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Pérolas de Epstein do recém-nascido: causas, sintomas e tratamento

Pérolas de Epstein do recém-nascido: causas, sintomas e tratamento

pérolas de Epstein
As pérolas de Epstein são cistos brancos ou amarelados que se podem formar nas gengivas e palato dos recém-nascidos, semelhantes a dentes que estão para nascer.
As pérolas de Epstein são inofensivas e se formam na boca do recém-nascido durante as primeiras semanas e meses de desenvolvimento.

Os cistos contêm queratina, uma proteína que ocorre naturalmente na pele, cabelos e unhas humanas.

As pérolas de Epstein desaparecem por si próprias poucas semanas após o nascimento do bebê. Não são motivo de preocupação.

Neste artigo, analisamos os sintomas, causas e tratamento das pérolas de Epstein.

Pérolas de Epstein – Sintomas

As pérolas de Epstein têm geralmente menos de 3 milímetros de diâmetro.

Os cistos podem ser notados quando um bebê abre a boca para chorar ou bocejar.
No entanto, eles não causam desconforto ao bebê e não devem interferir na alimentação.

Às vezes, as pessoas podem confundir as pérolas de Epstein com os grãos de milium.
A principal diferença é a sua localização. As pérolas de Epstein aparecem apenas no céu da boca e gengivas.

O milium é um tipo de nódulo branco que costuma aparecer no rosto do bebê.
São bastante comuns.
São caracterizados por bolinhas brancas ou amareladas que aparecem perto dos olhos, no nariz e na boca do bebê.

Pérolas de Epstein – Causas

Essas formações são bastante comuns. Ocorrem em até 60% a 85% de todos os recém-nascidos.
Especialistas acreditam que elas se desenvolvam durante a a gestação quando acontece a formação do céu da boca do bebê.

As pérolas de Epstein não ocorrem como resultado de algo que a mulher fez durante a gravidez. Elas também não representam um sinal de que algo está errado com o bebê.

Não há como impedir as pérolas de Epstein.

As pérolas de Epstein não ocorrem em crianças mais velhas ou adultos porque são resultado do desenvolvimento fetal.

Pérolas de Epstein – Tratamento

As pérolas de Epstein não requerem tratamento.
Na maioria dos casos, elas desaparecem lenta a espontaneamente dentro de algumas semanas.

Quando a consulta com o pediatra é aconselhável

Os responsáveis pelo bebê podem procurar um pediatra no caso de preocupações com inflamações na boca do recém-nascido.
Isso para o caso de diferenciá-las de outras condições de saúde.

Em caso de dúvida, a consulta com um pediatra é altamente recomendável.

Isso porque algumas condições e sinais outros podem se assemelhar às pérolas.

1. Candidíase oral

Em alguns casos, manchas brancas na boca de um bebê podem ser um sinal de candidíase.
A candidíase oral é uma patologia causada pelo fungo cândida.

A candidíase oral pode causar manchas brancas ou inchaços na boca. Inclusive no interior das bochechas e da língua.
Às vezes, pode provocar algum desconforto ou dificuldade em se alimentar. Geralmente não é grave.

A candidíase oral é tratada com medicamentos antifúngicos.
É importante que o tratamento seja iniciado. Isso porque a infecção pode se espalhar para o seio da mulher, caso ela esteja amamentando.
Se isso ocorrer, pode causar rachaduras nos mamilos e deixar os seios doloridos.

2. Dentes natais

As pérolas de Epstein podem ser confundidas com dentes natais, caso apareçam nas gengivas.
Embora os recém-nascidos possam ter dentes, isso é raro.
Ocorre em apenas 1 em cada 800 a 6.000 bebês.

Se um bebê nascer com um ou mais dentes, os pais ou responsáveis devem discutir isso com um pediatra.
Às vezes, os dentes estão soltos ou interferem na alimentação.
Nesses casos, o médico pode recomendar sua remoção.

3. Outros problemas

Um bebê muito queixoso pode ser um sinal de problemas outros e mais sérios. Especialmente se a criança não estiver conseguindo se alimentar direito. Embora as pérolas de Epstein não causem nenhum desses problemas, ainda é melhor descartar outras possíveis condições de saúde.
Nesse caso, é uma boa ideia consultar um pediatra.

Concluindo

Muitos pais e cuidadores ficam preocupados quando veem as pérolas de Epstein na boca de um bebê.
No entanto, são indolores, não prejudiciais ao bebê e desaparecem por conta própria.

Se o bebê parece estar tendo problemas para se alimentar ou não estiver bem, os pais ou responsáveis devem procurar um pediatra para descartar outros problemas de saúde.

Fontes: NCBI, Era’s Journal, Europe PMC
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Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

mononucleose

Também conhecida como doença do beijo, a mononucleose é uma doença viral muito comum no período do carnaval.

A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). O EBV é da família do vírus da família do herpes. Não é uma simples virose.

Geralmente ocorre em adolescentes, mas pode atingir qualquer um em qualquer idade.
O vírus se espalha pela saliva, e é por isso que muitos se referem a ele como “a doença do beijo”.

Mononucleose – Principais sintomas

A mononucleose foi descrita pela primeira vez em 1889.
Seus principais sintomas são febre alta, glândulas linfáticas inchadas no pescoço e axilas, dor de garganta e dor nas articulações.
Sensação de fraqueza muscular também é um sintoma que costuma ser relatado.

A febre geralmente varia entre 39 °C 40 °C e pode durar de uma a duas semanas.
Há relatos de dor de garganta em mais de 85% dos pacientes.

Mononucleose – transmissão

O EBV é transmitido através do contato direto com a saliva da boca de uma pessoa infectada ou outros fluidos corporais, como sangue. Também se espalha por contato sexual e transplante de órgãos.

A contaminação pode acontecer por tosse ou espirro, beijando ou compartilhando alimentos ou bebidas com alguém que tem mononucleose.

Pode acontecer dos sintomas passarem despercebidos pela pessoa infectada.

Mononucleose – tempo de incubação

O período de incubação do vírus é o período entre o momento em que a infecção é contraída e o início dos sintomas. Geralmente, leva de 4 a 8 semanas para que os sintomas se desenvolvam após a infecção.

Frequentemente, a mononucleose é precedida por três a cinco dias de alguns indícios sintomáticos, como dores de cabeça, fadiga e dores musculares.

A mononucleose pode continuar a ser contagiosa por 3 meses ou mais após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Vírus Epstein-Barr

O vírus Epstein-Barr (EBV) é um membro da família herpes. É um dos vírus mais comuns causadores de infecção em seres humanos por todo o mundo. Uma vez a pessoa tendo sido infectada pelo EBV, ele permanece inativo no corpo pelo resto da vida.
Em casos raros, pode se reativar.

Pesquisadores tem investigado possíveis ligações entre o EBV e alguns tipo de câncer e doenças autoimunes.

Pessoas mais expostas a riscos de contaminação pelo EBV

Os grupos a seguir apresentam um risco maior de desenvolver mononucleose:

  • jovens entre 15 e 30 anos;
  • estudantes;
  • médicos residentes;
  • pessoal de enfermagem;
  • cuidadores;
  • usuários de medicamentos para supressão do sistema imunológico (pacientes transplantados).

Qualquer pessoa que regularmente entre em contato próximo com um grande número de pessoas corre um risco maior para a mononucleose.

É por isso que estudantes do ensino médio e universitários são frequentemente infectados.

Mononucleose – diagnóstico

Numa consulta médica, normalmente o profissional irá perguntar há quanto tempo a pessoa vem apresentando sintomas.

A idade é um dos principais fatores para o diagnóstico de mononucleose, juntamente com os sintomas mais comuns já citados.
O médico irá verificar a temperatura do indivíduo bem como as glândulas do pescoço, axilas e virilhas.
Também poderá verificar a parte superior esquerda do estômago para determinar se o baço se encontra aumentado.

O médico poderá solicitar um hemograma completo. Este exame de sangue ajudará a determinar a gravidade da doença. Irá possibilitar saber os níveis de várias células sanguíneas. Por exemplo, uma alta contagem de linfócitos geralmente é indicativo de uma infecção.

Uma contagem elevada de glóbulos brancos não pode confirmar uma infecção por EBV. Porém, o resultado sugere que é uma forte possibilidade.

Testes de laboratório

Os testes de laboratório são a segunda parte do diagnóstico médico.

Teste monospot

Uma das maneiras mais confiáveis de diagnosticar a mononucleose é o teste monospot. Esse exame de sangue detecta anticorpos que o sistema imunológico produz em resposta a elementos nocivos.

O monospot é um teste que não procura anticorpos específicos para o EBV.
Em vez disso, o teste determina os níveis de outro grupo de anticorpos que o corpo produz no caso de infecção por EBV.
Estes são chamados de anticorpos heterófilos.

Os resultados deste teste são os mais consistentes quando são realizados entre 2 e 4 semanas após o aparecimento dos sintomas.
Nesse período existem quantidades suficientes de anticorpos heterófilos para desencadear uma resposta positiva confiável.

Este teste nem sempre é totalmente preciso, mas é rápido. Os resultados geralmente ficam disponíveis em uma hora ou menos.

Teste de anticorpos EBV

Se o teste monospot der negativo, o médico poderá solicitar um teste de anticorpos EBV.
Este exame de sangue busca anticorpos específicos para o EBV.
É um teste com capacidade de detecção do EBV desde a primeira semana de aparecimento dos sintomas.
No entanto, a liberação dos resultados é mais demorado.

mononucleose

Mononucleose – tratamento

Não há tratamento específico para mononucleose. O médico pode prescrever um medicamento corticosteroide para reduzir a inflamação da garganta e amígdalas.
Os sintomas geralmente desaparecem sozinhos em 1 a 2 meses.
O médico deve ser comunicado pelo paciente no caso da piora dos sintomas ou no caso de dor abdominal intensa.

Remédios caseiros

O tratamento em casa visa aliviar os sintomas. Isso inclui o uso de medicamentos de venda livre (OTC) para reduzir a febre. São aconselháveis também a adoção de técnicas para alívio da dor de garganta, como gargarejos com água e sal.

Outras medidas caseiras que podem ajudar a aliviar os sintomas:

  • repousar bastante;
  • aumentar a hidratação, preferencialmente pela ingestão de água;
  • ingestão de caldo de galinha quente;
  • fortalecer o sistema imunológico através do consumo de alimentos anti-inflamatórios e ricos em antioxidantes. Isso inclui vegetais de folhas verdes, maçã, arroz integral e salmão;
  • uso de medicamentos de venda livre para controle da febre, como o paracetamol.

Não se administra aspirina a crianças ou adolescentes, pois isso pode levar à síndrome de Reye.
Essa síndrome é um distúrbio raro que pode causar danos cerebrais e hepáticos.

Mononucleose – complicações

A Mononucleose normalmente não é uma doença grave.
Em alguns casos, as pessoas que sofrem de mononucleose apresentam infecções secundárias. Exemplos: infecções na garganta, infecções nos seios nasais ou amigdalite.

Em casos raros, algumas pessoas podem desenvolver as seguintes complicações:

Baço aumentado

Em caso de comprometimento do baço, o indivíduo deve esperar ao menos 1 mês antes de realizar qualquer atividade vigorosa. O que inclui levantar objetos pesados ou praticar esportes de contato. Isso tudo para evitar o rompimento do baço, que pode estar inflamado pela infecção. O baço rompido em pessoas com mononucleose é raro, mas é uma emergência com risco de morte.

A ruptura do baço apresenta sinais característicos como dor aguda e repentina na parte superior esquerda do abdômen.

Hepatites

Ocasionalmente, podem ocorrer hepatites ou icterícia (amarelamento da pele e dos olhos) em indivíduos com mononucleose.

Complicações raras

De acordo com a Clínica Mayo, a mononucleose também pode causar algumas dessas complicações extremamente raras:

  • anemia, caracterizada pela diminuição na contagem de glóbulos vermelhos;
  • Trombocitopenia, que é uma diminuição das plaquetas, fundamentais ao processo de coagulação;
  • miocardite;
  • complicações relacionadas ao sistema nervoso, como meningite ou síndrome de Guillain-Barré;
  • amígdalas inflamadas a ponto de poderem obstruir a respiração.

Sintomas de longo prazo

Sintomas relacionados à mononucleose como fadiga, febre e dor de garganta geralmente duram algumas semanas.
Em casos raros, os sintomas podem surgir meses ou até anos depois.

O EBV, que geralmente é causador da mononucleose, permanece no corpo pelo resto da vida.
Geralmente está em estado inativo, mas o vírus pode se reativar.

Mononucleose em adultos

A mononucleose afeta principalmente as pessoas na adolescência e na década dos 20 anos.
Ocorre menos em adultos com mais de 30 anos de idade. Os adultos mais velhos com mononucleose geralmente têm febre, mas podem não ter outros sintomas, como dor de garganta, linfonodos inflamados ou aumento de volume do baço.

Mononucleose em crianças

As crianças podem se infectar com o EBV através do compartilhamento de utensílios ou copos ou por estarem perto de uma pessoa infectada que tosse ou espirra.

Crianças podem apresentar apenas sintomas leves. Sintomas como uma dor de garganta. Assim, uma mononucleose pode não ser diagnosticada.
Crianças com mononucleose devem lavar as mãos com frequência, principalmente após espirrar ou tossir.

Mononucleose em crianças muito pequenas

A maioria das pessoas se infecta com o EBV no início da vida.
As crianças pequenas podem ser infectadas pelo EBV através do compartilhamento de utensílios de cozinha ou copos.
Elas também podem ser infectadas ao colocar brinquedos na boca compartilhados com crianças portadoras de mononucleose.

A presença de febre e dor de garganta, pode acabar sendo confundida com resfriado ou gripe.

Mononucleose recorrente

Em casos raros, a mononucleose pode levar a uma condição crônica da doença. Esta é uma condição séria na qual os sintomas da mononucleose persistem por mais de 6 meses.

Conclusão

Os sintomas da mononucleose raramente duram mais de 4 meses.
A maioria dos indivíduos que têm mononucleose se recupera dentro de 2 a 4 semanas.
O EBV estabelece permanece inativo por toda a vida nas células do sistema imunológico do corpo.
Em alguns casos muito raros, as pessoas portadoras do vírus podem vir a desenvolver o linfoma de Burkitt ou o carcinoma nasofaríngeo.
Ambos são cânceres raros.
O EBV parece desempenhar um papel no desenvolvimento desses cânceres.
No entanto, o EBV provavelmente não é a única causa.

Fontes: USPharmacist, Healthline, Mayo Clinic
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Aftas – tudo o que você precisa saber

aftas

Aftas são lesões dolorosas na boca e gengivas. As aftas, apesar de inofensivas, podem ser extremamente desconfortáveis.
Elas dificultam o consumo de alimentos, especialmente aqueles ácidos. Também podem atrapalhar a escovação dental. Isso porque as lesões podem variar muito de tamanho.
O grau dos sintomas irá variar conforme as características da afta e sua localização. Aftas são um problema comum e persistente que democraticamente atinge a todos.

Aftas – em poucas palavras

  • A maioria das lesões são incômodos recorrentes e benignos;
  • Alimentos ácidos podem agravar aftas;
  • É importante salientar que um dentista deve examinar qualquer nova úlcera e qualquer úlcera com duração superior a 3 semanas;
  • Para a maioria das pessoas, as lesões desaparecem dentro de 2 semanas.

Causas

A causa exata das lesões ainda não é conhecida e varia de uma pessoa para outra.
Existem, no entanto, algumas causas comuns e vários fatores que podem agravar as lesões, incluindo os seguintes:

  • Frutas cítricas e outros alimentos ricos em acidez ou especiarias;
  • Morder por acidente a língua ou a parte interna da bochecha;
  • Aparelhos, próteses mal ajustadas e outros aparelhos que possam lesionar boca e gengivas;
  • Estresse ou ansiedade;
  • Alterações hormonais durante a gravidez, puberdade e menopausa;
  • Medicamentos, incluindo betabloqueadores e analgésicos;
  • Fatores genéticos;
  • Algumas pessoas podem desenvolver aftas como resultado de uma condição médica diferente ou de uma deficiência nutricional;
  • Doença celíaca ou de Crohn;
  • Deficiência de vitamina B12 ou ferro;
  • Sistema imunológico enfraquecido.

aftas

Aftas são potencialmente cancerígenas?

O câncer de boca e aftas são distintos em seus sintomas.
No entanto, como mencionado anteriormente, úlceras novas ou persistentes requerem exame cuidadoso.

Existem algumas diferenças fundamentais aftas e lesões cancerosas na boca:

  • Aftas são lesões frequentemente dolorosas, enquanto o câncer de boca não é;
  • Aftas desaparecem em cerca de duas semanas, enquanto o câncer na boca não desaparece e costuma se espalhar;
  • As lesões do câncer de boca podem ter aspecto áspero;
  • O câncer de boca geralmente é uma mistura de áreas vermelhas e brancas ou grandes áreas brancas que aparecem na língua, na parte de trás da boca, nas gengivas ou nas bochechas;
  • O câncer de boca está frequentemente associado ao consumo excessivo de álcool ou tabagismo.

Aftas – Tratamento

Em muitos casos, a dor e o desconforto das aftas diminuem em alguns dias e depois desaparecem em cerca de duas semanas sem necessidade de tratamento.

Para pessoas com recorrência muito mais dolorosa ou aftas frequentes, o dentista pode prescrever uma medicação para o problema.
Isso para reduzir o inchaço e diminuir a dor.

Boas opções podem ser um enxaguatório bucal com ação antimicrobiana e/ou uma pomada anestésica para aplicação diretamente na área afetada.
Pode ajudar a aliviar o desconforto.

Aftas – Tipos

As aftas aparecem nas bochechas internas ou língua e duram cerca de 1 semana.
A maioria é inofensiva e desaparece naturalmente.
Existem três tipos principais de aftas:

Úlcera herpetiforme

Úlcera herpetiforme são um subtipo de úlceras aftosas e recebem esse nome porque se assemelham às feridas associadas ao herpes.
Ao contrário do herpes, a úlcera herpetiforme não é contagiosa.
As úlceras herpetiformes ocorrem muito rapidamente e podem demorar um pouco mais para desaparecer.

Úlceras menores

Esse tipo pode variar em tamanho de cerca de 2 milímetros (mm) a 8 mm de diâmetro. São úlceras que em geral levam até duas semanas para desaparecer. São causadoras de dor de menor intensidade.

Úlceras maiores

São úlceras maiores e geralmente têm forma irregular. Podem ser elevadas e penetrar mais profundamente no tecido do que as úlceras menores.
Elas podem levar várias semanas para desaparecer e provavelmente deixarão cicatrizes quando desaparecerem.

Aftas – Sintomas

Aftas podem ser dolorosas e a dor pode ser agravada pela comida, bebida e falta de higiene bucal.

Aftas são lesões que:

  • Aparecem como úlceras extremamente dolorosas na boca;
  • Surgem e se desenvolvem muito rapidamente. Custam a desaparecer;
  • Podem aumentar de tamanho, eventualmente se unindo para formar uma úlcera maior e irregular;
  • Pode levar 10 ou mais dias para curar;
  • Podem aparecer em qualquer lugar da boca;
  • Aftas tendem a ser mais comuns em mulheres do que homens. Apresentam incidência maior em adultos de idade mais avançada.

Úlceras maiores e menores – Sintomas

  • Uma ou mais feridas dolorosas que podem aparecer nas bochechas, no céu da boca ou na língua;
  • Aparecimento de lesões redondas com bordas vermelhas e amarelas, brancas ou cinza no meio;
  • Durante surtos mais extremos de úlceras na boca, algumas pessoas podem sentir febre e apresentar glândulas inchadas.

Quando buscar ajuda profissional

Algumas situações em que uma pessoa deve buscar ajuda profissional o mais rápido possível. São elas:

  • Aparecimento de uma úlcera não dolorosa em uma ou mais áreas da boca;
  • Úlceras incomuns que aparecem em um novo local na boca;
  • Úlceras que estão se espalhando;
  • Úlceras com duração superior a 3 semanas.

Outras condições que se podem recomendar assistência profissional para o tratamento de aftas

  • Lesões particularmente dolorosas ou grandes;
  • Estados febris;
  • Úlceras se desenvolvem após uso de um novo medicamento;
  • Infecções bacterianas secundárias.

Aftas – Prevenção

As lesões não têm cura conhecida e geralmente aparecem várias vezes na boca ao longo de nossas vidas.

O surgimento de lesões é algo inevitável para quase todos. Existem, no entanto, algumas medidas que se pode adotar para diminuir a gravidade ou reduzir o número de vezes de seu aparecimento.

Algumas medidas de prevenção:

  • Conversar com seu médico sobre a mudança de medicamentos que causam úlceras;
  • Evitar alimentos que podem desencadear ou piorar os sintomas;
  • Manter a boca limpa com escovação diária e uso do fio dental;
  • Evitar gatilhos conhecidos por causar surtos no passado.

Em resumo

Felizmente, as aftas tendem a desaparecer espontaneamente. A dor associada a uma úlcera geralmente desaparece em alguns dias.

Existem alguns medicamentos na forma de pomadas e soluções que podem ajudar no alívio da dor e inchaço.

Reduzir o estresse e ansiedade são medidas que podem evitar futuros surtos de lesões.

Fonte: MedicalNewsToday
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Periodontite: tudo o que você precisa saber

periodontite

Antes de falarmos sobre periodontite é importante conceituarmos doença periodontal. A doença periodontal é uma patologia inflamatória e infecciosa. Atinge desde a gengiva até o osso que envolve e suporta os dentes. A doença periodontal tem três estágios: que varia do menos ao mais grave: gengivite, periodontite e periodontite avançada.

A periodontite é uma infecção grave da gengiva que danifica o tecido mole e destrói o osso que suporta os dentes. A periodontite pode causar o afrouxamento dos dentes ou levar à perda dos mesmos.

A periodontite é comum, mas é largamente evitável. Geralmente é o resultado de má higiene bucal. Boas práticas de higiene bucal aliada a idas regulares ao dentista podem diminuir grandemente as chances do desenvolvimento de uma periodontite.
O tratamento da periodontite implica em medidas de controle da infecção e amenização do processo inflamatório.

Causas da periodontite

As causas da periodontite estão normalmente associadas à formação de placa bacteriana que adere aos dentes. Uma higiene bucal adequada e diária evita o acúmulo de placa. Do contrário, pode resultar em tártaro, que só o dentista pode eliminar através de um limpeza dentária profissional. Não se recorrendo ao tratamento por um profissional as gengivas ficarão inflamadas e pode ocorrer sangramento. Uma condição comum, mas nem por isso normal. Gengivas que sangram não são saudáveis.

Fatores que predispõe à periodontite

  • Hábito de fumar: é um dos fatores de maior risco para o desenvolvimento da periodontite;
  • Má higiene bucal: é fundamental escovar os dentes após cada refeição, assim como complementar a limpeza com fio dental, enxaguatório bucal e escovas interdentais. Além disso, é necessário efetuar uma profilaxia dental profissional, pelo menos, uma vez ao ano;
  • Diabetes: os pacientes que sofrem de diabetes têm mais tendência a desenvolver infeções nas gengivas;
  • Alterações hormonais: sobretudo em mulheres, produzindo uma maior sensibilidade nas gengivas. Se esta sensibilidade evoluir para gengivite e não for tratada a tempo, é muito provável que se agrave, tornando-se uma periodontite;
  • Predisposição genética;
  • Xerostomia: a secura da boca também contribui para aumentar o risco. Com baixa quantidade de saliva, que constitui a proteção mais importante da cavidade oral, torna-se muito mais fácil o aparecimento de infeções;
  • Uma dieta desequilibrada e um estilo de vida pouco saudável.

Sintomas da periodontite

As gengivas saudáveis têm aspecto firme e rosa pálido e se encaixam confortavelmente em torno dos dentes.
Sinais e sintomas da periodontite podem incluir:

  • Gengivas inchadas ou inchadas;
  • Gengivas em tom vermelho brilhante, vermelho escuro ou gengivas arroxeadas;
  • Gengivas que ficam sensíveis quando tocadas;
  • Gengivas que sangram facilmente;
  • Gengivas que se afastam dos dentes (recuam). Isso faz com que os dentes pareçam mais longos que o normal;
  • Novos espaços em desenvolvimento entre os dentes;
  • Secreção purulenta entre os dentes e gengivas;
  • Mau hálito;
  • Dentes soltos;
  • Mastigação dolorosa;
  • Mudança na maneira como os dentes se encaixam quando a pessoa morde.

periodontite

Tipos de periodontite

Periodontite crônica

A periodontite crônica é o tipo mais comum, afetando principalmente adultos. Mais raro, crianças também podem ser afetadas. Este tipo é causado pelo acúmulo de placa e envolve uma deterioração lenta. Pode melhorar e piorar com o tempo, mas causa destruição nas gengivas e ossos e perda de dentes se não for tratada.

Periodontite agressiva

A periodontite agressiva geralmente começa na infância ou no início da idade adulta e afeta apenas um pequeno número de pessoas. Ela tende a afetar as famílias e causa rápida progressão da perda óssea e dentária se não for tratada.

Doença periodontal avançada

A doença periodontal avançada é caracterizada pela morte de tecido gengival, ligamentos do dente e osso de suporte. É causada pela falta de suprimento sanguíneo (necrose), resultando em infecção grave.
Este tipo geralmente ocorre em pessoas com um sistema imunológico comprometido. Casos como infecção por HIV, tratamento de câncer ou outras causas. Também a desnutrição pode ser uma das causas.

Os sintomas mais comuns da doença periodontal avançada são a halitose, as gengivas retraídas ou sensíveis, o desconforto na mastigação, o sangramento das gengivas e os dentes frouxos. Além disso, ocorre uma extrema sensibilidade ao calor e ao frio.

Depois surgem os efeitos que afetam a estética dentária. Os dentes poderão parecer mais longos devido à retração gengival, até ocorrer, por fim, perda dentária. Também se verificará um grande espaço entre os dentes.

Complicações geradas pela periodontite

A periodontite pode causar perda de dentes. Algumas pesquisas sugerem que as bactérias responsáveis pela periodontite podem entrar na corrente sanguínea através do tecido das gengivas, possivelmente afetando o coração, os pulmões e outras partes do corpo. Por exemplo, a periodontite pode estar relacionada com doença respiratória, artrite reumatoide, doença arterial coronariana ou acidente vascular cerebral.

Prevenção da periodontite

A melhor maneira de prevenir a periodontite é seguir um programa de boa higiene bucal. O ideal é que se inicie cedo e que seja praticado consistentemente ao longo da vida.

Boa higiene bucal

Isso significa escovar os dentes por dois minutos pelo menos sempre após as refeições. Usar o fio dental com a mesma frequência das escovações. O uso do fio dental antes da escovação permite a limpeza dos restos de alimentos e bactérias presentes.

Visitas odontológicas regulares

Consultar regularmente o dentista. Realizar limpezas odontológicas (profilaxia) com o dentista, no mínimo a cada seis a 12 meses. No caso da presença de fatores de risco, como boca seca (xerostomia), ingestão de certos medicamentos ou sendo fumante – a frequência de visita ao dentista deve ser maior.

Diagnóstico da periodontite

Para determinar se o paciente tem periodontite e o quanto ela é grave, o dentista pode se fazer o seguinte:

  • Revisar o histórico médico do paciente para identificar quaisquer fatores que possam estar contribuindo para presença de sintomas. O hábito de fumar ou consumo de certos medicamentos precisam ser pesquisados;
  • Examinar a boca do paciente em busca do acúmulo de placa e tártaro. Verificar se há sangramento fácil;
  • Medir a profundidade da cavidade entre as gengivas e os dentes colocando uma sonda periodontal ao lado do dente, abaixo da linha da gengiva, geralmente em vários locais da boca. Em uma boca saudável, a profundidade do bolsão é geralmente entre 1 e 3 milímetros (mm). Bolsas com profundidade superior a 4 mm podem indicar periodontite. Bolsas com profundidade superior a 6 mm não podem ser bem limpos.
  • Solicitar radiografias dentárias para verificar a perda óssea em áreas onde seu dentista observa profundidades das cavidades entre as gengivas.

Materiais utilizados no tratamento da periodontite

Os instrumentos mínimos e necessários utilizados num tratamento para eliminar a periodontite são os seguintes:

  • Sonda exploradora: serve para examinar a superfície dentária, cáries, defeitos em peças reconstruídas ou orifícios que comunicam com a câmara pulpar;
  • Sonda periodontal: é utilizada para medir a profundidade da bolsa periodontal;
  • Curetas subgengivais: usadas para remover o tártaro subgengival;
  • Espelho dentário.

periodontite

Tratamento da periodontite – não cirúrgico

Para casos de periodontite não avançada, o tratamento pode envolver procedimentos menos invasivos, como:

  • Raspagem: remove o tártaro e as bactérias das superfícies dos dentes e abaixo das gengivas. Pode ser executado usando instrumentos, um laser ou um dispositivo ultra-sônico;
  • Alisamento radicular: raspagem cuidadosa da raiz do dente com o objetivo de reduzir a inflamação. A raspagem visa alisar as áreas irregulares e impedir o crescimento da placa e da película bacteriana;
  • Antibióticos: antibióticos tópicos ou orais podem ajudar a controlar a infecção bacteriana. Os tópicos podem incluir enxaguatórios bucais ou a inserção de géis contendo antibióticos no espaço entre os dentes e as gengivas ou nas bolsas após a limpeza profunda. No entanto, antibióticos orais podem ser necessários para eliminar completamente as bactérias causadoras de infecções.

Tratamentos cirúrgicos

Para os casos de periodontite avançada, o tratamento pode exigir cirurgia dentária, como:

Cirurgia de retalho periodontal (cirurgia de redução de bolsa)

O periodontista faz minúsculas incisões na gengiva para que uma parte do tecido gengival possa ser levantada para trás. Expõe as raízes para uma raspagem mais eficaz e aplainamento da raiz. Como a periodontite frequentemente causa perda óssea, o osso subjacente pode ser recontornado antes que o tecido gengival seja suturado de volta no lugar;

Enxertos de tecidos moles

Quando ocorre perda do tecido da gengiva, verifica-se o recuo da mesma.
Tem casos em que um enxerto se faz necessário. Isso geralmente é feito removendo-se uma pequena quantidade de tecido do palato (céu da boca). Ou outra fonte doadora e anexando-o ao local afetado.
Isso pode ajudar a reduzir ainda mais a recessão gengival. E também a cobrir as raízes expostas e dar aos dentes uma aparência mais agradável;

Enxerto ósseo

Este procedimento é realizado quando a periodontite destruiu o osso ao redor da raiz do dente. O enxerto pode ser composto de pequenos fragmentos do próprio osso. O osso pode ser sintético ou doado. O enxerto ósseo ajuda a prevenir a perda dental, mantendo os dentes no lugar.
Também serve como plataforma para o crescimento do osso natural.

Regeneração tecidual guiada

Permite o crescimento de osso que foi destruído por bactérias. Em uma abordagem, o dentista coloca uma peça especial de tecido biocompatível entre o osso existente e o dente afetado. O material evita que o tecido indesejado entre na área de cicatrização, permitindo que o osso volte a crescer.

– Proteínas estimuladoras de tecidos: outra técnica envolve a aplicação de um gel especial a uma raiz do dente doente. Este gel contém as mesmas proteínas encontradas no desenvolvimento do esmalte dentário e estimula o crescimento de ossos e tecidos saudáveis.

Dentalis software – em sintonia com as novas tendências em odontologia do século 21

Fontes:  Mayo Clinic, Dentaleader, Revista Odontológica do Brasil Central
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HTLV-1: primo do HIV, perigoso e se espalha de forma silenciosa

A infecção pelo vírus da leucemia de células T humanas tipo 1 (HTLV-1) não causa sintomas na grande maioria das pessoas infectadas. No entanto, pode levar a doenças graves em alguns de seus portadores.

O que é o HTLV-1?

O HTLV-1, um vírus que infecta as células T, um tipo de glóbulo branco que faz parte do nosso sistema imunológico.
O HTLV também é conhecido como vírus linfotrópico de células T humanas.

O HTLV-1 não causa a síndrome da imunodeficiência adquirida ou a AIDS. No entanto, é o mesmo tipo de vírus que o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a AIDS, e se espalha da mesma maneira.

Entre 5 milhões e 20 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas pelo HTLV-1. A infecção é mais comum em partes do sul do Japão, Caribe, África Subsaariana, Oriente Médio, América do Sul, Papua Nova Guiné e Austrália central.

Na Austrália, o HTLV-1 é uma grande preocupação para os aborígines e para o povo do Estreito de Torres.
Em algumas comunidades aborígenes remotas, quase metade da população carrega o vírus.

Como alguém pode contrair o HTLV-1?

O HTLV-1 pode ser adquirido de uma pessoa infectada por:

  • transfusão de sangue ou transplante de órgãos;
  • compartilhando agulhas;
  • contato sexual;
  • amamentação.

O HTLV-1 não se transmite através de abraços ou beijos ou mesmo do compartilhamento de um copo, por exemplo.

Problemas causados pelo HTLV-1

Uma vez uma pessoa tendo sido infectada pelo HTLV-1, o vírus não afetará necessariamente sua saúde.
A maioria das pessoas com HTLV-1 não apresentam nenhum sintoma.

Mas cerca de 1 em 20 pessoas desenvolvem uma das duas condições graves:

A infecção pelo HTLV-1 também pode causar outras condições, como uma doença pulmonar chamada bronquiectasia e condições que afetam a pele, olhos e glândula tireoide.

Leucemia / Linfoma de células T do adulto

A leucemia / linfoma de células T do adulto é um tipo de câncer causado por glóbulos brancos que se multiplicam de forma anormal e rapidamente. Pode afetar o sangue (leucemia) ou os linfonodos (linfoma).

A leucemia / linfoma de células T do adulto desenvolve:

  • em 1 em 30 ou 40 pessoas infectadas pelo HTLV-1
  • principalmente em pessoas que se infectaram quando bebês
  • geralmente décadas depois que a infecção é adquirida

Alguns tipos de leucemia / linfoma de células T do adulto desenvolvem-se muito rapidamente enquanto outros se desenvolvem muito mais lentamente.

Os sintomas geralmente incluem:

  • gânglios linfáticos inchados
  • fadiga
  • erupção cutânea
  • náusea e vomito
  • febres e suores

HTLV-1 associado à mielopatia/paraparesia espástica tropical

Cerca de 1 em 100 pessoas com infecção pelo HTLV-1 desenvolverá esta doença crônica do sistema nervoso que afeta a medula espinhal. Geralmente afeta apenas pessoas com mais de 40 anos.

Os sintomas incluem:

  • fraqueza muscular progressiva nas pernas
  • rigidez muscular e espasmos
  • dor na região lombar
  • incapacidade de controlar sua bexiga ou intestino

Diagnóstico do HTLV-1

A infecção pelo HTLV-1 geralmente é diagnosticada usando um exame de sangue para detectar anticorpos contra o vírus.

Como muitas pessoas não apresentam sintomas, algumas só sabem que estão carregando o vírus quando o sangue está sendo testado por outras razões. Centros de doadores de sangue australianos vêm testando sangue para infecção por HTLV-1 há 25 anos.

Tratamento do HTLV-1

A infecção pelo HTLV-1 é uma condição vitalícia. Não há tratamento específico se você tiver o vírus e estiver bem.

Se o portador não estiver bem, no entanto, o tratamento está disponível e o mesmo deve conversar com seu médico:

Se é diagnosticado com leucemia / linfoma de células T do adulto, existem muitas opções de tratamento, incluindo medicamentos antivirais, quimioterapia e transplantes de células-tronco.

Se o portador for acometido por uma das condições causadoras de doença crônica no sistema nervoso, há muitas maneiras de controlar e aliviar sintomas específicos.

Prevenção do HTLV-1

Pode-se reduzir o risco de transmitir ou se contaminar com o vírus do HTLV-1 tomando os seguintes cuidados:

  • seguir práticas sexuais seguras, como usar preservativo
  • não compartilhar agulhas

Uma vez o portador tendo ciência de sua condição, pode reduzir a chance de transmitir o vírus para o bebê evitando a amamentação.

Fonte: healthdirect Australia

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Câncer de laringe: conheça os principais sintomas

Como é do conhecimento de todos, a laringe é parte da garganta encontrada na entrada da traqueia. Ela desempenha um papel importante na respiração e fala.

No Reino Unido, são diagnosticados mais de 2.000 novos casos de câncer de laringe a cada ano.

A condição é mais comum em pessoas com mais de 60 anos.
É mais comum em homens do que em mulheres.

Sintomas do câncer de laringe

Os principais sintomas indicativos de câncer de laringe são:

  • Rouquidão
  • Dor ou dificuldade ao engolir
  • Presença de um caroço ou inchaço na região do pescoço
  • Tosse por tempo prolongado
  • Dor de garganta ou de ouvido persistente
  • Dificuldade em respirar (casos graves)

Algumas pessoas também podem apresentar mau hálito, falta de ar, um ruído agudo de respiração ofegante ao respirar, perda de peso inexplicável ou fadiga (cansaço extremo).

Quando procurar ajuda médica

A persistência de alguns dos sintomas informados anteriormente por mais de 3 semanas recomendam o encaminhamento do paciente para consulta a um especialista médico.

Esses sintomas geralmente são causados por condições menos graves, como a laringite, mas é uma boa ideia fazer com que eles sejam verificados e descartada a possibilidade de um carcinoma.

Causas do câncer de laringe

Não está claro exatamente o que causa o câncer de laringe, mas o risco de contrair a doença aumenta nas seguintes condições:

  • Fumantes
  • Ingestão regular de grandes quantidades de álcool
  • Histórico familiar de câncer de cabeça e pescoço
  • Hábitos alimentares pouco saudáveis
  • Exposição a determinados produtos químicos e substâncias, tais como amianto e pó de carvão

A adoção de um estilo de vida saudável, incluindo a não ingestão de álcool e o consumo de cigarro, podem reduzir significativamente as chances do desenvolvimento de câncer de laringe.

Câncer de laringe – Tratamento

Os principais tratamentos para o câncer de laringe são radioterapia, cirurgia e quimioterapia.

A radioterapia ou mesmo a cirurgia para remoção das células cancerígenas da laringe muitas vezes podem curar o câncer se tiver havido um diagnóstico precoce.

Se o câncer estiver avançado, uma combinação de cirurgia para remoção de parte ou toda a laringe, radioterapia e quimioterapia são possibilidades adotadas.

Uma cirurgia para remoção da laringe poderá implicar na perda da capacidade de fala ou da respiração da maneira habitual. Em vez disso, o paciente irá respirar através de um orifício permanente em seu pescoço (estoma) e precisará de tratamento adicional para ajudar a restaurar sua capacidade de fala.

Isso pode incluir a necessidade de um implante de um dispositivo eletrônico na garganta que possibilite a produção de som.

Perspectivas

A perspectiva para o câncer de laringe depende da extensão da sua extensão, tempo de diagnóstico e tratamento adotado.

Felizmente, a maioria dos cânceres laríngeos é diagnosticada em um estágio inicial, o que significa que a perspectiva é geralmente melhor do que alguns outros tipos de câncer.

Em geral, cerca de 70% das pessoas terão expectativa de vida de pelo menos 5 anos após o diagnóstico e cerca de 60% a expectativa será de pelo menos 10 anos.

Se o paciente acometido de câncer de laringe for fumante e parar de fumar após o diagnóstico, implicará em aumento da sua expectativa de vida.

Fontes: NHS, National Cancer Institute

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Câncer de boca: os primeiros sinais e o tratamento

Câncer de boca: os primeiros sinais e o tratamento

Toda doença que tem como característica o crescimento celular descontrolado, gerando células anormais neoplásicas e com a capacidade de invadir outros órgãos, é chamada de câncer. Quando acomete a cavidade bucal e os lábios, recebe o nome específico de câncer de boca.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 15.490 novos casos de câncer de boca são diagnosticados por ano no Brasil, o que torna a doença um problema de saúde pública.

“As regiões mais afetadas são a parte posterior da língua, o assoalho bucal, as bochechas, as gengivas, o céu da boca e a região de trígono retromolar, aquela que fica atrás dos dentes molares”, lista Carina Esteves Duarte (CRO-SP 95983), cirurgiã-dentista de paciente oncológico no Hospital do Coração de São Paulo (HCorOnco) e doutora em patologia e estomatologia.

Doença silenciosa

Os sintomas do câncer de boca, como será visto a seguir, são sutis. Por isso, é comum que a doença seja detectada em um estágio avançado, segundo Carina. “Provavelmente por ser indolor e pela falta de informação, as pessoas demoram mais para procurar um profissional”, conta.

O oncologista Artur Malzyner (CRM-SP 20456), consultor científico da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein, lembra que, quanto mais inicial o estágio em que o câncer seja diagnosticado, maiores as chances de cura.

“Ao notar qualquer um dos sintomas, deve-se consultar um cirurgião-dentista especializado em estomatologia, um otorrino ou um clínico geral. Não é preciso esperar um conjunto de sintomas. Apenas um, isoladamente, já é motivo suficiente”, afirma o oncologista.

Dada a sua gravidade e importância nos dias de hoje, vamos voltar a comentar hoje sobre o câncer de boca, com foco nos principais sintomas e tratamento.

Como sabemos, o câncer bucal pode afetar os lábios e o interior da cavidade oral.

Dentro da boca, devem ser observados gengivas, bochechas, céu da boca e língua (e a região embaixo dela).

Deve-se ter especial atenção quanto à presença de um ou mais dos seguintes sinais:

  • Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias
  • Manchas e placas vermelhas ou esbranquiçadas em língua, gengivas, céu da boca e bochecha
  • Nódulos (caroços) no pescoço
  • Rouquidão persistente
  • Dificuldade na mastigação e ao engolir
  • Limitações para falar
  • Sensação de que há algo preso na garganta
  • Pessoas com maior risco para o desenvolvimento do câncer bucal (fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas) deve-se ter uma atenção redobrada.

Tratamento

Se diagnosticados no início e tratados da maneira adequada, a maioria dos casos desse tipo de tumor (80%) tem cura. Geralmente, o tratamento envolve cirurgia e/ou radioterapia. A avaliação do profissional, conforme cada caso, vai decidir qual a melhor estratégia.

Essas armas podem, aliás, ser usadas de forma isolada ou associadas. Tanto a rádio quanto as cirurgias apresentam bons resultados em lesões iniciais. Em alguns casos, a quimioterapia também entra em cena.

Fonte: Instituto Oncoguia
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O que é a tal síndrome da ardência bucal?

Síndrome da boca ardente é uma condição mal compreendida que provoca uma sensação de queimação na língua ou boca.

A dor e desconforto causados pela síndrome da ardência bucal (SAB) são frequentemente recorrentes. Enquanto SAB é complicada de tratar, existem medidas que os pacientes podem tomar para reduzir seu desconforto.

A Síndrome da Ardência Bucal (SAB): como se manifesta

A SAB provoca uma sensação repentina de queimação, queimaduras ou formigamento na boca. Pode ocorrer em qualquer área da boca, incluindo a língua, bochechas e o céu da boca.

Algumas pessoas experimentam SAB diariamente por longos períodos de tempo, enquanto outras pessoas só a experimentam periodicamente.

SAB é uma condição rara, ocorrendo em menos de 2% da população. Como os profissionais da saúde conhecem relativamente pouco sobre essa condição, pode à princípio ser difícil diagnosticar e tratar.

Sintomas

As pessoas que apresentam SAB relatam uma sensação de escaldamento, formigamento ou queimação ocorrendo na boca. A gravidade desses sintomas varia entre os indivíduos.

A dor ou a queimadura podem durar de algumas horas a alguns dias. Também pode começar de repente, desaparecer e recomeçar vários meses depois.

Algumas pessoas que têm SAB podem sentir um aumento de dor ao longo do dia, enquanto outras sentem algum alívio ao comer ou beber.

Sintomas adicionais podem incluir:

  • dormência
  • boca seca
  • gosto alterado na boca

Tipos

A SAB pode ser classificada por sua causa ou sintomas.

Existem três tipos diferentes de SAB com base em seus sintomas:

  • Tipo 1: a pessoa acorda sem queimação, mas os sintomas aumentam ao longo do dia. Pessoas com diabetes que experimentam SAB provavelmente têm esse tipo.
  • Tipo 2: As pessoas apresentam sintomas persistentes durante o dia, mas não apresentam sintomas à noite. Isso muitas vezes coincide com a ansiedade crônica.
  • Tipo 3: Os sintomas são intermitentes e podem estar relacionados a alergias alimentares.

Causas

Quando a SAB é classificada por causa, ela é considerada primária ou secundária.

A SAB principal não possui uma causa identificável, enquanto a SAB secundária está vinculado a uma condição subjacente.

Algumas das possíveis condições subjacentes que podem causar a SAB incluem:

  • alergias
  • desequilíbrios hormonais
  • boca seca
  • refluxo ácido
  • infecções na boca
  • medicações
  • deficiências nutricionais em ferro ou zinco
  • ansiedade
  • diabetes

As mulheres mais velhas são mais propensas a desenvolver síndrome de ardor na boca do que as mulheres mais jovens devido a desequilíbrios hormonais. Em mulheres mais velhas, esse desequilíbrio é em grande parte devido à falta de estrogênio.

Diagnóstico

Diagnosticar a SAB envolve a exclusão de condições subjacentes ou outros problemas que possam estar causando os sintomas. Para fazer isso, o dentista ou médico começará analisando o histórico médico e os medicamentos atuais da pessoa.

O profissional também pode precisar realizar uma variedade de testes, incluindo:

  • swabs orais
  • biópsia
  • exames de sangue
  • teste de fluxo de saliva
  • teste de imagem
  • teste de alergia

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo de SAB que o paciente possui e se há alguma causa subjacente.

A SAB primária pode ser difícil de tratar, pois não tem uma causa conhecida. No entanto, o paciente pode tentar reduzir a gravidade dos sintomas:

  • evitar alimentos ácidos ou picantes
  • reduzir o estresse
  • evitar quaisquer outros alimentos conhecidos desencadeadores de crises
  • praticar regularmente atividade física
  • mudar o creme dental
  • evitar enxaguatórios bucais contendo álcool
  • chupar lascas de gelo para amenizar a inflamação
  • evitar o álcool se o mesmo desencadeia sintomas
  • beber líquidos frios ao longo do dia
  • parar de fumar
  • adotar uma dieta balanceada
  • verificar medicamentos que possam agir como gatilhos de crises

Os sintomas da SAB secundária geralmente desaparecem quando a causa subjacente é tratada.

Quando o refluxo ácido está causando a SAB, um médico pode prescrever antiácidos ou bloqueadores de bomba de prótons (ex: omeprazol), bem como recomendar algumas mudanças na dieta.

Infecções bucais provavelmente exigirão medicação ou antibióticos para tratar a infecção. Em algumas situações. O SAB deve resolver após o término do tratamento.

Quando o paciente tem boca seca, o dentista ou médico pode sugerir a ingestão de suplementos vitamínicos e outras medidas que possam contribuir para uma melhora na produção de saliva.

É importante obter um diagnóstico adequado para tratar e gerenciar os sintomas da SAB efetivamente.

Considerações finais

A síndrome da boca ardente pode ser dolorosa e irritante. Infelizmente, essa condição imprevisível pode durar vários meses e pode ocorrer novamente.

A SAB não causará mais complicações, mas o paciente ainda deve conversar com seu dentista sobre seus sintomas.​

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Esquecimento: como diferenciar o normal do patológico

Seu paciente vive se queixando de esquecimentos?

Esquecimentos pontuais, dificuldade para lembrar uma palavra e demora ao contar uma história podem ser sinais comuns de estresse ou mesmo falta de atenção. Porém, são também alguns dos sintomas iniciais do mal de Alzheimer, doença que pode começar a se manifestar muitos anos antes do diagnóstico.

A dificuldade em diferenciar os lapsos de memória comuns daqueles que indicam a condição pode gerar tanto preocupação em quem está saudável quanto demora no diagnóstico precoce de quem não está.

A geriatra Margarida Tutungi, do Hospital Placi (Niterói-RJ), explica que um dos principais desafios no diagnóstico do Alzheimer é vencer o estigma de que o idoso está ficando “caduco” e que esquecimento, alteração do humor e raciocínio são coisas normais da idade.

Quanto mais cedo o Alzheimer for identificado, mais precocemente será iniciado o tratamento medicamentoso e terapêutico. “Como resultado, é esperado que o paciente consiga usar a capacidade intelectual que ele ainda tem de maneira mais efetiva para compensar as perdas que já ocorreram”, explica a especialista.

Esquecer fatos

A geriatra conta que o esquecimento característico do Alzheimer é uma perda de memória recente. “Muitas vezes a pessoa conta coisas do passado com todos os detalhes, mas não consegue lembrar o que comeu no almoço ou de um evento que foi há pouco tempo”, explica.

Por outro lado, um esquecimento normal seria, por exemplo, lembrar-se de um evento que aconteceu, mas não de todas as pessoas com quem você falou ou tudo que você comeu.

Esquecer palavras

É comum que, uma vez ou outra, surja uma dificuldade em nomear certas palavras. Mas caso isso esteja acontecendo com frequência, pode ser um sinal de alerta para o Alzheimer.

Esquecer onde guardou alguma coisa

A geriatra explica que é comum que a pessoa com Alzheimer esqueça-se, por exemplo, onde guardou um objeto e acredite que alguém o escondeu. Isso acontece porque ela simplesmente não tem qualquer recordação do ato. Ao contrário, uma pessoa sem a doença irá lembrar que o pegou, mas não onde o deixou e conseguirá, através de um raciocínio lógico, memorar onde ele está.

Mudança de humor

Qualquer pessoa pode estar mais quieta em um dia e extrovertida no outro, isso é normal. Mas quando a agressividade ou a apatia, comuns em pacientes com Alzheimer, persiste por mais tempo, o mais indicado é ir ao médico. Pode ser um sinal da doença, um quadro de depressão ou mesmo estar relacionado a outro problema de saúde, só o médico poderá dizer.

Não conseguir tomar decisões

À medida que a pessoa com Alzheimer perde pouco a pouco o domínio sobre a linguagem e sua habilidade de raciocínio fica comprometida, como consequência, ficará difícil tomar decisões. Isso pode ocorrer ao fazer coisas mais simples, como escolher uma roupa, ou mais complexas. Não confunda com estafa, consequência do estresse que leva a um esgotamento.

Não conseguir manter uma conversa

É normal estar eventualmente distraído e não conseguir manter o foco em uma conversa. Mas isso é diferente de não conseguir, com frequência, manter um raciocínio lógico durante um diálogo.​

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O que são viroses e como elas aparecem

virose no organismoRigorosamente falando, virose é toda doença causada por vírus. Genericamente, costuma-se chamar de “virose” quando não se consegue identificar o vírus específico. Por outro lado, trata-se a doença pelo seu nome específico quando ele é conhecido (por exemplo: sarampo, catapora, dengue, etc.). Essas doenças englobam patologias muito simples, como uma gripe ou uma verruga, até outras muito graves e talvez mortais, como a AIDS e as infecções causadas pelo vírus Ebola.

Outras doenças viróticas comuns são o herpes simples, a hidrofobia, a poliomielite, a mononucleose infecciosa, certas formas de diarreias, de conjuntivite, de pneumonia, de meningite e de hepatite.

Os vírus são seres que não chegam a formar células e por isso não têm uma vida própria. Todo vírus só sobrevive no interior de uma célula (humana, animal ou vegetal), parasitando-a, e aí pode dar rápida origem a uma grande quantidade de novos vírus diferentes dos originais, mediante um processo que se chama mutação. O vírus causa uma grande alteração do metabolismo celular podendo, inclusive, matar a célula. Fora de uma célula, o vírus não guarda nenhuma das propriedades vitais: não cresce, não se multiplica, não reage a estímulos, etc.

Como os vírus são transmitidos?

Alguns vírus só são transmitidos por meio de seringas e agulhas contaminadas, contatos sexuais e contato com sangue contaminado. Outros vírus se transmitem por vários meios, como uso comum de vasilhas ou objetos, água e secreções contaminadas.

A incubação do vírus dura de 5 a 7 dias, período no qual a pessoa infectada não apresenta sintomas. Indivíduos infectados, mesmo em fase ainda assintomática ou de recuperação, são transmissores, o que facilita a disseminação das viroses.

Quais os sintomas das viroses?

Os sintomas das viroses são mais ou menos comuns a todas, mas há nuances que as diferenciam segundo o tipo de vírus e o local do corpo que afetam. O início das viroses geralmente é agudo, com aparecimento de febre alta, calafrios, dores de cabeça, anorexia, náuseas, dores abdominais, dor de garganta e prostração. Em alguns casos aparecem, depois do quinto ao sétimo dias, manifestações hemorrágicas que podem evoluir para a morte.

No verão, são muito comuns as viroses gastrointestinais, cujos sintomas mais comuns são: diarreia, vômito, dores no corpo, dores nas articulações, dores abdominais, tosse e febre. Em geral esse quadro dura de três a cinco dias. Na maioria das vezes os sintomas desaparecem em 48 a 72 horas.

Deve-se estar atento para a possibilidade das viroses propiciarem a ocorrência de infecções bacterianas, complicando-se com os sintomas delas. Isso ocorre, pois uma infecção viral pode debilitar temporariamente o organismo, criando uma oportunidade para o crescimento bacteriano, levando a uma nova infecção.

Quem tem mais viroses?

As crianças e os idosos são mais susceptíveis a este tipo de infecção, pois ou não tem um sistema imunológico totalmente desenvolvido ou ele já não responde mais como deveria.

Qual o tratamento das viroses?

As medicações utilizadas nas viroses ainda são pouco eficazes. Muitas viroses desaparecem espontaneamente. Para cada caso aconselham-se providências diferentes. Devem ser tomados os cuidados sintomáticos cabíveis para cada um deles como repouso, hidratação e alimentação adequadas, controle da temperatura, prevenção de infecções bacterianas, etc.

O médico deve sempre ser consultado para sugerir a terapêutica mais adequada. Como algumas viroses são altamente contagiosas, certas providências preventivas são recomendáveis, como não partilhar utensílios, lavar as mãos antes das refeições ou depois de ir ao banheiro, evitar ambientes fechados, dentre outras.

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