saúde bucal

Como o exercício pode melhorar a saúde bucal?

exercício pode melhorar a saúde bucal
Saber que o exercício pode melhorar a saúde bucal pode à princípio parecer um tanto estranho, não é mesmo?
O exercício, como sabemos, tem muitos benefícios documentados, incluindo sua capacidade de reduzir o risco de doenças cardíacas, obesidade, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.
Pesquisas indicam que o exercício pode melhorar a saúde bucal.
Um estudo publicado no Journal of Dentistry mostrou que a atividade física pode melhorar a saúde bucal, no caso, a periodontal.
Para ser mais preciso, as pessoas que se exercitavam regularmente tinham uma probabilidade 54% menor de desenvolver periodontite em comparação com aquelas que levavam vidas sedentárias.
A Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição também revelou que as pessoas que se exercitam três vezes por semana ou menos também poderiam obter benefícios, o que significa que têm uma probabilidade 33% menor de desenvolver periodontite.

Índice de massa corporal (IMC) e saúde bucal

Existe um vínculo importante entre o Índice de Massa Corporal (IMC) dos indivíduos e sua saúde bucal.
Um estudo publicado no Journal of Periodontology descobriu que pessoas que mantêm um peso normal e praticam a quantidade recomendada de exercício tiveram uma probabilidade 40% menor de desenvolver periodontite.
Outros comportamentos que melhoram a saúde se relacionam ao consumo de uma dieta saudável ao estilo mediterrâneo, com baixo teor de açúcar refinado e alto teor de fibras, frutas, vegetais e gorduras saudáveis.

Exercício pode melhorar a saúde bucal – como dar início

A quantidade recomendada de exercícios para melhorar a saúde bucal varia de acordo com a idade.
Para a maioria dos adultos saudáveis, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos recomenda cerca de 150 minutos de exercício cardiovascular moderado ou 75 minutos de exercício cardiovascular vigoroso.
O treinamento de força também é fundamental pelo menos duas vezes por semana para os principais grupos musculares.
As pessoas que estão começando devem fazê-lo lentamente, aumentando os tempos e intensidades do treino à medida que progridem.
Aqueles que levantam pesos devem fazê-lo usando um treino aprovado pelo seu instrutor. É bem natural sentir um pouco de dor quando o indivíduo começa a fazer treinos com pesos. Isso se deve ao acúmulo de ácido lático. O alongamento e o aquecimento antes dos exercícios não podem ser esquecidos.

Recíproca também é verdadeira

Sabemos que o exercício pode melhorar a saúde bucal, mas a recíproca também é verdadeira.
Ou seja, cuidar dos dentes pode ajudar a proteger seu coração e, portanto, sua capacidade de permanecer em forma e ativa.
Um estudo recente da Sociedade Europeia de Cardiologia descobriu que escovar os dentes frequentemente está associado a um menor risco de fibrilação atrial e insuficiência cardíaca.
Um possível motivo, segundo os cientistas, é que a escovação frequente reduz a quantidade de bactérias que vivem nas bolsas entre os dentes e as gengivas. Isso mantém as bactérias afastadas da corrente sanguínea.

Nem de mais, nem de menos

 Apesar dos benefícios que o exercício pode ter para a saúde bucal, deve-se evitar os excessos.
Isso porque treinar exaustivamente pode acabar contribuindo para o surgimento de problemas de saúde bucal. Nesse rol podemos listar cáries, por exemplo, decorrentes de erosão do esmalte dental.
Isso porque algumas das principais causas de fraqueza no esmalte estão relacionadas ao consumo de bebidas esportivas ácidas e ao hábito de respirar com a boca aberta durante o treino.
De forma geral, o exercício pode melhorar a saúde bucal. Especialmente a saúde das gengivas.
No entanto, quando realizado intensivamente, pode acabar corroendo o esmalte dental.
Em vez de desistir do exercício, os atletas simplesmente precisam tomar cuidado para evitar bebidas ácidas e respirar pelo nariz. A respiração pela boca pode diminuir a saliva, deixando o esmalte exposto a bactérias nocivas.

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Fonte: PubMed
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A cura da doença inflamatória intestinal pode depender da saúde bucal?

doença inflamatória intestinal

A doença inflamatória intestinal representa um conjunto de patologias graves e, infelizmente, cada vez mais comum nos dias atuais.

Muitas pessoas costumam adiar suas visitas regulares ao dentista. As consequências disso podem ir além das cáries e tratamentos de canal. De doenças cardíacas a diabetes, a saúde bucal ruim é frequentemente um reflexo da saúde geral de uma pessoa e pode até ser a causa de doenças sistêmicas. É o que pesquisas recentes têm demonstrado.

Um novo estudo revela que a doença inflamatória intestinal pode ser a mais recente condição agravada pela falta de saúde bucal.
A doença inflamatória intestinal inclui a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Nos EUA estima-se um total de 3 milhões de portadores dessas doenças.

Microbioma intestinal

O microbioma intestinal representa a coleção de bactérias que normalmente estão presentes no intestino há anos.
Trabalhos científicos observam um elo entre o crescimento excessivo de espécies bacterianas estranhas ao meio nos intestinos de pessoas com Doença inflamatória intestinal.
Bactérias essas que via de regra são encontradas na boca.

Daí surge uma pergunta:

Qual doença bucal afeta a doença inflamatória intestinal?

O novo estudo em ratos, publicado na Cell, mostra duas vias pelas quais as bactérias bucais parecem agravar a inflamação intestinal.

Na primeira via, a periodontite, leva a um desequilíbrio no microbioma saudável normal encontrado na boca. Por consequência há um aumento de bactérias causadoras de inflamação. Essas bactérias acabam migrando para o intestino onde irão agravar quadros de doença inflamatória intestinal.

Papel das bactérias bucais na doença inflamatória intestinal

Por si só as bactérias bucais podem não ser suficientes para dar início a um quadro de inflamação intestinal.
Os pesquisadores demonstraram que as bactérias bucais podem agravar a inflamação intestinal. Isso foi observado pelas alterações do microbioma em ratos com cólon inflamado.

O microbioma intestinal normal resiste à colonização por bactérias exógenas ou estrangeiras.
No entanto, algo inesperado foi observado em camundongos com Doença inflamatória intestinal.
As bactérias intestinais saudáveis são afetadas negativamente por aquelas oriundas da boca.
O prejuízo causado às bactérias intestinais saudáveis acaba agravando o quadro de doença inflamatória intestinal.

Os pesquisadores descobriram que os ratos com inflamação bucal e intestinal aumentaram significativamente a perda de peso e maior atividade da doença.

Efeito nocivo da Periodontite – a segunda via

Na segunda via proposta, a periodontite ativa as células T do sistema imunológico na boca. Essas células T da boca viajam para o intestino, onde também exacerbam a inflamação.

O microbioma normal do intestino é mantido em equilíbrio pela ação das células T inflamatórias e reguladoras, ajustadas para tolerar as bactérias residentes.

Mas, a inflamação bucal gera principalmente células T inflamatórias que migram para o intestino, onde, fora do ambiente normal, acabam desencadeando a resposta imune do intestino. E isso tudo acaba agravando a doença.

Essa exacerbação da inflamação intestinal causada por organismos orais que migram para o intestino tem ramificações importantes.

Concluindo

Essas constatações enfatizam aos pacientes a necessidade crítica de cuidar da saúde bucal como parte da saúde e bem-estar total do corpo.

O estudo tem implicações para novos tratamentos para a Doença inflamatória intestinal.
Parte desse tratamento, implica na adoção de boas práticas de higiene bucal e idas regulares ao dentista. O tratamento das doenças gengivais, em especial a periodontite, é fundamental e não pode ser relevado por especialistas e pacientes.

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Fonte: Cell
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Microbiomas: saúde da boca e do corpo conectados

Microbiomas: saúde da boca e do corpo conectados

microbiomas

Temos que acabar com a noção de que uma parte do nosso corpo não está conectada ao resto.
O corpo é uma entidade com muitas partes que trabalham juntas.
A manutenção da saúde e do equilíbrio geral do corpo é o mais importante de tudo.
Devemos parar nossa obsessão antibacteriana e, em vez disso, focar mais profundamente em contar com microbiomas saudáveis.

O que são microbiomas?

Um microbioma é uma rede complexa de bactérias, fungos e, sim, até vírus que funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana. E o melhor, para nos proteger de corpos estranhos. As bactérias nos microbiomas do corpo têm sido associadas à produção de serotonina, produção complexa de vitaminas e regulação hormonal.

De fato, seu microbioma, e não seu sistema imunológico, atua como a primeira linha de defesa do corpo contra doença.
Somente quando os microbiomas foram comprometidos é que o sistema imunológico precisa entrar em ação.

Os microbiomas existem no intestino, na pele, nos olhos, no nariz e nos ouvidos, no canal do parto e, é claro, na boca. Alguns produtos para higiene bucal fazem propaganda de que eliminam 99,9% de todos os “germes”. E isso ao invés de uma vantagem, pode ser visto como um problema.

É que a maioria das bactérias que compõem seu microbioma oral é extremamente boa para você.
A eliminação da grande maioria das bactérias na boca traz consequências.
Isso porque pode gerar uma sobrecarga tóxica que pode afetar a saúde bucal e a saúde de todo o corpo.

A boca é compõe um dos principais microbiomas do organismo.
Quando o microbioma oral está equilibrado e em seu estado mais natural, 98% das bactérias estão protegendo você contra infecções, inflamações e toxicidade.
Repleto de bactérias do bem, sobra pouco espaço para bactérias ruins se desenvolverem.

Mas os produtos antibacterianos para higiene bucal são semelhantes às bombas atômicas eliminando indiscriminadamente tudo na sua boca.
Os agentes antibacterianos não discriminam, e não há como segmentar apenas bactérias ruins, por isso perdemos os bons residentes juntamente com os ruins.

O uso excessivo de antissépticos bucais pode tornar sua boca (microbioma oral) vulnerável.

Isso porque abre espaço para o desenvolvimento de qualquer bactéria, incluindo superbactérias perigosas.

Existe um outro fato que pode tornar as coisas ainda mais preocupantes.
O uso indiscriminado e excessivo de produtos antibacterianos pode aumentar a resistência bacteriana a esses agentes.
Ou seja, aumenta assim a probabilidade ainda maior de sobrevivência dessas bactérias.

Como lidar preventivamente com o problema

Fora dos produtos antibacterianos para higiene bucal, os alimentos que mastigamos e o quão bem são digeridos (graças à saliva saudável) também desempenham um papel em nossos microbiomas. E, portanto, em nossa saúde geral.

Observam-se diferenças na inflamação da gengiva (um sinal de comprometimento do sistema imunológico) entre pacientes que ingeriram uma dieta orgânica, principalmente à base de plantas e aqueles que não a consumiam.
Acredita-se que a explicação seja a falta de antibióticos, pesticidas e outros produtos químicos em suas dietas diárias.

Quando a inflamação está presente no corpo por longos períodos de tempo acaba afetando o sistema imunológico. Isso pode resultar em aumento da carga viral. Depois que um vírus se torna “ativo” no corpo, o que significa que ele se multiplicou o suficiente para se tornar destrutivo, ele só pode ficar inativo a partir desse momento e é capaz de ser ativado novamente a qualquer momento durante a vida de seu hospedeiro.

Uma das melhores maneiras de evitar um aumento da carga viral no corpo é minimizar o envolvimento do sistema imunológico sempre que possível. Uma das melhores maneiras de fazer isso é proteger nossos microbiomas e manter a inflamação baixa. A melhor maneira de manter a inflamação na boca é praticar uma boa higiene bucal, remover o maior número possível de produtos químicos nocivos da dieta e reduzir o estresse diário, sempre que possível.

Probióticos

Pesquisas recentes realçam o benefício dos probióticos para o intestino. Hoje acredita-se que essa lógica também valha para o microbioma da boca.

Pode-se melhorar a saúde bacteriana da boca e de todo o corpo através de mudanças simples na dieta, produtos e estilo de vida.

Ao melhorar e proteger a saúde de nossas bactérias orais, podemos assim fortalecer as respostas defensivas de nosso corpo. E também aumentar os níveis de energia, reduzir a inflamação e retornar a um estado mais natural de saúde de todo o corpo. E isso sem a necessidade do uso de antissépticos bucais.

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Fontes: Dentistry Today, Amazon
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Obesidade e periodontite – uma estranha conexão

A obesidade e periodontite estão entre as doenças não transmissíveis mais comuns nos Estados Unidos.

Estudos epidemiológicos mostram que essas condições crônicas podem estar relacionadas.
Este novo estudo explora o efeito da obesidade no cuidado periodontal não cirúrgico. Avalia possíveis caminhos que podem comprovar a conexão entre a obesidade e periodontite.

Obesidade e periodontite – não é uma simples relação de causa efeito

A conexão entre obesidade e periodontite não é uma simples de causa e efeito.
O que as aproxima e ao mesmo tempo conecta é o que ambas têm em comum: inflamação.

Pela análise de uma infinidade de estudos existentes, os pesquisadores descobriram algo muito interessante. Eles verificaram a existência de uma relação muito curiosa.
Os dados que mostram o aumento do índice de massa corporal, a circunferência da cintura e a porcentagem de gordura corporal se mostram associados a um risco aumentado para o desenvolvimento de periodontite.
A maioria dos estudos até então analisou dados de subconjuntos populacionais em um determinado momento. Ao invés de estudar a mesma população por um período mais longo de tempo.

Mudanças químicas no corpo – efeitos sobre o metabolismo

Eles concluíram que mudanças na química do corpo afetam o metabolismo, o que, por sua vez, causa inflamação.
Condição presente na obesidade e periodontite.

A periodontite ocorre em pacientes mais suscetíveis à inflamação. Pacientes esses que também se mostram mais suscetíveis à obesidade.

São conhecimentos novos que podem guiar os profissionais de saúde ao planejarem tratamentos para pacientes que sofrem de obesidade e / ou periodontite.

Saúde do corpo e saúde bucal

Os dentistas precisam estar cientes da complexidade desta nova relação entre obesidade e periodontite.
É importante na abordagem e aconselhamento dos pacientes sobre a importância de um peso corporal adequado e a prática de uma boa higiene bucal.

Hipótese importante que precisa ser validada

Do ponto de vista clínico, será que se você tratar um dos problemas, isso poderá impactar o outro? Essa é a grande questão.

Por exemplo, se tratarmos a obesidade com sucesso, isso afetará a periodontite a ponto de ter relevância clínica em comparação à população controle?

São ainda poucos os ensaios clínicos que nos permita responder essa pergunta. Como tudo em ciência, são necessárias mais pesquisas sobre a relação entre obesidade e periodontite. Neste momento, existem evidências ainda limitadas para recomendar mudanças no planejamento do tratamento odontológico.

É uma questão que ainda permanece no terreno das suspeitas, mas que nos leva a pensar.

O simples fato de tratar a obesidade trará prognósticos favoráveis à saúde individual. Agora o quanto isso irá afetar a saúde bucal, e em particular a condição da periodontite é algo que carece de maior investigação.

obesidade e periodontite

Obesidade complica a saúde bucal

Existem estudos mostrando que indivíduos afetados pela obesidade têm mais problemas de saúde bucal do que outros em geral.

Os resultados publicados indicam que esses pacientes com necessidades especiais têm níveis mais altos de cárie dentária, mais dentes ausentes e menos restaurações dentárias necessárias.

Sabe-se que os indivíduos afetados pela obesidade visitam um dentista com menos frequência, têm mais dificuldades para acessar atendimento odontológico regularmente e provavelmente só procuram um dentista quando surge um problema.

Pacientes obesos tendem a ter mais problemas de cáries dentárias. Condição essa que é agravada pelo uso continuado de medicamentos que podem causar xerostomia (boca seca). Dietas inadequadas – lanches rápidos, doces e refrigerantes, afetam a saúde bucal. E o refluxo gastroesofágico, associado a vômitos frequentes e má higiene dental, podem causar um verdadeiro desastre à saúde bucal.

Cada paciente deve tomar consciência da natureza complexa das doenças odontológicas e de como elas progridem silenciosamente.

Prevenção e reconhecimento precoce são o melhor método para proteger e preservar a boa saúde bucal. Ter uma boa saúde bucal é essencial para a sua saúde geral.

Melhorando a saúde bucal para obesos – o que se pode fazer

Quebrar o ciclo da má higiene bucal, da erosão e desmineralização requer orientação e cuidados regulares da sua equipe de saúde bucal.
O dentista pode criar uma estratégia de atendimento preventivo adaptada às necessidades individuais.

Uma estratégia sólida baseada nas evidências mais atuais deve abordar cinco intervenções:

  1. Modificação da dieta alimentar;
  2. Hidratação e lubrificação da cavidade bucal;
  3. Neutralização do ataque ácido bucal;
  4. Remineralização das superfícies dentais danificadas;
  5. Desinfecção da boca.

1. Modificação na dieta alimentar

Recomenda-se uma dieta rica em sementes, nozes, soja, frutos do mar e espinafre.
Isso elimina as bactérias produtoras de decomposição e reduz os níveis de acidez na boca.
Reduzir os alimentos ácidos (pães, massas, cereais refinados, café, chocolate, sucos de frutas, vinho) e refrigerantes com gás (refrigerantes e bebidas esportivas).
Aumente a ingestão de queijos e laticínios para fornecer cálcio e fósforo necessários para a remineralização dentária e neutralizar alimentos ácidos.
O controle da azia e refluxo ácido são altamente recomendáveis.

2. Hidratação e lubrificação

É importante aumentar o consumo de água da torneira fluoretada. A água engarrafada é acidificada para aumentar a vida útil e normalmente não possui flúor.
Sabe-se que os produtos adoçados com xilitol reduzem a placa dental, mas a dieta deve incluir 6 a 10 gramas de adoçante por dia para demonstrar a atividade anticárie.

Mastigar chiclete de xilitol ou balas de xilitol de dissolução lenta três vezes por dia fornece o benefício máximo enquanto estimula o fluxo natural de saliva.

Deve-se ter cuidado ao aumentar o uso de adoçantes de poliol (xilitol, sorbitol, manitol, maltitol).

Pacientes bariátricos relataram diarreia osmótica como efeito colateral se esses substitutos do açúcar forem ingeridos em grande quantidade.

3. Neutralização

Para combater os desequilíbrios ácidos, uma boa estratégia é aumentar o pH da boca com bicarbonato de sódio ao menos duas vezes ao dia.

Mergulhe a escova de dentes úmida e cubra-a com bicarbonato de sódio para um tratamento neutralizante rápido é uma possibilidade. Outra opção é bochechar uma solução de bicarbonato de sódio umas quatro a cinco vezes ao dia.

A mudança para um creme dental com bicarbonato de sódio é uma alternativa, mas produz menos efeito tampão.
Existem outros agentes tamponantes comerciais disponíveis na forma de enxaguatórios e pastilhas. Mas o bicarbonato de sódio padrão direto da caixa é ótimo para se contrapor às bactérias orais e é um composto tamponante altamente eficaz e barato.

4. Remineralização

A terapia com flúor tem sido a base para a mineralização dental profissional desde a década de 1940.
Esse elemento aprimora a remineralização, formando um verniz de baixa solubilidade na superfície do dente. Isso inibe as vias metabólicas bacterianas, difundindo-se para as células onde impede a reprodução dos germes.

Pastas, géis, lavagens e vernizes especializados com alto teor de fluoreto são frequentemente dispensados ou prescritos pela equipe odontológica quando um problema agressivo de desmineralização é identificado.

Algumas das novas pastas são especialmente formuladas com níveis precisos de flúor, cálcio e fósforo, para que todos os elementos necessários para reformar a estrutura dental sejam aplicados diretamente nas áreas danificadas.

5. Desinfecção

Reduzir a contagem geral de bactérias bucais causadoras de doenças é um problema muito difícil. Isso porque esses germes são altamente adaptados a essa região específica do nosso corpo.

Produtos químicos antibacterianos de alta potência geralmente irritam tecidos orais delicados. Portanto é altamente recomendável uma orientação profissional.

Geralmente, muitos dentistas continuam endossando o enxágue diário com um colutório por 30 segundos, duas vezes ao dia antes do uso do fio e escovação dental.

A clorexidina prescrita em solução a 0,12%, bochechada duas vezes por dia, é uma alternativa aceitável. Porém muitos pacientes sofrem alterações no paladar e manchas fortes nos dentes decorrentes do uso rotineiro desse produto.

Algumas fórmulas probióticas foram introduzidas recentemente para superar as bactérias da placa, mas os estudos sobre sua eficácia ainda não são conclusivos.

A eliminação diária e eficaz da placa pelo uso de boas técnicas de limpeza continua sendo o melhor método de controle bacteriano.

Fontes: Nature, OAC
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Escova de dentes elétrica vs manual, qual limpa melhor os dentes?

escova de dentes elétrica

A escova de dentes elétrica limpa os dentes e as gengivas muito melhor do que uma escova de dentes manual.
Isso é o que os resultados de um novo estudo revelaram.

Escova de dentes elétrica limpa melhor, saiba os motivos

Os cientistas descobriram que as pessoas que usam escovas de dentes elétrica têm gengivas mais saudáveis, menos cáries e também mantêm os dentes por mais tempo. Isso quando comparado com aqueles que usam escova de dentes manual.

A pesquisa inovadora levou 11 anos para ser concluída. Até o momento é o estudo mais longo do gênero sobre a eficácia da escovação elétrica versus a manual.

Este estudo confirma o que estudos anteriores já haviam sugerido.

Especialistas em saúde têm falado sobre os benefícios das escovas de dente elétricas há muitos anos.

Escova de dentes elétrica – melhor para a saúde bucal

Esta última evidência é uma das mais fortes e claras até agora. Ou seja, de que a escova de dentes elétrica é melhor para a saúde bucal.

Escova de dentes elétrica – quais as melhores

Prefira uma escova de dentes elétrica com cabeça que gire em ambas as direções, ou com cabeça ‘oscilante’. Essas escovas são realmente mais eficazes na remoção da placa bacteriana. Isso ajuda na prevenção tanto da cárie dentária bem como da doença gengival.

A ciência assim confirma as vantagens da escova de dentes elétrica em relação à manual. Isso só faz crescer as vantagens de se investir na compra de uma escova dental elétrica.

Uma pesquisa recente da Oral Health Foundation verificou que 49% dos adultos britânicos atualmente usa uma escova de dentes elétrica.

Para 63% dos usuários de escovas de dentes elétricas, a limpeza mais eficaz foi o principal motivo da escolha.
Já 34% afirmaram terem se decidido pela compra de uma escova de dentes elétrica por recomendação de seu dentista.
E 13% afirmaram terem recebido uma escova de dentes elétrica como um presente.

Mais acessíveis

Apesar do custo mais elevado, as vantagens justificam a aquisição de uma escova de dentes elétrica. Seus preços vem se tornando mais acessíveis, o que é mais um ponto a favor.

Isso porque à medida que a tecnologia se desenvolve, o custo de ter uma escova de dentes elétrica se torna ainda mais favorável.

Dadas as vantagens das escovas de dentes elétricas, ter uma é um excelente investimento. Sua saúde bucal irá se beneficiar muito com essa escolha.

Mais vantagens

O presente estudo evidenciou que o uso de escovas de dentes elétricas resultaram em 22% menos recessão gengival e 18% menos cárie dentária. Isso durante o período de acompanhamento de 11 anos.

Mas, independente de você estar atualmente usando uma escova de dentes elétrica ou não, seguir uma boa rotina de higiene bucal é o mais importante.

Regras de ouro da boa higiene dental

Sempre é importante salientar e jamais esquecer. Esteja você utilizando uma escova dental elétrica ou manual é essencial manter estes hábitos:

– sempre escovar os dentes após as refeições;

– nunca esquecer do uso do fio dental sempre que for escovar os dentes;

– o uso da escova interdental é muito importante e também não pode ser esquecido.

Adotando uma boa rotina de higiene dental, seja pelo uso de uma escova manual ou elétrica, irá lhe assegurar uma saúde bucal excelente.

Fonte: Journal of Clinical Odontology
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A saúde mental pode ter ligação com a saúde bucal?

saúde mental

Uma inesperada conexão foi descoberta: a boa saúde mental tem ligação com a boa saúde bucal.

Pode ser uma surpresa, mas a saúde mental está intimamente relacionada à saúde bucal.

Questões como depressão, estresse e ansiedade podem afetar seus dentes e vice-versa.

Não ter o alinhamento correto, por exemplo, pode causar uma variedade de problemas de saúde, como distúrbio da ATM, dores de cabeça, enxaquecas, dores no corpo, dor cervical, dor lombar. E por sua vez, podem causar sofrimento psicológico à pessoa que sofre desses distúrbios.

De acordo com a National Health and Nutrition Examination Survey, quase dois terços das pessoas diagnosticadas com depressão relataram ter dor de dente.

Ao mesmo tempo metade de todos os indivíduos clinicamente deprimidos pesquisados classificaram a condição de seus dentes como regular ou ruim.

Há também uma ligação bastante forte entre a doença gengival e problemas de saúde mental. Aqueles com problemas como depressão e ansiedade precisam tomar cuidado extra ao adotar uma rotina de higiene dental. Isso para garantir uma saúde bucal adequada.

Saúde mental prejudicada – Saúde bucal ruim – Causas

A razão mais comum por trás de problemas de saúde bucal em pacientes com saúde mental ruim é o efeito comportamental do estresse e da ansiedade.

Pode ser difícil ter a disciplina para seguir uma rotina rigorosa de atendimento odontológico ao enfrentar uma condição de saúde mental. Quando os problemas literalmente sobem à cabeça tudo fica mais difícil.

E por isso que é tão importante dedicar um tempo à autorreflexão, e encontrar assim a energia necessária para colocar nas tarefas diárias. Inclusive o cuidado com os dentes e a boa saúde bucal.

Pessoas deprimidas também são mais propensas a ter dietas prejudiciais e pular visitas ao dentista.

O estresse também pode ter efeitos fisiológicos no corpo. Os picos no hormônio do estresse, o cortisol, enfraquecem o sistema imunológico.

Isso facilita a invasão de bactérias pelas gengivas e os processos inflamatórios.

Certos antidepressivos e medicamentos ansiolíticos podem causar boca seca (xerostomia). Assim a saliva não está disponível para limpar os restos de comida depois das refeições.

Aqueles com ansiedade severa às vezes exibem sintomas como aftas e ranger de dentes. Ambos são prejudiciais à saúde bucal, com efeitos a curto e longo prazo. No caso de ranger de dentes (bruxismo), os pacientes podem desgastar permanentemente os molares essenciais e causar danos irreparáveis ​​ao esmalte protetor.

Como cuidar de seus dentes

É difícil para quem sofre de depressão e ansiedade estabelecer uma rotina de saúde bucal.

Porém, é essencial fazer isso para manter os dentes e gengivas saudáveis.

Todos os indivíduos devem procurar escovar os dentes após as refeições e não esquecer o uso do fio dental.

Também é uma boa ideia usar enxaguatório bucal para ajudar na remoção dos detritos e eliminação de bactérias nocivas.

Para não esquecer dos cuidados com a saúde bucal o uso de recursos tecnológicos também pode ajudar. Por exemplo, se valer de uma agenda no celular com alarmes periódicos alertando o usuário para a necessidade de cuidar da higiene bucal. Isso ajuda no estabelecimento e concretização de rotinas saudáveis.

Doença periodontal

Quando alguém falha em cuidar dos dentes, geralmente resulta em doença periodontal.

Esse grave problema de saúde bucal é a forma mais avançada de doença gengival.

Os primeiros sintomas da doença gengival são que as gengivas sangram quando você as escova e podem estar inflamadas.

A doença gengival progride com a falta de atendimento odontológico adequado.

As bactérias na boca e a inflamação trabalham para destruir as gengivas, os suportes estruturais para os dentes e o maxilar. Como resultado os dentes podem eventualmente se soltar e depois cair.
A boca seca permite que as bactérias se multipliquem mais rapidamente e criem mais danos.

Uma vez iniciada a periodontite, o tratamento odontológico é necessário para interromper seus efeitos nocivos.

Quando alguém tem uma doença mental, é importante que a pessoa faça tratamentos e exames dentários regulares para manter a periodontite sob controle.

Quanto mais espaçadas forem as consultas, maior o dano.

Se os pacientes fumam e bebem, o dano ocorre ainda mais rapidamente.
Fumar e beber também irá retardar o processo de cicatrização quando o trabalho odontológico for realizado.

Fontes: wknd, ToothHQ
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Exposição ao incenso pode fazer mal à saúde bucal

exposição ao incenso

A exposição ao incenso pode ser ruim para a saúde bucal.
Isso é o que um estudo recentemente publicado no Online Scientific Reports nos revelou.
Esse trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da New York University Abu Dhabi (NYUAD).

Essa descoberta se deu por conta de uma constatação. A de que a exposição ao incenso aumenta a probabilidade do desenvolvimento de infecções orais e doenças sistêmicas.

Como a exposição ao incenso pode trazer problemas

A pesquisa em questão demonstrou que a exposição ao incenso altera a composição da microbiota oral.
A microbiota oral é formada pela comunidade de micróbios da boca. É uma comunidade complexa que pode alcançar até 700 bactérias e também fungos.
Nesta comunidade podem coexistir agentes benéficos e patogênicos.

Principais agentes patogênicos da microbiota oral

Os micro-organismos patogênicos residem frequentemente no biofilme. O biofilme é uma camada de proteínas e outras grandes moléculas alinhada à superfície do esmalte dental. Tem uma espessura por volta de 10μm. Os agentes patogênicos revestem o esmalte e compõe uma camada do biofilme. Esse biofilme também é conhecido como placa bacteriana.

O estudo

A exposição ao incenso é uma prática comum, especialmente na Ásia e países do Golfo Pérsico. A queima do incenso está associada à produção de determinados substâncias tóxicas que podem influenciar a saúde.

O estudo em questão foi desenvolvido em adultos dos Emirados Árabes Unidos. País onde 90% das famílias queimam incenso para perfumar suas casas e roupas.

Através dessa exposição ao incenso, identificou-se a hipótese de que o uso de incenso possa estar ligado a alterações na composição da microbiota oral. E isso pode ser muito prejudicial à saúde.

É uma análise preliminar. Porém, é uma descoberta importante com grandes implicações e consequências para a saúde.
Afinal, é a primeira vez que se demonstrou a associação entre a exposição ao incenso e as mudanças na composição de micro-organismos que habitam a boca.

Em mais de 300 indivíduos usuários diários de incenso pesquisados observou-se uma característica comum. Identificou-se uma alteração da diversidade, da estrutura e da composição da microbiota oral. Isso quando comparados com aqueles que não tinham exposição ao incenso (grupo controle).

Segundo os pesquisadores, mesmo em casos de baixos níveis de exposição ao incenso podem existir efeitos adversos à saúde.

Incenso – vapores nocivos

Pesquisas anteriores sugerem que a queima de incenso produz substâncias poluentes. Essas substâncias aumentam também os riscos de doenças cardiovasculares e pulmonares.
A exposição ao incenso concentra altas doses de poluentes. Substâncias como o monóxido de carbono e óxido nítrico, por exemplo. Ambas estão também presentes no cigarro.

Relevância da descoberta

A descoberta é particularmente importante já que a comunidade microbiana desempenha um papel fundamental na manutenção da homeostase. Homeostase é a capacidade do organismo de manter um ambiente interno estável apesar das mudanças nas condições externas.
A exposição ao incenso quebra esse equilíbrio.

O incenso queimado libera substâncias tidas como poluentes do ar e com potenciais riscos à saúde. Porém, não existem diretrizes para o controle de sua utilização.
Isso é particularmente preocupante, tendo em vista muitas das vezes a sua utilização em espaços públicos.

exposição ao incenso

Cigarro ou incenso – Qual pode ser mais nocivo para a sua saúde?

Em uma outra pesquisa comparativa estudiosos queimaram quatro palitos de incenso e um cigarro em uma máquina que coletava partículas de fumaça através de uma série de filtros.

Eles classificaram o tamanho das partículas coletadas e realizaram análises químicas por cromatografia gasosa e espectrometria de massa no conteúdo dos filtros.

Eles então testaram os resíduos de fumaça nas células em placas de Petri.

O primeiro teste, em células de salmonela, foi verificar se as amostras provocavam mutações no DNA das células. Às vezes, mutações no DNA podem levar ao câncer.

O segundo teste usou células dos ovários de hamsters para verificar se as amostras tiveram efeitos tóxicos sobre as células.

A fumaça da queima de incenso criou uma mistura de partículas finas e ultrafinas. Ambas são conhecidas por serem prejudiciais à saúde dos pulmões.

A análise química encontrou 64 compostos, levando em consideração todos os componentes dos quatro bastões de incenso.

Isso incluía componentes químicos de óleos essenciais e madeira de lignina, comumente usada no incenso.

Os compostos eram principalmente “irritantes“, embora alguns compostos tóxicos tenham sido encontrados.

O artigo não forneceu resultados equivalentes em tamanho de partícula e compostos químicos encontrados no cigarro testado.

Resultados

As quatro amostras de fumaça de incenso e uma amostra de fumaça de cigarro causaram graus variados de mutação nas células de salmonela. O incenso e a fumaça do cigarro foram tóxicas para as células do ovário do hamster.

A toxicidade foi mantida em todos os níveis diferentes para as diferentes amostras. A fumaça do incenso se monstrou tóxica em concentrações mais baixas que a fumaça do cigarro.

Como interpretar esses resultados

Os pesquisadores mostraram que a fumaça de algumas amostras de incenso era “maior do que a amostra de referência de cigarro com a mesma dose”. Disseram também que suas descobertas sugerem que “a fumaça do incenso era mais citotóxica contra as células do ovário de hamster” do que a fumaça do cigarro.

No entanto, eles acrescentaram: “Não podemos simplesmente concluir que a fumaça do cigarro é menos citotóxica do que a fumaça do incenso. Primeiro devido ao pequeno tamanho da amostra analisada neste estudo. E, em segundo lugar, devido à enorme variabilidade no consumo de incenso e cigarros”.

Refletindo sobre os dados encontrados

Este estudo de laboratório descobriu que a fumaça da queima de incenso pode produzir partículas finas e compostos químicos. Essas substâncias podem irritar os pulmões e prejudicar a saúde.

Isso não é surpreendente, pois a maioria dos tipos de fumaça em ambientes fechados produz partículas finas que provavelmente têm esse efeito, seja por fumar cigarro ou queimar incenso.

A sugestão de que a exposição ao incenso possa ser mais prejudicial do que a fumaça do cigarro precisa ser vista com cautela.

As quatro amostras de bastão de incenso tiveram efeitos diferentes quando testadas quanto à capacidade de alterar o DNA celular e a toxicidade para as células.
Estas amostras foram comparados com apenas um cigarro.

Isso significa que não podemos tirar conclusões precipitadas. Não podemos considerar que a maioria dos palitos de incenso produza fumaça mais ou menos tóxica que a maioria dos cigarros.

Além disso, a pesquisa utilizou células animais em laboratório. Não podemos simplesmente equivalê-la a uma pesquisa com seres humanos.

A adição de substâncias às células em uma placa de Petri pode causar efeitos muito diferentes daquela que acontece quando as pessoas encontram essas substâncias de forma diluída no ambiente.

Concluindo

A maneira como as pessoas usam o incenso e o cigarro é diferente.
A fumaça do cigarro é levada diretamente para os pulmões e é mantida lá antes de ser exalada. A fumaça do incenso é queimada no ambiente e inalada do ar circundante.

A quantidade de fumaça que entra nos pulmões dependerá de quanto incenso é queimado, por quanto tempo, e do tamanho e da ventilação da sala.

A associação do pesquisador principal a uma empresa de tabaco levanta outro ponto de preocupação.

Os pesquisadores não afirmam que o incenso é mais perigoso do que os cigarros. No entanto, é do interesse da empresa de tabaco que as pessoas pensem que fumar e queimar incenso estão em pé de igualdade – o que não é verdade. Inclusive no que diz respeito à saúde bucal.

Fumar pode causar doenças e morte devido a condições como problemas odontológicos, doenças cardíacas, câncer de pulmão e derrame. É algo que todos devem parar completamente.
A exposição ao incenso pode trazer problemas à saúde bucal e do corpo como as pesquisas evidenciam. Assim, até que novas pesquisas surjam, é aconselhável limitar o seu uso.

Fontes: Scientific Reports, News Medical Life Sciences, Medium
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Obesidade e saúde bucal: existe uma conexão?

obesidade e saúde bucal

Será que a Obesidade e saúde bucal guardam alguma relação?
Essa é a pergunta que vamos tentar responder.

Em todo o mundo, a obesidade está se tornando um problema a cada dia mais grave e que preocupa os governos. Em muitos países é considerada uma epidemia.

Além disso, um estudo faz a correlação alarmante entre obesidade e saúde bucal.

Observou-se a presença de sinais claros de doença periodontal em indivíduos com um IMC (índice de massa corporal) superior a 30.

Tem-se que se considerar que existem alguns aspectos desse estudo que tornam as descobertas um pouco obscuras, como como gênero, idade, histórico de tabagismo e genética. Porém, existem várias razões para considerar a importância de uma mudança no estilo de vida.

A resposta pode estar na mesa

Os participantes do estudo que estavam no grupo obeso apresentaram níveis mais altos de consumo de alimentos açucarados. É bem sabido que alimentos doces estimulam a doença periodontal.

Quando a dieta é preenchida com todas essas calorias vazias, acaba não sobrando espaço no cardápio para alimentos que forneçam micronutrientes. Micronutrientes são importantes para a saúde da gengiva e para prevenção das cáries.
Observou-se uma relação entre o excesso de tecido adiposo e o aparecimento de doença periodontal entre os participantes. Extrapolando tal descoberta podemos acreditar que doenças periodontais sejam prevalentes em obesos. Tal relação corrobora a existência de uma relação entre obesidade e saúde bucal.

Obesidade e saúde bucal: dados da pesquisa

A saliva de um grupo de mulheres com um IMC entre 27 e 32 foi enviada para análise. O resultado apontou a presença de uma bactéria, Selenomonas noxia, em 98,4% das amostras.

Uma dieta com alto índice glicêmico está diretamente relacionada à presença dessa bactéria.
Alimentos com alto índice glicêmico são também mais frequentemente associados ao sobrepeso ou obesidade. Os carboidratos refinados estão no topo da lista, junto com os alimentos que já são açúcares.

Mudança no estilo de vida

Uma das maneiras mais rápidas de combater a prevalência dessa e de outras bactérias orais e a própria obesidade em si é fazer certas mudanças no estilo de vida.
Essas mudanças incluem a troca de alimentos que fermentam facilmente e são açucarados por outros não cariogênicos.

Alimentos não cariogênicos

Alimentos não cariogênicos são também chamados de cariostáticos.
Ou seja, são aqueles que protegem os dentes do aparecimento de cáries.

Seguem alguns exemplos desses alimentos:

1. Alimentos proteicos

Alimentos ricos em proteínas são as carnes em geral, peixes, ovos. Também podemos incluir as leguminosas e oleaginosas.
As proteínas auxiliam no fortalecimento do esmalte dentário. E também protegem da erosão dentária decorrente da ação da placa bacteriana, causadora da cárie.

2. Alimentos fibrosos

Tem como representantes os legumes, verduras e hortaliças. Algumas frutas também podem prevenir a formação de placa bacteriana, como a maçã. Porém, merecem alerta pela quantidade de açúcar (frutose).

Alimentos fibrosos ajudam a eliminar o biofilme da placa bacteriana por sua textura e densidade mais dura.
A mastigação de alimentos com fibra aumentam também o fluxo salivar. E a saliva tem efeito protetor contra as cáries.

3. Alimentos ricos em gorduras

As gorduras também não colaboram para o aparecimento de cáries.
Isso porque formam uma película oleosa nos dentes. Fazem parte desta categoria os laticínios não açucarados, como os queijos de cura, que também ajudam na elevação do pH. Um pH mais alcalino (alto) auxilia na prevenção da cárie.
Além disso, a caseína, proteína do leite, também ajuda na reparação do esmalte dos dentes.

4. Alimentos com xilitol

O milho é é um alimento rico em xilitol. O xilitol age estimulando o fluxo salivar. Isso promove uma melhor limpeza dos dentes, elevação do pH e neutralização dos ácidos causadores da cárie.

Conexão obesidade e saúde bucal – começa na infância

Um dos aspectos mais perturbadores desse estudo é a revelação de a ligação obesidade e saúde bucal começa na infância.

Um estudo constatou que os adolescentes que se enquadram nas categorias de sobrepeso e obesidade têm um número maior de cáries do que aqueles considerados com IMC normal.

Outros estudos, no entanto, não encontraram uma ligação entre o IMC e a cárie em crianças. Isso coloca uma levanta dúvidas em vincular a saúde bucal à obesidade em crianças.

No entanto, existem estudos que demonstraram que uma dieta rica em açúcar e carboidratos refinados afeta tanto a higiene dental quanto o nível de obesidade em crianças.

A educação, portanto, é um componente importante na manutenção geral da saúde bucal e na manutenção da massa corporal dentro dos limites normais.

Para aqueles que lutam contra a obesidade saber da existência dessa conexão pode ser um estímulo extra para se mudar a dieta e o estilo de vida.

Embora os estudos ainda não sejam conclusivos, ficar atento em relação ao consumo de açúcar e carboidratos refinados é fundamental.
Uma dieta saudável pode reduzir a presença de bactérias nocivas na boca. E também colaborar para a redução do peso corporal.

Fontes: NCBI, Vix
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Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

saúde bucal e declínio cognitivo

Pode a saúde bucal e declínio cognitivo terem alguma relação?

O estresse excessivo pode afetar negativamente a saúde bucal. E, por sua vez, pode levar ao declínio cognitivo entre pessoas idosas. Isso é que o afirmam dois novos estudos.

A saúde bucal pode ser um indicador impressionante do nível de bem-estar de uma pessoa.
As doenças bucais podem reduzir a qualidade de vida de uma pessoa. E também podem aumentar o risco de outras condições graves.

Pesquisas anteriores já associaram a doença gengival e a perda dentária à ocorrência de acidente vascular cerebral. Um artigo publicado no Journal of Indian Society of Periodontology em 2010 concluiu que a doença gengival pode aumentar o risco de uma doença cardíaca em cerca de 20%.

As equipes da Universidade Rutgers, em New Brunswick, NJ, agora se concentram em um vínculo diferente. O novo vínculo é aquele entre saúde bucal e declínio cognitivo.

Uma revisão publicada recentemente de 23 estudos encontrou evidências de uma relação entre saúde bucal e aspectos cognitivos, como memória e função executiva.

Agora, uma equipe da Universidade Rutgers realizou dois estudos separados sobre saúde bucal e declínio cognitivo. Ambos os trabalhos aparecem no Journal of the American Geriatrics Society.

Os estudos

Os estudos se concentraram em adultos chineses americanos a partir dos 60 anos. Minorias raciais e étnicas são particularmente vulneráveis às consequências negativas da saúde bucal ruim. É o que assegura um dos pesquisadores.

Segundo ele, as minorias têm menos acesso a atendimento odontológico preventivo. Isso é agravado ainda mais pelas barreiras linguísticas e pelo baixo status socioeconômico. Os chineses americanos mais velhos correm um risco particular de apresentar sintomas de saúde bucal devido à falta de seguro odontológico. E também pelo fato de não fazerem revisões odontológicas periodicamente.

Os participantes de ambos os estudos vieram do Estudo de População de Idosos Chineses em Chicago. O primeiro estudo questionou as pessoas sobre sua saúde bucal e deu a elas cinco testes cognitivos para concluir.

No segundo estudo os participantes foram questionados sobre a presença de boca seca (xerostomia). Os pesquisadores verificaram o nível de estresse, suporte social e de tensão social usando escalas predefinidas.

Apoio social

O apoio social referia-se à frequência com que eles se sentiam capazes de se abrir ou confiar em familiares ou amigos. Os pesquisadores definiram tensão social como a frequência com que os participantes experimentavam demandas ou críticas excessivas de amigos ou parentes.

Vínculo cognitivo

Do total de 2.700 chineses americanos entrevistados, quase metade relatou sintomas relacionados aos dentes. Pouco mais de um quarto disse ter experimentado boca seca.

Saúde bucal e declínio cognitivo

Os pesquisadores encontraram uma ligação entre o estado de saúde bucal e o declínio cognitivo. Problemas de memória episódica estão ligados ao início da demência. Os pesquisadores encontraram uma associação semelhante no segundo estudo. Aqueles que relataram mais estresse eram mais propensos a relatar boca seca. O apoio social ou a tensão social do cônjuge não reduziram essa relação. Mas o apoio dos amigos pareceu de alguma forma diminuir a chance do aparecimento dos sintomas de boca seca.

Interessante observar que uma sobrecarga do apoio social se revelou até mesmo prejudicial aos resultados de saúde bucal entre os chineses americanos mais velhos. Isso de acordo com um dos pesquisadores.

Saúde bucal é a chave

Qualquer conclusão obtida a partir de dados autorrelatados tem suas limitações. No entanto, a equipe acredita que suas descobertas apontam para a importância que se deve dar aos cuidados com a saúde bucal. Especialmente em relação às populações de imigrantes, mais vulneráveis.

Segundo os pesquisadores, a melhoria da saúde bucal pode diminuir grandemente o risco de problemas cognitivos. A importância da inclusão social também não pode ser desconsiderada.

saúde bucal e declínio cognitivo

Periodontite pode aumentar o risco de demência

A gengivite não tratada pode evoluir para uma periodontite. Quando isso acontece, a infecção que afeta as gengivas causa perda no osso que sustenta os dentes.

A periodontite é a principal causa de perda dentária em adultos. Curiosamente, a periodontite também é um fator de risco para o desenvolvimento de demência. A demência é uma das principais causas de incapacidade em adultos mais velhos.

Previsão alarmante

As Nações Unidas estima que 1 a cada 85 indivíduos serão diagnosticados com a doença de Alzheimer até 2050. O Alzheimer é uma forma de demência. Reduzir os fatores de risco que levam à demência e à doença de Alzheimer pode potencialmente diminuir as chances de os idosos desenvolverem essas condições.
A ligação entre a periodontite e a doença de Alzheimer já foi objeto de um outro estudo.

Periodontite e demência

Recentemente, pesquisadores da Coreia do Sul estudaram a conexão entre periodontite crônica e demência. Eles publicaram suas descobertas no Journal of the American Geriatrics Society.

O estudo

A equipe de pesquisa examinou informações do Serviço Nacional de Seguro de Saúde daquele país.

Os pesquisadores analisaram informações de saúde de 262.349 pessoas com 50 anos ou mais.
Todos os participantes foram agrupados como saudáveis. Ou seja, não apresentavam periodontite crônica. Os pesquisadores acompanharam os participantes de 1º de janeiro de 2005 até o diagnóstico de demência, falecimento ou até o final de dezembro de 2015, o que ocorresse primeiro.

As descobertas do estudo

Os pesquisadores descobriram que as pessoas com periodontite crônica tinham um risco 6% maior de demência do que as pessoas sem periodontite.

Essa conexão era verdadeira, mesmo levando em conta comportamentos como hábitos de fumar, consumir álcool e prática de atividade física.

A conclusão do estudo

Segundo os pesquisadores esse é o primeiro estudo que estabelece uma ligação entre a periodontite crônica e o maior risco de demência. Isso mesmo depois de considerar aspectos relacionados aos comportamento e estilo de vida.

A conclusão geral é de que saúde bucal e declínio cognitivo podem mesmo ter uma forte ligação. Um motivo a mais, se não bastassem os muitos já existentes, para que você se consulte periodicamente com o seu dentista.

Fontes: Medical News Today, MedicalXpress
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Saúde bucal durante a gravidez: saiba como manter

saúde bucal durante a gravidez

Como manter a saúde bucal durante a gravidez. É uma questão importante para se refletir.
A gestação traz muitas mudanças ao corpo da mulher. É altamente recomendável que a mulher não se esqueça de cuidar da sua saúde bucal durante a gravidez. É fundamental tratar de eventuais cáries dentais e quaisquer outros problemas.

Para tanto é importante que a mulher não deixe de visitar seu dentista durante esse período.
Estando grávida a mulher deve avisar seu dentista. Isso porque nem todos os tratamentos e procedimentos odontológicos podem ser realizados durante esse período.

Gravidez e gengivite

A inflamação e sangramento das gengivas (gengivite) são comuns e podem comprometer a saúde bucal durante a gravidez.
Alterações nos níveis hormonais no corpo da mulher podem causar aumento da circulação sanguínea na área da gengiva. Isso pode agravar o risco de sangramento.
Essas alterações também podem facilitar o acúmulo de placa bacteriana na linha das gengivas. Mais um fator que pode comprometer a saúde bucal durante a gravidez. Isso porque aumenta a probabilidade de infecção bacteriana.

É importante que a mulher cuide bem das suas gengivas mesmo antes de engravidar. Escovar e usar o fio dental pelo menos três vezes ao dia. E visitar seu dentista para uma limpeza profissional é essencial.

Dicas simples para manter a saúde bucal durante a gravidez

Desenvolver o hábito de fazer bochechos com água salgada para manter as gengivas limpas. Procurar ter uma dieta mais saudável sem alimentos refinados e açucarados e doces que promovam o acúmulo de placa bacteriana.
Evitar a todo custo uma infecção. É que muitos antimicrobianos e medicamentos outros podem ser perigosos e evitados durante esse período. Alguns antibióticos quando consumidos durante a gestação podem aumentar o risco de aborto espontâneo.
São medidas simples que poderão garantir uma adequada saúde bucal durante a gravidez.

Gravidez e cárie dentária

Em razão do acúmulo mais facilitado da placa bacteriana nas gengivas e nos dentes, a cárie também pode surgir.
O enjoo matinal (que pode incluir episódios de vômito) também pode promover cáries. Isso porque cria um ambiente ácido que corrói o esmalte dos dentes.

Problemas bucais não são apenas um problema para as mães, mas também para o bebê. É que problemas como periodontite e cáries aumentam o risco de nascimento prematuro, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. A pré-eclâmpsia é uma condição perigosa caracterizada por pressão alta, altos níveis de proteína na urina e inchaço nas extremidades.

Tumores da Gravidez

Algumas mulheres desenvolvem nódulos não-cancerígenos chamados erroneamente de “tumores da gravidez”, que na verdade não são perigosos.
Esses minúsculos pedaços formam-se entre os dentes e aparecem com mais frequência durante o segundo trimestre. Também chamado de “granuloma piogênico”, eles podem sangrar facilmente e causar desconforto.
O dentista pode recomendar a remoção. Porém, se eles não causam incômodo à gestante, o melhor é aguardar. É que na grande maioria das vezes esses caroços desaparecem espontaneamente depois da mulher ter dado à luz.

Dentes soltos

Os dentes podem se soltar durante a gravidez. Isso pode ocorrer mesmo que as gengivas da gestante sejam saudáveis. É que os níveis mais elevados de progesterona e estrogênio podem afetar os ligamentos que sustentam os dentes.
Mais uma vez, essa condição é temporária e não leva à perda do dente.

Mais uma vez é importante que a mulher, para garantir sua saúde bucal durante a gravidez, consulte seu dentista sobre o desconforto causado por dentes soltos.

A alteração dos níveis hormonais traz um risco maior de várias condições. Dentre elas, o aumento do volume das gengivas e dentes soltos. Uma boa limpeza profissional irá garantir que as gengivas e dentes da gestante não apresentem placa. A consulta odontológica também poderá garantir que quaisquer sinais de cáries ou doenças nas gengivas sejam tratados com medicamentos e técnicas seguras.
Se a mulher está pensando em engravidar ou já está esperando um bebê, deve transformar em prioridade a sua saúde bucal durante a gravidez.

saúde bucal durante a gravidez

Suplementos durante a gravidez: o que é seguro e o que não é

A gravidez pode ser uma das experiências mais excitantes e felizes na vida de uma mulher. No entanto, também pode ser um momento confuso e complicado para algumas futuras mães.
A internet, revistas e anúncios inunda as mulheres com conselhos sobre como se manter saudável.
A maioria das mulheres sabe que mariscos com alto teor de mercúrio, álcool e cigarros estão fora dos limites durante a gravidez.
Porém muitas mulheres não sabem que algumas vitaminas, minerais e suplementos de ervas devem também ser evitados. Informações sobre quais suplementos são seguros e quais não são seguros. Muitas vezes, isso varia entre as fontes, tornando as coisas ainda mais complicadas.
Este complemento do artigo detalha quais suplementos são considerados seguros durante a gravidez. E também explica por que alguns suplementos devem ser evitados.

Consumir os nutrientes certos é importante em qualquer etapa da vida. Isso é especialmente crítico durante a gestação. É que mulheres grávidas precisam nutrir a si mesmas e seus bebês em desenvolvimento.

Gravidez aumenta a necessidade de nutrientes

Durante a gravidez, a ingestão de macronutrientes de uma mulher precisa crescer significativamente. Macronutrientes incluem carboidratos, proteínas e gorduras.
Por exemplo, o consumo de proteína precisa aumentar de 0,8 gramas por kg de peso corporal para mulheres não grávidas para 1,1 gramas por kg de peso corporal para mulheres grávidas .No entanto, a necessidade de micronutrientes, que incluem vitaminas, minerais e oligoelementos, aumenta ainda mais do que a necessidade de macronutrientes.

Vitaminas e minerais suportam o crescimento materno e fetal em todas as fases da gravidez. São obrigados a apoiar funções críticas, como crescimento celular e sinalização celular.
Algumas mulheres são capazes de atender a essa demanda crescente apenas através de uma dieta bem planejada, rica em nutrientes. Outras, no entanto, não conseguem.

Mulheres grávidas que podem precisar tomar suplementos vitamínicos e minerais. Conheça as razões

  • Deficiências nutricionais: Um exame sanguíneo pode revelar que a gestante apresenta deficiência de uma vitamina ou mineral. A correção dessas deficiências é fundamental. Isso evita a falta de nutrientes como o folato, que tem sido associada a defeitos congênitos.
  • Hiperemese gravídica: Esta complicação na gravidez é caracterizada por náuseas e vômitos intensos. Pode levar a perda de peso e deficiências nutricionais.
  • Restrições dietéticas: Mulheres que seguem dietas específicas, incluindo veganos e pessoas com intolerâncias alimentares e alergias. Nesses casos podem precisar suplementar com vitaminas e minerais para evitar deficiências de micronutrientes .
  • Tabagismo: É absolutamente crítico que as mães evitem cigarros durante a gravidez. Aquelas que não conseguem parar de fumar têm uma maior necessidade de nutrientes específicos, como vitamina C e folato.
  • Gravidezes múltiplas: As mulheres que vão dar à luz mais de um bebé têm necessidades mais elevadas de micronutrientes do que as mulheres que gestam um bebê. A suplementação é frequentemente necessária para garantir uma nutrição ideal para a mãe e seus bebês.
  • Mutações genéticas como MTHFR: MTHFR é um gene que converte folato em uma forma que o corpo pode usar. Mulheres grávidas com essa mutação genética podem precisar suplementar com uma forma específica de folato para evitar complicações.
  • Dieta pobre: ​​Mulheres que com dietas inadequadas são aquelas que consomem alimentos com baixo teor de nutrientes. Nesse caso se faz necessária a suplementação de vitaminas e minerais para evitar deficiências.

Especialistas, como os do Congresso Americano de Obstetrícia e Ginecologia fazem uma importante recomendação. Eles recomendam que todas as gestantes tomem um suplemento pré-natal de vitamina e ácido fólico. É aconselhável preencher lacunas nutricionais e prevenir defeitos congênitos como a espinha bífida.

Consumo de chás à base de ervas medicinais durante a gravidez

Além dos micronutrientes, os chás e suplementos de ervas são populares.

Um estudo descobriu que cerca de 15,4% das mulheres grávidas nos EUA usam suplementos de chás e ervas medicinais.

De forma alarmante, mais de 25% dessas mulheres não informaram o médico que estavam tomando.

Não dispomos de dados oficiais para o nosso país. Mas esse percentual aqui no Brasil acredito eu deve ser superior ao verificado nos EUA.

Embora alguns suplementos de ervas possam ser seguros durante a gravidez, há muitos que podem trazer problemas.

Embora algumas ervas possam ajudar com complicações comuns da gravidez, como náusea e dor de estômago, algumas podem ser prejudiciais à mãe e ao feto. O risco é grande, pois existem ervas medicinais com propriedades abortivas.

Assim, deve-se tomar todo o cuidado no consumo de chás e qualquer tipo de insumo de origem vegetal desconhecida.

Fontes: Dental News, healthline
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