riscos

A codeína, presente no Tylex®, e o risco especialmente para crianças

codeínaA codeína, presente no medicamento Tylex®, é receitada há muitos anos para pacientes pediátricos e adultos seja como analgésico e também como agente antitussígeno. Também possui indicações no âmbito da odontologia. Ela é um pró-fármaco que tem de ser metabolizado no fígado em morfina para se tornar eficaz. No entanto, existe uma grande variabilidade genética na atividade da enzima hepática responsável por esta metabolização, a CYP2D6, e, como consequência, a resposta individual à codeína varia de nenhum efeito a uma alta sensibilidade.

Tem sido documentada a ocorrência de depressão respiratória inesperada e morte depois de crianças terem feito uso de codeína, muito em decorrência da metabolização ultrarrápida da droga pelo fígado. Os pacientes com apneia obstrutiva do sono documentada ou suspeita parecem estar particularmente em risco de hipersensibilidade aos opioides, sendo agravado o perigo entre os metabolizadores rápidos neste grupo.

Alertas Oficiais

Nos últimos cinco anos, várias organizações e agências reguladoras têm promulgado advertências relativas às respostas adversas associadas à codeína, como segue:

1. Março de 2011: A Organização Mundial de Saúde excluiu a codeína da sua lista de medicamentos essenciais para crianças por causa de preocupações com a eficácia e segurança questionáveis numa parte imprevisível da população pediátrica.

2. Agosto de 2012: A Food and Drug Administration (FDA) emitiu um alerta de segurança sobre o uso de codeína em crianças após amigdalectomia, adenoidectomia ou adenotonsilectomia.

3. Fevereiro de 2013: Uma atualização da FDA acrescentou um “box preto de advertência” em preparações contendo codeína. O aviso aconselha os profissionais de saúde a prescreverem um analgésico alternativo à codeína para o controle da dor pós-operatória em crianças submetidas à amigdalectomia e/ou adenoidectomia. A contraindicação foi adicionada para restringir o uso de codeína em tais pacientes. Os “Avisos de precaução”, “Uso pediátrico” e “Seções de informações aos pacientes” da bula também foram atualizados.

4. Junho de 2013: A Agência Europeia de Medicamentos emitiu um relatório recomendando a restrição da codeína para o tratamento da dor de crianças com mais de 12 anos, bem como uma contraindicação ao seu uso em crianças menores de 18 anos submetidos à amigdalectomia e/ou adenoidectomia. Além disso, recomenda não usar a codeína em mulheres em amamentação.

5. Junho de 2013: A Health Canada anunciou que tinha revisto a segurança do uso da codeína e contra indicava o uso de codeína para tratamento da dor e da tosse em crianças menores de 12 anos.

6. Março de 2015: A Agência Europeia de Medicamentos concluiu uma revisão do uso de codeína para tosse e resfriado e recomenda contra o seu uso em crianças menores de 12 anos, bem como crianças e adolescentes entre 12 e 18 anos que têm problemas respiratórios.

Pesquisas consultórios adicionais devem ampliar a compreensão dos riscos e benefícios de opioides e não opioides, como alternativas à codeína, a serem administrados por via oral como agentes eficazes para a dor aguda e crônica.

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Cortar o glúten da alimentação não traz benefícios a pessoas saudáveis

alimentos sem glútenPosicionamento divulgado pela Sban destaca que não há evidências que comprovem proveitos aos adeptos da dieta sem necessidade

Um documento divulgado recentemente pela Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban) defende que pessoas saudáveis não se beneficiam de dieta sem glúten. Publicado no final de maio, o posicionamento traz uma análise crítica da literatura médica em relação à indicação deste tipo de dieta e formula algumas conclusões.

Os efeitos nocivos de uma dieta sem glúten

Segundo a equipe de especialistas responsáveis pela elaboração do documento, não existem evidências suficientes para assumir que pessoas saudáveis se beneficiem da retirada do glúten do cardápio. Ao invés disso, a dieta restritiva poderia causar possíveis efeitos nocivos ao intestino desses indivíduos, o que os estudiosos associam principalmente ao aumento do consumo de produtos glúten-free ultra processados e nutricionalmente pobres, ou seja, à diminuição do consumo de cereais integrais e fibras importantes para manter a saúde do intestino. Eles reforçam que as dietas sem glúten podem ser saudáveis para a população em geral desde que a retirada dos alimentos seja compensada pela ingestão de outros grãos integrais e de hortaliças.

Outro ponto destacado no texto é a existência de estudos que sugerem que a sensibilidade ao glúten pode ser confundida com a sensibilidade à baixa fermentação e má absorção de alguns carboidratos. A dificuldade de absorção desses nutrientes pelo intestino delgado contribui para a formação de gases que causam estufamento e flatulência. Por fim, os especialistas enfatizam que dados epidemiológicos mostram que pessoas com doença celíaca e sobrepeso não apresentam perda de peso com uma dieta sem glúten.

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Obesidade pode elevar riscos de periodontite, sugere estudo

Fases inflamatórias da periodontiteEstudo avaliou 539 brasileiros que fizeram exames periodontais. Obesidade e sobrepeso elevaram em 22% e 11% o risco de periodontite

Sobrepeso e obesidade podem elevar o risco de periodontite (doença que começa com uma inflamação na gengiva e é caracterizada por danos no osso e nas fibras de sustentação dos dentes), segundo sugere um estudo apresentado em uma conferência da Associação Internacional de Pesquisa Dental (IADR) em junho.

O estudo, coordenado pelo pesquisador Marco Peres, da Universidade de Adelaide, na Austrália, avaliou 539 brasileiros de 31 anos de idade que passaram por exames periodontais em 2013. A conclusão foi que ter sobrepeso elevou em 11% o risco de ter uma periodontite; ser obeso elevou esse risco em 22%. Já o risco de ter uma periodontite de moderada a severa foi 12% maior entre os participantes com sobrepeso e 27% maior entre os obesos.

Problemas cardíacos como consequência

Como é do conhecimento de todos nessa patologia, a placa bacteriana endurece e forma o cálculo gengival, que afasta a gengiva dos dentes e cria uma bolsa periodontal. As bactérias entram pela gengiva e atingem o tecido ósseo dos dentes e as fibras de ligamento que os sustentam. Eles podem ficar moles e até cair. Quando a periodontite avança, pode haver abscessos que levam à endocardite bacteriana, problema que faz com que as bactérias que estão na gengiva entrem na corrente sanguínea e se alojem nas válvulas do coração. Esses micro-organismos, então, limitam ou bloqueiam a passagem do sangue pelo coração.

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Dismorfia dentária: a obsessão pelo sorriso perfeito

sorriso perfeitoChama-se dismorfia dentária e caracteriza-se por uma obsessão pelo sorriso perfeito e pela estética do sorriso, podendo chegar a ser prejudicial e a conduzir a tratamentos dentários desnecessários.

O retrato da doença é feito pela BBC, que relata o caso de Nicole Mowbray, de 32 anos, que decidiu submeter-se a tratamentos ortodônticos para obter o sorriso perfeito, acabando por sofrer várias consequências, como feridas e úlceras nas gengivas e na língua.

De acordo com a estação de televisão britânica existem vários sinais de alerta para a doença: “quem sofre de dismorfia dentária tem uma obsessão irracional com a aparência dos seus dentes” e vive angustiado por “um defeito físico menor”.

Comportamento de quem sofre de dismorfia dentária

Além disso, como explica a BBC, aqueles que sofrem da doença apresentam frequentemente comportamentos excessivos em relação ao defeito em questão e acreditam que os outros os tratam de maneira diferente devido a esse defeito.

Segundo a BBC, o mercado dentário movimenta em todo o mundo milhões em relação a tratamentos de cosmética dentária. “Alguns especialistas acreditam que a obsessão por ter um sorriso perfeito também tem fomentado a dismorfia dentária”.

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Informação amarga sobre o adoçante Sucralose

sucraloseJá discutimos o assunto sobre os riscos associados ao uso do adoçante Sucralose, notadamente quando adicionado a bebidas quentes. Voltamos a esse tema e desta vez numa abordagem mais detalhada por considerá-lo de alta relevância para todos que atuam no segmento odontológico, como importantes formadores de opinião que são.

Não é de hoje que os adoçantes artificiais dividem opiniões. Eles protagonizam com frequência a arena de debates porque, embora sejam valiosos a quem precisa reduzir drasticamente a ingestão de açúcar (caso de pessoas diabéticas ou muito acima do peso), vira e mexe surge uma história de que teriam efeitos adversos sobre o organismo. Esse receio, no entanto, parecia injustificado, já que a maioria dos produtos é aprovada pelos principais órgãos de saúde do planeta. Só que agora a discussão volta a esquentar, e por motivos que nada têm a ver com teorias da conspiração. Um experimento inédito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriu que, quando aquecido, o adoçante mais popular atualmente gera substâncias tóxicas e capazes de se acumular no organismo.

Sucralose: libera substância cancerígena quando exposta ao calor

Em termos científicos, a sucralose é “quimicamente instável”, ou seja, sua composição se altera se ela é exposta a altas temperaturas. Isso acontece quando despejamos o pó ou pingamos as gotas no cafezinho e no chá ou adoçamos a mistura do bolo que vai ao forno. A pesquisa liderada pelo professor Rodrigo Ramos Catharino, da Faculdade de Farmácia da Unicamp, é a primeira a demonstrar que esse tipo de adoçante chega a liberar moléculas primas-irmãs do benzopireno, já comprovadamente cancerígena e encontrada até no cigarro. É ou não é de amargar?

Substâncias nocivas que podem se acumular no corpo

O achado da equipe de Catharino é tão impactante que foi publicado em um dos periódicos da revista Nature, uma das mais prestigiadas no mundo científico. Com ele, soou o alerta: seria realmente perigoso lançar mão da sucralose em bebidas e alimentos quentes? De acordo com Catharino, as moléculas que nascem desse adoçante no momento da quentura seriam ainda mais nocivas que o benzopireno por causa do cloro, componente da fórmula que eleva seu grau de instabilidade. E há outra razão para se preocupar. Tais substratos conseguem se acumular nas reservas de gordura do corpo – assim, não seriam facilmente eliminados do organismo.

Evite adicionar Sucralose a bebidas quentes

As descobertas acionam um alarme, mas pedem cautela. Como as moléculas acabam de ser reveladas, o próximo passo é investigar seus verdadeiros efeitos na saúde humana. Catharino ressalta que os testes comprovaram o perfil instável e potencialmente danoso da sucralose apenas em situações de temperaturas elevadas. “Por ora, a sugestão é não consumir o produto quando ele é aquecido”, orienta. Segundo o farmacêutico, a própria indústria deveria apurar a questão e rever seus rótulos, uma vez que alguns deles estampam que o produto pode ser aquecido e levado ao forno. “O objetivo da nossa pesquisa é tornar o uso do adoçante mais seguro”, justifica. Recorrer à sucralose em um suco, por exemplo, não traria problema algum.

É claro que ainda existem divergências e ponderações no ar. O médico Bruno Geloneze, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), acredita que a sucralose continua segura dentro do cafezinho porque o estudo identificou a instabilidade em temperaturas na casa dos 98 °C. “Na hora em que se coloca o líquido na xícara, mesmo que isso seja super-rápido, ele já terá esfriado um pouco”, raciocina. “Ninguém faz chá ou café colocando o adoçante na água para ferver. Se fazia, agora não pode fazer mais”, brinca o endocrinologista.

Geloneze avalia, no entanto, que devemos aceitar uma das lições do trabalho: evitar o emprego da sucralose em receitas que passam pelo forno – nessa circunstância, é alta a probabilidade de o produto sofrer aquelas transformações químicas. Aliás, para os diabéticos e sujeitos acima do peso que não querem se arriscar enquanto aguardam as novas respostas da ciência, o membro da Sbem lembra que o açúcar branco não configura uma boa alternativa. A melhor saída nesses casos continua sendo outros adoçantes não calóricos ou com baixo teor energético.

A defesa da Indústria

O fato é que o experimento da Unicamp já começou a repercutir. “Muitas pessoas têm falado pra mim que pararam de usar adoçante”, relata Catharino. Mas a indústria rebate os receios e um eventual alarmismo. “Não temos nenhuma dúvida sobre a segurança para consumo da sucralose. Não podemos mudar a conduta baseados apenas em um estudo”, diz a nutricionista Elaine Moreira, consultora da Linea, uma das principais fabricantes de sucralose no país. A especialista conta que a segurança do produto está comprovada até mesmo no processo de pasteurização, que submete a comida a altas temperaturas e depois a resfria. “Mais pesquisas precisam ser feitas, inclusive sobre a interação do adoçante com outros alimentos. Devemos considerar, porém, que a quantidade de sucralose nas receitas é muito pequena”, pondera.

O vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres, Carlos Gouvêa, ressalta que a sucralose é aprovada tanto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como pela Joint Expert Comission of Food Aditives, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Sobre os achados da Unicamp, Gouvêa acredita que, apesar dos resultados, o ingrediente permanece seguro. “O adoçante normalmente é adicionado à bebida e logo consumido. Não haveria tempo para que ocorresse qualquer decomposição”, afirma.

Recomendação da SBD

Enquanto a indústria ainda digere as informações, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) se adiantou para emitir um parecer em cima das revelações da pesquisa. Em texto assinado pela nutricionista Débora Bohnen Guimarães, a SBD recomenda o uso da sucralose em baixas temperaturas e uma “alimentação livre de aditivos”. Ainda declara que, caso seja necessário o uso de adoçantes artificiais, “estes devem ser consumidos com moderação e conforme indicado, respeitando um rodízio dos tipos de adoçantes existentes no mercado para não ocorrer grande exposição a uma só substância”.

Nota do Conselho Federal de Nutricionistas

Nessa linha, o Conselho Federal de Nutricionistas divulgou uma nota neste ano orientando os profissionais a receitarem “adoçante artificial apenas a pacientes com necessidade consultório específica”. O posicionamento saiu depois de o Instituto Nacional de Câncer (Inca) ter declarado que o consumo de adoçantes artificiais “está associado ao desenvolvimento de algumas doenças, inclusive o câncer”. Recentemente, a própria sucralose foi apontada, com alta prioridade, para passar por avaliação do Grupo Consultivo da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, que se debruça sobre o perfil de risco de diversos compostos.

Discussões à parte, não dá pra negar que os adoçantes têm um papel a cumprir quando falamos na perda de peso e no controle da glicemia. Os levantamentos mais recentes registram um aumento contínuo nos índices de obesidade e diabete – e o Brasil se encontra particularmente em situação crítica. Manter o açúcar na dieta muitas vezes não é uma opção a essa parcela da população. Daí a necessidade de estabelecer um uso inteligente dos adoçantes, respeitando indicações e peculiaridades. Outro caminho é reeducar o paladar e se adaptar a receitas menos doces, ao azedinho do suco e, por que não, ao amargo do café.

O natural é a melhor opção?

O maior representante da classe é o estévia, que tem forte apelo com o público e é priorizado por alguns especialistas. A última cartilha sobre adoçantes da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres diz, porém, que os naturais não são necessariamente melhores que os artificiais. Todos precisam passar por testes para provar perfil de segurança. O estévia não é calórico e estudos associam seu uso a menos cáries e melhor controle da pressão. “Não temos nenhum relato de alguém que consumiu o produto e passou mal”, diz Airton Goto, diretor industrial da fabricante Stevita. A desvantagem recai no preço, cerca de 50% mais caro que o da sucralose.

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Baixa saúde bucal em idosos eleva risco de maior confinamento em casa

mãos idosasNo Japão, pesquisadores investigaram a associação da baixa saúde bucal com o ficar confinado em casa na velhice, e descobriram que poucos dentes e nenhuma dentadura aumentam o risco de ficar confinado, principalmente entre as pessoas com idade entre 65 e 75 anos. As descobertas podem ter implicações importantes em intervenções que promovem a saúde bucal e a utilização de dentadura para a prevenção do confinamento em casa de pessoas mais velhas.
 
O estudo de coorte longitudinal utilizou dados de 2.035 homens e 2.355 mulheres com idade igual e superior a 65 anos que responderam a duas pesquisas enviadas por correio e conduzidas em 2006 e 2010. Teve como padrão, no primeiro ano da pesquisa, o não-confinamento (estando o termo confinamento definido por saídas de casa inferior a uma vez por semana). Porém, após o período de quarto anos, 324 (7.4%) dos respondentes estavam confinados.
 
Com relação à situação dental, os pesquisadores descobriram que no geral os participantes com poucos dentes tinham o dobro de probabilidade de ficar confinado em casa do que os que tinham mais dentes. Quase 10% dos respondentes confinados tinham menos de 20 dentes e nenhuma dentadura, cerca de 9% tinham menos de 20 dentes e dentadura, e aproximadamente 4% tinham 20 ou mais dentes.
 
Entretanto, uma associação significativa entre o ficar confinado e a saúde bucal não foi observada nos participantes com idade igual e superior a 75 anos.

Saúde bucal vs confinamento em casa

De acordo com os pesquisadores, várias possibilidades podem relacionar a saúde bucal com o ficar confinado em casa. Por exemplo, saúde bucal, incluindo a perda de dente, afeta a escolha da comida e os nutrientes ingeridos, assim como a conversação e a atratividade facial. Por isso, a baixa saúde bucal pode influenciar negativamente as atividades sociais fazendo com que os indivíduos se isolem dos demais. Ficar confinado em casa é por si só uma barreira de acesso à assistência dentária.
 
Os pesquisadores concluíram que é necessário, para verificar a descoberta, estudos de intervenção focados no melhoramento da saúde bucal dos idosos na população japonesa em relação à prevenção do confinamento. Eles sugeriram que a melhora da taxa de dentaduras utilizadas entre os idosos com menos dentes pode reduzir o risco de ficarem confinados no futuro.
 
O estudo, intitulado “Does poor dental health predict becoming homebound among older Japanese?”, foi publicado on-line na revista BMC Oral Health.
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Sucralose: doce risco

colher de sucraloseUm estudo feito na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que o adoçante artificial sucralose – o mais consumido no mundo e, até agora, considerado pelas agências sanitárias o mais seguro – pode se tornar instável e liberar compostos potencialmente tóxicos ao ser aquecido a 98 ºC.

Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Scientific Reports, do grupo Nature.

“Trabalhos anteriores haviam mostrado que a sucralose se degrada em altas temperaturas – não usuais no dia a dia. Porém, observamos que isso também ocorre a 98 ºC, calor facilmente atingível durante o preparo de alimentos. Foi uma surpresa”, disse Rodrigo Ramos Catharino, professor na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) e coordenador do Laboratório Innovare de Biomarcadores da Unicamp.

A sucralose é uma substância criada em laboratório a partir da modificação química da molécula de sacarose, o açúcar de mesa.

À estrutura original são acrescentados três átomos de cloro, o que aumenta em 400 vezes o dulçor e impede a sucralose de se decompor durante a digestão e de ser usada como fonte de energia pelo organismo.

Seu uso é liberado sem restrições pelos principais órgãos de segurança alimentar no mundo, incluindo o Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, o Joint Expert Committee on Food Additivies (JECFA), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil.

Porém, ao aquecer a substância em banho-maria por cerca de 2 minutos, os pesquisadores da Unicamp notaram a liberação de compostos organoclorados tanto no gás proveniente da fervura como na fase sólida, ou seja, no caramelo que se formou após a fusão da sucralose.

Essa classe de compostos é considerada potencialmente tóxica e tem efeito cumulativo no organismo.

As análises foram feitas com auxílio de técnicas como termogravimetria, espectrometria de massas e espectroscopia no infravermelho.

“No gás, observamos a presença de ácido clorídrico, que pode ser irritante se inalado. Na fase sólida, encontramos hidrocarbonetos policíclicos aromáticos clorados (HPACs), uma classe de substâncias recentemente descoberta, sobre a qual se sabe muito pouco”, disse Catharino.

Segundo o pesquisador, o efeito mutagênico e carcinogênico de compostos correlatos aos HPACs, como os HPAs (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos), já está bem estabelecido na literatura científica.

As principais fontes de exposição a esses mutagênicos são a poluição ambiental proveniente da queima de combustíveis fósseis e o cigarro.

“São necessários novos estudos para avaliar os efeitos dos HPACs no organismo humano. Mas é bem provável que, por causa da presença de átomos de cloro nas moléculas, elas sejam ainda mais reativas que os HPAs clássicos”, disse.

Doce risco

As análises que deram origem ao artigo foram feitas durante o doutorado de Diogo Noin de Oliveira, no âmbito de um Projeto Temático dedicado a investigar disfunções mitocondriais e processos metabólicos associados a doenças como diabetes, obesidade e dislipidemia – “Metabolismo energético, estado redox e funcionalidade mitocondrial na morte celular e em desordens cardiometabólicas e neurodegenerativas”.

“Decidimos estudar os adoçantes por serem produtos muito usados por portadores dessas doenças. Começamos pela sucralose, o mais consumido de todos. Como temos a intenção de usar a substância em experimentos com animais, na formulação de ração, achamos melhor antes caracterizar o produto e fazer testes de estabilidade”, contou Catharino.

Uma das principais formas de se medir a estabilidade de um composto, explicou o pesquisador, é aquecê-lo.

No experimento feito em laboratório, foi usada a sucralose comercial pura – a mesma empregada pela indústria farmacêutica e alimentícia no preparo de seus produtos.

“É um pouco diferente da sucralose encontrada nas gôndolas dos supermercados, que vem misturada com outros aditivos para ganhar corpo. Se esses aditivos protegem a sucralose da degradação pelo aquecimento ou se potencializam o efeito tóxico do adoçante é algo que ainda não sabemos. Precisa ser estudado”, explicou o pesquisador.

Na próxima etapa da pesquisa, o grupo pretende testar o efeito do caramelo formado pela fusão da sucralose em culturas de células humanas e em experimentos com camundongos.

Além disso, os cientistas intencionam verificar se, ao ser aquecida junto com alimentos, a sucralose também se degrada e libera compostos organoclorados.

Entre os passos futuros está ainda a análise da estabilidade e dos subprodutos gerados pela degradação de outras classes de adoçantes artificiais.

Em um estudo publicado em 2012 na revista Food Chemistry, o grupo mostrou que a estévia – adoçante natural extraído da planta Stevia rebaudiana – torna-se instável em contato com alimentos ácidos, como refrigerante ou café, liberando glicose e também um esteviol com potencial efeito cancerígeno e abortivo.

“É importante frisar que nosso objetivo não é prejudicar os produtores desses produtos ou a indústria de alimentos e sim alertar o consumidor para que faça um uso consciente”, disse Catharino.

O artigo Thermal degradation of sucralose: a combination of analytical methods to determine stability and chlorinated byproducts(doi:10.1038/srep09598), de Diogo N. de Oliveira, Maico de Menezes e Rodrigo R. Catharino, pode ser lido em www.nature.com/articles/srep09598.

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Doentes renais com periodontite tem maior risco de mortalidade do que pacientes com gengivas saudáveis

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A conclusão é de um estudo recentemente publicado na revista científica Journal of Clinical Periodontology: os doentes renais com gengivite ou com periodontite têm um maior risco de morte do que os pacientes com doença renal com gengivas saudáveis.
 
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, revela que existe de fato uma ligação entre as duas doenças. Ian Chapple, especialista em Periodontologia e um dos autores do estudo, sublinha que a relação mostra que a saúde oral não se concentra apenas nos dentes, podendo gerar impacto em  outros partes do corpo.
 
“A boca é a porta de entrada para o resto do organismo, em vez de um órgão separado. É o ponto de acesso para que as bactérias entrem na corrente sanguínea através das gengivas”, comenta o pesquisador.
 
Os responsáveis pelo estudo agora publicado analisaram dados de cerca de 13 mil pessoas residentes nos EUA e descobriram que 861 dos participantes (6%) tinham doença renal crônica.
 
Depois, os cientistas procuraram analisar a conexão entre a periodontite e a mortalidade em pacientes com doença renal e compararam essa ligação com aquela entre a mortalidade e outros fatores de risco em pessoas com doença renal, como a diabetes.
 

Concluindo

Depois de ajustarem o estudo para os efeitos causados por outros fatores de risco, os cientistas descobriram que a mortalidade após 10 anos decorridos com a doença totalizava 32% em participantes com doença renal crônica sem periodontite e de 41% para os pacientes de doença renal com periodontite.
 
Além disso, a mortalidade no período de 10 anos em pacientes com doença renal crônica sem periodontite subia de 32% em pacientes não diabéticos para 43% em pacientes diabéticos.
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Bebidas energéticas com cafeína podem aumentar risco de diabetes

energéticos
Pesquisadores canadenses testaram os efeitos de bebidas energéticas cafeinadas entre adolescentes e sugerem que a cafeína inibe a capacidade do organismo para lidar com uma carga elevada de açúcar. Eles acreditam que isso possa levar à resistência à insulina, situação em que o corpo produz quantidades cada vez maiores de insulina para limpar o açúcar que circula no sangue e nos tecidos.
 
Heidi Virtanen, da Universidade de Calgary, líder do estudo, explica que os resultados mostram que o consumo de bebidas energéticas contendo cafeína pode contribuir para um aumento de 20 a 30% nos níveis de insulina e de glicose em resposta a uma carga alta de glicose. Uma vez que a cafeína persiste no organismo durante 4 a 6 horas após o consumo, a resistência à insulina associada a este consumo pode contribuir para o aumento do risco metabólico em indivíduos susceptíveis através da interferência persistente com o metabolismo normal de glicose, principalmente quando consumidas por adolescentes.
 
Os pesquisadores observam que, apesar da advertência em rótulos de bebidas energéticas cafeinadas dizerem que elas não são adequadas para crianças, o marketing muitas vezes torna-as atraentes para crianças, adolescentes e adultos jovens. Estima-se que, no Canadá, cerca de 30% dos adolescentes bebem regularmente este tipo de bebida, enquanto 50% dos atletas consomem-nas em tempo integral.
 
O estudo envolveu 10 homens e 10 mulheres com idades entre 13 a 19 anos. Após jejum de 24 horas, abstendo-se de cafeína e sem exercício, os adolescentes foram aleatoriamente designados a tomar ou uma bebida energética com cafeína ou uma sem cafeína. Ambas as bebidas energéticas estavam livres de açúcar, de modo a determinar os efeitos da cafeína na bebida.
 
As amostras de sangue foram retiradas periodicamente durante um período de 2 horas e um teste de glicose oral padrão foi administrado 40 minutos depois da ingestão da bebida.
 
Os resultados apresentaram um aumento de 25% nos níveis de glicose no sangue ao longo de um período de 2 horas para aqueles que tomaram a bebida com cafeína em comparação com aqueles que consumiram a versão descafeinada. Elevações da glicose com a bebida energética contendo cafeína foram acompanhadas por um aumento de 26% nos níveis de insulina. Os pesquisadores dizem que, como a meia-vida da cafeína é na faixa de 4 a 6 horas, estes resultados sugerem que o consumo de uma bebida energética contendo cafeína por adolescentes pode afetar a regulação da glicose por horas depois do consumo.

Concluindo

 
Os resultados, apresentados no Congresso Mundial de Diabetes em Vancouver, devem ser avaliados com cautela, pois eles ainda não foram publicados em um periódico médico e trata-se de um estudo com pequeno número de participantes. Este também é um estudo piloto, por isso, outras pesquisas serão necessárias para confirmar os resultados.
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