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Como interromper a boca seca causada pelo Diabetes

boca seca

463 milhões de pessoas no mundo têm diabetes, de acordo com a International Diabetes Foundation.

Sabe-se que o diabetes aumenta o risco de certos problemas de saúde bucal, como boca seca, por exemplo.

Boca seca é muito mais do que um aborrecimento que pode dificultar um pouco a fala às vezes.

É um problema que aumenta o risco de cáries e facilita o desenvolvimento de infecções por fungos.

É importante que as pessoas com diabetes aprendam a gerenciar os sintomas de boca seca.
Isso irá lhes garantir melhor saúde bucal e qualidade de vida.

Felizmente, existem maneiras eficazes de aliviar ou eliminar a boca seca.

Por que alguns diabéticos sofrem com boca seca?

A boca seca também é conhecida tecnicamente como xerostomia.
Acredita-se que os diabéticos tendem a secar a boca devido aos altos níveis de glicose no sangue.

Outra questão é o fato de os diabéticos produzirem menos saliva do que a maioria dos não-diabéticos. Isso de acordo com um estudo publicado no Journal of Periodontology.

Problemas de xerostomia podem afetar indivíduos com ambas as formas de diabetes (Tipo 1 e Tipo 2).
Embora nem todas as pessoas com diabetes desenvolvem problemas de boca seca, é uma condição bem comum.

Quais são os sintomas relacionados à boca seca?

Problemas de xerostomia são um tanto comuns em diabéticos, porém não exclusivos deles apenas.
Dentre os sintomas característicos dessa condição são a percepção de uma boca “pegajosa”, mau hálito, feridas na boca e lábios rachados (especialmente nos cantos) e garganta seca.

Além disso, falar pode se tornar difícil. Alguns indivíduos com boca seca têm sede excessiva.

Outros sintomas a serem observados são dor de garganta, voz rouca e língua seca e inflamada.
Alguns desses sintomas ou a maioria deles podem se manifestar.

Boca seca – Tratamento

Os diabéticos estão acostumados a terem acesso a tratamentos que mantêm ou melhoram sua saúde.

Por exemplo, pessoas com diabetes podem usar meias de compressão que aliviam problemas de saúde, como inchaço e desconforto devido a trombose venosa profunda.

Muitas fazem uso de medicamentos de uso oral ou injeções de insulina para regular seus níveis sanguíneos.

Muitos também seguem dietas especiais que os ajudam na melhora da sua condição.

Quando se trata de boca seca, opções de tratamento também estão disponíveis.

Beber bastante água pura pode ser muito útil.

Pode usar colutórios, balas e gomas sem açúcar, a fim de estimular a produção de saliva.

Evitar álcool, produtos de tabaco e cafeína é aconselhável, pois eles podem agravar a condição da xerostomia.
Como se pode ver, algumas mudanças simples no estilo de vida muitas vezes já são suficientes para minimizar ou eliminar o problema.

Atendimento odontológico e médico adequados também são importantes

Consultar seu dentista ao menos duas vezes ao ano para exames e limpeza é essencial.

Alguns pacientes, no entanto, irão necessitar de uma atenção e cuidado ainda maiores por parte de seus dentistas.

Outra dica inteligente é conversar com seu médico sobre quaisquer medicamentos que você estiver fazendo uso.

Isso por que alguns medicamentos prescritos para diabéticos podem desencadear efeitos colaterais, incluindo boca seca.

É possível que seu médico possa ajustar sua medicação para tentar aliviar esse sintoma. Você poderá encontrar mais dicas de como tratar a condição da boca seca neste outro artigo aqui do blog Dentalis.

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Fonte: Dental News
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Como lidar com a dor da cárie

Como lidar com a dor da cárie

dor da cárie

A dor da cárie é um sintoma clássico na odontologia. Cáries, que os dentistas chamam de cárie dentária podem variar de tamanho pequeno a grande o suficiente para ocasionar a perda de dentes.

Em 2011-2012, 91% dos adultos nos Estados Unidos tinham cáries, mas muitos não sabiam disso. Isso ocorre porque as cáries normalmente não doem até ficarem suficientemente profundas no dente para afetar o nervo abaixo.

Cáries são um dos problemas mais corriqueiros na odontologia. De forma geral, a cárie pode ser conceituada como um processo de deterioração do dente.
As cáries podem apresentar tamanhos variados diferentes tipos.

Sintomas associados à dor da carie dentária

A dor na cárie pode variar de leve a insuportável. Uma cárie mais superficial pode provocar aumento da sensibilidade.
Principalmente ao escovar os dentes ou ao beber bebidas quentes ou frias.

Cáries que causam danos mais profundos no dente podem afetar o nervo, provocando dor intensa.

Às vezes, uma cárie pode crescer tanto que as bactérias podem penetrar nas gengivas ou até nos ossos abaixo dos dentes.
Isso pode causar dor intensa, além de infecções graves.

Alguns dos sintomas que um indivíduo pode nos casos de uma cárie em estágio inicial a intermediário:

  • sensibilidade dentária, que pode parecer uma sensação de ardência ou ardência;
  • dores de dente ocasionais que desaparecem com medicação para dor;
  • sensibilidade de um lado da boca, especialmente ao mastigar alimentos duros;
  • descoloração dos dentes, como manchas amarelas, brancas ou marrons.

Em casos avançados, quando a cárie evolui para um abscesso dentário, são comuns estes sintomas:

  • dor intensa que pode afetar apenas um único dente;
  • uma dor vaga, mas implacável;
  • dor que varia de latejante e ardente a pulsação ou queimação;
  • inchaço nas gengivas ou no rosto;
  • náusea;
  • febre;
  • dor na mandíbula, orelhas ou gengivas;
  • dor de dente severa a ponto de interferir nas atividades diárias e/ou no sono.

Às vezes, um dente com abscesso pode parar de doer por um período de tempo. Isso acontece quando o processo infeccioso já pode ter comprometido a polpa do dente como também o nervo.

Inflamação das gengivas ou ossos também podem acontecer com a progressão da cárie.

Causas da cárie dental

As bactérias que se alimentam de açúcar vivem nos dentes. Indivíduos que tenham uma dieta rica em açúcares, que não escovam os dentes ou não procuram atendimento odontológico regular tendem a ter mais bactérias na boca.

Com o tempo, essas bactérias podem corroer o esmalte dos dentes, causando cáries profundas e dolorosas.

Essas bactérias formam biofilmes que causam a placa bacteriana.
Com o tempo, as bactérias danificam a polpa e o nervo sensíveis do dente, causando dor na cárie.

Muitos fatores podem influenciar a suscetibilidade de uma pessoa a cáries. Isso inclui seu microbioma individual.
O microbioma é a colônia única de bactérias e outros micro-organismos que podem ajudar ou impedir o crescimento de bactérias nocivas na boca.

As bactérias que causam cáries são contagiosas.
Uma pessoa pode transmitir bactérias causadoras de cáries a outra pessoa beijando-as, compartilhando alimentos ou bebidas com elas ou espirrando sobre ou perto delas.

dor da cárie

Como aliviar a dor da cárie

Algumas estratégias que podem ajudar no alívio imediato da dor da cárie, destacamos as seguintes:

  • Aplicação de géis anestésicos: alguns géis vendidos em farmácia podem aliviar temporariamente a dor dental;
  • Uso de um enxaguante bucal com água salgada morna. A água salgada quente pode ajudar a eliminar bactérias e aliviar temporariamente a dor;
  • Óleo de cravo: pode ajudar a aliviar a dor dental. Alguns géis anestésicos utilizam óleo de cravo;
  • Analgésicos como o ibuprofeno e o paracetamol podem ajudar a aliviar temporariamente os sintomas dolorosos;
  • Alternância de frio e calor: alternância de uma compressa fria ou quente na parte externa da boca. Alternar essas terapias também pode ajudar no alívio da dor;
  • Escovar e usar fio dental pode remover parte da placa. Isso não vai curar a cárie, mas pode reduzir a taxa na qual as bactérias comem no dente, impedindo a dor de piorar.

São todas medidas emergenciais destinadas ao alívio da sintomatologia da dor diante da impossibilidade da busca de um atendimento odontológico.

Tratamento

A cárie dentária por si só já justifica uma visita ao dentista. A dor da cárie leva o indivíduo à busca de assistência.

Isso porque apenas um dentista pode diagnosticar a causa. Por isso é vital procurar tratamento imediato para evitar que o problema se agrave.

O tratamento depende da gravidade da cárie e de onde ela se encontra. Algumas opções de tratamento podem incluir:

  • Preenchimentos dentário: é a bem conhecida restauração dentária comum na grande maioria dos casos;
  • Tratamento de canal: para os casos de cárie em seu estágio mais avançado;
  • Infiltração por cárie em coroa dentária. Normalmente é uma cavidade estreita, de progressão lenta e quase sempre sem dor. Normalmente indicar a atividade ou não de lesões cariosas nestas infiltrações é bem difícil;
  • Antibióticos: Um indivíduo com uma infecção dentária grave, poderá ter de utilizar antibióticos. Pessoas com sistema imunológico enfraquecido, pessoas com histórico de transplantes de órgãos e pessoas submetidas a quimioterapia também podem precisar de antibióticos.
  • Cuidados ortodônticos: Às vezes, dentes apinhados ou problemas com a mordida podem aumentar o risco de cáries. A utilização de aparelhos ortodônticos pode diminuir os riscos.

Assistência odontológica na dor da cárie

Diante de um quadro de dor de dente, o indivíduo deve procurar se consultar com um dentista no menor prazo possível.
Em caso de dor intensa ou insuportável, deve buscar profissional que atenda emergências.
Uma pessoa deve agendar uma consulta com um dentista para qualquer dor de dente ou boca. Se a dor for intensa ou insuportável, eles podem entrar em contato com um dentista de emergência.

Uma pessoa pode precisar de atendimento de emergência caso não consiga marcar uma consulta nas primeiras 24 horas e apresentar algum dos seguintes sintomas:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Inflamação no rosto ou ao redor da boca;
  • Inchaço atrás das orelhas;
  • Dor tão intensa que atrapalha o sono.

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Fonte: Medical News Today
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Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

câncer oral

O câncer oral pode aparecer em qualquer lugar da boca. Incluindo o interior das bochechas e gengivas.
É considerado um tipo de câncer de cabeça e pescoço.

Frequentemente, o câncer oral faz parte da categoria de câncer de boca e orofaringe.
O câncer de orofaringe afeta a parte posterior da boca e o revestimento da garganta.

De acordo com a American Cancer Society (ACS), as estatísticas estimam em 53.000 o número de americanos com diagnóstico de câncer oral em 2019.

A idade média no diagnóstico é de 62 anos.
No entanto, cerca de 25% dos casos ocorrem antes dos 55 anos.
É mais comum atingir homens do que mulheres.

Câncer oral – Sintomas

Nos estágios iniciais, geralmente não há sinais evidentes.

Fumantes e alcoolistas devem fazer exames regulares com o dentista. Isso porque cigarro e o álcool em excesso são fatores de risco para o câncer oral.

O dentista é normalmente o profissional que primeiro poderá detectar sinais iniciais desse tipo de câncer.

Lesões pré-cancerosas

Sinais iniciais do câncer oral em desenvolvimento:

Leucoplasia

Leucoplasia é uma mancha ou placa branca, com bordas irregulares, firmemente aderida à mucosa da boca.
É uma lesão pré-maligna, geralmente causada pelos hábitos deletérios de fumo e etilismo.
A lesão com características proliferativa (aumenta de tamanho) possui 70 a 100% de risco de se transformar em um carcinoma de células escamosas.

Líquen Plano Oral

No líquen plano existem áreas de linhas brancas com uma borda avermelhada, possivelmente com ulceração.

Muitas lesões orais podem ser pré-cancerosas. Elas não significam necessariamente que o indivíduo terá câncer. No entanto, é importante que o paciente converse com o seu dentista sobre quaisquer alterações que ocorram na boca.

O monitoramento das alterações pode ajudar a detectar o câncer de boca nos seus estágios iniciais. E no começo, é muito mais fácil de tratar.

câncer oral

Câncer

O desenvolvimento do câncer gera o aparecimento dos seguintes sintomas:

  • Manchas no revestimento da boca ou língua. São geralmente vermelhas ou brancas;
  • Sangramento, dor ou dormência na boca;
  • Úlceras ou feridas na boca que não cicatrizam;
  • Nódulo ou espessamento das gengivas ou revestimento da boca;
  • Dentes soltos sem motivo aparente;
  • Dentaduras mal ajustadas;
  • Mandíbula inflamada;
  • Dor de garganta ou sensação de que algo está preso na garganta;
  • Voz rouca;
  • Dificuldade em mastigar ou engolir;
  • Dificuldade em mover a língua ou mandíbula.

A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que o indivíduo tenha câncer oral. Porém, vale a pena consultar um dentista para um diagnóstico.

Câncer oral – Tratamento

O tratamento irá variar conforme algumas condições:

  • Localização, estágio e tipo do câncer;
  • O estado geral de saúde do indivíduo;
  • Preferências do paciente.

Existem muitas opções de tratamento. Como descritas a seguir.

Cirurgia

Uma cirurgia pode ser recomendada para remoção do tumor e também uma margem de tecido saudável ao seu redor.

A cirurgia pode implicar na remoção das seguintes estruturas:

  • Parte da língua;
  • Parte do maxilar;
  • Nódulos linfáticos.

Caso o procedimento cause alteração significativa da aparência da pessoa ou sua capacidade de falar ou comer, uma cirurgia reconstrutiva pode ser necessária.

Radioterapia

O câncer bucal é sensível à radioterapia. Esse tratamento utiliza raios X de alta energia ou partículas de radiação para danificar o DNA dentro das células tumorais. Isso destrói sua capacidade de reprodução.

Os efeitos adversos da radioterapia:

  • Cárie dental;
  • Aftas;
  • Sangramento gengival;
  • Rigidez da mandíbula;
  • Fadiga;
  • Reações da pele, como queimaduras.

O tratamento provavelmente será mais eficaz em pessoas que não fumam ou já deixaram de fumar.

Um indivíduo com câncer oral em estágio inicial pode ser tratado com radioterapia.
Porém, a combinação desse com outros tratamentos podem reduzir a progressão ou recorrência do câncer com mais eficiência.

Quimioterapia

Se o câncer é generalizado, o médico pode recomendar a combinação da quimioterapia com a radioterapia.

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos poderosos que danificam o DNA das células cancerígenas. Os medicamentos minam a capacidade das células de se reproduzir e se espalhar.

Os medicamentos quimioterápicos destroem as células cancerígenas. Porém, também podem danificar tecidos saudáveis. Isso pode levar a sérios efeitos adversos.

Dentre os efeitos adversos, estão:

  • Cansaço excessivo;
  • Náusea e vômitos;
  • Queda de cabelo;
  • Diminuição da resistência imunológica;
  • Risco aumentado de infecções.

Esses efeitos geralmente desaparecem após o término do tratamento.

Terapia de hipertermia

Técnica recente onde o médico promove o aquecimento da área acima da temperatura normal para danificar e matar células cancerígenas.

Esta técnica também pode aumentar a sensibilidade das células cancerígenas à radioterapia.

Estágios

O estágio do câncer refere-se à medida do quanto ele se espalhou pelo organismo.

Nos estágios iniciais, pode haver células pré-cancerosas que podem eventualmente se tornar cancerígenas.

Às vezes, isso é chamado de câncer no estágio 0 ou carcinoma in situ.

  • O câncer localizado é aquele que afeta apenas uma área e não se espalhou para outros tecidos;
  • O câncer regional é aquele que se espalhou para os tecidos próximos.
  • O câncer distante é aquele que se espalhou para outras partes do corpo. Por exemplo, os pulmões ou o fígado.

Complicações

O câncer bucal e seu tratamento podem levar a uma série de complicações.

As complicações após a cirurgia incluem o risco de:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Dor;
  • Dificuldade em comer e engolir.

A longo prazo podem surgir os seguintes problemas:

  • Estreitamento da artéria carótida: Isso pode resultar da radioterapia e pode levar a problemas cardiovasculares;
  • Problemas dentais: podem surgir se a cirurgia mudar o formato da boca e da mandíbula;
  • Disfagia ou dificuldade em engolir: Isso pode dificultar a ingestão de alimentos e aumentar o risco de inalação de alimentos e infecções como consequência;
  • Problemas na fala: alterações na língua, lábios e outras características orais podem afetar a fala;
  • Problemas de saúde mental: Depressão, irritabilidade, frustração e ansiedade podem surgir.

Participar de um grupo de apoio local ou on-line pode ser útil. Esse contato oferece a oportunidade de conhecer pessoas com experiências semelhantes.

Câncer oral – Causas

O câncer acontece a partir de uma alteração genética no organismo que resulta no crescimento de células sem controle.
À medida que essas células indesejadas continuam a crescer, elas formam um tumor.
Com o tempo, as células podem migrar para outras partes do corpo.

Cerca de 90% dos cânceres de boca são carcinoma espinocelular.
Eles têm início nas células escamosas que revestem os lábios e o interior da boca.

Fatores de risco

Não se sabe exatamente por que essas mudanças acontecem. Porém, alguns fatores de risco parecem elevar a chance para o desenvolvimento do câncer de boca.

Existem evidências de que estes são fatores que elevam o risco:

  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Histórico de infecções prévias por HPV, especialmente o HPV tipo 16;
  • Histórico prévio de câncer de cabeça e pescoço.

Outros fatores de risco para o câncer bucal:

  • Exposição excessiva a raios ultravioleta;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Radioterapia prévia para cabeça, pescoço ou ambos;
  • Exposição a certos produtos químicos, especialmente amianto, ácido sulfúrico e formaldeído;
  • Ferimentos antigos que não cicatrizam;
  • Exposição ao calor excessivo de bebidas quentes, como o chimarrão.

Dietas saudáveis com muitas frutas e legumes frescos podem reduzir o risco.

Câncer oral – Diagnóstico

Na presença de sinais indicativos de câncer oral, o que o médico pode fazer:

  • Perguntar sobre os sintomas;
  • Realizar um exame físico;
  • Saber do histórico pessoal e familiar do paciente.

Se o câncer de boca é uma possibilidade, pode-se recomendar uma biópsia. É um exame onde se coleta uma pequena amostra do tecido para verificar a existência de células cancerígenas.

Se a biópsia revelar câncer bucal, a etapa seguinte será determinar o estágio.

Testes para identificar o estágio do câncer:

  • Endoscopia: exame no qual se pode verificar se o câncer se espalhou e, em caso afirmativo, até que ponto;
  • Testes de imagem: um raio-X dos pulmões, por exemplo, mostrará se o câncer atingiu essa área.

Além do estágio do câncer, outros fatores afetam a chance de uma maior sobrevida, como:

  • Idade;
  • Estado geral da saúde do indivíduo;
  • O grau ou tipo de câncer, pois alguns são mais agressivos que outros;
  • Acesso do indivíduo a diferentes opções de tratamento.

Câncer oral – como prevenir

Para reduzir o risco de câncer de boca, as pessoas devem:

  • Evitar completamente o cigarro;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Ir regulamente ao dentista para exames odontológicos;
  • Ficar atento a alterações na boca e conversar com seu dentista, se notar alguma;
  • Vacinar-se preventivamente para o HPV.

Existem evidências da associação entre o HPV e o câncer de cordas vocais.

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Fontes: NHS,The Oral Ancer Foundation, American Cancer Society, National Cancer Institute, NCBI, Wikipedia
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Sinusite: conheça seus principais sintomas

sinusite

A sinusite é infecção comum e dolorosa que causa pressão e dor na cavidade nasal.

A infecção sinusal afeta pelo menos 31 milhões de norte-americanos a cada ano.
A maioria dos casos de sinusite é causada por um vírus e desaparece por conta própria. A infecção sinusal viral é contagiosa. Assim, é importante tomar medidas para evitar transmiti-la a outras pessoas.

As bactérias e, em casos raros, fungos, também podem ser responsáveis por episódios de infecção sinusal.

Muitas vezes é difícil diferenciar uma sinusite de um resfriado comum ou alergia.
Assim, conhecer os sintomas de uma infecção sinusal pode ajudar a encontrar o melhor tratamento.

Neste artigo, analisamos os sintomas e tratamentos da sinusite.
Também explicamos como diferenciar uma infecção sinusal de um resfriado.

Sintomas da sinusite

Os sintomas característicos de uma infecção sinusal incluem:

1. Dor e pressão sinusal

O líquido preso nos seios nasais pode preencher as cavidades dos seios, causando intensa dor e pressão.
Os seios nasais podem ficar sensíveis ao toque.
A pessoa pode sentir vontade de espirrar, mas não consegue fazê-lo.

A dor pode estar nas bochechas, ao redor dos olhos e nariz ou na testa.
Isso porque essas áreas são onde estão os seios.
Curvar-se pode piorar a dor.

Às vezes, a pressão e a dor são intensas o suficiente para interferir no sono.

A infecção sinusal também pode fazer o tecido que reveste o nariz inflamar.

2. Dor de cabeça

A pressão e a dor da sinusite podem causar dores na parte frontal da cabeça.
Algumas pessoas percebem que a dor pode se irradiar para outros lugares. Isso pode causar problemas mais comuns ou até mesmo dores no pescoço.

3. Escorrimento de muco

Ocorre o escorrimento de muco na garganta.
Pode causar sensação de rouquidão e congestão.
Ou também uma sensação de pressão na garganta ou na boca.

4. Congestão

A sinusite pode ser provocada por uma infecção viral, ou infecção bacteriana ou fúngica nos seios nasais.
Isso geralmente acontece onde há líquido preso nos seios nas quais vírus, bactérias ou fungos podem crescer. Há acúmulo de líquidos e inflamação. O resultado desse estado é a sensação de congestão.

5. Tosse

A sinusite pode fazer com que o muco e o líquido retornem à garganta.
Isso pode fazer com que a garganta coce ou fique inflamada.
Algumas pessoas tossem repetidamente para tentar limpar a garganta. Já outras experimentam tosse incontrolável.

6. Febre

A febre é um sinal de que o corpo está combatendo uma infecção.
Algumas pessoas desenvolvem febre pela infecção sinusal.
Outros sintomas associados à febre incluem calafrios, exaustão e dores musculares.

7. Muco de cores diversas

Vírus, bactérias ou fungos no muco podem mudar de cor.
Indivíduos com sinusite costumam expelir catarro nas cores verde ou amarelo.
Outras vezes o muco expelido pelo nariz é de uma cor brilhante.

A infecção sinusal causa muita produção de muco.
Ao ponto do indivíduo se ver incapaz de limpar os seios nasais.
Isso, independentemente da frequência com que assoe o nariz.

8. Fadiga

Combater uma sinusite exige energia do corpo. Isso gera fatiga.
Algumas pessoas se sentem exaustas porque não conseguem respirar facilmente ou pela dor que sentem.

9. Mau hálito

O muco associado a uma sinusite pode ter um odor ruim. Isso pode causar mau hálito ou mau gosto na boca.

10. Dor de dente

A pressão intensa dos seios nasais pode causar dor nas gengivas.
Isso pode ocasionar dores de dente, dor nas gengivas ou dores na boca.

11. Sinusite crônica

Algumas sinusites podem se tornar crônicas.
Pessoas que sentem dor e pressão no seio nasal que dure várias semanas e que não esteja relacionada a uma alergia ou infecção podem ter sinusite crônica.

Afinal, é sinusite ou resfriado?

Pode ser difícil estabelecer a diferença entre uma sinusite e um resfriado. Isso porque os sintomas podem ser muito semelhantes.
Infecções sinusais geralmente se desenvolvem após um resfriado.

Sinusite tende a durar mais do que um resfriado. Os sintomas do resfriado tendem a piorar cada vez mais, atingindo o pico de 3 a 5 dias e depois melhoram gradualmente.
As infecções sinusais podem durar 10 dias ou mais.

Alguns sintomas são mais característicos de uma sinusite do que um resfriado:

  • Inchaço do tecido no nariz;
  • Mau hálito;
  • Secreção verde liberada pelo nariz;
  • Rosto inchado ou sensível.

Diferentemente de um resfriado, a sinusite pode se tornar crônica.
Isso significa que pode durar mais de 3 meses.
Sinusite crônica causa inchaço e irritação nos seios nasais.
Geralmente se desenvolve após uma pessoa ter sinusite aguda.
Às vezes os sintomas desaparecem e depois voltam novamente.
Os sintomas sinusais contínuos – mesmo que melhorem e depois voltem – podem indicar sinusite crônica.

Tratamento da sinusite

As infecções sinusais geralmente desaparecem por conta própria. Ou seja, sem tratamento médico.
No entanto, existem algumas coisas que o indivíduo pode fazer em casa para aliviar os sintomas incômodos.

O que se pode fazer em casa para tratar uma sinusite:

  • Aplicar uma compressa quente nos seios nasais. Isso ameniza a dor e a pressão, soltando o líquido nos seios;
  • Fazer uso de uma solução salina para uso nasal. Ou então um spray salino nasal disponível em farmácias;
  • Uso de medicamentos anti-histamínicos para redução da inflamação nos seios da face;
  • Uso de descongestionante nasal para auxiliar na limpeza dos seios nasais e alívio da pressão.

Evite usar descongestionantes nasais por muitos dias. Isso porque eles podem piorar o congestionamento se usados por muito tempo. A isso se denomina de efeito rebote.

Quando procurar um médico

Uma pessoa com sinusite deve procurar um médico nestas circunstâncias:

  • Os sintomas se estenderem por mais de 10 dias;
  • No caso de crianças. Se a febre se manter alta por mais de um a dois dias;
  • Em caso de dor muito intensa;
  • A infecção sinusal é um indicativo de fraqueza do sistema imunológico. Isso pode ser gerado por uma condição médica, uso de medicamentos imunossupressores ou falha de órgãos.

O tratamento depende da causa. Se as bactérias causadoras da infecção e os sintomas forem graves ou durarem mais de uma semana, um profissional poderá prescrever antibióticos.
Antibióticos não funcionam para sinusite crônica ou aquela causada por por um vírus.

Corticosteroides também poderão ser prescritos para o alívio da dor e pressão.
São fármacos que podem auxiliar no alívio dos sintomas tanto para uma sinusite viral como bacteriana.
Também podem auxiliar na terapia de sinusites crônicas.

Em alguns casos, a cirurgia pode ser uma alternativa para o tratamento de casos graves de sinusite crônica. Os cirurgiões podem mover os ossos para abrir os seios nasais. Ou também podem sanar problemas com os ossos ao redor dos seios.

Algumas pessoas também podem ter pólipos nasais que causam sinusites frequentes.
Um cirurgião pode removê-las facilmente.
A maioria das cirurgias para sinusite crônica são procedimentos ambulatoriais.
Isso significa que o indivíduo pode ir para casa no mesmo dia da cirurgia.

Resumindo

Para a grande maioria dos casos de sinusite as perspectivas são boas.
As infecções dos seios nasais geralmente desaparecem por conta própria dentro de uma semana ou duas. Quando isso não acontece, a sinusite pode ser bacteriana e antibióticos podem ser necessários.

Embora raras, as sinusites causadas por fungos podem ser graves e difíceis de tratar.

Com cuidados médicos adequados, a maioria das pessoas com infecção sinusal se recupera bem.
No entanto, se a infecção não melhorar após três meses, um especialista deve ser consultado.
É esse profissional que poderá identificar e tratar a causa subjacente da sinusite crônica.

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Fontes: Manual Merck, American College of Allergy, Asthma & Immunology, CDC, healthychildren
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Dor em vários dentes ao mesmo tempo – qual pode ser a causa?

dor em vários dentes ao mesmo tempo

A dor em vários dentes ao mesmo tempo também pode ser acompanhada de dor em outras partes da boca, como gengivas e mandíbula.

Existem fatores e condições que podem ser os causadores da dor em em vários dentes ao mesmo tempo. Em alguns casos, uma dessas condições pode levar a outra.

Este artigo descreve as possíveis causas da dor em vários dentes ao mesmo tempo. Também fornece conselhos sobre quando procurar tratamento especializado.

Doença gengival e a relação com a dor em vários dentes ao mesmo tempo

A doença gengival afeta cerca de 47% dos adultos acima de 30 anos e cerca de 70% dos adultos acima de 65 anos. São dados estatísticos dos EUA.

Existem dois estágios da doença gengival: gengivite e periodontite.

A gengivite é o estágio inicial da doença gengival.
Indivíduos com gengivite podem ter gengivas vermelhas, inchadas ou sangrando.

A periodontite é a fase posterior da doença gengival. Durante a periodontite as gengivas começam a se afastar dos dentes. A gengivite não tratada pode levar à periodontite.

Alguns sinais e sintomas potenciais de uma periodontite em curso:

  • Mau hálito;
  • Dentes sensíveis ao calor e/ou ou frio;
  • Infecções na gengiva;
  • Abscessos dentários;
  • Dor nos dentes ou mandíbula;
  • Perda óssea abaixo das gengivas;
  • Dentes soltos ou ausentes;
  • Mudança na forma como os dentes se juntam (mordida);

Tratamento

O tratamento da gengivite envolve a prática de uma boa higiene bucal. E também a consulta ao dentista para limpezas dentárias regulares.
Essas medidas ajudam a reduzir as bactérias responsáveis por causar doenças gengivais.

Em geral, a periodontite requer tratamento mais extenso.
Dependendo da sua gravidade, as opções do tratamento podem incluir:

  • Medicamentos orais ou tópicos, para tratar a inflamação da gengiva;
  • Antibióticos, para tratar infecções nas gengivas e abscessos dentários;
  • Limpeza profunda das superfícies da raiz do dente abaixo da linha da gengiva;
  • Cirurgia corretiva das gengivas;
  • Extração dental.

Esmalte de dente fraco

Os dentes apresentam uma camada externa endurecida chamada esmalte. E também uma camada interna mais macia, chamada dentina.

A dentina é composta de pequenos túbulos, que se conectam aos nervos dentro do dente.
O esmalte dentário fraco ou desgastado expõe esses túbulos. Isso possibilita que o calor e o frio atinjam os nervos. O resultado é a sensibilização que se traduz em dor no dente afetado.

A sensibilidade dentária costuma ocorrer quando uma pessoa escova os dentes ou os expõe a alimentos ou líquidos quentes ou frios.
A dor pode ser repentina e aguda.
No entanto, algumas pessoas experimentam a dor em vários dentes ao mesmo tempo e a sensibilidade dos dentes pode a principal causa.

Tratamento

Se não houver sinais de cárie dentária, o dentista pode sugerir o uso de um creme dental dessensibilizante. O dentista também pode aplicar um gel de flúor ou um agente dessensibilizante nos dentes afetados para ajudar a proteger o esmalte dos dentes.

Se houver sinais de deterioração, será necessário tratamento adicional.

Cáries ou abscessos dentários

Uma cavidade dental é um orifício que se desenvolve na superfície do esmalte de um dente.
As cáries não tratadas podem se tornar maiores, estendendo-se para as estruturas mais profundas e possivelmente para a polpa ou nervo do dente.
Isso pode causar dor que pode irradiar para outros dentes ou subir a mandíbula.
Daí pode surgir a sensação de dor em vários dentes ao mesmo tempo.

Em alguns casos, uma cárie dentária pode resultar em abscesso dentário. Este é uma bolsa de infecção que pode se formar dentro de um dente ou profundamente dentro da gengiva.

Alguns possíveis sintomas de um abscesso dentário são:

  • Gengivas vermelhas ou inchadas;
  • Dor súbita ou intensa nas gengivas, dentes ou mandíbula;
  • Dor ao morder ou mastigar;
  • Inchaço no rosto ou bochechas;
  • Febre.

Tratamento

Para tratar cáries dentárias, o dentista precisará perfurar a cavidade e preencher o dente.
Uma cárie em estágio avançado poderá precisar de um tratamento de canal. Tem casos em que a extração dentária pode ser recomendada.

Uma pessoa com abscesso associado a inflamação e febre precisará de antibióticos para tratar a infecção.

Em casos raros, a infecção bacteriana de um abscesso não tratado pode se espalhar para para outras áreas do corpo através do sangue.
Por esse motivo, as pessoas que suspeitam ter um abscesso dentário devem procurar tratamento odontológico imediatamente.

Rangendo dentes – Bruxismo

O termo científico para ranger os dentes é bruxismo.
É um hábito que geralmente ocorre como resultado de estresse ou ansiedade.
Pessoas que rangem ou cerram os dentes tendem a fazê-lo durante o sono.

Rangendo, ou “bruxando”, os dentes desgasta o esmalte dos dentes.
Também pode danificar ou quebrar os dentes. Isso pode também ser uma das causas da sensação de dor em vários dentes ao mesmo tempo.

Pessoas que rangem ou cerram os dentes também podem apresentar os seguintes sintomas:

  • Dor de cabeça;
  • Dor na mandíbula ou no ouvido, especialmente pela manhã;
  • Tensão nos músculos faciais ou do pescoço;
  • Músculos da mandíbula aumentados.

Tratamento

Para prevenir o bruxismo durante o sono, o uso de um protetor bucal à noite é altamente recomendável.
Isso evita que os dentes da arcada superior e inferior entrem em contato um com o outro.

Existem outros tratamentos que também podem ser benéficos para pessoas que rangem os dentes devido ao estresse ou ansiedade:

  • Prática de Yoga;
  • Exercícios respiratórios;
  • Meditação;
  • Massagem.

Pessoas que rangem os dentes há muito tempo podem precisar de um extenso trabalho odontológico. Isso porque os danos ocasionados podem ser expressivos.

Síndrome da articulação temporomandibular

A síndrome da articulação temporomandibular (ATM) é uma condição músculo esquelética que afeta a ATM da mandíbula. Essa articulação conecta a mandíbula inferior ao crânio.

Pessoas com síndrome da ATM podem sentir dor súbita ou intensa na mandíbula, ouvido ou têmporas.
Essa condição pode ocasionar dor em vários dentes ao mesmo tempo.

Sintomas da síndrome da articulação temporomandibular:

  • Dificuldade em mover a mandíbula;
  • Percepção do som de estalos ao abrir ou fechar a boca;
  • Desalinhamento da mandíbula;
  • Dores de cabeça ou episódios de enxaqueca;
  • Edema facial.

Fatores e condições podem aumentar o risco de síndrome da ATM:

  • Ranger de dentes;
  • Dentes desalinhados;
  • Artrite;
  • Luxação da mandíbula;
  • Lesão facial.

Tratamento

O tratamento da síndrome da ATM depende da identificação de suas causas.
Algumas opções de tratamento em potencial podem incluir:

  • Prescrição pelo dentista de anti-inflamatórios não esteroidais;
  • Exercícios para aumentar a resistência da mandíbula;
  • Uso de protetor bucal;
  • Aplicação de compressas quentes ou frias;
  • Terapia de estimulação elétrica nervosa transcutânea;
  • Acupuntura;
  • Prescrição de corticosteroides;
  • Cirurgia da mandíbula, em caso de sintomas forem graves.

Apinhamento dental e má oclusão

Dentes apinhados podem pressionar um ao outro. Isso pode resultar em dor.
Eles também podem causar desalinhamento da mandíbula quando a boca está fechada.
Na odontologia chamamos isso de má oclusão.

Dentes apinhados e má oclusão podem causar sensações de pressão e dor em uma ou mais áreas da boca.
Em alguns casos, todos os dentes podem acabar expressando dor.

Alguns outros sintomas potenciais associados a dentes apinhados:

  • dentes tortos ou sobrepostos;
  • dor na parte de trás da boca, na direção dos dentes do siso para a frente;
  • alterações nos dentes ou na forma da mordida ao longo do tempo.

Tratamento

Além de causar dor, dentes apinhados também podem abrigar bactérias. Isso aumenta o risco de cáries e outros problemas de saúde bucal.

Para prevenir ou tratar esses problemas, o dentista pode sugerir um ou mais dos seguintes procedimentos:

  • Remoção de um ou mais dentes, para criar espaço na boca;
  • Usando um retentor ou aparelho fixo, para realinhar os dentes;
  • Cirurgia de realinhamento da mandíbula, para tratar a má oclusão.

Sinusite

Sinusite é o termo médico para inflamação dos seios da face.
Os seios nasais são as pequenas cavidades cheias de ar que ficam atrás das maçãs do rosto e da testa.

Sinusite pode causar pressão súbita e dor na mandíbula. Isso pode irradiar para os dentes.

Outras áreas que podem apresentar sensibilidade e dor:

  • Testa;
  • Área dos olhos;
  • Bochechas.

Alguns outros sintomas indicativos de sinusite:

  • Congestão sinusal;
  • Secreção nasal verde ou amarela;
  • Mau hálito;
  • Febre de 38ºC ou mais elevada.

Tratamento

A maioria dos casos de sinusite apresenta melhora em 2 a 3 semanas.

Durante esse período, o paciente pode fazer uso do seguinte:

  • Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais;
  • Descongestionante nasal;
  • Compressas quentes.

Caso os sintomas persistam ou em caso de dor for intensa, deve-se procurar um médico. Caso a sinusite seja o resultado de uma infecção bacteriana, antibióticos serão necessários para o tratamento.

Em alguns casos a prescrição de gotas nasais de corticosteroides para tratar a inflamação do seio é recomendável.

Quando procurar um dentista de emergência

A dor no dente pode ocorrer por várias razões. No entanto, não é possível diagnosticar a causa com base apenas nos sintomas de dor.
Portanto, o indivíduo deve consultar o dentista  na presença de qualquer tipo de dor de dente.

Alguns tipos de dor de dente indicam a necessidade de tratamento imediato.
Por exemplo, qualquer pessoa que sinta algum sintoma de abscesso dentário deve marcar uma consulta odontológica de emergência.

Em casos raros, infecções de abscessos dentários não tratados podem se espalhar para outras áreas do corpo.
O que pode resultar em sérias complicações de saúde.

Resumindo

Existem muitas causas potenciais que podem levar a dor em vários dentes ao mesmo tempo.
Tratamentos caseiros, como géis analgésicos, compressas quentes e analgésicos, podem aliviar temporariamente a dor de dente.

No entanto, esses tratamentos não abordarão a causa subjacente da dor no dente.

Pessoas que experimentam qualquer tipo de dor de dente devem procurar um dentista para diagnóstico e tratamento adequados.
Consultar um dentista o mais breve possível pode ajudar a evitar que problemas de saúde se tornem ainda mais graves.

A dor é um dos sintomas que mais atormentam o ser humano. Existem para o seu tratamento medicamentos convencionais e outros ainda em desenvolvimento. Porém, o tratamento da causa ou causas básicas é e sempre o melhor caminho para resolução do problema.

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Fontes: Nature, Science Direct, NCBI, Sage Journals, NHS, CDC
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Novidades sobre o vírus SARS-CoV-2, causador do Covid-19

SARS-CoV-2

Afinal, o que torna o vírus SARS-CoV-2, causador da epidemia de Covid-19, uma grande ameaça?

Um novo estudo joga luz sobre essa questão. Pesquisadores da Harvard Stem Cell identificaram os prováveis tipos de células que o vírus SARS-CoV-2 infecta.

Descobriu-se que uma das principais defesas imunológicas do corpo contra infecções virais pode realmente ajudar o vírus SARS-CoV-2 a infectar essas mesmas células.

O que torna algumas pessoas mais suscetíveis ao vírus SARS-CoV-2 e o que ele faz no corpo?

Essas são questões fundamentais na busca de tratamentos mais eficazes.

Vírus SARS-CoV-2 – As células preferidas no organismo humano

O vírus SARS-CoV-2 age preferencialmente sobre células de tecidos como o revestimento da cavidade nasal, pulmões e intestino.
Essa conclusão de deu com base nos sintomas relatados pelos pacientes onde o vírus foi detectado nas análises realizadas.

Quais as células mais suscetíveis ao ataque do vírus SARS-CoV-2?

Pesquisas recentes indicam que o SARS-CoV-2 usa um receptor de células humanas chamado ACE2 para entrar nas células.

Isso acontece com o auxílio de uma enzima chamada TMPRSS2. Isso levou os pesquisadores a fazer uma pergunta simples.

Afinal, quais células do tecido respiratório e intestinal expressam ACE2 e TMPRSS2?

Para responder a essa pergunta, a equipe voltou-se para o sequenciamento de RNA de célula única. Esse sequenciamento identifica quais genes são expressos em células individuais.

Descobriu-se que apenas uma pequena porcentagem de células respiratórias e intestinais humanas produzem ACE2 e TMPRSS2.

Essas células se dividem em três tipos.

São elas: células no nariz que secretam muco, células pulmonares que ajudam a manter os sacos de ar e células que revestem o intestino delgado e estão envolvidas na absorção de nutrientes.

Dados de primatas não humanos mostraram um padrão semelhante de células suscetíveis.

Muitas linhas celulares respiratórias existentes podem não conter a mistura completa de tipos de células. Também podem faltar as que são relevantes.
Depois de entender quais células estão mais sujeitas à infecção surge uma nova questão.

Existe algo dentro dessas células que de alguma forma contribua para o ciclo de vida do vírus?

Esse é um dos focos de pesquisa.

Os estudos prosseguem e buscam descobrir quais medicamentos podem interromper esse ciclo e acelerar a cura do Covid-19.

Interferon: útil ou prejudicial?

No começo o alvo do trabalho era identificar os tipos de células suscetíveis ao SARS-CoV-2.
Depois os pesquisadores descobriram que o gene ACE2 é estimulado pelo interferon. O interferon é uma das principais defesas imunológicas do corpo quando ele detecta um vírus.
No entanto, detectou-se um problema.
Na prática, o interferon passou a ativar o gene ACE2 em níveis mais altos. Isso potencialmente dá ao vírus novos portais para entrar. Ou seja, o interferon pode ser tornar uma aliado do SARS-CoV-2, facilitando sua entrada nas células humanas.

Trabalho em conjunto

Os pesquisadores buscam descobrir com detalhes as ações do vírus nas células. E também estudar amostras de tecidos de crianças e adultos.
Isso tudo para entender porque o Covid-19 é tipicamente menos grave em pessoas mais jovens.

Tudo isso é fruto de um grande esforço e trabalho em conjunto da comunidade científica mundo afora.
Vários pesquisadores e colaboradores em todo o mundo compartilham diariamente novos dados e achados.
Tudo isso para que se consiga alcançar um progresso na resolução dessa pandemia no menor prazo possível.
É ao mesmo tempo inspirador ver o que se pode alcançar quando todos se reúnem para resolver um problema.

Tem dúvida sobre a pandemia de Covid-19? Neste link você poderá encontrar uma matéria completa no site com tudo sobre essa doença de alcance mundial.

Fontes: Harvard Stem Cell Institute, ScienceDirect
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A nova esperança para o tratamento do Covid-19

A nova esperança para o tratamento do Covid-19

tratamento do covid-19

O Remdesivir é a mais recente esperança para o tratamento do covid-19.

O Remdesivir é um medicamento antiviral de amplo espectro. Também chamado de análogo de nucleotídeo.

É um medicamento experimental recentemente aprovado pelo FDA americano para o tratamento do covid-19 em caráter emergencial.

O covid-19 é um vírus de RNA.
O RNA é a ferramenta de transcrição molecular usada pelo nosso organismo para criar proteínas usando as instruções do DNA.
Essa classe de vírus depende de uma enzima chamada RNA polimerase para aumentar a cadeia do RNA.

O Remdesivir age substituindo essa enzima RNA polimerase.
Dessa forma o RNA não pode se desenvolver para que o vírus não consiga se replicar.

Tratamento do covid-19 – descobertas mais recentes

Dados preliminares de dois ensaios clínicos usando o Remdesivir antiviral para tratar pacientes com Covid-19 se mostraram encorajadores.

Em um dos estudos o medicamento é dado a pacientes com a doença em estágios moderados e o outro se concentra em pacientes em estágios graves da doença.

Observou-se um tempo de recuperação mais rápido desses pacientes, com diminuição do tempo de internação hospitalar.
Embora seja muito cedo para dizer, os pesquisadores afirmam que há indicações de que o Remdesivir possa dispensar o uso de ventilador mecânico em pacientes graves de Covid-19.

Os primeiros resultados são promissores, e isso é importante no momento.
Muito do que se está aprendendo sobre o gerenciamento do Covid-19 está centrado na prevenção de uma deterioração rápida. O tempo é tudo.
Não se pode dizer com certeza que eles [pacientes] teriam sido intubados caso contrário, mas é encorajador.

O Houston Methodist Hospital foi o quinto local nos Estados Unidos a participar dos ensaios clínicos com Remdesivir. A Instituição começou a inscrever e tratar pacientes em meados de março.
Agora, esses estudos de fase 3 avaliarão a eficácia e a segurança do Remdesivir.

Remdesivir – protocolos de tratamento

Os pacientes com doença moderada recebem cinco ou 10 dias de tratamento com Remdesivir.
Já aqueles com doença grave recebem o medicamento pelo período de 10 dias.

O objetivo dos pesquisadores é fazer com que o Remdesivir interfira no vírus e bloqueie sua capacidade de se replicar nas células dos pacientes.
O objetivo é evitar a cascata inflamatória mortal que leva à insuficiência respiratória e à necessidade de que o paciente seja entubado e tenha de usar respirador.

Remdesivir – origem

O Remdesivir foi desenvolvido originalmente para tratar o Ebola há mais de uma década.
É conhecido por ser geralmente seguro em seres humanos. Isso baseado em um grande corpo de pesquisas pré-clínicas.
Também vários estudos mostrando que ele interrompe a SARS (síndrome respiratória aguda grave) e a MERS (síndrome respiratória do Oriente Médio).
Ambas são o que se poderia chamar de primos virais do Covid-19.

Remdesivir como tratamento do Covid-19 – mais estudos

Um estudo realizado na China no início deste ano mostrou que o Remdesivir poderia impedir a replicação do Covid-19.
Há um relato de caso de um New England Journal of Medicine muito interessante.

É o de um paciente recebeu Remdesivir e começou a melhorar depois de apenas 24 horas.

Um outro estudo mostrou melhora clínica em dois terços dos pacientes hospitalizados por Covid-19 grave que receberam o antiviral.

Enquanto isso, os próximos relatórios de vários ensaios clínicos em andamento fornecerão mais dados baseados em evidências sobre o uso do Remdesivir no tratamento do Covid-19 em pacientes hospitalizados.

Remdesivir – possíveis efeitos colaterais

Até o momento, os principais efeitos colaterais observados pelos pesquisadores foram os seguintes:

  • Níveis aumentados de enzimas hepáticas que podem indicar possível dano hepático: Pesquisadores documentaram aumentos nas enzimas hepáticas em três pacientes com Covid-19 nos EUA;
  • Náusea;
  • Vômito.

Uso do Remdesivir durante a gestação ou amamentação é seguro?

Ainda não se sabe se o Remdesivir poderá afetar o feto durante a gestação. Em ratos e macacos, o Remdesivir afetou o desenvolvimento renal em fetos.

Não se sabe se o Remdesivir passa para o leite materno.

Resumindo

Entre os pesquisadores considera-se que o Remdesivir não seja a cura definitiva do Covid-19. O Remdesivir vem demonstrando que pode vir a ser uma importante ferramenta para o tratamento do Covid-19. Ele é tido por muitos pesquisadores como um medicamento precursor, assim como o AZT o foi em relação à terapia do HIV há uns anos atrás. Além do Remdesivir, existem outros medicamentos que estão sendo testados para o tratamento do Covid-19.

Menos de uma semana após os Estados Unidos, o Japão se tornou o segundo país a autorizar o Remdesivir para tratar pacientes com Covid-19.

Aqui no Brasil, técnicos da Anvisa e representantes da Gilead no Brasil, fabricante do Remdesivir, realizaram dia 06/05 passado uma primeira reunião. O tema dessa reunião foi para tratar da possibilidade de registro, fabricação e distribuição do Remdesivir no Brasil.

Fontes: New England Journal of Medicine, WebMD, RXList
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Pérolas de Epstein do recém-nascido: causas, sintomas e tratamento

Pérolas de Epstein do recém-nascido: causas, sintomas e tratamento

pérolas de Epstein
As pérolas de Epstein são cistos brancos ou amarelados que se podem formar nas gengivas e palato dos recém-nascidos, semelhantes a dentes que estão para nascer.
As pérolas de Epstein são inofensivas e se formam na boca do recém-nascido durante as primeiras semanas e meses de desenvolvimento.

Os cistos contêm queratina, uma proteína que ocorre naturalmente na pele, cabelos e unhas humanas.

As pérolas de Epstein desaparecem por si próprias poucas semanas após o nascimento do bebê. Não são motivo de preocupação.

Neste artigo, analisamos os sintomas, causas e tratamento das pérolas de Epstein.

Pérolas de Epstein – Sintomas

As pérolas de Epstein têm geralmente menos de 3 milímetros de diâmetro.

Os cistos podem ser notados quando um bebê abre a boca para chorar ou bocejar.
No entanto, eles não causam desconforto ao bebê e não devem interferir na alimentação.

Às vezes, as pessoas podem confundir as pérolas de Epstein com os grãos de milium.
A principal diferença é a sua localização. As pérolas de Epstein aparecem apenas no céu da boca e gengivas.

O milium é um tipo de nódulo branco que costuma aparecer no rosto do bebê.
São bastante comuns.
São caracterizados por bolinhas brancas ou amareladas que aparecem perto dos olhos, no nariz e na boca do bebê.

Pérolas de Epstein – Causas

Essas formações são bastante comuns. Ocorrem em até 60% a 85% de todos os recém-nascidos.
Especialistas acreditam que elas se desenvolvam durante a a gestação quando acontece a formação do céu da boca do bebê.

As pérolas de Epstein não ocorrem como resultado de algo que a mulher fez durante a gravidez. Elas também não representam um sinal de que algo está errado com o bebê.

Não há como impedir as pérolas de Epstein.

As pérolas de Epstein não ocorrem em crianças mais velhas ou adultos porque são resultado do desenvolvimento fetal.

Pérolas de Epstein – Tratamento

As pérolas de Epstein não requerem tratamento.
Na maioria dos casos, elas desaparecem lenta a espontaneamente dentro de algumas semanas.

Quando a consulta com o pediatra é aconselhável

Os responsáveis pelo bebê podem procurar um pediatra no caso de preocupações com inflamações na boca do recém-nascido.
Isso para o caso de diferenciá-las de outras condições de saúde.

Em caso de dúvida, a consulta com um pediatra é altamente recomendável.

Isso porque algumas condições e sinais outros podem se assemelhar às pérolas.

1. Candidíase oral

Em alguns casos, manchas brancas na boca de um bebê podem ser um sinal de candidíase.
A candidíase oral é uma patologia causada pelo fungo cândida.

A candidíase oral pode causar manchas brancas ou inchaços na boca. Inclusive no interior das bochechas e da língua.
Às vezes, pode provocar algum desconforto ou dificuldade em se alimentar. Geralmente não é grave.

A candidíase oral é tratada com medicamentos antifúngicos.
É importante que o tratamento seja iniciado. Isso porque a infecção pode se espalhar para o seio da mulher, caso ela esteja amamentando.
Se isso ocorrer, pode causar rachaduras nos mamilos e deixar os seios doloridos.

2. Dentes natais

As pérolas de Epstein podem ser confundidas com dentes natais, caso apareçam nas gengivas.
Embora os recém-nascidos possam ter dentes, isso é raro.
Ocorre em apenas 1 em cada 800 a 6.000 bebês.

Se um bebê nascer com um ou mais dentes, os pais ou responsáveis devem discutir isso com um pediatra.
Às vezes, os dentes estão soltos ou interferem na alimentação.
Nesses casos, o médico pode recomendar sua remoção.

3. Outros problemas

Um bebê muito queixoso pode ser um sinal de problemas outros e mais sérios. Especialmente se a criança não estiver conseguindo se alimentar direito. Embora as pérolas de Epstein não causem nenhum desses problemas, ainda é melhor descartar outras possíveis condições de saúde.
Nesse caso, é uma boa ideia consultar um pediatra.

Concluindo

Muitos pais e cuidadores ficam preocupados quando veem as pérolas de Epstein na boca de um bebê.
No entanto, são indolores, não prejudiciais ao bebê e desaparecem por conta própria.

Se o bebê parece estar tendo problemas para se alimentar ou não estiver bem, os pais ou responsáveis devem procurar um pediatra para descartar outros problemas de saúde.

Fontes: NCBI, Era’s Journal, Europe PMC
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Abscesso na gengiva: tudo o que você precisa saber

abscesso na gengiva

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de infecção presente nas gengivas ou no espaço entre os dentes e as gengivas.

As bactérias podem atingir a área devido a um abscesso dentário ou outro problema de higiene bucal, como a periodontite.

Os abscessos gengivais são ligeiramente diferentes dos abscessos dentários, embora possam compartilhar alguns dos mesmos sintomas e tratamentos.

Remédios caseiros podem ajudar a tratar os sintomas, mas o abscesso gengival precisará de tratamento e drenagem realizados por um dentista.

O que é um abscesso na gengiva?

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de tecido infectada nas gengivas.
A boca e as gengivas normalmente estão cheias de bactérias boas e ruins.

Um acúmulo de bactérias ruins contribui para a placa bacteriana e o tártaro. Esse acúmulo pode levar a cáries e outros problemas dentários.

Se as bactérias ruins chegarem a uma área de tecido aberto, elas podem assumir o controle, multiplicando-se e provocando uma infecção.

O corpo responde enviando glóbulos brancos para combater a infecção.
Um processo inflamatório terá início e irá resultar na busca da eliminação das bactérias presentes no local.

O resultado será uma bolsa de pus inchada e dolorosa chamada abscesso.

Existem dois tipos principais de abscesso na gengiva: o gengival e o periodontal.

Abscessos gengivais ocorrem apenas no tecido gengival. Eles não envolvem os dentes.
Eles podem ocorrer se um pedaço afiado de comida for alojado diretamente nas gengivas e causar uma infecção.

Abscessos periodontais ocorrem no espaço entre os dentes e as gengivas. Estes são mais comuns em pessoas com doença periodontal. Mas também podem se desenvolver devido a lesões ou alimentos presos entre os dentes e as gengivas.

Tratamento

As opções de tratamento para um abscesso gengival incluem:

Procedimentos odontológicos

No consultório odontológico, o tratamento para um abscesso gengival inclui a drenagem do abscesso, bem como a remoção de contaminantes da área entre as gengivas e os dentes.

Se uma pessoa apresentar sinais de acúmulo de placa ou doença periodontal, o dentista poderá recomendar procedimentos de limpeza especializados para ajudar a remover o acúmulo de placa e tártaro.

O abscesso na gengiva também precisará de drenagem. O dentista pode fazer uma pequena incisão na área inchada para drená-la.

Quando o abscesso está aberto e liberando o pus, pode-se simplesmente aplicar pressão na área para permitir que o pus seja drenado completamente.

O dentista em geral solicita um raio-X para verificar se o abscesso causou alguma lesão óssea.
A perda óssea pode ocorrer em uma infecção grave. E também se o abscesso gengival ficar sem tratamento por um longo tempo.

No caso de perda óssea grave, o dentista poderá recomendar procedimentos para reparação do osso e dos tecidos circundantes.

Se um abscesso na gengiva afeta a polpa interna do dente, uma pessoa pode precisar de um tratamento de canal radicular.

Em alguns casos, o dentista também pode recomendar a extração do dente ao lado do abscesso.

Pessoas com abscessos periapicais – que ocorrem quando as bactérias invadem a polpa dentária, devido a cáries, traumas ou dentes quebrados, por exemplo – podem precisar de um canal radicular ou de uma extração.

Antibióticos

Os antibióticos são outra parte essencial do processo de tratamento padrão para um abscesso na gengiva. Antibióticos orais podem eliminar as bactérias causadoras da infecção impedindo que ela se espalhe ou reinfecte na área.

Isso também pode reduzir o inchaço e a dor na área afetada.
No entanto, os antibióticos não substituem o trabalho odontológico e não curam o abscesso de forma isolada.

Remédios caseiros

Um dentista também pode recomendar alguns remédios caseiros simples para ajudar a aliviar os sintomas. Por exemplo, a ingestão de medicamentos anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, pode reduzir a dor e o inchaço.

Além disso, enxaguar a boca com água morna e salgada pode ajudar a reduzir a dor e a sensibilidade. Remédios caseiros podem ajudar a aliviar os sintomas, mas a bolsa com bactérias e pus precisará de tratamento de um dentista.

Sintomas

Os principais sintomas de um abscesso na gengiva são dor e inchaço na área afetada.
Dependendo de onde o abscesso está localizado ao longo das gengivas, também pode causar dor quando uma pessoa mastiga ou morde.

A pessoa pode notar um nódulo ou protuberância na área do abscesso que causa dor e pressão.

Principais sintomas:

  • Mau hálito;
  • Presença de pus na boca;
  • Sensação de gosto ruim na boca;
  • Dentes frouxos;
  • Sangramento nas gengivas;
  • Dentes ou gengivas sensíveis
  • Recuo da linha gengival;
  • Febre.

abscesso na gengiva

Causas

A causa de um abscesso na gengiva é um acúmulo de bactérias nos tecidos entre os dentes e as gengivas.

No entanto, existem algumas razões possíveis para essa infecção bacteriana ocorrer, que incluem:

  • Má higiene bucal e periodontite
  • Abscessos gengivais podem ser mais comuns em pessoas com falta de higiene bucal.
  • Má higiene bucal pode levar a periodontite ou doença periodontal da gengiva, favorecendo o surgimento de abscessos.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC) observa que 46% de todos os adultos com mais de 30 anos apresentam sinais de doença gengival. A doença gengival grave afeta cerca de 9% dos adultos. Um estudo alemão identificou na temperatura também um fator que pode favorecer a formação de abscessos gengivais.

A doença gengival decompõe as gengivas e os tecidos.
Isso pode criar um espaço entre os dentes e as gengivas, onde as bactérias podem viver e se multiplicar, levando a abscessos.

Alguns outros fatores podem aumentar o risco de periodontite.
Por exemplo, o Instituto Nacional de Pesquisa Odontológica e Craniofacial observa que o tabagismo é o fator de risco mais significativo para a doença periodontal.

Outros fatores de risco para doença periodontal incluem:

  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Artrite;
  • Doença cardíaca;
  • Hepatite C
  • Alterações hormonais (no sexo feminino);
  • Certos medicamentos que interrompem o fluxo de saliva;
  • Hereditariedade.

Sistema imunológico comprometido

Um indivíduo com seu sistema imunológico enfraquecido também pode ter mais chances de sofrer um abscesso gengival. Isso porque o corpo pode ter mais dificuldade em combater infecções.

Condições que afetam o sistema imunológico, como o HIV, podem tornar mais difícil para o organismo combater as bactérias que levam a doenças gengivais e abscessos.

Outras infecções

Um abscesso na gengiva pode ocorrer devido a outra infecção presente na boca. Seja em decorrência de um abscesso dental ou uma infecção da bolsa periodontal.

A bolsa periodontal é o espaço que se desenvolve entre a gengiva e o dente como resultado de uma doença gengival.

Bolsas mais profundas podem dar mais espaço para pequenas partículas de alimentos e germes ficarem presos.

Nesses casos, o acúmulo bacteriano pode se espalhar a partir do local original da infecção e infectar a gengiva ao seu redor.

Abscesso gengival vs. abscesso dentário

A rigor, um abscesso gengival ocorre nas gengivas, enquanto um abscesso dentário ocorre no próprio dente.

No entanto, há alguma sobreposição.
Por exemplo, um abscesso periodontal geralmente afeta o dente e a gengiva.

Além disso, às vezes, uma infecção no dente e na polpa pode levar a uma infecção nas gengivas.

Pode ser um dente com uma grande cavidade ou cárie na raiz, que cria espaço dentro do dente e tecido circundante para que as bactérias se multipliquem.

Outras vezes, um abscesso gengival profundo pode piorar e começar a afetar os dentes e a polpa.

Infecções graves, como aquelas que envolvem o dente e a gengiva, geralmente requerem tratamento extensivo.

Quando consultar um dentista

Indivíduos com sintomas de abscesso na gengiva ou dentário devem consultar um dentista o mais rápido possível.

Os remédios caseiros podem proporcionar alívio temporário de sintomas como a dor, mas não resolvem o problema.

No entanto, um dentista precisará drenar o pus presente na bolsa e posteriormente realizar o tratamento.
O dente ou seção afetada da gengiva também precisará de tratamento para evitar infecções adicionais ou controlar os sintomas de problemas como a doença periodontal.

Em resumo

Um abscesso na gengiva é uma bolsa de pus e bactérias decorrente de uma infecção nas gengivas.
O abscesso pode se desenvolver devido à falta de higiene bucal. E também como resultado de outras infecções ou condições. Tratamentos e remédios caseiros podem ajudar apenas a aliviar os sintomas de dor e inchaço. No entanto, o dentista precisará drenar o abscesso para evitar novas infecções e o agravamento do problema.

Fontes: CDC, intechopen, National Institute of Dental and Craniofacial Research
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Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

Saiba tudo sobre a mononucleose, a doença do beijo

mononucleose

Também conhecida como doença do beijo, a mononucleose é uma doença viral muito comum no período do carnaval.

A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). O EBV é da família do vírus da família do herpes. Não é uma simples virose.

Geralmente ocorre em adolescentes, mas pode atingir qualquer um em qualquer idade.
O vírus se espalha pela saliva, e é por isso que muitos se referem a ele como “a doença do beijo”.

Mononucleose – Principais sintomas

A mononucleose foi descrita pela primeira vez em 1889.
Seus principais sintomas são febre alta, glândulas linfáticas inchadas no pescoço e axilas, dor de garganta e dor nas articulações.
Sensação de fraqueza muscular também é um sintoma que costuma ser relatado.

A febre geralmente varia entre 39 °C 40 °C e pode durar de uma a duas semanas.
Há relatos de dor de garganta em mais de 85% dos pacientes.

Mononucleose – transmissão

O EBV é transmitido através do contato direto com a saliva da boca de uma pessoa infectada ou outros fluidos corporais, como sangue. Também se espalha por contato sexual e transplante de órgãos.

A contaminação pode acontecer por tosse ou espirro, beijando ou compartilhando alimentos ou bebidas com alguém que tem mononucleose.

Pode acontecer dos sintomas passarem despercebidos pela pessoa infectada.

Mononucleose – tempo de incubação

O período de incubação do vírus é o período entre o momento em que a infecção é contraída e o início dos sintomas. Geralmente, leva de 4 a 8 semanas para que os sintomas se desenvolvam após a infecção.

Frequentemente, a mononucleose é precedida por três a cinco dias de alguns indícios sintomáticos, como dores de cabeça, fadiga e dores musculares.

A mononucleose pode continuar a ser contagiosa por 3 meses ou mais após o aparecimento dos primeiros sintomas.

Vírus Epstein-Barr

O vírus Epstein-Barr (EBV) é um membro da família herpes. É um dos vírus mais comuns causadores de infecção em seres humanos por todo o mundo. Uma vez a pessoa tendo sido infectada pelo EBV, ele permanece inativo no corpo pelo resto da vida.
Em casos raros, pode se reativar.

Pesquisadores tem investigado possíveis ligações entre o EBV e alguns tipo de câncer e doenças autoimunes.

Pessoas mais expostas a riscos de contaminação pelo EBV

Os grupos a seguir apresentam um risco maior de desenvolver mononucleose:

  • jovens entre 15 e 30 anos;
  • estudantes;
  • médicos residentes;
  • pessoal de enfermagem;
  • cuidadores;
  • usuários de medicamentos para supressão do sistema imunológico (pacientes transplantados).

Qualquer pessoa que regularmente entre em contato próximo com um grande número de pessoas corre um risco maior para a mononucleose.

É por isso que estudantes do ensino médio e universitários são frequentemente infectados.

Mononucleose – diagnóstico

Numa consulta médica, normalmente o profissional irá perguntar há quanto tempo a pessoa vem apresentando sintomas.

A idade é um dos principais fatores para o diagnóstico de mononucleose, juntamente com os sintomas mais comuns já citados.
O médico irá verificar a temperatura do indivíduo bem como as glândulas do pescoço, axilas e virilhas.
Também poderá verificar a parte superior esquerda do estômago para determinar se o baço se encontra aumentado.

O médico poderá solicitar um hemograma completo. Este exame de sangue ajudará a determinar a gravidade da doença. Irá possibilitar saber os níveis de várias células sanguíneas. Por exemplo, uma alta contagem de linfócitos geralmente é indicativo de uma infecção.

Uma contagem elevada de glóbulos brancos não pode confirmar uma infecção por EBV. Porém, o resultado sugere que é uma forte possibilidade.

Testes de laboratório

Os testes de laboratório são a segunda parte do diagnóstico médico.

Teste monospot

Uma das maneiras mais confiáveis de diagnosticar a mononucleose é o teste monospot. Esse exame de sangue detecta anticorpos que o sistema imunológico produz em resposta a elementos nocivos.

O monospot é um teste que não procura anticorpos específicos para o EBV.
Em vez disso, o teste determina os níveis de outro grupo de anticorpos que o corpo produz no caso de infecção por EBV.
Estes são chamados de anticorpos heterófilos.

Os resultados deste teste são os mais consistentes quando são realizados entre 2 e 4 semanas após o aparecimento dos sintomas.
Nesse período existem quantidades suficientes de anticorpos heterófilos para desencadear uma resposta positiva confiável.

Este teste nem sempre é totalmente preciso, mas é rápido. Os resultados geralmente ficam disponíveis em uma hora ou menos.

Teste de anticorpos EBV

Se o teste monospot der negativo, o médico poderá solicitar um teste de anticorpos EBV.
Este exame de sangue busca anticorpos específicos para o EBV.
É um teste com capacidade de detecção do EBV desde a primeira semana de aparecimento dos sintomas.
No entanto, a liberação dos resultados é mais demorado.

mononucleose

Mononucleose – tratamento

Não há tratamento específico para mononucleose. O médico pode prescrever um medicamento corticosteroide para reduzir a inflamação da garganta e amígdalas.
Os sintomas geralmente desaparecem sozinhos em 1 a 2 meses.
O médico deve ser comunicado pelo paciente no caso da piora dos sintomas ou no caso de dor abdominal intensa.

Remédios caseiros

O tratamento em casa visa aliviar os sintomas. Isso inclui o uso de medicamentos de venda livre (OTC) para reduzir a febre. São aconselháveis também a adoção de técnicas para alívio da dor de garganta, como gargarejos com água e sal.

Outras medidas caseiras que podem ajudar a aliviar os sintomas:

  • repousar bastante;
  • aumentar a hidratação, preferencialmente pela ingestão de água;
  • ingestão de caldo de galinha quente;
  • fortalecer o sistema imunológico através do consumo de alimentos anti-inflamatórios e ricos em antioxidantes. Isso inclui vegetais de folhas verdes, maçã, arroz integral e salmão;
  • uso de medicamentos de venda livre para controle da febre, como o paracetamol.

Não se administra aspirina a crianças ou adolescentes, pois isso pode levar à síndrome de Reye.
Essa síndrome é um distúrbio raro que pode causar danos cerebrais e hepáticos.

Mononucleose – complicações

A Mononucleose normalmente não é uma doença grave.
Em alguns casos, as pessoas que sofrem de mononucleose apresentam infecções secundárias. Exemplos: infecções na garganta, infecções nos seios nasais ou amigdalite.

Em casos raros, algumas pessoas podem desenvolver as seguintes complicações:

Baço aumentado

Em caso de comprometimento do baço, o indivíduo deve esperar ao menos 1 mês antes de realizar qualquer atividade vigorosa. O que inclui levantar objetos pesados ou praticar esportes de contato. Isso tudo para evitar o rompimento do baço, que pode estar inflamado pela infecção. O baço rompido em pessoas com mononucleose é raro, mas é uma emergência com risco de morte.

A ruptura do baço apresenta sinais característicos como dor aguda e repentina na parte superior esquerda do abdômen.

Hepatites

Ocasionalmente, podem ocorrer hepatites ou icterícia (amarelamento da pele e dos olhos) em indivíduos com mononucleose.

Complicações raras

De acordo com a Clínica Mayo, a mononucleose também pode causar algumas dessas complicações extremamente raras:

  • anemia, caracterizada pela diminuição na contagem de glóbulos vermelhos;
  • Trombocitopenia, que é uma diminuição das plaquetas, fundamentais ao processo de coagulação;
  • miocardite;
  • complicações relacionadas ao sistema nervoso, como meningite ou síndrome de Guillain-Barré;
  • amígdalas inflamadas a ponto de poderem obstruir a respiração.

Sintomas de longo prazo

Sintomas relacionados à mononucleose como fadiga, febre e dor de garganta geralmente duram algumas semanas.
Em casos raros, os sintomas podem surgir meses ou até anos depois.

O EBV, que geralmente é causador da mononucleose, permanece no corpo pelo resto da vida.
Geralmente está em estado inativo, mas o vírus pode se reativar.

Mononucleose em adultos

A mononucleose afeta principalmente as pessoas na adolescência e na década dos 20 anos.
Ocorre menos em adultos com mais de 30 anos de idade. Os adultos mais velhos com mononucleose geralmente têm febre, mas podem não ter outros sintomas, como dor de garganta, linfonodos inflamados ou aumento de volume do baço.

Mononucleose em crianças

As crianças podem se infectar com o EBV através do compartilhamento de utensílios ou copos ou por estarem perto de uma pessoa infectada que tosse ou espirra.

Crianças podem apresentar apenas sintomas leves. Sintomas como uma dor de garganta. Assim, uma mononucleose pode não ser diagnosticada.
Crianças com mononucleose devem lavar as mãos com frequência, principalmente após espirrar ou tossir.

Mononucleose em crianças muito pequenas

A maioria das pessoas se infecta com o EBV no início da vida.
As crianças pequenas podem ser infectadas pelo EBV através do compartilhamento de utensílios de cozinha ou copos.
Elas também podem ser infectadas ao colocar brinquedos na boca compartilhados com crianças portadoras de mononucleose.

A presença de febre e dor de garganta, pode acabar sendo confundida com resfriado ou gripe.

Mononucleose recorrente

Em casos raros, a mononucleose pode levar a uma condição crônica da doença. Esta é uma condição séria na qual os sintomas da mononucleose persistem por mais de 6 meses.

Conclusão

Os sintomas da mononucleose raramente duram mais de 4 meses.
A maioria dos indivíduos que têm mononucleose se recupera dentro de 2 a 4 semanas.
O EBV estabelece permanece inativo por toda a vida nas células do sistema imunológico do corpo.
Em alguns casos muito raros, as pessoas portadoras do vírus podem vir a desenvolver o linfoma de Burkitt ou o carcinoma nasofaríngeo.
Ambos são cânceres raros.
O EBV parece desempenhar um papel no desenvolvimento desses cânceres.
No entanto, o EBV provavelmente não é a única causa.

Fontes: USPharmacist, Healthline, Mayo Clinic
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