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Por que chupar o polegar pode ser prejudicial para a criança?

chupar o polegar

Muitas mamães se perguntam: chupar o polegar pode fazer mal à criança?

Durante a infância, é comum os bebês explorarem o mundo usando a boca.
Esse é um instinto com o qual os bebês nascem.
E todos os pais sabem o quanto estressante isso pode ser!
O hábito de usar chupeta, polegar ou dedos é perfeitamente normal nos primeiros anos de vida, pois as crianças fazem isso para se sentirem calmas e tranquilas.

Existem no mercado chupetas desenvolvidas para evitar problemas ortodônticos em crianças como já apresentamos em um post anterior aqui no blog Dentalis.

No entanto, não é bom se o ato de chupar o polegar se prolongar além dos 5 anos.

Isso porque pode ser um indício de problema no desenvolvimento emocional ou social de uma criança.
Ajudar a criança a quebrar o hábito no momento certo é importante, caso contrário, isso pode ter alguns efeitos colaterais indesejados.

Chupar o polegar – Possíveis efeitos colaterais

Um dos principais benefícios associados ao hábito da criança de chupar o polegar é aquele é o de ajudar a adormecer e a dormir muito mais facilmente.

No entanto, começar a quebrar o hábito antes dos dentes da criança começarem a se desenvolver é realmente importante.

Caso esse hábito persista poderá vir a causar problemas no alinhamento dos dentes. Condição essa que pode tornar necessário trabalho odontológico no futuro.

Crianças com hábito de chupar o polegar ou a chupeta depois de desenvolver todos os dentes de leite pode levar a infecções do ouvido médio que, em alguns casos, podem acabar necessitando de cirurgia.

Outros efeitos colaterais de longo prazo ligados ao hábito de chupar o polegar são:

  • Desenvolvimento de má oclusão ou sobre mordida, ou trespasse vertical dos incisivos;
  • Malformação ou sensibilidade do céu da boca;
  • Efeito adverso no posicionamento da mandíbula que pode levar a um impedimento da fala;
  • Maior chance de contaminação por bactérias ou patógenos prejudiciais;
  • Problemas de pele, como unhas fracas ou deformadas;
  • Questões sociais, como serem alvo de intimidação pelos colegas.

Como acabar com o hábito de chupar o polegar

Cerca de 30% das crianças na pré-escola ainda chupam o polegar.
Os conselhos a seguir podem ajudá-lo a garantir que seu filho elimine o hábito em um momento saudável.

O mais importante é mostrar apoio e encorajamento positivo à criança enquanto ela estiver parando.
Isso ajudará a criança a construir e fortalecer a sua autoestima. E que, reduzirá a necessidade ou desejo de chupar o polegar para obtenção de conforto.

Educar as crianças sobre os motivos para parar

Seguir o caminho da punição ou recriminá-los continuamente pode causar estresse. E isso, os fará querer chupar ainda mais os polegares.

A eliminação de estressores em seu ambiente também ajudará a incentivá-los a parar.

Educar a criança sobre os riscos e os possíveis efeitos a longo prazo de continuação do hábito deixará claro para a criança as razões pelas quais ela deve parar e, com sorte, ajudará a adiá-lo.

Se a situação ainda não melhorar, existem outras possibilidades menos agradáveis que você pode adotar.
Como, por exemplo, colocar meias nas mãos do seu filho enquanto ele dorme e usar fita adesiva para mantê-las no lugar.
Outra possibilidade é o dentista prescrever um alimento com sabor amargo, e os pais colocarem a ponta da chupeta ou polegar, o que tornará muito desagradável para eles.

Como tirar o hábito de uso da chupeta por sua criança

Se o seu filho ainda estiver fazendo uso de chupeta aos 5 anos pode-se adotar ainda outro método.
Pode-se ir reduzindo gradualmente o uso da chupeta ou furar um pedaço inteiro dela.
Isso tornará a chupeta muito menos satisfatória para chupar. E, por consequência, reduzirá na criança seu desejo por ela.

Resumindo

Em resumo, há uma série de intervenções que você pode tentar.
A ideia é começar primeiro com os métodos menos invasivos e mais suaves.
Mas tenha certeza de que conseguirá encontrar pelo menos uma solução que funcione e, mesmo que seja desagradável no processo, valerá a pena no longo prazo.

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Fonte: Pediatric Dentistry, Dentistry News
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Tudo sobre: Infecção no dente do siso

Tudo sobre: Infecção no dente do siso

infecção no dente do sizo

Dentes do siso são também chamados de terceiros molares.
Eles podem erupcionar (nascer) no final da adolescência, no início dos 20 anos ou às vezes até mais tarde.

A boca de uma pessoa geralmente não costuma ser grande o suficiente para acomodar os quatro dentes do siso.

Como resultado, os dentes do siso frequentemente surgem em ângulos. Isso faz com que acabem empurrando os dentes vizinhos ou emergindo apenas parcialmente acima da linha da gengiva.

Cada um desses problemas aumenta o risco do aparecimento de uma infecção no dente do siso.

Abaixo, examinamos as causas e os sintomas de uma infecção no dente do siso. Também descrevemos alguns tratamentos e abordagens de como se pode lidar com o problema.

Sintomas – Infecção no dente do siso

Estes são os sintomas mais comuns relacionados à infecção no dente do siso:

  • Dor manifesta ao redor ou no interior do dente;
  • Dor na mandíbula ou no lado do rosto;
  • Inchaço ou vermelhidão das gengivas ao redor do dente;
  • Mau hálito;
  • Dificuldade em mastigar;
  • Dificuldade em abrir a boca;
  • Glândulas linfáticas inchadas;
  • Tendo havido a remoção do dente afetado, presença de secreção amarela ou branca no local da extração.

Causas

A seguir seguem relacionadas algumas causas possíveis de uma infecção no dente do siso:

Impactação do dente do siso

Um dente do siso pode emergir apenas parcialmente acima da linha da gengiva ou em ângulo. Na odontologia isso é definido como impactação.

A impactação pode ocorrer se não houver espaço suficiente na boca para o dente emergir completamente, em uma situação chamada superlotação.

Os restos de comida e a placa podem se acumular em torno de um dente do siso parcialmente erupcionado. Isso o torna suscetível à infecção.

O termo médico para infecção e inflamação em torno de um dente do siso impactado é pericoronite. De acordo com uma revisão de 2016, a pericoronite afeta cerca de 81% das pessoas entre 20 e 29 anos.

Cáries

Uma cárie em um dente do siso pode ser a causadora da infecção.

Como os dentes do siso ficam na parte de trás da boca, podem ser mais difíceis de limpar do que os outros dentes. Usar fio dental em volta dos dentes do siso pode ser particularmente difícil.

Como resultado, esses dentes são especialmente suscetíveis a cáries.

Extração do dente do siso

A extração do dente do siso diz respeito a sua remoção. É um procedimento comum para tratar ou prevenir problemas relacionados aos dentes do siso.

Uma infecção pode acabar se desenvolvendo no local da extração. Um estudo retrospectivo de 2014 constatou, por exemplo, que 8,4% das pessoas que extraíram os dentes do siso sofreram pequenas complicações.

Complicações como as seguintes:

  • Infecção;
  • Sangramento após a cirurgia;
  • Lesão temporária do nervo;
  • Alvéolo seco: ocorre quando o coágulo sanguíneo se desfaz ou se desloca e os ossos e nervos ficam expostos.

Outras causas relacionadas a dor nos dentes ou gengivas

Dor nos dentes ou gengivas pode não indicar uma infecção no dente do siso.
Pode ser um sintoma outro, como de:

  • Gengivite ou periodontite;
  • Recessão gengival: é quando o tecido da gengiva se retrai em relação ao dente. Deixando assim parte raiz dentária exposta;
  • Técnicas erradas de escovação ou uso do fio dental;
  • Cárie;
  • Esmalte dental desgastado;
  • Ranger de dentes ou bruxismo;
  • Dentes quebrados;
  • Obturações dentárias desgastadas;
  • Problemas de relacionados à sinusite.

Uma vez o indivíduo tendo manifestado dor nos dentes ou gengivas por mais de um dia deve marcar consulta com um dentista para um diagnóstico e avaliação clínica.

Complicações

Às vezes, uma infecção no dente do siso leva a outros problemas de saúde.
Abaixo, descrevemos algumas dessas complicações.

Cistos

Um cisto dentário é uma bolsa de líquido que se forma próximo a um dente. O cisto pode ser resultado de uma infecção ou impactação do dente do siso.

Com o tempo, os cistos podem afetar as raízes dos dentes próximos e até danificar ou enfraquecer o maxilar.

Infecções graves ou recorrentes

Uma infecção grave do dente do siso pode se espalhar por toda a boca, mandíbula e trato respiratório superior.

Em casos raros, a infecção migra para a corrente sanguínea. Esta é uma condição grave de saúde conhecida como sepse.

A sepse é desencadeada por uma resposta inflamatória sistêmica acentuada diante de uma infecção, na maior parte das vezes causada por bactérias.

Muitos dentistas removem os dentes do siso ao primeiro sinal de problemas para evitar o risco de infecções graves ou recorrentes.

Tratamento

O melhor tratamento para uma infecção no dente do siso irá depender da causa e gravidade da infecção.

O tratamento normalmente envolve o seguinte:

  • Limpeza completa do dente do siso afetado e das gengivas e dentes circundantes;
  • Uso de enxaguatório bucal antisséptico;
  • Prescrição de antibióticos para tratar a causa da infecção.

Os métodos acima ajudarão a controlar a infecção, mas é provável que o dente do siso ainda precise ser extraído. Tais medidas ajudarão a evitar novas infecções e danos aos tecidos circundantes.

O que fazer antes de ir ao dentista

Uma pequena infecção no dente do siso pode desaparecer sozinha em pouco tempo.

A aplicação de qualquer medicamento para alívio da dor no dente ou próximo a ele pode causar danos. Por essa razão é melhor evitar isso.
No máximo recomenda-se para alívio do desconforto um enxaguatório bucal antibacteriano e um analgésico de venda livre.
O enxaguatório tem a função de ajudar a manter a infecção e a inflamação associada sob controle.

É importante limpar a área afetada cuidadosamente com uma escova de dentes para remover resíduos alimentares e elementos constituintes da placa bacteriana.

Uma solução caseira para limpeza da boca pode ser preparada com muita facilidade. Para fazer uma solução de água salgada, basta misturar 1 colher de chá de sal em 1 xícara de água morna. Tome um gole da solução, agite-o pela boca e cuspa. Fazer isso várias vezes ao dia, especialmente depois das refeições. Uma solução simples e que pode ajudar a manter limpa a área em torno do dente do siso.

Consulte um dentista

Se a dor a persistir por mais de 3 a 4 dias, ou se houver inchaço nas gengivas ao redor de um dente do siso, consulte um dentista. Isso porque muito provavelmente essa dor decorre de uma infecção.

O dentista trabalhará para identificar a causa do problema e irá prescrever o tratamento adequado.

Muitas pessoas demoram a buscar tratamento odontológico até que a dor se torne intensa ou desenvolvam inchaço significativo. Quando isso acontece, a situação se complica. E então, cuidados de emergência podem ser necessários.

A pericoronite, por exemplo, representa cerca de 6 a 9% das consultas odontológicas de emergência a cada ano.

Resumindo

Dentes do siso podem causar vários problemas. Pode não haver espaço suficiente para eles passarem. Isso por que podem erupcionar em ângulo ou nunca emergir completamente. Isso prepara o terreno para problemas futuros, como cáries e infecções.

Dor e inchaço são dois sintomas comuns de uma infecção no dente do siso. Se esses problemas persistirem por mais de alguns dias, consulte um dentista.

O dentista limpará o dente afetado e provavelmente prescreverá antibióticos para tratar a infecção. Eles também podem recomendar a extração do dente de forma a evitar outros problemas.

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Fonte: Cambridge University Hospitals, Europe PMC, University of Zurich, NCBI, BetterHealth Channel, Oral Health Foundation
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Bebidas açucaradas e o risco de doenças cardiovasculares em mulheres

Bebidas açucaradas e o risco de doenças cardiovasculares em mulheres

bebidas açucaradas

Um estudo recente verificou que o consumo regular de bebidas açucaradas pode elevar o risco de doenças cardiovasculares em mulheres.

Essa pesquisa foi realizada na Universidade da Califórnia em San Diego.
Foram analisadas mais de 106.000 mulheres com idade média de 52 anos. Todas estavam livres de doenças cardíacas, derrames e diabetes quando se inscreveram no estudo.

Ingestão de bebidas açucaradas por mulheres – o estudo

As mulheres foram solicitadas a informar sobre o que e quantas bebidas açucaradas consumiam por dia.
Foram consideradas bebidas açucaradas refrigerantes calóricos, águas ou chás adoçados, mas não 100% dos sucos de frutas.
Os pesquisadores usaram registros hospitalares para determinar quem sofreu um ataque cardíaco, derrame ou cirurgia cardiovascular.

As participantes que ingeriram a maior quantidade de bebidas açucaradas eram mais jovens, mais propensas a serem fumantes e também obesas e menos propensas ao consumo de alimentos saudáveis.

Observou-se também que ingerir uma ou mais bebidas açucaradas todos os dias estava associado a um risco quase 20% maior para doenças cardiovasculares. E também um risco 21% maior para derrames (AVC). Além disso um risco 26% maior de obstrução de artérias ou veias.
Isso em comparação com mulheres que não tinham por hábito consumir bebidas açucaradas.

Bebidas açucaradas consumidas diariamente e os riscos cardiovasculares

O consumo diário de bebidas açucaradas de frutas elevou em 42% a probabilidade da ocorrência de doenças cardiovasculares. Isso em comparação com mulheres que nunca ou raramente ingeriam bebidas açucaradas.

Já a ingestão de refrigerantes apresentou um risco 23% maior para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Isso igualmente em comparação com mulheres que nunca ou raramente ingeriam bebidas açucaradas.

É um estudo observacional. Porém, sabe-se que o açúcar aumenta a predisposição a doenças cardiovasculares.
O açúcar eleva os níveis de glicose e as concentrações de insulina no sangue.
Por consequência, pode aumentar o apetite e levar à obesidade. E a obesidade é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares.

O excesso de açúcar no sangue está associado ao estresse oxidativo e à inflamação, resistência à insulina, perfis não saudáveis de colesterol e diabetes tipo 2.
Todas são condições fortemente ligadas ao desenvolvimento da aterosclerose, o estreitamento lento das artérias subjacentes à maioria das doenças cardiovasculares.

Recomendação: limites máximos de consumo de açúcar

A American Heart Association recomenda os seguintes os seguintes limites diários máximos de consumo de açúcar:

Mulheres: 100 calorias por dia (6 colheres de chá de açúcar ou 25 gramas);
Homens: 150 calorias por dia (9 colheres de chá de açúcar ou 38 gramas).

Para contextualizar, uma lata comum de refrigerante comum de 60 ml tem 130 calorias e 8 colheres de chá (34 gramas) de açúcar.

Bebidas com açũcar adicionado são também um perigo para os dentes.

É consenso entre os especialistas que a água é a bebida mais saudável para beber regularmente.
Afinal, água não tem açúcar, adoçantes artificiais e calorias.

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Fontes: News, Newsroom
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Alerta: Uso de fluconazol por gestantes dobra o risco de malformações

Alerta: Uso de fluconazol por gestantes dobra o risco de malformações

fluconazol por gestantes

O uso do antifúngico oral fluconazol por gestantes no primeiro trimestre ao que parece eleva os riscos do bebê nascer com malformações musculares e ósseas.

Isso é o que sugere um trabalho recentemente publicado na página do British Medical Journal (BMJ) –  -.

Risco do uso de fluconazol por gestantes

Os autores acompanharam gestantes entre 12 e 55 anos presentes no banco de dados US Medicaid. Acompanhamento esse ocorrido entre os anos de 2000 e 2014.

O grupo de estudo de 1.969.954 gestações incluiu 37.650 (1,9%) gestações expostas ao fluconazol oral.

Os resultados mostraram que o risco de malformações músculo esqueléticas foi de 52,1 por 10.000 gestações expostas ao fluconazol.

O risco de malformações músculo esqueléticas foi o dobro nas mulheres que tomaram a dose mais alta no início da gravidez (> 450 mg). Contudo, os riscos absolutos ainda eram pequenos (12 incidentes por 10.000 gestações expostas no geral).

No Brasil o fluconazol não é encontrado na forma de pomadas ou cremes de uso tópico.
Para o tratamento tópico ou intravaginal das infecções fúngicas, existem outras opções.
Outros antifúngicos são indicados, tais como Cetoconazol, Miconazol ou Cotrimazol, por exemplo.

fluconazol por gestantes

Fluconazol, doses e a relação com o risco

Observou-se também um risco aumentado de 30% entre as mulheres que tomaram uma dose cumulativa menor de 150mg de fluconazol oral.

Uso de fluconazol por gestantes – Alerta

Os autores concluíram que o fluconazol oral durante o primeiro trimestre, especialmente o tratamento prolongado com doses maiores que o normal, pode de fato ser gerador de malformações para o bebê.
Em havendo extrema necessidade, o fluconazol deve ser prescrito com extrema cautela.

Fluconazol – saiba mais sobre esse antifúngico

O fluconazol é um potente agente antifúngico.
É usado para prevenir e tratar uma variedade de infecções por fungos e leveduras. Pertence a uma classe de medicamentos chamados antifúngicos azólicos. Age interrompendo o crescimento de certos tipos de fungos.

O uso oral de fluconazol está mais indicado no tratamento de:

  • Candidíase vaginal aguda e recorrente;
  • Balanites por Candida;
  • Profilaxia para reduzir a incidência de candidíase vaginal recorrente;
  • Dermatomicoses, incluindo Tinea pedis, Tinea corporis, Tinea cruris, Tinea unguium (onicomicoses) e infecções por Candida.

Existem alguns outros riscos associados ao uso de certos medicamentos durante a gestação. Como, por exemplo, aquele do uso de certos antibióticos no decorrer do período gestacional.

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Fonte: BMJ
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Tratamentos com flúor: tudo o que você precisa saber

Tratamentos com flúor: tudo o que você precisa saber

tratamentos com flúor

Tratamentos com flúor são uma realidade na odontologia dos dias atuais.

O flúor na forma de fluoreto é um mineral natural e base de dentes fortes e importante na prevenção das cáries.

Por mais de 70 anos, a maior parte da água potável nos Estados Unidos continha pequenas quantidades de flúor para reduzir a cárie dentária.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) assegura que a água fluoretada reduziu a cárie dentária em cerca de 25% naquele país.
Outro estudo aponta elevação da incidência de cáries em condições em que a água potável não recebia adição de flúor.

Os tratamentos com flúor podem oferecer benefícios ainda mais significativos para proteção dos dentes.

Esses tratamentos podem ser benéficos para pessoas em risco de cárie dentária, mas podem não ser adequados para todos.

Neste artigo, analisamos os benefícios e efeitos colaterais do fluoreto e dos tratamentos com flúor, bem como recomendações de tratamento.

O que são os tratamentos com flúor

Os tratamentos com flúor são tipicamente tratamentos profissionais. Eles contêm uma alta concentração de flúor que o dentista aplica nos dentes do paciente. O objetivo é a melhoraria da saúde bucal e a redução do risco de cáries dentárias.

Esses tratamentos com flúor em consultório podem assumir a forma de uma solução, gel, espuma ou verniz.

Existem também alguns tratamentos com flúor de alta concentração que as pessoas podem realizar em casa, mas somente sob orientação de um dentista.

Esses tratamentos são semelhantes ao flúor presente na pasta de dente. No entanto, o tratamento contém doses muito mais altas e pode oferecer benefícios mais rápidos.

Benefícios dos tratamentos com flúor

  •  Auxilia o corpo a usar melhor minerais, como cálcio e fosfato. Os dentes reabsorvem esses minerais para reparar o esmalte dentário fraco;
  •  Ele se junta à estrutura dentária quando os dentes se desenvolvem para fortalecer o esmalte dos dentes, tornando-os menos vulneráveis a bactérias e cáries;
  •  Retarda ou até reverte o desenvolvimento de cáries. Retarda o crescimento de bactérias que causam cáries.

A ingestão na água potável combinada com os tratamentos com flúor proporcionam os benefícios:

  •  redução do risco de cáries dentárias;
  •  retarda o crescimento de cáries;
  • diminui a necessidade de tratamento odontológicos caros;
  • prolonga o tempo de vida útil dos dentes de leite da criança;
  • reduz os gastos financeiros do paciente com procedimentos odontológicos.

Ao prevenir cáries e retardar o crescimento de bactérias, o tratamento com flúor também pode:

  • previne doenças gengivais;
  • reduz a incidência de dor de dente;
  • previne a perda prematura de dentes.

Os tratamentos com flúor podem melhorar a saúde bucal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) , é um dos principais preditores da saúde geral.

Uma saúde bucal ruim pode causar uma série de outras condições de saúde, incluindo doenças cardiovasculares.

Efeitos colaterais do flúor

Alguns defensores da saúde natural expressaram preocupação com o flúor em altas doses. Eles também argumentam que o fluoreto não é seguro para crianças e até mesmo que a água fluoretada pode ser perigosa.

No entanto, é um mito que os tratamentos com fluoreto ou a água fluoretada causem danos generalizados.

Algumas pessoas, no entanto, podem experimentar alguns efeitos colaterais, como:

Descoloração dos dentes e o risco de fluorose

O efeito colateral mais comum do flúor é a descoloração dos dentes.

A fluorose é uma condição que causa estrias brancas ou outro tipo de descoloração nos dentes.
A fluorose ocorre quando uma criança ingere muito flúor enquanto os dentes do bebê e do adulto se desenvolvem sob a gengiva.
Uma criança pode desenvolver fluorose desde o nascimento até os 8 anos de idade.

A descoloração é mais comum em crianças pequenas que consomem muito flúor. Isso porque ingerem suplementos de flúor ou engolem creme dental.

O Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos estabeleceu diretrizes para a quantidade de flúor que a água potável deve conter. Isso para ajudar a prevenir a cárie dentária e minimizar o risco de fluorose dentária.
Atualmente, esse nível é de 0,7 miligramas de fluoreto por litro (mg/l) de água.

A Academia Americana de Odontopediatria (AAPD) recomenda que os pais ou responsáveis usem uma quantidade minúscula de creme dental fluoretado assim que o primeiro dente da criança entrar em erupção. Isso auxilia na proteção dos dentes da criança evitando cáries. E não os coloca em risco de fluorose se a criança acidentalmente vier a engolir o creme dental.

Alergias ou irritação

Reações do tipo alérgica ao flúor ou irritação na pele são possíveis, mas bem raras.

Efeitos tóxicos

O fluoreto pode ser tóxico se uma pessoa o aplicar incorretamente ou em doses muito altas. No entanto, isso é incomum. A American Dental Association (ADA) recomenda o uso de verniz fluoretado profissional em crianças menores de 6 anos. O verniz fluoretado é a opção preferida para crianças pequenas, pois elas tendem a engolir espumas ou géis, o que pode causar náusea e vômito.

Tratamentos com flúor – Recomendações

O CDC e a ADA recomendam que a exposição frequente a pequenas quantidades de flúor todos os dias seja a melhor opção para reduzir o risco de cáries dentárias para todas as idades.

Para a maioria das pessoas, isso significa beber água potável com níveis ideais de flúor e escovar os dentes ao menos duas vezes ao dia com creme dental fluoretado.

Para crianças e adultos que podem estar em maior risco de cáries, os tratamentos com flúor podem proporcionar benefícios extras.

Crianças

A cárie dentária é a doença crônica infantil mais comum. É até cinco vezes mais comum que a asma.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda o tratamento com flúor para todas as crianças assim que seus dentes começam a crescer para evitar cáries, dores e futuras infecções dentárias.

Os dentistas devem repetir o tratamento com flúor a cada 3 a 6 meses, dependendo do risco de cárie em uma criança.

Para reduzir o risco de superexposição ao flúor, recomenda-se também o seguinte:

  • Os cuidadores devem escovar os dentes das crianças com uma pequena quantidade de creme dental com flúor para reduzir a cárie e minimizar o risco de fluorose.

Para crianças menores de 3 anos de idade, não use mais do que uma quantidade de pasta de dente fluoretada com o tamanho aproximado de um grão de arroz.

Para crianças de 3 a 6 anos, use uma quantidade de creme dental com flúor do tamanho de uma ervilha;

  •  Supervisione sempre a escovação de uma criança para garantir que ela use a quantidade certa de pasta de dente. Tente fazê-la, sempre que possível, cuspir todo o creme dental utilizado.
  • Crianças menores de 6 anos de idade não devem fazer uso de soluções com flúor em casa, como enxaguatórios bucais, pois podem acabar engolindo muito flúor.

Adultos

As recomendações de fluoreto para adultos variam.

Estudos diferentes investigaram uma variedade de concentrações, doses e frequências de tratamento.

Se uma pessoa corre um risco moderado a alto de desenvolver cáries, o tratamento profissional com flúor pode ajudar.

Os especialistas recomendam que as pessoas com alto risco de cáries recebam tratamentos profissionais com flúor duas vezes por ano.

As pessoas devem discutir os riscos e benefícios do tratamento com flúor com seus dentistas.

É essencial considerar todas as fontes de flúor, incluindo creme dental fluoretado e enxaguatórios bucais.

Pessoas que vivem em áreas onde a água não contém flúor podem obter benefícios mais significativos com tratamentos regulares de flúor.

Qual a eficácia dos tratamentos com flúor?

Um grande número de evidências de ensaios clínicos randomizados, que são o padrão ouro de estudos científicos, estabeleceu os benefícios dos tratamentos tópicos com flúor para prevenção da cárie.

Uma revisão sistemática relata que tratamentos com flúor, como verniz fluoretado, têm um efeito substancial na prevenção de cáries nos dentes decíduos (dentes de leite) e permanentes.

Resumindo

Os tratamentos com flúor são seguros para a maioria das pessoas.

Mesmo quando existem efeitos colaterais, esses efeitos geralmente são mínimos comparados aos benefícios.

É provável que a maioria dos danos advenha da ingestão de quantidades muito altas de flúor.

Isso não significa que todos os tratamentos com flúor sejam seguros para todas as pessoas o tempo todo.

Pessoas com cáries ou com risco de cáries devem discutir suas preocupações com um dentista em quem confiam.

Fonte: MedicalNewsToday
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Tudo o que você precisa saber sobre implantes dentários

implantes dentários

Implantes dentários são estruturas artificiais que um cirurgião dentista insere no maxilar de uma pessoa.
Uma pessoa pode precisar de um implante se tiver perdido um ou mais dentes.

Um implante dentário é uma estrutura que substitui um dente ausente.

Com dispositivos semelhantes a parafusos, o cirurgião-dentista insere um implante no osso da mandíbula que atua como uma âncora para um dente artificial, chamado coroa.

Um dispositivo chamado pilar conecta o dente artificial ao implante dentário. A coroa é feita sob medida para caber na boca da pessoa e combinar com a cor dos dentes.

As coroas parecem, sentem e funcionam como dentes naturais.

Vantagens dos implantes sobre as dentaduras

  • se mostram mais naturais e confortáveis;
  • apresentam uma alta taxa de sucesso e satisfação do paciente;
  • melhorar da função de mastigação;
  • diminui o risco de desenvolvimento de cáries nos dentes próximos;
  • favorece a manutenção do osso no local da perda do dente;
  • causa diminuição da sensibilidade nos dentes próximos;
  • não precisa ser retirado e limpo todas as noites.

No entanto, os implantes dentários não são adequados para todos.
Os dispositivos de implantação devem se unir ao osso da mandíbula. Para isso os ossos do paciente têm de estar saudáveis antes de ser submetido à cirurgia.

Implantes dentários – tipos

Existem dois tipos de implantes dentários: endosteal e subperiosteal. Os implantes endosteais são o tipo mais comum. O cirurgião os incorpora no osso maxilar e cada um pode segurar um ou mais dentes artificiais. Um cirurgião coloca um implante subperiosteal no topo do maxilar. Os cirurgiões-dentistas escolhem essa opção para pessoas que não apresentam muita altura no maxilar.

Segurança

De acordo com a Academia Americana de Odontologia de Implantes, cerca de 3 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm implantes dentários.

Esse número aumenta em cerca de 500.000 a cada ano.
A cirurgia de implante dentário é segura quando um cirurgião-dentista qualificado e experiente a realiza.
É também a única opção de restauração dentária que mantém a saúde do maxilar da pessoa e estimula seu crescimento.

Riscos

Algumas pessoas não são elegíveis para cirurgia de implante dentário.

Não é seguro para cirurgiões-dentistas operar pessoas com:

  • doença em fase aguda;
  • doença metabólica incontrolável osso;
  • doença ou infecção de tecidos moles

Uma vez tendo esses problemas sido resolvidos, a pessoa poderá fazer a cirurgia.

Em alguns casos, cirurgiões-dentistas evitam operar pessoas nas seguintes condições:

  • pessoas que fumam muito;
  • hábitos parafuncionais, como ranger ou apertar os dentes;
  • distúrbios comportamentais ou psiquiátricos;
  • HIV;
  • Diabetes;
  • Osteoporose;
  • AIDS.

Qualquer pessoa portadora de uma das condições acima e que forem submetidas a cirurgia de implante dentário, haverá um risco maior de falha do implante.

Os cirurgiões-dentistas também podem optar por não operar em pessoas submetidas aos seguintes tratamentos, devido ao aumento do risco de complicações nos implantes:

  • tratamento medicamentoso com bifosfonato para condições como osteopenia e osteoporose;
  • radioterapia da cabeça ou pescoço;
  • quimioterapia.

implantes dentários

Cirurgia de implante – complicações possíveis

As pessoas que se submetem a esse procedimento podem sofrer complicações durante ou depois.
Os problemas possíveis são:

  • lesão do nervo, resultando em alteração da sensação na área cirúrgica;
  • abertura da incisão após a cirurgia;
  • movimento do implante;
  • exposição do implante acima da linha da gengiva;
  • infecção do implante.

As pessoas que sofrem movimento ou exposição ao implante podem precisar se submeter a procedimentos adicionais.
Isso para melhorar a saúde dos ossos e gengivas ou remover ou substituir o implante.

Sinais e sintomas de que a colocação de um implante não teve êxito:

  • o implante é excessivamente móvel;
  • aparecimento de pus ou outras secreções no local do implante;
  • dor ao tocar no implante;
  • perda óssea rápida e progressiva.

Procedimentos

É provável que cada pessoa tenha uma experiência diferente na cirurgia de implantes dentários.
Fatores que podem influenciar:

  • o número de dentes que requerem substituição;
  • a localização dos implantes na mandíbula;
  • a qualidade e quantidade de osso no local do implante;
  • a saúde bucal e sistêmica subjacente da pessoa;

Dependendo desses fatores, procedimentos adicionais podem se tornar necessários.
Esses procedimentos incluem:

Aumento do seio maxilar

Colocar um implante no maxilar superior geralmente é difícil por causa da localização dos seios.
O cirurgião pode precisar realizar um aumento do seio. Esse é um procedimento para levantar o assoalho dos seios e permitir que mais ossos se desenvolvam. Assim aumentam as chances de que o implante seja bem-sucedido.

Modificação de cume

Algumas pessoas têm uma anormalidade no osso da mandíbula que impede o desenvolvimento do osso suficientemente para o implante.

Nesses casos, o cirurgião pode precisar realizar uma modificação na crista.
Isso envolve levantar a gengiva para expor a área do osso deformado.
O cirurgião usará um osso ou substituto ósseo para reparar e construir a área.
Isso melhora a qualidade do osso maxilar na preparação para a cirurgia de implante dentário.

Manutenção

Uma vez submetida a uma cirurgia de implante dentário o paciente deve continuar a escovar e usar fio dental regularmente.

Dentes artificiais requerem o mesmo cuidado e manutenção que os dentes comuns.

O cirurgião-dentista também deve agendar visitas de acompanhamento para monitorar os implantes. Isso para garantir que os dentes e as gengivas estejam e permaneçam saudáveis.
É importante retornar ao dentista a cada 6 meses também para uma rotina de limpeza profissional.

Custo

O custo da cirurgia de implante dentário varia e os seguintes fatores podem influenciar:

  • o número e tipos de implantes necessários;
  • a localização dos implantes na mandíbula;
  • se existe ou não a necessidade de procedimentos adicionais que antecedam a cirurgia.

O dentista pode estimar o custo da cirurgia de implante dentário durante o exame inicial.
Outras opções de substituição de dentes, como pontes, podem ser mais baratas. No entanto, as pontes são mais difíceis de manter limpas. Elas geralmente requerem substituição e reparo, aumentando o custo geral. Os implantes dentários podem fornecer benefícios a longo prazo se uma pessoa cuidar bem deles.

Se você quiser saber mais sobre pontes dentárias basta clicar aqui.

Resumindo

Implantes dentários são acessórios no osso que substituem os dentes ausentes.

Os implantes têm uma alta taxa de sucesso e podem fornecer benefícios a longo prazo.

Algumas pessoas precisam de procedimentos adicionais como preparação prévia à cirurgia.
Isso poderá impactar no custo total.
O número e o tipo de implantes necessários também podem aumentar o custo.
Tudo precisa ser muito bem conversado com o dentista responsável pelo procedimento.

Fonte: MedicalNewsToday
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Iogurte pode ajudar a diminuir o risco do câncer de mama

Iogurte pode ajudar a diminuir o risco do câncer de mama

câncer de mama

Pode parecer à primeira vista algo estranho, mas ao que parece o iogurte pode diminuir o risco do câncer de mama.

Segundo os pesquisadores, uma das causas do câncer de mama pode ser a inflamação desencadeada por bactérias nocivas.

Segundo os cientistas, as evidências até o momento apontam que a inflamação induzida por bactérias esteja relacionada ao câncer.

Essa é a opinião expressa pelos pesquisadores envolvidos na pesquisa da Faculdade de Saúde e Medicina da Universidade de Lancaster.

Os pesquisadores afirmam que: “Existe um remédio preventivo em potencial simples e barato. Esse remédio é o iogurte natural que as mulheres podem consumir diariamente.”

Câncer de mama: como o iogurte pode ajudar na prevenção

O iogurte contém bactérias benéficas para fermentação da lactose. São bactérias normalmente encontradas no leite.
Essas bactérias se assemelham aquelas outras bactérias – ou microflora – encontradas nos seios de mães que amamentaram.

Sabe-se agora que o leite materno não é estéril e que a lactação altera a microflora da mama.

As bactérias fermentadoras de lactose são comumente encontradas no leite. Provavelmente ocupam os ductos mamários das mulheres durante a lactação. E por um período desconhecido após a lactação.

A ideia é que essa bactéria fermentadora de lactose na mama tenha ação protetora. Isso porque a cada ano de amamentação observa-se uma redução do risco de câncer de mama em 4,3%.

Segundo os pesquisadores esse efeito protetor se deve a algo muito peculiar.
Outros estudos já mostraram que o consumo de iogurte está associado a uma redução no risco de câncer de mama.
Segundo eles a substituição das bactérias nocivas por bactérias benéficas explicaria esse efeito protetor.

Bactérias pró inflamatórias e a periodontite

Existem aproximadamente 10 bilhões de células bacterianas no corpo humano.
A maioria delas é inofensiva. Porém, algumas bactérias liberam toxinas que desencadeiam inflamações pelo corpo.

A inflamação crônica acaba eliminando os germes nocivos. Porém também traz problemas para o organismo.

Uma das condições inflamatórias mais comuns é a periodontite.
A periodontite já foi associada a câncer de boca, esôfago, colônico, pancreático, próstata e câncer de mama.

Segundo os pesquisadores, as células-tronco que se dividem para reabastecer o revestimento dos ductos mamários são influenciadas pela microflora.
Certos componentes da microflora foram encontrados em outros órgãos, como o cólon e o estômago, para aumentar o risco de desenvolvimento de câncer.

Assim conclui-se que seja provável que ocorra um cenário semelhante no seio. Isso porque a microflora residente afeta a divisão de células-tronco e acaba influenciando o risco para o desenvolvimento do câncer.

Fonte: Journal Medical Hypotheses
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Dieta líquida completa: tudo o que você precisa saber

dieta líquida completa

Uma dieta líquida completa é aquela em que uma pessoa não come alimentos sólidos e consome apenas líquidos, como sopas, sucos e smoothies.

Para a maioria das pessoas é apenas uma medida temporária. Não deve ser encarada como uma estratégia nutricional de longo prazo.

Dieta líquida completa vs dieta líquida clara

Em uma dieta líquida clara, uma pessoa só pode ingerir líquidos claros, como água, chá e caldo.

Uma dieta líquida completa oferece sabor mais diversificado e maior valor nutricional.

Uma pessoa pode comer versões em purê de seus alimentos favoritos, além de uma grande variedade de líquidos mais espessos, como caldo de tomate.

Neste artigo, saiba mais sobre dietas líquidas completas, incluindo seus usos, efeitos e o que comer.

Dieta líquida completa – para que serve

Uma dieta líquida completa é utilizada como uma estratégia de curto prazo quando uma pessoa tem um problema médico que torna perigoso a ingestão de alimentos sólidos.

Os especialistas podem recomendar uma dieta líquida completa nas seguintes situações:

  • após cirurgia odontológica, para reduzir a dor ou porque o paciente não consegue mastigar;
  • após a extração de vários dentes;
  • na recuperação de pancreatite;
  • após a cirurgia bariátrica, como um passo de transição entre líquidos claros e alimentos macios;
  • após cirurgia gastrointestinal ou para aliviar os sintomas de uma doença digestiva;
  • pacientes com fratura nos ossos na boca ou mandíbula;

Dietas líquidas completas – perda de peso

Algumas pessoas também podem usar dietas líquidas para buscar a perda de peso. Isso porque uma dieta líquida completa dificulta a ingestão de um grande número de calorias.

Dietas altamente restritivas para perda de peso não são seguras e os especialistas não as recomendam.
Isso porque as pessoas frequentemente recuperam o peso assim que voltam a uma dieta normal.

Dieta líquida completa – o que pode ser ingerido

Os alimentos que uma pessoa pode comer em uma dieta líquida total dependem de suas necessidades nutricionais e das recomendações do especialista.

Em geral pode-se consumir o seguinte:

  • Água;
  • Sucos de frutas;
  • Caldos;
  • Gelatina;
  • Mel;
  • Chás;
  • Café;
  • Purê de frutas e legumes;
  • Sopas quentes ou em purê;
  • Leite;
  • Caldo de carne ou em purê;
  • Aveia coada;
  • Smoothies;
  • Bebidas proteicas e outros suplementos nutricionais líquidos;
  • Sorvetes;
  • Milkshakes;
  • Margarina, manteiga e maionese;
  • Pudim.

Pode ser complicado obter proteínas e fibras suficientes em uma dieta líquida total.

Aqueles que seguem essa dieta por vários dias devem tomar cuidado.
Especialmente devem priorizar os alimentos ricos em nutrientes.

Alguns exemplos de alimentos que uma pessoa pode comer e que oferecem maior valor nutricional:

  • bebidas pouco adoçadas;
  • smoothies de de frutas e vegetais;
  • produtos macios à base de ovo, como gemada ou comida para bebê acrescida de ovos;
  • purê de carne e feijão;
  • purê de batatas com molho à base de carne;
  • leite.

Deve-ser solicitar ao especialista uma lista detalhada dos alimentos que podem e não podem ser ingeridos. Isso quando se der início a uma dieta líquida completa.

dieta líquida completa

Dieta líquida completa – o que deve ser evitado

Uma dieta líquida completa não pode conter alimentos sólidos. Isso também vale para alimentos em purê que possam ter pedaços de carne, por exemplo.

Segue uma lista de alimentos que devem ser evitados:

  • frutas e vegetais inteiros;
  • pão;
  • cereais;
  • sopas com carne em pedaços grandes ou duros;
  • carne ou peixe sólido;
  • alimentos contendo sementes ou outras partículas duras ou afiadas;
  • nozes e manteiga de amendoim;
  • macarrão;
  • arroz;
  • biscoitos e bolos;
  • queijo;
  • tofu.

Para a maioria das pessoas, uma dieta líquida total é uma medida de curto prazo.

Pessoas com indicação de dieta líquida completa por mais tempo devem estar atentas aos alimentos que ingerem e evitar opções potencialmente prejudiciais.

Dicas que podem ajudar

  • evitar a obtenção de grande parte das calorias provenientes de alimentos doces;
  • aumentar ingestão de fibras, bebendo smoothies finos, que incluem frutas, legumes e iogurte grego;
  • consumir o leite como fonte de proteína;
  • evitar alimentos com pouco valor nutricional, como sorvetes e gelatina;
  • uso temporário de suplementos vitamínicos e minerais recomendados por especialista;
  • manter um registro dos alimentos ingeridos no longo prazo.

Dieta líquida completa – quais são os riscos

Fica muito difícil a obtenção de nutrientes suficientes em uma dieta líquida completa.
Especialmente a longo prazo.
Dietas líquidas são em geral deficientes em vitamina A, ferro, vitamina B-12 e tiamina.

Pessoas que precisam ingerir uma dieta líquida total por longos períodos podem precisar tomar suplementos para evitar déficits nutricionais.

É possível obter proteína, fibra e outros nutrientes essenciais suficientes em uma dieta líquida total.
No entanto, isso requer algum planejamento e conhecimento básico da dieta.

Um dos maiores riscos é o de uma pessoa confiar em alimentos fáceis, mas menos nutritivos, como apenas doces ou aqueles com alto teor de sódio.

Uma dieta líquida completa pode satisfazer os desejos de uma pessoa melhor do que uma dieta líquida clara, seguir uma dieta líquida completa ainda pode ser difícil e frustrante.

Além da desnutrição por uso prolongado, alguns outros riscos incluem:

  • fome crônica;
  • alterações de humor devido à fome;
  • perda de prazer em comer;
  • dificuldade em comer fora ou participar de outras atividades sociais centradas na comida.

Muitos especialistas recomendam uma dieta líquida completa para uma variedade de condições. Porém algumas pesquisas sugerem que essa dieta pode ser mais restritiva do que o necessário.

Um estudo de 2010 observou que uma dieta sólida e completa era segura para pessoas que se recuperavam de pancreatite aguda leve e permanência hospitalar reduzida.

Uma análise de 2012 concluiu que uma dieta leve também era segura para pessoas que se recuperavam de pancreatite aguda leve.

Uma pessoa cujo especialista recomenda uma dieta líquida completa deve fazer perguntas como:

– O que posso fazer para manter-me saudável com esta dieta?

– Quanto tempo precisarei estar nessa dieta?

– Quais são os riscos dessa dieta?

– Por que essa dieta me é recomendada?

– Existe uma alternativa para esta dieta?

– Quais alimentos específicos devo evitar?

Em poucas palavras

Seguir uma dieta líquida completa pode ser um desafio.

Se for necessário comprometer-se com dieta líquida completa por um longo tempo, deve-se consultar um nutricionista.
Isso para garantir que não faltem nutrientes essenciais.

Um dieta rica em nutrientes aliada a um bom planejamento pode ser a garantia de sucesso do tratamento. Aproveite e conheça também quais são os melhores alimentos para a saúde dos dentes.

Fonte: MedicalNewsToday

 

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Tratamento com vários antibióticos pode aumentar resistência bacteriana

resistência bacteriana

Tratar uma infecção com mais de um antibiótico pode acabar aumentando a resistência bacteriana aos antimicrobianos.

É o que uma equipe de pesquisadores da Universidade Hebraica e do Centro Médico Shaare Zedek evidenciaram.

Em um trabalho publicado na revista Science, os pesquisadores detalham como chegaram a essa conclusão.

A ciência já demonstrou que, ao longo dos últimos anos, a resistência bacteriana a antimicrobianos tem aumentado muito.

Em infecções resistentes e na busca de uma cura os especialistas prescrevem vários antibióticos na esperança de que um deles elimine a bactéria causadora.

Resistência bacteriana em alta

O que essa pesquisa demonstra é que essa prática pode acabar piorando o quadro a longo prazo.
Isso porque a combinação de vários antimicrobianos pode levar a um aumento da resistência bacteriana.

O que antes era a resistência a um determinado antibiótico, agora pode se verificar com outros mais.

O estudo

Para investigar a questão, os pesquisadores estudaram um paciente com uma infecção sanguínea causada pela bactéria Staphylococcus aureus.

O paciente recebeu vancomicina e, quando isso não resolveu, os médicos adicionaram rifampicina. Após oito dias, os médicos substituíram a vancomicina por daptomicina.

Enquanto o paciente estava sendo tratado, os pesquisadores coletaram amostras de sangue para determinar como o tratamento estava funcionando.

Isso também permitiu que os pesquisadores testassem o nível de tolerância das bactérias individualmente e diretamente contra todos os medicamentos usados para tratar o paciente.

Eles relatam que, depois ter administrado ao paciente a combinação de antimicrobianos, as bactérias foram mortas mais lentamente pela daptomicina.

Eles observam que uma redução na velocidade de eliminação indica um passo evolutivo em direção à resistência bacteriana.

Os pesquisadores também realizaram testes adicionais diante de outros tipos de infecções. E foram observados os mesmos resultados.

Combinações de vários antibióticos – aumento da resistência bacteriana

A administração de antibióticos combinados na prática médica está fazendo com que os micróbios desenvolvam maior resistência bacteriana.

Em uma nova etapa da pesquisa, os especialistas planejam estudar o efeito em pacientes infectados com diferentes tipos de bactérias.

resistência bacteriana

Em busca de caminhos para vencer a resistência bacteriana

Afinal, como uma superbactéria se adapta para resistir a um antibiótico de última geração?
É o que pesquisadores da Universidade Rice e do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas –  – vêm tentando descobrir.

Eles realizaram experimentos para rastrear as mudanças bioquímicas que os Enterococos resistentes à vancomicina (VRE) sofreram quando se adaptaram para combater outro antibiótico, a daptomicina.

A questão chave é prever como essas bactérias irão adquirir resistência aos antibióticos. O objetivo é ficar um passo a frente delas.

Uma batalha que pode salvar a vida de milhões

Em 2014, a Organização Mundial da Saúde informou que as infecções resistentes a antibióticos estavam num ritmo tal que poderiam ocasionar 10 milhões mortes ao ano em todo o mundo até 2050. É como já registramos aqui no blog, o assunto é grave e essa é uma batalha de toda a humanidade em favor da vida.

Bactéria enterococos resistentes à vancomicina (VRE) e outras

De acordo com os Centros de Controle de Doenças dos EUA, a VRE é uma das principais ameaças de resistência a antibióticos do país. O CDC estima que o VRE infectará cerca de 20.000 pessoas nos EUA este ano e matará 1.300 delas.

A daptomicina, um antibiótico que foi disponibilizado pela primeira vez em 2003. É um dos últimos medicamentos que os médicos podem usar para combater superbactérias multirresistentes como o VRE, Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e enterococos resistentes a glicopeptídeos (GRE).

Infelizmente, as autoridades de saúde documentaram casos de resistência bacteriana à daptomicina já em 2005, e o número de casos vem aumentando em todo o mundo.

Novas estratégias

Ao entender como essas bactérias adquirem resistência, pode-se desenvolver novas estratégias de tratamento ou novos ‘co-medicamentos’ que bloqueiem o ciclo da resistência.

Esses medicamentos parceiros que impediriam o surgimento da resistência poderiam ser administrados em conjunto com os antibióticos. Isso impediria a disseminação cada vez mais frequente de cepas de bactérias cada vez mais resistentes nos hospitais e centros de saúde.

Já se demonstrou que a mesma cepa de VRE poderia ativar diferentes vias bioquímicas para ativar até três estratégias, dependendo do ambiente.

Essa estratégia bacteriana multifacetada torna mais difícil o combate a crescente resistência à daptomicina no VRE.

Os resultados, no entanto, ajudam a colocar luz sobre as descobertas experimentais anteriormente confusas sobre a resistência ao VRE.
Isso é um passo na direção certa.

Previsibilidade é a palavra chave

Se for possível entender como uma bactéria adquire resistência será possível antecipar seu próximo passo. Assim, e, com sorte, agir com antecedência para impedi-lo.
Previsibilidade é a chave.”

Fonte: MedicaXpress
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Exposição ao incenso pode fazer mal à saúde bucal

exposição ao incenso

A exposição ao incenso pode ser ruim para a saúde bucal.
Isso é o que um estudo recentemente publicado no Online Scientific Reports nos revelou.
Esse trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da New York University Abu Dhabi (NYUAD).

Essa descoberta se deu por conta de uma constatação. A de que a exposição ao incenso aumenta a probabilidade do desenvolvimento de infecções orais e doenças sistêmicas.

Como a exposição ao incenso pode trazer problemas

A pesquisa em questão demonstrou que a exposição ao incenso altera a composição da microbiota oral.
A microbiota oral é formada pela comunidade de micróbios da boca. É uma comunidade complexa que pode alcançar até 700 bactérias e também fungos.
Nesta comunidade podem coexistir agentes benéficos e patogênicos.

Principais agentes patogênicos da microbiota oral

Os micro-organismos patogênicos residem frequentemente no biofilme. O biofilme é uma camada de proteínas e outras grandes moléculas alinhada à superfície do esmalte dental. Tem uma espessura por volta de 10μm. Os agentes patogênicos revestem o esmalte e compõe uma camada do biofilme. Esse biofilme também é conhecido como placa bacteriana.

O estudo

A exposição ao incenso é uma prática comum, especialmente na Ásia e países do Golfo Pérsico. A queima do incenso está associada à produção de determinados substâncias tóxicas que podem influenciar a saúde.

O estudo em questão foi desenvolvido em adultos dos Emirados Árabes Unidos. País onde 90% das famílias queimam incenso para perfumar suas casas e roupas.

Através dessa exposição ao incenso, identificou-se a hipótese de que o uso de incenso possa estar ligado a alterações na composição da microbiota oral. E isso pode ser muito prejudicial à saúde.

É uma análise preliminar. Porém, é uma descoberta importante com grandes implicações e consequências para a saúde.
Afinal, é a primeira vez que se demonstrou a associação entre a exposição ao incenso e as mudanças na composição de micro-organismos que habitam a boca.

Em mais de 300 indivíduos usuários diários de incenso pesquisados observou-se uma característica comum. Identificou-se uma alteração da diversidade, da estrutura e da composição da microbiota oral. Isso quando comparados com aqueles que não tinham exposição ao incenso (grupo controle).

Segundo os pesquisadores, mesmo em casos de baixos níveis de exposição ao incenso podem existir efeitos adversos à saúde.

Incenso – vapores nocivos

Pesquisas anteriores sugerem que a queima de incenso produz substâncias poluentes. Essas substâncias aumentam também os riscos de doenças cardiovasculares e pulmonares.
A exposição ao incenso concentra altas doses de poluentes. Substâncias como o monóxido de carbono e óxido nítrico, por exemplo. Ambas estão também presentes no cigarro.

Relevância da descoberta

A descoberta é particularmente importante já que a comunidade microbiana desempenha um papel fundamental na manutenção da homeostase. Homeostase é a capacidade do organismo de manter um ambiente interno estável apesar das mudanças nas condições externas.
A exposição ao incenso quebra esse equilíbrio.

O incenso queimado libera substâncias tidas como poluentes do ar e com potenciais riscos à saúde. Porém, não existem diretrizes para o controle de sua utilização.
Isso é particularmente preocupante, tendo em vista muitas das vezes a sua utilização em espaços públicos.

exposição ao incenso

Cigarro ou incenso – Qual pode ser mais nocivo para a sua saúde?

Em uma outra pesquisa comparativa estudiosos queimaram quatro palitos de incenso e um cigarro em uma máquina que coletava partículas de fumaça através de uma série de filtros.

Eles classificaram o tamanho das partículas coletadas e realizaram análises químicas por cromatografia gasosa e espectrometria de massa no conteúdo dos filtros.

Eles então testaram os resíduos de fumaça nas células em placas de Petri.

O primeiro teste, em células de salmonela, foi verificar se as amostras provocavam mutações no DNA das células. Às vezes, mutações no DNA podem levar ao câncer.

O segundo teste usou células dos ovários de hamsters para verificar se as amostras tiveram efeitos tóxicos sobre as células.

A fumaça da queima de incenso criou uma mistura de partículas finas e ultrafinas. Ambas são conhecidas por serem prejudiciais à saúde dos pulmões.

A análise química encontrou 64 compostos, levando em consideração todos os componentes dos quatro bastões de incenso.

Isso incluía componentes químicos de óleos essenciais e madeira de lignina, comumente usada no incenso.

Os compostos eram principalmente “irritantes“, embora alguns compostos tóxicos tenham sido encontrados.

O artigo não forneceu resultados equivalentes em tamanho de partícula e compostos químicos encontrados no cigarro testado.

Resultados

As quatro amostras de fumaça de incenso e uma amostra de fumaça de cigarro causaram graus variados de mutação nas células de salmonela. O incenso e a fumaça do cigarro foram tóxicas para as células do ovário do hamster.

A toxicidade foi mantida em todos os níveis diferentes para as diferentes amostras. A fumaça do incenso se monstrou tóxica em concentrações mais baixas que a fumaça do cigarro.

Como interpretar esses resultados

Os pesquisadores mostraram que a fumaça de algumas amostras de incenso era “maior do que a amostra de referência de cigarro com a mesma dose”. Disseram também que suas descobertas sugerem que “a fumaça do incenso era mais citotóxica contra as células do ovário de hamster” do que a fumaça do cigarro.

No entanto, eles acrescentaram: “Não podemos simplesmente concluir que a fumaça do cigarro é menos citotóxica do que a fumaça do incenso. Primeiro devido ao pequeno tamanho da amostra analisada neste estudo. E, em segundo lugar, devido à enorme variabilidade no consumo de incenso e cigarros”.

Refletindo sobre os dados encontrados

Este estudo de laboratório descobriu que a fumaça da queima de incenso pode produzir partículas finas e compostos químicos. Essas substâncias podem irritar os pulmões e prejudicar a saúde.

Isso não é surpreendente, pois a maioria dos tipos de fumaça em ambientes fechados produz partículas finas que provavelmente têm esse efeito, seja por fumar cigarro ou queimar incenso.

A sugestão de que a exposição ao incenso possa ser mais prejudicial do que a fumaça do cigarro precisa ser vista com cautela.

As quatro amostras de bastão de incenso tiveram efeitos diferentes quando testadas quanto à capacidade de alterar o DNA celular e a toxicidade para as células.
Estas amostras foram comparados com apenas um cigarro.

Isso significa que não podemos tirar conclusões precipitadas. Não podemos considerar que a maioria dos palitos de incenso produza fumaça mais ou menos tóxica que a maioria dos cigarros.

Além disso, a pesquisa utilizou células animais em laboratório. Não podemos simplesmente equivalê-la a uma pesquisa com seres humanos.

A adição de substâncias às células em uma placa de Petri pode causar efeitos muito diferentes daquela que acontece quando as pessoas encontram essas substâncias de forma diluída no ambiente.

Concluindo

A maneira como as pessoas usam o incenso e o cigarro é diferente.
A fumaça do cigarro é levada diretamente para os pulmões e é mantida lá antes de ser exalada. A fumaça do incenso é queimada no ambiente e inalada do ar circundante.

A quantidade de fumaça que entra nos pulmões dependerá de quanto incenso é queimado, por quanto tempo, e do tamanho e da ventilação da sala.

A associação do pesquisador principal a uma empresa de tabaco levanta outro ponto de preocupação.

Os pesquisadores não afirmam que o incenso é mais perigoso do que os cigarros. No entanto, é do interesse da empresa de tabaco que as pessoas pensem que fumar e queimar incenso estão em pé de igualdade – o que não é verdade. Inclusive no que diz respeito à saúde bucal.

Fumar pode causar doenças e morte devido a condições como problemas odontológicos, doenças cardíacas, câncer de pulmão e derrame. É algo que todos devem parar completamente.
A exposição ao incenso pode trazer problemas à saúde bucal e do corpo como as pesquisas evidenciam. Assim, até que novas pesquisas surjam, é aconselhável limitar o seu uso.

Fontes: Scientific Reports, News Medical Life Sciences, Medium
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