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Detecção do câncer de boca e garganta – teste rápido

Detecção do câncer de boca e garganta – teste rápido

detecção do câncer de boca e garganta

Um teste de saliva para detecção do câncer de boca e garganta causados pelo HPV pode salvar milhares de vidas a cada ano.
É o resultado de uma pesquisa realizada na Univesidade Duke, nos Estados Unidos.
O teste realizado pelos cientistas apresentou 80% de precisão na detecção do câncer de boca e garganta.

Detecção do câncer de boca e garganta – teste rápido

Os pesquisadores asseguram que a detecção do câncer de boca e garganta é possível logo no seu início através desse teste.
Isso aumenta muito a esperança dos pacientes dentro no combate à doença.
Ainda serão necessários, no entanto, mais testes para confirmar a segurança dessa nova tecnologia.
Mas os pesquisadores estão esperançosos.
Eles dizem que esse é um teste de baixo custo financeiro. Além disso, os resultados podem ser obtidos em menos de 10 minutos.

Câncer de boca e garganta – elevado crescimento

Os índices de câncer de boca e garganta estão aumentando no mundo ocidental de uma forma avassaladora.
O número de pacientes diagnosticados no Reino Unido dobrou em uma geração.
Os médicos dos EUA também verificam um aumento similar nesses cânceres. Ambos podem ter como causa de origem o vírus HPV.

Cânceres gerados pelo HPV – Origem

A infecção por HPV – disseminada através do sexo oral, bem como das relações anal e vaginal – é a causa cerca de 70% de todos os casos.
Outros fatores de risco são a ingestão de quantidades excessivas de álcool por longos períodos de tempo e o cigarro.

Estima-se em 115.000 casos de câncer de orofaringe a cada ano em todo o mundo.
Os cânceres de boca e garganta estão entre os que mais crescem nos países ocidentais.
Isso acontece por devido ao aumento da incidência relacionada ao HPV, especialmente em pacientes mais jovens.

Como o câncer se manifesta

O câncer de orofaringe começa na parte de trás da garganta que inclui a base da língua e as amígdalas.
Ele fica sob o ramo dos cânceres de cabeça e pescoço, que também inclui câncer de boca – outro tipo que pode ser causado pelo HPV.

A detecção precoce da doença pode aumentar as chances de sobrevivência de 50% para 90%, de acordo com o NHS.

Na maioria dos casos os pacientes não são diagnosticados nas fases iniciais da doença. Isso porque a localização do câncer dificulta a sua visualização durante os exames clínicos de rotina.

O teste – como funciona

O novo teste utiliza um chip desenvolvido para isolar minúsculas micropartículas, conhecidas como exossomos, na saliva. Essas partículas são secretadas nos fluidos corporais e vários tipos de câncer estão associados a sua presença.
Os exossomos são responsáveis pela transferência de moléculas entre o câncer e várias células.

O novo teste os isola, filtrando partículas maiores na saliva e sondando os exossomos do DNA liberado pelos tumores. Ele também examina o fluido na boca em busca do HPV-16, uma cepa que pode colocar as pessoas em risco de câncer de orofaringe.
O teste leva cinco minutos para ser conduzido e outros cinco para processar os resultados.
Especialistas asseguram que o teste é barato – mas não detalharam o custo.
Em comparação, as biópsias atuais levam cerca de oito horas. Isso porque precisam ser enviadas para serem avaliadas por um especialista.

Diagnóstico rápido do câncer em seus estágios iniciais

É fundamental que métodos de vigilância sejam desenvolvidos para detectar o câncer em seus estágios iniciais.
A detecção bem-sucedida dos cânceres ocasionados pelo HPV a partir da saliva oferece vantagens, incluindo detecção precoce, avaliação de riscos e triagem.

Câncer de orofaringe – Números elevados

O câncer de orofaringe ocasionou a morte de 2.722 britânicos e 9.750 norte-americanos no ano passado. Novos casos da doença no Reino Unido aumentaram 135% em comparação com 20 anos atrás.

Segundo os pesquisadores, essa tecnologia também pode ser usada para analisar sangue, urina e plasma.
Os resultados foram publicados no Journal of Molecular Diagnostics.

Resumindo

Enquanto a maioria dos cânceres está diminuindo, os casos de câncer de boca continuam aumentando e num ritmo alarmante.
As causas costumeiras, como fumar e beber álcool em excesso, vem sendo ultrapassadas rapidamente por fatores de risco emergentes, como o papilomavírus humano (HPV).

Métodos de detecção do câncer de boca e garganta em seus estágios iniciais são muito importantes.
Ambos podem ter efeitos devastadores na vida de uma pessoa.
Se tudo der certo muitos vidas poderão ser salvas.
Manteremos a todos informados aqui no blog Dentalis quando esse teste for disponibilizado no mercado.

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Fonte: Journal of Molecular Diagnostics
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Tratamento do câncer de boca – uma nova estratégia

tratamento do câncer de boca

Uma nova estratégia para o tratamento do câncer de boca é o que propõe pesquisadores da Universidade de Okayama, no Japão.

Essa estratégia está descrita em um estudo publicado na revista Cells. Nesse estudo os pesquisadores afirmam terem reduzido o tamanho dos tumores bucais do câncer ao danificar os vasos sanguíneos ao redor das células cancerígenas.

As células cancerígenas contam com mecanismos engenhosos de sobrevivência dentro do corpo.
Uma estratégia que adotam é o desenvolvimento de uma rede de vasos sanguíneos em torno de si como fonte de suprimento de nutrientes.

Os cientistas vêm pesquisando há muito tempo maneiras de impedir esse fluxo sanguíneo para as células cancerígenas.

CXCR4 – papel chave no processo – O estudo

A CXCR4 é uma proteína conhecida por estar intimamente envolvida com o crescimento do tumor.
No entanto, seu papel exato na progressão do câncer não é claro.

Nesse trabalho é demonstrado que a CXCR4 é a principal culpada pela manutenção do arranjo dos vasos sanguíneos do tumor.

Os cientistas descobriram, analisando amostras clínicas humanas, que os vasos tumorais expressavam CXCR4 em amostras de câncer de boca.
A próxima pergunta a ser respondida era se os vasos sanguíneos ricos em CXCR4 estariam promovendo o crescimento do câncer.

Então as células cancerígenas bucais foram transplantadas em camundongos.
Depois que o tumor cresceu nos corpos dos ratos, eles receberam o AMD3100. Esse é um fármaco que antagoniza o CXCR4.

Quando os cânceres foram posteriormente observados ao microscópio, várias áreas haviam sido necrosadas. Foi observado um padrão característico de necrose em que o tecido tumoral que estava distante do vaso sanguíneo era necrótico. Ao mesmo tempo deixando o tecido tumoral próximo à periferia do vaso sanguíneo.
Este padrão aleatório de morte celular de tumor foi denominado “inibição angiogênica do tumor desencadeada necrose” . Angiogênese é a formação de novos vasos sanguíneos.

A ampla área do tecido tumoral também mostrou uma falta grave de oxigênio, que foi acompanhada por um comprometimento da angiogênese.

A inibição do CXCR4 parecia induzir necrose tumoral, danificando os vasos sanguíneos e impedindo as células de um suprimento saudável de oxigênio.

Tratamento do câncer de boca – nova estratégia – novas esperanças

Este estudo é o primeiro a mostrar o papel do CXCR4 na promoção do crescimento tumoral. Essa proteína fornece às células cancerígenas uma rede saudável e organizada de vasos sanguíneos.

Estratégias que possam atrapalhar essa rede podem ser mais exploradas como terapias de tratamento do câncer de boca.
O CXCR4 desempenha um papel crucial na angiogênese tumoral necessária para a progressão câncer bucal. Assim, desenvolver mecanismos que antagonizem a CXCR4 pode ser uma estratégia terapêutica eficaz para o tratamento do câncer de boca.

A CXCR4 é uma proteína vital na manutenção e crescimento das células que produzem sangue dentro do nosso corpo.

Nos fetos, o CXCR4 também é responsável pela formação de certos vasos sanguíneos.

Aliás, a CXCR4 também está presente em várias formas de câncer, como câncer de mama, fígado e oral.

Frequentemente, os tumores que mostram a presença de CXCR4 tendem a crescer mais rapidamente do que aqueles sem a sua presença.

Dada a sua ligação com os vasos sanguíneos e a progressão do câncer, essa pesquisa procurou investigar se a CXCR4 promove diretamente o crescimento do câncer, fornecendo sangue aos tumores. E isso se provou verdadeiro.

Existem outras terapias inovadoras sendo pesquisadas e que em breve poderão revolucionar o tratamento do câncer de boca.

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Fonte: The Oral Cancer Foundation
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Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

Qual a relação entre a vitamina D e o Covid-19?

vitamina D e o Covid-19

Vitamina D e o Covid-19 aparentemente não guardam nenhuma relação.
Só aparentemente. Isso porque pesquisadores descobriram uma forte correlação entre a vitamina D e o Covid-19 no que diz respeito às taxas de mortalidade.

Essa é a conclusão de uma equipe e pesquisadores da Northwestern University.

A pesquisa

Os pesquisadores dessa universidade realizaram uma análise estatística de dados de hospitais de nove países.
Dentre esses estão China, França, Alemanha, Itália, Irã, Coréia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido (Reino Unido) e Estados Unidos.

A correlação entre a vitamina D e o Covid-19 foi observada em pacientes de países com altas taxas de mortalidade por Covid-19. Países como Itália, Espanha e Reino Unido. Pacientes desses países com altas taxas de mortalidade apresentavam níveis mais baixos de vitamina D. Isso quando comparados com pacientes de países não tão gravemente afetados.

Embora a deficiência de vitamina D possa ter relação com a taxa de mortalidade, não necessariamente signifique que todos devam começar a suplementar essa vitamina.
Os pesquisadores constataram uma evidência, e mais estudos se mostram necessários.
É preciso esclarecer o mecanismo que explique essa mortalidade elevada.

Correlação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19

A suspeita dos pesquisadores da estranha relação entre os níveis de vitamina D e o Covid-19 se originou ao perceber diferenças inexplicáveis nas taxas de mortalidade por COVID-19 de país para país.

Houve quem levantou a hipótese de que diferenças na qualidade da assistência médica, distribuição de idade na população, taxas de testagem ou diferentes cepas do coronavírus pudessem ser as responsáveis. Um dos pesquisadores envolvidos, no entanto, não acreditou nisso.

Segundo o pesquisador Backman, nenhum desses fatores parece desempenhar um papel significativo.
O sistema de saúde no norte da Itália, por exemplo, é um dos melhores do mundo.
As diferenças de mortalidade existem mesmo que se observe a mesma faixa etária.

E, embora as restrições aos testes realmente variem, as disparidades na mortalidade ainda existem mesmo quando foram analisados países ou populações para os quais se aplicam taxas de teste semelhantes.
Em vez disso, observou-se uma correlação significativa entre a deficiência de vitamina D e o Covid-19 em suas taxas de mortalidade.

Tempestade de citocinas

Ao analisar dados disponíveis de pacientes de todo o mundo, Backman e sua equipe descobriram algo muito curioso. Uma forte correlação entre os níveis de vitamina D e a tempestade de citocinas.
Essa é uma condição hiperinflamatória causada por um sistema imunológico hiperativo. Ao mesmo tempo notou-se uma correlação entre a deficiência de vitamina D e a mortalidade.

A tempestade de citocinas pode danificar gravemente os pulmões e levar à síndrome do desconforto respiratório agudo e à morte dos pacientes.
É o que parece ocasionar a morte da maioria dos pacientes com Covid-19.
Ou seja, não é exatamente o vírus o causador direto da destruição dos pulmões.
O dano mortal é causado pelas complicações decorrentes do incêndio mal direcionado pelo sistema imunológico.

Vitamina D e a taxa de mortalidade pelo Covid-19

A pesquisa em questão demonstra que níveis adequados de vitamina D podem reduzir a taxa de mortalidade de Covid-19 em até 50%.
A vitamina D não impede o paciente de contrair o vírus. Mas pode reduzir as complicações e evitar a morte daqueles que estão infectados.

Crianças e o Covid-19 – um mistério a ser esclarecido

A correlação entre vitamina D e o Covid-19 pode ajudar a explicar os muitos mistérios que cercam essa doença.
Explicar por que as crianças têm menos probabilidade de morte por decorrência do Covid-19.

Crianças ainda não possuem um sistema imunológico totalmente desenvolvido. Esse mesmo sistema imunológico está diretamente envolvido na resposta ao Covid-19 e com maior probabilidade de gerar uma reação exacerbada.
Esse pode ser o grande diferencial entre crianças e adultos na resposta ao Covid-19.

A reação das crianças ao vírus está baseada no seu sistema imunológico inato.
Isso pode explicar por que a taxa de mortalidade delas é mais baixa.

Atenção – cuidados com doses exageradas de vitamina D

Os pesquisadores salientam que as pessoas não devem tomar doses excessivas de vitamina D. Isso porque doses altas podem gerar efeitos colaterais negativos.
São necessárias muito mais pesquisas para se saber como a vitamina D pode ser usada deforma mais eficaz para proteção contra as complicações do Covid-19.

Vitamina D – qual a dose ideal?

É difícil dizer qual dose é mais benéfica para o Covid-19.
No entanto, é claro que a deficiência de vitamina D é prejudicial e pode ser facilmente tratada com a suplementação adequada.
Isso pode ser uma chave para ajudar a proteger populações vulneráveis.
Especialmente pacientes afro-americanos e idosos, que apresentam uma prevalência maior de deficiência de vitamina D.

A solução para a pandemia de Covid-19, como sabemos, virá com a descoberta de uma vacina eficaz contra o Sars-Cov-2, o vírus causador da doença.

Fonte: medRxiv
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Novidades sobre o vírus SARS-CoV-2, causador do Covid-19

SARS-CoV-2

Afinal, o que torna o vírus SARS-CoV-2, causador da epidemia de Covid-19, uma grande ameaça?

Um novo estudo joga luz sobre essa questão. Pesquisadores da Harvard Stem Cell identificaram os prováveis tipos de células que o vírus SARS-CoV-2 infecta.

Descobriu-se que uma das principais defesas imunológicas do corpo contra infecções virais pode realmente ajudar o vírus SARS-CoV-2 a infectar essas mesmas células.

O que torna algumas pessoas mais suscetíveis ao vírus SARS-CoV-2 e o que ele faz no corpo?

Essas são questões fundamentais na busca de tratamentos mais eficazes.

Vírus SARS-CoV-2 – As células preferidas no organismo humano

O vírus SARS-CoV-2 age preferencialmente sobre células de tecidos como o revestimento da cavidade nasal, pulmões e intestino.
Essa conclusão de deu com base nos sintomas relatados pelos pacientes onde o vírus foi detectado nas análises realizadas.

Quais as células mais suscetíveis ao ataque do vírus SARS-CoV-2?

Pesquisas recentes indicam que o SARS-CoV-2 usa um receptor de células humanas chamado ACE2 para entrar nas células.

Isso acontece com o auxílio de uma enzima chamada TMPRSS2. Isso levou os pesquisadores a fazer uma pergunta simples.

Afinal, quais células do tecido respiratório e intestinal expressam ACE2 e TMPRSS2?

Para responder a essa pergunta, a equipe voltou-se para o sequenciamento de RNA de célula única. Esse sequenciamento identifica quais genes são expressos em células individuais.

Descobriu-se que apenas uma pequena porcentagem de células respiratórias e intestinais humanas produzem ACE2 e TMPRSS2.

Essas células se dividem em três tipos.

São elas: células no nariz que secretam muco, células pulmonares que ajudam a manter os sacos de ar e células que revestem o intestino delgado e estão envolvidas na absorção de nutrientes.

Dados de primatas não humanos mostraram um padrão semelhante de células suscetíveis.

Muitas linhas celulares respiratórias existentes podem não conter a mistura completa de tipos de células. Também podem faltar as que são relevantes.
Depois de entender quais células estão mais sujeitas à infecção surge uma nova questão.

Existe algo dentro dessas células que de alguma forma contribua para o ciclo de vida do vírus?

Esse é um dos focos de pesquisa.

Os estudos prosseguem e buscam descobrir quais medicamentos podem interromper esse ciclo e acelerar a cura do Covid-19.

Interferon: útil ou prejudicial?

No começo o alvo do trabalho era identificar os tipos de células suscetíveis ao SARS-CoV-2.
Depois os pesquisadores descobriram que o gene ACE2 é estimulado pelo interferon. O interferon é uma das principais defesas imunológicas do corpo quando ele detecta um vírus.
No entanto, detectou-se um problema.
Na prática, o interferon passou a ativar o gene ACE2 em níveis mais altos. Isso potencialmente dá ao vírus novos portais para entrar. Ou seja, o interferon pode ser tornar uma aliado do SARS-CoV-2, facilitando sua entrada nas células humanas.

Trabalho em conjunto

Os pesquisadores buscam descobrir com detalhes as ações do vírus nas células. E também estudar amostras de tecidos de crianças e adultos.
Isso tudo para entender porque o Covid-19 é tipicamente menos grave em pessoas mais jovens.

Tudo isso é fruto de um grande esforço e trabalho em conjunto da comunidade científica mundo afora.
Vários pesquisadores e colaboradores em todo o mundo compartilham diariamente novos dados e achados.
Tudo isso para que se consiga alcançar um progresso na resolução dessa pandemia no menor prazo possível.
É ao mesmo tempo inspirador ver o que se pode alcançar quando todos se reúnem para resolver um problema.

Tem dúvida sobre a pandemia de Covid-19? Neste link você poderá encontrar uma matéria completa no site com tudo sobre essa doença de alcance mundial.

Fontes: Harvard Stem Cell Institute, ScienceDirect
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Vem aí: Medicamentos eficazes na cura do câncer de boca

cura do câncer de boca

A cura do câncer de boca pode estar próxima. Dizemos isso com base numa descoberta recente da ciência.

É uma nova e potente classe de medicamentos anticancerígenos que tem como alvo certeiro as células do câncer de boca.
Atacam as células cancerígenas do câncer bucal sem causar nenhum dano às células normais.
É o resultado da pesquisa realizada na UT Health San Antonio.

Esta nova classe de medicamentos anticâncer são análogos de capsazepina. A capsazepina é um antagonista sintético da capsaicina.

A capsaicina, por sua vez, é o componente ativo das pimentas conhecidas internacionalmente como pimentas chili.
A capsazepina já foi testada contra cânceres de boca e outros tipos de cânceres em estudos pré-clínicos e em animais.

Novos medicamentos anticancerígenos – uma esperança de cura do câncer de boca

O objetivo dos pesquisadores é o de desenvolver medicamentos anticancerígenos que tratem o câncer bucal de forma eficaz. Isso tanto para os cânceres em seu estado inicial como também avançado e recorrente. É uma descoberta que pode representar a tão desejada e esperada cura do câncer de boca. Em tempos em que vemos cada vez surgirem mais novos casos de câncer de boca é uma notícia excelente!

É algo muito importante. Isso porque o câncer é uma doença mortal com uma taxa de sobrevivência de apenas 40%.
O carcinoma bucal raramente é diagnosticado em seus estágios iniciais quando a cura do câncer de boca é possível.
Aproximadamente 75% dos pacientes são diagnosticados em estágios avançados da doença. Isso diminui grandemente a chance de sobrevivência.

As pesquisas vem evidenciando que a capsazepina é um potente eliminador de câncer.
Os pesquisadores descobriram que a capsazepina apresenta atividade significativa de combate ao câncer. Isso acontece através de um mecanismo de ação seletivo do carcinoma.

Em colaboração com o Center for Innovative Drug Discovery desenvolveram-se análogos sintéticos mais potentes da capsazepina.
A eficácia desses novos medicamentos anticancerígenos foi significativamente mais forte. Os testes foram realizados em ratos com câncer bucal. Nesses testes o fármaco testado não apresentou efeitos adversos sobre tecido saudável.

Ao longo dos últimos meses os pesquisadores sintetizaram 30 novos compostos. Esses compostos têm estruturas químicas baseadas no composto original, a capsazepina.
Os compostos foram então rastreados com base na sua capacidade para eliminar células cancerígenas bucais em meio de cultura.
Os compostos de chumbo de códigos CIDD24, CIDD99 e CIDD111 foram validados em modelos de ratos com câncer humano.

CIDD99 – poderoso e eficaz

Desses compostos o CIDD99 foi aquele que demonstrou maior eficácia. E foi onde os estudos se concentraram.
Este composto erradicou os cânceres, deixando o tecido saudável normal inalterado. Ou seja, promoveu a cura do câncer sem danos ao tecido original.
O CIDD99 ainda apresentou um benefício extra. Foi o composto que também sensibilizou as células do câncer bucal para os medicamentos anticâncer tradicionais.
Ou seja, tornou as células do câncer de boca muito mais sensíveis e responsivas ao tratamento com os quimioterápicos de rotina.
Isso possibilita o uso de doses muito mais baixas desses fármacos.
Assim há uma expressiva redução de efeitos colaterais aliada a maior eficácia do tratamento.

cura do câncer de boca

Eficaz contra outro tipo de cânceres

O CIDD99 se mostrou também eficaz contra outros tipos de câncer. Pode assim vir a se transformar numa nova terapia para múltiplos cânceres. E isso tudo com menos efeitos colaterais do que as quimioterapias tradicionais.
Com o avanço da pesquisa, descobriu-se que o CIDD99 também é eficaz contra o câncer do pulmão de células não pequenas, câncer de mama triplo negativo e as células do câncer de próstata.

Grande otimismo

São resultados empolgantes. Isso porque não foram desenvolvidos novos medicamentos anticancerígenos para o câncer de boca nos últimos 40 anos.
A imunoterapia funciona muito bem é claro, mas só é eficaz em um pequeno grupo de pacientes.
Esses novos compostos podem se transformar numa nova classe de medicamentos anticancerígenos.
E o mais importante: com a incrível capacidade de tratar de forma eficaz todos os pacientes com câncer de boca. Com essa nova classe de fármacos, renasce a esperança da cura do câncer de boca.

Fontes: UT Health
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O HPV e o câncer de cordas vocais

O HPV e o câncer de cordas vocais

câncer de cordas vocais

Um notável aumento recente no diagnóstico do câncer de cordas vocais em adultos jovens parece ser o resultado da infecção por cepas de vírus do papiloma humano (HPV). O HPV também pode causar câncer cervical e outras neoplasias malignas.

Pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts (MGH) detectaram a presença da infecção pelo HPV em todas as amostras testadas de câncer de cordas vocais de 10 pacientes diagnosticados com 30 anos ou menos. A maioria dos quais não fumantes.

Nos últimos 150 anos, o câncer de cordas vocais vinha sendo quase uma doença exclusivamente associada ao tabagismo. E também quase totalmente vista em pacientes com mais de 40 anos. Os últimos dados mostram que isso está mudando, e mudando pra pior. Já tinha se observado também um notável crescimento do número de casos de câncer bucal.

Câncer de cordas vocais

Hoje, os não fumantes estão se aproximando de 50% dos pacientes com câncer de cordas vocais. E tem sido comum que eles sejam diagnosticados com menos de 40 anos.
Essa transformação epidemiológica do câncer de cordas vocais é um problema de saúde pública significativo.

Os pesquisadores observam que o aumento no diagnóstico de câncer de cordas vocais parece se igualar a um aumento anterior no diagnóstico de câncer de garganta.
O câncer de garganta tem sido associado a infecções por cepas de alto risco do HPV.

Novas evidências

Os pesquisadores observaram inicialmente um aumento na incidência do câncer de cordas vocais em não fumantes. Posteriormente começaram a investigar se a infecção por HPV poderia explicar esse diagnóstico em não fumantes mais jovens.

A pesquisa

Para isso analisaram os dados de 353 pacientes tratados por câncer de cordas vocais durante um período de 14 anos no Hospital de Massachusetts.
Análises de amostras de tecido dos tumores de 10 de 11 pacientes mais jovens revelaram cepas de HPV de alto risco em todos eles.

Os autores observam que estes casos de câncer de cordas vocais ligados ao HPV associados a alto risco assemelham-se muito à papilomatose respiratória recorrente (PPR).
Essa é uma condição benigna causada por variantes comuns de baixo risco do HPV.
A PPR benigna das cordas vocais tem sido uma doença bem conhecida por HPV há mais de um século. É impressionante que agora haja uma malignidade HPV que parece tão semelhante. Isso acaba criando uma confusão diagnóstica e terapêutica, segundo os pesquisadores.
Deve-se observar que esses cânceres de cordas vocais associados ao HPV não são uma degeneração maligna da doença benigna.

São necessários mais estudos de larga escala para determinar o ritmo de crescimento do câncer de cordas vocais entre os não-fumantes. Também é necessário aprofundar o estudo da incidência de HPV de alto risco nesses cânceres. Assim como também os fatores relacionados à idade e sexo das pessoas afetadas.

câncer de cordas vocais

Cordas vocais e a laringe

A laringe é um órgão composto de cartilagens, músculos e membranas.
A laringe conecta a faringe à traqueia. Exerce função respiratória e de produção de som.

Localiza-se na região da garganta, entre a traqueia e a base da língua.
Pode ser dividida em três compartimentos diferentes: subglote, glote (localizada na porção final da laringe) e supraglote.
É na glote que estão as cordas vocais. As cordas vocais são pequenas pregas que vibram com a passagem do ar e fazem parte do aparelho fonador.

A mucosa da laringe forma dois pares de pregas: o primeiro par superior constitui as falsas cordas vocais ou pregas vestibulares. O segundo par inferior forma as cordas vocais verdadeiras. Quando o ar passa pela laringe, os músculos podem se contrair, modificando a abertura das cordas vocais e produzindo sons.

câncer de cordas vocais

Câncer de laringe

O câncer de laringe ocorre predominantemente em homens em geral acima de 40 anos.
É um dos cânceres mais comuns entre os que atingem a região da cabeça e pescoço.
Representa cerca de 25% dos tumores malignos que acometem essa área e 2% de todas as doenças malignas.

A ocorrência pode se dar em uma das três áreas em que se divide o órgão: supraglote, glote e subglote. Aproximadamente 2/3 dos tumores surgem na corda vocal verdadeira, localizada na glote, e 1/3 acomete a laringe supraglótica (acima das cordas vocais).
O tipo histológico mais prevalente, em mais de 90% dos pacientes, é o carcinoma de células escamosas.

Fatores de risco

– O fumo e o álcool são os principais fatores de risco. O fumo aumenta em 10 vezes a chance de desenvolver o câncer de laringe;
– Estresse e mau uso da voz também são prejudiciais;
– Excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de laringe;
– Exposição a óleo de corte, amianto, poeira de madeira, de couro, de cimento, de cereais, têxtil, formaldeído, sílica, fuligem de carvão, solventes orgânicos e agrotóxicos;

Como prevenir

– Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e manter o peso corporal adequado. Falar muito alto e sem pausas causa os chamados calos vocais;
– Pacientes com câncer de laringe que continuam a fumar e a beber têm probabilidade de cura reduzida.
Também aumenta o risco de aparecimento de um segundo tumor na área de cabeça e pescoço;
– Não fumar e evitar o tabagismo passivo;
– Evitar os fatores de risco é muito importante para prevenir o desenvolvimento da doença.

Sinais e sintomas

Os sintomas estão diretamente ligados à localização da lesão. Dor de garganta, principalmente durante a deglutição, sugere tumor supraglótico. A rouquidão indica tumor glótico ou subglótico.

O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros sinais.
Sinais como alteração na qualidade da voz, disfagia leve (dificuldade de engolir) e sensação de “caroço” na garganta.
Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, podem ocorrer dor na garganta, disfagia mais acentuada e dispneia (dificuldade para respirar ou falta de ar).

Deve-se ficar atento quanto à presença e persistência destes sintomas:

  • dor de garganta;
  • rouquidão;
  • alteração na qualidade da voz;
  • dificuldade de engolir;
  • sensação de “caroço” na garganta;
  • nódulo (caroço) no pescoço.

Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer. Porém, é importante que eles sejam investigados por um profissional, principalmente se não melhorarem em alguns dias.

Diagnóstico

O diagnóstico do câncer da laringe se dá por meio da laringoscopia. É um exame que pode ser feito no consultório médico.

Durante sua realização, é possível a coleta de fragmentos do tumor para exame histopatológico (do tecido).

A biópsia é obrigatória antes de qualquer planejamento terapêutico, pois a laringe pode abrigar tipos diversos de lesões benignas que aparentam malignidade.

Fontes: Oral Cancer Foundation, Inca, Drauzio
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Cáries dentárias e a periodontite tem origem genética?

Cáries dentárias e a periodontite tem origem genética?

cáries dentárias e a periodontite

Cáries dentárias e a periodontite estão entre as doenças bucais mais corriqueiras.
Um estudo recente destaca a importância que fatores hereditários como obesidade, educação e personalidade podem ter sobre o desenvolvimento de cáries dentárias e a periodontite. Essa pesquisa foi realizada por uma equipe internacional, incluindo pesquisadores da Universidade de Bristol.
Ingegerd Johansson, do Institute of Odontology da Umeå University, na Suécia, liderou a pesquisa.

O estudo deixa claro que os dentes são parte integrante do corpo e se relacionam com o restante do organismo. Há um reforço da hipótese de que existe uma relação causal entre os fatores de risco para as doenças cardiovasculares e as cáries dentárias.
Neste artigo publicado aqui no blog Dentalis já apresentamos uma outra matéria que traz evidências da relação entre periodontite e doenças cardiovasculares.cáries dentárias e a periodontite

Cáries dentárias e a periodontite

Como explicar que indivíduos que consomem os mesmos alimentos e têm as mesmas práticas de higiene dental possam ter um número bem diferente de cáries.
Pesquisas passadas sobre o mesmo assunto asseguram que vários genes poderiam estar envolvidos, mas sem uma confirmação clara.

Cáries dentárias e a periodontite apresentam perfil de doenças complexas.
Como tal, são necessários estudos mais aprofundados para que hipóteses sejam testas e conclusões mais embasadas possam ser obtidas.

O estudo aqui apresentado se baseou na análise de dados de meta-análise publicado pela Nature Communicarions.

Meta-análise

Meta-análise é uma técnica estatística usada para combinar dados de múltiplos estudos sobre um assunto específico.

A meta-análise tem um papel fundamental nos cuidados de saúde baseada em evidências.

A meta-análise ocupa o topo da pirâmide em termos de nível de evidência em saúde.

A meta-análise é considerada o mais alto nível de evidência em cuidados de saúde.

Por que devemos confiar mais em estudos de meta-análise?

Para tomar uma decisão válida sobre um determinado procedimento não devemos confiar em resultados obtidos de estudos isolados. Isso porque os resultados podem variar de um estudo para outro por vários motivos. Dentre as razões, as condições ambientais diversas e a qualidade das amostras utilizadas nos experimentos.

Combinando estudos isolados, e desta forma usando mais dados, a precisão e a acurácia dos resultados podem ser aumentadas.

Além disso, se os estudos isolados forem de baixo poder estatístico, combiná-los em uma meta-análise pode aumentar o poder estatístico global para detectar um efeito.

A pesquisa

Esse estudo de meta-análise combinou dados de nove estudos clínicos internacionais com 62.000 participantes. Além disso, foram incluídos dados sobre a saúde dentária informada por voluntários no Biobank do Reino Unido.
No total foram incluídos 461.000 participantes, tornando-se o maior estudo do gênero. A análise envolveu a varredura de milhões de pontos estratégicos no genoma para encontrar genes relacionados a doenças dentárias.

Os pesquisadores foram capazes de identificar 47 novos genes relacionados à cárie dentária. O estudo também confirmou que um gene imunológico previamente conhecido mostra relação com a periodontite. Um importante reforço na hipótese da existência de uma ligação entre a genética do indivíduo e a maior predisposição para cáries dentárias e a periodontite.

Entre os genes que poderiam estar ligados à cárie dentária estão aqueles que ajudam a formar os dentes e os maxilares. E também aqueles com funções protetoras na saliva e aqueles que afetam as bactérias encontradas nos dentes.

O estudo buscou correlacionar a genética a fatores ligados à saúde cardiovascular e metabólica. Fatores como tabagismo, obesidade, educação e personalidade. Isso com o objetivo de buscar compreender a existência de ligações com a saúde bucal. Utilizou-se no estudo uma técnica de randomização denominada mendeliana. Descobriu-se mais de uma correlação, mas também um relação de causa e efeito entre a cárie dentária e alguns fatores de risco cardiovascular e metabólicos.

Futuramente estudos como este servirão de base na identificação de pessoas com maiores riscos para o desenvolvimento de problemas dentários.
Porém, independente de quais sejam os genes que as pessoas carreguem em seu genoma, boa higiene oral e dieta são as mais importantes armas na prevenção das cáries dentárias e periodontite.cáries dentárias e a periodontite

Doenças genéticas e a odontologia

Existem doenças genéticas que possuem elevada incidência populacional. Dentre essas estão problemas no desenvolvimento do osso maxilar, lábio leporino e complicações relacionadas aos genes responsáveis pela formação do esmalte dentário. Como no caso da amelogênese imperfeita, por exemplo.

Amelogênese imperfeita

Amelogênese imperfeita é uma alteração de caráter hereditário que afeta o esmalte dentário dos dentes temporários e permanentes. Não estão presentes manifestações sistêmicas.

A transmissão do gene pode acontecer de forma autossômica dominante, autossômica recessiva ou estar relacionada ao cromossoma X.

A origem genética da anomalia pode ser resultado de defeitos nas proteínas da matriz do esmalte. Pode provocar, como consequência, sensibilidade dentária, perda da dimensão vertical e comprometimento a nível estético.

O esmalte dentário é afetado com alta variabilidade, desde deficiência na formação do esmalte até defeitos no conteúdo mineral e proteico.

Conforme o grau de severidade da afetação do esmalte, os tratamentos envolvem múltiplas extrações dentárias, restaurações estéticas e próteses removíveis ou fixas.

O planejamento e a escolha da melhor alternativa de tratamento dependem do nível sócio econômico, da idade do paciente, e da gravidade da anomalia estrutural.

Lábios leporinos

A incidência é maior nos bebês recém-nascidos de mulheres acima dos 40 anos.
O tratamento pode ser feito ainda na primeira infância, através de cirurgia.

Nos quadros de atrofia do osso maxilar (hipoplasia maxilar), o problema tem relação com outros tipos mais graves de síndromes. Isso torna o tratamento estético muito mais difícil.
A hipoplasia ocorre devido a perda do cromossomo X.

Agenesia dentária e hipodontia

A agenesia dentária é a malformação congênita craniofacial mais prevalente em humanos.

A agenesia dentária pode estar associada a várias síndromes. Já a hipodontia não-sindrômica refere-se à ausência congênita de alguns dentes na ausência de qualquer outra deformidade.

Avanços recentes em genética molecular tornaram possível identificar os genes exatos responsáveis pelo desenvolvimento dos dentes e rastrear as mutações que causam a hipodontia.

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Fontes: Nature, Medicalpress, Students4bestevidence, FGM, Colgate, Dentistry Guide
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Bactérias orais tem relação com o AVC? Descubra aqui

bactérias orais e avcBactérias orais e AVC parecem coisas completamente desconexas. Mas uma pesquisa recente mostra exatamente o contrário.

Os autores do estudo demonstram uma relação muito próxima entre bactérias orais e AVC. É provável que uma boa higiene oral seja importante não apenas para a saúde dos dentes, mas também para a prevenção de derrames.
É a conclusão a que chegaram pesquisadores após terem encontrado traços de DNA de bactérias orais em amostras de coágulos sanguíneos causadores de derrames.

Essa descoberta afinal de contas prova que bactérias orais e podem causar AVC? Existe de fato tal conexão? É o que este artigo convida você a descobrir…

É um trabalho de pesquisadores da Universidade de Tampere, na Finlândia. Eles analisaram amostras de coágulos de 75 pessoas vítimas de AVC. Todos os pacientes receberam tratamento de emergência por AVC isquêmico na Unidade de Acute Stroke do Hospital Universitário de Tampere.

Os pacientes foram submetidos a trombectomia. Esse procedimento busca remover coágulos sanguíneos por meio de cateteres introduzidos pelas artérias.
Os cateteres podem implantar os stent retrievers e aspiradores para reduzir ou remover o coágulo.

A análise dos coágulos sanguíneos obtidos pela técnica anteriormente descrita revelou algo surpreendente. Os pesquisadores descobriram que 79% dos coágulos tinham traços de DNA de bactérias orais comuns.

A maioria das bactérias era do tipo “Streptococcus mitis“. Essa bactéria pertence a um grupo que os cientistas chamam de estreptococos viridans.

Os níveis das bactérias orais foram muito mais elevados nas amostras de coágulos do que nas outras amostras que os cirurgiões retiraram dos mesmos pacientes.

A Universidade de Tampere  vem pesquisando há 10 anos sobre o papel das bactérias nas doenças cardiovasculares. O presente estudo faz parte desta investigação.

Já se descobriu, por exemplo, que os coágulos sanguíneos que causaram ataques cardíacos, aneurismas cerebrais e tromboses nas veias e nas artérias da perna contêm bactérias orais. Principalmente por estreptococos viridans. Também mostrou que essas bactérias podem causar endocardite infecciosa, um tipo de infecção cardíaca. Aqui no blog Dentalis já noticiamos essa associação.

Os pesquisadores acreditam que o novo estudo é o primeiro a implicar estreptococos viridans no AVC isquêmico agudo.

O que é um AVC

Um AVC ou acidente vascular cerebral é quando o cérebro repentinamente experimenta uma interrupção em seu suprimento de sangue.
Isso priva as células de oxigênio essencial e nutrientes. E pode resultar em danos nos tecidos e perda de função cerebral.

O tipo mais comum de derrame é um acidente vascular cerebral isquêmico. Isso ocorre quando um coágulo sanguíneo reduz o suprimento de sangue em uma artéria que alimenta o cérebro.

De acordo com dados da World Stroke Organization, cerca de 1 em cada 6 pessoas em todo o mundo provavelmente sofrerá um derrame ao longo da vida.

bactérias orais e avc

Principais causas do AVC isquêmico

Uma das principais causas de acidente vascular cerebral é uma condição chamada aterosclerose. Nessa condição as placas se formam nas paredes das artérias e fazem com que elas se estreitem e endureçam com o tempo. As placas são depósitos de resíduos celulares, gordura, colesterol e outros materiais.

Dependendo de onde as placas se formam, a aterosclerose pode aumentar o risco de doença cardíaca, angina, doença da artéria carótida e doença arterial periférica.

Partes das placas podem se desprender da parede das artérias ou mesmo atrair coágulos. Caso isso aconteça em uma artéria que alimente o cérebro, pode desencadear um derrame isquêmico.

Tipos de AVC isquêmico

  • Aterotrombótico: provocado por doença que causa formação de placas nos vasos sanguíneos maiores (aterosclerose). Causa a oclusão do vaso sanguíneo ou formação de êmbolos;
  • Cardioembólico: ocorre quando o êmbolo causador do derrame parte do coração;
  • Isquêmico de outra etiologia: é mais comum em pessoas jovens e pode estar relacionado a distúrbios de coagulação no sangue.

Entendendo o AVC hemorrágico

O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia.
Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge.
É responsável por 15% de todos os casos de AVC. No entanto, pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.

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Causas do AVC hemorrágico

  • Hipertensão descontrolada e a ruptura de um aneurisma (causa principal);
  • Hemofilia ou outros distúrbios coagulação do sangue;
  • Ferimentos na cabeça ou no pescoço;
  • Tratamento com radiação para câncer no pescoço ou cérebro;
  • Arritmias cardíacas;
  • Doenças das válvulas cardíacas;
  • Defeitos cardíacos congênitos;
  • Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), que pode ser provocada por infecções a partir de doenças como sífilis, doença de Lyme, vasculite e tuberculose;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Infarto agudo do miocárdio.

Principais causas para o AVC (isquêmico e hemorrágico)

  • Hipertensão;
  • Diabetes;
  • Colesterol elevado;
  • Sobrepeso e obesidade;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Idade avançada;
  • Sedentarismo;
  • Uso de drogas ilícitas;
  • Histórico familiar;
  • Ser do sexo masculino.

Qual a diferença entre o AVC hemorrágico e o AVC isquêmico?

Não há uma maneira clínica segura, eficaz e definitiva para identificar se o AVC é hemorrágico ou isquêmico.
O fundamental é iniciar o tratamento com urgência. Exames de imagem poderão revelar a causa do acidente vascular cerebral.

Sabe-se que o AVC hemorrágico costuma apresentar sintomas graves mais rapidamente. Rebaixamento de consciência progressivo, perda da consciência (desmaio), deterioração súbita de reflexos neurológicos e convulsão podem indicar um AVC hemorrágico.

Sinais e sintomas de um AVC

Existem alguns sinais que o corpo dá que ajudam a reconhecer um Acidente Vascular Cerebral. São eles:

  • Sorriso: peça para a pessoa sorrir. Se o sorriso sair torto ou se a boca entortar, pode ser AVC;
  • Abraço: peça para a pessoa levantar os braços. Se a pessoa tiver alguma dificuldade para levantar um deles ou se após levantar os dois um deles cair bruscamente, pode ser AVC;
  • Frase: peça para a pessoa repetir uma frase ou uma mensagem qualquer. Se a pessoa não conseguir compreender ou não conseguir repetir a frase ou mensagem, pode ser AVC;
  • Urgência: havendo qualquer um desses sinais, o SAMU 192 deve ser chamado imediatamente.

Bactérias orais e AVC – fazem ou não parte do evento

O autores do estudo refletiram sobre os resultados encontrados. Os pesquisadores observam que bactérias estreptococos da boca, quando entram na corrente sanguínea, podem causar infecção grave, como as válvulas cardíacas.

Há também evidências de que as bactérias podem ativar diretamente as plaquetas sanguíneas. Por isso conclui-se que bactérias orais e AVC guardam sim uma relação.

Este poderia ser uma via possível para aumentar o risco de derrame?

“Plaquetas ativadas” acionam células que promovem a aterosclerose e “aceleram o desenvolvimento de lesões aterotrombóticas”, escrevem eles.

“Proteínas de superfície bacteriana de S. mitis“, eles acrescentam, “podem se ligar diretamente a vários receptores de plaquetas”.

Em relação às descobertas recentes, os pesquisadores fizeram uma importante observação. Segundo eles as bactérias orais estão sim envolvidas, ou seja, bactérias orais e AVC tem uma relação.

Mas qual o tipo de relação que existe? Bactérias orais e AVC podem representar ter relação de causa e efeito?

Ainda não está claro se elas causam derrames ou se “seu papel é apenas de espectadoras” do processo.

Os mesmos cientistas sugerem: “O atendimento odontológico regular deve ser enfatizado na prevenção primária do AVC isquêmico agudo.”

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Fontes: Journal of the American Heart Association, MedicalNewsToday, Ministério da Saúde

 

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Revolucionário: tudo sobre a vacina contra o câncer oral por HPV

câncer oral por HPVUma vacina contra o o câncer oral por HPV.

Este é o trabalho pioneiro que um pesquisador escocês vem desenvolvendo há quase 15 anos.
O histórico dele ajuda. Ian Frazer é o imunologista que desenvolveu a vacina contra o câncer de colo de útero causado pelo HPV.
A vacina contra com câncer de colo de útero tem ação preventiva. Já esta vacina contra o câncer oral por HPV tem ação terapêutica. Ou seja, surge no horizonte uma forma revolucionária de se tratar o câncer oral por HPV.

O pesquisador Frazer está para iniciar a etapa de testes em humanos acometidos de câncer oral.

Como funciona a vacina contra o câncer oral por HPV

É uma terapia baseada na revolucionária imunoterapia contra o câncer. Essa vacina contra o câncer oral por HPV irá agir sobre o sistema imunológico do paciente. Age informando o sistema imune sobre como atingir eficazmente as células cancerígenas que contém o HPV.
O paciente recebe uma carga de medicamentos imunoterápicos que irão agir sobre o seu sistema imunológico.

Se a etapa de testes em humanos obter irá se alcançar uma forma revolucionária de tratamento do câncer oral por HPV.

Na Austrália, onde a pesquisa acontece, todos os dias três pessoas morrem em decorrência do câncer oral por HPV.
O oncologista e radiologista Sandro Porceddu faz um alerta. Vem se observando um enorme crescimento do número de casos de câncer oral por HPV. Segundo ele o índice pode chegar a 225% em países como Austrália e Estados Unidos da América. Aqui no blog Dentalis já noticiamos o impressionante crescimento do número de casos de câncer de orofaringe.

O professor Frazer aguarda a liberação de recursos da ordem de US$ 700.000 para início desta importante e fundamental etapa de sua pesquisa.
Os testes clínicos em humanos irão acontecer no Princess Alexandra Hospital, em Queensland, Austrália.câncer oral por HPV

Conhecendo melhor o HPV

HPV é a sigla em inglês para papilomavírus humano.
Os vírus HPV tem a capacidade de infectar a pele ou mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV.

Quais são os tipos de HPV que podem provocar câncer

São 13 os tipos de HPV potencialmente capazes de gerar câncer. São eles que apresentam maiores chances de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Os HPV, tipos 16 e 18, são aqueles com maior potencial oncogênico. Estão, por exemplo, presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

O HPV genital é um vírus comum.
Alguns especialistas afirmam que este vírus é quase tão comum quanto o aquele do resfriado.

Como acontece a transmissão do HPV

O HPV é altamente contagioso, sendo possível contaminar-se com uma única exposição.
A transmissão do HPV se dá através do contato direto com a pele ou mucosa infectada.
A principal forma é pela via sexual. Essa via pode ser oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital.
Embora seja raro, o vírus pode se propagar também por meio de contato com mão.
Existe também a chance de transmissão durante o parto.
Não existe comprovação da possibilidade de contaminação por meio de objetos. Isso também vale para o uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

Pessoa com vírus HPV apresenta sintomas?

A maioria das infecções por HPV é não apresenta sintomas e não apresenta evidências.
Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados , e mesmo assim assintomáticos.
As infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas ou não produzem lesões. Isso acontece usualmente, a que denomina-se de infecção latente.
Ou seja, quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não esteja presente. E sim que apenas que não está produzindo doença.

Como se prevenir do HPV

A infecção pelo HPV é de difícil prevenção. Depende do contato de pele doente com pela sadia. Independe da ejaculação. Assim, o preservativo deve ser usado durante toda a relação sexual.
Ter um número reduzido de parceiros sexuais também pode contribuir para a redução do risco dessa infecção.

A utilização de vacinas contra os tipos mais comuns de HPV é altamente recomendável.
Estima-se que mulheres que tomaram uma dessas vacinas antes de se contaminarem pelo HPV têm redução de até 70% na probabilidade de desenvolverem o câncer do colo do útero. Mesmo assim, como ainda existe algum risco, mulheres vacinadas também devem manter a prática do exame preventivo.

Como funciona a Imunoterapia

Os tratamentos convencionais contra câncer atacam as células tumorais. Já a imunoterapia estimula o corpo a produzir anticorpos e combater as células cancerígenas.
Células cancerígenas costumam se disfarçar como sendo células saudáveis do nosso corpo, e assim passar despercebidas da ação do nosso sistema imune.
A questão é como gerar uma terapia que ataque apenas células cancerígenas sem comprometer as células saudáveis de nosso organismo. O avanço das pesquisas propiciou uma imunoterapia mais inteligente e eficaz. Isso se deu a partir da identificação de checkpoints.
Esses checkpoints são barreiras diretamente ligadas às doenças autoimunes. Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico ataca os tecidos saudáveis do próprio organismo.
Com o avanço das pesquisas, a imunoterapia pode ser mais direcionada. Passando a atacar alvos específicos.

Os custos da imunoterapia

Por ser muito recente, a imunoterapia ainda é muito cara. Busca-se reduzir os custos dos tratamentos imunoterápicos por meio de novas patentes elaboradas e registradas no Brasil.

Tratamento de sucesso

A revista The Economist publicou em setembro do ano passado uma pesquisa revelando que a imunoterapia pode dobrar a sobrevida dos pacientes com melanoma metastático (estágio avançado do câncer de pele). Segundo o estudo, as pessoas que recebem o diagnóstico desse tipo de câncer e o tratam com métodos convencionais — quimioterapia, por exemplo– têm um máximo de cinco anos de sobrevida. Com a imunoterapia, 20% dos pacientes conseguiram dobrar essa expectativa. Já com a hipotética combinação dos métodos, 50% dos pacientes poderiam ter mais de dez anos de sobrevida.

Com o passar do tempo, observa-se a eficácia do tratamento imunoterápico. É um sucesso tanto no tratamento do melanoma quanto dos cânceres de pulmão, renal, colo de útero, entre outros.
Espera-se que nos próximos quatro ou cinco anos, 50% dos medicamentos contra o câncer sejam imunoterápicos.

Esperamos em breve também estar comemorando a chegada da vacina contra o câncer oral por HPV. Que possa vir a ser logo mais uma arma no tratamento desta tão grave doença. E vir a salvar milhões de vidas.

Fontes: 9News, INCA , Oncoguia, Fiocruz
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Grande novidade no tratamento da xerostomia (boca seca)

tratamento da xerostomiaO tratamento da xerostomia (boca seca) pode estar em uma simples sequência de exercícios de dois minutos. É o que assegura um estudo recentemente lançado que realizou estudo com pacientes adultos mais velhos.

Com o avanço da idade o surgimento de xerostomia é relativamente comum. A boca seca pode desencadear problemas nos tecidos moles, cáries, doença periodontal e candidíase oral. A maior parte das substâncias químicas utilizadas no tratamento da xerostomia e seus sintomas podem causar efeitos colaterais. E isso pode acabar sendo um problema.

Exercício de alongamento – para tratamento da xerostomia

Pesquisadores da Yonsei University College of Dentistry, na Coreia do Sul, nos trazem uma grande novidade. Afirmam eles que simples exercícios de alongamento pode ser uma nova forma de tratamento da xerostomia e resolver muitos dos problemas causados por ela.

Nova técnica

Faz parte dessa técnica de tratamento da xerostomia os alongamentos lábios, língua e bochechas. Também são executados exercícios para os músculos mastigatórios e de deglutição.

O estudo

Foram avaliados por esse estudo um total de 84 indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos. Todos praticaram os alongamentos e exercícios duas vezes por dia durante uma semana como tratamento da xerostomia. Todos tiveram o acompanhamento de um especialista. Os pesquisadores posteriormente avaliaram o desempenho mastigatório dos indivíduos através do teste de avaliação ‘mixing ability index’.

Além disso, também analisaram os níveis de hidratação da língua e mucosa bucal. Finalmente realizaram o teste repetitivo de deglutição de saliva.

Com base nestes testes, os pacientes foram divididos em dois grupos. Em um deles foram agrupados aqueles que apresentavam boas condições de saúde bucal, e em outro, aqueles que não apresentavam uma boa condição.

Resultados

Pacientes do grupo que apresentavam boas condições de saúde bucal obtiveram resultados ainda melhores. Após a realização da série de exercícios o mixing ability index aumentou em 6%.
Já os pacientes que apresentavam uma condição de saúde bucal ruim a melhora foi surpreendente.
Após a realização da série de exercícios o mixing ability index aumentou em 16%. O grau de hidratação da língua aumentou em 3%.
Imediatamente após a intervenção 25% dos pacientes com saúde bucal ruim evoluíram para as condições de boa saúde bucal do outro grupo. Após uma semana de prática esse mesmo índice subiu para 40%.
Todos os avaliados afirmaram sentir menos desconforto e melhoria do quadro após esse experimento na busca do tratamento da xerostomia.tratamento da xerostomia

Cuidados com a saúde bucal na terceira idade

Cuidados com a higiene bucal combinado a consultas regulares com o dentista podem garantir dentes e gengivas saudáveis na terceira idade.
Uma atenção especial, no entanto, deve-se ter em relação a problemas com próteses dentárias, muito comuns a esse público.

Doenças crônicas, como diabetes e cardiovasculares, podem ser agravadas por uma saúde bucal deficiente.

Além das consequências físicas, a perda parcial ou total dos dentes traz também consequências emocionais.
A ausência de dentes causa enorme impacto na autoestima e a capacidade de mastigação torna-se mais reduzida. Isso acaba afetando as escolhas alimentares. Por consequência podem surgir deficiências nutricionais. E, consequentemente, o aparecimento de outras doenças.

Importante salientar que o avanço da idade requer do dentista uma atenção muito especial com esses pacientes. Isso devido ao risco aumentado para condições como doença periodontal, cáries radiculares, xerostomia, alterações funcionais da cavidade oral e câncer oral.

Pacientes da terceira idade em geral fazem uso de muitos medicamentos para tratamento de problemas diversos de saúde. Muitos desses medicamentos podem ser geradores de problemas para a saúde bucal. Como por exemplo a xerostomia (boca seca). Diante dessa condição, o dentista é o profissional mais habilitado a prestar as orientações devidas para correção dessa disfunção. Neste artigo anterior do blog Dentalis já destacamos os riscos do aparecimento da xerostomia como consequência do uso de muitos medicamentos.tratamento da xerostomia

Doenças mais comuns na terceira idade

Mal de Parkinson

Doença que se caracteriza por uma desordem progressiva dos movimentos. O Mal de Parkinson é um distúrbio cerebral que provoca deterioração progressiva, com rigidez muscular e tremores involuntários. É uma doença mais comum de ser observada a partir de 60 anos. Porém pode ocorrer também a partir dos 35 anos.
O Mal de Parkinson apresenta rigidez muscular, lentidão dos movimentos, andar arrastando os pés, postura inclinada para frente e dificuldade em engolir alimentos.
É uma doença progressiva e influencia a sociabilidade do indivíduo. Pode ser acompanhada de estado depressivo, dificultando o nível interesse do paciente pela vida. Pode ser geradora de problemas para o relacionamento familiar e social.

Tratamento

O processo não tem como ser revertido, mas sim retardado. Isso pode ser feito através pelo uso de medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Alzheimer

É uma doença degenerativa do cérebro. Se caracteriza pela perda progressiva das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, afetando as áreas da linguagem e produzindo alterações no comportamento. Manifesta-se com mais frequência a partir dos 65 anos de idade.

Sua origem tem relação com certas alterações nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas.

As funções cognitivas servem de suporte para todas as operações mentais. São elas que nos permitem captar, elaborar e expressar sentimentos e opiniões. Sua origem está nas conexões dos neurônios.

Sintomas

Esquecimento de fatos ou obrigações recentes. O indivíduo acometido por este mal mantém a memória remota, mas tem dificuldades em lembrar episódios recentes. Relembra de situações do passado e as comenta como se estivessem acontecendo no momento.

Tratamento

Não possui cura até o momento. O tratamento medicamentoso se destina a controlar os sintomas e proteger pessoa doente dos efeitos produzidos pela doença.
O Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas também as pessoas que lhe são próximas em termos emocionais, físicos e financeiros.

Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada pela elevação da pressão arterial igual ou acima de 140/90 (14 por 9). Isso quando verificada em várias medições e em horários diferentes do dia.

Não é uma doença exclusiva de idosos, podendo se manifestar em pessoas de todas as idades.
No entanto, estudos demonstraram que cerca de 65% dos idosos são hipertensos.
O controle adequado da doença reduz significativamente os ataques cardíacos e os derrames cerebrais na população idosa.

A hipertensão arterial pode ser originada ter origem genética. Porém muitas vezes está associada a alguns estilos de vida como sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, fumo, e estresse emocional.

Tratamento

Alteração de hábitos de vida deletérios, seguir uma dieta pobre em gorduras e sal e rica em fibras. Praticar atividades físicas regulares, evitar o fumo, controlar o estresse emocional, dentre outras precauções.

Osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa dos ossos e pouco sintomática. Afeta a estrutura dos ossos tornando-os frágeis e diminuindo sua capacidade de suportar o peso corporal. Atinge cada vez mais pessoas e atualmente estima-se que perto de 10% da população brasileira sofra do problema. Por ter menor resistência a traumas, são fraturas comuns no idoso, principalmente no fêmur, quadril, coluna e punho.

Exames como densitometria óssea podem diagnosticar a presença de osteopenia e osteoporose
Sintomas comuns: Dores nas costas ou pescoço. Coluna vertebral com alguma deformidade. Fraturas fáceis.

Cuidados importantes

Prevenção desde a juventude. Dieta balanceada com ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D. Exercícios físicos regulares visando estabilização nas articulações. Controle postural para evitar traumas em desequilíbrio. Diminuir a ingestão de álcool e tabagismo.

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Fonte: Dovepress, Portal Educação
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