resistência bacteriana

Uma luta constante e diária que depende de nós

Como todos sabemos os antimicrobianos são fármacos que têm como finalidade tratar ou prevenir infecções causadas por microrganismos, eliminando-os ou impedindo que estes se multipliquem.

Uma das grandes questões que se tem debatido ao longo dos anos é o uso excessivo de antimicrobianos e a falta de consciencialização da população para os seus efeitos na saúde.

Quanto mais elevado for o seu consumo, maior é a probabilidade de os microrganismos desenvolverem mecanismos de resistência ao medicamento que, inicialmente, os eliminava. O crescente aumento de bactérias multirresistentes é uma realidade que requer uma ação conjunta dos profissionais de saúde, instituições governamentais e sociedade.

A Organização Mundial de Saúde estima que já ocorram, a nível global, cerca de 700 mil mortes causadas por bactérias multirresistentes, um número que a mesma entidade prevê que aumente para os 10 milhões até 2050.

Educação constante e no dia a dia

O primeiro passo de todos é a conscientização: é importante desmistificar, junto à população, que os antibióticos apenas tratam, e por vezes previnem, infecções bacterianas. Devemos informar às pessoas que antibióticos jamais deverão ser administrados em casos de infecções causadas por vírus, como gripes ou constipações. Além disto, convém destacar que este tipo de medicamentos só deve ser usado quando for prescrito por um profissional de saúde e jamais por conta própria.

Contudo, a conscientização deve ser igualmente estendida junto aos profissionais de saúde, para que antimicrobianos sejam prescritos de forma o mais racional possível aliada a uma duração adequada da terapia.

O Programa de Apoio à Prescrição Antimicrobiana (PAPA) visa orientar, uniformizar, verificar e validar a antibioticoterapia, tendo como meta final preservar a sua eficácia e o melhor tratamento do paciente.

Para uma antibioticoterapia correta, o profissional de saúde deve refletir, num primeiro momento, sobre qual a origem da infecção, qual o foco mais provável e quais os fatores modificadores ou de risco para as resistências.

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Resistência bacteriana aos antibióticos: um sério problema de saúde

chamada sobre antibioticosO uso de antibióticos é essencial nos tratamentos médicos modernos, mas o seu uso frequente e indevido tem reduzido a sua eficácia. Este ano a World Antibiotic Awareness Week (Semana Mundial da Conscientização sobre Antibiótico – WAAW), realizada de 14 a 20 de Novembro de 2016, procurou aumentar a compreensão pública sobre o problema. Nesta entrevista com o Dr Paulo Sambrook, Presidente do Comité da Terapêutica Odontológica da Australian Dental Association (ADA), discutiu-se sobre a finalidade da WAAW e sobre o que os dentistas podem fazer para se engajarem no combate à resistência bacteriana.

Qual é o principal objetivo do WAAW?

Dr. Paulo Sambrook: O objetivo da WAAW é aumentar a consciência global sobre a resistência aos antibióticos e incentivar a busca por melhores práticas entre o público em geral, os prescritores e os criadores das normas para evitar uma das maiores emergências na saúde: a propagação da resistência aos antibióticos.

Quanto difundido é o problema de sub utilização ou excesso de uso de antibióticos na Austrália?

Dentistas prescrevem em torno de 3 por cento de todos os antibióticos prescritos na Austrália. No entanto, informações provenientes do NPS Medicine Wise declaram que a Austrália tem uma das mais altas taxas de prescrição globais, com cerca de 29 milhões de prescrições emitidas a cada ano – mais do que uma por pessoa em média. A resistência aos antibióticos é um grave problema de saúde já presente na nossa comunidade. Sem antibióticos, infecções que eram facilmente tratadas podem voltar a matar.

Se não tratarmos a resistência aos antibióticos, em 2050 até dez milhões de pessoas poderão morrer todos os anos de infecções intratáveis.

Como a ADA encorajou o envolvimento durante a WAAW?

O tema constante de “Antibióticos: Manuseie com cuidado” para este ano da WAAW é altamente relevante para a Odontologia. Pessoas com problemas dentários às vezes pensam que lançar mão de um analgésico ou consultar o seu médico em busca de antibióticos seja a melhor resposta em vez de buscar um exame realizado pelo seu dentista.

A ADA vem fazendo a sua parte na busca de uma solução frente à resistência aos antibióticos através do aconselhamento dos seus membros através de artigos informativos nas suas publicações regulares e site. Os membros da ADA têm acesso a uma farmacêutica consultório altamente experiente, Dra. Geraldine Moses de quem podem solicitar pareceres de especialista sobre prescrição. Nós fornecemos também aos membros com uma cópia das guidelines odontológicas e de terapêutica oral, que fornecem informações confiáveis e terapêuticas independentes para ajudar o profissional a fazer as melhores escolhas para os seus pacientes em variados quadros odontológicos que se apresentam.

Como os dentistas podem contribuir para amenizar o risco de aumento da resistência bacteriana?

Problemas dentários devem ter sempre no dentista como profissional de referência para uma avaliação adequada buscando elucidar a causa do problema e não apenas os sintomas. É essa a mensagem que buscamos passar aos pacientes.

Estimulamos os profissionais dentistas a trabalhar a educação de seus pacientes buscando sempre orientá-los sobre como lidar com problemas odontológicos que eles têm no pré e pós-tratamento e onde os antibióticos se aplicam ou não no seu caso específico.

Para garantir que os profissionais de odontologia estejam prescrevendo antibióticos alinhados com as melhores práticas, os membros ADA podem usar serviços como PharmaAdvice no âmbito das já mencionadas orientações terapêuticas.

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Aumento da resistência bacteriana a antibióticos pode estar relacionada ao consumo de certos alimentos

antibioticos em formato de frangoO órgão intergovernamental administrado de forma conjunta pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) busca, desde 2000, como conter a resistência aos antibióticos a partir de análise dos riscos de transmissão pelos alimentos.

O Codex promove, além disso, ações globais como o fortalecimento do marco regulador, o uso veterinário dos antimicrobianos de forma prudente e responsável, e a eliminação ou a progressiva redução de sua utilização como promotores do crescimento da produção animal.

A especialista destaca que a pesquisa também pretende encontrar alternativas aos antibióticos, como vacinas e outras maneiras de reduzir o risco de doenças nos animais.

Enquanto as discussões seguem nos fóruns internacionais, a revista científica “The Lancet” publicou, em novembro do ano passado, um artigo sobre o descobrimento na China de uma nova forma de resistência em pessoas e animais, vinculada à colistina. O problema teria ocorrido pelo uso desse antibiótico na agricultura.

Em relação aos últimos estudos, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) lembrou que detectou em aves um aumento da resistência a antimicrobianos empregados para tratar doenças como a salmonela, que também afeta os humanos.

O especialista da EFSA Ernesto Liebana destacou que existem “evidências circunstâncias” que deixam claro que, quanto mais antimicrobianos, mais cresce a “pressão seletiva aplicada sobre a população de bactérias, gerando uma proporção maior de resistência”.

“Nos países nos quais houve um esforço em reduzir o uso de antimicrobianos, encontramos os menores níveis de resistência de modo geral”, destacou Liebana.

De qualquer forma, os pesquisadores seguem estudando o fenômeno, considerado como muito complexo quando surgem, por exemplo, bactérias multirresistentes ou capazes de transmitir seus genes resistentes para outras, com grande capacidade de expansão.

Contaminação dos alimentos

A contaminação pode ocorrer de diferentes formas, como, por exemplo, por meio das importações de animais. Apesar de a UE proibir o uso de antibióticos para favorecer o crescimento dos animais, alguns dos países-membros do bloco usam a substâncias para tratar doenças, o que dificulta as análises de risco.

Os especialistas pedem medidas globais para minimizar os efeitos negativos. Eles exigem que as decisões políticas sejam baseadas nas evidências científicas, mas nem todos os países parecem estar interessados em participar desse debate.

Para Barbara Murray, ex-presidente da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas (IDSA, na sigla em inglês), os EUA precisam se esforçar mais para reduzir o uso desnecessário dos antibióticos em animais. Ela reconhece, porém, que as opiniões entre os profissionais de saúde são diversas e que é preciso mais pesquisa para esclarecer as divergências.

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Aumento da resistência bacteriana a antibióticos pode estar relacionada ao consumo de certos alimentos

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O órgão intergovernamental administrado de forma conjunta pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) busca, desde 2000, como conter a resistência aos antibióticos a partir de análise dos riscos de transmissão pelos alimentos.

O Codex promove, além disso, ações globais como o fortalecimento do marco regulador, o uso veterinário dos antimicrobianos de forma prudente e responsável, e a eliminação ou a progressiva redução de sua utilização como promotores do crescimento da produção animal.

A especialista destaca que a pesquisa também pretende encontrar alternativas aos antibióticos, como vacinas e outras maneiras de reduzir o risco de doenças nos animais.

Enquanto as discussões seguem nos fóruns internacionais, a revista científica “The Lancet” publicou, em novembro do ano passado, um artigo sobre o descobrimento na China de uma nova forma de resistência em pessoas e animais, vinculada à colistina. O problema teria ocorrido pelo uso desse antibiótico na agricultura.

Em relação aos últimos estudos, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA, na sigla em inglês) lembrou que detectou em aves um aumento da resistência a antimicrobianos empregados para tratar doenças como a salmonela, que também afeta os humanos.

O especialista da EFSA Ernesto Liebana destacou que existem “evidências circunstâncias” que deixam claro que, quanto mais antimicrobianos, mais cresce a “pressão seletiva aplicada sobre a população de bactérias, gerando uma proporção maior de resistência”.

“Nos países nos quais houve um esforço em reduzir o uso de antimicrobianos, encontramos os menores níveis de resistência de modo geral”, destacou Liebana.

De qualquer forma, os pesquisadores seguem estudando o fenômeno, considerado como muito complexo quando surgem, por exemplo, bactérias multirresistentes ou capazes de transmitir seus genes resistentes para outras, com grande capacidade de expansão.

A contaminação pode ocorrer de diferentes formas, como, por exemplo, por meio das importações de animais. Apesar de a UE proibir o uso de antibióticos para favorecer o crescimento dos animais, alguns dos países-membros do bloco usam a substâncias para tratar doenças, o que dificulta as análises de risco.

Os especialistas pedem medidas globais para minimizar os efeitos negativos. Eles exigem que as decisões políticas sejam baseadas nas evidências científicas, mas nem todos os países parecem estar interessados em participar desse debate.

Para Barbara Murray, ex-presidente da Sociedade Americana de Doenças Infecciosas (IDSA, na sigla em inglês), os EUA precisam se esforçar mais para reduzir o uso desnecessário dos antibióticos em animais. Ela reconhece, porém, que as opiniões entre os profissionais de saúde são diversas e que é preciso mais pesquisa para esclarecer as divergências.

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