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Alerta: Uso de fluconazol por gestantes dobra o risco de malformações

Alerta: Uso de fluconazol por gestantes dobra o risco de malformações

fluconazol por gestantes

O uso do antifúngico oral fluconazol por gestantes no primeiro trimestre ao que parece eleva os riscos do bebê nascer com malformações musculares e ósseas.

Isso é o que sugere um trabalho recentemente publicado na página do British Medical Journal (BMJ) –  -.

Risco do uso de fluconazol por gestantes

Os autores acompanharam gestantes entre 12 e 55 anos presentes no banco de dados US Medicaid. Acompanhamento esse ocorrido entre os anos de 2000 e 2014.

O grupo de estudo de 1.969.954 gestações incluiu 37.650 (1,9%) gestações expostas ao fluconazol oral.

Os resultados mostraram que o risco de malformações músculo esqueléticas foi de 52,1 por 10.000 gestações expostas ao fluconazol.

O risco de malformações músculo esqueléticas foi o dobro nas mulheres que tomaram a dose mais alta no início da gravidez (> 450 mg). Contudo, os riscos absolutos ainda eram pequenos (12 incidentes por 10.000 gestações expostas no geral).

No Brasil o fluconazol não é encontrado na forma de pomadas ou cremes de uso tópico.
Para o tratamento tópico ou intravaginal das infecções fúngicas, existem outras opções.
Outros antifúngicos são indicados, tais como Cetoconazol, Miconazol ou Cotrimazol, por exemplo.

fluconazol por gestantes

Fluconazol, doses e a relação com o risco

Observou-se também um risco aumentado de 30% entre as mulheres que tomaram uma dose cumulativa menor de 150mg de fluconazol oral.

Uso de fluconazol por gestantes – Alerta

Os autores concluíram que o fluconazol oral durante o primeiro trimestre, especialmente o tratamento prolongado com doses maiores que o normal, pode de fato ser gerador de malformações para o bebê.
Em havendo extrema necessidade, o fluconazol deve ser prescrito com extrema cautela.

Fluconazol – saiba mais sobre esse antifúngico

O fluconazol é um potente agente antifúngico.
É usado para prevenir e tratar uma variedade de infecções por fungos e leveduras. Pertence a uma classe de medicamentos chamados antifúngicos azólicos. Age interrompendo o crescimento de certos tipos de fungos.

O uso oral de fluconazol está mais indicado no tratamento de:

  • Candidíase vaginal aguda e recorrente;
  • Balanites por Candida;
  • Profilaxia para reduzir a incidência de candidíase vaginal recorrente;
  • Dermatomicoses, incluindo Tinea pedis, Tinea corporis, Tinea cruris, Tinea unguium (onicomicoses) e infecções por Candida.

Existem alguns outros riscos associados ao uso de certos medicamentos durante a gestação. Como, por exemplo, aquele do uso de certos antibióticos no decorrer do período gestacional.

Fonte: BMJ
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Tratamentos com flúor: tudo o que você precisa saber

Tratamentos com flúor: tudo o que você precisa saber

tratamentos com flúor

Tratamentos com flúor são uma realidade na odontologia dos dias atuais.

O flúor na forma de fluoreto é um mineral natural e base de dentes fortes e importante na prevenção das cáries.

Por mais de 70 anos, a maior parte da água potável nos Estados Unidos continha pequenas quantidades de flúor para reduzir a cárie dentária.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) assegura que a água fluoretada reduziu a cárie dentária em cerca de 25% naquele país.
Outro estudo aponta elevação da incidência de cáries em condições em que a água potável não recebia adição de flúor.

Os tratamentos com flúor podem oferecer benefícios ainda mais significativos para proteção dos dentes.

Esses tratamentos podem ser benéficos para pessoas em risco de cárie dentária, mas podem não ser adequados para todos.

Neste artigo, analisamos os benefícios e efeitos colaterais do fluoreto e dos tratamentos com flúor, bem como recomendações de tratamento.

O que são os tratamentos com flúor

Os tratamentos com flúor são tipicamente tratamentos profissionais. Eles contêm uma alta concentração de flúor que o dentista aplica nos dentes do paciente. O objetivo é a melhoraria da saúde bucal e a redução do risco de cáries dentárias.

Esses tratamentos com flúor em consultório podem assumir a forma de uma solução, gel, espuma ou verniz.

Existem também alguns tratamentos com flúor de alta concentração que as pessoas podem realizar em casa, mas somente sob orientação de um dentista.

Esses tratamentos são semelhantes ao flúor presente na pasta de dente. No entanto, o tratamento contém doses muito mais altas e pode oferecer benefícios mais rápidos.

Benefícios dos tratamentos com flúor

  •  Auxilia o corpo a usar melhor minerais, como cálcio e fosfato. Os dentes reabsorvem esses minerais para reparar o esmalte dentário fraco;
  •  Ele se junta à estrutura dentária quando os dentes se desenvolvem para fortalecer o esmalte dos dentes, tornando-os menos vulneráveis a bactérias e cáries;
  •  Retarda ou até reverte o desenvolvimento de cáries. Retarda o crescimento de bactérias que causam cáries.

A ingestão na água potável combinada com os tratamentos com flúor proporcionam os benefícios:

  •  redução do risco de cáries dentárias;
  •  retarda o crescimento de cáries;
  • diminui a necessidade de tratamento odontológicos caros;
  • prolonga o tempo de vida útil dos dentes de leite da criança;
  • reduz os gastos financeiros do paciente com procedimentos odontológicos.

Ao prevenir cáries e retardar o crescimento de bactérias, o tratamento com flúor também pode:

  • previne doenças gengivais;
  • reduz a incidência de dor de dente;
  • previne a perda prematura de dentes.

Os tratamentos com flúor podem melhorar a saúde bucal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) , é um dos principais preditores da saúde geral.

Uma saúde bucal ruim pode causar uma série de outras condições de saúde, incluindo doenças cardiovasculares.

Efeitos colaterais do flúor

Alguns defensores da saúde natural expressaram preocupação com o flúor em altas doses. Eles também argumentam que o fluoreto não é seguro para crianças e até mesmo que a água fluoretada pode ser perigosa.

No entanto, é um mito que os tratamentos com fluoreto ou a água fluoretada causem danos generalizados.

Algumas pessoas, no entanto, podem experimentar alguns efeitos colaterais, como:

Descoloração dos dentes e o risco de fluorose

O efeito colateral mais comum do flúor é a descoloração dos dentes.

A fluorose é uma condição que causa estrias brancas ou outro tipo de descoloração nos dentes.
A fluorose ocorre quando uma criança ingere muito flúor enquanto os dentes do bebê e do adulto se desenvolvem sob a gengiva.
Uma criança pode desenvolver fluorose desde o nascimento até os 8 anos de idade.

A descoloração é mais comum em crianças pequenas que consomem muito flúor. Isso porque ingerem suplementos de flúor ou engolem creme dental.

O Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos estabeleceu diretrizes para a quantidade de flúor que a água potável deve conter. Isso para ajudar a prevenir a cárie dentária e minimizar o risco de fluorose dentária.
Atualmente, esse nível é de 0,7 miligramas de fluoreto por litro (mg/l) de água.

A Academia Americana de Odontopediatria (AAPD) recomenda que os pais ou responsáveis usem uma quantidade minúscula de creme dental fluoretado assim que o primeiro dente da criança entrar em erupção. Isso auxilia na proteção dos dentes da criança evitando cáries. E não os coloca em risco de fluorose se a criança acidentalmente vier a engolir o creme dental.

Alergias ou irritação

Reações do tipo alérgica ao flúor ou irritação na pele são possíveis, mas bem raras.

Efeitos tóxicos

O fluoreto pode ser tóxico se uma pessoa o aplicar incorretamente ou em doses muito altas. No entanto, isso é incomum. A American Dental Association (ADA) recomenda o uso de verniz fluoretado profissional em crianças menores de 6 anos. O verniz fluoretado é a opção preferida para crianças pequenas, pois elas tendem a engolir espumas ou géis, o que pode causar náusea e vômito.

Tratamentos com flúor – Recomendações

O CDC e a ADA recomendam que a exposição frequente a pequenas quantidades de flúor todos os dias seja a melhor opção para reduzir o risco de cáries dentárias para todas as idades.

Para a maioria das pessoas, isso significa beber água potável com níveis ideais de flúor e escovar os dentes ao menos duas vezes ao dia com creme dental fluoretado.

Para crianças e adultos que podem estar em maior risco de cáries, os tratamentos com flúor podem proporcionar benefícios extras.

Crianças

A cárie dentária é a doença crônica infantil mais comum. É até cinco vezes mais comum que a asma.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda o tratamento com flúor para todas as crianças assim que seus dentes começam a crescer para evitar cáries, dores e futuras infecções dentárias.

Os dentistas devem repetir o tratamento com flúor a cada 3 a 6 meses, dependendo do risco de cárie em uma criança.

Para reduzir o risco de superexposição ao flúor, recomenda-se também o seguinte:

  • Os cuidadores devem escovar os dentes das crianças com uma pequena quantidade de creme dental com flúor para reduzir a cárie e minimizar o risco de fluorose.

Para crianças menores de 3 anos de idade, não use mais do que uma quantidade de pasta de dente fluoretada com o tamanho aproximado de um grão de arroz.

Para crianças de 3 a 6 anos, use uma quantidade de creme dental com flúor do tamanho de uma ervilha;

  •  Supervisione sempre a escovação de uma criança para garantir que ela use a quantidade certa de pasta de dente. Tente fazê-la, sempre que possível, cuspir todo o creme dental utilizado.
  • Crianças menores de 6 anos de idade não devem fazer uso de soluções com flúor em casa, como enxaguatórios bucais, pois podem acabar engolindo muito flúor.

Adultos

As recomendações de fluoreto para adultos variam.

Estudos diferentes investigaram uma variedade de concentrações, doses e frequências de tratamento.

Se uma pessoa corre um risco moderado a alto de desenvolver cáries, o tratamento profissional com flúor pode ajudar.

Os especialistas recomendam que as pessoas com alto risco de cáries recebam tratamentos profissionais com flúor duas vezes por ano.

As pessoas devem discutir os riscos e benefícios do tratamento com flúor com seus dentistas.

É essencial considerar todas as fontes de flúor, incluindo creme dental fluoretado e enxaguatórios bucais.

Pessoas que vivem em áreas onde a água não contém flúor podem obter benefícios mais significativos com tratamentos regulares de flúor.

Qual a eficácia dos tratamentos com flúor?

Um grande número de evidências de ensaios clínicos randomizados, que são o padrão ouro de estudos científicos, estabeleceu os benefícios dos tratamentos tópicos com flúor para prevenção da cárie.

Uma revisão sistemática relata que tratamentos com flúor, como verniz fluoretado, têm um efeito substancial na prevenção de cáries nos dentes decíduos (dentes de leite) e permanentes.

Resumindo

Os tratamentos com flúor são seguros para a maioria das pessoas.

Mesmo quando existem efeitos colaterais, esses efeitos geralmente são mínimos comparados aos benefícios.

É provável que a maioria dos danos advenha da ingestão de quantidades muito altas de flúor.

Isso não significa que todos os tratamentos com flúor sejam seguros para todas as pessoas o tempo todo.

Pessoas com cáries ou com risco de cáries devem discutir suas preocupações com um dentista em quem confiam.

Fonte: MedicalNewsToday
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Tudo o que você precisa saber sobre implantes dentários

implantes dentários

Implantes dentários são estruturas artificiais que um cirurgião dentista insere no maxilar de uma pessoa.
Uma pessoa pode precisar de um implante se tiver perdido um ou mais dentes.

Um implante dentário é uma estrutura que substitui um dente ausente.

Com dispositivos semelhantes a parafusos, o cirurgião-dentista insere um implante no osso da mandíbula que atua como uma âncora para um dente artificial, chamado coroa.

Um dispositivo chamado pilar conecta o dente artificial ao implante dentário. A coroa é feita sob medida para caber na boca da pessoa e combinar com a cor dos dentes.

As coroas parecem, sentem e funcionam como dentes naturais.

Vantagens dos implantes sobre as dentaduras

  • se mostram mais naturais e confortáveis;
  • apresentam uma alta taxa de sucesso e satisfação do paciente;
  • melhorar da função de mastigação;
  • diminui o risco de desenvolvimento de cáries nos dentes próximos;
  • favorece a manutenção do osso no local da perda do dente;
  • causa diminuição da sensibilidade nos dentes próximos;
  • não precisa ser retirado e limpo todas as noites.

No entanto, os implantes dentários não são adequados para todos.
Os dispositivos de implantação devem se unir ao osso da mandíbula. Para isso os ossos do paciente têm de estar saudáveis antes de ser submetido à cirurgia.

Implantes dentários – tipos

Existem dois tipos de implantes dentários: endosteal e subperiosteal. Os implantes endosteais são o tipo mais comum. O cirurgião os incorpora no osso maxilar e cada um pode segurar um ou mais dentes artificiais. Um cirurgião coloca um implante subperiosteal no topo do maxilar. Os cirurgiões-dentistas escolhem essa opção para pessoas que não apresentam muita altura no maxilar.

Segurança

De acordo com a Academia Americana de Odontologia de Implantes, cerca de 3 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm implantes dentários.

Esse número aumenta em cerca de 500.000 a cada ano.
A cirurgia de implante dentário é segura quando um cirurgião-dentista qualificado e experiente a realiza.
É também a única opção de restauração dentária que mantém a saúde do maxilar da pessoa e estimula seu crescimento.

Riscos

Algumas pessoas não são elegíveis para cirurgia de implante dentário.

Não é seguro para cirurgiões-dentistas operar pessoas com:

  • doença em fase aguda;
  • doença metabólica incontrolável osso;
  • doença ou infecção de tecidos moles

Uma vez tendo esses problemas sido resolvidos, a pessoa poderá fazer a cirurgia.

Em alguns casos, cirurgiões-dentistas evitam operar pessoas nas seguintes condições:

  • pessoas que fumam muito;
  • hábitos parafuncionais, como ranger ou apertar os dentes;
  • distúrbios comportamentais ou psiquiátricos;
  • HIV;
  • Diabetes;
  • Osteoporose;
  • AIDS.

Qualquer pessoa portadora de uma das condições acima e que forem submetidas a cirurgia de implante dentário, haverá um risco maior de falha do implante.

Os cirurgiões-dentistas também podem optar por não operar em pessoas submetidas aos seguintes tratamentos, devido ao aumento do risco de complicações nos implantes:

  • tratamento medicamentoso com bifosfonato para condições como osteopenia e osteoporose;
  • radioterapia da cabeça ou pescoço;
  • quimioterapia.

implantes dentários

Cirurgia de implante – complicações possíveis

As pessoas que se submetem a esse procedimento podem sofrer complicações durante ou depois.
Os problemas possíveis são:

  • lesão do nervo, resultando em alteração da sensação na área cirúrgica;
  • abertura da incisão após a cirurgia;
  • movimento do implante;
  • exposição do implante acima da linha da gengiva;
  • infecção do implante.

As pessoas que sofrem movimento ou exposição ao implante podem precisar se submeter a procedimentos adicionais.
Isso para melhorar a saúde dos ossos e gengivas ou remover ou substituir o implante.

Sinais e sintomas de que a colocação de um implante não teve êxito:

  • o implante é excessivamente móvel;
  • aparecimento de pus ou outras secreções no local do implante;
  • dor ao tocar no implante;
  • perda óssea rápida e progressiva.

Procedimentos

É provável que cada pessoa tenha uma experiência diferente na cirurgia de implantes dentários.
Fatores que podem influenciar:

  • o número de dentes que requerem substituição;
  • a localização dos implantes na mandíbula;
  • a qualidade e quantidade de osso no local do implante;
  • a saúde bucal e sistêmica subjacente da pessoa;

Dependendo desses fatores, procedimentos adicionais podem se tornar necessários.
Esses procedimentos incluem:

Aumento do seio maxilar

Colocar um implante no maxilar superior geralmente é difícil por causa da localização dos seios.
O cirurgião pode precisar realizar um aumento do seio. Esse é um procedimento para levantar o assoalho dos seios e permitir que mais ossos se desenvolvam. Assim aumentam as chances de que o implante seja bem-sucedido.

Modificação de cume

Algumas pessoas têm uma anormalidade no osso da mandíbula que impede o desenvolvimento do osso suficientemente para o implante.

Nesses casos, o cirurgião pode precisar realizar uma modificação na crista.
Isso envolve levantar a gengiva para expor a área do osso deformado.
O cirurgião usará um osso ou substituto ósseo para reparar e construir a área.
Isso melhora a qualidade do osso maxilar na preparação para a cirurgia de implante dentário.

Manutenção

Uma vez submetida a uma cirurgia de implante dentário o paciente deve continuar a escovar e usar fio dental regularmente.

Dentes artificiais requerem o mesmo cuidado e manutenção que os dentes comuns.

O cirurgião-dentista também deve agendar visitas de acompanhamento para monitorar os implantes. Isso para garantir que os dentes e as gengivas estejam e permaneçam saudáveis.
É importante retornar ao dentista a cada 6 meses também para uma rotina de limpeza profissional.

Custo

O custo da cirurgia de implante dentário varia e os seguintes fatores podem influenciar:

  • o número e tipos de implantes necessários;
  • a localização dos implantes na mandíbula;
  • se existe ou não a necessidade de procedimentos adicionais que antecedam a cirurgia.

O dentista pode estimar o custo da cirurgia de implante dentário durante o exame inicial.
Outras opções de substituição de dentes, como pontes, podem ser mais baratas. No entanto, as pontes são mais difíceis de manter limpas. Elas geralmente requerem substituição e reparo, aumentando o custo geral. Os implantes dentários podem fornecer benefícios a longo prazo se uma pessoa cuidar bem deles.

Se você quiser saber mais sobre pontes dentárias basta clicar aqui.

Resumindo

Implantes dentários são acessórios no osso que substituem os dentes ausentes.

Os implantes têm uma alta taxa de sucesso e podem fornecer benefícios a longo prazo.

Algumas pessoas precisam de procedimentos adicionais como preparação prévia à cirurgia.
Isso poderá impactar no custo total.
O número e o tipo de implantes necessários também podem aumentar o custo.
Tudo precisa ser muito bem conversado com o dentista responsável pelo procedimento.

Fonte: MedicalNewsToday
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Iogurte pode ajudar a diminuir o risco do câncer de mama

Iogurte pode ajudar a diminuir o risco do câncer de mama

câncer de mama

Pode parecer à primeira vista algo estranho, mas ao que parece o iogurte pode diminuir o risco do câncer de mama.

Segundo os pesquisadores, uma das causas do câncer de mama pode ser a inflamação desencadeada por bactérias nocivas.

Segundo os cientistas, as evidências até o momento apontam que a inflamação induzida por bactérias esteja relacionada ao câncer.

Essa é a opinião expressa pelos pesquisadores envolvidos na pesquisa da Faculdade de Saúde e Medicina da Universidade de Lancaster.

Os pesquisadores afirmam que: “Existe um remédio preventivo em potencial simples e barato. Esse remédio é o iogurte natural que as mulheres podem consumir diariamente.”

Câncer de mama: como o iogurte pode ajudar na prevenção

O iogurte contém bactérias benéficas para fermentação da lactose. São bactérias normalmente encontradas no leite.
Essas bactérias se assemelham aquelas outras bactérias – ou microflora – encontradas nos seios de mães que amamentaram.

Sabe-se agora que o leite materno não é estéril e que a lactação altera a microflora da mama.

As bactérias fermentadoras de lactose são comumente encontradas no leite. Provavelmente ocupam os ductos mamários das mulheres durante a lactação. E por um período desconhecido após a lactação.

A ideia é que essa bactéria fermentadora de lactose na mama tenha ação protetora. Isso porque a cada ano de amamentação observa-se uma redução do risco de câncer de mama em 4,3%.

Segundo os pesquisadores esse efeito protetor se deve a algo muito peculiar.
Outros estudos já mostraram que o consumo de iogurte está associado a uma redução no risco de câncer de mama.
Segundo eles a substituição das bactérias nocivas por bactérias benéficas explicaria esse efeito protetor.

Bactérias pró inflamatórias e a periodontite

Existem aproximadamente 10 bilhões de células bacterianas no corpo humano.
A maioria delas é inofensiva. Porém, algumas bactérias liberam toxinas que desencadeiam inflamações pelo corpo.

A inflamação crônica acaba eliminando os germes nocivos. Porém também traz problemas para o organismo.

Uma das condições inflamatórias mais comuns é a periodontite.
A periodontite já foi associada a câncer de boca, esôfago, colônico, pancreático, próstata e câncer de mama.

Segundo os pesquisadores, as células-tronco que se dividem para reabastecer o revestimento dos ductos mamários são influenciadas pela microflora.
Certos componentes da microflora foram encontrados em outros órgãos, como o cólon e o estômago, para aumentar o risco de desenvolvimento de câncer.

Assim conclui-se que seja provável que ocorra um cenário semelhante no seio. Isso porque a microflora residente afeta a divisão de células-tronco e acaba influenciando o risco para o desenvolvimento do câncer.

Fonte: Journal Medical Hypotheses
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Dieta líquida completa: tudo o que você precisa saber

dieta líquida completa

Uma dieta líquida completa é aquela em que uma pessoa não come alimentos sólidos e consome apenas líquidos, como sopas, sucos e smoothies.

Para a maioria das pessoas é apenas uma medida temporária. Não deve ser encarada como uma estratégia nutricional de longo prazo.

Dieta líquida completa vs dieta líquida clara

Em uma dieta líquida clara, uma pessoa só pode ingerir líquidos claros, como água, chá e caldo.

Uma dieta líquida completa oferece sabor mais diversificado e maior valor nutricional.

Uma pessoa pode comer versões em purê de seus alimentos favoritos, além de uma grande variedade de líquidos mais espessos, como caldo de tomate.

Neste artigo, saiba mais sobre dietas líquidas completas, incluindo seus usos, efeitos e o que comer.

Dieta líquida completa – para que serve

Uma dieta líquida completa é utilizada como uma estratégia de curto prazo quando uma pessoa tem um problema médico que torna perigoso a ingestão de alimentos sólidos.

Os especialistas podem recomendar uma dieta líquida completa nas seguintes situações:

  • após cirurgia odontológica, para reduzir a dor ou porque o paciente não consegue mastigar;
  • após a extração de vários dentes;
  • na recuperação de pancreatite;
  • após a cirurgia bariátrica, como um passo de transição entre líquidos claros e alimentos macios;
  • após cirurgia gastrointestinal ou para aliviar os sintomas de uma doença digestiva;
  • pacientes com fratura nos ossos na boca ou mandíbula;

Dietas líquidas completas – perda de peso

Algumas pessoas também podem usar dietas líquidas para buscar a perda de peso. Isso porque uma dieta líquida completa dificulta a ingestão de um grande número de calorias.

Dietas altamente restritivas para perda de peso não são seguras e os especialistas não as recomendam.
Isso porque as pessoas frequentemente recuperam o peso assim que voltam a uma dieta normal.

Dieta líquida completa – o que pode ser ingerido

Os alimentos que uma pessoa pode comer em uma dieta líquida total dependem de suas necessidades nutricionais e das recomendações do especialista.

Em geral pode-se consumir o seguinte:

  • Água;
  • Sucos de frutas;
  • Caldos;
  • Gelatina;
  • Mel;
  • Chás;
  • Café;
  • Purê de frutas e legumes;
  • Sopas quentes ou em purê;
  • Leite;
  • Caldo de carne ou em purê;
  • Aveia coada;
  • Smoothies;
  • Bebidas proteicas e outros suplementos nutricionais líquidos;
  • Sorvetes;
  • Milkshakes;
  • Margarina, manteiga e maionese;
  • Pudim.

Pode ser complicado obter proteínas e fibras suficientes em uma dieta líquida total.

Aqueles que seguem essa dieta por vários dias devem tomar cuidado.
Especialmente devem priorizar os alimentos ricos em nutrientes.

Alguns exemplos de alimentos que uma pessoa pode comer e que oferecem maior valor nutricional:

  • bebidas pouco adoçadas;
  • smoothies de de frutas e vegetais;
  • produtos macios à base de ovo, como gemada ou comida para bebê acrescida de ovos;
  • purê de carne e feijão;
  • purê de batatas com molho à base de carne;
  • leite.

Deve-ser solicitar ao especialista uma lista detalhada dos alimentos que podem e não podem ser ingeridos. Isso quando se der início a uma dieta líquida completa.

dieta líquida completa

Dieta líquida completa – o que deve ser evitado

Uma dieta líquida completa não pode conter alimentos sólidos. Isso também vale para alimentos em purê que possam ter pedaços de carne, por exemplo.

Segue uma lista de alimentos que devem ser evitados:

  • frutas e vegetais inteiros;
  • pão;
  • cereais;
  • sopas com carne em pedaços grandes ou duros;
  • carne ou peixe sólido;
  • alimentos contendo sementes ou outras partículas duras ou afiadas;
  • nozes e manteiga de amendoim;
  • macarrão;
  • arroz;
  • biscoitos e bolos;
  • queijo;
  • tofu.

Para a maioria das pessoas, uma dieta líquida total é uma medida de curto prazo.

Pessoas com indicação de dieta líquida completa por mais tempo devem estar atentas aos alimentos que ingerem e evitar opções potencialmente prejudiciais.

Dicas que podem ajudar

  • evitar a obtenção de grande parte das calorias provenientes de alimentos doces;
  • aumentar ingestão de fibras, bebendo smoothies finos, que incluem frutas, legumes e iogurte grego;
  • consumir o leite como fonte de proteína;
  • evitar alimentos com pouco valor nutricional, como sorvetes e gelatina;
  • uso temporário de suplementos vitamínicos e minerais recomendados por especialista;
  • manter um registro dos alimentos ingeridos no longo prazo.

Dieta líquida completa – quais são os riscos

Fica muito difícil a obtenção de nutrientes suficientes em uma dieta líquida completa.
Especialmente a longo prazo.
Dietas líquidas são em geral deficientes em vitamina A, ferro, vitamina B-12 e tiamina.

Pessoas que precisam ingerir uma dieta líquida total por longos períodos podem precisar tomar suplementos para evitar déficits nutricionais.

É possível obter proteína, fibra e outros nutrientes essenciais suficientes em uma dieta líquida total.
No entanto, isso requer algum planejamento e conhecimento básico da dieta.

Um dos maiores riscos é o de uma pessoa confiar em alimentos fáceis, mas menos nutritivos, como apenas doces ou aqueles com alto teor de sódio.

Uma dieta líquida completa pode satisfazer os desejos de uma pessoa melhor do que uma dieta líquida clara, seguir uma dieta líquida completa ainda pode ser difícil e frustrante.

Além da desnutrição por uso prolongado, alguns outros riscos incluem:

  • fome crônica;
  • alterações de humor devido à fome;
  • perda de prazer em comer;
  • dificuldade em comer fora ou participar de outras atividades sociais centradas na comida.

Muitos especialistas recomendam uma dieta líquida completa para uma variedade de condições. Porém algumas pesquisas sugerem que essa dieta pode ser mais restritiva do que o necessário.

Um estudo de 2010 observou que uma dieta sólida e completa era segura para pessoas que se recuperavam de pancreatite aguda leve e permanência hospitalar reduzida.

Uma análise de 2012 concluiu que uma dieta leve também era segura para pessoas que se recuperavam de pancreatite aguda leve.

Uma pessoa cujo especialista recomenda uma dieta líquida completa deve fazer perguntas como:

– O que posso fazer para manter-me saudável com esta dieta?

– Quanto tempo precisarei estar nessa dieta?

– Quais são os riscos dessa dieta?

– Por que essa dieta me é recomendada?

– Existe uma alternativa para esta dieta?

– Quais alimentos específicos devo evitar?

Em poucas palavras

Seguir uma dieta líquida completa pode ser um desafio.

Se for necessário comprometer-se com dieta líquida completa por um longo tempo, deve-se consultar um nutricionista.
Isso para garantir que não faltem nutrientes essenciais.

Um dieta rica em nutrientes aliada a um bom planejamento pode ser a garantia de sucesso do tratamento. Aproveite e conheça também quais são os melhores alimentos para a saúde dos dentes.

Fonte: MedicalNewsToday

 

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Tratamento com vários antibióticos pode aumentar resistência bacteriana

resistência bacteriana

Tratar uma infecção com mais de um antibiótico pode acabar aumentando a resistência bacteriana aos antimicrobianos.

É o que uma equipe de pesquisadores da Universidade Hebraica e do Centro Médico Shaare Zedek evidenciaram.

Em um trabalho publicado na revista Science, os pesquisadores detalham como chegaram a essa conclusão.

A ciência já demonstrou que, ao longo dos últimos anos, a resistência bacteriana a antimicrobianos tem aumentado muito.

Em infecções resistentes e na busca de uma cura os especialistas prescrevem vários antibióticos na esperança de que um deles elimine a bactéria causadora.

Resistência bacteriana em alta

O que essa pesquisa demonstra é que essa prática pode acabar piorando o quadro a longo prazo.
Isso porque a combinação de vários antimicrobianos pode levar a um aumento da resistência bacteriana.

O que antes era a resistência a um determinado antibiótico, agora pode se verificar com outros mais.

O estudo

Para investigar a questão, os pesquisadores estudaram um paciente com uma infecção sanguínea causada pela bactéria Staphylococcus aureus.

O paciente recebeu vancomicina e, quando isso não resolveu, os médicos adicionaram rifampicina. Após oito dias, os médicos substituíram a vancomicina por daptomicina.

Enquanto o paciente estava sendo tratado, os pesquisadores coletaram amostras de sangue para determinar como o tratamento estava funcionando.

Isso também permitiu que os pesquisadores testassem o nível de tolerância das bactérias individualmente e diretamente contra todos os medicamentos usados para tratar o paciente.

Eles relatam que, depois ter administrado ao paciente a combinação de antimicrobianos, as bactérias foram mortas mais lentamente pela daptomicina.

Eles observam que uma redução na velocidade de eliminação indica um passo evolutivo em direção à resistência bacteriana.

Os pesquisadores também realizaram testes adicionais diante de outros tipos de infecções. E foram observados os mesmos resultados.

Combinações de vários antibióticos – aumento da resistência bacteriana

A administração de antibióticos combinados na prática médica está fazendo com que os micróbios desenvolvam maior resistência bacteriana.

Em uma nova etapa da pesquisa, os especialistas planejam estudar o efeito em pacientes infectados com diferentes tipos de bactérias.

resistência bacteriana

Em busca de caminhos para vencer a resistência bacteriana

Afinal, como uma superbactéria se adapta para resistir a um antibiótico de última geração?
É o que pesquisadores da Universidade Rice e do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas –  – vêm tentando descobrir.

Eles realizaram experimentos para rastrear as mudanças bioquímicas que os Enterococos resistentes à vancomicina (VRE) sofreram quando se adaptaram para combater outro antibiótico, a daptomicina.

A questão chave é prever como essas bactérias irão adquirir resistência aos antibióticos. O objetivo é ficar um passo a frente delas.

Uma batalha que pode salvar a vida de milhões

Em 2014, a Organização Mundial da Saúde informou que as infecções resistentes a antibióticos estavam num ritmo tal que poderiam ocasionar 10 milhões mortes ao ano em todo o mundo até 2050. É como já registramos aqui no blog, o assunto é grave e essa é uma batalha de toda a humanidade em favor da vida.

Bactéria enterococos resistentes à vancomicina (VRE) e outras

De acordo com os Centros de Controle de Doenças dos EUA, a VRE é uma das principais ameaças de resistência a antibióticos do país. O CDC estima que o VRE infectará cerca de 20.000 pessoas nos EUA este ano e matará 1.300 delas.

A daptomicina, um antibiótico que foi disponibilizado pela primeira vez em 2003. É um dos últimos medicamentos que os médicos podem usar para combater superbactérias multirresistentes como o VRE, Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e enterococos resistentes a glicopeptídeos (GRE).

Infelizmente, as autoridades de saúde documentaram casos de resistência bacteriana à daptomicina já em 2005, e o número de casos vem aumentando em todo o mundo.

Novas estratégias

Ao entender como essas bactérias adquirem resistência, pode-se desenvolver novas estratégias de tratamento ou novos ‘co-medicamentos’ que bloqueiem o ciclo da resistência.

Esses medicamentos parceiros que impediriam o surgimento da resistência poderiam ser administrados em conjunto com os antibióticos. Isso impediria a disseminação cada vez mais frequente de cepas de bactérias cada vez mais resistentes nos hospitais e centros de saúde.

Já se demonstrou que a mesma cepa de VRE poderia ativar diferentes vias bioquímicas para ativar até três estratégias, dependendo do ambiente.

Essa estratégia bacteriana multifacetada torna mais difícil o combate a crescente resistência à daptomicina no VRE.

Os resultados, no entanto, ajudam a colocar luz sobre as descobertas experimentais anteriormente confusas sobre a resistência ao VRE.
Isso é um passo na direção certa.

Previsibilidade é a palavra chave

Se for possível entender como uma bactéria adquire resistência será possível antecipar seu próximo passo. Assim, e, com sorte, agir com antecedência para impedi-lo.
Previsibilidade é a chave.”

Fonte: MedicaXpress
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Exposição ao incenso pode fazer mal à saúde bucal

exposição ao incenso

A exposição ao incenso pode ser ruim para a saúde bucal.
Isso é o que um estudo recentemente publicado no Online Scientific Reports nos revelou.
Esse trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da New York University Abu Dhabi (NYUAD).

Essa descoberta se deu por conta de uma constatação. A de que a exposição ao incenso aumenta a probabilidade do desenvolvimento de infecções orais e doenças sistêmicas.

Como a exposição ao incenso pode trazer problemas

A pesquisa em questão demonstrou que a exposição ao incenso altera a composição da microbiota oral.
A microbiota oral é formada pela comunidade de micróbios da boca. É uma comunidade complexa que pode alcançar até 700 bactérias e também fungos.
Nesta comunidade podem coexistir agentes benéficos e patogênicos.

Principais agentes patogênicos da microbiota oral

Os micro-organismos patogênicos residem frequentemente no biofilme. O biofilme é uma camada de proteínas e outras grandes moléculas alinhada à superfície do esmalte dental. Tem uma espessura por volta de 10μm. Os agentes patogênicos revestem o esmalte e compõe uma camada do biofilme. Esse biofilme também é conhecido como placa bacteriana.

O estudo

A exposição ao incenso é uma prática comum, especialmente na Ásia e países do Golfo Pérsico. A queima do incenso está associada à produção de determinados substâncias tóxicas que podem influenciar a saúde.

O estudo em questão foi desenvolvido em adultos dos Emirados Árabes Unidos. País onde 90% das famílias queimam incenso para perfumar suas casas e roupas.

Através dessa exposição ao incenso, identificou-se a hipótese de que o uso de incenso possa estar ligado a alterações na composição da microbiota oral. E isso pode ser muito prejudicial à saúde.

É uma análise preliminar. Porém, é uma descoberta importante com grandes implicações e consequências para a saúde.
Afinal, é a primeira vez que se demonstrou a associação entre a exposição ao incenso e as mudanças na composição de micro-organismos que habitam a boca.

Em mais de 300 indivíduos usuários diários de incenso pesquisados observou-se uma característica comum. Identificou-se uma alteração da diversidade, da estrutura e da composição da microbiota oral. Isso quando comparados com aqueles que não tinham exposição ao incenso (grupo controle).

Segundo os pesquisadores, mesmo em casos de baixos níveis de exposição ao incenso podem existir efeitos adversos à saúde.

Incenso – vapores nocivos

Pesquisas anteriores sugerem que a queima de incenso produz substâncias poluentes. Essas substâncias aumentam também os riscos de doenças cardiovasculares e pulmonares.
A exposição ao incenso concentra altas doses de poluentes. Substâncias como o monóxido de carbono e óxido nítrico, por exemplo. Ambas estão também presentes no cigarro.

Relevância da descoberta

A descoberta é particularmente importante já que a comunidade microbiana desempenha um papel fundamental na manutenção da homeostase. Homeostase é a capacidade do organismo de manter um ambiente interno estável apesar das mudanças nas condições externas.
A exposição ao incenso quebra esse equilíbrio.

O incenso queimado libera substâncias tidas como poluentes do ar e com potenciais riscos à saúde. Porém, não existem diretrizes para o controle de sua utilização.
Isso é particularmente preocupante, tendo em vista muitas das vezes a sua utilização em espaços públicos.

exposição ao incenso

Cigarro ou incenso – Qual pode ser mais nocivo para a sua saúde?

Em uma outra pesquisa comparativa estudiosos queimaram quatro palitos de incenso e um cigarro em uma máquina que coletava partículas de fumaça através de uma série de filtros.

Eles classificaram o tamanho das partículas coletadas e realizaram análises químicas por cromatografia gasosa e espectrometria de massa no conteúdo dos filtros.

Eles então testaram os resíduos de fumaça nas células em placas de Petri.

O primeiro teste, em células de salmonela, foi verificar se as amostras provocavam mutações no DNA das células. Às vezes, mutações no DNA podem levar ao câncer.

O segundo teste usou células dos ovários de hamsters para verificar se as amostras tiveram efeitos tóxicos sobre as células.

A fumaça da queima de incenso criou uma mistura de partículas finas e ultrafinas. Ambas são conhecidas por serem prejudiciais à saúde dos pulmões.

A análise química encontrou 64 compostos, levando em consideração todos os componentes dos quatro bastões de incenso.

Isso incluía componentes químicos de óleos essenciais e madeira de lignina, comumente usada no incenso.

Os compostos eram principalmente “irritantes“, embora alguns compostos tóxicos tenham sido encontrados.

O artigo não forneceu resultados equivalentes em tamanho de partícula e compostos químicos encontrados no cigarro testado.

Resultados

As quatro amostras de fumaça de incenso e uma amostra de fumaça de cigarro causaram graus variados de mutação nas células de salmonela. O incenso e a fumaça do cigarro foram tóxicas para as células do ovário do hamster.

A toxicidade foi mantida em todos os níveis diferentes para as diferentes amostras. A fumaça do incenso se monstrou tóxica em concentrações mais baixas que a fumaça do cigarro.

Como interpretar esses resultados

Os pesquisadores mostraram que a fumaça de algumas amostras de incenso era “maior do que a amostra de referência de cigarro com a mesma dose”. Disseram também que suas descobertas sugerem que “a fumaça do incenso era mais citotóxica contra as células do ovário de hamster” do que a fumaça do cigarro.

No entanto, eles acrescentaram: “Não podemos simplesmente concluir que a fumaça do cigarro é menos citotóxica do que a fumaça do incenso. Primeiro devido ao pequeno tamanho da amostra analisada neste estudo. E, em segundo lugar, devido à enorme variabilidade no consumo de incenso e cigarros”.

Refletindo sobre os dados encontrados

Este estudo de laboratório descobriu que a fumaça da queima de incenso pode produzir partículas finas e compostos químicos. Essas substâncias podem irritar os pulmões e prejudicar a saúde.

Isso não é surpreendente, pois a maioria dos tipos de fumaça em ambientes fechados produz partículas finas que provavelmente têm esse efeito, seja por fumar cigarro ou queimar incenso.

A sugestão de que a exposição ao incenso possa ser mais prejudicial do que a fumaça do cigarro precisa ser vista com cautela.

As quatro amostras de bastão de incenso tiveram efeitos diferentes quando testadas quanto à capacidade de alterar o DNA celular e a toxicidade para as células.
Estas amostras foram comparados com apenas um cigarro.

Isso significa que não podemos tirar conclusões precipitadas. Não podemos considerar que a maioria dos palitos de incenso produza fumaça mais ou menos tóxica que a maioria dos cigarros.

Além disso, a pesquisa utilizou células animais em laboratório. Não podemos simplesmente equivalê-la a uma pesquisa com seres humanos.

A adição de substâncias às células em uma placa de Petri pode causar efeitos muito diferentes daquela que acontece quando as pessoas encontram essas substâncias de forma diluída no ambiente.

Concluindo

A maneira como as pessoas usam o incenso e o cigarro é diferente.
A fumaça do cigarro é levada diretamente para os pulmões e é mantida lá antes de ser exalada. A fumaça do incenso é queimada no ambiente e inalada do ar circundante.

A quantidade de fumaça que entra nos pulmões dependerá de quanto incenso é queimado, por quanto tempo, e do tamanho e da ventilação da sala.

A associação do pesquisador principal a uma empresa de tabaco levanta outro ponto de preocupação.

Os pesquisadores não afirmam que o incenso é mais perigoso do que os cigarros. No entanto, é do interesse da empresa de tabaco que as pessoas pensem que fumar e queimar incenso estão em pé de igualdade – o que não é verdade. Inclusive no que diz respeito à saúde bucal.

Fumar pode causar doenças e morte devido a condições como problemas odontológicos, doenças cardíacas, câncer de pulmão e derrame. É algo que todos devem parar completamente.
A exposição ao incenso pode trazer problemas à saúde bucal e do corpo como as pesquisas evidenciam. Assim, até que novas pesquisas surjam, é aconselhável limitar o seu uso.

Fontes: Scientific Reports, News Medical Life Sciences, Medium
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Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco?

Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco?

 

flúor durante a gravidez

Pode a exposição ao flúor durante a gravidez representar um risco para a criança?
É este o assunto que vamos abordar.

A adição de flúor na água das comunidades já acontece há décadas em países como EUA, no Canadá e em países europeus.
Existem estudos mostrando que a água potável sem flúor eleva a incidência de cáries.

O flúor, porém, atravessa a placenta e pode se acumular nas regiões cerebrais implicadas no aprendizado e memória. Também pode afetar as proteínas e neurotransmissores do sistema nervoso central. Essa é a questão colocada por esse novo estudo

Essa potencial neuro toxicidade da exposição ao flúor criou polêmica quanto aos riscos da fluoretação da água nas comunidades.

O objetivo deste estudo recente foi avaliar a associação entre a ingestão de flúor pela mãe durante a gravidez e o impacto sobre o desenvolvimento intelectual da criança.

O estudo

A ingestão de flúor nas mulheres grávidas foi associada à redução do QI de seus filhos com idades entre 3 e 4 anos, em um estudo observacional publicado on-line em 19 de agosto na JAMA Pediatrics.

Vários especialistas externos atestaram a qualidade da metodologia e da análise estatística empregada no estudo. O estudo inclui análises de sensibilidade e avaliação de muitas variáveis. Porém, críticos e outros especialistas ainda apontam limitações importantes que incentivam a cautela na interpretação dos resultados. Ou seja, espera-se que pesquisas adicionais repliquem os dados obtidos.

Segundo uma das pesquisadoras, havia poucas evidências para apoiar ou refutar a segurança do flúor. “Não se tinha a certeza do que esperar na população canadense; portanto, deixamos os dados contar a história”.

A mesma pesquisadora manifesta grande preocupação. Por outro lado, reconheceu que a pesquisa neste campo está em seus estágios iniciais.
“Em termos de onde vamos daqui será necessário avaliar os benefícios e riscos da fluoretação. Nossa esperança é que nossos resultados combinados com outros estudos recentes venham a informar isso”.

Metodologia do estudo

Para o estudo prospectivo foram coletadas amostras de urina materna para medir a concentração de flúor durante cada trimestre e dados autorrelatados sobre a ingestão materna de água da torneira. Além da água, também foram incluídas bebidas como chá e café, uma vez no primeiro trimestre e uma vez no terceiro trimestre.

A equipe pesquisou 601 mulheres que deram à luz entre 2008-2012 em seis cidades do Canadá. Foram as cidades de Vancouver, Halifax, Hamilton, Kingston, Montreal, Toronto e Vancouver. O QI de seus filhos foi testado usando uma escala específica para mensurar Inteligência quando tinham 3-4 anos de idade.

Os dados mostraram que as mães que moravam em áreas com flúor adicionado à água da torneira tinham maiores concentrações do mineral na urina. Isso quando comparado com aquelas que moravam em áreas com água não fluoretada.

Para essas crianças, os pesquisadores descobriram que cada 1 mg/L adicional de flúor na urina materna estava associado a 4,49 menos pontos de QI nos meninos. Porém, não houve associação significativa nas meninas. De fato, os dados mostram um ligeiro aumento não significativo no QI com o aumento da exposição ao flúor nas meninas.

No entanto, dados auto-relatados sobre a ingestão de água não mostraram diferenças entre os sexos.
Entre 400 mulheres com dados da ingestão autorreferida de água da torneira observou-se um equilíbrio.
A cada aumento de 1 mg na ingestão diária de flúor foi associado a uma diminuição de 3,66 no índice de QI para meninos e meninas. A ingestão diária média global estimada entre essas mulheres foi de 0,39 mg. Foi de 0,93 mg em áreas fluoretadas e 0,30 mg em áreas não fluoretadas.

Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco? A esclarecer…

O estudo levanta muitas preocupações quanto à segurança da adição de flúor na água das comunidades. Existe mesmo o risco no consumo de flúor durante a gravidez?
Pode esse consumo de flúor durante a gravidez implicar em risco de diminuição do QI das crianças.
São questões ainda sem uma resposta definitiva. Isso porque novas pesquisas são necessárias. Pesquisas que venham a corroborar as evidências já apresentadas ou quem sabe refutá-las.
Enfim, ficamos na expectativa de novos estudos que avaliem os riscos relacionados à exposição ao flúor durante a gravidez.
Nós aqui do blog Dentalis seguiremos vigilantes. Assim que obtivermos novidades estaremos informando a todos vocês.

Fontes: Jama Network, Medscape
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Sal pode causar o Alzheimer. Descubra aqui

sal pode causar o Alzheimer

Pesquisa recente nos leva a concluir que uma dieta com excesso de sal pode causar o Alzheimer. Como assim?
De que forma o excesso de sal pode causar o Alzheimer?

Um novo estudo publicado na Nature revelou que uma dieta rica em sal pode afetar negativamente a função cognitiva.
Uma dieta rica em sal pode ocasionar uma deficiência de óxido nítrico. Esse composto é fundamental para a manutenção da saúde vascular do cérebro.
Quando os níveis de são muito baixos, alterações químicas na proteína tau ocorrem no cérebro. Essa condição favorece estados de demência e o Alzheimer.

No estudo, publicado em 23/10/2019 na Nature, os pesquisadores procuraram elucidar a série de eventos que ocorrem entre o consumo de sal e a baixa cognição.
Concluíram que diminuir a ingestão de sal e manter vasos sanguíneos saudáveis no cérebro pode “afastar” o risco de demência e Alzheimer.
O acúmulo de depósitos da proteína tau tem sido relacionada ao desenvolvimento da doença de Alzheimer em humanos.

Aqui no blog Dentalis já relacionamos o Alzheimer a outras patologias como à doença periodontal como neste artigo.

Proteína Tau e beta-amiloide – entendendo os marcadores biológicos do Alzheimer

Os marcadores biológicos do Alzheimer são as proteínas beta-amiloide e tau.
A proteína beta-amiloide é produzida normalmente no cérebro. Há evidências de que quantidades muito pequenas dela são necessárias para manter os neurônios funcionais.
No caso do Alzheimer sua produção se eleva muito e o seu acúmulo leva à alteração das sinapses. É a primeira etapa para uma série de eventos que ocasiona a perda de neurônios e o aparecimento dos sintomas da doença.

A proteína beta-amiloide é eliminada normalmente pelo liquor. No Alzheimer seu acúmulo no cérebro faz com que sua concentração no liquor caia. Simultaneamente, ocorre fosforilação da proteína tau, que forma os emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios. Essa é outra alteração patológica conhecida do Alzheimer.
Com a morte de neurônios, a proteína tau é eliminada pelo liquor, aumentando também sua concentração.

O estudo

O estudo propõe um novo mecanismo pelo qual o sal está ligado ao comprometimento cognitivo. Também fornece mais evidências de uma ligação entre hábitos alimentares e função cognitiva.
O novo estudo baseia-se em pesquisa publicada na Nature Neuroscience pelos cientistas doutores Faraco, Costantino Iadecola e pela professorade Neurologia Anne Parrish Titzell da Weill Cornell Medicine.

O estudo evidenciou que uma dieta rica em sal causou demência em ratos.
Os ratos foram alimentados com uma dieta que continha entre 8 e 16 vezes a quantidade normal de sal. Posteriormente fora realizados testes cognitivos. Após dois meses de dieta, os ratos não conseguiram reconhecer novos objetos que os foram apresentados. Os roedores tornaram-se incapazes de concluir tarefas da vida diária, como construir seus ninhos.
Também se mostraram muito mais lentos na saída de um labirinto do que aqueles em uma dieta normal.
Também tiveram problemas em passar nos testes de memória.

A equipe de pesquisa determinou que a dieta rica em sal estava fazendo com que as células do intestino delgado liberassem a molécula interleucina-17.
Essa molécula promove a inflamação como parte da resposta imune do corpo.

O excesso de sal pode causar o Alzheimer – a escassez de óxido nítrico

A interleucina entrou na corrente sanguínea e impediu que as células nas paredes dos vasos sanguíneos que alimentavam o cérebro produzissem óxido nítrico.
O óxido nítrico age relaxando e alargando os vasos sanguíneos. Possibilita que o sangue flua de forma adequada.
Por outro lado, uma escassez de óxido nítrico pode restringir o fluxo sanguíneo.

Com base nessas descobertas, o Dr. Iadecola, o Dr. Faraco e seus colegas teorizaram que o sal provavelmente causou demência em ratos.
Ou seja, que o excesso de sal pode causar o Alzheimer.

Isso porque o sal contribuiu para restringir o fluxo sanguíneo para o cérebro.
No entanto, eles perceberam que o fluxo sanguíneo restrito nos ratos não era grave o suficiente para impedir o funcionamento adequado do cérebro.

Achamos que talvez houvesse algo mais acontecendo aqui ‘”, disse o Dr. Iadecola.

Em seu novo estudo da Nature, os pesquisadores descobriram que a produção reduzida de óxido nítrico nos vasos sanguíneos afeta a estabilidade das proteínas tau nos neurônios.
A proteína tau fornece estrutura para os “andaimes”. Esse “andaime”, também chamado de citoesqueleto, ajuda a transportar materiais e nutrientes através dos neurônios para garantir seu adequado funcionamento.

sal pode causar o Alzheimer

A proteína tau se desprende do citoesqueleto

A proteína tau se torna instável e se desprende do citoesqueleto, o que causa problemas. Isso porque a tau não deveria estar livre na célula.
Uma vez que a proteína estando fora do citoesqueleto ela acaba se acumulando no cérebro. Isso é o estopim para os problemas cognitivos.
Os pesquisadores determinaram que níveis saudáveis de óxido nítrico controlam a tau.
Isso freia a atividade causada por uma série de enzimas que levam à patologia da doença da proteína tau.

Proteína tau e demência

Para evidenciar ainda mais a importância da proteína tau na demência, os pesquisadores deram a ratos uma dieta rica em sal. Também restringiram o fluxo sanguíneo ao cérebro e de um anticorpo que promove a estabilidade da tau. Apesar do fluxo sanguíneo restrito, os pesquisadores observaram cognição normal nesses ratos. Isso demonstrou que o que realmente está causando a demência. Ou seja foi a proteína tau e não a falta de fluxo sanguíneo, disse um dos pesquisadores.
No geral, este estudo destaca como a saúde vascular é importante para o cérebro. Como demonstrado, há mais de uma maneira em que os vasos sanguíneos mantêm o cérebro saudável. O excesso de sal pode causar o Alzheimer à medida em que compromete a saúde vascular.

Um alerta importante

São necessárias pesquisas sobre ingestão de sal e os efeitos sobre a cognição em humanos. Mas o atual estudo com ratos é um alerta para as pessoas regularem o consumo de sal no dia a dia.
E o que é ruim para nós não vem de um saleiro, vem de alimentos processados e de restaurante. Ou seja, o chamado sal oculto em muitos alimentos industrializados.
Temos que manter o sal sob controle. Ele pode alterar os vasos sanguíneos do cérebro e fazê-lo de maneira cruel.
Se pudéssemos resumir em poucas palavras essa pesquisa seria reafirmando que o excesso de sal pode causar o Alzheimer.

Fontes: Nature, ScienceDaily, ABRAz
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Periodontite e o risco de impotência masculina

impotência sexual masculina

A periodontite e o risco de impotência sexual masculina vem sendo avaliada por pesquisadores da Universidade de Granada, Espanha
O estudo em questão relaciona a higiene oral e suas repercussões sobre a saúde dos vasos sanguíneos penianos.
Os dados preliminares dessa pesquisa trazem uma descoberta de grande importância.
Ao que parece os vasos sanguíneos penianos sofrem os efeitos prejudiciais da periodontite anteriormente aos vasos coronarianos.

Os primeiros resultados desse trabalho foram publicados na Journal of Clinical Periodontology. Um outro estudo de 2017 já apontou essa relação.

Periodontite e o risco de impotência sexual masculina – o estudo

O estudo na condição de caso controle foi realizado com 158 pacientes do sexo masculino.
Desse total, 80 casos com disfunção erétil (impotência) e 78 pacientes controle. Testosterona, perfil lipídico, proteína C reativa e parâmetros glicêmicos foram avaliados. Todas as variáveis foram comparadas entre os grupos e foram realizadas análises de regressão.
74% dos pacientes com impotência apresentavam sintomas de periodontite. E aqueles que sofriam de impotência em maior grau, apresentavam também mais lesões periodontais.

impotência sexual masculina

Boa higiene oral é fundamental

O estudo salientou a importância da higiene oral para prevenção da impotência sexual masculina.
O risco apontado pela pesquisa é elevado. Pacientes com periodontite têm 2,28 vezes mais chances de vir a desenvolver impotência sexual masculina. Isso na comparação com pacientes com gengivas saudáveis.

A periodontite a cada dia mais vem sendo associada a outras patologias.

Concluindo

Embora o estudo em questão ainda não tenha terminado, as evidências são claras e fortes.
Pacientes com periodontite e impotência sexual masculina apresentaram pior condição periodontal. A periodontite crônica parece desempenhar um papel fundamental nesse processo.
A periodontite pode ser um fator gerador da impotência sexual masculina. E isso, independente de outras doenças.

O que de fato é a impotência sexual masculina

A impotência sexual masculina (disfunção erétil) é a incapacidade de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para ter relações sexuais. A impotência sexual masculina ocasional não é incomum. Muitos homens a vivenciam durante períodos de estresse. A impotência sexual masculina frequente pode ser um sinal de problemas de saúde. Requer atenção e tratamento.
Também pode ser um sinal de problemas emocionais ou de relacionamento que requerem tratamento e atenção profissional.
Nem todos os problemas sexuais masculinos são causados devido à impotência.
Outros tipos de problemas sexuais masculinos incluem: ejaculação precoce, atraso ou ejaculação ausente ou falta de interesse em sexo.

Quais os principais sintomas da impotência sexual masculina

O homem pode estar com impotência sexual quando:

  • Tiver problemas para obter uma ereção;
  • Tiver dificuldades em manter uma ereção;
  • Interesse reduzido em sexo.

Outros problemas sexuais relacionados à impotência:

  • Ejaculação precoce;
  • Ejaculação atrasada;
  • Anorgasmia. Ou seja, a incapacidade de atingir o orgasmo após estimulação.

Diante da manifestação de um ou mais desses sintomas uma ajuda médica deve ser procurada. Especialmente se os sintomas se mantiverem por dois ou mais meses. A consulta médica poderá elucidar a causa original do problema e buscar o tratamento específico.

O que pode provocar a impotência sexual masculina

Além da periodontite crônica, existem outras doenças e condições que podem predispor os homens à impotência sexual:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Hiperlipidemia (colesterol e triglicerídeos elevados);
  • Problemas causados por câncer ou cirurgia (especialmente câncer de próstata);
  • Lesões;
  • Obesidade ou sobre peso;
  • Idade avançada;
  • Estresse e/ou ansiedade;
  • Problemas de relacionamento;
  • Abuso de drogas;
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo.

A impotência sexual masculina pode ser causada por apenas um desses fatores ou vários. É por isso que é importante buscar orientação médica para que se possa isolar e tratar o problema.

Fisiologia sexual masculina

A ereção é o resultado do aumento do fluxo sanguíneo pênis.
O fluxo sanguíneo é geralmente estimulado por pensamentos sexuais ou contato direto com o pênis.
Quando um homem fica excitado sexualmente, os músculos do pênis relaxam. Esse relaxamento permite aumentar o fluxo sanguíneo através das artérias penianas. Esse sangue preenche duas câmaras no interior do pênis chamadas corpos cavernosos. À medida que as câmaras se enchem de sangue, o pênis fica rígido. A ereção termina quando os músculos se contraem e o sangue acumulado pode fluir pelas veias penianas. A impotência sexual masculina pode ocorrer devido a problemas em qualquer estágio do processo de ereção.
Por exemplo, as artérias penianas podem estar danificadas demais para abrir adequadamente e permitir a entrada de sangue.

A questão idade

Até 30 milhões de homens americanos são afetados por impotência sexual.
A prevalência da impotência aumenta com a idade. A impotência afeta:

  • 12% dos homens com menos de 60 anos;
  • 22% dos homens na faixa dos 60 anos;
  • 30% dos homens com 70 anos ou mais.

Como se pode ver o risco de impotência aumenta com a idade. No entanto, a impotência não é inevitável à medida que o homem envelhece. Pode ser mais difícil conseguir uma ereção com a idade, mas isso não significa necessariamente que o homem se tornará impotente.
Em geral, quanto mais saudável o homem é, melhor será sua função sexual.

A impotência também pode ocorrer entre homens mais jovens.
Um estudo de 2013 verificou que um em cada quatro homens que procuravam o primeiro tratamento para impotência tinham menos de 40 anos.

Os pesquisadores encontraram uma correlação mais forte entre tabagismo e uso de drogas ilícitas e impotência em homens com menos de 40 anos do que entre homens mais velhos. Isso sugere que as escolhas de estilo de vida podem ser o principal fator contribuinte para a impotência em homens mais jovens.

Uma outra pesquisa fez descobertas interessantes sobre homens com impotência abaixo dos 40 anos de idade. Nesses casos verificou-se que o tabagismo era um fator para a impotência entre 41% dos homens desse público alvo. O diabetes foi o segundo fator de risco mais comum.
Estava ligado à impotência em 27% dos homens com menos de 40 anos.

Mudanças no estilo de vida podem ajudar

Hábitos de vida saudáveis e mudanças no estilo de vida podem evitar a impotência sexual, e em algumas situações, reverter a condição:

  • Exercitar-se regularmente;
  • Manter a pressão arterial controlada;
  • Alimentar-se de forma equilibrada e nutritiva;
  • Manter um peso corporal saudável;
  • Evitar o álcool em excesso;
  • Evitar o cigarro;
  • Reduzir o estresse.
Fontes: NCBI, healthline
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