Revolucionário: tudo sobre a vacina contra o câncer oral por HPV

câncer oral por HPVUma vacina contra o o câncer oral por HPV.

Este é o trabalho pioneiro que um pesquisador escocês vem desenvolvendo há quase 15 anos.
O histórico dele ajuda. Ian Frazer é o imunologista que desenvolveu a vacina contra o câncer de colo de útero causado pelo HPV.
A vacina contra com câncer de colo de útero tem ação preventiva. Já esta vacina contra o câncer oral por HPV tem ação terapêutica. Ou seja, surge no horizonte uma forma revolucionária de se tratar o câncer oral por HPV.

O pesquisador Frazer está para iniciar a etapa de testes em humanos acometidos de câncer oral.

Como funciona a vacina contra o câncer oral por HPV

É uma terapia baseada na revolucionária imunoterapia contra o câncer. Essa vacina contra o câncer oral por HPV irá agir sobre o sistema imunológico do paciente. Age informando o sistema imune sobre como atingir eficazmente as células cancerígenas que contém o HPV.
O paciente recebe uma carga de medicamentos imunoterápicos que irão agir sobre o seu sistema imunológico.

Se a etapa de testes em humanos obter irá se alcançar uma forma revolucionária de tratamento do câncer oral por HPV.

Na Austrália, onde a pesquisa acontece, todos os dias três pessoas morrem em decorrência do câncer oral por HPV.
O oncologista e radiologista Sandro Porceddu faz um alerta. Vem se observando um enorme crescimento do número de casos de câncer oral por HPV. Segundo ele o índice pode chegar a 225% em países como Austrália e Estados Unidos da América. Aqui no blog Dentalis já noticiamos o impressionante crescimento do número de casos de câncer de orofaringe.

O professor Frazer aguarda a liberação de recursos da ordem de US$ 700.000 para início desta importante e fundamental etapa de sua pesquisa.
Os testes clínicos em humanos irão acontecer no Princess Alexandra Hospital, em Queensland, Austrália.câncer oral por HPV

Conhecendo melhor o HPV

HPV é a sigla em inglês para papilomavírus humano.
Os vírus HPV tem a capacidade de infectar a pele ou mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV.

Quais são os tipos de HPV que podem provocar câncer

São 13 os tipos de HPV potencialmente capazes de gerar câncer. São eles que apresentam maiores chances de provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras. Os HPV, tipos 16 e 18, são aqueles com maior potencial oncogênico. Estão, por exemplo, presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

O HPV genital é um vírus comum.
Alguns especialistas afirmam que este vírus é quase tão comum quanto o aquele do resfriado.

Como acontece a transmissão do HPV

O HPV é altamente contagioso, sendo possível contaminar-se com uma única exposição.
A transmissão do HPV se dá através do contato direto com a pele ou mucosa infectada.
A principal forma é pela via sexual. Essa via pode ser oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital.
Embora seja raro, o vírus pode se propagar também por meio de contato com mão.
Existe também a chance de transmissão durante o parto.
Não existe comprovação da possibilidade de contaminação por meio de objetos. Isso também vale para o uso de vaso sanitário e piscina ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.

Pessoa com vírus HPV apresenta sintomas?

A maioria das infecções por HPV é não apresenta sintomas e não apresenta evidências.
Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados , e mesmo assim assintomáticos.
As infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas ou não produzem lesões. Isso acontece usualmente, a que denomina-se de infecção latente.
Ou seja, quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não esteja presente. E sim que apenas que não está produzindo doença.

Como se prevenir do HPV

A infecção pelo HPV é de difícil prevenção. Depende do contato de pele doente com pela sadia. Independe da ejaculação. Assim, o preservativo deve ser usado durante toda a relação sexual.
Ter um número reduzido de parceiros sexuais também pode contribuir para a redução do risco dessa infecção.

A utilização de vacinas contra os tipos mais comuns de HPV é altamente recomendável.
Estima-se que mulheres que tomaram uma dessas vacinas antes de se contaminarem pelo HPV têm redução de até 70% na probabilidade de desenvolverem o câncer do colo do útero. Mesmo assim, como ainda existe algum risco, mulheres vacinadas também devem manter a prática do exame preventivo.

Como funciona a Imunoterapia

Os tratamentos convencionais contra câncer atacam as células tumorais. Já a imunoterapia estimula o corpo a produzir anticorpos e combater as células cancerígenas.
Células cancerígenas costumam se disfarçar como sendo células saudáveis do nosso corpo, e assim passar despercebidas da ação do nosso sistema imune.
A questão é como gerar uma terapia que ataque apenas células cancerígenas sem comprometer as células saudáveis de nosso organismo. O avanço das pesquisas propiciou uma imunoterapia mais inteligente e eficaz. Isso se deu a partir da identificação de checkpoints.
Esses checkpoints são barreiras diretamente ligadas às doenças autoimunes. Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico ataca os tecidos saudáveis do próprio organismo.
Com o avanço das pesquisas, a imunoterapia pode ser mais direcionada. Passando a atacar alvos específicos.

Os custos da imunoterapia

Por ser muito recente, a imunoterapia ainda é muito cara. Busca-se reduzir os custos dos tratamentos imunoterápicos por meio de novas patentes elaboradas e registradas no Brasil.

Tratamento de sucesso

A revista The Economist publicou em setembro do ano passado uma pesquisa revelando que a imunoterapia pode dobrar a sobrevida dos pacientes com melanoma metastático (estágio avançado do câncer de pele). Segundo o estudo, as pessoas que recebem o diagnóstico desse tipo de câncer e o tratam com métodos convencionais — quimioterapia, por exemplo– têm um máximo de cinco anos de sobrevida. Com a imunoterapia, 20% dos pacientes conseguiram dobrar essa expectativa. Já com a hipotética combinação dos métodos, 50% dos pacientes poderiam ter mais de dez anos de sobrevida.

Com o passar do tempo, observa-se a eficácia do tratamento imunoterápico. É um sucesso tanto no tratamento do melanoma quanto dos cânceres de pulmão, renal, colo de útero, entre outros.
Espera-se que nos próximos quatro ou cinco anos, 50% dos medicamentos contra o câncer sejam imunoterápicos.

Esperamos em breve também estar comemorando a chegada da vacina contra o câncer oral por HPV. Que possa vir a ser logo mais uma arma no tratamento desta tão grave doença. E vir a salvar milhões de vidas.

Fontes: 9News, INCA , Oncoguia, Fiocruz

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