prevenção

Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

periodontite e COVID-19

Uma importante pesquisa, conduzida pelo cirurgião-dentista Dr. Shervin Molayem, foi publicada recentemente no California Dental Association Journal.

O novo estudo associa a periodontite e COVID-19. Essa pesquisa sugere que o vírus é mais grave na presença de inflamação causada pela doença gengival.

As bactérias nas gengivas percorrem o corpo e espalham a proteína IL-6, uma substância inflamatória prejudicial.
Altos níveis de IL-6 são preditores de insuficiência respiratória – apresentando um risco 22 vezes maior de complicações respiratórias.

Maior taxa de mortalidade

Como resultado, os pesquisadores estão reforçando a importância de uma melhor triagem periodontal e tratamento para ajudar a combater a propagação do vírus.

A má higiene bucal ligada à periodontite e COVID-19 tem grande impacto nas infecções respiratórias geradas pelo Coronavírus.
As intervenções periodontais são importantes para reduzir a carga de bactérias bucais e potencialmente diminuir a inflamação sistêmica.

A periodontite é um risco para outras condições de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes. Essas patologias também estão relacionadas a taxas mais elevadas de mortalidade da COVID-19.

Uma boa higiene bucal nunca foi tão importante.
A placa bacteriana pode abrigar patógenos respiratórios e periodontais. Esses agentes podem atingir a circulação sistêmica e invadir as células hospedeiras.

Manter a carga de bactérias bucais o mais baixa possível pode reduzir o risco de aspiração para o trato respiratório.

Além disso, os pacientes devem ser encorajados a escovar os dentes sempre após a ingestão de alimentos com creme dental fluoretado. A realização da limpeza interproximal também é recomendável que seja feita.

Periodontite e Covid-19 – descobertas do estudo

  • COVID-19 pode desregular a resposta imune do hospedeiro e aumentar IL-6;
  • As doenças bucais – especialmente a periodontite – podem contribuir para uma resposta inflamatória sistêmica;
  • Bactérias orais podem afetar a função dos pulmões, aumentando o risco de pneumonia e complicações pulmonares potencialmente relacionadas à COVID-19;
  • As intervenções de higiene bucal, bem como o tratamento periodontal e dentário, podem diminuir a carga de bactérias bucais.

Existem poucos estudos acerca desse tópico. No entanto, a higiene bucal adequada e as intervenções periodontais não devem ser subestimadas para minimizar as complicações graves da COVID-19.

A importância do Dentista na prevenção de quadros agravados de COVID-19

O papel do dentista sempre foi vital na prevenção de doenças odontológicas. A cárie dentária é um exemplo básico dessa relevância.
Mas, o mais importante, o dentista é o profissional da saúde capaz de diagnosticar e tratar as doenças gengivais, que possuem um componente inflamatório importante com potencial de causar uma série de outros problemas de saúde.

Sabemos que comorbidades como diabetes e doenças cardíacas podem agravar quadros de COVID-19. As evidências científicas falam por si. Agora sabemos que a periodontite e COVID-19 tem relação.
E que o risco para estados mais graves dessa nova doença se equivalem na mesma proporção para quadros de periodontite.
Assim, pode-se afirmar que doenças periodontais são fatores de risco agravado para COVID-19 semelhantemente aquele ligado ao diabetes e doenças cardíacas.
O dentista tem um papel fundamental na prevenção do desenvolvimento de sintomas graves de infecção por COVID19.

Os processos inflamatórios causados ​​por doenças gengivais têm um efeito indireto nos pulmões, o que exacerba os sintomas do COVID-19.
Tudo isso pode ser evitado removendo as bactérias das placas existentes.

Neste contexto, a educação sobre higiene bucal é essencial. Importante salientar que dicas e conselhos devem ser adaptados a cada paciente de acordo com as peculiaridades de cada um.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fontes: Journal of California Dental Association, frontiers
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
É uma afta ou herpes? Como saber a diferença

É uma afta ou herpes? Como saber a diferença

afta ou herpes

Como saber a diferença entre uma afta ou herpes? Essa é a pergunta que iremos buscar responder neste artigo.

Afta ou herpes – Localizações mais comuns

Os especialistas ainda não sabem ao certo porque as aftas se desenvolvem. Aftas tendem a se formar dentro da boca.
Já o herpes labial resulta de uma infecção viral e é mais comum na boca ou ao redor dela.

As aftas são lesões redondas ou ovais dolorosas que se formam em tecidos moles dentro da boca. Tecidos como na língua ou nos lados internos dos lábios, ou bochechas.

As feridas do herpes são causadas pelo vírus herpes simplex.
Eles podem aparecer nos lábios ou ao redor deles, mas podem se desenvolver em outras partes do rosto ou na língua, gengivas ou garganta.

Estabelecer as diferenças entre uma lesão de afta ou herpes é fundamental. Para tanto agora vamos revisar seus diferentes sintomas e tratamentos.

Sintomas

Na busca pela identificação de uma afta ou herpes para encontrar o tratamento certo, o conhecimento dos diferentes sintomas é essencial:

afta ou herpes

Aftas

As aftas se formam nas áreas mais suaves da boca, como língua, bochechas, lábios e palato mole – localizado na parte posterior do céu da boca.

Aftas são feridas não contagiosas.
Eles são muito comuns na população em geral.

Aftas se curam sem tratamento. Podem, no entanto, reaparecer no mesmo local ou em um local diferente.

Existem três formas de aftas, conhecidas clinicamente como estomatite aftosa:

  • Estomatite aftosa menor: são feridas com menos de 1 centímetro de diâmetro. Se curam em cerca de 1 semana, sem deixar cicatrizes;
  • Estomatite aftosa maior: são feridas com mais de 1 centímetro de diâmetro. São lesões que podem durar mais de algumas semanas e podem deixar cicatrizes;
  • Estomatite aftosa herpetiforme: é o tipo menos comum. São grupos de pequenas feridas que às vezes se fundem para formar as maiores. São lesões que geralmente levam um pouco mais de uma semana para curar.

Os sintomas de uma afta seguem um padrão de três etapas:

  • Primeiro, o indivíduo pode sentir uma sensação de queimação, coceira ou picada em um local na boca, ou ao redor dela;
  • Segundo, uma bolha cheia de líquido, a ferida, se desenvolve no local;
  • Terceiro, a bolha estoura, transborda e se espalha. Isso tudo dentro de 48 horas, após as sensações iniciais de alerta.

afta ou herpes

Herpes

Durante a infância, a maioria das pessoas desenvolve uma infecção pelo vírus herpes simplex responsável pelo herpes labial.

Algumas pessoas nunca apresentam sintomas.
Se os sintomas ocorrerem logo após a infecção inicial, durante a infância, eles podem manifestar:

  • Uma sensação de queimação e, em seguida, a formação de feridas dolorosas. Feridas nos lábios, gengivas, língua ou garganta;
  • Dor de garganta;
  • Dor ao engolir;
  • Gânglios linfáticos inchados (inflamados);
  • Febre;
  • Dor;
  • Dor de cabeça;
  • Náusea.

Alguns desses sintomas podem durar mais de 1 semana.

O herpes labial pode reaparecer e os surtos geralmente se tornam menos graves ao longo do tempo.

Em pessoas saudáveis, o herpes labial geralmente desaparece dentro de 5 a 15 dias, sem causar cicatrizes. Se uma lesão de herpes durar mais de 15 dias, a pessoa deve buscar atenção profissional.

Além disso, qualquer indivíduo com lesão de herpes próxima aos olhos deve consultar um médico imediatamente.

As feridas do herpes são contagiosas.
É importante lavar bem as mãos e regularmente para evitar que elas se espalhem.

Causas

Compreender as causas subjacentes também pode ajudar na diferenciação entre essas duas categorias de lesões.

Aftas

Embora a causa exata das aftas ainda seja um mistério, a Academia Americana de Medicina Oral, explica que elas podem resultar da disfunção do sistema imunológico no revestimento dos tecidos moles da boca.

Aftas são feridas que podem se formar também como uma reação alérgica a alimentos, creme dental ou enxaguatório bucal.

Além disso, aftas podem ser um sinal de uma doença gastrointestinal.
Por esse motivo, o médico pode recomendar uma cultura ou biópsia para fins de averiguação.

Um indivíduo que tenha aftas e algum dos seguintes sintomas, deve consultar um profissional:

  • Fadiga;
  • Dor abdominal;
  • Febre;
  • Desconforto ocular;
  • Erupções cutâneas ou feridas em outros lugares.

Além disso, é importante notificar seu dentista caso mais de três surtos de aftas ocorrerem a cada mês ou quaisquer aftas não desapareçam num prazo de 10 a 14 dias.

Herpes

Uma das formas de manifestação do vírus herpes simplex é causar o herpes labial.
Uma vez que o vírus entra no corpo humano, ele nunca sai. Ou seja, ele até hoje não se conseguiu eliminá-lo do organismo. Na maior parte do tempo permanece latente.

Pessoas com herpes labial podem espalhar a infecção através de:

  • Beijos;
  • Compartilhamento de objetos (copos, talheres, etc);
  • Compartilhamento de itens pessoais, como toalhas.

Surtos de herpes podem ser desencadeados por:

  • Estresse;
  • Fadiga;
  • Doença, como um resfriado;
  • Lesão gerada em áreas onde uma vez apareceram feridas;
  • Queimaduras solares ou apenas exposição a luz solar forte;
  • Alterações hormonais.

Tratamentos

Herpes e aftas respondem a diferentes tratamentos.

Aftas

Embora não haja cura para as aftas, alguns medicamentos vendidos sem receita ou com receita médica podem fazer com que as feridas se recuperem mais rapidamente e apareçam com menos frequência.

Os tratamentos para aftas se enquadram em algumas categorias:

  • Agentes de limpeza: limpam bactérias e detritos da superfície da lesão. Um exemplo é uma solução de peróxido de hidrogênio a 3% misturada com uma quantidade igual de água.
  • Anestésicos tópicos: reduzem a dor. O anestésico mais comum para esse fim é a benzocaína, embora algumas pessoas sejam alérgicas a ele.

Às vezes, um ingrediente da pasta de dentes, chamado laurilsulfato de sódio pode desencadear surtos de aftas. Algumas pessoas podem se beneficiar ao evitar cremes dentais que o contenham.

Se as feridas forem moderadas a graves, evite a automedicação e consulte um dentista ou médico.

Herpes

Dependendo da gravidade do surto de herpes, o dentista ou médico pode prescrever medicamentos antivirais tópicos, ou de uso oral:

  • Aciclovir ou penciclovir tópico;
  • Aciclovir, fanciclovir ou valaciclovir de uso oral.

Algumas pessoas podem precisar de medicamentos para alívio da dor local, com ação anestésica tópica.

Para evitar que o herpes labial piore, a pessoa deve aplicar protetor labial com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 30.

O não tratamento do herpes labial, pode desencadear uma piora do quadro. Isso pode trazer consequências para os indivíduos afetados.

Prevenção

Nem sempre é possível impedir a formação de lesões de aftas ou herpes.
No entanto, algumas estratégias podem ajudar.

Aftas

É importante registrar o aparecimento de aftas num diário.

Isso pode ajudar o indivíduo afetado a detectar gatilhos, que podem envolver alimentos, categorias de creme dental ou enxaguatório bucal e fatores associados ao estilo de vida.

Herpes

Para evitar que as feridas apareçam, os médicos recomendam o uso de tratamento antiviral ao primeiro sinal de alerta. Esse sinal pode ser uma sensação de queimação ou ardência.

Pessoas com herpes labial geralmente podem se beneficiar de um creme prescrito à base de penciclovir. Sua aplicação ajuda a reduzir o tempo e a quantidade de feridas que aparecem na pele.

Outras condições

Outros problemas de saúde podem causar lesões que podem parecer aftas ou herpes. Dentre eles:

  • Certas categorias de bolhas;
  • Lesões diversas;
  • Doenças autoimunes;
  • Câncer oral;

Qualquer pessoa que não tenha certeza sobre o tipo ou causa de uma lesão na boca, ou ao seu redor deve conversar com seu dentista, ou médico.

Afta ou herpes – em resumo

Afta ou herpes são feridas comuns e podem ser parecidas.
No entanto, suas causas, sintomas e tratamentos são diferentes.

As aftas geralmente ocorrem em áreas moles dentro da boca. Embora as lesões do herpes também possam aparecer na língua, garganta ou gengivas, elas tendem a se formar na boca ou ao redor dela.

O vírus do herpes simplex é o causador do herpes labial. Porém, a ciência ainda não tem exata clareza sobre os causadores das aftas.

E por fim, o herpes labial requer tratamento para evitar que a infecção se espalhe. Por outro lado, as aftas geralmente desaparecem por conta própria. Seja afta ou herpes, identificar a causa da lesão já é meio caminho andado para a resolução do problema.

Siga a Dentalis no Instagram@DentalisSoftware,  no Face@Dentalis.Software e no Twitter@Dentalisnet

Fontes: American Academy of Oral Medicine, Everyday Health, American Academy of Dermatology, DermNet NZ

 

Posted by Victor, 0 comments

Acupuntura e o alívio de sintomas no tratamento do câncer

acupuntura e o alívio de sintomas

A acupuntura e o alívio dos sintomas no tratamento do câncer foi o resultado de uma pesquisa recente.

Acupuntura e o alívio de sintomas – Boca seca (xerostomia)

A boca seca pode ser um efeito colateral preocupante da radioterapia.
Porém, a acupuntura pode aliviar seus sintomas. Isso é o que um novo estudo sugere.

A pesquisa em questão foi realizada com um universo de 339 pacientes que receberam radiação para tratamento do câncer de cabeça e pescoço.
Desse total, aqueles pacientes que receberam acupuntura apresentaram menos sintomas de boca seca (xerostomia). Isso quando comparado aqueles que não receberam aplicação de acupuntura.

Os pacientes que tiveram acupuntura falsa (placebo) apresentaram o mesmo alívio que o grupo sem acupuntura, observaram os pesquisadores.

Teste placebo – como foi realizado

O tratamento com placebo utilizou uma agulha real em um ponto não indicado para xerostomia. E também agulhas reais em pontos simulados e agulhas placebo em pontos simulados. Foi o que explicaram os autores do estudo.

Acupuntura e o alívio de sintomas – no longo prazo

Um ano após o tratamento, estes foram os resultados observados:

  • 35% dos pacientes que receberam acupuntura tinham sintomas de boca seca;
  • 48% daqueles que receberam acupuntura falsa tinham sintomas de boca seca;
  • 55% daqueles que não receberam acupuntura tinham sintomas de boca seca.

O estudo – Acupuntura e o alívio de sintomas

No estudo em questão os participantes foram aleatoriamente designados para receber acupuntura real, falsa ou sem acupuntura.
Os tratamentos foram dados três vezes por semana no mesmo dia da aplicação da radioterapia.

Boca seca – problema grave para pacientes em tratamento contra o câncer

A boca seca é uma preocupação séria para os pacientes com câncer de cabeça e pescoço submetidos à radioterapia.

A condição pode afetar em 80% dos pacientes até o final do tratamento com radioterapia.

Os sintomas afetam severamente a qualidade de vida e a saúde bucal.

Uma análise mais aprofundada mostrou uma diferença significativa entre pacientes na China e nos Estados Unidos.
Os pacientes chineses tiveram pouca ou nenhuma resposta ao placebo. Já os americanos tiveram uma grande resposta ao placebo.

Mais estudos são necessários para descobrir essas diferenças. É possível que o ambiente em que a acupuntura é administrada, influências culturais ou a relação entre paciente e médico acabem tendo influência.

Acupuntura para boca seca – tratamento e prevenção de forma simples

Também são necessários mais estudos para confirmar esses achados e também entender como a acupuntura alivia a boca seca.

Enquanto isso, a acupuntura pode ser utilizada como um instrumento para controle da xerostomia (boca seca).

Esse estudo coloca a acupuntura na lista de medidas de prevenção e tratamento da xerostomia.
Segundo os pesquisadores, as diretrizes para o uso da acupuntura em tratamentos oncológicos devem ser revisadas.
O tratamento da boca seca, que tanto desconforto traz, pode ser tratado e prevenido de forma simples. Aqui no blog Dentalis já apresentamos algumas dicas simples de como tratar a boca seca.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: Cancer.Net
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Qual relação asma e gengivite podem ter?

asma e gengivite

Aparentemente asma e gengivite, podem estar sim conectados. Isso segundo um estudo recente publicado no Journal of Periodontology.
Pessoas com asma têm um quinto a mais de chance de sofrer gengivite do que pessoas que não têm asma.
Esse número é surpreendente e caracteriza que de fato asma e gengivite tem uma conexão.

Epidemia de Asma

Cerca de 339 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de asma. Isso de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

A asma é uma doença inflamatória.
É uma condição pulmonar comum que estreita e inflama as vias aéreas. O resultado disso são sintomas como dificuldade em respirar, chiados, tosse e aperto no peito.

Geralmente começa na infância, embora também possa se desenvolver em adultos.
Afeta pessoas de todas as idades.
Algumas crianças “superam” a asma, e isso se resolve na idade adulta. Atualmente não há cura, mas o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas.

A conexão asma e gengivite

A asma também pode causar boca seca.

Essa condição leva ao acúmulo excessivo de placa bacteriana e doenças gengivais. A xerostomia pode ser o elo que conecta a asma e gengivite.

Portanto, se você tem pacientes que sofrem de asma, é importante ajudá-los a tomar medidas para cuidar de sua saúde bucal.
Prevenir o aparecimento de placas bacterianas e da saúde das gengivas são medidas essenciais de proteção.

O problema da boca seca

Indivíduos com asma muitas vezes também sofrem com a boca seca. Essa é uma condição na qual a boca não produz saliva suficiente.
A boca seca ocorre com mais frequência em pessoas com asma, porque o fluxo de ar restrito as obriga a respirar pela boca.

Os inaladores de asma podem contribuir ainda mais para essa condição.

Isso porque o uso da “bombinha” reprime as glândulas salivares e limitando a produção de saliva.

E como todos sabemos, a saliva é essencial para a eliminação das chamadas as bactérias ruins.

Uma boca seca cria condições ideais para que bactérias nocivas saiam e formem placas.

Isso pode levar a coisas como mau hálito, cárie dentária e, se não tratada, doenças gengivais, como gengivite e periodontite.

Doença gengival em poucas palavras

Como profissional de odontologia, você sabe que existem várias formas de seus pacientes protegerem sua saúde bucal. E também de manter a doença gengival afastada, mesmo que a asma esteja presente.
Aqui estão algumas dicas que você poderá compartilhar com seus pacientes.

Estas são dicas especialmente voltadas para pacientes que fazem uso de inaladores (bombinhas):

  • Sempre lave a boca com água após o uso do inalador;
  • Procure escovar os dentes após o uso do inalador, pois pode ser ainda mais eficaz;
  • Beba água regularmente durante todo o dia para ajudar a aliviar os sintomas de boca seca.

Concluindo

Por fim, a melhor maneira para seus pacientes cuidarem de sua saúde dental é manter a higiene bucal com escovação e uso do fio dental regularmente.
E também consultar seu dentista ao menos duas vezes por ano para uma limpeza profilática.

Embora a doença gengival possa ser tratada, a prevenção é, sem dúvida, a melhor abordagem.

Ao manter-se atento e pró-ativo sobre sua saúde bucal, as pessoas com asma podem facilmente manter um sorriso bonito e saudável por toda a vida.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no Twitter @Dentalisnet

Fonte: Dental News
Posted by Victor in Dicas, 0 comments
Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

câncer oral

O câncer oral pode aparecer em qualquer lugar da boca. Incluindo o interior das bochechas e gengivas.
É considerado um tipo de câncer de cabeça e pescoço.

Frequentemente, o câncer oral faz parte da categoria de câncer de boca e orofaringe.
O câncer de orofaringe afeta a parte posterior da boca e o revestimento da garganta.

De acordo com a American Cancer Society (ACS), as estatísticas estimam em 53.000 o número de americanos com diagnóstico de câncer oral em 2019.

A idade média no diagnóstico é de 62 anos.
No entanto, cerca de 25% dos casos ocorrem antes dos 55 anos.
É mais comum atingir homens do que mulheres.

Câncer oral – Sintomas

Nos estágios iniciais, geralmente não há sinais evidentes.

Fumantes e alcoolistas devem fazer exames regulares com o dentista. Isso porque cigarro e o álcool em excesso são fatores de risco para o câncer oral.

O dentista é normalmente o profissional que primeiro poderá detectar sinais iniciais desse tipo de câncer.

Lesões pré-cancerosas

Sinais iniciais do câncer oral em desenvolvimento:

Leucoplasia

Leucoplasia é uma mancha ou placa branca, com bordas irregulares, firmemente aderida à mucosa da boca.
É uma lesão pré-maligna, geralmente causada pelos hábitos deletérios de fumo e etilismo.
A lesão com características proliferativa (aumenta de tamanho) possui 70 a 100% de risco de se transformar em um carcinoma de células escamosas.

Líquen Plano Oral

No líquen plano existem áreas de linhas brancas com uma borda avermelhada, possivelmente com ulceração.

Muitas lesões orais podem ser pré-cancerosas. Elas não significam necessariamente que o indivíduo terá câncer. No entanto, é importante que o paciente converse com o seu dentista sobre quaisquer alterações que ocorram na boca.

O monitoramento das alterações pode ajudar a detectar o câncer de boca nos seus estágios iniciais. E no começo, é muito mais fácil de tratar.

câncer oral

Câncer

O desenvolvimento do câncer gera o aparecimento dos seguintes sintomas:

  • Manchas no revestimento da boca ou língua. São geralmente vermelhas ou brancas;
  • Sangramento, dor ou dormência na boca;
  • Úlceras ou feridas na boca que não cicatrizam;
  • Nódulo ou espessamento das gengivas ou revestimento da boca;
  • Dentes soltos sem motivo aparente;
  • Dentaduras mal ajustadas;
  • Mandíbula inflamada;
  • Dor de garganta ou sensação de que algo está preso na garganta;
  • Voz rouca;
  • Dificuldade em mastigar ou engolir;
  • Dificuldade em mover a língua ou mandíbula.

A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que o indivíduo tenha câncer oral. Porém, vale a pena consultar um dentista para um diagnóstico.

Câncer oral – Tratamento

O tratamento irá variar conforme algumas condições:

  • Localização, estágio e tipo do câncer;
  • O estado geral de saúde do indivíduo;
  • Preferências do paciente.

Existem muitas opções de tratamento. Como descritas a seguir.

Cirurgia

Uma cirurgia pode ser recomendada para remoção do tumor e também uma margem de tecido saudável ao seu redor.

A cirurgia pode implicar na remoção das seguintes estruturas:

  • Parte da língua;
  • Parte do maxilar;
  • Nódulos linfáticos.

Caso o procedimento cause alteração significativa da aparência da pessoa ou sua capacidade de falar ou comer, uma cirurgia reconstrutiva pode ser necessária.

Radioterapia

O câncer bucal é sensível à radioterapia. Esse tratamento utiliza raios X de alta energia ou partículas de radiação para danificar o DNA dentro das células tumorais. Isso destrói sua capacidade de reprodução.

Os efeitos adversos da radioterapia:

  • Cárie dental;
  • Aftas;
  • Sangramento gengival;
  • Rigidez da mandíbula;
  • Fadiga;
  • Reações da pele, como queimaduras.

O tratamento provavelmente será mais eficaz em pessoas que não fumam ou já deixaram de fumar.

Um indivíduo com câncer oral em estágio inicial pode ser tratado com radioterapia.
Porém, a combinação desse com outros tratamentos podem reduzir a progressão ou recorrência do câncer com mais eficiência.

Quimioterapia

Se o câncer é generalizado, o médico pode recomendar a combinação da quimioterapia com a radioterapia.

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos poderosos que danificam o DNA das células cancerígenas. Os medicamentos minam a capacidade das células de se reproduzir e se espalhar.

Os medicamentos quimioterápicos destroem as células cancerígenas. Porém, também podem danificar tecidos saudáveis. Isso pode levar a sérios efeitos adversos.

Dentre os efeitos adversos, estão:

  • Cansaço excessivo;
  • Náusea e vômitos;
  • Queda de cabelo;
  • Diminuição da resistência imunológica;
  • Risco aumentado de infecções.

Esses efeitos geralmente desaparecem após o término do tratamento.

Terapia de hipertermia

Técnica recente onde o médico promove o aquecimento da área acima da temperatura normal para danificar e matar células cancerígenas.

Esta técnica também pode aumentar a sensibilidade das células cancerígenas à radioterapia.

Estágios

O estágio do câncer refere-se à medida do quanto ele se espalhou pelo organismo.

Nos estágios iniciais, pode haver células pré-cancerosas que podem eventualmente se tornar cancerígenas.

Às vezes, isso é chamado de câncer no estágio 0 ou carcinoma in situ.

  • O câncer localizado é aquele que afeta apenas uma área e não se espalhou para outros tecidos;
  • O câncer regional é aquele que se espalhou para os tecidos próximos.
  • O câncer distante é aquele que se espalhou para outras partes do corpo. Por exemplo, os pulmões ou o fígado.

Complicações

O câncer bucal e seu tratamento podem levar a uma série de complicações.

As complicações após a cirurgia incluem o risco de:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Dor;
  • Dificuldade em comer e engolir.

A longo prazo podem surgir os seguintes problemas:

  • Estreitamento da artéria carótida: Isso pode resultar da radioterapia e pode levar a problemas cardiovasculares;
  • Problemas dentais: podem surgir se a cirurgia mudar o formato da boca e da mandíbula;
  • Disfagia ou dificuldade em engolir: Isso pode dificultar a ingestão de alimentos e aumentar o risco de inalação de alimentos e infecções como consequência;
  • Problemas na fala: alterações na língua, lábios e outras características orais podem afetar a fala;
  • Problemas de saúde mental: Depressão, irritabilidade, frustração e ansiedade podem surgir.

Participar de um grupo de apoio local ou on-line pode ser útil. Esse contato oferece a oportunidade de conhecer pessoas com experiências semelhantes.

Câncer oral – Causas

O câncer acontece a partir de uma alteração genética no organismo que resulta no crescimento de células sem controle.
À medida que essas células indesejadas continuam a crescer, elas formam um tumor.
Com o tempo, as células podem migrar para outras partes do corpo.

Cerca de 90% dos cânceres de boca são carcinoma espinocelular.
Eles têm início nas células escamosas que revestem os lábios e o interior da boca.

Fatores de risco

Não se sabe exatamente por que essas mudanças acontecem. Porém, alguns fatores de risco parecem elevar a chance para o desenvolvimento do câncer de boca.

Existem evidências de que estes são fatores que elevam o risco:

  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Histórico de infecções prévias por HPV, especialmente o HPV tipo 16;
  • Histórico prévio de câncer de cabeça e pescoço.

Outros fatores de risco para o câncer bucal:

  • Exposição excessiva a raios ultravioleta;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Radioterapia prévia para cabeça, pescoço ou ambos;
  • Exposição a certos produtos químicos, especialmente amianto, ácido sulfúrico e formaldeído;
  • Ferimentos antigos que não cicatrizam;
  • Exposição ao calor excessivo de bebidas quentes, como o chimarrão.

Dietas saudáveis com muitas frutas e legumes frescos podem reduzir o risco.

Câncer oral – Diagnóstico

Na presença de sinais indicativos de câncer oral, o que o médico pode fazer:

  • Perguntar sobre os sintomas;
  • Realizar um exame físico;
  • Saber do histórico pessoal e familiar do paciente.

Se o câncer de boca é uma possibilidade, pode-se recomendar uma biópsia. É um exame onde se coleta uma pequena amostra do tecido para verificar a existência de células cancerígenas.

Se a biópsia revelar câncer bucal, a etapa seguinte será determinar o estágio.

Testes para identificar o estágio do câncer:

  • Endoscopia: exame no qual se pode verificar se o câncer se espalhou e, em caso afirmativo, até que ponto;
  • Testes de imagem: um raio-X dos pulmões, por exemplo, mostrará se o câncer atingiu essa área.

Além do estágio do câncer, outros fatores afetam a chance de uma maior sobrevida, como:

  • Idade;
  • Estado geral da saúde do indivíduo;
  • O grau ou tipo de câncer, pois alguns são mais agressivos que outros;
  • Acesso do indivíduo a diferentes opções de tratamento.

Câncer oral – como prevenir

Para reduzir o risco de câncer de boca, as pessoas devem:

  • Evitar completamente o cigarro;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Ir regulamente ao dentista para exames odontológicos;
  • Ficar atento a alterações na boca e conversar com seu dentista, se notar alguma;
  • Vacinar-se preventivamente para o HPV.

Existem evidências da associação entre o HPV e o câncer de cordas vocais.

Siga a Dentalis no Instagram @DentalisSoftware,  no Face @Dentalis.Software e no twitter @Dentalisnet

Fontes: NHS,The Oral Ancer Foundation, American Cancer Society, National Cancer Institute, NCBI, Wikipedia
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments
Enxaguante bucal e luz dupla eliminam apenas bactérias nocivas

Enxaguante bucal e luz dupla eliminam apenas bactérias nocivas

enxaguante bucal

Um novo e revolucionário enxaguante bucal de alta tecnologia pode ser a solução de muitos problemas odontológicos.

Quase todas as pessoas sofrem de cáries em algum momento de suas vidas. Cerca de 70% da população mundial experimenta graus variados de gengivite.

Uma pesquisa europeia, por exemplo, verificou que mais da metade dos finlandeses com 30 anos ou mais sofrem de doença gengival.

As infecções orais e crônicas não detectadas podem contribuir para a ocorrência de muitas doenças graves. Nesse rol estão doenças cardiovasculares, diabetes e câncer de pulmão. Além disso, também podem aumentar o risco de parto prematuro entre gestantes.

Placa bacteriana – um sério problema

Escovar os dentes regularmente é a melhor maneira de prevenir doenças dentárias. Porém, nem sempre é suficiente.
A placa bacteriana microscópica é frequentemente deixada para trás após a escovação dos dentes.

Enxaguante bucal e luz dupla – Combatem bactérias do mal sem eliminar as bactérias da flora normal

A Koite Health, reúne pesquisadores da da Universidade de Aalto e do Hospital Universitário de Helsinque (HUS). Eles recentemente lançaram um enxaguante bucal de alta tecnologia que elimina as bactérias Streptococcus mutans e as bactérias causadoras de gengivite.
Houve comprovação científica de que o tratamento reduz os marcadores indicativos de gengivite precoce e a formação de placas.

Streptococcus mutans – o vilão

As doenças dentárias são causadas pelo efeito combinado da comunidade bacteriana.
O Streptococcus mutans desempenha um papel fundamental na cárie dentária.

Para a placa, o S. mutans é um pouco como o primeiro violino que inicia um concerto.
Ele adere ao dente primeiro e abre o caminho outras bactérias. É o que afirma um dos pesquisadores.

Enxaguante bucal de alta tecnologia – como funciona

O tratamento começa com um enxaguante bucal contendo um composto absorvente de luz.
A solução é bochechada na boca por 30 segundos. Isso para que a substância fotossensível contida nela fique grudada na placa.
A substância é ativada com um fotossensibilizador colocado entre os dentes. A terapia com luz dupla é administrada em toda a área da arcada dental por 10 minutos.

A substância fotossensível adere às estruturas da superfície das bactérias. Uma luz vermelha ativa a substância e dá início a uma reação em cadeia. Reação essa que elimina as bactérias.
A luz azul antibacteriana administrada ao mesmo tempo melhora significativamente o efeito.

Bactérias da flora normal – preservadas

Com base nos estudos, o tratamento afeta apenas as bactérias-alvo. A flora bacteriana normal da boca permanece inalterada.
Além disso, a terapia com luz dupla não causa resistência bacteriana.

Enxaguante bucal + luz dupla – receita infalível contra bactérias nocivas

A medicina já fez uso da luz para matar bactérias.
As bactérias que vivem na boca, porém, podem se proteger da luz azul antibacteriana usando vários açúcares para construir um abrigo.
No entanto, elas são incapazes de se defender do enxaguante bucal combinado com o comprimento de onda da luz dupla. Esse combo afeta as estruturas internas da própria bactéria.

A terapia com luz dupla projetada para uso doméstico será lançada para os consumidores ainda neste 2020.
Os dentistas já estão familiarizados com os métodos antibacterianos ativados pela luz no uso clínico. Porém a inovação com luz dupla aumenta significativamente a eficácia e, pela primeira vez, o método é fornecido para uso doméstico.

O novo produto foi testado pela primeira vez em seres humanos, tratando os dentes caninos de um lado da boca uma vez por dia. Já os dentes caninos do outro lado foram deixados sem tratamento como controle.

Houve menos formação de placas e outros marcadores da doença gengival no lado da boca com o tratamento.

A higiene bucal completa ainda é a melhor maneira de prevenir doenças dentárias.
A terapia com enxaguante bucal e luz dupla é particularmente benéfica para pessoas com cepas agressivas de bactérias dentárias.
Ou com doenças crônicas ou mesmo problemas no manuseio da higiene dental devido a artrite, por exemplo.
Outros grupos especiais incluem crianças e pessoas com câncer.

A quem se destina essa nova tecnologia

Essa tecnologia tem por objetivo manter a saúde bucal de pacientes com câncer em tratamento intensivo. Também a prevenir a gengivite em diabéticos. O diabetes causa um aumento de dez vezes no risco de gengivite.
O produto também é adequado para limpeza diária dos dentes e manutenção da saúde bucal.

Sintonizando no blog Dentalis você poderá sempre ficar sabendo em primeira mão as novidades e lançamentos de produtos inovadores no âmbito da odontologia. Já divulgados outros produtos aqui com caráter inovador e de grande importância.

Fonte: bioRxiv
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

Epidemia de coronavírus – tudo o que você precisa saber

coronavírus

Muito tem se comentado nos últimos dias e semanas sobre a epidemia de coronavírus, o Covid-19.

O Coronavírus compõe uma família de vírus causadores de infecções respiratórias.
Recebe esse nome de “corona“, quando em 1965, ao ser observado em microscopia eletrônica, viu-se que aparência de uma coroa.

Assim como pacientes com outras doenças semelhantes à gripe, pacientes com coronavírus (covid-19) relatam sintomas leves a graves, como febre, tosse e falta de ar.

Tempo de incubação

Em média o tempo de incubação do coronavírus é de 5 a 7 dias após o contato inicial.
Há casos de períodos de incubação mais longos, de até 14 dias.
Há pessoas, no entanto, que não apresentam sintomas.

Período de transmissão

A transmissibilidade dos pacientes infectados por coronavírus (Covid-19) tem sido em média de 7 dias após o início dos sintomas.
Porém, dados preliminares do Covid-19 sugerem que a transmissão possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Esse é porém ainda um dado não totalmente esclarecido. Até o momento, não existem informações suficientes que possam garantir quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa contaminada passa a transmitir o Covid-19.

Como o coronavírus se transmite

O contágio se dá a partir de pessoas infectadas.
A doença pode se espalhar desde que alguém esteja a menos de 2 metros de distância de uma pessoa com a doença.

A transmissão pode ocorrer por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassados por toque ou aperto de mão, objetos ou superfícies contaminadas pelo infectado.

Infecção por Coronavírus – como se prevenir

Não existe até o momento medicamento, substância, vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

As seguintes medidas de prevenção são recomendadas:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos;
  • Na impossibilidade de lavar as mãos, usar desinfetante para as mãos à base de álcool 70 graus;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes;
  • Ficar em casa quando estiver doente;
  • Usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, e descartá-lo no lixo após o uso;
  • Não compartilhar copos, talheres e objetos de uso pessoal;
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
  • Manter ambientes bem ventilados e higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

Uso de máscara para proteção

A máscara à princípio deve ser utilizada por quem apresenta sintomas da doença.
Sua função é prevenir que alguém infectado contamine outras pessoas.

O uso também é recomendado para pessoas que tenham contato com indivíduos com suspeita ou confirmação do novo coronavírus.

Máscaras também devem ser usadas por profissionais de saúde que atuem em locais com pacientes com suspeitas ou sintomas.
Após a utilização, a orientação é descartar a máscara em local adequado e lavar as mãos.

Posso ter coronavírus? Há possibilidade de existir uma imunidade natural a ele?

À princípio todos estão suscetíveis ao Coronavírus. Isso pelo fato de ser um vírus novo. Também não se tem certeza de que um indivíduo uma vez infectado e curado da doença adquira imunidade permanente ao Covid-19.

Características clínicas de uma infecção por coronavírus

Não existem características clínicas específicas de uma infecção por coronavírus que possam diferenciá-lo de outros vírus causadores de infecções respiratórias.
Os sintomas de uma infecção por coronavírus são comuns a outros vírus como influenza, parainfluenza, rinovírus, vírus sincicial respiratório e adenovírus.

Coronavírus – principais sintomas

Os sintomas principais do Covid-19 são febre, cansaço e tosse seca.
Parte dos pacientes pode apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse e diarreia.

Alguns pacientes podem ser assintomáticos, ou seja, estarem infectados pelo vírus, mas não apresentarem sintomas. Pacientes mais jovens são os mais passíveis de não apresentarem qualquer sinal da doença.

Qual a população mais vulnerável à infecção por coronavírus?

A OMS calcula que 1 em cada 6 pacientes pode ter um agravamento do quadro, com dificuldades respiratórias sérias. A população de maior risco é aquela da terceira idade. É também a população que por consequência mais gera preocupação diante da atual epidemia.

coronavírus

Como o dentista pode lidar com a epidemia de Coronavírus

A prevenção é e sempre será o melhor remédio para qualquer problema.
Na questão de como o dentista poderá lidar com o quadro atual de epidemia de Coronavírus, seguem algumas sugestões.

Inicialmente, o contato inicial com o paciente pode se dar pelo telefone. No caso de consultas já marcadas, recomenda-se uma triagem prévia.

Nesse contato inicial pode-se buscar obter informações sobre o estado de saúde do paciente e do seu possível contato com o vírus.

Sugestão de um questionário que pode ser utilizado nessa estratégia de abordagem

  • Viajou para os países de risco nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve febre nos últimos 14 dias?
  • Tem ou teve algum problema respiratório, especialmente tosse, nos últimos 14 dias?
  • Esteve em contato (não protegido) com um caso confirmado de Coronavírus?
  • Nos últimos 14 dias, esteve em contato próximo com alguém que apresentava sintomas respiratórios agudos?

Se o paciente confirmar alguma das perguntas dessas perguntas, estiver infectado ou se for imunodeprimido, o dentista deverá desmarcar a consulta caso esta não seja urgente. E recomendar ao paciente uma nova data para sua realização.

Se, no entanto, se tratar de uma urgência, o dentista e sua equipe recomenda-se adotar as seguintes medidas de proteção no uso de EPI:

  • Uso de touca e avental cirúrgico descartável;
  • Uso de óculos de proteção;
  • Uso de máscara do tipo N95. Para o caso de máscara cirúrgica recomenda-se duas, substituídas a cada 2 horas ou ao término de cada atendimento;

Sequência recomendada de colocação do equipamento de proteção individual (EPI)

  1. Higienizar as mãos. As mãos devem ser bem lavadas antes e depois do procedimento do paciente;
  2. Colocar o avental;
  3. Colocar a máscara;
  4. Colocar o óculos de proteção ocular;
  5. Colocar as luvas.

Caso não disponha do EPI adequado, ao dentista não se aconselha a realização da consulta de paciente com Covid-19 ou suspeita de Covid-19.

Cuidados extras para todos os pacientes em áreas de maior risco

  • Retirar da sala de espera revistas, folhetos e outros objetos que possam ser manuseados por várias pessoas;
  • Gerenciar as marcações de consulta de forma a evitar ter vários pacientes ao mesmo tempo na sala de espera. Preferencialmente, não ter mais de duas pessoas ao mesmo tempo nesse espaço;
  • Informar os pacientes sobre as medidas de segurança. Em especial a de manter uma distância de cerca de 1,5 m;
  • O paciente deve lavar as mãos antes de entrar no consultório. Também não deve entrar com as peças de roupa que serão retiradas.
  • Antes da consulta o paciente deve bochechar com uma solução de água oxigenada a 1% por 30 segundos ou com 0,2-0,3% de clorexidina.

Higiene do espaço

A higiene do espaço também deve ser cuidada, pelo que todas as superfícies de trabalho e o ambiente devem ser imediatamente limpos e desinfetados. Pode ser utilizada, por exemplo, uma solução de hipoclorito de sódio de 1000 ppm de cloro ativo. Tal solução pode ser encomendada em farmácias de manipulação.

O vírus são inativados após cinco minutos de contato com desinfetantes normais, como a água sanitária doméstica.
As normas universais de desinfeção e esterilização devem ser minuciosamente seguidas, algo sempre importante a destacar.

Fontes: Ministério da Saúde, Portal MS, Agência Brasil, OMS, Saúde Oral
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments
Dicas de como evitar o aparecimento de manchas de vinho nos dentes

Dicas de como evitar o aparecimento de manchas de vinho nos dentes

manchas de vinho nos dentes

Por que os dentes de algumas pessoas ficam manchados depois de beber vinho tinto?
E como você pode evitar a ocorrência de manchas de vinho nos dentes durante as festas de final de ano?

A natureza do vinho e o esmalte dos dentes

A resposta está na relação entre a natureza do vinho e o esmalte dos dentes.

Quando se bebe vinho tinto nos defrontamos com uma ameaça tripla à brancura dos dentes.
A começar pelas antocianinas, que são os pigmentos das uvas que dão ao vinho tinto sua cor. Depois os taninos, que ajudam a fixar o pigmento nos dentes. E, finalmente a própria acidez presente no vinho, que acaba tornando o esmalte mais poroso e mais fácil para a fixação da mancha.

As características particulares do esmalte e a tendência à formação de placas também tem tudo a ver com o grau e incidência de mancha dos dentes .

Como evitar o aparecimento de manchas de vinho nos dentes

  • Escove antes, mas não imediatamente depois, de beber o vinho.
    Como a placa pode ser afetada pela coloração do vinho, os dentes devem ser escovados 30 minutos antes de beber. Detalhe: mas não logo depois, pois a pasta de dente pode aumentar o ataque químico;
  • Não beba vinho branco antes do vinho tinto. A acidez extra do vinho branco pode exacerbar a mancha;
  •  Beba água enquanto bebe vinho. O contato da boca com água, que não é básica nem ácida, depois de beber vinho ajuda a reduzir a acidez do vinho e estimula o fluxo de saliva. Isso é fundamental no combate a bactérias nocivas e na manutenção do pH ideal na boca.
  •  Mastigar alimentos é igualmente importante porque também estimula a saliva. O queijo é ideal para acompanhar o vinho, pois estimula a saliva e reduz a acidez do vinho.
  • Realize limpezas dentárias (profilaxias) regularmente com seu dentista para a saúde do esmalte dental.
    As limpezas podem ajudar a remover a placa bacteriana, uma substância ácida, que danifica o esmalte dos dentes.
    A não remoção das placas, pode resultar em cáries.

Neste outro artigo você encontrará dicas de como evitar o aparecimento de manchas pretas nos dentes.

 

Neste outro artigo você encontrará dicas de como evitar o aparecimento de manchas pretas nos dentes.

Fonte: MedicalXpress
Posted by Victor in Dicas, 0 comments

Periodontite e o risco de impotência masculina

impotência sexual masculina

A periodontite e o risco de impotência sexual masculina vem sendo avaliada por pesquisadores da Universidade de Granada, Espanha
O estudo em questão relaciona a higiene oral e suas repercussões sobre a saúde dos vasos sanguíneos penianos.
Os dados preliminares dessa pesquisa trazem uma descoberta de grande importância.
Ao que parece os vasos sanguíneos penianos sofrem os efeitos prejudiciais da periodontite anteriormente aos vasos coronarianos.

Os primeiros resultados desse trabalho foram publicados na Journal of Clinical Periodontology. Um outro estudo de 2017 já apontou essa relação.

Periodontite e o risco de impotência sexual masculina – o estudo

O estudo na condição de caso controle foi realizado com 158 pacientes do sexo masculino.
Desse total, 80 casos com disfunção erétil (impotência) e 78 pacientes controle. Testosterona, perfil lipídico, proteína C reativa e parâmetros glicêmicos foram avaliados. Todas as variáveis foram comparadas entre os grupos e foram realizadas análises de regressão.
74% dos pacientes com impotência apresentavam sintomas de periodontite. E aqueles que sofriam de impotência em maior grau, apresentavam também mais lesões periodontais.

impotência sexual masculina

Boa higiene oral é fundamental

O estudo salientou a importância da higiene oral para prevenção da impotência sexual masculina.
O risco apontado pela pesquisa é elevado. Pacientes com periodontite têm 2,28 vezes mais chances de vir a desenvolver impotência sexual masculina. Isso na comparação com pacientes com gengivas saudáveis.

A periodontite a cada dia mais vem sendo associada a outras patologias.

Concluindo

Embora o estudo em questão ainda não tenha terminado, as evidências são claras e fortes.
Pacientes com periodontite e impotência sexual masculina apresentaram pior condição periodontal. A periodontite crônica parece desempenhar um papel fundamental nesse processo.
A periodontite pode ser um fator gerador da impotência sexual masculina. E isso, independente de outras doenças.

O que de fato é a impotência sexual masculina

A impotência sexual masculina (disfunção erétil) é a incapacidade de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para ter relações sexuais. A impotência sexual masculina ocasional não é incomum. Muitos homens a vivenciam durante períodos de estresse. A impotência sexual masculina frequente pode ser um sinal de problemas de saúde. Requer atenção e tratamento.
Também pode ser um sinal de problemas emocionais ou de relacionamento que requerem tratamento e atenção profissional.
Nem todos os problemas sexuais masculinos são causados devido à impotência.
Outros tipos de problemas sexuais masculinos incluem: ejaculação precoce, atraso ou ejaculação ausente ou falta de interesse em sexo.

Quais os principais sintomas da impotência sexual masculina

O homem pode estar com impotência sexual quando:

  • Tiver problemas para obter uma ereção;
  • Tiver dificuldades em manter uma ereção;
  • Interesse reduzido em sexo.

Outros problemas sexuais relacionados à impotência:

  • Ejaculação precoce;
  • Ejaculação atrasada;
  • Anorgasmia. Ou seja, a incapacidade de atingir o orgasmo após estimulação.

Diante da manifestação de um ou mais desses sintomas uma ajuda médica deve ser procurada. Especialmente se os sintomas se mantiverem por dois ou mais meses. A consulta médica poderá elucidar a causa original do problema e buscar o tratamento específico.

O que pode provocar a impotência sexual masculina

Além da periodontite crônica, existem outras doenças e condições que podem predispor os homens à impotência sexual:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Hiperlipidemia (colesterol e triglicerídeos elevados);
  • Problemas causados por câncer ou cirurgia (especialmente câncer de próstata);
  • Lesões;
  • Obesidade ou sobre peso;
  • Idade avançada;
  • Estresse e/ou ansiedade;
  • Problemas de relacionamento;
  • Abuso de drogas;
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo.

A impotência sexual masculina pode ser causada por apenas um desses fatores ou vários. É por isso que é importante buscar orientação médica para que se possa isolar e tratar o problema.

Fisiologia sexual masculina

A ereção é o resultado do aumento do fluxo sanguíneo pênis.
O fluxo sanguíneo é geralmente estimulado por pensamentos sexuais ou contato direto com o pênis.
Quando um homem fica excitado sexualmente, os músculos do pênis relaxam. Esse relaxamento permite aumentar o fluxo sanguíneo através das artérias penianas. Esse sangue preenche duas câmaras no interior do pênis chamadas corpos cavernosos. À medida que as câmaras se enchem de sangue, o pênis fica rígido. A ereção termina quando os músculos se contraem e o sangue acumulado pode fluir pelas veias penianas. A impotência sexual masculina pode ocorrer devido a problemas em qualquer estágio do processo de ereção.
Por exemplo, as artérias penianas podem estar danificadas demais para abrir adequadamente e permitir a entrada de sangue.

A questão idade

Até 30 milhões de homens americanos são afetados por impotência sexual.
A prevalência da impotência aumenta com a idade. A impotência afeta:

  • 12% dos homens com menos de 60 anos;
  • 22% dos homens na faixa dos 60 anos;
  • 30% dos homens com 70 anos ou mais.

Como se pode ver o risco de impotência aumenta com a idade. No entanto, a impotência não é inevitável à medida que o homem envelhece. Pode ser mais difícil conseguir uma ereção com a idade, mas isso não significa necessariamente que o homem se tornará impotente.
Em geral, quanto mais saudável o homem é, melhor será sua função sexual.

A impotência também pode ocorrer entre homens mais jovens.
Um estudo de 2013 verificou que um em cada quatro homens que procuravam o primeiro tratamento para impotência tinham menos de 40 anos.

Os pesquisadores encontraram uma correlação mais forte entre tabagismo e uso de drogas ilícitas e impotência em homens com menos de 40 anos do que entre homens mais velhos. Isso sugere que as escolhas de estilo de vida podem ser o principal fator contribuinte para a impotência em homens mais jovens.

Uma outra pesquisa fez descobertas interessantes sobre homens com impotência abaixo dos 40 anos de idade. Nesses casos verificou-se que o tabagismo era um fator para a impotência entre 41% dos homens desse público alvo. O diabetes foi o segundo fator de risco mais comum.
Estava ligado à impotência em 27% dos homens com menos de 40 anos.

Mudanças no estilo de vida podem ajudar

Hábitos de vida saudáveis e mudanças no estilo de vida podem evitar a impotência sexual, e em algumas situações, reverter a condição:

  • Exercitar-se regularmente;
  • Manter a pressão arterial controlada;
  • Alimentar-se de forma equilibrada e nutritiva;
  • Manter um peso corporal saudável;
  • Evitar o álcool em excesso;
  • Evitar o cigarro;
  • Reduzir o estresse.
Fontes: NCBI, healthline
Posted by Victor in Estudos, 2 comments
Escovar os dentes pode prevenir o Alzheimer: saiba como

Escovar os dentes pode prevenir o Alzheimer: saiba como

escovar os dentes

Escovar os dentes é uma rotina na vida da maioria das pessoas. O que não se imaginava é que escovar os dentes regularmente pode prevenir o Alzheimer em idades mais avançadas.

Já existe um conjunto de evidências que apoiam essa hipótese. Estudos têm mostrado que a doença gengival pode ser um fator de risco para o Alzheimer.

Alguns estudos sugerem que o risco dobra quando a doença gengival persiste por 10 ou mais anos.

Um estudo recente americano detalha como um tipo de bactéria Porphyromonas gingivalis , associada à doença da gengiva, foi encontrada nos cérebros de pacientes com Alzheimer.

Testes em camundongos também mostraram como o micro-organismo se espalhou da boca para o cérebro, onde causou danos às células nervosas.

O relatório em questão foi realizado e autofinanciado pelos fundadores da empresa farmacêutica americana Cortexyme. Essa empresa vem pesquisando a causa do Alzheimer e outros distúrbios degenerativos. Cientistas dessa empresa farmacêutica de San Francisco pretendem lançar um teste clínico para humanos no final deste ano.

O que é doença gengival?

A primeira fase da doença gengival é chamada gengivite.
Isso ocorre quando as gengivas ficam inflamadas em resposta ao acúmulo de placa bacteriana na superfície dos dentes.

A gengivite é experimentada por até metade de todos os adultos, mas é geralmente reversível.

Se a gengivite não for tratada, formam-se “bolsas sub-gengivais” entre o dente e a gengiva, que são preenchidas por bactérias.

Essas bolsas indicam que a gengivite se converteu em periodontite. Nesta fase, torna-se quase impossível eliminar as bactérias. Embora o tratamento dental possa ajudar a controlar seu crescimento.

Os riscos de doenças da gengiva aumentam significativamente em pessoas com higiene bucal deficiente. Fatores como tabagismo, uso de medicamentos, hereditariedade, escolhas alimentares, puberdade e gravidez podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

A doença gengival não é apenas uma consequência da ação do P. gingivalis sozinho.
Um grupo de organismos incluindo Treponema denticola, Tannerella forsythia e outras bactérias também desempenham um papel nesta complexa doença oral.

Por que escovar os dentes é tão importante?

Pesquisadores da University of Central Lancashire foram os primeiros a estabelecer a conexão entre o P. gingivalis e a doença de Alzheimer.

A bactéria P. gingivalis é responsável por muitas formas de doenças das gengivas.
Estudos subsequentes descobriram que essa bactéria pode migrar da boca para o cérebro em camundongos. Uma vez no cérebro a P. gengivalis pode reproduzir todas as características da doença de Alzheimer.

Escovar os dentes regularmente pode manter sob controle a P. gengivalis. Isso não apenas acaba prevenindo a doença gengival, mas também o Alzheimer.

A P. gengivalis no contexto do Alzheimer

A pesquisa recente dos EUA encontrou a bactéria da doença gengival crônica nos cérebros de pacientes com doença de Alzheimer. São dados com embasamento científico. Porém, têm de ser entendidos dentro de um contexto mais complexo.

É que a doença de Alzheimer está ligada a uma série de outras condições e não apenas pode se originar a partir de uma bactéria oriunda de uma doença gengival.

A pesquisa existente mostrou que outros tipos de bactérias e o vírus do herpes tipo 1 também podem foram encontrados em cérebros de pacientes com Alzheimer.

As pessoas com síndrome de Down também correm um risco maior de desenvolver a doença de Alzheimer. Isso também vale para as pessoas que tiveram um traumatismo cranioencefálico grave.

A pesquisa também mostra que várias condições associadas à doença cardiovascular podem aumentar o risco de Alzheimer. Isso sugere que há muitas causas com um ponto final em comum.

Os cientistas ainda estão tentando descobrir a conexão. Esse ponto final em comum resulta nos mesmos sintomas do Alzheimer. Ou seja, falta de memória e mudanças comportamentais. Isso também ocorre junto com o acúmulo de placa junto à substância cinzenta do cérebro, o que é conhecido como “emaranhados neurofibrilares”.
Essa placa é formada pela proteína beta-amiloide.

Nessas condições a proteína beta-amiloide age como um resíduo tóxico, impedindo a comunicação normal entre os neurônios. Ou seja, não consegue mais desempenhar a função que teria, ou seja, de estabilizar a estrutura celular.

O acúmulo da proteína beta-amiloide e o Alzheimer

O Alzheimer está ligado ao acúmulo no cérebro de placas formadas pela proteína beta-amiloide. Sua aglutinação entre os neurônios impede a transmissão de sinais, prejudicando a atividade dos neurônios.
A doença leva à degeneração da memória e da capacidade de aprendizado. Em estágios avançados pode ocasionar a morte do paciente.

Estudos recentes demonstram que a aglutinação da beta-amiloide, hoje tida como patológica, poderia desempenhar uma função de defesa no organismo. Defesa? Mas que tipo de defesa?

escovar os dentes

Beta-amiloide: doença ou proteção – uma contradição

Um estudo publicado no periódico Science Translational Medicine, traz uma informação nova e revolucionária.
Começando pelo fato de afirmar que a proteína beta-amiloide pode ser encontrada em 70% dos vertebrados.
A beta amiloide era tida até o momento como elemento patológico no cérebro.
No entanto, o estudo em questão demonstra que sua ação no cérebro pode ser a de proteger o sistema nervoso contra agentes microbianos.

O acúmulo de proteína beta-amiloide na forma de placa teria assim finalidade de defesa do organismo.
Quando bactérias, vírus ou mesmo fungos conseguem romper a barreira hematoencefálica, a proteína beta-amiloide entraria em ação aprisionando esses agentes em placas, como uma teia proteica, ocasionando a sua eliminação.
Os resquícios dessas “teias” comporiam as tais placas de beta-amiloide, encontradas no cérebro de pacientes com Alzheimer.

Importante destacar que a barreira hematoencefálica é uma estrutura celular que protege o SNC (Sistema Nervoso Central).
Sua função primária é a de bloquear o acesso de substâncias tóxicas endógenas ou exógenas. Isso também vale para agentes microbianos. Na terceira idade essa barreira se torna mais porosa.

O experimento

Buscando provar essa hipótese, os pesquisadores realizaram um experimento com camundongos.
Para reproduzir as condições de um ser humano, camundongos foram geneticamente modificados, tornando-os aptos à produção de proteína beta amiloide.
Posteriormente expuseram os seus cérebros à ação da bactéria Salmonela.
Em pouco tempo, a simples presença da bactéria gerou o aparecimento de placas de proteína beta-amiloide com Salmonelas aprisionadas dentro das malhas proteicas formadas.

Já os camundongos do grupo controle no experimento ( incapazes de produzir placas), acabaram morrendo em decorrência da infecção provocada pela Salmonela.

Prosseguimento do estudo

Esse estudo deve e será aprofundado. Vai se procurar a presença de agentes microbianos no cérebro de pacientes que tiveram Alzheimer. E também de pessoas que não foram acometidas pela doença.
Também vai se buscar evidências da presença de agentes microbianos em placas de beta-amiloide encontradas em cérebros humanos.

Escovar os dentes

A pesquisa mais recente acrescenta mais evidências à teoria de que a doença das gengivas é um dos fatores que podem levar à doença de Alzheimer.
E isso devido à presença do elemento bacteriano capaz de ultrapassar a barreira hematoencefálica.

Porém, isso não deve ser motivo de nenhum pânico. Afinal, nem todos que sofrem de doença gengival desenvolvem a doença de Alzheimer.
E nem todos que sofrem da doença de Alzheimer têm doenças gengivais. Ter doença gengival não é fator determinante do Alzheimer. Deve ser entendido como um fator de risco a mais para o seu desenvolvimento.

Para descobrir quem está em risco, os cientistas precisam agora desenvolver testes que possam mostrar ao dentista quem é o verdadeiro alvo.

Sempre importante, no entanto, aconselhar as pessoas sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal.
Especialmente do quanto é fundamental escovar os dentes regularmente e de forma adequada. Hábitos simples como escovar os dentes podem acabar sendo fundamentais na prevenção de uma série de doenças, inclusive do temido Alzheimer.

Fontes: The Independent, CRliquor, Science Translational Medicine
Posted by Victor in Estudos, 0 comments