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Novidade: material adesivo que previne cáries em torno dos brackets

Um grupo de pesquisadores da Universidade Queen Mary, em Londres, acaba de publicar um artigo científico em que revelam ter produzido um novo adesivo dental com a capacidade de prevenir as cáries dentárias em volta dos brackets dos aparelhos ortodônticos. De acordo com os pesquisadores, atualmente cerca de 70% dos pacientes que usam aparelhos ortodônticos desenvolvem cáries dentárias.

Placa bacteriana

Os pesquisadores afirmam que os aparelhos ortodônticos frequentemente dificultam uma escovação dental adequada, fazendo com que se acumule placa bacteriana que, em muitos casos, acaba gerando o desenvolvimento de cáries dentárias.

O material agora desenvolvido libera flúor, cálcio e fosfato de forma contínua promovendo assim a formação de fluorapatita para remineralizar a superfície dentária e reduzir a formação de placa bacteriana em volta dos brackets.

Detalhes adicionais sobre o desenvolvimento deste material podem ser obtidos aqui.

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Sistema Imunológico: como otimizá-lo ao máximo

Em geral, quase não nos lembramos dele. Afinal, só nos damos conta de que o sistema imunológico existe quando ele falha em sua missão primordial.

Por seu protagonismo, não param de surgir estudos sobre o que é capaz de fortalecer esse sistema. Uma hipótese recente, segundo o infectologista Paulo Olzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é que passar períodos de seis horas, no mínimo, sem comer o beneficiaria.

A tese se baseia nas pesquisas de um Nobel da Medicina, o japonês Yoshinori Ohsumi, que desvendou o mecanismo da autofagia, espécie de autolimpeza das células. Como não é um processo que ocorre sempre, os jejuns seriam uma forma de estimulá-lo.

Antes de aderir à medida, que ainda gera polêmica, Olzon indica buscar orientação médica. Mas, se preferir esperar novos estudos endossando a descoberta, você pode adotar já outras quatro medidas que, com certeza, dão a maior força para a imunidade.

Confira quais são:

1. Probióticos

Combatem o acúmulo de toxinas no corpo e contribuem para equilibrar a microbiota.

Mas o que é isso? Microbiota é o nome que se dá a um grupo de micro-organismos que vivem no intestino – órgão que, justamente por causa deles, tem grande relação com o sistema imunológico.

“Estudos associam alterações na microbiota com o aparecimento de doenças como diabetes, asma, câncer e distúrbios autoimunes”, diz o médico Niels. Nesse contexto, os probióticos são preparados ricos em bactérias benéficas, capazes de manter em harmonia os micro-organismos presentes em nosso corpo, ajudando a eliminar toxinas e a prevenir diferentes males.

O kefir, feito com bactérias vivas comumente fermentadas em leite, é um probiótico. Outro é o rejuvelac, novidade vegana obtida com a fermentação de grãos (em geral trigo, mas pode ser cevada, aveia, arroz integral). “Tem sabor amargo e é rico em lactobacilos e vitaminas B, C e E”, descreve a nutróloga Marcela Voris, de São Paulo.

Ambos devem ser cultivados em casa. Há grupos na internet que auxiliam na busca de doador do substrato de kefir para iniciar uma produção. Para preparar o rejuvelac bastam grão e água filtrada.

Vale lembrar que, além dos probióticos, existem os alimentos prebióticos, ricos em fibras solúveis, que estimulam o crescimento das bactérias do bem existentes na microbiota. Alguns exemplos são alho, cebola, maçã, banana, semente de linhaça e aveia.

2. Suplementos

Nem sempre a dieta garante os nutrientes necessários e em quantidades suficientes.

E, se falta algum deles, o sistema imunológico pode funcionar mal. Ingerir cápsulas de vitaminas, minerais e outros nutrientes (como ômegas 3 e 6) pode ser uma alternativa para quem não consegue manter uma alimentação equilibrada. “De fato, elas compensam dietas restritivas, mas, antes de tomar, é preciso passar por avaliação médica para diagnosticar a real necessidade de reposição”, diz Paulo Camiz, professor da Faculdade de Medicina da USP.

A ideia de que “se não faz bem, mal não faz” não se aplica aqui. Pelo contrário. “Existem estudos mostrando que a ingestão de suplementos sem necessidade até aumenta a mortalidade”, alerta o médico.

De forma geral, mais vale comer alimentos ricos em vitaminas e minerais do que apelar para as cápsulas. A exceção é a vitamina D. Essencial para a modulação de células imunológicas, está presente em uma quantidade reduzida de alimentos (como ovo e fígado bovino) e seu principal fornecedor é o sol.

“Nem todo mundo consegue ficar exposto 15 minutos por dia, antes das 10 ou depois das 16 horas, e sem protetor solar, que diminui a conversão da vitamina no organismo”, observa o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.

3. Acupuntura

Estudos indicam que a técnica milenar fortalece o corpo de maneira geral.

Ramo da medicina tradicional chinesa, a acupuntura pode impulsionar a função de certas células de defesa. O médico Hong Jin Pai, especialista que atua no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, realizou, em 2014, um estudo com 74 pacientes que tinham diagnóstico de asma leve a moderada.

Ao final de 20 sessões de acupuntura, não houve apenas diminuição dos sintomas e do uso da chamada medicação de resgate (a famosa bombinha) como se verificou o aumento dos macrófagos, células envolvidas na resposta imunitária do organismo. Não é só isso. “Alguns autores acreditam que a estimulação de um dos pontos de inserção de agulha tenha efeito antialérgico, em função da interação de substâncias produzidas pelo hipotálamo com as secretadas pelas células do sistema imune”, diz Hong.

4. Controle do estresse

O stress em si é uma reação natural do organismo a tudo que é percebido como perigo.

Isso significa que não dá para evitá-lo, e o segredo é aprender a administrar nossa reação aos eventos desfavoráveis. Fases de preocupação, correria e insatisfação fazem o corpo produzir adrenalina e cortisol, hormônios que diminuem a liberação de substâncias importantes para nossa imunidade. “Estudos mostram que, enquanto momentos de alegria e de bem-estar otimizam o sistema imunológico, estimulando a produção de células de defesa por até 48 horas, momentos de tristeza, ansiedade e frustração diminuem os anticorpos por até 24 horas”, avisa Jean.

Um recurso que ajuda a lidar com o estresse é a técnica de mindfulness, definida como o estado mental que privilegia o ficar presente no aqui e agora, sem julgamentos e com atitude gentil. Participantes de um estudo de 2017 da Universidade de Georgetown, em Washington, nos Estados Unidos, após frequentarem um curso de oito semanas de mindfulness, apresentaram uma queda considerável nos níveis de cortisol e de substâncias inflamatórias quando submetidos a situações estressantes.

“Pode-se começar fazendo pausas de três minutos. Vale no carro, ao acordar, no trabalho, nas refeições”, ensina o médico Marcelo Demarzo, coordenador do Mente Aberta, centro de estudos e promoção da prática ligado à Universidade Federal de São Paulo. “Deve-se parar o que estiver fazendo e observar pensamentos, sensações físicas, barulhos e a respiração.” Pesquisas revelam que três pausas dessas por dia já trazem benefícios.

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Vem aí: Chá verde pode tratar sensibilidade dental

Um grupo de pesquisadores publicou recentemente um estudo na publicação científica ACS Applied Materials & Interfaces que relata o desenvolvimento de um novo composto com extrato de chá verde que pode auxiliar no combate à sensibilidade dental e à prevenção das cáries dentárias. Esta não é a primeira vez que o chá verde é reconhecido como benéfico para a saúde bucal.

Sensibilidade dental

De acordo com os cientistas, a sensibilidade dental acontece quando as camadas protetoras dos dentes estão desgastadas e expõe a dentina, que como sabemos atua como uma espécie de tecido que possui tubos microscópicos que, quando exposto e em contato com alimentos muito frios ou muito quentes provoca dor.

Biomaterial

O estudo detalha testes com um biomaterial, um composto de nano-hidroxiapatite e polifenóis de chá verde encapsulado em nanopartículas de sílica, que pode ajudar a combater a sensibilidade dentária ao mesmo tempo que combate a acidez da placa bacteriana e o desgaste da dentina, prevenindo ao mesmo tempo também as cáries dentárias. É o chá verde atuando como ferramenta natural em favor dos dentistas e da saúde dental de seus pacientes.

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Basta um por dia para se proteger do risco de demência

Talvez esteja na hora de se livrar de mais um preconceito – um preconceito contra alguns tipos de chás.

Há chás bem famosos, e você já deve estar bem ciente principalmente dos poderes do chá verde. Mas será que outros chás não têm igualmente potencial para fazer bem à saúde?

O Dr. Feng Lei, da Universidade Nacional de Cingapura, resolveu estudar esta questão e acabou com duas boas notícias: todos os chás são bons, desde que adequadamente preparados, e eles podem reduzir a deterioração cognitiva em até 86%.

Chá contra demência

Para atestar isso, o médico fez um experimento envolvendo 957 adultos chineses acima de 55 anos de idade. Eles foram acompanhados de 2003 até 2010 com testes de funções cognitivas, além do monitoramento dos estilos de vida, condições médicas, atividades físicas e, claro, quanto chá tomavam por dia.

Os resultados mostraram melhoras significativas na manutenção das funções cognitivas com a ingestão média de um copo de chá por dia – culminando com uma redução na deterioração cognitiva de 86% entre os participantes que possuíam uma característica genética que se considera aumentar o risco de Alzheimer.

“Embora o estudo tenha sido realizado em idosos chineses, os resultados podem aplicar-se a outras raças também. Nossos resultados têm implicações importantes para a prevenção da demência. Apesar de ensaios clínicos de alta qualidade de drogas, ainda não se conseguiu desenvolver terapias farmacológicas eficazes para transtornos neurocognitivos, como a demência, e as atuais estratégias de prevenção estão longe de serem satisfatórias,” ressaltou o Dr. Feng Lei.

Chá das folhas

Os benefícios a longo prazo da ingestão de chá são atribuídos pelo Dr. Lei aos compostos bioativos presentes nas folhas das plantas, tais como catequinas, teaflavinas, tearrubiginas e L-teaninas. Daí a importância de preparar o chá por infusão diretamente a partir das folhas, e não de preparados secos.

“Esses compostos apresentam potencial anti-inflamatório e antioxidante e outras propriedades bioativas que podem proteger o cérebro de danos vasculares e de neurodegeneração. Nossa compreensão dos mecanismos biológicos detalhados ainda é muito limitado, então precisamos de mais pesquisas para encontrar respostas definitivas,” concluiu Lei.

Os resultados foram publicados no Journal of Nutrition, Health & Aging.

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Vacina contra o HPV pode diminuir o risco de infecções orais causadoras do câncer oral

Um estudo realizado nos Estados Unidos constatou que a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) pode ajudar a reduzir infecções orais que causam câncer da boca e da garganta em 88%. No entanto, o impacto real da vacina em infecções de HPV oral permanece baixo, devido à fraca taxa de captação no país, principalmente no sexo masculino. A pesquisa é o primeiro grande estudo a explorar o possível impacto da vacina em infecções de HPV oral.

A autora sênior do estudo Profa. Maura Gillison, da University of Texas MD Anderson Cancer Center, disse que, apesar de as taxas de cânceres orais causados por HPV continuarem a subir a cada ano nos EUA, particularmente entre os homens, nenhum ensaio clínico tinha avaliado o potencial de uso da vacina contra o HPV para a prevenção de infecções de HPV oral que poderia levar ao câncer. “Dada à ausência de padrão ouro, dados dos ensaios clínicos, investigamos se a vacina HPV tem tido um impacto sobre infecções de HPV oral em jovens adultos na América”.

Utilizando os dados da National Health and Nutrition Examination Survey, o estudo examinou os registros de autorrelato de 2,627 jovens adultos com idade entre 18 e 33 anos, durante o período de 2011 a 2014 e comparados a aqueles que receberam uma ou mais doses da vacina de HPV com aqueles que não tinham. Incidindo sobre a prevalência de HPV16, 18, 6 e 11 – os quatro tipos abrangidos pelo HPV antes de 2016 – amostras de bochechos orais coletadas por instalações móveis de saúde foram testadas para o vírus no laboratório da Gillison.

Risco 88% menor

De acordo com os resultados, cepas de HPV investigadas foram encontradas em muito menos pessoas que tinham recebido vacina, demonstrando um menor risco em 88 por cento. No momento da coleta de dados, cerca de 18,3% de jovens adultos nos Estados Unidos relataram receber uma ou mais doses de vacina antes de 26 anos de idade, com vacinas mais comumente em mulheres do que em homens (29,2 versus 6,9%).

“Quando comparamos a prevalência em homens vacinados para os homens não vacinados, nós não detectamos quaisquer infecções em homens vacinados. Os dados sugerem que a vacina pode ser a redução da prevalência das infecções em cem por cento”, disse Gillison.

Vacina contra o HPV – proteção além do esperado

Aprovada em 2006 para evitar o câncer cervical em mulheres, e mais tarde de outros canceres, incluindo câncer anal em homens, o estigma negativo em torno da vacina contra o HPV está sendo usado apenas para prevenir infecções sexualmente transmitidas e não câncer, significou que ganhar a aceitação e sensibilização tem sido lento. Ator Michael Douglas levantou a questão publicamente há vários anos, quando culpou o seu câncer.

Sexo oral tem sido considerado como o principal fator de risco para a aquisição de uma infecção por HPV na boca ou na garganta, segundo Gillison. No entanto, ela explicou que o sexo oral não dá câncer. A infecção em casos raros pode evoluir para o câncer ao longo de muitos anos.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, 63 por cento das meninas adolescentes e 50% dos meninos adolescentes começaram com a série de vacinas contra o HPV nos EUA, há uma estimativa de 3.200 novos casos de cânceres orofaríngeos associados ao HPV diagnosticados em mulheres e cerca de 13.200 diagnosticados em homens de cada ano.

Os resultados do estudo, sob o título de “O impacto da profilaxia de papilomavírus humano (HPV) a vacinação em infecções de HPV oral entre os jovens adultos nos Estados Unidos”, será apresentado no encontro anual na American Society of Clinical Oncology’s 2017, que será em Chicago a partir de 2 a 6 de junho. O estudo recebeu financiamento do National Institute of Dental and Craniofacial Research of the National Institutes of Health.​

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Chicletes com Xilitol não protegem pacientes com aparelhos ortodônticos

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 Pacientes com aparelhos ortodônticos fixos são mais propensos a problemas bucais como cárie dentária. Como o xilitol tem demonstrado ter qualidades preventivas, especialmente para as pessoas com risco de moderado a elevado de degradação, pacientes ortodônticos são muitas vezes aconselhados a mascar chicletes contendo xilitol ou rebuçados. Um estudo recente, no entanto, descobriu que o xilitol não possui nenhum benefício clínico ou bacteriano, nestes pacientes.
 
O estudo procurou investigar os efeitos a longo prazo do xilitol na saliva e placa estreptococos do grupo mutans , que desempenham um papel importante no desenvolvimento da cárie dentária. Ele incluiu 41 homens e mulheres adolescentes e jovens adultos com idades entre 12-30 anos que foram submetidos à tratamento ortodôntico com aparelhos fixos entre os meses de Janeiro e Dezembro de 2009.
 
Os participantes foram divididos em três grupos. Os membros do primeiro grupo consumiu seis pedaços de goma de mascar xilitol por dia durante três meses depois de cada refeição, resultando em um total ingestão diária de 6 g de xilitol. O segundo grupo ate 12 xilitol para mastigar hortelã por dia para o mesmo período, também resultando em um total ingestão diária de 6 g de xilitol. Os participantes do terceiro grupo serviram como controles e não receber qualquer xilitol. Além disso, todos os participantes foram instruídos em higiene bucal, limpeza regular e aplicação tópica de flúor.
 
Exame clínico de três, seis e 12 meses iniciais mostraram que todos os três grupos tiveram uma redução nos escores de placa. No entanto, não houve diferença significativa entre os grupos. Além disso, todos os grupos apresentaram uma redução em placa contagem de estreptococos do grupo mutans , com uma redução significativa no mint. Após três meses iniciais, o grupo controle apresentou valores mais baixos que os outros dois grupos. Os pesquisadores também não encontraram diferença significativa nos índices CPO-D ou suporte quebrado entre os grupos durante todo o período de estudo, indicando que o xilitol não aumentam o risco de desenvolver cáries ou debonded aparelhos ortodônticos.
 
Como a maioria das placa bacteriana falta a capacidade de fermentar o xilitol em cariogênicos produtos finais e ele poderia, assim, inibir crescimento bacteriano, um número de organizações recomendam o uso odontológico xilitol na prevenção da cárie dentária. O California Dental Association, por exemplo, considera a ingestão total de 5 g de xilitol sob a forma de pastilhas elásticas ou rebuçados três a cinco vezes por dia ideal.
 
No entanto, com base em suas conclusões, os pesquisadores foram capazes de defender o seu uso como medida de prevenção de cárie, uma vez que não fornecem qualquer benefício mensurável adicionais. Eles concluíram que higiene bucal instruções e flor aplicação foram eficazes em participantes do estudo acompanhado ou não o xilitol foi consumida.
 
O estudo, intitulado “consultório a longo-prazo e efeito antimicrobiano de xilitol em pacientes com aparelhos ortodônticos fixos,” foi publicado na edição de Outubro do Curso de Ortodontia oficial.
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