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Conheça os 7 danos causados pelo cigarro aos dentes

efeitos do cigarro nos dentesCostumeiramente tendemos a pensar que os efeitos do cigarro nos dentes se limitam a simples manchas ou ao aparecimento de halitose. Estas são, no entanto, as consequências menos graves.
O verdadeiro problema do cigarro sobre a saúde bucal está naquilo que não vemos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo. Conforme dados do Inca, 12,6% de todas as mortes registradas no país são atribuíveis ao tabaco. Ao todo, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todos os anos caso o uso do tabaco fosse eliminado.

Os números mostram ainda que, no ano passado, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo. Segundo o Inca, R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em função de despesas médicas e perda de produtividade.

Realizar uma boa higiene bucal ajuda a prevenir doenças. Porém isso não impede que o fumante se torne imune aos efeitos do cigarro nos dentes.
A boca é um dos locais onde os efeitos nocivos se manifestam mais claramente. A boca, juntamente com as vias respiratórias, é a principal porta de entrada do fumo no nosso organismo.efeitos do cigarro nos dentes

Efeitos do cigarro nos dentes

Os efeitos do cigarro nos dentes são altamente prejudiciais.
Além disso, o tabagismo aumenta a possibilidade de ser o estopim de outras doenças.

O efeito mais grave do cigarro nos dentes é o risco aumentado de câncer oral. Porém, existem mais problemas de saúde causados pelo tabagismo.

A única forma de amenizar os efeitos negativos do cigarro sobre a saúde bucal consiste em parar de fumar. Ou seja, não existe meio termo.
O efeito viciante da nicotina é muito forte e não há outra solução.

São muitos os efeitos deletérios provocados pelo cigarro nos dentes. Segue uma lista dos principais:

Coloração dos dentes

Os dentes de um fumante ficam amarelados devido à nicotina e ao alcatrão que se depositam na superfície dentária. Em muitos casos, chegam a penetrar nos túbulos dentinários.

Mau hálito

Os componentes nocivos do tabaco são geradores de mau hálito ou ao mesmo tempo acentuam a halitose de que o fumante já sofre.
Além do cheiro de cigarro, o hábito de fumar potencializa a secura e irritação das mucosas da boca e das vias respiratórias.
O cigarro traz prejuízos a uma oxigenação adequada e, como consequência aparece o mau hálito.

Deterioração do sentido do paladar e olfato

Segundo a American Dental Association (ADA), a ação do cigarro limita a percepção de sabores e odores, especialmente os salgados. Isso faz com que os fumantes tendam a abusar inconscientemente do sal. E o sal, como todos sabem, pode levar à elevação da pressão arterial.

Aumento do risco do desenvolvimento de periodontite

O hábito de fumar eleva em três vezes o risco para o desenvolvimento de periodontite. Além disso, também acelera o seu grau de progressão. O cigarro tem um efeito vasoconstritor. Isso acaba reduzindo a irrigação sanguínea das gengivas. Assim, faz com que as gengivas se tornem mais pálidas e aparentemente menos inflamadas, o que não corresponde à realidade.

Insucesso nos tratamentos

O tabagismo atrapalha e retarda e processo de cicatrização de ferimentos, tanto traumáticos como cirúrgicos.
Além disso, também reduz grandemente a capacidade de regeneração dos tecidos.
A taxa de insucesso em implantes dentários é duas vezes superior na população fumante. Isso se deve a maior dificuldade para o implante se unir ao osso.

Maior chance para o surgimento de cáries

O hábito de fumar também favorece o aparecimento de cáries. Entre os fumantes observa-se uma maior quantidade de cáries nas raízes dos dentes. Isso porque o hábito de fumar provoca a perda do suporte dos dentes com exposição da raiz. Além disso, os fumantes apresentam uma diminuição da secreção salivar, o que implica uma menor capacidade neutralizadora da placa bacteriana.

Câncer oral

O cigarro contém um elevado número de substâncias cancerígenas. Quando associado ao álcool, que permeabiliza ainda mais as mucosas, aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento do câncer oral.

O câncer oral apresenta uma elevada taxa de mortalidade, pois geralmente é diagnosticado em estádios avançados.

O efeitos do cigarro nos dentes também se fazem presentes sobre o sistema imunológico, como já noticiado nesta matéria anteriormente publicada aqui no blog Dentalis.

Recomendações aos seus pacientes fumantes

É muito provável que você tenha pacientes fumantes e estes devem dar uma especial atenção a sua higiene e saúde bucal.
Um paciente não fumante deve escovar os dentes ao menos três vezes por dia. Já um paciente fumante deverá escovar com uma frequência maior devido à quantidade mais elevada de resíduos na boca.

O dentista também deve alertar os pacientes fumantes dos cuidados com a língua e sua escovação. A língua é uma das partes da boca mais afetadas pelo cigarro. E por consequência acabar também afetando o sentido do paladar.

Visitar o dentista

Marcar consultas frequentes com os pacientes fumantes é algo importante tanto do ponto de vista da saúde bucal como da sua aparência estética. Procedimentos como clareamentos dentais e também revisões para evitar o desenvolvimento da periodontite são importantes.

Uso frequente do fio dental e enxaguante bucal

Complementar o cuidado bucal com o uso do fio dental é essencial, para eliminar os restos de placa bacteriana entre os dentes. Assim como também o uso de um enxaguante bucal adequado ao menos duas vezes ao dia para combater o mau hálito produzido pelo cigarro.

Deixar de fumar

Os efeitos do cigarro sobre a saúde bucal são muitos assim como também para o restante do organismo. O melhor conselho, dentre todos, é sem dúvida parar definitivamente de fumar. Existem tratamentos que, combinados à disciplina e força de vontade do paciente, podem ajudar a largar em definitivo à dependência da nicotina.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo. Os medicamentos visam minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina.

Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem adequada.
É fundamental que o fumante se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva por pessoal especializado.
Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes: Terapia de Reposição de Nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o Cloridrato de Bupropiona.

Fontes: Dentaleader, Agência Brasil, INCA
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Pastas de dentes de carvão ativado: benefício ou risco?

Pastas de dentes de carvão ativado: benefício ou risco?

pastas de dente de carvão ativado

Pastas de dente de carvão ativado tem sido utilizadas por muitos como um fórmula fácil e rápida de clarear os dentes.
Um grupo de dentistas ingleses, no entanto, desaconselha a utilização de pastas de dente à base de carvão ativado. E por que?

Cientistas concluíram que não há benefícios comprovados para as pastas de dente de carvão ativado.
O que a pesquisa mostrou é que pastas de dente de carvão ativado podem aumentar o risco de cáries e de manchas nos dentes.
Esta pesquisa do British Dental Journal se antepõe ao marketing comercial. Marketing que garante que pastas de dente de carvão ativado têm efeito clareador e são antibacterianas.

São alegações infundadas, e você vai descobrir o porquê!

Pastas de dente de carvão ativado ganharam popularidade em vários países nos últimos anos. Fazem sucesso no Reino Unido, EUA, Japão, Índia, Tailândia, Lituânia, Austrália, Hong Kong, China, Coreia e Suíça. Essa tendência mundial já foi noticiada aqui no blog Dentalis. Aqui mesmo no Brasil é fácil encontrarmos em farmácias pastas de dente de carvão ativado.

Ao longo da história

O uso de carvão para limpar os dentes não é um conceito novo. Os antigos gregos usaram carvão pela primeira vez para remover manchas dos dentes e disfarçar odores de gengivas não saudáveis.

Agora, uma extensa revisão resume os resultados de 15 estudos anteriores. Assim obtemos uma visão geral do que sabemos atualmente sobre os produtos dentários à base de carvão vegetal.

O estudo

A pesquisa analisou 50 pastas de dente de carvão ativado. Revelou que apenas 8% contêm flúor. Isso demonstra que oferecem uma proteção muito limitada contra as cáries dentais.

Riscos para os dentes

Além de não apresentarem propriedades clareadoras e antibacterianas, há um risco extra.
Pastas de dente de carvão ativado são abrasivas, Isto pode trazer desgastar o esmalte dentário, gerar recuo das gengivas e provocar sensibilidade dental.

Propaganda: o suposto efeito branqueador das pastas de dente de carvão ativado

Campanhas de marketing geralmente usam o vocabulário “natural” para evocar um senso de naturalidade e pureza.
Pesquisadores observaram que termos atraentes como “ecológico”, “vegetal”, “natural”, “orgânico” e “puro” são usados para anunciar 88% dos produtos à base de carvão ativado. Grande parte das marcas estudadas usaram dois ou mais desses termos em suas campanhas de marketing.

Pastas de dente de carvão ativado são todas iguais?

A pesquisa demonstrou que apenas 8% dos 50 cremes dentais analisados continham flúor.
Mais de 50% dos produtos ofereciam benefícios terapêuticos e 96% alegavam ajudar a clarear os dentes.

As propriedades de desintoxicação foram descritas em 46 por cento das pastas de dente à base de carvão ativado. Propriedades antibacterianas e antissépticas em 44 por cento. Remineralização, fortalecimento e fortificação estavam entre as propriedades de 30 por cento dessas pastas dentais. Alegações de baixa abrasividade foram feitas em 28 por cento das pastas dentais. E propriedades antifúngicas em 12 por cento delas.

Apenas 10% das pastas dentais tinham alguma forma de endosso por um profissional da área odontológica. Nenhuma dos supostos benefícios anteriores foi comprovado.

Juntamente com o uso de linguagem atraente, o apoio de celebridades são frequentemente usados para atrair consumidores. Muitos fabricantes acabam escondendo dos consumidores os reais efeitos desses produtos.

Na maior parte das vezes os artistas que fazem propaganda de pastas de dente de carvão apresentam dentes bem brancos. Acontece que seus sorrisos brancos não são uma consequência direta do uso do produto que anunciam. De uma perspectiva de branqueamento, pode haver indícios casuais de seu potencial de clareamento, mas qualquer efeito que eles tenham provavelmente terá sido apenas superficial.

Muitos cremes dentais que alegam branquear os dentes estão simplesmente removendo manchas superficiais. Eles não garantem sorrisos brancos duradouros que muitos usuários podem estar procurando. São apenas um artifício de publicidade.

É imprescindível que os consumidores verifiquem os ingredientes na embalagem dos produtos à base de carvão antes de usá-los. É fundamental que ao menos eles incluam flúor, cálcio e fosfato para fortalecimento e proteção do esmalte dos dentes.

pastas de dente de carvão ativado

Riscos reais

A nova pesquisa descobriu que as pastas dentais à base de carvão vegetal podem trazer prejuízo à saúde bucal.
Especialmente pelo fato de não conter ingredientes essenciais à proteção contra as cáries.

Um creme dental deve conter 1.350 a 1.500 ppm de flúor para proteger os dentes contra a cárie dental. Muitas pastas de dente à base de carvão não contêm flúor neste nível. Assim, os usuários estão mais expostos aos riscos de desenvolvimento e de cáries.

Além disso, alguns cremes dentais com carvão podem ser “excessivamente abrasivos”. Dessa forma desgastam o esmalte dos dentes, resultando em dentes sensíveis.

Quando usados com muita frequência em pessoas com restaurações, pode acabar aderindo a elas e as pigmentando.
As partículas de carvão também podem ficar presas nas gengivas e irritá-las.

Pastas dentais à base de carvão não são a solução para quem busca um sorriso perfeito. Importante não esquecer dos riscos que apresentam. Então não acredite em propaganda.
Qualquer pessoa preocupada com manchas ou dentes descoloridos que não podem ser mudados por uma mudança na dieta, ou melhorias na sua higiene bucal, deve consultar seu dentista.

Afinal, o que é o carvão ativado?

É obtido a partir da queima de matérias orgânicas. Como por exemplo , cascas de coco e alguns tipos de madeira. O material é exposto à altas temperaturas em ambiente de baixo teor de oxigênio. Isso leva à abertura de poros através dos quais as impurezas podem ser removidas. Apresenta características de um ótimo adsorvente.

Uso do carvão ativado na medicina

É uma forma de carbono puro de grande porosidade. Tem a propriedade de unir substâncias à sua superfície.
Pode fixar toxinas bacterianas, químicas irritantes e gases. Atua também como protetor das mucosas.

O carvão ativado não é absorvido pelo trato gastrintestinal. Pode-se ingeri-lo até três horas após a ingestão da substância tóxica.

Riscos de interação medicamentosa com o carvão ativado

Não se recomenda a ingestão de carvão ativado juntamente com outros medicamentos.
Isso se deve ao risco de outros fármacos serem adsorvidos pelo carvão ativado.

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Fontes: News Medical, Saúde oral, British Dental Journal
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Gravidez: como cuidar dos dentes e evitar o parto prematuro

parto prematuroParto prematuro é um risco significativamente maior que paira sobre mulheres grávidas com gengivas doentes. Isso é o que revelaram os resultados de um novo estudo.

A pesquisa descobriu que mulheres que iniciaram o trabalho de parto prematuro apresentavam uma vez e meia mais chances (45%) de ter doença gengival que as mulheres que tiveram uma gravidez normal (29%).

O estudo também descobriu que as taxas de parto prematuro eram mais comuns em mulheres com cárie dentária ou obturações não tratadas.

A pesquisa em questão destaca o impacto que a saúde bucal pode ter no bem-estar geral.

parto prematuroDoença gengival e parto prematuro

A saúde da nossa boca pode ter uma influência direta em muitas partes da nossa saúde geral. Isso inclui as chances de um nascimento mais seguro.

Muitas mulheres acham mais difícil manter uma boa saúde bucal durante a gravidez. Isso ocorre porque as alterações hormonais durante esse período podem deixar as gengivas mais vulneráveis ​​à placa e mais propensas a ficarem doloridas e inchadas. Eles podem até sangrar.

Como parte do estudo, os pesquisadores examinaram as gravidezes e a saúde bucal de quase 150 mulheres.

Eles descobriram que as mulheres que entraram em trabalho de parto prematuro apresentam percentuais de saúde da gengiva quatro vezes menores do que aquelas que tiveram um parto normal. Gestantes que entraram em trabalho de parto prematuro também apresentavam oito vezes mais índice de placas.

Para garantir que a sua gravidez seja o mais suave possível, é importante a grávida dar à sua boca o melhor cuidado.

A gestante deve manter uma forte rotina de saúde bucal, escovando os dentes duas vezes por dia com um creme dental com flúor e limpando entre os dentes diariamente com fio dental e escovas interdentais.

Visitas periódicas ao dentista também são altamente recomendáveis.

O fumo e o consumo de álcool também aumentam a chance de doença gengival e têm um efeito adverso no desenvolvimento do feto.

Tanto o fumo quanto o álcool podem levar os bebês a nascer com baixo peso e ter saúde bucal deficiente. Podem inclusive comprometer o desenvolvimento do esmalte dentário.

parto prematuro

Dicas de como garantir a saúde bucal durante a gravidez (perguntas e respostas)

Por que os cuidados com a saúde bucal da gestante e do bebê são tão importantes?

A saúde bucal da mulher pode sofrer durante a gravidez. Também é importante especial atenção com a saúde bucal tanto da mãe quanto do bebê nos primeiros meses de vida da criança.
Isso para evitar a doença gengival da gestante e o risco de um parto prematuro. E também ajudar a garantir que mãe e bebê tenham bocas saudáveis no futuro.

Preciso consultar meu dentista durante a gravidez?

Sim. Devido às alterações hormonais durante a gravidez, a saúde bucal de algumas mulheres precisa de mais cuidados durante esse período. Por exemplo, você pode notar que suas gengivas parecem sangrar mais facilmente. Visitas regulares ao dentista também garantem a futura mamãe a diminuição do risco de um parto prematuro.

Por que minhas gengivas estão sangrando?

Você pode notar que suas gengivas ficam doloridas e inchadas durante a gravidez e podem sangrar. Isto se deve a alterações hormonais no seu corpo. Significa que a gestante deve manter seus dentes e gengivas limpos e visitar seu dentista regularmente. Você também pode precisar de consultas com seu dentista para uma limpeza profilática evitando assim a formação de placa bacteriana e tártaro. Além, é claro também o aconselhamento sobre como cuidar dos dentes em casa. Uma boa profilaxia dental também aumenta as chances da gestante não entrar em trabalho de parto prematuro.

O tratamento odontológico é seguro durante a gravidez?

Sim. Não deve haver problemas com o tratamento de rotina. Se você não tem certeza do que o seu tratamento envolveria, converse sobre todas as opções com o seu dentista. Algumas diretrizes atuais sugerem que restaurações de amálgama antigas não devem ser removidas durante a gravidez. E também que novas não devem ser colocadas. Fale com seu dentista sobre ter um tipo diferente de preenchimento se você não tiver certeza.

E se a gestante necessitar de radiografias odontológicas?

Normalmente, os dentistas evitam radiografias odontológicas durante a gravidez das pacientes. No entanto, se a gestante necessitar de tratamento de canal, talvez seja necessário fazer um raio X.

A gravidez causa danos aos dentes?

Não. Não é verdade que a gravidez cause problemas nos dentes devido à falta de cálcio, ou que a gestante perderá um dente para cada criança que tiver (pura lenda).

E quanto ao hábito de fumar e beber álcool durante a gestação?

Fumar e beber na gestação pode resultar em um bebê abaixo do peso e também afetar a saúde bucal do feto. Um bebê abaixo do peso é mais propenso a ter dentes ruins porque o esmalte dentário pode não se formar adequadamente. Vale lembrar que os dentes do futuro adulto já estão crescendo nas mandíbulas, abaixo dos dentes do bebê, quando ele nasce. Portanto, alguns bebês cujas mães fumam e bebem durante a gravidez terão dentes adultos mal formados também.

Quando os dentes do bebê aparecerão?

O bebê deve começar a dentição por volta dos 6 meses de idade e continuar até que todos os 20 dentes de leite apareçam. Por volta dos 6 anos, os dentes adultos começarão a aflorar. Isso continuará até que todos os dentes adultos, exceto os dentes do siso, tenham aparecido por volta dos 14 anos de idade.

E como fica a dieta durante a gestação?

A gestante deve ter uma dieta saudável e equilibrada que tenha todas as vitaminas e minerais que ela e seu bebê precisam.

A gestante precisa ter uma boa dieta para que os dentes do bebê possam se desenvolver. O cálcio, em particular, é importante para garantir ossos fortes e dentes saudáveis. O cálcio está no leite, queijo e outros produtos lácteos.

No caso de enjoos matinais, a gestante pode acabar comendo “pouco e com frequência”. Se a gestante tem vomitado seguidas vezes é importante enxaguar a boca com água para evitar que a acidez do vômito comprometa os dentes. Tente evitar comidas e bebidas açucaradas e ácidas entre as refeições. Isso ajudará na proteção de seus dentes.

O processo de dentição é doloroso?

A maioria das crianças sofre algumas dores iniciais. Bebês podem apresentar temperatura alta quando estão dentados e suas bochechas podem ficar vermelhas e quentes ao toque.

Existem géis de dentição especiais que a mãe pode usar para ajudar a reduzir a dor. Há alguns que contêm analgésico. Você pode aplicar o gel com o dedo e massageá-lo suavemente nas gengivas do bebê.

Anéis de dentição também podem ajudar a acalmar o bebê. Certos anéis de dentição podem ser resfriados na geladeira, o que pode ajudar. Mas, como as dores iniciais podem variar, é melhor verificar com seu dentista ou pediatra.

Quando levar o bebê ao dentista pela primeira vez?

É melhor discutir isso com seu dentista inicialmente. Mas você pode levar seu bebê para seus próprios check-ups de rotina. Isso pode ajudar o bebê a ir se acostumando com o ambiente. Seu dentista será capaz de oferecer conselhos e prescrever medicamentos para dores iniciais, e terá prazer em responder qualquer dúvida que possa ter. Os check-ups do bebê podem começar a qualquer momento a partir dos 6 meses ou a partir do momento em que os dentes começam a aparecer.

A amamentação pode afetar os dentes do bebê?

O leite materno é o melhor alimento para os bebês. É recomendável que a mãe dê apenas o leite materno durante os primeiros seis meses de vida.

Aos seis meses de idade, os bebês podem começar a comer alguns alimentos sólidos. Deve-se manter a amamentação ou dar substitutos do leite materno (ou ambos), após os primeiros seis meses.

Mais pesquisas são necessárias para averiguar se os açúcares naturais no leite materno causam cáries nos bebês.
No entanto, é consenso que o leite materno é o melhor alimento para a criança. Se os dentes do bebê forem mantidos limpos, é improvável que a cárie dentária seja um problema.

E quanto a mamadeira?

Ao alimentar com uma mamadeira deve-se ter o cuidado de esterilizá-la corretamente. Alguns substitutos do leite materno contêm açúcar e os dentes do bebê devem ser limpos após a última mamada durante a noite.
Nunca adicione açúcar ou coloque bebidas açucaradas na mamadeira.
Leite e água são as melhores bebidas para os dentes do bebê. A mamadeira com bebidas contendo açúcar pode levar à ‘cárie de mamadeira‘.

Quando se deve parar com a mamadeira?

Parar a mamadeira antecipadamente pode ajudar a impedir que o bebê desenvolva problemas odontológicos. Tente fazer com que seu bebê beba leite ou água em uma xícara ou recipiente quando tiver cerca de seis meses de idade. Ou quando for capaz de sentar e conseguir realizar tal atividade sozinho.

Quais alimentos sólidos são melhores o bebê?

Alimentos salgados, como queijo, macarrão e legumes são melhores do que alimentos doces. Alimentos que não contêm açúcar são melhores para os dentes do seu bebê. Pergunte ao seu dentista para obter mais conselhos sobre uma dieta equilibrada para o seu bebê.

Se o seu filho tomar uma bebida entre as refeições, é importante restringir apenas à água ou leite. Bebidas açucaradas ou ácidas podem causar cáries.

Quando devo começar a limpar os dentes do bebê?

Os bebês obviamente não são capazes de limpar seus próprios dentes. Já as crianças precisarão de ajuda para se certificar de que as limpam adequadamente até que tenham cerca de 7 anos de idade. Assim que a dentição começar, você deve começar a limpar os dentes do seu filho.

Como devo limpar os dentes do bebê?

Assim que os primeiros dentes de leite começarem a aparecer, você deve começar a limpá-los.

A princípio, você pode achar mais fácil usar um pedaço de gaze ou pano limpo em volta do seu dedo indicador. Quanto mais dentes aparecerem, você precisará usar uma escova de dentes para bebês.

Use uma porção de creme dental com flúor e massageie suavemente em torno dos dentes e gengivas.

Pode ser mais fácil limpar os dentes se você segurar a cabeça do bebê nos braços à sua frente.

À medida que a criança cresce, pode ser difícil fazê-lo dessa maneira, mas você pode gradualmente dar mais responsabilidade pela limpeza dos dentes para a criança. É importante limpar os dentes duas vezes ao dia com um creme dental que contenha pelo menos 1000 ppm (partes por milhão) de flúor. Após 3 anos, use uma pasta de dentes que contenha de 1350 a 1500 ppm. Você deve se certificar ao final de que eles cuspam fora o excesso de pasta de dentes, e que não engulam quantidade alguma, se possível.

E se o bebê chupar o dedo ou precisar de uma chupeta?

O reflexo de sucção aparece no bebê já na décima oitava semana de vida uterina. É um reflexo de sobrevivência, já que o bebê precisa sugar para se alimentar.

Além disso, sugar dá prazer ao bebê. Assim, o bebê precisa sugar para saciar sua fome e para atender sua necessidade de sucção. Aí entra a questão da chupeta.

Se puder, evite que seu bebê use chupeta e desestimule-o a prática de chupar o dedo. Ambas podem, eventualmente, causar problemas no crescimento e desenvolvimento dos dentes. O que pode gerar a necessidade de tratamento odontológico quando a criança ficar mais velha.

Chupeta ortodôntica: é uma alternativa que vale a pena?

Tanto a chupeta comum quanto a ortodôntica trazem, sim, prejuízos ao desenvolvimento da criança. Ambas produzem alterações nos arcos dentais e na musculatura facial da criança. A diferença entre elas está na gravidade dos danos causados.

E se o bebê vier a danificar um dente?

Se a criança por acidente vier a danificar um dente, entre em contato com seu dentista imediatamente. Um dente danificado geralmente descolorirá com o tempo.

Aqui no blog Dentalis já publicamos um outro artigo sobre mitos e verdades sobre a relação entre gravidez e saúde bucal.

Fontes: Journal of Clinical Periodontology, Oral Health Foundation, Guia do bebê
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Enxaguante bucal pode aumentar a pressão arterial?

enxaguante bucalPesquisadores descobrem relação entre o uso habitual de enxaguante bucal e elevação da pressão arterial.

Quando um microbioma bucal encontra-se em equilíbrio ele colabora para um boa saúde cardiovascular. Isso de dá através da conversão do nitrato presente na dieta em óxido nítrico. Esse óxido é uma molécula que colabora para a manutenção da pressão arterial em seus níveis normais.

Um novo e recente estudo descobriu que enxaguantes bucais com clorexidina podem provocar um efeito colateral grave. Ou seja, podem eliminar as bactérias da flora normal produtoras de óxido nítrico. E por consequência, provocar uma elevação da pressão arterial sistólica.

Um artigo anterior aqui do blog Dentalis já chamou a atenção sobre outros riscos associados ao uso frequente de enxaguante bucal.

A pesquisa

Os estudiosos utilizaram o sequenciamento e análise do gene 16S rRNA. Dessa forma conseguiram verificar uma hipótese. A de que se o uso de enxaguante bucal com clorexidina 2 vezes ao dia em alguns dias mudaria as comunidades bacterianas orais e os níveis de pressão arterial em 26 indivíduos saudáveis analisados.

Eles coletaram amostras de saliva e raspagem de língua dos participantes. Depois mediram a pressão arterial deles no início do estudo, bem como sete, dez e 14 dias depois.

Enxaguante bucal – aumento da pressão arterial

Os resultados indicaram que o uso de enxaguante bucal com clorexidina duas vezes ao dia foi associado com um aumento significativo na pressão arterial sistólica. A eliminação destas bactérias pelo uso do enxaguante bucal todos os dias acaba se tornando um problema. Uma vez que o aumento da pressão arterial tem um impacto significativo na mortalidade por doenças do coração e derrames.

Bactérias orais responsáveis pela produção de óxido nítrico são importantes para a manutenção da pressão arterial em seus níveis adequados.

Embora nem todos os enxaguantes bucais contenham clorexidina, surge um alerta. Aqueles enxaguantes bucais sem clorexidina podem igualmente causar problemas a flora de bactérias saudáveis presentes na boca.

enxaguante bucal é um produto indicado para uso por curto prazo de tempo. São para tratamentos específicos e por tempo determinado.

O presente estudo também evidenciou outra descoberta importante. A de que a presença na boca de bactérias produtoras de óxido nítrico pode colaborar para manutenção da pressão arterial em seus níveis normais.

Dois dos três pacientes para os quais foram prescritos anti-hipertensivos tiveram a pressão arterial não controlada adequadamente. Nenhum dos anti-hipertensivos atuais apresenta ação sobre as bactérias orais produtoras de óxido nítrico.

O óxido nítrico é uma molécula com importante atuação sistêmica. E como tal, seus efeitos podem ir muito além do controle da pressão arterial. Baixos níveis circulantes de óxido nítrico no corpo podem trazer sérias implicações. No entanto, grande parte dos norte-americanos logo que acordam já fazem uso do enxaguante bucal. Acreditam assim estarem cuidando bem da sua saúde. No entanto, estão destruindo grande parte das bactérias produtoras de óxido nítrico. Um hábito que pode estar fazendo mais mal do que bem.

Limpeza regular da língua

A limpeza regular da língua é recomendada pela American Dental Association. As evidências comprovam que a limpeza pode reduzir a gravidade da halitose. No entanto, não há dados epidemiológicos sobre a limpeza da língua ou sua frequência na população dos Estados Unidos.

Com base neste estudo, a limpeza da língua assume uma nova importância na perspectiva da regulação da pressão arterial. A forma como essa limpeza acontece pode trazer consequências para o controle da pressão arterial de muitos indivíduos.

Curiosamente, a introdução do enxaguatório bucal antisséptico com clorexidina revelou diferentes respostas da pressão arterial. Outro aspecto a destacar foi o fator frequência de uso como determinante importante desse efeito.

Limpeza da língua – como e porque

Você percebe que às vezes você pode ter mau hálito, mesmo que você escove e passe fio dental nos dentes regularmente?
O problema não é necessariamente da sua técnica de escovação. Mas pode ser que você não esteja limpando sua língua adequadamente.

É fundamental prestar mais atenção à limpeza da língua. Veja neste artigo como fazer isso da forma mais adequada.

Língua: sua estrutura e importância

A língua é um órgão que nos possibilita comer e articular nossa fala. Sem ela, não seríamos capazes de provar nada, assobiar uma melodia feliz, contar a alguém sobre o nosso dia ou mastigar e engolir com eficiência.

É uma parte tão importante de nossas vidas e que usamos a todo momento. Na maioria das vezes no entanto, quase sempre não lhe damos a devida importância.

Você pode ter lido que a língua é um músculo, mas isso é apenas parcialmente verdadeiro.

A língua é na verdade um grupo de músculos com cada um tendo um trabalho específico.
Na ponta da língua, há um pequeno músculo que pode se mover rapidamente e usa a superfície dos dentes para criar certos sons da fala, como quando pronuncia a letra “L”, por exemplo. Este músculo também move a comida da frente da boca para trás. Esse movimento faz com que o alimento se misture com a saliva e se quebrar em pedaços menores que podem ser engolidos.

Outros grupos musculares na língua ajudam a alterar a sua forma. Eles a movem para cima, para baixo, de um lado para o outro, para dentro e para fora.
Os músculos na parte posterior da língua movem alimentos que estão prontos para engolir no esôfago em quantidades pequenas e controladas, para que não nos sufoquemos.

Por que a limpeza da língua é tão importante?

As bactérias se acumulam entre os dentes. Na ausência de uma higiene adequada depois formam biofilme e posteriormente em tártaro. As bactérias também se acumulam na língua.

A superfície da língua está coberta de minúsculas protuberâncias chamadas papilas. As ranhuras das papilas armazenam bactérias, células mortas da mucosa e partículas de alimento. Uma fina camada de muco cobre esse conjunto de elementos.

As bactérias e outros detritos presos na língua podem causar mau hálito ou halitose. Uma descoloração branca também se observa na língua.

Se a higiene dental não é acompanhada da limpeza da língua algo muito desagradável ocorre.
As bactérias na língua podem se depositar novamente nos dentes e nas gengivas. O que acaba aumentando a probabilidade de acúmulo de placa e tártaro.

Como limpar a língua corretamente?

Existem duas maneiras principais de fazer a limpeza adequada da língua: escovação e raspagem. Ambas dispensam o uso de qualquer enxaguante bucal.

Escovar a língua significa esfregar suavemente a mesma de trás para frente com uma escova de dentes umedecida. Isso pode ser feito de maneira mais eficiente aproveitando parte do creme dental resultante da escovação dental prévia após o excesso ter sido removido da boca. Em seguida à escovação suave da língua, pode-se bochechar com água toda a boca aproveitando-se do flúor presente no creme dental residual para uma higienização completa.

Se preferir um método de limpeza de língua diferente ou adicional, experimente um raspador de língua. Estes dispositivos podem ser encontrados de forma barata na maioria das farmácias. Eles são projetados para deslizar pela superfície de sua língua, retirando a camada de muco da língua, bem como as bactérias e detritos que ela retém.

Para usar de forma mais eficaz, coloque o raspador na parte de trás da língua enquanto coloca a língua para fora e, com uma pressão uniforme, deslize o raspador para baixo ao longo da superfície da língua em direção à ponta. Lave o raspador e repita, certificando-se de passar da parte de trás da língua para a ponta. Importante cuidar para não ingerir acidentalmente as bactérias a serem removidas. Uma vez que toda a superfície da língua tenha sido raspada, limpe e seque completamente o raspador de língua. Passe o fio dental nos dentes seguida de uma escovação normal.

Quantas vezes devo limpar minha língua?

Limpar a língua deve fazer parte de uma rotina diária de saúde bucal.
As bactérias começam a se acumular na superfície dos dentes, gengivas, bochechas e língua logo após a escovação. Portanto, a limpeza diária da língua, assim como a escovação regular e o uso do fio dental são fundamentais para evitar problemas de saúde bucal.

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Fontes: frontiers, 123dentist.com
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Adoçantes artificiais e suas consequências no organismo humano

Ao doçura sem as calorias e outros efeitos colaterais deletérios do açúcar, os adoçantes artificiais têm sido frequentemente elogiados por seus supostos benefícios para a saúde do corpo e saúde bucal.

No entanto, a suposta redução do risco de ganho de peso não saudável, a evidência para apoiar isso é conflitante. Alguns estudos relataram uma associação entre o uso de adoçantes sem açúcar e o risco reduzido de Diabetes Tipo 2, excesso de peso e obesidade, permitindo assim um melhor controle do Diabetes e da saúde geral. Outros estudos porém mostraram que adoçantes sem açúcar podem aumentar o risco de excesso de peso, Diabetes e câncer.

A demanda por essas opções é muitas vezes impulsionada por preocupações com a saúde e a qualidade de vida, já que a obesidade e as doenças bucais têm sido repetidamente ligadas a uma ingestão excessiva de açúcar.

Várias alternativas de açúcar foram aprovadas para uso comercial generalizado em inúmeros alimentos e bebidas. Embora eles sejam geralmente percebidos como uma opção mais saudável do que o açúcar, seus benefícios e desvantagens reais não são exatamente claros devido a um corpo de evidências limitado e conflitante.

Revisão sistemática

Uma recente revisão sistemática e metanálises de ensaios controlados randomizados e não randomizados e estudos observacionais objetivaram avaliar a associação entre a ingestão de adoçantes sem açúcar e importantes desfechos de saúde em indivíduos geralmente saudáveis ​​ou adultos e crianças com excesso de peso e obesidade. Os principais desfechos do estudo foram peso corporal ou índice de massa corporal, controle glicêmico, saúde bucal, comportamento alimentar, preferência por sabor doce, câncer, doença cardiovascular, doença renal, humor, comportamento, neurocognição e efeitos adversos.

Adoçantes artificiais e suas consequências no organismo humano

Uma equipe de pesquisadores europeus, liderada pela Universidade de Freiburg, na Alemanha, teve como objetivo desenvolver sua compreensão desses benefícios e desvantagens, realizando uma revisão sistemática de 56 estudos que compararam um alto consumo de substitutos de açúcar com menor consumo ou abstenção completa.

Os resultados de seu estudo mostraram que, no geral, não houve diferenças estatisticamente ou clinicamente relevantes entre os participantes do estudo que tiveram uma alta ingestão de adoçantes artificiais e aqueles que se abstiveram. Além disso, vários estudos revisados ​​indicaram que houve uma associação entre uma maior ingestão de adoçantes e um pouco mais de ganho de peso, e um ganho de peso um pouco menor para aqueles com menor consumo. No entanto, a certeza dessa evidência foi baixa.

No geral, não houve evidências definitivas de que as alternativas ao açúcar possam ajudar adultos com sobrepeso ou obesos ou crianças que estejam ativamente tentando perder peso.

Refrigerantes com adoçantes: menos cáries, mais erosão dentária

Um porta voz da British Dental Association disse ao British Dental Journal : “Não recomendamos quaisquer alternativas ‘sem açúcar’ para bebidas com gás que não sejam leite e água. Continuamos preocupados com o fato de que muitos refrigerantes utilizam adoçantes ou apresentam altos níveis de acidez que prejudicam a saúde bucal ”.

“Todo Natal, os assessores de imprensa da Coca-Cola tentam ao máximo alegar que há uma ‘opção saudável’ para os dentes enquanto comercializam produtos com baixo ou nenhum açúcar mais ácidos do que o vinagre ou o suco de limão. Quando quase metade dos adolescentes está mostrando sinais de erosão dentária, os dentistas sabem que muitas dessas marcas têm tão pouco espaço como uma tradição festiva quanto seus similares carregados de açúcar ”, continuou o porta voz.

O estudo, intitulado “Associação entre a ingestão de adoçantes sem açúcar e resultados de saúde: revisão sistemática e metanálises de ensaios clínicos randomizados e não randomizados e estudos observacionais”, foi publicado online em 2 de janeiro de 2019 no British Medical Journal.

No conjunto o que se pode afirmar é que adoçantes artificiais fazem mal à saúde. Para tanto, convido vocês à leitura deste outro importante estudo:

Adoçantes artificiais e as alterações da microbiota intestinal

Recentemente a discussão sobre os efeitos dos adoçantes artificiais não calóricos (AANC) na glicemia ganhou destaque na mídia nacional. O artigo científico que despertou esse debate foi publicado no periódico “Nature” e relata os achados de um grupo de pesquisadores israelenses sobre os efeitos de alguns AANC (aspartame, sucralose e sacarina) na saúde metabólica e na microbiota intestinal.

Adoçantes artificiais têm alto consumo

Os AANC estão entre os aditivos alimentares mais utilizados no mundo, especialmente por conferirem sabor doce aos alimentos, isentando-os do conteúdo calórico associado ao açúcar. Ganharam popularidade por seu custo reduzido, valor calórico baixo e possíveis efeitos na redução do peso e no controle da glicemia. Por essas razões, são cada vez mais utilizados na fabricação de diversos alimentos, tais como refrigerantes diet, cereais e sobremesas sem açúcar e são, ainda, recomendados em planos alimentares para redução de peso e para pessoas com intolerância à glicose e diabetes melito tipo 2.
Nesse sentido, estudos sugerem que o consumo de AANC pode trazer benefícios, tais como a baixa indução da resposta glicêmica. Entretanto, outros trabalhos demonstram associação entre o consumo de AANC e o ganho de peso, bem como com aumento do risco de diabetes tipo 2. A interpretação desses resultados é complicada pelo fato de que os AANC são tipicamente consumidos por indivíduos que já sofrem de alterações metabólicas. A despeito desses dados controversos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou seis tipos de AANC para uso nos Estados Unidos.

Para determinar os efeitos de AANC sobre a homeostase da glicose sanguínea, o estudo utilizou formulações comerciais de sacarina, aspartame ou sucralose. Esses compostos foram adicionados na água de beber de camundongos adultos. O experimento foi muito bem delineado do ponto de vista metodológico. Na 11ª semana, os três grupos de animais que receberam os AANC (aspartame, sucralose e sacarina) desenvolveram intolerância à glicose marcante, sendo que a sacarina apresentou os efeitos mais pronunciados.

Microbiota alterada

Para entender como os AANC promovem alterações metabólicas, foi levantada a hipótese de que eles atuariam na modulação da microbiota intestinal, uma vez que esta é intimamente relacionada à fisiologia, ao metabolismo e à saúde do hospedeiro. Comparados aos controles, os animais que receberam sacarina apresentaram disbiose. A influência da microbiota na resposta metabólica à sacarina foi confirmada em experimentos subsequentes que trataram camundongos (mantidos com a dieta contendo AANC) com dois tipos de antibióticos – os de amplo espectro e os contra bactérias Gran positivas. Após quatro semanas de tratamento, as alterações metabólicas foram abolidas nos camundongos tratados com os dois tipos de antibióticos, sugerindo que os efeitos são dependentes da microbiota comensal. A relação causal foi confirmada com um experimento de transplante de fezes, tanto de camundongos quanto de seres humanos que consumiram sacarina, para camundongos germ free. Os camundongos receptores das fezes passaram também a apresentar alterações no metabolismo da glicose.

Alterações metabólicas

Para validação dos efeitos dos AANC em seres humanos, foram selecionados indivíduos que consumiam AANC há muito tempo, o que foi avaliado por meio de questionário de frequência alimentar validado. Os pesquisadores encontraram correlações positivas entre consumo de AANC e parâmetros clínicos de alterações metabólicas, incluindo aumento do peso e da relação cintura-quadril (deposição de gordura abdominal), glicemia de jejum elevada, aumento das concentrações de hemoglobina glicada, alterações no teste de tolerância à glicose (TTG) e concentrações séricas elevadas de alanina aminotransferase.

Finalmente, para identificar se os AANC são causadores de alterações nas concentrações plasmáticas de glicose, foram avaliados, durante uma semana, sete voluntários saudáveis (cinco homens e duas mulheres, com idades entre 28-36 anos), que normalmente não consumiam AANC ou alimentos que os continham. Durante esta semana, nos dias dois a sete, os participantes consumiram a dose máxima diária aceita pelo FDA de sacarina comercial (5 mg por kg de peso corporal) dividida em três doses diárias. A glicemia foi monitorada continuamente e o TTG foi realizado uma vez ao dia. Notavelmente, apesar do curto período de exposição, a maioria dos indivíduos (quatro dos sete) desenvolveu respostas glicêmicas significativamente alteradas após cinco a sete dias do consumo de AANC (considerados respondedores aos AANC), em comparação com a resposta glicêmica individual apresentada durante os primeiros quatro dias. Nenhum dos três indivíduos classificados como não-respondedores aos AANC apresentou melhora na tolerância à glicose.

Efeitos metabólicos adversos

Em resumo, os resultados sugerem que o consumo de AANC tanto por camundongos quanto por seres humanos, aumenta o risco de intolerância à glicose e que os efeitos metabólicos adversos são decorrentes da composição e das funções metabólicas da microbiota intestinal. Também sugerem que seres humanos apresentam resposta individualizada aos AANC, possivelmente relacionada a diferenças na composição e nas funções da microbiota.

Além disso, os resultados apontam para a necessidade de desenvolvimento de novas estratégias nutricionais individuais, abrangendo diferenças personalizadas na composição e na função da microbiota intestinal.

A mensagem que deve ser ressaltada mediante a leitura deste excelente trabalho é a de que os principais resultados foram encontrados em experimentos realizados com camundongos, os quais não podem ser diretamente extrapolados para seres humanos. As doses utilizadas para observar efeitos em seres humanos foram relativamente altas, se comparadas ao consumo habitual. Assim, o uso moderado de adoçantes (uma ou duas vezes ao dia – considerando também o consumo de produtos diet e ligth), aliado a alimentação adequada – que estimula a manutenção de uma microbiota intestinal saudável – e a atividade física, possivelmente não trará efeitos adversos. Em contrapartida, o consumo excessivo de AANC pode ser prejudicial e deve ser cuidadosamente avaliado.

Fontes: British Medical Journal, anad, Dental Tribune, Sban

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Colar de dentição para crianças: Não é recomendável

O chamado colar de dentição é um acessório que supostamente teria propriedades analgésicas, mas a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos não recomenda seu uso por questões de segurança

O FDA alertou pais, cuidadores e profissionais de saúde sobre os riscos de segurança que os colares de dentição usados para aliviar a dor da dentição representam para as crianças.

A agência alertou que eles não devem ser usados para aliviar dores nas crianças ou para fornecer estímulo sensorial a pessoas com necessidades especiais, como autismo ou transtorno de deficit de atenção / hiperatividade (TDAH). O FDA recebeu relatos de morte e ferimentos graves em bebês e crianças, incluindo estrangulamento e asfixia, causados pelos colares de dentição.

Várias formas

Os colares para dentição podem ter várias formas, incluindo um colar, pulseira ou tornozeleira, e podem ser usadas tanto por um adulto quanto por uma criança. Tais produtos são produzidos e vendidos por um grande número de fabricantes e indivíduos. Eles são frequentemente usados pelos pais e cuidadores para aliviar a dor da criança e outras doenças. As jóias para dentição também podem ser usadas por pessoas com necessidades especiais, como autismo ou TDAH, para fornecer estimulação sensorial ou redirecionar a mastigação de roupas ou partes do corpo. Os colares de dentição podem ser feitos a partir de vários materiais, como âmbar, madeira, mármore ou silicone.

“Sabemos que os colares de dentição têm se tornado cada vez mais populares entre pais e cuidadores que desejam proporcionar alívio para a dor da dentição infantil e estimulação sensorial para crianças com necessidades especiais. Estamos preocupados com os riscos que observamos com esses produtos e queremos que os pais saibam que a dentição coloca crianças, incluindo aquelas com necessidades especiais, em risco de ferimentos graves e morte ”, disse o comissário da FDA Scott Gottlieb, MD.

Os riscos

Os riscos do uso de colares para aliviar a dor da dentição incluem asfixia, estrangulamento, lesões na boca e infecção. A asfixia pode acontecer se o colar se romper e uma pequena conta entrar na garganta ou na via aérea da criança. O estrangulamento pode ocorrer se um colar estiver muito apertado em volta do pescoço da criança ou se o colar pegar um objeto como um berço, por exemplo.

Ácido succínico

Outras preocupações incluem lesão na boca ou infecção se uma peça do colar irritar ou perfurar as gengivas da criança. Além das preocupações com asfixia e estrangulamento, os colares de dentição contêm uma substância chamada ácido succínico, que supostamente pode ser liberada na corrente sanguínea de um bebê em quantidades desconhecidas. Os fabricantes desses produtos geralmente alegam que o ácido succínico atua como um anti-inflamatório e alivia a dentição e a dor nas articulações. A FDA não avaliou essas alegações de segurança ou eficácia e recomenda que os pais não usem esses produtos

O FDA emitiu uma comunicação de segurança recentemente depois de receber um certo número de relatórios de ocorrências médicas, incluindo uma morte. Um relato envolveu uma criança de 7 meses que engasgou com as contas de uma pulseira de dentição de madeira enquanto estava sob supervisão dos pais e foi levada para o hospital, e outra envolveu uma criança de 18 meses que foi estrangulada até a morte por seu colar de dentição durante um cochilo.

Risco de metemoglobinemia

Além de evitar o uso de colares para aliviar a dor da dentição, o FDA continua a recomendar que os profissionais de saúde evitem usar cremes para dentição, géis de benzocaína, sprays, pomadas, soluções e pastilhas para dor na boca e gengiva. Benzocaína e outros anestésicos locais podem causar metemoglobinemia, uma condição séria na qual a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue é reduzida. Esta condição é fatal e pode resultar em morte.

Monitoramento contínuo

O FDA assegura que irá continuar a monitorar de perto os relatórios de eventos adversos associados a colares usados para aliviar a dor da dentição e se comunicará mais conforme necessário. A agência encoraja os consumidores e profissionais de saúde a relatar lesões ou eventos adversos que ocorram com o uso desses colares através do programa de Informações de Segurança da FDA e Relatório de Eventos Adversos.

O FDA é uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, que tem como missão proteger a saúde pública garantindo a segurança, a eficácia e a segurança de medicamentos para uso humano e veterinário, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano e dispositivos médicos. A agência também é responsável pela segurança e proteção do suprimento alimentar de cosméticos, suplementos alimentares, produtos que emitem radiação eletrônica e a regulação de produtos derivados do tabaco.

Como tratar a dor de dente dos bebês

Deve-se considerar seguir as recomendações da American Academy of Pediatrics de formas alternativas para o tratamento da dor na dentição, como massagear as gengivas inflamadas com um dedo limpo ou oferecer um mordedor de gel líquido.
O mordedor deve ser dado para a criança mastigar após ser refrigerado na geladeira. Em último caso, quando a inflamação impede a criança de se alimentar ou dormir, é possível recorrer aos analgésicos orais.

Cabe salientar que nem sempre a dor de dente é a culpada pelo incômodo do bebê em se alimentar ou dormir. Às vezes o motivo é outro, e nesse caso, é recomendável a consulta a um pediatra ou odontopediatra.

Fonte: FDA
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Cuidados da odontologia com pacientes oncológicos

Nos pacientes oncológicos, os cuidados com a saúde bucal são muito importantes.
Pacientes oncológicos têm maiores chances de desenvolver lesões dentárias e que tipo de tratamentos devem procurar no pré, pós e durante os tratamentos oncológicos.
A recomendação de fazer uma avaliação odontológica serve para todo paciente oncológico, não somente aqueles com tumores de cabeça e pescoço.

Um dos fatores a serem avaliados é a presença de algum foco de infecção, que pode ser uma doença periodontal ou cáries muito profundas. A consulta é de extrema importância, porque os pacientes que fazem uso de quimioterápicos ficam com o sistema imunológico mais debilitado, e a existência de uma doença periodontal, por exemplo, que o paciente nem sabia que tinha, poderá se agravar e resultar num grande problema, mas também, com leucemias e linfomas. Alguns dentes com mobilidade poderão ser removidos antes de iniciar o tratamento oncológico.

Por outro lado, quando se iniciam os tratamentos oncológicos podem ocorrer certas problemas orais

Mucosite oral

Frequentemente se manifesta na forma de feridas semelhantes a aftas e que podem ser bastante dolorosas para o paciente, afetando, em alguns casos, a capacidade de mastigação.

Uma das formas de prevenção da mucosite é a laserterapia de baixa intensidade. O laser é um bioestimulador que auxilia na redução do processo inflamatório, modula a dor e auxilia no processo de reparo do tecido lesado. É importante conversar com seu oncologista sobre essa possibilidade.

Xerostomia

Xerostomia é condição razoavelmente predominante, afetando 5.5%−46% da população adulta. A incidência do xerostomia aumenta com idade, com quase metade da queixa idosa da população de ter boca seca. Contudo, permanece obscura se há um relacionamento direto entre a idade avançada e a produção reduzida da saliva ou se este é devido ao número aumentado de medicações tomadas geralmente pelas pessoas idosas.

Papel da saliva

A produção apropriada da saliva é importante para o conforto do paciente e sua higiene dental. A saliva cobre a boca e os dentes com a umidade constante, assim fornecendo a lubrificação e a proteção à cavidade oral. A saliva contem diversas proteínas que funcionam na digestão, na atividade antibacteriana, e na manutenção do pH oral apropriado. A insuficiente produção da saliva pode afetar a mastigação, a absorção, o discurso, o gosto, e a higiene dental. A saliva é muito importante para os dentes por conta da proteção da deterioração dental pelo fato de limitar o crescimento das bactérias, neutralizar ácidos de alimento, e os ajuda a retirar partículas de alimento alojadas nos dentes.

Sintomas

Os sintomas do xerostomia podem incluir uma boca seca persistente e densamente ou a saliva mucoso carregado. Os dentistas podem reconhecer a insuficiente associação da saliva na boca durante exames dentais. Muitos sofredores de xerostomia relatam mudanças no gosto e na dificuldade de engolir o alimento quando o mastigam, especialmente alimentos secos tais como biscoitos ou produtos como o pão. A necessidade e o desejo de beber frequentemente a água se mostram aumentados. Alguns pacientes com xerostomia igualmente experimentam um burning ou uma sensação de formigamento na língua ou na boca.

A xerostomia pode ter efeitos severos na saúde dental; geralmente aumenta no número de cavidades dentais, de doenças gengivais, e de mau hálito. Os sofredores de Xerostomia que vestem dentaduras tipicamente têm o problema de mantê-las no lugar e queixam-se de dores oriundos do uso da dentadura.

Uma xerostomia não tratada pode conduzir às infecções bucais, infecções da glândula salivar, e língua com rachaduras devido à secura.
Consequentemente, a detecção precoce e o tratamento da xerostomia são importantes para a saúde e o bem estar do paciente.

Muitas vezes, o paciente em tratamento oncológico precisa tomar opiáceos e antidepressivos. Alguns ainda tomam outros medicamentos, porque possuem outras doenças associadas, como pressão alta, diabetes e doença renal. Por conta disso, é extremamente comum surgir um quadro de xerostomia.
O paciente com boca seca tem mais placas bacterianas, o que acumula mais agentes agressivos e produz mais toxinas, aumentando o risco da mucosite, referida anteriormente.

Cárie de radiação

Causada pelo efeito da radioterapia, provoca efeitos diretamente nos dentes, principalmente sobre os odontoblastos, diminuindo a capacidade de produção de dentina reacional. O esmalte também sofre alterações e torna-se mais vulnerável à cárie. Atua indiretamente aumentando a suscetibilidade de cárie por meio de diminuição ou até interrupção da salivação. Tais alterações propiciam o desenvolvimento desse tipo de cárie que ocorre principalmente no terço cervical, iniciando-se pela face vestibular e posteriormente pela lingual progredindo ao redor do dente, como uma lesão anelar, que pode levar à amputação da coroa.

Gengivite

Com o baixo número de plaquetas ele pode acontecer, inclusive, de forma espontânea. Mas também pode ser advindo de uma retenção maior da placa bacteriana causada pela higiene, ou falta dela. Consequência ou não de mucosite e xerostomia, por exemplo.

Periodontite

A perda dos dentes não costuma ser comum em pacientes em tratamento do câncer, porém pode acontecer caso os cuidados de higiene não sejam realizados corretamente ou não haja um histórico de controle periódico e visita regular ao dentista.

Perda do paladar

O tratamento causa alterações importantes no organismo, entre elas as que ocorrem nas papilas gustativas, fazendo com que o paciente não sinta os sabores de alguns alimentos.

Infecções oportunistas (bacterianas, viróticas ou fúngicas)

A baixa imunidade deixa o paciente bem susceptível, por isso todo cuidado é pouco quando o assunto são as infecções.

Osteorradionecrose

Sequela de ocorrência tardia, com incidência maior nos primeiros três anos pós-radioterapia. Pode ser provocada por traumas como exodontias, procedimentos invasivos e cirúrgicos, próteses mal adaptadas e infecções periodontais e periapicais por toda a região irradiada previamente, sendo a mandíbula o osso mais comumente envolvido. Provoca uma redução da atividade dos osteoblastos e alteração nos vasos sanguíneos, tornando o osso menos irrigado e, consequentemente, mais vulnerável a infecção e com menor capacidade de reparação. Acomete pacientes submetidos à radioterapia.

Prevenção e tratamento

Para tratar e amenizar os problemas bucais, é fundamental, antes de tudo, que durante todo o tratamento e até mesmo antes de começá-lo, o paciente tenha um acompanhamento odontológico. A higiene bucal não pode ser deixada de lado, mesmo que a região da boca esteja dolorida. Nesse momento é mais indicado o uso de escovas extra macias e bochechos com soluções antissépticas sem álcool.

Recomendações a serem seguidas durante o tratamento do câncer:

  • Escovar os dentes com pasta contendo flúor;
  • Passar fio dental suavemente;
  • Fazer gargarejos com bicarbonato de sódio;
  • Escolher alimentos que exijam pouca ou nenhuma mastigação;
  • Evitar alimentos ácidos, picantes, salgados e secos.

Mucosite oral

Para aliviar a mucosite oral, o paciente pode utilizar soluções isotônicas e anti-inflamatórios. O tratamento com laser de baixa potência também foi relatado como eficiente na diminuição da severidade e duração das mucosites em pacientes que foram irradiados ou submetidos ao tratamento quimioterápico. É importante fornecer também orientação quanto à dieta e manutenção da hidratação. Nos casos mais graves, considerar o uso de antimicrobianos tópicos e sistêmicos.

Xerostomia

Recomenda-se estimular o fluxo salivar por meio de gomas de mascar sem açúcar. O uso de saliva artificial contendo íons essenciais, componentes com mucina e pH entre 6 e 7, também pode ser sugerido. O uso de fluoretos (gel ou solução) e reposição de líquidos também. Quanto aos lábios, pode-se usar protetor labial à base de lanolina.

Cáries

O tratamento das lesões de cárie pode ser realizado por meio de ART (Atraumatic Restorative Treatment), ou seja, remoção de tecido cariado por meio de curetas e colocação de cimentos ionoméricos.

O amálgama é contraindicado como material restaurador, pois é fonte secundária de radiação quando o paciente é submetido à radioterapia em região de cabeça e pescoço.

Nos casos de lesões de cárie avançada, demonstrando possível comprometimento pulpar, o tratamento endodôntico é recomendado para dentes permanentes. Já para dentes decíduos recomendamos a exodontia dos elementos dentários envolvidos.

Gengivite

O sangramento nas gengivas também pode estar associado à placa bacteriana, que causa uma inflamação no local. Para evitá-lo, o profissional deve acompanhar com o paciente a forma correta de realizar a escovação e, se for necessário, remover essas placas através do tratamento periodontal.

Periodontite

Os casos de comprometimento periodontal, o tratamento de raspagem e alisamento radicular é indicado. Entretanto, dentes apresentando bolsa periodontal (≥ 6 mm) e/ou mobilidade excessiva podem ser extraídos pois, além de serem fontes infecciosas, podem ser fatores complicadores caso seja necessária a realização de exodontia após a radioterapia, em função do risco de osteorradionecrose. As pessoas que fazem radioterapia na região da cabeça e do pescoço ou que fizeram uso dos medicamentos do grupo de bifosfonatos (utilizados no combate a problemas ósseos), tem restrição à colocação de implantes.

Infecções oportunistas

Exigem todo o cuidado possível. Para tratá-las, são indicados medicamentos tópicos ou orais, que só devem ser utilizados com o acompanhamento médico e do dentista.

Uso de aparelhos ortodônticos

Deve ser suspenso durante o tratamento para evitar sangramentos e possíveis infecções. Apenas após dois anos de remissão pode ser feito o tratamento ortodôntico normalmente. Havendo presença de qualquer infecção, a antibioticoterapia deverá ser realizada. O uso de sialogogos sistêmicos também pode ser recomendado, como o cloridrato de prilocarpina, mas é importante avaliar suas contraindicações.

A prevenção é a grande arma para evitar quadros graves, muitas vezes incuráveis e até incontroláveis, do ponto de vista local e sistêmico, que levam a um forte impacto na qualidade de vida do paciente comprometendo sua saúde, deve ser realizada uma avaliação completa antes do início da radioterapia, verificando as condições dos dentes e o prognóstico do paciente.

A correta compreensão desses sinais e sua correlação com sintomas e drogas ou radiação utilizadas nos tratamentos oncológicos tornam esses tipos de manifestações mais previsíveis, o que facilita a prevenção e o tratamento dessas condições, oferecendo uma melhor qualidade de vida a esses pacientes, sendo de grande importância a integração da odontologia na equipe médica de oncologia.

Fontes: News Medical Life Sciences , Dental Cremer , Revista Onco
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O tabagismo e a endodontia

Os impactos negativos do hábito de fumar sobre a saúde são amplamente conhecidos. Aqui neste link você pode conferir 8 prejuízos causados pelo tabagismo no entanto, poucas são as pesquisas sobre suas consequências em relação à endodontia.

Em um novo estudo realizado por cientistas da Faculdade de Odontologia da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, pesquisadores descobriram que o fumo enfraquece a capacidade da polpa dentária de combater doenças.

Falando sobre a pesquisa, a Dra. Anita Aminoshariae, Professora Associada de Endodontia e diretora do Pré-doutorado na Case Western, disse: “Isso pode explicar por que os fumantes têm resultados endodônticos mais fracos e apresentam atraso na cicatrização quando comparados aos não fumantes.
Imagine que TNF-α [fator de necrose tumoral α] e hBD-2 [beta-defensina humana 2] estão entre os soldados em uma última linha de defesa fortificando um castelo. Fumar mata esses soldados antes que eles tenham a chance de montar uma defesa sólida ”.

No estudo, os cientistas buscaram compreender melhor por que os fumantes apresentam uma maior possibilidade para o desenvolvimento de doença periodontal e são quase duas vezes mais propensos a necessitar de terapia de canal radicular.

Metodologia

Das câmaras pulpares de 32 fumantes e 37 não fumantes, todos diagnosticados com pulpite irreversível normal ou sintomática ou pulpite irreversível assintomática, a equipe coletou amostras e mediu os níveis de interleucina (IL) 1β, TNF-α, hBD-2 e hBD-3. “Hipotetizamos que as defesas naturais seriam reduzidas em fumantes; não esperávamos que eles as esgotassem completamente ”, explicou Aminoshariae .

De acordo com os resultados do estudo, as concentrações pulpares de TNF-α e hBD-2 foram significativamente menores entre os fumantes, enquanto não houve diferença significativa em IL-1β ou hBD-3. A análise bidirecional da covariância também revelou que a condição de tabagismo, e não o diagnóstico endodôntico (estado pulpar), afetou significativamente os níveis de TNF-α e hBD-2.

Parar de fumar pode fazer diferença

Embora os resultados do estudo forneçam mais um argumento contra o tabagismo, um resultado encorajador da pesquisa foi que dois dos pacientes no estudo que pararam de fumar experimentaram um retorno dos mecanismos de defesa necessários para combater a pulpite.

O estudo, intitulado “Comparação da expressão de IL-1β, TNF-α, hBD-2 e hBD-3 na polpa dentária de fumantes versus não fumantesD”, foi publicado na edição de dezembro de 2017 do Journal of Endodontics.

Dicas para parar de fumar

Os benefícios de parar de fumar são percebidos rapidamente. Em cerca de três semanas, você já nota diferenças – percebe melhor cheiros e paladares e respira com mais facilidade. Além disso, a pressão e o nível de oxigênio no sangue são normalizados. Apesar de parecer que parar de fumar é difícil, se você adotar uma estratégia, pode ser mais fácil.

O primeiro passo para parar de fumar é escolher uma data. Você tem mais chances de sucesso se escolher uma que seja nos próximos trinta dias. Assim, até lá, você pode diminuir gradativamente o número de cigarros que fuma por dia ou atrasar o horário do primeiro cigarro. Isso é importante para você se preparar para a mudança.

Como passar os primeiros dias sem fumar?

Mesmo se você se preparar até a data escolhida, os primeiros dias sem fumar podem ser os mais difíceis. Fazer pequenas mudanças na sua rotina, como um caminho diferente para ir trabalhar, trocar o café por chá ou almoçar em um lugar diferente podem te ajudar a assimilar a mudança de parar de fumar.

Você também deve se livrar de todo o estoque de cigarros que tiver em casa, no trabalho ou no carro e não ficar perto de pessoas que estão fumando ou em situações que o desejo de fumar é maior. Se não puder evitar esses momentos, substitua o cigarro por algo saudável, como biscoitos com fibra extra, por exemplo.

Ocupar o tempo livre com exercícios físicos ou atividades divertidas, manter-se hidratado com água e suco e evitar bebidas alcoólicas também são mudanças na rotina que podem te ajudar a se adaptar ao novo estilo de vida.

Apoio de familiares, amigos e médicos ajuda a parar de fumar

Além de ajudar a acompanhar os benefícios para a saúde que a decisão de parar de fumar traz, o médico também pode indicar medicamentos que ajudem no processo. Amigos e familiares também podem ajudar nos dias de preparação e dar incentivos nos dias mais difíceis.

Como lidar com a abstinência do cigarro

Em muitos momentos, você terá vontade de acender um cigarro. Quando isso acontecer, tente encontrar outras formas de aliviar a tensão. Concentre-se em coisas que te causam satisfação e pense nos benefícios que essa escolha está proporcionando para a sua saúde.

Fontes: Pubmed, Mayo Clinic e Pfizer

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Uma luta constante e diária que depende de nós

Como todos sabemos os antimicrobianos são fármacos que têm como finalidade tratar ou prevenir infecções causadas por microrganismos, eliminando-os ou impedindo que estes se multipliquem.

Uma das grandes questões que se tem debatido ao longo dos anos é o uso excessivo de antimicrobianos e a falta de consciencialização da população para os seus efeitos na saúde.

Quanto mais elevado for o seu consumo, maior é a probabilidade de os microrganismos desenvolverem mecanismos de resistência ao medicamento que, inicialmente, os eliminava. O crescente aumento de bactérias multirresistentes é uma realidade que requer uma ação conjunta dos profissionais de saúde, instituições governamentais e sociedade.

A Organização Mundial de Saúde estima que já ocorram, a nível global, cerca de 700 mil mortes causadas por bactérias multirresistentes, um número que a mesma entidade prevê que aumente para os 10 milhões até 2050.

Educação constante e no dia a dia

O primeiro passo de todos é a conscientização: é importante desmistificar, junto à população, que os antibióticos apenas tratam, e por vezes previnem, infecções bacterianas. Devemos informar às pessoas que antibióticos jamais deverão ser administrados em casos de infecções causadas por vírus, como gripes ou constipações. Além disto, convém destacar que este tipo de medicamentos só deve ser usado quando for prescrito por um profissional de saúde e jamais por conta própria.

Contudo, a conscientização deve ser igualmente estendida junto aos profissionais de saúde, para que antimicrobianos sejam prescritos de forma o mais racional possível aliada a uma duração adequada da terapia.

O Programa de Apoio à Prescrição Antimicrobiana (PAPA) visa orientar, uniformizar, verificar e validar a antibioticoterapia, tendo como meta final preservar a sua eficácia e o melhor tratamento do paciente.

Para uma antibioticoterapia correta, o profissional de saúde deve refletir, num primeiro momento, sobre qual a origem da infecção, qual o foco mais provável e quais os fatores modificadores ou de risco para as resistências.

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Bruxismo pode agravar doença periodontal

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Okayama, no Japão, publicou um estudo que revela que o excesso de atividade dos músculos masséteres, normalmente utilizados na mastigação e para ranger os dentes, pode estar associado a doenças bucais, como a periodontite.

Já vários estudos tentaram estabelecer a relação entre a periodontite e a atividade dos músculos masséteres (que fazem com que a maxila se movimente), mas até agora ainda não tinha sido possível demonstrar a existência de uma relação direta. O estudo agora publicado mostra, no entanto, que o bruxismo pode estar relacionado com um agravamento da doença periodontal.

Metodologia

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores contaram com uma amostragem de 31 indivíduos, 16 dos quais sem periodontite ou com periodontite ligeira (grupo NMP) e 15 com casos de periodontite moderada ou severa (grupo MSP).

Além de terem que andar com um dispositivo para medir a atividade muscular, os indivíduos tiveram que manter um registro diário das suas atividades, especialmente as refeições.

Os resultados agora publicados mostram que “a atividade muscular dos masséteres pode estar relacionada com a gravidade da periodontite”, apesar de ainda não ser possível estabelecer uma relação causal direta entre os casos de bruxismo e o desenvolvimento de periodontite.

Mais detalhes sobre o estudo em questão pode ser acessado aqui.

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