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Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

câncer oral

O câncer oral pode aparecer em qualquer lugar da boca. Incluindo o interior das bochechas e gengivas.
É considerado um tipo de câncer de cabeça e pescoço.

Frequentemente, o câncer oral faz parte da categoria de câncer de boca e orofaringe.
O câncer de orofaringe afeta a parte posterior da boca e o revestimento da garganta.

De acordo com a American Cancer Society (ACS), as estatísticas estimam em 53.000 o número de americanos com diagnóstico de câncer oral em 2019.

A idade média no diagnóstico é de 62 anos.
No entanto, cerca de 25% dos casos ocorrem antes dos 55 anos.
É mais comum atingir homens do que mulheres.

Câncer oral – Sintomas

Nos estágios iniciais, geralmente não há sinais evidentes.

Fumantes e alcoolistas devem fazer exames regulares com o dentista. Isso porque cigarro e o álcool em excesso são fatores de risco para o câncer oral.

O dentista é normalmente o profissional que primeiro poderá detectar sinais iniciais desse tipo de câncer.

Lesões pré-cancerosas

Sinais iniciais do câncer oral em desenvolvimento:

Leucoplasia

Leucoplasia é uma mancha ou placa branca, com bordas irregulares, firmemente aderida à mucosa da boca.
É uma lesão pré-maligna, geralmente causada pelos hábitos deletérios de fumo e etilismo.
A lesão com características proliferativa (aumenta de tamanho) possui 70 a 100% de risco de se transformar em um carcinoma de células escamosas.

Líquen Plano Oral

No líquen plano existem áreas de linhas brancas com uma borda avermelhada, possivelmente com ulceração.

Muitas lesões orais podem ser pré-cancerosas. Elas não significam necessariamente que o indivíduo terá câncer. No entanto, é importante que o paciente converse com o seu dentista sobre quaisquer alterações que ocorram na boca.

O monitoramento das alterações pode ajudar a detectar o câncer de boca nos seus estágios iniciais. E no começo, é muito mais fácil de tratar.

câncer oral

Câncer

O desenvolvimento do câncer gera o aparecimento dos seguintes sintomas:

  • Manchas no revestimento da boca ou língua. São geralmente vermelhas ou brancas;
  • Sangramento, dor ou dormência na boca;
  • Úlceras ou feridas na boca que não cicatrizam;
  • Nódulo ou espessamento das gengivas ou revestimento da boca;
  • Dentes soltos sem motivo aparente;
  • Dentaduras mal ajustadas;
  • Mandíbula inflamada;
  • Dor de garganta ou sensação de que algo está preso na garganta;
  • Voz rouca;
  • Dificuldade em mastigar ou engolir;
  • Dificuldade em mover a língua ou mandíbula.

A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que o indivíduo tenha câncer oral. Porém, vale a pena consultar um dentista para um diagnóstico.

Câncer oral – Tratamento

O tratamento irá variar conforme algumas condições:

  • Localização, estágio e tipo do câncer;
  • O estado geral de saúde do indivíduo;
  • Preferências do paciente.

Existem muitas opções de tratamento. Como descritas a seguir.

Cirurgia

Uma cirurgia pode ser recomendada para remoção do tumor e também uma margem de tecido saudável ao seu redor.

A cirurgia pode implicar na remoção das seguintes estruturas:

  • Parte da língua;
  • Parte do maxilar;
  • Nódulos linfáticos.

Caso o procedimento cause alteração significativa da aparência da pessoa ou sua capacidade de falar ou comer, uma cirurgia reconstrutiva pode ser necessária.

Radioterapia

O câncer bucal é sensível à radioterapia. Esse tratamento utiliza raios X de alta energia ou partículas de radiação para danificar o DNA dentro das células tumorais. Isso destrói sua capacidade de reprodução.

Os efeitos adversos da radioterapia:

  • Cárie dental;
  • Aftas;
  • Sangramento gengival;
  • Rigidez da mandíbula;
  • Fadiga;
  • Reações da pele, como queimaduras.

O tratamento provavelmente será mais eficaz em pessoas que não fumam ou já deixaram de fumar.

Um indivíduo com câncer oral em estágio inicial pode ser tratado com radioterapia.
Porém, a combinação desse com outros tratamentos podem reduzir a progressão ou recorrência do câncer com mais eficiência.

Quimioterapia

Se o câncer é generalizado, o médico pode recomendar a combinação da quimioterapia com a radioterapia.

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos poderosos que danificam o DNA das células cancerígenas. Os medicamentos minam a capacidade das células de se reproduzir e se espalhar.

Os medicamentos quimioterápicos destroem as células cancerígenas. Porém, também podem danificar tecidos saudáveis. Isso pode levar a sérios efeitos adversos.

Dentre os efeitos adversos, estão:

  • Cansaço excessivo;
  • Náusea e vômitos;
  • Queda de cabelo;
  • Diminuição da resistência imunológica;
  • Risco aumentado de infecções.

Esses efeitos geralmente desaparecem após o término do tratamento.

Terapia de hipertermia

Técnica recente onde o médico promove o aquecimento da área acima da temperatura normal para danificar e matar células cancerígenas.

Esta técnica também pode aumentar a sensibilidade das células cancerígenas à radioterapia.

Estágios

O estágio do câncer refere-se à medida do quanto ele se espalhou pelo organismo.

Nos estágios iniciais, pode haver células pré-cancerosas que podem eventualmente se tornar cancerígenas.

Às vezes, isso é chamado de câncer no estágio 0 ou carcinoma in situ.

  • O câncer localizado é aquele que afeta apenas uma área e não se espalhou para outros tecidos;
  • O câncer regional é aquele que se espalhou para os tecidos próximos.
  • O câncer distante é aquele que se espalhou para outras partes do corpo. Por exemplo, os pulmões ou o fígado.

Complicações

O câncer bucal e seu tratamento podem levar a uma série de complicações.

As complicações após a cirurgia incluem o risco de:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Dor;
  • Dificuldade em comer e engolir.

A longo prazo podem surgir os seguintes problemas:

  • Estreitamento da artéria carótida: Isso pode resultar da radioterapia e pode levar a problemas cardiovasculares;
  • Problemas dentais: podem surgir se a cirurgia mudar o formato da boca e da mandíbula;
  • Disfagia ou dificuldade em engolir: Isso pode dificultar a ingestão de alimentos e aumentar o risco de inalação de alimentos e infecções como consequência;
  • Problemas na fala: alterações na língua, lábios e outras características orais podem afetar a fala;
  • Problemas de saúde mental: Depressão, irritabilidade, frustração e ansiedade podem surgir.

Participar de um grupo de apoio local ou on-line pode ser útil. Esse contato oferece a oportunidade de conhecer pessoas com experiências semelhantes.

Câncer oral – Causas

O câncer acontece a partir de uma alteração genética no organismo que resulta no crescimento de células sem controle.
À medida que essas células indesejadas continuam a crescer, elas formam um tumor.
Com o tempo, as células podem migrar para outras partes do corpo.

Cerca de 90% dos cânceres de boca são carcinoma espinocelular.
Eles têm início nas células escamosas que revestem os lábios e o interior da boca.

Fatores de risco

Não se sabe exatamente por que essas mudanças acontecem. Porém, alguns fatores de risco parecem elevar a chance para o desenvolvimento do câncer de boca.

Existem evidências de que estes são fatores que elevam o risco:

  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Histórico de infecções prévias por HPV, especialmente o HPV tipo 16;
  • Histórico prévio de câncer de cabeça e pescoço.

Outros fatores de risco para o câncer bucal:

  • Exposição excessiva a raios ultravioleta;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Radioterapia prévia para cabeça, pescoço ou ambos;
  • Exposição a certos produtos químicos, especialmente amianto, ácido sulfúrico e formaldeído;
  • Ferimentos antigos que não cicatrizam;
  • Exposição ao calor excessivo de bebidas quentes, como o chimarrão.

Dietas saudáveis com muitas frutas e legumes frescos podem reduzir o risco.

Câncer oral – Diagnóstico

Na presença de sinais indicativos de câncer oral, o que o médico pode fazer:

  • Perguntar sobre os sintomas;
  • Realizar um exame físico;
  • Saber do histórico pessoal e familiar do paciente.

Se o câncer de boca é uma possibilidade, pode-se recomendar uma biópsia. É um exame onde se coleta uma pequena amostra do tecido para verificar a existência de células cancerígenas.

Se a biópsia revelar câncer bucal, a etapa seguinte será determinar o estágio.

Testes para identificar o estágio do câncer:

  • Endoscopia: exame no qual se pode verificar se o câncer se espalhou e, em caso afirmativo, até que ponto;
  • Testes de imagem: um raio-X dos pulmões, por exemplo, mostrará se o câncer atingiu essa área.

Além do estágio do câncer, outros fatores afetam a chance de uma maior sobrevida, como:

  • Idade;
  • Estado geral da saúde do indivíduo;
  • O grau ou tipo de câncer, pois alguns são mais agressivos que outros;
  • Acesso do indivíduo a diferentes opções de tratamento.

Câncer oral – como prevenir

Para reduzir o risco de câncer de boca, as pessoas devem:

  • Evitar completamente o cigarro;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Ir regulamente ao dentista para exames odontológicos;
  • Ficar atento a alterações na boca e conversar com seu dentista, se notar alguma;
  • Vacinar-se preventivamente para o HPV.

Existem evidências da associação entre o HPV e o câncer de cordas vocais.

Fontes: NHS,The Oral Ancer Foundation, American Cancer Society, National Cancer Institute, NCBI, Wikipedia
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Enxaguante bucal e luz dupla eliminam apenas bactérias nocivas

Enxaguante bucal e luz dupla eliminam apenas bactérias nocivas

enxaguante bucal

Um novo e revolucionário enxaguante bucal de alta tecnologia pode ser a solução de muitos problemas odontológicos.

Quase todas as pessoas sofrem de cáries em algum momento de suas vidas. Cerca de 70% da população mundial experimenta graus variados de gengivite.

Uma pesquisa europeia, por exemplo, verificou que mais da metade dos finlandeses com 30 anos ou mais sofrem de doença gengival.

As infecções orais e crônicas não detectadas podem contribuir para a ocorrência de muitas doenças graves. Nesse rol estão doenças cardiovasculares, diabetes e câncer de pulmão. Além disso, também podem aumentar o risco de parto prematuro entre gestantes.

Placa bacteriana – um sério problema

Escovar os dentes regularmente é a melhor maneira de prevenir doenças dentárias. Porém, nem sempre é suficiente.
A placa bacteriana microscópica é frequentemente deixada para trás após a escovação dos dentes.

Enxaguante bucal e luz dupla – Combatem bactérias do mal sem eliminar as bactérias da flora normal

A Koite Health, reúne pesquisadores da da Universidade de Aalto e do Hospital Universitário de Helsinque (HUS). Eles recentemente lançaram um enxaguante bucal de alta tecnologia que elimina as bactérias Streptococcus mutans e as bactérias causadoras de gengivite.
Houve comprovação científica de que o tratamento reduz os marcadores indicativos de gengivite precoce e a formação de placas.

Streptococcus mutans – o vilão

As doenças dentárias são causadas pelo efeito combinado da comunidade bacteriana.
O Streptococcus mutans desempenha um papel fundamental na cárie dentária.

Para a placa, o S. mutans é um pouco como o primeiro violino que inicia um concerto.
Ele adere ao dente primeiro e abre o caminho outras bactérias. É o que afirma um dos pesquisadores.

Enxaguante bucal de alta tecnologia – como funciona

O tratamento começa com um enxaguante bucal contendo um composto absorvente de luz.
A solução é bochechada na boca por 30 segundos. Isso para que a substância fotossensível contida nela fique grudada na placa.
A substância é ativada com um fotossensibilizador colocado entre os dentes. A terapia com luz dupla é administrada em toda a área da arcada dental por 10 minutos.

A substância fotossensível adere às estruturas da superfície das bactérias. Uma luz vermelha ativa a substância e dá início a uma reação em cadeia. Reação essa que elimina as bactérias.
A luz azul antibacteriana administrada ao mesmo tempo melhora significativamente o efeito.

Bactérias da flora normal – preservadas

Com base nos estudos, o tratamento afeta apenas as bactérias-alvo. A flora bacteriana normal da boca permanece inalterada.
Além disso, a terapia com luz dupla não causa resistência bacteriana.

Enxaguante bucal + luz dupla – receita infalível contra bactérias nocivas

A medicina já fez uso da luz para matar bactérias.
As bactérias que vivem na boca, porém, podem se proteger da luz azul antibacteriana usando vários açúcares para construir um abrigo.
No entanto, elas são incapazes de se defender do enxaguante bucal combinado com o comprimento de onda da luz dupla. Esse combo afeta as estruturas internas da própria bactéria.

A terapia com luz dupla projetada para uso doméstico será lançada para os consumidores ainda neste 2020.
Os dentistas já estão familiarizados com os métodos antibacterianos ativados pela luz no uso clínico. Porém a inovação com luz dupla aumenta significativamente a eficácia e, pela primeira vez, o método é fornecido para uso doméstico.

O novo produto foi testado pela primeira vez em seres humanos, tratando os dentes caninos de um lado da boca uma vez por dia. Já os dentes caninos do outro lado foram deixados sem tratamento como controle.

Houve menos formação de placas e outros marcadores da doença gengival no lado da boca com o tratamento.

A higiene bucal completa ainda é a melhor maneira de prevenir doenças dentárias.
A terapia com enxaguante bucal e luz dupla é particularmente benéfica para pessoas com cepas agressivas de bactérias dentárias.
Ou com doenças crônicas ou mesmo problemas no manuseio da higiene dental devido a artrite, por exemplo.
Outros grupos especiais incluem crianças e pessoas com câncer.

A quem se destina essa nova tecnologia

Essa tecnologia tem por objetivo manter a saúde bucal de pacientes com câncer em tratamento intensivo. Também a prevenir a gengivite em diabéticos. O diabetes causa um aumento de dez vezes no risco de gengivite.
O produto também é adequado para limpeza diária dos dentes e manutenção da saúde bucal.

Sintonizando no blog Dentalis você poderá sempre ficar sabendo em primeira mão as novidades e lançamentos de produtos inovadores no âmbito da odontologia. Já divulgados outros produtos aqui com caráter inovador e de grande importância.

Fonte: bioRxiv
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Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

coronavírus

Muito tem se comentado nos últimos dias e semanas sobre a epidemia de coronavírus, o Covid-19.

O Coronavírus compõe uma família de vírus causadores de infecções respiratórias.
Recebe esse nome de “corona“, quando em 1965, ao ser observado em microscopia eletrônica, viu-se que aparência de uma coroa.

Assim como pacientes com outras doenças semelhantes à gripe, pacientes com coronavírus (covid-19) relatam sintomas leves a graves, como febre, tosse e falta de ar.

Tempo de incubação

Em média o tempo de incubação do coronavírus é de 5 a 7 dias após o contato inicial.
Há casos de períodos de incubação mais longos, de até 14 dias.
Há pessoas, no entanto, que não apresentam sintomas.

Período de transmissão

A transmissibilidade dos pacientes infectados por coronavírus (Covid-19) tem sido em média de 7 dias após o início dos sintomas.
Porém, dados preliminares do Covid-19 sugerem que a transmissão possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Esse é porém ainda um dado não totalmente esclarecido. Até o momento, não existem informações suficientes que possam garantir quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa contaminada passa a transmitir o Covid-19.

Como o coronavírus se transmite

O contágio se dá a partir de pessoas infectadas.
A doença pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença.

A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.

Infecção por Coronavírus – como se prevenir

Não existe até o momento medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

As seguintes medidas de prevenção são recomendadas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos;
  • Na impossibilidade de lavar as mãos, usar desinfetante para as mãos à base de álcool 70 graus;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes;
  • Ficar em casa quando estiver doente;
  • Usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
  • Não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

Uso de máscara para proteção

A máscara à princípio deve ser utilizada por quem apresenta sintomas da doença.
Sua função é prevenir que alguém infectado contamine outras pessoas.

O uso também é recomendado para pessoas que tenham contato com indivíduos com suspeita ou confirmação do novo coronavírus.

Máscaras também devem ser usadas por profissionais de saúde que atuem em locais com pacientes com suspeitas ou sintomas.
Após a utilização, a orientação é descartar a máscara em local adequado e lavar as mãos.

Posso ter coronavírus? Há possibilidade de existir uma imunidade natural a ele?

À princípio todos estão suscetíveis ao Coronavírus. Isso pelo fato de ser um vírus novo. Também não se tem certeza de que um indivíduo uma vez infectado e curado da doença adquira imunidade permanente ao Covid-19.

Características clínicas de uma infecção por coronavírus

Não existem características clínicas específicas de uma infecção por coronavírus que possam diferenciá-lo de outros vírus causadores de infecções respiratórias.
Os sintomas de uma infecção por coronavírus são comuns a outros vírus como influenza, parainfluenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório e adenovírus.

Coronavírus – principais sintomas

Os sintomas principais do Covid-19 são febre, cansaço e tosse seca.
Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia.

Alguns pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, estarem infectados pelo vírus, mas não apresentarem sintomas. Pacientes mais jovens são os mais passíveis de não apresentarem qualquer sinal da doença.

Qual a população mais vulnerável à infecção por coronavírus?

A OMS calcula que 1 em cada 6 pacientes pode ter um agravamento do quadro, com dificuldades respiratórias sérias. A população de maior risco é aquela da terceira idade. É também a população que por consequência mais gera preocupação diante da atual epidemia.

coronavírus

Como o dentista pode lidar com a epidemia de Coronavírus

A prevenção é e sempre será o melhor remédio para qualquer problema.
Na questão de como o dentista poderá lidar com o quadro atual de epidemia de Coronavírus, seguem algumas sugestões.

Inicialmente, o contato inicial com o paciente pode se dar pelo telefone. No caso de consultas já marcadas, recomenda-se uma triagem prévia.

Nesse contato inicial pode-se buscar obter informações sobre o estado de saúde do paciente e do seu possível contato com o vírus.

Sugestão de um questionário que pode ser utilizado nessa estratégia de abordagem

  • Viajou para os países de risco nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve febre nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve algum problema respiratório, especialmente tosse, nos últimos 14 dias?
  • Esteve em contato (não protegido) com um caso confirmado de Coronavírus?
  • Nos últimos 14 dias, esteve em contato próximo com alguém que apresentava sintomas respiratórios agudos?

Se o paciente confirmar alguma das perguntas dessas perguntas, estiver infectado ou se for imunodeprimido, o dentista deverá desmarcar a consulta caso esta não seja urgente. E recomendar ao paciente uma nova data para sua realização.

Se, no entanto, se tratar de uma urgência, o dentista e sua equipe recomenda-se adotar as seguintes medidas de proteção no uso de EPI:

  • Uso de touca e avental cirúrgico descartável;
  • Uso de óculos de proteção;
  • Uso de máscara do tipo N95. Para o caso de máscara cirúrgica recomenda-se duas, substituídas a cada 2 horas ou ao término de cada atendimento;

Sequência recomendada de colocação do equipamento de proteção individual (EPI)

  1. Higienizar as mãos. As mãos devem ser bem lavadas antes e depois do procedimento do paciente;
  2. Colocar o avental;
  3. Colocar a máscara;
  4. Colocar o óculos de proteção ocular;
  5. Colocar as luvas.

Caso não disponha do EPI adequado, ao dentista não se aconselha a realização da consulta de paciente com Covid-19 ou suspeita de Covid-19.

Cuidados extras para todos os pacientes em áreas de maior risco

  • Retirar da sala de espera revistas, folhetos e outros objetos que possam ser manuseados por várias pessoas;
  • Gerenciar as marcações de consulta de forma a evitar ter vários pacientes ao mesmo tempo na sala de espera. Preferencialmente, não ter mais de duas pessoas ao mesmo tempo nesse espaço;
  • Informar os pacientes sobre as medidas de segurança. Em especial a de manter uma distância de cerca de 1,5 m;
  • O paciente deve lavar as mãos antes de entrar no consultório. Também não deve entrar com as peças de roupa que serão retiradas.
  • Antes da consulta o paciente deve bochechar com uma solução de água oxigenada a 1% por 30 segundos ou com 0,2-0,3% de clorexidina.

Higiene do espaço

A higiene do espaço também deve ser cuidada, pelo que todas as superfícies de trabalho e o ambiente devem ser imediatamente limpos e desinfetados. Pode ser utilizada, por exemplo, uma solução de hipoclorito de sódio de 1000 ppm de cloro ativo. Tal solução pode ser encomendada em farmácias de manipulação.

O vírus são inativados após cinco minutos de contato com desinfetantes normais, como a água sanitária doméstica.
As normas universais de desinfeção e esterilização devem ser minuciosamente seguidas, algo sempre importante a destacar.

Fontes: Ministério da Saúde, Portal MS, Agência Brasil, OMS, Saúde Oral
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Dicas de como evitar o aparecimento de manchas de vinho nos dentes

Dicas de como evitar o aparecimento de manchas de vinho nos dentes

manchas de vinho nos dentes

Por que os dentes de algumas pessoas ficam manchados depois de beber vinho tinto?
E como você pode evitar a ocorrência de manchas de vinho nos dentes durante as festas de final de ano?

A natureza do vinho e o esmalte dos dentes

A resposta está na relação entre a natureza do vinho e o esmalte dos dentes.

Quando se bebe vinho tinto nos defrontamos com uma ameaça tripla à brancura dos dentes.
A começar pelas antocianinas, que são os pigmentos das uvas que dão ao vinho tinto sua cor. Depois os taninos, que ajudam a fixar o pigmento nos dentes. E, finalmente a própria acidez presente no vinho, que acaba tornando o esmalte mais poroso e mais fácil para a fixação da mancha.

As características particulares do esmalte e a tendência à formação de placas também tem tudo a ver com o grau e incidência de mancha dos dentes .

Como evitar o aparecimento de manchas de vinho nos dentes

  • Escove antes, mas não imediatamente depois, de beber o vinho.
    Como a placa pode ser afetada pela coloração do vinho, os dentes devem ser escovados 30 minutos antes de beber. Detalhe: mas não logo depois, pois a pasta de dente pode aumentar o ataque químico;
  • Não beba vinho branco antes do vinho tinto. A acidez extra do vinho branco pode exacerbar a mancha;
  •  Beba água enquanto bebe vinho. O contato da boca com água, que não é básica nem ácida, depois de beber vinho ajuda a reduzir a acidez do vinho e estimula o fluxo de saliva. Isso é fundamental no combate a bactérias nocivas e na manutenção do pH ideal na boca.
  •  Mastigar alimentos é igualmente importante porque também estimula a saliva. O queijo é ideal para acompanhar o vinho, pois estimula a saliva e reduz a acidez do vinho.
  • Realize limpezas dentárias (profilaxias) regularmente com seu dentista para a saúde do esmalte dental.
    As limpezas podem ajudar a remover a placa bacteriana, uma substância ácida, que danifica o esmalte dos dentes.
    A não remoção das placas, pode resultar em cáries.

Neste outro artigo você encontrará dicas de como evitar o aparecimento de manchas pretas nos dentes.

 

Neste outro artigo você encontrará dicas de como evitar o aparecimento de manchas pretas nos dentes.

Fonte: MedicalXpress
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Periodontite e o risco de impotência masculina

impotência sexual masculina

A periodontite e o risco de impotência sexual masculina vem sendo avaliada por pesquisadores da Universidade de Granada, Espanha
O estudo em questão relaciona a higiene oral e suas repercussões sobre a saúde dos vasos sanguíneos penianos.
Os dados preliminares dessa pesquisa trazem uma descoberta de grande importância.
Ao que parece os vasos sanguíneos penianos sofrem os efeitos prejudiciais da periodontite anteriormente aos vasos coronarianos.

Os primeiros resultados desse trabalho foram publicados na Journal of Clinical Periodontology. Um outro estudo de 2017 já apontou essa relação.

Periodontite e o risco de impotência sexual masculina – o estudo

O estudo na condição de caso controle foi realizado com 158 pacientes do sexo masculino.
Desse total, 80 casos com disfunção erétil (impotência) e 78 pacientes controle. Testosterona, perfil lipídico, proteína C reativa e parâmetros glicêmicos foram avaliados. Todas as variáveis foram comparadas entre os grupos e foram realizadas análises de regressão.
74% dos pacientes com impotência apresentavam sintomas de periodontite. E aqueles que sofriam de impotência em maior grau, apresentavam também mais lesões periodontais.

impotência sexual masculina

Boa higiene oral é fundamental

O estudo salientou a importância da higiene oral para prevenção da impotência sexual masculina.
O risco apontado pela pesquisa é elevado. Pacientes com periodontite têm 2,28 vezes mais chances de vir a desenvolver impotência sexual masculina. Isso na comparação com pacientes com gengivas saudáveis.

A periodontite a cada dia mais vem sendo associada a outras patologias.

Concluindo

Embora o estudo em questão ainda não tenha terminado, as evidências são claras e fortes.
Pacientes com periodontite e impotência sexual masculina apresentaram pior condição periodontal. A periodontite crônica parece desempenhar um papel fundamental nesse processo.
A periodontite pode ser um fator gerador da impotência sexual masculina. E isso, independente de outras doenças.

O que de fato é a impotência sexual masculina

A impotência sexual masculina (disfunção erétil) é a incapacidade de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para ter relações sexuais. A impotência sexual masculina ocasional não é incomum. Muitos homens a vivenciam durante períodos de estresse. A impotência sexual masculina frequente pode ser um sinal de problemas de saúde. Requer atenção e tratamento.
Também pode ser um sinal de problemas emocionais ou de relacionamento que requerem tratamento e atenção profissional.
Nem todos os problemas sexuais masculinos são causados devido à impotência.
Outros tipos de problemas sexuais masculinos incluem: ejaculação precoce, atraso ou ejaculação ausente ou falta de interesse em sexo.

Quais os principais sintomas da impotência sexual masculina

O homem pode estar com impotência sexual quando:

  • Tiver problemas para obter uma ereção;
  • Tiver dificuldades em manter uma ereção;
  • Interesse reduzido em sexo.

Outros problemas sexuais relacionados à impotência:

  • Ejaculação precoce;
  • Ejaculação atrasada;
  • Anorgasmia. Ou seja, a incapacidade de atingir o orgasmo após estimulação.

Diante da manifestação de um ou mais desses sintomas uma ajuda médica deve ser procurada. Especialmente se os sintomas se mantiverem por dois ou mais meses. A consulta médica poderá elucidar a causa original do problema e buscar o tratamento específico.

O que pode provocar a impotência sexual masculina

Além da periodontite crônica, existem outras doenças e condições que podem predispor os homens à impotência sexual:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Hiperlipidemia (colesterol e triglicerídeos elevados);
  • Problemas causados por câncer ou cirurgia (especialmente câncer de próstata);
  • Lesões;
  • Obesidade ou sobre peso;
  • Idade avançada;
  • Estresse e/ou ansiedade;
  • Problemas de relacionamento;
  • Abuso de drogas;
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo.

A impotência sexual masculina pode ser causada por apenas um desses fatores ou vários. É por isso que é importante buscar orientação médica para que se possa isolar e tratar o problema.

Fisiologia sexual masculina

A ereção é o resultado do aumento do fluxo sanguíneo pênis.
O fluxo sanguíneo é geralmente estimulado por pensamentos sexuais ou contato direto com o pênis.
Quando um homem fica excitado sexualmente, os músculos do pênis relaxam. Esse relaxamento permite aumentar o fluxo sanguíneo através das artérias penianas. Esse sangue preenche duas câmaras no interior do pênis chamadas corpos cavernosos. À medida que as câmaras se enchem de sangue, o pênis fica rígido. A ereção termina quando os músculos se contraem e o sangue acumulado pode fluir pelas veias penianas. A impotência sexual masculina pode ocorrer devido a problemas em qualquer estágio do processo de ereção.
Por exemplo, as artérias penianas podem estar danificadas demais para abrir adequadamente e permitir a entrada de sangue.

A questão idade

Até 30 milhões de homens americanos são afetados por impotência sexual.
A prevalência da impotência aumenta com a idade. A impotência afeta:

  • 12% dos homens com menos de 60 anos;
  • 22% dos homens na faixa dos 60 anos;
  • 30% dos homens com 70 anos ou mais.

Como se pode ver o risco de impotência aumenta com a idade. No entanto, a impotência não é inevitável à medida que o homem envelhece. Pode ser mais difícil conseguir uma ereção com a idade, mas isso não significa necessariamente que o homem se tornará impotente.
Em geral, quanto mais saudável o homem é, melhor será sua função sexual.

A impotência também pode ocorrer entre homens mais jovens.
Um estudo de 2013 verificou que um em cada quatro homens que procuravam o primeiro tratamento para impotência tinham menos de 40 anos.

Os pesquisadores encontraram uma correlação mais forte entre tabagismo e uso de drogas ilícitas e impotência em homens com menos de 40 anos do que entre homens mais velhos. Isso sugere que as escolhas de estilo de vida podem ser o principal fator contribuinte para a impotência em homens mais jovens.

Uma outra pesquisa fez descobertas interessantes sobre homens com impotência abaixo dos 40 anos de idade. Nesses casos verificou-se que o tabagismo era um fator para a impotência entre 41% dos homens desse público alvo. O diabetes foi o segundo fator de risco mais comum.
Estava ligado à impotência em 27% dos homens com menos de 40 anos.

Mudanças no estilo de vida podem ajudar

Hábitos de vida saudáveis e mudanças no estilo de vida podem evitar a impotência sexual, e em algumas situações, reverter a condição:

  • Exercitar-se regularmente;
  • Manter a pressão arterial controlada;
  • Alimentar-se de forma equilibrada e nutritiva;
  • Manter um peso corporal saudável;
  • Evitar o álcool em excesso;
  • Evitar o cigarro;
  • Reduzir o estresse.
Fontes: NCBI, healthline
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Escovar os dentes pode prevenir o Alzheimer: saiba como

Escovar os dentes pode prevenir o Alzheimer: saiba como

escovar os dentes

Escovar os dentes é uma rotina na vida da maioria das pessoas. O que não se imaginava é que escovar os dentes regularmente pode prevenir o Alzheimer em idades mais avançadas.

Já existe um conjunto de evidências que apoiam essa hipótese. Estudos têm mostrado que a doença gengival pode ser um fator de risco para o Alzheimer.

Alguns estudos sugerem que o risco dobra quando a doença gengival persiste por 10 ou mais anos.

Um estudo recente americano detalha como um tipo de bactéria Porphyromonas gingivalis , associada à doença da gengiva, foi encontrada nos cérebros de pacientes com Alzheimer.

Testes em camundongos também mostraram como o micro-organismo se espalhou da boca para o cérebro, onde causou danos às células nervosas.

O relatório em questão foi realizado e autofinanciado pelos fundadores da empresa farmacêutica americana Cortexyme. Essa empresa vem pesquisando a causa do Alzheimer e outros distúrbios degenerativos. Cientistas dessa empresa farmacêutica de San Francisco pretendem lançar um teste clínico para humanos no final deste ano.

O que é doença gengival?

A primeira fase da doença gengival é chamada gengivite.
Isso ocorre quando as gengivas ficam inflamadas em resposta ao acúmulo de placa bacteriana na superfície dos dentes.

A gengivite é experimentada por até metade de todos os adultos, mas é geralmente reversível.

Se a gengivite não for tratada, formam-se “bolsas sub-gengivais” entre o dente e a gengiva, que são preenchidas por bactérias.

Essas bolsas indicam que a gengivite se converteu em periodontite. Nesta fase, torna-se quase impossível eliminar as bactérias. Embora o tratamento dental possa ajudar a controlar seu crescimento.

Os riscos de doenças da gengiva aumentam significativamente em pessoas com higiene bucal deficiente. Fatores como tabagismo, uso de medicamentos, hereditariedade, escolhas alimentares, puberdade e gravidez podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

A doença gengival não é apenas uma consequência da ação do P. gingivalis sozinho.
Um grupo de organismos incluindo Treponema denticola, Tannerella forsythia e outras bactérias também desempenham um papel nesta complexa doença oral.

Por que escovar os dentes é tão importante?

Pesquisadores da University of Central Lancashire foram os primeiros a estabelecer a conexão entre o P. gingivalis e a doença de Alzheimer.

A bactéria P. gingivalis é responsável por muitas formas de doenças das gengivas.
Estudos subsequentes descobriram que essa bactéria pode migrar da boca para o cérebro em camundongos. Uma vez no cérebro a P. gengivalis pode reproduzir todas as características da doença de Alzheimer.

Escovar os dentes regularmente pode manter sob controle a P. gengivalis. Isso não apenas acaba prevenindo a doença gengival, mas também o Alzheimer.

A P. gengivalis no contexto do Alzheimer

A pesquisa recente dos EUA encontrou a bactéria da doença gengival crônica nos cérebros de pacientes com doença de Alzheimer. São dados com embasamento científico. Porém, têm de ser entendidos dentro de um contexto mais complexo.

É que a doença de Alzheimer está ligada a uma série de outras condições e não apenas pode se originar a partir de uma bactéria oriunda de uma doença gengival.

A pesquisa existente mostrou que outros tipos de bactérias e o vírus do herpes tipo 1 também podem foram encontrados em cérebros de pacientes com Alzheimer.

As pessoas com síndrome de Down também correm um risco maior de desenvolver a doença de Alzheimer. Isso também vale para as pessoas que tiveram um traumatismo cranioencefálico grave.

A pesquisa também mostra que várias condições associadas à doença cardiovascular podem aumentar o risco de Alzheimer. Isso sugere que há muitas causas com um ponto final em comum.

Os cientistas ainda estão tentando descobrir a conexão. Esse ponto final em comum resulta nos mesmos sintomas do Alzheimer. Ou seja, falta de memória e mudanças comportamentais. Isso também ocorre junto com o acúmulo de placa junto à substância cinzenta do cérebro, o que é conhecido como “emaranhados neurofibrilares”.
Essa placa é formada pela proteína beta-amiloide.

Nessas condições a proteína beta-amiloide age como um resíduo tóxico, impedindo a comunicação normal entre os neurônios. Ou seja, não consegue mais desempenhar a função que teria, ou seja, de estabilizar a estrutura celular.

O acúmulo da proteína beta-amiloide e o Alzheimer

O Alzheimer está ligado ao acúmulo no cérebro de placas formadas pela proteína beta-amiloide. Sua aglutinação entre os neurônios impede a transmissão de sinais, prejudicando a atividade dos neurônios.
A doença leva à degeneração da memória e da capacidade de aprendizado. Em estágios avançados pode ocasionar a morte do paciente.

Estudos recentes demonstram que a aglutinação da beta-amiloide, hoje tida como patológica, poderia desempenhar uma função de defesa no organismo. Defesa? Mas que tipo de defesa?

escovar os dentes

Beta-amiloide: doença ou proteção – uma contradição

Um estudo publicado no periódico Science Translational Medicine, traz uma informação nova e revolucionária.
Começando pelo fato de afirmar que a proteína beta-amiloide pode ser encontrada em 70% dos vertebrados.
A beta amiloide era tida até o momento como elemento patológico no cérebro.
No entanto, o estudo em questão demonstra que sua ação no cérebro pode ser a de proteger o sistema nervoso contra agentes microbianos.

O acúmulo de proteína beta-amiloide na forma de placa teria assim finalidade de defesa do organismo.
Quando bactérias, vírus ou mesmo fungos conseguem romper a barreira hematoencefálica, a proteína beta-amiloide entraria em ação aprisionando esses agentes em placas, como uma teia proteica, ocasionando a sua eliminação.
Os resquícios dessas “teias” comporiam as tais placas de beta-amiloide, encontradas no cérebro de pacientes com Alzheimer.

Importante destacar que a barreira hematoencefálica é uma estrutura celular que protege o SNC (Sistema Nervoso Central).
Sua função primária é a de bloquear o acesso de substâncias tóxicas endógenas ou exógenas. Isso também vale para agentes microbianos. Na terceira idade essa barreira se torna mais porosa.

O experimento

Buscando provar essa hipótese, os pesquisadores realizaram um experimento com camundongos.
Para reproduzir as condições de um ser humano, camundongos foram geneticamente modificados, tornando-os aptos à produção de proteína beta amiloide.
Posteriormente expuseram os seus cérebros à ação da bactéria Salmonela.
Em pouco tempo, a simples presença da bactéria gerou o aparecimento de placas de proteína beta-amiloide com Salmonelas aprisionadas dentro das malhas proteicas formadas.

Já os camundongos do grupo controle no experimento ( incapazes de produzir placas), acabaram morrendo em decorrência da infecção provocada pela Salmonela.

Prosseguimento do estudo

Esse estudo deve e será aprofundado. Vai se procurar a presença de agentes microbianos no cérebro de pacientes que tiveram Alzheimer. E também de pessoas que não foram acometidas pela doença.
Também vai se buscar evidências da presença de agentes microbianos em placas de beta-amiloide encontradas em cérebros humanos.

Escovar os dentes

A pesquisa mais recente acrescenta mais evidências à teoria de que a doença das gengivas é um dos fatores que podem levar à doença de Alzheimer.
E isso devido à presença do elemento bacteriano capaz de ultrapassar a barreira hematoencefálica.

Porém, isso não deve ser motivo de nenhum pânico. Afinal, nem todos que sofrem de doença gengival desenvolvem a doença de Alzheimer.
E nem todos que sofrem da doença de Alzheimer têm doenças gengivais. Ter doença gengival não é fator determinante do Alzheimer. Deve ser entendido como um fator de risco a mais para o seu desenvolvimento.

Para descobrir quem está em risco, os cientistas precisam agora desenvolver testes que possam mostrar ao dentista quem é o verdadeiro alvo.

Sempre importante, no entanto, aconselhar as pessoas sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal.
Especialmente do quanto é fundamental escovar os dentes regularmente e de forma adequada. Hábitos simples como escovar os dentes podem acabar sendo fundamentais na prevenção de uma série de doenças, inclusive do temido Alzheimer.

Fontes: The Independent, CRliquor, Science Translational Medicine
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Antibióticos na prevenção de infecções em implantes dentais

implantes dentaisUso de antibióticos na prevenção de infecções em implantes dentais são uma prática relativamente comum na Odontologia.

Afinal, a ausência de infecções pode fazer a diferença entre o sucesso e insucesso na colocação de implantes dentais.

Uma pesquisa recente buscou analisar a importância dos antibióticos como profiláticos dessas infecções.
Os resultados demonstraram que o uso de antibióticos pode não ser a melhor escolha em determinadas circunstâncias.

A Organização Mundial da Saúde estima que a cada ano 700 mil mortes sejam decorrentes de infecções causadas por bactérias multirresistentes. Esse número pode alcançar incríveis 50 milhões nos próximos 30 anos. A comunidade científica mundial trabalha na busca de meios que possam evitar uma tragédia dessa proporção. Encontrar alternativas para vencer a resistência bacteriana aos antibióticos é o objetivo a ser alcançado.

Antibióticos são utilizados em odontologia para aumentar as chances de sucesso dos implantes dentais. O objetivo é prevenir eventuais infecções.
O presente trabalho busca mostrar que muitas vezes o uso de antibióticos pode não ser necessário na colocação de implantes dentais.

Os pesquisadores trabalharam em uma meta-análise onde revisaram 1022 estudos científicos e dez ensaios clínicos.
Foram estudados comparativamente o uso de antibióticos, a sua não utilização e o uso de placebo na colocação de implantes dentais.

Esta revisão sistemática trouxe uma descoberta importante. Pacientes saudáveis não precisam receber antibióticos para prevenir riscos de infecções pós-operatórias na colocação de implantes dentais.

Um outro estudo coordenado pela Ankylos Implant Clinical Research Group trouxe um dado interessante. Foram avaliados 1.500 implantes dentais realizados. O alvo desse estudo foi a taxa de sucesso ou insucesso pelo período de três a cinco anos após as cirurgias. Seja antes ou após as cirurgias, o uso de antibióticos não aumentou a taxa de sucesso dos implantes. Aqui no blog Dentalis já trouxemos um artigo anterior que abordou o uso de antibióticos em procedimentos odontológicos.

implantes dentários

O protocolo Misch em implantes dentais

O protocolo Misch International Implant Institute Prophylactic Protocol é constituído de cinco categorias. Ele determina em que momento e de que forma se deve empregar a profilaxia antimicrobiana cirúrgica em implantodontia. Estabelece qual o antibiótico mais apropriado para prevenir infecções. Também a dosagem e tempo de duração do tratamento. São considerados igualmente o grau de invasividade e dificuldade do procedimento.

O protocolo não prevê o uso de antibióticos sistêmicos. Recomenda o uso da clorexidina (bochechos) e uma dose única de amoxicilina para cirurgia de implantes e alguns tipos de enxertos. Em procedimentos mais extensos, adota o uso de antibióticos por um tempo maior.

De acordo com seus desenvolvedores, esse protocolo garante sucesso nos procedimentos. E apresenta poucas complicações. No entanto, faltam ainda dados adicionais que garantam a eficácia deste protocolo.

Algumas das recomendações são questionáveis. Como por exemplo a da recomendação da associação de amoxicilina com clavulanato. Os autores recomendam essa associação para qualquer intervenção relacionada aos seios maxilares. O argumento é de que bactérias produtoras de beta-lactamase geralmente estão ligadas a quadros de sinusite.

Associação desnecessária

Cirurgias de levantamento de seio maxilar não apresentam diferentes respostas quando utilizada amoxicilina ou sua associação com clavulanato de forma preventiva. A associação da amoxicilina com clavulanato potencializa em nove vezes os riscos de toxicidade hepática quando comparado ao uso exclusivo da amoxicilina.

Logo a seguir, segue o exemplo de um outro protocolo descrito no livro” Terapêutica Medicamentosa em Odontologia” de Andrade ED.

Para procedimentos de descolamento tecidual mínimo

  • Exodontias de terceiros molares inclusos;
  • Cirurgias periodontais (em sua maioria);
  • Inserção de implantes unitários;
  • Cirurgias de segundo estágio (reabertura);
  • Inserção de implantes dentais imediatamente após a exodontia, sem perda de parede alveolar

Regime profilático

  • Sem uso de antibiótico por via sistêmica;
  • Fazer bochecho com 15 ml de solução aquosa de clorexidina 0,12% (após a cirurgia e a cada 12 h no pós-operatório, até a remoção da sutura;
  • Higienização bucal adequada;
  • Cuidados operatórios outros de rotina.

Para procedimentos de descolamento tecidual moderado a extenso

  • Inserção de implantes unitários após a exodontia, com perda da parede alveolar, na ausência de infecção local;
  • Inserção de múltiplos implantes, em desdentados parciais ou totais.

Regime profilático

Amoxicilina 1 g

  • Uma hora antes do procedimento;
  • Não é necessário prescrever doses de manutenção para o período pós-operatório;
  • Alérgicos às penicilinas: clindamicina 600 mg.

Para procedimentos de descolamento tecidual moderado a extenso diferenciados

  • Cirurgias periodontais. Complementadas por biomateriais de preenchimento ou regeneradores;
  • Inserção de implantes, complementada por biomateriais de preenchimento ou regeneradores, com envolvimento ou não dos seios maxilares.

Regime profilático

Amoxicilina 1 g

  • Uma hora antes do início do procedimento;
  • Manter 500 mg a cada oito horas, por três dias.

Alérgicos à penicilinas: clindamicina 600 mg

  • Uma hora antes do início do procedimento;
  • Manter 300 mg a cada oito horas, por três dias.

A amoxicilina

A amoxicilina é um antibiótico de amplo espectro indicado para o tratamento de infecções bacterianas causadas por cepas de bactérias sensíveis a sua ação. Fazem parte de seu espetro de ação tanto bactérias gram-positivas como gram-negativas.
A amoxicilina é suscetível à degradação por betalactamases. Assim seu espectro de atividade não abrange microrganismos que produzem essas enzimas, ou seja, não inclui Staphylococcus resistente nem todas as cepas deb Pseudomonas, Klebsiella e Enterobacter.

Observações

Bochechos com a solução aquosa de clorexidina 0,12% são indicados em todos os tipos de regime. Assim como a higienização bucal adequada e outros cuidados pós-operatórios de rotina.
A recomendação pelo uso da amoxicilina ou da clindamicina (dose única pré-operatória e doses de manutenção por três dias) ainda é empírico.

O próprio autor do livro traz um alerta importante sobre o protocolo por ele proposto. Ele diz que futuros ensaios clínicos bem controlados são necessários para comprovar (ou não) a necessidade da profilaxia cirúrgica por este período de tempo. Ou se até mesmo pode ser dispensável o uso dos antibióticos para esta finalidade.

Concluindo

Os dentistas também são chamados a dar sua contribuição para minimizar o grave problema da resistência bacteriana global. O uso de antibióticos deve ser feito em casos de real necessidade. E pelo menor tempo possível. Prescrever antibióticos, seja para profilaxia ou terapêutica, não deve jamais ser baseado apenas no medo ou insegurança.

“Aos profissionais de saúde prescritores, foi entregue um presente maravilhoso, que são os antibióticos. Mas, seu uso indiscriminado os estão destruindo. Nós não precisamos de mais comissões para discutir o assunto. Nós sabemos o que fazer: devemos usá-los menos”. Dr. Norman Simmons

Professor emérito de Biofísica, Medicina Nuclear e Medicina Oral da Universidade da Califórnia (Ucla). Foi o que disse durante a Conferência Europeia sobre Resistência Bacteriana (Copenhague, 1988). Foi aplaudido de pé pela plateia, durante vários minutos.

Fontes: SpringerLink, inpn

 

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Gravidez: como cuidar dos dentes e evitar o parto prematuro

parto prematuroParto prematuro é um risco significativamente maior que paira sobre mulheres grávidas com gengivas doentes. Isso é o que revelaram os resultados de um novo estudo.

A pesquisa descobriu que mulheres que iniciaram o trabalho de parto prematuro apresentavam uma vez e meia mais chances (45%) de ter doença gengival que as mulheres que tiveram uma gravidez normal (29%).

O estudo também descobriu que as taxas de parto prematuro eram mais comuns em mulheres com cárie dentária ou obturações não tratadas.

A pesquisa em questão destaca o impacto que a saúde bucal pode ter no bem-estar geral.

parto prematuroDoença gengival e parto prematuro

A saúde da nossa boca pode ter uma influência direta em muitas partes da nossa saúde geral. Isso inclui as chances de um nascimento mais seguro.

Muitas mulheres acham mais difícil manter uma boa saúde bucal durante a gravidez. Isso ocorre porque as alterações hormonais durante esse período podem deixar as gengivas mais vulneráveis ​​à placa e mais propensas a ficarem doloridas e inchadas. Eles podem até sangrar.

Como parte do estudo, os pesquisadores examinaram as gravidezes e a saúde bucal de quase 150 mulheres.

Eles descobriram que as mulheres que entraram em trabalho de parto prematuro apresentam percentuais de saúde da gengiva quatro vezes menores do que aquelas que tiveram um parto normal. Gestantes que entraram em trabalho de parto prematuro também apresentavam oito vezes mais índice de placas.

Para garantir que a sua gravidez seja o mais suave possível, é importante a grávida dar à sua boca o melhor cuidado.

A gestante deve manter uma forte rotina de saúde bucal, escovando os dentes duas vezes por dia com um creme dental com flúor e limpando entre os dentes diariamente com fio dental e escovas interdentais.

Visitas periódicas ao dentista também são altamente recomendáveis.

O fumo e o consumo de álcool também aumentam a chance de doença gengival e têm um efeito adverso no desenvolvimento do feto.

Tanto o fumo quanto o álcool podem levar os bebês a nascer com baixo peso e ter saúde bucal deficiente. Podem inclusive comprometer o desenvolvimento do esmalte dentário.

parto prematuro

Dicas de como garantir a saúde bucal durante a gravidez (perguntas e respostas)

Por que os cuidados com a saúde bucal da gestante e do bebê são tão importantes?

A saúde bucal da mulher pode sofrer durante a gravidez. Também é importante especial atenção com a saúde bucal tanto da mãe quanto do bebê nos primeiros meses de vida da criança.
Isso para evitar a doença gengival da gestante e o risco de um parto prematuro. E também ajudar a garantir que mãe e bebê tenham bocas saudáveis no futuro.

Preciso consultar meu dentista durante a gravidez?

Sim. Devido às alterações hormonais durante a gravidez, a saúde bucal de algumas mulheres precisa de mais cuidados durante esse período. Por exemplo, você pode notar que suas gengivas parecem sangrar mais facilmente. Visitas regulares ao dentista também garantem a futura mamãe a diminuição do risco de um parto prematuro.

Por que minhas gengivas estão sangrando?

Você pode notar que suas gengivas ficam doloridas e inchadas durante a gravidez e podem sangrar. Isto se deve a alterações hormonais no seu corpo. Significa que a gestante deve manter seus dentes e gengivas limpos e visitar seu dentista regularmente. Você também pode precisar de consultas com seu dentista para uma limpeza profilática evitando assim a formação de placa bacteriana e tártaro. Além, é claro também o aconselhamento sobre como cuidar dos dentes em casa. Uma boa profilaxia dental também aumenta as chances da gestante não entrar em trabalho de parto prematuro.

O tratamento odontológico é seguro durante a gravidez?

Sim. Não deve haver problemas com o tratamento de rotina. Se você não tem certeza do que o seu tratamento envolveria, converse sobre todas as opções com o seu dentista. Algumas diretrizes atuais sugerem que restaurações de amálgama antigas não devem ser removidas durante a gravidez. E também que novas não devem ser colocadas. Fale com seu dentista sobre ter um tipo diferente de preenchimento se você não tiver certeza.

E se a gestante necessitar de radiografias odontológicas?

Normalmente, os dentistas evitam radiografias odontológicas durante a gravidez das pacientes. No entanto, se a gestante necessitar de tratamento de canal, talvez seja necessário fazer um raio X.

A gravidez causa danos aos dentes?

Não. Não é verdade que a gravidez cause problemas nos dentes devido à falta de cálcio, ou que a gestante perderá um dente para cada criança que tiver (pura lenda).

E quanto ao hábito de fumar e beber álcool durante a gestação?

Fumar e beber na gestação pode resultar em um bebê abaixo do peso e também afetar a saúde bucal do feto. Um bebê abaixo do peso é mais propenso a ter dentes ruins porque o esmalte dentário pode não se formar adequadamente. Vale lembrar que os dentes do futuro adulto já estão crescendo nas mandíbulas, abaixo dos dentes do bebê, quando ele nasce. Portanto, alguns bebês cujas mães fumam e bebem durante a gravidez terão dentes adultos mal formados também.

Quando os dentes do bebê aparecerão?

O bebê deve começar a dentição por volta dos 6 meses de idade e continuar até que todos os 20 dentes de leite apareçam. Por volta dos 6 anos, os dentes adultos começarão a aflorar. Isso continuará até que todos os dentes adultos, exceto os dentes do siso, tenham aparecido por volta dos 14 anos de idade.

E como fica a dieta durante a gestação?

A gestante deve ter uma dieta saudável e equilibrada que tenha todas as vitaminas e minerais que ela e seu bebê precisam.

A gestante precisa ter uma boa dieta para que os dentes do bebê possam se desenvolver. O cálcio, em particular, é importante para garantir ossos fortes e dentes saudáveis. O cálcio está no leite, queijo e outros produtos lácteos.

No caso de enjoos matinais, a gestante pode acabar comendo “pouco e com frequência”. Se a gestante tem vomitado seguidas vezes é importante enxaguar a boca com água para evitar que a acidez do vômito comprometa os dentes. Tente evitar comidas e bebidas açucaradas e ácidas entre as refeições. Isso ajudará na proteção de seus dentes.

O processo de dentição é doloroso?

A maioria das crianças sofre algumas dores iniciais. Bebês podem apresentar temperatura alta quando estão dentados e suas bochechas podem ficar vermelhas e quentes ao toque.

Existem géis de dentição especiais que a mãe pode usar para ajudar a reduzir a dor. Há alguns que contêm analgésico. Você pode aplicar o gel com o dedo e massageá-lo suavemente nas gengivas do bebê.

Anéis de dentição também podem ajudar a acalmar o bebê. Certos anéis de dentição podem ser resfriados na geladeira, o que pode ajudar. Mas, como as dores iniciais podem variar, é melhor verificar com seu dentista ou pediatra.

Quando levar o bebê ao dentista pela primeira vez?

É melhor discutir isso com seu dentista inicialmente. Mas você pode levar seu bebê para seus próprios check-ups de rotina. Isso pode ajudar o bebê a ir se acostumando com o ambiente. Seu dentista será capaz de oferecer conselhos e prescrever medicamentos para dores iniciais, e terá prazer em responder qualquer dúvida que possa ter. Os check-ups do bebê podem começar a qualquer momento a partir dos 6 meses ou a partir do momento em que os dentes começam a aparecer.

A amamentação pode afetar os dentes do bebê?

O leite materno é o melhor alimento para os bebês. É recomendável que a mãe dê apenas o leite materno durante os primeiros seis meses de vida.

Aos seis meses de idade, os bebês podem começar a comer alguns alimentos sólidos. Deve-se manter a amamentação ou dar substitutos do leite materno (ou ambos), após os primeiros seis meses.

Mais pesquisas são necessárias para averiguar se os açúcares naturais no leite materno causam cáries nos bebês.
No entanto, é consenso que o leite materno é o melhor alimento para a criança. Se os dentes do bebê forem mantidos limpos, é improvável que a cárie dentária seja um problema.

E quanto a mamadeira?

Ao alimentar com uma mamadeira deve-se ter o cuidado de esterilizá-la corretamente. Alguns substitutos do leite materno contêm açúcar e os dentes do bebê devem ser limpos após a última mamada durante a noite.
Nunca adicione açúcar ou coloque bebidas açucaradas na mamadeira.
Leite e água são as melhores bebidas para os dentes do bebê. A mamadeira com bebidas contendo açúcar pode levar à ‘cárie de mamadeira‘.

Quando se deve parar com a mamadeira?

Parar a mamadeira antecipadamente pode ajudar a impedir que o bebê desenvolva problemas odontológicos. Tente fazer com que seu bebê beba leite ou água em uma xícara ou recipiente quando tiver cerca de seis meses de idade. Ou quando for capaz de sentar e conseguir realizar tal atividade sozinho.

Quais alimentos sólidos são melhores o bebê?

Alimentos salgados, como queijo, macarrão e legumes são melhores do que alimentos doces. Alimentos que não contêm açúcar são melhores para os dentes do seu bebê. Pergunte ao seu dentista para obter mais conselhos sobre uma dieta equilibrada para o seu bebê.

Se o seu filho tomar uma bebida entre as refeições, é importante restringir apenas à água ou leite. Bebidas açucaradas ou ácidas podem causar cáries.

Quando devo começar a limpar os dentes do bebê?

Os bebês obviamente não são capazes de limpar seus próprios dentes. Já as crianças precisarão de ajuda para se certificar de que as limpam adequadamente até que tenham cerca de 7 anos de idade. Assim que a dentição começar, você deve começar a limpar os dentes do seu filho.

Como devo limpar os dentes do bebê?

Assim que os primeiros dentes de leite começarem a aparecer, você deve começar a limpá-los.

A princípio, você pode achar mais fácil usar um pedaço de gaze ou pano limpo em volta do seu dedo indicador. Quanto mais dentes aparecerem, você precisará usar uma escova de dentes para bebês.

Use uma porção de creme dental com flúor e massageie suavemente em torno dos dentes e gengivas.

Pode ser mais fácil limpar os dentes se você segurar a cabeça do bebê nos braços à sua frente.

À medida que a criança cresce, pode ser difícil fazê-lo dessa maneira, mas você pode gradualmente dar mais responsabilidade pela limpeza dos dentes para a criança. É importante limpar os dentes duas vezes ao dia com um creme dental que contenha pelo menos 1000 ppm (partes por milhão) de flúor. Após 3 anos, use uma pasta de dentes que contenha de 1350 a 1500 ppm. Você deve se certificar ao final de que eles cuspam fora o excesso de pasta de dentes, e que não engulam quantidade alguma, se possível.

E se o bebê chupar o dedo ou precisar de uma chupeta?

O reflexo de sucção aparece no bebê já na décima oitava semana de vida uterina. É um reflexo de sobrevivência, já que o bebê precisa sugar para se alimentar.

Além disso, sugar dá prazer ao bebê. Assim, o bebê precisa sugar para saciar sua fome e para atender sua necessidade de sucção. Aí entra a questão da chupeta.

Se puder, evite que seu bebê use chupeta e desestimule-o a prática de chupar o dedo. Ambas podem, eventualmente, causar problemas no crescimento e desenvolvimento dos dentes. O que pode gerar a necessidade de tratamento odontológico quando a criança ficar mais velha.

Chupeta ortodôntica: é uma alternativa que vale a pena?

Tanto a chupeta comum quanto a ortodôntica trazem, sim, prejuízos ao desenvolvimento da criança. Ambas produzem alterações nos arcos dentais e na musculatura facial da criança. A diferença entre elas está na gravidade dos danos causados.

E se o bebê vier a danificar um dente?

Se a criança por acidente vier a danificar um dente, entre em contato com seu dentista imediatamente. Um dente danificado geralmente descolorirá com o tempo.

Aqui no blog Dentalis já publicamos um outro artigo sobre mitos e verdades sobre a relação entre gravidez e saúde bucal.

Fontes: Journal of Clinical Periodontology, Oral Health Foundation, Guia do bebê
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Câncer de boca: conheça os 8 principais sintomas e sinais

Câncer de boca: conheça os 8 principais sintomas e sinais

câncer de boca

A detecção precoce do câncer de boca foi tema de uma recente pesquisa no Canadá.
Após uma análise criteriosa de dados pelo período de 11 anos, um cientista realizou uma importante descoberta. Dentistas em Ontário estão detectando mais cânceres orais e pré-cânceres do que jamais se verificou. E com isso, estão salvando vidas.

Essa é a novidade trazida por Marco Magalhães. Ele é professor assistente na Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto. Marco é um dos patologistas orais do Serviço de Patologia Oral de Toronto (TOPS). O TOPS é um dos maiores serviços de patologia oral no Canadá.

Este serviço canadense (TOPS) fornece avaliação abrangente de amostras de biópsia. A maioria esmagadora é submetida por dentistas.

Neste estudo, Magalhães analisou 63.483 biópsias submetidas ao serviço entre 2005 e 2015. Segundo ele o objetivo era ter uma ideia clara sobre o que vinha sendo observado na prática.
Os dados do TOPS foram então comparados com aqueles coletados pelo Cancer Care Ontario.
O Cancer Care Ontario faz o rastreamento de todos os as notificações de câncer de boca na província de Ontário.

A surpresa

Surpreendentemente, os dados mostraram um aumento acentuado no número total de casos de câncer de boca e displasia (lesões pré-cancerosas) detectados por dentistas.

No total, 828 casos de câncer de boca foram diagnosticados pelo serviço de patologia bucal entre 2005 e 2015. Também foram diagnosticadas 2.679 lesões pré-malignas.

Aumento na detecção de casos de câncer de boca por dentistas

Com o passar do tempo a porcentagem de detecção de câncer de boca por dentistas aumentou significativamente.
Em 2005, apenas 56 casos de câncer de boca e 99 casos de displasia epitelial oral haviam sido detectados por meio de biópsia.
Em 2015, o número de cânceres detectados pelo serviço de biópsia quase dobrou. Atingiu a marca de 103 casos de câncer de boca. Os casos de displasia mais do que triplicaram desde 2005, aumentando para 374 casos.

São números significativos. Isso porque o número de casos diagnosticados foi além de todas as expectativas.
Superou tanto o aumento da população quanto o aumento do número de dentistas em Ontário.

O número de casos detectados na TOPS foi significativamente maior do que o aumento geral de câncer de boca registrado na província durante o mesmo período. De apenas 30% quando comparado ao aumento de 180% na TOPS (dentistas). O Cancer Care Ontario identificou um total de 9.045 casos de câncer de boca entre 2005 e 2015.

Qual o significado desses números?

Os dentistas em Ontário estão desempenhando um papel importante na detecção desta doença mortal. Um exemplo para o mundo inteiro e também para nós brasileiros.

O que está por trás desse progresso?

Programas mais abrangentes de treinamento e educação continuada para dentistas explicam o aumento dramático nas taxas de detecção de câncer de boca.
Cânceres orais avançados são relativamente fáceis de detectar. Porém, lesões pré-malignas do câncer de boca precoce podem passar despercebidas sem um treinamento adequado.

O número de casos de câncer de boca no Brasil vem apresentando elevado crescimento nos últimos anos. Isto é o que noticiamos neste artigo publicado recentemente aqui no blog Dentalis.

Treinamento em prevenção pode salvar vidas

A detecção precoce dos cânceres bucais é importantíssima, pois se reflete no aumento das taxas de sobrevivência.

O foco na educação continuada na área do câncer de boca levou ao aumento da vigilância por dentistas. No caso, o dentista assume um papel de grande relevância: o de um agente ativo de saúde pública.

Acompanhamento de links pré-cancerosos

Através dos dados coletados neste estudo os pesquisadores podem aprender a identificar quais (e quantas) lesões pré-cancerosas se tornarão, ao longo do tempo, cancerosas.

A importância desse estudo não se resume apenas ao aumento na detecção de cânceres bucais. Mas principalmente ao expressivo aumento do número de lesões pré-cancerosas identificadas por dentistas.

Detecção precoce é fundamental

As taxas de sobrevivência ao câncer de boca permaneceram estáveis ​​nas últimas décadas. Significa que os avanços no tratamento melhoraram minimamente as taxas de sobrevivência.
No entanto, tratados em seus estágios iniciais, os pacientes com câncer bucal têm as maiores taxas de sobrevivência. Cerca de 80% em cinco anos. Essa estatística cai para aproximadamente 30% em cinco anos, quando o câncer é detectado em um estágio avançado.

Isso apoia o fato de que a detecção precoce é realmente o passo mais importante aqui.
Como o estudo sugere, check-ups regulares no consultório do dentista podem ser a melhor estratégia de defesa.

câncer de boca

Os sintomas e sinais do câncer de boca

Os principais sinais que devem ser observados são:

  • Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, que podem apresentar sangramentos e estejam crescendo;
  • Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas;
  • Nódulos (caroços) no pescoço;
  • Rouquidão persistente;Nos casos mais avançados observa-se:
  • Dificuldade de mastigação e de engolir
  • Dificuldade na fala
  • Sensação de que há algo preso na garganta
  • Dificuldade para movimentar a língua

Fique atento a esses sinais e a mudanças na coloração ou aspecto da sua boca. No caso de anormalidades, procure um profissional de saúde.

Detecção precoce do câncer de boca

É imprescindível estar atento ao surgimento de qualquer sinal de alerta. Deve-se ter especial atenção quando um paciente relatar a existência de alguma lesão que não cicatrize por 2 semanas.
Redobrar atenção em relação aos pacientes fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas. São aqueles que apresentam o maior risco para o desenvolvimento do câncer de boca. Uma vez diante de uma lesão suspeita, a biópsia deve ser realizada, e o paciente encaminhado a um médico especialista.

Diagnóstico do câncer de boca

O diagnóstico do câncer de boca normalmente pode ser feito com o exame clínico, mas a confirmação depende da biópsia.
Esse procedimento, pode ser feito de forma ambulatorial, com anestesia local, por um profissional treinado.

Alguns exames de imagem, como a tomografia computadorizada, também auxiliam no diagnóstico. E, principalmente, ajudam a avaliar a extensão do tumor.

O exame clínico associado à biópsia, com o estudo da lesão por tomografia (nos casos indicados) permitem ao cirurgião definir o tratamento adequado.

As lesões muito iniciais podem ser avaliadas sem a necessidade de exame de imagem num primeiro momento.

O diagnóstico inicial permite tratamento com melhor resultado funcional. Tumores diagnosticados em estágios mais avançados vão implicar em tratamentos mais agressivos com maior chance de sequelas.

Tratamento do câncer de boca

Na grande maioria das vezes é cirúrgico, tanto para lesões menores, com cirurgias mais simples, como para tumores maiores.

O cirurgião de Cabeça e Pescoço é o profissional que vai avaliar o estágio da doença.

Essa avaliação, associada a exames complementares determinará o tratamento mais indicado.

A radioterapia e a quimioterapia são indicadas quando a cirurgia não é possível. Ou quando o tratamento cirúrgico traria sequelas funcionais importantes e complicadas para a reabilitação funcional e a qualidade de vida do paciente.

A cirurgia normalmente consiste na retirada da área afetada pelo tumor associada à remoção dos linfonodos do pescoço. Algum tipo de reconstrução também pode ser necessária.

Nas lesões mais simples, muitas vezes é necessário apenas a retirada da lesão.

Nos casos mais complexos, além do tratamento cirúrgico, é necessária realização de radioterapia. A radioterapia irá complementar o tratamento para obtenção do melhor resultado curativo.

Em todas as etapas do tratamento é importante o aspecto interdisciplinar. A participação de vários profissionais de saúde pode prevenir complicações e sequelas.

Fontes: MedicalXpress , INCA
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Nanopartículas antibacterianas: uma revolução na odontologia

Nanopartículas antibacterianas: uma revolução na odontologia

nanopartículas antibacterianasNanopartículas antibacterianas, guarde este nome. Você ainda vai ouvir muito falar sobre elas nos próximos anos.

Poucas pessoas percebem que, ao sair do consultório do dentista, seu novo preenchimento, implante ou restauração dental já está sendo alvo de milhões de bactérias orais.

Logo, as bactérias formam biofilmes. Daí metabolizam açúcares e outros carboidratos em ácidos. Ácidos que podem dissolver estruturas dentárias e rachaduras.
Metade de todas as restaurações falham em 10 anos. Ou acabam levando a novas cáries ou outras chamadas de “cáries secundárias”.

A substituição de restaurações que falham devido a rachaduras e cáries secundárias é responsável por cerca de 60% de todas as restaurações dentárias realizadas nos EUA. Isto a um custo estimado de mais de US $ 5 bilhões por ano.

Nanopartículas antibacterianas, geradas a partir de nova técnica

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Oak Ridge estão usando uma nova técnica : o espalhamento de nêutrons. O objetivo é estudar como as nanopartículas antibacterianas podem ser adicionadas às resinas adesivas. Resinas que são usadas pelos dentistas para fortalecer a ligação entre um dente e seu preenchimento composto polimérico.

“A camada adesiva aplicada por um dentista antes do preenchimento de uma cavidade é fundamental para o sucesso da restauração. Isto porque os materiais poliméricos usados ​​em restaurações podem promover o crescimento de biofilmes. Afirmou Fernando Luis Esteban Florez, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Oklahoma.

Além disso, pequenas imperfeições na superfície adesiva podem levar a rachaduras em estágio inicial. Rachaduras que também contribuem para o fracasso das restaurações.

Resina adesiva e nanopartículas antibacterianas

Idealmente, disse Esteban Florez, uma resina adesiva teria propriedades antibacterianas e suportaria o crescimento da dentina. Dentina, a camada macia sob a superfície dura do esmalte de um dente. Essa resina ajudaria a eliminar pequenas lacunas na camada adesiva.

Com essa pesquisa, os pesquisadores desenvolveram uma resina adesiva dental experimental contendo partículas de dióxido de titânio em nanoescala modificadas.

Eles estudaram amostras da resina adesiva usando dispersão de nêutrons de pequeno ângulo no Reator Isotópico de Alto Fluxo do ORNL para determinar a forma ideal. E também as modificações e dispersão das partículas.

“Ao criar a resina adesiva, modificamos a superfície das nanopartículas de Dióxido de titânio com silanos e proteínas. Isto permitiu melhorar tanto a função das nanopartículas antibacterianas na matriz polimérica quanto a capacidade desses materiais de estabelecer ligações covalentes com as proteínas de ocorrência natural de um dente”. disse Rondinone.

“O benefício de usar o instrumento de linha de luz Bio-SANS no HFIR é que os nêutrons podem nos dizer como as proteínas se ligam ao N_TiO2. E também como as partículas se dispersam.”

Primeiros resultados

Os primeiros resultados mostram que as nanopartículas antibacterianas se dispersam bem e são compatíveis com a resina adesiva.

Outros experimentos mostraram que a nova resina adesiva exibe atividade antibacteriana ativa sob demanda quando irradiada pela luz visível. Também efeitos antibacterianos passivos, em contato mesmo na escuridão. Tal capacidade dupla poderia permitir que um dentista utilizasse a luz para dar início à atividade antimicrobiana do adesivo antes de preencher a cavidade. Posteriormente, o adesivo serviria como uma barreira antibacteriana baseada em contato de longo prazo.

Próximos passos

Um dos próximos passos para os pesquisadores é usar o espalhamento de nêutrons para avaliar as nanopartículas quanto à bioatividade potencial.

Espalhamento ou dispersão de nêutrons  é um processo de dispersão em que um feixe de nêutrons interage com a matéria.

O objetivo é criar meios para promover a automontagem do material dental natural adjacente à restauração.

Estudos mostraram que as nanopartículas podem iniciar o crescimento de estruturas cristalinas e guiá-las a se ligarem quimicamente aos dentes.

Hidroxiapatita

Os pesquisadores pretendem funcionalizar as partículas de N_TiO2 para produzir cristais de hidroxiapatita.
A hidroxiapatita é o principal componente da dentina, que poderia promover o crescimento da camada de dentina para minimizar as lacunas na interface adesiva.

O pesquisador acrescentou: “Graças ao programa do usuário no ORNL, até mesmo alguém como eu, um dentista com treinamento limitado em tecnologias científicas avançadas, pode testar uma hipótese com a ajuda de alguns dos principais cientistas da área, usando nêutrons de classe mundial.

Além disso, esperamos poder oferecer aos dentistas uma nova e melhor ferramenta que proporcione aos seus pacientes sorrisos mais duradouros ”.

nanopartículas antibacterianasO que é a nanotecnologia?

Nanotecnologia é o entendimento e controle da matéria em nanoescala. Nos referimos à escala atômica e molecular. Ela atua no desenvolvimento de materiais e componentes para diversas áreas de pesquisa como odontologia, medicina, eletrônica, ciências, ciência da computação e engenharia dos materiais.

Um dos princípios básicos da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos. O objetivo é elaborar estruturas estáveis e melhores do que se estivessem em sua forma “normal”. Isso porque os elementos se comportam de maneira diferente em nanoescala.

A nanotecnologia e os benefícios que pode trazer à odontologia já foram destaque em uma matéria anterior aqui do blog Dentalis.

Qual o tamanho de um nanômetro?

Em 1 metro há 1 bilhão de nanômetros. Para se ter uma ideia melhor, a espessura de uma folha de jornal tem cerca de 100.000 nanômetros de espessura, já o DNA humano tem apenas 2,5 nanômetros de diâmetro.

Através da nanotecnologia, a ciência pode desenvolver materiais e componentes melhores. Isto porque os mesmos materiais, quando em escala nanométrica, têm comportamento diferente. Ganham propriedades e características diferentes que podem ser a solução para muitos problemas de nosso dia a dia. A chegada das nanopartículas antibacterianas é muito bem vinda.

Fontes: MedicalXpress, Canaltech
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