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Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

saúde bucal e declínio cognitivo

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

O estresse excessivo pode afetar negativamente a saúde bucal. E, por sua vez, pode levar ao declínio cognitivo entre pessoas idosas. Isso é que o afirmam dois novos estudos.

A saúde bucal pode ser um indicador impressionante do nível de bem-estar de uma pessoa.
As doenças bucais podem reduzir a qualidade de vida de uma pessoa. E também podem aumentar o risco de outras condições graves.

Pesquisas anteriores já associaram a doença gengival e a perda dentária à ocorrência de acidente vascular cerebral. Um artigo publicado no Journal of Indian Society of Periodontology em 2010 concluiu que a doença gengival pode aumentar o risco de uma doença cardíaca em cerca de 20%.

As equipes da Universidade Rutgers, em New Brunswick, NJ, agora se concentram em um vínculo diferente. O novo vínculo é aquele entre saúde bucal e declínio cognitivo.

Uma revisão publicada recentemente de 23 estudos encontrou evidências de uma relação entre saúde bucal e aspectos cognitivos, como memória e função executiva.

Agora, uma equipe da Universidade Rutgers realizou dois estudos separados sobre saúde bucal e declínio cognitivo. Ambos os trabalhos aparecem no Journal of the American Geriatrics Society.

Os estudos

Os estudos se concentraram em adultos chineses americanos a partir dos 60 anos. Minorias raciais e étnicas são particularmente vulneráveis às consequências negativas da saúde bucal ruim. É o que assegura um dos pesquisadores.

Segundo ele, as minorias têm menos acesso a atendimento odontológico preventivo. Isso é agravado ainda mais pelas barreiras linguísticas e pelo baixo status socioeconômico. Os chineses americanos mais velhos correm um risco particular de apresentar sintomas de saúde bucal devido à falta de seguro odontológico. E também pelo fato de não fazerem revisões odontológicas periodicamente.

Os participantes de ambos os estudos vieram do Estudo de População de Idosos Chineses em Chicago. O primeiro estudo questionou as pessoas sobre sua saúde bucal e deu a elas cinco testes cognitivos para concluir.

No segundo estudo os participantes foram questionados sobre a presença de boca seca (xerostomia). Os pesquisadores verificaram o nível de estresse, suporte social e de tensão social usando escalas predefinidas.

Apoio social

O apoio social referia-se à frequência com que eles se sentiam capazes de se abrir ou confiar em familiares ou amigos. Os pesquisadores definiram tensão social como a frequência com que os participantes experimentavam demandas ou críticas excessivas de amigos ou parentes.

Vínculo cognitivo

Do total de 2.700 chineses americanos entrevistados, quase metade relatou sintomas relacionados aos dentes. Pouco mais de um quarto disse ter experimentado boca seca.

Saúde bucal e declínio cognitivo

Os pesquisadores encontraram uma ligação entre o estado de saúde bucal e o declínio cognitivo. Problemas de memória episódica estão ligados ao início da demência. Os pesquisadores encontraram uma associação semelhante no segundo estudo. Aqueles que relataram mais estresse eram mais propensos a relatar boca seca. O apoio social ou a tensão social do cônjuge não reduziram essa relação. Mas o apoio dos amigos pareceu de alguma forma diminuir a chance do aparecimento dos sintomas de boca seca.

Interessante observar que uma sobrecarga do apoio social se revelou até mesmo prejudicial aos resultados de saúde bucal entre os chineses americanos mais velhos. Isso de acordo com um dos pesquisadores.

Saúde bucal é a chave

Qualquer conclusão obtida a partir de dados autorrelatados tem suas limitações. No entanto, a equipe acredita que suas descobertas apontam para a importância que se deve dar aos cuidados com a saúde bucal. Especialmente em relação às populações de imigrantes, mais vulneráveis.

Segundo os pesquisadores, a melhoria da saúde bucal pode diminuir grandemente o risco de problemas cognitivos. A importância da inclusão social também não pode ser desconsiderada.

saúde bucal e declínio cognitivo

Periodontite pode aumentar o risco de demência

A gengivite não tratada pode evoluir para uma periodontite. Quando isso acontece, a infecção que afeta as gengivas causa perda no osso que sustenta os dentes.

A periodontite é a principal causa de perda dentária em adultos. Curiosamente, a periodontite também é um fator de risco para o desenvolvimento de demência. A demência é uma das principais causas de incapacidade em adultos mais velhos.

Previsão alarmante

As Nações Unidas estima que 1 a cada 85 indivíduos serão diagnosticados com a doença de Alzheimer até 2050. O Alzheimer é uma forma de demência. Reduzir os fatores de risco que levam à demência e à doença de Alzheimer pode potencialmente diminuir as chances de os idosos desenvolverem essas condições.
A ligação entre a periodontite e a doença de Alzheimer já foi objeto de um outro estudo.

Periodontite e demência

Recentemente, pesquisadores da Coreia do Sul estudaram a conexão entre periodontite crônica e demência. Eles publicaram suas descobertas no Journal of the American Geriatrics Society.

O estudo

A equipe de pesquisa examinou informações do Serviço Nacional de Seguro de Saúde daquele país.

Os pesquisadores analisaram informações de saúde de 262.349 pessoas com 50 anos ou mais.
Todos os participantes foram agrupados como saudáveis. Ou seja, não apresentavam periodontite crônica. Os pesquisadores acompanharam os participantes de 1º de janeiro de 2005 até o diagnóstico de demência, falecimento ou até o final de dezembro de 2015, o que ocorresse primeiro.

As descobertas do estudo

Os pesquisadores descobriram que as pessoas com periodontite crônica tinham um risco 6% maior de demência do que as pessoas sem periodontite.

Essa conexão era verdadeira, mesmo levando em conta comportamentos como hábitos de fumar, consumir álcool e prática de atividade física.

A conclusão do estudo

Segundo os pesquisadores esse é o primeiro estudo que estabelece uma ligação entre a periodontite crônica e o maior risco de demência. Isso mesmo depois de considerar aspectos relacionados aos comportamento e estilo de vida.

A conclusão geral é de que saúde bucal e declínio cognitivo podem mesmo ter uma forte ligação. Um motivo a mais, se não bastassem os muitos já existentes, para que você se consulte periodicamente com o seu dentista.

Fontes: Medical News Today, MedicalXpress
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Escova de dentes manual ou elétrica, qual a melhor?

escova de dentes manual ou elétrica

Escova de dentes manual ou elétrica. Qual a melhor?

Escovar os dentes é a base de bons cuidados e prevenção bucal.

Tanto a escova de dentes manual ou elétrica é eficiente na remoção da placa dental bacteriana. Essa placa é a causadora de cáries e doenças bucais. É o que assegura a American Dental Association.

A escova de dentes manual ou elétrica tem suas qualidades próprias. A ADA confere um selo de aceitação tanto para a escova de dentes elétrica ou manual. Desde que sua segurança e eficácia tenham sido comprovadas.

Escova de dentes manual ou elétrica. Afinal, qual a melhor pra você?

Conheça os prós e contras de cada uma e qual pode ser a melhor para você.

escova de dentes manual ou elétrica

Escova de dentes elétrica – Vantagens

As cerdas da escova de dentes elétrica vibram ou giram para ajudar a remover o acúmulo de placa bacteriana dos dentes e gengivas. A vibração permite mais micro-movimentos toda vez  a escova é passada pelos dentes.

Mais eficiente na remoção da placa

As escovas de dentes elétricas diminuem mais placa e gengivite do que as escovas de dentes manuais, segundo muitos trabalhos. Em testes, após três meses de uso, a placa foi reduzida em 21% e a gengivite em 11%. Escovas de dentes oscilantes (rotativas) parecem funcionar melhor do que apenas escovas vibratórias.

Facilitam o trabalho para pessoas com problemas de mobilidade

Escovas de dentes elétricas fazem a maior parte do trabalho para o indivíduo. Podem ser úteis para qualquer pessoas com mobilidade limitada. Especialmente aquelas com limitações relacionadas à artrite do túnel do carpo.

Cronometram o tempo de escovação

A escova de dentes elétrica conta com um cronômetro como parte dela. Assim, ajuda o usuário a escovar os dentes por tempo suficiente para remoção da placa bacteriana dos dentes e gengivas.

Menos desperdício

Quando a escova de dentes apresenta sinais de desgaste, basta a substituição da cabeça da escova de dentes elétrica. Isso evita ter de jogar fora uma escova de dentes inteira, como no caso da manual.

Melhora do foco durante a escovação

Pelo menos um estudo verificou que as pessoas estavam mais focadas ao escovar os dentes usando uma escova de dentes elétrica.

Isso melhorou a experiência geral das pessoas em escovar os dentes. E também poderia melhorar a limpeza dos dentes.

Divertido para crianças

Nem todas as crianças demonstram interesse em escovar os dentes. Uma escova de dentes elétrica pode ser mais atraente para uma criança. Isso pode se reverter em uma melhora da qualidade da higiene dental.

Seguro para as gengivas

Se usada corretamente, uma escova de dentes elétrica não traz nenhum prejuízo à saúde dos dentes ou gengivas. Pelo contrário, pode mesmo melhorar a qualidade da saúde bucal.

Escova de dentes elétrica – Desvantagens

Escovas de dentes elétricas são muito mais caras que as suas versões manuais. Existem vários modelos hoje sendo comercializados em nosso país com uma grande variedade de preços. As cabeças de escovação descartáveis apresentam também um valor elevado.

Encontrar as cabeças de escova de substituição certas nem sempre é tarefa fácil. Isso porque a depender do modelo de escova elétrica, nem todas as lojas irão dispor da cabeça de escovação correspondente.Por isso, sempre é bom manter ao menos uma unidade de cabeça de escovação reserva sempre com o usuário.

Em dois outros estudos – entre idosos, as escovas de dentes elétricas não removeram significativamente mais placas do que as escovas de dentes manuais.

Isso não significa que as escovas de dentes elétricas não funcionem. Porém, pode significar que elas não valham o custo extra.

Escovas elétricas podem ser um problema em viagens internacionais. Isso por conta dos diferentes padrões de tomadas de energia elétrica mundo afora. Nestes casos, uma escova de dentes manual pode ser uma melhor opção.

Escovas de dentes elétricas dependem de eletricidade ou baterias. São assim menos ecológicas que as manuais.

Nem todo mundo consegue se adaptar à da sensação de vibração produzida pelas escovas elétricas. Além disso, as escovas de dentes elétricas estimulam uma maior salivação na boca.

escova de dentes elétrica ou manual

Escova de dentes manual – Vantagens

As escovas de dente manuais existem há muito tempo. Embora não tenham os recursos das escovas elétricas, ainda são uma ferramenta eficaz para limpar os dentes e prevenir a gengivite.

Fácil de encontrar e acessível

Uma escova de dentes manual pode ser encontrada em qualquer mercado, supermercado, farmácia ou drogaria.

Uma escova de dentes manual não precisa ser conectada para funcionar. Pode ser utilizada em qualquer lugar e a qualquer momento.

Baixo preço

De forma geral, as escovas de dentes manual são muito baratas. E custam uma fração do preço de uma escova elétrica.

Escova de dentes manual – Desvantagens

Um estudo verificou que as pessoas eram mais propensas a escovar com muita força ao usarem uma escova de dentes manual quando comparada à elétrica. Escovar com muita força pode prejudicar a gengiva e os dentes.

O uso de uma escova de dentes manual também pode tornar mais difícil saber se a pessoa está escovando o tempo suficiente para cada sessão.

Isso porque não há um contador de tempo embutido.

Importante seria cronometrar o tempo de escovação dos dentes a cada nova sessão.

Para crianças pequenas

A melhor escova de dentes para uma criança é aquela que ela realmente faça uso.

Os especialistas recomendam cerdas macias e uma escova de dentes adaptada à idade da criança.

Nem uma escova de dentes manual ou elétrica é necessariamente a melhor para crianças pequenas. Os mesmos prós e contras de cada tipo que valem para os adultos também se aplicam a crianças.

Crianças pequenas podem usar com segurança uma escova de dentes elétrica por conta própria. No entanto, é recomendável supervisioná-las enquanto escovam os dentes. Isso para garantir que eles cuspam a pasta de dente e não a engulam.

Ao longo da história

As cerdas de náilon, que usamos hoje, foram desenvolvidas em 1938 por Robert Hutson, nos Estados Unidos. Com o sucesso do novo modelo, muitos formatos foram testados desde então. Hoje, sabe-se que o mais indicado é usar escova com fibras ultramacias com mais de cinco mil cerdas, o que permite que a higiene seja feita sem desgastar o esmalte dental ou machucar as gengivas.

Curiosidade

Recentemente foi anunciado o lançamento de uma escova dental que promete limpar os dentes em apenas 10 segundos.

Afinal: escolho uma escova de dentes elétrica ou manual

A questão chave é saber se você se sente mais à vontade com uma escova de dentes manual ou elétrica.

Se você se sentir mais confortável ao usar uma escova de dentes manual, continue usando uma. Mais do que o modelo escolhido, o fundamental é a frequência, tempo e qualidade da escovação dental. Isso sim fará toda a diferença.

Fontes: Healthline, Terra
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Antibióticos na prevenção de infecções em implantes dentários

implantes dentaisUso de antibióticos na prevenção de infecções em implantes dentários são uma prática relativamente comum na Odontologia.

Afinal, a ausência de infecções pode fazer a diferença entre o sucesso e insucesso na colocação de implantes dentários.

Uma pesquisa recente buscou analisar a importância dos antibióticos como profiláticos dessas infecções.
Os resultados demonstraram que o uso de antibióticos pode não ser a melhor escolha em determinadas circunstâncias.

A Organização Mundial da Saúde estima que a cada ano 700 mil mortes sejam decorrentes de infecções causadas por bactérias multirresistentes. Esse número pode alcançar incríveis 50 milhões nos próximos 30 anos. A comunidade científica mundial trabalha na busca de meios que possam evitar uma tragédia dessa proporção. Encontrar alternativas para vencer a resistência bacteriana aos antibióticos é o objetivo a ser alcançado.

Antibióticos são utilizados em odontologia para aumentar as chances de sucesso dos implantes dentários. O objetivo é prevenir eventuais infecções.
O presente trabalho busca mostrar que muitas vezes o uso de antibióticos pode não ser necessário na colocação de implantes dentários.

Os pesquisadores trabalharam em uma meta-análise onde revisaram 1022 estudos científicos e dez ensaios clínicos.
Foram estudados comparativamente o uso de antibióticos, a sua não utilização e o uso de placebo na colocação de implantes dentários.

Esta revisão sistemática trouxe uma descoberta importante. Pacientes saudáveis não precisam receber antibióticos para prevenir riscos de infecções pós-operatórias na colocação de implantes dentários.

Um outro estudo coordenado pela Ankylos Implant Clinical Research Group trouxe um dado interessante. Foram avaliados 1.500 implantes dentários realizados. O alvo desse estudo foi a taxa de sucesso ou insucesso pelo período de três a cinco anos após as cirurgias. Seja antes ou após as cirurgias, o uso de antibióticos não aumentou a taxa de sucesso dos implantes. Aqui no blog Dentalis já trouxemos um artigo anterior que abordou o uso de antibióticos em procedimentos odontológicos.

implantes dentários

O protocolo Misch em implantes dentários

O protocolo Misch International Implant Institute Prophylactic Protocol é constituído de cinco categorias. Ele determina em que momento e de que forma se deve empregar a profilaxia antimicrobiana cirúrgica em implantodontia. Estabelece qual o antibiótico mais apropriado para prevenir infecções. Também a dosagem e tempo de duração do tratamento. São considerados igualmente o grau de invasividade e dificuldade do procedimento.

O protocolo não prevê o uso de antibióticos sistêmicos. Recomenda o uso da clorexidina (bochechos) e uma dose única de amoxicilina para cirurgia de implantes e alguns tipos de enxertos. Em procedimentos mais extensos, adota o uso de antibióticos por um tempo maior.

De acordo com seus desenvolvedores, esse protocolo garante sucesso nos procedimentos. E apresenta poucas complicações. No entanto, faltam ainda dados adicionais que garantam a eficácia deste protocolo.

Algumas das recomendações são questionáveis. Como por exemplo a da recomendação da associação de amoxicilina com clavulanato. Os autores recomendam essa associação para qualquer intervenção relacionada aos seios maxilares. O argumento é de que bactérias produtoras de beta-lactamase geralmente estão ligadas a quadros de sinusite.

Associação desnecessária

Cirurgias de levantamento de seio maxilar não apresentam diferentes respostas quando utilizada amoxicilina ou sua associação com clavulanato de forma preventiva. A associação da amoxicilina com clavulanato potencializa em nove vezes os riscos de toxicidade hepática quando comparado ao uso exclusivo da amoxicilina.

Logo a seguir, segue o exemplo de um outro protocolo descrito no livro” Terapêutica Medicamentosa em Odontologia” de Andrade ED.

Para procedimentos de descolamento tecidual mínimo

  • Exodontias de terceiros molares inclusos;
  • Cirurgias periodontais (em sua maioria);
  • Inserção de implantes unitários;
  • Cirurgias de segundo estágio (reabertura);
  • Inserção de implantes dentários imediatamente após a exodontia, sem perda de parede alveolar

Regime profilático

  • Sem uso de antibiótico por via sistêmica;
  • Fazer bochecho com 15 ml de solução aquosa de clorexidina 0,12% (após a cirurgia e a cada 12 h no pós-operatório, até a remoção da sutura;
  • Higienização bucal adequada;
  • Cuidados operatórios outros de rotina.

Para procedimentos de descolamento tecidual moderado a extenso

  • Inserção de implantes unitários após a exodontia, com perda da parede alveolar, na ausência de infecção local;
  • Inserção de múltiplos implantes, em desdentados parciais ou totais.

Regime profilático

Amoxicilina 1 g

  • Uma hora antes do procedimento;
  • Não é necessário prescrever doses de manutenção para o período pós-operatório;
  • Alérgicos às penicilinas: clindamicina 600 mg.

Para procedimentos de descolamento tecidual moderado a extenso diferenciados

  • Cirurgias periodontais. Complementadas por biomateriais de preenchimento ou regeneradores;
  • Inserção de implantes, complementada por biomateriais de preenchimento ou regeneradores, com envolvimento ou não dos seios maxilares.

Regime profilático

Amoxicilina 1 g

  • Uma hora antes do início do procedimento;
  • Manter 500 mg a cada oito horas, por três dias.

Alérgicos à penicilinas: clindamicina 600 mg

  • Uma hora antes do início do procedimento;
  • Manter 300 mg a cada oito horas, por três dias.

A amoxicilina

A amoxicilina é um antibiótico de amplo espectro indicado para o tratamento de infecções bacterianas causadas por cepas de bactérias sensíveis a sua ação. Fazem parte de seu espetro de ação tanto bactérias gram-positivas como gram-negativas.
A amoxicilina é suscetível à degradação por betalactamases. Assim seu espectro de atividade não abrange microrganismos que produzem essas enzimas, ou seja, não inclui Staphylococcus resistente nem todas as cepas deb Pseudomonas, Klebsiella e Enterobacter.

Observações

Bochechos com a solução aquosa de clorexidina 0,12% são indicados em todos os tipos de regime. Assim como a higienização bucal adequada e outros cuidados pós-operatórios de rotina.
A recomendação pelo uso da amoxicilina ou da clindamicina (dose única pré-operatória e doses de manutenção por três dias) ainda é empírico.

O próprio autor do livro traz um alerta importante sobre o protocolo por ele proposto. Ele diz que futuros ensaios clínicos bem controlados são necessários para comprovar (ou não) a necessidade da profilaxia cirúrgica por este período de tempo. Ou se até mesmo pode ser dispensável o uso dos antibióticos para esta finalidade.

Concluindo

Os dentistas também são chamados a dar sua contribuição para minimizar o grave problema da resistência bacteriana global. O uso de antibióticos deve ser feito em casos de real necessidade. E pelo menor tempo possível. Prescrever antibióticos, seja para profilaxia ou terapêutica, não deve jamais ser baseado apenas no medo ou insegurança.

“Aos profissionais de saúde prescritores, foi entregue um presente maravilhoso, que são os antibióticos. Mas, seu uso indiscriminado os estão destruindo. Nós não precisamos de mais comissões para discutir o assunto. Nós sabemos o que fazer: devemos usá-los menos”. Dr. Norman Simmons

Professor emérito de Biofísica, Medicina Nuclear e Medicina Oral da Universidade da Califórnia (Ucla). Foi o que disse durante a Conferência Europeia sobre Resistência Bacteriana (Copenhague, 1988). Foi aplaudido de pé pela plateia, durante vários minutos.

Fontes: SpringerLink, inpn

 

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