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Saúde bucal durante a gravidez: saiba como manter

saúde bucal durante a gravidez

Como manter a saúde bucal durante a gravidez. É uma questão importante para se refletir.
A gestação traz muitas mudanças ao corpo da mulher. É altamente recomendável que a mulher não se esqueça de cuidar da sua saúde bucal durante a gravidez. É fundamental tratar de eventuais cáries dentais e quaisquer outros problemas.

Para tanto é importante que a mulher não deixe de visitar seu dentista durante esse período.
Estando grávida a mulher deve avisar seu dentista. Isso porque nem todos os tratamentos e procedimentos odontológicos podem ser realizados durante esse período.

Gravidez e gengivite

A inflamação e sangramento das gengivas (gengivite) são comuns e podem comprometer a saúde bucal durante a gravidez.
Alterações nos níveis hormonais no corpo da mulher podem causar aumento da circulação sanguínea na área da gengiva. Isso pode agravar o risco de sangramento.
Essas alterações também podem facilitar o acúmulo de placa bacteriana na linha das gengivas. Mais um fator que pode comprometer a saúde bucal durante a gravidez. Isso porque aumenta a probabilidade de infecção bacteriana.

É importante que a mulher cuide bem das suas gengivas mesmo antes de engravidar. Escovar e usar o fio dental pelo menos três vezes ao dia. E visitar seu dentista para uma limpeza profissional é essencial.

Dicas simples para manter a saúde bucal durante a gravidez

Desenvolver o hábito de fazer bochechos com água salgada para manter as gengivas limpas. Procurar ter uma dieta mais saudável sem alimentos refinados e açucarados e doces que promovam o acúmulo de placa bacteriana.
Evitar a todo custo uma infecção. É que muitos antimicrobianos e medicamentos outros podem ser perigosos e evitados durante esse período. Alguns antibióticos quando consumidos durante a gestação podem aumentar o risco de aborto espontâneo.
São medidas simples que poderão garantir uma adequada saúde bucal durante a gravidez.

Gravidez e cárie dentária

Em razão do acúmulo mais facilitado da placa bacteriana nas gengivas e nos dentes, a cárie também pode surgir.
O enjoo matinal (que pode incluir episódios de vômito) também pode promover cáries. Isso porque cria um ambiente ácido que corrói o esmalte dos dentes.

Problemas bucais não são apenas um problema para as mães, mas também para o bebê. É que problemas como periodontite e cáries aumentam o risco de nascimento prematuro, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia é uma condição perigosa caracterizada por pressão alta, altos níveis de proteína na urina e inchaço nas extremidades.

Tumores da Gravidez

Algumas mulheres desenvolvem nódulos não-cancerígenos chamados erroneamente de “tumores da gravidez”, que na verdade não são perigosos.
Esses minúsculos pedaços formam-se entre os dentes e aparecem com mais frequência durante o segundo trimestre. Também chamado de “granuloma piogênico”, eles podem sangrar facilmente e causar desconforto.
O dentista pode recomendar a remoção. Porém, se eles não causam incômodo à gestante, o melhor é aguardar. É que na grande maioria das vezes esses caroços desaparecem espontaneamente depois da mulher ter dado à luz.

Dentes soltos

Os dentes podem se soltar durante a gravidez. Isso pode ocorrer mesmo que as gengivas da gestante sejam saudáveis. É que os níveis mais elevados de progesterona e estrogênio podem afetar os ligamentos que sustentam os dentes.
Mais uma vez, essa condição é temporária e não leva à perda do dente.

Mais uma vez é importante que a mulher, para garantir sua saúde bucal durante a gravidez, consulte seu dentista sobre o desconforto causado por dentes soltos.

A alteração dos níveis hormonais traz um risco maior de várias condições. Dentre elas, o aumento do volume das gengivas e dentes soltos. Uma boa limpeza profissional irá garantir que as gengivas e dentes da gestante não apresentem placa. A consulta odontológica também poderá garantir que quaisquer sinais de cáries ou doenças nas gengivas sejam tratados com medicamentos e técnicas seguras.
Se a mulher está pensando em engravidar ou já está esperando um bebê, deve transformar em prioridade a sua saúde bucal durante a gravidez.

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Suplementos durante a gravidez: o que é seguro e o que não é

A gravidez pode ser uma das experiências mais excitantes e felizes na vida de uma mulher. No entanto, também pode ser um momento confuso e complicado para algumas futuras mães.
A internet, revistas e anúncios inunda as mulheres com conselhos sobre como se manter saudável.
A maioria das mulheres sabe que mariscos com alto teor de mercúrio, álcool e cigarros estão fora dos limites durante a gravidez.
Porém muitas mulheres não sabem que algumas vitaminas, minerais e suplementos de ervas devem também ser evitados. Informações sobre quais suplementos são seguros e quais não são seguros. Muitas vezes, isso varia entre as fontes, tornando as coisas ainda mais complicadas.
Este complemento do artigo detalha quais suplementos são considerados seguros durante a gravidez. E também explica por que alguns suplementos devem ser evitados.

Consumir os nutrientes certos é importante em qualquer etapa da vida. Isso é especialmente crítico durante a gestação. É que mulheres grávidas precisam nutrir a si mesmas e seus bebês em desenvolvimento.

Gravidez aumenta a necessidade de nutrientes

Durante a gravidez, a ingestão de macronutrientes de uma mulher precisa crescer significativamente. Macronutrientes incluem carboidratos, proteínas e gorduras.
Por exemplo, o consumo de proteína precisa aumentar de 0,8 gramas por kg de peso corporal para mulheres não grávidas para 1,1 gramas por kg de peso corporal para mulheres grávidas .No entanto, a necessidade de micronutrientes, que incluem vitaminas, minerais e oligoelementos, aumenta ainda mais do que a necessidade de macronutrientes.

Vitaminas e minerais suportam o crescimento materno e fetal em todas as fases da gravidez. São obrigados a apoiar funções críticas, como crescimento celular e sinalização celular.
Algumas mulheres são capazes de atender a essa demanda crescente apenas através de uma dieta bem planejada, rica em nutrientes. Outras, no entanto, não conseguem.

Mulheres grávidas que podem precisar tomar suplementos vitamínicos e minerais. Conheça as razões

  • Deficiências nutricionais: Um exame sanguíneo pode revelar que a gestante apresenta deficiência de uma vitamina ou mineral. A correção dessas deficiências é fundamental. Isso evita a falta de nutrientes como o folato, que tem sido associada a defeitos congênitos.
  • Hiperemese gravídica: Esta complicação na gravidez é caracterizada por náuseas e vômitos intensos. Pode levar a perda de peso e deficiências nutricionais.
  • Restrições dietéticas: Mulheres que seguem dietas específicas, incluindo veganos e pessoas com intolerâncias alimentares e alergias. Nesses casos podem precisar suplementar com vitaminas e minerais para evitar deficiências de micronutrientes .
  • Tabagismo: É absolutamente crítico que as mães evitem cigarros durante a gravidez. Aquelas que não conseguem parar de fumar têm uma maior necessidade de nutrientes específicos, como vitamina C e folato.
  • Gravidezes múltiplas: As mulheres que vão dar à luz mais de um bebé têm necessidades mais elevadas de micronutrientes do que as mulheres que gestam um bebê. A suplementação é frequentemente necessária para garantir uma nutrição ideal para a mãe e seus bebês.
  • Mutações genéticas como MTHFR: MTHFR é um gene que converte folato em uma forma que o corpo pode usar. Mulheres grávidas com essa mutação genética podem precisar suplementar com uma forma específica de folato para evitar complicações.
  • Dieta pobre: ​​Mulheres que com dietas inadequadas são aquelas que consomem alimentos com baixo teor de nutrientes. Nesse caso se faz necessária a suplementação de vitaminas e minerais para evitar deficiências.

Especialistas, como os do Congresso Americano de Obstetrícia e Ginecologia fazem uma importante recomendação. Eles recomendam que todas as gestantes tomem um suplemento pré-natal de vitamina e ácido fólico. É aconselhável preencher lacunas nutricionais e prevenir defeitos congênitos como a espinha bífida.

Consumo de chás à base de ervas medicinais durante a gravidez

Além dos micronutrientes, os chás e suplementos de ervas são populares.

Um estudo descobriu que cerca de 15,4% das mulheres grávidas nos EUA usam suplementos de chás e ervas medicinais.

De forma alarmante, mais de 25% dessas mulheres não informaram o médico que estavam tomando.

Não dispomos de dados oficiais para o nosso país. Mas esse percentual aqui no Brasil acredito eu deve ser superior ao verificado nos EUA.

Embora alguns suplementos de ervas possam ser seguros durante a gravidez, há muitos que podem trazer problemas.

Embora algumas ervas possam ajudar com complicações comuns da gravidez, como náusea e dor de estômago, algumas podem ser prejudiciais à mãe e ao feto. O risco é grande, pois existem ervas medicinais com propriedades abortivas.

Assim, deve-se tomar todo o cuidado no consumo de chás e qualquer tipo de insumo de origem vegetal desconhecida.

Fontes: Dental News, healthline
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Má higiene dental pode afetar fertilidade masculina

Se quisermos aumentar as chances de engravidar e gerar uma criança que seja o mais saudável possível, faz sentido que tanto o homem quanto a mulher sejam tão saudáveis ​​quanto possível. Então, isso levanta a questão: a fertilidade masculina pode ser afetada pela má saúde bucal?

A resposta é um SIM definitivo, diz o Dr. Lewis Ehrlich, do Centro Odontológico Holístico de Sydney. Isso pode ser um choque para muitos de nós, já que a boca é tantas vezes vista isolada do resto do corpo. No entanto, com o passar do tempo, estamos vendo muitas conexões entre o modo como sua saúde bucal afeta sua saúde geral.

Inflamação crônica – condição de alto risco

Tomemos a doença gengival para ilustrar esta relação. A doença da gengiva, que é uma das patologias mais comuns em todo o mundo, está ligada a condições como doenças cardíacas, diabetes, derrame e câncer (só para citar algumas). O denominador comum em todas essas condições de saúde é a inflamação crônica. Isso é extremamente prejudicial à saúde, e nossas gengivas (se não estivermos cuidando delas) são um dos locais mais comuns de inflamação crônica no corpo. A redução dos níveis de inflamação de deve ser um dos objetivos se estivermos falando sobre fertilidade e evitando dificuldades com a concepção.

Um estudo recente no Journal of Clinical Periodontology mostrou que altos níveis de placa bacteriana e sangramento nas gengivas são um fator de risco para a baixa motilidade e contagem dos espermatozoides. Para piorar ainda mais a coisa para os homens, um estudo recente no Journal Of Human Reproductive Science mostrou uma correlação clara entre a doença gengival crônica e a disfunção erétil.

Disfunção erétil

“As evidências estabeleceram um link positivo na periodontite crônica e disfunção erétil”, indicaram os resultados. “Também foi sugerido que a periodontite crônica deveria ser considerada fator de risco para a disfunção erétil e o tratamento da periodontite poderia ser útil na melhora da disfunção erétil. A importância da saúde bucal deve ser considerada pelo dentista e pelo médico como uma forma de tratamento preventivo não apenas para a disfunção erétil, mas também doenças sistêmicas mais graves no melhor interesse da saúde do paciente “.

Quando se trata de saúde dental e sua influência sobre a fertilidade masculina e saúde genital, a boa notícia é que grande parte do controle desses problemas potenciais dependem do indivíduo. Seguir estas recomendações do Dr. Ehrlich significa afastar riscos em potencial e ótimas dicas para os seus pacientes:

  • Escove os dentes usando técnica adequada ao menos três vezes por dia durante 2 minutos;
  • Faça uso do fio dental 1 a 2 vezes por dia, certificando-se de passar o fio dental sob as gengivas de forma a evitar a formação de tártaro;
  • Pratique Oil pulling (“bochecho com óleo” em tradução livre), o ideal são 15 minutos;
  • Evite o consumo de carboidratos refinados / processados;
  • Coma alimentos diariamente que sejam sazonais, locais, orgânicos e ricos em ômega-3, vitamina C, D, antioxidantes e fibras;
  • Consultar o dentista para fazer check-ups e realizar profilaxias ao menos a cada 6 meses.

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Cuidados da odontologia com pacientes oncológicos

Nos pacientes oncológicos, os cuidados com a saúde bucal são muito importantes.
Pacientes oncológicos têm maiores chances de desenvolver lesões dentárias e que tipo de tratamentos devem procurar no pré, pós e durante os tratamentos oncológicos.
A recomendação de fazer uma avaliação odontológica serve para todo paciente oncológico, não somente aqueles com tumores de cabeça e pescoço.

Um dos fatores a serem avaliados é a presença de algum foco de infecção, que pode ser uma doença periodontal ou cáries muito profundas. A consulta é de extrema importância, porque os pacientes que fazem uso de quimioterápicos ficam com o sistema imunológico mais debilitado, e a existência de uma doença periodontal, por exemplo, que o paciente nem sabia que tinha, poderá se agravar e resultar num grande problema, mas também, com leucemias e linfomas. Alguns dentes com mobilidade poderão ser removidos antes de iniciar o tratamento oncológico.

Por outro lado, quando se iniciam os tratamentos oncológicos podem ocorrer certas problemas orais

Mucosite oral

Frequentemente se manifesta na forma de feridas semelhantes a aftas e que podem ser bastante dolorosas para o paciente, afetando, em alguns casos, a capacidade de mastigação.

Uma das formas de prevenção da mucosite é a laserterapia de baixa intensidade. O laser é um bioestimulador que auxilia na redução do processo inflamatório, modula a dor e auxilia no processo de reparo do tecido lesado. É importante conversar com seu oncologista sobre essa possibilidade.

Xerostomia

Xerostomia é condição razoavelmente predominante, afetando 5.5%−46% da população adulta. A incidência do xerostomia aumenta com idade, com quase metade da queixa idosa da população de ter boca seca. Contudo, permanece obscura se há um relacionamento direto entre a idade avançada e a produção reduzida da saliva ou se este é devido ao número aumentado de medicações tomadas geralmente pelas pessoas idosas.

Papel da saliva

A produção apropriada da saliva é importante para o conforto do paciente e sua higiene dental. A saliva cobre a boca e os dentes com a umidade constante, assim fornecendo a lubrificação e a proteção à cavidade oral. A saliva contem diversas proteínas que funcionam na digestão, na atividade antibacteriana, e na manutenção do pH oral apropriado. A insuficiente produção da saliva pode afetar a mastigação, a absorção, o discurso, o gosto, e a higiene dental. A saliva é muito importante para os dentes por conta da proteção da deterioração dental pelo fato de limitar o crescimento das bactérias, neutralizar ácidos de alimento, e os ajuda a retirar partículas de alimento alojadas nos dentes.

Sintomas

Os sintomas do xerostomia podem incluir uma boca seca persistente e densamente ou a saliva mucoso carregado. Os dentistas podem reconhecer a insuficiente associação da saliva na boca durante exames dentais. Muitos sofredores de xerostomia relatam mudanças no gosto e na dificuldade de engolir o alimento quando o mastigam, especialmente alimentos secos tais como biscoitos ou produtos como o pão. A necessidade e o desejo de beber frequentemente a água se mostram aumentados. Alguns pacientes com xerostomia igualmente experimentam um burning ou uma sensação de formigamento na língua ou na boca.

A xerostomia pode ter efeitos severos na saúde dental; geralmente aumenta no número de cavidades dentais, de doenças gengivais, e de mau hálito. Os sofredores de Xerostomia que vestem dentaduras tipicamente têm o problema de mantê-las no lugar e queixam-se de dores oriundos do uso da dentadura.

Uma xerostomia não tratada pode conduzir às infecções bucais, infecções da glândula salivar, e língua com rachaduras devido à secura.
Consequentemente, a detecção precoce e o tratamento da xerostomia são importantes para a saúde e o bem estar do paciente.

Muitas vezes, o paciente em tratamento oncológico precisa tomar opiáceos e antidepressivos. Alguns ainda tomam outros medicamentos, porque possuem outras doenças associadas, como pressão alta, diabetes e doença renal. Por conta disso, é extremamente comum surgir um quadro de xerostomia.
O paciente com boca seca tem mais placas bacterianas, o que acumula mais agentes agressivos e produz mais toxinas, aumentando o risco da mucosite, referida anteriormente.

Cárie de radiação

Causada pelo efeito da radioterapia, provoca efeitos diretamente nos dentes, principalmente sobre os odontoblastos, diminuindo a capacidade de produção de dentina reacional. O esmalte também sofre alterações e torna-se mais vulnerável à cárie. Atua indiretamente aumentando a suscetibilidade de cárie por meio de diminuição ou até interrupção da salivação. Tais alterações propiciam o desenvolvimento desse tipo de cárie que ocorre principalmente no terço cervical, iniciando-se pela face vestibular e posteriormente pela lingual progredindo ao redor do dente, como uma lesão anelar, que pode levar à amputação da coroa.

Gengivite

Com o baixo número de plaquetas ele pode acontecer, inclusive, de forma espontânea. Mas também pode ser advindo de uma retenção maior da placa bacteriana causada pela higiene, ou falta dela. Consequência ou não de mucosite e xerostomia, por exemplo.

Periodontite

A perda dos dentes não costuma ser comum em pacientes em tratamento do câncer, porém pode acontecer caso os cuidados de higiene não sejam realizados corretamente ou não haja um histórico de controle periódico e visita regular ao dentista.

Perda do paladar

O tratamento causa alterações importantes no organismo, entre elas as que ocorrem nas papilas gustativas, fazendo com que o paciente não sinta os sabores de alguns alimentos.

Infecções oportunistas (bacterianas, viróticas ou fúngicas)

A baixa imunidade deixa o paciente bem susceptível, por isso todo cuidado é pouco quando o assunto são as infecções.

Osteorradionecrose

Sequela de ocorrência tardia, com incidência maior nos primeiros três anos pós-radioterapia. Pode ser provocada por traumas como exodontias, procedimentos invasivos e cirúrgicos, próteses mal adaptadas e infecções periodontais e periapicais por toda a região irradiada previamente, sendo a mandíbula o osso mais comumente envolvido. Provoca uma redução da atividade dos osteoblastos e alteração nos vasos sanguíneos, tornando o osso menos irrigado e, consequentemente, mais vulnerável a infecção e com menor capacidade de reparação. Acomete pacientes submetidos à radioterapia.

Prevenção e tratamento

Para tratar e amenizar os problemas bucais, é fundamental, antes de tudo, que durante todo o tratamento e até mesmo antes de começá-lo, o paciente tenha um acompanhamento odontológico. A higiene bucal não pode ser deixada de lado, mesmo que a região da boca esteja dolorida. Nesse momento é mais indicado o uso de escovas extra macias e bochechos com soluções antissépticas sem álcool.

Recomendações a serem seguidas durante o tratamento do câncer:

  • Escovar os dentes com pasta contendo flúor;
  • Passar fio dental suavemente;
  • Fazer gargarejos com bicarbonato de sódio;
  • Escolher alimentos que exijam pouca ou nenhuma mastigação;
  • Evitar alimentos ácidos, picantes, salgados e secos.

Mucosite oral

Para aliviar a mucosite oral, o paciente pode utilizar soluções isotônicas e anti-inflamatórios. O tratamento com laser de baixa potência também foi relatado como eficiente na diminuição da severidade e duração das mucosites em pacientes que foram irradiados ou submetidos ao tratamento quimioterápico. É importante fornecer também orientação quanto à dieta e manutenção da hidratação. Nos casos mais graves, considerar o uso de antimicrobianos tópicos e sistêmicos.

Xerostomia

Recomenda-se estimular o fluxo salivar por meio de gomas de mascar sem açúcar. O uso de saliva artificial contendo íons essenciais, componentes com mucina e pH entre 6 e 7, também pode ser sugerido. O uso de fluoretos (gel ou solução) e reposição de líquidos também. Quanto aos lábios, pode-se usar protetor labial à base de lanolina.

Cáries

O tratamento das lesões de cárie pode ser realizado por meio de ART (Atraumatic Restorative Treatment), ou seja, remoção de tecido cariado por meio de curetas e colocação de cimentos ionoméricos.

O amálgama é contraindicado como material restaurador, pois é fonte secundária de radiação quando o paciente é submetido à radioterapia em região de cabeça e pescoço.

Nos casos de lesões de cárie avançada, demonstrando possível comprometimento pulpar, o tratamento endodôntico é recomendado para dentes permanentes. Já para dentes decíduos recomendamos a exodontia dos elementos dentários envolvidos.

Gengivite

O sangramento nas gengivas também pode estar associado à placa bacteriana, que causa uma inflamação no local. Para evitá-lo, o profissional deve acompanhar com o paciente a forma correta de realizar a escovação e, se for necessário, remover essas placas através do tratamento periodontal.

Periodontite

Os casos de comprometimento periodontal, o tratamento de raspagem e alisamento radicular é indicado. Entretanto, dentes apresentando bolsa periodontal (≥ 6 mm) e/ou mobilidade excessiva podem ser extraídos pois, além de serem fontes infecciosas, podem ser fatores complicadores caso seja necessária a realização de exodontia após a radioterapia, em função do risco de osteorradionecrose. As pessoas que fazem radioterapia na região da cabeça e do pescoço ou que fizeram uso dos medicamentos do grupo de bifosfonatos (utilizados no combate a problemas ósseos), tem restrição à colocação de implantes.

Infecções oportunistas

Exigem todo o cuidado possível. Para tratá-las, são indicados medicamentos tópicos ou orais, que só devem ser utilizados com o acompanhamento médico e do dentista.

Uso de aparelhos ortodônticos

Deve ser suspenso durante o tratamento para evitar sangramentos e possíveis infecções. Apenas após dois anos de remissão pode ser feito o tratamento ortodôntico normalmente. Havendo presença de qualquer infecção, a antibioticoterapia deverá ser realizada. O uso de sialogogos sistêmicos também pode ser recomendado, como o cloridrato de prilocarpina, mas é importante avaliar suas contraindicações.

A prevenção é a grande arma para evitar quadros graves, muitas vezes incuráveis e até incontroláveis, do ponto de vista local e sistêmico, que levam a um forte impacto na qualidade de vida do paciente comprometendo sua saúde, deve ser realizada uma avaliação completa antes do início da radioterapia, verificando as condições dos dentes e o prognóstico do paciente.

A correta compreensão desses sinais e sua correlação com sintomas e drogas ou radiação utilizadas nos tratamentos oncológicos tornam esses tipos de manifestações mais previsíveis, o que facilita a prevenção e o tratamento dessas condições, oferecendo uma melhor qualidade de vida a esses pacientes, sendo de grande importância a integração da odontologia na equipe médica de oncologia.

Fontes: News Medical Life Sciences , Dental Cremer , Revista Onco
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Medicamentos no dia a dia da Odontologia

A prescrição de fármacos é algo comum e muito habitual no dia a dia do dentista. Buscar a segurança do paciente é fundamental, devido ao possível risco de efeitos adversos, contraindicações, além da relevância do aspecto econômico, representado pelo preço dos medicamentos.

A base da grande maioria das prescrições de medicamentos em odontologia consiste em três tipos de fármacos: analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos, cujos objetivos são combater a dor, a inflamação e a infecção. Só em certas situações especiais se recorre a corticoides ou ansiolíticos.

Que é o analgésico com maior grau de segurança?

A melhor opção quanto a potência analgésica e segurança é o ibuprofeno (400-800 mg), que também pode ser utilizado em crianças. Outras alternativas são o diclofenaco (50-100 mg) e o ácido acetilsalicílico 1000 mg, mas estes têm mais efeitos adversos e não podem ser usados em crianças de pouca idade.

A dipirona (500-1000 mg) também é uma boa alternativa devido à sua grande potência analgésica. No entanto, apresenta pouco efeito anti-inflamatório. Em alguns pacientes, os AINE (anti-inflamatórios não esteroidais) e a dipirona estão contraindicados, sendo a alternativa o paracetamol 1000 mg com codeína 60 mg.

Há provas convincentes de que as combinações de paracetamol e outros AINE, tais como ibuprofeno e diclofenaco, são superiores a um agente único em eficácia e segurança no combate à dor, ainda que, se tais combinações forem utilizadas, devem se restringir a curtos espaços de tempo.

Quais efeitos adversos podem ocorrer?

Segundo estudos recentes, os efeitos adversos provocados por estes fármacos não são muito frequentes, mas, em certos casos específicos, podem ser geradores de condições bastante graves. Importante averiguar o histórico medicamentoso e familiar do paciente e reações de hipersensibilidade já apresentadas a medicamentos.

Embora em pacientes saudáveis geralmente não surjam problemas, os erros nas dosagens, o desconhecimento dos efeitos secundários ou das interações medicamentosas, as diretrizes erradas ou, inclusive, a presença de alguma patologia que o paciente ignorava podem causar reações adversas ou efeitos secundários a que se deve ter muita atenção.

As eventuais interações medicamentosas devem ser verificadas previamente à prescrição, especialmente em idosos (pacientes polimedicados).

Efeitos adversos mais comuns

  • Gastrointestinais: irritação gástrica, feridas, úlceras pépticas, hemorragia ou perfuração, diarreia, náuseas e vômitos. São os mais frequentes.
  • Renais: retenção de sódio e água e insuficiência renal crônica.
  • Hepáticos: elevação das transaminases e insuficiência hepática. São mais raros.
  • Sistema nervoso central: dor de cabeça, confusão mental, alterações do comportamento ou convulsões.
  • Hematológicos: hemorragia, trombocitopenia ou anemia são os mais comuns.
  • Outros: exacerbação da asma, polipose nasal, erupções cutâneas, prurido…

Estas reações adversas podem ser classificados em dois grupos: tipo A (75-80% do total), derivadas dos efeitos farmacológicos do medicamento e, por consequência, previsíveis e dependentes da dose; e tipo B (20-25%), independentes do efeito do medicamento, imprevisíveis e não dependentes da dose.

Recomendações para a utilização de analgésicos em odontologia de forma segura e eficaz

  • Administrar doses mínimas adequadas a cada caso.
  • Consumir antes que a dor apareça: este modo de administração é mais potente, evitando o aparecimento de picos de dor e prevenindo a extensão de desconfortos em regiões periféricas.
  • Administrar regularmente, não só quando necessário: o descanso noturno deve ser respeitado. Posologias a cada 6-8 horas são as mais indicadas, pois melhoram o efeito placebo do medicamento contra a dor e permitem modificar a dose, aumentando ou reduzindo esta de acordo com a sua eficácia. Já posologias em intervalos muito curtos, a cada 2-4 horas, são pouco práticas, e aquelas a cada 24 horas se mostram eficientes nas dores crônicas, mas não no caso das odontológicas.
  • Usar de preferência a via oral: dado que é a mais habitual e fácil, por ser a menos invasiva.

Finalmente, cabe ressaltar que a administração de AINEs em intervalos de 5-10 dias, como é frequente em tratamentos odontológicos, é extremamente segura e bem tolerada, como demonstrado por estudos clínicos, sendo o paracetamol o mais bem adequado nestas condições.

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Semana da Saúde Bucal: uma ideia válida e muito interessante

De 7 a 13 de Agosto de 2017, a Associação Dentária Australiana (ADA) celebrou a “Dental Health Week” (Semana da Saúde Bucal), a maior campanha de saúde bucal do país. O evento busca conscientizar e salientar a importância da saúde bucal entre a população, e motivar os profissionais da odontologia a tornarem-se mais ativamente engajados entre si e com a comunidade que atendem.

Com o tema “Oral health for busy lives” (Saúde bucal para vidas ocupadas), a Semana da Saúde Bucal deste ano estimula as pessoas a considerar o quanto fácil a prática de higiene bucal pode ser encaixada na rotina diária, independentemente de quanto corrida essa seja. Escovar os dentes e usar o fio dental leva poucos minutos, e a consulta ao dentista para revisões pode promover uma saúde bucal que irá se refletir em economia de tempo, dinheiro e na prevenção de problemas sérios de saúde.

Medidas simples e eficazes

Como parte da Semana de Saúde Bucal, a ADA ofereceu quatro dicas simples para todos, não importa quão ocupados sejam. Dentistas são encorajados a comunicar as seguintes dicas aos pacientes, e que consideramos importante destacar:

1. Escovar os dentes duas vezes ao dia, com creme dental fluoridificado.
2. Usar o fio dental no mínimo uma vez ao dia.
3. Comer saudavelmente. Reduzir a ingestão de bebidas e alimentos açucarados.
4. Consultar um dentista regularmente para check-ups.

Profissionais da odontologia podem encontrar orientação (em inglês) para promover seus próprios eventos durante a campanha profissional em www.ada.org.au/Dental-Health-Week.

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Recomenda-se cautela na indicação ou uso de adoçantes

Os autores de um novo estudo, analisando se o consumo de adoçantes artificiais está associado a efeitos negativos em longo prazo no peso, doenças cardíacas e outras doenças, alertaram ser necessário exercer cautela no seu uso até que os riscos e benefícios de longo prazo para estes produtos estejam plenamente caracterizados.

No estudo, publicado no CMAJ (Canadian Medical Association Journal) , os autores conduziram uma revisão sistemática de 37 estudos que acompanharam 400.000 pessoas por 10 anos em média. Sete desses estudos foram estudos clínicos controlados randomizados (randomised controlled trials, RCTs) envolvendo 1.003 pessoas.

Adoçantes podem aumentar o peso, ao invés de diminuí-lo

Evidências dos RCTs não apoiavam claramente os benefícios pretendidos de adoçantes não nutritivos no controle de peso. Além disso, dados observacionais sugeriram que o consumo rotineiro de adoçantes pode estar associado ao aumento em longo prazo do IMC e a um risco elevado de doenças cardio metabólicas. Contudo, os autores disseram que estas associações ainda não foram confirmadas em estudos experimentais.

A autora principal do estudo, Dra. Meghan Azad, disse que “tendo em vista o uso disseminado e crescente de adoçantes artificiais e a atual epidemia de obesidade e doenças correlatas, são necessárias mais pesquisas para determinar os riscos e benefícios de longo prazo desses produtos”. “É necessário exercer cautela até que os efeitos de longo prazo dos adoçantes artificiais na saúde estejam plenamente caracterizados”, acrescentou a Dra. Azad.

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