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Descoberta pode revolucionar o tratamento de câncer de boca

Descoberta pode revolucionar o tratamento de câncer de boca

tratamento de câncer de bocaDevido a sua alta taxa de mortalidade, o tratamento de câncer de boca vem ganhando importância nos países em desenvolvimento.

Uma equipe internacional de cientistas espera que sua mais recente descoberta possa trazer uma importante contribuição.

Pesquisadores da Universidade de Otago, Nova Zelândia, e do Instituto de Estatística da Índia (ISI), Kolkata, revelaram algo surpreendente.
Descobriram marcadores epigenéticos. Eles são distintamente diferentes em tecidos de câncer de boca em comparação com os tecidos saudáveis adjacentes em pacientes analisados.

O co-autor Dr. Aniruddha Chatterjee, do Departamento de Patologia da Otago, diz que esses biomarcadores estão fortemente associados à sobrevivência do paciente.

Epigenética* é um mecanismo poderoso capaz de alterar a expressão gênica em células cancerígenas sem alterações na sequência do DNA. A epigenética avalia a expressão dos genes. Dependendo da expressão, pode vir a causar ou não progressão tumoral. Trazemos uma sucinta explicação sobre o que é epigenética ao final desta publicação.

Pesquisadores brasileiros recentemente já descobriram uma outra assinatura prognóstica do câncer bucal.

Marcadores epigenéticos – esperança de tratamento de câncer de boca

“O estudo de marcadores epigenéticos é relativamente novo e está sendo cada vez mais pesquisado. É um dos primeiros estudos a identificar marcadores epigenéticos no câncer de boca . Foram utilizadas abordagens de ponta”, afirma o pesquisador. É o primeiro a lançar esperança para o tratamento de câncer de boca em seu estágio mais inicial.

Para o estudo, publicado na revista Epigenomics, a equipe recrutou 16 pacientes com câncer de boca na Índia. Eram fumantes de tabaco ou mastigadores de tabaco, ou de hábitos mistos. Coletaram amostras de tecido tumoral e tecido adjacente normal. De acordo com o relatório de 2019 da Índia contra o câncer, dos 300 mil casos de câncer de boca associados ao tabaco detectados globalmente, 86% são daquele país.

Marcadores epigenéticos – identificação

Inicialmente as amostras de DNA foram isoladas. Os pesquisadores então identificaram regiões com perfis epigenéticos alterados nas células tumorais em comparação com as células normais.

Eles analisaram um mecanismo epigenético, a metilação do DNA, que se refere à adição de grupos metil ao DNA, como marcadores. O modo como esses marcadores são organizados pode ditar a expressão de genes e a disseminação de células anormais.

“Ao validar em uma coorte maior de câncer, mostramos que um subconjunto desses biomarcadores está significativamente associado ao mau prognóstico dos pacientes”.  Afirmou o pesquisador.

Descoberta precoce – salva vidas

As descobertas podem ajudar a salvar milhares de vidas identificando as células cancerígenas precocemente.

Diagnósticos mais precoces são o melhor tratamento de câncer de boca.

Diagnóstico tardio = mau prognóstico

O diagnóstico tardio é o problema-chave associado à alta taxa de mortalidade de câncer de boca nos países em desenvolvimento.

O grupo ficou surpreso ao encontrar diferenças tão distintas nos tecidos de câncer de boca, em comparação com o tecido saudável adjacente dos mesmos pacientes.

“Nós também ficamos surpresos ao ver que moléculas pequenas, chamadas de microRNA, sofriam modificações. Elas sofriam modificações químicas (metiladas ou desmetiladas) nos tumores de fumantes ou mastigadores de tabaco ou mistas.”

O que sugere que a intervenção terapêutica pode ser diferente nos pacientes. O que irá depender da forma como o tabaco foi usado”, (mastigado ou fumado) de acordo com a pesquisa.

Encontrar a intervenção terapêutica mais adequada à necessidade de cada paciente se mostra como estratégia mais eficaz no tratamento de câncer de boca.

O que é a epigenética*

A epigenética busca compreender como alterações na expressão de genes ocorrem sem alterações nas letras do alfabeto do DNA (ATCG).

Suponhamos que a sequência de DNA que possuímos em nossas células, seja como o texto de um manual de instruções.
Um manual que explica como fazer todos os diferentes órgãos e tecidos que formam nosso corpo.

A epigenética seria como se alguém utilizasse um pacote de marcadores de texto e usasse diferentes cores para marcar as partes do texto de maneiras diferentes.
Por exemplo, eu poderia usar o marcador de cor verde para marcar partes do texto que precisam ser lidas com mais cuidado. E o marcador de cor vermelha para marcar partes que não são tão importantes.

Segundo a epigenética as células possuíam a mesma informação (mesma sequência de DNA, constituição de genes, etc). Porém, algumas dessas informações são utilizadas e outras não.
É como se nas células os marcadores com a cor vermelha e verde fossem utilizados de maneira diferente.

Marcas epigenéticas

As marcas epigenéticas são flexíveis e podem mudar ou surgir durante nossa vida em resposta a influências externas. Muitos traumas como stress, passar fome ou ainda fatores externos como metais pesados, pesticidas, fumo de tabaco, radioatividade, bactérias e a alimentação podem influenciar em nosso desenvolvimento.

Gêmeos com diferentes marcas epigenéticas

Alterações nas marcas em nosso DNA, resultam na alteração da expressão dos nossos genes e às vezes resultam em doenças. Isso também explica porque gêmeos idênticos, apesar de possuírem a mesma sequência de DNA, são diferentes. A diferente exposição e o contato com o ambiente resulta em diferentes marcas epigenéticas. Essas marcas podem ser diferentes em cada um dos irmãos, resultando nas diferenças que observamos em cada um deles.

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Fontes: Epigenomics, Unicamp, EureKalert

 

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HTLV-1: primo do HIV, perigoso e se espalha de forma silenciosa

A infecção pelo vírus da leucemia de células T humanas tipo 1 (HTLV-1) não causa sintomas na grande maioria das pessoas infectadas. No entanto, pode levar a doenças graves em alguns de seus portadores.

O que é o HTLV-1?

O HTLV-1, um vírus que infecta as células T, um tipo de glóbulo branco que faz parte do nosso sistema imunológico.
O HTLV também é conhecido como vírus linfotrópico de células T humanas.

O HTLV-1 não causa a síndrome da imunodeficiência adquirida ou a AIDS. No entanto, é o mesmo tipo de vírus que o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a AIDS, e se espalha da mesma maneira.

Entre 5 milhões e 20 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas pelo HTLV-1. A infecção é mais comum em partes do sul do Japão, Caribe, África Subsaariana, Oriente Médio, América do Sul, Papua Nova Guiné e Austrália central.

Na Austrália, o HTLV-1 é uma grande preocupação para os aborígines e para o povo do Estreito de Torres.
Em algumas comunidades aborígenes remotas, quase metade da população carrega o vírus.

Como alguém pode contrair o HTLV-1?

O HTLV-1 pode ser adquirido de uma pessoa infectada por:

  • transfusão de sangue ou transplante de órgãos;
  • compartilhando agulhas;
  • contato sexual;
  • amamentação.

O HTLV-1 não se transmite através de abraços ou beijos ou mesmo do compartilhamento de um copo, por exemplo.

Problemas causados pelo HTLV-1

Uma vez uma pessoa tendo sido infectada pelo HTLV-1, o vírus não afetará necessariamente sua saúde.
A maioria das pessoas com HTLV-1 não apresentam nenhum sintoma.

Mas cerca de 1 em 20 pessoas desenvolvem uma das duas condições graves:

A infecção pelo HTLV-1 também pode causar outras condições, como uma doença pulmonar chamada bronquiectasia e condições que afetam a pele, olhos e glândula tireoide.

Leucemia / Linfoma de células T do adulto

A leucemia / linfoma de células T do adulto é um tipo de câncer causado por glóbulos brancos que se multiplicam de forma anormal e rapidamente. Pode afetar o sangue (leucemia) ou os linfonodos (linfoma).

A leucemia / linfoma de células T do adulto desenvolve:

  • em 1 em 30 ou 40 pessoas infectadas pelo HTLV-1
  • principalmente em pessoas que se infectaram quando bebês
  • geralmente décadas depois que a infecção é adquirida

Alguns tipos de leucemia / linfoma de células T do adulto desenvolvem-se muito rapidamente enquanto outros se desenvolvem muito mais lentamente.

Os sintomas geralmente incluem:

  • gânglios linfáticos inchados
  • fadiga
  • erupção cutânea
  • náusea e vomito
  • febres e suores

HTLV-1 associado à mielopatia/paraparesia espástica tropical

Cerca de 1 em 100 pessoas com infecção pelo HTLV-1 desenvolverá esta doença crônica do sistema nervoso que afeta a medula espinhal. Geralmente afeta apenas pessoas com mais de 40 anos.

Os sintomas incluem:

  • fraqueza muscular progressiva nas pernas
  • rigidez muscular e espasmos
  • dor na região lombar
  • incapacidade de controlar sua bexiga ou intestino

Diagnóstico do HTLV-1

A infecção pelo HTLV-1 geralmente é diagnosticada usando um exame de sangue para detectar anticorpos contra o vírus.

Como muitas pessoas não apresentam sintomas, algumas só sabem que estão carregando o vírus quando o sangue está sendo testado por outras razões. Centros de doadores de sangue australianos vêm testando sangue para infecção por HTLV-1 há 25 anos.

Tratamento do HTLV-1

A infecção pelo HTLV-1 é uma condição vitalícia. Não há tratamento específico se você tiver o vírus e estiver bem.

Se o portador não estiver bem, no entanto, o tratamento está disponível e o mesmo deve conversar com seu médico:

Se é diagnosticado com leucemia / linfoma de células T do adulto, existem muitas opções de tratamento, incluindo medicamentos antivirais, quimioterapia e transplantes de células-tronco.

Se o portador for acometido por uma das condições causadoras de doença crônica no sistema nervoso, há muitas maneiras de controlar e aliviar sintomas específicos.

Prevenção do HTLV-1

Pode-se reduzir o risco de transmitir ou se contaminar com o vírus do HTLV-1 tomando os seguintes cuidados:

  • seguir práticas sexuais seguras, como usar preservativo
  • não compartilhar agulhas

Uma vez o portador tendo ciência de sua condição, pode reduzir a chance de transmitir o vírus para o bebê evitando a amamentação.

Fonte: healthdirect Australia

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Câncer de laringe: conheça os principais sintomas

Como é do conhecimento de todos, a laringe é parte da garganta encontrada na entrada da traqueia. Ela desempenha um papel importante na respiração e fala.

No Reino Unido, são diagnosticados mais de 2.000 novos casos de câncer de laringe a cada ano.

A condição é mais comum em pessoas com mais de 60 anos.
É mais comum em homens do que em mulheres.

Sintomas do câncer de laringe

Os principais sintomas indicativos de câncer de laringe são:

  • Rouquidão
  • Dor ou dificuldade ao engolir
  • Presença de um caroço ou inchaço na região do pescoço
  • Tosse por tempo prolongado
  • Dor de garganta ou de ouvido persistente
  • Dificuldade em respirar (casos graves)

Algumas pessoas também podem apresentar mau hálito, falta de ar, um ruído agudo de respiração ofegante ao respirar, perda de peso inexplicável ou fadiga (cansaço extremo).

Quando procurar ajuda médica

A persistência de alguns dos sintomas informados anteriormente por mais de 3 semanas recomendam o encaminhamento do paciente para consulta a um especialista médico.

Esses sintomas geralmente são causados por condições menos graves, como a laringite, mas é uma boa ideia fazer com que eles sejam verificados e descartada a possibilidade de um carcinoma.

Causas do câncer de laringe

Não está claro exatamente o que causa o câncer de laringe, mas o risco de contrair a doença aumenta nas seguintes condições:

  • Fumantes
  • Ingestão regular de grandes quantidades de álcool
  • Histórico familiar de câncer de cabeça e pescoço
  • Hábitos alimentares pouco saudáveis
  • Exposição a determinados produtos químicos e substâncias, tais como amianto e pó de carvão

A adoção de um estilo de vida saudável, incluindo a não ingestão de álcool e o consumo de cigarro, podem reduzir significativamente as chances do desenvolvimento de câncer de laringe.

Câncer de laringe – Tratamento

Os principais tratamentos para o câncer de laringe são radioterapia, cirurgia e quimioterapia.

A radioterapia ou mesmo a cirurgia para remoção das células cancerígenas da laringe muitas vezes podem curar o câncer se tiver havido um diagnóstico precoce.

Se o câncer estiver avançado, uma combinação de cirurgia para remoção de parte ou toda a laringe, radioterapia e quimioterapia são possibilidades adotadas.

Uma cirurgia para remoção da laringe poderá implicar na perda da capacidade de fala ou da respiração da maneira habitual. Em vez disso, o paciente irá respirar através de um orifício permanente em seu pescoço (estoma) e precisará de tratamento adicional para ajudar a restaurar sua capacidade de fala.

Isso pode incluir a necessidade de um implante de um dispositivo eletrônico na garganta que possibilite a produção de som.

Perspectivas

A perspectiva para o câncer de laringe depende da extensão da sua extensão, tempo de diagnóstico e tratamento adotado.

Felizmente, a maioria dos cânceres laríngeos é diagnosticada em um estágio inicial, o que significa que a perspectiva é geralmente melhor do que alguns outros tipos de câncer.

Em geral, cerca de 70% das pessoas terão expectativa de vida de pelo menos 5 anos após o diagnóstico e cerca de 60% a expectativa será de pelo menos 10 anos.

Se o paciente acometido de câncer de laringe for fumante e parar de fumar após o diagnóstico, implicará em aumento da sua expectativa de vida.

Fontes: NHS, National Cancer Institute

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Câncer de boca: os primeiros sinais e o tratamento

Câncer de boca: os primeiros sinais e o tratamento

Toda doença que tem como característica o crescimento celular descontrolado, gerando células anormais neoplásicas e com a capacidade de invadir outros órgãos, é chamada de câncer. Quando acomete a cavidade bucal e os lábios, recebe o nome específico de câncer de boca.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 15.490 novos casos de câncer de boca são diagnosticados por ano no Brasil, o que torna a doença um problema de saúde pública.

“As regiões mais afetadas são a parte posterior da língua, o assoalho bucal, as bochechas, as gengivas, o céu da boca e a região de trígono retromolar, aquela que fica atrás dos dentes molares”, lista Carina Esteves Duarte (CRO-SP 95983), cirurgiã-dentista de paciente oncológico no Hospital do Coração de São Paulo (HCorOnco) e doutora em patologia e estomatologia.

Doença silenciosa

Os sintomas do câncer de boca, como será visto a seguir, são sutis. Por isso, é comum que a doença seja detectada em um estágio avançado, segundo Carina. “Provavelmente por ser indolor e pela falta de informação, as pessoas demoram mais para procurar um profissional”, conta.

O oncologista Artur Malzyner (CRM-SP 20456), consultor científico da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein, lembra que, quanto mais inicial o estágio em que o câncer seja diagnosticado, maiores as chances de cura.

“Ao notar qualquer um dos sintomas, deve-se consultar um cirurgião-dentista especializado em estomatologia, um otorrino ou um clínico geral. Não é preciso esperar um conjunto de sintomas. Apenas um, isoladamente, já é motivo suficiente”, afirma o oncologista.

Dada a sua gravidade e importância nos dias de hoje, vamos voltar a comentar hoje sobre o câncer de boca, com foco nos principais sintomas e tratamento.

Como sabemos, o câncer bucal pode afetar os lábios e o interior da cavidade oral.

Dentro da boca, devem ser observados gengivas, bochechas, céu da boca e língua (e a região embaixo dela).

Deve-se ter especial atenção quanto à presença de um ou mais dos seguintes sinais:

  • Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias
  • Manchas e placas vermelhas ou esbranquiçadas em língua, gengivas, céu da boca e bochecha
  • Nódulos (caroços) no pescoço
  • Rouquidão persistente
  • Dificuldade na mastigação e ao engolir
  • Limitações para falar
  • Sensação de que há algo preso na garganta
  • Pessoas com maior risco para o desenvolvimento do câncer bucal (fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas) deve-se ter uma atenção redobrada.

Tratamento

Se diagnosticados no início e tratados da maneira adequada, a maioria dos casos desse tipo de tumor (80%) tem cura. Geralmente, o tratamento envolve cirurgia e/ou radioterapia. A avaliação do profissional, conforme cada caso, vai decidir qual a melhor estratégia.

Essas armas podem, aliás, ser usadas de forma isolada ou associadas. Tanto a rádio quanto as cirurgias apresentam bons resultados em lesões iniciais. Em alguns casos, a quimioterapia também entra em cena.

Fonte: Instituto Oncoguia
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Tratar periodontite melhora condição de pacientes com cirrose hepática

Os tratamentos para as doenças gengivais podem ajudar a reduzir a inflamação e as toxinas no sangue e ainda melhorar a função cognitiva dos pacientes com cirrose hepática. A conclusão consta de um estudo recentemente publicado na revista científica American Journal of Physiology – Gastrointestinal and Liver Physiology.

Já vários estudos tinham demonstrado que os pacientes com cirrose sofrem alterações na microbiota intestinal e salivar, o que pode levar ao desenvolvimento de periodontite e maior risco de complicações relacionadas com a cirrose hepática. Além disso, a comunidade científica já conseguiu demonstrar que os pacientes com cirrose têm níveis de inflamação mais altos em todo o organismo.

Estudo

No âmbito do estudo agora publicado, os pesquisadores contaram com muitos voluntários com cirrose e periodontite que foram divididos em dois grupos: um dos grupos recebeu tratamentos para a periodontite, no caso limpezas dentárias e remoção de placa bacteriana dos dentes e das gengivas; e o outro não recebeu qualquer tipo de tratamento para a periodontite.

Todos os pacientes foram submetidos a análises de sangue e saliva, assim como a testes para medir a função cognitiva, tanto antes como 30 dias depois do tratamento.

Os resultados agora publicados mostram, segundo os pesquisadores,é que “a cavidade oral pode servir de tratamento para reduzir a inflamação e a endotoxemia metabólica em pacientes com cirrose”. Conheça o estudo em detalhe aqui.

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Pacientes com medo de dentista: como tranquilizá-los

Pacientes com medo de dentista: como tranquilizá-los

A odontofobia ou medo dos tratamento dentários afeta, em maior ou menor medida, um número considerável de pessoas.

Sendo assim, saber tratar adequadamente um paciente com medo do dentista é uma competência básica que todo o odontólogo deve ter. Sem dúvida, o nosso trabalho é mais fácil e produtivo quando conseguimos que os nossos pacientes fiquem tranquilos e relaxados. Neste artigo, são apresentadas algumas sugestões ou recomendações para tranquilizar as pessoas que comparecem às consultas.

Por que motivo as pessoas têm medo de ir ao dentista?

As causas desses medos podem ser muito diversas, mas algumas das mais comuns são:

  • Más experiências passadas. Os instrumentos e procedimentos na área na odontologia evoluíram muito nos últimos anos, mas algumas pessoas ainda têm lembranças desagradáveis de situações vividas em tempos passados.
  • Sensação de “perda de controle”. A posição do paciente no consultório do dentista pode fazer com que se sinta vulnerável ou sem controle da situação.
  • Medo da dor (geralmente em pessoas com um limiar de dor particularmente baixo).
  • Timidez, vergonha ou sensação de invasão da intimidade pessoal.

Ansiedade, medo e fobia

Quando falamos de medo do dentista, estamos nos referindo a diferentes graus de apreensão ou temor que é conveniente saber diferenciar:

A ansiedade é um sentimento de preocupação, geralmente motivada por algo que o paciente desconhece ou não consegue controlar.

Falamos de medo quando reagimos a um perigo, situação muitas vezes ligada a experiências negativas anteriores.

A fobia implica um temor mais intenso que, geralmente, levará o paciente a evitar ou adiar a visita ao dentista.

As vantagens de uma boa comunicação

É claro que estes medos podem ser consideravelmente amenizados através de uma boa comunicação entre o dentista e o paciente. Nesse sentido, valem as seguintes dicas:

  1. Perguntar ao paciente se está bem, se há algo que o preocupa ou se gostaria de nos perguntar ou esclarecer algo. Demonstrar empatia é também uma boa maneira de tranquilizar o paciente.
  2. Manter sempre uma atitude amável, próxima e profissional.
  3. Informar o paciente sobre todos os passos do procedimento e responder a qualquer dúvida que ele possa ter. Pode ser muito útil recorrer a desenhos ou fotografias para explicar o que for necessário.
  4. Não menosprezar os medos do paciente. É recomendável considerar que se trata de uma situação normal em que podemos contribuir com a nossa ajuda.
  5. Sempre que for possível, sugerir pausas, descanso e, inclusive, alternativas nos tratamentos ou exames. É conveniente indicar ao paciente de que modo nos pode avisar quando precisar que interrompamos o procedimento. Isto irá contribuir para diminuir o sentimento de perda de controle que muitas pessoas acham especialmente angustiante.

A tecnologia: uma grande aliada

Sem dúvida, os progressos técnicos na área da odontologia permitem intervenções mais precisas e menos dolorosas, procedimentos mais curtos e um maior controle por parte de dentistas e pacientes. Recursos como a sedação consciente podem também ser uma grande ajuda em certos casos. Mesmo coisas simples, como uma turbina menos ruidosa, podem contribuir para tranquilizar o paciente e diminuir os seus medos.

Como criar um ambiente agradável para o paciente

Muitas vezes, o próprio ambiente do consultório pode contribuir para aumentar a ansiedade do paciente. Assim, certos odores, ruídos ou a simples visão de alguns equipamentos ou instrumentos podem desencadear sensações de desagrado ou inquietação nos pacientes.

Assim, uma música relaxante, um ambiente com um aroma agradável e um mobiliário atrativo podem ajudar a tranquilizar o paciente e, de certo modo, abstraí-lo do ambiente que habitualmente é associado a uma clínica. Uma pintura ou gravura bem escolhida pode também ser úteis para tornar o ambiente mais atrativo e menos desafiador para o paciente.

Evidentemente, algo tão simples como manter uma conversa agradável, em tom descontraído, também contribui muito para estabelecer um bom vínculo e laço de confiança entre paciente e dentista.

Crianças com medo do dentista

Segundo vários estudos, até 30% das crianças terão medo das visitas ao dentista. Seja por receio do desconhecido ou por medos transmitidos por outras pessoas (até mesmo pelos próprios pais, consciente ou inconscientemente), muitas crianças experimentam ansiedade nestas situações. No entanto, realizar um bom tratamento dos pacientes infantis é uma grande oportunidade para conseguir que se tornem adultos com boa saúde bucal e sem medo do dentista.

Como no caso de outros pacientes, é importante criar um ambiente descontraído e agradável no consultório, assim como explicar de um modo simples em que vai consistir o procedimento. Desenhos ou fotografias podem ser uma grande ajuda nas nossas explicações, fazendo a criança participar no nosso trabalho e permitindo que conheça melhor o seu próprio corpo.

As consultas com crianças são também uma boa oportunidade para lhes ensinar bons hábitos de higiene dental. Neste sentido, oferecer a eles um pequeno presente relacionado com a odontologia pode contribuir para a sua motivação e, ao mesmo tempo, fazê-las sorrir.

Conclusão

Em resumo, cabe aos profissionais de odontologia fazer com que seus pacientes estejam tão tranquilos e relaxados quanto possível no consultório. Isso irá evitar que as visitas ao dentista sejam motivo de ansiedade injustificada ou que o paciente as adie indefinidamente, com o risco que isso acarreta para a sua própria saúde.

Também para o dentista, sem dúvida, é mais fácil trabalhar com um paciente descontraído. E, claro, um paciente tranquilo tem mais probabilidades de se tornar um paciente satisfeito.

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O que é a tal síndrome da ardência bucal?

Síndrome da boca ardente é uma condição mal compreendida que provoca uma sensação de queimação na língua ou boca.

A dor e desconforto causados pela síndrome da ardência bucal (SAB) são frequentemente recorrentes. Enquanto SAB é complicada de tratar, existem medidas que os pacientes podem tomar para reduzir seu desconforto.

A Síndrome da Ardência Bucal (SAB): como se manifesta

A SAB provoca uma sensação repentina de queimação, queimaduras ou formigamento na boca. Pode ocorrer em qualquer área da boca, incluindo a língua, bochechas e o céu da boca.

Algumas pessoas experimentam SAB diariamente por longos períodos de tempo, enquanto outras pessoas só a experimentam periodicamente.

SAB é uma condição rara, ocorrendo em menos de 2% da população. Como os profissionais da saúde conhecem relativamente pouco sobre essa condição, pode à princípio ser difícil diagnosticar e tratar.

Sintomas

As pessoas que apresentam SAB relatam uma sensação de escaldamento, formigamento ou queimação ocorrendo na boca. A gravidade desses sintomas varia entre os indivíduos.

A dor ou a queimadura podem durar de algumas horas a alguns dias. Também pode começar de repente, desaparecer e recomeçar vários meses depois.

Algumas pessoas que têm SAB podem sentir um aumento de dor ao longo do dia, enquanto outras sentem algum alívio ao comer ou beber.

Sintomas adicionais podem incluir:

  • dormência
  • boca seca
  • gosto alterado na boca

Tipos

A SAB pode ser classificada por sua causa ou sintomas.

Existem três tipos diferentes de SAB com base em seus sintomas:

  • Tipo 1: a pessoa acorda sem queimação, mas os sintomas aumentam ao longo do dia. Pessoas com diabetes que experimentam SAB provavelmente têm esse tipo.
  • Tipo 2: As pessoas apresentam sintomas persistentes durante o dia, mas não apresentam sintomas à noite. Isso muitas vezes coincide com a ansiedade crônica.
  • Tipo 3: Os sintomas são intermitentes e podem estar relacionados a alergias alimentares.

Causas

Quando a SAB é classificada por causa, ela é considerada primária ou secundária.

A SAB principal não possui uma causa identificável, enquanto a SAB secundária está vinculado a uma condição subjacente.

Algumas das possíveis condições subjacentes que podem causar a SAB incluem:

  • alergias
  • desequilíbrios hormonais
  • boca seca
  • refluxo ácido
  • infecções na boca
  • medicações
  • deficiências nutricionais em ferro ou zinco
  • ansiedade
  • diabetes

As mulheres mais velhas são mais propensas a desenvolver síndrome de ardor na boca do que as mulheres mais jovens devido a desequilíbrios hormonais. Em mulheres mais velhas, esse desequilíbrio é em grande parte devido à falta de estrogênio.

Diagnóstico

Diagnosticar a SAB envolve a exclusão de condições subjacentes ou outros problemas que possam estar causando os sintomas. Para fazer isso, o dentista ou médico começará analisando o histórico médico e os medicamentos atuais da pessoa.

O profissional também pode precisar realizar uma variedade de testes, incluindo:

  • swabs orais
  • biópsia
  • exames de sangue
  • teste de fluxo de saliva
  • teste de imagem
  • teste de alergia

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo de SAB que o paciente possui e se há alguma causa subjacente.

A SAB primária pode ser difícil de tratar, pois não tem uma causa conhecida. No entanto, o paciente pode tentar reduzir a gravidade dos sintomas:

  • evitar alimentos ácidos ou picantes
  • reduzir o estresse
  • evitar quaisquer outros alimentos conhecidos desencadeadores de crises
  • praticar regularmente atividade física
  • mudar o creme dental
  • evitar enxaguatórios bucais contendo álcool
  • chupar lascas de gelo para amenizar a inflamação
  • evitar o álcool se o mesmo desencadeia sintomas
  • beber líquidos frios ao longo do dia
  • parar de fumar
  • adotar uma dieta balanceada
  • verificar medicamentos que possam agir como gatilhos de crises

Os sintomas da SAB secundária geralmente desaparecem quando a causa subjacente é tratada.

Quando o refluxo ácido está causando a SAB, um médico pode prescrever antiácidos ou bloqueadores de bomba de prótons (ex: omeprazol), bem como recomendar algumas mudanças na dieta.

Infecções bucais provavelmente exigirão medicação ou antibióticos para tratar a infecção. Em algumas situações. O SAB deve resolver após o término do tratamento.

Quando o paciente tem boca seca, o dentista ou médico pode sugerir a ingestão de suplementos vitamínicos e outras medidas que possam contribuir para uma melhora na produção de saliva.

É importante obter um diagnóstico adequado para tratar e gerenciar os sintomas da SAB efetivamente.

Considerações finais

A síndrome da boca ardente pode ser dolorosa e irritante. Infelizmente, essa condição imprevisível pode durar vários meses e pode ocorrer novamente.

A SAB não causará mais complicações, mas o paciente ainda deve conversar com seu dentista sobre seus sintomas.​

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Líquen Plano Bucal: o que é, suas causas e tratamento

O líquen plano bucal é uma inflamação crônica do revestimento interior da boca que provoca o surgimento de lesões brancas ou avermelhadas muito dolorosas, sendo semelhantes a aftas.

Uma vez que esta alteração da boca é causada pelo próprio sistema imunológico da pessoa, não pode ser transmitida, não existindo risco de contaminação através de beijos ou partilha de talheres, por exemplo.

O líquen plano na boca não tem cura, mas os sintomas podem ser aliviados e controlados com o tratamento adequado, que geralmente é feito com pasta de dentes especial ou corticoides.

Principais sintomas

  • Manchas esbranquiçadas na boca;
  • Manchas inchadas, vermelhas e dolorosas;
  • Feridas abertas na boca, semelhantes a aftas;
  • Sensação de queimação na boca;
  • Sensibilidade excessiva para comida quente, ácida ou picante;
  • Inflamação das gengivas;
  • Dificuldade para falar, mastigar ou engolir.
  • As manchas do líquen plano bucal são mais comuns na parte de dentro das bochechas, na língua, no céu da boca e nas gengivas.

O que pode causar o Líquen Plano Bucal

Ainda não é conhecida a verdadeira causa do líquen plano na boca, no entanto, as pesquisas mais recentes indicam que pode ser um problema provocado pelo próprio sistema imune da pessoa, que começa a produzir células de defesa para atacar as células que fazem parte do revestimento da boca.

No entanto, em algumas pessoas, é possível que o líquen plano também seja causado por uso de alguns medicamentos, pancadas na boca, infecções ou alergia, por exemplo.

Tratamento

O tratamento é feito apenas para aliviar os sintomas e evitar o surgimento das manchas na boca, por isso, nos casos em que o líquen plano não provoca qualquer incômodo, pode não ser necessário fazer qualquer tipo de tratamento.

Já quando é necessário, o tratamento pode incluir o uso de:

  • Pasta de dentes sem laurilsulfato de sódio: é um tensoativo que pode causar irritação da boca;
  • Gel de camomila: ajuda a aliviar a irritação da boca e pode ser aplicado diariamente nos locais afetados;
  • Remédios corticoides, como Triancinolona: pode ser usado sob a forma de comprimido, gel ou enxaguante e alivia rapidamente os sintomas. No entanto, só deve ser usado durante crises para evitar os efeitos secundários dos corticoides;
  • Remédios imunossupressores, como Tacrolimo ou Pimecrolimo: diminuem a ação do sistema imune, aliviando os sintomas e evitando as manchas.

Recomendação Importante

Durante o tratamento também e que o paciente mantenha uma rotina de consultas regulares a seu dentista.
Importante também a realização de exames suplementares para identificar sinais precoces de câncer, uma vez que pessoas com feridas de líquen plano na boca têm maiores chances de desenvolver câncer bucal.

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Descoberta que pode revolucionar o tratamento das cáries

Descoberta que pode revolucionar o tratamento das cáries

É possível que as obturações e o tratamento de canal nos dentes virem coisa do passado a partir da descoberta de cientistas britânicos da King’s College. Em estudo publicado no periódico científico Nature, eles testaram um medicamento para o tratamento do mal de Alzheimer contra as cáries e obtiveram bons resultados.

Estimulando células-tronco da região, a droga, chamada de tideglusib, promoveu a regeneração natural dos dentes. Esse fármaco basicamente gerou mais dentina, que como sabemos é a parte do dente alvo das cáries.

 Reparação total

Nos testes com ratos, os cientistas inseriram pequenas esponjas biodegradáveis de colágeno com o tideglusib nas cavidades. Em seis semanas, os danos estavam reparados e os dentes intactos.

Segundo disse Paul Sharpe, um dos autores do estudo, ao jornal Telegraph, a medicação já passou por testes clínicos, o que aceleraria sua chegada aos consultórios dos dentistas. Mesmo assim, outras pesquisas ainda serão necessárias para confirmar o poder restaurador dessa droga.​

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Descoberta que pode levar a uma nova forma de tratar a periodontite

Pesquisadores do Reino Unido descobriram que o conjunto de micro-organismos que habitam a saliva humana é amplamente determinada pelas características do ambiente. O estudo, publicado recentemente no mBio®, uma revista de acesso aberto da Sociedade Americana de Microbiologia, mostra que influências ambientais precoces desempenham um papel muito maior do que a genética humana na formação do microbioma salivar – o grupo de organismos que desempenham um papel crucial na saúde bucal de outras partes do organismo humano.

“Está se tornando cada vez mais conhecida a relação existente entre nossos microbiomas e nossa saúde e isso é razão suficiente para se aprofundar no seu estudo, como esses micro-organismos chegaram lá e o papel que desempenham”, diz Adam P. Roberts, professor sênior em quimioterapia antimicrobiana na Escola de Medicina Tropical de Liverpool. Roberts liderou o estudo no UCL Eastman Dental Institute. Liam Shaw, estudante de pós-graduação do UCL Genetics Institute, acrescenta: “A cavidade bucal é naturalmente colonizada por centenas de espécies bacterianas, que impedem os agentes patogênicos externos de estabelecer um ponto de apoio, mas também podem vir a causar doenças orais”.

A equipe de pesquisa queria saber como o microbioma salivar se estabelece e quais são os principais responsáveis pelo mix de bactérias encontrado lá. O colega de Roberts, o imunologista da UCL Andrew M. Smith, teve acesso a um conjunto único de amostras – DNA e saliva de uma família judaica que vivia em vários lares espalhados por quatro cidades em três continentes. Isso permitiu que a equipe calculasse o quanto da variação observada nos microbiomas salivares é devida à genética do hospedeiro e quanto é devido ao meio ambiente.

Como os membros da família são judeus ultraortodoxos, eles compartilham dietas culturais e estilos de vida que controlam muitos fatores aleatórios. Além disso, como o DNA dos membros da família já havia sido sequenciado para o nível de mudanças únicas no código do DNA, a equipe de pesquisa tinha uma medida única e precisa de sua relação genética.

Em seguida, Shaw e a equipe sequenciaram as assinaturas de DNA bacteriano presentes em amostras de saliva de 157 membros da família e 27 controles judaicos não relacionados. Em todas as amostras, eles encontraram o núcleo do microbioma salivar formado por bactérias dos gêneros Streptococcus, Rothia, Neisseria e Prevotella.

Para descobrir o que poderia estar gerando diferenças nas espécies bacterianas, Shaw e a equipe usaram métodos estatísticos adotados da ecologia para determinar quais fatores são os responsáveis pela maior variação. Ao comparar fatores como o domicílio, a cidade, a idade e o parentesco genético, o fator que determinou quem compartilhava os micróbios de saliva mais semelhantes era predominantemente doméstico.

Conclusão

“O que isso nos diz é que o contato e o compartilhamento de micróbios que ocorrem no próprio ambiente local é o que determina as diferenças entre os indivíduos”, diz Shaw.

Cônjuges e pais e filhos menores de 10 anos que moram juntos tinham os microbiomas de saliva mais semelhantes. “O contato nem precisa ser íntimo, como beijar”, diz Roberts. “As mãos dos indivíduos estão cobertas de saliva e estão tocando tudo na casa.” Crianças menores de 10 anos tiveram mais bactérias semelhantes aos seus pais do que crianças mais velhas, talvez refletindo que as crianças mais velhas estão se tornando “indivíduos mais independentes”, diz Roberts.

A equipe também analisou cuidadosamente se o parentesco genético impulsionou a composição do microbioma da saliva. Quando usaram uma medida de parentesco baseada apenas nas relações entre as árvores genealógicas, viram um efeito pequeno, mas estatisticamente significativo. No entanto, quando usaram a informação da sequência genética, uma medida mais precisa do parentesco, o efeito desapareceu. Em outras palavras, a genética de uma pessoa praticamente não desempenhou nenhum papel na formação de seus micróbios salivares.

Este estudo mostra que os ambientes compartilhados durante a educação desempenham um papel importante na determinação de qual comunidade de bactérias é estabelecida. E a partir do conhecimento de que o ambiente compartilhado determina o microbioma, diz Roberts, pode nos dar a capacidade de modulá-lo um dia.

Tratamento da periodontite numa perspectiva futura

Ele aponta para o exemplo da periodontite, uma doença infecciosa incrivelmente comum e frequentemente debilitante associada a um microbioma alterado. “Uma vez que conhecidos os membros do microbioma que são responsáveis pela saúde, nosso comportamento cotidiano pode mudar para mudar nosso microbioma favoravelmente.”

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