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Tratar periodontite melhora condição de pacientes com cirrose hepática

Os tratamentos para as doenças gengivais podem ajudar a reduzir a inflamação e as toxinas no sangue e ainda melhorar a função cognitiva dos pacientes com cirrose hepática. A conclusão consta de um estudo recentemente publicado na revista científica American Journal of Physiology – Gastrointestinal and Liver Physiology.

Já vários estudos tinham demonstrado que os pacientes com cirrose sofrem alterações na microbiota intestinal e salivar, o que pode levar ao desenvolvimento de periodontite e maior risco de complicações relacionadas com a cirrose hepática. Além disso, a comunidade científica já conseguiu demonstrar que os pacientes com cirrose têm níveis de inflamação mais altos em todo o organismo.

Estudo

No âmbito do estudo agora publicado, os pesquisadores contaram com muitos voluntários com cirrose e periodontite que foram divididos em dois grupos: um dos grupos recebeu tratamentos para a periodontite, no caso limpezas dentárias e remoção de placa bacteriana dos dentes e das gengivas; e o outro não recebeu qualquer tipo de tratamento para a periodontite.

Todos os pacientes foram submetidos a análises de sangue e saliva, assim como a testes para medir a função cognitiva, tanto antes como 30 dias depois do tratamento.

Os resultados agora publicados mostram, segundo os pesquisadores,é que “a cavidade oral pode servir de tratamento para reduzir a inflamação e a endotoxemia metabólica em pacientes com cirrose”. Conheça o estudo em detalhe aqui.

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Pacientes com medo de dentista: como tranquilizá-los

Pacientes com medo de dentista: como tranquilizá-los

A odontofobia ou medo dos tratamento dentários afeta, em maior ou menor medida, um número considerável de pessoas.

Sendo assim, saber tratar adequadamente um paciente com medo do dentista é uma competência básica que todo o odontólogo deve ter. Sem dúvida, o nosso trabalho é mais fácil e produtivo quando conseguimos que os nossos pacientes fiquem tranquilos e relaxados. Neste artigo, são apresentadas algumas sugestões ou recomendações para tranquilizar as pessoas que comparecem às consultas.

Por que motivo as pessoas têm medo de ir ao dentista?

As causas desses medos podem ser muito diversas, mas algumas das mais comuns são:

  • Más experiências passadas. Os instrumentos e procedimentos na área na odontologia evoluíram muito nos últimos anos, mas algumas pessoas ainda têm lembranças desagradáveis de situações vividas em tempos passados.
  • Sensação de “perda de controle”. A posição do paciente no consultório do dentista pode fazer com que se sinta vulnerável ou sem controle da situação.
  • Medo da dor (geralmente em pessoas com um limiar de dor particularmente baixo).
  • Timidez, vergonha ou sensação de invasão da intimidade pessoal.

Ansiedade, medo e fobia

Quando falamos de medo do dentista, estamos nos referindo a diferentes graus de apreensão ou temor que é conveniente saber diferenciar:

A ansiedade é um sentimento de preocupação, geralmente motivada por algo que o paciente desconhece ou não consegue controlar.

Falamos de medo quando reagimos a um perigo, situação muitas vezes ligada a experiências negativas anteriores.

A fobia implica um temor mais intenso que, geralmente, levará o paciente a evitar ou adiar a visita ao dentista.

As vantagens de uma boa comunicação

É claro que estes medos podem ser consideravelmente amenizados através de uma boa comunicação entre o dentista e o paciente. Nesse sentido, valem as seguintes dicas:

  1. Perguntar ao paciente se está bem, se há algo que o preocupa ou se gostaria de nos perguntar ou esclarecer algo. Demonstrar empatia é também uma boa maneira de tranquilizar o paciente.
  2. Manter sempre uma atitude amável, próxima e profissional.
  3. Informar o paciente sobre todos os passos do procedimento e responder a qualquer dúvida que ele possa ter. Pode ser muito útil recorrer a desenhos ou fotografias para explicar o que for necessário.
  4. Não menosprezar os medos do paciente. É recomendável considerar que se trata de uma situação normal em que podemos contribuir com a nossa ajuda.
  5. Sempre que for possível, sugerir pausas, descanso e, inclusive, alternativas nos tratamentos ou exames. É conveniente indicar ao paciente de que modo nos pode avisar quando precisar que interrompamos o procedimento. Isto irá contribuir para diminuir o sentimento de perda de controle que muitas pessoas acham especialmente angustiante.

A tecnologia: uma grande aliada

Sem dúvida, os progressos técnicos na área da odontologia permitem intervenções mais precisas e menos dolorosas, procedimentos mais curtos e um maior controle por parte de dentistas e pacientes. Recursos como a sedação consciente podem também ser uma grande ajuda em certos casos. Mesmo coisas simples, como uma turbina menos ruidosa, podem contribuir para tranquilizar o paciente e diminuir os seus medos.

Como criar um ambiente agradável para o paciente

Muitas vezes, o próprio ambiente do consultório pode contribuir para aumentar a ansiedade do paciente. Assim, certos odores, ruídos ou a simples visão de alguns equipamentos ou instrumentos podem desencadear sensações de desagrado ou inquietação nos pacientes.

Assim, uma música relaxante, um ambiente com um aroma agradável e um mobiliário atrativo podem ajudar a tranquilizar o paciente e, de certo modo, abstraí-lo do ambiente que habitualmente é associado a uma clínica. Uma pintura ou gravura bem escolhida pode também ser úteis para tornar o ambiente mais atrativo e menos desafiador para o paciente.

Evidentemente, algo tão simples como manter uma conversa agradável, em tom descontraído, também contribui muito para estabelecer um bom vínculo e laço de confiança entre paciente e dentista.

Crianças com medo do dentista

Segundo vários estudos, até 30% das crianças terão medo das visitas ao dentista. Seja por receio do desconhecido ou por medos transmitidos por outras pessoas (até mesmo pelos próprios pais, consciente ou inconscientemente), muitas crianças experimentam ansiedade nestas situações. No entanto, realizar um bom tratamento dos pacientes infantis é uma grande oportunidade para conseguir que se tornem adultos com boa saúde bucal e sem medo do dentista.

Como no caso de outros pacientes, é importante criar um ambiente descontraído e agradável no consultório, assim como explicar de um modo simples em que vai consistir o procedimento. Desenhos ou fotografias podem ser uma grande ajuda nas nossas explicações, fazendo a criança participar no nosso trabalho e permitindo que conheça melhor o seu próprio corpo.

As consultas com crianças são também uma boa oportunidade para lhes ensinar bons hábitos de higiene dental. Neste sentido, oferecer a eles um pequeno presente relacionado com a odontologia pode contribuir para a sua motivação e, ao mesmo tempo, fazê-las sorrir.

Conclusão

Em resumo, cabe aos profissionais de odontologia fazer com que seus pacientes estejam tão tranquilos e relaxados quanto possível no consultório. Isso irá evitar que as visitas ao dentista sejam motivo de ansiedade injustificada ou que o paciente as adie indefinidamente, com o risco que isso acarreta para a sua própria saúde.

Também para o dentista, sem dúvida, é mais fácil trabalhar com um paciente descontraído. E, claro, um paciente tranquilo tem mais probabilidades de se tornar um paciente satisfeito.

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O que é a tal síndrome da ardência bucal?

Síndrome da boca ardente é uma condição mal compreendida que provoca uma sensação de queimação na língua ou boca.

A dor e desconforto causados pela síndrome da ardência bucal (SAB) são frequentemente recorrentes. Enquanto SAB é complicada de tratar, existem medidas que os pacientes podem tomar para reduzir seu desconforto.

A Síndrome da Ardência Bucal (SAB): como se manifesta

A SAB provoca uma sensação repentina de queimação, queimaduras ou formigamento na boca. Pode ocorrer em qualquer área da boca, incluindo a língua, bochechas e o céu da boca.

Algumas pessoas experimentam SAB diariamente por longos períodos de tempo, enquanto outras pessoas só a experimentam periodicamente.

SAB é uma condição rara, ocorrendo em menos de 2% da população. Como os profissionais da saúde conhecem relativamente pouco sobre essa condição, pode à princípio ser difícil diagnosticar e tratar.

Sintomas

As pessoas que apresentam SAB relatam uma sensação de escaldamento, formigamento ou queimação ocorrendo na boca. A gravidade desses sintomas varia entre os indivíduos.

A dor ou a queimadura podem durar de algumas horas a alguns dias. Também pode começar de repente, desaparecer e recomeçar vários meses depois.

Algumas pessoas que têm SAB podem sentir um aumento de dor ao longo do dia, enquanto outras sentem algum alívio ao comer ou beber.

Sintomas adicionais podem incluir:

  • dormência
  • boca seca
  • gosto alterado na boca

Tipos

A SAB pode ser classificada por sua causa ou sintomas.

Existem três tipos diferentes de SAB com base em seus sintomas:

  • Tipo 1: a pessoa acorda sem queimação, mas os sintomas aumentam ao longo do dia. Pessoas com diabetes que experimentam SAB provavelmente têm esse tipo.
  • Tipo 2: As pessoas apresentam sintomas persistentes durante o dia, mas não apresentam sintomas à noite. Isso muitas vezes coincide com a ansiedade crônica.
  • Tipo 3: Os sintomas são intermitentes e podem estar relacionados a alergias alimentares.

Causas

Quando a SAB é classificada por causa, ela é considerada primária ou secundária.

A SAB principal não possui uma causa identificável, enquanto a SAB secundária está vinculado a uma condição subjacente.

Algumas das possíveis condições subjacentes que podem causar a SAB incluem:

  • alergias
  • desequilíbrios hormonais
  • boca seca
  • refluxo ácido
  • infecções na boca
  • medicações
  • deficiências nutricionais em ferro ou zinco
  • ansiedade
  • diabetes

As mulheres mais velhas são mais propensas a desenvolver síndrome de ardor na boca do que as mulheres mais jovens devido a desequilíbrios hormonais. Em mulheres mais velhas, esse desequilíbrio é em grande parte devido à falta de estrogênio.

Diagnóstico

Diagnosticar a SAB envolve a exclusão de condições subjacentes ou outros problemas que possam estar causando os sintomas. Para fazer isso, o dentista ou médico começará analisando o histórico médico e os medicamentos atuais da pessoa.

O profissional também pode precisar realizar uma variedade de testes, incluindo:

  • swabs orais
  • biópsia
  • exames de sangue
  • teste de fluxo de saliva
  • teste de imagem
  • teste de alergia

Tratamento

O tratamento dependerá do tipo de SAB que o paciente possui e se há alguma causa subjacente.

A SAB primária pode ser difícil de tratar, pois não tem uma causa conhecida. No entanto, o paciente pode tentar reduzir a gravidade dos sintomas:

  • evitar alimentos ácidos ou picantes
  • reduzir o estresse
  • evitar quaisquer outros alimentos conhecidos desencadeadores de crises
  • praticar regularmente atividade física
  • mudar o creme dental
  • evitar enxaguatórios bucais contendo álcool
  • chupar lascas de gelo para amenizar a inflamação
  • evitar o álcool se o mesmo desencadeia sintomas
  • beber líquidos frios ao longo do dia
  • parar de fumar
  • adotar uma dieta balanceada
  • verificar medicamentos que possam agir como gatilhos de crises

Os sintomas da SAB secundária geralmente desaparecem quando a causa subjacente é tratada.

Quando o refluxo ácido está causando a SAB, um médico pode prescrever antiácidos ou bloqueadores de bomba de prótons (ex: omeprazol), bem como recomendar algumas mudanças na dieta.

Infecções bucais provavelmente exigirão medicação ou antibióticos para tratar a infecção. Em algumas situações. O SAB deve resolver após o término do tratamento.

Quando o paciente tem boca seca, o dentista ou médico pode sugerir a ingestão de suplementos vitamínicos e outras medidas que possam contribuir para uma melhora na produção de saliva.

É importante obter um diagnóstico adequado para tratar e gerenciar os sintomas da SAB efetivamente.

Considerações finais

A síndrome da boca ardente pode ser dolorosa e irritante. Infelizmente, essa condição imprevisível pode durar vários meses e pode ocorrer novamente.

A SAB não causará mais complicações, mas o paciente ainda deve conversar com seu dentista sobre seus sintomas.​

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Líquen Plano Bucal: o que é, suas causas e tratamento

O líquen plano bucal é uma inflamação crônica do revestimento interior da boca que provoca o surgimento de lesões brancas ou avermelhadas muito dolorosas, sendo semelhantes a aftas.

Uma vez que esta alteração da boca é causada pelo próprio sistema imunológico da pessoa, não pode ser transmitida, não existindo risco de contaminação através de beijos ou partilha de talheres, por exemplo.

O líquen plano na boca não tem cura, mas os sintomas podem ser aliviados e controlados com o tratamento adequado, que geralmente é feito com pasta de dentes especial ou corticoides.

Principais sintomas

  • Manchas esbranquiçadas na boca;
  • Manchas inchadas, vermelhas e dolorosas;
  • Feridas abertas na boca, semelhantes a aftas;
  • Sensação de queimação na boca;
  • Sensibilidade excessiva para comida quente, ácida ou picante;
  • Inflamação das gengivas;
  • Dificuldade para falar, mastigar ou engolir.
  • As manchas do líquen plano bucal são mais comuns na parte de dentro das bochechas, na língua, no céu da boca e nas gengivas.

O que pode causar o Líquen Plano Bucal

Ainda não é conhecida a verdadeira causa do líquen plano na boca, no entanto, as pesquisas mais recentes indicam que pode ser um problema provocado pelo próprio sistema imune da pessoa, que começa a produzir células de defesa para atacar as células que fazem parte do revestimento da boca.

No entanto, em algumas pessoas, é possível que o líquen plano também seja causado por uso de alguns medicamentos, pancadas na boca, infecções ou alergia, por exemplo.

Tratamento

O tratamento é feito apenas para aliviar os sintomas e evitar o surgimento das manchas na boca, por isso, nos casos em que o líquen plano não provoca qualquer incômodo, pode não ser necessário fazer qualquer tipo de tratamento.

Já quando é necessário, o tratamento pode incluir o uso de:

  • Pasta de dentes sem laurilsulfato de sódio: é um tensoativo que pode causar irritação da boca;
  • Gel de camomila: ajuda a aliviar a irritação da boca e pode ser aplicado diariamente nos locais afetados;
  • Remédios corticoides, como Triancinolona: pode ser usado sob a forma de comprimido, gel ou enxaguante e alivia rapidamente os sintomas. No entanto, só deve ser usado durante crises para evitar os efeitos secundários dos corticoides;
  • Remédios imunossupressores, como Tacrolimo ou Pimecrolimo: diminuem a ação do sistema imune, aliviando os sintomas e evitando as manchas.

Recomendação Importante

Durante o tratamento também e que o paciente mantenha uma rotina de consultas regulares a seu dentista.
Importante também a realização de exames suplementares para identificar sinais precoces de câncer, uma vez que pessoas com feridas de líquen plano na boca têm maiores chances de desenvolver câncer bucal.

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Descoberta que pode revolucionar o tratamento das cáries

Descoberta que pode revolucionar o tratamento das cáries

É possível que as obturações e o tratamento de canal nos dentes virem coisa do passado a partir da descoberta de cientistas britânicos da King’s College. Em estudo publicado no periódico científico Nature, eles testaram um medicamento para o tratamento do mal de Alzheimer contra as cáries e obtiveram bons resultados.

Estimulando células-tronco da região, a droga, chamada de tideglusib, promoveu a regeneração natural dos dentes. Esse fármaco basicamente gerou mais dentina, que como sabemos é a parte do dente alvo das cáries.

 Reparação total

Nos testes com ratos, os cientistas inseriram pequenas esponjas biodegradáveis de colágeno com o tideglusib nas cavidades. Em seis semanas, os danos estavam reparados e os dentes intactos.

Segundo disse Paul Sharpe, um dos autores do estudo, ao jornal Telegraph, a medicação já passou por testes clínicos, o que aceleraria sua chegada aos consultórios dos dentistas. Mesmo assim, outras pesquisas ainda serão necessárias para confirmar o poder restaurador dessa droga.​

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Descoberta que pode levar a uma nova forma de tratar a periodontite

Pesquisadores do Reino Unido descobriram que o conjunto de micro-organismos que habitam a saliva humana é amplamente determinada pelas características do ambiente. O estudo, publicado recentemente no mBio®, uma revista de acesso aberto da Sociedade Americana de Microbiologia, mostra que influências ambientais precoces desempenham um papel muito maior do que a genética humana na formação do microbioma salivar – o grupo de organismos que desempenham um papel crucial na saúde bucal de outras partes do organismo humano.

“Está se tornando cada vez mais conhecida a relação existente entre nossos microbiomas e nossa saúde e isso é razão suficiente para se aprofundar no seu estudo, como esses micro-organismos chegaram lá e o papel que desempenham”, diz Adam P. Roberts, professor sênior em quimioterapia antimicrobiana na Escola de Medicina Tropical de Liverpool. Roberts liderou o estudo no UCL Eastman Dental Institute. Liam Shaw, estudante de pós-graduação do UCL Genetics Institute, acrescenta: “A cavidade bucal é naturalmente colonizada por centenas de espécies bacterianas, que impedem os agentes patogênicos externos de estabelecer um ponto de apoio, mas também podem vir a causar doenças orais”.

A equipe de pesquisa queria saber como o microbioma salivar se estabelece e quais são os principais responsáveis pelo mix de bactérias encontrado lá. O colega de Roberts, o imunologista da UCL Andrew M. Smith, teve acesso a um conjunto único de amostras – DNA e saliva de uma família judaica que vivia em vários lares espalhados por quatro cidades em três continentes. Isso permitiu que a equipe calculasse o quanto da variação observada nos microbiomas salivares é devida à genética do hospedeiro e quanto é devido ao meio ambiente.

Como os membros da família são judeus ultraortodoxos, eles compartilham dietas culturais e estilos de vida que controlam muitos fatores aleatórios. Além disso, como o DNA dos membros da família já havia sido sequenciado para o nível de mudanças únicas no código do DNA, a equipe de pesquisa tinha uma medida única e precisa de sua relação genética.

Em seguida, Shaw e a equipe sequenciaram as assinaturas de DNA bacteriano presentes em amostras de saliva de 157 membros da família e 27 controles judaicos não relacionados. Em todas as amostras, eles encontraram o núcleo do microbioma salivar formado por bactérias dos gêneros Streptococcus, Rothia, Neisseria e Prevotella.

Para descobrir o que poderia estar gerando diferenças nas espécies bacterianas, Shaw e a equipe usaram métodos estatísticos adotados da ecologia para determinar quais fatores são os responsáveis pela maior variação. Ao comparar fatores como o domicílio, a cidade, a idade e o parentesco genético, o fator que determinou quem compartilhava os micróbios de saliva mais semelhantes era predominantemente doméstico.

Conclusão

“O que isso nos diz é que o contato e o compartilhamento de micróbios que ocorrem no próprio ambiente local é o que determina as diferenças entre os indivíduos”, diz Shaw.

Cônjuges e pais e filhos menores de 10 anos que moram juntos tinham os microbiomas de saliva mais semelhantes. “O contato nem precisa ser íntimo, como beijar”, diz Roberts. “As mãos dos indivíduos estão cobertas de saliva e estão tocando tudo na casa.” Crianças menores de 10 anos tiveram mais bactérias semelhantes aos seus pais do que crianças mais velhas, talvez refletindo que as crianças mais velhas estão se tornando “indivíduos mais independentes”, diz Roberts.

A equipe também analisou cuidadosamente se o parentesco genético impulsionou a composição do microbioma da saliva. Quando usaram uma medida de parentesco baseada apenas nas relações entre as árvores genealógicas, viram um efeito pequeno, mas estatisticamente significativo. No entanto, quando usaram a informação da sequência genética, uma medida mais precisa do parentesco, o efeito desapareceu. Em outras palavras, a genética de uma pessoa praticamente não desempenhou nenhum papel na formação de seus micróbios salivares.

Este estudo mostra que os ambientes compartilhados durante a educação desempenham um papel importante na determinação de qual comunidade de bactérias é estabelecida. E a partir do conhecimento de que o ambiente compartilhado determina o microbioma, diz Roberts, pode nos dar a capacidade de modulá-lo um dia.

Tratamento da periodontite numa perspectiva futura

Ele aponta para o exemplo da periodontite, uma doença infecciosa incrivelmente comum e frequentemente debilitante associada a um microbioma alterado. “Uma vez que conhecidos os membros do microbioma que são responsáveis pela saúde, nosso comportamento cotidiano pode mudar para mudar nosso microbioma favoravelmente.”

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Tratamento da periodontite pode auxiliar na diminuição da pressão arterial

Tratar a periodontite pode ajudar a diminuir a pressão arterial, de acordo com um estudo recentemente publicado. O estudo realizado na Universidade de Guangzhou, na China, revela que tratar as doenças periodontais pode ajudar pacientes com potencial para o desenvolvimento de quadros hipertensivos.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores partiram de uma amostragem de 107 mulheres e homens chineses com mais de 18 anos com pressão arterial no limiar mais elevado da normalidade e que foram divididos em dois grupos – um recebeu tratamentos convencionais e outro recebeu tratamentos intensivos.

O tratamento padrão incluiu instruções de higiene oral básicas e limpeza dentária com remoção da placa bacteriana subgengival. O tratamento intensivo, por sua vez, incluiu o tratamento padrão assim como uma limpeza profunda com anestesia local, tratamento com antibióticos e extrações dentárias nos casos em que foi necessário.

Resultado: números expressivos

De acordo com os autores do estudo, um mês após o tratamento, a pressão arterial sistólica estava três pontos mais baixa que inicialmente no caso dos pacientes que receberam o tratamento intensivo. Na pressão arterial diastólica não se registaram alterações. Três meses depois do tratamento, a pressão arterial sistólica tinha baixado oito pontos e a pressão arterial diastólica diminuiu quatro pontos. Seis meses depois, a diminuição da pressão arterial sistólica chegou aos 13 pontos e aos 10 pontos no caso da pressão arterial diastólica.

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Tratamento das ATMs: melhores resultados em uma abordagem multidisciplinar

sintomas de DTMAs DTM consistem num grupo de patologias que afetam os músculos mastigatórios, a ATM e estruturas relacionadas. São disfunções músculo esqueléticas do sistema estomatognático que se estima afetem mais de 25% da população. Habitualmente se manifestam por um ou mais dos seguintes sinais ou sintomas: ruído articular, limitações de mobilidade mandibular, dor muscular e/ou articular. Muito frequentemente estão também associadas a outros sintomas que afetam a região orofacial e cervical, como cefaleias, sintomas relacionados com o ouvido e disfunções da coluna cervical.

O tratamento de pacientes com DTM deverá envolver uma equipe multidisciplinar. Médicos Dentistas e estomatologistas (entre outras especialidades), psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas deverão trabalhar numa dinâmica interdisciplinar desde a definição de um diagnóstico diferencial que possibilite identificar a etiologia da disfunção potencializando os resultados clínicos nestes pacientes.

Tratamento – opções disponíveis

O tratamento conservador e não invasivo é considerado como o de eleição numa fase inicial, considerando que a sintomatologia é habitualmente reduzida através da utilização conjunta de goteiras oclusais, fisioterapia, sessões de fonoaudiologia e terapia farmacológica. A American Academy of Craniomandibular Disorders recomenda a Fisioterapia como um importante tratamento para pacientes com DTM. O Fisioterapeuta que se dedica à reabilitação da DTM deverá ter uma formação pós-graduada adequada.

Assim, a intervenção da Fisioterapia tem como objetivos diminuir a dor músculoesquelética, promover o relaxamento muscular, reduzir a hiperatividade muscular, melhorar o controlo e função muscular e maximizar a mobilidade articular. O Fisioterapeuta deverá basear a sua intervenção numa avaliação cuidadosa e a utilização de diversas estratégias e metodologias de intervenção.

A utilização de meios eletro físicos (ultra-som, micro-ondas, laser), eletro-analgésicos (TENS, correntes interferenciais, biofeedback) podem ser uma opção, no entanto a evidência mais recente aponta a terapia manual (técnicas articulares, neurodinâmicas e musculares,…) e o exercício terapêutico para a correção postural, educação e auto-regulação do paciente como métodos mais eficientes de tratamento.

No que diz respeito à intervenção específica em doentes com DTM e/ou dor Orofacial, o Fisioterapeuta poderá intervir com abordagem direta da articulação temporomandibular. No entanto, na maioria dos pacientes, esta intervenção é insuficiente pelo que a intervenção na coluna cervical e/ou torácica e/ou correção postural deve ser integrada no plano de tratamento.

A terapia da fala tem igualmente um papel fundamental na intervenção com pessoas com DTM. Com a definição de um diagnóstico diferencial existem casos cujas funções como mastigação, fala, respiração, deglutição e sucção poderão estar na base da DTM ou contribuir para a sua prevalência no tempo.

Assim, a identificação através de uma avaliação específica destas funções e a definição de um plano de intervenção específico permitirá uma melhor reeducação das funções do sistema estomatognático, fundamental para o seu equilíbrio e logo para a qualidade de vida do paciente.

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Nevralgia do trigêmeo: um novo tratamento a caminho

nevralgiaUm grupo de cientistas suíços desenvolveu um tratamento que pode ajudar a reduzir os efeitos da nevralgia do trigêmeo, uma patologia crônica que afeta um nervo craniano e que se caracteriza por causar dores severas na face e nos dentes dos pacientes. Trata-se de uma substância – inibidora dos canais de sódio – que ajuda a inibir as dores e que, segundo os pesquisadores, é bem tolerada pelos pacientes.

O estudo agora publicado na revista científica Lancet Neurology informa que o tratamento em fase de desenvolvimento poderá proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes que sofrem desta doença crônica que os leva a sentir dor ao toque em atividades tão rotineiras como ao se barbear, fazer a maquiagem, falar e até mesmo escovar os dentes.

No caso da nevralgia do trigêmeo acredita-se que os danos ao nervo estejam na base do crânio, região de difícil acesso para aplicação de medicações pela via injetável e que, por esse motivo, faz com que o tratamento da doença se restrinja à administração de fármacos.

Novos ensaios

O tratamento agora desenvolvido pelos pesquisadores foi testado num ensaio clínico e, segundo os cientistas, é bem tolerado pelos pacientes, uma vez que não causa efeitos secundários como cansaço e problemas de concentração, como via de regra acontece com os fármacos habitualmente utilizados. “Iremos agora testar a nova substância em um público alvo maior durante a próxima fase do estudo, o que irá comprovar se de fato este tratamento representa uma nova esperança no alívio da dor”, refere Dominik Ettlin, um dos cientistas envolvidos no estudo.

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O Temperamento das crianças pode pode estar relacionado ao sucesso na sedação com óxido nitroso

mascara de óxido nitroso em criançaO óxido nitroso é frequentemente utilizado na sedação de pacientes infantis quando submetidos a tratamentos dentários com o objetivo de que isso facilite a cooperação das criança nos tratamentos. Ainda assim, em alguns pacientes este tipo de sedação não é eficaz. Agora, uma equipe de pesquisadores pode ter descoberto um dos fatores pode vir a explicar o motivo dessa ineficácia: o temperamento da criança.

O estudo foi publicado na revista científica ‘Anesthesia Progress’ e revela que o temperamento da criança desempenha um papel importante no sucesso deste tipo de procedimento, que se mostrou mais eficaz em crianças, por exemplo, que apresentam melhores níveis de concentração.

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram 48 crianças que receberam tratamentos dentários de restauração que exigiram a administração de anestesia local com óxido nitroso. Por outro lado, para avaliar o temperamento das crianças, os seus responsáveis foram convidados a responder um questionário.

Os resultados agora publicados mostram que a taxa de sucesso da sedação foi de cerca de 85,4%, sem evidências de que a idade, gênero ou tipo de tratamento estivessem associados com o resultado final.

Crianças que mantém o foco respondem mais facilmente à sedação

Contudo, os resultados revelaram que o sucesso deste tipo de sedação estava significativamente relacionada com a capacidade de manter a concentração durante um longo período de tempo. Além disso, aquelas crianças que mesmo quando aborrecidas facilmente retornavam ao estado de calma ou com níveis de frustração baixos também foram consideradas mais fáceis de tratar.

No decorrer do procedimento odontológico, verificou-se maior índice de sucesso entre as crianças que apresentaram maior capacidade de manter o foco de forma mais persistente, ainda que muitas vezes isso seja uma tarefa difícil.

O estudo está disponível aos interessados neste link.

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