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Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

Tudo o que você precisa saber sobre o câncer oral

câncer oral

O câncer oral pode aparecer em qualquer lugar da boca. Incluindo o interior das bochechas e gengivas.
É considerado um tipo de câncer de cabeça e pescoço.

Frequentemente, o câncer oral faz parte da categoria de câncer de boca e orofaringe.
O câncer de orofaringe afeta a parte posterior da boca e o revestimento da garganta.

De acordo com a American Cancer Society (ACS), as estatísticas estimam em 53.000 o número de americanos com diagnóstico de câncer oral em 2019.

A idade média no diagnóstico é de 62 anos.
No entanto, cerca de 25% dos casos ocorrem antes dos 55 anos.
É mais comum atingir homens do que mulheres.

Câncer oral – Sintomas

Nos estágios iniciais, geralmente não há sinais evidentes.

Fumantes e alcoolistas devem fazer exames regulares com o dentista. Isso porque cigarro e o álcool em excesso são fatores de risco para o câncer oral.

O dentista é normalmente o profissional que primeiro poderá detectar sinais iniciais desse tipo de câncer.

Lesões pré-cancerosas

Sinais iniciais do câncer oral em desenvolvimento:

Leucoplasia

Leucoplasia é uma mancha ou placa branca, com bordas irregulares, firmemente aderida à mucosa da boca.
É uma lesão pré-maligna, geralmente causada pelos hábitos deletérios de fumo e etilismo.
A lesão com características proliferativa (aumenta de tamanho) possui 70 a 100% de risco de se transformar em um carcinoma de células escamosas.

Líquen Plano Oral

No líquen plano existem áreas de linhas brancas com uma borda avermelhada, possivelmente com ulceração.

Muitas lesões orais podem ser pré-cancerosas. Elas não significam necessariamente que o indivíduo terá câncer. No entanto, é importante que o paciente converse com o seu dentista sobre quaisquer alterações que ocorram na boca.

O monitoramento das alterações pode ajudar a detectar o câncer de boca nos seus estágios iniciais. E no começo, é muito mais fácil de tratar.

câncer oral

Câncer

O desenvolvimento do câncer gera o aparecimento dos seguintes sintomas:

  • Manchas no revestimento da boca ou língua. São geralmente vermelhas ou brancas;
  • Sangramento, dor ou dormência na boca;
  • Úlceras ou feridas na boca que não cicatrizam;
  • Nódulo ou espessamento das gengivas ou revestimento da boca;
  • Dentes soltos sem motivo aparente;
  • Dentaduras mal ajustadas;
  • Mandíbula inflamada;
  • Dor de garganta ou sensação de que algo está preso na garganta;
  • Voz rouca;
  • Dificuldade em mastigar ou engolir;
  • Dificuldade em mover a língua ou mandíbula.

A presença de um desses sintomas não significa necessariamente que o indivíduo tenha câncer oral. Porém, vale a pena consultar um dentista para um diagnóstico.

Câncer oral – Tratamento

O tratamento irá variar conforme algumas condições:

  • Localização, estágio e tipo do câncer;
  • O estado geral de saúde do indivíduo;
  • Preferências do paciente.

Existem muitas opções de tratamento. Como descritas a seguir.

Cirurgia

Uma cirurgia pode ser recomendada para remoção do tumor e também uma margem de tecido saudável ao seu redor.

A cirurgia pode implicar na remoção das seguintes estruturas:

  • Parte da língua;
  • Parte do maxilar;
  • Nódulos linfáticos.

Caso o procedimento cause alteração significativa da aparência da pessoa ou sua capacidade de falar ou comer, uma cirurgia reconstrutiva pode ser necessária.

Radioterapia

O câncer bucal é sensível à radioterapia. Esse tratamento utiliza raios X de alta energia ou partículas de radiação para danificar o DNA dentro das células tumorais. Isso destrói sua capacidade de reprodução.

Os efeitos adversos da radioterapia:

  • Cárie dental;
  • Aftas;
  • Sangramento gengival;
  • Rigidez da mandíbula;
  • Fadiga;
  • Reações da pele, como queimaduras.

O tratamento provavelmente será mais eficaz em pessoas que não fumam ou já deixaram de fumar.

Um indivíduo com câncer oral em estágio inicial pode ser tratado com radioterapia.
Porém, a combinação desse com outros tratamentos podem reduzir a progressão ou recorrência do câncer com mais eficiência.

Quimioterapia

Se o câncer é generalizado, o médico pode recomendar a combinação da quimioterapia com a radioterapia.

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos poderosos que danificam o DNA das células cancerígenas. Os medicamentos minam a capacidade das células de se reproduzir e se espalhar.

Os medicamentos quimioterápicos destroem as células cancerígenas. Porém, também podem danificar tecidos saudáveis. Isso pode levar a sérios efeitos adversos.

Dentre os efeitos adversos, estão:

  • Cansaço excessivo;
  • Náusea e vômitos;
  • Queda de cabelo;
  • Diminuição da resistência imunológica;
  • Risco aumentado de infecções.

Esses efeitos geralmente desaparecem após o término do tratamento.

Terapia de hipertermia

Técnica recente onde o médico promove o aquecimento da área acima da temperatura normal para danificar e matar células cancerígenas.

Esta técnica também pode aumentar a sensibilidade das células cancerígenas à radioterapia.

Estágios

O estágio do câncer refere-se à medida do quanto ele se espalhou pelo organismo.

Nos estágios iniciais, pode haver células pré-cancerosas que podem eventualmente se tornar cancerígenas.

Às vezes, isso é chamado de câncer no estágio 0 ou carcinoma in situ.

  • O câncer localizado é aquele que afeta apenas uma área e não se espalhou para outros tecidos;
  • O câncer regional é aquele que se espalhou para os tecidos próximos.
  • O câncer distante é aquele que se espalhou para outras partes do corpo. Por exemplo, os pulmões ou o fígado.

Complicações

O câncer bucal e seu tratamento podem levar a uma série de complicações.

As complicações após a cirurgia incluem o risco de:

  • Sangramento;
  • Infecção;
  • Dor;
  • Dificuldade em comer e engolir.

A longo prazo podem surgir os seguintes problemas:

  • Estreitamento da artéria carótida: Isso pode resultar da radioterapia e pode levar a problemas cardiovasculares;
  • Problemas dentais: podem surgir se a cirurgia mudar o formato da boca e da mandíbula;
  • Disfagia ou dificuldade em engolir: Isso pode dificultar a ingestão de alimentos e aumentar o risco de inalação de alimentos e infecções como consequência;
  • Problemas na fala: alterações na língua, lábios e outras características orais podem afetar a fala;
  • Problemas de saúde mental: Depressão, irritabilidade, frustração e ansiedade podem surgir.

Participar de um grupo de apoio local ou on-line pode ser útil. Esse contato oferece a oportunidade de conhecer pessoas com experiências semelhantes.

Câncer oral – Causas

O câncer acontece a partir de uma alteração genética no organismo que resulta no crescimento de células sem controle.
À medida que essas células indesejadas continuam a crescer, elas formam um tumor.
Com o tempo, as células podem migrar para outras partes do corpo.

Cerca de 90% dos cânceres de boca são carcinoma espinocelular.
Eles têm início nas células escamosas que revestem os lábios e o interior da boca.

Fatores de risco

Não se sabe exatamente por que essas mudanças acontecem. Porém, alguns fatores de risco parecem elevar a chance para o desenvolvimento do câncer de boca.

Existem evidências de que estes são fatores que elevam o risco:

  • Hábito de fumar;
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Histórico de infecções prévias por HPV, especialmente o HPV tipo 16;
  • Histórico prévio de câncer de cabeça e pescoço.

Outros fatores de risco para o câncer bucal:

  • Exposição excessiva a raios ultravioleta;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Radioterapia prévia para cabeça, pescoço ou ambos;
  • Exposição a certos produtos químicos, especialmente amianto, ácido sulfúrico e formaldeído;
  • Ferimentos antigos que não cicatrizam;
  • Exposição ao calor excessivo de bebidas quentes, como o chimarrão.

Dietas saudáveis com muitas frutas e legumes frescos podem reduzir o risco.

Câncer oral – Diagnóstico

Na presença de sinais indicativos de câncer oral, o que o médico pode fazer:

  • Perguntar sobre os sintomas;
  • Realizar um exame físico;
  • Saber do histórico pessoal e familiar do paciente.

Se o câncer de boca é uma possibilidade, pode-se recomendar uma biópsia. É um exame onde se coleta uma pequena amostra do tecido para verificar a existência de células cancerígenas.

Se a biópsia revelar câncer bucal, a etapa seguinte será determinar o estágio.

Testes para identificar o estágio do câncer:

  • Endoscopia: exame no qual se pode verificar se o câncer se espalhou e, em caso afirmativo, até que ponto;
  • Testes de imagem: um raio-X dos pulmões, por exemplo, mostrará se o câncer atingiu essa área.

Além do estágio do câncer, outros fatores afetam a chance de uma maior sobrevida, como:

  • Idade;
  • Estado geral da saúde do indivíduo;
  • O grau ou tipo de câncer, pois alguns são mais agressivos que outros;
  • Acesso do indivíduo a diferentes opções de tratamento.

Câncer oral – como prevenir

Para reduzir o risco de câncer de boca, as pessoas devem:

  • Evitar completamente o cigarro;
  • Evitar o consumo excessivo de álcool;
  • Ir regulamente ao dentista para exames odontológicos;
  • Ficar atento a alterações na boca e conversar com seu dentista, se notar alguma;
  • Vacinar-se preventivamente para o HPV.

Existem evidências da associação entre o HPV e o câncer de cordas vocais.

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Fontes: NHS,The Oral Ancer Foundation, American Cancer Society, National Cancer Institute, NCBI, Wikipedia
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Anestesia odontológica – um resumo essencial

Anestesia odontológica – um resumo essencial

anestesia dental

Existem muitos tipos de anestesia odontológica nos dias atuais.
A escolha do tipo certo de anestesia odontológica para cada caso é fundamental.
Isso porque traz benefícios tanto para o profissional como para o paciente.
A escolha da anestesia odontológica adequada irá evitar dor ou qualquer desconforto maior durante o procedimento.

Anestesia odontológica – tipos

Antes da realização de qualquer tratamento é fundamental conhecer e comunicar o paciente sobre as diferentes modalidades de anestesia odontológica e suas formas de administração.
É essencial que o dentista conheça todos os detalhes necessários para esclarecer eventuais dúvidas e inquietações que o paciente possa ter.
A escolha da quantidade e do tipo certo de anestesia irão garantir o sucesso da intervenção.

Histórico do paciente

Inicialmente é importante criar um histórico clínico detalhado do paciente. O conhecimento da condição do paciente irá possibilitar ao dentista a escolha do tipo e quantidade adequadas da anestesia odontológica.

Cada tipo de anestesia, seja mais inovadora ou mais clássica, tem seus prós e contras que são detalhados a seguir.

Anestesia odontológica – para cada tipo de tratamento

Anestesia local

A anestesia local possibilita o bloqueio da transmissão num ponto específico do nervo.
Seu objetivo é inibir de forma reversível a condução nervosa em determinadas regiões da cavidade bucal.

É um dos tipos de anestesia mais utilizadas em tratamentos odontológicos de qualquer natureza.
Isso vale para implantes, facetas estéticas e também extrações dentais.
É uma modalidade de anestesia muito versátil. Elimina o desconforto e a sensibilidade da cavidade bucal em várias situações.

Cremes e aerossóis anestésicos

São em geral utilizados para dessensibilizar uma determinada área da cavidade bucal do paciente.

São produtos de uso tópico. Assim, apresentam uma eficácia mais limitada quando em comparação a outras formas de anestesia.

Sedação consciente

Tem por objetivo principal tranquilizar e relaxar o paciente. E com isso tornar mais facilitada a sua experiência durante o atendimento odontológico.

Esta é uma técnica que vem crescendo em importância. Especialmente no atendimento do público infantil.

É também um método utilizado em cirurgias de colocação de implantes dentários.
Tem efeito tranquilizador para pacientes que sentem muito medo.

Sedação leve

Consiste na administração de óxido nitroso por inalação através de uma máscara.
É útil durante o tratamento de problemas periodontais.

Anestesia geral

É um tipo de anestesia odontológica não utilizada com muita frequência. Isso porque apresenta riscos.
É administrada em intervenções para correção de certas deformidades e alterações maxilofaciais.

Sua utilização pode ser dar também em tratamentos orais mais complicados. Exemplos: colocação de implantes dentários ou a extração do terceiro molar.
Este tipo de anestesia evita a necessidade do uso de outros tipos de anestésicos. Isso porque o paciente é colocado em um estado de completa inconsciência.

De acordo com a forma de aplicação

Existem dois tipos de anestesia odontológica de acordo com a maneira como é administrada.

A anestesia infiltrativa é aquela que se aplica através de uma agulha numa zona da cavidade bucal. Sua administração é mais dolorosa e tende a provocar maior reação de medo no paciente.

A anestesia tópica é aplicada por meio de um gel ou aerossol. Não provoca qualquer medo ao paciente e não é dolorosa. Porém, apresenta um efeito e duração menores.

De acordo com o procedimento

Na escolha do tipo procedimento as opções são o troncular ou periapical.

O troncular é administrado num quadrante específico da cavidade oral.
No periapical a anestesia é dirigida para uma determinada peça dentária.

Sedação oral

Os sedativos orais podem ser administrados antes do tratamento.
Nesse caso podem ser tomados na noite anterior ou uma hora antes do início do procedimento.
Porém, esta opção não é muito comum na prática odontológica.

Anestesia sem agulha

São utilizados injetores de pressão.
Através desses dispositivos o anestésico líquido passa a grande velocidade pelos orifícios do injetor.
O líquido atravessa rapidamente a epiderme e a mucosa oral.
Assim o anestésico acaba sendo depositado no tecido subcutâneo da cavidade bucal.
A entrada do anestésico de dá de forma praticamente indolor.

Casos especiais

Crianças e mulheres grávidas devem ser enquadradas nos casos especiais.
Para ambos é fundamental prestar atenção aos tipos de anestesia administrados para a realização do tratamento odontológico.

Deve-se ter especial atenção nos registros das informações históricas desses pacientes.
Dados como por exemplo possíveis alergias, a eventual existência de problemas respiratórios ou cardíacos, doenças recentes, entre outras. São informações importantes e imprescindíveis.

anestesia odontológica

Material para a anestesia

Tipos de seringas

Existem no mercado diferentes tipos de seringas para anestesia odontológica.

São classificadas em dois grandes grupos: reutilizáveis ou descartáveis.

Seringas odontológicas reutilizáveis

As seringas de metal são as mais utilizadas na anestesia de um paciente.
É um dispositivo reutilizável. Devem ser esterilizáveis em autoclave e versáteis.
Devem ser compatíveis com qualquer tipo de cartucho e agulhas nos padrões correspondentes.
As seringas odontológicas reutilizáveis são classificadas em: aspirantes e não aspirantes.

Seringas aspirantes

São as mais recomendadas na prática odontológica.
A principal vantagem destas seringas é que a aspiração se efetua com uma mão e permite um menor esforço e um melhor manuseio.

São seringas utilizadas para aspirar qualquer volume de sangue que haja numa veia, deixando-a estéril, para posteriormente inserir o anestésico através da agulha. Estas seringas podem ser intraligamentares ou de alta pressão e “jet injector” (injetor a jato).

Seringas de alta pressão

As seringas de alta pressão têm um sistema de gatilho ligado a um parafuso que serve para calcular a intensidade da punção.
Têm a capacidade de aceitar vários pontos de pressão.
São utilizadas com uma agulha muito curta. Isso para que a agulha não corra o risco de se quebrar e causar desconforto ao paciente.

Sistema jet injector

Não utiliza agulha e, portanto, é o mais adequado para crianças.
Com este método, apenas se consegue anestesia a nível local. Tem efeito similar ao exemplo da anestesia tópica.

Seringas odontológicas descartáveis

São compostas basicamente de material plástico.
Existem diferentes tamanhos de seringa e agulha.
O maior inconveniente é que a aspiração deve se realizar com ambas as mãos. Além disso, não se adaptam a todos os cartuchos do mercado.

Sendo descartáveis, devem ser usadas para um paciente e depois descartadas de forma adequada.

Tipos de agulha – anestesia odontológica

A agulha canaliza a anestesia para o tecido.

As agulhas para anestesia são de aço inoxidável e o seu tamanho varia entre 32 mm e 10 mm.
Os tamanhos utilizados podem variar de acordo com o tratamento.

A agulha é enroscada na seringa e consiste em 4 peças: o bisel, o eixo, o conector e o adaptador da seringa.
Cada um destes elementos tem características diferentes:
O bisel tem três tamanhos, que são identificados por cores: longo, identificado com cor amarela; médio, cor laranja; curto, cor azul, e extracurto, cor violeta .

As agulhas são descartáveis. Uma vez utilizadas devem ser descartadas.
É muito importante depositá-las em contentores de resíduos sanitários para uma correta destruição.

Anestesia odontológica – outras formas de aplicação

Estão em desenvolvimento alguns sistemas que ajudam a administrar a anestesia de forma diferente e inovadora.
Um deles é o STA System de The Wand.
É um sistema e método de administração de anestesia computadorizada que controla e regula automaticamente o fluxo e a pressão durante a injeção.

É um recurso que ajuda a reduzir o medo face ao dentista e minimiza a dor em 100%. Isso tranquiliza o paciente. Também torna muito mais fácil a realização do tratamento.

Fonte: Dentaleader
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Tudo o que você precisa saber sobre implantes dentários

implantes dentários

Implantes dentários são estruturas artificiais que um cirurgião dentista insere no maxilar de uma pessoa.
Uma pessoa pode precisar de um implante se tiver perdido um ou mais dentes.

Um implante dentário é uma estrutura que substitui um dente ausente.

Com dispositivos semelhantes a parafusos, o cirurgião-dentista insere um implante no osso da mandíbula que atua como uma âncora para um dente artificial, chamado coroa.

Um dispositivo chamado pilar conecta o dente artificial ao implante dentário. A coroa é feita sob medida para caber na boca da pessoa e combinar com a cor dos dentes.

As coroas parecem, sentem e funcionam como dentes naturais.

Vantagens dos implantes sobre as dentaduras

  • se mostram mais naturais e confortáveis;
  • apresentam uma alta taxa de sucesso e satisfação do paciente;
  • melhorar da função de mastigação;
  • diminui o risco de desenvolvimento de cáries nos dentes próximos;
  • favorece a manutenção do osso no local da perda do dente;
  • causa diminuição da sensibilidade nos dentes próximos;
  • não precisa ser retirado e limpo todas as noites.

No entanto, os implantes dentários não são adequados para todos.
Os dispositivos de implantação devem se unir ao osso da mandíbula. Para isso os ossos do paciente têm de estar saudáveis antes de ser submetido à cirurgia.

Implantes dentários – tipos

Existem dois tipos de implantes dentários: endosteal e subperiosteal. Os implantes endosteais são o tipo mais comum. O cirurgião os incorpora no osso maxilar e cada um pode segurar um ou mais dentes artificiais. Um cirurgião coloca um implante subperiosteal no topo do maxilar. Os cirurgiões-dentistas escolhem essa opção para pessoas que não apresentam muita altura no maxilar.

Segurança

De acordo com a Academia Americana de Odontologia de Implantes, cerca de 3 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm implantes dentários.

Esse número aumenta em cerca de 500.000 a cada ano.
A cirurgia de implante dentário é segura quando um cirurgião-dentista qualificado e experiente a realiza.
É também a única opção de restauração dentária que mantém a saúde do maxilar da pessoa e estimula seu crescimento.

Riscos

Algumas pessoas não são elegíveis para cirurgia de implante dentário.

Não é seguro para cirurgiões-dentistas operar pessoas com:

  • doença em fase aguda;
  • doença metabólica incontrolável osso;
  • doença ou infecção de tecidos moles

Uma vez tendo esses problemas sido resolvidos, a pessoa poderá fazer a cirurgia.

Em alguns casos, cirurgiões-dentistas evitam operar pessoas nas seguintes condições:

  • pessoas que fumam muito;
  • hábitos parafuncionais, como ranger ou apertar os dentes;
  • distúrbios comportamentais ou psiquiátricos;
  • HIV;
  • Diabetes;
  • Osteoporose;
  • AIDS.

Qualquer pessoa portadora de uma das condições acima e que forem submetidas a cirurgia de implante dentário, haverá um risco maior de falha do implante.

Os cirurgiões-dentistas também podem optar por não operar em pessoas submetidas aos seguintes tratamentos, devido ao aumento do risco de complicações nos implantes:

  • tratamento medicamentoso com bifosfonato para condições como osteopenia e osteoporose;
  • radioterapia da cabeça ou pescoço;
  • quimioterapia.

implantes dentários

Cirurgia de implante – complicações possíveis

As pessoas que se submetem a esse procedimento podem sofrer complicações durante ou depois.
Os problemas possíveis são:

  • lesão do nervo, resultando em alteração da sensação na área cirúrgica;
  • abertura da incisão após a cirurgia;
  • movimento do implante;
  • exposição do implante acima da linha da gengiva;
  • infecção do implante.

As pessoas que sofrem movimento ou exposição ao implante podem precisar se submeter a procedimentos adicionais.
Isso para melhorar a saúde dos ossos e gengivas ou remover ou substituir o implante.

Sinais e sintomas de que a colocação de um implante não teve êxito:

  • o implante é excessivamente móvel;
  • aparecimento de pus ou outras secreções no local do implante;
  • dor ao tocar no implante;
  • perda óssea rápida e progressiva.

Procedimentos

É provável que cada pessoa tenha uma experiência diferente na cirurgia de implantes dentários.
Fatores que podem influenciar:

  • o número de dentes que requerem substituição;
  • a localização dos implantes na mandíbula;
  • a qualidade e quantidade de osso no local do implante;
  • a saúde bucal e sistêmica subjacente da pessoa;

Dependendo desses fatores, procedimentos adicionais podem se tornar necessários.
Esses procedimentos incluem:

Aumento do seio maxilar

Colocar um implante no maxilar superior geralmente é difícil por causa da localização dos seios.
O cirurgião pode precisar realizar um aumento do seio. Esse é um procedimento para levantar o assoalho dos seios e permitir que mais ossos se desenvolvam. Assim aumentam as chances de que o implante seja bem-sucedido.

Modificação de cume

Algumas pessoas têm uma anormalidade no osso da mandíbula que impede o desenvolvimento do osso suficientemente para o implante.

Nesses casos, o cirurgião pode precisar realizar uma modificação na crista.
Isso envolve levantar a gengiva para expor a área do osso deformado.
O cirurgião usará um osso ou substituto ósseo para reparar e construir a área.
Isso melhora a qualidade do osso maxilar na preparação para a cirurgia de implante dentário.

Manutenção

Uma vez submetida a uma cirurgia de implante dentário o paciente deve continuar a escovar e usar fio dental regularmente.

Dentes artificiais requerem o mesmo cuidado e manutenção que os dentes comuns.

O cirurgião-dentista também deve agendar visitas de acompanhamento para monitorar os implantes. Isso para garantir que os dentes e as gengivas estejam e permaneçam saudáveis.
É importante retornar ao dentista a cada 6 meses também para uma rotina de limpeza profissional.

Custo

O custo da cirurgia de implante dentário varia e os seguintes fatores podem influenciar:

  • o número e tipos de implantes necessários;
  • a localização dos implantes na mandíbula;
  • se existe ou não a necessidade de procedimentos adicionais que antecedam a cirurgia.

O dentista pode estimar o custo da cirurgia de implante dentário durante o exame inicial.
Outras opções de substituição de dentes, como pontes, podem ser mais baratas. No entanto, as pontes são mais difíceis de manter limpas. Elas geralmente requerem substituição e reparo, aumentando o custo geral. Os implantes dentários podem fornecer benefícios a longo prazo se uma pessoa cuidar bem deles.

Se você quiser saber mais sobre pontes dentárias basta clicar aqui.

Resumindo

Implantes dentários são acessórios no osso que substituem os dentes ausentes.

Os implantes têm uma alta taxa de sucesso e podem fornecer benefícios a longo prazo.

Algumas pessoas precisam de procedimentos adicionais como preparação prévia à cirurgia.
Isso poderá impactar no custo total.
O número e o tipo de implantes necessários também podem aumentar o custo.
Tudo precisa ser muito bem conversado com o dentista responsável pelo procedimento.

Fonte: MedicalNewsToday
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Aftas – tudo o que você precisa saber

aftas

Aftas são lesões dolorosas na boca e gengivas. As aftas, apesar de inofensivas, podem ser extremamente desconfortáveis.
Elas dificultam o consumo de alimentos, especialmente aqueles ácidos. Também podem atrapalhar a escovação dental. Isso porque as lesões podem variar muito de tamanho.
O grau dos sintomas irá variar conforme as características da afta e sua localização. Aftas são um problema comum e persistente que democraticamente atinge a todos.

Aftas – em poucas palavras

  • A maioria das lesões são incômodos recorrentes e benignos;
  • Alimentos ácidos podem agravar aftas;
  • É importante salientar que um dentista deve examinar qualquer nova úlcera e qualquer úlcera com duração superior a 3 semanas;
  • Para a maioria das pessoas, as lesões desaparecem dentro de 2 semanas.

Causas

A causa exata das lesões ainda não é conhecida e varia de uma pessoa para outra.
Existem, no entanto, algumas causas comuns e vários fatores que podem agravar as lesões, incluindo os seguintes:

  • Frutas cítricas e outros alimentos ricos em acidez ou especiarias;
  • Morder por acidente a língua ou a parte interna da bochecha;
  • Aparelhos, próteses mal ajustadas e outros aparelhos que possam lesionar boca e gengivas;
  • Estresse ou ansiedade;
  • Alterações hormonais durante a gravidez, puberdade e menopausa;
  • Medicamentos, incluindo betabloqueadores e analgésicos;
  • Fatores genéticos;
  • Algumas pessoas podem desenvolver aftas como resultado de uma condição médica diferente ou de uma deficiência nutricional;
  • Doença celíaca ou de Crohn;
  • Deficiência de vitamina B12 ou ferro;
  • Sistema imunológico enfraquecido.

aftas

Aftas são potencialmente cancerígenas?

O câncer de boca e aftas são distintos em seus sintomas.
No entanto, como mencionado anteriormente, úlceras novas ou persistentes requerem exame cuidadoso.

Existem algumas diferenças fundamentais aftas e lesões cancerosas na boca:

  • Aftas são lesões frequentemente dolorosas, enquanto o câncer de boca não é;
  • Aftas desaparecem em cerca de duas semanas, enquanto o câncer na boca não desaparece e costuma se espalhar;
  • As lesões do câncer de boca podem ter aspecto áspero;
  • O câncer de boca geralmente é uma mistura de áreas vermelhas e brancas ou grandes áreas brancas que aparecem na língua, na parte de trás da boca, nas gengivas ou nas bochechas;
  • O câncer de boca está frequentemente associado ao consumo excessivo de álcool ou tabagismo.

Aftas – Tratamento

Em muitos casos, a dor e o desconforto das aftas diminuem em alguns dias e depois desaparecem em cerca de duas semanas sem necessidade de tratamento.

Para pessoas com recorrência muito mais dolorosa ou aftas frequentes, o dentista pode prescrever uma medicação para o problema.
Isso para reduzir o inchaço e diminuir a dor.

Boas opções podem ser um enxaguatório bucal com ação antimicrobiana e/ou uma pomada anestésica para aplicação diretamente na área afetada.
Pode ajudar a aliviar o desconforto.

Aftas – Tipos

As aftas aparecem nas bochechas internas ou língua e duram cerca de 1 semana.
A maioria é inofensiva e desaparece naturalmente.
Existem três tipos principais de aftas:

Úlcera herpetiforme

Úlcera herpetiforme são um subtipo de úlceras aftosas e recebem esse nome porque se assemelham às feridas associadas ao herpes.
Ao contrário do herpes, a úlcera herpetiforme não é contagiosa.
As úlceras herpetiformes ocorrem muito rapidamente e podem demorar um pouco mais para desaparecer.

Úlceras menores

Esse tipo pode variar em tamanho de cerca de 2 milímetros (mm) a 8 mm de diâmetro. São úlceras que em geral levam até duas semanas para desaparecer. São causadoras de dor de menor intensidade.

Úlceras maiores

São úlceras maiores e geralmente têm forma irregular. Podem ser elevadas e penetrar mais profundamente no tecido do que as úlceras menores.
Elas podem levar várias semanas para desaparecer e provavelmente deixarão cicatrizes quando desaparecerem.

Aftas – Sintomas

Aftas podem ser dolorosas e a dor pode ser agravada pela comida, bebida e falta de higiene bucal.

Aftas são lesões que:

  • Aparecem como úlceras extremamente dolorosas na boca;
  • Surgem e se desenvolvem muito rapidamente. Custam a desaparecer;
  • Podem aumentar de tamanho, eventualmente se unindo para formar uma úlcera maior e irregular;
  • Pode levar 10 ou mais dias para curar;
  • Podem aparecer em qualquer lugar da boca;
  • Aftas tendem a ser mais comuns em mulheres do que homens. Apresentam incidência maior em adultos de idade mais avançada.

Úlceras maiores e menores – Sintomas

  • Uma ou mais feridas dolorosas que podem aparecer nas bochechas, no céu da boca ou na língua;
  • Aparecimento de lesões redondas com bordas vermelhas e amarelas, brancas ou cinza no meio;
  • Durante surtos mais extremos de úlceras na boca, algumas pessoas podem sentir febre e apresentar glândulas inchadas.

Quando buscar ajuda profissional

Algumas situações em que uma pessoa deve buscar ajuda profissional o mais rápido possível. São elas:

  • Aparecimento de uma úlcera não dolorosa em uma ou mais áreas da boca;
  • Úlceras incomuns que aparecem em um novo local na boca;
  • Úlceras que estão se espalhando;
  • Úlceras com duração superior a 3 semanas.

Outras condições que se podem recomendar assistência profissional para o tratamento de aftas

  • Lesões particularmente dolorosas ou grandes;
  • Estados febris;
  • Úlceras se desenvolvem após uso de um novo medicamento;
  • Infecções bacterianas secundárias.

Aftas – Prevenção

As lesões não têm cura conhecida e geralmente aparecem várias vezes na boca ao longo de nossas vidas.

O surgimento de lesões é algo inevitável para quase todos. Existem, no entanto, algumas medidas que se pode adotar para diminuir a gravidade ou reduzir o número de vezes de seu aparecimento.

Algumas medidas de prevenção:

  • Conversar com seu médico sobre a mudança de medicamentos que causam úlceras;
  • Evitar alimentos que podem desencadear ou piorar os sintomas;
  • Manter a boca limpa com escovação diária e uso do fio dental;
  • Evitar gatilhos conhecidos por causar surtos no passado.

Em resumo

Felizmente, as aftas tendem a desaparecer espontaneamente. A dor associada a uma úlcera geralmente desaparece em alguns dias.

Existem alguns medicamentos na forma de pomadas e soluções que podem ajudar no alívio da dor e inchaço.

Reduzir o estresse e ansiedade são medidas que podem evitar futuros surtos de lesões.

Fonte: MedicalNewsToday
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