saúde bucal

Uma prole maior pode estar relacionada à maior perda de dentes das mães

Em um novo estudo da Europa, os pesquisadores descobriram que ter uma família maior pode estar relacionado à maior perda de dente em mães – sugerindo o velho provérbio “ganhar um filho, perder um dente” pode ter de fato algum fundamento.

Segundo os pesquisadores, não houve evidências sólidas para provar a idéia de que famílias maiores levam à perda de dente em mães. Para pesquisar isso, basearam-se em dados da Wave 5 of the Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (SHARE). A SHARE contém informações sobre a saúde, a obtenção da educação e a renda familiar de mais de 120.000 adultos de 50 anos de idade e mais, de 27 países europeus e Israel. A Wave 5 foi concluída em 2013 e incluiu perguntas sobre a história reprodutiva e número de dentes naturais de 34.843 entrevistados, com idade média de 67 anos.

Olhando para o potencial impacto de ter gêmeos ou trigêmeos em vez de filho único, os pesquisadores também levaram em conta o sexo dos dois primeiros filhos, partindo do pressuposto de que, se os dois primeiros fossem do mesmo sexo, os pais poderiam estar tentados a tentar um terceiro filho. Para analisar os dados, eles aplicaram uma técnica estatística que explora uma variação natural randômica em uma variável que apenas está associada com a exposição e afeta o resultado somente através dessa exposição que, essencialmente simulando um ensaio controlado e randomizado.

Saúde bucal das mães

De acordo com os resultados, as mulheres com três filhos tiveram uma média de quatro dentes a menos do que as mulheres com dois filhos, sugerindo que a adição de uma terceira criança pode muito bem ser prejudicial para a saúde bucal das mães. Em uma nota potencialmente controversa, os dados do estudo indicaram não haver efeito direto para a saúde bucal dos pais, no caso de um terceiro filho. No entanto, a perda de dente também aumentou com a idade, variando em cerca de sete dentes a menos para mulheres entre 50 e 60 anos e até menos 19 dentes para homens com idade de 80 anos e acima. Níveis mais altos de escolaridade também foram associados a menor risco de perda de dente entre as mulheres.

Comentando os resultados, os pesquisadores sugeriram promoção elevada da higiene bucal, nutrição amigável para os dentes e assistência odontológica preventiva regular, especificamente dirigida a futuras mães, seriam estratégias sensatas para os clínicos e os formuladores de políticas de saúde.

O estudo, intitulado “Ganhar um filho, perder um dente? Utilizando experimentos naturais para distinguir entre fato e ficção”, foi publicado online em 13 de março no Journal of Epidemiology and Community Health.​

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Cuidar da saúde bucal pode ajudar na recuperação de um ataque cardíaco

Cuidar da saúde bucal, e das gengivas em particular, pode ajudar o sistema cardiovascular a se recuperar de um ataque cardíaco, revela um estudo recentemente publicado. De acordo com essa pesquisa, as bactérias que causam doenças gengivais podem prejudicar a recuperação dos vasos após um ataque cardíaco.

Esta não é a primeira vez que um trabalho demonstra a existência de uma correlação entre as doenças bucais e as doenças cardiovasculares. Já o ano passado um estudo havia revelado que a mortalidade da população em geral e das mulheres de mais idade pode diminuir graças a melhorias na saúde periodontal.

Reparação das artérias

O estudo agora publicado mostra que as bactérias responsáveis pelas doenças gengivais podem prejudicar a reparação das artérias depois de um ataque cardíaco e isso em razão de uma enzima produzida por essas bactérias que pode impedir que as células do sistema imunológico atuem na reparação das artérias cardíacas.

Saúde bucal – saúde cardiovascular terapêutica e preventiva

A pesquisa mostra ainda que manter a mucosa oral saudável pode ajudar os pacientes que já sofreram de ataques cardíacos a prevenirem novas complicações cardiovasculares no futuro. Nigel Carter, CEO da Oral Health Foundation, ressalta que “esta pesquisa pode oferecer esperança a milhões de pessoas afetadas por doenças cardiovasculares. Existem evidências já há algum tempo de que as doenças da gengiva aumentam o risco de um paciente sofrer de doenças cardiovasculares mas agora sabemos que a prevenção das doenças gengivais podem igualmente prevenir mais problemas para as vítimas de ataque cardíaco”.

Sempre é bom lembrar que as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em todo o mundo.

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Para quem a saúde bucal é prioridade 

Há cada vez mais pessoas reconhecendo a importância da saúde bucal para a saúde de uma forma geral. E um estudo recente publicado nos EUA é mostrado que para a grande maioria das pessoas (85%) a saúde bucal é mais importante para a sua vida do que questões como nutrição (71%), relação com amigos (71%) ou peso corporal (71%).

O estudo é da Delta Dental e mostra que há cada vez mais norte-americanos reconhecendo a importância da sua saúde bucal para a sua saúde e uma forma geral, com 67% tendo revelado que ter uma boa saúde bucal os faz sentir mais confiantes no dia-a-dia. Os resultados mostram ainda que 88% dos norte-americanos dão prioridade ao bem-estar e à saúde das suas bocas, dentes e gengivas.

Estética e saúde

Além disso, o estudo mostra que os norte-americanos estão preocupados com a estética dos seus sorrisos, com 48% a afirmando que se preocupa com o fato de um dia poder vir a não ter um sorriso bonito. Mas apesar da aparente preocupação com a saúde bucal, apenas 15% dos participantes da pesquisa revelaram que consideram a sua saúde bucal como ‘excelente’.

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Os maiores mitos para garantir a melhor saúde bucal

Na última edição do Dia Mundial da Saúde Bucal, a FDI – World Dental Federation publicou os resultados de um estudo realizado em 12 países e que mostra que ainda existe uma grande diferença entre aquilo que as pessoas acreditam serem bons hábitos de saúde bucal e a realidade do que praticam no dia a dia.

Práticas equivocadas

Segundo o estudo, em oito dos países em que se realizou o estudo, 50% ou mais dos questionados revelaram acreditar que se deve escovar os dentes logo depois das refeições. O Brasil, o México, o Egito e a Polônia (84%, 81%, 62% e 60%, respectivamente) apresentaram os piores resultados nesta prática, que segundo a comunidade de dentistas é incorreta, já que o aconselhado é que se espere cerca de 30 minutos depois da refeição para escovar os dentes, e assim evitar o enfraquecimento do esmalte dentário.

Além disso, a maioria das pessoas questionadas revelaram também acreditar que bochechar com água depois da escovação dental é importante para a manutenção de uma boa saúde bucal, ao contrário do que é recomendado pelos dentistas, que defendem que não se deve realizar bochechos com água logo após a escovação dos dentes, para que estes estejam expostos durante mais tempo aos efeitos do flúor.

Patrick Hescot, presidente da FDI, comenta que estes números mostram que “uma alarmante discrepância entre o que boa parte das pessoas praticam e o que na verdade são as boas práticas de saúde bucal. Desejamos que as pessoas assumam o controle sobre a sua saúde bucal neste Dia Mundial da Saúde Oral e que percebam que adotar bons hábitos de higiene oral, evitar fatores de risco e realizar check-ups regulares pode ajudar a proteger seus dentes e gengivas.”

Por outro lado, a mesma pesquisa revelou que 77% das pessoas questionadas acreditam que ir ao dentista ao menos uma vez por ano é uma boa prática, mas apenas 52% efetivamente o fazem.

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Saúde bucal dos idosos requer cuidados especiais

Uma boa higiene bucal e consultas regulares com o dentista podem garantir dentes e gengivas saudáveis para toda a vida. Com o Dia Mundial dos Avós celebrado hoje (26 de julho), é importante salientar que a saúde bucal dos idosos requer “uma atenção especial”, uma vez que podem surgir vários problemas associados à utilização de próteses dentárias.

Muitos dos fatores de risco das doenças orais são comuns a diversas doenças crônicas, como a diabetes ou as doenças cardiovasculares, por isso, os idosos requerem uma atenção especial.

Além das consequências físicas, a perda parcial ou total dos dentes tem também consequências emocionais. A falta de dentes causa enorme impacto na autoestima e a capacidade de mastigação torna-se mais reduzida, afetando as escolhas alimentares, o que pode contribuir para deficiências nutricionais e, consequentemente, para o aparecimento de outras doenças.

Consultas regulares com o Dentista são fundamentais

Importante ainda salientar que com o avanço da idade, problemas como as cáries dentárias radiculares, doença periodontal, xerostomia, câncer oral, alteração da cor dos dentes e alterações funcionais na cavidade bucal decorrentes do desgaste dos dentes tornam-se mais recorrentes.

É comum os idosos sentirem a boca seca, sobretudo devido à ingestão de certos medicamentos que reduzem a produção de saliva. Por isso, o aconselhamento com o dentista é fundamental, sobretudo para saber como tratar esta disfunção.

É importante neste dia de hoje lembrar seus pacientes idosos do quanto é importante de que eles mantenham a regularidade das consultas odontológicas, e que isso é essencial à saúde não apenas dos dentes e gengiva, mas de todo o organismo.

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Problemas de saúde bucal associados à dependência química

Pessoas usuárias de substâncias abusivas são mais propensas à cárie dentária e a doença periodontal do que a população em geral, bem como também aquelas com menor probabilidade de vir a receber os cuidados de saúde dental de forma regular. Daí, a saúde bucal desses pacientes é um desafio especial para os dentistas. Um novo estudo de revisão tem como objetivo examinar problemas de saúde oral associados às drogas e indica caminhos para os dentistas melhorarem a saúde oral desses pacientes.

O uso de drogas está associado a problemas como a xerostomia, uma maior compulsão por comida, apertamento e ranger de dentes, e erosões químicas devido à aplicação de cocaína nos dentes e gengivas, tem mostrado a pesquisa. Além disso, fatores associados ao estilo de vida podem piorar a saúde oral em pacientes com transtornos de uso de substâncias abusivas. Estas incluem dietas com açúcar, desnutrição, pobre higiene oral e a falta de cuidados de saúde dentária profissional regular.

A fim de elevar a responsabilidade com problemas relacionados com a saúde oral, uma cautelosa abordagem dental é necessária quanto ao tratamento destes pacientes. No entanto, segundo o pesquisador chefe, Dr. Hooman Baghaie da Universidade de Queensland, existem medidas simples que tanto os dentistas e médicos podem tomar para melhorar a saúde oral desses pacientes.

“Dentistas devem investigar seus pacientes quanto ao uso de substâncias geradoras de dependência, percebendo qualquer doença dental ou periodontal incoerente com a idade do paciente e considerar referir ao médico sua gestão,” disse Baghaie. Além disso, dentistas devem estar cientes das questões relativas ao tratamento e consentimento quando o paciente está intoxicado e estar alerta para a possibilidade de resistência a medicamentos analgésicos, enfatizou .

Geralmente, os médicos e os dentistas que cuidam de pessoas com transtornos de uso de substância devem investigar a doença bucal e alertar os pacientes dos riscos para a saúde oral associada com xerostomia e desejos de alimentos doces, adicionou Baghaie.

Incidência

A análise combinou os resultados de 28 estudos de todo o mundo, que coletivamente forneceram dados sobre 4.086 pacientes com transtornos de uso de substância. Os resultados indicaram que uma em cada vinte pessoas com idades entre 15 e 64 anos usam drogas a cada ano, com aproximadamente 10 por cento deste número tendo dependência de drogas ou usuário de substância para distúrbios.

As descobertas refletem aqueles com aumento de cáries dentais e doença periodontal em pessoas com doenças mentais graves, transtornos alimentares e transtornos de uso de álcool, comparados com a população em geral.

O estudo intitulado “Uma revisão sistemática e metanálise da associação entre saúde oral pobre e abuso de substâncias”, foi publicada na edição de maio de 2017 do Addiction Journal.

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Gravidez e saúde bucal: principais mitos e verdades

Com a gravidez, o corpo da mulher sofre inúmeras alterações físicas, emocionais e hormonais que acabam por ter repercussões a nível da saúde bucal, razão pela qual contar com o acompanhamento de um dentista durante a gravidez seja algo de máxima importância.

A gravidez constitui um momento único na aquisição de conhecimentos preventivos igualmente decisivos para a saúde oral da criança. Por persistirem dúvidas e mitos é importante conhecer os procedimentos corretos preventivos e curativos durante a gestação.

A gravidez estraga os dentes?

Um dos maiores mitos que existe em relação a este tema é que “a gravidez estraga os dentes da mãe”.
Existem alguns conceitos incorretamente assumidos sobre a saúde bucal pela população durante a gravidez, especialmente aquele sobre o enfraquecimento dos dentes, devido à perda de cálcio em favor do feto, e o aumento do risco de cárie dentária. O que acontece é que a ingestão alimentar mais frequente, com alto teor de açúcares, em conjunto com a diminuição de cuidados de higiene oral e o pH salivar mais ácido em consequência das náuseas e vômitos, podem aumentar o risco de cárie.

Creme dental e enxaguatórios fluoretados

Durante a gravidez é importante que as mulheres utilizem uma pasta fluoretada e em casos de elevado risco de cárie dentária pode se recomendar também a utilização de enxaguatórios bucais fluoretados, mediante a indicação do dentista. Além das estratégias preventivas, o tratamento das lesões de cárie é aconselhado antes (ou durante) a gravidez, de forma a diminuir eventuais complicações e a ocorrência da transmissão dos micro-organismos, responsáveis pelo aparecimento da cárie dentária, para a criança.

Cuidados odontológicos no segundo trimestre

Além disso, importante salientar que apesar de serem importantes durante a gravidez, os cuidados com a higiene bucal devem persistir no segundo trimestre
É fundamental que os pais e cuidadores saibam que as crianças estão particularmente suscetíveis à transmissão de Streptococcus mutans (bactérias responsáveis pelo aparecimento da cárie dentária), nos primeiros três anos de vida, e que a prematuridade da colonização bacteriana pode, além de outros fatores, provocar o desenvolvimento de cárie dentária de modo transversal às dentições decídua e permanente. Assim, comportamentos como soprar ou provar a comida com a mesma colher da criança e colocar a chupeta na boca da mãe devem ser evitados.

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Quais os benefícios da goma de mascar sem açúcar após as refeições?

Mascar chicletes sem açúcar depois de comer pode ser um passo importante para manter uma boa higiene oral, sobretudo quando os pacientes não têm acesso imediato a outras formas de manutenção da higiene oral. A informação consta de um artigo publicado no portal do Governo britânico, que explica que à medida que os estilos de vida evoluem para hábitos como comer ‘on-the-go’, é importante adotar novas estratégias para manter uma boa higiene bucal.

Comer ‘on-the-go’ vem se tornando mais popular em populações jovens urbanas, que consomem em média três lanches por dia. E quanto mais ocasiões ingerem alimentos na rua, maior a probabilidade de os dentes estarem sob ataque.

O que as organizações dizem

O consumo de gomas de mascar sem açúcar pode ser incorporado nestes novos estilos de vida como um passo de higiene bucal, ajudando a diminuir o risco de desenvolvimento de cáries dentárias. O papel dos chicletes sem açúcar começa inclusive a ser reconhecido pelos especialistas e associações dentárias como um passo importante para a higiene bucal, inclusive por entidades como a Oral Health Foundation, a World Dental Federation e a Comissão Europeia, que em 2010 informou que o consumo de chicletes sem açúcar poderia ajudar a neutralizar os ácidos presentes na placa dentária, a manter a mineralização dos dentes e proporcionando melhora na salivação.

Estudos mais recentes revelam também que mascar chicletes pode ajudar a melhorar o bem-estar geral, uma vez que ao melhorar a saúde bucal dos pacientes é possível também aumentar a sua auto confiança.

Um estudo publicado em 2016 no British Dental Journal ressalta também que o Serviço Nacional de Saúde britânico poderá economizar cerca de 8,2 milhões de libras em custos – cerca de 364 mil check-ups dentários – se todas as crianças britânicas com 12 anos passarem a mascar chicletes sem açúcar como um dos passos para manutenção de uma boa higiene e saúde bucal.​

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Descoberta relação direta entre o diabetes tipo 2 e a saúde bucal de crianças

criança no dentistaCrianças obesas com diabetes tipo 2 têm maiores probabilidades de sofrer de problemas de saúde bucal do que aquelas com um peso normal ou obesas sem diabetes. A conclusão é de um estudo recentemente publicado na revista científica Plos One e demonstra, pela primeira vez, uma relação direta entre a diabetes tipo 2 e a saúde bucal das crianças.

Para chegar a esta conclusão, o estudo avaliou 19 crianças com um peso normal, 14 crianças obesas e 16 crianças obesas com diabetes tipo 2, todas com idades entre os 10 e os 19 anos. Além das participação na pesquisa sobre a sua saúde bucal, todos os participantes foram submetidos a um check-up dentário e a uma análise da presença de marcadores inflamatórios na saliva.

Os resultados, agora publicados, mostram que as taxas de dentes em falta, com cáries ou tratados eram muito semelhantes entre os grupos analisados, contudo, a severidade da inflamação da gengiva era mais elevada no grupo de crianças com diabetes tipo 2. Além disso, o estudo demonstrou que nos grupos de crianças com peso normal e de crianças obesas sem diabetes existiam crianças com uma saúde gengival excelente ou boa, contudo, no grupo de crianças com diabetes, nenhuma apresentava uma saúde gengival excelente. Importante ainda dizer que, de acordo com o estudo, as crianças com diabetes foram também aquelas em que se registou menor probabilidade de terem ido ao dentista nos últimos seis meses.

Conclusão

“A mais importante descoberta deste estudo é que, como nos adultos, as crianças com diabetes tipo 2 aparentam ser mais vulneráveis à inflamação periodontal do que as crianças com um peso normal ou as crianças obesas. Isto justifica a necessidade de prestar atenção adicional à higiene oral das crianças com diabetes tipo 2”, refere Frank A. Scannapieco, um dos autores do estudo.

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Depressão pode afetar negativamente a saúde bucal dos pacientes?

relações entre depressão e periodontiteSão vários os estudos que já demonstraram que pacientes com depressão têm mais doenças bucais e que as pessoas com doenças da cavidade oral têm maiores probabilidades de vir a sofrer de depressão.

Às constatações diárias da prática consultório nos consultórios odontológicos somam-se agora estudos científicos que permitem aprofundar uma relação estabelecida há muito, mas que os dados compilados ajudam a classificar e comprovar.

O estudo “The association between poor dental health and depression: findings from a large-scale, population-based study”, realizado por Adrienne O’Neil e Michael Berk, respetivamente das universidades de Deakin e Monash, na Austrália. De acordo com os pesquisadores, que analisaram os dados de mais de 10 mil doentes, a depressão está relacionada com fatores objetivos e subjetivos de uma má saúde bucal.

O estudo também revela que pacientes com depressão têm menos cuidados com a saúde oral, como a escovação dos dentes e o uso do fio dental. Para os autores é importante considerar que a depressão é um fator de risco para a saúde bucal e que quanto mais profunda for a depressão maior será a baixa autoestima dos pacientes, afetando assim a higiene bucal diária e consequentemente exercendo influência negativa sobre a saúde bucal. Este estudo reforça ainda suspeitas de que possa haver uma relação entre a saúde bucal e as bactérias, presentes em grande número na boca, e o risco de depressão.

Má saúde bucal pode predispor à depressão

Além desta pesquisa científica, também o estudo “Depression, self-efficacy, and oral health: an exploration”, das autoras Megan L. McFarland e Marita Rohr Inglehart, ambas da Universidade de Michigan nos EUA, conseguiu demonstrar que a saúde bucal pode ser um fator de risco para a depressão. As autoras analisaram dados de 399 doentes para concluírem que em pessoas com múltiplos problemas de saúde bucal a prevalência da depressão é maior e as depressões são mais profundas.

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