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Doença periodontal e demência – novo estudo confirma conexão

Doença periodontal e demência – novo estudo confirma conexão

doençaperiodontal e demência

Doença periodontal e demência aparecem conectados em um novo estudo recente publicado no jornal médico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

O estudo em questão relaciona a doença periodontal e demência 20 anos depois da ocorrência de uma doença periodontal grave com perda dental.

A estranha ligação entre a doença periodontal e demência já tinha sido destaque aqui no blog Dentalis anteriormente.

Doença periodontal e demência – o estudo

O estudo envolveu 8.275 pessoas com idade média de 63 anos que não apresentavam demência no início do estudo.
Os participantes foram avaliados quanto a comprometimento cognitivo leve e demência.
Os voluntários receberam um exame periodontal completo que incluiu medição da profundidade da sondagem da gengiva, quantidade de sangramento e recessão.

Em seguida, os participantes foram colocados em grupos com base na gravidade e extensão de sua doença gengival. Foram considerados também o número de dentes perdidos, com implantes contando como dentes perdidos.

No início do estudo, 22% não tinha doença gengival, 12% apresentavam doença periodontal leve, 12% tinha inflamação gengival severa, 8% apresentava alguma perda dentária, 12% possuía doença em seus molares, 11% apresentou perda dentária severa, 6% tinham doença periodontal severa e 20% não tinham nenhum dente.

Ao final do estudo, foram avaliadas 4.559 pessoas, quando estavam acompanhadas por uma média de 18 anos.

Resultados do estudo

No geral, 1.569 pessoas desenvolveram demência durante o estudo, ou 19%.
Isso é o equivalente a 11,8 casos por cada 1.000 pessoas/ano. O estudo verificou que as pessoas que tinham gengivas saudáveis e todos os seus dentes no início do estudo, 264 de 1.826, ou 14%, desenvolveram demência no final do estudo.

Para aqueles com doença periodontal leve, 623 de 3.470, ou 18%, desenvolveram demência.
Para participantes com doença periodontal grave, 306 de 1.368, ou 22%, desenvolveram demência. E 376 de 1.611, ou 23%, desenvolveram demência no grupo que não tinha dentes.
Isso é igual a uma taxa de 16,9 casos por 1.000 pessoas/ano.

20 anos de acompanhamento

Foram acompanhadas e analisadas o estado de saúde bucal de um grupo de pessoas pelo período de 20 anos.
Verificou-se que indivíduos com doença periodontal mais grave no início do estudo apresentaram um risco duas vezes maior para o desenvolvimento de demência ou comprometimento cognitivo leve.

Por outro lado, a boa notícia foi que pessoas com perda mínima de dentes e doença periodontal leve não apresentaram maior probabilidade no desenvolvimento de demência. Isso quando comparadas a pessoas sem problemas dentários.

Já aquele grupo de indivíduos com perda dental apresentou um risco duas vezes superior para o desenvolvimento de demência. Isso em comparação aos participantes com gengivas saudáveis e todos os seus dentes.

Indivíduos com doença periodontal intermediária ou grave, mas que ainda tinham alguns dentes, apresentaram um risco 20% maior de desenvolver demência em comparação com o grupo saudável.

Esses riscos foram observados depois que os pesquisadores consideraram outros fatores que poderiam afetar o risco de demência, como diabetes, colesterol alto e tabagismo.

O que o estudo nos leva a concluir

Uma boa higiene dental é uma forma comprovada de manter dentes e gengivas saudáveis por toda a vida.
O estudo não prova que uma boca não saudável desenvolverá demência. Apenas mostra uma associação entre doença periodontal e demência.

Mais estudos são necessários para demonstrar a ligação entre doença periodontal e demência.
E também para se melhor compreender como o tratamento para doenças periodontais pode prevenir a demência.

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Fonte: Neurology Journal
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Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

Periodontite e Covid-19: fonte de sérias complicações

periodontite e COVID-19

Uma importante pesquisa, conduzida pelo cirurgião-dentista Dr. Shervin Molayem, foi publicada recentemente no California Dental Association Journal.

O novo estudo associa a periodontite e COVID-19. Essa pesquisa sugere que o vírus é mais grave na presença de inflamação causada pela doença gengival.

As bactérias nas gengivas percorrem o corpo e espalham a proteína IL-6, uma substância inflamatória prejudicial.
Altos níveis de IL-6 são preditores de insuficiência respiratória – apresentando um risco 22 vezes maior de complicações respiratórias.

Maior taxa de mortalidade

Como resultado, os pesquisadores estão reforçando a importância de uma melhor triagem periodontal e tratamento para ajudar a combater a propagação do vírus.

A má higiene bucal ligada à periodontite e COVID-19 tem grande impacto nas infecções respiratórias geradas pelo Coronavírus.
As intervenções periodontais são importantes para reduzir a carga de bactérias bucais e potencialmente diminuir a inflamação sistêmica.

A periodontite é um risco para outras condições de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes. Essas patologias também estão relacionadas a taxas mais elevadas de mortalidade da COVID-19.

Uma boa higiene bucal nunca foi tão importante.
A placa bacteriana pode abrigar patógenos respiratórios e periodontais. Esses agentes podem atingir a circulação sistêmica e invadir as células hospedeiras.

Manter a carga de bactérias bucais o mais baixa possível pode reduzir o risco de aspiração para o trato respiratório.

Além disso, os pacientes devem ser encorajados a escovar os dentes sempre após a ingestão de alimentos com creme dental fluoretado. A realização da limpeza interproximal também é recomendável que seja feita.

Periodontite e Covid-19 – descobertas do estudo

  • COVID-19 pode desregular a resposta imune do hospedeiro e aumentar IL-6;
  • As doenças bucais – especialmente a periodontite – podem contribuir para uma resposta inflamatória sistêmica;
  • Bactérias orais podem afetar a função dos pulmões, aumentando o risco de pneumonia e complicações pulmonares potencialmente relacionadas à COVID-19;
  • As intervenções de higiene bucal, bem como o tratamento periodontal e dentário, podem diminuir a carga de bactérias bucais.

Existem poucos estudos acerca desse tópico. No entanto, a higiene bucal adequada e as intervenções periodontais não devem ser subestimadas para minimizar as complicações graves da COVID-19.

A importância do Dentista na prevenção de quadros agravados de COVID-19

O papel do dentista sempre foi vital na prevenção de doenças odontológicas. A cárie dentária é um exemplo básico dessa relevância.
Mas, o mais importante, o dentista é o profissional da saúde capaz de diagnosticar e tratar as doenças gengivais, que possuem um componente inflamatório importante com potencial de causar uma série de outros problemas de saúde.

Sabemos que comorbidades como diabetes e doenças cardíacas podem agravar quadros de COVID-19. As evidências científicas falam por si. Agora sabemos que a periodontite e COVID-19 tem relação.
E que o risco para estados mais graves dessa nova doença se equivalem na mesma proporção para quadros de periodontite.
Assim, pode-se afirmar que doenças periodontais são fatores de risco agravado para COVID-19 semelhantemente aquele ligado ao diabetes e doenças cardíacas.
O dentista tem um papel fundamental na prevenção do desenvolvimento de sintomas graves de infecção por COVID19.

Os processos inflamatórios causados ​​por doenças gengivais têm um efeito indireto nos pulmões, o que exacerba os sintomas do COVID-19.
Tudo isso pode ser evitado removendo as bactérias das placas existentes.

Neste contexto, a educação sobre higiene bucal é essencial. Importante salientar que dicas e conselhos devem ser adaptados a cada paciente de acordo com as peculiaridades de cada um.

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Fontes: Journal of California Dental Association, frontiers
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Como o exercício pode melhorar a saúde bucal?

exercício pode melhorar a saúde bucal
Saber que o exercício pode melhorar a saúde bucal pode à princípio parecer um tanto estranho, não é mesmo?
O exercício, como sabemos, tem muitos benefícios documentados, incluindo sua capacidade de reduzir o risco de doenças cardíacas, obesidade, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.
Pesquisas indicam que o exercício pode melhorar a saúde bucal.
Um estudo publicado no Journal of Dentistry mostrou que a atividade física pode melhorar a saúde bucal, no caso, a periodontal.
Para ser mais preciso, as pessoas que se exercitavam regularmente tinham uma probabilidade 54% menor de desenvolver periodontite em comparação com aquelas que levavam vidas sedentárias.
A Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição também revelou que as pessoas que se exercitam três vezes por semana ou menos também poderiam obter benefícios, o que significa que têm uma probabilidade 33% menor de desenvolver periodontite.

Índice de massa corporal (IMC) e saúde bucal

Existe um vínculo importante entre o Índice de Massa Corporal (IMC) dos indivíduos e sua saúde bucal.
Um estudo publicado no Journal of Periodontology descobriu que pessoas que mantêm um peso normal e praticam a quantidade recomendada de exercício tiveram uma probabilidade 40% menor de desenvolver periodontite.
Outros comportamentos que melhoram a saúde se relacionam ao consumo de uma dieta saudável ao estilo mediterrâneo, com baixo teor de açúcar refinado e alto teor de fibras, frutas, vegetais e gorduras saudáveis.

Exercício pode melhorar a saúde bucal – como dar início

A quantidade recomendada de exercícios para melhorar a saúde bucal varia de acordo com a idade.
Para a maioria dos adultos saudáveis, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos recomenda cerca de 150 minutos de exercício cardiovascular moderado ou 75 minutos de exercício cardiovascular vigoroso.
O treinamento de força também é fundamental pelo menos duas vezes por semana para os principais grupos musculares.
As pessoas que estão começando devem fazê-lo lentamente, aumentando os tempos e intensidades do treino à medida que progridem.
Aqueles que levantam pesos devem fazê-lo usando um treino aprovado pelo seu instrutor. É bem natural sentir um pouco de dor quando o indivíduo começa a fazer treinos com pesos. Isso se deve ao acúmulo de ácido lático. O alongamento e o aquecimento antes dos exercícios não podem ser esquecidos.

Recíproca também é verdadeira

Sabemos que o exercício pode melhorar a saúde bucal, mas a recíproca também é verdadeira.
Ou seja, cuidar dos dentes pode ajudar a proteger seu coração e, portanto, sua capacidade de permanecer em forma e ativa.
Um estudo recente da Sociedade Europeia de Cardiologia descobriu que escovar os dentes frequentemente está associado a um menor risco de fibrilação atrial e insuficiência cardíaca.
Um possível motivo, segundo os cientistas, é que a escovação frequente reduz a quantidade de bactérias que vivem nas bolsas entre os dentes e as gengivas. Isso mantém as bactérias afastadas da corrente sanguínea.

Nem de mais, nem de menos

 Apesar dos benefícios que o exercício pode ter para a saúde bucal, deve-se evitar os excessos.
Isso porque treinar exaustivamente pode acabar contribuindo para o surgimento de problemas de saúde bucal. Nesse rol podemos listar cáries, por exemplo, decorrentes de erosão do esmalte dental.
Isso porque algumas das principais causas de fraqueza no esmalte estão relacionadas ao consumo de bebidas esportivas ácidas e ao hábito de respirar com a boca aberta durante o treino.
De forma geral, o exercício pode melhorar a saúde bucal. Especialmente a saúde das gengivas.
No entanto, quando realizado intensivamente, pode acabar corroendo o esmalte dental.
Em vez de desistir do exercício, os atletas simplesmente precisam tomar cuidado para evitar bebidas ácidas e respirar pelo nariz. A respiração pela boca pode diminuir a saliva, deixando o esmalte exposto a bactérias nocivas.

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Fonte: PubMed
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Qual relação asma e gengivite podem ter?

asma e gengivite

Aparentemente asma e gengivite, podem estar sim conectados. Isso segundo um estudo recente publicado no Journal of Periodontology.
Pessoas com asma têm um quinto a mais de chance de sofrer gengivite do que pessoas que não têm asma.
Esse número é surpreendente e caracteriza que de fato asma e gengivite tem uma conexão.

Epidemia de Asma

Cerca de 339 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de asma. Isso de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

A asma é uma doença inflamatória.
É uma condição pulmonar comum que estreita e inflama as vias aéreas. O resultado disso são sintomas como dificuldade em respirar, chiados, tosse e aperto no peito.

Geralmente começa na infância, embora também possa se desenvolver em adultos.
Afeta pessoas de todas as idades.
Algumas crianças “superam” a asma, e isso se resolve na idade adulta. Atualmente não há cura, mas o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas.

A conexão asma e gengivite

A asma também pode causar boca seca.

Essa condição leva ao acúmulo excessivo de placa bacteriana e doenças gengivais. A xerostomia pode ser o elo que conecta a asma e gengivite.

Portanto, se você tem pacientes que sofrem de asma, é importante ajudá-los a tomar medidas para cuidar de sua saúde bucal.
Prevenir o aparecimento de placas bacterianas e da saúde das gengivas são medidas essenciais de proteção.

O problema da boca seca

Indivíduos com asma muitas vezes também sofrem com a boca seca. Essa é uma condição na qual a boca não produz saliva suficiente.
A boca seca ocorre com mais frequência em pessoas com asma, porque o fluxo de ar restrito as obriga a respirar pela boca.

Os inaladores de asma podem contribuir ainda mais para essa condição.

Isso porque o uso da “bombinha” reprime as glândulas salivares e limitando a produção de saliva.

E como todos sabemos, a saliva é essencial para a eliminação das chamadas as bactérias ruins.

Uma boca seca cria condições ideais para que bactérias nocivas saiam e formem placas.

Isso pode levar a coisas como mau hálito, cárie dentária e, se não tratada, doenças gengivais, como gengivite e periodontite.

Doença gengival em poucas palavras

Como profissional de odontologia, você sabe que existem várias formas de seus pacientes protegerem sua saúde bucal. E também de manter a doença gengival afastada, mesmo que a asma esteja presente.
Aqui estão algumas dicas que você poderá compartilhar com seus pacientes.

Estas são dicas especialmente voltadas para pacientes que fazem uso de inaladores (bombinhas):

  • Sempre lave a boca com água após o uso do inalador;
  • Procure escovar os dentes após o uso do inalador, pois pode ser ainda mais eficaz;
  • Beba água regularmente durante todo o dia para ajudar a aliviar os sintomas de boca seca.

Concluindo

Por fim, a melhor maneira para seus pacientes cuidarem de sua saúde dental é manter a higiene bucal com escovação e uso do fio dental regularmente.
E também consultar seu dentista ao menos duas vezes por ano para uma limpeza profilática.

Embora a doença gengival possa ser tratada, a prevenção é, sem dúvida, a melhor abordagem.

Ao manter-se atento e pró-ativo sobre sua saúde bucal, as pessoas com asma podem facilmente manter um sorriso bonito e saudável por toda a vida.

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Fonte: Dental News
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Microbiomas: saúde da boca e do corpo conectados

Microbiomas: saúde da boca e do corpo conectados

microbiomas

Temos que acabar com a noção de que uma parte do nosso corpo não está conectada ao resto.
O corpo é uma entidade com muitas partes que trabalham juntas.
A manutenção da saúde e do equilíbrio geral do corpo é o mais importante de tudo.
Devemos parar nossa obsessão antibacteriana e, em vez disso, focar mais profundamente em contar com microbiomas saudáveis.

O que são microbiomas?

Um microbioma é uma rede complexa de bactérias, fungos e, sim, até vírus que funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana. E o melhor, para nos proteger de corpos estranhos. As bactérias nos microbiomas do corpo têm sido associadas à produção de serotonina, produção complexa de vitaminas e regulação hormonal.

De fato, seu microbioma, e não seu sistema imunológico, atua como a primeira linha de defesa do corpo contra doença.
Somente quando os microbiomas foram comprometidos é que o sistema imunológico precisa entrar em ação.

Os microbiomas existem no intestino, na pele, nos olhos, no nariz e nos ouvidos, no canal do parto e, é claro, na boca. Alguns produtos para higiene bucal fazem propaganda de que eliminam 99,9% de todos os “germes”. E isso ao invés de uma vantagem, pode ser visto como um problema.

É que a maioria das bactérias que compõem seu microbioma oral é extremamente boa para você.
A eliminação da grande maioria das bactérias na boca traz consequências.
Isso porque pode gerar uma sobrecarga tóxica que pode afetar a saúde bucal e a saúde de todo o corpo.

A boca é compõe um dos principais microbiomas do organismo.
Quando o microbioma oral está equilibrado e em seu estado mais natural, 98% das bactérias estão protegendo você contra infecções, inflamações e toxicidade.
Repleto de bactérias do bem, sobra pouco espaço para bactérias ruins se desenvolverem.

Mas os produtos antibacterianos para higiene bucal são semelhantes às bombas atômicas eliminando indiscriminadamente tudo na sua boca.
Os agentes antibacterianos não discriminam, e não há como segmentar apenas bactérias ruins, por isso perdemos os bons residentes juntamente com os ruins.

O uso excessivo de antissépticos bucais pode tornar sua boca (microbioma oral) vulnerável.

Isso porque abre espaço para o desenvolvimento de qualquer bactéria, incluindo superbactérias perigosas.

Existe um outro fato que pode tornar as coisas ainda mais preocupantes.
O uso indiscriminado e excessivo de produtos antibacterianos pode aumentar a resistência bacteriana a esses agentes.
Ou seja, aumenta assim a probabilidade ainda maior de sobrevivência dessas bactérias.

Como lidar preventivamente com o problema

Fora dos produtos antibacterianos para higiene bucal, os alimentos que mastigamos e o quão bem são digeridos (graças à saliva saudável) também desempenham um papel em nossos microbiomas. E, portanto, em nossa saúde geral.

Observam-se diferenças na inflamação da gengiva (um sinal de comprometimento do sistema imunológico) entre pacientes que ingeriram uma dieta orgânica, principalmente à base de plantas e aqueles que não a consumiam.
Acredita-se que a explicação seja a falta de antibióticos, pesticidas e outros produtos químicos em suas dietas diárias.

Quando a inflamação está presente no corpo por longos períodos de tempo acaba afetando o sistema imunológico. Isso pode resultar em aumento da carga viral. Depois que um vírus se torna “ativo” no corpo, o que significa que ele se multiplicou o suficiente para se tornar destrutivo, ele só pode ficar inativo a partir desse momento e é capaz de ser ativado novamente a qualquer momento durante a vida de seu hospedeiro.

Uma das melhores maneiras de evitar um aumento da carga viral no corpo é minimizar o envolvimento do sistema imunológico sempre que possível. Uma das melhores maneiras de fazer isso é proteger nossos microbiomas e manter a inflamação baixa. A melhor maneira de manter a inflamação na boca é praticar uma boa higiene bucal, remover o maior número possível de produtos químicos nocivos da dieta e reduzir o estresse diário, sempre que possível.

Probióticos

Pesquisas recentes realçam o benefício dos probióticos para o intestino. Hoje acredita-se que essa lógica também valha para o microbioma da boca.

Pode-se melhorar a saúde bacteriana da boca e de todo o corpo através de mudanças simples na dieta, produtos e estilo de vida.

Ao melhorar e proteger a saúde de nossas bactérias orais, podemos assim fortalecer as respostas defensivas de nosso corpo. E também aumentar os níveis de energia, reduzir a inflamação e retornar a um estado mais natural de saúde de todo o corpo. E isso sem a necessidade do uso de antissépticos bucais.

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Fontes: Dentistry Today, Amazon
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Obesidade e periodontite – uma estranha conexão

A obesidade e periodontite estão entre as doenças não transmissíveis mais comuns nos Estados Unidos.

Estudos epidemiológicos mostram que essas condições crônicas podem estar relacionadas.
Este novo estudo explora o efeito da obesidade no cuidado periodontal não cirúrgico. Avalia possíveis caminhos que podem comprovar a conexão entre a obesidade e periodontite.

Obesidade e periodontite – não é uma simples relação de causa efeito

A conexão entre obesidade e periodontite não é uma simples de causa e efeito.
O que as aproxima e ao mesmo tempo conecta é o que ambas têm em comum: inflamação.

Pela análise de uma infinidade de estudos existentes, os pesquisadores descobriram algo muito interessante. Eles verificaram a existência de uma relação muito curiosa.
Os dados que mostram o aumento do índice de massa corporal, a circunferência da cintura e a porcentagem de gordura corporal se mostram associados a um risco aumentado para o desenvolvimento de periodontite.
A maioria dos estudos até então analisou dados de subconjuntos populacionais em um determinado momento. Ao invés de estudar a mesma população por um período mais longo de tempo.

Mudanças químicas no corpo – efeitos sobre o metabolismo

Eles concluíram que mudanças na química do corpo afetam o metabolismo, o que, por sua vez, causa inflamação.
Condição presente na obesidade e periodontite.

A periodontite ocorre em pacientes mais suscetíveis à inflamação. Pacientes esses que também se mostram mais suscetíveis à obesidade.

São conhecimentos novos que podem guiar os profissionais de saúde ao planejarem tratamentos para pacientes que sofrem de obesidade e / ou periodontite.

Saúde do corpo e saúde bucal

Os dentistas precisam estar cientes da complexidade desta nova relação entre obesidade e periodontite.
É importante na abordagem e aconselhamento dos pacientes sobre a importância de um peso corporal adequado e a prática de uma boa higiene bucal.

Hipótese importante que precisa ser validada

Do ponto de vista clínico, será que se você tratar um dos problemas, isso poderá impactar o outro? Essa é a grande questão.

Por exemplo, se tratarmos a obesidade com sucesso, isso afetará a periodontite a ponto de ter relevância clínica em comparação à população controle?

São ainda poucos os ensaios clínicos que nos permita responder essa pergunta. Como tudo em ciência, são necessárias mais pesquisas sobre a relação entre obesidade e periodontite. Neste momento, existem evidências ainda limitadas para recomendar mudanças no planejamento do tratamento odontológico.

É uma questão que ainda permanece no terreno das suspeitas, mas que nos leva a pensar.

O simples fato de tratar a obesidade trará prognósticos favoráveis à saúde individual. Agora o quanto isso irá afetar a saúde bucal, e em particular a condição da periodontite é algo que carece de maior investigação.

obesidade e periodontite

Obesidade complica a saúde bucal

Existem estudos mostrando que indivíduos afetados pela obesidade têm mais problemas de saúde bucal do que outros em geral.

Os resultados publicados indicam que esses pacientes com necessidades especiais têm níveis mais altos de cárie dentária, mais dentes ausentes e menos restaurações dentárias necessárias.

Sabe-se que os indivíduos afetados pela obesidade visitam um dentista com menos frequência, têm mais dificuldades para acessar atendimento odontológico regularmente e provavelmente só procuram um dentista quando surge um problema.

Pacientes obesos tendem a ter mais problemas de cáries dentárias. Condição essa que é agravada pelo uso continuado de medicamentos que podem causar xerostomia (boca seca). Dietas inadequadas – lanches rápidos, doces e refrigerantes, afetam a saúde bucal. E o refluxo gastroesofágico, associado a vômitos frequentes e má higiene dental, podem causar um verdadeiro desastre à saúde bucal.

Cada paciente deve tomar consciência da natureza complexa das doenças odontológicas e de como elas progridem silenciosamente.

Prevenção e reconhecimento precoce são o melhor método para proteger e preservar a boa saúde bucal. Ter uma boa saúde bucal é essencial para a sua saúde geral.

Melhorando a saúde bucal para obesos – o que se pode fazer

Quebrar o ciclo da má higiene bucal, da erosão e desmineralização requer orientação e cuidados regulares da sua equipe de saúde bucal.
O dentista pode criar uma estratégia de atendimento preventivo adaptada às necessidades individuais.

Uma estratégia sólida baseada nas evidências mais atuais deve abordar cinco intervenções:

  1. Modificação da dieta alimentar;
  2. Hidratação e lubrificação da cavidade bucal;
  3. Neutralização do ataque ácido bucal;
  4. Remineralização das superfícies dentais danificadas;
  5. Desinfecção da boca.

1. Modificação na dieta alimentar

Recomenda-se uma dieta rica em sementes, nozes, soja, frutos do mar e espinafre.
Isso elimina as bactérias produtoras de decomposição e reduz os níveis de acidez na boca.
Reduzir os alimentos ácidos (pães, massas, cereais refinados, café, chocolate, sucos de frutas, vinho) e refrigerantes com gás (refrigerantes e bebidas esportivas).
Aumente a ingestão de queijos e laticínios para fornecer cálcio e fósforo necessários para a remineralização dentária e neutralizar alimentos ácidos.
O controle da azia e refluxo ácido são altamente recomendáveis.

2. Hidratação e lubrificação

É importante aumentar o consumo de água da torneira fluoretada. A água engarrafada é acidificada para aumentar a vida útil e normalmente não possui flúor.
Sabe-se que os produtos adoçados com xilitol reduzem a placa dental, mas a dieta deve incluir 6 a 10 gramas de adoçante por dia para demonstrar a atividade anticárie.

Mastigar chiclete de xilitol ou balas de xilitol de dissolução lenta três vezes por dia fornece o benefício máximo enquanto estimula o fluxo natural de saliva.

Deve-se ter cuidado ao aumentar o uso de adoçantes de poliol (xilitol, sorbitol, manitol, maltitol).

Pacientes bariátricos relataram diarreia osmótica como efeito colateral se esses substitutos do açúcar forem ingeridos em grande quantidade.

3. Neutralização

Para combater os desequilíbrios ácidos, uma boa estratégia é aumentar o pH da boca com bicarbonato de sódio ao menos duas vezes ao dia.

Mergulhe a escova de dentes úmida e cubra-a com bicarbonato de sódio para um tratamento neutralizante rápido é uma possibilidade. Outra opção é bochechar uma solução de bicarbonato de sódio umas quatro a cinco vezes ao dia.

A mudança para um creme dental com bicarbonato de sódio é uma alternativa, mas produz menos efeito tampão.
Existem outros agentes tamponantes comerciais disponíveis na forma de enxaguatórios e pastilhas. Mas o bicarbonato de sódio padrão direto da caixa é ótimo para se contrapor às bactérias orais e é um composto tamponante altamente eficaz e barato.

4. Remineralização

A terapia com flúor tem sido a base para a mineralização dental profissional desde a década de 1940.
Esse elemento aprimora a remineralização, formando um verniz de baixa solubilidade na superfície do dente. Isso inibe as vias metabólicas bacterianas, difundindo-se para as células onde impede a reprodução dos germes.

Pastas, géis, lavagens e vernizes especializados com alto teor de fluoreto são frequentemente dispensados ou prescritos pela equipe odontológica quando um problema agressivo de desmineralização é identificado.

Algumas das novas pastas são especialmente formuladas com níveis precisos de flúor, cálcio e fósforo, para que todos os elementos necessários para reformar a estrutura dental sejam aplicados diretamente nas áreas danificadas.

5. Desinfecção

Reduzir a contagem geral de bactérias bucais causadoras de doenças é um problema muito difícil. Isso porque esses germes são altamente adaptados a essa região específica do nosso corpo.

Produtos químicos antibacterianos de alta potência geralmente irritam tecidos orais delicados. Portanto é altamente recomendável uma orientação profissional.

Geralmente, muitos dentistas continuam endossando o enxágue diário com um colutório por 30 segundos, duas vezes ao dia antes do uso do fio e escovação dental.

A clorexidina prescrita em solução a 0,12%, bochechada duas vezes por dia, é uma alternativa aceitável. Porém muitos pacientes sofrem alterações no paladar e manchas fortes nos dentes decorrentes do uso rotineiro desse produto.

Algumas fórmulas probióticas foram introduzidas recentemente para superar as bactérias da placa, mas os estudos sobre sua eficácia ainda não são conclusivos.

A eliminação diária e eficaz da placa pelo uso de boas técnicas de limpeza continua sendo o melhor método de controle bacteriano.

Fontes: Nature, OAC
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Qual a relação entre a menopausa e hipertensão?

menopausa e hipertensão

A perda dentária pode ser o sinal de alerta clínico para a possibilidade do desenvolvimento de hipertensão arterial entre as mulheres após a menopausa.

É o que um estudo publicado no American Journal of Hypertension  sugere pelos resultados apresentados.

O estudo em questão tem o título de “Association of Periodontal Disease and Edentulism With Hypertension Risk in Postmenopausal Women” (Associação da Doença Periodontal e Edentulismo com o Risco de Hipertensão em Mulheres Pós-menopáusicas). É uma pesquisa que envolveu 36.692 mulheres do Women’s Health Initiative-Observational Study , EUA.

O estudo estabelece uma relação direta entre a perda de dentes e o aumento da hipertensão em mulheres pós-menopausa. E com um risco acrescido de 20% , e principalmente em idades mais jovens e com menor Índice da Massa Corporal (IMC).

Sinal de alerta – chegada da menopausa e hipertensão

Com a perda de dentes, as pessoas tendem a ingerir alimentos mais macios e processados. Estas mudanças nos padrões alimentares por si só já podem ser associadas a um maior risco de pressão alta o que explicaria a relação menopausa e hipertensão. A perda de peças dentárias pode assim servir como uma espécie de sinal clínico de alerta para o aumento do risco de hipertensão.

Para quebrar essa triste relação entre menopausa e hipertensão, algumas medidas simples podem ser implementadas. A começar pela melhora da higiene bucal, prática regular de atividade física, adoção de uma dieta mais saudável, perda de peso corporal e monitorização frequente da pressão arterial.

São vários os estudos que apontam para uma relação direta entre a hipertensão e saúde bucal. Um estudo de 2014 do American College of Cardiology – pesquisou a influência da doença periodontal na pressão arterial em pacientes hipertensos já noticiada aqui no blog Dentalis.

Os resultados demonstraram que a pressão arterial era mais elevada em pacientes sujeitos a tratamento para a hipertensão com periodontite do que em pacientes não sujeitos a qualquer tratamento. Quanto maior a severidade da periodontite, maior a resistência à resposta no tratamento da hipertensão.

Hipertensão e outros males

Além da pressão alta, a perda de dentes está associada a um risco maior de doenças cardiovasculares, AVC e demência.
A relação entre menopausa e hipertensão predispõe também a outros problemas de saúde.
Isso porque a perda de dentes gera consequências. Os alimentos acabam sendo mastigados de forma incompleta e irão causar problemas no estômago. Isso pode ser causa do aparecimento de gastrite e refluxo gastroesofágico numa etapa posterior.
A nível nutricional poderá gerar prejuízos na absorção de nutrientes, e por consequência no metabolismo geral do paciente.

Impacto negativo sobre a estética e o bem estar psicológico

Importante também destacar o impacto que a perda dental poderá ter sobre o componente estético. Como a depressão dos lábios e da região perioral, alterações na fala e de dicção. Isso poderá fazer com que os pacientes sintam inibição em falar, gerando o isolamento social. E como sabemos, o isolamento social, é um dos gatilhos de grande parte dos casos de depressão.

menopausa e hipertensão

A importância crescente da Odontologia

A relação entre menopausa e hipertensão é preocupante. A conexão entre perda dentária e hipertensão é um novo elemento neste mosaico de problemas.
Problemas esses muitas vezes ignorados pela classe médica que, apesar de alertada pelos dentistas, não leva em conta a relevância que uma boa saúde bucal tem para a saúde geral do paciente.
A relação entre problemas de saúde bucal e patologias diversas tem sido a cada dia mais comprovada por diversos estudos.

Observa-se cada vez mais pacientes polimedicados para múltiplas e diversas doenças.

Especialmente em casos assim seria importante a criação de equipes multidisciplinares. O dentista tem um papel fundamental na prevenção e tratamento.

Doenças oncológicas e sistêmicas, problemas cardiovasculares e outros mais têm uma relação direta com o estado da saúde bucal do paciente.

Em muitos casos um tratamento odontológico prévio deveria ser iniciado antes mesmo do tratamento específico de outras patologias.
A relação menopausa e hipertensão é apenas mais uma peça neste quadro cada vez mais complexo ligando a saúde bucal e seus reflexos sobre a saúde do corpo.
O compartilhamento de informações entre médicos e dentistas se mostra fundamental para o sucesso do tratamento. E deveria, assim, ser mais efetiva. Importante também que sejam criados programas de saúde pública adequados para mulheres na menopausa e pós-menopausa.

Riscos associados à saúde bucal de mulheres após a menopausa

As mulheres depois da menopausa estão sujeitas a diversas alterações metabólicas importantes com impactos na saúde bucal.

São alterações que se manifestam em doenças sistêmicas e vasculares.

Condições como boca seca, percepção alterada e sensação queimação (refluxo) são consequências destas doenças sistêmicas. Ou resultado da ingestão de medicamentos para as mesmas. Estudos indicam uma diminuição da secreção salivar, com alterações na viscosidade e no pH da saliva total com relação direta nas alterações orais, desenvolvendo distúrbios na mucosa oral, sendo a xerostomia um achado frequente.

Há ainda que considerar a diminuição da produção de estrogênios. O que trará impacto sobre o metabolismo ósseo, potencializando a osteoporose.
Medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose têm um efeito prejudicial na cavidade oral. Podem provocar ou aumentar a osteonecrose óssea, denominada osteonecrose dos maxilares. Isso tem especial relevância para pacientes candidatos à implante dentário.

Fontes: American Journal of Hypertension, SaúdeOral
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Antibióticos e problemas cardíacos: pode ter relação?

antibióticos e problemas cardíacos

Uma ligação entre uma classe de antibióticos e problemas cardíacos foi descoberta por pesquisadores.

É o que aponta um estudo recente publicado no Journal of American College of Cardiology.
É resultado do trabalho de pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC). Em parceria com a Unidade de Avaliação Terapêutica da Provincial Health Services Authority (PHSA),
Eles descobriram um grave problema com os usuários atuais de antibióticos da classe da fluoroquinolona, como a Ciprofloxacina. Eles apresentam um risco 2,4 vezes maior de desenvolver regurgitação aórtica e mitral, onde o sangue flui para o coração. Isso em comparação com pacientes que tomam amoxicilina, um tipo diferente de antibiótico. O maior risco se estende pelo período de 30 dias após o uso.

Estudos recentes também associaram a mesma classe de antibióticos a problemas cardíacos outros.

Alguns profissionais da saúde preferem as fluoroquinolonas a outros antibióticos. Isso devido ao seu amplo espectro de atividade antibacteriana. E também pela sua alta absorção oral, que é tão eficaz quanto o tratamento endovenoso.

Classe de antibióticos e problemas cardíacos

Essa classe de antibióticos é muito conveniente (1 comprimido/dia). Mas para infecções comunitárias não são realmente necessárias. A prescrição inadequada pode causar resistência a antibióticos e também problemas cardíacos graves.

Os pesquisadores esperam que o estudo ajude a alertar os profissionais de saúde para a gravidade dessa descoberta. Isso quando do surgimento de problemas cardíacos em pacientes sem nenhuma outra origem estabelecida. Os antibióticos da classe das fluoroquinolonas podem ser a causa em potencial.

Um dos principais objetivos da Unidade de Avaliação Terapêutica é avaliar diferentes medicamentos e tecnologias de saúde. Isso para determinar se eles melhoram a qualidade dos cuidados prestados pelos programas ou melhoram os resultados dos pacientes. É o que afirma um dos chefes da equipe de pesquisa.

Importância do cuidado na prescrição de antibióticos

Este estudo destaca o grande cuidado que se deve ter ao se prescrever antibióticos.
Especialmente a partir de agora que foi estabelecido um elo entre uma classe de antibióticos e problemas cardíacos graves.

O estudo

Nesse estudo os cientistas analisaram dados do sistema de relatórios adversos da Food and Drug Administration dos EUA.
Eles também analisaram um enorme banco de dados de saúde de seguros privados nos EUA. Foram catalogados dados demográficos, identificação de medicamentos, dose prescrita e duração do tratamento.

Os pesquisadores identificaram 12.505 casos de insuficiência valvar com 125.020 indivíduos controle caso em uma amostra aleatória de mais de nove milhões de pacientes. Eles definiram a exposição atual à fluoroquinolona como uma prescrição ativa ou 30 dias antes do evento adverso. A exposição recente nos dias 31 a 60 dias. E a exposição passada nos 61 a 365 dias antes de um incidente.
Os cientistas compararam o uso de fluoroquinolona com amoxicilina e azitromicina.

Os resultados

Os resultados mostraram que o risco de regurgitação aórtica e mitral, refluxo sanguíneo no coração, é maior com o uso atual, seguido pelo uso recente. Eles não viram aumento do risco de regurgitação aórtica e mitral com uso passado.

Novos estudos são aguardados

Se novos estudos vierem a confirmar a conexão entre essa classe de antibióticos e problemas cardíacos, providências terão de ser tomadas.
Alertas deverão então ser adicionados ao risco do aparecimento de regurgitação aórtica e mitral.
Nesses casos, os profissionais de saúde serão recomendados a optar por outros antibióticos.
Ou seja, outras classes de antibióticos como primeira linha de defesa para infecções não complicadas.

Já sabíamos que infecções odontogênicas aumentam o risco de doenças cardíacas.
Agora também surge o fantasma do risco atrelado a uma classe de antibióticos e problemas cardíacos decorrentes de seu uso.

Assim que obtivermos acesso a novos dados científicos relacionado a esse tema, estaremos divulgando a todos aqui no blog Dentalis.

Fonte: ScienceDaily
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Doença periodontal associada à pressão alta

doença periodontal

A doença periodontal pode ser didaticamente divida em três estágios. Desde o menos grave (gengivite), passando pela periodontite, até o mais avançado, a periodontite avançada.

Mais e mais evidências indicam que a doença periodontal aumenta o risco de outras condições de saúde, incluindo hipertensão.

Uma nova revisão da literatura reforça essa tese. Os dados indicam que quanto mais avançado o estágio da doença periodontal, maior o risco de hipertensão.

É o que revelam dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano, o CDC.

Segundo o CDC, 47,2% das pessoas com 30 anos ou mais apresentam alguma forma de doença periodontal. Cerca de 32% de todos os adultos nos Estados Unidos têm pressão alta.

As duas condições podem dar a impressão de não estarem relacionadas. No entanto, estudos recentes reforçam a ideia da ligação entre doença periodontal e pressão alta.

Doença periodontal e pressão alta

Uma revisão recente da literatura trouxe uma importante confirmação.
Ou seja, as evidências apontam que pessoas com periodontite tem maior risco para o desenvolvimento se pressão alta.

Além disso, dados publicados na revista Cardiovascular Research, quanto mais severa a periodontite, maior o risco de hipertensão.

Periodontite, pressão alta, ataques cardíacos e derrames

Pacientes com periodontite podem desenvolver pressão alta. Hipertensão, por sua vez, pode ser a causa de ataques cardíacos e derrames.

Pesquisas anteriores já indicavam uma conexão entre doença periodontal e pressão alta. Igualmente também sugeriam que o tratamento odontológico poderia ajudar no controle da pressão arterial. No entanto, até o momento os resultados são inconclusivos.

Associação direta

Os pesquisadores revisaram e analisaram as evidências apresentadas por 81 estudos de 26 países.
A pesquisa sugeriu que a pressão arterial média tende a ser significativamente maior em indivíduos com doença periodontal.

No detalhe, a pressão arterial sistólica e diastólica apresentaram elevação.
Mais elevada em 4,5 milímetros de mercúrio e 2 mm Hg mais altos, respectivamente, naqueles com doença periodontal do que naqueles sem ela.
A pressão sistólica é aquele verificada durante os batimentos cardíacos. Já a pressão diastólica é aquela observada entre os batimentos cardíacos.

25% maior risco de morte

Essas diferenças não são nada desprezíveis.
Um aumento médio da pressão arterial de 5 mm Hg estaria associado a um risco 25% maior de morte por ataque cardíaco ou derrame.

Grau mais elevado de doença periodontal – maior o risco

Os pesquisadores identificaram uma associação entre doença periodontal com um risco 22% maior para o aparecimento de pressão alta.
Ao mesmo tempo verificaram que a periodontite avançada apresentava um risco 49% maior para o desenvolvimento de hipertensão.

Observa-se uma associação linear. Ou seja, quanto mais grave o grau de doença periodontal, maior a probabilidade de hipertensão.

Os resultados sugerem que os pacientes com doença periodontal devam ser informados sobre a existência desse risco.
Ao mesmo tempo devem ser aconselhados a realizar mudanças em seu estilo de vida de forma a evitar a pressão alta. A prática regular de exercícios físicos combinados a uma dieta saudável são altamente recomendáveis.

doença periodontal

Tratamento da doença periodontal poderia diminuir a pressão arterial?

Os pesquisadores também queriam ver se havia alguma evidência de uma correlação entre o tratamento da doença periodontal e uma redução na pressão sanguínea.

Apenas cinco dos 12 estudos intervencionistas incluídos na revisão verificaram que o tratamento da doença gengival parecia resultar em uma diminuição da pressão arterial.

As evidências, sobre esse aspecto específico, permanecem inconclusivas.

Parece haver conexão entre a saúde bucal e a pressão arterial. Ligação esta observada tanto em estados saudáveis e doentes. No entanto, a hipótese de que terapia da doença periodontal possa reduzir a pressão arterial depende de mais estudos e comprovações.

A inflamação é o elo que falta?

Os pesquisadores acreditam que a inflamação pode estar no centro do elo intrigante entre a saúde bucal e a cardiovascular.
A hipótese de que as bactérias orais responsáveis pela doença periodontal poderiam desencadear essa inflamação, que, por sua vez, tornaria a hipertensão, o elo mais provável.

Outra explicação possível pode ser a presença de certas características genéticas.
E ainda, a exposição a fatores de risco comuns tanto à doença periodontal quanto à hipertensão, como hábito de fumar ou obesidade.

Em muitos países do mundo, a saúde bucal não é verificada regularmente. É onde a doença periodontal pode permanecer sem tratamento por muitos anos.
A hipótese é que essa situação de inflamação bucal e sistêmica e resposta a bactérias se acumule sobre os fatores de risco existentes.

Doença periodontal pode gerar pressão alta, ou seria o contrário?

Até o momento se supõe que a doença periodontal possa ser um fator de risco para a pressão alta.
No entanto, a relação pode existir de maneira inversa. Ou seja, a hipertensão pode ser um fator de risco para essa doença bucal.

Mais pesquisas são necessárias para verificar se os pacientes com pressão alta têm uma probabilidade aumentada de doença periodontal.

Parece prudente fornecer conselhos de saúde bucal para os hipertensos “, observa o pesquisador sênior.

O que é consenso entre os especialistas

Está claro que mais pesquisas são necessárias para examinar se os pacientes com pressão alta têm uma probabilidade aumentada de doença periodontal.
Desde já, no entanto, é recomendável reforçar a importância dos cuidados com a saúde bucal entre os hipertensos.

A pressão alta atinge 1 bilhão de pessoas no mundo todo. É um triste e preocupante quadro que dados recentes revelam.

Esse é um tema que muito nos preocupa aqui no Dentalis. Já alertamos os leitores de nosso blog em uma matéria anterior sobre essa preocupante relação entre a doença periodontal e hipertensão.

Em nosso próximo post vamos trazer uma matéria com 15 dicas simples de como manter baixa a sua pressão arterial.
Convidados você a ficar sintonizado com tudo o que acontece no blog Dentalis.

Fonte: MedicalNewsToday,

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Periodontite e o risco de impotência masculina

impotência sexual masculina

A periodontite e o risco de impotência sexual masculina vem sendo avaliada por pesquisadores da Universidade de Granada, Espanha
O estudo em questão relaciona a higiene oral e suas repercussões sobre a saúde dos vasos sanguíneos penianos.
Os dados preliminares dessa pesquisa trazem uma descoberta de grande importância.
Ao que parece os vasos sanguíneos penianos sofrem os efeitos prejudiciais da periodontite anteriormente aos vasos coronarianos.

Os primeiros resultados desse trabalho foram publicados na Journal of Clinical Periodontology. Um outro estudo de 2017 já apontou essa relação.

Periodontite e o risco de impotência sexual masculina – o estudo

O estudo na condição de caso controle foi realizado com 158 pacientes do sexo masculino.
Desse total, 80 casos com disfunção erétil (impotência) e 78 pacientes controle. Testosterona, perfil lipídico, proteína C reativa e parâmetros glicêmicos foram avaliados. Todas as variáveis foram comparadas entre os grupos e foram realizadas análises de regressão.
74% dos pacientes com impotência apresentavam sintomas de periodontite. E aqueles que sofriam de impotência em maior grau, apresentavam também mais lesões periodontais.

impotência sexual masculina

Boa higiene oral é fundamental

O estudo salientou a importância da higiene oral para prevenção da impotência sexual masculina.
O risco apontado pela pesquisa é elevado. Pacientes com periodontite têm 2,28 vezes mais chances de vir a desenvolver impotência sexual masculina. Isso na comparação com pacientes com gengivas saudáveis.

A periodontite a cada dia mais vem sendo associada a outras patologias.

Concluindo

Embora o estudo em questão ainda não tenha terminado, as evidências são claras e fortes.
Pacientes com periodontite e impotência sexual masculina apresentaram pior condição periodontal. A periodontite crônica parece desempenhar um papel fundamental nesse processo.
A periodontite pode ser um fator gerador da impotência sexual masculina. E isso, independente de outras doenças.

O que de fato é a impotência sexual masculina

A impotência sexual masculina (disfunção erétil) é a incapacidade de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para ter relações sexuais. A impotência sexual masculina ocasional não é incomum. Muitos homens a vivenciam durante períodos de estresse. A impotência sexual masculina frequente pode ser um sinal de problemas de saúde. Requer atenção e tratamento.
Também pode ser um sinal de problemas emocionais ou de relacionamento que requerem tratamento e atenção profissional.
Nem todos os problemas sexuais masculinos são causados devido à impotência.
Outros tipos de problemas sexuais masculinos incluem: ejaculação precoce, atraso ou ejaculação ausente ou falta de interesse em sexo.

Quais os principais sintomas da impotência sexual masculina

O homem pode estar com impotência sexual quando:

  • Tiver problemas para obter uma ereção;
  • Tiver dificuldades em manter uma ereção;
  • Interesse reduzido em sexo.

Outros problemas sexuais relacionados à impotência:

  • Ejaculação precoce;
  • Ejaculação atrasada;
  • Anorgasmia. Ou seja, a incapacidade de atingir o orgasmo após estimulação.

Diante da manifestação de um ou mais desses sintomas uma ajuda médica deve ser procurada. Especialmente se os sintomas se mantiverem por dois ou mais meses. A consulta médica poderá elucidar a causa original do problema e buscar o tratamento específico.

O que pode provocar a impotência sexual masculina

Além da periodontite crônica, existem outras doenças e condições que podem predispor os homens à impotência sexual:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Hiperlipidemia (colesterol e triglicerídeos elevados);
  • Problemas causados por câncer ou cirurgia (especialmente câncer de próstata);
  • Lesões;
  • Obesidade ou sobre peso;
  • Idade avançada;
  • Estresse e/ou ansiedade;
  • Problemas de relacionamento;
  • Abuso de drogas;
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo.

A impotência sexual masculina pode ser causada por apenas um desses fatores ou vários. É por isso que é importante buscar orientação médica para que se possa isolar e tratar o problema.

Fisiologia sexual masculina

A ereção é o resultado do aumento do fluxo sanguíneo pênis.
O fluxo sanguíneo é geralmente estimulado por pensamentos sexuais ou contato direto com o pênis.
Quando um homem fica excitado sexualmente, os músculos do pênis relaxam. Esse relaxamento permite aumentar o fluxo sanguíneo através das artérias penianas. Esse sangue preenche duas câmaras no interior do pênis chamadas corpos cavernosos. À medida que as câmaras se enchem de sangue, o pênis fica rígido. A ereção termina quando os músculos se contraem e o sangue acumulado pode fluir pelas veias penianas. A impotência sexual masculina pode ocorrer devido a problemas em qualquer estágio do processo de ereção.
Por exemplo, as artérias penianas podem estar danificadas demais para abrir adequadamente e permitir a entrada de sangue.

A questão idade

Até 30 milhões de homens americanos são afetados por impotência sexual.
A prevalência da impotência aumenta com a idade. A impotência afeta:

  • 12% dos homens com menos de 60 anos;
  • 22% dos homens na faixa dos 60 anos;
  • 30% dos homens com 70 anos ou mais.

Como se pode ver o risco de impotência aumenta com a idade. No entanto, a impotência não é inevitável à medida que o homem envelhece. Pode ser mais difícil conseguir uma ereção com a idade, mas isso não significa necessariamente que o homem se tornará impotente.
Em geral, quanto mais saudável o homem é, melhor será sua função sexual.

A impotência também pode ocorrer entre homens mais jovens.
Um estudo de 2013 verificou que um em cada quatro homens que procuravam o primeiro tratamento para impotência tinham menos de 40 anos.

Os pesquisadores encontraram uma correlação mais forte entre tabagismo e uso de drogas ilícitas e impotência em homens com menos de 40 anos do que entre homens mais velhos. Isso sugere que as escolhas de estilo de vida podem ser o principal fator contribuinte para a impotência em homens mais jovens.

Uma outra pesquisa fez descobertas interessantes sobre homens com impotência abaixo dos 40 anos de idade. Nesses casos verificou-se que o tabagismo era um fator para a impotência entre 41% dos homens desse público alvo. O diabetes foi o segundo fator de risco mais comum.
Estava ligado à impotência em 27% dos homens com menos de 40 anos.

Mudanças no estilo de vida podem ajudar

Hábitos de vida saudáveis e mudanças no estilo de vida podem evitar a impotência sexual, e em algumas situações, reverter a condição:

  • Exercitar-se regularmente;
  • Manter a pressão arterial controlada;
  • Alimentar-se de forma equilibrada e nutritiva;
  • Manter um peso corporal saudável;
  • Evitar o álcool em excesso;
  • Evitar o cigarro;
  • Reduzir o estresse.
Fontes: NCBI, healthline
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