relação

Genética e cáries dentais: a genética pode favorecer as cáries?

Genética e cáries dentais: a genética pode favorecer as cáries?

genética e cáries dentais

Ao que parece genética e cáries dentais não guardam relação. Foi o que um estudo australiano recente evidenciou. Demonstrando que a composição genética não predispõe as pessoas às cáries dentais.
No entanto, a pesquisa descobriu que crianças com mães com excesso de peso são mais propensas a ter cáries.

Este estudo foi baseado em um artigo publicado na última edição da revista Pediatrics. Estima que uma em cada três crianças australianas tem cáries no momento em que começam a frequentar a escola.

Metodologia do estudo – relação da genética e cáries dentais

O estudo analisou os dentes de 173 pares de gêmeos (idênticos e não-idênticos). Do período da gravidez até os seis anos de idade.

A relação entre a genética e cáries dentais não tem sido muito estudada.

O estudo em questão é o primeiro que analisa a genética de gêmeos e sua relação com doença e estilo de vida.

Descobrimos que gêmeos idênticos, com genomas idênticos, têm graus variados de cárie.
Assim, fatores ambientais, como a falta de flúor na água, parecem ser a principal causa de cáries dentais e não da genética.

Influência da mãe na saúde bucal da criança

A pesquisa encontrou uma ligação entre a saúde e o estilo de vida da mãe durante a gravidez e a futura saúde bucal da criança.
A obesidade na gravidez aparece como um marcador de risco aumentado de cárie dentária infantil nesta pesquisa.

A relação entre obesidade materna e cárie dentária infantil é complexa.
Talvez o peso da mãe tenha uma influência biológica no feto em desenvolvimento. Ou talvez o risco de cáries se eleve devido ao aumento do consumo de açúcares por parte das crianças.

Resultados – em números

Um em cada três dos gêmeos estudados (32,2 %) apresentou cárie dentária. Quase um em cada quatro (24,1 %) apresentou cáries em estágio avançado.

O pesquisador reafirma que as pessoas não devem levar em conta a relação da genética com as cáries dentais.

Pessoas que acham que a saúde de seus dentes está ligada à sua genética estão equivocadas.
Acreditando na hipótese genética, as pessoas podem assim não estar preparadas para fazer mudanças importantes no estilo de vida. Afirmou o pesquisador.

Educação em saúde

Os resultados reforçam o quanto importante é para dentistas e pais a educação das crianças nos primeiros anos de vida.

Educação para com os cuidados preventivos a fim de prevenir o aparecimento das cáries dentais.

Cuidar da saúde bucal é cuidar da saúde do corpo

A cárie dentária é um sério problema de saúde. Existem fortes evidências da ligação entre cáries infantis e o desenvolvimento de diabetes e doenças cardiovasculares mais tarde na vida. Já destacamos aqui no blog Dentalis neste artigo a relação entre uma saúde bucal precária e os consequentes riscos à saúde do corpo.

A cárie dental também é a principal causa de internação hospitalar evitável em crianças australianas, o estudo apontou.

Em 2011, no Departamento de Saúde de Victoria (Austrália), mais de 26.000 australianos com menos de 15 anos de idade tiveram internação hospitalar para tratamento de cárie dental.

Estudo com gêmeos

O estudo demonstrou as vantagens da pesquisa com gêmeos. Possibilita a descoberta da relação entre as condições de saúde, efeitos da vida precoce e fatores de risco. Além, é claro, da relação entre a herança genética e cáries dentais.

É importante que essa pesquisa seja replicada em outros estudos que acompanham crianças até a idade adulta. Importante também que outros fatores de risco para a cárie dentária sejam analisados.

Estudo – quem foram os pesquisados

Este último estudo coletou dados sobre os gêmeos com 24 e 36 semanas de idade gestacional, no nascimento, 18 meses e seis anos de idade. Isso incluiu um exame odontológico aos seis anos de idade.

Questionários sobre o peso da mãe, doenças, uso de medicamentos, níveis de vitamina D, estresse, consumo de álcool e tabagismo foram coletados durante a gravidez.

genética e cáries dentais

O Outro lado

A pesquisadora e professora do Programa de Pós-Graduação em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp) da USP, Erika Calvano Kuchler, investigou marcadores genéticos específicos do DNA.

Marcadores que mostram as diferenças entre duas ou mais pessoas da população brasileira, para avaliar se existe relação entre genética e cáries dentais.

O objeto do estudo foi identificar a possibilidade de que a variação em microRNAs pode estar envolvida na susceptibilidade de uma pessoa apresentar cárie dentária. Os microRNAs são estruturas genéticas conservadas ao longo da evolução que regulam a expressão do DNA.
É possível que microRNAs funcionem como um biomarcador para a cárie, de acordo com o perfil genético do paciente.
Isso explicaria o fato de existirem pessoas que sofram de cáries dentais mesmo tendo cuidados com a higiene bucal, segundo a pesquisadora.

A pesquisa

Foram selecionadas 222 crianças de Ribeirão Preto, 678 do Rio de Janeiro e 90 de Manaus. Elas tiveram saliva coletada como fonte de DNA genômico. Os resultados preliminares do estudo nessas três populações apresentaram diferenças genéticas entre as crianças para propensão à cárie dental.
Ao que parece o ambiente em que a criança está inserida pode influenciar na doença, assim como a genética.
Para alcançar uma informação mais relevante possível, a pesquisadora deseja ampliar o estudo para toda a população nacional.

Quando ocorrer a finalização dos estudos que investigam genética e cárie dentais, será possível identificar o conjunto de genes que são associados ao maior risco de aparecimento das cáries. Assim como detectar bem cedo crianças com maior predisposição, além de possibilitar que o tratamento seja feito de forma mais intensa e preventiva.

Os resultados dos trabalhos da pesquisadora Erika Calvano Kuchler, que faz parte do projeto Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), podem ser encontrados em artigos na revista Caries Research e na Archives of Oral Biology.

Concluindo

Analisando os dois trabalhos chega-se à uma conclusão.
A cárie dental seria o resultado de uma dupla influência: genética e ambiental.
O quanto em termos percentuais cada uma delas contribui em maior proporção para o desenvolvimento das cáries dentais é algo que futuras pesquisas irão esclarecer.

Dentalis Software – a sua melhor escolha em software para odontologia

Fontes: ScienceDaily e Jornal da USP
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Mulheres pós-menopausa com periodontite tem um motivo a mais para se preocupar

Um novo estudo no American Journal of Hypertension mostra que as mulheres pós-menopáusicas que sofreram perda de dentes estão em maior risco de desenvolver pressão alta. Vários estudos já demonstraram uma relação observacional entre doença periodontal e perda de dentes com hipertensão, mas a relação permanece obscura.

O estudo

Os participantes do estudo foram 36.692 mulheres pós-menopáusicas no Estudo de Observação da Iniciativa de Saúde da Mulher, nos Estados Unidos, que foram acompanhadas anualmente através de uma avaliação periodontal inicial em 1998 até 2015 para hipertensão recentemente diagnosticada.

O estudo observou uma associação positiva entre perda de dentes e risco de hipertensão entre mulheres na pós-menopausa. Especificamente, essas mulheres tiveram um risco aproximadamente 20% maior de desenvolver hipertensão durante o acompanhamento em comparação com outras mulheres. A associação foi mais forte entre as mulheres mais jovens e aquelas com menor IMC.

Hipóteses

Existem várias razões possíveis para a associação observada. Uma possível explicação é que, à medida que as pessoas perdem dentes, elas podem mudar suas dietas para alimentos mais macios e processados. Essas mudanças nos padrões alimentares podem estar associadas a um maior risco de hipertensão.
Até o momento no entanto não se detectou um fator objetivo que represente uma associação direta (relação causa e consequência) entre doença periodontal e hipertensão.

Medidas profiláticas

O estudo sugere que mulheres mais velhas na pós-menopausa que estão perdendo os dentes podem representar um grupo com maior risco de desenvolver hipertensão. Como tal, os pesquisadores envolvidos no estudo acreditam que a melhoria da higiene dental entre aquelas em risco de perda dentária, bem como medidas preventivas, como monitoramento mais próximo da pressão arterial, modificação da dieta, atividade física e perda de peso podem reduzir o risco de hipertensão. Os resultados também sugerem que a perda dentária pode servir como um sinal clínico de alerta indicativo para o aumento do risco de hipertensão.

Sinal de alerta

“Essas descobertas sugerem que a perda de dentes pode ser um fator importante no desenvolvimento da hipertensão”, disse o autor sênior do estudo, Jean Wactawski-Wende. “Mais pesquisas podem nos ajudar a determinar os mecanismos subjacentes pelos quais essas duas doenças comuns estão associadas”.

Fonte: ScienceDaily

Dentalis Software – a sua melhor escolha em software para odontologia

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Má higiene dental pode afetar fertilidade masculina

Se quisermos aumentar as chances de engravidar e gerar uma criança que seja o mais saudável possível, faz sentido que tanto o homem quanto a mulher sejam tão saudáveis ​​quanto possível. Então, isso levanta a questão: a fertilidade masculina pode ser afetada pela má saúde bucal?

A resposta é um SIM definitivo, diz o Dr. Lewis Ehrlich, do Centro Odontológico Holístico de Sydney. Isso pode ser um choque para muitos de nós, já que a boca é tantas vezes vista isolada do resto do corpo. No entanto, com o passar do tempo, estamos vendo muitas conexões entre o modo como sua saúde bucal afeta sua saúde geral.

Inflamação crônica – condição de alto risco

Tomemos a doença gengival para ilustrar esta relação. A doença da gengiva, que é uma das patologias mais comuns em todo o mundo, está ligada a condições como doenças cardíacas, diabetes, derrame e câncer (só para citar algumas). O denominador comum em todas essas condições de saúde é a inflamação crônica. Isso é extremamente prejudicial à saúde, e nossas gengivas (se não estivermos cuidando delas) são um dos locais mais comuns de inflamação crônica no corpo. A redução dos níveis de inflamação de deve ser um dos objetivos se estivermos falando sobre fertilidade e evitando dificuldades com a concepção.

Um estudo recente no Journal of Clinical Periodontology mostrou que altos níveis de placa bacteriana e sangramento nas gengivas são um fator de risco para a baixa motilidade e contagem dos espermatozoides. Para piorar ainda mais a coisa para os homens, um estudo recente no Journal Of Human Reproductive Science mostrou uma correlação clara entre a doença gengival crônica e a disfunção erétil.

Disfunção erétil

“As evidências estabeleceram um link positivo na periodontite crônica e disfunção erétil”, indicaram os resultados. “Também foi sugerido que a periodontite crônica deveria ser considerada fator de risco para a disfunção erétil e o tratamento da periodontite poderia ser útil na melhora da disfunção erétil. A importância da saúde bucal deve ser considerada pelo dentista e pelo médico como uma forma de tratamento preventivo não apenas para a disfunção erétil, mas também doenças sistêmicas mais graves no melhor interesse da saúde do paciente “.

Quando se trata de saúde dental e sua influência sobre a fertilidade masculina e saúde genital, a boa notícia é que grande parte do controle desses problemas potenciais dependem do indivíduo. Seguir estas recomendações do Dr. Ehrlich significa afastar riscos em potencial e ótimas dicas para os seus pacientes:

  • Escove os dentes usando técnica adequada ao menos três vezes por dia durante 2 minutos;
  • Faça uso do fio dental 1 a 2 vezes por dia, certificando-se de passar o fio dental sob as gengivas de forma a evitar a formação de tártaro;
  • Pratique Oil pulling (“bochecho com óleo” em tradução livre), o ideal são 15 minutos;
  • Evite o consumo de carboidratos refinados / processados;
  • Coma alimentos diariamente que sejam sazonais, locais, orgânicos e ricos em ômega-3, vitamina C, D, antioxidantes e fibras;
  • Consultar o dentista para fazer check-ups e realizar profilaxias ao menos a cada 6 meses.

Dentalis software – a escolha certa em software para odontologia

 

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Má higiene bucal e a disfunção erétil

A disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual, é uma realidade para 45% dos brasileiros , seja em grau leve, moderado ou completo. A prevalência e a gravidade dos casos aumentam com a idade, e a presença de doenças como diabete e hipertensão pode comprometer a ereção.

A disfunção erétil pode causar estresse, afetar a autoconfiança e contribuir para problemas no relacionamento com seus parceiros.

A periodontite é uma doença inflamatória crônica multifatorial, geralmente causada por biofilme de placa, envolvendo as estruturas de suporte dos dentes e pode resultar na perda da dentição, quando não tratada. Globalmente, cerca de 5 a 15% dos pacientes com 34 a 45 anos de idade sofrem de periodontite grave. A periodontite crônica tem sido demonstrada como um fator de risco significativo para várias doenças sistêmicas, como doença coronariana, resultados adversos da gravidez, diabetes mellitus e doença respiratória. Acredita-se que a exposição sistêmica ao agente patogênico periodontal e à inflamação sistêmica induzida pela infecção periodontal esteja associada a essas condições sistêmicas.

São doenças multifatoriais e compartilham fatores de risco comuns (tabagismo, diabetes mellitus e doenças cardíacas) e ambas podem predispor à disfunção endotelial. Assim, estudos nos últimos anos tentaram explorar a ligação entre doença periodontal e disfunção erétil, contribuindo para um aumento do nível de disfunção endotelial.
Seria benéfico aumentar a conscientização entre dentistas, clínicos gerais e o público em relação à associação entre essas duas patologias.

Condição multifatorial

A disfunção erétil é uma condição multifatorial, que pode ser causada por razões orgânicas (hormonais, vasculares, induzidas por drogas) ou psicológicas, ou uma combinação de ambas. No entanto, a causa mais comum é a doença vascular. O caminho exato ainda é desconhecido. Os seguintes mecanismos foram propostos para explicar essa relação.

Embora seja mais comum em homens acima dos 40 anos, a disfunção erétil pode atingir a população masculima na faixa dos 15 a 90 anos de idade.
A maioria das disfunções em pessoas com menos de 40 anos tem origem psicológica, ou seja, provocada por um trauma, ansiedade, perda de emprego, mudança de relacionamento.
Nesses casos, o problema repercute negativamente na autoestima do homem. “Acima de 40 anos, grande parte é orgânica – seja por problema hormonal, vascular ou neurogênico.

Disfunção endotelial

A disfunção endotelial refere-se a várias condições patológicas, como alteração das características anticoagulantes e anti-inflamatórias do endotélio, modulação do crescimento vascular prejudicada e desregulação do remodelamento vascular.

A aterosclerose é a patologia subjacente da doença cardíaca. Evidências sugerem que a aterosclerose surge da combinação de disfunção endotelial e inflamação. O bloqueio das artérias cavernosas pela aterosclerose, bem como o comprometimento da função endotelial ou o relaxamento da musculatura lisa, podem resultar na disfunção erétil.
A disfunção endotelial é o evento chave na fisiopatologia da disfunção erétil, e isso também foi encontrado em outros vasos sanguíneos, em homens afetados com disfunção vascular do pênis.
A aterosclerose começa primeiro nos vasos pequenos, como a vasculatura peniana, e depois em artérias maiores, como as coronárias.

A idade avançada é um forte preditor de disfunção endotelial em pacientes idosos. Em homens idosos, não apenas a periodontite crônica é uma fonte de inflamação que pode danificar a função endotelial do pênis, mas algumas outras condições comuns já referidas, como tabagismo, hipertensão e obesidade, também podem induzir à disfunção endotelial.

Inflamação e a disfunção endotelial

O aumento do risco de disfunção endotelial pode estar associado a altos níveis de mediadores inflamatórios, como interleucina (IL) -6, IL-8, fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e IL-1.
A TNF-α desempenha um papel fundamental na indução da disfunção endotelial.
A periodontite crônica também induz essa elevação local e sistêmica de citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α, IL-1 e IL-6.
Além disso, vários estudos mostraram uma redução nos níveis de TNF-α após tratamento periodontal bem-sucedido.
Também ficou evidente que níveis plasmáticos de TNF-α significativamente mais altos estavam associados à disfunção erétil moderada a grave devido a seus efeitos deletérios conhecidos sobre os vasos sanguíneos.

Estresse oxidativo

A disfunção endotelial decorrente da inflamação crônica está associada a um aumento nas espécies reativas de oxigênio. Esse excesso de produção de espécies reativas de oxigênio resultou no aumento da inativação do óxido nítrico (NO), e os danos ao sistema antioxidante podem contribuir à disfunção endotelial em pacientes com periodontite. Em um estudo desenvolvido com ratos, foi relatado que a inflamação sistêmica leve induzida pela periodontite resultou na diminuição da expressão e atividade do óxido nítrico endotelial do tecido cavernoso do pênis.

Patógenos periodontais

Microrganismos periodontais, como a gengivite de “Porphyromonas gingivitis” ou sua toxina, podem ter acesso à circulação sanguínea, e pode invadir diretamente a parede arterial e, subsequentemente, levar à inflamação vascular, aterosclerose e assim afetar diretamente a função endotelial.

Efeito da terapia periodontal sobre a disfunção erétil

A terapia periodontal bem-sucedida demonstrou melhora significativa na função endotelial em pacientes com hipertensão associada ou doença cardiovascular, bem como diminui os níveis de TNF-α em pacientes com periodontite progressiva.
Além disso, a menor associação foi relatada em pacientes que receberam uma gengivectomia ou cirurgia de retalho periodontal e disfunção erétil do que aqueles sem qualquer tratamento para periodontite crônica.
As extrações dentárias atenuaram o desenvolvimento da disfunção erétil na inflamação induzida pela periodontite crônica de todos os grupos etários, exceto a população mais jovem, já que o procedimento de extração dentária envolve a redução do tecido inflamado.

Conclusão

À luz da literatura disponível, as evidências indicam uma ligação positiva em periodontite crônica e a disfunção erétil. Também foi sugerido que a periodontite crônica deveria ser considerada fator de risco para a disfunção erétil e o seu tratamento poderia ser útil na melhora de um quadro de disfunção erétil.
A importância da saúde bucal deve ser encarada pelo dentista e pelo médico como uma medida de prevenção não apenas para a disfunção erétil, mas também para doenças sistêmicas mais graves, no melhor interesse da saúde do paciente. Os pacientes devem ser aconselhados a visitar o dentista regularmente para exames de saúde bucal. Além disso, ensaios clínicos multicêntricos bem planejados com acompanhamento de longo prazo são necessários para obter evidências mais fortes.

Fonte: NCBI

 

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

O tabagismo e a endodontia

Os impactos negativos do hábito de fumar sobre a saúde são amplamente conhecidos. Aqui neste link você pode conferir 8 prejuízos causados pelo tabagismo no entanto, poucas são as pesquisas sobre suas consequências em relação à endodontia.

Em um novo estudo realizado por cientistas da Faculdade de Odontologia da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, pesquisadores descobriram que o fumo enfraquece a capacidade da polpa dentária de combater doenças.

Falando sobre a pesquisa, a Dra. Anita Aminoshariae, Professora Associada de Endodontia e diretora do Pré-doutorado na Case Western, disse: “Isso pode explicar por que os fumantes têm resultados endodônticos mais fracos e apresentam atraso na cicatrização quando comparados aos não fumantes.
Imagine que TNF-α [fator de necrose tumoral α] e hBD-2 [beta-defensina humana 2] estão entre os soldados em uma última linha de defesa fortificando um castelo. Fumar mata esses soldados antes que eles tenham a chance de montar uma defesa sólida ”.

No estudo, os cientistas buscaram compreender melhor por que os fumantes apresentam uma maior possibilidade para o desenvolvimento de doença periodontal e são quase duas vezes mais propensos a necessitar de terapia de canal radicular.

Metodologia

Das câmaras pulpares de 32 fumantes e 37 não fumantes, todos diagnosticados com pulpite irreversível normal ou sintomática ou pulpite irreversível assintomática, a equipe coletou amostras e mediu os níveis de interleucina (IL) 1β, TNF-α, hBD-2 e hBD-3. “Hipotetizamos que as defesas naturais seriam reduzidas em fumantes; não esperávamos que eles as esgotassem completamente ”, explicou Aminoshariae .

De acordo com os resultados do estudo, as concentrações pulpares de TNF-α e hBD-2 foram significativamente menores entre os fumantes, enquanto não houve diferença significativa em IL-1β ou hBD-3. A análise bidirecional da covariância também revelou que a condição de tabagismo, e não o diagnóstico endodôntico (estado pulpar), afetou significativamente os níveis de TNF-α e hBD-2.

Parar de fumar pode fazer diferença

Embora os resultados do estudo forneçam mais um argumento contra o tabagismo, um resultado encorajador da pesquisa foi que dois dos pacientes no estudo que pararam de fumar experimentaram um retorno dos mecanismos de defesa necessários para combater a pulpite.

O estudo, intitulado “Comparação da expressão de IL-1β, TNF-α, hBD-2 e hBD-3 na polpa dentária de fumantes versus não fumantesD”, foi publicado na edição de dezembro de 2017 do Journal of Endodontics.

Dicas para parar de fumar

Os benefícios de parar de fumar são percebidos rapidamente. Em cerca de três semanas, você já nota diferenças – percebe melhor cheiros e paladares e respira com mais facilidade. Além disso, a pressão e o nível de oxigênio no sangue são normalizados. Apesar de parecer que parar de fumar é difícil, se você adotar uma estratégia, pode ser mais fácil.

O primeiro passo para parar de fumar é escolher uma data. Você tem mais chances de sucesso se escolher uma que seja nos próximos trinta dias. Assim, até lá, você pode diminuir gradativamente o número de cigarros que fuma por dia ou atrasar o horário do primeiro cigarro. Isso é importante para você se preparar para a mudança.

Como passar os primeiros dias sem fumar?

Mesmo se você se preparar até a data escolhida, os primeiros dias sem fumar podem ser os mais difíceis. Fazer pequenas mudanças na sua rotina, como um caminho diferente para ir trabalhar, trocar o café por chá ou almoçar em um lugar diferente podem te ajudar a assimilar a mudança de parar de fumar.

Você também deve se livrar de todo o estoque de cigarros que tiver em casa, no trabalho ou no carro e não ficar perto de pessoas que estão fumando ou em situações que o desejo de fumar é maior. Se não puder evitar esses momentos, substitua o cigarro por algo saudável, como biscoitos com fibra extra, por exemplo.

Ocupar o tempo livre com exercícios físicos ou atividades divertidas, manter-se hidratado com água e suco e evitar bebidas alcoólicas também são mudanças na rotina que podem te ajudar a se adaptar ao novo estilo de vida.

Apoio de familiares, amigos e médicos ajuda a parar de fumar

Além de ajudar a acompanhar os benefícios para a saúde que a decisão de parar de fumar traz, o médico também pode indicar medicamentos que ajudem no processo. Amigos e familiares também podem ajudar nos dias de preparação e dar incentivos nos dias mais difíceis.

Como lidar com a abstinência do cigarro

Em muitos momentos, você terá vontade de acender um cigarro. Quando isso acontecer, tente encontrar outras formas de aliviar a tensão. Concentre-se em coisas que te causam satisfação e pense nos benefícios que essa escolha está proporcionando para a sua saúde.

Fontes: Pubmed, Mayo Clinic e Pfizer

Dentalis Software – a sua melhor escolha em software para odontologia

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Microbiota oral e obesidade: uma relação muito provável

Estima-se que o corpo humano seja composto por mais de 1014 células das quais 90% são células microbianas. Esse “microbioma humano” apresenta uma atividade metabólica similar ao fígado e é fundamental no desenvolvimento e homeostasia do organismo humano. Apesar do íntimo contato e translocação de micro-organismos entre as diversas superfícies do corpo humano, as microbiotas de diferentes regiões do corpo são distintas. Este fato sugere que a propriedades específicas de cada um destes ambientes determina que microbiota é capaz de se estabelecer nessa região.

Microbiotas complexas

A cavidade oral apresenta uma das mais diversas e complexas microbiotas do organismo humano, resultante da grande variedade de determinantes ecológicos ali presentes, sendo o maior reservatório de micro-organismos para contágio e um sistema aberto para contaminação. Essa microbiota encontra-se normalmente em harmonia com o hospedeiro, sendo extremamente importante na proteção contra patógenos externos com produção de bacteriocinas, surfactantes e H2O2 e por serem adaptadas ao ambiente, levam vantagens na competição por nutrientes em relação a micro-organismos externos e auxiliam no desenvolvimento do sistema imune mucoso por reações cruzadas, como os anticorpos contra o Streptococcus pneumoniae que reagem cruzadamente com pneumococo. Porém alterações locais e/ou sistêmicas como diminuição da saliva, alteração da dieta e antibióticos, podem resultar no desequilíbrio dessa relação e na manifestação clínica de doenças.

Biofilme

Atmosferas anaeróbias e aeróbias, ambientes com variações de pH, diferentes superfícies de contato, além de características anatômicas tornam a cavidade oral propícia para formação de biofilme, comunidade polimicrobiana embebida em uma matriz extracelular de componentes orgânicos e inorgânicos, conferindo proteção contra defesas do hospedeiro, antimicrobianos e facilitando a comunicação intermicrobiana. Esse biofilme pode apresentar características patogênicas dependendo da sua composição e localização. Por exemplo, quando essa estrutura é encontrada nos dentes, é chamada de cariogênica, apresentando bactérias capazes de produzir ácidos que diminuem o pH e levam a desmineralização do dente. Já quando encontradas nos tecidos moles como a gengiva, é chamado de periodontopatogênico, tendo bactérias capazes de destruir os tecidos de sustentação do dente. Ambos os casos podem ser evitados com uma boa higiene oral, evitando seu estabelecimento e o desenvolvimento dessas espécies patogênicas.

Microbiota normal vs contaminação externa

Esse balanço entre a microbiota normal e contaminação externa, também é muito importante para evitar manifestações orais de doenças sistêmicas, como a candidíase, e doenças sistêmicas que já foram relatadas com associação a patologias orais, como endocardite e artrite reumatóide devido a produtos lançados na corrente sanguínea ou bacteremia numa simples escovação, uso do fio dental e procedimentos cirúrgicos. Segundo uma publicação de 2010, o microbioma oral pode ser importante no câncer e outras doenças crônicas, através do metabolismo direto de carcinógenos químicos e através de efeitos sistêmicos inflamatórios.

Por isso a higiene bucal é essencial, mantendo os níveis da microbiota normal e impedindo a contaminação com patógenos. Escovação, fio dental, enxaguatórios e uma visita regular ao dentista diminui em até 70% a incidência de doenças bucais, evitando também doenças sistêmicas.

Obesidade infantil

A obesidade infantil em todo o mundo ocidental vem se tornando um problema comum. Em um novo estudo que pode ajudar na compreensão do assunto, cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia começaram a entender como a microbiota oral de crianças de 2 anos de idade poderia ser um indicador de ganho de peso mais tarde na vida. O trabalho é parte de um estudo maior que está buscando evidências se uma intervenção responsiva dos pais durante os primeiros anos de vida da criança pode impedir o desenvolvimento da obesidade.

Sobrepeso: uma em cada três crianças

“Uma em cada três crianças nos Estados Unidos está com sobrepeso ou obesidade”, disse a autora sênior do estudo, Dra. Kateryna Makova, Professora de Biologia da Pentz na Penn State. “Se pudermos encontrar indicadores precoces de obesidade em crianças pequenas, poderemos ajudar os pais e os profissionais de saúde a tomar medidas preventivas”.

Embora variações na microbiota intestinal tenham sido associadas à obesidade em alguns adultos e adolescentes, a potencial relação entre a microbiota bucal e o ganho de peso em crianças não havia sido explorada antes deste estudo. “A microbiota oral é geralmente estudada em relação à doença periodontal, e a doença periodontal tem, em alguns casos, sido associada à obesidade”, disse a primeira autora do estudo, Sarah Craig, pós-doutoranda em biologia na Penn State.

“Aqui, exploramos quaisquer associações diretas potenciais entre a microbiota oral e o ganho de peso da criança. Em vez de simplesmente observar se uma criança estava com sobrepeso aos dois anos de idade, usamos curvas de crescimento nos dois primeiros anos após o nascimento, o que fornece um quadro mais completo de como a criança está crescendo. Essa abordagem é altamente inovadora para um estudo desse tipo e dá maior poder estatístico para detectar relacionamentos ”, continuou ela.

Metodologia do estudo

No estudo, os pesquisadores avaliaram 226 crianças da Pensilvânia central. De acordo com os resultados, a microbiota oral daqueles com rápido ganho de peso infantil – um forte fator de risco para a obesidade infantil – foi menos diversificada, contendo menos grupos de bactérias. Estas crianças também tiveram uma maior proporção de Firmicutes para Bacteroidetes, dois dos grupos bacterianos mais comuns encontrados na microbiota humana.

A menor diversidade e uma maior relação de Firmicutes-to-Bacteroidetes na microbiota intestinal são às vezes observadas como uma característica de adultos e adolescentes com obesidade. No entanto, os pesquisadores não observaram uma relação com o ganho de peso para qualquer uma dessas medidas na microbiota intestinal de crianças de 2 anos de idade, sugerindo que a microbiota intestinal pode não estar completamente estabelecida aos 2 anos de idade e ainda estar sofrendo muitas alterações.

Relação com a microbiota das mães

Outro aspecto interessante do estudo para pesquisadores foi que o ganho de peso em crianças estava relacionado à diversidade da microbiota bucal de suas mães. Isso poderia refletir uma predisposição genética da mãe e da criança a ter uma microbiota similar, ou a mãe e a criança terem uma dieta e um ambiente semelhantes.

“Pode ser uma explicação simples, como uma dieta compartilhada ou genética, mas também pode estar relacionada à obesidade”, disse Makova. “Ainda não sabemos com certeza, mas se há uma assinatura do microbioma oral ligada à dinâmica do ganho de peso na primeira infância, há uma particular urgência em entendê-lo.

Agora estamos usando técnicas adicionais para observar espécies específicas de bactérias, em vez de grupos taxonômicos maiores de bactérias, tanto em mães quanto em crianças, para ver se espécies específicas de bactérias influenciam o ganho de peso e o risco de obesidade. ”

Fontes: Scientific Reports e Instituto de Microbiologia – UFRJ
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Boa saúde bucal traz benefícios extras a pacientes hipertensos

Pacientes com uma pressão arterial alta que façam uso de medicação anti-hipertensiva têm maiores chances de responderem melhor ao tratamento se mantiverem uma boa saúde bucal. A conclusão é de um estudo recentemente publicado na revista científica ‘Hypertension’, da American Heart Association.

Amostragem de 3.600 pacientes

No âmbito deste estudo, os pesquisadores analisaram o histórico clínico de 3.600 pacientes hipertensos, onde aqueles com gengivas saudáveis apresentaram uma pressão arterial menor e respondiam de forma mais positiva à medicação anti-hipertensiva, quando comparados aqueles também hipertensos portadores de doenças gengivais.

Risco aumentado para aqueles que descuidam da saúde bucal

Os resultados agora publicados demonstram que os pacientes com doença periodontal, têm 20% menos possibilidade de atingir níveis de pressão arterial saudáveis comparativamente aqueles com uma boa saúde bucal.

“Os pacientes que sofrem de pressão arterial alta e os clínicos que tratam deles devem estar conscientes de que uma boa saúde bucal é tão importante para controle da hipertensão quanto práticas já amplamente documentadas como alterações no estilo de vida, prática regular de atividade física, adoção de dietas com baixo teor de sal e controlo de peso”, ressaltam os pesquisadores.

Mais detalhes desse estudo pode ser encontrado aqui. https://newsroom.heart.org/news/poor-oral-health-linked-to-higher-blood-pressure-worse-blood-pressure-control?preview=dcc6

 

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Uma boa notícia para os seus pacientes hipertensos

Pacientes hipertensos que fazem uso de medicamentos para esta condição têm maiores chances de responderem positivamente ao tratamento se tiverem uma boa saúde bucal.
A conclusão é de um estudo recente publicado na revista científica ‘Hypertension’, da American Heart Association.

Relação causa e efeito

No âmbito deste estudo, os pesquisadores analisaram o histórico clínico de 3.600 pacientes com hipertensão, e observaram que aqueles com gengivas saudáveis apresentavam uma pressão arterial mais baixa e respondiam melhor à medicação para reduzir a pressão arterial em comparação com aqueles que sofrem de doenças gengivais.

Os resultados agora publicados mostram que os pacientes com doença periodontal, têm 20% menos probabilidades de atingir níveis de pressão arterial saudáveis comparativamente aos pacientes com uma boa saúde bucal.

Conclusão

“Os pacientes que sofrem de pressão arterial elevada e os clínicos que tratam deles devem estar conscientes de que uma boa saúde bucal é tão importante para o controle dessa condição como são outras intervenções no estilo de vida já bem conhecidas, como dietas hiposódicas, atividade física regular e controle de peso”, afirmaram os pesquisadores.

Mais detalhes da pesquisa podem ser obtidos aqui.

Dentalis software – garante mais tempo pra você e seus pacientes

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Bactéria causadora de doença periodontal pode ser um estopim para o Alzheimer

A exposição prolongada a bactérias da doença periodontal provoca inflamação e degeneração de neurônios cerebrais em camundongos que se mostra semelhante aos efeitos da doença de Alzheimer em humanos, de acordo com um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Illinois, em Chicago.

Os resultados, publicados no PLoS ONE, sugerem que a doença periodontal, uma infecção de gengiva comum, mas evitável, pode ser um iniciador da doença de Alzheimer, que atualmente não tem tratamento ou cura.

“Outros estudos demonstraram uma estreita associação entre periodontite e comprometimento cognitivo, mas este é o primeiro estudo a mostrar que a exposição à bactéria periodontal resulta na formação de placas senis que aceleram o desenvolvimento da neuropatologia encontrada em pacientes com Alzheimer”, disse Dr. Keiko Watanabe, professor de periodontia na Faculdade de Odontologia da UIC e autor correspondente do estudo.

“Foi uma grande surpresa”, disse Watanabe. “Não esperávamos que o patógeno periodontal tivesse tanta influência sobre o cérebro, ou que os efeitos se assemelhasse tanto à doença de Alzheimer”.

Metodologia do estudo

Para estudar o impacto das bactérias na saúde do cérebro, Watanabe e seus colegas – incluindo o Dr. Vladimir Ilievski, professor assistente de pesquisa da UIC e coautor do artigo – estabeleceram um quadro de periodontite crônica, que é caracterizada por danos nos tecidos moles e perda óssea. cavidade bucal, em 10 camundongos do tipo selvagem. Outros 10 ratos serviram como grupo de controle. Após 22 semanas de aplicação oral repetida das bactérias ao grupo de estudo, os pesquisadores estudaram o tecido cerebral dos camundongos e compararam a saúde do cérebro.

Os pesquisadores descobriram que os ratos cronicamente expostos à bactéria tinham quantidades significativamente maiores de beta-amilóide acumulada – uma placa senil encontrada no tecido cerebral dos pacientes de Alzheimer. O grupo de estudo também teve mais inflamação cerebral e menos neurônios intactos devido à degeneração.

Esses achados foram ainda apoiados pela análise da proteína beta amilóide, e análise de RNA que mostrou maior expressão de genes associados à inflamação e degeneração no grupo de estudo. O DNA das bactérias periodontais também foi encontrado no tecido cerebral de camundongos no grupo de estudo, e uma proteína bacteriana foi observada dentro de seus neurônios.

Conclusão do estudo

“Nossos dados não apenas demonstram o movimento de bactérias da boca para o cérebro, mas também que a infecção crônica leva a efeitos neurais semelhantes aos da doença de Alzheimer”, disse Watanabe.

Os pesquisadores dizem que essas descobertas são poderosas, em parte porque usaram um modelo de rato do tipo selvagem; A maioria dos sistemas modelo utilizados para estudar a doença de Alzheimer baseiam-se em camundongos transgênicos, que foram geneticamente alterados para expressar mais fortemente os genes associados à placa senil e permitir o desenvolvimento de Alzheimer.

Estudo de qualidade e força

“Usando um modelo de camundongo do tipo selvagem adicionou força ao nosso estudo, porque estes ratos não foram preparados para desenvolver a doença, e o uso deste modelo dá peso adicional às nossas descobertas que as bactérias periodontais podem iniciar o desenvolvimento da doença de Alzheimer”, Watanabe. disse.

Os pesquisadores dizem que entender a causalidade e os fatores de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer é crítico para o desenvolvimento de tratamentos, particularmente quando se trata de doença esporádica ou tardia, que constitui mais de 95% dos casos e tem causas e mecanismos desconhecidos. .

Embora os resultados sejam significativos para a comunidade científica, Watanabe disse que há lições para todos.

Saúde bucal: Fundamental

“A higiene bucal é um importante preditor da doença, incluindo doenças que acontecem fora da boca”, disse ela. “As pessoas podem fazer muito por sua saúde pessoal levando a saúde bucal a sério”.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Periodontite e diabetes: estudo indica existência de ligação

Um novo artigo chama a atenção para conexões interessantes entre infecções de gengiva, um nível reduzido de vitamina D e o diabetes.
É a primeira vez que os efeitos conjuntos da periodontite e da deficiência de vitamina D no diabetes foram examinados.

Em 2015, estima-se que quase um em cada 10 adultos tenha diabetes. Existem cerca de 1,5 milhão de novos diagnósticos por ano nos EUA.

Embora existam alguns fatores de risco bem conhecidos para o diabetes, como obesidade e pressão alta, ainda há muito a se descobrir.

O Diabetes é uma doença complexa e envolve vários sistemas.

Descobrir toda a gama de fatores de risco em potencial pode ajudar a prevenir o diabetes em alguns indivíduos e ajudar os outros a lidar com os sintomas de maneira mais eficaz.

Recentemente, uma equipe da Universidade de Toronto, no Canadá, investigou a potencial influência da deficiência de vitamina D e sua relação com a periodontite.

Diabetes e periodontite

Estudos anteriores demostraram que o diabetes aumenta o risco de periodontite, que como todos sabemos é uma doença inflamatória induzida por bactérias que pode danificar tecidos moles e ossos.

Essa relação é bidirecional, o que significa que a periodontite também exerce influência negativa sobre o diabetes, o que torna o controle do diabetes tipo 2 ainda mais desafiador.

A principal autora do estudo, Aleksandra Zuk, explica por que a vitamina D também interessava aos pesquisadores.

“Sabemos que a vitamina D não é apenas útil para a saúde óssea”, observa ela, “mas também mostra efeitos antimicrobianos e anti-inflamatórios. Níveis suficientes de vitamina D podem potencialmente diminuir a inflamação e afetar as bactérias bucais relacionadas à doença da gengiva”.

Além do papel da vitamina D no combate às infecções e na redução da inflamação, algumas pesquisas mostraram que os receptores da vitamina D estão diretamente associados à periodontite.

Analisando a interação

Para se aprofundar na rede de conexões, os cientistas coletaram informações da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição de 2009-2010.

A amostra incluiu dados de 1.631 pessoas com diabetes tipo 2 e 1.369 sem a doença. Todos os participantes tinham mais de 30 anos de idade, e cada indivíduo foi submetido a um exame odontológico e foi avaliado para os níveis de vitamina D e medidas de glicose em jejum e insulina.

Os resultados intrigantes dos pesquisadores já foram publicados no BMJ Open Diabetes Research & Care. Após sua análise, os autores chegaram a uma conclusão.

Resultados da análise

Os dados mostraram que, separadamente, a periodontite e a deficiência de vitamina D aumentam o risco de diabetes tipo 2. Os autores também descobriram que, quando os dois fatores eram combinados, o risco era “maior que a soma dos efeitos individuais”.

Como cerca de metade dos adultos dos EUA tem doença gengival e mais de 40% são deficientes em vitamina D, as conclusões do estudo podem ser extremamente importantes.

Mais pesquisas são necessárias para confirmar os resultados e aprofundar um pouco os mecanismos envolvidos. Este estudo é o primeiro a examinar os efeitos simultâneos da periodontite e da insuficiência de vitamina D sobre o diabetes.

Se as descobertas forem replicadas, poderão oferecer uma nova maneira de abordagem do diabetes em alguns casos. Por exemplo, para adultos com diabetes tipo 2 e periodontite, o aumento dos níveis de vitamina D para os níveis sugeridos poderia ajudá-los a controlar sua condição.

Como a pesquisadora Zuk afirma: “Porque é o primeiro estudo, nós realmente precisamos olhar para essas duas exposições novamente em outros estudos e populações. Isso pode impactar ainda mais a pesquisa sobre o diabetes”.

Posted by Victor in Estudos, 0 comments