tratamento

Novidades sobre o vírus SARS-CoV-2, causador do Covid-19

SARS-CoV-2

Afinal, o que torna o vírus SARS-CoV-2, causador da epidemia de Covid-19, uma grande ameaça?

Um novo estudo joga luz sobre essa questão. Pesquisadores da Harvard Stem Cell identificaram os prováveis tipos de células que o vírus SARS-CoV-2 infecta.

Descobriu-se que uma das principais defesas imunológicas do corpo contra infecções virais pode realmente ajudar o vírus SARS-CoV-2 a infectar essas mesmas células.

O que torna algumas pessoas mais suscetíveis ao vírus SARS-CoV-2 e o que ele faz no corpo?

Essas são questões fundamentais na busca de tratamentos mais eficazes.

Vírus SARS-CoV-2 – As células preferidas no organismo humano

O vírus SARS-CoV-2 age preferencialmente sobre células de tecidos como o revestimento da cavidade nasal, pulmões e intestino.
Essa conclusão de deu com base nos sintomas relatados pelos pacientes onde o vírus foi detectado nas análises realizadas.

Quais as células mais suscetíveis ao ataque do vírus SARS-CoV-2?

Pesquisas recentes indicam que o SARS-CoV-2 usa um receptor de células humanas chamado ACE2 para entrar nas células.

Isso acontece com o auxílio de uma enzima chamada TMPRSS2. Isso levou os pesquisadores a fazer uma pergunta simples.

Afinal, quais células do tecido respiratório e intestinal expressam ACE2 e TMPRSS2?

Para responder a essa pergunta, a equipe voltou-se para o sequenciamento de RNA de célula única. Esse sequenciamento identifica quais genes são expressos em células individuais.

Descobriu-se que apenas uma pequena porcentagem de células respiratórias e intestinais humanas produzem ACE2 e TMPRSS2.

Essas células se dividem em três tipos.

São elas: células no nariz que secretam muco, células pulmonares que ajudam a manter os sacos de ar e células que revestem o intestino delgado e estão envolvidas na absorção de nutrientes.

Dados de primatas não humanos mostraram um padrão semelhante de células suscetíveis.

Muitas linhas celulares respiratórias existentes podem não conter a mistura completa de tipos de células. Também podem faltar as que são relevantes.
Depois de entender quais células estão mais sujeitas à infecção surge uma nova questão.

Existe algo dentro dessas células que de alguma forma contribua para o ciclo de vida do vírus?

Esse é um dos focos de pesquisa.

Os estudos prosseguem e buscam descobrir quais medicamentos podem interromper esse ciclo e acelerar a cura do Covid-19.

Interferon: útil ou prejudicial?

No começo o alvo do trabalho era identificar os tipos de células suscetíveis ao SARS-CoV-2.
Depois os pesquisadores descobriram que o gene ACE2 é estimulado pelo interferon. O interferon é uma das principais defesas imunológicas do corpo quando ele detecta um vírus.
No entanto, detectou-se um problema.
Na prática, o interferon passou a ativar o gene ACE2 em níveis mais altos. Isso potencialmente dá ao vírus novos portais para entrar. Ou seja, o interferon pode ser tornar uma aliado do SARS-CoV-2, facilitando sua entrada nas células humanas.

Trabalho em conjunto

Os pesquisadores buscam descobrir com detalhes as ações do vírus nas células. E também estudar amostras de tecidos de crianças e adultos.
Isso tudo para entender porque o Covid-19 é tipicamente menos grave em pessoas mais jovens.

Tudo isso é fruto de um grande esforço e trabalho em conjunto da comunidade científica mundo afora.
Vários pesquisadores e colaboradores em todo o mundo compartilham diariamente novos dados e achados.
Tudo isso para que se consiga alcançar um progresso na resolução dessa pandemia no menor prazo possível.
É ao mesmo tempo inspirador ver o que se pode alcançar quando todos se reúnem para resolver um problema.

Tem dúvida sobre a pandemia de Covid-19? Neste link você poderá encontrar uma matéria completa no site com tudo sobre essa doença de alcance mundial.

Fontes: Harvard Stem Cell Institute, ScienceDirect
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
A nova esperança para o tratamento do Covid-19

A nova esperança para o tratamento do Covid-19

tratamento do covid-19

O Remdesivir é a mais recente esperança para o tratamento do covid-19.

O Remdesivir é um medicamento antiviral de amplo espectro. Também chamado de análogo de nucleotídeo.

É um medicamento experimental recentemente aprovado pelo FDA americano para o tratamento do covid-19 em caráter emergencial.

O covid-19 é um vírus de RNA.
O RNA é a ferramenta de transcrição molecular usada pelo nosso organismo para criar proteínas usando as instruções do DNA.
Essa classe de vírus depende de uma enzima chamada RNA polimerase para aumentar a cadeia do RNA.

O Remdesivir age substituindo essa enzima RNA polimerase.
Dessa forma o RNA não pode se desenvolver para que o vírus não consiga se replicar.

Tratamento do covid-19 – descobertas mais recentes

Dados preliminares de dois ensaios clínicos usando o Remdesivir antiviral para tratar pacientes com Covid-19 se mostraram encorajadores.

Em um dos estudos o medicamento é dado a pacientes com a doença em estágios moderados e o outro se concentra em pacientes em estágios graves da doença.

Observou-se um tempo de recuperação mais rápido desses pacientes, com diminuição do tempo de internação hospitalar.
Embora seja muito cedo para dizer, os pesquisadores afirmam que há indicações de que o Remdesivir possa dispensar o uso de ventilador mecânico em pacientes graves de Covid-19.

Os primeiros resultados são promissores, e isso é importante no momento.
Muito do que se está aprendendo sobre o gerenciamento do Covid-19 está centrado na prevenção de uma deterioração rápida. O tempo é tudo.
Não se pode dizer com certeza que eles [pacientes] teriam sido intubados caso contrário, mas é encorajador.

O Houston Methodist Hospital foi o quinto local nos Estados Unidos a participar dos ensaios clínicos com Remdesivir. A Instituição começou a inscrever e tratar pacientes em meados de março.
Agora, esses estudos de fase 3 avaliarão a eficácia e a segurança do Remdesivir.

Remdesivir – protocolos de tratamento

Os pacientes com doença moderada recebem cinco ou 10 dias de tratamento com Remdesivir.
Já aqueles com doença grave recebem o medicamento pelo período de 10 dias.

O objetivo dos pesquisadores é fazer com que o Remdesivir interfira no vírus e bloqueie sua capacidade de se replicar nas células dos pacientes.
O objetivo é evitar a cascata inflamatória mortal que leva à insuficiência respiratória e à necessidade de que o paciente seja entubado e tenha de usar respirador.

Remdesivir – origem

O Remdesivir foi desenvolvido originalmente para tratar o Ebola há mais de uma década.
É conhecido por ser geralmente seguro em seres humanos. Isso baseado em um grande corpo de pesquisas pré-clínicas.
Também vários estudos mostrando que ele interrompe a SARS (síndrome respiratória aguda grave) e a MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio).
Ambas são o que se poderia chamar de primos virais do Covid-19.

Remdesivir como tratamento do Covid-19 – mais estudos

Um estudo realizado na China no início deste ano mostrou que o Remdesivir poderia impedir a replicação do Covid-19.
Há um relato de caso de um New England Journal of Medicine muito interessante.

É o de um paciente recebeu Remdesivir e começou a melhorar depois de apenas 24 horas.

Um outro estudo mostrou melhora clínica em dois terços dos pacientes hospitalizados por Covid-19 grave que receberam o antiviral.

Enquanto isso, os próximos relatórios de vários ensaios clínicos em andamento fornecerão mais dados baseados em evidências sobre o uso do Remdesivir no tratamento do Covid-19 em pacientes hospitalizados.

Remdesivir – possíveis efeitos colaterais

Até o momento, os principais efeitos colaterais observados pelos pesquisadores foram os seguintes:

  • Níveis aumentados de enzimas hepáticas que podem indicar possível dano hepático: Pesquisadores documentaram aumentos nas enzimas hepáticas em três pacientes com Covid-19 nos EUA;
  • Náusea;
  • Vômito.

Uso do Remdesivir durante a gestação ou amamentação é seguro?

Ainda não se sabe se o Remdesivir poderá afetar o feto durante a gestação. Em ratos e macacos, o Remdesivir afetou o desenvolvimento renal em fetos.

Não se sabe se o Remdesivir passa para o leite materno.

Resumindo

Entre os pesquisadores considera-se que o Remdesivir não seja a cura definitiva do Covid-19. O Remdesivir vem demonstrando que pode vir a ser uma importante ferramenta para o tratamento do Covid-19. Ele é tido por muitos pesquisadores como um medicamento precursor, assim como o AZT o foi em relação à terapia do HIV há uns anos atrás. Além do Remdesivir, existem outros medicamentos que estão sendo testados para o tratamento do Covid-19.

Menos de uma semana após os Estados Unidos, o Japão se tornou o segundo país a autorizar o Remdesivir para tratar pacientes com Covid-19.

Aqui no Brasil, técnicos da Anvisa e representantes da Gilead no Brasil, fabricante do Remdesivir, realizaram dia 06/05 passado uma primeira reunião. O tema dessa reunião foi para tratar da possibilidade de registro, fabricação e distribuição do Remdesivir no Brasil.

Fontes: New England Journal of Medicine, WebMD, RXList
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
Pérolas de Epstein do recém-nascido: causas, sintomas e tratamento

Pérolas de Epstein do recém-nascido: causas, sintomas e tratamento

pérolas de Epstein
As pérolas de Epstein são cistos brancos ou amarelados que se podem formar nas gengivas e palato dos recém-nascidos, semelhantes a dentes que estão para nascer.
As pérolas de Epstein são inofensivas e se formam na boca do recém-nascido durante as primeiras semanas e meses de desenvolvimento.

Os cistos contêm queratina, uma proteína que ocorre naturalmente na pele, cabelos e unhas humanas.

As pérolas de Epstein desaparecem por si próprias poucas semanas após o nascimento do bebê. Não são motivo de preocupação.

Neste artigo, analisamos os sintomas, causas e tratamento das pérolas de Epstein.

Pérolas de Epstein – Sintomas

As pérolas de Epstein têm geralmente menos de 3 milímetros de diâmetro.

Os cistos podem ser notados quando um bebê abre a boca para chorar ou bocejar.
No entanto, eles não causam desconforto ao bebê e não devem interferir na alimentação.

Às vezes, as pessoas podem confundir as pérolas de Epstein com os grãos de milium.
A principal diferença é a sua localização. As pérolas de Epstein aparecem apenas no céu da boca e gengivas.

O milium é um tipo de nódulo branco que costuma aparecer no rosto do bebê.
São bastante comuns.
São caracterizados por bolinhas brancas ou amareladas que aparecem perto dos olhos, no nariz e na boca do bebê.

Pérolas de Epstein – Causas

Essas formações são bastante comuns. Ocorrem em até 60% a 85% de todos os recém-nascidos.
Especialistas acreditam que elas se desenvolvam durante a a gestação quando acontece a formação do céu da boca do bebê.

As pérolas de Epstein não ocorrem como resultado de algo que a mulher fez durante a gravidez. Elas também não representam um sinal de que algo está errado com o bebê.

Não há como impedir as pérolas de Epstein.

As pérolas de Epstein não ocorrem em crianças mais velhas ou adultos porque são resultado do desenvolvimento fetal.

Pérolas de Epstein – Tratamento

As pérolas de Epstein não requerem tratamento.
Na maioria dos casos, elas desaparecem lenta a espontaneamente dentro de algumas semanas.

Quando a consulta com o pediatra é aconselhável

Os responsáveis pelo bebê podem procurar um pediatra no caso de preocupações com inflamações na boca do recém-nascido.
Isso para o caso de diferenciá-las de outras condições de saúde.

Em caso de dúvida, a consulta com um pediatra é altamente recomendável.

Isso porque algumas condições e sinais outros podem se assemelhar às pérolas.

1. Candidíase oral

Em alguns casos, manchas brancas na boca de um bebê podem ser um sinal de candidíase.
A candidíase oral é uma patologia causada pelo fungo cândida.

A candidíase oral pode causar manchas brancas ou inchaços na boca. Inclusive no interior das bochechas e da língua.
Às vezes, pode provocar algum desconforto ou dificuldade em se alimentar. Geralmente não é grave.

A candidíase oral é tratada com medicamentos antifúngicos.
É importante que o tratamento seja iniciado. Isso porque a infecção pode se espalhar para o seio da mulher, caso ela esteja amamentando.
Se isso ocorrer, pode causar rachaduras nos mamilos e deixar os seios doloridos.

2. Dentes natais

As pérolas de Epstein podem ser confundidas com dentes natais, caso apareçam nas gengivas.
Embora os recém-nascidos possam ter dentes, isso é raro.
Ocorre em apenas 1 em cada 800 a 6.000 bebês.

Se um bebê nascer com um ou mais dentes, os pais ou responsáveis devem discutir isso com um pediatra.
Às vezes, os dentes estão soltos ou interferem na alimentação.
Nesses casos, o médico pode recomendar sua remoção.

3. Outros problemas

Um bebê muito queixoso pode ser um sinal de problemas outros e mais sérios. Especialmente se a criança não estiver conseguindo se alimentar direito. Embora as pérolas de Epstein não causem nenhum desses problemas, ainda é melhor descartar outras possíveis condições de saúde.
Nesse caso, é uma boa ideia consultar um pediatra.

Concluindo

Muitos pais e cuidadores ficam preocupados quando veem as pérolas de Epstein na boca de um bebê.
No entanto, são indolores, não prejudiciais ao bebê e desaparecem por conta própria.

Se o bebê parece estar tendo problemas para se alimentar ou não estiver bem, os pais ou responsáveis devem procurar um pediatra para descartar outros problemas de saúde.

Fontes: NCBI, Era’s Journal, Europe PMC
Posted by Victor in Dicas, 1 comment

Abscesso na gengiva: tudo o que você precisa saber

abscesso na gengiva

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de infecção presente nas gengivas ou no espaço entre os dentes e as gengivas.

As bactérias podem atingir a área devido a um abscesso dentário ou outro problema de higiene bucal, como a periodontite.

Os abscessos gengivais são ligeiramente diferentes dos abscessos dentários, embora possam compartilhar alguns dos mesmos sintomas e tratamentos.

Remédios caseiros podem ajudar a tratar os sintomas, mas o abscesso gengival precisará de tratamento e drenagem realizados por um dentista.

O que é um abscesso na gengiva?

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de tecido infectada nas gengivas.
A boca e as gengivas normalmente estão cheias de bactérias boas e ruins.

Um acúmulo de bactérias ruins contribui para a placa bacteriana e o tártaro. Esse acúmulo pode levar a cáries e outros problemas dentários.

Se as bactérias ruins chegarem a uma área de tecido aberto, elas podem assumir o controle, multiplicando-se e provocando uma infecção.

O corpo responde enviando glóbulos brancos para combater a infecção.
Um processo inflamatório terá início e irá resultar na busca da eliminação das bactérias presentes no local.

O resultado será uma bolsa de pus inchada e dolorosa chamada abscesso.

Existem dois tipos principais de abscesso na gengiva: o gengival e o periodontal.

Abscessos gengivais ocorrem apenas no tecido gengival. Eles não envolvem os dentes.
Eles podem ocorrer se um pedaço afiado de comida for alojado diretamente nas gengivas e causar uma infecção.

Abscessos periodontais ocorrem no espaço entre os dentes e as gengivas. Estes são mais comuns em pessoas com doença periodontal. Mas também podem se desenvolver devido a lesões ou alimentos presos entre os dentes e as gengivas.

Tratamento

As opções de tratamento para um abscesso gengival incluem:

Procedimentos odontológicos

No consultório odontológico, o tratamento para um abscesso gengival inclui a drenagem do abscesso, bem como a remoção de contaminantes da área entre as gengivas e os dentes.

Se uma pessoa apresentar sinais de acúmulo de placa ou doença periodontal, o dentista poderá recomendar procedimentos de limpeza especializados para ajudar a remover o acúmulo de placa e tártaro.

O abscesso na gengiva também precisará de drenagem. O dentista pode fazer uma pequena incisão na área inchada para drená-la.

Quando o abscesso está aberto e liberando o pus, pode-se simplesmente aplicar pressão na área para permitir que o pus seja drenado completamente.

O dentista em geral solicita um raio-X para verificar se o abscesso causou alguma lesão óssea.
A perda óssea pode ocorrer em uma infecção grave. E também se o abscesso gengival ficar sem tratamento por um longo tempo.

No caso de perda óssea grave, o dentista poderá recomendar procedimentos para reparação do osso e dos tecidos circundantes.

Se um abscesso na gengiva afeta a polpa interna do dente, uma pessoa pode precisar de um tratamento de canal radicular.

Em alguns casos, o dentista também pode recomendar a extração do dente ao lado do abscesso.

Pessoas com abscessos periapicais – que ocorrem quando as bactérias invadem a polpa dentária, devido a cáries, traumas ou dentes quebrados, por exemplo – podem precisar de um canal radicular ou de uma extração.

Antibióticos

Os antibióticos são outra parte essencial do processo de tratamento padrão para um abscesso na gengiva. Antibióticos orais podem eliminar as bactérias causadoras da infecção impedindo que ela se espalhe ou reinfecte na área.

Isso também pode reduzir o inchaço e a dor na área afetada.
No entanto, os antibióticos não substituem o trabalho odontológico e não curam o abscesso de forma isolada.

Remédios caseiros

Um dentista também pode recomendar alguns remédios caseiros simples para ajudar a aliviar os sintomas. Por exemplo, a ingestão de medicamentos anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, pode reduzir a dor e o inchaço.

Além disso, enxaguar a boca com água morna e salgada pode ajudar a reduzir a dor e a sensibilidade. Remédios caseiros podem ajudar a aliviar os sintomas, mas a bolsa com bactérias e pus precisará de tratamento de um dentista.

Sintomas

Os principais sintomas de um abscesso na gengiva são dor e inchaço na área afetada.
Dependendo de onde o abscesso está localizado ao longo das gengivas, também pode causar dor quando uma pessoa mastiga ou morde.

A pessoa pode notar um nódulo ou protuberância na área do abscesso que causa dor e pressão.

Principais sintomas:

  • Mau hálito;
  • Presença de pus na boca;
  • Sensação de gosto ruim na boca;
  • Dentes frouxos;
  • Sangramento nas gengivas;
  • Dentes ou gengivas sensíveis
  • Recuo da linha gengival;
  • Febre.

abscesso na gengiva

Causas

A causa de um abscesso na gengiva é um acúmulo de bactérias nos tecidos entre os dentes e as gengivas.

No entanto, existem algumas razões possíveis para essa infecção bacteriana ocorrer, que incluem:

  • Má higiene bucal e periodontite
  • Abscessos gengivais podem ser mais comuns em pessoas com falta de higiene bucal.
  • Má higiene bucal pode levar a periodontite ou doença periodontal da gengiva, favorecendo o surgimento de abscessos.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) observa que 46% de todos os adultos com mais de 30 anos apresentam sinais de doença gengival. A doença gengival grave afeta cerca de 9% dos adultos. Um estudo alemão identificou na temperatura também um fator que pode favorecer a formação de abscessos gengivais.

A doença gengival decompõe as gengivas e os tecidos.
Isso pode criar um espaço entre os dentes e as gengivas, onde as bactérias podem viver e se multiplicar, levando a abscessos.

Alguns outros fatores podem aumentar o risco de periodontite.
Por exemplo, o Instituto Nacional de Pesquisa Odontológica e Craniofacial observa que o tabagismo é o fator de risco mais significativo para a doença periodontal.

Outros fatores de risco para doença periodontal incluem:

  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Artrite;
  • Doença cardíaca;
  • Hepatite C
  • Alterações hormonais (no sexo feminino);
  • Certos medicamentos que interrompem o fluxo de saliva;
  • Hereditariedade.

Sistema imunológico comprometido

Um indivíduo com seu sistema imunológico enfraquecido também pode ter mais chances de sofrer um abscesso gengival. Isso porque o corpo pode ter mais dificuldade em combater infecções.

Condições que afetam o sistema imunológico, como o HIV, podem tornar mais difícil para o organismo combater as bactérias que levam a doenças gengivais e abscessos.

Outras infecções

Um abscesso na gengiva pode ocorrer devido a outra infecção presente na boca. Seja em decorrência de um abscesso dental ou uma infecção da bolsa periodontal.

A bolsa periodontal é o espaço que se desenvolve entre a gengiva e o dente como resultado de uma doença gengival.

Bolsas mais profundas podem dar mais espaço para pequenas partículas de alimentos e germes ficarem presos.

Nesses casos, o acúmulo bacteriano pode se espalhar a partir do local original da infecção e infectar a gengiva ao seu redor.

Abscesso gengival vs. abscesso dentário

A rigor, um abscesso gengival ocorre nas gengivas, enquanto um abscesso dentário ocorre no próprio dente.

No entanto, há alguma sobreposição.
Por exemplo, um abscesso periodontal geralmente afeta o dente e a gengiva.

Além disso, às vezes, uma infecção no dente e na polpa pode levar a uma infecção nas gengivas.

Pode ser um dente com uma grande cavidade ou cárie na raiz, que cria espaço dentro do dente e tecido circundante para que as bactérias se multipliquem.

Outras vezes, um abscesso gengival profundo pode piorar e começar a afetar os dentes e a polpa.

Infecções graves, como aquelas que envolvem o dente e a gengiva, geralmente requerem tratamento extensivo.

Quando consultar um dentista

Indivíduos com sintomas de abscesso na gengiva ou dentário devem consultar um dentista o mais rápido possível.

Os remédios caseiros podem proporcionar alívio temporário de sintomas como a dor, mas não resolvem o problema.

No entanto, um dentista precisará drenar o pus presente na bolsa e posteriormente realizar o tratamento.
O dente ou seção afetada da gengiva também precisará de tratamento para evitar infecções adicionais ou controlar os sintomas de problemas como a doença periodontal.

Em resumo

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de pus e bactérias decorrente de uma infecção nas gengivas.
O abscesso pode se desenvolver devido à falta de higiene bucal. E também como resultado de outras infecções ou condições. Tratamentos e remédios caseiros podem ajudar apenas a aliviar os sintomas de dor e inchaço. No entanto, o dentista precisará drenar o abscesso para evitar novas infecções e o agravamento do problema.

Fontes: CDC, intechopen, National Institute of Dental and Craniofacial Research
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 2 comments
Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

mononucleose

Também conhecida como doença do beijo, a mononucleose é uma doença viral muito comum no período do carnaval.

A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). O EBV é da família do vírus da família do herpes. Não é uma simples virose.

Geralmente ocorre em adolescentes, mas pode atingir qualquer um em qualquer idade.
O vírus se espalha pela saliva, e é por isso que muitos se referem a ele como “a doença do beijo”.

Mononucleose – Principais sintomas

A mononucleose foi descrita pela primeira vez em 1889.
Seus principais sintomas são febre alta, glândulas linfáticas inchadas no pescoço e axilas, dor de garganta e dor nas articulações.
Sensação de fraqueza muscular também é um sintoma que costuma ser relatado.

A febre geralmente varia entre 39 °C 40 °C e pode durar de uma a duas semanas.
Há relatos de dor de garganta em mais de 85% dos pacientes.

Mononucleose – transmissão

O EBV é transmitido através do contato direto com a saliva da boca de uma pessoa infectada ou outros fluidos corporais, como sangue. Também se espalha por contato sexual e transplante de órgãos.

A contaminação pode acontecer por tosse ou espirro, beijando ou compartilhando alimentos ou bebidas com alguém que tem mononucleose.

Pode acontecer dos sintomas passarem despercebidos pela pessoa infectada.

Mononucleose – tempo de incubação

O período de incubação do vírus é o período entre o momento em que a infecção é contraída e o início dos sintomas. Geralmente, leva de 4 a 8 semanas para que os sintomas se desenvolvam após a infecção.

Frequentemente, a mononucleose é precedida por três a cinco dias de alguns indícios sintomáticos, como dores de cabeça, fadiga e dores musculares.

A mononucleose pode continuar a ser contagiosa por 3 meses ou mais após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Vírus Epstein-Barr

O vírus Epstein-Barr (EBV) é um membro da família herpes. É um dos vírus mais comuns causadores de infecção em seres humanos por todo o mundo. Uma vez a pessoa tendo sido infectada pelo EBV, ele permanece inativo no corpo pelo resto da vida.
Em casos raros, pode se reativar.

Pesquisadores tem investigado possíveis ligações entre o EBV e alguns tipo de câncer e doenças autoimunes.

Pessoas mais expostas a riscos de contaminação pelo EBV

Os grupos a seguir apresentam um risco maior de desenvolver mononucleose:

  • jovens entre 15 e 30 anos;
  • estudantes;
  • médicos residentes;
  • pessoal de enfermagem;
  • cuidadores;
  • usuários de medicamentos para supressão do sistema imunológico (pacientes transplantados).

Qualquer pessoa que regularmente entre em contato próximo com um grande número de pessoas corre um risco maior para a mononucleose.

É por isso que estudantes do ensino médio e universitários são frequentemente infectados.

Mononucleose – diagnóstico

Numa consulta médica, normalmente o profissional irá perguntar há quanto tempo a pessoa vem apresentando sintomas.

A idade é um dos principais fatores para o diagnóstico de mononucleose, juntamente com os sintomas mais comuns já citados.
O médico irá verificar a temperatura do indivíduo bem como as glândulas do pescoço, axilas e virilhas.
Também poderá verificar a parte superior esquerda do estômago para determinar se o baço se encontra aumentado.

O médico poderá solicitar um hemograma completo. Este exame de sangue ajudará a determinar a gravidade da doença. Irá possibilitar saber os níveis de várias células sanguíneas. Por exemplo, uma alta contagem de linfócitos geralmente é indicativo de uma infecção.

Uma contagem elevada de glóbulos brancos não pode confirmar uma infecção por EBV. Porém, o resultado sugere que é uma forte possibilidade.

Testes de laboratório

Os testes de laboratório são a segunda parte do diagnóstico médico.

Teste monospot

Uma das maneiras mais confiáveis de diagnosticar a mononucleose é o teste monospot. Esse exame de sangue detecta anticorpos que o sistema imunológico produz em resposta a elementos nocivos.

O monospot é um teste que não procura anticorpos específicos para o EBV.
Em vez disso, o teste determina os níveis de outro grupo de anticorpos que o corpo produz no caso de infecção por EBV.
Estes são chamados de anticorpos heterófilos.

Os resultados deste teste são os mais consistentes quando são realizados entre 2 e 4 semanas após o aparecimento dos sintomas.
Nesse período existem quantidades suficientes de anticorpos heterófilos para desencadear uma resposta positiva confiável.

Este teste nem sempre é totalmente preciso, mas é rápido. Os resultados geralmente ficam disponíveis em uma hora ou menos.

Teste de anticorpos EBV

Se o teste monospot der negativo, o médico poderá solicitar um teste de anticorpos EBV.
Este exame de sangue busca anticorpos específicos para o EBV.
É um teste com capacidade de detecção do EBV desde a primeira semana de aparecimento dos sintomas.
No entanto, a liberação dos resultados é mais demorado.

mononucleose

Mononucleose – tratamento

Não há tratamento específico para mononucleose. O médico pode prescrever um medicamento corticosteroide para reduzir a inflamação da garganta e amígdalas.
Os sintomas geralmente desaparecem sozinhos em 1 a 2 meses.
O médico deve ser comunicado pelo paciente no caso da piora dos sintomas ou no caso de dor abdominal intensa.

Remédios caseiros

O tratamento em casa visa aliviar os sintomas. Isso inclui o uso de medicamentos de venda livre (OTC) para reduzir a febre. São aconselháveis também a adoção de técnicas para alívio da dor de garganta, como gargarejos com água e sal.

Outras medidas caseiras que podem ajudar a aliviar os sintomas:

  • repousar bastante;
  • aumentar a hidratação, preferencialmente pela ingestão de água;
  • ingestão de caldo de galinha quente;
  • fortalecer o sistema imunológico através do consumo de alimentos anti-inflamatórios e ricos em antioxidantes. Isso inclui vegetais de folhas verdes, maçã, arroz integral e salmão;
  • uso de medicamentos de venda livre para controle da febre, como o paracetamol.

Não se administra aspirina a crianças ou adolescentes, pois isso pode levar à síndrome de Reye.
Essa síndrome é um distúrbio raro que pode causar danos cerebrais e hepáticos.

Mononucleose – complicações

A Mononucleose normalmente não é uma doença grave.
Em alguns casos, as pessoas que sofrem de mononucleose apresentam infecções secundárias. Exemplos: infecções na garganta, infecções nos seios nasais ou amigdalite.

Em casos raros, algumas pessoas podem desenvolver as seguintes complicações:

Baço aumentado

Em caso de comprometimento do baço, o indivíduo deve esperar ao menos 1 mês antes de realizar qualquer atividade vigorosa. O que inclui levantar objetos pesados ou praticar esportes de contato. Isso tudo para evitar o rompimento do baço, que pode estar inflamado pela infecção. O baço rompido em pessoas com mononucleose é raro, mas é uma emergência com risco de morte.

A ruptura do baço apresenta sinais característicos como dor aguda e repentina na parte superior esquerda do abdômen.

Hepatites

Ocasionalmente, podem ocorrer hepatites ou icterícia (amarelamento da pele e dos olhos) em indivíduos com mononucleose.

Complicações raras

De acordo com a Clínica Mayo, a mononucleose também pode causar algumas dessas complicações extremamente raras:

  • anemia, caracterizada pela diminuição na contagem de glóbulos vermelhos;
  • Trombocitopenia, que é uma diminuição das plaquetas, fundamentais ao processo de coagulação;
  • miocardite;
  • complicações relacionadas ao sistema nervoso, como meningite ou síndrome de Guillain-Barré;
  • amígdalas inflamadas a ponto de poderem obstruir a respiração.

Sintomas de longo prazo

Sintomas relacionados à mononucleose como fadiga, febre e dor de garganta geralmente duram algumas semanas.
Em casos raros, os sintomas podem surgir meses ou até anos depois.

O EBV, que geralmente é causador da mononucleose, permanece no corpo pelo resto da vida.
Geralmente está em estado inativo, mas o vírus pode se reativar.

Mononucleose em adultos

A mononucleose afeta principalmente as pessoas na adolescência e na década dos 20 anos.
Ocorre menos em adultos com mais de 30 anos de idade. Os adultos mais velhos com mononucleose geralmente têm febre, mas podem não ter outros sintomas, como dor de garganta, linfonodos inflamados ou aumento de volume do baço.

Mononucleose em crianças

As crianças podem se infectar com o EBV através do compartilhamento de utensílios ou copos ou por estarem perto de uma pessoa infectada que tosse ou espirra.

Crianças podem apresentar apenas sintomas leves. Sintomas como uma dor de garganta. Assim, uma mononucleose pode não ser diagnosticada.
Crianças com mononucleose devem lavar as mãos com frequência, principalmente após espirrar ou tossir.

Mononucleose em crianças muito pequenas

A maioria das pessoas se infecta com o EBV no início da vida.
As crianças pequenas podem ser infectadas pelo EBV através do compartilhamento de utensílios de cozinha ou copos.
Elas também podem ser infectadas ao colocar brinquedos na boca compartilhados com crianças portadoras de mononucleose.

A presença de febre e dor de garganta, pode acabar sendo confundida com resfriado ou gripe.

Mononucleose recorrente

Em casos raros, a mononucleose pode levar a uma condição crônica da doença. Esta é uma condição séria na qual os sintomas da mononucleose persistem por mais de 6 meses.

Conclusão

Os sintomas da mononucleose raramente duram mais de 4 meses.
A maioria dos indivíduos que têm mononucleose se recupera dentro de 2 a 4 semanas.
O EBV estabelece permanece inativo por toda a vida nas células do sistema imunológico do corpo.
Em alguns casos muito raros, as pessoas portadoras do vírus podem vir a desenvolver o linfoma de Burkitt ou o carcinoma nasofaríngeo.
Ambos são cânceres raros.
O EBV parece desempenhar um papel no desenvolvimento desses cânceres.
No entanto, o EBV provavelmente não é a única causa.

Fontes: USPharmacist, Healthline, Mayo Clinic
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Aftas – tudo o que você precisa saber

aftas

Aftas são lesões dolorosas na boca e gengivas. As aftas, apesar de inofensivas, podem ser extremamente desconfortáveis.
Elas dificultam o consumo de alimentos, especialmente aqueles ácidos. Também podem atrapalhar a escovação dental. Isso porque as lesões podem variar muito de tamanho.
O grau dos sintomas irá variar conforme as características da afta e sua localização. Aftas são um problema comum e persistente que democraticamente atinge a todos.

Aftas – em poucas palavras

  • A maioria das lesões são incômodos recorrentes e benignos;
  • Alimentos ácidos podem agravar aftas;
  • É importante salientar que um dentista deve examinar qualquer nova úlcera e qualquer úlcera com duração superior a 3 semanas;
  • Para a maioria das pessoas, as lesões desaparecem dentro de 2 semanas.

Causas

A causa exata das lesões ainda não é conhecida e varia de uma pessoa para outra.
Existem, no entanto, algumas causas comuns e vários fatores que podem agravar as lesões, incluindo os seguintes:

  • Frutas cítricas e outros alimentos ricos em acidez ou especiarias;
  • Morder por acidente a língua ou a parte interna da bochecha;
  • Aparelhos, próteses mal ajustadas e outros aparelhos que possam lesionar boca e gengivas;
  • Estresse ou ansiedade;
  • Alterações hormonais durante a gravidez, puberdade e menopausa;
  • Medicamentos, incluindo betabloqueadores e analgésicos;
  • Fatores genéticos;
  • Algumas pessoas podem desenvolver aftas como resultado de uma condição médica diferente ou de uma deficiência nutricional;
  • Doença celíaca ou de Crohn;
  • Deficiência de vitamina B12 ou ferro;
  • Sistema imunológico enfraquecido.

aftas

Aftas são potencialmente cancerígenas?

O câncer de boca e aftas são distintos em seus sintomas.
No entanto, como mencionado anteriormente, úlceras novas ou persistentes requerem exame cuidadoso.

Existem algumas diferenças fundamentais aftas e lesões cancerosas na boca:

  • Aftas são lesões frequentemente dolorosas, enquanto o câncer de boca não é;
  • Aftas desaparecem em cerca de duas semanas, enquanto o câncer na boca não desaparece e costuma se espalhar;
  • As lesões do câncer de boca podem ter aspecto áspero;
  • O câncer de boca geralmente é uma mistura de áreas vermelhas e brancas ou grandes áreas brancas que aparecem na língua, na parte de trás da boca, nas gengivas ou nas bochechas;
  • O câncer de boca está frequentemente associado ao consumo excessivo de álcool ou tabagismo.

Aftas – Tratamento

Em muitos casos, a dor e o desconforto das aftas diminuem em alguns dias e depois desaparecem em cerca de duas semanas sem necessidade de tratamento.

Para pessoas com recorrência muito mais dolorosa ou aftas frequentes, o dentista pode prescrever uma medicação para o problema.
Isso para reduzir o inchaço e diminuir a dor.

Boas opções podem ser um enxaguatório bucal com ação antimicrobiana e/ou uma pomada anestésica para aplicação diretamente na área afetada.
Pode ajudar a aliviar o desconforto.

Aftas – Tipos

As aftas aparecem nas bochechas internas ou língua e duram cerca de 1 semana.
A maioria é inofensiva e desaparece naturalmente.
Existem três tipos principais de aftas:

Úlcera herpetiforme

Úlcera herpetiforme são um subtipo de úlceras aftosas e recebem esse nome porque se assemelham às feridas associadas ao herpes.
Ao contrário do herpes, a úlcera herpetiforme não é contagiosa.
As úlceras herpetiformes ocorrem muito rapidamente e podem demorar um pouco mais para desaparecer.

Úlceras menores

Esse tipo pode variar em tamanho de cerca de 2 milímetros (mm) a 8 mm de diâmetro. São úlceras que em geral levam até duas semanas para desaparecer. São causadoras de dor de menor intensidade.

Úlceras maiores

São úlceras maiores e geralmente têm forma irregular. Podem ser elevadas e penetrar mais profundamente no tecido do que as úlceras menores.
Elas podem levar várias semanas para desaparecer e provavelmente deixarão cicatrizes quando desaparecerem.

Aftas – Sintomas

Aftas podem ser dolorosas e a dor pode ser agravada pela comida, bebida e falta de higiene bucal.

Aftas são lesões que:

  • Aparecem como úlceras extremamente dolorosas na boca;
  • Surgem e se desenvolvem muito rapidamente. Custam a desaparecer;
  • Podem aumentar de tamanho, eventualmente se unindo para formar uma úlcera maior e irregular;
  • Pode levar 10 ou mais dias para curar;
  • Podem aparecer em qualquer lugar da boca;
  • Aftas tendem a ser mais comuns em mulheres do que homens. Apresentam incidência maior em adultos de idade mais avançada.

Úlceras maiores e menores – Sintomas

  • Uma ou mais feridas dolorosas que podem aparecer nas bochechas, no céu da boca ou na língua;
  • Aparecimento de lesões redondas com bordas vermelhas e amarelas, brancas ou cinza no meio;
  • Durante surtos mais extremos de úlceras na boca, algumas pessoas podem sentir febre e apresentar glândulas inchadas.

Quando buscar ajuda profissional

Algumas situações em que uma pessoa deve buscar ajuda profissional o mais rápido possível. São elas:

  • Aparecimento de uma úlcera não dolorosa em uma ou mais áreas da boca;
  • Úlceras incomuns que aparecem em um novo local na boca;
  • Úlceras que estão se espalhando;
  • Úlceras com duração superior a 3 semanas.

Outras condições que se podem recomendar assistência profissional para o tratamento de aftas

  • Lesões particularmente dolorosas ou grandes;
  • Estados febris;
  • Úlceras se desenvolvem após uso de um novo medicamento;
  • Infecções bacterianas secundárias.

Aftas – Prevenção

As lesões não têm cura conhecida e geralmente aparecem várias vezes na boca ao longo de nossas vidas.

O surgimento de lesões é algo inevitável para quase todos. Existem, no entanto, algumas medidas que se pode adotar para diminuir a gravidade ou reduzir o número de vezes de seu aparecimento.

Algumas medidas de prevenção:

  • Conversar com seu médico sobre a mudança de medicamentos que causam úlceras;
  • Evitar alimentos que podem desencadear ou piorar os sintomas;
  • Manter a boca limpa com escovação diária e uso do fio dental;
  • Evitar gatilhos conhecidos por causar surtos no passado.

Em resumo

Felizmente, as aftas tendem a desaparecer espontaneamente. A dor associada a uma úlcera geralmente desaparece em alguns dias.

Existem alguns medicamentos na forma de pomadas e soluções que podem ajudar no alívio da dor e inchaço.

Reduzir o estresse e ansiedade são medidas que podem evitar futuros surtos de lesões.

Fonte: MedicalNewsToday
Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Periodontite: tudo o que você precisa saber

periodontite

Antes de falarmos sobre periodontite é importante conceituarmos doença periodontal. A doença periodontal é uma patologia inflamatória e infecciosa. Atinge desde a gengiva até o osso que envolve e suporta os dentes. A doença periodontal tem três estágios: que varia do menos ao mais grave: gengivite, periodontite e periodontite avançada.

A periodontite é uma infecção grave da gengiva que danifica o tecido mole e destrói o osso que suporta os dentes. A periodontite pode causar o afrouxamento dos dentes ou levar à perda dos mesmos.

A periodontite é comum, mas é largamente evitável. Geralmente é o resultado de má higiene bucal. Boas práticas de higiene bucal aliada a idas regulares ao dentista podem diminuir grandemente as chances do desenvolvimento de uma periodontite.
O tratamento da periodontite implica em medidas de controle da infecção e amenização do processo inflamatório.

Causas da periodontite

As causas da periodontite estão normalmente associadas à formação de placa bacteriana que adere aos dentes. Uma higiene bucal adequada e diária evita o acúmulo de placa. Do contrário, pode resultar em tártaro, que só o dentista pode eliminar através de um limpeza dentária profissional. Não se recorrendo ao tratamento por um profissional as gengivas ficarão inflamadas e pode ocorrer sangramento. Uma condição comum, mas nem por isso normal. Gengivas que sangram não são saudáveis.

Fatores que predispõe à periodontite

  • Hábito de fumar: é um dos fatores de maior risco para o desenvolvimento da periodontite;
  • Má higiene bucal: é fundamental escovar os dentes após cada refeição, assim como complementar a limpeza com fio dental, enxaguatório bucal e escovas interdentais. Além disso, é necessário efetuar uma profilaxia dental profissional, pelo menos, uma vez ao ano;
  • Diabetes: os pacientes que sofrem de diabetes têm mais tendência a desenvolver infeções nas gengivas;
  • Alterações hormonais: sobretudo em mulheres, produzindo uma maior sensibilidade nas gengivas. Se esta sensibilidade evoluir para gengivite e não for tratada a tempo, é muito provável que se agrave, tornando-se uma periodontite;
  • Predisposição genética;
  • Xerostomia: a secura da boca também contribui para aumentar o risco. Com baixa quantidade de saliva, que constitui a proteção mais importante da cavidade oral, torna-se muito mais fácil o aparecimento de infeções;
  • Uma dieta desequilibrada e um estilo de vida pouco saudável.

Sintomas da periodontite

As gengivas saudáveis têm aspecto firme e rosa pálido e se encaixam confortavelmente em torno dos dentes.
Sinais e sintomas da periodontite podem incluir:

  • Gengivas inchadas ou inchadas;
  • Gengivas em tom vermelho brilhante, vermelho escuro ou gengivas arroxeadas;
  • Gengivas que ficam sensíveis quando tocadas;
  • Gengivas que sangram facilmente;
  • Gengivas que se afastam dos dentes (recuam). Isso faz com que os dentes pareçam mais longos que o normal;
  • Novos espaços em desenvolvimento entre os dentes;
  • Secreção purulenta entre os dentes e gengivas;
  • Mau hálito;
  • Dentes soltos;
  • Mastigação dolorosa;
  • Mudança na maneira como os dentes se encaixam quando a pessoa morde.

periodontite

Tipos de periodontite

Periodontite crônica

A periodontite crônica é o tipo mais comum, afetando principalmente adultos. Mais raro, crianças também podem ser afetadas. Este tipo é causado pelo acúmulo de placa e envolve uma deterioração lenta. Pode melhorar e piorar com o tempo, mas causa destruição nas gengivas e ossos e perda de dentes se não for tratada.

Periodontite agressiva

A periodontite agressiva geralmente começa na infância ou no início da idade adulta e afeta apenas um pequeno número de pessoas. Ela tende a afetar as famílias e causa rápida progressão da perda óssea e dentária se não for tratada.

Doença periodontal avançada

A doença periodontal avançada é caracterizada pela morte de tecido gengival, ligamentos do dente e osso de suporte. É causada pela falta de suprimento sanguíneo (necrose), resultando em infecção grave.
Este tipo geralmente ocorre em pessoas com um sistema imunológico comprometido. Casos como infecção por HIV, tratamento de câncer ou outras causas. Também a desnutrição pode ser uma das causas.

Os sintomas mais comuns da doença periodontal avançada são a halitose, as gengivas retraídas ou sensíveis, o desconforto na mastigação, o sangramento das gengivas e os dentes frouxos. Além disso, ocorre uma extrema sensibilidade ao calor e ao frio.

Depois surgem os efeitos que afetam a estética dentária. Os dentes poderão parecer mais longos devido à retração gengival, até ocorrer, por fim, perda dentária. Também se verificará um grande espaço entre os dentes.

Complicações geradas pela periodontite

A periodontite pode causar perda de dentes. Algumas pesquisas sugerem que as bactérias responsáveis pela periodontite podem entrar na corrente sanguínea através do tecido das gengivas, possivelmente afetando o coração, os pulmões e outras partes do corpo. Por exemplo, a periodontite pode estar relacionada com doença respiratória, artrite reumatoide, doença arterial coronariana ou acidente vascular cerebral.

Prevenção da periodontite

A melhor maneira de prevenir a periodontite é seguir um programa de boa higiene bucal. O ideal é que se inicie cedo e que seja praticado consistentemente ao longo da vida.

Boa higiene bucal

Isso significa escovar os dentes por dois minutos pelo menos sempre após as refeições. Usar o fio dental com a mesma frequência das escovações. O uso do fio dental antes da escovação permite a limpeza dos restos de alimentos e bactérias presentes.

Visitas odontológicas regulares

Consultar regularmente o dentista. Realizar limpezas odontológicas (profilaxia) com o dentista, no mínimo a cada seis a 12 meses. No caso da presença de fatores de risco, como boca seca (xerostomia), ingestão de certos medicamentos ou sendo fumante – a frequência de visita ao dentista deve ser maior.

Diagnóstico da periodontite

Para determinar se o paciente tem periodontite e o quanto ela é grave, o dentista pode se fazer o seguinte:

  • Revisar o histórico médico do paciente para identificar quaisquer fatores que possam estar contribuindo para presença de sintomas. O hábito de fumar ou consumo de certos medicamentos precisam ser pesquisados;
  • Examinar a boca do paciente em busca do acúmulo de placa e tártaro. Verificar se há sangramento fácil;
  • Medir a profundidade da cavidade entre as gengivas e os dentes colocando uma sonda periodontal ao lado do dente, abaixo da linha da gengiva, geralmente em vários locais da boca. Em uma boca saudável, a profundidade do bolsão é geralmente entre 1 e 3 milímetros (mm). Bolsas com profundidade superior a 4 mm podem indicar periodontite. Bolsas com profundidade superior a 6 mm não podem ser bem limpos.
  • Solicitar radiografias dentárias para verificar a perda óssea em áreas onde seu dentista observa profundidades das cavidades entre as gengivas.

Materiais utilizados no tratamento da periodontite

Os instrumentos mínimos e necessários utilizados num tratamento para eliminar a periodontite são os seguintes:

  • Sonda exploradora: serve para examinar a superfície dentária, cáries, defeitos em peças reconstruídas ou orifícios que comunicam com a câmara pulpar;
  • Sonda periodontal: é utilizada para medir a profundidade da bolsa periodontal;
  • Curetas subgengivais: usadas para remover o tártaro subgengival;
  • Espelho dentário.

periodontite

Tratamento da periodontite – não cirúrgico

Para casos de periodontite não avançada, o tratamento pode envolver procedimentos menos invasivos, como:

  • Raspagem: remove o tártaro e as bactérias das superfícies dos dentes e abaixo das gengivas. Pode ser executado usando instrumentos, um laser ou um dispositivo ultra-sônico;
  • Alisamento radicular: raspagem cuidadosa da raiz do dente com o objetivo de reduzir a inflamação. A raspagem visa alisar as áreas irregulares e impedir o crescimento da placa e da película bacteriana;
  • Antibióticos: antibióticos tópicos ou orais podem ajudar a controlar a infecção bacteriana. Os tópicos podem incluir enxaguatórios bucais ou a inserção de géis contendo antibióticos no espaço entre os dentes e as gengivas ou nas bolsas após a limpeza profunda. No entanto, antibióticos orais podem ser necessários para eliminar completamente as bactérias causadoras de infecções.

Tratamentos cirúrgicos

Para os casos de periodontite avançada, o tratamento pode exigir cirurgia dentária, como:

Cirurgia de retalho periodontal (cirurgia de redução de bolsa)

O periodontista faz minúsculas incisões na gengiva para que uma parte do tecido gengival possa ser levantada para trás. Expõe as raízes para uma raspagem mais eficaz e aplainamento da raiz. Como a periodontite frequentemente causa perda óssea, o osso subjacente pode ser recontornado antes que o tecido gengival seja suturado de volta no lugar;

Enxertos de tecidos moles

Quando ocorre perda do tecido da gengiva, verifica-se o recuo da mesma.
Tem casos em que um enxerto se faz necessário. Isso geralmente é feito removendo-se uma pequena quantidade de tecido do palato (céu da boca). Ou outra fonte doadora e anexando-o ao local afetado.
Isso pode ajudar a reduzir ainda mais a recessão gengival. E também a cobrir as raízes expostas e dar aos dentes uma aparência mais agradável;

Enxerto ósseo

Este procedimento é realizado quando a periodontite destruiu o osso ao redor da raiz do dente. O enxerto pode ser composto de pequenos fragmentos do próprio osso. O osso pode ser sintético ou doado. O enxerto ósseo ajuda a prevenir a perda dental, mantendo os dentes no lugar.
Também serve como plataforma para o crescimento do osso natural.

Regeneração tecidual guiada

Permite o crescimento de osso que foi destruído por bactérias. Em uma abordagem, o dentista coloca uma peça especial de tecido biocompatível entre o osso existente e o dente afetado. O material evita que o tecido indesejado entre na área de cicatrização, permitindo que o osso volte a crescer.

– Proteínas estimuladoras de tecidos: outra técnica envolve a aplicação de um gel especial a uma raiz do dente doente. Este gel contém as mesmas proteínas encontradas no desenvolvimento do esmalte dentário e estimula o crescimento de ossos e tecidos saudáveis.

Dentalis software – em sintonia com as novas tendências em odontologia do século 21

Fontes:  Mayo Clinic, Dentaleader, Revista Odontológica do Brasil Central
Posted by Victor in Estudos, 0 comments
Descoberta pode revolucionar o tratamento de câncer de boca

Descoberta pode revolucionar o tratamento de câncer de boca

tratamento de câncer de bocaDevido a sua alta taxa de mortalidade, o tratamento de câncer de boca vem ganhando importância nos países em desenvolvimento.

Uma equipe internacional de cientistas espera que sua mais recente descoberta possa trazer uma importante contribuição.

Pesquisadores da Universidade de Otago, Nova Zelândia, e do Instituto de Estatística da Índia (ISI), Kolkata, revelaram algo surpreendente.
Descobriram marcadores epigenéticos. Eles são distintamente diferentes em tecidos de câncer de boca em comparação com os tecidos saudáveis adjacentes em pacientes analisados.

O co-autor Dr. Aniruddha Chatterjee, do Departamento de Patologia da Otago, diz que esses biomarcadores estão fortemente associados à sobrevivência do paciente.

Epigenética* é um mecanismo poderoso capaz de alterar a expressão gênica em células cancerígenas sem alterações na sequência do DNA. A epigenética avalia a expressão dos genes. Dependendo da expressão, pode vir a causar ou não progressão tumoral. Trazemos uma sucinta explicação sobre o que é epigenética ao final desta publicação.

Pesquisadores brasileiros recentemente já descobriram uma outra assinatura prognóstica do câncer bucal.

Marcadores epigenéticos – esperança de tratamento de câncer de boca

“O estudo de marcadores epigenéticos é relativamente novo e está sendo cada vez mais pesquisado. É um dos primeiros estudos a identificar marcadores epigenéticos no câncer de boca . Foram utilizadas abordagens de ponta”, afirma o pesquisador. É o primeiro a lançar esperança para o tratamento de câncer de boca em seu estágio mais inicial.

Para o estudo, publicado na revista Epigenomics, a equipe recrutou 16 pacientes com câncer de boca na Índia. Eram fumantes de tabaco ou mastigadores de tabaco, ou de hábitos mistos. Coletaram amostras de tecido tumoral e tecido adjacente normal. De acordo com o relatório de 2019 da Índia contra o câncer, dos 300 mil casos de câncer de boca associados ao tabaco detectados globalmente, 86% são daquele país.

Marcadores epigenéticos – identificação

Inicialmente as amostras de DNA foram isoladas. Os pesquisadores então identificaram regiões com perfis epigenéticos alterados nas células tumorais em comparação com as células normais.

Eles analisaram um mecanismo epigenético, a metilação do DNA, que se refere à adição de grupos metil ao DNA, como marcadores. O modo como esses marcadores são organizados pode ditar a expressão de genes e a disseminação de células anormais.

“Ao validar em uma coorte maior de câncer, mostramos que um subconjunto desses biomarcadores está significativamente associado ao mau prognóstico dos pacientes”.  Afirmou o pesquisador.

Descoberta precoce – salva vidas

As descobertas podem ajudar a salvar milhares de vidas identificando as células cancerígenas precocemente.

Diagnósticos mais precoces são o melhor tratamento de câncer de boca.

Diagnóstico tardio = mau prognóstico

O diagnóstico tardio é o problema-chave associado à alta taxa de mortalidade de câncer de boca nos países em desenvolvimento.

O grupo ficou surpreso ao encontrar diferenças tão distintas nos tecidos de câncer de boca, em comparação com o tecido saudável adjacente dos mesmos pacientes.

“Nós também ficamos surpresos ao ver que moléculas pequenas, chamadas de microRNA, sofriam modificações. Elas sofriam modificações químicas (metiladas ou desmetiladas) nos tumores de fumantes ou mastigadores de tabaco ou mistas.”

O que sugere que a intervenção terapêutica pode ser diferente nos pacientes. O que irá depender da forma como o tabaco foi usado”, (mastigado ou fumado) de acordo com a pesquisa.

Encontrar a intervenção terapêutica mais adequada à necessidade de cada paciente se mostra como estratégia mais eficaz no tratamento de câncer de boca.

O que é a epigenética*

A epigenética busca compreender como alterações na expressão de genes ocorrem sem alterações nas letras do alfabeto do DNA (ATCG).

Suponhamos que a sequência de DNA que possuímos em nossas células, seja como o texto de um manual de instruções.
Um manual que explica como fazer todos os diferentes órgãos e tecidos que formam nosso corpo.

A epigenética seria como se alguém utilizasse um pacote de marcadores de texto e usasse diferentes cores para marcar as partes do texto de maneiras diferentes.
Por exemplo, eu poderia usar o marcador de cor verde para marcar partes do texto que precisam ser lidas com mais cuidado. E o marcador de cor vermelha para marcar partes que não são tão importantes.

Segundo a epigenética as células possuíam a mesma informação (mesma sequência de DNA, constituição de genes, etc). Porém, algumas dessas informações são utilizadas e outras não.
É como se nas células os marcadores com a cor vermelha e verde fossem utilizados de maneira diferente.

Marcas epigenéticas

As marcas epigenéticas são flexíveis e podem mudar ou surgir durante nossa vida em resposta a influências externas. Muitos traumas como stress, passar fome ou ainda fatores externos como metais pesados, pesticidas, fumo de tabaco, radioatividade, bactérias e a alimentação podem influenciar em nosso desenvolvimento.

Gêmeos com diferentes marcas epigenéticas

Alterações nas marcas em nosso DNA, resultam na alteração da expressão dos nossos genes e às vezes resultam em doenças. Isso também explica porque gêmeos idênticos, apesar de possuírem a mesma sequência de DNA, são diferentes. A diferente exposição e o contato com o ambiente resulta em diferentes marcas epigenéticas. Essas marcas podem ser diferentes em cada um dos irmãos, resultando nas diferenças que observamos em cada um deles.

Dentalis software – em sintonia com as novas tendências em odontologia do século 21

Fontes: Epigenomics, Unicamp, EureKalert

 

Posted by Victor in Estudos, 0 comments

HTLV-1: primo do HIV, perigoso e se espalha de forma silenciosa

A infecção pelo vírus da leucemia de células T humanas tipo 1 (HTLV-1) não causa sintomas na grande maioria das pessoas infectadas. No entanto, pode levar a doenças graves em alguns de seus portadores.

O que é o HTLV-1?

O HTLV-1, um vírus que infecta as células T, um tipo de glóbulo branco que faz parte do nosso sistema imunológico.
O HTLV também é conhecido como vírus linfotrópico de células T humanas.

O HTLV-1 não causa a síndrome da imunodeficiência adquirida ou a AIDS. No entanto, é o mesmo tipo de vírus que o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a AIDS, e se espalha da mesma maneira.

Entre 5 milhões e 20 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas pelo HTLV-1. A infecção é mais comum em partes do sul do Japão, Caribe, África Subsaariana, Oriente Médio, América do Sul, Papua Nova Guiné e Austrália central.

Na Austrália, o HTLV-1 é uma grande preocupação para os aborígines e para o povo do Estreito de Torres.
Em algumas comunidades aborígenes remotas, quase metade da população carrega o vírus.

Como alguém pode contrair o HTLV-1?

O HTLV-1 pode ser adquirido de uma pessoa infectada por:

  • transfusão de sangue ou transplante de órgãos;
  • compartilhando agulhas;
  • contato sexual;
  • amamentação.

O HTLV-1 não se transmite através de abraços ou beijos ou mesmo do compartilhamento de um copo, por exemplo.

Problemas causados pelo HTLV-1

Uma vez uma pessoa tendo sido infectada pelo HTLV-1, o vírus não afetará necessariamente sua saúde.
A maioria das pessoas com HTLV-1 não apresentam nenhum sintoma.

Mas cerca de 1 em 20 pessoas desenvolvem uma das duas condições graves:

A infecção pelo HTLV-1 também pode causar outras condições, como uma doença pulmonar chamada bronquiectasia e condições que afetam a pele, olhos e glândula tireoide.

Leucemia / Linfoma de células T do adulto

A leucemia / linfoma de células T do adulto é um tipo de câncer causado por glóbulos brancos que se multiplicam de forma anormal e rapidamente. Pode afetar o sangue (leucemia) ou os linfonodos (linfoma).

A leucemia / linfoma de células T do adulto desenvolve:

  • em 1 em 30 ou 40 pessoas infectadas pelo HTLV-1
  • principalmente em pessoas que se infectaram quando bebês
  • geralmente décadas depois que a infecção é adquirida

Alguns tipos de leucemia / linfoma de células T do adulto desenvolvem-se muito rapidamente enquanto outros se desenvolvem muito mais lentamente.

Os sintomas geralmente incluem:

  • gânglios linfáticos inchados
  • fadiga
  • erupção cutânea
  • náusea e vomito
  • febres e suores

HTLV-1 associado à mielopatia/paraparesia espástica tropical

Cerca de 1 em 100 pessoas com infecção pelo HTLV-1 desenvolverá esta doença crônica do sistema nervoso que afeta a medula espinhal. Geralmente afeta apenas pessoas com mais de 40 anos.

Os sintomas incluem:

  • fraqueza muscular progressiva nas pernas
  • rigidez muscular e espasmos
  • dor na região lombar
  • incapacidade de controlar sua bexiga ou intestino

Diagnóstico do HTLV-1

A infecção pelo HTLV-1 geralmente é diagnosticada usando um exame de sangue para detectar anticorpos contra o vírus.

Como muitas pessoas não apresentam sintomas, algumas só sabem que estão carregando o vírus quando o sangue está sendo testado por outras razões. Centros de doadores de sangue australianos vêm testando sangue para infecção por HTLV-1 há 25 anos.

Tratamento do HTLV-1

A infecção pelo HTLV-1 é uma condição vitalícia. Não há tratamento específico se você tiver o vírus e estiver bem.

Se o portador não estiver bem, no entanto, o tratamento está disponível e o mesmo deve conversar com seu médico:

Se é diagnosticado com leucemia / linfoma de células T do adulto, existem muitas opções de tratamento, incluindo medicamentos antivirais, quimioterapia e transplantes de células-tronco.

Se o portador for acometido por uma das condições causadoras de doença crônica no sistema nervoso, há muitas maneiras de controlar e aliviar sintomas específicos.

Prevenção do HTLV-1

Pode-se reduzir o risco de transmitir ou se contaminar com o vírus do HTLV-1 tomando os seguintes cuidados:

  • seguir práticas sexuais seguras, como usar preservativo
  • não compartilhar agulhas

Uma vez o portador tendo ciência de sua condição, pode reduzir a chance de transmitir o vírus para o bebê evitando a amamentação.

Fonte: healthdirect Australia

Dentalis software – a escolha certa em software para odontologia

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments

Câncer de laringe: conheça os principais sintomas

Como é do conhecimento de todos, a laringe é parte da garganta encontrada na entrada da traqueia. Ela desempenha um papel importante na respiração e fala.

No Reino Unido, são diagnosticados mais de 2.000 novos casos de câncer de laringe a cada ano.

A condição é mais comum em pessoas com mais de 60 anos.
É mais comum em homens do que em mulheres.

Sintomas do câncer de laringe

Os principais sintomas indicativos de câncer de laringe são:

  • Rouquidão
  • Dor ou dificuldade ao engolir
  • Presença de um caroço ou inchaço na região do pescoço
  • Tosse por tempo prolongado
  • Dor de garganta ou de ouvido persistente
  • Dificuldade em respirar (casos graves)

Algumas pessoas também podem apresentar mau hálito, falta de ar, um ruído agudo de respiração ofegante ao respirar, perda de peso inexplicável ou fadiga (cansaço extremo).

Quando procurar ajuda médica

A persistência de alguns dos sintomas informados anteriormente por mais de 3 semanas recomendam o encaminhamento do paciente para consulta a um especialista médico.

Esses sintomas geralmente são causados por condições menos graves, como a laringite, mas é uma boa ideia fazer com que eles sejam verificados e descartada a possibilidade de um carcinoma.

Causas do câncer de laringe

Não está claro exatamente o que causa o câncer de laringe, mas o risco de contrair a doença aumenta nas seguintes condições:

  • Fumantes
  • Ingestão regular de grandes quantidades de álcool
  • Histórico familiar de câncer de cabeça e pescoço
  • Hábitos alimentares pouco saudáveis
  • Exposição a determinados produtos químicos e substâncias, tais como amianto e pó de carvão

A adoção de um estilo de vida saudável, incluindo a não ingestão de álcool e o consumo de cigarro, podem reduzir significativamente as chances do desenvolvimento de câncer de laringe.

Câncer de laringe – Tratamento

Os principais tratamentos para o câncer de laringe são radioterapia, cirurgia e quimioterapia.

A radioterapia ou mesmo a cirurgia para remoção das células cancerígenas da laringe muitas vezes podem curar o câncer se tiver havido um diagnóstico precoce.

Se o câncer estiver avançado, uma combinação de cirurgia para remoção de parte ou toda a laringe, radioterapia e quimioterapia são possibilidades adotadas.

Uma cirurgia para remoção da laringe poderá implicar na perda da capacidade de fala ou da respiração da maneira habitual. Em vez disso, o paciente irá respirar através de um orifício permanente em seu pescoço (estoma) e precisará de tratamento adicional para ajudar a restaurar sua capacidade de fala.

Isso pode incluir a necessidade de um implante de um dispositivo eletrônico na garganta que possibilite a produção de som.

Perspectivas

A perspectiva para o câncer de laringe depende da extensão da sua extensão, tempo de diagnóstico e tratamento adotado.

Felizmente, a maioria dos cânceres laríngeos é diagnosticada em um estágio inicial, o que significa que a perspectiva é geralmente melhor do que alguns outros tipos de câncer.

Em geral, cerca de 70% das pessoas terão expectativa de vida de pelo menos 5 anos após o diagnóstico e cerca de 60% a expectativa será de pelo menos 10 anos.

Se o paciente acometido de câncer de laringe for fumante e parar de fumar após o diagnóstico, implicará em aumento da sua expectativa de vida.

Fontes: NHS, National Cancer Institute

Dentalis Software – colabora com o seu sorriso e de seus pacientes

 

Posted by Victor in Dicas, Estudos, 0 comments