problemas cardíacos

Micróbios da língua e a insuficiência cardíaca

micróbios da língua

Estudos anteriores mostraram que micróbios da língua poderiam distinguir pacientes com câncer de pâncreas de pessoas saudáveis. Porém, ainda é cedo para que isso venha a ser utilizado como ferramenta de diagnóstico do câncer de pâncreas.

Existem microrganismos específicos que estão conectados à imunidade. A partir disso, os cientistas propuseram que o desequilíbrio microbiano poderia estimular a inflamação e a doença cardíaca.

Inflamação e a resposta imune também assumem um papel na insuficiência cardíaca.

Um novo estudo apresentado recentemente no HFA Discoveries sugere que os micróbios da língua fornecem uma janela para a saúde do coração. Este estudo investigou a composição do microbioma da língua em participantes com e sem insuficiência cardíaca crônica.

Micróbios da língua – o estudo

O estudo envolveu 42 pacientes com insuficiência cardíaca crônica e 28 controles saudáveis.
Nenhum participante apresentou doença bucal, lingual ou odontológica / sofreu uma infecção do trato respiratório superior na última semana / usou antibióticos e imunossupressores na última semana / ou estava grávida ou amamentando.

Colheres de aço inoxidável foram usadas para colher amostras do revestimento da língua pela manhã, antes de os participantes terem escovado os dentes ou tomado o café da manhã.

Os cientistas usaram uma técnica chamada sequenciamento do gene 16S rRNA para identificar bactérias nas amostras. Eles reconheceram que pacientes com insuficiência cardíaca compartilhavam os mesmos categorias de micróbios da língua. Pessoas saudáveis também compartilhavam os mesmos microrganismos.
Não houve sobreposição no conteúdo bacteriano entre os dois grupos.

No nível de gênero, cinco categorias de bactérias distinguiram pacientes com insuficiência cardíaca de pessoas saudáveis com uma área sob a curva (AUC) de 0,84, onde 1,0 é uma previsão 100% precisa e 0,5 é um achado aleatório.

Além disso, houve uma tendência de queda nos níveis de Eubacterium e Solobacterium com insuficiência cardíaca cada vez mais avançada.

Avaliando resultados – conclusão

As línguas dos pacientes com insuficiência cardíaca crônica parecem diferentes das de pessoas saudáveis.
As línguas normais são vermelho pálido com um revestimento branco pálido.

Pacientes com insuficiência cardíaca têm uma língua mais vermelha com um revestimento amarelo. A aparência muda à medida que a doença se torna mais avançada.

São necessárias obviamente mais pesquisas. Porém, os resultados atuais sugerem que os micróbios da língua podem auxiliar numa triagem em larga escala. E também no diagnóstico e no monitoramento a longo prazo da insuficiência cardíaca.

Os mecanismos subjacentes que ligam micróbios da língua à função cardíaca merecem um estudo mais aprofundado.

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Fonte: HFA Discoveries
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Antibióticos e problemas cardíacos: pode ter relação?

antibióticos e problemas cardíacos

Uma ligação entre uma classe de antibióticos e problemas cardíacos foi descoberta por pesquisadores.

É o que aponta um estudo recente publicado no Journal of American College of Cardiology.
É resultado do trabalho de pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC). Em parceria com a Unidade de Avaliação Terapêutica da Provincial Health Services Authority (PHSA),
Eles descobriram um grave problema com os usuários atuais de antibióticos da classe da fluoroquinolona, como a Ciprofloxacina. Eles apresentam um risco 2,4 vezes maior de desenvolver regurgitação aórtica e mitral, onde o sangue flui para o coração. Isso em comparação com pacientes que tomam amoxicilina, um tipo diferente de antibiótico. O maior risco se estende pelo período de 30 dias após o uso.

Estudos recentes também associaram a mesma classe de antibióticos a problemas cardíacos outros.

Alguns profissionais da saúde preferem as fluoroquinolonas a outros antibióticos. Isso devido ao seu amplo espectro de atividade antibacteriana. E também pela sua alta absorção oral, que é tão eficaz quanto o tratamento endovenoso.

Classe de antibióticos e problemas cardíacos

Essa classe de antibióticos é muito conveniente (1 comprimido/dia). Mas para infecções comunitárias não são realmente necessárias. A prescrição inadequada pode causar resistência a antibióticos e também problemas cardíacos graves.

Os pesquisadores esperam que o estudo ajude a alertar os profissionais de saúde para a gravidade dessa descoberta. Isso quando do surgimento de problemas cardíacos em pacientes sem nenhuma outra origem estabelecida. Os antibióticos da classe das fluoroquinolonas podem ser a causa em potencial.

Um dos principais objetivos da Unidade de Avaliação Terapêutica é avaliar diferentes medicamentos e tecnologias de saúde. Isso para determinar se eles melhoram a qualidade dos cuidados prestados pelos programas ou melhoram os resultados dos pacientes. É o que afirma um dos chefes da equipe de pesquisa.

Importância do cuidado na prescrição de antibióticos

Este estudo destaca o grande cuidado que se deve ter ao se prescrever antibióticos.
Especialmente a partir de agora que foi estabelecido um elo entre uma classe de antibióticos e problemas cardíacos graves.

O estudo

Nesse estudo os cientistas analisaram dados do sistema de relatórios adversos da Food and Drug Administration dos EUA.
Eles também analisaram um enorme banco de dados de saúde de seguros privados nos EUA. Foram catalogados dados demográficos, identificação de medicamentos, dose prescrita e duração do tratamento.

Os pesquisadores identificaram 12.505 casos de insuficiência valvar com 125.020 indivíduos controle caso em uma amostra aleatória de mais de nove milhões de pacientes. Eles definiram a exposição atual à fluoroquinolona como uma prescrição ativa ou 30 dias antes do evento adverso. A exposição recente nos dias 31 a 60 dias. E a exposição passada nos 61 a 365 dias antes de um incidente.
Os cientistas compararam o uso de fluoroquinolona com amoxicilina e azitromicina.

Os resultados

Os resultados mostraram que o risco de regurgitação aórtica e mitral, refluxo sanguíneo no coração, é maior com o uso atual, seguido pelo uso recente. Eles não viram aumento do risco de regurgitação aórtica e mitral com uso passado.

Novos estudos são aguardados

Se novos estudos vierem a confirmar a conexão entre essa classe de antibióticos e problemas cardíacos, providências terão de ser tomadas.
Alertas deverão então ser adicionados ao risco do aparecimento de regurgitação aórtica e mitral.
Nesses casos, os profissionais de saúde serão recomendados a optar por outros antibióticos.
Ou seja, outras classes de antibióticos como primeira linha de defesa para infecções não complicadas.

Já sabíamos que infecções odontogênicas aumentam o risco de doenças cardíacas.
Agora também surge o fantasma do risco atrelado a uma classe de antibióticos e problemas cardíacos decorrentes de seu uso.

Assim que obtivermos acesso a novos dados científicos relacionado a esse tema, estaremos divulgando a todos aqui no blog Dentalis.

Fonte: ScienceDaily
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