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Antibióticos na prevenção de infecções em implantes dentários

implantes dentaisUso de antibióticos na prevenção de infecções em implantes dentários são uma prática relativamente comum na Odontologia.

Afinal, a ausência de infecções pode fazer a diferença entre o sucesso e insucesso na colocação de implantes dentários.

Uma pesquisa recente buscou analisar a importância dos antibióticos como profiláticos dessas infecções.
Os resultados demonstraram que o uso de antibióticos pode não ser a melhor escolha em determinadas circunstâncias.

A Organização Mundial da Saúde estima que a cada ano 700 mil mortes sejam decorrentes de infecções causadas por bactérias multirresistentes. Esse número pode alcançar incríveis 50 milhões nos próximos 30 anos. A comunidade científica mundial trabalha na busca de meios que possam evitar uma tragédia dessa proporção. Encontrar alternativas para vencer a resistência bacteriana aos antibióticos é o objetivo a ser alcançado.

Antibióticos são utilizados em odontologia para aumentar as chances de sucesso dos implantes dentários. O objetivo é prevenir eventuais infecções.
O presente trabalho busca mostrar que muitas vezes o uso de antibióticos pode não ser necessário na colocação de implantes dentários.

Os pesquisadores trabalharam em uma meta-análise onde revisaram 1022 estudos científicos e dez ensaios clínicos.
Foram estudados comparativamente o uso de antibióticos, a sua não utilização e o uso de placebo na colocação de implantes dentários.

Esta revisão sistemática trouxe uma descoberta importante. Pacientes saudáveis não precisam receber antibióticos para prevenir riscos de infecções pós-operatórias na colocação de implantes dentários.

Um outro estudo coordenado pela Ankylos Implant Clinical Research Group trouxe um dado interessante. Foram avaliados 1.500 implantes dentários realizados. O alvo desse estudo foi a taxa de sucesso ou insucesso pelo período de três a cinco anos após as cirurgias. Seja antes ou após as cirurgias, o uso de antibióticos não aumentou a taxa de sucesso dos implantes. Aqui no blog Dentalis já trouxemos um artigo anterior que abordou o uso de antibióticos em procedimentos odontológicos.

implantes dentários

O protocolo Misch em implantes dentários

O protocolo Misch International Implant Institute Prophylactic Protocol é constituído de cinco categorias. Ele determina em que momento e de que forma se deve empregar a profilaxia antimicrobiana cirúrgica em implantodontia. Estabelece qual o antibiótico mais apropriado para prevenir infecções. Também a dosagem e tempo de duração do tratamento. São considerados igualmente o grau de invasividade e dificuldade do procedimento.

O protocolo não prevê o uso de antibióticos sistêmicos. Recomenda o uso da clorexidina (bochechos) e uma dose única de amoxicilina para cirurgia de implantes e alguns tipos de enxertos. Em procedimentos mais extensos, adota o uso de antibióticos por um tempo maior.

De acordo com seus desenvolvedores, esse protocolo garante sucesso nos procedimentos. E apresenta poucas complicações. No entanto, faltam ainda dados adicionais que garantam a eficácia deste protocolo.

Algumas das recomendações são questionáveis. Como por exemplo a da recomendação da associação de amoxicilina com clavulanato. Os autores recomendam essa associação para qualquer intervenção relacionada aos seios maxilares. O argumento é de que bactérias produtoras de beta-lactamase geralmente estão ligadas a quadros de sinusite.

Associação desnecessária

Cirurgias de levantamento de seio maxilar não apresentam diferentes respostas quando utilizada amoxicilina ou sua associação com clavulanato de forma preventiva. A associação da amoxicilina com clavulanato potencializa em nove vezes os riscos de toxicidade hepática quando comparado ao uso exclusivo da amoxicilina.

Logo a seguir, segue o exemplo de um outro protocolo descrito no livro” Terapêutica Medicamentosa em Odontologia” de Andrade ED.

Para procedimentos de descolamento tecidual mínimo

  • Exodontias de terceiros molares inclusos;
  • Cirurgias periodontais (em sua maioria);
  • Inserção de implantes unitários;
  • Cirurgias de segundo estágio (reabertura);
  • Inserção de implantes dentários imediatamente após a exodontia, sem perda de parede alveolar

Regime profilático

  • Sem uso de antibiótico por via sistêmica;
  • Fazer bochecho com 15 ml de solução aquosa de clorexidina 0,12% (após a cirurgia e a cada 12 h no pós-operatório, até a remoção da sutura;
  • Higienização bucal adequada;
  • Cuidados operatórios outros de rotina.

Para procedimentos de descolamento tecidual moderado a extenso

  • Inserção de implantes unitários após a exodontia, com perda da parede alveolar, na ausência de infecção local;
  • Inserção de múltiplos implantes, em desdentados parciais ou totais.

Regime profilático

Amoxicilina 1 g

  • Uma hora antes do procedimento;
  • Não é necessário prescrever doses de manutenção para o período pós-operatório;
  • Alérgicos às penicilinas: clindamicina 600 mg.

Para procedimentos de descolamento tecidual moderado a extenso diferenciados

  • Cirurgias periodontais. Complementadas por biomateriais de preenchimento ou regeneradores;
  • Inserção de implantes, complementada por biomateriais de preenchimento ou regeneradores, com envolvimento ou não dos seios maxilares.

Regime profilático

Amoxicilina 1 g

  • Uma hora antes do início do procedimento;
  • Manter 500 mg a cada oito horas, por três dias.

Alérgicos à penicilinas: clindamicina 600 mg

  • Uma hora antes do início do procedimento;
  • Manter 300 mg a cada oito horas, por três dias.

A amoxicilina

A amoxicilina é um antibiótico de amplo espectro indicado para o tratamento de infecções bacterianas causadas por cepas de bactérias sensíveis a sua ação. Fazem parte de seu espetro de ação tanto bactérias gram-positivas como gram-negativas.
A amoxicilina é suscetível à degradação por betalactamases. Assim seu espectro de atividade não abrange microrganismos que produzem essas enzimas, ou seja, não inclui Staphylococcus resistente nem todas as cepas deb Pseudomonas, Klebsiella e Enterobacter.

Observações

Bochechos com a solução aquosa de clorexidina 0,12% são indicados em todos os tipos de regime. Assim como a higienização bucal adequada e outros cuidados pós-operatórios de rotina.
A recomendação pelo uso da amoxicilina ou da clindamicina (dose única pré-operatória e doses de manutenção por três dias) ainda é empírico.

O próprio autor do livro traz um alerta importante sobre o protocolo por ele proposto. Ele diz que futuros ensaios clínicos bem controlados são necessários para comprovar (ou não) a necessidade da profilaxia cirúrgica por este período de tempo. Ou se até mesmo pode ser dispensável o uso dos antibióticos para esta finalidade.

Concluindo

Os dentistas também são chamados a dar sua contribuição para minimizar o grave problema da resistência bacteriana global. O uso de antibióticos deve ser feito em casos de real necessidade. E pelo menor tempo possível. Prescrever antibióticos, seja para profilaxia ou terapêutica, não deve jamais ser baseado apenas no medo ou insegurança.

“Aos profissionais de saúde prescritores, foi entregue um presente maravilhoso, que são os antibióticos. Mas, seu uso indiscriminado os estão destruindo. Nós não precisamos de mais comissões para discutir o assunto. Nós sabemos o que fazer: devemos usá-los menos”. Dr. Norman Simmons

Professor emérito de Biofísica, Medicina Nuclear e Medicina Oral da Universidade da Califórnia (Ucla). Foi o que disse durante a Conferência Europeia sobre Resistência Bacteriana (Copenhague, 1988). Foi aplaudido de pé pela plateia, durante vários minutos.

Fontes: SpringerLink, inpn

 

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Gravidez: como cuidar dos dentes e evitar o parto prematuro

parto prematuroParto prematuro é um risco significativamente maior que paira sobre mulheres grávidas com gengivas doentes. Isso é o que revelaram os resultados de um novo estudo.

A pesquisa descobriu que mulheres que iniciaram o trabalho de parto prematuro apresentavam uma vez e meia mais chances (45%) de ter doença gengival que as mulheres que tiveram uma gravidez normal (29%).

O estudo também descobriu que as taxas de parto prematuro eram mais comuns em mulheres com cárie dentária ou obturações não tratadas.

A pesquisa em questão destaca o impacto que a saúde bucal pode ter no bem-estar geral.

parto prematuroDoença gengival e parto prematuro

A saúde da nossa boca pode ter uma influência direta em muitas partes da nossa saúde geral. Isso inclui as chances de um nascimento mais seguro.

Muitas mulheres acham mais difícil manter uma boa saúde bucal durante a gravidez. Isso ocorre porque as alterações hormonais durante esse período podem deixar as gengivas mais vulneráveis ​​à placa e mais propensas a ficarem doloridas e inchadas. Eles podem até sangrar.

Como parte do estudo, os pesquisadores examinaram as gravidezes e a saúde bucal de quase 150 mulheres.

Eles descobriram que as mulheres que entraram em trabalho de parto prematuro apresentam percentuais de saúde da gengiva quatro vezes menores do que aquelas que tiveram um parto normal. Gestantes que entraram em trabalho de parto prematuro também apresentavam oito vezes mais índice de placas.

Para garantir que a sua gravidez seja o mais suave possível, é importante a grávida dar à sua boca o melhor cuidado.

A gestante deve manter uma forte rotina de saúde bucal, escovando os dentes duas vezes por dia com um creme dental com flúor e limpando entre os dentes diariamente com fio dental e escovas interdentais.

Visitas periódicas ao dentista também são altamente recomendáveis.

O fumo e o consumo de álcool também aumentam a chance de doença gengival e têm um efeito adverso no desenvolvimento do feto.

Tanto o fumo quanto o álcool podem levar os bebês a nascer com baixo peso e ter saúde bucal deficiente. Podem inclusive comprometer o desenvolvimento do esmalte dentário.

parto prematuro

Dicas de como garantir a saúde bucal durante a gravidez (perguntas e respostas)

Por que os cuidados com a saúde bucal da gestante e do bebê são tão importantes?

A saúde bucal da mulher pode sofrer durante a gravidez. Também é importante especial atenção com a saúde bucal tanto da mãe quanto do bebê nos primeiros meses de vida da criança.
Isso para evitar a doença gengival da gestante e o risco de um parto prematuro. E também ajudar a garantir que mãe e bebê tenham bocas saudáveis no futuro.

Preciso consultar meu dentista durante a gravidez?

Sim. Devido às alterações hormonais durante a gravidez, a saúde bucal de algumas mulheres precisa de mais cuidados durante esse período. Por exemplo, você pode notar que suas gengivas parecem sangrar mais facilmente. Visitas regulares ao dentista também garantem a futura mamãe a diminuição do risco de um parto prematuro.

Por que minhas gengivas estão sangrando?

Você pode notar que suas gengivas ficam doloridas e inchadas durante a gravidez e podem sangrar. Isto se deve a alterações hormonais no seu corpo. Significa que a gestante deve manter seus dentes e gengivas limpos e visitar seu dentista regularmente. Você também pode precisar de consultas com seu dentista para uma limpeza profilática evitando assim a formação de placa bacteriana e tártaro. Além, é claro também o aconselhamento sobre como cuidar dos dentes em casa. Uma boa profilaxia dental também aumenta as chances da gestante não entrar em trabalho de parto prematuro.

O tratamento odontológico é seguro durante a gravidez?

Sim. Não deve haver problemas com o tratamento de rotina. Se você não tem certeza do que o seu tratamento envolveria, converse sobre todas as opções com o seu dentista. Algumas diretrizes atuais sugerem que restaurações de amálgama antigas não devem ser removidas durante a gravidez. E também que novas não devem ser colocadas. Fale com seu dentista sobre ter um tipo diferente de preenchimento se você não tiver certeza.

E se a gestante necessitar de radiografias odontológicas?

Normalmente, os dentistas evitam radiografias odontológicas durante a gravidez das pacientes. No entanto, se a gestante necessitar de tratamento de canal, talvez seja necessário fazer um raio X.

A gravidez causa danos aos dentes?

Não. Não é verdade que a gravidez cause problemas nos dentes devido à falta de cálcio, ou que a gestante perderá um dente para cada criança que tiver (pura lenda).

E quanto ao hábito de fumar e beber álcool durante a gestação?

Fumar e beber na gestação pode resultar em um bebê abaixo do peso e também afetar a saúde bucal do feto. Um bebê abaixo do peso é mais propenso a ter dentes ruins porque o esmalte dentário pode não se formar adequadamente. Vale lembrar que os dentes do futuro adulto já estão crescendo nas mandíbulas, abaixo dos dentes do bebê, quando ele nasce. Portanto, alguns bebês cujas mães fumam e bebem durante a gravidez terão dentes adultos mal formados também.

Quando os dentes do bebê aparecerão?

O bebê deve começar a dentição por volta dos 6 meses de idade e continuar até que todos os 20 dentes de leite apareçam. Por volta dos 6 anos, os dentes adultos começarão a aflorar. Isso continuará até que todos os dentes adultos, exceto os dentes do siso, tenham aparecido por volta dos 14 anos de idade.

E como fica a dieta durante a gestação?

A gestante deve ter uma dieta saudável e equilibrada que tenha todas as vitaminas e minerais que ela e seu bebê precisam.

A gestante precisa ter uma boa dieta para que os dentes do bebê possam se desenvolver. O cálcio, em particular, é importante para garantir ossos fortes e dentes saudáveis. O cálcio está no leite, queijo e outros produtos lácteos.

No caso de enjoos matinais, a gestante pode acabar comendo “pouco e com frequência”. Se a gestante tem vomitado seguidas vezes é importante enxaguar a boca com água para evitar que a acidez do vômito comprometa os dentes. Tente evitar comidas e bebidas açucaradas e ácidas entre as refeições. Isso ajudará na proteção de seus dentes.

O processo de dentição é doloroso?

A maioria das crianças sofre algumas dores iniciais. Bebês podem apresentar temperatura alta quando estão dentados e suas bochechas podem ficar vermelhas e quentes ao toque.

Existem géis de dentição especiais que a mãe pode usar para ajudar a reduzir a dor. Há alguns que contêm analgésico. Você pode aplicar o gel com o dedo e massageá-lo suavemente nas gengivas do bebê.

Anéis de dentição também podem ajudar a acalmar o bebê. Certos anéis de dentição podem ser resfriados na geladeira, o que pode ajudar. Mas, como as dores iniciais podem variar, é melhor verificar com seu dentista ou pediatra.

Quando levar o bebê ao dentista pela primeira vez?

É melhor discutir isso com seu dentista inicialmente. Mas você pode levar seu bebê para seus próprios check-ups de rotina. Isso pode ajudar o bebê a ir se acostumando com o ambiente. Seu dentista será capaz de oferecer conselhos e prescrever medicamentos para dores iniciais, e terá prazer em responder qualquer dúvida que possa ter. Os check-ups do bebê podem começar a qualquer momento a partir dos 6 meses ou a partir do momento em que os dentes começam a aparecer.

A amamentação pode afetar os dentes do bebê?

O leite materno é o melhor alimento para os bebês. É recomendável que a mãe dê apenas o leite materno durante os primeiros seis meses de vida.

Aos seis meses de idade, os bebês podem começar a comer alguns alimentos sólidos. Deve-se manter a amamentação ou dar substitutos do leite materno (ou ambos), após os primeiros seis meses.

Mais pesquisas são necessárias para averiguar se os açúcares naturais no leite materno causam cáries nos bebês.
No entanto, é consenso que o leite materno é o melhor alimento para a criança. Se os dentes do bebê forem mantidos limpos, é improvável que a cárie dentária seja um problema.

E quanto a mamadeira?

Ao alimentar com uma mamadeira deve-se ter o cuidado de esterilizá-la corretamente. Alguns substitutos do leite materno contêm açúcar e os dentes do bebê devem ser limpos após a última mamada durante a noite.
Nunca adicione açúcar ou coloque bebidas açucaradas na mamadeira.
Leite e água são as melhores bebidas para os dentes do bebê. A mamadeira com bebidas contendo açúcar pode levar à ‘cárie de mamadeira‘.

Quando se deve parar com a mamadeira?

Parar a mamadeira antecipadamente pode ajudar a impedir que o bebê desenvolva problemas odontológicos. Tente fazer com que seu bebê beba leite ou água em uma xícara ou recipiente quando tiver cerca de seis meses de idade. Ou quando for capaz de sentar e conseguir realizar tal atividade sozinho.

Quais alimentos sólidos são melhores o bebê?

Alimentos salgados, como queijo, macarrão e legumes são melhores do que alimentos doces. Alimentos que não contêm açúcar são melhores para os dentes do seu bebê. Pergunte ao seu dentista para obter mais conselhos sobre uma dieta equilibrada para o seu bebê.

Se o seu filho tomar uma bebida entre as refeições, é importante restringir apenas à água ou leite. Bebidas açucaradas ou ácidas podem causar cáries.

Quando devo começar a limpar os dentes do bebê?

Os bebês obviamente não são capazes de limpar seus próprios dentes. Já as crianças precisarão de ajuda para se certificar de que as limpam adequadamente até que tenham cerca de 7 anos de idade. Assim que a dentição começar, você deve começar a limpar os dentes do seu filho.

Como devo limpar os dentes do bebê?

Assim que os primeiros dentes de leite começarem a aparecer, você deve começar a limpá-los.

A princípio, você pode achar mais fácil usar um pedaço de gaze ou pano limpo em volta do seu dedo indicador. Quanto mais dentes aparecerem, você precisará usar uma escova de dentes para bebês.

Use uma porção de creme dental com flúor e massageie suavemente em torno dos dentes e gengivas.

Pode ser mais fácil limpar os dentes se você segurar a cabeça do bebê nos braços à sua frente.

À medida que a criança cresce, pode ser difícil fazê-lo dessa maneira, mas você pode gradualmente dar mais responsabilidade pela limpeza dos dentes para a criança. É importante limpar os dentes duas vezes ao dia com um creme dental que contenha pelo menos 1000 ppm (partes por milhão) de flúor. Após 3 anos, use uma pasta de dentes que contenha de 1350 a 1500 ppm. Você deve se certificar ao final de que eles cuspam fora o excesso de pasta de dentes, e que não engulam quantidade alguma, se possível.

E se o bebê chupar o dedo ou precisar de uma chupeta?

O reflexo de sucção aparece no bebê já na décima oitava semana de vida uterina. É um reflexo de sobrevivência, já que o bebê precisa sugar para se alimentar.

Além disso, sugar dá prazer ao bebê. Assim, o bebê precisa sugar para saciar sua fome e para atender sua necessidade de sucção. Aí entra a questão da chupeta.

Se puder, evite que seu bebê use chupeta e desestimule-o a prática de chupar o dedo. Ambas podem, eventualmente, causar problemas no crescimento e desenvolvimento dos dentes. O que pode gerar a necessidade de tratamento odontológico quando a criança ficar mais velha.

Chupeta ortodôntica: é uma alternativa que vale a pena?

Tanto a chupeta comum quanto a ortodôntica trazem, sim, prejuízos ao desenvolvimento da criança. Ambas produzem alterações nos arcos dentais e na musculatura facial da criança. A diferença entre elas está na gravidade dos danos causados.

E se o bebê vier a danificar um dente?

Se a criança por acidente vier a danificar um dente, entre em contato com seu dentista imediatamente. Um dente danificado geralmente descolorirá com o tempo.

Aqui no blog Dentalis já publicamos um outro artigo sobre mitos e verdades sobre a relação entre gravidez e saúde bucal.

Fontes: Journal of Clinical Periodontology, Oral Health Foundation, Guia do bebê
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Câncer de boca: conheça os 8 principais sintomas e sinais

Câncer de boca: conheça os 8 principais sintomas e sinais

câncer de boca

A detecção precoce do câncer de boca foi tema de uma recente pesquisa no Canadá.
Após uma análise criteriosa de dados pelo período de 11 anos, um cientista realizou uma importante descoberta. Dentistas em Ontário estão detectando mais cânceres orais e pré-cânceres do que jamais se verificou. E com isso, estão salvando vidas.

Essa é a novidade trazida por Marco Magalhães. Ele é professor assistente na Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto. Marco é um dos patologistas orais do Serviço de Patologia Oral de Toronto (TOPS). O TOPS é um dos maiores serviços de patologia oral no Canadá.

Este serviço canadense (TOPS) fornece avaliação abrangente de amostras de biópsia. A maioria esmagadora é submetida por dentistas.

Neste estudo, Magalhães analisou 63.483 biópsias submetidas ao serviço entre 2005 e 2015. Segundo ele o objetivo era ter uma ideia clara sobre o que vinha sendo observado na prática.
Os dados do TOPS foram então comparados com aqueles coletados pelo Cancer Care Ontario.
O Cancer Care Ontario faz o rastreamento de todos os as notificações de câncer de boca na província de Ontário.

A surpresa

Surpreendentemente, os dados mostraram um aumento acentuado no número total de casos de câncer de boca e displasia (lesões pré-cancerosas) detectados por dentistas.

No total, 828 casos de câncer de boca foram diagnosticados pelo serviço de patologia bucal entre 2005 e 2015. Também foram diagnosticadas 2.679 lesões pré-malignas.

Aumento na detecção de casos de câncer de boca por dentistas

Com o passar do tempo a porcentagem de detecção de câncer de boca por dentistas aumentou significativamente.
Em 2005, apenas 56 casos de câncer de boca e 99 casos de displasia epitelial oral haviam sido detectados por meio de biópsia.
Em 2015, o número de cânceres detectados pelo serviço de biópsia quase dobrou. Atingiu a marca de 103 casos de câncer de boca. Os casos de displasia mais do que triplicaram desde 2005, aumentando para 374 casos.

São números significativos. Isso porque o número de casos diagnosticados foi além de todas as expectativas.
Superou tanto o aumento da população quanto o aumento do número de dentistas em Ontário.

O número de casos detectados na TOPS foi significativamente maior do que o aumento geral de câncer de boca registrado na província durante o mesmo período. De apenas 30% quando comparado ao aumento de 180% na TOPS (dentistas). O Cancer Care Ontario identificou um total de 9.045 casos de câncer de boca entre 2005 e 2015.

Qual o significado desses números?

Os dentistas em Ontário estão desempenhando um papel importante na detecção desta doença mortal. Um exemplo para o mundo inteiro e também para nós brasileiros.

O que está por trás desse progresso?

Programas mais abrangentes de treinamento e educação continuada para dentistas explicam o aumento dramático nas taxas de detecção de câncer de boca.
Cânceres orais avançados são relativamente fáceis de detectar. Porém, lesões pré-malignas do câncer de boca precoce podem passar despercebidas sem um treinamento adequado.

O número de casos de câncer de boca no Brasil vem apresentando elevado crescimento nos últimos anos. Isto é o que noticiamos neste artigo publicado recentemente aqui no blog Dentalis.

Treinamento em prevenção pode salvar vidas

A detecção precoce dos cânceres bucais é importantíssima, pois se reflete no aumento das taxas de sobrevivência.

O foco na educação continuada na área do câncer de boca levou ao aumento da vigilância por dentistas. No caso, o dentista assume um papel de grande relevância: o de um agente ativo de saúde pública.

Acompanhamento de links pré-cancerosos

Através dos dados coletados neste estudo os pesquisadores podem aprender a identificar quais (e quantas) lesões pré-cancerosas se tornarão, ao longo do tempo, cancerosas.

A importância desse estudo não se resume apenas ao aumento na detecção de cânceres bucais. Mas principalmente ao expressivo aumento do número de lesões pré-cancerosas identificadas por dentistas.

Detecção precoce é fundamental

As taxas de sobrevivência ao câncer de boca permaneceram estáveis ​​nas últimas décadas. Significa que os avanços no tratamento melhoraram minimamente as taxas de sobrevivência.
No entanto, tratados em seus estágios iniciais, os pacientes com câncer bucal têm as maiores taxas de sobrevivência. Cerca de 80% em cinco anos. Essa estatística cai para aproximadamente 30% em cinco anos, quando o câncer é detectado em um estágio avançado.

Isso apoia o fato de que a detecção precoce é realmente o passo mais importante aqui.
Como o estudo sugere, check-ups regulares no consultório do dentista podem ser a melhor estratégia de defesa.

câncer de boca

Os 8 principais sintomas e sinais do câncer de boca

Os principais sinais que devem ser observados são:

  • Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, que podem apresentar sangramentos e estejam crescendo;
  • Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas;
  • Nódulos (caroços) no pescoço;
  • Rouquidão persistente;Nos casos mais avançados observa-se:
  • Dificuldade de mastigação e de engolir
  • Dificuldade na fala
  • Sensação de que há algo preso na garganta
  • Dificuldade para movimentar a língua

Fique atento a esses sinais e a mudanças na coloração ou aspecto da sua boca. No caso de anormalidades, procure um profissional de saúde.

Detecção precoce do câncer de boca

É imprescindível estar atento ao surgimento de qualquer sinal de alerta. Deve-se ter especial atenção quando um paciente relatar a existência de alguma lesão que não cicatrize por 2 semanas.
Redobrar atenção em relação aos pacientes fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas. São aqueles que apresentam o maior risco para o desenvolvimento do câncer de boca. Uma vez diante de uma lesão suspeita, a biópsia deve ser realizada, e o paciente encaminhado a um médico especialista.

Diagnóstico do câncer de boca

O diagnóstico do câncer de boca normalmente pode ser feito com o exame clínico, mas a confirmação depende da biópsia.
Esse procedimento, pode ser feito de forma ambulatorial, com anestesia local, por um profissional treinado.

Alguns exames de imagem, como a tomografia computadorizada, também auxiliam no diagnóstico. E, principalmente, ajudam a avaliar a extensão do tumor.

O exame clínico associado à biópsia, com o estudo da lesão por tomografia (nos casos indicados) permitem ao cirurgião definir o tratamento adequado.

As lesões muito iniciais podem ser avaliadas sem a necessidade de exame de imagem num primeiro momento.

O diagnóstico inicial permite tratamento com melhor resultado funcional. Tumores diagnosticados em estágios mais avançados vão implicar em tratamentos mais agressivos com maior chance de sequelas.

Tratamento do câncer de boca

Na grande maioria das vezes é cirúrgico, tanto para lesões menores, com cirurgias mais simples, como para tumores maiores.

O cirurgião de Cabeça e Pescoço é o profissional que vai avaliar o estágio da doença.

Essa avaliação, associada a exames complementares determinará o tratamento mais indicado.

A radioterapia e a quimioterapia são indicadas quando a cirurgia não é possível. Ou quando o tratamento cirúrgico traria sequelas funcionais importantes e complicadas para a reabilitação funcional e a qualidade de vida do paciente.

A cirurgia normalmente consiste na retirada da área afetada pelo tumor associada à remoção dos linfonodos do pescoço. Algum tipo de reconstrução também pode ser necessária.

Nas lesões mais simples, muitas vezes é necessário apenas a retirada da lesão.

Nos casos mais complexos, além do tratamento cirúrgico, é necessária realização de radioterapia. A radioterapia irá complementar o tratamento para obtenção do melhor resultado curativo.

Em todas as etapas do tratamento é importante o aspecto interdisciplinar. A participação de vários profissionais de saúde pode prevenir complicações e sequelas.

Fontes: MedicalXpress , INCA
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Nanopartículas antibacterianas: uma revolução na odontologia

Nanopartículas antibacterianas: uma revolução na odontologia

nanopartículas antibacterianasNanopartículas antibacterianas, guarde este nome. Você ainda vai ouvir muito falar sobre elas nos próximos anos.

Poucas pessoas percebem que, ao sair do consultório do dentista, seu novo preenchimento, implante ou restauração dental já está sendo alvo de milhões de bactérias orais.

Logo, as bactérias formam biofilmes. Daí metabolizam açúcares e outros carboidratos em ácidos. Ácidos que podem dissolver estruturas dentárias e rachaduras.
Metade de todas as restaurações falham em 10 anos. Ou acabam levando a novas cáries ou outras chamadas de “cáries secundárias”.

A substituição de restaurações que falham devido a rachaduras e cáries secundárias é responsável por cerca de 60% de todas as restaurações dentárias realizadas nos EUA. Isto a um custo estimado de mais de US $ 5 bilhões por ano.

Nanopartículas antibacterianas, geradas a partir de nova técnica

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Oak Ridge estão usando uma nova técnica : o espalhamento de nêutrons. O objetivo é estudar como as nanopartículas antibacterianas podem ser adicionadas às resinas adesivas. Resinas que são usadas pelos dentistas para fortalecer a ligação entre um dente e seu preenchimento composto polimérico.

“A camada adesiva aplicada por um dentista antes do preenchimento de uma cavidade é fundamental para o sucesso da restauração. Isto porque os materiais poliméricos usados ​​em restaurações podem promover o crescimento de biofilmes. Afirmou Fernando Luis Esteban Florez, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Oklahoma.

Além disso, pequenas imperfeições na superfície adesiva podem levar a rachaduras em estágio inicial. Rachaduras que também contribuem para o fracasso das restaurações.

Resina adesiva e nanopartículas antibacterianas

Idealmente, disse Esteban Florez, uma resina adesiva teria propriedades antibacterianas e suportaria o crescimento da dentina. Dentina, a camada macia sob a superfície dura do esmalte de um dente. Essa resina ajudaria a eliminar pequenas lacunas na camada adesiva.

Com essa pesquisa, os pesquisadores desenvolveram uma resina adesiva dental experimental contendo partículas de dióxido de titânio em nanoescala modificadas.

Eles estudaram amostras da resina adesiva usando dispersão de nêutrons de pequeno ângulo no Reator Isotópico de Alto Fluxo do ORNL para determinar a forma ideal. E também as modificações e dispersão das partículas.

“Ao criar a resina adesiva, modificamos a superfície das nanopartículas de Dióxido de titânio com silanos e proteínas. Isto permitiu melhorar tanto a função das nanopartículas antibacterianas na matriz polimérica quanto a capacidade desses materiais de estabelecer ligações covalentes com as proteínas de ocorrência natural de um dente”. disse Rondinone.

“O benefício de usar o instrumento de linha de luz Bio-SANS no HFIR é que os nêutrons podem nos dizer como as proteínas se ligam ao N_TiO2. E também como as partículas se dispersam.”

Primeiros resultados

Os primeiros resultados mostram que as nanopartículas antibacterianas se dispersam bem e são compatíveis com a resina adesiva.

Outros experimentos mostraram que a nova resina adesiva exibe atividade antibacteriana ativa sob demanda quando irradiada pela luz visível. Também efeitos antibacterianos passivos, em contato mesmo na escuridão. Tal capacidade dupla poderia permitir que um dentista utilizasse a luz para dar início à atividade antimicrobiana do adesivo antes de preencher a cavidade. Posteriormente, o adesivo serviria como uma barreira antibacteriana baseada em contato de longo prazo.

Próximos passos

Um dos próximos passos para os pesquisadores é usar o espalhamento de nêutrons para avaliar as nanopartículas quanto à bioatividade potencial.

Espalhamento ou dispersão de nêutrons  é um processo de dispersão em que um feixe de nêutrons interage com a matéria.

O objetivo é criar meios para promover a automontagem do material dental natural adjacente à restauração.

Estudos mostraram que as nanopartículas podem iniciar o crescimento de estruturas cristalinas e guiá-las a se ligarem quimicamente aos dentes.

Hidroxiapatita

Os pesquisadores pretendem funcionalizar as partículas de N_TiO2 para produzir cristais de hidroxiapatita.
A hidroxiapatita é o principal componente da dentina, que poderia promover o crescimento da camada de dentina para minimizar as lacunas na interface adesiva.

O pesquisador acrescentou: “Graças ao programa do usuário no ORNL, até mesmo alguém como eu, um dentista com treinamento limitado em tecnologias científicas avançadas, pode testar uma hipótese com a ajuda de alguns dos principais cientistas da área, usando nêutrons de classe mundial.

Além disso, esperamos poder oferecer aos dentistas uma nova e melhor ferramenta que proporcione aos seus pacientes sorrisos mais duradouros ”.

nanopartículas antibacterianasO que é a nanotecnologia?

Nanotecnologia é o entendimento e controle da matéria em nanoescala. Nos referimos à escala atômica e molecular. Ela atua no desenvolvimento de materiais e componentes para diversas áreas de pesquisa como odontologia, medicina, eletrônica, ciências, ciência da computação e engenharia dos materiais.

Um dos princípios básicos da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos. O objetivo é elaborar estruturas estáveis e melhores do que se estivessem em sua forma “normal”. Isso porque os elementos se comportam de maneira diferente em nanoescala.

A nanotecnologia e os benefícios que pode trazer à odontologia já foram destaque em uma matéria anterior aqui do blog Dentalis.

Qual o tamanho de um nanômetro?

Em 1 metro há 1 bilhão de nanômetros. Para se ter uma ideia melhor, a espessura de uma folha de jornal tem cerca de 100.000 nanômetros de espessura, já o DNA humano tem apenas 2,5 nanômetros de diâmetro.

Através da nanotecnologia, a ciência pode desenvolver materiais e componentes melhores. Isto porque os mesmos materiais, quando em escala nanométrica, têm comportamento diferente. Ganham propriedades e características diferentes que podem ser a solução para muitos problemas de nosso dia a dia. A chegada das nanopartículas antibacterianas é muito bem vinda.

Fontes: MedicalXpress, Canaltech
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Qual a melhor forma de evitar câncer de boca?

evitar câncer de bocaEvitar câncer de boca requer medidas simples. O uso frequente do fio dental e idas regulares ao dentista diminuem grandemente os riscos para o desenvolvimento do câncer bucal.

Estas são as conclusões apresentadas em 31 de março de 2019, na reunião anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR).

No novo estudo, os pesquisadores analisaram os comportamentos de higiene bucal de pacientes que foram diagnosticados com câncer de boca. Isto no período entre 2011 e 2014 na clínica de ouvido, nariz e garganta no Comprehensive Cancer Center da Ohio State University. Os comportamentos desses pacientes foram comparados aos de outros sem câncer que compareceram a mesma clínica.

Os pacientes do estudo responderam a uma pesquisa sobre a frequência do uso do fio dental e idas ao dentista. Também foram questionados quanto as suas práticas sexuais e consumo de álcool ou cigarro. Observa-se um aumento da incidência de câncer bucal mundo afora como já alertamos neste post anterior do blog Dentalis.

Má higiene dental – risco aumentado de câncer bucal

O foco do trabalho foi a busca de fatores que contribuam para evitar câncer de boca.

O câncer oral pode ser dividido em duas categorias. Aqueles relacionados ao papilomavírus humano sexualmente transmissível (HPV) e aqueles que não o são. Isto segundo o principal autor do estudo, Jitesh Shewale, especialista com pós-doutorado na Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, em Houston.

Foram considerados fatores como idade, sexo, status socioeconômico e raça. Os pesquisadores fizeram algumas descobertas interessantes. Pessoas orais negativas para o HPV que haviam ido ao dentista menos de uma vez por ano tinham quase o dobro do risco de desenvolver câncer bucal do que aquelas que iam uma vez por ano ou mais.

Pessoas orais negativas para o HPV, que usavam fio dental menos de uma vez por dia, tiveram mais que o dobro do risco para o desenvolvimento do câncer bucal quando comparadas aquelas que usaram o fio dental com maior frequência.

Em resumo, a má higiene bucal se mostrou ligada ao aumento do risco de câncer oral não HPV.

Não encontrou-se uma associação entre a má higiene bucal e câncer oral em quem também apresentava HPV oral positivo.

Os pesquisadores acreditam que o microbioma oral é importante na relação entre higiene bucal e o risco de câncer.

Uma boa higiene dental é uma das formas mais eficazes de evitar câncer de boca, segundo a pesquisa.

Localização dos cânceres orais – variação

Em pesquisas anteriores, cientistas da mesma equipe descobriram evidências de que “práticas inadequadas de higiene bucal causam uma mudança no seu microbioma oral”, disse Shewale à Live Science. Essa mudança “promove a inflamação crônica e pode levar ao desenvolvimento de cânceres”.

Os cânceres orais positivos para HPV afetam principalmente a base da língua e a região das amígdalas. Os cânceres HPV negativos afetam principalmente as cavidades orais. Essas são mais afetadas pela doença em decorrência da má higiene bucal.

O outro lado

Denise Laronde, professora associada da escola de Odontologia da University of British Columbia que não participou do estudo, disse que a nova pesquisa era “interessante”, mas acrescentou que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas. O estudo mostra que uma boa higiene dental pode evitar câncer de boca. Porém, não apresentou uma relação direta de causa e efeito, alerta ela.

Segundo Laronde “muitas vezes as pessoas consideram sua saúde bucal desvinculada do resto do corpo”, afirmou à Live Science.

“Mas muitas doenças sistêmicas se refletem na saúde bucal e vice-versa.”

Cuidados com a higiene bucal – como evitar câncer de boca

Esta nova pesquisa reforça a importância do uso do fio dental como uma das formas de evitar câncer de boca. “Todos sabemos que as pessoas dizem usar o fio dental muito menos do que realmente o fazem”, afirmou a cientista.

O uso regular e frequente do fio dental é importante não apenas para a manutenção da saúde dos dentes. Mas também para a garantia e saúde geral com reflexos em todo o corpo.

Técnicas de uso – dicas para pacientes

Fio dental

  • Enrole aproximadamente 40 cm de fio ao redor dos dois dedos do meio. O fio restante pode ser fixado em torno dos dedos preferidos da outra mão. Segure firmemente o fio entre os dedos polegares e indicadores. Isso ajudará a liberar os dedos polegares e indicadores, pois são esses dedos que manipularão o fio dental. Dividir as duas tarefas – segurando e trabalhando a corda – facilita o uso do fio dental.
  • O fio dental deve ser manobrado entre os dentes com um movimento de fricção suave e curvado. Isto até que o fio atinja a linha da gengiva. Deslize o fio suavemente entre a gengiva e o dente.
  • O fio dental deve ser segurado firmemente contra o dente. Esfregar ao longo da sua superfície com um suave movimento para cima e para baixo. Isso deve continuar até que o lado de trás do último dente seja alcançado. Siga este processo para os dentes restantes.
  • Uma nova seção do fio dental deve ser usada quando a placa se acumular nele.

flosser de água - prevenção do câncer de bocaFlossers de Água

Outro método para limpar entre e ao redor dos dentes é o uso dos flossers de água. É um dispositivo portátil que pulveriza água constantemente para remover detritos nos dentes, com efeito muito semelhante ao fio dental tradicional. Para indivíduos que usam chaves ou pontes fixas permanentes esses dispositivos  podem ser de grande ajuda. Está provado que os flossers de água são seguros de usar e eficazes na remoção da placa dental. Também muito podem contribuir para evitar câncer de boca.

suporte de fio dental - prevenção do câncer de bocaMétodo de uso do suporte de fio dental

Algumas pessoas podem achar difícil limpar os dentes posteriores ou as superfícies adjacentes dos dentes posteriores ou do espaço interdental. Outro ponto a considerar é que o uso indevido do fio dental pode causar ferimentos ou danos. Neste caso recomenda-se o uso de um suporte de fio dental. É útil para pessoas que têm dificuldade no manuseio do fio dental tradicional.

  1. Troque o porta-fio da esquerda para a direita; deslize lentamente o fio para a margem gengival e puxe-o firmemente contra uma das superfícies próximas ao dente.
  2. Gradualmente, deslize o fio para cima e para baixo para limpar a superfície dentária próxima. Iniciando pela parte mais profunda do sulco gengival e puxando o fio firmemente contra a outra superfície dental próxima.
  3. Limpe todas as outras superfícies de dentes adjacentes de acordo com as etapas acima.

Uso do fio dental em indivíduos que utilizam aparelhos ortodônticos

Indivíduos que usam dispositivos ortodônticos podem achar difícil usar o fio dental. O uso de um fio dental super floss ajudará a remover a placa dental nas superfícies adjacentes do dente.

fio dental super floss - prevenção do câncer de bocaFio dental super floss

Especialmente desenvolvido para remoção eficaz da placa bacteriana em pessoas com aparelhos ortodônticos, coroas, pontes ou implantes.
É composto por 3 partes: Extremidade rígida (permite sua inserção sob aparelhos ortodônticos, pontes e espaços interproximais estreitos). Rede de fibras esponjosas (limpa eficazmente as superfícies interproximais). Fio Dental Regular (para limpeza entre os dentes e linha das gengivas).

  • Pressione a extremidade endurecida através do espaço entre os dentes e o dispositivo ortodôntico.
  • Enrole a ponta do fio ao redor dos dedos. Segure-o com força entre os dedos polegares e indicadores das duas mãos; deixe cerca de 2 cm de fio entre os dois.
  • Puxe o fio dental para o espaço interdental suavemente usando um movimento de serrar.
  • Enrole o fio ao redor de um dente em formato de “C”. Puxe para baixo até a parte mais profunda entre o dente e o tecido gengival circundante. Deslize para cima e para baixo e limpe a superfície.
  • Envolva o dente vizinho e repita o procedimento.

Qual escolher?

Não existe uma regra rígida e rápida para selecionar o tipo de fio dental ideal.

Critérios importantes na escolha são o tipo de fio dental, facilidade de uso e adequação à condição de cada paciente.

O consenso é que o uso regular do fio dental é peça chave para evitar câncer de boca.

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Fontes: The Oral Cancer Foundation, News Medical Life Sciences
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Dentista com dores nas costas? Saiba o que fazer

Dentista com dores nas costasDentista com dores nas costas? Algo bem comum no seu dia a dia, não é mesmo? A questão é como prevenir e aliviar essas dores. Elas podem ter várias origens e razões, mas aquela que mais incomoda é a dor de todos os dias. Aquela relacionada à atividade do trabalho.
E tenha a certeza, o seu trabalho pode ser uma das causas mais prováveis, sem que muitas vezes você não se aperceba disto.

De acordo com um estudo publicado em 2016 pela North American Spine Society (NASS), foram apontadas as profissões que mais riscos acarretam para a sua coluna. A odontologia faz parte deste rol de profissões.

O tema dores nas costas já foi destaque em um post anterior aqui do blog Dentalis. Já neste outro artigo a má postura é relacionada aos erros posturais  do dentista no exercício da profissão.

Dores nas costas: mais comum do que se pode imaginar

Na área odontológica, muitos procedimentos exigem movimentos corporais de torção e estática por longos períodos de tempo. Pesquisas sugerem que dores nas costas dos dentistas, pescoço e ombros são comuns, e são causadas principalmente devido às posturas de trabalho, o design dos equipamentos e a duração do procedimentos. Não são apenas os dentistas já formados que sofrem com dores nas costas. Muitos estudantes de odontologia já padecem do mesmo problema.

Manter o corpo debruçado e torto sobre um paciente por horas e horas durante anos exige muitos dos músculos. Quando a cabeça, tronco e pescoço estão debruçados para um lado, o lado dos músculos que estão sendo usados se tornam menores e mais fortes, enquanto o outro lado fica esticado e mais fraco, provocando um desequilíbrio na musculatura.

Para evitar o problema, seguem algumas atitudes e cuidados que podem ser tomadas pelo dentista com dores nas costas para prevenção e alívio da dor.

Prevenção do Transtorno do Pescoço, Ombro e Costas

Recomendações ergonômicas para minimizar os riscos de lesões nas costas se concentram em melhorar a postura de trabalho e o design do equipamento. Medidas simples que o dentista com dores nas costas pode tomar para prevenir e aliviar essas dores:

  1. Mudar Postura – Alternar entre sentar e levantar para reduzir a fadiga postural e maximizar a variedade postural, o que ajuda a reduzir a fadiga muscular estática.
  2. Use Suporte – Quando sentado ou em pé, não se incline para a frente ou incline-se em uma postura sem suporte por períodos prolongados. Se você estiver sentado, sente-se ereto ou recline ligeiramente em uma cadeira com bom suporte para as costas e use um bom apoio para os pés, se necessário. Se você estiver em pé por períodos prolongados, tente encontrar algo para ajudá-lo a se apoiar.
  3. Alcance seguro – Evite ter que alcançar desajeitadamente o equipamento e trabalhe próximo ao paciente. Mantenha os itens usados ​​com mais frequência a uma distância de cerca de meio metro no máximo. Use assistentes para ajudar a posicionar o equipamentos e materiais para esta área.
  4. Postura normal do braço – Mantenha os cotovelos e a parte superior dos braços perto do corpo e não levante e tensione os ombros quando estiver trabalhando. Além disso, certifique-se de que as posturas das mãos não sejam desviadas, pois isso pode levar a problemas no pulso.
  5. Use Equipamentos Confortáveis ​​- Use equipamentos que não sejam muito pesados, que possam ser usados ​​sem a postura da parte superior do corpo, e que pareçam confortáveis ​​de usar. Equipamentos projetados ergonomicamente ajudam a minimizar as tensões nas extremidades superiores e nas costas.
  6. Gerencie o tempo – Evite consultas longas sempre que possível, ou intercale-as com intervalos curtos de descanso nos quais você muda de postura e relaxa as extremidades superiores.
  7. Alongue-se – Alguns exercícios e alongamentos básicos para fazer no consultório podem mudar drasticamente sua rotina e produtividade. Abaixo, seguem alguns exemplos.

Como aliviar as dores nas costas dos dentistas

Dentista com dores nas costas? Dica importante para encontrar o alívio

Em todas as idas à academia, os instrutores enfatizam a importância do alongamento.
O que muitas pessoas não percebem é que devem se alongar durante o dia todo. É fundamental se a rotina de trabalho exigir muito do pescoço, costas e os ombros por longos períodos de tempo.

Os dentistas e sua equipe se enquadram nessa categoria e devem se alongar regularmente ao longo do dia. É uma estratégia rápida e eficiente de como encontrar alívio para essas dores.

Veja cinco alongamentos simples para ajudar sua equipe a começar

  • Alongamento do pescoço: puxe gentilmente a cabeça em direção ao ombro e segure por três respirações profundas. Então, repita isso do outro lado.
  • Alongamento do quadril: Deite-se de costas no chão, cruze o tornozelo sobre o joelho. Puxe as pernas em direção ao peito. Segure por três respirações profundas. Então, repita o mesmo do outro lado.
  • Torção da coluna vertebral: Sente-se de pernas cruzadas no chão e gire suavemente para o lado. Mantenha por três respirações profundas, depois gire para o outro lado e repita.
  • Pose da criança: Este não é mais apenas para os iogues. Deite-se de bruços com os joelhos dobrados debaixo de você e os braços estendidos à sua frente. Coloque as palmas das mãos no chão. Você deve sentir um alongamento dos ombros até a parte inferior das costas. Mantenha essa posição por três respirações profundas.
  • Alongamento das costas: Deite-se de costas no chão, traga os joelhos até o peito. Até sentir um alongamento na parte inferior das costas. Mantenha esta posição por três respirações profundas.

Tipos de dores nas costas

Um dentista com dores nas costas pode se perguntar: de onde vem essas dores? Primeiro precisamos falar um pouco sobre os tipos de dor.

A dor nas costas que vem de repente e dura não mais do que seis semanas (aguda). Pode ser causada por uma queda ou trabalho pesado. Dor nas costas que dura mais de três meses (crônica) é menos comum que a dor aguda. As dores relacionadas ao exercício profissional são as que mais se enquadram no segundo caso. As causas são muitas vezes pouco consideradas. A dúvida que permanece é como encontrar uma solução para o dentista com dores nas costas.

Sendo ou não decorrente do exercício profissional, a dor nas costas, muitas vezes se desenvolve sem uma causa que possa ser identificada facilmente. Vamos às possibilidades:

As condições comumente relacionadas à dor nas costas

  • Tensão muscular: O trabalho pesado repetido ou um movimento súbito e desajeitado podem esticar os músculos das costas. O mesmo pode ocorrer com os ligamentos da coluna vertebral. Uma tensão constante nas costas pode causar espasmos musculares dolorosos;
  • Discos vertebrais: Discos agem como almofadas entre os ossos (vértebras) da coluna. O material macio dentro de um disco pode inchar ou romper e pressionar um nervo. No entanto, você pode ter um disco protuberante ou rompido sem dor nas costas. A doença de disco é frequentemente encontrada incidentalmente em imagens de raios-X da coluna por algum outro motivo;
  • Artrite: A osteoartrite pode afetar a parte inferior das costas. Em alguns casos, a artrite na coluna pode levar a um estreitamento do espaço ao redor da medula espinhal. Esta é uma condição chamada de estenose espinhal;
  • Irregularidades esqueléticas: Uma condição na qual sua coluna se curva para o lado (escoliose). Esta condição com dores geralmente não acontece até a meia-idade;
  • Osteoporose: As vértebras da coluna podem desenvolver fraturas por compressão se os ossos se tornarem porosos e quebradiços.

Buscamos apresentar as principais causas, formas de prevenção e sugestões que possam responder à pergunta inicial: Como aliviar as dores nas costas dos dentistas.

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Fontes: Dentistry, spine universe, mouthingoff, Mayo Clinic

 

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HTLV-1: primo do HIV, perigoso e se espalha de forma silenciosa

A infecção pelo vírus da leucemia de células T humanas tipo 1 (HTLV-1) não causa sintomas na grande maioria das pessoas infectadas. No entanto, pode levar a doenças graves em alguns de seus portadores.

O que é o HTLV-1?

O HTLV-1, um vírus que infecta as células T, um tipo de glóbulo branco que faz parte do nosso sistema imunológico.
O HTLV também é conhecido como vírus linfotrópico de células T humanas.

O HTLV-1 não causa a síndrome da imunodeficiência adquirida ou a AIDS. No entanto, é o mesmo tipo de vírus que o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a AIDS, e se espalha da mesma maneira.

Entre 5 milhões e 20 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas pelo HTLV-1. A infecção é mais comum em partes do sul do Japão, Caribe, África Subsaariana, Oriente Médio, América do Sul, Papua Nova Guiné e Austrália central.

Na Austrália, o HTLV-1 é uma grande preocupação para os aborígines e para o povo do Estreito de Torres.
Em algumas comunidades aborígenes remotas, quase metade da população carrega o vírus.

Como alguém pode contrair o HTLV-1?

O HTLV-1 pode ser adquirido de uma pessoa infectada por:

  • transfusão de sangue ou transplante de órgãos;
  • compartilhando agulhas;
  • contato sexual;
  • amamentação.

O HTLV-1 não se transmite através de abraços ou beijos ou mesmo do compartilhamento de um copo, por exemplo.

Problemas causados pelo HTLV-1

Uma vez uma pessoa tendo sido infectada pelo HTLV-1, o vírus não afetará necessariamente sua saúde.
A maioria das pessoas com HTLV-1 não apresentam nenhum sintoma.

Mas cerca de 1 em 20 pessoas desenvolvem uma das duas condições graves:

A infecção pelo HTLV-1 também pode causar outras condições, como uma doença pulmonar chamada bronquiectasia e condições que afetam a pele, olhos e glândula tireoide.

Leucemia / Linfoma de células T do adulto

A leucemia / linfoma de células T do adulto é um tipo de câncer causado por glóbulos brancos que se multiplicam de forma anormal e rapidamente. Pode afetar o sangue (leucemia) ou os linfonodos (linfoma).

A leucemia / linfoma de células T do adulto desenvolve:

  • em 1 em 30 ou 40 pessoas infectadas pelo HTLV-1
  • principalmente em pessoas que se infectaram quando bebês
  • geralmente décadas depois que a infecção é adquirida

Alguns tipos de leucemia / linfoma de células T do adulto desenvolvem-se muito rapidamente enquanto outros se desenvolvem muito mais lentamente.

Os sintomas geralmente incluem:

  • gânglios linfáticos inchados
  • fadiga
  • erupção cutânea
  • náusea e vomito
  • febres e suores

HTLV-1 associado à mielopatia/paraparesia espástica tropical

Cerca de 1 em 100 pessoas com infecção pelo HTLV-1 desenvolverá esta doença crônica do sistema nervoso que afeta a medula espinhal. Geralmente afeta apenas pessoas com mais de 40 anos.

Os sintomas incluem:

  • fraqueza muscular progressiva nas pernas
  • rigidez muscular e espasmos
  • dor na região lombar
  • incapacidade de controlar sua bexiga ou intestino

Diagnóstico do HTLV-1

A infecção pelo HTLV-1 geralmente é diagnosticada usando um exame de sangue para detectar anticorpos contra o vírus.

Como muitas pessoas não apresentam sintomas, algumas só sabem que estão carregando o vírus quando o sangue está sendo testado por outras razões. Centros de doadores de sangue australianos vêm testando sangue para infecção por HTLV-1 há 25 anos.

Tratamento do HTLV-1

A infecção pelo HTLV-1 é uma condição vitalícia. Não há tratamento específico se você tiver o vírus e estiver bem.

Se o portador não estiver bem, no entanto, o tratamento está disponível e o mesmo deve conversar com seu médico:

Se é diagnosticado com leucemia / linfoma de células T do adulto, existem muitas opções de tratamento, incluindo medicamentos antivirais, quimioterapia e transplantes de células-tronco.

Se o portador for acometido por uma das condições causadoras de doença crônica no sistema nervoso, há muitas maneiras de controlar e aliviar sintomas específicos.

Prevenção do HTLV-1

Pode-se reduzir o risco de transmitir ou se contaminar com o vírus do HTLV-1 tomando os seguintes cuidados:

  • seguir práticas sexuais seguras, como usar preservativo
  • não compartilhar agulhas

Uma vez o portador tendo ciência de sua condição, pode reduzir a chance de transmitir o vírus para o bebê evitando a amamentação.

Fonte: healthdirect Australia

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Dieta saudável pode reduzir gengivite?

Geralmente, uma dieta pobre em carboidratos refinados está associada a consequências positivas para a saúde geral e para a saúde bucal em particular, já que reduz o risco de cárie dentária. De acordo com um estudo recente realizado na University of Freiburg na Alemanha e apresentado no EuroPerio9, o principal congresso mundial em periodontia e implantodontia, uma dieta otimizada para a saúde bucal também pode reduzir significativamente a gengivite.
Pesquisas anteriores na universidade encontraram um efeito pronunciado de intervenções dietéticas na inflamação gengival. No entanto, os mecanismos por trás disso são amplamente desconhecidos. O estudo recente teve como objetivo determinar como uma dieta de saúde oral otimizada poderia afetar tanto a inflamação periodontal quanto a sistêmica.

“Nós conduzimos um ensaio clínico randomizado utilizando o delineamento do nosso estudo anterior, com um grupo de pacientes solicitados a seguir uma dieta especial pobre em carboidratos processados e proteínas animais, mas rica em ácidos graxos ômega-3, vitaminas C e D, antioxidantes, plantas nitratos e fibras,” disse o autor principal Dr. Johan Wölber, do Departamento de Odontologia Operativa e Periodontologia no centro médico da Universidade de Freiburg. “As pessoas do grupo controle não mudaram seus hábitos alimentares, seguindo uma dieta ocidental comum, rica em carboidratos processados e ácidos graxos saturados, e baixa em micronutrientes. Pedimos a ambos os grupos que não limpassem entre os dentes durante o estudo. Avaliamos os parâmetros clínicos periodontais e parâmetros inflamatórios sistêmicos no início e após quatro semanas”.

Influência significativa

Comentando sobre os resultados, Wölber disse: “Ficamos surpresos ao descobrir que, após apenas quatro semanas, uma dieta saudável reduziu substancialmente a inflamação das gengivas. No geral, encontramos uma redução significativa da gengivite de cerca de 40%, que foi, como no estudo anterior, significativamente diferente do grupo controle – sem limpeza interdental. Em relação aos parâmetros sorológicos, não observamos diferenças entre os grupos controle e experimental, exceto um aumento significativo de vitamina D no grupo que se alimenta de forma saudável. Em outras palavras, uma dieta ideal parece influenciar a gengivite precoce, antes que a inflamação sistêmica se instale.”

Os resultados do estudo recente, intitulado “O efeito de uma dieta otimizada de saúde bucal em parâmetros periodontais e sorológicos”, foram apresentados no EuroPerio9 em 20 de junho em Amsterdã. O estudo anterior, intitulado “Uma dieta otimizada de saúde oral pode reduzir a inflamação gengival e periodontal em humanos – Um estudo piloto controlado randomizado”, foi publicado no BMC Oral Health.

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O crescimento de casos de câncer bucal é preocupante

Listado entre os dez tumores mais comuns do Brasil, o câncer de boca, bem como seus sintomas, causas e tratamentos, ainda é desconhecido por boa parte da população.

Este fato pode ser evidenciado ao se constatar que uma expressiva parte dos diagnósticos ainda acontece de forma tardia, o que diminui de maneira expressiva as chances de cura.

De acordo com levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca) somente neste ano de 2018 as projeções indicam que 15.490 pessoas serão vítimas da doença, sendo 11.140 homens e 4.350 mulheres.

Esses números colocam o Brasil na inglória terceira colocação entre os países com maior incidência de câncer oral no mundo, atrás somente da Índia e da República Checa.

A cada duas horas um brasileiro morre por causa da doença. O período de tempo transcorrido em uma partida de futebol ou em uma sessão de cinema no domingo, por exemplo, representa mais uma vida perdida, o que poderia ser evitado com medidas ao acesso de todos e bem simples.

Por que o Brasil é terceiro no mundo em número de casos?

Uma das respostas está no uso de álcool e tabaco, que, mesmo caindo, como um dos maiores causadores da enfermidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer oral são fumantes. Além disso, quando o fumo e o álcool estão associados, as possibilidades de desenvolvimento da doença aumentam em incríveis 30 vezes.

População de maior risco

Homens acima dos 50 anos compõem a maior parte dos acometidos pelo problema. No entanto, o cenário está mudando. Cada vez mais jovens de até 40 anos estão apresentando a doença e um dos principais motivos é o papiloma vírus humano, mais conhecido como HPV.

Transmitido durante as práticas sexuais sem proteção, o vírus tem o potencial de acelerar o tempo de desenvolvimento desse tumor. Um estudo produzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que há vinte anos o HPV representava 25% dos casos de câncer de amígdala. Atualmente, o número registrado é de impressionantes 80%.

Prevenção é tudo

A maior medida para diminuir o número de vítimas está na prevenção, que pode ser feita inclusive em casa. O câncer oral tem cura e, assim como o câncer de mama, pode ser facilmente identificado por meio do autoexame — neste caso, com a ajuda de um espelho.

Analisar a boca periodicamente, observar o aspecto da língua e de toda a cavidade oral (lábios, mandíbula, gengiva, glândulas salivares e garganta) deve se tornar hábito. O surgimento de feridas e lesões que chegam a levar mais de duas semanas para desaparecerem são o sinal de alerta, assim como sangramentos, caroços, mudanças na coloração ou dor.

Sinais indicativos e diagnóstico pelo dentista

Entre os sintomas do câncer oral estão também nódulos persistentes nas bochechas, irritação ou sensação constante de algo entalado na garganta, inchaço na mandíbula, dificuldade para engolir, mau hálito, dor para mastigar ou mover a língua, dentes frouxos na gengiva e até mesmo mudanças na voz e perda de peso. São sinais facilmente identificáveis não só pelo paciente, mas também pelas pessoas com quem ele convive. É importante ressaltar que o autoexame não substitui as visitas regulares aos dentistas, o profissional mais habilitado e fundamental para o diagnóstico precoce.

É o dentista aquele profissional responsável pelo encaminhamento de casos suspeitos para a confirmação e o posterior tratamento do câncer de boca e pelas orientações iniciais ao paciente. A localização e o estágio tumor determinam as medidas mais adequadas, que geralmente são cirurgia e/ ou rádio e quimioterapia. Quando a doença é diagnosticada no início e tratada de maneira adequada, 80% dos casos podem ser curados.

Fica claro diante desse cenário que a grande questão em torno do câncer de boca é a prevenção. Para fortalecer a rede de informações sobre o tema e orientar a população, foi criada a lei federal nº 13.320 de 2015, que estabelece a primeira semana de novembro como a Semana Nacional de Prevenção ao Câncer de Boca. A importância do período é inegável, mas é essencial que os hábitos para combater a doença e diminuir o número de vítimas façam parte do cotidiano da população.

Fonte: Dr. Claudio Miyake – presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)
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Cuidar da saúde bucal pode ajudar na recuperação de um ataque cardíaco

Cuidar da saúde bucal, e das gengivas em particular, pode ajudar o sistema cardiovascular a se recuperar de um ataque cardíaco, revela um estudo recentemente publicado. De acordo com essa pesquisa, as bactérias que causam doenças gengivais podem prejudicar a recuperação dos vasos após um ataque cardíaco.

Esta não é a primeira vez que um trabalho demonstra a existência de uma correlação entre as doenças bucais e as doenças cardiovasculares. Já o ano passado um estudo havia revelado que a mortalidade da população em geral e das mulheres de mais idade pode diminuir graças a melhorias na saúde periodontal.

Reparação das artérias

O estudo agora publicado mostra que as bactérias responsáveis pelas doenças gengivais podem prejudicar a reparação das artérias depois de um ataque cardíaco e isso em razão de uma enzima produzida por essas bactérias que pode impedir que as células do sistema imunológico atuem na reparação das artérias cardíacas.

Saúde bucal – saúde cardiovascular terapêutica e preventiva

A pesquisa mostra ainda que manter a mucosa oral saudável pode ajudar os pacientes que já sofreram de ataques cardíacos a prevenirem novas complicações cardiovasculares no futuro. Nigel Carter, CEO da Oral Health Foundation, ressalta que “esta pesquisa pode oferecer esperança a milhões de pessoas afetadas por doenças cardiovasculares. Existem evidências já há algum tempo de que as doenças da gengiva aumentam o risco de um paciente sofrer de doenças cardiovasculares mas agora sabemos que a prevenção das doenças gengivais podem igualmente prevenir mais problemas para as vítimas de ataque cardíaco”.

Sempre é bom lembrar que as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em todo o mundo.

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