saúde bucal

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

saúde bucal e declínio cognitivo

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

O estresse excessivo pode afetar negativamente a saúde bucal. E, por sua vez, pode levar ao declínio cognitivo entre pessoas idosas. Isso é que o afirmam dois novos estudos.

A saúde bucal pode ser um indicador impressionante do nível de bem-estar de uma pessoa.
As doenças bucais podem reduzir a qualidade de vida de uma pessoa. E também podem aumentar o risco de outras condições graves.

Pesquisas anteriores já associaram a doença gengival e a perda dentária à ocorrência de acidente vascular cerebral. Um artigo publicado no Journal of Indian Society of Periodontology em 2010 concluiu que a doença gengival pode aumentar o risco de uma doença cardíaca em cerca de 20%.

As equipes da Universidade Rutgers, em New Brunswick, NJ, agora se concentram em um vínculo diferente. O novo vínculo é aquele entre saúde bucal e declínio cognitivo.

Uma revisão publicada recentemente de 23 estudos encontrou evidências de uma relação entre saúde bucal e aspectos cognitivos, como memória e função executiva.

Agora, uma equipe da Universidade Rutgers realizou dois estudos separados sobre saúde bucal e declínio cognitivo. Ambos os trabalhos aparecem no Journal of the American Geriatrics Society.

Os estudos

Os estudos se concentraram em adultos chineses americanos a partir dos 60 anos. Minorias raciais e étnicas são particularmente vulneráveis às consequências negativas da saúde bucal ruim. É o que assegura um dos pesquisadores.

Segundo ele, as minorias têm menos acesso a atendimento odontológico preventivo. Isso é agravado ainda mais pelas barreiras linguísticas e pelo baixo status socioeconômico. Os chineses americanos mais velhos correm um risco particular de apresentar sintomas de saúde bucal devido à falta de seguro odontológico. E também pelo fato de não fazerem revisões odontológicas periodicamente.

Os participantes de ambos os estudos vieram do Estudo de População de Idosos Chineses em Chicago. O primeiro estudo questionou as pessoas sobre sua saúde bucal e deu a elas cinco testes cognitivos para concluir.

No segundo estudo os participantes foram questionados sobre a presença de boca seca (xerostomia). Os pesquisadores verificaram o nível de estresse, suporte social e de tensão social usando escalas predefinidas.

Apoio social

O apoio social referia-se à frequência com que eles se sentiam capazes de se abrir ou confiar em familiares ou amigos. Os pesquisadores definiram tensão social como a frequência com que os participantes experimentavam demandas ou críticas excessivas de amigos ou parentes.

Vínculo cognitivo

Do total de 2.700 chineses americanos entrevistados, quase metade relatou sintomas relacionados aos dentes. Pouco mais de um quarto disse ter experimentado boca seca.

Saúde bucal e declínio cognitivo

Os pesquisadores encontraram uma ligação entre o estado de saúde bucal e o declínio cognitivo. Problemas de memória episódica estão ligados ao início da demência. Os pesquisadores encontraram uma associação semelhante no segundo estudo. Aqueles que relataram mais estresse eram mais propensos a relatar boca seca. O apoio social ou a tensão social do cônjuge não reduziram essa relação. Mas o apoio dos amigos pareceu de alguma forma diminuir a chance do aparecimento dos sintomas de boca seca.

Interessante observar que uma sobrecarga do apoio social se revelou até mesmo prejudicial aos resultados de saúde bucal entre os chineses americanos mais velhos. Isso de acordo com um dos pesquisadores.

Saúde bucal é a chave

Qualquer conclusão obtida a partir de dados autorrelatados tem suas limitações. No entanto, a equipe acredita que suas descobertas apontam para a importância que se deve dar aos cuidados com a saúde bucal. Especialmente em relação às populações de imigrantes, mais vulneráveis.

Segundo os pesquisadores, a melhoria da saúde bucal pode diminuir grandemente o risco de problemas cognitivos. A importância da inclusão social também não pode ser desconsiderada.

saúde bucal e declínio cognitivo

Periodontite pode aumentar o risco de demência

A gengivite não tratada pode evoluir para uma periodontite. Quando isso acontece, a infecção que afeta as gengivas causa perda no osso que sustenta os dentes.

A periodontite é a principal causa de perda dentária em adultos. Curiosamente, a periodontite também é um fator de risco para o desenvolvimento de demência. A demência é uma das principais causas de incapacidade em adultos mais velhos.

Previsão alarmante

As Nações Unidas estima que 1 a cada 85 indivíduos serão diagnosticados com a doença de Alzheimer até 2050. O Alzheimer é uma forma de demência. Reduzir os fatores de risco que levam à demência e à doença de Alzheimer pode potencialmente diminuir as chances de os idosos desenvolverem essas condições.
A ligação entre a periodontite e a doença de Alzheimer já foi objeto de um outro estudo.

Periodontite e demência

Recentemente, pesquisadores da Coreia do Sul estudaram a conexão entre periodontite crônica e demência. Eles publicaram suas descobertas no Journal of the American Geriatrics Society.

O estudo

A equipe de pesquisa examinou informações do Serviço Nacional de Seguro de Saúde daquele país.

Os pesquisadores analisaram informações de saúde de 262.349 pessoas com 50 anos ou mais.
Todos os participantes foram agrupados como saudáveis. Ou seja, não apresentavam periodontite crônica. Os pesquisadores acompanharam os participantes de 1º de janeiro de 2005 até o diagnóstico de demência, falecimento ou até o final de dezembro de 2015, o que ocorresse primeiro.

As descobertas do estudo

Os pesquisadores descobriram que as pessoas com periodontite crônica tinham um risco 6% maior de demência do que as pessoas sem periodontite.

Essa conexão era verdadeira, mesmo levando em conta comportamentos como hábitos de fumar, consumir álcool e prática de atividade física.

A conclusão do estudo

Segundo os pesquisadores esse é o primeiro estudo que estabelece uma ligação entre a periodontite crônica e o maior risco de demência. Isso mesmo depois de considerar aspectos relacionados aos comportamento e estilo de vida.

A conclusão geral é de que saúde bucal e declínio cognitivo podem mesmo ter uma forte ligação. Um motivo a mais, se não bastassem os muitos já existentes, para que você se consulte periodicamente com o seu dentista.

Fontes: Medical News Today, MedicalXpress
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Saúde bucal durante a gravidez: saiba como manter

saúde bucal durante a gravidez

Como manter a saúde bucal durante a gravidez. É uma questão importante para se refletir.
A gestação traz muitas mudanças ao corpo da mulher. É altamente recomendável que a mulher não se esqueça de cuidar da sua saúde bucal durante a gravidez. É fundamental tratar de eventuais cáries dentais e quaisquer outros problemas.

Para tanto é importante que a mulher não deixe de visitar seu dentista durante esse período.
Estando grávida a mulher deve avisar seu dentista. Isso porque nem todos os tratamentos e procedimentos odontológicos podem ser realizados durante esse período.

Gravidez e gengivite

A inflamação e sangramento das gengivas (gengivite) são comuns e podem comprometer a saúde bucal durante a gravidez.
Alterações nos níveis hormonais no corpo da mulher podem causar aumento da circulação sanguínea na área da gengiva. Isso pode agravar o risco de sangramento.
Essas alterações também podem facilitar o acúmulo de placa bacteriana na linha das gengivas. Mais um fator que pode comprometer a saúde bucal durante a gravidez. Isso porque aumenta a probabilidade de infecção bacteriana.

É importante que a mulher cuide bem das suas gengivas mesmo antes de engravidar. Escovar e usar o fio dental pelo menos três vezes ao dia. E visitar seu dentista para uma limpeza profissional é essencial.

Dicas simples para manter a saúde bucal durante a gravidez

Desenvolver o hábito de fazer bochechos com água salgada para manter as gengivas limpas. Procurar ter uma dieta mais saudável sem alimentos refinados e açucarados e doces que promovam o acúmulo de placa bacteriana.
Evitar a todo custo uma infecção. É que muitos antimicrobianos e medicamentos outros podem ser perigosos e evitados durante esse período. Alguns antibióticos quando consumidos durante a gestação podem aumentar o risco de aborto espontâneo.
São medidas simples que poderão garantir uma adequada saúde bucal durante a gravidez.

Gravidez e cárie dentária

Em razão do acúmulo mais facilitado da placa bacteriana nas gengivas e nos dentes, a cárie também pode surgir.
O enjoo matinal (que pode incluir episódios de vômito) também pode promover cáries. Isso porque cria um ambiente ácido que corrói o esmalte dos dentes.

Problemas bucais não são apenas um problema para as mães, mas também para o bebê. É que problemas como periodontite e cáries aumentam o risco de nascimento prematuro, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia é uma condição perigosa caracterizada por pressão alta, altos níveis de proteína na urina e inchaço nas extremidades.

Tumores da Gravidez

Algumas mulheres desenvolvem nódulos não-cancerígenos chamados erroneamente de “tumores da gravidez”, que na verdade não são perigosos.
Esses minúsculos pedaços formam-se entre os dentes e aparecem com mais frequência durante o segundo trimestre. Também chamado de “granuloma piogênico”, eles podem sangrar facilmente e causar desconforto.
O dentista pode recomendar a remoção. Porém, se eles não causam incômodo à gestante, o melhor é aguardar. É que na grande maioria das vezes esses caroços desaparecem espontaneamente depois da mulher ter dado à luz.

Dentes soltos

Os dentes podem se soltar durante a gravidez. Isso pode ocorrer mesmo que as gengivas da gestante sejam saudáveis. É que os níveis mais elevados de progesterona e estrogênio podem afetar os ligamentos que sustentam os dentes.
Mais uma vez, essa condição é temporária e não leva à perda do dente.

Mais uma vez é importante que a mulher, para garantir sua saúde bucal durante a gravidez, consulte seu dentista sobre o desconforto causado por dentes soltos.

A alteração dos níveis hormonais traz um risco maior de várias condições. Dentre elas, o aumento do volume das gengivas e dentes soltos. Uma boa limpeza profissional irá garantir que as gengivas e dentes da gestante não apresentem placa. A consulta odontológica também poderá garantir que quaisquer sinais de cáries ou doenças nas gengivas sejam tratados com medicamentos e técnicas seguras.
Se a mulher está pensando em engravidar ou já está esperando um bebê, deve transformar em prioridade a sua saúde bucal durante a gravidez.

saúde bucal durante a gravidez

Suplementos durante a gravidez: o que é seguro e o que não é

A gravidez pode ser uma das experiências mais excitantes e felizes na vida de uma mulher. No entanto, também pode ser um momento confuso e complicado para algumas futuras mães.
A internet, revistas e anúncios inunda as mulheres com conselhos sobre como se manter saudável.
A maioria das mulheres sabe que mariscos com alto teor de mercúrio, álcool e cigarros estão fora dos limites durante a gravidez.
Porém muitas mulheres não sabem que algumas vitaminas, minerais e suplementos de ervas devem também ser evitados. Informações sobre quais suplementos são seguros e quais não são seguros. Muitas vezes, isso varia entre as fontes, tornando as coisas ainda mais complicadas.
Este complemento do artigo detalha quais suplementos são considerados seguros durante a gravidez. E também explica por que alguns suplementos devem ser evitados.

Consumir os nutrientes certos é importante em qualquer etapa da vida. Isso é especialmente crítico durante a gestação. É que mulheres grávidas precisam nutrir a si mesmas e seus bebês em desenvolvimento.

Gravidez aumenta a necessidade de nutrientes

Durante a gravidez, a ingestão de macronutrientes de uma mulher precisa crescer significativamente. Macronutrientes incluem carboidratos, proteínas e gorduras.
Por exemplo, o consumo de proteína precisa aumentar de 0,8 gramas por kg de peso corporal para mulheres não grávidas para 1,1 gramas por kg de peso corporal para mulheres grávidas .No entanto, a necessidade de micronutrientes, que incluem vitaminas, minerais e oligoelementos, aumenta ainda mais do que a necessidade de macronutrientes.

Vitaminas e minerais suportam o crescimento materno e fetal em todas as fases da gravidez. São obrigados a apoiar funções críticas, como crescimento celular e sinalização celular.
Algumas mulheres são capazes de atender a essa demanda crescente apenas através de uma dieta bem planejada, rica em nutrientes. Outras, no entanto, não conseguem.

Mulheres grávidas que podem precisar tomar suplementos vitamínicos e minerais. Conheça as razões

  • Deficiências nutricionais: Um exame sanguíneo pode revelar que a gestante apresenta deficiência de uma vitamina ou mineral. A correção dessas deficiências é fundamental. Isso evita a falta de nutrientes como o folato, que tem sido associada a defeitos congênitos.
  • Hiperemese gravídica: Esta complicação na gravidez é caracterizada por náuseas e vômitos intensos. Pode levar a perda de peso e deficiências nutricionais.
  • Restrições dietéticas: Mulheres que seguem dietas específicas, incluindo veganos e pessoas com intolerâncias alimentares e alergias. Nesses casos podem precisar suplementar com vitaminas e minerais para evitar deficiências de micronutrientes .
  • Tabagismo: É absolutamente crítico que as mães evitem cigarros durante a gravidez. Aquelas que não conseguem parar de fumar têm uma maior necessidade de nutrientes específicos, como vitamina C e folato.
  • Gravidezes múltiplas: As mulheres que vão dar à luz mais de um bebé têm necessidades mais elevadas de micronutrientes do que as mulheres que gestam um bebê. A suplementação é frequentemente necessária para garantir uma nutrição ideal para a mãe e seus bebês.
  • Mutações genéticas como MTHFR: MTHFR é um gene que converte folato em uma forma que o corpo pode usar. Mulheres grávidas com essa mutação genética podem precisar suplementar com uma forma específica de folato para evitar complicações.
  • Dieta pobre: ​​Mulheres que com dietas inadequadas são aquelas que consomem alimentos com baixo teor de nutrientes. Nesse caso se faz necessária a suplementação de vitaminas e minerais para evitar deficiências.

Especialistas, como os do Congresso Americano de Obstetrícia e Ginecologia fazem uma importante recomendação. Eles recomendam que todas as gestantes tomem um suplemento pré-natal de vitamina e ácido fólico. É aconselhável preencher lacunas nutricionais e prevenir defeitos congênitos como a espinha bífida.

Consumo de chás à base de ervas medicinais durante a gravidez

Além dos micronutrientes, os chás e suplementos de ervas são populares.

Um estudo descobriu que cerca de 15,4% das mulheres grávidas nos EUA usam suplementos de chás e ervas medicinais.

De forma alarmante, mais de 25% dessas mulheres não informaram o médico que estavam tomando.

Não dispomos de dados oficiais para o nosso país. Mas esse percentual aqui no Brasil acredito eu deve ser superior ao verificado nos EUA.

Embora alguns suplementos de ervas possam ser seguros durante a gravidez, há muitos que podem trazer problemas.

Embora algumas ervas possam ajudar com complicações comuns da gravidez, como náusea e dor de estômago, algumas podem ser prejudiciais à mãe e ao feto. O risco é grande, pois existem ervas medicinais com propriedades abortivas.

Assim, deve-se tomar todo o cuidado no consumo de chás e qualquer tipo de insumo de origem vegetal desconhecida.

Fontes: Dental News, healthline
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Saúde bucal, ameaçada pelo mau uso do computador

saúde bucal e o uso do computadorA saúde bucal e o uso do computador é o destaque de hoje. O fato é que a saúde bucal pode ser afetada pelo mau uso do computador e dos recursos de informática.

Vários estudos já indicaram que o uso excessivo de computadores (mais de 3 h / dia) pode estar associado a um estilo de vida não saudável.

Quanto mais tempo se permanece na frente do computador, menor a probabilidade de escovar os dentes, usar o fio dental ou levantar da cadeira e ir ao dentista. Isso tudo tem impacto sobre a saúde bucal.

A saúde bucal e o uso do computador

O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre o uso excessivo de computadores com a condição dos dentes e o comportamento de saúde bucal de jovens de 18 anos. Ou seja, avaliar a relação entre a saúde bucal e o uso do computador.

Foram consultados 1.611 jovens de 18 anos da Polônia.
O questionário continha questões sobre status socioeconômico e informações sobre o comportamento relacionado à saúde. A condição dos dentes e gengivas dos jovens foi avaliada clinicamente.

Resultados do estudo

Os resultados evidenciaram claramente uma relação entre a saúde bucal e o uso do computador. Os jovens que mais tempo passam em frente ao computador são também aqueles que apresentam o maior risco para o desenvolvimento de problemas de saúde bucal.

Uma permanência excessiva na frente do computador também foi associada a maus hábitos alimentares.
Indivíduos que declararam uso excessivo de computador também apresentaram maior risco de sangramento gengival.

Concluindo

O estudo deixa claro a existência de uma associação entre a saúde bucal e o uso do computador.
O estudo prova que os jovens que estão excessivamente à frente do computador têm maus hábitos alimentares e hábitos de higiene oral pobres. Isso tem influência decisiva sobre a sua saúde bucal deles.

Esses resultados destacam o importante papel dos dentistas na transferência de conhecimento aos jovens de que o uso excessivo de computadores aumenta o risco de alterações na cavidade bucal. É muito importante que os dentistas reforcem junto aos seus pacientes que os riscos que a saúde bucal e o uso do computador podem apresentar.
Esta informação deve ser levada em conta ao projetar programas educacionais para adolescentes promovendo um estilo de vida saudável. Os cuidados com a saúde bucal podem também auxiliar inclusive no tratamento de recuperação de pacientes que sofreram ataque cardíaco, como já informado neste outro artigo postado aqui do blog Dentalis.

A informática contribuindo para uma boa saúde bucal

A proliferação do uso de smartphones em nossa sociedade trouxe também boas notícias para aqueles que estão preocupados com a sua saúde bucal.
Conheça alguns aplicativos que prometem contribuir para uma melhor saúde bucal.

saúde bucal e o uso do computadorDesencoste seus dentes

São muitos os pacientes que têm o hábito de ranger os dentes durante a noite. E também tem aqueles fazem o apertamento dos dentes durante o dia no trabalho, no trânsito ou praticando esportes. Cerca de 40% da população brasileira sofre de bruxismo.

Esse app traz dicas sobre o problema. Foi desenvolvido por dentistas. E permite que o usuário crie lembretes customizáveis.
O usuário do ‘Desencoste seu dente’ poderá configurar o aplicativo de acordo com os tipos de alertas que deseja receber.
O paciente pode programar o app para receber um alerta de não ficar apertando os dentes, por exemplo.
Além disso, poderá escolher também, lembretes aleatórios e definir a frequência dos lembretes. E a ferramenta ainda dá a opção de receber um pequeno aviso na hora de colocar o protetor bucal para dormir.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computadorDisney Magic Timer

Com o patrocínio da Oral-B, este app conta com vinte e três dos seus personagens da Disney, Marvel e Star Wars. É o aplicativo ideal para incentivar as crianças a escovarem os dentes por um tempo mínimo de 2 minutos. Ao alcançar o objetivo a criança ganha um novo adesivo digital para adicionar a sua coleção. Conta com um sistema de recompensas – estrelas e medalhas – por metas alcançadas no calendário de escovação.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computador

Brush DJ

Este app gratuito traz música para o momento da escovação dos dentes. É ótimo, especialmente para os mais jovens. O objetivo do aplicativo é aliar o prazer e diverção da música à hora de escovar os dentes.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computadorSnoreLab

Já te avisaram milhões de vezes que você ronca e você nunca acreditou? Ou pior, você já acordou alguém por conta do ressonar? A solução para isso é o app ‘SnoreLab’. O aplicativo realiza o monitoramento do sono, gravando-o durante toda a noite. Assim o usuário poderá saber se sofre ou não do problema.
O SnoreLab grava, mede e monitora o seu ronco e ajuda você a descobrir maneiras eficazes de reduzi-lo.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computador

Dentalis Mobile

Aplicativo odontológico com foco nos aspectos clínico e financeiro. A nova versão do Dentalis Mobile permite que os dentistas registrem o prontuário eletrônico dos pacientes em seus smartphones e que essas informações sejam automaticamente sincronizadas com o sistema do consultório por meio de uma solução em nuvem. Enfim, é um aplicativo que faz controle da agenda do dentista, detalha planos de tratamento e organiza procedimentos. Importante lembrar da necessidade de que o Dentalis Net tem de estar instalado na clínica do profissional.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

Fontes: Wiley Online Library, sorrisologia, mobile time
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Conheça os 7 danos causados pelo cigarro aos dentes

efeitos do cigarro nos dentesCostumeiramente tendemos a pensar que os efeitos do cigarro nos dentes se limitam a simples manchas ou ao aparecimento de halitose. Estas são, no entanto, as consequências menos graves.
O verdadeiro problema do cigarro sobre a saúde bucal está naquilo que não vemos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo. Conforme dados do Inca, 12,6% de todas as mortes registradas no país são atribuíveis ao tabaco. Ao todo, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todos os anos caso o uso do tabaco fosse eliminado.

Os números mostram ainda que, no ano passado, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo. Segundo o Inca, R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em função de despesas médicas e perda de produtividade.

Realizar uma boa higiene bucal ajuda a prevenir doenças. Porém isso não impede que o fumante se torne imune aos efeitos do cigarro nos dentes.
A boca é um dos locais onde os efeitos nocivos se manifestam mais claramente. A boca, juntamente com as vias respiratórias, é a principal porta de entrada do fumo no nosso organismo.efeitos do cigarro nos dentes

Efeitos do cigarro nos dentes

Os efeitos do cigarro nos dentes são altamente prejudiciais.
Além disso, o tabagismo aumenta a possibilidade de ser o estopim de outras doenças.

O efeito mais grave do cigarro nos dentes é o risco aumentado de câncer oral. Porém, existem mais problemas de saúde causados pelo tabagismo.

A única forma de amenizar os efeitos negativos do cigarro sobre a saúde bucal consiste em parar de fumar. Ou seja, não existe meio termo.
O efeito viciante da nicotina é muito forte e não há outra solução.

São muitos os efeitos deletérios provocados pelo cigarro nos dentes. Segue uma lista dos principais:

Coloração dos dentes

Os dentes de um fumante ficam amarelados devido à nicotina e ao alcatrão que se depositam na superfície dentária. Em muitos casos, chegam a penetrar nos túbulos dentinários.

Mau hálito

Os componentes nocivos do tabaco são geradores de mau hálito ou ao mesmo tempo acentuam a halitose de que o fumante já sofre.
Além do cheiro de cigarro, o hábito de fumar potencializa a secura e irritação das mucosas da boca e das vias respiratórias.
O cigarro traz prejuízos a uma oxigenação adequada e, como consequência aparece o mau hálito.

Deterioração do sentido do paladar e olfato

Segundo a American Dental Association (ADA), a ação do cigarro limita a percepção de sabores e odores, especialmente os salgados. Isso faz com que os fumantes tendam a abusar inconscientemente do sal. E o sal, como todos sabem, pode levar à elevação da pressão arterial.

Aumento do risco do desenvolvimento de periodontite

O hábito de fumar eleva em três vezes o risco para o desenvolvimento de periodontite. Além disso, também acelera o seu grau de progressão. O cigarro tem um efeito vasoconstritor. Isso acaba reduzindo a irrigação sanguínea das gengivas. Assim, faz com que as gengivas se tornem mais pálidas e aparentemente menos inflamadas, o que não corresponde à realidade.

Insucesso nos tratamentos

O tabagismo atrapalha e retarda e processo de cicatrização de ferimentos, tanto traumáticos como cirúrgicos.
Além disso, também reduz grandemente a capacidade de regeneração dos tecidos.
A taxa de insucesso em implantes dentários é duas vezes superior na população fumante. Isso se deve a maior dificuldade para o implante se unir ao osso.

Maior chance para o surgimento de cáries

O hábito de fumar também favorece o aparecimento de cáries. Entre os fumantes observa-se uma maior quantidade de cáries nas raízes dos dentes. Isso porque o hábito de fumar provoca a perda do suporte dos dentes com exposição da raiz. Além disso, os fumantes apresentam uma diminuição da secreção salivar, o que implica uma menor capacidade neutralizadora da placa bacteriana.

Câncer oral

O cigarro contém um elevado número de substâncias cancerígenas. Quando associado ao álcool, que permeabiliza ainda mais as mucosas, aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento do câncer oral.

O câncer oral apresenta uma elevada taxa de mortalidade, pois geralmente é diagnosticado em estádios avançados.

O efeitos do cigarro nos dentes também se fazem presentes sobre o sistema imunológico, como já noticiado nesta matéria anteriormente publicada aqui no blog Dentalis.

Recomendações aos seus pacientes fumantes

É muito provável que você tenha pacientes fumantes e estes devem dar uma especial atenção a sua higiene e saúde bucal.
Um paciente não fumante deve escovar os dentes ao menos três vezes por dia. Já um paciente fumante deverá escovar com uma frequência maior devido à quantidade mais elevada de resíduos na boca.

O dentista também deve alertar os pacientes fumantes dos cuidados com a língua e sua escovação. A língua é uma das partes da boca mais afetadas pelo cigarro. E por consequência acabar também afetando o sentido do paladar.

Visitar o dentista

Marcar consultas frequentes com os pacientes fumantes é algo importante tanto do ponto de vista da saúde bucal como da sua aparência estética. Procedimentos como clareamentos dentais e também revisões para evitar o desenvolvimento da periodontite são importantes.

Uso frequente do fio dental e enxaguante bucal

Complementar o cuidado bucal com o uso do fio dental é essencial, para eliminar os restos de placa bacteriana entre os dentes. Assim como também o uso de um enxaguante bucal adequado ao menos duas vezes ao dia para combater o mau hálito produzido pelo cigarro.

Deixar de fumar

Os efeitos do cigarro sobre a saúde bucal são muitos assim como também para o restante do organismo. O melhor conselho, dentre todos, é sem dúvida parar definitivamente de fumar. Existem tratamentos que, combinados à disciplina e força de vontade do paciente, podem ajudar a largar em definitivo à dependência da nicotina.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo. Os medicamentos visam minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina.

Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem adequada.
É fundamental que o fumante se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva por pessoal especializado.
Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes: Terapia de Reposição de Nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o Cloridrato de Bupropiona.

Fontes: Dentaleader, Agência Brasil, INCA
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Melhor saúde bucal aumenta eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos

Em um estudo bem recente pesquisadores da Universidade de L’Aquila, na Itália, realçaram a importância da saúde bucal para pacientes hipertensos. Os resultados desse trabalho demonstram que hipertensos que fazem uso de medicamentos anti-hipertensivos têm mais probabilidade de se beneficiar da terapia se sua saúde bucal estiver em boas condições.

Metodologia

Tomando como ponto de partida a revisão dos registros médicos e odontológicos de mais de 3.600 pessoas com hipertensão, os pesquisadores estabeleceram que aqueles com gengivas mais saudáveis apresentavam pressão arterial mais baixa e respondiam melhor a medicamentos para diminuição da pressão arterial em comparação com indivíduos que sofriam de periodontite. Segundo o estudo, as pessoas com doença periodontal tinham 20 por cento menor probabilidade de atingir níveis saudáveis de pressão arterial do que pacientes com boa saúde bucal.

Em outro exemplo relacionando a saúde bucal com a saúde geral, os pesquisadores acreditam que os pacientes com doença periodontal devem fazer um monitoramento periódico dos níveis de pressão arterial, enquanto aqueles diagnosticados com hipertensão, ou pressão arterial persistentemente elevada, podem se beneficiar da assistência de seu dentista.

“Pacientes com pressão alta e os médicos que cuidam deles devem estar cientes de que uma boa saúde bucal pode ser tão importante no controle da doença quanto várias intervenções no estilo de vida que ajudam a controlar a pressão arterial, como uma dieta pobre em sal, atividade física regular e controle de peso ”, disse o líder do estudo Dr. Davide Pietropoli.

Pressão arterial – variações

De acordo com as últimas recomendações da American Heart Association e da American College of Cardiology, a faixa alvo de pressão arterial para pessoas com hipertensão é um valor desejável menor que 130/80 mmHg. No estudo, pacientes com periodontite severa tiveram pressão sistólica em média 3 mmHg maior do que aqueles com boa saúde bucal. A presença de doença periodontal aumentou ainda mais a distância, até 7mmHg, entre as pessoas com hipertensão não tratada, o estudo constatou. A medicação anti-hipertensiva reduziu a diferença para 3 mmHg, mas não a regularizou completamente, sugerindo que a doença periodontal pode interferir com a eficácia da terapia da hipertensão.

Pacientes hipertensos na odontologia

O tratamento para pacientes hipertensos depende de uma combinação de terapia farmacológica, reeducação alimentar e a prática de exercícios, de preferência diariamente (INDRIAGO, 2007). O uso de medicamentos anti-hipertensivos faz com que estes pacientes estejam intimamente ligados ao atendimento odontológico, uma vez que alguns medicamentos podem causar efeitos colaterais na cavidade oral (BAVITZ, 2006,INDRIAGO, 2007, YAGIELA, HAYMORE, 2007).Segundo ARSATI et al., (2010) alguns desses efeitos colaterais merecem certa atenção especial do odontólogo, visto que os pacientes com hipertensão é a quarta condição médica mais frequente na clínica odontológica. A hiperplasia gengival é muito frequente em pacientes que fazem uso de anti-hipertensivos – drogas bloqueadoras dos canais de cálcio, sendo a nifepidina a mais conhecida, com uma incidência que varia de 1,7% a 38%. Como forma de tratamento para esses casos, destaca-se a intervenção cirúrgica periodontal; todavia, esta não é definitiva, visto que o paciente continuará usando o medicamento. Portanto, a forma mais eficaz seria solicitar ao médico que o medicamento tenha a sua dose reduzida, se possível,ou que seja substituído por outro fármaco de classe diferente, desde que seja viável esta substituição.

De acordo com LAFZI, FARAHAMI, SHOJA,(2006) e BHATIA et al. (2007), a etiologia da hiperplasia gengival induzida por drogas apresenta uma característica multifatorial. Alguns dos riscos conhecidos são: a presença de inflamação da gengiva(gengivite, devido à má higiene oral), presença de placa bacteriana, dose e duração da terapia farmacológica empregada. A hiperplasia gengival resultante pode provocar dificuldade na higienização oral, dificuldade mastigatória, alteração do processo de erupção dentária,interferência na fala e comprometimento estético. Os autores comentam que o termo hiperplasia é um equívoco, pois a hiperplasia gengival não resulta de um aumento no número de células, mas sim de um aumento no volume de matriz extracelular, apresentando um infiltrado inflamatório associado. Os resultados dos estudos com cultura de células indicam que as drogas podem levar à seleção e proliferação de fibroblastos, promovendo um desequilíbrio entre a regeneração e a degeneração do colágeno.

Conclusão

Embora o estudo não tenha procurado esclarecer como a doença periodontal interfere no tratamento da pressão arterial, Pietropaoli e seus colegas acreditam que os resultados são consistentes com pesquisas anteriores que relacionam inflamação bucal de baixo grau com danos nos vasos sanguíneos e risco cardiovascular aumentado.

O estudo, intitulado “Má saúde bucal e controle da pressão arterial entre adultos hipertensos dos EUA”, foi publicado na edição de dezembro de 2018 da Hypertension.

Fontes: Hypertension, Clinica Odontológica em Pacientes Hipertensos
Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Saúde bucal e saúde do corpo: uma ligação cada vez mais forte

Como muitas áreas do corpo, a boca está repleta de bactérias – a maioria delas é inofensiva. Normalmente, as defesas naturais do corpo e os bons cuidados com a saúde bucal, como a escovação diária e o uso do fio dental, podem manter essas bactérias sob controle. No entanto, sem uma higiene oral adequada, as bactérias podem atingir níveis que podem levar a infecções orais, como cárie dentária e doença gengival.

Além disso, certos medicamentos – como descongestionantes, anti-histamínicos, analgésicos, diuréticos e antidepressivos – podem reduzir o fluxo de saliva. A saliva umidifica a comida e neutraliza os ácidos produzidos por bactérias na boca, ajudando a protegê-lo da invasão microbiana ou do crescimento excessivo que pode levar à doença.

Estudos também sugerem que as bactérias orais e a inflamação associada à periodontite podem ter um papel em algumas doenças. Além disso, certas doenças, como diabetes e HIV / AIDS, podem diminuir a resistência do organismo à infecção, tornando os problemas de saúde bucal mais graves.

Problemas de saúde podem estar ligados à saúde bucal

Uma má saúde bucal pode contribuir para o desenvolvimento de várias doenças e condições, incluindo:

  • Endocardite. A endocardite é uma infecção do revestimento interno do coração (endocárdio). A endocardite geralmente ocorre quando bactérias ou outros germes de outra parte do corpo, como a boca, se espalham pela corrente sanguínea e se ligam a áreas danificadas do coração.
  • Doença cardiovascular. Algumas pesquisas sugerem que doenças cardíacas, obstruções nas artérias e derrames cerebrais podem estar ligados à inflamação e às infecções que as bactérias orais podem causar.
  • Gravidez e nascimento. A periodontite tem sido associada ao nascimento prematuro e ao baixo peso ao nascer.

Condições que podem afetar a saúde bucal

  • Diabetes: Diabetes reduz a resistência do corpo à infecção – colocando as gengivas em risco. A doença gengival parece ser mais frequente e grave entre as pessoas que têm diabetes. Pesquisas mostram que pessoas que sofrem de doença nas gengivas têm mais dificuldade em controlar seus níveis de açúcar no sangue, e que o cuidado periodontal regular pode melhorar o controle do diabetes.
  • HIV / AIDS: Problemas bucais, como lesões mucosas dolorosas, são comuns em pessoas com HIV / AIDS.
  • Osteoporose: A osteoporose faz com que os ossos fiquem fracos e quebradiços – pode estar relacionada à perda óssea periodontal e à perda de dentes. Drogas usadas para tratar a osteoporose carregam um pequeno risco de danos aos ossos da mandíbula.
  • Doença de Alzheimer: Agravamento da saúde bucal é visto como a doença de Alzheimer progride.

Outras condições que podem estar ligadas à saúde bucal

Incluem distúrbios alimentares, artrite reumatoide, câncer de cabeça e pescoço e síndrome de Sjögren – um distúrbio do sistema imunológico que causa xerostomia.

Como se pode garantir uma boa saúde bucal?

Para proteção da saúde bucal é fundamental a prática de uma boa higiene bucal diariamente. São medidas simples que você dentista pode repassar aos seus pacientes:

  • Escovar os dentes pelo menos três vezes por dia com creme dental com flúor;
  • Passar fio dental diariamente;
  • Ter uma dieta saudável e evitar lanches entre as refeições;
  • Substituir a escova de dentes a cada três ou quatro meses ou mais cedo caso as cerdas estejam desgastadas;
  • Agendar profilaxias dentais regularmente;
  • Evitar o uso de tabaco.

A importância da escovação dental

Numerosos estudos estabeleceram uma ligação entre doença periodontal e doença cardíaca, mas poucos examinaram especificamente se os hábitos de escovação estão associados ao último grupo de condições. Para este estudo, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas e da Saúde da Universidade de Hiroshima, liderada pelo Dr. Shogo Matsui, examinou o comportamento de escovação dentária de 682 participantes. Após o ajuste para vários fatores, eles descobriram que aqueles que relataram escovar menos de duas vezes por dia por menos de 2 minutos de cada vez tiveram um risco três vezes maior de desenvolver doença cardiovascular em comparação com aqueles que escovaram os dentes por pelo menos 2 minutos duas vezes por dia.

Benefícios que se estendem além da boca

Em resposta, a Oral Health Foundation, uma importante instituição de caridade que trabalha no combate às doenças orais no Reino Unido, enfatizou a importância de cuidar da saúde bucal, afirmando que ela pode fornecer benefícios que vão muito além da boca.

“Descobertas como essa podem soar um pouco assustadoras, mas pode ser apenas o empurrão que precisamos para cuidar melhor da nossa saúde bucal”, disse o Dr. Nigel Carter, OBE, CEO da Oral Health Foundation. “Este estudo contribui para a crescente evidência científica de que esta é uma forte ligação entre a saúde da nossa boca e a do nosso corpo.”

“Por muitos anos, a doença da gengiva tem sido associada a condições como AVC, diabetes, demência e resultados da gravidez. Essas são todas condições sérias que podem afetar a qualidade de vida de uma pessoa ”, continuou ele.

“Cuidar da nossa boca deve ser uma prioridade todos os dias e os benefícios de fazê-lo são simplesmente importantes demais para serem ignorados”, disse Carter.

Fontes: Mayo Clinic, Dentistry Today
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Boa saúde bucal traz benefícios extras a pacientes hipertensos

Pacientes com uma pressão arterial alta que façam uso de medicação anti-hipertensiva têm maiores chances de responderem melhor ao tratamento se mantiverem uma boa saúde bucal. A conclusão é de um estudo recentemente publicado na revista científica ‘Hypertension’, da American Heart Association.

Amostragem de 3.600 pacientes

No âmbito deste estudo, os pesquisadores analisaram o histórico clínico de 3.600 pacientes hipertensos, onde aqueles com gengivas saudáveis apresentaram uma pressão arterial menor e respondiam de forma mais positiva à medicação anti-hipertensiva, quando comparados aqueles também hipertensos portadores de doenças gengivais.

Risco aumentado para aqueles que descuidam da saúde bucal

Os resultados agora publicados demonstram que os pacientes com doença periodontal, têm 20% menos possibilidade de atingir níveis de pressão arterial saudáveis comparativamente aqueles com uma boa saúde bucal.

“Os pacientes que sofrem de pressão arterial alta e os clínicos que tratam deles devem estar conscientes de que uma boa saúde bucal é tão importante para controle da hipertensão quanto práticas já amplamente documentadas como alterações no estilo de vida, prática regular de atividade física, adoção de dietas com baixo teor de sal e controlo de peso”, ressaltam os pesquisadores.

Mais detalhes desse estudo pode ser encontrado aqui. https://newsroom.heart.org/news/poor-oral-health-linked-to-higher-blood-pressure-worse-blood-pressure-control?preview=dcc6

 

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Uma boa notícia para os seus pacientes hipertensos

Pacientes hipertensos que fazem uso de medicamentos para esta condição têm maiores chances de responderem positivamente ao tratamento se tiverem uma boa saúde bucal.
A conclusão é de um estudo recente publicado na revista científica ‘Hypertension’, da American Heart Association.

Relação causa e efeito

No âmbito deste estudo, os pesquisadores analisaram o histórico clínico de 3.600 pacientes com hipertensão, e observaram que aqueles com gengivas saudáveis apresentavam uma pressão arterial mais baixa e respondiam melhor à medicação para reduzir a pressão arterial em comparação com aqueles que sofrem de doenças gengivais.

Os resultados agora publicados mostram que os pacientes com doença periodontal, têm 20% menos probabilidades de atingir níveis de pressão arterial saudáveis comparativamente aos pacientes com uma boa saúde bucal.

Conclusão

“Os pacientes que sofrem de pressão arterial elevada e os clínicos que tratam deles devem estar conscientes de que uma boa saúde bucal é tão importante para o controle dessa condição como são outras intervenções no estilo de vida já bem conhecidas, como dietas hiposódicas, atividade física regular e controle de peso”, afirmaram os pesquisadores.

Mais detalhes da pesquisa podem ser obtidos aqui.

Dentalis software – garante mais tempo pra você e seus pacientes

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

Minerais e vitaminas fundamentais para a saúde bucal

Todo sabemos que ingerir uma quantidade adequada de vitaminas e minerais é vital para uma ótima saúde, mas você sabia que esses nutrientes são tão essenciais para a saúde bucal?

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, 47,2% dos adultos americanos têm alguma forma de doença periodontal. Mas, através do consumo correto de vitaminas e minerais e o atendimento odontológico eficaz, a cárie dentária do país pode ser significativamente melhorada.

Uma dose constante de flúor

O flúor é um mineral que ocorre naturalmente na água, e do qual os dentes dependem muito, já que as pesquisas determinaram que ele pode reduzir a taxa de cáries em até 60%. Em torno de 95% de todas as principais marcas de creme dental contêm flúor e também há prescrições disponíveis apenas para aqueles que precisam de proteção extra contra cáries.

Exageros na ingestão de flúor podem se originar de diversas formas: pelo consumo exagerado de alimentos processados e bebidas, ingestão de produtos que tenham sido tratados com pesticidas fluorados, tais como frutas secas e cacau em pó e também através do cozimento de alimentos em panelas revestidas com Teflon.

Cálcio e vitamina D

O cálcio é um mineral bem documentado para manutenção dos músculos, articulações e ossos fortes, mas é igualmente poderoso na proteção dos dentes. O cálcio mantém os dentes e as gengivas saudáveis, substituindo as partículas perdidas desse elemento. Portanto, é essencial que a dieta esteja repleta de produtos lácteos, salmão, amêndoas e vegetais de folhas verdes escuras. Também é importante não esquecer da ingestão de vitamina D, pois a mesma auxilia na absorção de cálcio. A vitamina D é absorvida pela exposição ao sol, pela ingestão de suplementos nutricionais e pela ingestão de uma dieta saudável de peixes, alimentos que foram enriquecidos com vitamina D, como cereais e gema de ovo.

Não se pode esquecer do fósforo

O fósforo é o segundo maior mineral mais abundante no corpo, com 85% encontrado apenas nos dentes e ossos. Juntamente com o cálcio e a vitamina D é fundamental para manter os dentes saudáveis e com boa aparência.
Contanto que a pessoa esteja mantendo uma dieta bem equilibrada, o consumo de fósforo já de mostra suficiente para manutenção de uma boa saúde dental.

No entanto, quando se deseja aumentar a ingestão de alimentos ricos em fósforo não podem ser esquecidos: o peru, o atum e as sementes de girassol que apresentam boas quantidades. Estes alimentos ricos em proteínas também ajudam no aumento da absorção deste mineral tão importante.

Vitamina C

Essencial para evitar condições como o escorbuto. A vitamina C é responsável pela síntese do colágeno e auxilia no processo de cicatrização dos tecidos.

Dentes saudáveis dependem da adoção de boas rotinas de higiene. No entanto, vitaminas e sais minerais também têm um papel fundamental.

Dentalis Software – colabora com o seu sorriso e de seus pacientes

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Uma prole maior pode estar relacionada à maior perda de dentes das mães

Em um novo estudo da Europa, os pesquisadores descobriram que ter uma família maior pode estar relacionado à maior perda de dente em mães – sugerindo o velho provérbio “ganhar um filho, perder um dente” pode ter de fato algum fundamento.

Segundo os pesquisadores, não houve evidências sólidas para provar a idéia de que famílias maiores levam à perda de dente em mães. Para pesquisar isso, basearam-se em dados da Wave 5 of the Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (SHARE). A SHARE contém informações sobre a saúde, a obtenção da educação e a renda familiar de mais de 120.000 adultos de 50 anos de idade e mais, de 27 países europeus e Israel. A Wave 5 foi concluída em 2013 e incluiu perguntas sobre a história reprodutiva e número de dentes naturais de 34.843 entrevistados, com idade média de 67 anos.

Olhando para o potencial impacto de ter gêmeos ou trigêmeos em vez de filho único, os pesquisadores também levaram em conta o sexo dos dois primeiros filhos, partindo do pressuposto de que, se os dois primeiros fossem do mesmo sexo, os pais poderiam estar tentados a tentar um terceiro filho. Para analisar os dados, eles aplicaram uma técnica estatística que explora uma variação natural randômica em uma variável que apenas está associada com a exposição e afeta o resultado somente através dessa exposição que, essencialmente simulando um ensaio controlado e randomizado.

Saúde bucal das mães

De acordo com os resultados, as mulheres com três filhos tiveram uma média de quatro dentes a menos do que as mulheres com dois filhos, sugerindo que a adição de uma terceira criança pode muito bem ser prejudicial para a saúde bucal das mães. Em uma nota potencialmente controversa, os dados do estudo indicaram não haver efeito direto para a saúde bucal dos pais, no caso de um terceiro filho. No entanto, a perda de dente também aumentou com a idade, variando em cerca de sete dentes a menos para mulheres entre 50 e 60 anos e até menos 19 dentes para homens com idade de 80 anos e acima. Níveis mais altos de escolaridade também foram associados a menor risco de perda de dente entre as mulheres.

Comentando os resultados, os pesquisadores sugeriram promoção elevada da higiene bucal, nutrição amigável para os dentes e assistência odontológica preventiva regular, especificamente dirigida a futuras mães, seriam estratégias sensatas para os clínicos e os formuladores de políticas de saúde.

O estudo, intitulado “Ganhar um filho, perder um dente? Utilizando experimentos naturais para distinguir entre fato e ficção”, foi publicado online em 13 de março no Journal of Epidemiology and Community Health.​

Dentalis software – garante mais tempo pra você e seus pacientes

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments