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Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

vitamina D e o Covid-19

Vitamina D e o Covid-19 aparentemente não guardam nenhuma relação.
Só aparentemente. Isso porque pesquisadores descobriram uma forte correlação entre a vitamina D e o Covid-19 no que diz respeito às taxas de mortalidade.

Essa é a conclusão de uma equipe e pesquisadores da Northwestern University.

A pesquisa

Os pesquisadores dessa universidade realizaram uma análise estatística de dados de hospitais de nove países.
Dentre esses estão China, França, Alemanha, Itália, Irã, Coréia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido (Reino Unido) e Estados Unidos.

A correlação entre a vitamina D e o Covid-19 foi observada em pacientes de países com altas taxas de mortalidade por Covid-19. Países como Itália, Espanha e Reino Unido. Pacientes desses países com altas taxas de mortalidade apresentavam níveis mais baixos de vitamina D. Isso quando comparados com pacientes de países não tão gravemente afetados.

Embora a deficiência de vitamina D possa ter relação com a taxa de mortalidade, não necessariamente signifique que todos devam começar a suplementar essa vitamina.
Os pesquisadores constataram uma evidência, e mais estudos se mostram necessários.
É preciso esclarecer o mecanismo que explique essa mortalidade elevada.

Correlação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19

A suspeita dos pesquisadores da estranha relação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19 se originou ao perceber diferenças inexplicáveis nas taxas de mortalidade por COVID-19 de país para país.

Houve quem levantou a hipótese de que diferenças na qualidade da assistência médica, distribuição de idade na população, taxas de testagem ou diferentes cepas do coronavírus pudessem ser as responsáveis. Um dos pesquisadores envolvidos, no entanto, não acreditou nisso.

Segundo o pesquisador Backman, nenhum desses fatores parece desempenhar um papel significativo.
O sistema de saúde no norte da Itália, por exemplo, é um dos melhores do mundo.
As diferenças de mortalidade existem mesmo que se observe a mesma faixa etária.

E, embora as restrições aos testes realmente variem, as disparidades na mortalidade ainda existem mesmo quando foram analisados países ou populações para os quais se aplicam taxas de teste semelhantes.
Em vez disso, observou-se uma correlação significativa entre a deficiência de vitamina D e o Covid-19 em suas taxas de mortalidade.

Tempestade de citocinas

Ao analisar dados disponíveis de pacientes de todo o mundo, Backman e sua equipe descobriram algo muito curioso. Uma forte correlação entre os níveis de vitamina D e a tempestade de citocinas.
Essa é uma condição hiperinflamatória causada por um sistema imunológico hiperativo. Ao mesmo tempo notou-se uma correlação entre a deficiência de vitamina D e a mortalidade.

A tempestade de citocinas pode danificar gravemente os pulmões e levar à síndrome do desconforto respiratório agudo e à morte dos pacientes.
É o que parece ocasionar a morte da maioria dos pacientes com Covid-19.
Ou seja, não é exatamente o vírus o causador direto da destruição dos pulmões.
O dano mortal é causado pelas complicações decorrentes do incêndio mal direcionado pelo sistema imunológico.

Vitamina D e a taxa de mortalidade pelo Covid-19

A pesquisa em questão demonstra que níveis adequados de vitamina D podem reduzir a taxa de mortalidade de Covid-19 em até 50%.
A vitamina D não impede o paciente de contrair o vírus. Mas pode reduzir as complicações e evitar a morte daqueles que estão infectados.

Crianças e o Covid-19 – um mistério a ser esclarecido

A correlação entre vitamina D e o Covid-19 pode ajudar a explicar os muitos mistérios que cercam essa doença.
Explicar por que as crianças têm menos probabilidade de morte por decorrência do Covid-19.

Crianças ainda não possuem um sistema imunológico totalmente desenvolvido. Esse mesmo sistema imunológico está diretamente envolvido na resposta ao Covid-19 e com maior probabilidade de gerar uma reação exacerbada.
Esse pode ser o grande diferencial entre crianças e adultos na resposta ao Covid-19.

A reação das crianças ao vírus está baseada no seu sistema imunológico inato.
Isso pode explicar por que a taxa de mortalidade delas é mais baixa.

Atenção – cuidados com doses exageradas de vitamina D

Os pesquisadores salientam que as pessoas não devem tomar doses excessivas de vitamina D. Isso porque doses altas podem gerar efeitos colaterais negativos.
São necessárias muito mais pesquisas para se saber como a vitamina D pode ser usada deforma mais eficaz para proteção contra as complicações do Covid-19.

Vitamina D – qual a dose ideal?

É difícil dizer qual dose é mais benéfica para o Covid-19.
No entanto, é claro que a deficiência de vitamina D é prejudicial e pode ser facilmente tratada com a suplementação adequada.
Isso pode ser uma chave para ajudar a proteger populações vulneráveis.
Especialmente pacientes afro-americanos e idosos, que apresentam uma prevalência maior de deficiência de vitamina D.

A solução para a pandemia de Covid-19, como sabemos, virá com a descoberta de uma vacina eficaz contra o Sars-Cov-2, o vírus causador da doença.

Fonte: medRxiv
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Novidades sobre o vírus SARS-CoV-2, causador do Covid-19

SARS-CoV-2

Afinal, o que torna o vírus SARS-CoV-2, causador da epidemia de Covid-19, uma grande ameaça?

Um novo estudo joga luz sobre essa questão. Pesquisadores da Harvard Stem Cell identificaram os prováveis tipos de células que o vírus SARS-CoV-2 infecta.

Descobriu-se que uma das principais defesas imunológicas do corpo contra infecções virais pode realmente ajudar o vírus SARS-CoV-2 a infectar essas mesmas células.

O que torna algumas pessoas mais suscetíveis ao vírus SARS-CoV-2 e o que ele faz no corpo?

Essas são questões fundamentais na busca de tratamentos mais eficazes.

Vírus SARS-CoV-2 – As células preferidas no organismo humano

O vírus SARS-CoV-2 age preferencialmente sobre células de tecidos como o revestimento da cavidade nasal, pulmões e intestino.
Essa conclusão de deu com base nos sintomas relatados pelos pacientes onde o vírus foi detectado nas análises realizadas.

Quais as células mais suscetíveis ao ataque do vírus SARS-CoV-2?

Pesquisas recentes indicam que o SARS-CoV-2 usa um receptor de células humanas chamado ACE2 para entrar nas células.

Isso acontece com o auxílio de uma enzima chamada TMPRSS2. Isso levou os pesquisadores a fazer uma pergunta simples.

Afinal, quais células do tecido respiratório e intestinal expressam ACE2 e TMPRSS2?

Para responder a essa pergunta, a equipe voltou-se para o sequenciamento de RNA de célula única. Esse sequenciamento identifica quais genes são expressos em células individuais.

Descobriu-se que apenas uma pequena porcentagem de células respiratórias e intestinais humanas produzem ACE2 e TMPRSS2.

Essas células se dividem em três tipos.

São elas: células no nariz que secretam muco, células pulmonares que ajudam a manter os sacos de ar e células que revestem o intestino delgado e estão envolvidas na absorção de nutrientes.

Dados de primatas não humanos mostraram um padrão semelhante de células suscetíveis.

Muitas linhas celulares respiratórias existentes podem não conter a mistura completa de tipos de células. Também podem faltar as que são relevantes.
Depois de entender quais células estão mais sujeitas à infecção surge uma nova questão.

Existe algo dentro dessas células que de alguma forma contribua para o ciclo de vida do vírus?

Esse é um dos focos de pesquisa.

Os estudos prosseguem e buscam descobrir quais medicamentos podem interromper esse ciclo e acelerar a cura do Covid-19.

Interferon: útil ou prejudicial?

No começo o alvo do trabalho era identificar os tipos de células suscetíveis ao SARS-CoV-2.
Depois os pesquisadores descobriram que o gene ACE2 é estimulado pelo interferon. O interferon é uma das principais defesas imunológicas do corpo quando ele detecta um vírus.
No entanto, detectou-se um problema.
Na prática, o interferon passou a ativar o gene ACE2 em níveis mais altos. Isso potencialmente dá ao vírus novos portais para entrar. Ou seja, o interferon pode ser tornar uma aliado do SARS-CoV-2, facilitando sua entrada nas células humanas.

Trabalho em conjunto

Os pesquisadores buscam descobrir com detalhes as ações do vírus nas células. E também estudar amostras de tecidos de crianças e adultos.
Isso tudo para entender porque o Covid-19 é tipicamente menos grave em pessoas mais jovens.

Tudo isso é fruto de um grande esforço e trabalho em conjunto da comunidade científica mundo afora.
Vários pesquisadores e colaboradores em todo o mundo compartilham diariamente novos dados e achados.
Tudo isso para que se consiga alcançar um progresso na resolução dessa pandemia no menor prazo possível.
É ao mesmo tempo inspirador ver o que se pode alcançar quando todos se reúnem para resolver um problema.

Tem dúvida sobre a pandemia de Covid-19? Neste link você poderá encontrar uma matéria completa no site com tudo sobre essa doença de alcance mundial.

Fontes: Harvard Stem Cell Institute, ScienceDirect
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Vem aí: Medicamentos eficazes na cura do câncer de boca

cura do câncer de boca

A cura do câncer de boca pode estar próxima. Dizemos isso com base numa descoberta recente da ciência.

É uma nova e potente classe de medicamentos anticancerígenos que tem como alvo certeiro as células do câncer de boca.
Atacam as células cancerígenas do câncer bucal sem causar nenhum dano às células normais.
É o resultado da pesquisa realizada na UT Health San Antonio.

Esta nova classe de medicamentos anticâncer são análogos de capsazepina. A capsazepina é um antagonista sintético da capsaicina.

A capsaicina, por sua vez, é o componente ativo das pimentas conhecidas internacionalmente como pimentas chili.
A capsazepina já foi testada contra cânceres de boca e outros tipos de cânceres em estudos pré-clínicos e em animais.

Novos medicamentos anticancerígenos – uma esperança de cura do câncer de boca

O objetivo dos pesquisadores é o de desenvolver medicamentos anticancerígenos que tratem o câncer bucal de forma eficaz. Isso tanto para os cânceres em seu estado inicial como também avançado e recorrente. É uma descoberta que pode representar a tão desejada e esperada cura do câncer de boca. Em tempos em que vemos cada vez surgirem mais novos casos de câncer de boca é uma notícia excelente!

É algo muito importante. Isso porque o câncer é uma doença mortal com uma taxa de sobrevivência de apenas 40%.
O carcinoma bucal raramente é diagnosticado em seus estágios iniciais quando a cura do câncer de boca é possível.
Aproximadamente 75% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados da doença. Isso diminui grandemente a chance de sobrevivência.

As pesquisas vem evidenciando que a capsazepina é um potente eliminador de câncer.
Os pesquisadores descobriram que a capsazepina apresenta atividade significativa de combate ao câncer. Isso acontece através de um mecanismo de ação seletivo do carcinoma.

Em colaboração com o Center for Innovative Drug Discovery desenvolveram-se análogos sintéticos mais potentes da capsazepina.
A eficácia desses novos medicamentos anticancerígenos foi significativamente mais forte. Os testes foram realizados em ratos com câncer bucal. Nesses testes o fármaco testado não apresentou efeitos adversos sobre tecido saudável.

Ao longo dos últimos meses os pesquisadores sintetizaram 30 novos compostos. Esses compostos têm estruturas químicas baseadas no composto original, a capsazepina.
Os compostos foram então rastreados com base na sua capacidade para eliminar células cancerígenas bucais em meio de cultura.
Os compostos de chumbo de códigos CIDD24, CIDD99 e CIDD111 foram validados em modelos de ratos com câncer humano.

CIDD99 – poderoso e eficaz

Desses compostos o CIDD99 foi aquele que demonstrou maior eficácia. E foi onde os estudos se concentraram.
Este composto erradicou os cânceres, deixando o tecido saudável normal inalterado. Ou seja, promoveu a cura do câncer sem danos ao tecido original.
O CIDD99 ainda apresentou um benefício extra. Foi o composto que também sensibilizou as células do câncer bucal para os medicamentos anticâncer tradicionais.
Ou seja, tornou as células do câncer de boca muito mais sensíveis e responsivas ao tratamento com os quimioterápicos de rotina.
Isso possibilita o uso de doses muito mais baixas desses fármacos.
Assim há uma expressiva redução de efeitos colaterais aliada a maior eficácia do tratamento.

cura do câncer de boca

Eficaz contra outro tipo de cânceres

O CIDD99 se mostrou também eficaz contra outros tipos de câncer. Pode assim vir a se transformar numa nova terapia para múltiplos cânceres. E isso tudo com menos efeitos colaterais do que as quimioterapias tradicionais.
Com o avanço da pesquisa, descobriu-se que o CIDD99 também é eficaz contra o câncer do pulmão de células não pequenas, câncer de mama triplo negativo e as células do câncer de próstata.

Grande otimismo

São resultados empolgantes. Isso porque não foram desenvolvidos novos medicamentos anticancerígenos para o câncer de boca nos últimos 40 anos.
A imunoterapia funciona muito bem é claro, mas só é eficaz em um pequeno grupo de pacientes.
Esses novos compostos podem se transformar numa nova classe de medicamentos anticancerígenos.
E o mais importante: com a incrível capacidade de tratar de forma eficaz todos os pacientes com câncer de boca. Com essa nova classe de fármacos, renasce a esperança da cura do câncer de boca.

Fontes: UT Health
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O HPV e o câncer de cordas vocais

O HPV e o câncer de cordas vocais

câncer de cordas vocais

Um notável aumento recente no diagnóstico do câncer de cordas vocais em adultos jovens parece ser o resultado da infecção por cepas de vírus do papiloma humano (HPV). O HPV também pode causar câncer cervical e outras neoplasias malignas.

Pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts (MGH) detectaram a presença da infecção pelo HPV em todas as amostras testadas de câncer de cordas vocais de 10 pacientes diagnosticados com 30 anos ou menos. A maioria dos quais não fumantes.

Nos últimos 150 anos, o câncer de cordas vocais vinha sendo quase uma doença exclusivamente associada ao tabagismo. E também quase totalmente vista em pacientes com mais de 40 anos. Os últimos dados mostram que isso está mudando, e mudando pra pior. Já tinha se observado também um notável crescimento do número de casos de câncer bucal.

Câncer de cordas vocais

Hoje, os não fumantes estão se aproximando de 50% dos pacientes com câncer de cordas vocais. E tem sido comum que eles sejam diagnosticados com menos de 40 anos.
Essa transformação epidemiológica do câncer de cordas vocais é um problema de saúde pública significativo.

Os pesquisadores observam que o aumento no diagnóstico de câncer de cordas vocais parece se igualar a um aumento anterior no diagnóstico de câncer de garganta.
O câncer de garganta tem sido associado a infecções por cepas de alto risco do HPV.

Novas evidências

Os pesquisadores observaram inicialmente um aumento na incidência do câncer de cordas vocais em não fumantes. Posteriormente começaram a investigar se a infecção por HPV poderia explicar esse diagnóstico em não fumantes mais jovens.

A pesquisa

Para isso analisaram os dados de 353 pacientes tratados por câncer de cordas vocais durante um período de 14 anos no Hospital de Massachusetts.
Análises de amostras de tecido dos tumores de 10 de 11 pacientes mais jovens revelaram cepas de HPV de alto risco em todos eles.

Os autores observam que estes casos de câncer de cordas vocais ligados ao HPV associados a alto risco assemelham-se muito à papilomatose respiratória recorrente (PPR).
Essa é uma condição benigna causada por variantes comuns de baixo risco do HPV.
A PPR benigna das cordas vocais tem sido uma doença bem conhecida por HPV há mais de um século. É impressionante que agora haja uma malignidade HPV que parece tão semelhante. Isso acaba criando uma confusão diagnóstica e terapêutica, segundo os pesquisadores.
Deve-se observar que esses cânceres de cordas vocais associados ao HPV não são uma degeneração maligna da doença benigna.

São necessários mais estudos de larga escala para determinar o ritmo de crescimento do câncer de cordas vocais entre os não-fumantes. Também é necessário aprofundar o estudo da incidência de HPV de alto risco nesses cânceres. Assim como também os fatores relacionados à idade e sexo das pessoas afetadas.

câncer de cordas vocais

Cordas vocais e a laringe

A laringe é um órgão composto de cartilagens, músculos e membranas.
A laringe conecta a faringe à traqueia. Exerce função respiratória e de produção de som.

Localiza-se na região da garganta, entre a traqueia e a base da língua.
Pode ser dividida em três compartimentos diferentes: subglote, glote (localizada na porção final da laringe) e supraglote.
É na glote que estão as cordas vocais. As cordas vocais são pequenas pregas que vibram com a passagem do ar e fazem parte do aparelho fonador.

A mucosa da laringe forma dois pares de pregas: o primeiro par superior constitui as falsas cordas vocais ou pregas vestibulares. O segundo par inferior forma as cordas vocais verdadeiras. Quando o ar passa pela laringe, os músculos podem se contrair, modificando a abertura das cordas vocais e produzindo sons.

câncer de cordas vocais

Câncer de laringe

O câncer de laringe ocorre predominantemente em homens em geral acima de 40 anos.
É um dos cânceres mais comuns entre os que atingem a região da cabeça e pescoço.
Representa cerca de 25% dos tumores malignos que acometem essa área e 2% de todas as doenças malignas.

A ocorrência pode se dar em uma das três áreas em que se divide o órgão: supraglote, glote e subglote. Aproximadamente 2/3 dos tumores surgem na corda vocal verdadeira, localizada na glote, e 1/3 acomete a laringe supraglótica (acima das cordas vocais).
O tipo histológico mais prevalente, em mais de 90% dos pacientes, é o carcinoma de células escamosas.

Fatores de risco

– O fumo e o álcool são os principais fatores de risco. O fumo aumenta em 10 vezes a chance de desenvolver o câncer de laringe;
– Estresse e mau uso da voz também são prejudiciais;
– Excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de laringe;
– Exposição a óleo de corte, amianto, poeira de madeira, de couro, de cimento, de cereais, têxtil, formaldeído, sílica, fuligem de carvão, solventes orgânicos e agrotóxicos;

Como prevenir

– Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e manter o peso corporal adequado. Falar muito alto e sem pausas causa os chamados calos vocais;
– Pacientes com câncer de laringe que continuam a fumar e a beber têm probabilidade de cura reduzida.
Também aumenta o risco de aparecimento de um segundo tumor na área de cabeça e pescoço;
– Não fumar e evitar o tabagismo passivo;
– Evitar os fatores de risco é muito importante para prevenir o desenvolvimento da doença.

Sinais e sintomas

Os sintomas estão diretamente ligados à localização da lesão. Dor de garganta, principalmente durante a deglutição, sugere tumor supraglótico. A rouquidão indica tumor glótico ou subglótico.

O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros sinais.
Sinais como alteração na qualidade da voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação de “caroço” na garganta.
Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, podem ocorrer dor na garganta, disfagia mais acentuada e dispneia (dificuldade para respirar ou falta de ar).

Deve-se ficar atento quanto à presença e persistência destes sintomas:

  • dor de garganta;
  • rouquidão;
  • alteração na qualidade da voz;
  • dificuldade de engolir;
  • sensação de “caroço” na garganta;
  • nódulo (caroço) no pescoço.

Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer. Porém, é importante que eles sejam investigados por um profissional, principalmente se não melhorarem em alguns dias.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer da laringe se dá por meio da laringoscopia. É um exame que pode ser feito no consultório médico.

Durante sua realização, é possível a coleta de fragmentos do tumor para exame histopatológico (do tecido).

A biópsia é obrigatória antes de qualquer planejamento terapêutico, pois a laringe pode abrigar tipos diversos de lesões benignas que aparentam malignidade.

Fontes: Oral Cancer Foundation, Inca, Drauzio
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Cáries dentárias e a periodontite tem origem genética?

Cáries dentárias e a periodontite tem origem genética?

cáries dentárias e a periodontite

Cáries dentárias e a periodontite estão entre as doenças bucais mais corriqueiras.
Um estudo recente destaca a importância que fatores hereditários como obesidade, educação e personalidade podem ter sobre o desenvolvimento de cáries dentárias e a periodontite. Essa pesquisa foi realizada por uma equipe internacional, incluindo pesquisadores da Universidade de Bristol.
Ingegerd Johansson, do Institute of Odontology da Umeå University, na Suécia, liderou a pesquisa.

O estudo deixa claro que os dentes são parte integrante do corpo e se relacionam com o restante do organismo. Há um reforço da hipótese de que existe uma relação causal entre os fatores de risco para as doenças cardiovasculares e as cáries dentárias.
Neste artigo publicado aqui no blog Dentalis já apresentamos uma outra matéria que traz evidências da relação entre periodontite e doenças cardiovasculares.cáries dentárias e a periodontite

Cáries dentárias e a periodontite

Como explicar que indivíduos que consomem os mesmos alimentos e têm as mesmas práticas de higiene dental possam ter um número bem diferente de cáries.
Pesquisas passadas sobre o mesmo assunto asseguram que vários genes poderiam estar envolvidos, mas sem uma confirmação clara.

Cáries dentárias e a periodontite apresentam perfil de doenças complexas.
Como tal, são necessários estudos mais aprofundados para que hipóteses sejam testas e conclusões mais embasadas possam ser obtidas.

O estudo aqui apresentado se baseou na análise de dados de meta-análise publicado pela Nature Communicarions.

Meta-análise

Meta-análise é uma técnica estatística usada para combinar dados de múltiplos estudos sobre um assunto específico.

A meta-análise tem um papel fundamental nos cuidados de saúde baseada em evidências.

A meta-análise ocupa o topo da pirâmide em termos de nível de evidência em saúde.

A meta-análise é considerada o mais alto nível de evidência em cuidados de saúde.

Por que devemos confiar mais em estudos de meta-análise?

Para tomar uma decisão válida sobre um determinado procedimento não devemos confiar em resultados obtidos de estudos isolados. Isso porque os resultados podem variar de um estudo para outro por vários motivos. Dentre as razões, as condições ambientais diversas e a qualidade das amostras utilizadas nos experimentos.

Combinando estudos isolados, e desta forma usando mais dados, a precisão e a acurácia dos resultados podem ser aumentadas.

Além disso, se os estudos isolados forem de baixo poder estatístico, combiná-los em uma meta-análise pode aumentar o poder estatístico global para detectar um efeito.

A pesquisa

Esse estudo de meta-análise combinou dados de nove estudos clínicos internacionais com 62.000 participantes. Além disso, foram incluídos dados sobre a saúde dentária informada por voluntários no Biobank do Reino Unido.
No total foram incluídos 461.000 participantes, tornando-se o maior estudo do gênero. A análise envolveu a varredura de milhões de pontos estratégicos no genoma para encontrar genes relacionados a doenças dentárias.

Os pesquisadores foram capazes de identificar 47 novos genes relacionados à cárie dentária. O estudo também confirmou que um gene imunológico previamente conhecido mostra relação com a periodontite. Um importante reforço na hipótese da existência de uma ligação entre a genética do indivíduo e a maior predisposição para cáries dentárias e a periodontite.

Entre os genes que poderiam estar ligados à cárie dentária estão aqueles que ajudam a formar os dentes e os maxilares. E também aqueles com funções protetoras na saliva e aqueles que afetam as bactérias encontradas nos dentes.

O estudo buscou correlacionar a genética a fatores ligados à saúde cardiovascular e metabólica. Fatores como tabagismo, obesidade, educação e personalidade. Isso com o objetivo de buscar compreender a existência de ligações com a saúde bucal. Utilizou-se no estudo uma técnica de randomização denominada mendeliana. Descobriu-se mais de uma correlação, mas também um relação de causa e efeito entre a cárie dentária e alguns fatores de risco cardiovascular e metabólicos.

Futuramente estudos como este servirão de base na identificação de pessoas com maiores riscos para o desenvolvimento de problemas dentários.
Porém, independente de quais sejam os genes que as pessoas carreguem em seu genoma, boa higiene oral e dieta são as mais importantes armas na prevenção das cáries dentárias e periodontite.cáries dentárias e a periodontite

Doenças genéticas e a odontologia

Existem doenças genéticas que possuem elevada incidência populacional. Dentre essas estão problemas no desenvolvimento do osso maxilar, lábio leporino e complicações relacionadas aos genes responsáveis pela formação do esmalte dentário. Como no caso da amelogênese imperfeita, por exemplo.

Amelogênese imperfeita

Amelogênese imperfeita é uma alteração de caráter hereditário que afeta o esmalte dentário dos dentes temporários e permanentes. Não estão presentes manifestações sistêmicas.

A transmissão do gene pode acontecer de forma autossômica dominante, autossômica recessiva ou estar relacionada ao cromossoma X.

A origem genética da anomalia pode ser resultado de defeitos nas proteínas da matriz do esmalte. Pode provocar, como consequência, sensibilidade dentária, perda da dimensão vertical e comprometimento a nível estético.

O esmalte dentário é afetado com alta variabilidade, desde deficiência na formação do esmalte até defeitos no conteúdo mineral e proteico.

Conforme o grau de severidade da afetação do esmalte, os tratamentos envolvem múltiplas extrações dentárias, restaurações estéticas e próteses removíveis ou fixas.

O planejamento e a escolha da melhor alternativa de tratamento dependem do nível sócio econômico, da idade do paciente, e da gravidade da anomalia estrutural.

Lábios leporinos

A incidência é maior nos bebês recém-nascidos de mulheres acima dos 40 anos.
O tratamento pode ser feito ainda na primeira infância, através de cirurgia.

Nos quadros de atrofia do osso maxilar (hipoplasia maxilar), o problema tem relação com outros tipos mais graves de síndromes. Isso torna o tratamento estético muito mais difícil.
A hipoplasia ocorre devido a perda do cromossomo X.

Agenesia dentária e hipodontia

A agenesia dentária é a malformação congênita craniofacial mais prevalente em humanos.

A agenesia dentária pode estar associada a várias síndromes. Já a hipodontia não-sindrômica refere-se à ausência congênita de alguns dentes na ausência de qualquer outra deformidade.

Avanços recentes em genética molecular tornaram possível identificar os genes exatos responsáveis pelo desenvolvimento dos dentes e rastrear as mutações que causam a hipodontia.

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Fontes: Nature, Medicalpress, Students4bestevidence, FGM, Colgate, Dentistry Guide
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Bactérias orais tem relação com o AVC? Descubra aqui

bactérias orais e avcBactérias orais e AVC parecem coisas completamente desconexas. Mas uma pesquisa recente mostra exatamente o contrário.

Os autores do estudo demonstram uma relação muito próxima entre bactérias orais e AVC. É provável que uma boa higiene oral seja importante não apenas para a saúde dos dentes, mas também para a prevenção de derrames.
É a conclusão a que chegaram pesquisadores após terem encontrado traços de DNA de bactérias orais em amostras de coágulos sanguíneos causadores de derrames.

Essa descoberta afinal de contas prova que bactérias orais e podem causar AVC? Existe de fato tal conexão? É o que este artigo convida você a descobrir…

É um trabalho de pesquisadores da Universidade de Tampere, na Finlândia. Eles analisaram amostras de coágulos de 75 pessoas vítimas de AVC. Todos os pacientes receberam tratamento de emergência por AVC isquêmico na Unidade de Acute Stroke do Hospital Universitário de Tampere.

Os pacientes foram submetidos a trombectomia. Esse procedimento busca remover coágulos sanguíneos por meio de cateteres introduzidos pelas artérias.
Os cateteres podem implantar os stent retrievers e aspiradores para reduzir ou remover o coágulo.

A análise dos coágulos sanguíneos obtidos pela técnica anteriormente descrita revelou algo surpreendente. Os pesquisadores descobriram que 79% dos coágulos tinham traços de DNA de bactérias orais comuns.

A maioria das bactérias era do tipo “Streptococcus mitis“. Essa bactéria pertence a um grupo que os cientistas chamam de estreptococos viridans.

Os níveis das bactérias orais foram muito mais elevados nas amostras de coágulos do que nas outras amostras que os cirurgiões retiraram dos mesmos pacientes.

A Universidade de Tampere  vem pesquisando há 10 anos sobre o papel das bactérias nas doenças cardiovasculares. O presente estudo faz parte desta investigação.

Já se descobriu, por exemplo, que os coágulos sanguíneos que causaram ataques cardíacos, aneurismas cerebrais e tromboses nas veias e nas artérias da perna contêm bactérias orais. Principalmente por estreptococos viridans. Também mostrou que essas bactérias podem causar endocardite infecciosa, um tipo de infecção cardíaca. Aqui no blog Dentalis já noticiamos essa associação.

Os pesquisadores acreditam que o novo estudo é o primeiro a implicar estreptococos viridans no AVC isquêmico agudo.

O que é um AVC

Um AVC ou acidente vascular cerebral é quando o cérebro repentinamente experimenta uma interrupção em seu suprimento de sangue.
Isso priva as células de oxigênio essencial e nutrientes. E pode resultar em danos nos tecidos e perda de função cerebral.

O tipo mais comum de derrame é um acidente vascular cerebral isquêmico. Isso ocorre quando um coágulo sanguíneo reduz o suprimento de sangue em uma artéria que alimenta o cérebro.

De acordo com dados da World Stroke Organization, cerca de 1 em cada 6 pessoas em todo o mundo provavelmente sofrerá um derrame ao longo da vida.

bactérias orais e avc

Principais causas do AVC isquêmico

Uma das principais causas de acidente vascular cerebral é uma condição chamada aterosclerose. Nessa condição as placas se formam nas paredes das artérias e fazem com que elas se estreitem e endureçam com o tempo. As placas são depósitos de resíduos celulares, gordura, colesterol e outros materiais.

Dependendo de onde as placas se formam, a aterosclerose pode aumentar o risco de doença cardíaca, angina, doença da artéria carótida e doença arterial periférica.

Partes das placas podem se desprender da parede das artérias ou mesmo atrair coágulos. Caso isso aconteça em uma artéria que alimente o cérebro, pode desencadear um derrame isquêmico.

Tipos de AVC isquêmico

  • Aterotrombótico: provocado por doença que causa formação de placas nos vasos sanguíneos maiores (aterosclerose). Causa a oclusão do vaso sanguíneo ou formação de êmbolos;
  • Cardioembólico: ocorre quando o êmbolo causador do derrame parte do coração;
  • Isquêmico de outra etiologia: é mais comum em pessoas jovens e pode estar relacionado a distúrbios de coagulação no sangue.

Entendendo o AVC hemorrágico

O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia.
Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge.
É responsável por 15% de todos os casos de AVC. No entanto, pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.

bactérias orais e avc

Causas do AVC hemorrágico

  • Hipertensão descontrolada e a ruptura de um aneurisma (causa principal);
  • Hemofilia ou outros distúrbios coagulação do sangue;
  • Ferimentos na cabeça ou no pescoço;
  • Tratamento com radiação para câncer no pescoço ou cérebro;
  • Arritmias cardíacas;
  • Doenças das válvulas cardíacas;
  • Defeitos cardíacos congênitos;
  • Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), que pode ser provocada por infecções a partir de doenças como sífilis, doença de Lyme, vasculite e tuberculose;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Infarto agudo do miocárdio.

Principais causas para o AVC (isquêmico e hemorrágico)

  • Hipertensão;
  • Diabetes;
  • Colesterol elevado;
  • Sobrepeso e obesidade;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Idade avançada;
  • Sedentarismo;
  • Uso de drogas ilícitas;
  • Histórico familiar;
  • Ser do sexo masculino.

Qual a diferença entre o AVC hemorrágico e o AVC isquêmico?

Não há uma maneira clínica segura, eficaz e definitiva para identificar se o AVC é hemorrágico ou isquêmico.
O fundamental é iniciar o tratamento com urgência. Exames de imagem poderão revelar a causa do acidente vascular cerebral.

Sabe-se que o AVC hemorrágico costuma apresentar sintomas graves mais rapidamente. Rebaixamento de consciência progressivo, perda da consciência (desmaio), deterioração súbita de reflexos neurológicos e convulsão podem indicar um AVC hemorrágico.

Sinais e sintomas de um AVC

Existem alguns sinais que o corpo dá que ajudam a reconhecer um Acidente Vascular Cerebral. São eles:

  • Sorriso: peça para a pessoa sorrir. Se o sorriso sair torto ou se a boca entortar, pode ser AVC;
  • Abraço: peça para a pessoa levantar os braços. Se a pessoa tiver alguma dificuldade para levantar um deles ou se após levantar os dois um deles cair bruscamente, pode ser AVC;
  • Frase: peça para a pessoa repetir uma frase ou uma mensagem qualquer. Se a pessoa não conseguir compreender ou não conseguir repetir a frase ou mensagem, pode ser AVC;
  • Urgência: havendo qualquer um desses sinais, o SAMU 192 deve ser chamado imediatamente.

Bactérias orais e AVC – fazem ou não parte do evento

O autores do estudo refletiram sobre os resultados encontrados. Os pesquisadores observam que bactérias estreptococos da boca, quando entram na corrente sanguínea, podem causar infecção grave, como as válvulas cardíacas.

Há também evidências de que as bactérias podem ativar diretamente as plaquetas sanguíneas. Por isso conclui-se que bactérias orais e AVC guardam sim uma relação.

Este poderia ser uma via possível para aumentar o risco de derrame?

“Plaquetas ativadas” acionam células que promovem a aterosclerose e “aceleram o desenvolvimento de lesões aterotrombóticas”, escrevem eles.

“Proteínas de superfície bacteriana de S. mitis“, eles acrescentam, “podem se ligar diretamente a vários receptores de plaquetas”.

Em relação às descobertas recentes, os pesquisadores fizeram uma importante observação. Segundo eles as bactérias orais estão sim envolvidas, ou seja, bactérias orais e AVC tem uma relação.

Mas qual o tipo de relação que existe? Bactérias orais e AVC podem representar ter relação de causa e efeito?

Ainda não está claro se elas causam derrames ou se “seu papel é apenas de espectadoras” do processo.

Os mesmos cientistas sugerem: “O atendimento odontológico regular deve ser enfatizado na prevenção primária do AVC isquêmico agudo.”

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Fontes: Journal of the American Heart Association, MedicalNewsToday, Ministério da Saúde

 

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Revolucionário: tudo sobre a vacina contra o câncer oral por HPV

câncer oral por HPVUma vacina contra o o câncer oral por HPV.

Este é o trabalho pioneiro que um pesquisador escocês vem desenvolvendo há quase 15 anos.
O histórico dele ajuda. Ian Frazer é o imunologista que desenvolveu a vacina contra o câncer de colo de útero causado pelo HPV.
A vacina contra com câncer de colo de útero tem ação preventiva. Já esta vacina contra o câncer oral por HPV tem ação terapêutica. Ou seja, surge no horizonte uma forma revolucionária de se tratar o câncer oral por HPV.

O pesquisador Frazer está para iniciar a etapa de testes em humanos acometidos de câncer oral.

Como funciona a vacina contra o câncer oral por HPV

É uma terapia baseada na revolucionária imunoterapia contra o câncer. Essa vacina contra o câncer oral por HPV irá agir sobre o sistema imunológico do paciente. Age informando o sistema imune sobre como atingir eficazmente as células cancerígenas que contém o HPV.
O paciente recebe uma carga de medicamentos imunoterápicos que irão agir sobre o seu sistema imunológico.

Se a etapa de testes em humanos obter irá se alcançar uma forma revolucionária de tratamento do câncer oral por HPV.

Na Austrália, onde a pesquisa acontece, todos os dias três pessoas morrem em decorrência do câncer oral por HPV.
O oncologista e radiologista Sandro Porceddu faz um alerta. Vem se observando um enorme crescimento do número de casos de câncer oral por HPV. Segundo ele o índice pode chegar a 225% em países como Austrália e Estados Unidos da América. Aqui no blog Dentalis já noticiamos o impressionante crescimento do número de casos de câncer de orofaringe.

O professor Frazer aguarda a liberação de recursos da ordem de US$ 700.000 para início desta importante e fundamental etapa de sua pesquisa.
Os testes clínicos em humanos irão acontecer no Princess Alexandra Hospital, em Queensland, Austrália.câncer oral por HPV

Conhecendo melhor o HPV

HPV é a sigla em inglês para papilomavírus humano.
Os vírus HPV tem a capacidade de infectar a pele ou mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV.

Quais são os tipos de HPV que podem provocar câncer

São 13 os tipos de HPV potencialmente capazes de gerar câncer. São eles que apresentam maiores chances de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Os HPV, tipos 16 e 18, são aqueles com maior potencial oncogênico. Estão, por exemplo, presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

O HPV genital é um vírus comum.
Alguns especialistas afirmam que este vírus é quase tão comum quanto o aquele do resfriado.

Como acontece a transmissão do HPV

O HPV é altamente contagioso, sendo possível contaminar-se com uma única exposição.
A transmissão do HPV se dá através do contato direto com a pele ou mucosa infectada.
A principal forma é pela via sexual. Essa via pode ser oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital.
Embora seja raro, o vírus pode se propagar também por meio de contato com mão.
Existe também a chance de transmissão durante o parto.
Não existe comprovação da possibilidade de contaminação por meio de objetos. Isso também vale para o uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

Pessoa com vírus HPV apresenta sintomas?

A maioria das infecções por HPV é não apresenta sintomas e não apresenta evidências.
Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados , e mesmo assim assintomáticos.
As infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas ou não produzem lesões. Isso acontece usualmente, a que denomina-se de infecção latente.
Ou seja, quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não esteja presente. E sim que apenas que não está produzindo doença.

Como se prevenir do HPV

A infecção pelo HPV é de difícil prevenção. Depende do contato de pele doente com pela sadia. Independe da ejaculação. Assim, o preservativo deve ser usado durante toda a relação sexual.
Ter um número reduzido de parceiros sexuais também pode contribuir para a redução do risco dessa infecção.

A utilização de vacinas contra os tipos mais comuns de HPV é altamente recomendável.
Estima-se que mulheres que tomaram uma dessas vacinas antes de se contaminarem pelo HPV têm redução de até 70% na probabilidade de desenvolverem o câncer do colo do útero. Mesmo assim, como ainda existe algum risco, mulheres vacinadas também devem manter a prática do exame preventivo.

Como funciona a Imunoterapia

Os tratamentos convencionais contra câncer atacam as células tumorais. Já a imunoterapia estimula o corpo a produzir anticorpos e combater as células cancerígenas.
Células cancerígenas costumam se disfarçar como sendo células saudáveis do nosso corpo, e assim passar despercebidas da ação do nosso sistema imune.
A questão é como gerar uma terapia que ataque apenas células cancerígenas sem comprometer as células saudáveis de nosso organismo. O avanço das pesquisas propiciou uma imunoterapia mais inteligente e eficaz. Isso se deu a partir da identificação de checkpoints.
Esses checkpoints são barreiras diretamente ligadas às doenças autoimunes. Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico ataca os tecidos saudáveis do próprio organismo.
Com o avanço das pesquisas, a imunoterapia pode ser mais direcionada. Passando a atacar alvos específicos.

Os custos da imunoterapia

Por ser muito recente, a imunoterapia ainda é muito cara. Busca-se reduzir os custos dos tratamentos imunoterápicos por meio de novas patentes elaboradas e registradas no Brasil.

Tratamento de sucesso

A revista The Economist publicou em setembro do ano passado uma pesquisa revelando que a imunoterapia pode dobrar a sobrevida dos pacientes com melanoma metastático (estágio avançado do câncer de pele). Segundo o estudo, as pessoas que recebem o diagnóstico desse tipo de câncer e o tratam com métodos convencionais — quimioterapia, por exemplo– têm um máximo de cinco anos de sobrevida. Com a imunoterapia, 20% dos pacientes conseguiram dobrar essa expectativa. Já com a hipotética combinação dos métodos, 50% dos pacientes poderiam ter mais de dez anos de sobrevida.

Com o passar do tempo, observa-se a eficácia do tratamento imunoterápico. É um sucesso tanto no tratamento do melanoma quanto dos cânceres de pulmão, renal, colo de útero, entre outros.
Espera-se que nos próximos quatro ou cinco anos, 50% dos medicamentos contra o câncer sejam imunoterápicos.

Esperamos em breve também estar comemorando a chegada da vacina contra o câncer oral por HPV. Que possa vir a ser logo mais uma arma no tratamento desta tão grave doença. E vir a salvar milhões de vidas.

Fontes: 9News, INCA , Oncoguia, Fiocruz
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Grande novidade no tratamento da xerostomia (boca seca)

tratamento da xerostomiaO tratamento da xerostomia (boca seca) pode estar em uma simples sequência de exercícios de dois minutos. É o que assegura um estudo recentemente lançado que realizou estudo com pacientes adultos mais velhos.

Com o avanço da idade o surgimento de xerostomia é relativamente comum. A boca seca pode desencadear problemas nos tecidos moles, cáries, doença periodontal e candidíase oral. A maior parte das substâncias químicas utilizadas no tratamento da xerostomia e seus sintomas podem causar efeitos colaterais. E isso pode acabar sendo um problema.

Exercício de alongamento – para tratamento da xerostomia

Pesquisadores da Yonsei University College of Dentistry, na Coreia do Sul, nos trazem uma grande novidade. Afirmam eles que simples exercícios de alongamento pode ser uma nova forma de tratamento da xerostomia e resolver muitos dos problemas causados por ela.

Nova técnica

Faz parte dessa técnica de tratamento da xerostomia os alongamentos lábios, língua e bochechas. Também são executados exercícios para os músculos mastigatórios e de deglutição.

O estudo

Foram avaliados por esse estudo um total de 84 indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos. Todos praticaram os alongamentos e exercícios duas vezes por dia durante uma semana como tratamento da xerostomia. Todos tiveram o acompanhamento de um especialista. Os pesquisadores posteriormente avaliaram o desempenho mastigatório dos indivíduos através do teste de avaliação ‘mixing ability index’.

Além disso, também analisaram os níveis de hidratação da língua e mucosa bucal. Finalmente realizaram o teste repetitivo de deglutição de saliva.

Com base nestes testes, os pacientes foram divididos em dois grupos. Em um deles foram agrupados aqueles que apresentavam boas condições de saúde bucal, e em outro, aqueles que não apresentavam uma boa condição.

Resultados

Pacientes do grupo que apresentavam boas condições de saúde bucal obtiveram resultados ainda melhores. Após a realização da série de exercícios o mixing ability index aumentou em 6%.
Já os pacientes que apresentavam uma condição de saúde bucal ruim a melhora foi surpreendente.
Após a realização da série de exercícios o mixing ability index aumentou em 16%. O grau de hidratação da língua aumentou em 3%.
Imediatamente após a intervenção 25% dos pacientes com saúde bucal ruim evoluíram para as condições de boa saúde bucal do outro grupo. Após uma semana de prática esse mesmo índice subiu para 40%.
Todos os avaliados afirmaram sentir menos desconforto e melhoria do quadro após esse experimento na busca do tratamento da xerostomia.tratamento da xerostomia

Cuidados com a saúde bucal na terceira idade

Cuidados com a higiene bucal combinado a consultas regulares com o dentista podem garantir dentes e gengivas saudáveis na terceira idade.
Uma atenção especial, no entanto, deve-se ter em relação a problemas com próteses dentárias, muito comuns a esse público.

Doenças crônicas, como diabetes e cardiovasculares, podem ser agravadas por uma saúde bucal deficiente.

Além das consequências físicas, a perda parcial ou total dos dentes traz também consequências emocionais.
A ausência de dentes causa enorme impacto na autoestima e a capacidade de mastigação torna-se mais reduzida. Isso acaba afetando as escolhas alimentares. Por consequência podem surgir deficiências nutricionais. E, consequentemente, o aparecimento de outras doenças.

Importante salientar que o avanço da idade requer do dentista uma atenção muito especial com esses pacientes. Isso devido ao risco aumentado para condições como doença periodontal, cáries radiculares, xerostomia, alterações funcionais da cavidade oral e câncer oral.

Pacientes da terceira idade em geral fazem uso de muitos medicamentos para tratamento de problemas diversos de saúde. Muitos desses medicamentos podem ser geradores de problemas para a saúde bucal. Como por exemplo a xerostomia (boca seca). Diante dessa condição, o dentista é o profissional mais habilitado a prestar as orientações devidas para correção dessa disfunção. Neste artigo anterior do blog Dentalis já destacamos os riscos do aparecimento da xerostomia como consequência do uso de muitos medicamentos.tratamento da xerostomia

Doenças mais comuns na terceira idade

Mal de Parkinson

Doença que se caracteriza por uma desordem progressiva dos movimentos. O Mal de Parkinson é um distúrbio cerebral que provoca deterioração progressiva, com rigidez muscular e tremores involuntários. É uma doença mais comum de ser observada a partir de 60 anos. Porém pode ocorrer também a partir dos 35 anos.
O Mal de Parkinson apresenta rigidez muscular, lentidão dos movimentos, andar arrastando os pés, postura inclinada para frente e dificuldade em engolir alimentos.
É uma doença progressiva e influencia a sociabilidade do indivíduo. Pode ser acompanhada de estado depressivo, dificultando o nível interesse do paciente pela vida. Pode ser geradora de problemas para o relacionamento familiar e social.

Tratamento

O processo não tem como ser revertido, mas sim retardado. Isso pode ser feito através pelo uso de medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Alzheimer

É uma doença degenerativa do cérebro. Se caracteriza pela perda progressiva das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, afetando as áreas da linguagem e produzindo alterações no comportamento. Manifesta-se com mais frequência a partir dos 65 anos de idade.

Sua origem tem relação com certas alterações nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas.

As funções cognitivas servem de suporte para todas as operações mentais. São elas que nos permitem captar, elaborar e expressar sentimentos e opiniões. Sua origem está nas conexões dos neurônios.

Sintomas

Esquecimento de fatos ou obrigações recentes. O indivíduo acometido por este mal mantém a memória remota, mas tem dificuldades em lembrar episódios recentes. Relembra de situações do passado e as comenta como se estivessem acontecendo no momento.

Tratamento

Não possui cura até o momento. O tratamento medicamentoso se destina a controlar os sintomas e proteger pessoa doente dos efeitos produzidos pela doença.
O Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas também as pessoas que lhe são próximas em termos emocionais, físicos e financeiros.

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada pela elevação da pressão arterial igual ou acima de 140/90 (14 por 9). Isso quando verificada em várias medições e em horários diferentes do dia.

Não é uma doença exclusiva de idosos, podendo se manifestar em pessoas de todas as idades.
No entanto, estudos demonstraram que cerca de 65% dos idosos são hipertensos.
O controle adequado da doença reduz significativamente os ataques cardíacos e os derrames cerebrais na população idosa.

A hipertensão arterial pode ser originada ter origem genética. Porém muitas vezes está associada a alguns estilos de vida como sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, fumo, e estresse emocional.

Tratamento

Alteração de hábitos de vida deletérios, seguir uma dieta pobre em gorduras e sal e rica em fibras. Praticar atividades físicas regulares, evitar o fumo, controlar o estresse emocional, dentre outras precauções.

Osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa dos ossos e pouco sintomática. Afeta a estrutura dos ossos tornando-os frágeis e diminuindo sua capacidade de suportar o peso corporal. Atinge cada vez mais pessoas e atualmente estima-se que perto de 10% da população brasileira sofra do problema. Por ter menor resistência a traumas, são fraturas comuns no idoso, principalmente no fêmur, quadril, coluna e punho.

Exames como densitometria óssea podem diagnosticar a presença de osteopenia e osteoporose
Sintomas comuns: Dores nas costas ou pescoço. Coluna vertebral com alguma deformidade. Fraturas fáceis.

Cuidados importantes

Prevenção desde a juventude. Dieta balanceada com ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D. Exercícios físicos regulares visando estabilização nas articulações. Controle postural para evitar traumas em desequilíbrio. Diminuir a ingestão de álcool e tabagismo.

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Fonte: Dovepress, Portal Educação
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Conheça o novo e revolucionário tratamento da periodontite

Conheça o novo e revolucionário tratamento da periodontite

tratamento da periodontiteO tratamento da periodontite vem se tornando uma prioridade por conta do enorme crescimento de casos no mundo inteiro.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, cerca de metade de todos os americanos terão doença periodontal em algum momento de suas vidas.

A doença periodontal é caracterizada por gengivas inflamadas e perda óssea ao redor dos dentes.
A condição pode causar mau hálito, dor de dente, gengivas sensíveis e, em casos graves, perda de dentes. Os estágios da doença periodontal, numa ordem crescente de gravidade são gengivite, periodontite e periodontite em estágio avançado. Buscar técnicas que modernizem o tratamento da periodontite ganha ares de prioridade.

Estudos recentes mostraram um aumento do número pacientes com periodontite. Também há estudos mostrando da doença periodontal com o Alzheimer. Uma pesquisa brasileira trouxe novidades no âmbito do tratamento da periodontite como você pode conferir neste outro artigo do blog Dentalis.

Os três estágios da doença periodontal, numa ordem crescente de gravidade, são gengivite, periodontite e periodontite avançada.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA) desenvolveu um método novo e revolucionário de tratamento da periodontite. É uma metodologia que promove a regeneração do tecido gengival e do osso de uma forma individualizada. Ou seja, respeita características biológicas e mecânicas adaptadas às características de cada indivíduo.

Atualmente o tratamento da periodontite se dá através da Regeneração Tecidual Guiada (RTG), porém esta apresenta algumas desvantagens.

Tratamento da periodontite – Regeneração Tecidual Guiada (RTG) de forma resumida

A RTG se baseia na utilização de membranas biocompatíveis com a finalidade de impedir a migração dos tecidos conjuntivo e epitelial para a ferida. Isso permite que células do ligamento periodontal repovoem a região e regenerem o aparato de inserção do dente.

A RTG tem sido utilizada em diversas situações clínicas para facilitar o reparo de defeitos ósseos e periodontais.

Membranas não reabsorvíveis

São utilizadas em sua maioria membranas de Politetrafluoretileno expandido (e-PTFE) e de Celulose (filtro de Millipore).

As principais vantagens no uso de membranas não absorvíveis são:

  • Total controle do tempo de permanência da membrana na ferida cirúrgica;
  • Possibilidade da membrana ser totalmente removida no caso de uma infecção.

As principais desvantagens do uso de membranas não absorvíveis são:

  • A necessidade de uma segunda cirurgia;
  • Ausência de incorporação ao tecido hospedeiro;
  • Tendência à infecção pós-operatória;
  • Recessão gengival quando aplicadas no tratamento periodontal.

Membranas reabsorvíveis

São aquelas membranas à base de colágeno, ácido polilático biodegradável, malha de poliglactina, de cortical óssea humana e de cortical óssea bovina.

As principais vantagens do uso de membranas reabsorvíveis são:

  • São reabsorvíveis, não necessitando de uma segunda cirurgia para a sua retirada;
  • Fácil manipulação e manutenção;
  • Apresentam em geral um bom prognóstico de pós-operatório.

As principais desvantagens do uso de membranas reabsorvíveis são:

  • Reabsorção muito rápida;
  • Tendência ao colapso em defeitos infra-ósseos;
  • Pobre visibilidade quando molhada;
  • Possíveis reações alérgicas locais.

Técnica inovadora e segura para tratar periodontite

A ideia dos pesquisadores foi buscar o desenvolvimento de uma nova classe de membranas. Membranas com propriedades de regeneração óssea e tecidual. Ao mesmo tempo buscou-se o desenvolvimento de um revestimento flexível que pudesse aderir a uma variedade de superfícies biológicas.

A equipe também criou uma maneira de prolongar o cronograma de entrega da droga. O que é essencial para a cicatrização eficaz de feridas. Isso tudo com o objetivo maior de obtenção de uma via rápida e segura para o tratamento da periodontite.

tratamento da periodontiteA pesquisa

O estudo foi realizado com um polímero e revestimento de polidopamina aprovado pelo FDA. Esse polímero possibilita uma excelente adesão em condições úmidas. Assim ajuda a promover a mineralização da hidroxiapatita e a consequente aceleração da regeneração óssea.

Os pesquisadores começaram o estudo com um polímero e revestimento de polidopamina aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) para ajudar na adesão celular. Isso permite excelente adesão em condições úmidas e ajudou a promover a mineralização da hidroxiapatita para acelerar a regeneração óssea. Depois de identificar uma combinação ótima para sua nova membrana, os pesquisadores usaram eletrofiação para unir o polímero com o revestimento de polidopamina.

O primeiro passo é identificar a combinação ideal para a nova membrana. A partir daí os pesquisadores usaram eletrofiação para unir o polímero com o revestimento de polidopamina. A eletrofiação ou electrospinning é uma técnica de produção de fibras com diâmetros em escala nanométrica.

A eletrofiação é um método de produção onde, simultaneamente, gira duas substâncias ao mesmo tempo com cargas positivas e negativas a uma velocidade rápida. Esse movimento resulta numa fusão gerando uma nova substância.

Para melhorar as características estruturais e superficiais de sua nova membrana, os pesquisadores usaram gabaritos de malha de metal em conjunto com a eletrofiação para criar diferentes padrões.

No caso micro padrões, semelhantes à superfície da gaze ou de um waffle.
Isso permite criar um micropadrão na superfície da membrana. Assim é possível localizar a adesão celular e manipular a estrutura da membrana.

Os pesquisadores buscam criar uma membrana que aumente a regeneração do tecido periodontal e seja absorvida pelo corpo quando a cicatrização estiver completa.

Resultados da pesquisa

A pesquisa evidenciou a possibilidade de imitar a complexa estrutura do tecido periodontal. Uma vez colocada, a membrana complementa a função biológica correta de cada lado.

As membranas criadas membranas foram capazes de retardar a infecção periodontal. Além disso, também promover a regeneração óssea e tecidual. E finalmente, permanecer no local por tempo suficiente para prolongar a entrega de medicamentos úteis.

Os estudiosos veem esta descoberta sendo aplicada em outras condições além da própria periodontite. Especialmente condições que que necessitem de tratamento acelerado de feridas e terapias de liberação prolongada de medicamentos.

Outros problemas que a periodontite pode gerar no organismo

Condições cardiovasculares

As bactérias podem viajar pela corrente sanguínea e se fixar no tecido cardíaco. Lá elas pode contribuir para aumento da inflamação local, favorecendo o depósito de gordura (placas de ateroma).

Pneumonia

As bactérias da periodontite podem migrar para os pulmões. Dependendo da imunidade do paciente ocasionar a conhecida pneumonia.

Problemas gastrintestinais

A conhecida bactéria H. pylori pode estar instalada na boca. De lá, ela pode migrar para o estômago, causando diversos problemas.

Diabetes

As bactérias presentes numa periodontite elevam o grau de inflamação do organismo. Essa condição predispõe ao risco do desenvolvimento de um quadro de diabetes.

Doenças articulares

Bactérias da periodontite produzem metabólitos com o potencial de desencadear ou mesmo agravar quadros inflamatórios das articulações.

Sinusite

As bactérias da periodontite podem migrar para a mucosa dos seios da face. Isso pode ocasionar sinusite.

Parto prematuro

Bactérias presentes num quadro de periodontite podem migrar para corrente sanguínea. Essa condição pode predispor a gestante a um parto prematuro.

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Fontes: ACSNano , USP Biblioteca Digital, blog profAlessandraAreas , ScienceDaily
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Antibióticos inteligentes, uma descoberta incrível

Antibióticos inteligentes, uma descoberta incrível

antibióticos inteligentesAntibióticos inteligentes é o nome da grande novidade que trazemos hoje. Antibióticos convencionais são a primeira linha de defesa quando se trata de combater infecções.
Mas eles não são seletivos e acabam matando as bactérias indiscriminadamente, sejam elas boas ou ruins.

Quando os primeiros antibióticos foram descobertos no início do século 20, a taxa de morte por doenças infecciosas caiu drasticamente.

Mas o surgimento de bactérias multirresistentes vem aumentando muito.

O uso indevido de antibióticos coloca a humanidade sobre um grande risco. Até 2050 as doenças infecciosas podem se tornar a principal causa de morte em todo o mundo. Será uma triste volta ao passado.

Em uma tentativa de aumentar o arsenal disponível para enfrentar essa ameaça, cientistas do Institut Pasteur, do CNRS e da Universidade Politécnica de Madri desenvolveram com sucesso uma arma biológica, os antibióticos inteligentes. Antibióticos à propósito é uma classe de medicamentos que vem sendo cada vez mais prescritos por dentistas como se pode ler neste post.

Antibióticos inteligentes

São uma unidade genética bacteriana com incrível poder. Podem eliminar especificamente múltiplas bactérias resistentes a antibióticos sem destruir as bactérias que são benéficas ao corpo.
Ao contrário de outras abordagens em desenvolvimento. Esta nova ferramenta está associada a uma taxa mínima de emergência de nova resistência. Os resultados foram publicados na revista Nature Biotechnology em 15 de abril de 2019.

Histórico

A descoberta de antibióticos na década de 1930 preparou o caminho para um progresso médico e social sem precedentes.

Os últimos 20 anos viram o surgimento de mecanismos de resistência bacteriana que estão se espalhando por todo o planeta.

Cada vez menos antibióticos novos

Poucos novos antibióticos estão sendo criados. O tempo que leva da introdução de um novo fármaco até o aparecimento de resistência vem se tornando cada vez menor. A resistência põe em risco a nossa capacidade de tratar doenças infecciosas, dando origem a incapacidade e morte.

Antibióticos convencionais – eliminam indiscriminadamente

Quando um tratamento antibiótico é utilizado, as moléculas terapêuticas atacam todas as bactérias da microbiota.
Essa destruição não direcionada leva à disbiose.
Disbiose é uma ruptura no equilíbrio do ecossistema bacteriano. Esta ruptura pode resultar no surgimento de bactérias oportunistas e à resistência ao antibiótico usado.
O impacto prejudicial da disbiose pode ser evitado pelo desenvolvimento de estratégias antimicrobianas altamente específicas.

Por exemplo, a ferramenta CRISPR-Cas9 pode ser usada para direcionar os genes de resistência em bactérias patogênicas.
Mas a taxa de falha associada à técnica é relativamente alta. Isto acontece quando o patógeno consegue escapar dos vários mecanismos de defesa empregados pelo organismo infectado.

Neste novo estudo, uma equipe científica desenvolveu uma estratégia alternativa.
Alternativa essa baseada na expressão específica de toxinas extremamente poderosas administradas por conjugação. A esta nova arma denominamos antibióticos inteligentes.

Conjugação é um processo usado por bactérias para troca de genes através de plasmídeos.
Plasmídeos são moléculas de DNA que são específicas dos genomas bacterianos.
Nesta nova estratégia, o gene que codifica a toxina está dentro do plasmídeo.

Sistema toxina-antitoxina

O uso de toxinas do sistema toxina-antitoxina do tipo II pareceu uma boa ideia. Pois ao que parece as bactérias não desenvolvem resistência a esse arsenal.
Mas um dos desafios deste método é como controlar o poder absoluto dessas toxinas.
Isto foi feito separando seus genes em dois fragmentos. Isso garante que eles só serão eficazes se as duas partes puderem ser recombinadas.

Os cientistas verificaram a natureza específica desta toxina em Vibrio cholerae.

É uma bactéria marinha cujos hospedeiros naturais são certos peixes e mariscos.
“Em primeiro lugar, queríamos ativar a expressão de toxinas em Vibrio cholerae.

Utilizamos um promotor (uma região de DNA necessária para a transcrição) especificamente reconhecido por esta bactéria que expressa e ativa o complexo de toxina”, diz o pesquisador.

Eles então refinaram essa “arma” ainda mais. Assim a toxina só seria capaz de atingir cepas de Vibrio cholerae resistentes a antibióticos.

Isso envolveu a criação de um módulo genético que expressa um inibidor de toxina altamente específico, uma antitoxina. Esta antitoxina não é mais produzida quando a bactéria contém genes de resistência. Eis o diferencial. Essa nova classe  de arma biológica vem sendo chamada de antibióticos inteligentes.
Ao combinar estes dois procedimentos, eles desenvolveram uma estrutura genética cuja eficácia foi verificada in vivo nas comunidades naturais complexas de bactérias no peixe-zebra e Artemia microbiotas.

Alta eficácia

“O nível de fuga para essa estratégia alternativa é muito baixo. Ela pode ser facilmente adaptada para a destruição específica de vários outros patógenos. Agora, precisamos melhorar o processo de entrega do gene pelo plasmídeo”, conclui o pesquisador.

Bomba inteligente

O antibiótico inteligente atua como uma bomba genética e ao se aproximar de bactérias ruins, detectará certos sinais moleculares.

Sinais como virulência ou resistência a antibióticos, que a desencadearão ao matar bactérias. No entanto, se for introduzido em uma bactéria do bem, não fará nada.

Este mecanismo de ativação seletiva de antibióticos pode ser programado para atacar várias bactérias resistentes. Isto é possível graças a uma molécula chamada intein para a qual o Instituto Pasteur apresentou um pedido de patente. A intein compõe o cérebro dos antibióticos inteligentes.

“Conseguimos que nosso antibiótico inteligente remova a cólera resistente a antibióticos das zebras infectadas e que o restante das bactérias presentes nesses peixes não seja atingido e sobreviva”, diz o pesquisador da UPM.

Em sua opinião, isso é importante porque a cólera afeta mais de um milhão de pessoas a cada ano. Em casos graves, causa morte.

Novos estudos vêm aí

Isto é ciência pura. Por isso devemos continuar a explorar como esses antibióticos inteligentes farão parte de nosso dia a dia. O próximo passo será realizar experimentos com camundongos. Se os resultados forem positivos diz Rodríguez-Patón, passaremos a utilizar os antibióticos inteligentes em pessoas para tratar infecções bacterianas multirresistentes.

Além das organizações mencionadas no primeiro parágrafo, esta pesquisa recebeu financiamento do projeto europeu H2020 Future and Emerging Technologies, do Ibeid Labex e da French Foundation for Medical Research (FRM).

Este vídeo ilustra a ação destes antibióticos inteligentes:

Fontes: Instituto Pasteur, Googleness
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