sintomas

Probióticos podem reduzir sintomas de depressão

depressão

Uma nova pesquisa mostrou que os probióticos podem ajudar a reduzir os sintomas da depressão.
Probióticos nesse caso pode ser entendido como uma combinação de prebióticos e probióticos.

Uma nova revisão da pesquisa atual sobre os efeitos dos prebióticos e probióticos descobriu algo curioso e muito interessante.

Observou-se que os probióticos – isoladamente ou em combinação com os prebióticos – podem ajudar a reduzir os sintomas de depressão de uma pessoa.

A mesma revisão, no entanto, constatou que prebióticos e probióticos não tiveram um efeito estatisticamente significativo na ansiedade.

Além disso, os prebióticos por si só não reduziram significativamente os sintomas de ansiedade ou depressão.

Os autores desse trabalho alertam que mais pesquisas são necessárias para investigar essas descobertas potencialmente valiosas.

O artigo citado aparece na revista BMJ Nutrition, Prevention & Health.

Depressão e sua ligação com o eixo intestino-cérebro

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, a depressão é um distúrbio de humor que dura pelo menos 2 semanas e pode ter uma variedade de sintomas.

Isso pode incluir sentir-se triste, zangado, irritado, sem valor, culpado ou desamparado.

Algumas pessoas podem não se interessar por hobbies e atividades, se sentem cansadas, acham difícil se concentrar, têm problemas para dormir ou até tem pensamentos suicidas.

Cerca de 7% de todos os adultos nos Estados Unidos tiveram pelo menos um episódio depressivo maior no ano passado.

O tratamento da depressão geralmente envolve medicamentos, terapias ou uma combinação de ambos.

Uma variedade de fatores, biológicos, genéticos, ambientais ou psicológicos, pode causar depressão. Frequentemente, é provável que uma combinação delas esteja em jogo.

De acordo com pesquisas recentes, um fator que pode contribuir para problemas de depressão e saúde mental, é a ligação intestino-cérebro.

O eixo intestino-cérebro descreve a relação entre o microbioma intestinal de uma pessoa e seu sistema nervoso central (CNS). O CNS inclui o cérebro e a medula espinhal. Microbioma é o ecossistema de microrganismos que vivem no intestino de uma pessoa.

Os sinais podem passar entre o microbioma intestinal de uma pessoa e seu CNS, mantendo ambos funcionando adequadamente.

Microbioma intestinal e a saúde do sistema nervoso central

Diante dessas observações, especialistas especulam que a saúde do microbioma intestinal pode afetar os distúrbios do SNC. Incluindo alguns distúrbios da saúde mental.

Dois fatores chave na manutenção da saúde do microbioma intestinal são os prebióticos e probióticos.

De acordo com o Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa, os probióticos contêm microrganismos vivos que contribuem para o microbioma de uma pessoa.
Já os prebióticos ajudam a manter a saúde desses microrganismos.

Prebióticos e probióticos – suas fontes alimentares

Os probióticos podem ser encontrados em alimentos fermentados ou iogurte.
Os prebióticos estão presentes em várias plantas em pequenas quantidade.
Exigem a síntese para ter um efeito clinicamente mensurável.

Nesse contexto, os autores do artigo buscaram evidências dos possíveis benefícios da ingestão de prebióticos e probióticos para alívio dos sintomas de depressão e ansiedade.

Revisão bibliográfica – período de abrangência

A revisão bibliográfica se deu pela análise de estudos em inglês publicados entre 2003 e 2019.

Os estudos precisavam incluir participantes humanos com 18 anos ou mais. Todos os participantes reconheceram clinicamente serem portadores de ansiedade ou depressão.
E todos receberam uma intervenção prebiótica ou probiótica na dieta.

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Fonte: BMJ Nutrition, Prevention & Health, Science Focus
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É uma afta ou herpes? Como saber a diferença

É uma afta ou herpes? Como saber a diferença

afta ou herpes

Como saber a diferença entre uma afta ou herpes? Essa é a pergunta que iremos buscar responder neste artigo.

Afta ou herpes – Localizações mais comuns

Os especialistas ainda não sabem ao certo porque as aftas se desenvolvem. Aftas tendem a se formar dentro da boca.
Já o herpes labial resulta de uma infecção viral e é mais comum na boca ou ao redor dela.

As aftas são lesões redondas ou ovais dolorosas que se formam em tecidos moles dentro da boca. Tecidos como na língua ou nos lados internos dos lábios, ou bochechas.

As feridas do herpes são causadas pelo vírus herpes simplex.
Eles podem aparecer nos lábios ou ao redor deles, mas podem se desenvolver em outras partes do rosto ou na língua, gengivas ou garganta.

Estabelecer as diferenças entre uma lesão de afta ou herpes é fundamental. Para tanto agora vamos revisar seus diferentes sintomas e tratamentos.

Sintomas

Na busca pela identificação de uma afta ou herpes para encontrar o tratamento certo, o conhecimento dos diferentes sintomas é essencial:

afta ou herpes

Aftas

As aftas se formam nas áreas mais suaves da boca, como língua, bochechas, lábios e palato mole – localizado na parte posterior do céu da boca.

Aftas são feridas não contagiosas.
Eles são muito comuns na população em geral.

Aftas se curam sem tratamento. Podem, no entanto, reaparecer no mesmo local ou em um local diferente.

Existem três formas de aftas, conhecidas clinicamente como estomatite aftosa:

  • Estomatite aftosa menor: são feridas com menos de 1 centímetro de diâmetro. Se curam em cerca de 1 semana, sem deixar cicatrizes;
  • Estomatite aftosa maior: são feridas com mais de 1 centímetro de diâmetro. São lesões que podem durar mais de algumas semanas e podem deixar cicatrizes;
  • Estomatite aftosa herpetiforme: é o tipo menos comum. São grupos de pequenas feridas que às vezes se fundem para formar as maiores. São lesões que geralmente levam um pouco mais de uma semana para curar.

Os sintomas de uma afta seguem um padrão de três etapas:

  • Primeiro, o indivíduo pode sentir uma sensação de queimação, coceira ou picada em um local na boca, ou ao redor dela;
  • Segundo, uma bolha cheia de líquido, a ferida, se desenvolve no local;
  • Terceiro, a bolha estoura, transborda e se espalha. Isso tudo dentro de 48 horas, após as sensações iniciais de alerta.

afta ou herpes

Herpes

Durante a infância, a maioria das pessoas desenvolve uma infecção pelo vírus herpes simplex responsável pelo herpes labial.

Algumas pessoas nunca apresentam sintomas.
Se os sintomas ocorrerem logo após a infecção inicial, durante a infância, eles podem manifestar:

  • Uma sensação de queimação e, em seguida, a formação de feridas dolorosas. Feridas nos lábios, gengivas, língua ou garganta;
  • Dor de garganta;
  • Dor ao engolir;
  • Gânglios linfáticos inchados (inflamados);
  • Febre;
  • Dor;
  • Dor de cabeça;
  • Náusea.

Alguns desses sintomas podem durar mais de 1 semana.

O herpes labial pode reaparecer e os surtos geralmente se tornam menos graves ao longo do tempo.

Em pessoas saudáveis, o herpes labial geralmente desaparece dentro de 5 a 15 dias, sem causar cicatrizes. Se uma lesão de herpes durar mais de 15 dias, a pessoa deve buscar atenção profissional.

Além disso, qualquer indivíduo com lesão de herpes próxima aos olhos deve consultar um médico imediatamente.

As feridas do herpes são contagiosas.
É importante lavar bem as mãos e regularmente para evitar que elas se espalhem.

Causas

Compreender as causas subjacentes também pode ajudar na diferenciação entre essas duas categorias de lesões.

Aftas

Embora a causa exata das aftas ainda seja um mistério, a Academia Americana de Medicina Oral, explica que elas podem resultar da disfunção do sistema imunológico no revestimento dos tecidos moles da boca.

Aftas são feridas que podem se formar também como uma reação alérgica a alimentos, creme dental ou enxaguatório bucal.

Além disso, aftas podem ser um sinal de uma doença gastrointestinal.
Por esse motivo, o médico pode recomendar uma cultura ou biópsia para fins de averiguação.

Um indivíduo que tenha aftas e algum dos seguintes sintomas, deve consultar um profissional:

  • Fadiga;
  • Dor abdominal;
  • Febre;
  • Desconforto ocular;
  • Erupções cutâneas ou feridas em outros lugares.

Além disso, é importante notificar seu dentista caso mais de três surtos de aftas ocorrerem a cada mês ou quaisquer aftas não desapareçam num prazo de 10 a 14 dias.

Herpes

Uma das formas de manifestação do vírus herpes simplex é causar o herpes labial.
Uma vez que o vírus entra no corpo humano, ele nunca sai. Ou seja, ele até hoje não se conseguiu eliminá-lo do organismo. Na maior parte do tempo permanece latente.

Pessoas com herpes labial podem espalhar a infecção através de:

  • Beijos;
  • Compartilhamento de objetos (copos, talheres, etc);
  • Compartilhamento de itens pessoais, como toalhas.

Surtos de herpes podem ser desencadeados por:

  • Estresse;
  • Fadiga;
  • Doença, como um resfriado;
  • Lesão gerada em áreas onde uma vez apareceram feridas;
  • Queimaduras solares ou apenas exposição a luz solar forte;
  • Alterações hormonais.

Tratamentos

Herpes e aftas respondem a diferentes tratamentos.

Aftas

Embora não haja cura para as aftas, alguns medicamentos vendidos sem receita ou com receita médica podem fazer com que as feridas se recuperem mais rapidamente e apareçam com menos frequência.

Os tratamentos para aftas se enquadram em algumas categorias:

  • Agentes de limpeza: limpam bactérias e detritos da superfície da lesão. Um exemplo é uma solução de peróxido de hidrogênio a 3% misturada com uma quantidade igual de água.
  • Anestésicos tópicos: reduzem a dor. O anestésico mais comum para esse fim é a benzocaína, embora algumas pessoas sejam alérgicas a ele.

Às vezes, um ingrediente da pasta de dentes, chamado laurilsulfato de sódio pode desencadear surtos de aftas. Algumas pessoas podem se beneficiar ao evitar cremes dentais que o contenham.

Se as feridas forem moderadas a graves, evite a automedicação e consulte um dentista ou médico.

Herpes

Dependendo da gravidade do surto de herpes, o dentista ou médico pode prescrever medicamentos antivirais tópicos, ou de uso oral:

  • Aciclovir ou penciclovir tópico;
  • Aciclovir, fanciclovir ou valaciclovir de uso oral.

Algumas pessoas podem precisar de medicamentos para alívio da dor local, com ação anestésica tópica.

Para evitar que o herpes labial piore, a pessoa deve aplicar protetor labial com fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 30.

O não tratamento do herpes labial, pode desencadear uma piora do quadro. Isso pode trazer consequências para os indivíduos afetados.

Prevenção

Nem sempre é possível impedir a formação de lesões de aftas ou herpes.
No entanto, algumas estratégias podem ajudar.

Aftas

É importante registrar o aparecimento de aftas num diário.

Isso pode ajudar o indivíduo afetado a detectar gatilhos, que podem envolver alimentos, categorias de creme dental ou enxaguatório bucal e fatores associados ao estilo de vida.

Herpes

Para evitar que as feridas apareçam, os médicos recomendam o uso de tratamento antiviral ao primeiro sinal de alerta. Esse sinal pode ser uma sensação de queimação ou ardência.

Pessoas com herpes labial geralmente podem se beneficiar de um creme prescrito à base de penciclovir. Sua aplicação ajuda a reduzir o tempo e a quantidade de feridas que aparecem na pele.

Outras condições

Outros problemas de saúde podem causar lesões que podem parecer aftas ou herpes. Dentre eles:

  • Certas categorias de bolhas;
  • Lesões diversas;
  • Doenças autoimunes;
  • Câncer oral;

Qualquer pessoa que não tenha certeza sobre o tipo ou causa de uma lesão na boca, ou ao seu redor deve conversar com seu dentista, ou médico.

Afta ou herpes – em resumo

Afta ou herpes são feridas comuns e podem ser parecidas.
No entanto, suas causas, sintomas e tratamentos são diferentes.

As aftas geralmente ocorrem em áreas moles dentro da boca. Embora as lesões do herpes também possam aparecer na língua, garganta ou gengivas, elas tendem a se formar na boca ou ao redor dela.

O vírus do herpes simplex é o causador do herpes labial. Porém, a ciência ainda não tem exata clareza sobre os causadores das aftas.

E por fim, o herpes labial requer tratamento para evitar que a infecção se espalhe. Por outro lado, as aftas geralmente desaparecem por conta própria. Seja afta ou herpes, identificar a causa da lesão já é meio caminho andado para a resolução do problema.

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Fontes: American Academy of Oral Medicine, Everyday Health, American Academy of Dermatology, DermNet NZ

 

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Como interromper a boca seca causada pelo Diabetes

boca seca

463 milhões de pessoas no mundo têm diabetes, de acordo com a International Diabetes Foundation.

Sabe-se que o diabetes aumenta o risco de certos problemas de saúde bucal, como boca seca, por exemplo.

Boca seca é muito mais do que um aborrecimento que pode dificultar um pouco a fala às vezes.

É um problema que aumenta o risco de cáries e facilita o desenvolvimento de infecções por fungos.

É importante que as pessoas com diabetes aprendam a gerenciar os sintomas de boca seca.
Isso irá lhes garantir melhor saúde bucal e qualidade de vida.

Felizmente, existem maneiras eficazes de aliviar ou eliminar a boca seca.

Por que alguns diabéticos sofrem com boca seca?

A boca seca também é conhecida tecnicamente como xerostomia.
Acredita-se que os diabéticos tendem a secar a boca devido aos altos níveis de glicose no sangue.

Outra questão é o fato de os diabéticos produzirem menos saliva do que a maioria dos não-diabéticos. Isso de acordo com um estudo publicado no Journal of Periodontology.

Problemas de xerostomia podem afetar indivíduos com ambas as formas de diabetes (Tipo 1 e Tipo 2).
Embora nem todas as pessoas com diabetes desenvolvem problemas de boca seca, é uma condição bem comum.

Quais são os sintomas relacionados à boca seca?

Problemas de xerostomia são um tanto comuns em diabéticos, porém não exclusivos deles apenas.
Dentre os sintomas característicos dessa condição são a percepção de uma boca “pegajosa”, mau hálito, feridas na boca e lábios rachados (especialmente nos cantos) e garganta seca.

Além disso, falar pode se tornar difícil. Alguns indivíduos com boca seca têm sede excessiva.

Outros sintomas a serem observados são dor de garganta, voz rouca e língua seca e inflamada.
Alguns desses sintomas ou a maioria deles podem se manifestar.

Boca seca – Tratamento

Os diabéticos estão acostumados a terem acesso a tratamentos que mantêm ou melhoram sua saúde.

Por exemplo, pessoas com diabetes podem usar meias de compressão que aliviam problemas de saúde, como inchaço e desconforto devido a trombose venosa profunda.

Muitas fazem uso de medicamentos de uso oral ou injeções de insulina para regular seus níveis sanguíneos.

Muitos também seguem dietas especiais que os ajudam na melhora da sua condição.

Quando se trata de boca seca, opções de tratamento também estão disponíveis.

Beber bastante água pura pode ser muito útil.

Pode usar colutórios, balas e gomas sem açúcar, a fim de estimular a produção de saliva.

Evitar álcool, produtos de tabaco e cafeína é aconselhável, pois eles podem agravar a condição da xerostomia.
Como se pode ver, algumas mudanças simples no estilo de vida muitas vezes já são suficientes para minimizar ou eliminar o problema.

Atendimento odontológico e médico adequados também são importantes

Consultar seu dentista ao menos duas vezes ao ano para exames e limpeza é essencial.

Alguns pacientes, no entanto, irão necessitar de uma atenção e cuidado ainda maiores por parte de seus dentistas.

Outra dica inteligente é conversar com seu médico sobre quaisquer medicamentos que você estiver fazendo uso.

Isso por que alguns medicamentos prescritos para diabéticos podem desencadear efeitos colaterais, incluindo boca seca.

É possível que seu médico possa ajustar sua medicação para tentar aliviar esse sintoma. Você poderá encontrar mais dicas de como tratar a condição da boca seca neste outro artigo aqui do blog Dentalis.

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Fonte: Dental News
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Tudo sobre: Infecção no dente do siso

Tudo sobre: Infecção no dente do siso

infecção no dente do sizo

Dentes do siso são também chamados de terceiros molares.
Eles podem erupcionar (nascer) no final da adolescência, no início dos 20 anos ou às vezes até mais tarde.

A boca de uma pessoa geralmente não costuma ser grande o suficiente para acomodar os quatro dentes do siso.

Como resultado, os dentes do siso frequentemente surgem em ângulos. Isso faz com que acabem empurrando os dentes vizinhos ou emergindo apenas parcialmente acima da linha da gengiva.

Cada um desses problemas aumenta o risco do aparecimento de uma infecção no dente do siso.

Abaixo, examinamos as causas e os sintomas de uma infecção no dente do siso. Também descrevemos alguns tratamentos e abordagens de como se pode lidar com o problema.

Sintomas – Infecção no dente do siso

Estes são os sintomas mais comuns relacionados à infecção no dente do siso:

  • Dor manifesta ao redor ou no interior do dente;
  • Dor na mandíbula ou no lado do rosto;
  • Inchaço ou vermelhidão das gengivas ao redor do dente;
  • Mau hálito;
  • Dificuldade em mastigar;
  • Dificuldade em abrir a boca;
  • Glândulas linfáticas inchadas;
  • Tendo havido a remoção do dente afetado, presença de secreção amarela ou branca no local da extração.

Causas

A seguir seguem relacionadas algumas causas possíveis de uma infecção no dente do siso:

Impactação do dente do siso

Um dente do siso pode emergir apenas parcialmente acima da linha da gengiva ou em ângulo. Na odontologia isso é definido como impactação.

A impactação pode ocorrer se não houver espaço suficiente na boca para o dente emergir completamente, em uma situação chamada superlotação.

Os restos de comida e a placa podem se acumular em torno de um dente do siso parcialmente erupcionado. Isso o torna suscetível à infecção.

O termo médico para infecção e inflamação em torno de um dente do siso impactado é pericoronite. De acordo com uma revisão de 2016, a pericoronite afeta cerca de 81% das pessoas entre 20 e 29 anos.

Cáries

Uma cárie em um dente do siso pode ser a causadora da infecção.

Como os dentes do siso ficam na parte de trás da boca, podem ser mais difíceis de limpar do que os outros dentes. Usar fio dental em volta dos dentes do siso pode ser particularmente difícil.

Como resultado, esses dentes são especialmente suscetíveis a cáries.

Extração do dente do siso

A extração do dente do siso diz respeito a sua remoção. É um procedimento comum para tratar ou prevenir problemas relacionados aos dentes do siso.

Uma infecção pode acabar se desenvolvendo no local da extração. Um estudo retrospectivo de 2014 constatou, por exemplo, que 8,4% das pessoas que extraíram os dentes do siso sofreram pequenas complicações.

Complicações como as seguintes:

  • Infecção;
  • Sangramento após a cirurgia;
  • Lesão temporária do nervo;
  • Alvéolo seco: ocorre quando o coágulo sanguíneo se desfaz ou se desloca e os ossos e nervos ficam expostos.

Outras causas relacionadas a dor nos dentes ou gengivas

Dor nos dentes ou gengivas pode não indicar uma infecção no dente do siso.
Pode ser um sintoma outro, como de:

  • Gengivite ou periodontite;
  • Recessão gengival: é quando o tecido da gengiva se retrai em relação ao dente. Deixando assim parte raiz dentária exposta;
  • Técnicas erradas de escovação ou uso do fio dental;
  • Cárie;
  • Esmalte dental desgastado;
  • Ranger de dentes ou bruxismo;
  • Dentes quebrados;
  • Obturações dentárias desgastadas;
  • Problemas de relacionados à sinusite.

Uma vez o indivíduo tendo manifestado dor nos dentes ou gengivas por mais de um dia deve marcar consulta com um dentista para um diagnóstico e avaliação clínica.

Complicações

Às vezes, uma infecção no dente do siso leva a outros problemas de saúde.
Abaixo, descrevemos algumas dessas complicações.

Cistos

Um cisto dentário é uma bolsa de líquido que se forma próximo a um dente. O cisto pode ser resultado de uma infecção ou impactação do dente do siso.

Com o tempo, os cistos podem afetar as raízes dos dentes próximos e até danificar ou enfraquecer o maxilar.

Infecções graves ou recorrentes

Uma infecção grave do dente do siso pode se espalhar por toda a boca, mandíbula e trato respiratório superior.

Em casos raros, a infecção migra para a corrente sanguínea. Esta é uma condição grave de saúde conhecida como sepse.

A sepse é desencadeada por uma resposta inflamatória sistêmica acentuada diante de uma infecção, na maior parte das vezes causada por bactérias.

Muitos dentistas removem os dentes do siso ao primeiro sinal de problemas para evitar o risco de infecções graves ou recorrentes.

Tratamento

O melhor tratamento para uma infecção no dente do siso irá depender da causa e gravidade da infecção.

O tratamento normalmente envolve o seguinte:

  • Limpeza completa do dente do siso afetado e das gengivas e dentes circundantes;
  • Uso de enxaguatório bucal antisséptico;
  • Prescrição de antibióticos para tratar a causa da infecção.

Os métodos acima ajudarão a controlar a infecção, mas é provável que o dente do siso ainda precise ser extraído. Tais medidas ajudarão a evitar novas infecções e danos aos tecidos circundantes.

O que fazer antes de ir ao dentista

Uma pequena infecção no dente do siso pode desaparecer sozinha em pouco tempo.

A aplicação de qualquer medicamento para alívio da dor no dente ou próximo a ele pode causar danos. Por essa razão é melhor evitar isso.
No máximo recomenda-se para alívio do desconforto um enxaguatório bucal antibacteriano e um analgésico de venda livre.
O enxaguatório tem a função de ajudar a manter a infecção e a inflamação associada sob controle.

É importante limpar a área afetada cuidadosamente com uma escova de dentes para remover resíduos alimentares e elementos constituintes da placa bacteriana.

Uma solução caseira para limpeza da boca pode ser preparada com muita facilidade. Para fazer uma solução de água salgada, basta misturar 1 colher de chá de sal em 1 xícara de água morna. Tome um gole da solução, agite-o pela boca e cuspa. Fazer isso várias vezes ao dia, especialmente depois das refeições. Uma solução simples e que pode ajudar a manter limpa a área em torno do dente do siso.

Consulte um dentista

Se a dor a persistir por mais de 3 a 4 dias, ou se houver inchaço nas gengivas ao redor de um dente do siso, consulte um dentista. Isso porque muito provavelmente essa dor decorre de uma infecção.

O dentista trabalhará para identificar a causa do problema e irá prescrever o tratamento adequado.

Muitas pessoas demoram a buscar tratamento odontológico até que a dor se torne intensa ou desenvolvam inchaço significativo. Quando isso acontece, a situação se complica. E então, cuidados de emergência podem ser necessários.

A pericoronite, por exemplo, representa cerca de 6 a 9% das consultas odontológicas de emergência a cada ano.

Resumindo

Dentes do siso podem causar vários problemas. Pode não haver espaço suficiente para eles passarem. Isso por que podem erupcionar em ângulo ou nunca emergir completamente. Isso prepara o terreno para problemas futuros, como cáries e infecções.

Dor e inchaço são dois sintomas comuns de uma infecção no dente do siso. Se esses problemas persistirem por mais de alguns dias, consulte um dentista.

O dentista limpará o dente afetado e provavelmente prescreverá antibióticos para tratar a infecção. Eles também podem recomendar a extração do dente de forma a evitar outros problemas.

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Fonte: Cambridge University Hospitals, Europe PMC, University of Zurich, NCBI, BetterHealth Channel, Oral Health Foundation
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Como lidar com a dor da cárie

Como lidar com a dor da cárie

dor da cárie

A dor da cárie é um sintoma clássico na odontologia. Cáries, que os dentistas chamam de cárie dentária podem variar de tamanho pequeno a grande o suficiente para ocasionar a perda de dentes.

Em 2011-2012, 91% dos adultos nos Estados Unidos tinham cáries, mas muitos não sabiam disso. Isso ocorre porque as cáries normalmente não doem até ficarem suficientemente profundas no dente para afetar o nervo abaixo.

Cáries são um dos problemas mais corriqueiros na odontologia. De forma geral, a cárie pode ser conceituada como um processo de deterioração do dente.
As cáries podem apresentar tamanhos variados diferentes tipos.

Sintomas associados à dor da carie dentária

A dor na cárie pode variar de leve a insuportável. Uma cárie mais superficial pode provocar aumento da sensibilidade.
Principalmente ao escovar os dentes ou ao beber bebidas quentes ou frias.

Cáries que causam danos mais profundos no dente podem afetar o nervo, provocando dor intensa.

Às vezes, uma cárie pode crescer tanto que as bactérias podem penetrar nas gengivas ou até nos ossos abaixo dos dentes.
Isso pode causar dor intensa, além de infecções graves.

Alguns dos sintomas que um indivíduo pode nos casos de uma cárie em estágio inicial a intermediário:

  • sensibilidade dentária, que pode parecer uma sensação de ardência ou ardência;
  • dores de dente ocasionais que desaparecem com medicação para dor;
  • sensibilidade de um lado da boca, especialmente ao mastigar alimentos duros;
  • descoloração dos dentes, como manchas amarelas, brancas ou marrons.

Em casos avançados, quando a cárie evolui para um abscesso dentário, são comuns estes sintomas:

  • dor intensa que pode afetar apenas um único dente;
  • uma dor vaga, mas implacável;
  • dor que varia de latejante e ardente a pulsação ou queimação;
  • inchaço nas gengivas ou no rosto;
  • náusea;
  • febre;
  • dor na mandíbula, orelhas ou gengivas;
  • dor de dente severa a ponto de interferir nas atividades diárias e/ou no sono.

Às vezes, um dente com abscesso pode parar de doer por um período de tempo. Isso acontece quando o processo infeccioso já pode ter comprometido a polpa do dente como também o nervo.

Inflamação das gengivas ou ossos também podem acontecer com a progressão da cárie.

Causas da cárie dental

As bactérias que se alimentam de açúcar vivem nos dentes. Indivíduos que tenham uma dieta rica em açúcares, que não escovam os dentes ou não procuram atendimento odontológico regular tendem a ter mais bactérias na boca.

Com o tempo, essas bactérias podem corroer o esmalte dos dentes, causando cáries profundas e dolorosas.

Essas bactérias formam biofilmes que causam a placa bacteriana.
Com o tempo, as bactérias danificam a polpa e o nervo sensíveis do dente, causando dor na cárie.

Muitos fatores podem influenciar a suscetibilidade de uma pessoa a cáries. Isso inclui seu microbioma individual.
O microbioma é a colônia única de bactérias e outros micro-organismos que podem ajudar ou impedir o crescimento de bactérias nocivas na boca.

As bactérias que causam cáries são contagiosas.
Uma pessoa pode transmitir bactérias causadoras de cáries a outra pessoa beijando-as, compartilhando alimentos ou bebidas com elas ou espirrando sobre ou perto delas.

dor da cárie

Como aliviar a dor da cárie

Algumas estratégias que podem ajudar no alívio imediato da dor da cárie, destacamos as seguintes:

  • Aplicação de géis anestésicos: alguns géis vendidos em farmácia podem aliviar temporariamente a dor dental;
  • Uso de um enxaguante bucal com água salgada morna. A água salgada quente pode ajudar a eliminar bactérias e aliviar temporariamente a dor;
  • Óleo de cravo: pode ajudar a aliviar a dor dental. Alguns géis anestésicos utilizam óleo de cravo;
  • Analgésicos como o ibuprofeno e o paracetamol podem ajudar a aliviar temporariamente os sintomas dolorosos;
  • Alternância de frio e calor: alternância de uma compressa fria ou quente na parte externa da boca. Alternar essas terapias também pode ajudar no alívio da dor;
  • Escovar e usar fio dental pode remover parte da placa. Isso não vai curar a cárie, mas pode reduzir a taxa na qual as bactérias comem no dente, impedindo a dor de piorar.

São todas medidas emergenciais destinadas ao alívio da sintomatologia da dor diante da impossibilidade da busca de um atendimento odontológico.

Tratamento

A cárie dentária por si só já justifica uma visita ao dentista. A dor da cárie leva o indivíduo à busca de assistência.

Isso porque apenas um dentista pode diagnosticar a causa. Por isso é vital procurar tratamento imediato para evitar que o problema se agrave.

O tratamento depende da gravidade da cárie e de onde ela se encontra. Algumas opções de tratamento podem incluir:

  • Preenchimentos dentário: é a bem conhecida restauração dentária comum na grande maioria dos casos;
  • Tratamento de canal: para os casos de cárie em seu estágio mais avançado;
  • Infiltração por cárie em coroa dentária. Normalmente é uma cavidade estreita, de progressão lenta e quase sempre sem dor. Normalmente indicar a atividade ou não de lesões cariosas nestas infiltrações é bem difícil;
  • Antibióticos: Um indivíduo com uma infecção dentária grave, poderá ter de utilizar antibióticos. Pessoas com sistema imunológico enfraquecido, pessoas com histórico de transplantes de órgãos e pessoas submetidas a quimioterapia também podem precisar de antibióticos.
  • Cuidados ortodônticos: Às vezes, dentes apinhados ou problemas com a mordida podem aumentar o risco de cáries. A utilização de aparelhos ortodônticos pode diminuir os riscos.

Assistência odontológica na dor da cárie

Diante de um quadro de dor de dente, o indivíduo deve procurar se consultar com um dentista no menor prazo possível.
Em caso de dor intensa ou insuportável, deve buscar profissional que atenda emergências.
Uma pessoa deve agendar uma consulta com um dentista para qualquer dor de dente ou boca. Se a dor for intensa ou insuportável, eles podem entrar em contato com um dentista de emergência.

Uma pessoa pode precisar de atendimento de emergência caso não consiga marcar uma consulta nas primeiras 24 horas e apresentar algum dos seguintes sintomas:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Inflamação no rosto ou ao redor da boca;
  • Inchaço atrás das orelhas;
  • Dor tão intensa que atrapalha o sono.

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Fonte: Medical News Today
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Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

câncer oral

O câncer oral pode aparecer em qualquer lugar da boca. Incluindo o interior das bochechas e gengivas.
É considerado um tipo de câncer de cabeça e pescoço.

Frequentemente, o câncer oral faz parte da categoria de câncer de boca e orofaringe.
O câncer de orofaringe afeta a parte posterior da boca e o revestimento da garganta.

De acordo com a American Cancer Society (ACS), as estatísticas estimam em 53.000 o número de americanos com diagnóstico de câncer oral em 2019.

A idade média no diagnóstico é de 62 anos.
No entanto, cerca de 25% dos casos ocorrem antes dos 55 anos.
É mais comum atingir homens do que mulheres.

Câncer oral – Sintomas

Nos estágios iniciais, geralmente não há sinais evidentes.

Fumantes e alcoolistas devem fazer exames regulares com o dentista. Isso porque cigarro e o álcool em excesso são fatores de risco para o câncer oral.

O dentista é normalmente o profissional que primeiro poderá detectar sinais iniciais desse tipo de câncer.

Lesões pré-cancerosas

Sinais iniciais do câncer oral em desenvolvimento:

Leucoplasia

Leucoplasia é uma mancha ou placa branca, com bordas irregulares, firmemente aderida à mucosa da boca.
É uma lesão pré-maligna, geralmente causada pelos hábitos deletérios de fumo e etilismo.
A lesão com características proliferativa (aumenta de tamanho) possui 70 a 100% de risco de se transformar em um carcinoma de células escamosas.

Líquen Plano Oral

No líquen plano existem áreas de linhas brancas com uma borda avermelhada, possivelmente com ulceração.

Muitas lesões orais podem ser pré-cancerosas. Elas não significam necessariamente que o indivíduo terá câncer. No entanto, é importante que o paciente converse com o seu dentista sobre quaisquer alterações que ocorram na boca.

O monitoramento das alterações pode ajudar a detectar o câncer de boca nos seus estágios iniciais. E no começo, é muito mais fácil de tratar.

câncer oral

Câncer

O desenvolvimento do câncer gera o aparecimento dos seguintes sintomas:

  • Manchas no revestimento da boca ou língua. São geralmente vermelhas ou brancas;
  • Sangramento, dor ou dormência na boca;
  • Úlceras ou feridas na boca que não cicatrizam;
  • Nódulo ou espessamento das gengivas ou revestimento da boca;
  • Dentes soltos sem motivo aparente;
  • Dentaduras mal ajustadas;
  • Mandíbula inflamada;
  • Dor de garganta ou sensação de que algo está preso na garganta;
  • Voz rouca;
  • Dificuldade em mastigar ou engolir;
  • Dificuldade em mover a língua ou mandíbula.

A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que o indivíduo tenha câncer oral. Porém, vale a pena consultar um dentista para um diagnóstico.

Câncer oral – Tratamento

O tratamento irá variar conforme algumas condições:

  • Localização, estágio e tipo do câncer;
  • O estado geral de saúde do indivíduo;
  • Preferências do paciente.

Existem muitas opções de tratamento. Como descritas a seguir.

Cirurgia

Uma cirurgia pode ser recomendada para remoção do tumor e também uma margem de tecido saudável ao seu redor.

A cirurgia pode implicar na remoção das seguintes estruturas:

  • Parte da língua;
  • Parte do maxilar;
  • Nódulos linfáticos.

Caso o procedimento cause alteração significativa da aparência da pessoa ou sua capacidade de falar ou comer, uma cirurgia reconstrutiva pode ser necessária.

Radioterapia

O câncer bucal é sensível à radioterapia. Esse tratamento utiliza raios X de alta energia ou partículas de radiação para danificar o DNA dentro das células tumorais. Isso destrói sua capacidade de reprodução.

Os efeitos adversos da radioterapia:

  • Cárie dental;
  • Aftas;
  • Sangramento gengival;
  • Rigidez da mandíbula;
  • Fadiga;
  • Reações da pele, como queimaduras.

O tratamento provavelmente será mais eficaz em pessoas que não fumam ou já deixaram de fumar.

Um indivíduo com câncer oral em estágio inicial pode ser tratado com radioterapia.
Porém, a combinação desse com outros tratamentos podem reduzir a progressão ou recorrência do câncer com mais eficiência.

Quimioterapia

Se o câncer é generalizado, o médico pode recomendar a combinação da quimioterapia com a radioterapia.

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos poderosos que danificam o DNA das células cancerígenas. Os medicamentos minam a capacidade das células de se reproduzir e se espalhar.

Os medicamentos quimioterápicos destroem as células cancerígenas. Porém, também podem danificar tecidos saudáveis. Isso pode levar a sérios efeitos adversos.

Dentre os efeitos adversos, estão:

  • Cansaço excessivo;
  • Náusea e vômitos;
  • Queda de cabelo;
  • Diminuição da resistência imunológica;
  • Risco aumentado de infecções.

Esses efeitos geralmente desaparecem após o término do tratamento.

Terapia de hipertermia

Técnica recente onde o médico promove o aquecimento da área acima da temperatura normal para danificar e matar células cancerígenas.

Esta técnica também pode aumentar a sensibilidade das células cancerígenas à radioterapia.

Estágios

O estágio do câncer refere-se à medida do quanto ele se espalhou pelo organismo.

Nos estágios iniciais, pode haver células pré-cancerosas que podem eventualmente se tornar cancerígenas.

Às vezes, isso é chamado de câncer no estágio 0 ou carcinoma in situ.

  • O câncer localizado é aquele que afeta apenas uma área e não se espalhou para outros tecidos;
  • O câncer regional é aquele que se espalhou para os tecidos próximos.
  • O câncer distante é aquele que se espalhou para outras partes do corpo. Por exemplo, os pulmões ou o fígado.

Complicações

O câncer bucal e seu tratamento podem levar a uma série de complicações.

As complicações após a cirurgia incluem o risco de:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Dor;
  • Dificuldade em comer e engolir.

A longo prazo podem surgir os seguintes problemas:

  • Estreitamento da artéria carótida: Isso pode resultar da radioterapia e pode levar a problemas cardiovasculares;
  • Problemas dentais: podem surgir se a cirurgia mudar o formato da boca e da mandíbula;
  • Disfagia ou dificuldade em engolir: Isso pode dificultar a ingestão de alimentos e aumentar o risco de inalação de alimentos e infecções como consequência;
  • Problemas na fala: alterações na língua, lábios e outras características orais podem afetar a fala;
  • Problemas de saúde mental: Depressão, irritabilidade, frustração e ansiedade podem surgir.

Participar de um grupo de apoio local ou on-line pode ser útil. Esse contato oferece a oportunidade de conhecer pessoas com experiências semelhantes.

Câncer oral – Causas

O câncer acontece a partir de uma alteração genética no organismo que resulta no crescimento de células sem controle.
À medida que essas células indesejadas continuam a crescer, elas formam um tumor.
Com o tempo, as células podem migrar para outras partes do corpo.

Cerca de 90% dos cânceres de boca são carcinoma espinocelular.
Eles têm início nas células escamosas que revestem os lábios e o interior da boca.

Fatores de risco

Não se sabe exatamente por que essas mudanças acontecem. Porém, alguns fatores de risco parecem elevar a chance para o desenvolvimento do câncer de boca.

Existem evidências de que estes são fatores que elevam o risco:

  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Histórico de infecções prévias por HPV, especialmente o HPV tipo 16;
  • Histórico prévio de câncer de cabeça e pescoço.

Outros fatores de risco para o câncer bucal:

  • Exposição excessiva a raios ultravioleta;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Radioterapia prévia para cabeça, pescoço ou ambos;
  • Exposição a certos produtos químicos, especialmente amianto, ácido sulfúrico e formaldeído;
  • Ferimentos antigos que não cicatrizam;
  • Exposição ao calor excessivo de bebidas quentes, como o chimarrão.

Dietas saudáveis com muitas frutas e legumes frescos podem reduzir o risco.

Câncer oral – Diagnóstico

Na presença de sinais indicativos de câncer oral, o que o médico pode fazer:

  • Perguntar sobre os sintomas;
  • Realizar um exame físico;
  • Saber do histórico pessoal e familiar do paciente.

Se o câncer de boca é uma possibilidade, pode-se recomendar uma biópsia. É um exame onde se coleta uma pequena amostra do tecido para verificar a existência de células cancerígenas.

Se a biópsia revelar câncer bucal, a etapa seguinte será determinar o estágio.

Testes para identificar o estágio do câncer:

  • Endoscopia: exame no qual se pode verificar se o câncer se espalhou e, em caso afirmativo, até que ponto;
  • Testes de imagem: um raio-X dos pulmões, por exemplo, mostrará se o câncer atingiu essa área.

Além do estágio do câncer, outros fatores afetam a chance de uma maior sobrevida, como:

  • Idade;
  • Estado geral da saúde do indivíduo;
  • O grau ou tipo de câncer, pois alguns são mais agressivos que outros;
  • Acesso do indivíduo a diferentes opções de tratamento.

Câncer oral – como prevenir

Para reduzir o risco de câncer de boca, as pessoas devem:

  • Evitar completamente o cigarro;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Ir regulamente ao dentista para exames odontológicos;
  • Ficar atento a alterações na boca e conversar com seu dentista, se notar alguma;
  • Vacinar-se preventivamente para o HPV.

Existem evidências da associação entre o HPV e o câncer de cordas vocais.

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Fontes: NHS,The Oral Ancer Foundation, American Cancer Society, National Cancer Institute, NCBI, Wikipedia
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Sinusite: conheça seus principais sintomas

sinusite

A sinusite é infecção comum e dolorosa que causa pressão e dor na cavidade nasal.

A infecção sinusal afeta pelo menos 31 milhões de norte-americanos a cada ano.
A maioria dos casos de sinusite é causada por um vírus e desaparece por conta própria. A infecção sinusal viral é contagiosa. Assim, é importante tomar medidas para evitar transmiti-la a outras pessoas.

As bactérias e, em casos raros, fungos, também podem ser responsáveis por episódios de infecção sinusal.

Muitas vezes é difícil diferenciar uma sinusite de um resfriado comum ou alergia.
Assim, conhecer os sintomas de uma infecção sinusal pode ajudar a encontrar o melhor tratamento.

Neste artigo, analisamos os sintomas e tratamentos da sinusite.
Também explicamos como diferenciar uma infecção sinusal de um resfriado.

Sintomas da sinusite

Os sintomas característicos de uma infecção sinusal incluem:

1. Dor e pressão sinusal

O líquido preso nos seios nasais pode preencher as cavidades dos seios, causando intensa dor e pressão.
Os seios nasais podem ficar sensíveis ao toque.
A pessoa pode sentir vontade de espirrar, mas não consegue fazê-lo.

A dor pode estar nas bochechas, ao redor dos olhos e nariz ou na testa.
Isso porque essas áreas são onde estão os seios.
Curvar-se pode piorar a dor.

Às vezes, a pressão e a dor são intensas o suficiente para interferir no sono.

A infecção sinusal também pode fazer o tecido que reveste o nariz inflamar.

2. Dor de cabeça

A pressão e a dor da sinusite podem causar dores na parte frontal da cabeça.
Algumas pessoas percebem que a dor pode se irradiar para outros lugares. Isso pode causar problemas mais comuns ou até mesmo dores no pescoço.

3. Escorrimento de muco

Ocorre o escorrimento de muco na garganta.
Pode causar sensação de rouquidão e congestão.
Ou também uma sensação de pressão na garganta ou na boca.

4. Congestão

A sinusite pode ser provocada por uma infecção viral, ou infecção bacteriana ou fúngica nos seios nasais.
Isso geralmente acontece onde há líquido preso nos seios nas quais vírus, bactérias ou fungos podem crescer. Há acúmulo de líquidos e inflamação. O resultado desse estado é a sensação de congestão.

5. Tosse

A sinusite pode fazer com que o muco e o líquido retornem à garganta.
Isso pode fazer com que a garganta coce ou fique inflamada.
Algumas pessoas tossem repetidamente para tentar limpar a garganta. Já outras experimentam tosse incontrolável.

6. Febre

A febre é um sinal de que o corpo está combatendo uma infecção.
Algumas pessoas desenvolvem febre pela infecção sinusal.
Outros sintomas associados à febre incluem calafrios, exaustão e dores musculares.

7. Muco de cores diversas

Vírus, bactérias ou fungos no muco podem mudar de cor.
Indivíduos com sinusite costumam expelir catarro nas cores verde ou amarelo.
Outras vezes o muco expelido pelo nariz é de uma cor brilhante.

A infecção sinusal causa muita produção de muco.
Ao ponto do indivíduo se ver incapaz de limpar os seios nasais.
Isso, independentemente da frequência com que assoe o nariz.

8. Fadiga

Combater uma sinusite exige energia do corpo. Isso gera fatiga.
Algumas pessoas se sentem exaustas porque não conseguem respirar facilmente ou pela dor que sentem.

9. Mau hálito

O muco associado a uma sinusite pode ter um odor ruim. Isso pode causar mau hálito ou mau gosto na boca.

10. Dor de dente

A pressão intensa dos seios nasais pode causar dor nas gengivas.
Isso pode ocasionar dores de dente, dor nas gengivas ou dores na boca.

11. Sinusite crônica

Algumas sinusites podem se tornar crônicas.
Pessoas que sentem dor e pressão no seio nasal que dure várias semanas e que não esteja relacionada a uma alergia ou infecção podem ter sinusite crônica.

Afinal, é sinusite ou resfriado?

Pode ser difícil estabelecer a diferença entre uma sinusite e um resfriado. Isso porque os sintomas podem ser muito semelhantes.
Infecções sinusais geralmente se desenvolvem após um resfriado.

Sinusite tende a durar mais do que um resfriado. Os sintomas do resfriado tendem a piorar cada vez mais, atingindo o pico de 3 a 5 dias e depois melhoram gradualmente.
As infecções sinusais podem durar 10 dias ou mais.

Alguns sintomas são mais característicos de uma sinusite do que um resfriado:

  • Inchaço do tecido no nariz;
  • Mau hálito;
  • Secreção verde liberada pelo nariz;
  • Rosto inchado ou sensível.

Diferentemente de um resfriado, a sinusite pode se tornar crônica.
Isso significa que pode durar mais de 3 meses.
Sinusite crônica causa inchaço e irritação nos seios nasais.
Geralmente se desenvolve após uma pessoa ter sinusite aguda.
Às vezes os sintomas desaparecem e depois voltam novamente.
Os sintomas sinusais contínuos – mesmo que melhorem e depois voltem – podem indicar sinusite crônica.

Tratamento da sinusite

As infecções sinusais geralmente desaparecem por conta própria. Ou seja, sem tratamento médico.
No entanto, existem algumas coisas que o indivíduo pode fazer em casa para aliviar os sintomas incômodos.

O que se pode fazer em casa para tratar uma sinusite:

  • Aplicar uma compressa quente nos seios nasais. Isso ameniza a dor e a pressão, soltando o líquido nos seios;
  • Fazer uso de uma solução salina para uso nasal. Ou então um spray salino nasal disponível em farmácias;
  • Uso de medicamentos anti-histamínicos para redução da inflamação nos seios da face;
  • Uso de descongestionante nasal para auxiliar na limpeza dos seios nasais e alívio da pressão.

Evite usar descongestionantes nasais por muitos dias. Isso porque eles podem piorar o congestionamento se usados por muito tempo. A isso se denomina de efeito rebote.

Quando procurar um médico

Uma pessoa com sinusite deve procurar um médico nestas circunstâncias:

  • Os sintomas se estenderem por mais de 10 dias;
  • No caso de crianças. Se a febre se manter alta por mais de um a dois dias;
  • Em caso de dor muito intensa;
  • A infecção sinusal é um indicativo de fraqueza do sistema imunológico. Isso pode ser gerado por uma condição médica, uso de medicamentos imunossupressores ou falha de órgãos.

O tratamento depende da causa. Se as bactérias causadoras da infecção e os sintomas forem graves ou durarem mais de uma semana, um profissional poderá prescrever antibióticos.
Antibióticos não funcionam para sinusite crônica ou aquela causada por por um vírus.

Corticosteroides também poderão ser prescritos para o alívio da dor e pressão.
São fármacos que podem auxiliar no alívio dos sintomas tanto para uma sinusite viral como bacteriana.
Também podem auxiliar na terapia de sinusites crônicas.

Em alguns casos, a cirurgia pode ser uma alternativa para o tratamento de casos graves de sinusite crônica. Os cirurgiões podem mover os ossos para abrir os seios nasais. Ou também podem sanar problemas com os ossos ao redor dos seios.

Algumas pessoas também podem ter pólipos nasais que causam sinusites frequentes.
Um cirurgião pode removê-las facilmente.
A maioria das cirurgias para sinusite crônica são procedimentos ambulatoriais.
Isso significa que o indivíduo pode ir para casa no mesmo dia da cirurgia.

Resumindo

Para a grande maioria dos casos de sinusite as perspectivas são boas.
As infecções dos seios nasais geralmente desaparecem por conta própria dentro de uma semana ou duas. Quando isso não acontece, a sinusite pode ser bacteriana e antibióticos podem ser necessários.

Embora raras, as sinusites causadas por fungos podem ser graves e difíceis de tratar.

Com cuidados médicos adequados, a maioria das pessoas com infecção sinusal se recupera bem.
No entanto, se a infecção não melhorar após três meses, um especialista deve ser consultado.
É esse profissional que poderá identificar e tratar a causa subjacente da sinusite crônica.

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Fontes: Manual Merck, American College of Allergy, Asthma & Immunology, CDC, healthychildren
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Caroço sob o queixo? Conheça as causas

caroço sob o queixo

Um caroço sob o queixo inchado pode ser assustador, mas geralmente não é motivo de preocupação.
Linfonodos, cistos e alergias podem causar a formação desses nódulos.

Um nódulo pode aparecer em qualquer lugar da área macia, abaixo do queixo e da mandíbula. O nódulo pode ser grande, pequeno, firme ou macio, dependendo da causa.
A pele ao redor pode se encontrar tensa e sensível, ou até dolorosa.

Caroço sob o queixo – Sintomas e causas

Diferentes condições podem provocar o aparecimento de um caroço sob o queixo.
Os sintomas associados, o tamanho e a forma do nódulo provavelmente serão diferentes, dependendo da causa.

Abaixo estão as causas comuns de um caroço sob o queixo.
Alguns são simples, enquanto outros requerem cuidados médicos para evitar complicações.

Linfonodos inchados

Os linfonodos estão localizados em todo o corpo, mas o indivíduo só pode notar aqueles próximos à superfície da pele. Como, por exemplo, os linfonodos nas axilas ou perto do queixo.

As infecções costumam causar inchaço dos linfonodos. Isso pode levar a um caroço no queixo visível a sua esquerda ou à direita.
O inchaço é uma resposta típica do sistema imunológico.

Um caroço no queixo causado por um linfonodo inchado terá consistência macia ou flexível.
Pode ser sensível ao toque, mas geralmente não é doloroso.
O inchaço deve desaparecer dentro de 2 a 3 semanas.

As seguintes infecções virais ou bacterianas geralmente geram o aparecimento de linfonodos inchados:

  • Resfriado ou gripe;
  • Infecções de ouvido;
  • Sinusite;
  • Sarampo ou varicela (catapora);
  • Garganta inflamada;
  • Mononucleose;
  • Abscesso dental;
  • Sífilis;
  • Doença de Lyme;
  • HIV ou AIDS.

Se uma infecção for a responsável, o caroço sob o queixo deve sumir à medida que a infecção desaparece.
Uma consulta médica e o uso de antibióticos pode ser necessário.

Tumores benignos

Um tumor benigno pode causar a formação de um caroço sob o queixo.
Tipos de crescimento benigno incluem cistos, fibromas e lipomas.
Estes são geralmente inofensivos e tratáveis.

Cistos: Um cisto é uma bolsa repleta de líquido ou detritos. Os cistos podem se formar durante uma infecção. Podem se formar lentamente ao longo do tempo.
Aqueles sob a mandíbula podem ser cistos sebáceos.
São resultantes de bloqueios nas glândulas ou nos dutos sebáceos.
Os danos causados pela acne na área também podem causar a formação de cistos.

Fibromas: Um fibroma é um nódulo redondo que pode ter consistência macia ou dura.
Eles geralmente são encontrados ao redor da boca e não são comuns sob o queixo.
Geralmente não causam outros sintomas e podem ser um indicativo de doença de Cowden. Essa é uma doença hereditária que causa a formação frequente de crescimentos benignos.

Lipomas: Lipomas são crescimentos de células de gordura sob a pele. Um nódulo de lipoma tem aspecto macio, se move facilmente e não tem coloração.
Os lipomas tendem a crescer muito lentamente. Raramente são cancerígenos e geralmente não causam outros sintomas.

Certos cânceres

O câncer de glândula salivar, pele ou linfonodos pode causar a formação de um caroço sob o queixo.

A doença de Hodgkin e a leucemia também podem gerar linfonodos inchados.

Nódulos cancerígenos são normalmente difíceis de tocar e podem ter uma forma estranha.

Pode haver dor na área se o nódulo estiver tocando alguma célula nervosa.
Em uma etapa posterior, o indivíduo pode sentir dormência parcial ou formigamento na área.

Outros sintomas associados ao nódulo cancerígeno:

  • Nódulo que muda de forma ou cor;
  • Percepção de um “nó na garganta” constante;
  • Dificuldade de engolir ou respirar;
  • Nódulos em outras áreas próximas aos linfonodos, como testículos, mamas ou axilas;
  • Perda repentina de peso;
  • Sistema imunológico enfraquecido repentina ou persistentemente;
  • Dificuldade de digestão;
  • Alterações vocais ou rouquidão;
  • Cistos que crescem rapidamente após serem removidos ou drenados;

O médico pode sugerir uma biópsia para determinar se o nódulo é benigno ou canceroso. Em seguida uma remoção cirúrgica normalmente é recomendada.

Se o nódulo for canceroso, radioterapia ou quimioterapia podem ser sugeridos pelo médico.

O tratamento pode variar. O médico geralmente apresenta mais de uma opção ao paciente.

Outras causas possíveis

  • Uma picada de inseto, especialmente em pessoas com histórico de hipersensibilidade;
  • Alergias a alimentos ou produtos;
  • Acne;
  • Furúnculos;
  • Pedras do duto salivar;
  • Amigdalite;
  • Cicatrizes com formação de queloides;
  • Hematomas;
  • Bócio;
  • Pacientes com como artrite reumatoide ou lúpus;
  • Lesão, decorrente de um corte ou um osso fraturado;
  • Dano às glândulas sebáceas no queixo.

Quando procurar um médico

Devido à grande variedade de causas possíveis, um diagnóstico profissional é essencial. Tem situações em que a causa do nódulo é evidente.
Em quaisquer outras situações recomenda-se uma consulta médica para um diagnóstico e tratamento.

Procurar um aconselhamento profissional no caso de suspeita de câncer ou se houver o nódulo apresentar as seguintes características:

  • Crescimento contínuo;
  • Persiste por semanas;
  • Apresenta consistência endurecida.

Quanto mais cedo o indivíduo receber tratamento, melhores as chances de cura.

O profissional pode prescrever antibióticos para tratar possíveis infecções.
Também podem solicitar um teste de imagem para averiguação do nódulo.

Resumindo

Um caroço sob o queixo geralmente não é um sinal de uma condição grave.
Esses caroços tendem a desaparecer naturalmente.

Muitas vezes, são o resultado do inchaço dos linfonodos em resposta a infecções. Como aquelas decorrentes de resfriado ou gripe.

Algumas condições que causam caroços sob o queixo requerem tratamento médico. O crescimento do número de casos de cânceres orais mundo afora é preocupante. Em muitos casos uma consulta médica é altamente recomendável.
Assim, entrar em contato com um médico para um diagnóstico nestes casos é fundamental.

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Fontes: National Cancer Institute, NHS, American Cancer Society, Healthline

 

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Pérolas de Epstein do recém-nascido: causas, sintomas e tratamento

Pérolas de Epstein do recém-nascido: causas, sintomas e tratamento

pérolas de Epstein
As pérolas de Epstein são cistos brancos ou amarelados que se podem formar nas gengivas e palato dos recém-nascidos, semelhantes a dentes que estão para nascer.
As pérolas de Epstein são inofensivas e se formam na boca do recém-nascido durante as primeiras semanas e meses de desenvolvimento.

Os cistos contêm queratina, uma proteína que ocorre naturalmente na pele, cabelos e unhas humanas.

As pérolas de Epstein desaparecem por si próprias poucas semanas após o nascimento do bebê. Não são motivo de preocupação.

Neste artigo, analisamos os sintomas, causas e tratamento das pérolas de Epstein.

Pérolas de Epstein – Sintomas

As pérolas de Epstein têm geralmente menos de 3 milímetros de diâmetro.

Os cistos podem ser notados quando um bebê abre a boca para chorar ou bocejar.
No entanto, eles não causam desconforto ao bebê e não devem interferir na alimentação.

Às vezes, as pessoas podem confundir as pérolas de Epstein com os grãos de milium.
A principal diferença é a sua localização. As pérolas de Epstein aparecem apenas no céu da boca e gengivas.

O milium é um tipo de nódulo branco que costuma aparecer no rosto do bebê.
São bastante comuns.
São caracterizados por bolinhas brancas ou amareladas que aparecem perto dos olhos, no nariz e na boca do bebê.

Pérolas de Epstein – Causas

Essas formações são bastante comuns. Ocorrem em até 60% a 85% de todos os recém-nascidos.
Especialistas acreditam que elas se desenvolvam durante a a gestação quando acontece a formação do céu da boca do bebê.

As pérolas de Epstein não ocorrem como resultado de algo que a mulher fez durante a gravidez. Elas também não representam um sinal de que algo está errado com o bebê.

Não há como impedir as pérolas de Epstein.

As pérolas de Epstein não ocorrem em crianças mais velhas ou adultos porque são resultado do desenvolvimento fetal.

Pérolas de Epstein – Tratamento

As pérolas de Epstein não requerem tratamento.
Na maioria dos casos, elas desaparecem lenta a espontaneamente dentro de algumas semanas.

Quando a consulta com o pediatra é aconselhável

Os responsáveis pelo bebê podem procurar um pediatra no caso de preocupações com inflamações na boca do recém-nascido.
Isso para o caso de diferenciá-las de outras condições de saúde.

Em caso de dúvida, a consulta com um pediatra é altamente recomendável.

Isso porque algumas condições e sinais outros podem se assemelhar às pérolas.

1. Candidíase oral

Em alguns casos, manchas brancas na boca de um bebê podem ser um sinal de candidíase.
A candidíase oral é uma patologia causada pelo fungo cândida.

A candidíase oral pode causar manchas brancas ou inchaços na boca. Inclusive no interior das bochechas e da língua.
Às vezes, pode provocar algum desconforto ou dificuldade em se alimentar. Geralmente não é grave.

A candidíase oral é tratada com medicamentos antifúngicos.
É importante que o tratamento seja iniciado. Isso porque a infecção pode se espalhar para o seio da mulher, caso ela esteja amamentando.
Se isso ocorrer, pode causar rachaduras nos mamilos e deixar os seios doloridos.

2. Dentes natais

As pérolas de Epstein podem ser confundidas com dentes natais, caso apareçam nas gengivas.
Embora os recém-nascidos possam ter dentes, isso é raro.
Ocorre em apenas 1 em cada 800 a 6.000 bebês.

Se um bebê nascer com um ou mais dentes, os pais ou responsáveis devem discutir isso com um pediatra.
Às vezes, os dentes estão soltos ou interferem na alimentação.
Nesses casos, o médico pode recomendar sua remoção.

3. Outros problemas

Um bebê muito queixoso pode ser um sinal de problemas outros e mais sérios. Especialmente se a criança não estiver conseguindo se alimentar direito. Embora as pérolas de Epstein não causem nenhum desses problemas, ainda é melhor descartar outras possíveis condições de saúde.
Nesse caso, é uma boa ideia consultar um pediatra.

Concluindo

Muitos pais e cuidadores ficam preocupados quando veem as pérolas de Epstein na boca de um bebê.
No entanto, são indolores, não prejudiciais ao bebê e desaparecem por conta própria.

Se o bebê parece estar tendo problemas para se alimentar ou não estiver bem, os pais ou responsáveis devem procurar um pediatra para descartar outros problemas de saúde.

Fontes: NCBI, Era’s Journal, Europe PMC
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Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

mononucleose

Também conhecida como doença do beijo, a mononucleose é uma doença viral muito comum no período do carnaval.

A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). O EBV é da família do vírus da família do herpes. Não é uma simples virose.

Geralmente ocorre em adolescentes, mas pode atingir qualquer um em qualquer idade.
O vírus se espalha pela saliva, e é por isso que muitos se referem a ele como “a doença do beijo”.

Mononucleose – Principais sintomas

A mononucleose foi descrita pela primeira vez em 1889.
Seus principais sintomas são febre alta, glândulas linfáticas inchadas no pescoço e axilas, dor de garganta e dor nas articulações.
Sensação de fraqueza muscular também é um sintoma que costuma ser relatado.

A febre geralmente varia entre 39 °C 40 °C e pode durar de uma a duas semanas.
Há relatos de dor de garganta em mais de 85% dos pacientes.

Mononucleose – transmissão

O EBV é transmitido através do contato direto com a saliva da boca de uma pessoa infectada ou outros fluidos corporais, como sangue. Também se espalha por contato sexual e transplante de órgãos.

A contaminação pode acontecer por tosse ou espirro, beijando ou compartilhando alimentos ou bebidas com alguém que tem mononucleose.

Pode acontecer dos sintomas passarem despercebidos pela pessoa infectada.

Mononucleose – tempo de incubação

O período de incubação do vírus é o período entre o momento em que a infecção é contraída e o início dos sintomas. Geralmente, leva de 4 a 8 semanas para que os sintomas se desenvolvam após a infecção.

Frequentemente, a mononucleose é precedida por três a cinco dias de alguns indícios sintomáticos, como dores de cabeça, fadiga e dores musculares.

A mononucleose pode continuar a ser contagiosa por 3 meses ou mais após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Vírus Epstein-Barr

O vírus Epstein-Barr (EBV) é um membro da família herpes. É um dos vírus mais comuns causadores de infecção em seres humanos por todo o mundo. Uma vez a pessoa tendo sido infectada pelo EBV, ele permanece inativo no corpo pelo resto da vida.
Em casos raros, pode se reativar.

Pesquisadores tem investigado possíveis ligações entre o EBV e alguns tipo de câncer e doenças autoimunes.

Pessoas mais expostas a riscos de contaminação pelo EBV

Os grupos a seguir apresentam um risco maior de desenvolver mononucleose:

  • jovens entre 15 e 30 anos;
  • estudantes;
  • médicos residentes;
  • pessoal de enfermagem;
  • cuidadores;
  • usuários de medicamentos para supressão do sistema imunológico (pacientes transplantados).

Qualquer pessoa que regularmente entre em contato próximo com um grande número de pessoas corre um risco maior para a mononucleose.

É por isso que estudantes do ensino médio e universitários são frequentemente infectados.

Mononucleose – diagnóstico

Numa consulta médica, normalmente o profissional irá perguntar há quanto tempo a pessoa vem apresentando sintomas.

A idade é um dos principais fatores para o diagnóstico de mononucleose, juntamente com os sintomas mais comuns já citados.
O médico irá verificar a temperatura do indivíduo bem como as glândulas do pescoço, axilas e virilhas.
Também poderá verificar a parte superior esquerda do estômago para determinar se o baço se encontra aumentado.

O médico poderá solicitar um hemograma completo. Este exame de sangue ajudará a determinar a gravidade da doença. Irá possibilitar saber os níveis de várias células sanguíneas. Por exemplo, uma alta contagem de linfócitos geralmente é indicativo de uma infecção.

Uma contagem elevada de glóbulos brancos não pode confirmar uma infecção por EBV. Porém, o resultado sugere que é uma forte possibilidade.

Testes de laboratório

Os testes de laboratório são a segunda parte do diagnóstico médico.

Teste monospot

Uma das maneiras mais confiáveis de diagnosticar a mononucleose é o teste monospot. Esse exame de sangue detecta anticorpos que o sistema imunológico produz em resposta a elementos nocivos.

O monospot é um teste que não procura anticorpos específicos para o EBV.
Em vez disso, o teste determina os níveis de outro grupo de anticorpos que o corpo produz no caso de infecção por EBV.
Estes são chamados de anticorpos heterófilos.

Os resultados deste teste são os mais consistentes quando são realizados entre 2 e 4 semanas após o aparecimento dos sintomas.
Nesse período existem quantidades suficientes de anticorpos heterófilos para desencadear uma resposta positiva confiável.

Este teste nem sempre é totalmente preciso, mas é rápido. Os resultados geralmente ficam disponíveis em uma hora ou menos.

Teste de anticorpos EBV

Se o teste monospot der negativo, o médico poderá solicitar um teste de anticorpos EBV.
Este exame de sangue busca anticorpos específicos para o EBV.
É um teste com capacidade de detecção do EBV desde a primeira semana de aparecimento dos sintomas.
No entanto, a liberação dos resultados é mais demorado.

mononucleose

Mononucleose – tratamento

Não há tratamento específico para mononucleose. O médico pode prescrever um medicamento corticosteroide para reduzir a inflamação da garganta e amígdalas.
Os sintomas geralmente desaparecem sozinhos em 1 a 2 meses.
O médico deve ser comunicado pelo paciente no caso da piora dos sintomas ou no caso de dor abdominal intensa.

Remédios caseiros

O tratamento em casa visa aliviar os sintomas. Isso inclui o uso de medicamentos de venda livre (OTC) para reduzir a febre. São aconselháveis também a adoção de técnicas para alívio da dor de garganta, como gargarejos com água e sal.

Outras medidas caseiras que podem ajudar a aliviar os sintomas:

  • repousar bastante;
  • aumentar a hidratação, preferencialmente pela ingestão de água;
  • ingestão de caldo de galinha quente;
  • fortalecer o sistema imunológico através do consumo de alimentos anti-inflamatórios e ricos em antioxidantes. Isso inclui vegetais de folhas verdes, maçã, arroz integral e salmão;
  • uso de medicamentos de venda livre para controle da febre, como o paracetamol.

Não se administra aspirina a crianças ou adolescentes, pois isso pode levar à síndrome de Reye.
Essa síndrome é um distúrbio raro que pode causar danos cerebrais e hepáticos.

Mononucleose – complicações

A Mononucleose normalmente não é uma doença grave.
Em alguns casos, as pessoas que sofrem de mononucleose apresentam infecções secundárias. Exemplos: infecções na garganta, infecções nos seios nasais ou amigdalite.

Em casos raros, algumas pessoas podem desenvolver as seguintes complicações:

Baço aumentado

Em caso de comprometimento do baço, o indivíduo deve esperar ao menos 1 mês antes de realizar qualquer atividade vigorosa. O que inclui levantar objetos pesados ou praticar esportes de contato. Isso tudo para evitar o rompimento do baço, que pode estar inflamado pela infecção. O baço rompido em pessoas com mononucleose é raro, mas é uma emergência com risco de morte.

A ruptura do baço apresenta sinais característicos como dor aguda e repentina na parte superior esquerda do abdômen.

Hepatites

Ocasionalmente, podem ocorrer hepatites ou icterícia (amarelamento da pele e dos olhos) em indivíduos com mononucleose.

Complicações raras

De acordo com a Clínica Mayo, a mononucleose também pode causar algumas dessas complicações extremamente raras:

  • anemia, caracterizada pela diminuição na contagem de glóbulos vermelhos;
  • Trombocitopenia, que é uma diminuição das plaquetas, fundamentais ao processo de coagulação;
  • miocardite;
  • complicações relacionadas ao sistema nervoso, como meningite ou síndrome de Guillain-Barré;
  • amígdalas inflamadas a ponto de poderem obstruir a respiração.

Sintomas de longo prazo

Sintomas relacionados à mononucleose como fadiga, febre e dor de garganta geralmente duram algumas semanas.
Em casos raros, os sintomas podem surgir meses ou até anos depois.

O EBV, que geralmente é causador da mononucleose, permanece no corpo pelo resto da vida.
Geralmente está em estado inativo, mas o vírus pode se reativar.

Mononucleose em adultos

A mononucleose afeta principalmente as pessoas na adolescência e na década dos 20 anos.
Ocorre menos em adultos com mais de 30 anos de idade. Os adultos mais velhos com mononucleose geralmente têm febre, mas podem não ter outros sintomas, como dor de garganta, linfonodos inflamados ou aumento de volume do baço.

Mononucleose em crianças

As crianças podem se infectar com o EBV através do compartilhamento de utensílios ou copos ou por estarem perto de uma pessoa infectada que tosse ou espirra.

Crianças podem apresentar apenas sintomas leves. Sintomas como uma dor de garganta. Assim, uma mononucleose pode não ser diagnosticada.
Crianças com mononucleose devem lavar as mãos com frequência, principalmente após espirrar ou tossir.

Mononucleose em crianças muito pequenas

A maioria das pessoas se infecta com o EBV no início da vida.
As crianças pequenas podem ser infectadas pelo EBV através do compartilhamento de utensílios de cozinha ou copos.
Elas também podem ser infectadas ao colocar brinquedos na boca compartilhados com crianças portadoras de mononucleose.

A presença de febre e dor de garganta, pode acabar sendo confundida com resfriado ou gripe.

Mononucleose recorrente

Em casos raros, a mononucleose pode levar a uma condição crônica da doença. Esta é uma condição séria na qual os sintomas da mononucleose persistem por mais de 6 meses.

Conclusão

Os sintomas da mononucleose raramente duram mais de 4 meses.
A maioria dos indivíduos que têm mononucleose se recupera dentro de 2 a 4 semanas.
O EBV estabelece permanece inativo por toda a vida nas células do sistema imunológico do corpo.
Em alguns casos muito raros, as pessoas portadoras do vírus podem vir a desenvolver o linfoma de Burkitt ou o carcinoma nasofaríngeo.
Ambos são cânceres raros.
O EBV parece desempenhar um papel no desenvolvimento desses cânceres.
No entanto, o EBV provavelmente não é a única causa.

Fontes: USPharmacist, Healthline, Mayo Clinic
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