redução de custos

Descoberta pode reduzir custos de implantes dentários

Como todos sabemos, cuidar dos dentes não é uma mera necessidade estética, mas também de saúde pública.
A ausência parcial dos dentes dificulta a alimentação, a fala e pode também prejudicar o convívio social, tanto nos momentos de lazer quanto na procura, por exemplo, por um novo emprego. O Sistema Único de Saúde (SUS) entende que esse é um problema de saúde pública e já oferece a possibilidade de implante dentário, seja com reabilitação com prótese fixa ou removível.

O procedimento, contudo, ainda é oferecido de forma limitada. Um novo biomaterial produzido por pesquisadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), de custo muito inferior aos disponíveis no mercado, pode mudar essa realidade. O registro da patente já foi encaminhado e, em seguida, deverá ser feito o pedido de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que a produção e comercialização em larga escala seja iniciada.

Biocerâmicas

As biocerâmicas com base nos fosfato de cálcio são os principais materiais pesquisados pela rede de Bioengenharia de Estado do Rio de Janeiro, constituída por grupos de pesquisa do CBPF, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Universidade Federal Fluminense (UFF). A rede participa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Medicina Regenerativa (INCT/Regenera), coordenado pelo professor Antônio Carlos Campos de Carvalho, da UFRJ, com apoio da FAPERJ, e que tem como um dos seus focos o desenvolvimento de materiais que promovam a regeneração e substituição óssea. Dentre eles, a hidroxiapatita nanoestruturada tem sido uma das soluções encontradas para acelerar a recuperação clínica de pacientes com perdas ósseas irreversíveis. E foi este o ponto de partida utilizado pelos pesquisadores do Laboratório de Biomateriais (Labiomat) do CBPF, sob a coordenação do pesquisador Alexandre Malta Rossi. O resultado é um material com custos bem inferiores aos similares disponíveis comercialmente no Brasil. Um material que levou sete anos para ser finalizado, entre o desenho inicial a conclusão de testes com humanos.

O que é biomaterial

Um biomaterial é uma substância ou substâncias com a capacidade de avaliar e restabelecer funções, reparar e substituir tecidos ou órgãos do corpo humano. Os implantes ortopédicos metálicos constituem um exemplo de biomaterial funcional. Mas há aqueles que têm o papel de ativar a regeneração óssea, como foi o caso do material produzido.

Os pesquisadores trabalharam com um fosfato de cálcio nanoestruturado produzido em laboratório com composição química similar à parte mineral do osso. “Essa é uma tendência das pesquisas atuais, pois com a diminuição do tamanho do material, as partículas adquirem comportamentos diferentes e se tornam mais ativas”, explica Rossi.

Ao invés de utilizar o fosfato de cálcio na forma cerâmica como geralmente pode ser encontrado no mercado, o grupo desenvolveu um compósito não cerâmico formado por hidroxiapatite nanoestruturada e um polímero biocompatível.

O resultado é um biomaterial reabsorvível pelo organismo e com grande eficiência na reparação de danos e doenças ósseas. “A fácil adesão das células ósseas à nossa matriz biocompatível constitui um facilitador do crescimento rápido do tecido ósseo”, detalha o pesquisador.

Metodologia

A primeira fase da pesquisa envolveu testes com células. Em seguida, a etapa clínica foi iniciada. A seleção dos participantes envolveu os pré-requisitos de ausência total de dentes e também de perda óssea. Em cada um dos pacientes, foi realizado o levantamento do seio maxilar bilateralmente, sendo que de um lado foram implantadas as microesferas da hidroxiapatita carbonatada nanoestruturada e, do outro lado, as microesferas associadas à fase líquida de fatores de crescimento, obtidos do sangue do próprio participante.

A pesquisadora Mônica Calasans conta que oito entre dez participantes da pesquisa informaram em questionário que o fator mais importante da nova prótese implantada foi a questão social e, em seguida, a função mastigatória. “Alguns pacientes relataram que não conseguiam empregos, relacionamentos e nem comer alimentos fibrosos, raízes ou carnes pela ausência dos dentes”, afirma.

Estrutura dentofacial influencia no envelhecimento do rosto

De acordo com a pesquisadora, mesmo a prótese móvel, a chamada dentadura, pode trazer algumas dificuldades para o paciente.

“A diferença da prótese fixa para a prótese móvel é grande. Ela permite uma ancoragem que facilita a mastigação tão eficiente quanto se fossem seus próprios dentes, não tem aquele desconforto de ficar tirando e colocando. A dentadura faz pressão sobre o osso e vai provocando mais reabsorção óssea. A perda dos dentes e a consequente perda óssea por falta do estímulo da mastigação provocam um aprofundamento da região paranasal criando um aspecto mais envelhecido com sulcos profundos”.

Um resultado importante da pesquisa foi que, em ambos os casos, o material com e sem a inclusão da fase líquida dos fatores de crescimento, se conseguiu a altura vertical óssea, para a reconstrução interna do osso, para que posteriormente o implante fosse instalado.

Enquanto aguarda a liberação do registro da patente do biomaterial, Mônica comemora a ampliação do laboratório e o maior espaço para a continuidade de testes de novos materiais, com os recursos do edital Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS) – uma parceria do Ministério da Saúde com algumas fundações de amparo à pesquisa, entre elas a FAPERJ, e desenvolvido em parceria com o CPBF e com o Inmetro.

Novas instalações

A nova estrutura permitiu acomodar de forma mais ergonômica um sistema de equipamentos, produzidos pela EXAKT System, comprado com recursos da Rede de Bioengenharia do estado do Rio de Janeiro.
O equipamento demorou alguns meses para ser instalado, após ter ficado preso na alfândega e, posteriormente, aguardando da chegada de um engenheiro da empresa alemã. Ele permite incluir fragmentos de osso em um bloco de resina, sem realizar a desmineralização, conservando seu estado natural, além de realizar cortes para análise com a precisão de poucos micrômetros. “Esse equipamento nos permite receber amostras de vários parceiros de pesquisas de todo o Brasil e também de fora do País.

Pesquisadores da UFRJ, do IME [Instituto Militar de Engenharia], do Inmetro, da Uerj [Universidade do Estado do Rio de Janeiro] e do próprio CBPF, além de pesquisadores de outros países, têm processado materiais neste equipamento no laboratório da UFF”, afirmou a pesquisadora.

Fonte: Faperj

 

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Como reduzir gastos nas clínicas odontológicas

A rentabilidade de uma Clínica Odontológica pode ser alavancada mediante o aumento das receitas ou redução dos gastos totais. Idealmente, um cenário em que se verifique ambas as situações. “Redução de custos” é uma expressão cada vez mais utilizada nos dias de hoje. O segmento odontológico não é uma exceção. As clínicas têm cada vez mais consciência da importância da racionalização dos custos, pois gerar aumento de receitas não é tarefa fácil nos dias atuais, fruto do crescente aumento da concorrência.

Importante ter em mente que o mercado em que atuamos é limitado e que a captação de novos pacientes tende a diminuir ao longo do tempo. Uma clínica com 10 anos de existência não terá, na teoria, o mesmo ritmo de captação de novos pacientes que uma clínica com apenas 2 anos de vida. Importante ressaltar a necessidade de criar programas e ações que potencializem a fidelização e manutenção dos pacientes atuais e, consequentemente, o aumento da média de visitas anuais de cada um deles.

Importante relembrar que entre 40% a 50% dos pacientes indica a proximidade geográfica como principal motivo de adesão. Acaba não sendo a influência da recomendação de amigos ou familiares, como muitas das vezes é subentendido.

Disciplina

Se não houver uma gestão disciplinada e rigorosa ao longo dos anos facilmente irá se observar a criação de “gorduras” desnecessárias na clínica, que devem ser eliminadas no menor tempo possível.

Muito recorrente se pensar que a forma mais rápida e eficaz de reduzir os custos seja diminuindo o quadro de pessoal. Nem sempre. Uma ação desta natureza apenas fará sentido se a diminuição do volume de negócios for significativa ou se adotarmos uma estratégia de atuação que não implique a colaboração de tantos recursos humanos.

Layoff

Os programas de layoff (redução temporária do período de trabalho ou suspensão do contrato de trabalho, por iniciativa da entidade patronal, durante um período de tempo, na condição de tal medida se mostrar indispensável para a viabilidade econômica da empresa) que algumas clínicas odontológicas têm vindo a adotar podem ter um impacto negativo na produtividade dos negócios, uma vez que tal medida poderá acabar impactando sobre o grau de motivação dos seus atuais colaboradores.

Quando se fala em redução de custos, além do pessoal, a gerência lembra também da necessidade de renegociar condições comerciais com os distribuidores, de cortar no orçamento de marketing e eventualmente de renegociar o valor pago pelo aluguel do imóvel.

Contudo, importante salientar que há muitas outras despesas que somadas têm um enorme importância na estrutura de custos da empresa, estando muitas delas incluídas numa rubrica contábil denominada de Fornecimentos e Serviços Externos, tais como as comunicações (fixas e móveis), serviços bancários e seguradores, seguros obrigatórios e opcionais, contas salário, entre outras), medicina do trabalho, higiene e segurança do trabalho, ações de marketing offline e online, contabilidade, impressoras, alarme e vigilância por câmeras, prestação de serviços médicos externos, gestão de equipamentos, entre outros.

Curiosamente, estes custos nem sempre são devidamente valorizados pelas clínicas, por não terem noção que contribuem de forma tão significativa para os custos globais da empresa (normalmente entre 25% e 40%), mas outras vezes porque é mais fácil cortar em outras rubricas, conforme mencionado anteriormente.

É razoável que numa clínica entre 25% a 35% das receitas se destinem a gastos com pessoal. Esta é, por exemplo, umas das especificidades do negócio das clínicas odontológicas, pois implica um investimento inicial acima da média de outros setores de atividade, especialmente com a aquisição de equipamentos (raio-x, autoclave, entre muitos outros), o que aumenta os custos fixos e variáveis.

Gestão fiscal

Outra questão premente, que permite o aumento da rentabilidade, consiste na gestão fiscal da empresa, que deve ser discutida em parceria com a contabilidade da sua clínica. Não estamos falando de “reengenharia financeira” ou de fuga fiscal. Longe disso. No entanto, legalmente é possível que as clínicas obtenham maior eficiência fiscal de forma a pagarem menos impostos e, assim aumentar os resultados globais da empresa.
Converse com o seu contador para lhe enviar mensalmente uma prestação de contas, que poderá ser uma excelente ferramenta para refletir sobre esta questão e ainda analisar a evolução mensal dos custos das principais rubricas de gastos.

Se tiver mais que uma clínica então terá de solicitar uma prestação de contas individual para cada, além de um mapa consolidado do grupo/empresa.

Faça valer o que você paga ao seu contador

E não se esqueça que o seu contador não deverá ser um mero intermediário entre a empresa e a autoridade tributária, mas sim, e cada vez mais, um auxiliar no processo de gestão. A função do contador não deve ficar restrita a apenas receber e tratar da documentação da clínica e enviar as guias para pagamento de impostos.

Dentalis software – a escolha certa em software para odontologia

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