recíproca, será verdadeira?

Sim. E essa é uma ótima notícia.
Significa que cuidar dos dentes ajuda na proteção da saúde do corpo, especialmente o coração. Isso porque esse órgão se mantém ativo e em forma.

Escovar os dentes regularmente está associado a um menor risco de fibrilação atrial e insuficiência cardíaca. Essa é a conclusão de um estudo recente da
Sociedade Europeia de Cardiologia.
A explicação é que a escovação frequente reduz a quantidade de bactérias que vivem nas bolsas entre os dentes e as gengivas.
Isso mantém as bactérias afastadas da corrente sanguínea.

Atividade física e saúde bucal, mas sem exageros

Apesar dos benefícios que o exercício pode proporcionar, treinos exaustivos podem trazer problemas à saúde bucal.
Dentre esses problemas estão as cáries decorrentes da erosão do esmalte. A principal causa associada à erosão do esmalte são a ingestão de bebidas esportivas ácidas e o ato de respirar com a boca aberta durante o exercício.
Esses são dados obtidos de um estudo escandinavo.

Resumindo

A atividade física de forma geral traz benefícios à saúde bucal. Especialmente à saúde das gengivas.
O excesso de exercício pode, no entanto, corroer o esmalte dental.
Trocar bebidas ácidas por outras, e respirar pelo nariz a maior parte do tempo são medidas simples que podem evitar os problemas anteriormente descritos. A atividade física é uma prática com muitos benefícios, especialmente para aqueles na terceira idade.

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Fontes: Journal of Periodontology, Mayo Clinic, Dental News, Science Daily, Journal of Dentistry

 

 

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O protetor bucal que detecta sinais de cárie e periodontite

O protetor bucal que detecta sinais de cárie e periodontite

protetor bucal

A novidade que trazemos hoje é um protetor bucal que auxilia na detecção dos primeiros sinais de cárie e periodontite. Isso de acordo com uma equipe de pesquisadores chineses que trabalham no desenvolvimento do produto.

O estudo, “Um protetor bucal fluorescente transparente e vestível para visualização de alta sensibilidade e localização precisa de locais de lesões dentárias ocultas. Esse artigo está publicado no Advanced Materials.

Protetor bucal com material inovador

O dispositivo é feito de um material nanocompósito. Esse material reage com os compostos de enxofre liberados por patógenos causadores do mau hálito bucal.
Esses compostos agem como indicadores de decomposição de matéria orgânica ou compostos proteicos. Dessa forma podem sinalizar a presença de lesões.

O dispositivo é fabricado com um óxido de zinco-poli (dimetilsiloxano).
Recomenda-se a permanência do protetor bucal na boca por um período sete horas.
Observa-se a diminuição da fluorescência nas áreas onde estão sendo liberados compostos voláteis de enxofre.
Ou seja, regiões que apresentam indícios precoces de cárie.

Preço e lançamento

Devido ao baixo custo, estabilidade a longo prazo e boa adesão do paciente, esse protetor bucal é adequado para produção em larga escala.

Irá possibilitar uma triagem amplamente aplicável, preliminar e precisa, das lesões dentárias antes da rotina de exames de rotina propriamente ditos
O objetivo é torná-lo um instrumento para triagem preliminar antes das consultas odontológicas.
A intenção do grupo é realizar o lançamento do produto já no ano que vem.

Uso de protetor bucal no tratamento do Bruxismo

A maioria dos casos de bruxismo pode ser facilmente tratada usando um protetor bucal enquanto a pessoa dorme.

Os protetores noturnos também bucais são conhecidos também como goteiras, placas noturnas de mordida ou talas de mordida.

O protetor bucal agem se colocando como uma barreira entre os dentes. Quando você a pessoa aperta a mandíbula, o protetor bucal ajuda a aliviar a tensão e a amortecer os músculos da mandíbula.

Este amortecimento não só ajuda a prevenir dores no rosto e na mandíbula, mas também protege o esmalte dos dentes.

Como já informamos aqui no blog Dentalis, o bruxismo também pode agravar a doença periodontal.

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Fonte: Advanced Materials
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Obesidade e periodontite – uma estranha conexão

A obesidade e periodontite estão entre as doenças não transmissíveis mais comuns nos Estados Unidos.

Estudos epidemiológicos mostram que essas condições crônicas podem estar relacionadas.
Este novo estudo explora o efeito da obesidade no cuidado periodontal não cirúrgico. Avalia possíveis caminhos que podem comprovar a conexão entre a obesidade e periodontite.

Obesidade e periodontite – não é uma simples relação de causa efeito

A conexão entre obesidade e periodontite não é uma simples de causa e efeito.
O que as aproxima e ao mesmo tempo conecta é o que ambas têm em comum: inflamação.

Pela análise de uma infinidade de estudos existentes, os pesquisadores descobriram algo muito interessante. Eles verificaram a existência de uma relação muito curiosa.
Os dados que mostram o aumento do índice de massa corporal, a circunferência da cintura e a porcentagem de gordura corporal se mostram associados a um risco aumentado para o desenvolvimento de periodontite.
A maioria dos estudos até então analisou dados de subconjuntos populacionais em um determinado momento. Ao invés de estudar a mesma população por um período mais longo de tempo.

Mudanças químicas no corpo – efeitos sobre o metabolismo

Eles concluíram que mudanças na química do corpo afetam o metabolismo, o que, por sua vez, causa inflamação.
Condição presente na obesidade e periodontite.

A periodontite ocorre em pacientes mais suscetíveis à inflamação. Pacientes esses que também se mostram mais suscetíveis à obesidade.

São conhecimentos novos que podem guiar os profissionais de saúde ao planejarem tratamentos para pacientes que sofrem de obesidade e / ou periodontite.

Saúde do corpo e saúde bucal

Os dentistas precisam estar cientes da complexidade desta nova relação entre obesidade e periodontite.
É importante na abordagem e aconselhamento dos pacientes sobre a importância de um peso corporal adequado e a prática de uma boa higiene bucal.

Hipótese importante que precisa ser validada

Do ponto de vista clínico, será que se você tratar um dos problemas, isso poderá impactar o outro? Essa é a grande questão.

Por exemplo, se tratarmos a obesidade com sucesso, isso afetará a periodontite a ponto de ter relevância clínica em comparação à população controle?

São ainda poucos os ensaios clínicos que nos permita responder essa pergunta. Como tudo em ciência, são necessárias mais pesquisas sobre a relação entre obesidade e periodontite. Neste momento, existem evidências ainda limitadas para recomendar mudanças no planejamento do tratamento odontológico.

É uma questão que ainda permanece no terreno das suspeitas, mas que nos leva a pensar.

O simples fato de tratar a obesidade trará prognósticos favoráveis à saúde individual. Agora o quanto isso irá afetar a saúde bucal, e em particular a condição da periodontite é algo que carece de maior investigação.

obesidade e periodontite

Obesidade complica a saúde bucal

Existem estudos mostrando que indivíduos afetados pela obesidade têm mais problemas de saúde bucal do que outros em geral.

Os resultados publicados indicam que esses pacientes com necessidades especiais têm níveis mais altos de cárie dentária, mais dentes ausentes e menos restaurações dentárias necessárias.

Sabe-se que os indivíduos afetados pela obesidade visitam um dentista com menos frequência, têm mais dificuldades para acessar atendimento odontológico regularmente e provavelmente só procuram um dentista quando surge um problema.

Pacientes obesos tendem a ter mais problemas de cáries dentárias. Condição essa que é agravada pelo uso continuado de medicamentos que podem causar xerostomia (boca seca). Dietas inadequadas – lanches rápidos, doces e refrigerantes, afetam a saúde bucal. E o refluxo gastroesofágico, associado a vômitos frequentes e má higiene dental, podem causar um verdadeiro desastre à saúde bucal.

Cada paciente deve tomar consciência da natureza complexa das doenças odontológicas e de como elas progridem silenciosamente.

Prevenção e reconhecimento precoce são o melhor método para proteger e preservar a boa saúde bucal. Ter uma boa saúde bucal é essencial para a sua saúde geral.

Melhorando a saúde bucal para obesos – o que se pode fazer

Quebrar o ciclo da má higiene bucal, da erosão e desmineralização requer orientação e cuidados regulares da sua equipe de saúde bucal.
O dentista pode criar uma estratégia de atendimento preventivo adaptada às necessidades individuais.

Uma estratégia sólida baseada nas evidências mais atuais deve abordar cinco intervenções:

  1. Modificação da dieta alimentar;
  2. Hidratação e lubrificação da cavidade bucal;
  3. Neutralização do ataque ácido bucal;
  4. Remineralização das superfícies dentais danificadas;
  5. Desinfecção da boca.

1. Modificação na dieta alimentar

Recomenda-se uma dieta rica em sementes, nozes, soja, frutos do mar e espinafre.
Isso elimina as bactérias produtoras de decomposição e reduz os níveis de acidez na boca.
Reduzir os alimentos ácidos (pães, massas, cereais refinados, café, chocolate, sucos de frutas, vinho) e refrigerantes com gás (refrigerantes e bebidas esportivas).
Aumente a ingestão de queijos e laticínios para fornecer cálcio e fósforo necessários para a remineralização dentária e neutralizar alimentos ácidos.
O controle da azia e refluxo ácido são altamente recomendáveis.

2. Hidratação e lubrificação

É importante aumentar o consumo de água da torneira fluoretada. A água engarrafada é acidificada para aumentar a vida útil e normalmente não possui flúor.
Sabe-se que os produtos adoçados com xilitol reduzem a placa dental, mas a dieta deve incluir 6 a 10 gramas de adoçante por dia para demonstrar a atividade anticárie.

Mastigar chiclete de xilitol ou balas de xilitol de dissolução lenta três vezes por dia fornece o benefício máximo enquanto estimula o fluxo natural de saliva.

Deve-se ter cuidado ao aumentar o uso de adoçantes de poliol (xilitol, sorbitol, manitol, maltitol).

Pacientes bariátricos relataram diarreia osmótica como efeito colateral se esses substitutos do açúcar forem ingeridos em grande quantidade.

3. Neutralização

Para combater os desequilíbrios ácidos, uma boa estratégia é aumentar o pH da boca com bicarbonato de sódio ao menos duas vezes ao dia.

Mergulhe a escova de dentes úmida e cubra-a com bicarbonato de sódio para um tratamento neutralizante rápido é uma possibilidade. Outra opção é bochechar uma solução de bicarbonato de sódio umas quatro a cinco vezes ao dia.

A mudança para um creme dental com bicarbonato de sódio é uma alternativa, mas produz menos efeito tampão.
Existem outros agentes tamponantes comerciais disponíveis na forma de enxaguatórios e pastilhas. Mas o bicarbonato de sódio padrão direto da caixa é ótimo para se contrapor às bactérias orais e é um composto tamponante altamente eficaz e barato.

4. Remineralização

A terapia com flúor tem sido a base para a mineralização dental profissional desde a década de 1940.
Esse elemento aprimora a remineralização, formando um verniz de baixa solubilidade na superfície do dente. Isso inibe as vias metabólicas bacterianas, difundindo-se para as células onde impede a reprodução dos germes.

Pastas, géis, lavagens e vernizes especializados com alto teor de fluoreto são frequentemente dispensados ou prescritos pela equipe odontológica quando um problema agressivo de desmineralização é identificado.

Algumas das novas pastas são especialmente formuladas com níveis precisos de flúor, cálcio e fósforo, para que todos os elementos necessários para reformar a estrutura dental sejam aplicados diretamente nas áreas danificadas.

5. Desinfecção

Reduzir a contagem geral de bactérias bucais causadoras de doenças é um problema muito difícil. Isso porque esses germes são altamente adaptados a essa região específica do nosso corpo.

Produtos químicos antibacterianos de alta potência geralmente irritam tecidos orais delicados. Portanto é altamente recomendável uma orientação profissional.

Geralmente, muitos dentistas continuam endossando o enxágue diário com um colutório por 30 segundos, duas vezes ao dia antes do uso do fio e escovação dental.

A clorexidina prescrita em solução a 0,12%, bochechada duas vezes por dia, é uma alternativa aceitável. Porém muitos pacientes sofrem alterações no paladar e manchas fortes nos dentes decorrentes do uso rotineiro desse produto.

Algumas fórmulas probióticas foram introduzidas recentemente para superar as bactérias da placa, mas os estudos sobre sua eficácia ainda não são conclusivos.

A eliminação diária e eficaz da placa pelo uso de boas técnicas de limpeza continua sendo o melhor método de controle bacteriano.

Fontes: Nature, OAC
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Novo tratamento para a periodontite

novo tratamento para a peridontite

Hastes biodegradáveis com antibiótico são a esperança de um novo tratamento para a periodontite.
Essa é a novidade trazida por pesquisadores do Instituto de Farmácia da Universidade Martin Luther.

Surge no horizonte como uma esperança de um melhor e novo tratamento para a periodontite.
É o que asseguram pesquisadores do Instituto de Farmácia da Universidade Martin Luther, Halle-Wittenberg (MLU).

Os pesquisadores se valeram de um ingrediente ativo já aprovado. Também já solicitaram registro de patente de seu invento.
É uma inovação e que poderá se transformar rapidamente em um novo tratamento da periodontite.
A vantagem principal em relação à terapia convencional é a redução dos efeitos colaterais.
Suas descobertas foram publicadas no International Journal of Pharmaceutics.

Periodontite – alta prevalência

A periodontite é uma doença periodontal causada por bactérias. O processo infeccioso ocasiona inflamação das gengivas.

Mais de 50% dos adultos na Alemanha desenvolvem periodontite ao longo de suas vidas. Isso se verifica especialmente na terceira idade.

Segundo as projeções, mais de dez milhões de alemães apresentam periodontite.
A função de barreira do organismo é seriamente comprometida pela periodontite. O que permite que mais substâncias nocivas e bactérias entrem no corpo.

A inflamação gerada afeta todo o corpo e é frequentemente causa de outras doenças. Patologias como males cardíacos e pneumonia, por exemplo.
No tratamento convencional da periodontite são realizados procedimentos de limpeza mecânica. E em seguida são prescritos antibióticos.
Os antibióticos são amplamente conhecidos por gerar desiquilíbrio da flora bacteriana intestinal.

Os efeitos colaterais comuns são diarreia, dor abdominal e náusea. Também podem surgir reações de hipersensibilidade, como vermelhidão e coceira na pele.
Há que se considerar também o risco do desenvolvimento de resistência ao antibiótico empregado. Esse também é um fator e um grande risco para o sucesso do tratamento.

Novo tratamento para a periodontite

O novo tratamento para a periodontite recentemente patenteado pelos pesquisadores alemães faz uso de hastes biodegradáveis.

O antibiótico empregado nessa haste age apenas localmente na boca e não em todo o corpo.
Os pesquisadores combinaram o antibiótico (minociclina) com um excipiente farmacêutico (estearato de magnésio). Ambos, antibiótico e excipiente, já haviam sido comprovados cientificamente.
Essa combinação se mostrou eficaz, e ao mesmo tempo mais estável.

novo tratamento para a periodontite

Hastes biodegradáveis

A liberação do antibiótico, no complexo formado, aconteceu de forma contínua e gradual.
A maneira mais prática e fácil de administrá-lo aos pacientes se deu através das hastes biodegradáveis.
Essas hastes são em sua essência polímeros de grau farmacêutico.

Esses polímeros foram trabalhados para produzir barras flexíveis (hastes) biodegradáveis contendo o antibiótico.
Essas hastes pequenas podem ser facilmente inseridas na bolsa gengival.
Como são decompostas pelo organismo, elas não precisam ser removidas após o tratamento.
As hastes se mostraram muito mais eficazes in vitro do que produtos anteriores.
Encontrou-se assim o equilíbrio adequado entre resistência e flexibilidade.
O desenvolvimento dessas hastes já se encontra em fase avançada. Segundo os pesquisadores, já seria possível sua produção em larga escala.

Fase de estudos clínicos

A rápida implementação em estudos clínicos é possível. Isso porque todos os ingredientes de grau farmacêutico já estão disponíveis no mercado.
As hastes também podem ser produzidas usando técnicas comprovadas. Isso para que possam estar prontas e inseridas no mercado em alguns poucos anos.
O desenvolvimento posterior da formulação e seu subsequente lançamento no mercado serão realizados pela PerioTrap Pharmaceuticals GmbH. É uma empresa administrada pela Fraunhofer IZI em Halle.

Fonte: ScienceDaily

 

 

 

 

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Periodontite e o risco de impotência masculina

impotência sexual masculina

A periodontite e o risco de impotência sexual masculina vem sendo avaliada por pesquisadores da Universidade de Granada, Espanha
O estudo em questão relaciona a higiene oral e suas repercussões sobre a saúde dos vasos sanguíneos penianos.
Os dados preliminares dessa pesquisa trazem uma descoberta de grande importância.
Ao que parece os vasos sanguíneos penianos sofrem os efeitos prejudiciais da periodontite anteriormente aos vasos coronarianos.

Os primeiros resultados desse trabalho foram publicados na Journal of Clinical Periodontology. Um outro estudo de 2017 já apontou essa relação.

Periodontite e o risco de impotência sexual masculina – o estudo

O estudo na condição de caso controle foi realizado com 158 pacientes do sexo masculino.
Desse total, 80 casos com disfunção erétil (impotência) e 78 pacientes controle. Testosterona, perfil lipídico, proteína C reativa e parâmetros glicêmicos foram avaliados. Todas as variáveis foram comparadas entre os grupos e foram realizadas análises de regressão.
74% dos pacientes com impotência apresentavam sintomas de periodontite. E aqueles que sofriam de impotência em maior grau, apresentavam também mais lesões periodontais.

impotência sexual masculina

Boa higiene oral é fundamental

O estudo salientou a importância da higiene oral para prevenção da impotência sexual masculina.
O risco apontado pela pesquisa é elevado. Pacientes com periodontite têm 2,28 vezes mais chances de vir a desenvolver impotência sexual masculina. Isso na comparação com pacientes com gengivas saudáveis.

A periodontite a cada dia mais vem sendo associada a outras patologias.

Concluindo

Embora o estudo em questão ainda não tenha terminado, as evidências são claras e fortes.
Pacientes com periodontite e impotência sexual masculina apresentaram pior condição periodontal. A periodontite crônica parece desempenhar um papel fundamental nesse processo.
A periodontite pode ser um fator gerador da impotência sexual masculina. E isso, independente de outras doenças.

O que de fato é a impotência sexual masculina

A impotência sexual masculina (disfunção erétil) é a incapacidade de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para ter relações sexuais. A impotência sexual masculina ocasional não é incomum. Muitos homens a vivenciam durante períodos de estresse. A impotência sexual masculina frequente pode ser um sinal de problemas de saúde. Requer atenção e tratamento.
Também pode ser um sinal de problemas emocionais ou de relacionamento que requerem tratamento e atenção profissional.
Nem todos os problemas sexuais masculinos são causados devido à impotência.
Outros tipos de problemas sexuais masculinos incluem: ejaculação precoce, atraso ou ejaculação ausente ou falta de interesse em sexo.

Quais os principais sintomas da impotência sexual masculina

O homem pode estar com impotência sexual quando:

  • Tiver problemas para obter uma ereção;
  • Tiver dificuldades em manter uma ereção;
  • Interesse reduzido em sexo.

Outros problemas sexuais relacionados à impotência:

  • Ejaculação precoce;
  • Ejaculação atrasada;
  • Anorgasmia. Ou seja, a incapacidade de atingir o orgasmo após estimulação.

Diante da manifestação de um ou mais desses sintomas uma ajuda médica deve ser procurada. Especialmente se os sintomas se mantiverem por dois ou mais meses. A consulta médica poderá elucidar a causa original do problema e buscar o tratamento específico.

O que pode provocar a impotência sexual masculina

Além da periodontite crônica, existem outras doenças e condições que podem predispor os homens à impotência sexual:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Hiperlipidemia (colesterol e triglicerídeos elevados);
  • Problemas causados por câncer ou cirurgia (especialmente câncer de próstata);
  • Lesões;
  • Obesidade ou sobre peso;
  • Idade avançada;
  • Estresse e/ou ansiedade;
  • Problemas de relacionamento;
  • Abuso de drogas;
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo.

A impotência sexual masculina pode ser causada por apenas um desses fatores ou vários. É por isso que é importante buscar orientação médica para que se possa isolar e tratar o problema.

Fisiologia sexual masculina

A ereção é o resultado do aumento do fluxo sanguíneo pênis.
O fluxo sanguíneo é geralmente estimulado por pensamentos sexuais ou contato direto com o pênis.
Quando um homem fica excitado sexualmente, os músculos do pênis relaxam. Esse relaxamento permite aumentar o fluxo sanguíneo através das artérias penianas. Esse sangue preenche duas câmaras no interior do pênis chamadas corpos cavernosos. À medida que as câmaras se enchem de sangue, o pênis fica rígido. A ereção termina quando os músculos se contraem e o sangue acumulado pode fluir pelas veias penianas. A impotência sexual masculina pode ocorrer devido a problemas em qualquer estágio do processo de ereção.
Por exemplo, as artérias penianas podem estar danificadas demais para abrir adequadamente e permitir a entrada de sangue.

A questão idade

Até 30 milhões de homens americanos são afetados por impotência sexual.
A prevalência da impotência aumenta com a idade. A impotência afeta:

  • 12% dos homens com menos de 60 anos;
  • 22% dos homens na faixa dos 60 anos;
  • 30% dos homens com 70 anos ou mais.

Como se pode ver o risco de impotência aumenta com a idade. No entanto, a impotência não é inevitável à medida que o homem envelhece. Pode ser mais difícil conseguir uma ereção com a idade, mas isso não significa necessariamente que o homem se tornará impotente.
Em geral, quanto mais saudável o homem é, melhor será sua função sexual.

A impotência também pode ocorrer entre homens mais jovens.
Um estudo de 2013 verificou que um em cada quatro homens que procuravam o primeiro tratamento para impotência tinham menos de 40 anos.

Os pesquisadores encontraram uma correlação mais forte entre tabagismo e uso de drogas ilícitas e impotência em homens com menos de 40 anos do que entre homens mais velhos. Isso sugere que as escolhas de estilo de vida podem ser o principal fator contribuinte para a impotência em homens mais jovens.

Uma outra pesquisa fez descobertas interessantes sobre homens com impotência abaixo dos 40 anos de idade. Nesses casos verificou-se que o tabagismo era um fator para a impotência entre 41% dos homens desse público alvo. O diabetes foi o segundo fator de risco mais comum.
Estava ligado à impotência em 27% dos homens com menos de 40 anos.

Mudanças no estilo de vida podem ajudar

Hábitos de vida saudáveis e mudanças no estilo de vida podem evitar a impotência sexual, e em algumas situações, reverter a condição:

  • Exercitar-se regularmente;
  • Manter a pressão arterial controlada;
  • Alimentar-se de forma equilibrada e nutritiva;
  • Manter um peso corporal saudável;
  • Evitar o álcool em excesso;
  • Evitar o cigarro;
  • Reduzir o estresse.
Fontes: NCBI, healthline
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Periodontite: tudo o que você precisa saber

periodontite

Antes de falarmos sobre periodontite é importante conceituarmos doença periodontal. A doença periodontal é uma patologia inflamatória e infecciosa. Atinge desde a gengiva até o osso que envolve e suporta os dentes. A doença periodontal tem três estágios: que varia do menos ao mais grave: gengivite, periodontite e periodontite avançada.

A periodontite é uma infecção grave da gengiva que danifica o tecido mole e destrói o osso que suporta os dentes. A periodontite pode causar o afrouxamento dos dentes ou levar à perda dos mesmos.

A periodontite é comum, mas é largamente evitável. Geralmente é o resultado de má higiene bucal. Boas práticas de higiene bucal aliada a idas regulares ao dentista podem diminuir grandemente as chances do desenvolvimento de uma periodontite.
O tratamento da periodontite implica em medidas de controle da infecção e amenização do processo inflamatório.

Causas da periodontite

As causas da periodontite estão normalmente associadas à formação de placa bacteriana que adere aos dentes. Uma higiene bucal adequada e diária evita o acúmulo de placa. Do contrário, pode resultar em tártaro, que só o dentista pode eliminar através de um limpeza dentária profissional. Não se recorrendo ao tratamento por um profissional as gengivas ficarão inflamadas e pode ocorrer sangramento. Uma condição comum, mas nem por isso normal. Gengivas que sangram não são saudáveis.

Fatores que predispõe à periodontite

  • Hábito de fumar: é um dos fatores de maior risco para o desenvolvimento da periodontite;
  • Má higiene bucal: é fundamental escovar os dentes após cada refeição, assim como complementar a limpeza com fio dental, enxaguatório bucal e escovas interdentais. Além disso, é necessário efetuar uma profilaxia dental profissional, pelo menos, uma vez ao ano;
  • Diabetes: os pacientes que sofrem de diabetes têm mais tendência a desenvolver infeções nas gengivas;
  • Alterações hormonais: sobretudo em mulheres, produzindo uma maior sensibilidade nas gengivas. Se esta sensibilidade evoluir para gengivite e não for tratada a tempo, é muito provável que se agrave, tornando-se uma periodontite;
  • Predisposição genética;
  • Xerostomia: a secura da boca também contribui para aumentar o risco. Com baixa quantidade de saliva, que constitui a proteção mais importante da cavidade oral, torna-se muito mais fácil o aparecimento de infeções;
  • Uma dieta desequilibrada e um estilo de vida pouco saudável.

Sintomas da periodontite

As gengivas saudáveis têm aspecto firme e rosa pálido e se encaixam confortavelmente em torno dos dentes.
Sinais e sintomas da periodontite podem incluir:

  • Gengivas inchadas ou inchadas;
  • Gengivas em tom vermelho brilhante, vermelho escuro ou gengivas arroxeadas;
  • Gengivas que ficam sensíveis quando tocadas;
  • Gengivas que sangram facilmente;
  • Gengivas que se afastam dos dentes (recuam). Isso faz com que os dentes pareçam mais longos que o normal;
  • Novos espaços em desenvolvimento entre os dentes;
  • Secreção purulenta entre os dentes e gengivas;
  • Mau hálito;
  • Dentes soltos;
  • Mastigação dolorosa;
  • Mudança na maneira como os dentes se encaixam quando a pessoa morde.

periodontite

Tipos de periodontite

Periodontite crônica

A periodontite crônica é o tipo mais comum, afetando principalmente adultos. Mais raro, crianças também podem ser afetadas. Este tipo é causado pelo acúmulo de placa e envolve uma deterioração lenta. Pode melhorar e piorar com o tempo, mas causa destruição nas gengivas e ossos e perda de dentes se não for tratada.

Periodontite agressiva

A periodontite agressiva geralmente começa na infância ou no início da idade adulta e afeta apenas um pequeno número de pessoas. Ela tende a afetar as famílias e causa rápida progressão da perda óssea e dentária se não for tratada.

Doença periodontal avançada

A doença periodontal avançada é caracterizada pela morte de tecido gengival, ligamentos do dente e osso de suporte. É causada pela falta de suprimento sanguíneo (necrose), resultando em infecção grave.
Este tipo geralmente ocorre em pessoas com um sistema imunológico comprometido. Casos como infecção por HIV, tratamento de câncer ou outras causas. Também a desnutrição pode ser uma das causas.

Os sintomas mais comuns da doença periodontal avançada são a halitose, as gengivas retraídas ou sensíveis, o desconforto na mastigação, o sangramento das gengivas e os dentes frouxos. Além disso, ocorre uma extrema sensibilidade ao calor e ao frio.

Depois surgem os efeitos que afetam a estética dentária. Os dentes poderão parecer mais longos devido à retração gengival, até ocorrer, por fim, perda dentária. Também se verificará um grande espaço entre os dentes.

Complicações geradas pela periodontite

A periodontite pode causar perda de dentes. Algumas pesquisas sugerem que as bactérias responsáveis pela periodontite podem entrar na corrente sanguínea através do tecido das gengivas, possivelmente afetando o coração, os pulmões e outras partes do corpo. Por exemplo, a periodontite pode estar relacionada com doença respiratória, artrite reumatoide, doença arterial coronariana ou acidente vascular cerebral.

Prevenção da periodontite

A melhor maneira de prevenir a periodontite é seguir um programa de boa higiene bucal. O ideal é que se inicie cedo e que seja praticado consistentemente ao longo da vida.

Boa higiene bucal

Isso significa escovar os dentes por dois minutos pelo menos sempre após as refeições. Usar o fio dental com a mesma frequência das escovações. O uso do fio dental antes da escovação permite a limpeza dos restos de alimentos e bactérias presentes.

Visitas odontológicas regulares

Consultar regularmente o dentista. Realizar limpezas odontológicas (profilaxia) com o dentista, no mínimo a cada seis a 12 meses. No caso da presença de fatores de risco, como boca seca (xerostomia), ingestão de certos medicamentos ou sendo fumante – a frequência de visita ao dentista deve ser maior.

Diagnóstico da periodontite

Para determinar se o paciente tem periodontite e o quanto ela é grave, o dentista pode se fazer o seguinte:

  • Revisar o histórico médico do paciente para identificar quaisquer fatores que possam estar contribuindo para presença de sintomas. O hábito de fumar ou consumo de certos medicamentos precisam ser pesquisados;
  • Examinar a boca do paciente em busca do acúmulo de placa e tártaro. Verificar se há sangramento fácil;
  • Medir a profundidade da cavidade entre as gengivas e os dentes colocando uma sonda periodontal ao lado do dente, abaixo da linha da gengiva, geralmente em vários locais da boca. Em uma boca saudável, a profundidade do bolsão é geralmente entre 1 e 3 milímetros (mm). Bolsas com profundidade superior a 4 mm podem indicar periodontite. Bolsas com profundidade superior a 6 mm não podem ser bem limpos.
  • Solicitar radiografias dentárias para verificar a perda óssea em áreas onde seu dentista observa profundidades das cavidades entre as gengivas.

Materiais utilizados no tratamento da periodontite

Os instrumentos mínimos e necessários utilizados num tratamento para eliminar a periodontite são os seguintes:

  • Sonda exploradora: serve para examinar a superfície dentária, cáries, defeitos em peças reconstruídas ou orifícios que comunicam com a câmara pulpar;
  • Sonda periodontal: é utilizada para medir a profundidade da bolsa periodontal;
  • Curetas subgengivais: usadas para remover o tártaro subgengival;
  • Espelho dentário.

periodontite

Tratamento da periodontite – não cirúrgico

Para casos de periodontite não avançada, o tratamento pode envolver procedimentos menos invasivos, como:

  • Raspagem: remove o tártaro e as bactérias das superfícies dos dentes e abaixo das gengivas. Pode ser executado usando instrumentos, um laser ou um dispositivo ultra-sônico;
  • Alisamento radicular: raspagem cuidadosa da raiz do dente com o objetivo de reduzir a inflamação. A raspagem visa alisar as áreas irregulares e impedir o crescimento da placa e da película bacteriana;
  • Antibióticos: antibióticos tópicos ou orais podem ajudar a controlar a infecção bacteriana. Os tópicos podem incluir enxaguatórios bucais ou a inserção de géis contendo antibióticos no espaço entre os dentes e as gengivas ou nas bolsas após a limpeza profunda. No entanto, antibióticos orais podem ser necessários para eliminar completamente as bactérias causadoras de infecções.

Tratamentos cirúrgicos

Para os casos de periodontite avançada, o tratamento pode exigir cirurgia dentária, como:

Cirurgia de retalho periodontal (cirurgia de redução de bolsa)

O periodontista faz minúsculas incisões na gengiva para que uma parte do tecido gengival possa ser levantada para trás. Expõe as raízes para uma raspagem mais eficaz e aplainamento da raiz. Como a periodontite frequentemente causa perda óssea, o osso subjacente pode ser recontornado antes que o tecido gengival seja suturado de volta no lugar;

Enxertos de tecidos moles

Quando ocorre perda do tecido da gengiva, verifica-se o recuo da mesma.
Tem casos em que um enxerto se faz necessário. Isso geralmente é feito removendo-se uma pequena quantidade de tecido do palato (céu da boca). Ou outra fonte doadora e anexando-o ao local afetado.
Isso pode ajudar a reduzir ainda mais a recessão gengival. E também a cobrir as raízes expostas e dar aos dentes uma aparência mais agradável;

Enxerto ósseo

Este procedimento é realizado quando a periodontite destruiu o osso ao redor da raiz do dente. O enxerto pode ser composto de pequenos fragmentos do próprio osso. O osso pode ser sintético ou doado. O enxerto ósseo ajuda a prevenir a perda dental, mantendo os dentes no lugar.
Também serve como plataforma para o crescimento do osso natural.

Regeneração tecidual guiada

Permite o crescimento de osso que foi destruído por bactérias. Em uma abordagem, o dentista coloca uma peça especial de tecido biocompatível entre o osso existente e o dente afetado. O material evita que o tecido indesejado entre na área de cicatrização, permitindo que o osso volte a crescer.

– Proteínas estimuladoras de tecidos: outra técnica envolve a aplicação de um gel especial a uma raiz do dente doente. Este gel contém as mesmas proteínas encontradas no desenvolvimento do esmalte dentário e estimula o crescimento de ossos e tecidos saudáveis.

Dentalis software – em sintonia com as novas tendências em odontologia do século 21

Fontes:  Mayo Clinic, Dentaleader, Revista Odontológica do Brasil Central
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Periodontite e pressão alta: uma relação muito próxima

periodontite e a pressão altaPeriodontite e a pressão alta. Uma relação que até recentemente pareceria completamente estranha vem se confirmando em estudos recentemente publicados.

A periodontite tem sido associada a um risco maior para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A relação entre periodontite e a pressão alta se evidenciou mais fortemente através de um estudo apresentado por pesquisadores do Eastman Dental Institute, de Londres.

A pesquisa mostra que a periodontite aumenta o risco do desenvolvimento de pressão alta. Ao mesmo tempo o tratamento da periodontite pode reduzir os níveis de pressão arterial. É o que os resultados desse trabalho apontaram.

Assassina silenciosa

A hipertensão pode passar anos sem causar sintomas, até um órgão vital ser lesionado. Por esse motivo a pressão alta é muitas vezes chamada de “assassina silenciosa”.
A hipertensão arterial fora de controle pode ter sérias consequências, como acidente vascular cerebral, aneurisma, insuficiência cardíaca, ataque cardíaco e lesão renal.

Nos Estados Unidos aproximadamente 75 milhões de pessoas sofrem de pressão alta. A hipertensão arterial atinge 41% dos negros em comparação com 28% de brancos e 28% de americanos de origem mexicana. Ela também afeta com frequência pessoas com ascendência chinesa, japonesa e de outras áreas do Leste Asiático ou Pacífico. As consequências da pressão alta são piores em negros e em pessoas de ascendência asiática.

A hipertensão arterial ocorre com mais frequência em pessoas idosas: aproximadamente dois terços das pessoas com 65 anos ou mais em comparação com apenas um quarto das pessoas com idades entre 20 e 74 anos.

Periodontite e a pressão alta: uma relação íntima

A periodontite e a pressão alta afetam milhões de pessoas mundo afora. São doenças que se relacionam de forma independente. A periodontite e a pressão alta assim acabam colaborando para uma maior incidência de problemas cardiovasculares.

A periodontite e a pressão alta acabam assim tendo um grande impacto sobre a saúde pública e seus custos. Além disso, a periodontite e a pressão alta compartilham fatores de risco como diabetes, dietas pouco saudáveis e o tabagismo.

Uma pesquisa semelhante desenvolvida na China, comprovando a relação entre periodontite e pressão alta, já foi destaque em um artigo anterior aqui no blog Dentalis.

Outras causas da hipertensão arterial

  • Distúrbio dos rins;
  • Problemas hormonais;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo
  • Tabagismo;
  • Consumo exagerado de álcool;
  • Consumo excessivo de sal

Resumindo

Está comprovada a ligação entre a periodontite e a pressão alta. É portanto, uma relação causal. Assim, o diagnóstico da periodontite, sua prevenção e o tratamento das doenças gengivais podem contribuir de forma decisiva para a prevenção e tratamento da pressão alta. E assim evitar as devastadoras consequências geradas por um quadro de pressão arterial elevada.

A periodontite e o diabetes

Novas pesquisas sugerem que o tratamento da periodontite também pode ajudar pacientes com diabetes tipo 2. O tratamento da periodontite pode influir positivamente sobre os níveis de glicose sanguínea e de inflamação crônica.

A pesquisa

Mais de 250 pacientes com diabetes descompensada e periodontite ativa participaram do estudo financiado pela Diabetes UK e pelo NIHR Biomedical Research Center.

Após 12 meses, aqueles que se submeteram a terapia da periodontite obtiveram redução do nível de glicose sanguínea em média 0,6%. E isso não é pouco não. Você já vai entender o porquê.

Eles também demostraram redução da inflamação crônica. Essa ação poderia reduzir o risco de complicações graves relacionadas ao diabetes, como doenças cardíacas, derrame e doenças renais.

A periodontite está intimamente relacionada ao diabetes. A periodontite pode elevar os níveis de glicose no sangue. Pode igualmente aumentar a inflamação crônica no corpo. A periodontite e o diabetes podem no longo prazo acabar causando danos aos vasos sanguíneos e rins.

Este é o primeiro estudo randomizado de longo prazo que mostra um benefício substancial do tratamento da periodontite no controle do diabetes.

Uma redução de 0,6% pode parecer pouco. No entanto, a redução do nível de glicose no sangue em 0,6% equivale à prescrição de um medicamento adicional para diminuição do nível de glicose no sangue de um diabético.

Os pesquisadores ficaram encantando com a melhoria na saúde e qualidade de vida daqueles no grupo de teste em comparação com aqueles no grupo de controle.

Os pesquisadores vem trabalhando em estreita colaboração com as autoridades do NHS. O objetivo é aumentar a conscientização sobre a ligação entre a periodontite e o diabetes entre médicos.
A ideia é conscientizá-los da necessidade de avaliações odontológicas periódicas de seus pacientes diabéticos.

periodontite e pressão alta

Periodontite e diabetes: uma relação bidirecional

A associação entre diabetes e periodontite tem sido estudada extensivamente. A relação entre essas duas condições parece não apenas bidirecional, mas cíclica.

O diabetes não apenas predispõe o indivíduo à doença bucal, mas também à periodontite, uma vez estabelecida, exacerba o diabetes e agrava o controle metabólico.

Mais de 30% dos pacientes com periodontite podem estar abrigando um pré-diabetes ou diabetes ainda desconhecido.

Quanto mais tempo permanecem não diagnosticados, mais fáceis desenvolvem as complicações. Além disso, o diabetes não tratado pode estar associado a complicações maiores relacionadas ao manejo da própria periodontite.

Alguns dos pacientes poderiam se beneficiar de um exame periodontal de rotina no início de seu diabetes, e isso poderia ter evitado complicações graves. A

Além disso, pode ser a oportunidade para que os endocrinologistas encaminham seus pacientes mais frequentemente aos periodontistas. Isso para fins de organização dos planos de tratamento.

A prevenção e o tratamento da periodontite podem diminuir a pressão arterial. E também reduzir os níveis de glicose no sangue. A ciência dia após dia vem evidenciando o quanto o dentista tem um papel fundamental para a garantia da saúde não só da boca, mas da vida das pessoas.

Fontes: Eastman Dental InstituteThe Lancet, Manual MSD
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