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Saúde bucal, ameaçada pelo mau uso do computador

saúde bucal e o uso do computadorA saúde bucal e o uso do computador é o destaque de hoje. O fato é que a saúde bucal pode ser afetada pelo mau uso do computador e dos recursos de informática.

Vários estudos já indicaram que o uso excessivo de computadores (mais de 3 h / dia) pode estar associado a um estilo de vida não saudável.

Quanto mais tempo se permanece na frente do computador, menor a probabilidade de escovar os dentes, usar o fio dental ou levantar da cadeira e ir ao dentista. Isso tudo tem impacto sobre a saúde bucal.

A saúde bucal e o uso do computador

O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre o uso excessivo de computadores com a condição dos dentes e o comportamento de saúde bucal de jovens de 18 anos. Ou seja, avaliar a relação entre a saúde bucal e o uso do computador.

Foram consultados 1.611 jovens de 18 anos da Polônia.
O questionário continha questões sobre status socioeconômico e informações sobre o comportamento relacionado à saúde. A condição dos dentes e gengivas dos jovens foi avaliada clinicamente.

Resultados do estudo

Os resultados evidenciaram claramente uma relação entre a saúde bucal e o uso do computador. Os jovens que mais tempo passam em frente ao computador são também aqueles que apresentam o maior risco para o desenvolvimento de problemas de saúde bucal.

Uma permanência excessiva na frente do computador também foi associada a maus hábitos alimentares.
Indivíduos que declararam uso excessivo de computador também apresentaram maior risco de sangramento gengival.

Concluindo

O estudo deixa claro a existência de uma associação entre a saúde bucal e o uso do computador.
O estudo prova que os jovens que estão excessivamente à frente do computador têm maus hábitos alimentares e hábitos de higiene oral pobres. Isso tem influência decisiva sobre a sua saúde bucal deles.

Esses resultados destacam o importante papel dos dentistas na transferência de conhecimento aos jovens de que o uso excessivo de computadores aumenta o risco de alterações na cavidade bucal. É muito importante que os dentistas reforcem junto aos seus pacientes que os riscos que a saúde bucal e o uso do computador podem apresentar.
Esta informação deve ser levada em conta ao projetar programas educacionais para adolescentes promovendo um estilo de vida saudável. Os cuidados com a saúde bucal podem também auxiliar inclusive no tratamento de recuperação de pacientes que sofreram ataque cardíaco, como já informado neste outro artigo postado aqui do blog Dentalis.

A informática contribuindo para uma boa saúde bucal

A proliferação do uso de smartphones em nossa sociedade trouxe também boas notícias para aqueles que estão preocupados com a sua saúde bucal.
Conheça alguns aplicativos que prometem contribuir para uma melhor saúde bucal.

saúde bucal e o uso do computadorDesencoste seus dentes

São muitos os pacientes que têm o hábito de ranger os dentes durante a noite. E também tem aqueles fazem o apertamento dos dentes durante o dia no trabalho, no trânsito ou praticando esportes. Cerca de 40% da população brasileira sofre de bruxismo.

Esse app traz dicas sobre o problema. Foi desenvolvido por dentistas. E permite que o usuário crie lembretes customizáveis.
O usuário do ‘Desencoste seu dente’ poderá configurar o aplicativo de acordo com os tipos de alertas que deseja receber.
O paciente pode programar o app para receber um alerta de não ficar apertando os dentes, por exemplo.
Além disso, poderá escolher também, lembretes aleatórios e definir a frequência dos lembretes. E a ferramenta ainda dá a opção de receber um pequeno aviso na hora de colocar o protetor bucal para dormir.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computadorDisney Magic Timer

Com o patrocínio da Oral-B, este app conta com vinte e três dos seus personagens da Disney, Marvel e Star Wars. É o aplicativo ideal para incentivar as crianças a escovarem os dentes por um tempo mínimo de 2 minutos. Ao alcançar o objetivo a criança ganha um novo adesivo digital para adicionar a sua coleção. Conta com um sistema de recompensas – estrelas e medalhas – por metas alcançadas no calendário de escovação.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

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Brush DJ

Este app gratuito traz música para o momento da escovação dos dentes. É ótimo, especialmente para os mais jovens. O objetivo do aplicativo é aliar o prazer e diverção da música à hora de escovar os dentes.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computadorSnoreLab

Já te avisaram milhões de vezes que você ronca e você nunca acreditou? Ou pior, você já acordou alguém por conta do ressonar? A solução para isso é o app ‘SnoreLab’. O aplicativo realiza o monitoramento do sono, gravando-o durante toda a noite. Assim o usuário poderá saber se sofre ou não do problema.
O SnoreLab grava, mede e monitora o seu ronco e ajuda você a descobrir maneiras eficazes de reduzi-lo.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

saúde bucal e o uso do computador

Dentalis Mobile

Aplicativo odontológico com foco nos aspectos clínico e financeiro. A nova versão do Dentalis Mobile permite que os dentistas registrem o prontuário eletrônico dos pacientes em seus smartphones e que essas informações sejam automaticamente sincronizadas com o sistema do consultório por meio de uma solução em nuvem. Enfim, é um aplicativo que faz controle da agenda do dentista, detalha planos de tratamento e organiza procedimentos. Importante lembrar da necessidade de que o Dentalis Net tem de estar instalado na clínica do profissional.

Para dispositivos iOS, o app pode ser acessado aqui.

Para dispositivos Android, o app pode ser acessado aqui.

Fontes: Wiley Online Library, sorrisologia, mobile time
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Conheça os 7 danos causados pelo cigarro aos dentes

efeitos do cigarro nos dentesCostumeiramente tendemos a pensar que os efeitos do cigarro nos dentes se limitam a simples manchas ou ao aparecimento de halitose. Estas são, no entanto, as consequências menos graves.
O verdadeiro problema do cigarro sobre a saúde bucal está naquilo que não vemos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo. Conforme dados do Inca, 12,6% de todas as mortes registradas no país são atribuíveis ao tabaco. Ao todo, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todos os anos caso o uso do tabaco fosse eliminado.

Os números mostram ainda que, no ano passado, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com câncer provocado pelo tabagismo. Segundo o Inca, R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em função de despesas médicas e perda de produtividade.

Realizar uma boa higiene bucal ajuda a prevenir doenças. Porém isso não impede que o fumante se torne imune aos efeitos do cigarro nos dentes.
A boca é um dos locais onde os efeitos nocivos se manifestam mais claramente. A boca, juntamente com as vias respiratórias, é a principal porta de entrada do fumo no nosso organismo.efeitos do cigarro nos dentes

Efeitos do cigarro nos dentes

Os efeitos do cigarro nos dentes são altamente prejudiciais.
Além disso, o tabagismo aumenta a possibilidade de ser o estopim de outras doenças.

O efeito mais grave do cigarro nos dentes é o risco aumentado de câncer oral. Porém, existem mais problemas de saúde causados pelo tabagismo.

A única forma de amenizar os efeitos negativos do cigarro sobre a saúde bucal consiste em parar de fumar. Ou seja, não existe meio termo.
O efeito viciante da nicotina é muito forte e não há outra solução.

São muitos os efeitos deletérios provocados pelo cigarro nos dentes. Segue uma lista dos principais:

Coloração dos dentes

Os dentes de um fumante ficam amarelados devido à nicotina e ao alcatrão que se depositam na superfície dentária. Em muitos casos, chegam a penetrar nos túbulos dentinários.

Mau hálito

Os componentes nocivos do tabaco são geradores de mau hálito ou ao mesmo tempo acentuam a halitose de que o fumante já sofre.
Além do cheiro de cigarro, o hábito de fumar potencializa a secura e irritação das mucosas da boca e das vias respiratórias.
O cigarro traz prejuízos a uma oxigenação adequada e, como consequência aparece o mau hálito.

Deterioração do sentido do paladar e olfato

Segundo a American Dental Association (ADA), a ação do cigarro limita a percepção de sabores e odores, especialmente os salgados. Isso faz com que os fumantes tendam a abusar inconscientemente do sal. E o sal, como todos sabem, pode levar à elevação da pressão arterial.

Aumento do risco do desenvolvimento de periodontite

O hábito de fumar eleva em três vezes o risco para o desenvolvimento de periodontite. Além disso, também acelera o seu grau de progressão. O cigarro tem um efeito vasoconstritor. Isso acaba reduzindo a irrigação sanguínea das gengivas. Assim, faz com que as gengivas se tornem mais pálidas e aparentemente menos inflamadas, o que não corresponde à realidade.

Insucesso nos tratamentos

O tabagismo atrapalha e retarda e processo de cicatrização de ferimentos, tanto traumáticos como cirúrgicos.
Além disso, também reduz grandemente a capacidade de regeneração dos tecidos.
A taxa de insucesso em implantes dentários é duas vezes superior na população fumante. Isso se deve a maior dificuldade para o implante se unir ao osso.

Maior chance para o surgimento de cáries

O hábito de fumar também favorece o aparecimento de cáries. Entre os fumantes observa-se uma maior quantidade de cáries nas raízes dos dentes. Isso porque o hábito de fumar provoca a perda do suporte dos dentes com exposição da raiz. Além disso, os fumantes apresentam uma diminuição da secreção salivar, o que implica uma menor capacidade neutralizadora da placa bacteriana.

Câncer oral

O cigarro contém um elevado número de substâncias cancerígenas. Quando associado ao álcool, que permeabiliza ainda mais as mucosas, aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento do câncer oral.

O câncer oral apresenta uma elevada taxa de mortalidade, pois geralmente é diagnosticado em estádios avançados.

O efeitos do cigarro nos dentes também se fazem presentes sobre o sistema imunológico, como já noticiado nesta matéria anteriormente publicada aqui no blog Dentalis.

Recomendações aos seus pacientes fumantes

É muito provável que você tenha pacientes fumantes e estes devem dar uma especial atenção a sua higiene e saúde bucal.
Um paciente não fumante deve escovar os dentes ao menos três vezes por dia. Já um paciente fumante deverá escovar com uma frequência maior devido à quantidade mais elevada de resíduos na boca.

O dentista também deve alertar os pacientes fumantes dos cuidados com a língua e sua escovação. A língua é uma das partes da boca mais afetadas pelo cigarro. E por consequência acabar também afetando o sentido do paladar.

Visitar o dentista

Marcar consultas frequentes com os pacientes fumantes é algo importante tanto do ponto de vista da saúde bucal como da sua aparência estética. Procedimentos como clareamentos dentais e também revisões para evitar o desenvolvimento da periodontite são importantes.

Uso frequente do fio dental e enxaguante bucal

Complementar o cuidado bucal com o uso do fio dental é essencial, para eliminar os restos de placa bacteriana entre os dentes. Assim como também o uso de um enxaguante bucal adequado ao menos duas vezes ao dia para combater o mau hálito produzido pelo cigarro.

Deixar de fumar

Os efeitos do cigarro sobre a saúde bucal são muitos assim como também para o restante do organismo. O melhor conselho, dentre todos, é sem dúvida parar definitivamente de fumar. Existem tratamentos que, combinados à disciplina e força de vontade do paciente, podem ajudar a largar em definitivo à dependência da nicotina.

Apoio medicamentoso

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo. Os medicamentos visam minimizar os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina.

Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma boa abordagem adequada.
É fundamental que o fumante se sinta mais confiante para exercitar e por em prática as orientações recebidas durante as sessões da abordagem intensiva por pessoal especializado.
Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes: Terapia de Reposição de Nicotina (adesivo transdérmico e goma de mascar) e o Cloridrato de Bupropiona.

Fontes: Dentaleader, Agência Brasil, INCA
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Melhor saúde bucal aumenta eficácia dos medicamentos anti-hipertensivos

Em um estudo bem recente pesquisadores da Universidade de L’Aquila, na Itália, realçaram a importância da saúde bucal para pacientes hipertensos. Os resultados desse trabalho demonstram que hipertensos que fazem uso de medicamentos anti-hipertensivos têm mais probabilidade de se beneficiar da terapia se sua saúde bucal estiver em boas condições.

Metodologia

Tomando como ponto de partida a revisão dos registros médicos e odontológicos de mais de 3.600 pessoas com hipertensão, os pesquisadores estabeleceram que aqueles com gengivas mais saudáveis apresentavam pressão arterial mais baixa e respondiam melhor a medicamentos para diminuição da pressão arterial em comparação com indivíduos que sofriam de periodontite. Segundo o estudo, as pessoas com doença periodontal tinham 20 por cento menor probabilidade de atingir níveis saudáveis de pressão arterial do que pacientes com boa saúde bucal.

Em outro exemplo relacionando a saúde bucal com a saúde geral, os pesquisadores acreditam que os pacientes com doença periodontal devem fazer um monitoramento periódico dos níveis de pressão arterial, enquanto aqueles diagnosticados com hipertensão, ou pressão arterial persistentemente elevada, podem se beneficiar da assistência de seu dentista.

“Pacientes com pressão alta e os médicos que cuidam deles devem estar cientes de que uma boa saúde bucal pode ser tão importante no controle da doença quanto várias intervenções no estilo de vida que ajudam a controlar a pressão arterial, como uma dieta pobre em sal, atividade física regular e controle de peso ”, disse o líder do estudo Dr. Davide Pietropoli.

Pressão arterial – variações

De acordo com as últimas recomendações da American Heart Association e da American College of Cardiology, a faixa alvo de pressão arterial para pessoas com hipertensão é um valor desejável menor que 130/80 mmHg. No estudo, pacientes com periodontite severa tiveram pressão sistólica em média 3 mmHg maior do que aqueles com boa saúde bucal. A presença de doença periodontal aumentou ainda mais a distância, até 7mmHg, entre as pessoas com hipertensão não tratada, o estudo constatou. A medicação anti-hipertensiva reduziu a diferença para 3 mmHg, mas não a regularizou completamente, sugerindo que a doença periodontal pode interferir com a eficácia da terapia da hipertensão.

Pacientes hipertensos na odontologia

O tratamento para pacientes hipertensos depende de uma combinação de terapia farmacológica, reeducação alimentar e a prática de exercícios, de preferência diariamente (INDRIAGO, 2007). O uso de medicamentos anti-hipertensivos faz com que estes pacientes estejam intimamente ligados ao atendimento odontológico, uma vez que alguns medicamentos podem causar efeitos colaterais na cavidade oral (BAVITZ, 2006,INDRIAGO, 2007, YAGIELA, HAYMORE, 2007).Segundo ARSATI et al., (2010) alguns desses efeitos colaterais merecem certa atenção especial do odontólogo, visto que os pacientes com hipertensão é a quarta condição médica mais frequente na clínica odontológica. A hiperplasia gengival é muito frequente em pacientes que fazem uso de anti-hipertensivos – drogas bloqueadoras dos canais de cálcio, sendo a nifepidina a mais conhecida, com uma incidência que varia de 1,7% a 38%. Como forma de tratamento para esses casos, destaca-se a intervenção cirúrgica periodontal; todavia, esta não é definitiva, visto que o paciente continuará usando o medicamento. Portanto, a forma mais eficaz seria solicitar ao médico que o medicamento tenha a sua dose reduzida, se possível,ou que seja substituído por outro fármaco de classe diferente, desde que seja viável esta substituição.

De acordo com LAFZI, FARAHAMI, SHOJA,(2006) e BHATIA et al. (2007), a etiologia da hiperplasia gengival induzida por drogas apresenta uma característica multifatorial. Alguns dos riscos conhecidos são: a presença de inflamação da gengiva(gengivite, devido à má higiene oral), presença de placa bacteriana, dose e duração da terapia farmacológica empregada. A hiperplasia gengival resultante pode provocar dificuldade na higienização oral, dificuldade mastigatória, alteração do processo de erupção dentária,interferência na fala e comprometimento estético. Os autores comentam que o termo hiperplasia é um equívoco, pois a hiperplasia gengival não resulta de um aumento no número de células, mas sim de um aumento no volume de matriz extracelular, apresentando um infiltrado inflamatório associado. Os resultados dos estudos com cultura de células indicam que as drogas podem levar à seleção e proliferação de fibroblastos, promovendo um desequilíbrio entre a regeneração e a degeneração do colágeno.

Conclusão

Embora o estudo não tenha procurado esclarecer como a doença periodontal interfere no tratamento da pressão arterial, Pietropaoli e seus colegas acreditam que os resultados são consistentes com pesquisas anteriores que relacionam inflamação bucal de baixo grau com danos nos vasos sanguíneos e risco cardiovascular aumentado.

O estudo, intitulado “Má saúde bucal e controle da pressão arterial entre adultos hipertensos dos EUA”, foi publicado na edição de dezembro de 2018 da Hypertension.

Fontes: Hypertension, Clinica Odontológica em Pacientes Hipertensos
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Saúde bucal e saúde do corpo: uma ligação cada vez mais forte

Como muitas áreas do corpo, a boca está repleta de bactérias – a maioria delas é inofensiva. Normalmente, as defesas naturais do corpo e os bons cuidados com a saúde bucal, como a escovação diária e o uso do fio dental, podem manter essas bactérias sob controle. No entanto, sem uma higiene oral adequada, as bactérias podem atingir níveis que podem levar a infecções orais, como cárie dentária e doença gengival.

Além disso, certos medicamentos – como descongestionantes, anti-histamínicos, analgésicos, diuréticos e antidepressivos – podem reduzir o fluxo de saliva. A saliva umidifica a comida e neutraliza os ácidos produzidos por bactérias na boca, ajudando a protegê-lo da invasão microbiana ou do crescimento excessivo que pode levar à doença.

Estudos também sugerem que as bactérias orais e a inflamação associada à periodontite podem ter um papel em algumas doenças. Além disso, certas doenças, como diabetes e HIV / AIDS, podem diminuir a resistência do organismo à infecção, tornando os problemas de saúde bucal mais graves.

Problemas de saúde podem estar ligados à saúde bucal

Uma má saúde bucal pode contribuir para o desenvolvimento de várias doenças e condições, incluindo:

  • Endocardite. A endocardite é uma infecção do revestimento interno do coração (endocárdio). A endocardite geralmente ocorre quando bactérias ou outros germes de outra parte do corpo, como a boca, se espalham pela corrente sanguínea e se ligam a áreas danificadas do coração.
  • Doença cardiovascular. Algumas pesquisas sugerem que doenças cardíacas, obstruções nas artérias e derrames cerebrais podem estar ligados à inflamação e às infecções que as bactérias orais podem causar.
  • Gravidez e nascimento. A periodontite tem sido associada ao nascimento prematuro e ao baixo peso ao nascer.

Condições que podem afetar a saúde bucal

  • Diabetes: Diabetes reduz a resistência do corpo à infecção – colocando as gengivas em risco. A doença gengival parece ser mais frequente e grave entre as pessoas que têm diabetes. Pesquisas mostram que pessoas que sofrem de doença nas gengivas têm mais dificuldade em controlar seus níveis de açúcar no sangue, e que o cuidado periodontal regular pode melhorar o controle do diabetes.
  • HIV / AIDS: Problemas bucais, como lesões mucosas dolorosas, são comuns em pessoas com HIV / AIDS.
  • Osteoporose: A osteoporose faz com que os ossos fiquem fracos e quebradiços – pode estar relacionada à perda óssea periodontal e à perda de dentes. Drogas usadas para tratar a osteoporose carregam um pequeno risco de danos aos ossos da mandíbula.
  • Doença de Alzheimer: Agravamento da saúde bucal é visto como a doença de Alzheimer progride.

Outras condições que podem estar ligadas à saúde bucal

Incluem distúrbios alimentares, artrite reumatoide, câncer de cabeça e pescoço e síndrome de Sjögren – um distúrbio do sistema imunológico que causa xerostomia.

Como se pode garantir uma boa saúde bucal?

Para proteção da saúde bucal é fundamental a prática de uma boa higiene bucal diariamente. São medidas simples que você dentista pode repassar aos seus pacientes:

  • Escovar os dentes pelo menos três vezes por dia com creme dental com flúor;
  • Passar fio dental diariamente;
  • Ter uma dieta saudável e evitar lanches entre as refeições;
  • Substituir a escova de dentes a cada três ou quatro meses ou mais cedo caso as cerdas estejam desgastadas;
  • Agendar profilaxias dentais regularmente;
  • Evitar o uso de tabaco.

A importância da escovação dental

Numerosos estudos estabeleceram uma ligação entre doença periodontal e doença cardíaca, mas poucos examinaram especificamente se os hábitos de escovação estão associados ao último grupo de condições. Para este estudo, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas e da Saúde da Universidade de Hiroshima, liderada pelo Dr. Shogo Matsui, examinou o comportamento de escovação dentária de 682 participantes. Após o ajuste para vários fatores, eles descobriram que aqueles que relataram escovar menos de duas vezes por dia por menos de 2 minutos de cada vez tiveram um risco três vezes maior de desenvolver doença cardiovascular em comparação com aqueles que escovaram os dentes por pelo menos 2 minutos duas vezes por dia.

Benefícios que se estendem além da boca

Em resposta, a Oral Health Foundation, uma importante instituição de caridade que trabalha no combate às doenças orais no Reino Unido, enfatizou a importância de cuidar da saúde bucal, afirmando que ela pode fornecer benefícios que vão muito além da boca.

“Descobertas como essa podem soar um pouco assustadoras, mas pode ser apenas o empurrão que precisamos para cuidar melhor da nossa saúde bucal”, disse o Dr. Nigel Carter, OBE, CEO da Oral Health Foundation. “Este estudo contribui para a crescente evidência científica de que esta é uma forte ligação entre a saúde da nossa boca e a do nosso corpo.”

“Por muitos anos, a doença da gengiva tem sido associada a condições como AVC, diabetes, demência e resultados da gravidez. Essas são todas condições sérias que podem afetar a qualidade de vida de uma pessoa ”, continuou ele.

“Cuidar da nossa boca deve ser uma prioridade todos os dias e os benefícios de fazê-lo são simplesmente importantes demais para serem ignorados”, disse Carter.

Fontes: Mayo Clinic, Dentistry Today
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Boa saúde bucal traz benefícios extras a pacientes hipertensos

Pacientes com uma pressão arterial alta que façam uso de medicação anti-hipertensiva têm maiores chances de responderem melhor ao tratamento se mantiverem uma boa saúde bucal. A conclusão é de um estudo recentemente publicado na revista científica ‘Hypertension’, da American Heart Association.

Amostragem de 3.600 pacientes

No âmbito deste estudo, os pesquisadores analisaram o histórico clínico de 3.600 pacientes hipertensos, onde aqueles com gengivas saudáveis apresentaram uma pressão arterial menor e respondiam de forma mais positiva à medicação anti-hipertensiva, quando comparados aqueles também hipertensos portadores de doenças gengivais.

Risco aumentado para aqueles que descuidam da saúde bucal

Os resultados agora publicados demonstram que os pacientes com doença periodontal, têm 20% menos possibilidade de atingir níveis de pressão arterial saudáveis comparativamente aqueles com uma boa saúde bucal.

“Os pacientes que sofrem de pressão arterial alta e os clínicos que tratam deles devem estar conscientes de que uma boa saúde bucal é tão importante para controle da hipertensão quanto práticas já amplamente documentadas como alterações no estilo de vida, prática regular de atividade física, adoção de dietas com baixo teor de sal e controlo de peso”, ressaltam os pesquisadores.

Mais detalhes desse estudo pode ser encontrado aqui. https://newsroom.heart.org/news/poor-oral-health-linked-to-higher-blood-pressure-worse-blood-pressure-control?preview=dcc6

 

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Uma boa notícia para os seus pacientes hipertensos

Pacientes hipertensos que fazem uso de medicamentos para esta condição têm maiores chances de responderem positivamente ao tratamento se tiverem uma boa saúde bucal.
A conclusão é de um estudo recente publicado na revista científica ‘Hypertension’, da American Heart Association.

Relação causa e efeito

No âmbito deste estudo, os pesquisadores analisaram o histórico clínico de 3.600 pacientes com hipertensão, e observaram que aqueles com gengivas saudáveis apresentavam uma pressão arterial mais baixa e respondiam melhor à medicação para reduzir a pressão arterial em comparação com aqueles que sofrem de doenças gengivais.

Os resultados agora publicados mostram que os pacientes com doença periodontal, têm 20% menos probabilidades de atingir níveis de pressão arterial saudáveis comparativamente aos pacientes com uma boa saúde bucal.

Conclusão

“Os pacientes que sofrem de pressão arterial elevada e os clínicos que tratam deles devem estar conscientes de que uma boa saúde bucal é tão importante para o controle dessa condição como são outras intervenções no estilo de vida já bem conhecidas, como dietas hiposódicas, atividade física regular e controle de peso”, afirmaram os pesquisadores.

Mais detalhes da pesquisa podem ser obtidos aqui.

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Minerais e vitaminas fundamentais para a saúde bucal

Todo sabemos que ingerir uma quantidade adequada de vitaminas e minerais é vital para uma ótima saúde, mas você sabia que esses nutrientes são tão essenciais para a saúde bucal?

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, 47,2% dos adultos americanos têm alguma forma de doença periodontal. Mas, através do consumo correto de vitaminas e minerais e o atendimento odontológico eficaz, a cárie dentária do país pode ser significativamente melhorada.

Uma dose constante de flúor

O flúor é um mineral que ocorre naturalmente na água, e do qual os dentes dependem muito, já que as pesquisas determinaram que ele pode reduzir a taxa de cáries em até 60%. Em torno de 95% de todas as principais marcas de creme dental contêm flúor e também há prescrições disponíveis apenas para aqueles que precisam de proteção extra contra cáries.

Exageros na ingestão de flúor podem se originar de diversas formas: pelo consumo exagerado de alimentos processados e bebidas, ingestão de produtos que tenham sido tratados com pesticidas fluorados, tais como frutas secas e cacau em pó e também através do cozimento de alimentos em panelas revestidas com Teflon.

Cálcio e vitamina D

O cálcio é um mineral bem documentado para manutenção dos músculos, articulações e ossos fortes, mas é igualmente poderoso na proteção dos dentes. O cálcio mantém os dentes e as gengivas saudáveis, substituindo as partículas perdidas desse elemento. Portanto, é essencial que a dieta esteja repleta de produtos lácteos, salmão, amêndoas e vegetais de folhas verdes escuras. Também é importante não esquecer da ingestão de vitamina D, pois a mesma auxilia na absorção de cálcio. A vitamina D é absorvida pela exposição ao sol, pela ingestão de suplementos nutricionais e pela ingestão de uma dieta saudável de peixes, alimentos que foram enriquecidos com vitamina D, como cereais e gema de ovo.

Não se pode esquecer do fósforo

O fósforo é o segundo maior mineral mais abundante no corpo, com 85% encontrado apenas nos dentes e ossos. Juntamente com o cálcio e a vitamina D é fundamental para manter os dentes saudáveis e com boa aparência.
Contanto que a pessoa esteja mantendo uma dieta bem equilibrada, o consumo de fósforo já de mostra suficiente para manutenção de uma boa saúde dental.

No entanto, quando se deseja aumentar a ingestão de alimentos ricos em fósforo não podem ser esquecidos: o peru, o atum e as sementes de girassol que apresentam boas quantidades. Estes alimentos ricos em proteínas também ajudam no aumento da absorção deste mineral tão importante.

Vitamina C

Essencial para evitar condições como o escorbuto. A vitamina C é responsável pela síntese do colágeno e auxilia no processo de cicatrização dos tecidos.

Dentes saudáveis dependem da adoção de boas rotinas de higiene. No entanto, vitaminas e sais minerais também têm um papel fundamental.

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Uma prole maior pode estar relacionada à maior perda de dentes das mães

Em um novo estudo da Europa, os pesquisadores descobriram que ter uma família maior pode estar relacionado à maior perda de dente em mães – sugerindo o velho provérbio “ganhar um filho, perder um dente” pode ter de fato algum fundamento.

Segundo os pesquisadores, não houve evidências sólidas para provar a idéia de que famílias maiores levam à perda de dente em mães. Para pesquisar isso, basearam-se em dados da Wave 5 of the Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe (SHARE). A SHARE contém informações sobre a saúde, a obtenção da educação e a renda familiar de mais de 120.000 adultos de 50 anos de idade e mais, de 27 países europeus e Israel. A Wave 5 foi concluída em 2013 e incluiu perguntas sobre a história reprodutiva e número de dentes naturais de 34.843 entrevistados, com idade média de 67 anos.

Olhando para o potencial impacto de ter gêmeos ou trigêmeos em vez de filho único, os pesquisadores também levaram em conta o sexo dos dois primeiros filhos, partindo do pressuposto de que, se os dois primeiros fossem do mesmo sexo, os pais poderiam estar tentados a tentar um terceiro filho. Para analisar os dados, eles aplicaram uma técnica estatística que explora uma variação natural randômica em uma variável que apenas está associada com a exposição e afeta o resultado somente através dessa exposição que, essencialmente simulando um ensaio controlado e randomizado.

Saúde bucal das mães

De acordo com os resultados, as mulheres com três filhos tiveram uma média de quatro dentes a menos do que as mulheres com dois filhos, sugerindo que a adição de uma terceira criança pode muito bem ser prejudicial para a saúde bucal das mães. Em uma nota potencialmente controversa, os dados do estudo indicaram não haver efeito direto para a saúde bucal dos pais, no caso de um terceiro filho. No entanto, a perda de dente também aumentou com a idade, variando em cerca de sete dentes a menos para mulheres entre 50 e 60 anos e até menos 19 dentes para homens com idade de 80 anos e acima. Níveis mais altos de escolaridade também foram associados a menor risco de perda de dente entre as mulheres.

Comentando os resultados, os pesquisadores sugeriram promoção elevada da higiene bucal, nutrição amigável para os dentes e assistência odontológica preventiva regular, especificamente dirigida a futuras mães, seriam estratégias sensatas para os clínicos e os formuladores de políticas de saúde.

O estudo, intitulado “Ganhar um filho, perder um dente? Utilizando experimentos naturais para distinguir entre fato e ficção”, foi publicado online em 13 de março no Journal of Epidemiology and Community Health.​

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Cuidar da saúde bucal pode ajudar na recuperação de um ataque cardíaco

Cuidar da saúde bucal, e das gengivas em particular, pode ajudar o sistema cardiovascular a se recuperar de um ataque cardíaco, revela um estudo recentemente publicado. De acordo com essa pesquisa, as bactérias que causam doenças gengivais podem prejudicar a recuperação dos vasos após um ataque cardíaco.

Esta não é a primeira vez que um trabalho demonstra a existência de uma correlação entre as doenças bucais e as doenças cardiovasculares. Já o ano passado um estudo havia revelado que a mortalidade da população em geral e das mulheres de mais idade pode diminuir graças a melhorias na saúde periodontal.

Reparação das artérias

O estudo agora publicado mostra que as bactérias responsáveis pelas doenças gengivais podem prejudicar a reparação das artérias depois de um ataque cardíaco e isso em razão de uma enzima produzida por essas bactérias que pode impedir que as células do sistema imunológico atuem na reparação das artérias cardíacas.

Saúde bucal – saúde cardiovascular terapêutica e preventiva

A pesquisa mostra ainda que manter a mucosa oral saudável pode ajudar os pacientes que já sofreram de ataques cardíacos a prevenirem novas complicações cardiovasculares no futuro. Nigel Carter, CEO da Oral Health Foundation, ressalta que “esta pesquisa pode oferecer esperança a milhões de pessoas afetadas por doenças cardiovasculares. Existem evidências já há algum tempo de que as doenças da gengiva aumentam o risco de um paciente sofrer de doenças cardiovasculares mas agora sabemos que a prevenção das doenças gengivais podem igualmente prevenir mais problemas para as vítimas de ataque cardíaco”.

Sempre é bom lembrar que as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em todo o mundo.

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Para quem a saúde bucal é prioridade 

Há cada vez mais pessoas reconhecendo a importância da saúde bucal para a saúde de uma forma geral. E um estudo recente publicado nos EUA é mostrado que para a grande maioria das pessoas (85%) a saúde bucal é mais importante para a sua vida do que questões como nutrição (71%), relação com amigos (71%) ou peso corporal (71%).

O estudo é da Delta Dental e mostra que há cada vez mais norte-americanos reconhecendo a importância da sua saúde bucal para a sua saúde e uma forma geral, com 67% tendo revelado que ter uma boa saúde bucal os faz sentir mais confiantes no dia-a-dia. Os resultados mostram ainda que 88% dos norte-americanos dão prioridade ao bem-estar e à saúde das suas bocas, dentes e gengivas.

Estética e saúde

Além disso, o estudo mostra que os norte-americanos estão preocupados com a estética dos seus sorrisos, com 48% a afirmando que se preocupa com o fato de um dia poder vir a não ter um sorriso bonito. Mas apesar da aparente preocupação com a saúde bucal, apenas 15% dos participantes da pesquisa revelaram que consideram a sua saúde bucal como ‘excelente’.

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