pressão alta

Quinze dicas naturais para reduzir a pressão alta

reduzir a pressão alta

Muitos se perguntam…como faço para reduzir a pressão alta? Estima-se em aproximadamente 1 bilhão o número de pessoas que sofrem de pressão alta no mundo inteiro atualmente. Várias situações podem levar um indivíduo a desenvolver hipertensão, inclusive doenças odontológicas. Uma boa saúde bucal aumenta a eficiência dos medicamentos anti-hipertensivos.

Mas existem boas notícias. Existem várias coisas que você pode fazer para reduzir a pressão alta naturalmente, sem uso de nenhuma medicação.

Aqui estão 15 maneiras naturais de combater a pressão alta.

1. Caminhar e se exercitar regularmente para reduzir a pressão alta

O exercício regular ajuda a tornar seu coração mais forte e mais eficiente ao bombear sangue. Isso ajuda a reduzir a pressão alta nas artérias.

Bastam 150 minutos de exercício moderado, como caminhar. Ou 75 minutos de exercício vigoroso, como correr. E isso no decorrer de uma semana. Um simples planejamento do seu tempo lhe permitirá a execução dessas atividades.
Isso irá melhorar a saúde cardíaca e diminuir a pressão arterial.

Resumo: Caminhar apenas 30 minutos por dia pode ajudar a diminuir sua pressão arterial. Mais tempo de caminhada ajudará a reduzi-la ainda mais.

2. Reduza sua ingestão de sódio

A ingestão de sal é alta em todo o mundo. Em grande parte, isso se deve ao consumo de alimentos processados. Por esse motivo, muitos esforços de saúde pública visam reduzir o sal na indústria de alimentos. Em muitos estudos, o sal tem sido associado a pressão alta e eventos cardíacos. No entanto, pesquisas mais recentes mostram que a relação entre sódio e pressão alta é menos clara. Uma razão para isso pode ser diferenças genéticas na maneira como as pessoas processam o sódio. Cerca de metade das pessoas com pressão alta e um quarto das pessoas com níveis normais parecem ter sensibilidade ao sal. Para muitos indivíduos a diminuição do sal na dieta ajuda a reduzir a pressão alta. Também é importante trocar os alimentos processados pelos frescos e tentar temperar com ervas e especiarias, em vez de sal.

Resumo: A maioria das diretrizes para reduzir a pressão alta recomenda diminuir a ingestão de sódio. No entanto, essa recomendação pode fazer mais sentido para pessoas sensíveis ao sal. Você conhece a sua sensibilidade ao sal e no quanto ele impacta a sua pressão arterial?

3. Diminua a ingestão de álcool

Beber álcool pode aumentar a reduzir a pressão alta. De fato, o álcool está associado a 16% dos casos de pressão alta no mundo.

Embora algumas pesquisas tenham sugerido que quantidades baixas a moderadas de álcool possam proteger o coração, esses benefícios podem ser compensados por efeitos negativos.

Nos EUA, o consumo moderado de álcool é definido de acordo com o gênero e a quantidade de álcool total presente na bebida.

Resumo: Beber álcool em qualquer quantidade pode aumentar sua pressão arterial. Limite seu consumo a não mais que um drinque por dia para mulheres, dois para homens.

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4. Coma mais alimentos ricos em potássio

As dietas modernas aumentaram a ingestão de sódio da maioria das pessoas e, ao mesmo tempo, diminuíram a ingestão de potássio.
O potássio auxilia na eliminação do excesso de sódio no organismo. Ajuda dessa forma no alívio da pressão arterial.
Uma dieta saudável e rica em potássio contém alimentos frescos e integrais e poucos industrializados.
Estes são alguns exemplos de alimentos ricos em potássio:

  • Legumes, especialmente verduras, tomate, batata e batata doce;
  • Frutas, incluindo melões, bananas, abacates, laranjas e damascos;
  • Laticínios, como leite e iogurte;
  • Atum e salmão;
  • Nozes e sementes;
  • Feijões.

Resumo: Comer frutas e vegetais frescos, ricos em potássio, pode ajudar a baixar reduzir a pressão alta.

5. Reduzir a cafeína

Se você já tomou uma xícara de café antes de verificar sua pressão arterial, sabe que a cafeína provoca um aumento quase que instantâneo.

No entanto, não há muitas evidências que sugiram que o consumo regular de cafeína possa causar um aumento persistente.

O fato é que pessoas que bebem café e chá com cafeína tendem a ter um risco menor de doenças cardíacas. E também menor risco de pressão alta, do que aquelas que não tomam.

A cafeína pode ter um efeito mais significativo em pessoas que não a consomem regularmente.

Se você suspeitar que é sensível à cafeína, reduza para ver se provoca diminuição da sua pressão arterial.

Resumo: A cafeína pode causar um aumento de curto prazo na pressão arterial, embora para muitas pessoas isso não cause um aumento duradouro.

 

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6. Aprenda a lidar com o estresse

O estresse é um dos principais fatores desencadeadores de pressão alta.

Quando você permanece em estado de estresse, seu corpo está em constante modo de lutar ou fugir.

No nível físico, isso significa uma frequência cardíaca mais alta e vasos sanguíneos contraídos.

Uma vez em situação de estresse, é mais provável que o indivíduo adote outros comportamentos, como beber álcool ou comer alimentos não saudáveis. Ambos os comportamentos podem afetar negativamente a pressão arterial.

Há uma vasta literatura demonstrando como a redução do estresse pode ajudar a baixar a pressão arterial.

Aqui seguem duas Resumos baseadas em evidências científicas para colocar em prática:

  • Ouça música suave: músicas calmantes podem ajudar a relaxar o sistema nervoso. A pesquisa mostrou que é um complemento eficaz para outras terapias da pressão arterial;
  • Diminua seu ritmo de trabalho: trabalhar de forma exaustiva e de forma estressante contribuem para elevar a pressão arterial.

Resumo: O estresse crônico pode contribuir para a pressão alta. Encontrar maneiras de gerenciar o estresse pode ajudar.

7. Coma chocolate escuro ou cacau em pó

Aqui está um conselho que você pode realmente querer adotar.

Embora comer grandes quantidades de chocolate provavelmente não ajude seu coração, pequenas quantidades podem.

Isso porque o chocolate preto e o cacau em pó são ricos em flavonoides. Flavonoides são compostos vegetais que causam a dilatação dos vasos sanguíneos.

Uma revisão de estudos verificou que o cacau rico em flavonoides melhorou vários marcadores da saúde do coração a curto prazo, incluindo a redução da pressão arterial.

Para efeitos mais fortes, use pó de cacau não alcalinizado, que é especialmente rico em flavonoides e sem adição de açúcar.Você pode encontrá-lo em lojas que comercializam produtos integrais.

Resumo: Chocolate escuro e cacau em pó contêm compostos vegetais que ajudam a relaxar os vasos sanguíneos, e a reduzir a pressão alta.

8. Perder peso

Perder peso pode fazer uma grande diferença para a saúde do coração.

De acordo com um estudo de 2016, a perda de 5% da massa corporal em gordura poderia reduzir significativamente a pressão alta.

Em estudos anteriores, a perda de 7,7 kg estava ligada à redução da pressão arterial sistólica em 8,5 mmHg e da pressão arterial diastólica em 6,5 mmHg.

Para colocar isso em perspectiva, uma leitura saudável deve ser menor que 120/80 mm Hg.

O efeito é ainda maior quando a perda de peso é combinada com o atividade física.

A perda de peso pode ajudar os vasos sanguíneos a fazer um trabalho melhor de expansão e contração. E isso favorece a circulação do sangue pelo ventrículo esquerdo do coração.

Resumo: Perder peso pode diminuir significativamente a pressão alta. Este efeito é ainda maior quando você se exercita.

9. Pare de fumar

São inúmeras as razões para parar de fumar. O tabagismo é um forte fator de risco para doenças cardíacas. Cada tragada de fumaça de cigarro causa um leve aumento temporário da pressão arterial. Sabe-se que os produtos químicos do tabaco também danificam os vasos sanguíneos. Surpreendentemente, os estudos não encontraram uma ligação conclusiva entre fumar e pressão alta. Talvez isso aconteça porque os fumantes desenvolvem uma tolerância ao longo do tempo. Ainda assim, como fumar e pressão alta aumentam o risco de doenças cardíacas, deixar de fumar pode ajudar a reverter esse risco.

Resumo: Há pesquisas conflitantes sobre tabagismo e pressão alta, mas o que está claro é que ambos aumentam o risco de doença cardíaca.

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10. Corte o açúcar adicionado e os carboidratos refinados

Há um grande número de pesquisas mostrando uma ligação entre a adição de açúcar e pressão alta.

No estudo de Saúde da Mulher de Framingham , as mulheres que bebiam até um refrigerante por dia tinham níveis mais altos do que aquelas que bebiam menos de um refrigerante por dia.

Outro estudo  constatou que consumir uma bebida adoçada com açúcar a menos por dia estava ligada à pressão arterial mais baixa.

E não é apenas açúcar. Todos os carboidratos refinados, como os encontrados na farinha branca, convertem-se rapidamente em açúcar na corrente sanguínea e podem causar problemas.

Alguns estudos mostraram que dietas com pouco carboidrato também podem ajudar a reduzir a pressão arterial.

Um estudo realizado com pessoas submetidas à terapia com estatina descobriu algo interessante. Aqueles que seguiram uma dieta restrita a carboidratos por seis semanas tiveram uma melhora maior na pressão arterial e em outros marcadores de doenças cardíacas do que pessoas que não faziam a dieta.

Resumo: Carboidratos refinados, especialmente açúcar, podem aumentar a pressão sanguínea. Alguns estudos mostraram que dietas com pouco carboidrato podem ajudar a reduzir seus níveis.

11. Coma Berries

As famosas frutinhas chamadas de Berries são poderosas. São elas: blueberry, cranberry e raspberry.

São ricas em polifenóis, compostos naturais de plantas que são bons para o coração.

Um pequeno estudo teve pessoas de meia-idade comendo frutas por oito semanas.

Os participantes experimentaram melhorias em diferentes marcadores de saúde do coração, incluindo pressão arterial.

Outro estudo atribuiu pessoas com pressão alta a uma dieta com baixo teor de polifenóis ou com alto teor de polifenóis, contendo frutas, chocolate, frutas e legumes .

Aqueles que consumiam frutas e alimentos ricos em polifenóis apresentaram melhores marcadores de risco de doença cardíaca.

Resumo: Berries são ricos em polifenóis, o que pode ajudar a diminuir a pressão sanguínea e o risco geral de doenças cardíacas.

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12. Tente meditação ou exercícios de respiração

São duas atividades que também podem se encaixar nas “técnicas de redução do estresse”. A meditação e exercícios de respiração merecem menção específica.

Acredita-se que a meditação e a respiração profunda ativem o sistema nervoso parassimpático. Este sistema é ativado quando o corpo relaxa. Isso diminui a frequência cardíaca e pressão arterial. Há muita pesquisas nessa área, com estudos mostrando que diferentes estilos de meditação parecem ter benefícios para diminuir a pressão arterial.

As técnicas de respiração profunda também podem ser bastante eficazes.

Resumo: Tanto a meditação quanto a respiração profunda podem ativar o sistema nervoso parassimpático. Isso ajuda a diminuir a frequência cardíaca e a diminuir a pressão alta.

13. Coma alimentos ricos em cálcio

Pessoas com baixa ingestão de cálcio geralmente têm pressão alta.

Não se pode dizer que suplementos de cálcio diminuam a pressão alta. Porém, dietas ricas em cálcio parecem ligadas a níveis saudáveis.

Para a maioria dos adultos, a recomendação de cálcio é de 1.000 mg por dia. Para mulheres acima de 50 anos e homens acima de 70, é 1.200 mg por dia.

Além de laticínios, outras fontes de cálcio são a couve e outras folhas verdes, feijão, sardinha e tofu.

Resumo: Dietas ricas em cálcio estão ligadas a níveis saudáveis de pressão arterial. Obtenha cálcio através de folhas verdes escuras e tofu, além de laticínios.

14. Consumo de suplementos naturais

  • Extrato de alho envelhecido: O extrato de alho envelhecido tem sido usado com sucesso como tratamento autônomo e junto com terapias convencionais para diminuir a pressão arterial.
  • Whey Protein: Um estudo de 2016 descobriu que a proteína de soro de leite melhorou a pressão sanguínea e a função dos vasos sanguíneos em 38 participantes.
  • Óleo de peixe: Há muito creditado por melhorar a saúde do coração, o óleo de peixe pode beneficiar mais as pessoas com pressão alta.
  • Hibiscus: Flores de hibisco fazem um chá saboroso. São ricas em antocianinas e polifenóis que são bons para o coração e podem reduzir a pressão alta.

Resumo: Vários suplementos naturais foram investigados por sua capacidade de baixar a pressão arterial.

15. Coma alimentos ricos em Magnésio

O magnésio é um mineral importante que ajuda a relaxar os vasos sanguíneos. A deficiência de magnésio é rara, mas muitas pessoas não ingerem o suficiente. Uma dieta rica em magnésio é uma maneira saudável de se reduzir a pressão alta. Fontes de magnésio na alimentação estão presentes em vegetais, laticínios, legumes, frango, carne e grãos integrais.

Fontes: NCBI, Science Direct, MedicalNewsToday, openheart, BMJournals
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Doença periodontal associada à pressão alta

doença periodontal

A doença periodontal pode ser didaticamente divida em três estágios. Desde o menos grave (gengivite), passando pela periodontite, até o mais avançado, a periodontite avançada.

Mais e mais evidências indicam que a doença periodontal aumenta o risco de outras condições de saúde, incluindo hipertensão.

Uma nova revisão da literatura reforça essa tese. Os dados indicam que quanto mais avançado o estágio da doença periodontal, maior o risco de hipertensão.

É o que revelam dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano, o CDC.

Segundo o CDC, 47,2% das pessoas com 30 anos ou mais apresentam alguma forma de doença periodontal. Cerca de 32% de todos os adultos nos Estados Unidos têm pressão alta.

As duas condições podem dar a impressão de não estarem relacionadas. No entanto, estudos recentes reforçam a ideia da ligação entre doença periodontal e pressão alta.

Doença periodontal e pressão alta

Uma revisão recente da literatura trouxe uma importante confirmação.
Ou seja, as evidências apontam que pessoas com periodontite tem maior risco para o desenvolvimento se pressão alta.

Além disso, dados publicados na revista Cardiovascular Research, quanto mais severa a periodontite, maior o risco de hipertensão.

Periodontite, pressão alta, ataques cardíacos e derrames

Pacientes com periodontite podem desenvolver pressão alta. Hipertensão, por sua vez, pode ser a causa de ataques cardíacos e derrames.

Pesquisas anteriores já indicavam uma conexão entre doença periodontal e pressão alta. Igualmente também sugeriam que o tratamento odontológico poderia ajudar no controle da pressão arterial. No entanto, até o momento os resultados são inconclusivos.

Associação direta

Os pesquisadores revisaram e analisaram as evidências apresentadas por 81 estudos de 26 países.
A pesquisa sugeriu que a pressão arterial média tende a ser significativamente maior em indivíduos com doença periodontal.

No detalhe, a pressão arterial sistólica e diastólica apresentaram elevação.
Mais elevada em 4,5 milímetros de mercúrio e 2 mm Hg mais altos, respectivamente, naqueles com doença periodontal do que naqueles sem ela.
A pressão sistólica é aquele verificada durante os batimentos cardíacos. Já a pressão diastólica é aquela observada entre os batimentos cardíacos.

25% maior risco de morte

Essas diferenças não são nada desprezíveis.
Um aumento médio da pressão arterial de 5 mm Hg estaria associado a um risco 25% maior de morte por ataque cardíaco ou derrame.

Grau mais elevado de doença periodontal – maior o risco

Os pesquisadores identificaram uma associação entre doença periodontal com um risco 22% maior para o aparecimento de pressão alta.
Ao mesmo tempo verificaram que a periodontite avançada apresentava um risco 49% maior para o desenvolvimento de hipertensão.

Observa-se uma associação linear. Ou seja, quanto mais grave o grau de doença periodontal, maior a probabilidade de hipertensão.

Os resultados sugerem que os pacientes com doença periodontal devam ser informados sobre a existência desse risco.
Ao mesmo tempo devem ser aconselhados a realizar mudanças em seu estilo de vida de forma a evitar a pressão alta. A prática regular de exercícios físicos combinados a uma dieta saudável são altamente recomendáveis.

doença periodontal

Tratamento da doença periodontal poderia diminuir a pressão arterial?

Os pesquisadores também queriam ver se havia alguma evidência de uma correlação entre o tratamento da doença periodontal e uma redução na pressão sanguínea.

Apenas cinco dos 12 estudos intervencionistas incluídos na revisão verificaram que o tratamento da doença gengival parecia resultar em uma diminuição da pressão arterial.

As evidências, sobre esse aspecto específico, permanecem inconclusivas.

Parece haver conexão entre a saúde bucal e a pressão arterial. Ligação esta observada tanto em estados saudáveis e doentes. No entanto, a hipótese de que terapia da doença periodontal possa reduzir a pressão arterial depende de mais estudos e comprovações.

A inflamação é o elo que falta?

Os pesquisadores acreditam que a inflamação pode estar no centro do elo intrigante entre a saúde bucal e a cardiovascular.
A hipótese de que as bactérias orais responsáveis pela doença periodontal poderiam desencadear essa inflamação, que, por sua vez, tornaria a hipertensão, o elo mais provável.

Outra explicação possível pode ser a presença de certas características genéticas.
E ainda, a exposição a fatores de risco comuns tanto à doença periodontal quanto à hipertensão, como hábito de fumar ou obesidade.

Em muitos países do mundo, a saúde bucal não é verificada regularmente. É onde a doença periodontal pode permanecer sem tratamento por muitos anos.
A hipótese é que essa situação de inflamação bucal e sistêmica e resposta a bactérias se acumule sobre os fatores de risco existentes.

Doença periodontal pode gerar pressão alta, ou seria o contrário?

Até o momento se supõe que a doença periodontal possa ser um fator de risco para a pressão alta.
No entanto, a relação pode existir de maneira inversa. Ou seja, a hipertensão pode ser um fator de risco para essa doença bucal.

Mais pesquisas são necessárias para verificar se os pacientes com pressão alta têm uma probabilidade aumentada de doença periodontal.

Parece prudente fornecer conselhos de saúde bucal para os hipertensos “, observa o pesquisador sênior.

O que é consenso entre os especialistas

Está claro que mais pesquisas são necessárias para examinar se os pacientes com pressão alta têm uma probabilidade aumentada de doença periodontal.
Desde já, no entanto, é recomendável reforçar a importância dos cuidados com a saúde bucal entre os hipertensos.

A pressão alta atinge 1 bilhão de pessoas no mundo todo. É um triste e preocupante quadro que dados recentes revelam.

Esse é um tema que muito nos preocupa aqui no Dentalis. Já alertamos os leitores de nosso blog em uma matéria anterior sobre essa preocupante relação entre a doença periodontal e hipertensão.

Em nosso próximo post vamos trazer uma matéria com 15 dicas simples de como manter baixa a sua pressão arterial.
Convidados você a ficar sintonizado com tudo o que acontece no blog Dentalis.

Fonte: MedicalNewsToday,

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Periodontite e pressão alta: uma relação muito próxima

periodontite e a pressão altaPeriodontite e a pressão alta. Uma relação que até recentemente pareceria completamente estranha vem se confirmando em estudos recentemente publicados.

A periodontite tem sido associada a um risco maior para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A relação entre periodontite e a pressão alta se evidenciou mais fortemente através de um estudo apresentado por pesquisadores do Eastman Dental Institute, de Londres.

A pesquisa mostra que a periodontite aumenta o risco do desenvolvimento de pressão alta. Ao mesmo tempo o tratamento da periodontite pode reduzir os níveis de pressão arterial. É o que os resultados desse trabalho apontaram.

Assassina silenciosa

A hipertensão pode passar anos sem causar sintomas, até um órgão vital ser lesionado. Por esse motivo a pressão alta é muitas vezes chamada de “assassina silenciosa”.
A hipertensão arterial fora de controle pode ter sérias consequências, como acidente vascular cerebral, aneurisma, insuficiência cardíaca, ataque cardíaco e lesão renal.

Nos Estados Unidos aproximadamente 75 milhões de pessoas sofrem de pressão alta. A hipertensão arterial atinge 41% dos negros em comparação com 28% de brancos e 28% de americanos de origem mexicana. Ela também afeta com frequência pessoas com ascendência chinesa, japonesa e de outras áreas do Leste Asiático ou Pacífico. As consequências da pressão alta são piores em negros e em pessoas de ascendência asiática.

A hipertensão arterial ocorre com mais frequência em pessoas idosas: aproximadamente dois terços das pessoas com 65 anos ou mais em comparação com apenas um quarto das pessoas com idades entre 20 e 74 anos.

Periodontite e a pressão alta: uma relação íntima

A periodontite e a pressão alta afetam milhões de pessoas mundo afora. São doenças que se relacionam de forma independente. A periodontite e a pressão alta assim acabam colaborando para uma maior incidência de problemas cardiovasculares.

A periodontite e a pressão alta acabam assim tendo um grande impacto sobre a saúde pública e seus custos. Além disso, a periodontite e a pressão alta compartilham fatores de risco como diabetes, dietas pouco saudáveis e o tabagismo.

Uma pesquisa semelhante desenvolvida na China, comprovando a relação entre periodontite e pressão alta, já foi destaque em um artigo anterior aqui no blog Dentalis.

Outras causas da hipertensão arterial

  • Distúrbio dos rins;
  • Problemas hormonais;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo
  • Tabagismo;
  • Consumo exagerado de álcool;
  • Consumo excessivo de sal

Resumindo

Está comprovada a ligação entre a periodontite e a pressão alta. É portanto, uma relação causal. Assim, o diagnóstico da periodontite, sua prevenção e o tratamento das doenças gengivais podem contribuir de forma decisiva para a prevenção e tratamento da pressão alta. E assim evitar as devastadoras consequências geradas por um quadro de pressão arterial elevada.

A periodontite e o diabetes

Novas pesquisas sugerem que o tratamento da periodontite também pode ajudar pacientes com diabetes tipo 2. O tratamento da periodontite pode influir positivamente sobre os níveis de glicose sanguínea e de inflamação crônica.

A pesquisa

Mais de 250 pacientes com diabetes descompensada e periodontite ativa participaram do estudo financiado pela Diabetes UK e pelo NIHR Biomedical Research Center.

Após 12 meses, aqueles que se submeteram a terapia da periodontite obtiveram redução do nível de glicose sanguínea em média 0,6%. E isso não é pouco não. Você já vai entender o porquê.

Eles também demostraram redução da inflamação crônica. Essa ação poderia reduzir o risco de complicações graves relacionadas ao diabetes, como doenças cardíacas, derrame e doenças renais.

A periodontite está intimamente relacionada ao diabetes. A periodontite pode elevar os níveis de glicose no sangue. Pode igualmente aumentar a inflamação crônica no corpo. A periodontite e o diabetes podem no longo prazo acabar causando danos aos vasos sanguíneos e rins.

Este é o primeiro estudo randomizado de longo prazo que mostra um benefício substancial do tratamento da periodontite no controle do diabetes.

Uma redução de 0,6% pode parecer pouco. No entanto, a redução do nível de glicose no sangue em 0,6% equivale à prescrição de um medicamento adicional para diminuição do nível de glicose no sangue de um diabético.

Os pesquisadores ficaram encantando com a melhoria na saúde e qualidade de vida daqueles no grupo de teste em comparação com aqueles no grupo de controle.

Os pesquisadores vem trabalhando em estreita colaboração com as autoridades do NHS. O objetivo é aumentar a conscientização sobre a ligação entre a periodontite e o diabetes entre médicos.
A ideia é conscientizá-los da necessidade de avaliações odontológicas periódicas de seus pacientes diabéticos.

periodontite e pressão alta

Periodontite e diabetes: uma relação bidirecional

A associação entre diabetes e periodontite tem sido estudada extensivamente. A relação entre essas duas condições parece não apenas bidirecional, mas cíclica.

O diabetes não apenas predispõe o indivíduo à doença bucal, mas também à periodontite, uma vez estabelecida, exacerba o diabetes e agrava o controle metabólico.

Mais de 30% dos pacientes com periodontite podem estar abrigando um pré-diabetes ou diabetes ainda desconhecido.

Quanto mais tempo permanecem não diagnosticados, mais fáceis desenvolvem as complicações. Além disso, o diabetes não tratado pode estar associado a complicações maiores relacionadas ao manejo da própria periodontite.

Alguns dos pacientes poderiam se beneficiar de um exame periodontal de rotina no início de seu diabetes, e isso poderia ter evitado complicações graves. A

Além disso, pode ser a oportunidade para que os endocrinologistas encaminham seus pacientes mais frequentemente aos periodontistas. Isso para fins de organização dos planos de tratamento.

A prevenção e o tratamento da periodontite podem diminuir a pressão arterial. E também reduzir os níveis de glicose no sangue. A ciência dia após dia vem evidenciando o quanto o dentista tem um papel fundamental para a garantia da saúde não só da boca, mas da vida das pessoas.

Fontes: Eastman Dental InstituteThe Lancet, Manual MSD
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