saúde do corpo

Microbiomas: saúde da boca e do corpo conectados

Microbiomas: saúde da boca e do corpo conectados

microbiomas

Temos que acabar com a noção de que uma parte do nosso corpo não está conectada ao resto.
O corpo é uma entidade com muitas partes que trabalham juntas.
A manutenção da saúde e do equilíbrio geral do corpo é o mais importante de tudo.
Devemos parar nossa obsessão antibacteriana e, em vez disso, focar mais profundamente em contar com microbiomas saudáveis.

O que são microbiomas?

Um microbioma é uma rede complexa de bactérias, fungos e, sim, até vírus que funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana. E o melhor, para nos proteger de corpos estranhos. As bactérias nos microbiomas do corpo têm sido associadas à produção de serotonina, produção complexa de vitaminas e regulação hormonal.

De fato, seu microbioma, e não seu sistema imunológico, atua como a primeira linha de defesa do corpo contra doença.
Somente quando os microbiomas foram comprometidos é que o sistema imunológico precisa entrar em ação.

Os microbiomas existem no intestino, na pele, nos olhos, no nariz e nos ouvidos, no canal do parto e, é claro, na boca. Alguns produtos para higiene bucal fazem propaganda de que eliminam 99,9% de todos os “germes”. E isso ao invés de uma vantagem, pode ser visto como um problema.

É que a maioria das bactérias que compõem seu microbioma oral é extremamente boa para você.
A eliminação da grande maioria das bactérias na boca traz consequências.
Isso porque pode gerar uma sobrecarga tóxica que pode afetar a saúde bucal e a saúde de todo o corpo.

A boca é compõe um dos principais microbiomas do organismo.
Quando o microbioma oral está equilibrado e em seu estado mais natural, 98% das bactérias estão protegendo você contra infecções, inflamações e toxicidade.
Repleto de bactérias do bem, sobra pouco espaço para bactérias ruins se desenvolverem.

Mas os produtos antibacterianos para higiene bucal são semelhantes às bombas atômicas eliminando indiscriminadamente tudo na sua boca.
Os agentes antibacterianos não discriminam, e não há como segmentar apenas bactérias ruins, por isso perdemos os bons residentes juntamente com os ruins.

O uso excessivo de antissépticos bucais pode tornar sua boca (microbioma oral) vulnerável.

Isso porque abre espaço para o desenvolvimento de qualquer bactéria, incluindo superbactérias perigosas.

Existe um outro fato que pode tornar as coisas ainda mais preocupantes.
O uso indiscriminado e excessivo de produtos antibacterianos pode aumentar a resistência bacteriana a esses agentes.
Ou seja, aumenta assim a probabilidade ainda maior de sobrevivência dessas bactérias.

Como lidar preventivamente com o problema

Fora dos produtos antibacterianos para higiene bucal, os alimentos que mastigamos e o quão bem são digeridos (graças à saliva saudável) também desempenham um papel em nossos microbiomas. E, portanto, em nossa saúde geral.

Observam-se diferenças na inflamação da gengiva (um sinal de comprometimento do sistema imunológico) entre pacientes que ingeriram uma dieta orgânica, principalmente à base de plantas e aqueles que não a consumiam.
Acredita-se que a explicação seja a falta de antibióticos, pesticidas e outros produtos químicos em suas dietas diárias.

Quando a inflamação está presente no corpo por longos períodos de tempo acaba afetando o sistema imunológico. Isso pode resultar em aumento da carga viral. Depois que um vírus se torna “ativo” no corpo, o que significa que ele se multiplicou o suficiente para se tornar destrutivo, ele só pode ficar inativo a partir desse momento e é capaz de ser ativado novamente a qualquer momento durante a vida de seu hospedeiro.

Uma das melhores maneiras de evitar um aumento da carga viral no corpo é minimizar o envolvimento do sistema imunológico sempre que possível. Uma das melhores maneiras de fazer isso é proteger nossos microbiomas e manter a inflamação baixa. A melhor maneira de manter a inflamação na boca é praticar uma boa higiene bucal, remover o maior número possível de produtos químicos nocivos da dieta e reduzir o estresse diário, sempre que possível.

Probióticos

Pesquisas recentes realçam o benefício dos probióticos para o intestino. Hoje acredita-se que essa lógica também valha para o microbioma da boca.

Pode-se melhorar a saúde bacteriana da boca e de todo o corpo através de mudanças simples na dieta, produtos e estilo de vida.

Ao melhorar e proteger a saúde de nossas bactérias orais, podemos assim fortalecer as respostas defensivas de nosso corpo. E também aumentar os níveis de energia, reduzir a inflamação e retornar a um estado mais natural de saúde de todo o corpo. E isso sem a necessidade do uso de antissépticos bucais.

Fontes: Dentistry Today, Amazon
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Atividade física e saúde bucal: qual a relação?

Atividade física e saúde bucal: qual a relação?

atividade física e saúde bucal

A atividade física traz inúmeros benefícios à saúde. Tem a capacidade de reduzir o risco de doenças cardíacas, obesidade, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.
A novidade é que a atividade física e saúde bucal também tem uma relação próxima.

Um estudo recentemente publicado no Journal of Dentistry mostrou que a atividade física regular pode melhorar a saúde periodontal.

O estudo demonstrou que as pessoas que se exercitavam regularmente tinham uma probabilidade 54% menor de desenvolver periodontite. Isso em comparação com aquelas que levavam vidas sedentárias.
O The National Health and Nutrition Examination Survey revelou que pessoas que se exercitavam três vezes por semana também podem obter benefícios.
Isso representa uma probabilidade 33% menor para o desenvolvimento de periodontite.

Índice de massa corporal e saúde bucal

Existe uma ligação entre o Índice de Massa Corporal (IMC) dos indivíduos e sua saúde bucal.

Um estudo publicado no Journal of Periodontology observou que pessoas que mantêm um peso normal e praticam atividade física apresentaram uma probabilidade 40% menor de ter periodontite.

Verificou-se que outras práticas também proporcionaram benefícios à saúde.
Hábitos como a adoção de uma dieta saudável ao estilo mediterrâneo, com baixo teor de açúcar refinado e alto teor de fibras, frutas, vegetais e gorduras saudáveis.

Atividade física: como iniciar

A quantidade recomendada de exercícios para melhorar a saúde bucal varia de acordo com a idade.
Para a maioria dos adultos saudáveis, o que se recomenda são cerca de 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de exercício cardiovascular vigoroso por semana.

O treinamento de força também é fundamental pelo menos duas vezes por semana para os principais grupos musculares.

As pessoas que estão começando devem fazê-lo aos poucos, e aumentando os tempos e as intensidades dos exercícios à medida que progridem.

Aqueles que levantam pesos devem fazê-lo usando um treino aprovado pelo instrutor.
Algumas dores podem surgir como consequência do início dos treinos. Isso acontece devido ao acúmulo de ácido lático.
Sessões de alongamento e aquecimento antes dos exercícios são fundamentais.

Atividade física e saúde bucal, e vice-versa

Sabemos que a atividade física pode trazer benefícios à saúde bucal. E a recíproca, será verdadeira?

Sim. E essa é uma ótima notícia.
Significa que cuidar dos dentes ajuda na proteção da saúde do corpo, especialmente o coração. Isso porque esse órgão se mantém ativo e em forma.

Escovar os dentes regularmente está associado a um menor risco de fibrilação atrial e insuficiência cardíaca. Essa é a conclusão de um estudo recente da
Sociedade Europeia de Cardiologia.
A explicação é que a escovação frequente reduz a quantidade de bactérias que vivem nas bolsas entre os dentes e as gengivas.
Isso mantém as bactérias afastadas da corrente sanguínea.

Atividade física e saúde bucal, mas sem exageros

Apesar dos benefícios que o exercício pode proporcionar, treinos exaustivos podem trazer problemas à saúde bucal.
Dentre esses problemas estão as cáries decorrentes da erosão do esmalte. A principal causa associada à erosão do esmalte são a ingestão de bebidas esportivas ácidas e o ato de respirar com a boca aberta durante o exercício.
Esses são dados obtidos de um estudo escandinavo.

Resumindo

A atividade física de forma geral traz benefícios à saúde bucal. Especialmente à saúde das gengivas.
O excesso de exercício pode, no entanto, corroer o esmalte dental.
Trocar bebidas ácidas por outras, e respirar pelo nariz a maior parte do tempo são medidas simples que podem evitar os problemas anteriormente descritos. A atividade física é uma prática com muitos benefícios, especialmente para aqueles na terceira idade.

Fontes: Journal of Periodontology, Mayo Clinic, Dental News, Science Daily, Journal of Dentistry

 

 

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Exposição ao incenso pode fazer mal à saúde bucal

exposição ao incenso

A exposição ao incenso pode ser ruim para a saúde bucal.
Isso é o que um estudo recentemente publicado no Online Scientific Reports nos revelou.
Esse trabalho foi desenvolvido por pesquisadores da New York University Abu Dhabi (NYUAD).

Essa descoberta se deu por conta de uma constatação. A de que a exposição ao incenso aumenta a probabilidade do desenvolvimento de infecções orais e doenças sistêmicas.

Como a exposição ao incenso pode trazer problemas

A pesquisa em questão demonstrou que a exposição ao incenso altera a composição da microbiota oral.
A microbiota oral é formada pela comunidade de micróbios da boca. É uma comunidade complexa que pode alcançar até 700 bactérias e também fungos.
Nesta comunidade podem coexistir agentes benéficos e patogênicos.

Principais agentes patogênicos da microbiota oral

Os micro-organismos patogênicos residem frequentemente no biofilme. O biofilme é uma camada de proteínas e outras grandes moléculas alinhada à superfície do esmalte dental. Tem uma espessura por volta de 10μm. Os agentes patogênicos revestem o esmalte e compõe uma camada do biofilme. Esse biofilme também é conhecido como placa bacteriana.

O estudo

A exposição ao incenso é uma prática comum, especialmente na Ásia e países do Golfo Pérsico. A queima do incenso está associada à produção de determinados substâncias tóxicas que podem influenciar a saúde.

O estudo em questão foi desenvolvido em adultos dos Emirados Árabes Unidos. País onde 90% das famílias queimam incenso para perfumar suas casas e roupas.

Através dessa exposição ao incenso, identificou-se a hipótese de que o uso de incenso possa estar ligado a alterações na composição da microbiota oral. E isso pode ser muito prejudicial à saúde.

É uma análise preliminar. Porém, é uma descoberta importante com grandes implicações e consequências para a saúde.
Afinal, é a primeira vez que se demonstrou a associação entre a exposição ao incenso e as mudanças na composição de micro-organismos que habitam a boca.

Em mais de 300 indivíduos usuários diários de incenso pesquisados observou-se uma característica comum. Identificou-se uma alteração da diversidade, da estrutura e da composição da microbiota oral. Isso quando comparados com aqueles que não tinham exposição ao incenso (grupo controle).

Segundo os pesquisadores, mesmo em casos de baixos níveis de exposição ao incenso podem existir efeitos adversos à saúde.

Incenso – vapores nocivos

Pesquisas anteriores sugerem que a queima de incenso produz substâncias poluentes. Essas substâncias aumentam também os riscos de doenças cardiovasculares e pulmonares.
A exposição ao incenso concentra altas doses de poluentes. Substâncias como o monóxido de carbono e óxido nítrico, por exemplo. Ambas estão também presentes no cigarro.

Relevância da descoberta

A descoberta é particularmente importante já que a comunidade microbiana desempenha um papel fundamental na manutenção da homeostase. Homeostase é a capacidade do organismo de manter um ambiente interno estável apesar das mudanças nas condições externas.
A exposição ao incenso quebra esse equilíbrio.

O incenso queimado libera substâncias tidas como poluentes do ar e com potenciais riscos à saúde. Porém, não existem diretrizes para o controle de sua utilização.
Isso é particularmente preocupante, tendo em vista muitas das vezes a sua utilização em espaços públicos.

exposição ao incenso

Cigarro ou incenso – Qual pode ser mais nocivo para a sua saúde?

Em uma outra pesquisa comparativa estudiosos queimaram quatro palitos de incenso e um cigarro em uma máquina que coletava partículas de fumaça através de uma série de filtros.

Eles classificaram o tamanho das partículas coletadas e realizaram análises químicas por cromatografia gasosa e espectrometria de massa no conteúdo dos filtros.

Eles então testaram os resíduos de fumaça nas células em placas de Petri.

O primeiro teste, em células de salmonela, foi verificar se as amostras provocavam mutações no DNA das células. Às vezes, mutações no DNA podem levar ao câncer.

O segundo teste usou células dos ovários de hamsters para verificar se as amostras tiveram efeitos tóxicos sobre as células.

A fumaça da queima de incenso criou uma mistura de partículas finas e ultrafinas. Ambas são conhecidas por serem prejudiciais à saúde dos pulmões.

A análise química encontrou 64 compostos, levando em consideração todos os componentes dos quatro bastões de incenso.

Isso incluía componentes químicos de óleos essenciais e madeira de lignina, comumente usada no incenso.

Os compostos eram principalmente “irritantes“, embora alguns compostos tóxicos tenham sido encontrados.

O artigo não forneceu resultados equivalentes em tamanho de partícula e compostos químicos encontrados no cigarro testado.

Resultados

As quatro amostras de fumaça de incenso e uma amostra de fumaça de cigarro causaram graus variados de mutação nas células de salmonela. O incenso e a fumaça do cigarro foram tóxicas para as células do ovário do hamster.

A toxicidade foi mantida em todos os níveis diferentes para as diferentes amostras. A fumaça do incenso se monstrou tóxica em concentrações mais baixas que a fumaça do cigarro.

Como interpretar esses resultados

Os pesquisadores mostraram que a fumaça de algumas amostras de incenso era “maior do que a amostra de referência de cigarro com a mesma dose”. Disseram também que suas descobertas sugerem que “a fumaça do incenso era mais citotóxica contra as células do ovário de hamster” do que a fumaça do cigarro.

No entanto, eles acrescentaram: “Não podemos simplesmente concluir que a fumaça do cigarro é menos citotóxica do que a fumaça do incenso. Primeiro devido ao pequeno tamanho da amostra analisada neste estudo. E, em segundo lugar, devido à enorme variabilidade no consumo de incenso e cigarros”.

Refletindo sobre os dados encontrados

Este estudo de laboratório descobriu que a fumaça da queima de incenso pode produzir partículas finas e compostos químicos. Essas substâncias podem irritar os pulmões e prejudicar a saúde.

Isso não é surpreendente, pois a maioria dos tipos de fumaça em ambientes fechados produz partículas finas que provavelmente têm esse efeito, seja por fumar cigarro ou queimar incenso.

A sugestão de que a exposição ao incenso possa ser mais prejudicial do que a fumaça do cigarro precisa ser vista com cautela.

As quatro amostras de bastão de incenso tiveram efeitos diferentes quando testadas quanto à capacidade de alterar o DNA celular e a toxicidade para as células.
Estas amostras foram comparados com apenas um cigarro.

Isso significa que não podemos tirar conclusões precipitadas. Não podemos considerar que a maioria dos palitos de incenso produza fumaça mais ou menos tóxica que a maioria dos cigarros.

Além disso, a pesquisa utilizou células animais em laboratório. Não podemos simplesmente equivalê-la a uma pesquisa com seres humanos.

A adição de substâncias às células em uma placa de Petri pode causar efeitos muito diferentes daquela que acontece quando as pessoas encontram essas substâncias de forma diluída no ambiente.

Concluindo

A maneira como as pessoas usam o incenso e o cigarro é diferente.
A fumaça do cigarro é levada diretamente para os pulmões e é mantida lá antes de ser exalada. A fumaça do incenso é queimada no ambiente e inalada do ar circundante.

A quantidade de fumaça que entra nos pulmões dependerá de quanto incenso é queimado, por quanto tempo, e do tamanho e da ventilação da sala.

A associação do pesquisador principal a uma empresa de tabaco levanta outro ponto de preocupação.

Os pesquisadores não afirmam que o incenso é mais perigoso do que os cigarros. No entanto, é do interesse da empresa de tabaco que as pessoas pensem que fumar e queimar incenso estão em pé de igualdade – o que não é verdade. Inclusive no que diz respeito à saúde bucal.

Fumar pode causar doenças e morte devido a condições como problemas odontológicos, doenças cardíacas, câncer de pulmão e derrame. É algo que todos devem parar completamente.
A exposição ao incenso pode trazer problemas à saúde bucal e do corpo como as pesquisas evidenciam. Assim, até que novas pesquisas surjam, é aconselhável limitar o seu uso.

Fontes: Scientific Reports, News Medical Life Sciences, Medium
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Saúde bucal e saúde do corpo: uma ligação cada vez mais forte

Como muitas áreas do corpo, a boca está repleta de bactérias – a maioria delas é inofensiva. Normalmente, as defesas naturais do corpo e os bons cuidados com a saúde bucal, como a escovação diária e o uso do fio dental, podem manter essas bactérias sob controle. No entanto, sem uma higiene oral adequada, as bactérias podem atingir níveis que podem levar a infecções orais, como cárie dentária e doença gengival.

Além disso, certos medicamentos – como descongestionantes, anti-histamínicos, analgésicos, diuréticos e antidepressivos – podem reduzir o fluxo de saliva. A saliva umidifica a comida e neutraliza os ácidos produzidos por bactérias na boca, ajudando a protegê-lo da invasão microbiana ou do crescimento excessivo que pode levar à doença.

Estudos também sugerem que as bactérias orais e a inflamação associada à periodontite podem ter um papel em algumas doenças. Além disso, certas doenças, como diabetes e HIV / AIDS, podem diminuir a resistência do organismo à infecção, tornando os problemas de saúde bucal mais graves.

Problemas de saúde podem estar ligados à saúde bucal

Uma má saúde bucal pode contribuir para o desenvolvimento de várias doenças e condições, incluindo:

  • Endocardite. A endocardite é uma infecção do revestimento interno do coração (endocárdio). A endocardite geralmente ocorre quando bactérias ou outros germes de outra parte do corpo, como a boca, se espalham pela corrente sanguínea e se ligam a áreas danificadas do coração.
  • Doença cardiovascular. Algumas pesquisas sugerem que doenças cardíacas, obstruções nas artérias e derrames cerebrais podem estar ligados à inflamação e às infecções que as bactérias orais podem causar.
  • Gravidez e nascimento. A periodontite tem sido associada ao nascimento prematuro e ao baixo peso ao nascer.

Condições que podem afetar a saúde bucal

  • Diabetes: Diabetes reduz a resistência do corpo à infecção – colocando as gengivas em risco. A doença gengival parece ser mais frequente e grave entre as pessoas que têm diabetes. Pesquisas mostram que pessoas que sofrem de doença nas gengivas têm mais dificuldade em controlar seus níveis de açúcar no sangue, e que o cuidado periodontal regular pode melhorar o controle do diabetes.
  • HIV / AIDS: Problemas bucais, como lesões mucosas dolorosas, são comuns em pessoas com HIV / AIDS.
  • Osteoporose: A osteoporose faz com que os ossos fiquem fracos e quebradiços – pode estar relacionada à perda óssea periodontal e à perda de dentes. Drogas usadas para tratar a osteoporose carregam um pequeno risco de danos aos ossos da mandíbula.
  • Doença de Alzheimer: Agravamento da saúde bucal é visto como a doença de Alzheimer progride.

Outras condições que podem estar ligadas à saúde bucal

Incluem distúrbios alimentares, artrite reumatoide, câncer de cabeça e pescoço e síndrome de Sjögren – um distúrbio do sistema imunológico que causa xerostomia.

Como se pode garantir uma boa saúde bucal?

Para proteção da saúde bucal é fundamental a prática de uma boa higiene bucal diariamente. São medidas simples que você dentista pode repassar aos seus pacientes:

  • Escovar os dentes pelo menos três vezes por dia com creme dental com flúor;
  • Passar fio dental diariamente;
  • Ter uma dieta saudável e evitar lanches entre as refeições;
  • Substituir a escova de dentes a cada três ou quatro meses ou mais cedo caso as cerdas estejam desgastadas;
  • Agendar profilaxias dentais regularmente;
  • Evitar o uso de tabaco.

A importância da escovação dental

Numerosos estudos estabeleceram uma ligação entre doença periodontal e doença cardíaca, mas poucos examinaram especificamente se os hábitos de escovação estão associados ao último grupo de condições. Para este estudo, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas e da Saúde da Universidade de Hiroshima, liderada pelo Dr. Shogo Matsui, examinou o comportamento de escovação dentária de 682 participantes. Após o ajuste para vários fatores, eles descobriram que aqueles que relataram escovar menos de duas vezes por dia por menos de 2 minutos de cada vez tiveram um risco três vezes maior de desenvolver doença cardiovascular em comparação com aqueles que escovaram os dentes por pelo menos 2 minutos duas vezes por dia.

Benefícios que se estendem além da boca

Em resposta, a Oral Health Foundation, uma importante instituição de caridade que trabalha no combate às doenças orais no Reino Unido, enfatizou a importância de cuidar da saúde bucal, afirmando que ela pode fornecer benefícios que vão muito além da boca.

“Descobertas como essa podem soar um pouco assustadoras, mas pode ser apenas o empurrão que precisamos para cuidar melhor da nossa saúde bucal”, disse o Dr. Nigel Carter, OBE, CEO da Oral Health Foundation. “Este estudo contribui para a crescente evidência científica de que esta é uma forte ligação entre a saúde da nossa boca e a do nosso corpo.”

“Por muitos anos, a doença da gengiva tem sido associada a condições como AVC, diabetes, demência e resultados da gravidez. Essas são todas condições sérias que podem afetar a qualidade de vida de uma pessoa ”, continuou ele.

“Cuidar da nossa boca deve ser uma prioridade todos os dias e os benefícios de fazê-lo são simplesmente importantes demais para serem ignorados”, disse Carter.

Fontes: Mayo Clinic, Dentistry Today
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