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Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco?

Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco?

 

flúor durante a gravidez

Pode a exposição ao flúor durante a gravidez representar um risco para a criança?
É este o assunto que vamos abordar.

A adição de flúor na água das comunidades já acontece há décadas em países como EUA, no Canadá e em países europeus.
Existem estudos mostrando que a água potável sem flúor eleva a incidência de cáries.

O flúor, porém, atravessa a placenta e pode se acumular nas regiões cerebrais implicadas no aprendizado e memória. Também pode afetar as proteínas e neurotransmissores do sistema nervoso central. Essa é a questão colocada por esse novo estudo

Essa potencial neuro toxicidade da exposição ao flúor criou polêmica quanto aos riscos da fluoretação da água nas comunidades.

O objetivo deste estudo recente foi avaliar a associação entre a ingestão de flúor pela mãe durante a gravidez e o impacto sobre o desenvolvimento intelectual da criança.

O estudo

A ingestão de flúor nas mulheres grávidas foi associada à redução do QI de seus filhos com idades entre 3 e 4 anos, em um estudo observacional publicado on-line em 19 de agosto na JAMA Pediatrics.

Vários especialistas externos atestaram a qualidade da metodologia e da análise estatística empregada no estudo. O estudo inclui análises de sensibilidade e avaliação de muitas variáveis. Porém, críticos e outros especialistas ainda apontam limitações importantes que incentivam a cautela na interpretação dos resultados. Ou seja, espera-se que pesquisas adicionais repliquem os dados obtidos.

Segundo uma das pesquisadoras, havia poucas evidências para apoiar ou refutar a segurança do flúor. “Não se tinha a certeza do que esperar na população canadense; portanto, deixamos os dados contar a história”.

A mesma pesquisadora manifesta grande preocupação. Por outro lado, reconheceu que a pesquisa neste campo está em seus estágios iniciais.
“Em termos de onde vamos daqui será necessário avaliar os benefícios e riscos da fluoretação. Nossa esperança é que nossos resultados combinados com outros estudos recentes venham a informar isso”.

Metodologia do estudo

Para o estudo prospectivo foram coletadas amostras de urina materna para medir a concentração de flúor durante cada trimestre e dados autorrelatados sobre a ingestão materna de água da torneira. Além da água, também foram incluídas bebidas como chá e café, uma vez no primeiro trimestre e uma vez no terceiro trimestre.

A equipe pesquisou 601 mulheres que deram à luz entre 2008-2012 em seis cidades do Canadá. Foram as cidades de Vancouver, Halifax, Hamilton, Kingston, Montreal, Toronto e Vancouver. O QI de seus filhos foi testado usando uma escala específica para mensurar Inteligência quando tinham 3-4 anos de idade.

Os dados mostraram que as mães que moravam em áreas com flúor adicionado à água da torneira tinham maiores concentrações do mineral na urina. Isso quando comparado com aquelas que moravam em áreas com água não fluoretada.

Para essas crianças, os pesquisadores descobriram que cada 1 mg/L adicional de flúor na urina materna estava associado a 4,49 menos pontos de QI nos meninos. Porém, não houve associação significativa nas meninas. De fato, os dados mostram um ligeiro aumento não significativo no QI com o aumento da exposição ao flúor nas meninas.

No entanto, dados auto-relatados sobre a ingestão de água não mostraram diferenças entre os sexos.
Entre 400 mulheres com dados da ingestão autorreferida de água da torneira observou-se um equilíbrio.
A cada aumento de 1 mg na ingestão diária de flúor foi associado a uma diminuição de 3,66 no índice de QI para meninos e meninas. A ingestão diária média global estimada entre essas mulheres foi de 0,39 mg. Foi de 0,93 mg em áreas fluoretadas e 0,30 mg em áreas não fluoretadas.

Ingestão de flúor durante a gravidez pode ser um risco? A esclarecer…

O estudo levanta muitas preocupações quanto à segurança da adição de flúor na água das comunidades. Existe mesmo o risco no consumo de flúor durante a gravidez?
Pode esse consumo de flúor durante a gravidez implicar em risco de diminuição do QI das crianças.
São questões ainda sem uma resposta definitiva. Isso porque novas pesquisas são necessárias. Pesquisas que venham a corroborar as evidências já apresentadas ou quem sabe refutá-las.
Enfim, ficamos na expectativa de novos estudos que avaliem os riscos relacionados à exposição ao flúor durante a gravidez.
Nós aqui do blog Dentalis seguiremos vigilantes. Assim que obtivermos novidades estaremos informando a todos vocês.

Fontes: Jama Network, Medscape
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Sal pode causar o Alzheimer. Descubra aqui

sal pode causar o Alzheimer

Pesquisa recente nos leva a concluir que uma dieta com excesso de sal pode causar o Alzheimer. Como assim?
De que forma o excesso de sal pode causar o Alzheimer?

Um novo estudo publicado na Nature revelou que uma dieta rica em sal pode afetar negativamente a função cognitiva.
Uma dieta rica em sal pode ocasionar uma deficiência de óxido nítrico. Esse composto é fundamental para a manutenção da saúde vascular do cérebro.
Quando os níveis de são muito baixos, alterações químicas na proteína tau ocorrem no cérebro. Essa condição favorece estados de demência e o Alzheimer.

No estudo, publicado em 23/10/2019 na Nature, os pesquisadores procuraram elucidar a série de eventos que ocorrem entre o consumo de sal e a baixa cognição.
Concluíram que diminuir a ingestão de sal e manter vasos sanguíneos saudáveis no cérebro pode “afastar” o risco de demência e Alzheimer.
O acúmulo de depósitos da proteína tau tem sido relacionada ao desenvolvimento da doença de Alzheimer em humanos.

Aqui no blog Dentalis já relacionamos o Alzheimer a outras patologias como à doença periodontal como neste artigo.

Proteína Tau e beta-amiloide – entendendo os marcadores biológicos do Alzheimer

Os marcadores biológicos do Alzheimer são as proteínas beta-amiloide e tau.
A proteína beta-amiloide é produzida normalmente no cérebro. Há evidências de que quantidades muito pequenas dela são necessárias para manter os neurônios funcionais.
No caso do Alzheimer sua produção se eleva muito e o seu acúmulo leva à alteração das sinapses. É a primeira etapa para uma série de eventos que ocasiona a perda de neurônios e o aparecimento dos sintomas da doença.

A proteína beta-amiloide é eliminada normalmente pelo liquor. No Alzheimer seu acúmulo no cérebro faz com que sua concentração no liquor caia. Simultaneamente, ocorre fosforilação da proteína tau, que forma os emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios. Essa é outra alteração patológica conhecida do Alzheimer.
Com a morte de neurônios, a proteína tau é eliminada pelo liquor, aumentando também sua concentração.

O estudo

O estudo propõe um novo mecanismo pelo qual o sal está ligado ao comprometimento cognitivo. Também fornece mais evidências de uma ligação entre hábitos alimentares e função cognitiva.
O novo estudo baseia-se em pesquisa publicada na Nature Neuroscience pelos cientistas doutores Faraco, Costantino Iadecola e pela professorade Neurologia Anne Parrish Titzell da Weill Cornell Medicine.

O estudo evidenciou que uma dieta rica em sal causou demência em ratos.
Os ratos foram alimentados com uma dieta que continha entre 8 e 16 vezes a quantidade normal de sal. Posteriormente fora realizados testes cognitivos. Após dois meses de dieta, os ratos não conseguiram reconhecer novos objetos que os foram apresentados. Os roedores tornaram-se incapazes de concluir tarefas da vida diária, como construir seus ninhos.
Também se mostraram muito mais lentos na saída de um labirinto do que aqueles em uma dieta normal.
Também tiveram problemas em passar nos testes de memória.

A equipe de pesquisa determinou que a dieta rica em sal estava fazendo com que as células do intestino delgado liberassem a molécula interleucina-17.
Essa molécula promove a inflamação como parte da resposta imune do corpo.

O excesso de sal pode causar o Alzheimer – a escassez de óxido nítrico

A interleucina entrou na corrente sanguínea e impediu que as células nas paredes dos vasos sanguíneos que alimentavam o cérebro produzissem óxido nítrico.
O óxido nítrico age relaxando e alargando os vasos sanguíneos. Possibilita que o sangue flua de forma adequada.
Por outro lado, uma escassez de óxido nítrico pode restringir o fluxo sanguíneo.

Com base nessas descobertas, o Dr. Iadecola, o Dr. Faraco e seus colegas teorizaram que o sal provavelmente causou demência em ratos.
Ou seja, que o excesso de sal pode causar o Alzheimer.

Isso porque o sal contribuiu para restringir o fluxo sanguíneo para o cérebro.
No entanto, eles perceberam que o fluxo sanguíneo restrito nos ratos não era grave o suficiente para impedir o funcionamento adequado do cérebro.

Achamos que talvez houvesse algo mais acontecendo aqui ‘”, disse o Dr. Iadecola.

Em seu novo estudo da Nature, os pesquisadores descobriram que a produção reduzida de óxido nítrico nos vasos sanguíneos afeta a estabilidade das proteínas tau nos neurônios.
A proteína tau fornece estrutura para os “andaimes”. Esse “andaime”, também chamado de citoesqueleto, ajuda a transportar materiais e nutrientes através dos neurônios para garantir seu adequado funcionamento.

sal pode causar o Alzheimer

A proteína tau se desprende do citoesqueleto

A proteína tau se torna instável e se desprende do citoesqueleto, o que causa problemas. Isso porque a tau não deveria estar livre na célula.
Uma vez que a proteína estando fora do citoesqueleto ela acaba se acumulando no cérebro. Isso é o estopim para os problemas cognitivos.
Os pesquisadores determinaram que níveis saudáveis de óxido nítrico controlam a tau.
Isso freia a atividade causada por uma série de enzimas que levam à patologia da doença da proteína tau.

Proteína tau e demência

Para evidenciar ainda mais a importância da proteína tau na demência, os pesquisadores deram a ratos uma dieta rica em sal. Também restringiram o fluxo sanguíneo ao cérebro e de um anticorpo que promove a estabilidade da tau. Apesar do fluxo sanguíneo restrito, os pesquisadores observaram cognição normal nesses ratos. Isso demonstrou que o que realmente está causando a demência. Ou seja foi a proteína tau e não a falta de fluxo sanguíneo, disse um dos pesquisadores.
No geral, este estudo destaca como a saúde vascular é importante para o cérebro. Como demonstrado, há mais de uma maneira em que os vasos sanguíneos mantêm o cérebro saudável. O excesso de sal pode causar o Alzheimer à medida em que compromete a saúde vascular.

Um alerta importante

São necessárias pesquisas sobre ingestão de sal e os efeitos sobre a cognição em humanos. Mas o atual estudo com ratos é um alerta para as pessoas regularem o consumo de sal no dia a dia.
E o que é ruim para nós não vem de um saleiro, vem de alimentos processados e de restaurante. Ou seja, o chamado sal oculto em muitos alimentos industrializados.
Temos que manter o sal sob controle. Ele pode alterar os vasos sanguíneos do cérebro e fazê-lo de maneira cruel.
Se pudéssemos resumir em poucas palavras essa pesquisa seria reafirmando que o excesso de sal pode causar o Alzheimer.

Fontes: Nature, ScienceDaily, ABRAz
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Periodontite e o risco de impotência masculina

impotência sexual masculina

A periodontite e o risco de impotência sexual masculina vem sendo avaliada por pesquisadores da Universidade de Granada, Espanha
O estudo em questão relaciona a higiene oral e suas repercussões sobre a saúde dos vasos sanguíneos penianos.
Os dados preliminares dessa pesquisa trazem uma descoberta de grande importância.
Ao que parece os vasos sanguíneos penianos sofrem os efeitos prejudiciais da periodontite anteriormente aos vasos coronarianos.

Os primeiros resultados desse trabalho foram publicados na Journal of Clinical Periodontology. Um outro estudo de 2017 já apontou essa relação.

Periodontite e o risco de impotência sexual masculina – o estudo

O estudo na condição de caso controle foi realizado com 158 pacientes do sexo masculino.
Desse total, 80 casos com disfunção erétil (impotência) e 78 pacientes controle. Testosterona, perfil lipídico, proteína C reativa e parâmetros glicêmicos foram avaliados. Todas as variáveis foram comparadas entre os grupos e foram realizadas análises de regressão.
74% dos pacientes com impotência apresentavam sintomas de periodontite. E aqueles que sofriam de impotência em maior grau, apresentavam também mais lesões periodontais.

impotência sexual masculina

Boa higiene oral é fundamental

O estudo salientou a importância da higiene oral para prevenção da impotência sexual masculina.
O risco apontado pela pesquisa é elevado. Pacientes com periodontite têm 2,28 vezes mais chances de vir a desenvolver impotência sexual masculina. Isso na comparação com pacientes com gengivas saudáveis.

A periodontite a cada dia mais vem sendo associada a outras patologias.

Concluindo

Embora o estudo em questão ainda não tenha terminado, as evidências são claras e fortes.
Pacientes com periodontite e impotência sexual masculina apresentaram pior condição periodontal. A periodontite crônica parece desempenhar um papel fundamental nesse processo.
A periodontite pode ser um fator gerador da impotência sexual masculina. E isso, independente de outras doenças.

O que de fato é a impotência sexual masculina

A impotência sexual masculina (disfunção erétil) é a incapacidade de obter ou manter uma ereção firme o suficiente para ter relações sexuais. A impotência sexual masculina ocasional não é incomum. Muitos homens a vivenciam durante períodos de estresse. A impotência sexual masculina frequente pode ser um sinal de problemas de saúde. Requer atenção e tratamento.
Também pode ser um sinal de problemas emocionais ou de relacionamento que requerem tratamento e atenção profissional.
Nem todos os problemas sexuais masculinos são causados devido à impotência.
Outros tipos de problemas sexuais masculinos incluem: ejaculação precoce, atraso ou ejaculação ausente ou falta de interesse em sexo.

Quais os principais sintomas da impotência sexual masculina

O homem pode estar com impotência sexual quando:

  • Tiver problemas para obter uma ereção;
  • Tiver dificuldades em manter uma ereção;
  • Interesse reduzido em sexo.

Outros problemas sexuais relacionados à impotência:

  • Ejaculação precoce;
  • Ejaculação atrasada;
  • Anorgasmia. Ou seja, a incapacidade de atingir o orgasmo após estimulação.

Diante da manifestação de um ou mais desses sintomas uma ajuda médica deve ser procurada. Especialmente se os sintomas se mantiverem por dois ou mais meses. A consulta médica poderá elucidar a causa original do problema e buscar o tratamento específico.

O que pode provocar a impotência sexual masculina

Além da periodontite crônica, existem outras doenças e condições que podem predispor os homens à impotência sexual:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Hiperlipidemia (colesterol e triglicerídeos elevados);
  • Problemas causados por câncer ou cirurgia (especialmente câncer de próstata);
  • Lesões;
  • Obesidade ou sobre peso;
  • Idade avançada;
  • Estresse e/ou ansiedade;
  • Problemas de relacionamento;
  • Abuso de drogas;
  • Alcoolismo;
  • Tabagismo.

A impotência sexual masculina pode ser causada por apenas um desses fatores ou vários. É por isso que é importante buscar orientação médica para que se possa isolar e tratar o problema.

Fisiologia sexual masculina

A ereção é o resultado do aumento do fluxo sanguíneo pênis.
O fluxo sanguíneo é geralmente estimulado por pensamentos sexuais ou contato direto com o pênis.
Quando um homem fica excitado sexualmente, os músculos do pênis relaxam. Esse relaxamento permite aumentar o fluxo sanguíneo através das artérias penianas. Esse sangue preenche duas câmaras no interior do pênis chamadas corpos cavernosos. À medida que as câmaras se enchem de sangue, o pênis fica rígido. A ereção termina quando os músculos se contraem e o sangue acumulado pode fluir pelas veias penianas. A impotência sexual masculina pode ocorrer devido a problemas em qualquer estágio do processo de ereção.
Por exemplo, as artérias penianas podem estar danificadas demais para abrir adequadamente e permitir a entrada de sangue.

A questão idade

Até 30 milhões de homens americanos são afetados por impotência sexual.
A prevalência da impotência aumenta com a idade. A impotência afeta:

  • 12% dos homens com menos de 60 anos;
  • 22% dos homens na faixa dos 60 anos;
  • 30% dos homens com 70 anos ou mais.

Como se pode ver o risco de impotência aumenta com a idade. No entanto, a impotência não é inevitável à medida que o homem envelhece. Pode ser mais difícil conseguir uma ereção com a idade, mas isso não significa necessariamente que o homem se tornará impotente.
Em geral, quanto mais saudável o homem é, melhor será sua função sexual.

A impotência também pode ocorrer entre homens mais jovens.
Um estudo de 2013 verificou que um em cada quatro homens que procuravam o primeiro tratamento para impotência tinham menos de 40 anos.

Os pesquisadores encontraram uma correlação mais forte entre tabagismo e uso de drogas ilícitas e impotência em homens com menos de 40 anos do que entre homens mais velhos. Isso sugere que as escolhas de estilo de vida podem ser o principal fator contribuinte para a impotência em homens mais jovens.

Uma outra pesquisa fez descobertas interessantes sobre homens com impotência abaixo dos 40 anos de idade. Nesses casos verificou-se que o tabagismo era um fator para a impotência entre 41% dos homens desse público alvo. O diabetes foi o segundo fator de risco mais comum.
Estava ligado à impotência em 27% dos homens com menos de 40 anos.

Mudanças no estilo de vida podem ajudar

Hábitos de vida saudáveis e mudanças no estilo de vida podem evitar a impotência sexual, e em algumas situações, reverter a condição:

  • Exercitar-se regularmente;
  • Manter a pressão arterial controlada;
  • Alimentar-se de forma equilibrada e nutritiva;
  • Manter um peso corporal saudável;
  • Evitar o álcool em excesso;
  • Evitar o cigarro;
  • Reduzir o estresse.
Fontes: NCBI, healthline
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Óxido nitroso na Odontologia – Informações importantes

Óxido nitroso na Odontologia – Informações importantes

óxido nitroso

O óxido nitroso pode ser uma ótima alternativa para reduzir aquele medo de dentista que muitas pessoas possuem. Esse medo muitas das vezes é resultado de lembranças desagradáveis da infância. Pode também ser resultado de experiências traumáticas compartilhadas por outros pacientes.

O óxido nitroso é um gás incolor e inodoro que pode reduzir a ansiedade durante procedimentos odontológicos.

As pessoas costumam se referir ao óxido nitroso como gás do riso. O óxido nitroso retarda o tempo de reação de uma pessoa e causa uma sensação de euforia. Quando uma pessoa usa óxido nitroso, não demora muito para sentir os efeitos do gás. Quando as pessoas param de usá-lo, os efeitos desaparecem rapidamente.

É um tipo de sedação gera uma pequena diminuição da atividade do córtex cerebral. Não causa depressão do centro respiratório.

O óxido nitroso é geralmente seguro para uso em procedimentos médicos e odontológicos. Usos médicos incluem procedimentos em crianças, crianças e adultos. No entanto, como acontece com qualquer droga, existe um risco de efeitos na saúde a curto e longo prazo. Também pode haver o potencial para sobredosagem.

O óxido nitroso também pode ser utilizado em cirurgias odontológicas.
A principal vantagem da anestesia com óxido nitroso é a ausência de efeitos prolongados após a sessão do tratamento. Isso porque o óxido nitroso não é metabolizado pelo nosso organismo, já que possui pouca solubilidade no sangue.

Efeitos colaterais de curto prazo

Vamos tomar um exemplo. Uma paciente mulher em um atendimento odontológico que tenha recebido óxido nitroso. Os efeitos colaterais de curto prazo que podem surgir são tontura, náusea ou vômito.

Os efeitos colaterais de curto prazo não são muito comuns, mas podem ocorrer. A razão mais usual que leva ao aparecimento desses efeitos são a inalação do gás muito rapidamente ou quando o mesmo é inalado em excesso.

Neste caso poderão surgir os efeitos:

  • tontura, náusea ou vômito;
  • fadiga;
  • dor de cabeça;
  • suor excessivo;
  • tremores.

óxido nitroso

Também é possível que uma pessoa experimente uma sensação de estar chapada quando recebe óxido nitroso. Podem ocorrer distorções na percepção de sons.

Durante ou imediatamente após a administração do gás, um profissional de saúde também pode administrar oxigênio a uma pessoa.

Quando uma pessoa recebe oxigênio após um procedimento médico, normalmente é para limpar o óxido nitroso restante do organismo do paciente. Isso ajuda o indivíduo a recuperar o estado de alerta e pode ajudar a evitar dores de cabeça.

As pessoas podem sentir-se lentas ou não alertas após a inalação de óxido nitroso. Este efeito em geral desaparece rapidamente.

Após a realização e término de um procedimento odontológico com óxido nitroso as pessoas podem se deslocar. Isso desde que elas se deem um tempo suficiente para se recuperar totalmente do efeito do gás.

Para ajudar a evitar problemas estomacais, o paciente deve ingerir uma refeição leve. Deve evitar a ingestão de uma refeição pesada por várias horas após o procedimento.

O leite e seus derivados retardam o esvaziamento gástrico, assim como carnes e gorduras, devendo os pais serem orientados a evitar a ingestão desses alimentos por parte das crianças para diminuir as chances de ocorrência de náusea e vômito.

O ideal, segundo a American Academy of Pediatric Dentistry, é que em crianças com mais de 36 meses, o jejum de leite ou sólidos deve ser de 6 a 8 horas antes do procedimento. Água pode ser ingerida até 3 horas antes.

No caso de reação alérgica ao óxido nitroso

Reações alérgicas ao gás podem acontecer e é importante estar alerta quanto a essa possibilidade. Uma reação alérgica pode acontecer se alguém estiver experimentando o óxido nitroso pela primeira vez. Como no caso de uma uma criança, por exemplo.

Os sintomas mais comuns observados em caso de reação alérgica são:

  • arrepios;
  • urticária;
  • chiado ou problemas respiratórios;
  • febre.

Caso um paciente apresente um quadro de reação alérgica ao óxido nitroso deve-se procurar atendimento médico imediato.

Efeitos colaterais de longo prazo

Há poucas evidências que sugerem que o óxido nitroso cause efeitos colaterais graves a longo prazo.

A maioria dos efeitos colaterais desaparece rapidamente após o uso do gás. O paciente deve informar seu dentista no caso de sentir algum efeito colateral incomum ou se ele durar algumas horas ou dias após o procedimento.

O paciente em geral não manifesta efeitos colaterais a longo prazo. No entanto, a exposição prolongada ou o uso indevido intencional de óxido nitroso podem causar problemas de saúde.

A exposição excessiva pode levar à anemia ou a uma deficiência de vitamina B12. O último pode trazer problemas aos nervos, o que pode ocasionar dormência nos membros ou dedos do paciente.

Em resumo, nem todo mundo é um bom candidato para receber óxido nitroso.
Em alguns casos, condições médicas preexistentes podem tornar o óxido nitroso menos seguro.

Razões pelas quais os dentistas devem evitar o uso de óxido nitroso em pacientes que:

  • apresentem deficiência de vitamina B-12;
  • tenham histórico de problemas de saúde mental;
  • estejam no primeiro trimestre da gravidez;
  • apresentem histórico de abuso de substâncias;
  • tenham diagnóstico prévio de deficiência da enzima metilenotetrahidrofolato redutase;
  • tenham uma história de doenças respiratórias pregressas.

Overdose

Embora normalmente seja muito seguro, existe a possibilidade de uma pessoa ter uma overdose de óxido nitroso. As razões mais comuns para uma sobredosagem incluem a ingestão excessiva do gás e a exposição por longo tempo.

Uma pessoa que trabalha em uma clínica que utiliza ou armazena óxido nitroso apresenta maior risco de exposição a longo prazo ou acidental.

No caso do paciente, não é provável a ocorrência de uma overdose. Isso porque a quantidade necessária para fazer uma overdose é muito maior do que aquela administrada durante um procedimento.

Sintomas característicos do uma overdose de óxido nitroso:

No caso de uma overdose, são estes os sintomas mais comuns:

  • aperto no peito;
  • irritação nos olhos, garganta e nariz;
  • dificuldade em respirar – alucinações ou psicose;
  • sensação de sufocamento;
  • tonalidade azul para os dedos dos pés, lábios ou dedos;
  • aumento da pressão arterial e risco de ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral;
  • convulsões;
  • aumento da frequência cardíaca.

No caso do recebimento de óxido nitroso em excesso de uma só vez com pouco ou nenhum oxigênio, também poderão ser gerados danos cerebrais.
No caso de suspeita de overdose de óxido nitroso, o atendimento médico de urgência deve ser buscado. Caso não tratada à tempo, uma overdose dessa natureza pode resultar em coma ou morte.

O óxido nitroso é um gás, e como droga recreativa pertence à categoria dos inalantes.
De acordo com o National Institute on Drug Abuse, os adolescentes e pré-adolescentes são mais propensos ao uso de inalantes do que os mais velhos.

Como o efeito de sentir-se chapado dura apenas alguns segundos, o usuário muitas vezes inala repetidamente o gás durante vários minutos ou horas, o que pode levar a uma overdose acidental.

Em poucas palavras

O óxido nitroso é tipicamente um medicamento seguro que ajuda a sedar uma pessoa antes e durante os procedimentos odontológicos. Os efeitos da droga normalmente vêm e desaparecem rapidamente ao iniciar e interromper a administração do gás.

Se uma pessoa experimenta um efeito colateral, ela geralmente dura pouco e desaparece depois de seu uso. Se os efeitos durarem por um período mais longo ou uma pessoa experimentar sintomas de uma reação alérgica, eles devem procurar atendimento médico imediato.

Embora raro, uma overdose do gás é possível.
Aqueles que trabalham em instalações que usam ou armazenam óxido nitroso e aqueles que abusam dele estão sob maior risco.
Durante os procedimentos de rotina são poucas as chances da ocorrência de uma overdose de óxido nitroso.

Fontes: Medical News Today, RevOdonto

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Conheça os 7 danos causados pelo cigarro aos dentes

efeitos do cigarro nos dentesCostumeiramente tendemos a pensar que os efeitos do cigarro nos dentes se limitam a simples manchas ou ao aparecimento de halitose. Estas são, no entanto, as consequências menos graves.
O verdadeiro problema do cigarro sobre a saúde bucal está naquilo que não vemos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo. Conforme dados do Inca, 12,6% de todas as mortes registradas no país são atribuíveis ao tabaco. Ao todo, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todos os anos caso o uso do tabaco fosse eliminado.

Os números mostram ainda que, no ano passado, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo. Segundo o Inca, R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em função de despesas médicas e perda de produtividade.

Realizar uma boa higiene bucal ajuda a prevenir doenças. Porém isso não impede que o fumante se torne imune aos efeitos do cigarro nos dentes.
A boca é um dos locais onde os efeitos nocivos se manifestam mais claramente. A boca, juntamente com as vias respiratórias, é a principal porta de entrada do fumo no nosso organismo.efeitos do cigarro nos dentes

Efeitos do cigarro nos dentes

Os efeitos do cigarro nos dentes são altamente prejudiciais.
Além disso, o tabagismo aumenta a possibilidade de ser o estopim de outras doenças.

O efeito mais grave do cigarro nos dentes é o risco aumentado de câncer oral. Porém, existem mais problemas de saúde causados pelo tabagismo.

A única forma de amenizar os efeitos negativos do cigarro sobre a saúde bucal consiste em parar de fumar. Ou seja, não existe meio termo.
O efeito viciante da nicotina é muito forte e não há outra solução.

São muitos os efeitos deletérios provocados pelo cigarro nos dentes. Segue uma lista dos principais:

Coloração dos dentes

Os dentes de um fumante ficam amarelados devido à nicotina e ao alcatrão que se depositam na superfície dentária. Em muitos casos, chegam a penetrar nos túbulos dentinários.

Mau hálito

Os componentes nocivos do tabaco são geradores de mau hálito ou ao mesmo tempo acentuam a halitose de que o fumante já sofre.
Além do cheiro de cigarro, o hábito de fumar potencializa a secura e irritação das mucosas da boca e das vias respiratórias.
O cigarro traz prejuízos a uma oxigenação adequada e, como consequência aparece o mau hálito.

Deterioração do sentido do paladar e olfato

Segundo a American Dental Association (ADA), a ação do cigarro limita a percepção de sabores e odores, especialmente os salgados. Isso faz com que os fumantes tendam a abusar inconscientemente do sal. E o sal, como todos sabem, pode levar à elevação da pressão arterial.

Aumento do risco do desenvolvimento de periodontite

O hábito de fumar eleva em três vezes o risco para o desenvolvimento de periodontite. Além disso, também acelera o seu grau de progressão. O cigarro tem um efeito vasoconstritor. Isso acaba reduzindo a irrigação sanguínea das gengivas. Assim, faz com que as gengivas se tornem mais pálidas e aparentemente menos inflamadas, o que não corresponde à realidade.

Insucesso nos tratamentos

O tabagismo atrapalha e retarda e processo de cicatrização de ferimentos, tanto traumáticos como cirúrgicos.
Além disso, também reduz grandemente a capacidade de regeneração dos tecidos.
A taxa de insucesso em implantes dentários é duas vezes superior na população fumante. Isso se deve a maior dificuldade para o implante se unir ao osso.

Maior chance para o surgimento de cáries

O hábito de fumar também favorece o aparecimento de cáries. Entre os fumantes observa-se uma maior quantidade de cáries nas raízes dos dentes. Isso porque o hábito de fumar provoca a perda do suporte dos dentes com exposição da raiz. Além disso, os fumantes apresentam uma diminuição da secreção salivar, o que implica uma menor capacidade neutralizadora da placa bacteriana.

Câncer oral

O cigarro contém um elevado número de substâncias cancerígenas. Quando associado ao álcool, que permeabiliza ainda mais as mucosas, aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento do câncer oral.

O câncer oral apresenta uma elevada taxa de mortalidade, pois geralmente é diagnosticado em estádios avançados.

O efeitos do cigarro nos dentes também se fazem presentes sobre o sistema imunológico, como já noticiado nesta matéria anteriormente publicada aqui no blog Dentalis.

Recomendações aos seus pacientes fumantes

É muito provável que você tenha pacientes fumantes e estes devem dar uma especial atenção a sua higiene e saúde bucal.
Um paciente não fumante deve escovar os dentes ao menos três vezes por dia. Já um paciente fumante deverá escovar com uma frequência maior devido à quantidade mais elevada de resíduos na boca.

O dentista também deve alertar os pacientes fumantes dos cuidados com a língua e sua escovação. A língua é uma das partes da boca mais afetadas pelo cigarro. E por consequência acabar também afetando o sentido do paladar.

Visitar o dentista

Marcar consultas frequentes com os pacientes fumantes é algo importante tanto do ponto de vista da saúde bucal como da sua aparência estética. Procedimentos como clareamentos dentais e também revisões para evitar o desenvolvimento da periodontite são importantes.

Uso frequente do fio dental e enxaguante bucal

Complementar o cuidado bucal com o uso do fio dental é essencial, para eliminar os restos de placa bacteriana entre os dentes. Assim como também o uso de um enxaguante bucal adequado ao menos duas vezes ao dia para combater o mau hálito produzido pelo cigarro.

Deixar de fumar

Os efeitos do cigarro sobre a saúde bucal são muitos assim como também para o restante do organismo. O melhor conselho, dentre todos, é sem dúvida parar definitivamente de fumar. Existem tratamentos que, combinados à disciplina e força de vontade do paciente, podem ajudar a largar em definitivo à dependência da nicotina.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo. Os medicamentos visam minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina.

Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem adequada.
É fundamental que o fumante se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva por pessoal especializado.
Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes: Terapia de Reposição de Nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o Cloridrato de Bupropiona.

Fontes: Dentaleader, Agência Brasil, INCA
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Pastas de dentes de carvão ativado: benefício ou risco?

Pastas de dentes de carvão ativado: benefício ou risco?

pastas de dente de carvão ativado

Pastas de dente de carvão ativado tem sido utilizadas por muitos como um fórmula fácil e rápida de clarear os dentes.
Um grupo de dentistas ingleses, no entanto, desaconselha a utilização de pastas de dente à base de carvão ativado. E por que?

Cientistas concluíram que não há benefícios comprovados para as pastas de dente de carvão ativado.
O que a pesquisa mostrou é que pastas de dente de carvão ativado podem aumentar o risco de cáries e de manchas nos dentes.
Esta pesquisa do British Dental Journal se antepõe ao marketing comercial. Marketing que garante que pastas de dente de carvão ativado têm efeito clareador e são antibacterianas.

São alegações infundadas, e você vai descobrir o porquê!

Pastas de dente de carvão ativado ganharam popularidade em vários países nos últimos anos. Fazem sucesso no Reino Unido, EUA, Japão, Índia, Tailândia, Lituânia, Austrália, Hong Kong, China, Coreia e Suíça. Essa tendência mundial já foi noticiada aqui no blog Dentalis. Aqui mesmo no Brasil é fácil encontrarmos em farmácias pastas de dente de carvão ativado.

Ao longo da história

O uso de carvão para limpar os dentes não é um conceito novo. Os antigos gregos usaram carvão pela primeira vez para remover manchas dos dentes e disfarçar odores de gengivas não saudáveis.

Agora, uma extensa revisão resume os resultados de 15 estudos anteriores. Assim obtemos uma visão geral do que sabemos atualmente sobre os produtos dentários à base de carvão vegetal.

O estudo

A pesquisa analisou 50 pastas de dente de carvão ativado. Revelou que apenas 8% contêm flúor. Isso demonstra que oferecem uma proteção muito limitada contra as cáries dentais.

Riscos para os dentes

Além de não apresentarem propriedades clareadoras e antibacterianas, há um risco extra.
Pastas de dente de carvão ativado são abrasivas, Isto pode trazer desgastar o esmalte dentário, gerar recuo das gengivas e provocar sensibilidade dental.

Propaganda: o suposto efeito branqueador das pastas de dente de carvão ativado

Campanhas de marketing geralmente usam o vocabulário “natural” para evocar um senso de naturalidade e pureza.
Pesquisadores observaram que termos atraentes como “ecológico”, “vegetal”, “natural”, “orgânico” e “puro” são usados para anunciar 88% dos produtos à base de carvão ativado. Grande parte das marcas estudadas usaram dois ou mais desses termos em suas campanhas de marketing.

Pastas de dente de carvão ativado são todas iguais?

A pesquisa demonstrou que apenas 8% dos 50 cremes dentais analisados continham flúor.
Mais de 50% dos produtos ofereciam benefícios terapêuticos e 96% alegavam ajudar a clarear os dentes.

As propriedades de desintoxicação foram descritas em 46 por cento das pastas de dente à base de carvão ativado. Propriedades antibacterianas e antissépticas em 44 por cento. Remineralização, fortalecimento e fortificação estavam entre as propriedades de 30 por cento dessas pastas dentais. Alegações de baixa abrasividade foram feitas em 28 por cento das pastas dentais. E propriedades antifúngicas em 12 por cento delas.

Apenas 10% das pastas dentais tinham alguma forma de endosso por um profissional da área odontológica. Nenhuma dos supostos benefícios anteriores foi comprovado.

Juntamente com o uso de linguagem atraente, o apoio de celebridades são frequentemente usados para atrair consumidores. Muitos fabricantes acabam escondendo dos consumidores os reais efeitos desses produtos.

Na maior parte das vezes os artistas que fazem propaganda de pastas de dente de carvão apresentam dentes bem brancos. Acontece que seus sorrisos brancos não são uma consequência direta do uso do produto que anunciam. De uma perspectiva de branqueamento, pode haver indícios casuais de seu potencial de clareamento, mas qualquer efeito que eles tenham provavelmente terá sido apenas superficial.

Muitos cremes dentais que alegam branquear os dentes estão simplesmente removendo manchas superficiais. Eles não garantem sorrisos brancos duradouros que muitos usuários podem estar procurando. São apenas um artifício de publicidade.

É imprescindível que os consumidores verifiquem os ingredientes na embalagem dos produtos à base de carvão antes de usá-los. É fundamental que ao menos eles incluam flúor, cálcio e fosfato para fortalecimento e proteção do esmalte dos dentes.

pastas de dente de carvão ativado

Riscos reais

A nova pesquisa descobriu que as pastas dentais à base de carvão vegetal podem trazer prejuízo à saúde bucal.
Especialmente pelo fato de não conter ingredientes essenciais à proteção contra as cáries.

Um creme dental deve conter 1.350 a 1.500 ppm de flúor para proteger os dentes contra a cárie dental. Muitas pastas de dente à base de carvão não contêm flúor neste nível. Assim, os usuários estão mais expostos aos riscos de desenvolvimento e de cáries.

Além disso, alguns cremes dentais com carvão podem ser “excessivamente abrasivos”. Dessa forma desgastam o esmalte dos dentes, resultando em dentes sensíveis.

Quando usados com muita frequência em pessoas com restaurações, pode acabar aderindo a elas e as pigmentando.
As partículas de carvão também podem ficar presas nas gengivas e irritá-las.

Pastas dentais à base de carvão não são a solução para quem busca um sorriso perfeito. Importante não esquecer dos riscos que apresentam. Então não acredite em propaganda.
Qualquer pessoa preocupada com manchas ou dentes descoloridos que não podem ser mudados por uma mudança na dieta, ou melhorias na sua higiene bucal, deve consultar seu dentista.

Afinal, o que é o carvão ativado?

É obtido a partir da queima de matérias orgânicas. Como por exemplo , cascas de coco e alguns tipos de madeira. O material é exposto à altas temperaturas em ambiente de baixo teor de oxigênio. Isso leva à abertura de poros através dos quais as impurezas podem ser removidas. Apresenta características de um ótimo adsorvente.

Uso do carvão ativado na medicina

É uma forma de carbono puro de grande porosidade. Tem a propriedade de unir substâncias à sua superfície.
Pode fixar toxinas bacterianas, químicas irritantes e gases. Atua também como protetor das mucosas.

O carvão ativado não é absorvido pelo trato gastrintestinal. Pode-se ingeri-lo até três horas após a ingestão da substância tóxica.

Riscos de interação medicamentosa com o carvão ativado

Não se recomenda a ingestão de carvão ativado juntamente com outros medicamentos.
Isso se deve ao risco de outros fármacos serem adsorvidos pelo carvão ativado.

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Fontes: News Medical, Saúde oral, British Dental Journal
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Gravidez: como cuidar dos dentes e evitar o parto prematuro

parto prematuroParto prematuro é um risco significativamente maior que paira sobre mulheres grávidas com gengivas doentes. Isso é o que revelaram os resultados de um novo estudo.

A pesquisa descobriu que mulheres que iniciaram o trabalho de parto prematuro apresentavam uma vez e meia mais chances (45%) de ter doença gengival que as mulheres que tiveram uma gravidez normal (29%).

O estudo também descobriu que as taxas de parto prematuro eram mais comuns em mulheres com cárie dentária ou obturações não tratadas.

A pesquisa em questão destaca o impacto que a saúde bucal pode ter no bem-estar geral.

parto prematuroDoença gengival e parto prematuro

A saúde da nossa boca pode ter uma influência direta em muitas partes da nossa saúde geral. Isso inclui as chances de um nascimento mais seguro.

Muitas mulheres acham mais difícil manter uma boa saúde bucal durante a gravidez. Isso ocorre porque as alterações hormonais durante esse período podem deixar as gengivas mais vulneráveis ​​à placa e mais propensas a ficarem doloridas e inchadas. Eles podem até sangrar.

Como parte do estudo, os pesquisadores examinaram as gravidezes e a saúde bucal de quase 150 mulheres.

Eles descobriram que as mulheres que entraram em trabalho de parto prematuro apresentam percentuais de saúde da gengiva quatro vezes menores do que aquelas que tiveram um parto normal. Gestantes que entraram em trabalho de parto prematuro também apresentavam oito vezes mais índice de placas.

Para garantir que a sua gravidez seja o mais suave possível, é importante a grávida dar à sua boca o melhor cuidado.

A gestante deve manter uma forte rotina de saúde bucal, escovando os dentes duas vezes por dia com um creme dental com flúor e limpando entre os dentes diariamente com fio dental e escovas interdentais.

Visitas periódicas ao dentista também são altamente recomendáveis.

O fumo e o consumo de álcool também aumentam a chance de doença gengival e têm um efeito adverso no desenvolvimento do feto.

Tanto o fumo quanto o álcool podem levar os bebês a nascer com baixo peso e ter saúde bucal deficiente. Podem inclusive comprometer o desenvolvimento do esmalte dentário.

parto prematuro

Dicas de como garantir a saúde bucal durante a gravidez (perguntas e respostas)

Por que os cuidados com a saúde bucal da gestante e do bebê são tão importantes?

A saúde bucal da mulher pode sofrer durante a gravidez. Também é importante especial atenção com a saúde bucal tanto da mãe quanto do bebê nos primeiros meses de vida da criança.
Isso para evitar a doença gengival da gestante e o risco de um parto prematuro. E também ajudar a garantir que mãe e bebê tenham bocas saudáveis no futuro.

Preciso consultar meu dentista durante a gravidez?

Sim. Devido às alterações hormonais durante a gravidez, a saúde bucal de algumas mulheres precisa de mais cuidados durante esse período. Por exemplo, você pode notar que suas gengivas parecem sangrar mais facilmente. Visitas regulares ao dentista também garantem a futura mamãe a diminuição do risco de um parto prematuro.

Por que minhas gengivas estão sangrando?

Você pode notar que suas gengivas ficam doloridas e inchadas durante a gravidez e podem sangrar. Isto se deve a alterações hormonais no seu corpo. Significa que a gestante deve manter seus dentes e gengivas limpos e visitar seu dentista regularmente. Você também pode precisar de consultas com seu dentista para uma limpeza profilática evitando assim a formação de placa bacteriana e tártaro. Além, é claro também o aconselhamento sobre como cuidar dos dentes em casa. Uma boa profilaxia dental também aumenta as chances da gestante não entrar em trabalho de parto prematuro.

O tratamento odontológico é seguro durante a gravidez?

Sim. Não deve haver problemas com o tratamento de rotina. Se você não tem certeza do que o seu tratamento envolveria, converse sobre todas as opções com o seu dentista. Algumas diretrizes atuais sugerem que restaurações de amálgama antigas não devem ser removidas durante a gravidez. E também que novas não devem ser colocadas. Fale com seu dentista sobre ter um tipo diferente de preenchimento se você não tiver certeza.

E se a gestante necessitar de radiografias odontológicas?

Normalmente, os dentistas evitam radiografias odontológicas durante a gravidez das pacientes. No entanto, se a gestante necessitar de tratamento de canal, talvez seja necessário fazer um raio X.

A gravidez causa danos aos dentes?

Não. Não é verdade que a gravidez cause problemas nos dentes devido à falta de cálcio, ou que a gestante perderá um dente para cada criança que tiver (pura lenda).

E quanto ao hábito de fumar e beber álcool durante a gestação?

Fumar e beber na gestação pode resultar em um bebê abaixo do peso e também afetar a saúde bucal do feto. Um bebê abaixo do peso é mais propenso a ter dentes ruins porque o esmalte dentário pode não se formar adequadamente. Vale lembrar que os dentes do futuro adulto já estão crescendo nas mandíbulas, abaixo dos dentes do bebê, quando ele nasce. Portanto, alguns bebês cujas mães fumam e bebem durante a gravidez terão dentes adultos mal formados também.

Quando os dentes do bebê aparecerão?

O bebê deve começar a dentição por volta dos 6 meses de idade e continuar até que todos os 20 dentes de leite apareçam. Por volta dos 6 anos, os dentes adultos começarão a aflorar. Isso continuará até que todos os dentes adultos, exceto os dentes do siso, tenham aparecido por volta dos 14 anos de idade.

E como fica a dieta durante a gestação?

A gestante deve ter uma dieta saudável e equilibrada que tenha todas as vitaminas e minerais que ela e seu bebê precisam.

A gestante precisa ter uma boa dieta para que os dentes do bebê possam se desenvolver. O cálcio, em particular, é importante para garantir ossos fortes e dentes saudáveis. O cálcio está no leite, queijo e outros produtos lácteos.

No caso de enjoos matinais, a gestante pode acabar comendo “pouco e com frequência”. Se a gestante tem vomitado seguidas vezes é importante enxaguar a boca com água para evitar que a acidez do vômito comprometa os dentes. Tente evitar comidas e bebidas açucaradas e ácidas entre as refeições. Isso ajudará na proteção de seus dentes.

O processo de dentição é doloroso?

A maioria das crianças sofre algumas dores iniciais. Bebês podem apresentar temperatura alta quando estão dentados e suas bochechas podem ficar vermelhas e quentes ao toque.

Existem géis de dentição especiais que a mãe pode usar para ajudar a reduzir a dor. Há alguns que contêm analgésico. Você pode aplicar o gel com o dedo e massageá-lo suavemente nas gengivas do bebê.

Anéis de dentição também podem ajudar a acalmar o bebê. Certos anéis de dentição podem ser resfriados na geladeira, o que pode ajudar. Mas, como as dores iniciais podem variar, é melhor verificar com seu dentista ou pediatra.

Quando levar o bebê ao dentista pela primeira vez?

É melhor discutir isso com seu dentista inicialmente. Mas você pode levar seu bebê para seus próprios check-ups de rotina. Isso pode ajudar o bebê a ir se acostumando com o ambiente. Seu dentista será capaz de oferecer conselhos e prescrever medicamentos para dores iniciais, e terá prazer em responder qualquer dúvida que possa ter. Os check-ups do bebê podem começar a qualquer momento a partir dos 6 meses ou a partir do momento em que os dentes começam a aparecer.

A amamentação pode afetar os dentes do bebê?

O leite materno é o melhor alimento para os bebês. É recomendável que a mãe dê apenas o leite materno durante os primeiros seis meses de vida.

Aos seis meses de idade, os bebês podem começar a comer alguns alimentos sólidos. Deve-se manter a amamentação ou dar substitutos do leite materno (ou ambos), após os primeiros seis meses.

Mais pesquisas são necessárias para averiguar se os açúcares naturais no leite materno causam cáries nos bebês.
No entanto, é consenso que o leite materno é o melhor alimento para a criança. Se os dentes do bebê forem mantidos limpos, é improvável que a cárie dentária seja um problema.

E quanto a mamadeira?

Ao alimentar com uma mamadeira deve-se ter o cuidado de esterilizá-la corretamente. Alguns substitutos do leite materno contêm açúcar e os dentes do bebê devem ser limpos após a última mamada durante a noite.
Nunca adicione açúcar ou coloque bebidas açucaradas na mamadeira.
Leite e água são as melhores bebidas para os dentes do bebê. A mamadeira com bebidas contendo açúcar pode levar à ‘cárie de mamadeira‘.

Quando se deve parar com a mamadeira?

Parar a mamadeira antecipadamente pode ajudar a impedir que o bebê desenvolva problemas odontológicos. Tente fazer com que seu bebê beba leite ou água em uma xícara ou recipiente quando tiver cerca de seis meses de idade. Ou quando for capaz de sentar e conseguir realizar tal atividade sozinho.

Quais alimentos sólidos são melhores o bebê?

Alimentos salgados, como queijo, macarrão e legumes são melhores do que alimentos doces. Alimentos que não contêm açúcar são melhores para os dentes do seu bebê. Pergunte ao seu dentista para obter mais conselhos sobre uma dieta equilibrada para o seu bebê.

Se o seu filho tomar uma bebida entre as refeições, é importante restringir apenas à água ou leite. Bebidas açucaradas ou ácidas podem causar cáries.

Quando devo começar a limpar os dentes do bebê?

Os bebês obviamente não são capazes de limpar seus próprios dentes. Já as crianças precisarão de ajuda para se certificar de que as limpam adequadamente até que tenham cerca de 7 anos de idade. Assim que a dentição começar, você deve começar a limpar os dentes do seu filho.

Como devo limpar os dentes do bebê?

Assim que os primeiros dentes de leite começarem a aparecer, você deve começar a limpá-los.

A princípio, você pode achar mais fácil usar um pedaço de gaze ou pano limpo em volta do seu dedo indicador. Quanto mais dentes aparecerem, você precisará usar uma escova de dentes para bebês.

Use uma porção de creme dental com flúor e massageie suavemente em torno dos dentes e gengivas.

Pode ser mais fácil limpar os dentes se você segurar a cabeça do bebê nos braços à sua frente.

À medida que a criança cresce, pode ser difícil fazê-lo dessa maneira, mas você pode gradualmente dar mais responsabilidade pela limpeza dos dentes para a criança. É importante limpar os dentes duas vezes ao dia com um creme dental que contenha pelo menos 1000 ppm (partes por milhão) de flúor. Após 3 anos, use uma pasta de dentes que contenha de 1350 a 1500 ppm. Você deve se certificar ao final de que eles cuspam fora o excesso de pasta de dentes, e que não engulam quantidade alguma, se possível.

E se o bebê chupar o dedo ou precisar de uma chupeta?

O reflexo de sucção aparece no bebê já na décima oitava semana de vida uterina. É um reflexo de sobrevivência, já que o bebê precisa sugar para se alimentar.

Além disso, sugar dá prazer ao bebê. Assim, o bebê precisa sugar para saciar sua fome e para atender sua necessidade de sucção. Aí entra a questão da chupeta.

Se puder, evite que seu bebê use chupeta e desestimule-o a prática de chupar o dedo. Ambas podem, eventualmente, causar problemas no crescimento e desenvolvimento dos dentes. O que pode gerar a necessidade de tratamento odontológico quando a criança ficar mais velha.

Chupeta ortodôntica: é uma alternativa que vale a pena?

Tanto a chupeta comum quanto a ortodôntica trazem, sim, prejuízos ao desenvolvimento da criança. Ambas produzem alterações nos arcos dentais e na musculatura facial da criança. A diferença entre elas está na gravidade dos danos causados.

E se o bebê vier a danificar um dente?

Se a criança por acidente vier a danificar um dente, entre em contato com seu dentista imediatamente. Um dente danificado geralmente descolorirá com o tempo.

Aqui no blog Dentalis já publicamos um outro artigo sobre mitos e verdades sobre a relação entre gravidez e saúde bucal.

Fontes: Journal of Clinical Periodontology, Oral Health Foundation, Guia do bebê
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Enxaguante bucal pode aumentar a pressão arterial?

enxaguante bucalPesquisadores descobrem relação entre o uso habitual de enxaguante bucal e elevação da pressão arterial.

Quando um microbioma bucal encontra-se em equilíbrio ele colabora para um boa saúde cardiovascular. Isso de dá através da conversão do nitrato presente na dieta em óxido nítrico. Esse óxido é uma molécula que colabora para a manutenção da pressão arterial em seus níveis normais.

Um novo e recente estudo descobriu que enxaguantes bucais com clorexidina podem provocar um efeito colateral grave. Ou seja, podem eliminar as bactérias da flora normal produtoras de óxido nítrico. E por consequência, provocar uma elevação da pressão arterial sistólica.

Um artigo anterior aqui do blog Dentalis já chamou a atenção sobre outros riscos associados ao uso frequente de enxaguante bucal.

A pesquisa

Os estudiosos utilizaram o sequenciamento e análise do gene 16S rRNA. Dessa forma conseguiram verificar uma hipótese. A de que se o uso de enxaguante bucal com clorexidina 2 vezes ao dia em alguns dias mudaria as comunidades bacterianas orais e os níveis de pressão arterial em 26 indivíduos saudáveis analisados.

Eles coletaram amostras de saliva e raspagem de língua dos participantes. Depois mediram a pressão arterial deles no início do estudo, bem como sete, dez e 14 dias depois.

Enxaguante bucal – aumento da pressão arterial

Os resultados indicaram que o uso de enxaguante bucal com clorexidina duas vezes ao dia foi associado com um aumento significativo na pressão arterial sistólica. A eliminação destas bactérias pelo uso do enxaguante bucal todos os dias acaba se tornando um problema. Uma vez que o aumento da pressão arterial tem um impacto significativo na mortalidade por doenças do coração e derrames.

Bactérias orais responsáveis pela produção de óxido nítrico são importantes para a manutenção da pressão arterial em seus níveis adequados.

Embora nem todos os enxaguantes bucais contenham clorexidina, surge um alerta. Aqueles enxaguantes bucais sem clorexidina podem igualmente causar problemas a flora de bactérias saudáveis presentes na boca.

enxaguante bucal é um produto indicado para uso por curto prazo de tempo. São para tratamentos específicos e por tempo determinado.

O presente estudo também evidenciou outra descoberta importante. A de que a presença na boca de bactérias produtoras de óxido nítrico pode colaborar para manutenção da pressão arterial em seus níveis normais.

Dois dos três pacientes para os quais foram prescritos anti-hipertensivos tiveram a pressão arterial não controlada adequadamente. Nenhum dos anti-hipertensivos atuais apresenta ação sobre as bactérias orais produtoras de óxido nítrico.

O óxido nítrico é uma molécula com importante atuação sistêmica. E como tal, seus efeitos podem ir muito além do controle da pressão arterial. Baixos níveis circulantes de óxido nítrico no corpo podem trazer sérias implicações. No entanto, grande parte dos norte-americanos logo que acordam já fazem uso do enxaguante bucal. Acreditam assim estarem cuidando bem da sua saúde. No entanto, estão destruindo grande parte das bactérias produtoras de óxido nítrico. Um hábito que pode estar fazendo mais mal do que bem.

Limpeza regular da língua

A limpeza regular da língua é recomendada pela American Dental Association. As evidências comprovam que a limpeza pode reduzir a gravidade da halitose. No entanto, não há dados epidemiológicos sobre a limpeza da língua ou sua frequência na população dos Estados Unidos.

Com base neste estudo, a limpeza da língua assume uma nova importância na perspectiva da regulação da pressão arterial. A forma como essa limpeza acontece pode trazer consequências para o controle da pressão arterial de muitos indivíduos.

Curiosamente, a introdução do enxaguatório bucal antisséptico com clorexidina revelou diferentes respostas da pressão arterial. Outro aspecto a destacar foi o fator frequência de uso como determinante importante desse efeito.

Limpeza da língua – como e porque

Você percebe que às vezes você pode ter mau hálito, mesmo que você escove e passe fio dental nos dentes regularmente?
O problema não é necessariamente da sua técnica de escovação. Mas pode ser que você não esteja limpando sua língua adequadamente.

É fundamental prestar mais atenção à limpeza da língua. Veja neste artigo como fazer isso da forma mais adequada.

Língua: sua estrutura e importância

A língua é um órgão que nos possibilita comer e articular nossa fala. Sem ela, não seríamos capazes de provar nada, assobiar uma melodia feliz, contar a alguém sobre o nosso dia ou mastigar e engolir com eficiência.

É uma parte tão importante de nossas vidas e que usamos a todo momento. Na maioria das vezes no entanto, quase sempre não lhe damos a devida importância.

Você pode ter lido que a língua é um músculo, mas isso é apenas parcialmente verdadeiro.

A língua é na verdade um grupo de músculos com cada um tendo um trabalho específico.
Na ponta da língua, há um pequeno músculo que pode se mover rapidamente e usa a superfície dos dentes para criar certos sons da fala, como quando pronuncia a letra “L”, por exemplo. Este músculo também move a comida da frente da boca para trás. Esse movimento faz com que o alimento se misture com a saliva e se quebrar em pedaços menores que podem ser engolidos.

Outros grupos musculares na língua ajudam a alterar a sua forma. Eles a movem para cima, para baixo, de um lado para o outro, para dentro e para fora.
Os músculos na parte posterior da língua movem alimentos que estão prontos para engolir no esôfago em quantidades pequenas e controladas, para que não nos sufoquemos.

Por que a limpeza da língua é tão importante?

As bactérias se acumulam entre os dentes. Na ausência de uma higiene adequada depois formam biofilme e posteriormente em tártaro. As bactérias também se acumulam na língua.

A superfície da língua está coberta de minúsculas protuberâncias chamadas papilas. As ranhuras das papilas armazenam bactérias, células mortas da mucosa e partículas de alimento. Uma fina camada de muco cobre esse conjunto de elementos.

As bactérias e outros detritos presos na língua podem causar mau hálito ou halitose. Uma descoloração branca também se observa na língua.

Se a higiene dental não é acompanhada da limpeza da língua algo muito desagradável ocorre.
As bactérias na língua podem se depositar novamente nos dentes e nas gengivas. O que acaba aumentando a probabilidade de acúmulo de placa e tártaro.

Como limpar a língua corretamente?

Existem duas maneiras principais de fazer a limpeza adequada da língua: escovação e raspagem. Ambas dispensam o uso de qualquer enxaguante bucal.

Escovar a língua significa esfregar suavemente a mesma de trás para frente com uma escova de dentes umedecida. Isso pode ser feito de maneira mais eficiente aproveitando parte do creme dental resultante da escovação dental prévia após o excesso ter sido removido da boca. Em seguida à escovação suave da língua, pode-se bochechar com água toda a boca aproveitando-se do flúor presente no creme dental residual para uma higienização completa.

Se preferir um método de limpeza de língua diferente ou adicional, experimente um raspador de língua. Estes dispositivos podem ser encontrados de forma barata na maioria das farmácias. Eles são projetados para deslizar pela superfície de sua língua, retirando a camada de muco da língua, bem como as bactérias e detritos que ela retém.

Para usar de forma mais eficaz, coloque o raspador na parte de trás da língua enquanto coloca a língua para fora e, com uma pressão uniforme, deslize o raspador para baixo ao longo da superfície da língua em direção à ponta. Lave o raspador e repita, certificando-se de passar da parte de trás da língua para a ponta. Importante cuidar para não ingerir acidentalmente as bactérias a serem removidas. Uma vez que toda a superfície da língua tenha sido raspada, limpe e seque completamente o raspador de língua. Passe o fio dental nos dentes seguida de uma escovação normal.

Quantas vezes devo limpar minha língua?

Limpar a língua deve fazer parte de uma rotina diária de saúde bucal.
As bactérias começam a se acumular na superfície dos dentes, gengivas, bochechas e língua logo após a escovação. Portanto, a limpeza diária da língua, assim como a escovação regular e o uso do fio dental são fundamentais para evitar problemas de saúde bucal.

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Fontes: frontiers, 123dentist.com
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Adoçantes artificiais e suas consequências no organismo humano

Ao doçura sem as calorias e outros efeitos colaterais deletérios do açúcar, os adoçantes artificiais têm sido frequentemente elogiados por seus supostos benefícios para a saúde do corpo e saúde bucal.

No entanto, a suposta redução do risco de ganho de peso não saudável, a evidência para apoiar isso é conflitante. Alguns estudos relataram uma associação entre o uso de adoçantes sem açúcar e o risco reduzido de Diabetes Tipo 2, excesso de peso e obesidade, permitindo assim um melhor controle do Diabetes e da saúde geral. Outros estudos porém mostraram que adoçantes sem açúcar podem aumentar o risco de excesso de peso, Diabetes e câncer.

A demanda por essas opções é muitas vezes impulsionada por preocupações com a saúde e a qualidade de vida, já que a obesidade e as doenças bucais têm sido repetidamente ligadas a uma ingestão excessiva de açúcar.

Várias alternativas de açúcar foram aprovadas para uso comercial generalizado em inúmeros alimentos e bebidas. Embora eles sejam geralmente percebidos como uma opção mais saudável do que o açúcar, seus benefícios e desvantagens reais não são exatamente claros devido a um corpo de evidências limitado e conflitante.

Revisão sistemática

Uma recente revisão sistemática e metanálises de ensaios controlados randomizados e não randomizados e estudos observacionais objetivaram avaliar a associação entre a ingestão de adoçantes sem açúcar e importantes desfechos de saúde em indivíduos geralmente saudáveis ​​ou adultos e crianças com excesso de peso e obesidade. Os principais desfechos do estudo foram peso corporal ou índice de massa corporal, controle glicêmico, saúde bucal, comportamento alimentar, preferência por sabor doce, câncer, doença cardiovascular, doença renal, humor, comportamento, neurocognição e efeitos adversos.

Adoçantes artificiais e suas consequências no organismo humano

Uma equipe de pesquisadores europeus, liderada pela Universidade de Freiburg, na Alemanha, teve como objetivo desenvolver sua compreensão desses benefícios e desvantagens, realizando uma revisão sistemática de 56 estudos que compararam um alto consumo de substitutos de açúcar com menor consumo ou abstenção completa.

Os resultados de seu estudo mostraram que, no geral, não houve diferenças estatisticamente ou clinicamente relevantes entre os participantes do estudo que tiveram uma alta ingestão de adoçantes artificiais e aqueles que se abstiveram. Além disso, vários estudos revisados ​​indicaram que houve uma associação entre uma maior ingestão de adoçantes e um pouco mais de ganho de peso, e um ganho de peso um pouco menor para aqueles com menor consumo. No entanto, a certeza dessa evidência foi baixa.

No geral, não houve evidências definitivas de que as alternativas ao açúcar possam ajudar adultos com sobrepeso ou obesos ou crianças que estejam ativamente tentando perder peso.

Refrigerantes com adoçantes: menos cáries, mais erosão dentária

Um porta voz da British Dental Association disse ao British Dental Journal : “Não recomendamos quaisquer alternativas ‘sem açúcar’ para bebidas com gás que não sejam leite e água. Continuamos preocupados com o fato de que muitos refrigerantes utilizam adoçantes ou apresentam altos níveis de acidez que prejudicam a saúde bucal ”.

“Todo Natal, os assessores de imprensa da Coca-Cola tentam ao máximo alegar que há uma ‘opção saudável’ para os dentes enquanto comercializam produtos com baixo ou nenhum açúcar mais ácidos do que o vinagre ou o suco de limão. Quando quase metade dos adolescentes está mostrando sinais de erosão dentária, os dentistas sabem que muitas dessas marcas têm tão pouco espaço como uma tradição festiva quanto seus similares carregados de açúcar ”, continuou o porta voz.

O estudo, intitulado “Associação entre a ingestão de adoçantes sem açúcar e resultados de saúde: revisão sistemática e metanálises de ensaios clínicos randomizados e não randomizados e estudos observacionais”, foi publicado online em 2 de janeiro de 2019 no British Medical Journal.

No conjunto o que se pode afirmar é que adoçantes artificiais fazem mal à saúde. Para tanto, convido vocês à leitura deste outro importante estudo:

Adoçantes artificiais e as alterações da microbiota intestinal

Recentemente a discussão sobre os efeitos dos adoçantes artificiais não calóricos (AANC) na glicemia ganhou destaque na mídia nacional. O artigo científico que despertou esse debate foi publicado no periódico “Nature” e relata os achados de um grupo de pesquisadores israelenses sobre os efeitos de alguns AANC (aspartame, sucralose e sacarina) na saúde metabólica e na microbiota intestinal.

Adoçantes artificiais têm alto consumo

Os AANC estão entre os aditivos alimentares mais utilizados no mundo, especialmente por conferirem sabor doce aos alimentos, isentando-os do conteúdo calórico associado ao açúcar. Ganharam popularidade por seu custo reduzido, valor calórico baixo e possíveis efeitos na redução do peso e no controle da glicemia. Por essas razões, são cada vez mais utilizados na fabricação de diversos alimentos, tais como refrigerantes diet, cereais e sobremesas sem açúcar e são, ainda, recomendados em planos alimentares para redução de peso e para pessoas com intolerância à glicose e diabetes melito tipo 2.
Nesse sentido, estudos sugerem que o consumo de AANC pode trazer benefícios, tais como a baixa indução da resposta glicêmica. Entretanto, outros trabalhos demonstram associação entre o consumo de AANC e o ganho de peso, bem como com aumento do risco de diabetes tipo 2. A interpretação desses resultados é complicada pelo fato de que os AANC são tipicamente consumidos por indivíduos que já sofrem de alterações metabólicas. A despeito desses dados controversos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou seis tipos de AANC para uso nos Estados Unidos.

Para determinar os efeitos de AANC sobre a homeostase da glicose sanguínea, o estudo utilizou formulações comerciais de sacarina, aspartame ou sucralose. Esses compostos foram adicionados na água de beber de camundongos adultos. O experimento foi muito bem delineado do ponto de vista metodológico. Na 11ª semana, os três grupos de animais que receberam os AANC (aspartame, sucralose e sacarina) desenvolveram intolerância à glicose marcante, sendo que a sacarina apresentou os efeitos mais pronunciados.

Microbiota alterada

Para entender como os AANC promovem alterações metabólicas, foi levantada a hipótese de que eles atuariam na modulação da microbiota intestinal, uma vez que esta é intimamente relacionada à fisiologia, ao metabolismo e à saúde do hospedeiro. Comparados aos controles, os animais que receberam sacarina apresentaram disbiose. A influência da microbiota na resposta metabólica à sacarina foi confirmada em experimentos subsequentes que trataram camundongos (mantidos com a dieta contendo AANC) com dois tipos de antibióticos – os de amplo espectro e os contra bactérias Gran positivas. Após quatro semanas de tratamento, as alterações metabólicas foram abolidas nos camundongos tratados com os dois tipos de antibióticos, sugerindo que os efeitos são dependentes da microbiota comensal. A relação causal foi confirmada com um experimento de transplante de fezes, tanto de camundongos quanto de seres humanos que consumiram sacarina, para camundongos germ free. Os camundongos receptores das fezes passaram também a apresentar alterações no metabolismo da glicose.

Alterações metabólicas

Para validação dos efeitos dos AANC em seres humanos, foram selecionados indivíduos que consumiam AANC há muito tempo, o que foi avaliado por meio de questionário de frequência alimentar validado. Os pesquisadores encontraram correlações positivas entre consumo de AANC e parâmetros clínicos de alterações metabólicas, incluindo aumento do peso e da relação cintura-quadril (deposição de gordura abdominal), glicemia de jejum elevada, aumento das concentrações de hemoglobina glicada, alterações no teste de tolerância à glicose (TTG) e concentrações séricas elevadas de alanina aminotransferase.

Finalmente, para identificar se os AANC são causadores de alterações nas concentrações plasmáticas de glicose, foram avaliados, durante uma semana, sete voluntários saudáveis (cinco homens e duas mulheres, com idades entre 28-36 anos), que normalmente não consumiam AANC ou alimentos que os continham. Durante esta semana, nos dias dois a sete, os participantes consumiram a dose máxima diária aceita pelo FDA de sacarina comercial (5 mg por kg de peso corporal) dividida em três doses diárias. A glicemia foi monitorada continuamente e o TTG foi realizado uma vez ao dia. Notavelmente, apesar do curto período de exposição, a maioria dos indivíduos (quatro dos sete) desenvolveu respostas glicêmicas significativamente alteradas após cinco a sete dias do consumo de AANC (considerados respondedores aos AANC), em comparação com a resposta glicêmica individual apresentada durante os primeiros quatro dias. Nenhum dos três indivíduos classificados como não-respondedores aos AANC apresentou melhora na tolerância à glicose.

Efeitos metabólicos adversos

Em resumo, os resultados sugerem que o consumo de AANC tanto por camundongos quanto por seres humanos, aumenta o risco de intolerância à glicose e que os efeitos metabólicos adversos são decorrentes da composição e das funções metabólicas da microbiota intestinal. Também sugerem que seres humanos apresentam resposta individualizada aos AANC, possivelmente relacionada a diferenças na composição e nas funções da microbiota.

Além disso, os resultados apontam para a necessidade de desenvolvimento de novas estratégias nutricionais individuais, abrangendo diferenças personalizadas na composição e na função da microbiota intestinal.

A mensagem que deve ser ressaltada mediante a leitura deste excelente trabalho é a de que os principais resultados foram encontrados em experimentos realizados com camundongos, os quais não podem ser diretamente extrapolados para seres humanos. As doses utilizadas para observar efeitos em seres humanos foram relativamente altas, se comparadas ao consumo habitual. Assim, o uso moderado de adoçantes (uma ou duas vezes ao dia – considerando também o consumo de produtos diet e ligth), aliado a alimentação adequada – que estimula a manutenção de uma microbiota intestinal saudável – e a atividade física, possivelmente não trará efeitos adversos. Em contrapartida, o consumo excessivo de AANC pode ser prejudicial e deve ser cuidadosamente avaliado.

Fontes: British Medical Journal, anad, Dental Tribune, Sban

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Colar de dentição para crianças: Não é recomendável

O chamado colar de dentição é um acessório que supostamente teria propriedades analgésicas, mas a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos não recomenda seu uso por questões de segurança

O FDA alertou pais, cuidadores e profissionais de saúde sobre os riscos de segurança que os colares de dentição usados para aliviar a dor da dentição representam para as crianças.

A agência alertou que eles não devem ser usados para aliviar dores nas crianças ou para fornecer estímulo sensorial a pessoas com necessidades especiais, como autismo ou transtorno de deficit de atenção / hiperatividade (TDAH). O FDA recebeu relatos de morte e ferimentos graves em bebês e crianças, incluindo estrangulamento e asfixia, causados pelos colares de dentição.

Várias formas

Os colares para dentição podem ter várias formas, incluindo um colar, pulseira ou tornozeleira, e podem ser usadas tanto por um adulto quanto por uma criança. Tais produtos são produzidos e vendidos por um grande número de fabricantes e indivíduos. Eles são frequentemente usados pelos pais e cuidadores para aliviar a dor da criança e outras doenças. As jóias para dentição também podem ser usadas por pessoas com necessidades especiais, como autismo ou TDAH, para fornecer estimulação sensorial ou redirecionar a mastigação de roupas ou partes do corpo. Os colares de dentição podem ser feitos a partir de vários materiais, como âmbar, madeira, mármore ou silicone.

“Sabemos que os colares de dentição têm se tornado cada vez mais populares entre pais e cuidadores que desejam proporcionar alívio para a dor da dentição infantil e estimulação sensorial para crianças com necessidades especiais. Estamos preocupados com os riscos que observamos com esses produtos e queremos que os pais saibam que a dentição coloca crianças, incluindo aquelas com necessidades especiais, em risco de ferimentos graves e morte ”, disse o comissário da FDA Scott Gottlieb, MD.

Os riscos

Os riscos do uso de colares para aliviar a dor da dentição incluem asfixia, estrangulamento, lesões na boca e infecção. A asfixia pode acontecer se o colar se romper e uma pequena conta entrar na garganta ou na via aérea da criança. O estrangulamento pode ocorrer se um colar estiver muito apertado em volta do pescoço da criança ou se o colar pegar um objeto como um berço, por exemplo.

Ácido succínico

Outras preocupações incluem lesão na boca ou infecção se uma peça do colar irritar ou perfurar as gengivas da criança. Além das preocupações com asfixia e estrangulamento, os colares de dentição contêm uma substância chamada ácido succínico, que supostamente pode ser liberada na corrente sanguínea de um bebê em quantidades desconhecidas. Os fabricantes desses produtos geralmente alegam que o ácido succínico atua como um anti-inflamatório e alivia a dentição e a dor nas articulações. A FDA não avaliou essas alegações de segurança ou eficácia e recomenda que os pais não usem esses produtos

O FDA emitiu uma comunicação de segurança recentemente depois de receber um certo número de relatórios de ocorrências médicas, incluindo uma morte. Um relato envolveu uma criança de 7 meses que engasgou com as contas de uma pulseira de dentição de madeira enquanto estava sob supervisão dos pais e foi levada para o hospital, e outra envolveu uma criança de 18 meses que foi estrangulada até a morte por seu colar de dentição durante um cochilo.

Risco de metemoglobinemia

Além de evitar o uso de colares para aliviar a dor da dentição, o FDA continua a recomendar que os profissionais de saúde evitem usar cremes para dentição, géis de benzocaína, sprays, pomadas, soluções e pastilhas para dor na boca e gengiva. Benzocaína e outros anestésicos locais podem causar metemoglobinemia, uma condição séria na qual a quantidade de oxigênio transportada pelo sangue é reduzida. Esta condição é fatal e pode resultar em morte.

Monitoramento contínuo

O FDA assegura que irá continuar a monitorar de perto os relatórios de eventos adversos associados a colares usados para aliviar a dor da dentição e se comunicará mais conforme necessário. A agência encoraja os consumidores e profissionais de saúde a relatar lesões ou eventos adversos que ocorram com o uso desses colares através do programa de Informações de Segurança da FDA e Relatório de Eventos Adversos.

O FDA é uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, que tem como missão proteger a saúde pública garantindo a segurança, a eficácia e a segurança de medicamentos para uso humano e veterinário, vacinas e outros produtos biológicos para uso humano e dispositivos médicos. A agência também é responsável pela segurança e proteção do suprimento alimentar de cosméticos, suplementos alimentares, produtos que emitem radiação eletrônica e a regulação de produtos derivados do tabaco.

Como tratar a dor de dente dos bebês

Deve-se considerar seguir as recomendações da American Academy of Pediatrics de formas alternativas para o tratamento da dor na dentição, como massagear as gengivas inflamadas com um dedo limpo ou oferecer um mordedor de gel líquido.
O mordedor deve ser dado para a criança mastigar após ser refrigerado na geladeira. Em último caso, quando a inflamação impede a criança de se alimentar ou dormir, é possível recorrer aos analgésicos orais.

Cabe salientar que nem sempre a dor de dente é a culpada pelo incômodo do bebê em se alimentar ou dormir. Às vezes o motivo é outro, e nesse caso, é recomendável a consulta a um pediatra ou odontopediatra.

Fonte: FDA
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